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Túmulo de D. Fernando I, Rei de Portugal, Convento do Carmo, Lisboa |
A morte
a questão de todas as questões
a voz assombrosa
de todos os lugares,
o regresso hábil
de todas as deslocações
a intimidade indispensável
de todos os corpos
e a serva de todos os anjos.
A morte
não morre na estátua
de todas as figurações,
no rito rapa nui
de todos os vulcões
no poder terrível de ninguém,
na escrita indecifrável
do calor basáltico
e no círculo aberto
do mar.
A morte
cria o júbilo da vida
a respiração luminosa
dos seres
e a consumação dos dias.
A morte
abisma as mãos
na noite
com a mesma vigilância
dos nomes devassados
para dentro do silêncio.
A morte
impõe a eternidade
como o Sol impõe a luz.
Samuel Dimas
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