sábado, 31 de agosto de 2019

Populistas e loucura

Parte de Alegoria do Triunfo de Vênus, de Agnolo Bronzino.

José António Rodrigues Carmo

Há dias o atual primeiro ministro espanhol, o socialista Pedro Sanchez, mandou uma fragata à Itália para trazer quinze imigrantes ilegais que vinham no navio negreiro, Open Arms. A ideia do socialista era apenas ficar bem na fotografia, como vai sendo hábito nos novos políticos do novo populismo, aquele populismo que chama populistas aos outros, mas que vive para a imagem, para as selfies, para a propaganda, para os sound bites da comunicação apropriada aos acéfalos que lhes batem palmas e que comentam, embevecidos, entre eles: Ai, que o senhor X é tão simpático, tão boa pessoa, diz coisas tão bonitas!

Mas vejamos: Uma fragata leva mais de cem militares, penso eu, que não sou marujo. E para percorrer os mais de dois mil quilômetros, ida e volta, gastará uma pipa de massa. Umas centenas de milhares de euros em salários, combustível, comida etc., etc., para fazer figura e transportar quinze imigrantes ilegais. Podiam vir de avião privado, que saía muito mais barato.

O nosso governo, do socialista Costa, também foi lá buscar a sua quota parte, mas vá lá, vieram de avião, com todas as mordomias, claro. Já eu, se quiser viajar, tenho de pagar do meu bolso!

Seja como for, o que fica exposto nesta delirante encenação em que andamos envolvidos, é a disponibilidade dos governos socialistas para gastarem o dinheiro dos portugueses, dinheiro que vem, todo ele, dos impostos sacados ao bolso de cada um, para fazer bonito com o tráfico de pessoas.

Ao mesmo tempo, basta dar uma olhadela, a voo de pássaro, por muitas aldeias e cidades portuguesas, para vermos gente sem casa, velhos sem condições, pessoas sem emprego, enfim, aqueles para quem, em princípio, deveriam ir, em primeira prioridade, os nossos impostos.
Mas, claro, isso não é mediático, não aparece nas notícias, não dá para fazer bonitos e encenações. Que se lixem!

By the way, em Espanha, ontem, centenas de homens invadiram Ceuta, saltando a fronteira e atacando os policiais com excrementos, ácido, garrafas, tudo o que tinham à mão. E entraram, claro. Se não vivêssemos numa era de loucos, isto era uma invasão e seria recebida a tiro.

Mas como já não sabemos distinguir o certo do errado, o racional da loucura, provavelmente serão premiados.

Os policiais feridos? Ora, isso não interessa nada. São forças da repressão e o ministro espanhol que superintende a coisa, um ex-juiz colorido e "alegre", já veio dizer que vai desmantelar as proteções da fronteira para facilitar a vida aos invasores.
Estamos no auge da loucura, ou apenas no começo?
Título e Texto: José António Rodrigues Carmo, Facebook, 31-8-2019

A pequena Greta e os seus minúsculos devotos

Alberto Gonçalves

A pequena Greta mostrou aos brutos que atentam contra a natureza a maneira correta de se viajar: em veleiros que pertencem a príncipes e custam milhões.


Após enfrentar a fúria dos mares e as más-línguas que a dizem patrocinada por lobbies políticos e empresas de energias “verdes”, Greta Thunberg chegou enfim à costa americana. Em Nova Iorque, foi recebida por 200 pessoas, ou cerca de 0,002% da população local. Melhor ainda, recebeu uma mensagem do eng. Guterres, sujeito com olho para identificar causas nobres e descobrir novos talentos. O eng. Guterres elogia a “determinação e a perseverança” da pequena Greta durante a epopeia marítima (entrou num barco e ficou nele até atracar). O elogio é merecido. Desde logo, a pequena Greta mostrou aos brutos que atentam contra a natureza a maneira correta de se viajar: em veleiros que pertencem a príncipes e custam milhões. Se você, pobre de espírito, não desencantar um veleiro semelhante para se deslocar ao Algarve ou a Torremolinos, resta-lhe permanecer em casa, e investir os mil e duzentos euros das férias a emoldurar retratos da pequena Greta, a santinha que faz jus à época.

Entretanto em Manhattan, a pequena Greta regressou ao ativo, ou ao “ativismo”, que é o trabalho dos que não trabalham em profissões chatas e mal remuneradas. Segundo o “Público”, a missão da pequena Greta começará com uma “greve pelo clima” em frente à sede das Nações Unidas. O “Público” não explica a que é que a pequena Greta faz greve. A um emprego nas minas de Skellefteå? À escola? A um workshop de rendas de bilros? Certo é que a pequena Greta saberá educar os americanos sem educação (um pleonasmo) nas matérias ambientais. É curioso ter sido necessário uma criança de 16 anos – diagnosticada com autismo ligeiro e à espera de um diagnóstico de presunção terminal – para alertar a humanidade sobre os perigos que a ameaçam. E é curiosíssimo que a criança nem sequer precise de dizer nada de especial. E não diz. No meio da ignorância própria da idade e do deslumbramento, a pequena Greta, que pede ao sr. Trump que “ouça a ciência”, limita-se a repetir os clichés da ortodoxia e, quando estes não parecem suficientemente assustadores, a inventar versões distorcidas dos clichés. No fundo, a pequena Greta traduz o típico alarmismo do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para uma linguagem mais alarmista, mais simples e mais adequada a cabecinhas como a do eng. Guterres e dos eleitores do PAN.

