Leandro Ruschel
Resumo do conteúdo:
STF
vive crise interna e amplia tensão ao investigar suposto vazamento de dados
A decisão do ministro Alexandre de
Moraes de determinar a investigação sobre um suposto vazamento de dados da
Receita Federal envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e seus
familiares aprofundou o mal-estar interno na Corte e evidenciou uma crise
institucional que já vinha se desenhando nos bastidores.
Segundo relatos de ministros, a medida
foi recebida com forte desconforto. Isso porque, na semana anterior, havia um
movimento articulado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e outros
integrantes do tribunal para reduzir tensões internas e conter os danos de
imagem provocados pelo chamado “caso Master”. Nesse contexto, ocorreu uma
reunião reservada com o ministro Dias Toffoli que teria como objetivo levá-lo a
renunciar à relatoria do processo.
O esforço era o de distensionar o
ambiente interno e minimizar o impacto público do caso. No entanto, o vazamento
quase literal do conteúdo dessa reunião — a ponto de gerar suspeitas de que o
encontro tenha sido gravado — já havia ampliado o clima de desconfiança entre
os ministros. Poucos dias depois, ainda durante o Carnaval, a Polícia Federal
foi acionada para apurar o suposto vazamento de dados fiscais.
A ampliação da investigação e o
incômodo no tribunal
O ponto central do desconforto reside na amplitude da medida determinada por Moraes. Se a suspeita inicial envolveria apenas dados relacionados a ele próprio, sua esposa e o escritório dela, por que solicitar à Receita Federal a verificação de acessos aos dados de mais de cem pessoas, incluindo ministros e familiares?
Ministros questionam por que não foram
previamente informados da existência de suspeitas que os envolveriam. Também
causa estranheza o fato de a apuração ter sido incluída no inquérito das fake
news, aberto em 2019 com outra finalidade.
A nota oficial do Supremo menciona
“vazamento indevido de dados com suspeitas difusas e de difícil dissipação”,
sem especificar objetivamente o que estaria sendo investigado. A linguagem vaga
reforçou a percepção de falta de transparência.
Nos bastidores, cresce a desconfiança
de que a iniciativa possa ter motivações defensivas. O celular do empresário
Daniel Vorcaro, apreendido em novembro, ainda não teve seu conteúdo amplamente
divulgado, mas sabe-se que há menções ao nome de Alexandre de Moraes. Isso
alimenta especulações de que a medida poderia funcionar como uma forma de
prevenção a eventuais desdobramentos da investigação.
Além disso, permanecem sem
esclarecimento público questões relacionadas a contratos envolvendo a esposa do
ministro e às relações do ministro Dias Toffoli com Vorcaro, incluindo
pagamentos milionários ligados à participação societária em resort.
O inquérito das fake news e sua
expansão
Outro ponto sensível é o uso do
inquérito das fake news como base para essa nova investigação.
Aberto em 2019, o inquérito teve
origem na apuração de supostos vazamentos de informações fiscais envolvendo
familiares de ministros. À época, Dias Toffoli, que poderia ser parte
interessada, abriu a investigação e indicou Alexandre de Moraes como relator,
sem sorteio. Houve afastamento de auditores da Receita, posteriormente
reintegrados por ausência de provas.
Mesmo após a inexistência de
comprovação de irregularidades, o inquérito não foi encerrado. Pelo contrário,
foi ampliado e passou a abarcar investigações sobre fake news, milícias
digitais e outras frentes.
Em 2020, o Supremo validou a
continuidade do procedimento. Na ocasião, o ministro Edson Fachin alertou que o
instrumento poderia se tornar um “veneno” contra o próprio tribunal —
advertência que hoje parece ecoar no ambiente interno.
Corporativismo e silêncio público
Apesar do desconforto relatado por
diversos ministros, o Supremo mantém postura pública de unidade. Internamente
há críticas, mas externamente prevalece o silêncio ou o apoio formal às
decisões tomadas.
A percepção de corporativismo se
intensifica quando ministros afirmam, mesmo que em tom informal, que agem como
um “STF Futebol Clube” — expressão que simboliza coesão interna diante de
críticas externas.
Esse contraste entre críticas
reservadas e apoio público contribui para ampliar a distância entre o tribunal
e a sociedade. Para parte significativa da opinião pública, o STF parece não
reconhecer a dimensão da crise nem prestar os esclarecimentos necessários.
Uma crise que exige reconhecimento
Crises institucionais podem ocorrer em
qualquer poder da República. O que define a robustez de uma instituição é a
forma como reage a elas.
No caso atual, a combinação de
investigações amplas, decisões monocráticas controversas, expansão indefinida
de inquéritos e falta de comunicação clara tem alimentado a percepção de
opacidade e autodefesa corporativa.
O resultado é um fosso crescente entre
o Supremo Tribunal Federal e a sociedade. Reconhecer a existência da crise e
oferecer transparência sobre seus atos não é apenas uma questão política — é um
dever institucional.
Sem esse reconhecimento, a tensão tende a se aprofundar, comprometendo não apenas a imagem da Corte, mas a confiança pública no próprio sistema de Justiça.
Título e Texto: Leandro Ruschel, X, 20-2-2026, 21h59
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A era Moraes está perto do fim

É preciso tomar muito cuidado com esses "supostos" vazamentos. Num primeiro momento, tal vazamento ou "tais" vazamentos pode ou (podem) colocar o nosso "onroso" STF e toda os nossos mi"SI"nistros em perigo. Devemos ter em mente, todo vazamento é perigoso. No STF, então, a coisa deve ser detectada no menor tempo possível. Obviamente, em vista desse perigo "eminente", "eminentitíssimo", se faz necessário descobrir pra ontem, onde o referido "pobrema" (ou pobremas) está, ou (estão) ocorrendo. Nesse tom rosa cheque, com bolinhas da mesma cor, urgência urgentíssima, ou "urgentitíssíma". Senhores, pelo amor de Deus, qual o cano, ou quais os canos que estão dando "pobremas" para serem imediatamente trocados. Se fosse em casas de brasileiros, a famosa raia miúda, ou o pacato zé povinho, tudo bem, não careceria de "preça"; todavia, como a coisa é no STF, onde todos os nossos dignos representantes da "ei", eu disse ei... (me perdoem, estou com um "pobreminha' na letra "L" e como os ilustres que ali trabalham incansavelmente e, pior, ("S"em "T"empo de "F"olga) não dispõem de espaço digno para descanso com seus familiares, "urrascom" com amigos, é preciso, repito, QUE O CHEFE DA MANUTENÇÃO empregue todos os esforços (mesmo os que estão de folga) para que, repetindo novamente, que fique bem "craro", esse vazamento ou esses vazamentos não criem obsobsobsta"cucucu"los para todo o Colegiado e defensores da nossa brilhante "Soprema Cortê". Ainda mais agora, com a "Finda", credo, que "tecrado" ruim, com a vinda à azei"'tona" do Branco - perdão -, do Brinco -, NÃO, DO BANCO MASTER. Precisamos, como foi dito acima, tapar o "fosso crescente entre o STF e a sociedade. Se esse fosso (se fosse) ou não for tapado, o STF, mama mia, "S"eremos "T"odos "F"ulminados.
ResponderExcluirAparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha no Espírrito do Santo, Amém.