O bar Partisan, na Lapa, foi multado em R$ 9,5 mil pelo Procon Carioca após exibir uma placa dizendo que cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não eram bem-vindos. A prefeitura classificou a prática como discriminatória e abusiva
Quintino Gomes Freire
O bar Partisan, na Lapa, foi multado em R$ 9.520 pelo Procon Carioca depois de colocar na entrada do estabelecimento uma placa informando que cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não eram bem-vindos.
A fiscalização foi realizada
na noite de sábado (4). Segundo a Secretaria Municipal de Proteção e
Defesa do Consumidor, a medida adotada pelo bar foi considerada abusiva e
discriminatória.
De acordo com o órgão, a placa
fere o Código de Defesa do Consumidor, que proíbe recusa de
atendimento sem justificativa legítima. A secretaria afirma que critérios de
exclusão baseados em nacionalidade não são permitidos pela legislação.
A multa, no entanto, não
alterou o funcionamento do estabelecimento, que seguiu operando normalmente.
Até a manhã deste domingo, o bar ainda não havia se manifestado oficialmente
sobre o caso.
O Partisan funciona
na Lapa desde 2023 e se apresenta ao público como um bar
antifascista.
Título e Texto: Quintino
Gomes Freire, Diário do Rio, 5-4-2026

O dono do bar é um carioca de 48 anos, Thiago Braga Vieira. Em agosto de 2021, o empreendedor se envolveu em uma discussão online em um grupo de WhatsApp da Marcha da Maconha, da qual era um dos organizadores. Inconformado, levou o caso à Justiça.
ResponderExcluirAlém de militar pela legalização da cannabis, Thiago Braga Vieira é filiado ao PSOL desde abril de 2013.
Dono de bar anti-Israel é militante pró-Cannabis e filiado ao PSOL