Quantas pessoas é que se deixam fotografar assim orgulhosas com suásticas?

Helena Matos

Informa o Expresso: «A Polícia Judiciária quer atuar contra a extrema-direita tal como há 20 anos lutou contra as máfias de leste e as fez praticamente desaparecer de Portugal. Ou como combateu mais recentemente os gangues violentos que faziam explodir caixas multibanco. Em ambos os casos foram detidos largas dezenas de suspeitos que acabaram condenados a pesadas penas de prisão. “Temos de atuar sobre o problema logo na sua gênese. Esta fase é determinante para que não se alastre”»

Na mesma edição Jerónimo de Sousa é fotografado tendo como fundo um símbolo do terror de esquerda:


Digamos que aqueles que alastraram com evidente benefício tratam de impedir que outros tão radicais e violentos quanto eles alastrem. Nisto do monopólio do alastrar é que vai o ganho.
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 21-8-2019

Charada (1005)

Descubra os
diferentes
anagramas
da palavra
PEDROSA.

Charada (1004)

Os nomes de 63 alunos
de uma escola de música internacional
foram listados por ordem alfabética,
tendo um aluno angolano ficado
na 17ª posição. Se, todavia,
os nomes fossem listados por
ordem inversa à alfabética,
em que posição ficaria
o aluno angolano?

SNA e AAPT buscam restabelecimento dos repasses da União ao Aerus

SNA

O fundo de pensão Aerus informou aos aposentados e pensionistas na quinta-feira (29) que a União anunciou que deixará de repassar os valores referentes ao pagamento mensal aos assistidos (aposentados e pensionistas), alegando que a decisão judicial que garante os pagamentos já foi integralmente cumprida.

Na quarta (28), foi feito o depósito residual (último) no valor de R$ 22.274.518,11. No comunicado 009/2019 (veja no link), o Aerus afirma que os recursos deste último repasse são insuficientes para o pagamento que será realizado no próximo dia 3 de setembro.

Assim, o crédito previsto para cada aposentado e pensionista no dia 3 corresponderá ao percentual de 60,39% do valor anteriormente previsto.

No entanto, o Sindicato Nacional dos Aeronautas, autor, em conjunto com a AAPT (Associação dos Aposentados e Pensionistas da Transbrasil), da ação civil pública nº 0010295-77.2004.4.01.3400, ressalta que a antecipação de tutela para o pagamento dos assistidos, proferida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, continua em plena vigência e com força executória.

Assim, o SNA e AAPT peticionaram no TRF-1 sobre a decisão da União de não mais realizar os repasses, solicitando que a União reestabeleça imediatamente os pagamentos.

Na próxima segunda-feira (2), SNA e AAPT comparecerão ao tribunal para falar diretamente com o desembargador responsável pelo caso.

Lembramos que a decisão de antecipação de tutela determinou a manutenção dos pagamentos dos benefícios dos participantes assistidos enquanto durar o processo ou até que exista nova decisão contrária a tutela.

O SNA lamenta a decisão da União e destaca que continuará com todos os esforços possíveis na esfera jurídica para que os pagamentos sejam mantidos.

Fiquem atentos a nossos meios de comunicação para novidades sobre o tema.

O SNA fica à disposição para esclarecimentos de dúvidas e para quaisquer outras orientações pelo e-mail juridico@aeronautas.org.br ou pelo Whatsapp 11 95375-0095 (somente para associados).
Título e Texto: Sindicato Nacional dos Aeronautas, 30-9-2019

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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

[Pernoitar, comer e beber fora] Tasca velha

Fomos, o casal LT/HT ao “Tasca Velha” – que de tasca não tem nada, muito menos preços.
Mas, a comida é de “restaurante estrelado”.


Nós pedimos uma “Lagarada real” para 4 pessoas. Preço: 45 dinheirinhos.



Se dá para quatro pessoas? Well, é relativo. Se as quatro pessoinhas forem magrinhas, longilíneas... e gostem de sobremesas (e não se enchem de batatas), pode até sobrar.

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.039 em 2020

Valor consta no projeto de lei orçamentária enviado hoje ao Congresso

Pedro Rafael Vilela

Imagem: Marcello Casal/Agência Brasil
O salário mínimo proposto pelo governo federal para o ano que vem é de R$ 1.039. O valor consta no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2020, que foi enviado hoje (30) para análise do Congresso Nacional, juntamente com o texto do projeto de lei que institui o Plano Plurianual (PPA) da União para o período de 2020 a 2023.

