sábado, 31 de janeiro de 2026

[Versos de través] Tenta-me de novo

Hilda Hilst

E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me


Hilda Hilst

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Amavisse 
Labareda das águas 
Da nossa casa o Alentejo é verde 
De “Fragmentos” de Novalis, via Cesariny (poema-colagem) 
Palavras de uma mãe na partida do filho 

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