Aparecido Raimundo de Souza
Ser presidente de um país, é evitar, seja a que custo for, que seus
súditos mergulhem de corpo e alma na miséria absoluta e adversa e se vejam
entregues às raias da sorte negra, entrelaçados na desventura da fatalidade sem
perspectivas de amanhã, e por conta disso se sintam no próximo nascer de um
novo dia perdidos e sem teto, sem uma rota objetiva de escapatória para um
retorno sem danos mais severos, ou sem
um porto sólidos onde possam viver sem o medo tétrico de perderem completamente
o chão.
Ser presidente de um país, é cuidar dos desgraçados e desmilinguidos,
para que não careçam de permanecerem mergulhados na fome mais ruinosa e
atribulada. Ser presidente de um país, é mandar, decidir, aparecer bonito nas
fotos, falar como um catedrático para as multidões, todavia sem baixar o nível,
sem espezinhar os coitados que o aclamaram no instante em que dedicaram, de
coração aberto, honrarem os seus votos quando compareceram às urnas.
Grosso modo, infelizmente, poucos homens de brio e vergonha na cara sabem
o que realmente significa ser o “chefe de uma nação” e, talvez, o povo (a
maioria despreparada e imbecilizada, cega e estúpida), nem tenha na consciência
a verdadeira noção do tamanho da maldade que um candidato vagabundo e larápio
possa fazer se abraçar o seu intento de forma esdrúxula, pensando somente em
encher os bolsos e engrandecer aquele ideia sádica que o infeliz que votou em
suas mentiras de campanha, que se foda de verde amarelo.
Ser presidente de uma nação não é apenas sentar o cu da bunda suja numa cadeira bonita ou morar feito um falso príncipe fabricado por força do vil metal e logo depois ao se ver acondicionado num palácio elegante erguido à beira de um lago cercado por um punhado de seguranças pagos com o nosso surrado dinheirinho querer tomar o lugar de Deus. Referenciamos, evidentemente, o deus fajuto,
Ser presidente de um país, não é ter uma manada de puxadores de sacos,
sujeitos despreparados e desmiolados. Ser presidente de um pais, não é possuir
ao seu redor um bando de funcionários orbitando em seu entorno, mancomunados às
suas sanhas ditadas e escritas pelos quintos do inferno. Ser presidente de uma nação é ser um cara
reto, de palavra, de temor ao Pai Maior e jamais ter a sua volta e à
disposição, comendo e bebendo às expensas do povinho fodido e sem eira nem
beira e o resto que se exploda.
Ser presidente de um país não é ter uma alcateia de lobos de terninhos
impecáveis seguido de uma cáfila de senadores e uma alcateia de deputados, bem
ainda dispor de uma frota de carros último tipo, veículos blindados com
motoristas particulares lambendo os seus colhões vinte e quatro horas por
dia. Além disso, manter um rol
infindável de outras incontáveis mordomias, sem falar, mais já mencionando,
onde cada um desfruta como sugadores de uma vida luxuriosa e impudica, e como
se não bastasse, se prestam e se acotovelam atrelados num enorme (saco de
cobras venenosas), vegetando nababescamente como se fossem donos e senhores do
mundo.
Ser presidente de uma nação não é ser soberano e senhor de todas as
virtudes. Acima de tudo, ser presidente de uma nação é saber dosar com maestria
e discernimento, destreza e atilamento, a sua “atoleimação” galopante sem
deslizar para longe do bom senso, sem carecer, mesmo norte, pisotear os
pescoços de uma grandiosa turba de desmilinguidos e pobretões sofridos e
amargurados.
Ser presidente de uma nação ou o “cabeça” de um país propenso a se
expandir no cenário mundial, é não cagar nos menos destituídos da sorte -,
perdão, não defecar como esses cachorros vira-latas expelindo as suas sujidades
nas pessoas, (melhor dito, nas desgraçadas raias miúdas, como se os conhecidos
e alcunhados “ os Zés povinhos” fossem um acumulado de bárbaros advindos dos
tempos medievais.