O valor previsto agora está abaixo da última projeção, anunciada em abril, que indicou um salário mínimo de R$ 1.040. A revisão para baixo está relacionada à correção do valor do salário mínimo de 2020 ser corrigido pela inflação desse ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que registrou queda nos últimos meses (de 4,19% para 4,09%).

Cada aumento de R$ 1 no mínimo terá impacto de cerca de R$ 298,2 milhões no Orçamento de 2020. A maior parte desse efeito vem dos benefícios da Previdência Social de um salário mínimo.

Mesmo com a ligeira redução, o salário mínimo do ano que vem vai ultrapassar a faixa R$ 1 mil pela primeira vez na história. O reajuste representa uma alta de um pouco mais de 4% em relação ao valor atual (R$ 998).
Título e Texto: Pedro Rafael Vilela; Edição: Aline LealAgência Brasil, 30-8-2019, 16h34

Emprego é recorde no Brasil no trimestre encerrado em julho (sem “mas”)

Número de pessoas empregadas chega a 93,6 milhões

Vitor Abdala

O mercado de trabalho no Brasil atingiu, no trimestre encerrado em julho deste ano, um volume recorde de pessoas empregadas: 93,6 milhões. É o maior número da série histórica iniciada em 2012 e representa aumentos de 1,3% na comparação com o trimestre encerrado em abril deste ano e de 2,4% na comparação com o trimestre encerrado em julho de 2018.

Foto: Arquivo Agência Brasil
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento foi puxado pelos empregados sem carteira assinada e pelos trabalhadores por conta própria.

Os trabalhadores sem carteira assinada chegaram a 11,7 milhões em julho, também um recorde na série histórica. A alta chegou a 3,9% em relação a abril (mais 441 mil pessoas) e a 5,6% em relação a julho de 2018 (mais 619 mil pessoas).

Os trabalhadores por conta própria somaram 24,2 milhões e também atingiram um contingente recorde, subindo nas duas comparações: 1,4% (mais 343 mil pessoas) ante abril e 5,2% (mais 1,2 milhão de pessoas) ante julho de 2018.

A taxa de desemprego recuou para 11,8% em julho deste ano, abaixo dos 12,5% de abril deste ano e aos 12,3% de julho do ano passado.

A população fora da força de trabalho, ou seja, as pessoas que não estão nem trabalhando nem procurando emprego, chegou a 64,8 milhões em julho, estável em ambas comparações.

Grupo do pacote anticrime inicia discussão de temas polêmicos na terça

Luiz Cláudio Canuto

O grupo de trabalho que analisa alterações na legislação penal e processual penal (PLs 10372/18, 882/19 e 10373/18), o chamado pacote anticrime do governo federal, se reúne nesta terça-feira (3), às 11 horas, para continuar a discussão e votação do relatório do deputado Capitão Augusto (PL-SP).

O relator informa que o grupo já votou os pontos consensuais do pacote e que agora a discussão parte para os temas considerados mais polêmicos.

"Que são os mais importantes, os mais caros. Então, a gente vai tentar salvar o máximo possível. Como relator, essa é a minha missão", afirmou.

Para Capitão Augusto, os pontos controversos de seu relatório serão decididos no voto. "Para nós, o combate às facções criminosas, os crimes hediondos e a corrupção são temas importantíssimos, e nós vamos tentar o máximo possível chegar num acordo, mas sei que vai ser difícil e nós vamos pra votação”.

Entre os temas polêmicos que vão ser discutidos está o chamado “excludente de ilicitude”, que é quando o policial, por exemplo, atira e alega legítima defesa. Ou seja, não haveria crime na ação do policial.

Na última reunião, o grupo aprovou a possibilidade de se formar varas judiciais compostas por “juízes sem rosto”, um colegiado de juízes na primeira instância para tratar de crimes praticados por organizações criminosas. A intenção é evitar ameaças de criminosos a um juiz específico.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já declarou que o texto aprovado no grupo de trabalho pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes por uma comissão especial.

A reunião do grupo será às 11 horas desta terça-feira, em plenário a definir.
Título e Texto: Luiz Cláudio Canuto; Edição: Geórgia MoraesAgência Câmara Notícias, 30-8-2019, 15h40

Sanders Praises Communist China. Ted Cruz Crushes Him With One Tweet

Hank Berrien

On Wednesday, Sen. Ted Cruz (R-TX) took aim at Sen. Bernie Sanders (I-VT) for his praise of Communist China, in which Sanders stated that Communist China had made "more progress in addressing extreme poverty than any country in the history of civilization."

Photo of Cruz by Sarah Silbiger/Bloomberg/GettyImages; Photo of Sanders by Tim Mosenfelder/Getty Images
Cruz, who has been an aggressive opponent of the Communist China regime and whose knowledge of history, in all likelihood, far outstrips Sanders’, fired back on Twitter, snapping, "Sure, the Chinese Communists have wrongfully imprisoned & tortured millions, and they have murdered over 65 million people, but Bernie may have a point: when you’re dead, your poverty’s solved, right? #AbsurdLeftistPropaganda."

