Pelos caminhos brancos de Ítaca Naveguei em pleno mar, em pleno vento
Pelas ondas escuras da memória,
atravessadas de luar
E se tentei, em vão, ultrapassar o tempo,
Não foi para me salvar da morte
Foi para guardar Ítaca em mim, para sempre.
Mas coisa que procurei fixar
Queimaram-me por dentro
Como uma febre, ou uma ausência,
um cansaço imenso de pensar.
E Ítaca tornou-se aos poucos
a visão longínqua e transparente
de um homem louco.
Ao cântico das sereias abandonei-me,
Inteiro, até à loucura.
E assim voguei,
de desespero e amargura
até à extrema fronteira do sonho
E no mundo brilhante e puro que ali reencontrei,
a Odisseia foi a história
que a mim próprio contei.
Alexandra Barreiros
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Túnel
Poemas aos homens do nosso tempo
Porque há desejo em mim
Passeio
Aquela
a visão longínqua e transparente
de um homem louco.
Ao cântico das sereias abandonei-me,
Inteiro, até à loucura.
E assim voguei,
de desespero e amargura
até à extrema fronteira do sonho
E no mundo brilhante e puro que ali reencontrei,
a Odisseia foi a história
que a mim próprio contei.
Alexandra Barreiros
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