sábado, 4 de abril de 2026

"Espero que Monark processe o Estado"

Leandro Ruschel

O Ministério Público de São Paulo acaba de reconhecer o ÓBVIO: que as falas de Monark sobre nazismo não configuravam apologia, mas sim uma "defesa abstrata da liberdade de convicção e expressão". 

Ou seja, o próprio órgão que ajuizou a ação civil pública agora pede a sua rejeição. Levou QUATRO ANOS para chegarem a essa conclusão. 

Destruíram a vida de um jovem comunicador por conta de UMA OPINIÃO sobre liberdade de expressão. Por mais que eu não concorde com o que ele disse — a ideia de nazistas terem direito a um partido —, o simples fato de discutir essa possibilidade jamais poderia ser considerado crime. O debate era sobre os limites da atuação estatal e da liberdade de expressão, não sobre a defesa do ideário nazista. 

Vale lembrar o estrago que fizeram: Monark foi expulso do podcast que ajudou a criar, desmonetizado, banido do YouTube, investigado pela PGR e pelo MPF. E para piorar, a mais alta corte do país — que deveria garantir seus direitos fundamentais — expandiu a perseguição. 

Moraes determinou o bloqueio de TODOS os seus perfis: Instagram, Facebook, X, Rumble, Telegram, TikTok, YouTube, Discord, e até plataformas de áudio como Spotify e Deezer. Teve as contas bancárias bloqueadas e levou multa de R$ 300 mil. O motivo? Ter entrevistado um deputado federal que questionou a transparência das urnas eletrônicas.

Na prática, o que aconteceu com Monark foi a aplicação de uma verdadeira pena de morte virtual — sem processo, sem condenação, sem crime. Cancelado, censurado, desmonetizado, multado, empurrado para fora do país. 

Agora o MP reconhece que nunca houve crime. Mas quem repara o dano? Quem devolve os anos de perseguição, a renda destruída, a reputação arrasada?

Espero que Monark processe o Estado e obtenha uma reparação multimilionária pela injustiça que sofreu. É o mínimo.

Título, Imagem e Texto: Leandro Ruschel, X, 3-4-2026, 23h05

Um comentário:

  1. Quero lembrar todos que o Ministério Público de SP, em ação civil pública lá em 2024, havia pedido uma multa de R$ 4 MILHÕES como punição RAZOÁVEL do Monark pelas falas sobre o partido nazista.

    Esse mesmo Ministério Público agora pediu o arquivamento da ação civil pública. Já havia criticado duramente toda essa perseguição lá em 2024, e fico feliz com esse desfecho (meu tweet da época no comentário).

    É patético. É grotesco. É perseguição por crime de opinião. O sistema jurídico brasileiro é um lixo autoritário e contraditório, e os praticantes do direito que ingressam nas carreiras públicas aparentemente não têm um pingo de bom senso, porque se transformam em “paladinos da moral e da virtude”, querendo caçar pessoas pacíficas que apenas manifestam opiniões polêmicas ou abjetas, ou censurar comediantes porque suas piadas “constituem injúria coletiva”. Enquanto isso, os crimes contra a vida e contra o patrimônio correm soltos pelas ruas do Brasil - sem falar das facções criminosas.

    E, claro, seu imposto estadual paga os salários desses promotores.

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