The story that triggered Cruz to demolish Sanders came from The Hill, which lauded Sanders’ "nuanced view of Beijing." Sanders told Hill.TV’s Krystal Ball, "China is a country that is moving unfortunately in a more authoritarian way in a number of directions. But what we have to say about China in fairness to China and its leadership is if I’m not mistaken they have made more progress in addressing extreme poverty than any country in the history of civilization, so they’ve done a lot of things for their people."

This is not the first time Cruz has flattened Sanders, whom he must regard as his own personal punching bag. In February 2017 they debated healthcare, and Cruz lacerated Sanders several times. He forced Sanders to admit that former President Barack Obama lied about Obamacare and destroyed Sanders's socialist philosophy after agreeing that corruption permeates Washington, D.C., then turning to Sanders and saying, "If the problem is that government is corrupt, why on Earth would you want more power in Washington?"

Presidente Bolsonaro conversa com parlamentares fluminenses (e mostra tramóia entre jornais: MAS...)


Bolsonaro mostra tramóia entre Globo, Folha e Estadão, fala de Dória, Moro, Indultos, Vetos e mais!


O presidente Bolsonaro envia, na próxima semana, comitiva com nove ministros para encontros com governadores da região amazônica. E mais: governo federal lança projeto para reduzir índices de criminalidade no país: é o "Em Frente Brasil".

TV BrasilGov, 30-8-2019

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LIVE com o presidente Bolsonaro, 29 de agosto de 2019

[Aparecido rasga o verbo] Certas fobias...

Aparecido Raimundo de Souza


AS DUAS AMIGAS BALZÁQUIA E CHICÓRIA se esbarram, por acaso, em meio à multidão de pessoas que transita entre as centenas de barracas da feira de sábado no bairro onde moram. Passam a conversar animadamente:
Balzáquia, no que cumprimenta a amiga, tenta acomodar melhor nos braços, as sacolas plásticas com as compras que fizera:
- Ei aí, Chicória, tudo bem?
Chicória encosta seu carrinho igualmente superlotado num canto e antes de devolver à saudação da amiga Balzáquia, mete uma mordida no pastel que acabara de comprar. Responde junto com um sorriso franco:
- Com as graças do bom Deus, tudo nos conformes. Que houve? Cinco ou mais sábados que não vejo você? Algum problema que ainda não tenha me atualizado?

Balzáquia:
- É verdade. Cinco ou sei sábados. De fato. Tem razão.  Comigo nada bem. Como sempre, no vermelho, como a cara deslavada do meu “falecido!”.
Chicória:
- Mmmmmmmmm... Pela sua expressão tudo indica que o “falecido” aprontou alguma?
Balzáquia:
- Verdade, aprontou mesmo. Pedi que me arranjasse uma empregada para me ajudar com os afazeres domésticos e o infeliz me trouxe uma menor de idade. Dezessete anos e ainda por mal dos pecados, acrofóbica.
Chicória:
- Troque em miúdos, amiga. Isso se engole aqui junto com meu pastel?
Balzáquia:
- Não, Chicória. Acrofobia é medo de altura.

Chicória:
- Sua casa é no térreo, como a minha. De que altura essa espavorida arranjada pelo “falecido” sentiu medo?
Balzáquia:
- Ela não limpa as janelas da sala do meu quarto e dos quartos das crianças nem que a vaca tussa. Tem receio de subir numa escadinha de seis degraus. Imagine Chicória... Seis degraus! Posso com uma coisa dessas?
Chicória:
- Coitada Balzáquia. Vai ver a beldade sofreu algum trauma de infância. Eu mesma tenho medo das baratas que aparecem lá no quintal.
Balzáquia:
- Meu Deus, Chicória! Se não me falha a memória, nos conhecemos há mais de vinte anos e só agora fico sabendo que você é catsaridafóbica?!

Chicória:
- Pra você ver! Isso mesmo que você falou ai. Não sei o que é esse troço, mas tudo bem. Sou mesmo, sem tirar nem pôr. E o meu Alípio detesta cachorros...
Balzáquia:
- Credo em Cruz! Você catsaridafóbica e o velho Alípio cinofóbico? Quem diria! Parece tão macho!...
Chicória:
- Alto lá. Isso ele é até demais. Não posso negar Balzáquia. Um verdadeiro galinha, o safado. Basta ver uma penosa de saia, principalmente dessas mostrando o rabo que logo se assanha...
Balzáquia:
- Para você ver como são as coisas, amiga. Cada uma de nós, donas de casa seríssimas temos problemas os mais complexos e cabeludos, apesar de sermos pessoas comuns. Você catsaridofóbica alimenta tremeliques por baratas e o Alípio cinofóbico, ou repulsão por animais. O Jurandir, meu marido, por exemplo, é turofóbico.

Charada (1 003)

Braga está para Gabar,
assim como
Paris está para______.

a) Praga;
b) Pisar;
c) Parar;
d) Pegar.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

[Flagrantes do quotidiano] A pontualidade pode salvar vidas

De quando em vez, sou convidado a jantar em casa de minha filha e genro. E já lá vão muitos jantares, a Deus graças. A todos, sempre toquei a campainha do porteiro eletrônico, mais minuto, menos minuto, às 19h30.


