Como se te perdesse, assim te quero.
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| 1952 |
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro
Um arco-íris de ar em águas profundas.
Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.
Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.
Hilda Hilst
Anteriores:
Labareda das águas
Da nossa casa o Alentejo é verde
De “Fragmentos” de Novalis, via Cesariny (poema-colagem)
Palavras de uma mãe na partida do filho
No cruzamento para Vikungo, 1963
Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.
Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.
Hilda Hilst
Anteriores:
Labareda das águas
Da nossa casa o Alentejo é verde
De “Fragmentos” de Novalis, via Cesariny (poema-colagem)
Palavras de uma mãe na partida do filho
No cruzamento para Vikungo, 1963

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