terça-feira, 30 de abril de 2013

Tem alguma coisa errada com a enquete!

Que eu já havia percebido hoje pela manhã (!). Pensei que fosse se resolver. Aparentemente, não! Só me resta pedir desculpas.
Vou tentar encontrar um widget que não o do blogger...
Encontrei!
Este widget leva-nos ao site do fornecedor. Tudo bem, desde que não faça lambança com os nossos votos.
Por favor, você que já votou, faça-o de novo. Muito obrigado! 

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O risco bolivariano

Não existem mais valores objetivos, ninguém pode julgar nada, vale tudo, e quem discorda sofre de preconceito e é moralista
Rodrigo Constantino
Com petistas, todo cuidado é pouco. O país assistiu, nos últimos dias, a uma tentativa escancarada de ataque à democracia. Enquanto artistas da esquerda caviar protestavam contra o pastor Feliciano, dando beijos uns nos outros, os “mensaleiros” da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) tentavam usurpar o poder do STF à surdina. Montesquieu ficaria horrorizado com tanto descaso à divisão entre os poderes.
A autoria da proposta de emenda constitucional aprovada é de Nazareno Fonteles, deputado petista pelo Piauí. Não é sua primeira proposta absurda. Em 2004, ele apresentou um projeto de lei complementar que estabeleceria uma “poupança fraterna”. Puro eufemismo: tratava-se de uma medida avançada rumo ao socialismo.
O artigo primeiro dizia: “Fica criado o Limite Máximo de Consumo, valor máximo que cada pessoa física residente no País poderá utilizar, mensalmente, para custear sua vida e as de seus dependentes.” Acima desse valor arbitrário definido pelo governo, a renda seria confiscada para essa poupança compulsória coletiva. Uma bizarrice que nos remete ao modelo cubano.
É realmente espantoso que, em pleno século 21, ainda tenhamos que combater uma ideologia tão nefasta quanto o socialismo, que deixou um rastro de escravidão, morte e miséria por onde passou. Mas uma ala petista, com outros partidos da esquerda radical, ainda sonha com essa utopia assassina. Tanto que chegaram a assinar carta de apoio ao ditador coreano!
São os nossos “bolivarianos”, que se inspiram no falecido Hugo Chávez, cujo “socialismo do século 21”é exatamente igual ao do século 20. Vide a militarização crescente imposta por Maduro, o herdeiro do caudilho venezuelano, assim como a inflação fora de controle e o aumento da violência. Socialismo sempre estará associado ao caos social e à opressão.
Países que já sofreram na pele com esse regime não querem mais saber de partidos ostentando tal ideologia. A Hungria, seguindo outros países do Leste Europeu, acaba de vetar símbolos nazistas e comunistas. Não há por que proibir a suástica e permitir a foice com o martelo. Ambos representam regimes assassinos, totalitários, antidemocráticos.
Se o socialismo é o mesmo de sempre, a tática para chegar a ele mudou. Hoje, os socialistas tentam destruir a democracia de dentro, ruindo seus pilares, mas mantendo as aparências. Eles aparelham toda a máquina estatal, infiltram-se em todos os lugares, e partem para uma verdadeira revolução cultural, sustentada pelo relativismo moral exacerbado.
Não existem mais valores objetivos, ninguém pode julgar nada, vale tudo, e quem discorda sofre de preconceito e é moralista. Com essa agenda politicamente correta, os socialistas modernos vão impondo uma mentalidade fascista que, em nome da “tolerância” e da “diversidade”, não tolera divergência alguma.
Triste é ver que alguns homossexuais aderem a esse movimento, ignorando que o socialismo sempre perseguiu os gays. Chega a ser cômico ver o deputado Jean Wyllys usando boina no estilo Che Guevara, um facínora que achava que os gays tinham de ser “curados” em campo de trabalho forçado.