Um dia destes, estava eu bebericando a minha cerveja estimuladora do apetite para o jantar, o relógio acusava 19h37, o telefone toca.

Era a minha filha perguntando “Esquecestes o jantar?!”. Não, não tinha esquecido, não ouvira direito o convite verbal pronunciado na semana anterior.

Well, tomei uma ducha – jato de água lançado sobre o corpo com finalidade higiênica e/ou terapêutica – cobri o peito e as partes íntimas, calcei um par de tênis e voei num Mitsubishi rumo à casa deles.

Foi só chegar, cumprimentar e encostar a minha face em outras faces, mais bonitas do que a minha, e sentar para começar a comer (e beber).

Sentadinhos, conversamos sobre o meu “esquecimento”. Meu genro disse que por volta das 19h36, externou a preocupação dele pela minha demora, à minha filha, que então me ligou. E assim, eu pude participar de mais uma boquinha livre! 😉

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Há ambições em relação à Amazônia", diz general Augusto Heleno

Vinícius Lisboa

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno [foto], afirmou hoje (29) que a Amazônia é objeto de cobiça internacional por conta de seus recursos naturais e biodiversidade. Heleno discursou na Escola Naval, no Rio de Janeiro, durante o Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional.

Foto: Tânia Rêgo
"É irresponsável acharmos que a Amazônia não é objeto de cobiça internacional. O mundo tem uma crise, e ela é vastamente comentada, uma crise de alimentos, uma crise de matéria-prima, de commodities", disse ele. "A Amazônia é vista como um depósito de futuras conquistas do ser humano. Então, é óbvio que há ambições claras em relação a Amazônia".

Para Heleno, o presidente francês Emmanuel Macron fez ofensas ao governo brasileiro por interesses políticos em um contexto em que enfrenta problemas internos em seu país.


"Ele está transferindo para os incêndios na Floresta Amazônica todos os problemas da humanidade", disse Heleno, ao afirmar que é necessário dar uma atenção muito grande à conservação, mas que as preocupações foram "colocadas de forma exagerada". "Não podemos aceitar que o Brasil seja difamado mundialmente por uma jogada política, por interesse de um político, que não é o interesse nem do seu país nem o interesse da Europa".

A jornalistas, o general afirmou na saída do evento que ainda não pode fazer uma avaliação oficial sobre a operação de combate aos focos de incêndio, mas disse que as notícias que tem recebido são de que os resultados são positivos.

"Pelo que a gente sabe por notícias que chegam, a operação está sendo um sucesso e conseguindo o objetivo principal que é neutralizar as queimadas, que não são da amplitude nem da gravidade que vinha sendo anunciado".
Título e Texto: Vinícius Lisboa; Edição: Valéria AguiarAgência Brasil, 29-8-2019

SNA busca viabilizar 3º rateio das Massas Falidas Varig ainda em 2019


O SNA está em tratativas com o administrador judicial das Massas Falidas Varig, Rio Sul e Nordeste, Nogueira & Bragança Advogados Associados, para viabilizar ainda em 2019 um terceiro rateio para os credores trabalhistas.

A Massa Falida informou que já está fazendo cálculos de contingências para verificar qual será qual será a disponibilidade do rateio.

Assim que houver prazo e valores definidos, o sindicato comunicará a todos.

Ressaltamos que já houve a arrecadação dos ativos e foram deferidos dois rateios no valor total de aproximadamente R$ 152 milhões.

No endereço www.sanordesteriosul.com.br é possível obter mais informações.

Para esclarecimentos adicionais, o site disponibiliza o e-mail massafalida.cac@mfrg.com.br.

O departamento jurídico do SNA fica à disposição pelo telefone (11) 5090-5100, pelo e-mail juridico@aeronautas.org.br ou pelo Whatsapp 11 95375-0095 (somente para associados).
Título e Texto: Sindicato Nacional dos Aeronautas, 29-8-2019

O Shopping Massamá vai inaugurar a nova cara!

No passado dia 22 publicamos algumas fotos dos preparativos finais da nova esplanada do Shopping Center Massamá.

Pois bem, recebemos a informação (e estas fotos) que a inauguração será na terça-feira, no terceiro dia do mês de setembro de 2019.



Anote na agenda!

Fotos: Luís Torres

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Economia brasileira cresce 0,4% no segundo trimestre, anuncia IBGE


Vitor Abdala

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve um crescimento de 0,4% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. O PIB somou R$ 1,78 trilhão no período.

O dado foi divulgado hoje (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB também apresentou altas de 1% na comparação com o segundo trimestre de 2018, de 0,7% no acumulado do ano e de 1% nos últimos 12 meses.

Na comparação do segundo com o primeiro trimestre deste ano, a alta de 0,4% foi puxada, sob a ótica da produção, pelos crescimentos de 0,3% do setor de serviços e de 0,7% da indústria. A agropecuária recuou 0,4% no período.

