terça-feira, 3 de março de 2026

Acúmulo de lixo, mau cheiro, aumento de moscas: cariocas reclamam das caçambas da Comlurb

Dificuldade para passagens de pedestres, falta de lixeiras menores, recolhimento do lixo em horários considerados inapropriados também são queixas de moradores de diversos bairros da cidade

Felipe Lucena 

De diversas partes da cidade do Rio de Janeiro surgem reclamações em relação às caçambas de lixo da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro, a Comlurb. Mau cheiro, aumento de insetos e ratos, dificuldade para locomoção de pessoas e veículos, entre outras queixas foram ouvidas pela reportagem do DIÁRIO DO RIO.

“Muito cheiro ruim e sujeira. Até quando tiram o lixo, o mau cheiro continua, porque as caçambas continuam sujas, escorrendo chorume. Proliferaram insetos e ratos. Minha casa está cheia de moscas. É nojento e insalubre“, declarou Mariana Bastos, moradora do Rio Comprido.

Caçamba na Rua Teixeira de Castro, em Bonsucesso. Foi colocada num local onde disputa espaço com o ponto de ônibus, veículos, pedestres e ciclistas. Foto: Hugo Costa

Moradores de diferentes bairros do município alegam que depois que a Comlurb passou a colocar mais caçambas e modificar as operações de recolhimento de lixo, a situação piorou.

O geógrafo e pesquisador Hugo Costa pontua que: “Em 2024, a Comlurb entregou três mil novos contêineres de grande capacidade. Meses depois, mais três mil estavam em processo de instalação. A expectativa era adicionar 30 mil dessas novas caixas em toda a cidade até o fim daquele ano. Era para ser uma solução para pontos críticos, mas se espalhou como uma praga para toda a cidade. E o lixo continua espalhado pelo chão: usuários de drogas seguem revirando o lixo e jogando pelas calçadas“.

Outro lamento frequente é sobre os locais onde as caçambas são colocadas. Em alguns casos, atrapalham a passagem de perdestes ou veículos: “Em Cordovil colocaram várias. Teve umas que colocaram até na rua, fazendo com que os motoristas desviassem delas na altura da Avenida Meriti, em frente ao Batuta”, declarou Taty Santos em um post sobre esse assunto da rede social Threads.

A falta das lixeiras menores – chamadas de papeleiras – também é criticada por moradores do Rio: “Muitas vezes, eu tenho que entrar em algum estabelecimento privado para achar uma lixeira e jogar algum pequeno papel ou algo do tipo. Essas caçambas grandes não têm ventilação, então o cheio fica muito forte e na altura dos rostos das pessoas, mesmo que passe andando rápido por elas, fica difícil respirar e tem lugares que concentram várias“, detalhou Rodrigo Mota, que mora em Jacarepaguá.

Os horários de retirada do lixo das caçambas também é motivo para contestações. A reportagem do DIÁRIO DO RIO ouviu relatos de pessoas que foram acordadas de madrugada com o barulho da ação e também de engarrafamentos causados em horários de trânsito intenso por conta dos caminhões da Comlurb.

Procurada pela reportagem para comentar a situação, a Comlurb não respondeu o contato.

Título e Texto: Felipe Lucena, Diário do Rio, 2-3-2026 

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