sexta-feira, 3 de julho de 2026

Distopia do Reino Unido: Cidadãos revoltados com abuso sexual de uma menina de 14 anos são presos por mais tempo do que imigrante que cometeu o crime

Paulo Hasse Paixão

Um pai de família e treinador de futebol juvenil foi condenado a dois anos e nove meses de prisão depois de ter entrado em confronto com a polícia durante protestos em frente a um hotel em Essex que alberga requerentes de asilo. Entretanto, o imigrante etíope cujos abusos sexuais contra uma rapariga de 14 anos e uma mulher desencadearam estes protestos recebeu apenas 12 meses de prisão.

Esta é a face da justiça invertida na Grã-Bretanha de hoje. Os cidadãos nativos que se opõem às consequências da imigração descontrolada enfrentam punições mais severas do que os estrangeiros cuja comportamento criminoso provocou a sua indignação. 

Ao mesmo tempo, as diretrizes oficiais do governo classificam a crença de que a cultura ocidental enfrenta uma ameaça da imigração em massa como uma forma de extremismo, merecedora de repressão policial e judicial.

Hadush Gerberslasie Kebatu, um cidadão etíope que chegou ao Reino Unido num pequeno barco, estava hospedado no Hotel Bell, em Epping. Em julho de 2025, abordou uma rapariga de 14 anos sentada num banco, tentou beijá-la, fez comentários sexualmente explícitos e, posteriormente, voltou a agredi-la. Também agrediu sexualmente uma mulher que se ofereceu para o ajudar na produção de um currículo vitae.

Foi considerado culpado de cinco crimes e condenado a 12 meses de prisão em setembro de 2025, recebeu uma ordem de prevenção de danos sexuais de cinco anos e foi incluído no registo de agressores sexuais durante 10 anos. Os relatórios do tribunal descreveram-no como “manipulador” e com “pouco respeito pelas mulheres”. Os seus crimes e a sua presença no hotel desencadearam protestos locais contínuos no Verão passado e nos anos seguintes.

Durante estes protestos, em que manifestantes pró-imigração foram trazidos pela polícia de autocarro, a violência eclodiu em grande escala, incluindo empurrões, agressões e pontapés contra os polícias.

Lee Gower, de 43 anos, pai de duas crianças e treinador da equipa de futebol de um dos filhos, estava entre os acusados ​​de desordem violenta. Esta semana, foi condenado a dois anos e nove meses de prisão. O seu co-arguido, Phillip Curson, aguarda sentença a 14 de agosto.

O juiz Alexander Mills disse a Gower:

“Adoptou uma postura de luta ou de boxe com os punhos ainda cerrados. As suas ações estavam claramente muito distantes de um protesto pacífico”.

Os procuradores destacaram a “hostilidade” de Gower em relação aos requerentes de asilo e as suas acusações de que eles e a polícia eram pedófilos. Um oficial superior declarou ao tribunal:

“Nos meus 20 anos de carreira policial, nunca testemunhei tamanha desordem em Essex — e certamente não numa cidade como Epping.”

Portanto, aparentemente, sentir raiva por causa do abuso sexual de uma criança e cerrar os punhos na direção da polícia é um crime passível de uma pena de prisão maior do que o próprio abuso sexual da criança.

Enquanto os habitantes locais que protestaram contra as consequências da deslocação de imigrantes para hotéis e a rápida mudança demográfica recebem penas de vários anos, os próprios materiais de formação do programa Prevent, do governo britânico, classificam a crença de que “a cultura ocidental está ameaçada pela imigração em massa e pela falta de integração de certos grupos étnicos e culturais” sob o rótulo de “nacionalismo cultural” — listado como uma das subcategorias das “ideologias terroristas de extrema-direita”.

Este programa consta em cursos oficiais de reciclagem disponíveis no site gov.uk. Os funcionários são informados de que a dissidência política pode justificar o encaminhamento para programas de desradicalização. Opiniões amplamente difundidas sobre os níveis de imigração, a coesão social e a importância da integração são englobadas sob este rótulo.

O efeito é criminalizar a tendência humana para a preservação da cultura e identidade nacionais. Isto reformula a legítima preocupação pública como um prenúncio de violência, mesmo quando a violência real, perpetrada por alguns imigrantes, continua a ser notícia.

Esta estrutura ideológica opera agora em conjunto com novos mecanismos explícitos para controlar a informação durante períodos de agitação pública.

Como já salientámos anteriormente, a Ofcom, reguladora da internet, anunciou a intenção de utilizar poderes alargados para combater a “desinformação” online durante “tempos de crise”.

A Secretária de Tecnologia, Liz Kendall, anunciou planos para atualizar a distópica Lei de Segurança Online, exigindo que as plataformas atuem mais rapidamente para remover conteúdo “ilegal” que circula durante períodos de crise.

Os críticos salientam que estes poderes, originalmente apresentados como medidas de proteção infantil, estão agora a ser utilizados contra o livre discurso e a cobertura em tempo real de eventos que descredibilizam a narrativa regimental.

A definição de “crise” permanece deliberadamente vaga e pode ser accionada pelos ministros sem nova aprovação parlamentar. As propostas paralelas para a digitalização obrigatória de cada foto, vídeo e mensagem apenas aprofundam a infraestrutura de vigilância.

A classe dominante britânica decidiu que o verdadeiro perigo não reside nos estrangeiros que cometem agressões sexuais contra crianças ou ataques com facas contra cidadãos locais, mas sim nos cidadãos britânicos que percebem o padrão e protestam contra ele.

O mesmo Estado que luta para deportar criminosos condenados após libertações prisionais mal orientadas age agora rapidamente para monitorizar, moderar e potencialmente criminalizar as discussões online sobre estes erros.

Mandatos de rastreamento de telemóveis, ferramentas policiais baseadas em inteligência artificial e poderes de censura em situações de crise estão a ser implementados em paralelo. A mensagem para o público é inequívoca: mantenham-se em silêncio, aceitem as consequências dos fluxos migratórios massivos com baixa integração ou enfrentem o aparelho de Estado.

Isto não é sustentável. A igualdade perante a lei, as fronteiras seguras e o direito de falar abertamente sobre as alterações demográficas não são exigências extremistas. São os requisitos mínimos para uma nação funcional que ainda valoriza o seu próprio povo. A alternativa oferecida é mais do mesmo: predadores protegidos, manifestantes castigados e a verdade subordinada ao controlo da narrativa.

Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 3-7-2026 

Relacionado:
[Sétima Arte] Citizen Vigilante

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não publicamos comentários de anônimos/desconhecidos.

Por favor, se optar por "Anônimo", escreva o seu nome no final do comentário.

Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-