Na indústria, os principais desempenhos vieram da indústria da transformação (2%) e da construção (1,9%). As indústrias extrativas recuaram 3,8% e a atividade de eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos caiu 0,7%.

'Apologies are not enough' — Eric Trump says he will sue MSNBC over Lawrence O'Donnell report

The network might face some consequences for fake News 

Carlos Garcia

Eric Trump [photo] said Wednesday that his company would sue over a supposed bombshell reported by Lawrence O'Donnell on his MSNBC show on Tuesday evening.

Photo: Mandel Ngan/AFP/Getty Images


"This was a reckless attempt to slander our family and smear a great company," Trump tweeted. "Apologies are not enough when the true intent was solely to damage and cause harm."



"As a company, we will be taking legal action. This unethical behavior has to stop," he added. 

He was referring to the apology O'Donnell issued after the report.

"Last night I made an error in judgment by reporting an item about the president's finances that didn't go through our rigorous verification and standards process," O'Donnell tweeted.

"I shouldn't have reported it and I was wrong to discuss it on the air," he added. "I will address the issue on my show tonight."

What did O'Donnell say?
O'Donnell had reported that one source had confirmed from the president's taxes that he had received business funding through guarantees from Russian oligarchs. Journalists generally do not report claims based on only one source.

O esforço inglório dos nossos fake media contra os acontecimentos verídicos

José Mendonça da Cruz

A generalidade dos media portugueses, com as televisões à cabeça -- e, dentro destas, a SIC na vanguarda -- não produz hoje informação. O que produz é propaganda, omissão e desinformação, ou seja, o fruto do trabalho dos ativistas, serventes e dos pobres diabos sem deontologia nem espinha que, aparentemente, poluem as redações. Chamemos-lhe, abreviadamente, «a clique».


Este tipo de intoxicação tem já episódios antigos. Como o de Reagan, um mero «cowboy» de filmes B, que, inconvenientemente, derrubou o império soviético e mudou o mundo; ou do segundo Bush, ignorante por se referir aos gregos como «grecians», palavra que os ignorantes desconheciam existir em inglês, e ser o equivalente do nosso «helénicos». Ou talvez de Kohl, um aventureiro que unificou a Alemanha (coisa que nenhum homem de esquerda faria). Mas estes eram apenas episódios. A intoxicação é, agora, total e generalizada.

É por isto que, a cada vez que, perante a baixa de tiragens, ou audiências, ou vendas, leio ou ouço os porta-vozes das aflições dos nossos media clamar por ajudas e subsídios, eu me sinto extremamente confortado. Por enquanto, ainda não vivemos num país inteiramente socialista; por enquanto, os media ainda dependem da opinião dos consumidores.

É que a maioria dos que ainda consomem o produto da generalidade dos media portugueses, deixaria de consumir se soubesse os erros que a clique divulga, os factos relevantes que a clique ignora, e as verdades que a clique propositadamente oculta.

Infelizmente para a clique dos media, qualquer indivíduo que goste de estar informado tem cada vez maior facilidade em obter informação fidedigna em blogues, sites noticiosos e imprensa internacional, onde dispõe de dados, números, factos relevantes e relatos verídicos, ou seja, aquilo que a clique chama «fake news».

Dois casos apenas. Um amor de estimação e um ódio de estimação (um novo), respectivamente, da clique.

Diz-nos a clique que a ativista sueca do ramo de negócio da ecologia, a Greta, é heroica, impoluta e iluminada, a versão secular de uma santa. Tanto que, para evitar poluir o ambiente, viajou de barco para uma conferência em Nova Iorque. A TSF, com total destemor do ridículo, disse até que ela viajava num «iate ecológico». Foi pena não nos terem informado que a rapariguinha e o pai regressarão à Europa de avião; e que quatro indivíduos viajarão agora de avião até aos EUA para trazerem o iate de volta ao Mónaco e às mãos do proprietário, filho da princesa Carolina. Seria evidentemente excessivo pedir à clique que explicasse se é este o futuro que deseja: o dos pobres e remediados quietos em casa, enquanto os ricos e os arautos de causas trabalham ou fazem férias de iate ou fragata, sem o incómodo das multidões e do convívio com a maralha.

Radares em áreas de risco começam a ser retirados de rodovias no Rio

Douglas Corrêa

O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio (DER-RJ) desativou, nos dois últimos dois dias, 15 radares instalados em áreas de risco de rodovias estaduais que constam da primeira lista elaborada pelo Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) da Polícia Militar. O desligamento é feito em cumprimento à lei estadual, que determina que os radares sejam desativados em áreas que coloquem em risco a vida dos motoristas.

Para não confundir os motoristas, os equipamentos que foram desligados serão removidos gradativamente e ficarão cobertos por plásticos pretos. A retirada começará na semana que vem.


