segunda-feira, 9 de março de 2026

A 'Constituição' Palestina para Destruir Israel

Bassam Tawil

Original em inglês: The Palestinian 'Constitution' to Destroy Israel

Tradução: Joseph Skilnik

Foto: Jaafar Ashtiyeh/AFP via Getty Images

Em consonância com a tentativa de persuadir os Estados Unidos e o restante da comunidade internacional de que os palestinos desejam criar um Estado democrático "baseado no estado de direito e na dignidade humana", a liderança da Autoridade Nacional Palestina publicou, na semana passada, uma minuta da "constituição" provisória dos palestinos.

A minuta da "constituição", de 162 artigos, demonstra, no entanto, que se e quando os palestinos tiverem um Estado próprio, ele não será, na realidade, nada diferente dos dois miniestados que tiveram nas duas últimas décadas: o regime do Hamas na Faixa de Gaza e da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia.

Ambos os regimes palestinos falharam terrivelmente em relação às suas populações, principalmente privando-as da ajuda internacional, da democracia, de oportunidades, de eleições livres e da liberdade de expressão.

Salta aos olhos que a nova "constituição" repete e reafirma as posições e as políticas de longa data, velhas conhecidas da ANP e do Hamas, especialmente em relação a Israel e aos judeus. Entre elas, o "direito de retorno" dos refugiados palestinos e de seus descendentes às suas antigas casas, em sua maioria já inexistentes, dentro de Israel, a continuidade do pagamento de estipêndios a terroristas palestinos, um programa também conhecido como "Pagamento por Assassinato", e a perpétua negação da longa história e das raízes religiosas dos judeus em Jerusalém.

O Artigo 12 da "Constituição" endossa o "direito de retorno", o que significa inundar Israel com milhões de palestinos para que os judeus se tornem minoria em seu próprio país e Israel deixe de existir como Estado judeu:

"o Estado da Palestina trabalha pela unidade da terra e do povo na pátria e na diáspora e está comprometido em alcançar a independência, acabar com a ocupação e garantir o direito de retorno dos refugiados, de acordo com as resoluções de legitimidade internacional."

A nova "Constituição" está, na realidade, dizendo que os palestinos querem seu próprio Estado, mas também querem transferir milhões de seus cidadãos para o território soberano do Estado vizinho. A mensagem continua sendo: "o que é meu é meu e o que é seu também é meu."

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