António Guimarães
Jogo sem história no Dragão, mas jogo que conta, e
muito, para a história. A vitória contra o Tondela deixa quase, quase tudo em
pratos limpos... Só falta o quase
À quarta é de vez: depois de desperdiçar match points nos últimos minutos contra Sporting, Benfica e Famalicão, o FC Porto deu aquilo que parece ser claramente a machadada final no campeonato, aproveitando a derrota do Sporting em casa com o Benfica.
Sem ser deslumbrante, o FC
Porto cumpriu contra um Tondela que mostrou algum querer, mas que não teve nem
tem capacidade para mais nesta dimensão, caindo como presa fácil perante o mais
do que provável sucessor do Sporting como campeão.
Ainda assim, a primeira parte
foi de alguma ansiedade e até tremedeira com a bola nos pés, talvez confirmando
que este FC Porto está talhado para jogos difíceis, sobretudo quando são fora
de casa.
Isso notou-se até já no fim da
segunda parte, quando Alan Varela bateu um penálti altamente denunciado,
permitindo a Bernardo Fontes a defesa e lançando a dúvida no Estádio do Dragão,
que tinha começado a noite a gritar golo ainda antes do apito inicial, já que o
tento da vitória do Benfica em Alvalade foi marcado quando as bancadas
portistas já estavam bem compostas.
Perante essa possível dúvida, Francesco Farioli decidiu não esperar muito, tirando Rodrigo Mora e lançando Gabri Veiga logo ao intervalo. O pequeno mago andou desaparecido, enquanto o espanhol se revelou decisivo. De resto, foi uma vitória que teve muito de banco, já que Pablo Rosario também entrou ao intervalo e também ele foi crucial para um maior discernimento a construir desde trás.
Estranho, já que o dominicano
entrou para o lugar de Jakub Kiwior, um especialista a construir, mas que este
domingo esteve mais apagado. Talvez por isso, mas talvez também a pensar em
quarta-feira e na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal contra o
Sporting, o treinador do FC Porto decidiu retirar o polaco. Seja qual for a
razão, a decisão foi certeira, com Pablo Rosario a assumir protagonismo
instantâneo na organização dos ataques, lançando Deniz Gül para o trabalho - e
que trabalho - que culminou no primeiro golo do jogo, marcado por Gabri Veiga.
Sem ser deslumbrante, o FC
Porto conseguiu colocar-se na frente logo a abrir a segunda parte, lançando o
alívio nas bancadas do Dragão. Esse alívio foi ainda maior quando Victor
Froholdt desfez todas as dúvidas, aproveitando um ressalto para confirmar o excelente
momento de forma, com os dragões a chegarem a um sossegado 2-0 que não mais
mexeu.
A quatro jogos do fim, e mesmo
partindo do princípio de que o Sporting vence o jogo em atraso contra este
mesmo Tondela, o FC Porto tem agora cinco pontos de vantagem para o segundo
lugar, gozando ainda de vantagem no confronto direto. O mesmo é dizer que
precisa apenas de 7 dos 12 pontos que vão ser disputados, ainda para mais em
jogos contra equipas que estão abaixo do meio da tabela.
Que se comecem a encomendar as
faixas de campeão, que nem a fama de pé frio de Francesco Farioli deve ser má
ao ponto de se desperdiçar uma vantagem destas. Esse cenário impensável - o do
pé gelado e não frio - para o mais pessimista dos portistas e até para o mais
otimista dos sportinguistas seria dantesco na ótica azul e branca, mas falta o
quase.
Título e Texto: António Guimarães, CNN Portugal, 19-4-2026, 22h31
Resumo:
FC Porto 2-0 Tondela (Liga 25/26 #30)
Domingo de decisões: os cenários do título para FC Porto e Sporting
“Faltam quatro finais e temos de ir com tudo”
“Os adeptos foram incríveis como sempre”
Os médios iluminaram o caminho
Percurso europeu terminou em Inglaterra

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