A desativação dos radares incluiu duas importantes rodovias estaduais: a RJ-106, conhecida como Avenida Amaral Peixoto, e a RJ-104, nos municípios de Niterói e São Gonçalo, esse último com elevado número de roubos de cargas e de motoristas de carros de passeio. Todos os trechos contemplados ficam dentro dos limites das duas cidades, na região metropolitana do Rio. Nesses locais, o DER também está retirando as placas de sinalização que orientavam os motoristas sobre a existência de fiscalização eletrônica.

De acordo com o presidente do DER-RJ, Uruan Cintra de Andrade, “o DER está cumprindo a lei, desligando os radares em áreas de risco, o que já deveria ter sido feito. O governo do estado está atento às demandas da população. Onde houver área de risco indicada pela Polícia Rodoviária, e ratificada pela nossa equipe técnica, haverá a retirada de radares”, afirmou.

Selvajaria

Rui A.

Uma das coisas mais ingratas das sociedades ocidentais dos nossos dias é termos de conviver, em praias e piscinas, com casais e famílias muçulmanas, eles de corpo bem feito, de calções de banho a apanharem sol e banhos de mar, e elas de burka, túnicas ou com os sinistros burkinis, a derreterem de calor.

A coisa é uma absoluta selvajaria, no sentido de que não é racional ou, pior ainda, de que a razão é, no caso, utilizada de modo discriminatório e perverso, não só pelo que usam as mulheres, mas pelo que não usam os homens. Ou seja, se fosse bom andar coberto na praia (ou onde quer que seja) só com os olhinhos à mostra, os mânfios dos maridos, que expõem as suas mulheres a esta selvajaria, andariam também assim. Ora, pelo contrário, os sujeitos gostam de apanhar uns bons banhos de sol, de mar e de piscina, não percebendo, ou fazendo de conta que não percebem, que o prazer que têm nisso poderia ser também partilhado pelas suas escravas companheiras. Negar-lhes algo que fazem e lhes dá prazer é, obviamente, um ato perverso.

Certamente que as sociedades liberais devem tolerar os usos, costumes e religiões de cada um, pelo que impedir esta coisa seria sempre muito complicado. Mas, por mim, nada impede que as praias e piscinas ostentem, à entrada, cartazes a sugerirem a estes sujeitos que eles também vistam as burkas que enfiam às suas mulheres. Ou até obrigá-los a isso, se fosse possível!
Título, Imagem e Texto: Rui A., Blasfémias, 28-8-2019

Desespero de causa

FratresInUnum.com

Uma das maiores fake news da história! E, “coincidentemente”, às vésperas do Sínodo pan-amazônico, acerca do qual não há nenhuma empolgação popular.

O povo não fala em índios ou ecologia, muito menos em ordenar homens casados ou caciques. O clero, excetuando-se alguns bergoglianos fanáticos, tampouco tem reagido às provocações sinodais. O Instrumentum Laboris, há pouco divulgado, causou agudas críticas: é a paganização da Igreja, a sua completa rendição à revolução tribalista.

Maio de 2019 – Papa Francisco recebe o líder indígena esquerdista Raoni
Mas, mesmo assim, nem o escândalo conseguiu tirar os fiéis da mais absoluta indiferença. De fato, a psicologia do povo católico funciona às avessas da mentalidade revolucionária: ao invés de protestos, o povo se manifesta mediante o desprezo.

Sem nem sequer tomar conhecimento do assunto, o católico normal segue a sua vida como se nada estivesse acontecendo, rezando para que o vexame logo passe, sem deixar maiores estragos. E prossegue o seu caminho.

Do outro lado, os eternos adolescentes de maio de 1968 continuam com suas fixações idealistas, com seus discursos ultrapassados, com sua psicose apocalíptico-eco-teológica e, desesperados pelo fato de ser já indisfarçável que se isolaram num monólogo de grupo, criaram a ficção de uma crise que sequer resistiu a uma semana de alarde.

O presidente da França, um progressista totalmente rendido à ideologia internacionalista, em completa crise de credibilidade em seu próprio país, disparou o ataque contra o Brasil, contra as alegadas queimadas que estavam destruindo a floresta, e ameaçou sanções na reunião do G7, mas tudo se desfez como bolha de sabão. Um vexame! Enquanto isso, celebridades reagiam em coro, doidas por desfrutarem de quinze minutos de aplausos e, depois, assistirem tudo no telejornal da noite. Outra vergonha!

Charada (1 002)

A tia Filomena
gosta muito de coelhos.
Ela sabe que cada coelho
fica adulto após um ano
e que, depois disso, poderá
ter 10 filhotes.
Certo dia, a tia Filomena
comprou um coelho


recém-nascido e levou-o
para casa para o criar.
Se, desde esse dia,
passaram 3 anos,
quantos coelhos
tem hoje a tia Filomena?

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

O pulmão está na Amazônia, do cérebro nem sinal

Tiago Dores

Está tudo tão inquieto com o alegado pulmão do mundo e não sobra nem um bocadinho de histeria para o hipotético esfíncter do planeta, de seu nome China? Curioso.