Unicamp lança portal com conteúdo gratuito


Redação Info
São Paulo- Uma das mais reconhecidas universidades do país, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lançou hoje duas plataformas gratuitas para auxiliar alunos e professores de todo o Brasil: um portal com vídeos, fotos e animações e uma ferramenta para a construção de conteúdo multimídia.
Batizado de e-Unicamp, o portal traz materiais criados pelos próprios docentes da Unicamp e é totalmente aberto ao público. Por enquanto, há mais de mil imagens, 300 animações e 50 vídeos cadastrados. “Tudo é livre, sob licença Creative Commons e pode ser usado como o usuário quiser”, disse a INFO Vera Solferini, do Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais da Unicamp (GGTE), que lançou o portal em parceria com as pró-reitorias de graduação e pós-graduação.
A ideia é que o material apoie professores e alunos de todo o Brasil – e não apenas do ensino superior. Vídeos de língua portuguesa ou animações de matemática, por exemplo, poderiam ser usados como material em sala de aula ou material extra.
Um dos objetivos do e-Unicamp é fornecer conteúdo para a adoção de novas tecnologias educacionais. Por isso, além do portal, foi lançada hoje uma ferramenta que permite a criação de conteúdo multimídia. A ToolDo foi desenvolvida pelo GGTE para que a própria Unicamp e outras instituições de ensino organizem a produção de material web. “Os professores criam conteúdo em uma página similar a um editor de texto, onde conseguem inserir imagens, links e assinalar onde é preciso criar uma animação ou vídeo”, diz Vera.
“A ideia é que a ferramenta facilite o fluxo de trabalho”. 
Mais informações sobre o ToolDo podem ser obtidas no fórum do projeto. O e-Unicamp já está no ar e, em breve, deve receber mais 300 vídeos.
Título, Imagem e Texto: Redação Info Exame, 30-04-2013

Maioridade Penal: A Maneira PeTista de "Pensar"

Luciano de Moura
Um tema como este, em que as chamadas autoridades, permanecem como que paralisadas, com medo não se sabe de que, vem caminhando em um crescendo, que aliadas ao medo, dor e desesperança, podem gerar consequências imprevisíveis. É sabido, que sentimentos como os citados, são péssimos conselheiros. Principalmente, quando surge perante a mídia, um cidadão de primeiro escalão, pago com o dinheiro do contribuinte eleitor, afirmar um disparate desta dimensão.
"Levar mais jovens à prisão não vai ajudá-los a sair do crime, diz Carvalho." Isto, no seu PeTista modo de agir., porque com certeza, seguindo orientação da "Terrorista em Chefe," poderia atrapalhar suas ambições para 2014.
Segundo este cidadão revela acima, "pode não ajudá-los a sair do crime," mas na maior das certezas, vai incentivá-los a  cometer muitos outros."
Quantas famílias mais, precisarão chorar suas imensas dores,  até que alguém faça alguma coisa?
No momento, nada mudará. Pelo menos enquanto os antigos criminosos, que ora ditam regras, ocuparem os "Podres Poderes" desta República.
E para terminar, clique aqui, e vote.
Título e Texto: Luciano de Moura, 30-04-2013

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1º de maio, às 15h!

Lista das cidades
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Falar para todos os portugueses

Alberto de Freitas
António José Seguro, mostrou ser um líder político de e para todos os portugueses. Quando no Congresso declarou que o PS no poder não significaria alterações na política de austeridade, mostrou que não esquecia os débeis mentais.

Porque tais declarações demonstram que ele acredita que existem portugueses que acreditem em tal possibilidade.

Durante meses, o PS tem feito campanha demonstrando que a crise é consequência da austeridade e, não o inverso. O curioso é que deve ter resultado. De tal forma, que Seguro se sentiu na obrigação de repor alguma verdade.

Verdade importante, pois mesmo no governo as teses do PS estão a fazer efeito. O nosso Álvaro, em menos de 2 anos de "lavagem" ao cérebro, tornou-se elemento do PSD profundo que lidera a oposição a Gaspar.

Mais dinheiro para cima da PME é a palavra de ordem. O chover no molhado do aumento de endividamento de quem já está sobreendividado, é o equivalente a satisfazer a última vontade do condenado à morte.

Porque exportar não representa produzir para exportar, mas estar presente em mercados e ter encomendas em carteira.

Sem, até esta data, ter feito as reformas necessárias, o governo sente a pressão das clientelas partidárias com a aproximação do período eleitoral.
O Álvaro já está no papo, falta o Gaspar. Quando isso acontecer é melhor “fechar a porta”.
Título e Texto: Alberto de Freitas, 30-04-2013

O assunto da maioridade penal é muito sério!

Anita Driemeier
E não vem sendo levado a sério pelas ditas autoridades brasileiras, pois por detrás da proteção ao crime deve haver interesses para nós desconhecidos!
As pessoas de bem estão começando, muito timidamente, a protestar contra o caso dos menores infratores, mas estamos muito longe de mudanças significativas!
Nossa sociedade está falida!
As pessoas têm filhos como coelhos e os abandonam à própria sorte!
Um país que não preserva a família, a moral e a ética, que não educa, não protege, não dá condições de saúde e não pune os fora da lei, não é um país! É uma filial do inferno! E é essa a realidade que estamos vivendo!
Baixar para 16 anos a idade em que os bandidos poderão ser punidos não resolverá nada!
Quem mata aos 18, mata aos 16, aos 14 e até aos 12!
Punir independentemente da idade, estipular um limite, como em muitos países civilizados,onde quando não se pune a criança, punem-se os pais, resolveria o problema!
Sem macro medidas de combate a todo e qualquer crime, principalmente os crimes cometidos por políticos,não haverá esperança de melhoras para nós!
Quem sabe rezar, que reze muito!
Título e Texto: Anita Driemeier, 30-04-2013

