O Salazarismo", da autoria do
politólogo francês Jacques Georgel (1931-2013), é uma obra de referência
incontornável para a compreensão do Estado Novo em Portugal. Publicado
originalmente em francês em 1981, e traduzido para português em 1985 com prefácio
de Mário Soares, o livro distingue-se na historiografia da época por oferecer
uma perspectiva globalizante e analítica de um regime que se estendeu por mais
de quatro décadas, ao invés de se limitar a relatos memorialísticos ou a
estudos parcelares de aspetos específicos.
Georgel aborda o fenómeno salazarista através de uma análise sociológica rigorosa, focando-se nas interpretações do regime e na sua inserção no contexto mais vasto dos autoritarismos e fascismos europeus do século XX. A obra examina em profundidade as estruturas ideológicas, políticas, sociais e económicas do salazarismo, procurando desvendar os mecanismos de poder e controlo que permitiram a sua longevidade.
O autor disseca temas cruciais como:A génese e consolidação do regime.
A natureza corporativa do Estado.
As políticas repressivas e a censura.
O papel da Igreja Católica e das elites conservadoras.
A política colonial e o isolamento internacional de Portugal.
Através desta abordagem erudita, Georgel proporciona uma chave de leitura essencial para estudantes, historiadores e todos os interessados na história contemporânea de Portugal, mapeando as características únicas e as contradições de um período determinante da história do país.
O autor apequena Salazar. Entendo por
que Mário Soares (Partido Socialista) o prefaciou.
Nas páginas 208 e seguintes, sobre o
início da guerrilha em Angola, só são mencionados os “massacres” e o “genocídio”
do exército português. Nem um pio, mesmo inaudível, sobre os massacres da UPA,
do Holden Roberto, no Norte de Angola.
Eu estava presente
no enterro dos policiais mortos no ataque à Esquadra da Brigada Móvel, no
início da Estrada do Catete.
Leitura cansativa, devido à fonte da letra e diagramação.
Todavia, contudo, recomendo a leitura.
👍👍👍👍
Ataque terrorista ao Cemitério Novo (13º capítulo)
[Meninos, eu vi!] O enterro dos policiais
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