Bassam Tawil
Original em inglês: The
Palestinian 'Constitution' to Destroy Israel
Tradução: Joseph Skilnik
![]() |
| Foto: Jaafar Ashtiyeh/AFP via Getty Images |
Em consonância com a tentativa
de persuadir os Estados Unidos e o restante da comunidade internacional de que
os palestinos desejam criar um Estado democrático "baseado no estado de
direito e na dignidade humana", a liderança da Autoridade Nacional
Palestina publicou, na semana passada, uma minuta da "constituição"
provisória dos palestinos.
A minuta da
"constituição", de 162 artigos, demonstra, no entanto, que se e
quando os palestinos tiverem um Estado próprio, ele não será, na realidade,
nada diferente dos dois miniestados que tiveram nas duas últimas décadas: o
regime do Hamas na Faixa de Gaza e da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na
Cisjordânia.
Ambos os regimes palestinos
falharam terrivelmente em relação às suas populações, principalmente
privando-as da ajuda internacional, da democracia, de oportunidades, de
eleições livres e da liberdade de expressão.
Salta aos olhos que a nova
"constituição" repete e reafirma as posições e as políticas de longa
data, velhas conhecidas da ANP e do Hamas, especialmente em relação a Israel e
aos judeus. Entre elas, o "direito de retorno" dos refugiados
palestinos e de seus descendentes às suas antigas casas, em sua maioria já
inexistentes, dentro de Israel, a continuidade do pagamento de estipêndios a
terroristas palestinos, um programa também conhecido como "Pagamento por
Assassinato", e a perpétua negação da longa história e das raízes
religiosas dos judeus em Jerusalém.
O Artigo 12 da
"Constituição" endossa o "direito de retorno", o que
significa inundar Israel com milhões de palestinos para que os judeus se tornem
minoria em seu próprio país e Israel deixe de existir como Estado judeu:
"o Estado da Palestina
trabalha pela unidade da terra e do povo na pátria e na diáspora e está
comprometido em alcançar a independência, acabar com a ocupação e garantir o
direito de retorno dos refugiados, de acordo com as resoluções de legitimidade
internacional."
A nova
"Constituição" está, na realidade, dizendo que os palestinos querem
seu próprio Estado, mas também querem transferir milhões de seus cidadãos para
o território soberano do Estado vizinho. A mensagem continua sendo: "o que
é meu é meu e o que é seu também é meu."

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Não publicamos comentários de anônimos/desconhecidos.
Por favor, se optar por "Anônimo", escreva o seu nome no final do comentário.
Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-