Não há hoje, no Brasil, tarefa mais urgente do que
acordar o povo brasileiro
Karina Michelin
Não se trata de convencer adversários, ganhar debates ou disputar narrativas eleitorais. Trata-se de algo anterior a tudo isso - consciência. Um país adormecido não reage, não questiona, não resiste - apenas aceita. E quando um povo aceita tudo, qualquer abuso se torna normal, qualquer exceção vira regra e qualquer arbitrariedade passa a ser “institucional”.
O Brasil vive um estado perigoso de anestesia cívica, direitos são relativizados em nome de “boas causas”, a censura é rebatizada de “regulação”. Prisões políticas são travestidas de “defesa da democracia”, a insegurança jurídica vira método maquiavélico e o medo, vira ferramenta do regime.
Enquanto isso, milhões seguem suas rotinas como se nada estivesse acontecendo - não por maldade, mas por exaustão, desinformação e descrença. O sistema conta exatamente com isso: um povo cansado demais para reagir, confuso demais para entender e dividido demais para se unir.
Acordar o povo brasileiro é obrigar a realidade a entrar na sala, é fazer perguntas incômodas, expor contradições, iluminar o que foi empurrado para a sombra. É lembrar que Estado existe para servir o cidadão - e não o contrário.
Acordar o Brasil além de ser
um ato moral, é um dever histórico. Porque depois do despertar, não há volta.
Texto e Imagem: Karina Michelin, X, 22-1-2026, 11h06

O povo não vai acordar. Acordar para quê? O povo não quer saber do amanhã. Que se foda o amanhã. O povo, agora, só tem um pensamento na cabeça. O hoje, o agora, o já. Quais serão os próximos jogos do Corinthians? Onde, quando, como chegar? O negócio é torcer, beber, dar o rabo para levar o filho nos estádios onde os jogos irão acontecer. Viva a baderna. Ah, ia me esquecendo. O carnaval. Nossa, o carnaval! O povo está preocupado, mesmo trilho, com a fantasia que deverá comprar para desfilar na passarela do samba nos quintos dos infernos do Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Sapeca ai, mano, sapeca... Afinal, a galera precisa comprar a fantasia para aparecer bonito na festa. A coisa precisa ser impecável. O povo não está nem um porco preocupado com as canetadas do Alaalealixandre de Morrais, com o Právio Pino, com o Semana dos Dias Toffofufalido. Tampouco com o Pandré Caradeonça, ou com a pasvalófica Cárnen Prúcia. Para o povo, que se dane, o STF, ou o "Superior Tribundal de Famigerados". O povo quer jogo, carnaval, euforia ilimitada para balançar o esqueleto. E ver o melhor programa brasileiro. O BBB, o melhor programa conhecido pelos mais antigos e por aqueles que ainda tem inteligência e discernimento, como uma "dilatação ampliada" de "Buceta, Boca e Bunda". O BBB não passa de uma prostituição legalizada, de um puteiro a céu aberto. E a céu fechado. Sodoma e Gomorra não chegaria nem perto. Aliás, para muitos, Sodoma e Gomorra nunca existiu. Mas o BBB está ai. Vive, vivo, respira, come, dá. toma, tem boca, dentes, bunda, cu, vida própria, e está no ar, como o vento, para quem quiser ver, sentir, pegar e até cheirar a fedentina. O mais engraçado: tem gente tão imbecil e tapada, tão sem noção e fora de órbita, que paga uma grana preta para ver mulher beijando mulher, homem beijando homem, enquanto os patrocinadores da merda-cagalhão, das desgraças ao vivo e a cores ganham dinheiro à rodo para aparecerem na telinha mais cobiçada do brazzzil. O povo, (sempre lembrando, o povo, a raia miúda, os manés), quer divertimento, zombaria, sacanagem, recreação... futebol, carnaval, putaria, putaria, carnaval, diversão. O desenfreio como um câncer maligno não está só no STF, onde a nossa voz se cala a e os nossos "Sentimentos Tolhidos" se fazem "Fracassados", e por conta de uma inércia vinda da casa do caralho tudo se perde numa voragem sem precedentes. Viva o carnaval, viva os jogos, viva o BBB. Enquanto o bacanal corre solto e a solta, a orgia rala e rola sem que ninguém faça nada. O país está à míngua, as moscas, ao deus dará. A nação está acabada, desaparecida, sumida, extraviada, enxovalhada, desalinhada e fora de controle. Faço minha as palavras da simpática Karina Michelin. Percebam: "Não se trata de convencer adversários, ganhar debates ou disputar narrativas eleitorais. Trata-se de algo anterior a tudo isso - consciência. Um país adormecido não reage, não questiona, não resiste - apenas aceita. E quando um povo aceita tudo, qualquer abuso se torna normal, qualquer exceção vira regra e qualquer arbitrariedade passa a ser “institucional”. O Brasil vive um estado perigoso de anestesia cívica, direitos são relativizados em nome de “boas causas”, a censura é rebatizada de “regulação”. Prisões políticas são travestidas de “defesa da democracia”, a insegurança jurídica vira método maquiavélico e o medo, vira ferramenta do regime"". Vamos pular, dançar, se divertir. O brazzzil precisa hoje, agora, para o amanhã, de divertimento, de sacanagem, de mais BBBs, de novelas escritas por autores filhos da puta. Ninguém se lembra de um Machado de Assis, de um José Lins do Rego, de um Ariano Suassuna.... Senhoras e senhores, a putaria está completa: BBB, novelas impecáveis, carnaval, futebol... nosso rico brazzzilzinho que se F O D A.
ResponderExcluirAparecido Raimundo de Souza, de São Paulo, capital.