Rafael Nogueira
Vivemos o pior momento de
nossa história. A segurança pública capitula diante de organizações criminosas
que já administram territórios como estados paralelos. Os índices educacionais
são uma confissão de falência. A cultura virou irrigação de ideólogos amigos do
poder. A soberania sobre nosso território é, em certas faixas de fronteira,
ficção jurídica. E palavras que já foram caras ao brasileiro, como democracia e
liberdade, soam hoje como eufemismos de arranjos que ninguém mais respeita. As
instituições perderam a credibilidade, e a vergonha de tê-la perdido.
Diante disso, a primeira
providência é arrumar a casa. Retirar Lula da Presidência, nas urnas, é
condição de possibilidade para tudo o mais. Se ele permanecer, o buraco se
aprofunda em segurança, economia, prestígio, soberania, cultura e educação,
tudo o que importa. Pior: ele indicará novos ministros ao Supremo, e o estrago
se prolongará por décadas. Nossos filhos e os filhos deles herdarão a
destruição. No limite, o país pode degringolar em separatismos, perdas de
território, protetorados estrangeiros ou terras de ninguém governadas por
gangues.
Retirar Lula é o primeiríssimo objetivo. Pois bem: esta coluna já apontou Flávio Bolsonaro como candidato ideal antes mesmo de seu anúncio. Ele é ponderado, transita entre adversários sem se desnaturar, e mantém, com a garantia do próprio nome, os valores essenciais de seu grupo. Isso posto, e mantido até o fim sem nenhum espírito de divisão, defendo que sejam candidatos também Ronaldo Caiado e Ratinho Jr. Romeu Zema deveria compor como vice, a meu ver -- é meu favorito para a posição, um gestor de primeira linha, capaz de levar vantagem sempre aos adversários em debate. Cláudio Castro, com a saída de Flávio do Rio e com Carlos atuando em Santa Catarina, pode concorrer ao Senado.
Juntos, esses candidatos formarão uma muralha — de capacidade, técnica, inteligência e popularidade — contra um Lula bidenizado, envelhecido, com um entorno que mais atrapalha do que ajuda. Basta ver a liderança negativa de Janja, derrubando a popularidade do marido num acesso de vaidade no carnaval. O PT não tem soluções inovadoras. Haddad, se concorrer, não derruba a muralha. Ninguém derruba.
E, assim, Flávio Bolsonaro irá
ao segundo turno. Será impossível, mesmo com eventual trapaça, o candidato
petista vencer no primeiro. E nos debates, Lula terá sangrado, enfrentando
ex-governadores que conhecem suas regiões palmo a palmo e que têm capital
político próprio. Flávio pode chamá-los a conversar e garantir destinos:
Caiado, por exemplo, ficaria no Ministério da Justiça e da Segurança Pública. O
PT quer federalizar a segurança, mas ela é constitucionalmente estadual, de
modo que Caiado seria o nome certo para o maior dos problemas brasileiros.
Ratinho Jr, por sua vez, poderia assumir o Ministério das Cidades ou do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
No segundo turno, Flávio
contaria com esse apoio ao mesmo tempo técnico e popular. A charlatanice teria
de alcançar um cinismo venezuelano para manter Lula. Flávio vence, empossa os
aliados, liberta os presos políticos do falso golpe e, junto ao novo Congresso,
promove as reformas que devolvam ao país a justiça e a competência de que
carece.
Aí sim, protegidos por essa
muralha, poderemos sonhar com um Brasil grande: atração de investimentos,
melhorias de infraestrutura, presença continental, reindustrialização. É só
olhar os indicadores de São Paulo e Santa Catarina para imaginar o que será possível
quando Tarcísio e Jorginho liderarem o novo país em 2030 ou 2031 (se o mandato
for alterado para cinco anos, sem reeleição, como Flávio tem defendido). O
Brasil raiz, o Brasil real, o Brasil do povo triunfará sobre o Brasil dos
oligarcas, plutocratas e bandidos que nos usurpam tudo — do suado dinheiro de
cada mês às obras que nunca saem — em troca de medo e terror.
Título e Texto: Rafael Nogueira, historiador, filósofo, mestre em Direito e doutorando em Ciência Política, O Dia, 18-3-2026

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