sexta-feira, 26 de junho de 2026

Michelle, a lavadeira

Tatiane Melchior Stefanello Hodson

Roupa suja lavada nas redes sociais é um sinal de imaturidade, falta de classe e vontade de aparecer. Mesmo no Brasil, o país das fofocas online

Usar sua influência digital para detonar alguém da família é uma irresponsabilidade, principalmente se a pessoa é um enteado candidato a presidente.

Ao reclamar de Flávio em praça pública sobre picuinhas e desentendimentos que mais parecem fofoca de colegial "ele foi ríspido", "me apunhalou", "me tratou com desrespeito e me humilhou", ela demonstra que não é confiável nem sabe jogar o jogo político. Seu ego falou mais alto.

A relevância política de Michelle é proveniente da sua associação com a família Bolsonaro. Sozinha e sem o apoio deles, ela não tem a mínima relevância. Sorry!

Outras ex-primeira-damas tentaram subir em importância política.

Nem Hillary Clinton conseguiu sair da sombra de Bill, apesar de ser advogada, diplomata e "secretary of state" de Obama.

Michelle Obama, advogada e autora, depois de ser a primeira-dama, só tem relevância nas fofocas e memes digitais, de que seria na verdade uma trans, e ganhou o fofo apelido de "big Mike".

Michelle Bolsonaro, ex-vendedora e secretária, deveria manter seus pés no chão como ex-primeira-dama.

Ótimo se tem cargo em partido político (líder do PL Mulher), mas sua lealdade maior deveria ser com o legado pessoal e político de seu marido, pois a sua imagem sempre será associada a Jair Bolsonaro.

Mesmo discordando de Flávio na escolha de candidatos ou alianças, a prioridade da esposa de Bolsonaro deveria ser ajudar a eleger Flávio – o candidato que seu marido escolheu para continuar o seu legado político.

Ajudar, e não atrapalhar!

Uma ex-primeira-dama deveria prezar por manter a boca fechada sobre a sua própria família, a menos que seja para contribuir em algo positivo. Reparem o que Melania Trump falou nas redes sociais durante a presidência de Biden. Nada. Jamais abriu a boca para reclamar ou fazer fofoquinhas. E pode apostar que ela é alvo de muita coisa ruim.

Todo mundo que esteve ou está próximo ao poder vira alvo, de alguma maneira. Esse é o preço a pagar pela fama e poder.

Uma boa primeira-dama e, depois ex-primeira-dama, é uma figura discreta, ponderada, leal ao marido e à família dele.

Michelle tinha até ontem uma boa imagem frente ao público. Foi uma primeira-dama que trabalhou bem. Nada excepcional, mas não comprometeu o trabalho do marido, o que já é ótimo. Temos o exemplo da ridícula Janja para comparar.

Mas com essas declarações infelizes, Michelle manchou sua reputação, provavelmente para sempre. Não adianta ela tentar emendar agora, jurando lealdade à família Bolsonaro.

Não sei se ela fez as declarações seguindo instruções de outros, mas o que parece, é que ela tem pretensões políticas futuras. E quis mostrar a Flávio que tem força política e não poderá ser "manipulada".

Sinto lhe dizer, mas o tiro saiu pela culatra.

Além de atrapalhar a eleição de Flávio (que certamente foi a intenção dela ou de seus "assessores"), Michelle a partir de agora não terá mais a confiança da família, portanto sua futura carreira política teria que ser como oposição à família Bolsonaro.

Como isso iria funcionar? Ela vai se divorciar de Jair? Aliás, coitado de Jair. Mais um desgosto pra lista de um homem já cheio de problemas.

Título e Texto: Tatiane Melchior Stefanello Hodson, Facebook, 25-6-2026, 22h16 

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Um comentário:

  1. Juntando tudo que vi e ouvi desse entrevero da Michelle com o Flavio, considero:
    Fatos
    . Flavio pediu para a Damares uma reunião com as mulheres do PL porque não via entrada com a presidente.
    . Michelle sentiu-se diminuída e partiu para a ignorância trazendo como pano de fundo um assunto de mais de seis meses atrás, aproveitando para dizer o que não teve coragem de falar ao Flavio na época.
    . Flavio se desculpou (mais uma vez, já tinha feito isso lá atrás) se foi mal interpretado e assumiu a postura de estadista chamando todos ao diálogo e oferecendo portas abertas.
    . Michelle faz cara fingida de paisagem e diz que está tudo normal.
    Conclusão
    - Michelle sem o sobrenome é uma esposa dedicada que aprendeu a falar bem em cultos evangélicos. Politicamente despreparada para ser vereadora.
    - Flavio Bolsonaro (não dá para tirar o sobrenome) será o próximo Presidente do Brasil se o Sistema finalmente tomar juízo e entender que não pode descuidar da galinha senão os ovos desaparecem.

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