Novo sistema Rio Rotativo Digital promete combater extorsões, ampliar fiscalização e permitir pagamento via aplicativo, Pix e cartão
Victor Serra
A Prefeitura do
Rio decidiu finalmente virar a chave no modelo de estacionamento
rotativo no município. A partir de agosto, entra em operação o Rio
Rotativo Digital, sistema que elimina de vez os talões de papel e aposta em
uma gestão totalmente feita por aplicativo. A mudança, anunciada nesta
sexta-feira (24/4), vem acompanhada de um discurso contra irregularidades e
práticas ilegais que se espalharam pelo modelo atual.
Hoje, segundo o município,
a cidade tem cerca de 37 mil vagas cadastradas. Na prática, o
funcionamento ainda depende da compra de talões físicos, muitas vezes
intermediados por guardadores informais, enquanto a fiscalização fica sob
responsabilidade da Guarda Municipal.
“O objetivo central vai ser
facilitar a diferenciação do guardador daquele que está extorquindo a
população. Cobrou o cidadão no local que está identificado como Rio Rotativo?
Cometeu crime de extorsão e vai dar prisão em flagrante. O criminoso que tentar
explorar vai ficar inibido. Cabe também à polícia fazer o seu papel de
investigação desses grupos que agem como crime organizado. Acabou o uso do
talão pelo criminoso. Isso vai melhorar a vida do cidadão e do trabalhador
sério”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.
Como vai funcionar na
prática
O novo modelo será operado pelo aplicativo Jaé. Ao estacionar em uma vaga sinalizada, o motorista acessa a opção de rotativo, com localização identificada automaticamente por GPS. Em seguida, informa a placa do veículo e define o tempo de permanência. O pagamento poderá ser feito diretamente pelo app, via créditos, Pix ou cartão de crédito.
A tarifa, segundo a
prefeitura, será mantida em R$ 2 por duas horas, com possibilidade
de renovação até o limite de seis horas. O sistema também será responsável por
validar o tempo de uso, cruzar dados das placas e identificar irregularidades,
além de enviar notificações aos usuários.
Fiscalização terá mudanças
A fiscalização também passa
por uma reformulação completa. Em vez do modelo tradicional, entram em cena os
chamados “agentes de verificação”, que serão credenciados por
associações.
Esses agentes vão utilizar um
aplicativo próprio para registrar, por meio de fotos, se o pagamento foi feito.
Cada verificação considerada válida renderá R$ 1 ao agente.
Cronograma
O credenciamento dos agentes
começa em junho, seguido por treinamentos em julho. No mesmo período, a
prefeitura pretende rodar testes da plataforma antes da estreia oficial em
agosto.
O novo modelo segue uma
tendência já consolidada em capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba,
que adotaram sistemas digitais para gestão de vagas públicas, com diferentes
formatos de cobrança e fiscalização. Aqui no estado, Petrópolis também segue um
padrão parecido.
Título e Texto: Victor Serra, Diário do Rio, 24-4-2026

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