Assim como Roma teve Nero, o Brasil tem Bolsonaro. Os dois mais notáveis pirómanos da História. Nero incendiou Roma e, consta, tocou lira enquanto assistia ao fogo. De Bolsonaro não há indícios que tenha tocado fogo à Amazônia — para já, mas deixem os ativistas trabalhar! –, agora a forma como incendiou as relações internacionais à conta deste tema foi espetacular. E o pódio da piromania internacional não ficaria completo sem um representante lusitano. Num honroso terceiro lugar fica o bem português Pirômano Desconhecido, em homenagem à horda de ateadores de incêndios não identificados que todos os anos provocam os fogos que indignam os portugueses. Menos, desde 2015, Catarina Martins, que enquanto é toda ela compreensão para com os fogos nacionais se indigna forte e feio com os fogos brasileiros num escandaloso assomo de intolerável xenofobia.

De entre os líderes internacionais irados com Bolsonaro a bicicleta vai para Emmanuel Macron. Perante a suposta passividade do governo brasileiro face à destruição do “pulmão do mundo que produz 20% do oxigênio do planeta” o presidente francês não escondeu a sua indignação. Já o verdadeiro motivo da indignação o estadista ocultou bem ocultado. E a revolta tem a ver de facto com oxigênio, mas apenas na medida em que Macron receia que o Brasil de Bolsonaro, tendo mais área para produzir fruta tropical da bem docinha e podendo exportá-la para a Europa, sufoque a indústria das desenxabidas peras e maçãs gaulesas. Como sempre, são as grandes questões geopolítico-hortifrutícolas que definem o destino das nações. “Sim, pá, mas o Bolsonaro é um grunho!” É, mas as duas questões não são mutuamente exclusivas.

Além de que mesmo a ser verdade que a Amazônia produz 20% do oxigênio do planeta — não quero estragar a surpresa a quem ainda não googlou, mas sim, trata-se de um barrete de todo o tamanho — e se esse oxigénio desaparecesse todo por culpa do Bolsonaro qual era o drama? Não só não era um problema como até era bom para a saúde. Por exemplo, para uma pessoa com uma pulsação de 80 batimentos por minuto bastava treinar um bocadinho e baixar esse valor em 20% para as 64 pulsações por minuto. E pronto, gastávamos menos oxigênio, andávamos mais relaxados e ainda corríamos menos riscos de contrair problemas cardíacos. “Tudo bem, agora o Bolsonaro é uma besta, pá!” Certo, mas de que forma isso invalida o meu sagaz argumento?

Independência (exceto para gestão florestal) ou morte!

José Diogo Quintela

Esta campanha contra o lítio é bizarra: estas pessoas desejam energias renováveis, mas não admitem que se extraia o lítio necessário para as baterias que vão, lá está, renovar a energia.


O primeiro registo de fuga aos impostos está na Teogonia, de Hesíodo. Escrito no séc. VIII a.C., narra, entre outras, a história de Prometeu, o titã que enganou Zeus com o conteúdo da oferta sacrificial que lhe era devida. Depois de morto e desmanchado o boi, Prometeu embrulhou a chicha em desagradáveis vísceras e os ossos em apetitosa gordura. Colocou os dois pacotes à disposição de Zeus que, ludibriado, escolheu o de aspecto mais tentador. Irritado com o logro, penalizou os homens, retirando-lhes o fogo. (É provável que tenha sido aí que, com boa alcatra, mas sem fogo para a cozinhar, a humanidade tenha inventado o bife tártaro. Estranhamente, Hesíodo não se debruça sobre o tema culinário).

Uma pena desproporcional, a confirmar a minha velha suspeita de que a Autoridade Tributária tem origem na Antiguidade Clássica: não só pela ressonância mitológica das punições, mas por todas as comunicações da AT serem grego para mim.

Entretanto, Prometeu não se fica e recorre da decisão de Zeus. Mas, sabendo da morosidade da justiça, principalmente a administrada por imortais, resolve roubar o fogo e devolvê-lo aos homens. É aqui que Zeus se irrita à séria e condena Prometeu a ser acorrentado a uma rocha, onde uma águia vem, todos os dias, para lhe comer o fígado. De noite a isca é regenerada, para que a águia a possa voltar a papar.

É um castigo duro demais. Sempre achei que Zeus tinha exagerado e que Prometeu não merecia tamanha condenação. Até hoje. Agora, já acho que a pena é leve. Se Prometeu não nos tivesse devolvido o fogo, hoje não tínhamos de aturar esta confusão na análise de incêndios, em que, se há fogos em Portugal, a culpa é do aquecimento global e falar em responsabilidades do Governo é aproveitamento político; e, se há fogos no Brasil, a culpa é do Governo e falar em aquecimento global é estúpido.

Nós já dizemos “talho”, “rebuçado” e “telemóvel”, enquanto os brasileiros dizem “açougue”, “bala” e “celular”. Agora, há mais uma diferença entre o português de Portugal e do Brasil: nós dizemos “incêndio causado pelas alterações climáticas, sem que haja nada que o Governo possa fazer”, e eles dizem “incêndio causado pelo Governo, sem intervenção das alterações climáticas”.