Ser presidente de uma nação não é se sentir divinizado se achando acima
de tudo arribado num patamar de onde pudesse olhar para a multidão e mandar uma
banana bem grande e grossa para cada um enfiar a dita no olho do cu sem se
importar com as suas desditas e infortúnios. Ser presidente, com “P” maiúsculo
é ter noção, percepção, consciência, discernimento e probidade, lembrando
sempre, que o cargo que ocupa não é lhe dá o direito de meter as mãos, roubar,
afanar, desviar, esfolar, extorquir, dilapidar ou larapiar os homens de bem.
Mesmo trilho, salvaguardar os trabalhadores das mais variadas profissões,
que o colocaram no cargo, deturpando os humildes e fracos, aporrinhando,
machucados, mas, acima de suas necessidades de “foder e espezinhar” zelar com
urbanidade e carinho, lhaneza e benignidade.
Nesse tom, ser presidente de uma nação é manter em alta o desvelo e a
contemplação, para que toda a nação, de norte a sul, de leste a oeste,
sobreviva sem as agruras e os percalços de um amontoado de picaretagens, de uma
chuva de safadezas, de uma inundação de charlatanismo e enganações.
Ser presidente de uma nação é pelejar incansavelmente, bravamente para
que todos, indistintamente, tenham uma vida plena, sadia, cheia de paz para
escafeder dos percalços e flagelos, e sobreviver condignamente no dia a dia, e
que a massa (cada dia mais falida e fodida) possa viver e desfrutar de
horizontes benfazejos e se contemplar como se vivessem num enorme jardim de
felicidades. Um jardim onde os direitos de cada cidadão sejam respeitados,
acatados e sobretudo, reverenciados.
Mesmo chute nos cafundós da bunda, que esse presidente, não se debandasse
para os descaminhos das canalhices, que não se prestasse a ser um pandilha
safardana e sinalizasse a cada novo dia, que os membros da sua equipe se
tornassem melhores e mais fornidos, e que em igual trilhar, pelas vias legais,
cada brasileiro pudesse crescer com vitalidade e dinamismo.
Que esse presidente dessa nação jogada aos ratos, tivesse pulso e fibra,
ânimo e ardor, e não se dissolvesse perante a primeira intempérie que surgisse
à frente.
Ser presidente de uma nação, é dosar os gastos, parar com a deslavada
“meteção” de mãos nas granas que deveriam, antes de tudo, ser usadas para
beneficiar a população carente e, sobretudo, para que todos pudessem viver bem
e em harmonia humanamente contagiosa. Ser presidente de uma nação é enfiar não
uma pica grandiosa no rabo do ser carecido de socorro, ou do depauperado, mas
pugnar sempre, haja o que houver, alimentando a pureza de espírito, tendo em
vista que ser o maioral de uma Terra como o Brasil é carregar nas costas, o
destino de milhões e milhões de pessoas nunca se esquecendo que essa plebe
desgastada pelas vagabundagens de políticos corruptos não precisasse conhecer
os caminhos negros de uma vida dependente,
Mas que em oposto, essas criaturas às margens da desgraça pudessem
regaçar as mangas e pelejar para que todos, fossem acolhidos pelo seu poder
magnânimo. Não o poder da força, da roubalheira, ou do “tudo é meu e o fodido
que vá para os quintos. Ser presidente de uma nação, ou chefe de uma nação, é
acordar antes do sol e dormir depois da meia-noite com a certeza de que cada
decisão tomada sentado em sua cadeira de Comandante garanta o pão na mesa das
famílias sem tirar, ou sem melindrar o emprego de outra.
Ser presidente de uma nação é não ser um boneco de marionete, um pau
mandado, sobretudo, ser um presidente de mãos e pulsos firmes e ao receber uma
notícia ruim não desabar feito um veado maricas porque outros países estão
passando pelo mesmo problema. Ser presidente de uma nação é ter respostas
certas em horas incertas, respostas claras e objetivas.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Nova Venécia, ES,
1-9-2026
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