terça-feira, 18 de agosto de 2026

Não estamos zangados

Paulo Hasse Paixão 

Não estamos zangados como devíamos

Não estamos zangados como devíamos com o que aconteceu durante a pandemia, quando fomos tratados, em nome da ciência, como ratos de um distópico laboratório conduzido por fascistas, nepotistas e aprendizes de feiticeiros.

Não estamos zangados como devíamos com a manipulação genética da humanidade, mascarada de programa de vacinação.

Não estamos zangados como devíamos – e devíamos estar maximamente zangados – com o facto escarrapachado de todos nós, no Ocidente, sermos governados por pedófilos, canibais, satanistas, transhumanistas, escatologistas, sionistas, tiranos e sicofantas.

Não estamos zangados como devíamos com a carga tributária a que somos submetidos, que transformou as repúblicas em imparáveis e eficientíssimos sistemas de coacção, onde o cidadão serve o Estado, ao invés do Estado servir o cidadão.

Não estamos zangados como devíamos com o meticuloso e abrangente empobrecimento a que as elites submetem as massas.

Não estamos zangados como devíamos por sermos substituídos pela imigração, humilhados pelo entretenimento, doutrinados pela imprensa, censurados pelas tecnológicas, e mentidos, alienados e alucinados pelas máquinas de propaganda do regime leninista-globalista.

Não estamos zangados como devíamos com os sistemas de ensino, que lavam o cérebro dos nossos filhos com horas do conto LGBT, revisionismo histórico, marxismo salvífico e dogmatismo académico.

Não estamos zangados como devíamos com a paz que nos prometem e a guerra que nos impõem.

Não estamos zangados como devíamos quando as repúblicas de que somos cidadãos fazem explodir escolas, pontes, fábricas, centrais eléctricas, áreas residenciais, cidades inteiras, num esforço genocida que não conhece limites éticos.

Não estamos zangados como devíamos com o facto, que nos é oferecido como incontornável, de que a inteligência artificial vai destituir de função a maior parte da humanidade, já a seguir.

Não estamos zangados como devíamos por nos terem trocado o cristianismo por descontos de sexta-feira negra e as igrejas por estádios de futebol.

Não, não estamos zangados como devíamos.

Mas os nossos descendentes vão ficar zangados conosco, por dever de consciência, quando souberem da nossa passividade, da nossa servil obediência, durante esta era de trevas.

Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 18-8-2026

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