Supertaça Cândido de Oliveira joga-se a partir das 20h15 em Coimbra
A temporada 2026/27 arranca
este sábado à noite no Estádio Cidade de Coimbra. A partir das 20h15 (RTP1), FC
Porto e SCU Torreense medem forças na 46.ª edição da Supertaça Cândido de
Oliveira - o primeiro jogo oficial da nova época, que opõe os Campeões Nacionais
aos vencedores da Taça de Portugal.
Recordistas de vitórias na prova com 24 títulos, mais do que toda a
concorrência junta, os Dragões vão disputar a Supertaça pela 35.ª vez e
preparam-se para regressar à cidade onde festejaram em 2004 - após duas finais
em Leiria, uma no Algarve e nove em Aveiro.
A formação de Torres Vedras, por sua vez, estreia-se na Supertaça depois de
fazer história na prova rainha do futebol português. Em maio, no Jamor, a
equipa orientada por Luís Tralhão venceu o Sporting após prolongamento (2-1) e
tornou-se o primeiro emblema da Segunda Divisão a conquistar a Taça de
Portugal.
Os caminhos dos finalistas da Supertaça cruzaram-se pela última vez em 1999,
quando o SCU Torreense venceu o FC Porto nas Antas (0-1) na quinta eliminatória
da Taça de Portugal. Antes desse desaire, os portistas haviam somado dez
vitórias e quatro empates frente ao emblema sediado no Estádio Manuel Marques -
onde, em março de 1958, se festejou o mais dramático dos campeonatos.
As duas tranches de ingressos colocadas à venda na plataformabilhetes.fcporto.pt esgotaram em poucas horas e prevê-se muito azul e
branco nas bancadas do Estádio Cidade de Coimbra, cujas portas abrem às
18h00. Os adeptos que vão assistir à Supertaça ao vivo devem seguir
estas indicações.
FC Porto
O FC Porto chega à Supertaça
“física e mentalmente na forma em que deve estar” depois de uma pré-época em
que “os jogadores trabalharam ao máximo diariamente” e Francesco Farioli não
tem dúvidas de que os Campeões Nacionais vão “fazer tudo o que estiver ao alcance para vencer” a primeira
prova de 2026/27, mesmo que esta seja disputada num “novo tipo de relvado
híbrido, com e sem relva”: “Chegamos a este jogo com muita incerteza, por causa destassituações do árbitro e do relvado, mas temos de nos preparar da melhor forma,porque o relvado vai estar igualmente mau para os dois lados. O foco é total,não há desculpas”.
Também pelo “grande respeito” nutrido pelo SCU Torreense, um adversário que fez
“um percurso incrível na Taça de Portugal” do ano passado, o treinador salienta
que existe “muito foco na abordagem ao jogo” antes de recordar que “há
princípios inegociáveis” a ter em conta, entre os quais “ser uma equipa muito
intensa que pressiona qualquer adversário e que quer ter clareza com
bola”. Martim Fernandes e Oskar Pietuszewski foram dados como aptospelo departamento médico e “estão numa ótima condição física para
fazerem parte do jogo, seja de início ou a partir do banco”.
Diogo Costa não esconde que “este é um jogo muito importante porque vale um título, e o FC
Porto vive de títulos”. Com muito “orgulho e honra por poder vestir a
camisola do Clube do coração” em mais uma final, o “menino da casa” lembra que
“o que foi feito no passado ficou no passado” e que é hora de “representar da
melhor forma” o Clube e os seus adeptos: “Estamos a jogar pela cidade e pelo
nosso povo”.
“A época passada encheu os portistas de orgulho, mas não concede qualquer
vantagem para o que agora começa” e André Villas-Boas alerta que é preciso “ambição, carácter e sentido de responsabilidade” para
“conquistar a Supertaça e dedicá-la aos sócios e adeptos, em Portugal e em todo
o mundo”. Numa mensagem publicada no programa do jogo, o presidente frisa que
“quem representa o FC Porto sabe que cada teste exige seriedade, entrega e
respeito” e acrescenta que “a ambição é permanente, mas só ganha sentido quando
é acompanhada por humildade, concentração e um compromisso inegociável com o
coletivo”. “Não há espaço para distrações ou celebrações antecipadas. Uma nova
época começa do zero, e esta é uma final”, conclui.
SCU Torreense
O SCU Torreense terminou a
última edição da Segunda Liga no terceiro lugar (em igualdade pontual com o
segundo) e disputou o play-off para subir de divisão: na primeira mão, ninguém
desfez o nulo; na segunda, em Rio Maior, o Casa Pia venceu por 2-0 e garantiu a
permanência no principal escalão.
Os detentores da Taça de Portugal estiveram muito ativos no mercado depois de
garantirem o apuramento direto para a Liga Europa. Os guarda-redes Adriel Ramos
(ex-Grêmio) e Lisandru Olmeta (ex-Lille), os defesas Jérémy Mounsesse (ex-QRM),
Hugo Pérez (ex-Espanyol), Juan Alcedo (ex-Córdoba), Gonçalo Cunha (ex-Trofense)
e Jonathan Mutombo (ex-Gil Vicente), os médios Zé Breno (ex-Vitória), Joel
Romero (ex-América de Cali), Carlos Reina (ex-Betis), Nuha Jatta (VfB
Stuttgart), Carraro Injai (ex-Amiens) e os avançados Bob Omoregbe (ex-Novi
Pazar), Jorge Aguirre (ex-Gil Vicente), Karem Zoabi (ex-Rio Ave) e Adama
Baradji (ex-Stade de Reims) são as 16 caras novas de um plantel renovado.
Os comandados de Luís Tralhão, que se manteve no comando técnico depois de uma
campanha histórica, disputaram seis jogos de preparação durante o mês de julho:
contra os sub-23 (0-0), contra o Sporting (0-2), contra a Académica de Coimbra
(5-0), contra o Benfica B (1-1), contra a UD Santarém (3-2) e contra o Estoril
Praia (0-0).
Os avançados Kévin Zohi (10), Musa Drammeh (9) e Manu Pozo (8) foram os
melhores marcadores da equipa na época passada e continuam a integrar o plantel
em 2026/27. O defesa Javi Vázquez, também ele repetente, foi o atleta mais
utilizado (3.765 minutos) e destacou-se no capítulo das assistências (11).
Equipa de arbitragem
André Narciso, da Associação de Futebol do Setúbal, foi o
juiz nomeado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. O
árbitro de 43 anos terá como assistentes Vasco Marques e André Botelho, sendo
David Silva o quarto árbitro. Luís Ferreira e Rui Silva estarão no VAR,
assistidos por Valdemar Maia.
Título, Imagem e Texto: FC Porto, 1-8-2026, 8h

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