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O Dia do Trabalho e Obsolescência Humana


José Carlos Bolognese
A data se comemora, opondo algo que é infinito - o trabalho, ao seu agente principal que tem data de validade - o trabalhador. Pelo menos no trabalho assalariado, nenhum homem ou mulher pode ficar indefinidamente fazendo a mesma coisa até o seu último suspiro. Exceto pelos profissionais diferenciados, não submetidos à rotina do trabalho comum, não há possibilidade de permanência muito longa além de certa idade. O determinismo da obsolescência humana obriga a sociedade a tratar as pessoas conforme suas necessidades e capacidades em cada fase da vida.

A sociedade – até quem não trabalha – não pode viver sem o trabalho. E se tem de haver trabalhadores, certas condições se impõem, naturalmente. Porém, a mais valorizada é a condição de produtividade do trabalhador, fase em que, bem ou mal, ele recebe salário e tem direito, ainda que muitas vezes não respeitado, a ser protegido por um conjunto normas a que pode recorrer sempre que necessário. Já o trabalhador desempregado enfrenta uma barra bem mais pesada. Especialmente nas fases de pré-aposentadoria. Mas o trabalhador aposentado não se sai melhor na foto. Não é preciso falar aqui dos que se aposentam pelo INSS e têm a ousadia de viver muito. Claro que a solução seria os fundos privados de complementação de aposentadoria que a partir de 2006 convivem com o fantasma do Aerus da Varig, evidenciando a insegurança jurídica em que vivemos nesse país. Mas nos comícios do Dia do Trabalho não se fala nisso.

O Dia do Trabalho deveria ser de homenagem a todos os trabalhadores atuais, os do futuro e os do... passado!, mas não é assim. É apenas mais uma data que se usa para montar palanques de demagogia e reforçar planos de eleições e reeleições, nada mais.

Hora de mudar o ECA

Myrian Macedo
Fernando Haddad afirmou que é contra a redução da maioridade penal e que acha difícil que o tema avance no Congresso Nacional, respaldando a sua tese no fato de que temos uma população carcerária das maiores do mundo em condições impróprias. Talvez, então, não devamos “mexer” no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), deixando os menores infratores soltos nas ruas, já que ninguém providenciou lugar próprio para eles. Ora, senhor Haddad, o que o senhor deveria fazer é apoiar a iniciativa de Geraldo Alckmin, que propôs a revisão deste estatuto. Do jeito que está não pode ficar, algo tem de ser feito, e com a máxima urgência! O prefeito de São Paulo também mencionou a “tese” de que essa questão necessita ser debatida profundamente, pois a população, em momento de comoção, tem a tendência de aprovar, em outras palavras, qualquer coisa. Momentos de comoção estamos vivendo há muitos anos, pois é um crime hediondo atrás do outro. E tempo já houve para que olhassem para esse tema, o que não houve foi “boa vontade” nem senso de responsabilidade e competência por praticamente nenhum de nossos representantes. No último sábado, estive na passeata na Avenida Paulista, onde número enorme de famílias esteve presente para exigir mudanças nas leis penais e no ECA. Aconselho o senhor Haddad a ir à próxima passeata para tomar conhecimento de que não se trata há muito de um caso isolado aqui, outro ali. Para se inteirar de que vivemos uma guerra no nosso dia a dia, tentando sobreviver a este governo que não se movimenta em direção da sociedade, para protegê-la de bandidos cruéis e sem respeito à vida. Para entender que hoje se mata por divertimento, com prazer. Para viver de perto o drama de famílias destroçadas, incapazes de superar o descaso de nossas autoridades, pois seus filhos ou amigos perderam sua vida tragicamente, e estão lutando para proteger seus outros filhos e os filhos de todos nós. Para ver as lágrimas vertidas em pronunciamentos de quem tem uma dor que nunca será curada! O senhor prefeito precisa tomar conhecimento das estatísticas para, no mínimo, não dizer que é uma comoção simplesmente: é, além de tristeza dolorida, um pedido desesperado de socorro! A vida, senhor prefeito, pede passagem. Pede, não, exige!
Título e Texto: Myrian Macedo, São Paulo, 30-04-2013
Foto: Marcelo Camargo/ABr

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Nicolas Sarkozy e Marine Le Pen à frente de François Hollande

A seis dias do primeiro aniversário da sua eleição para o Eliseu, François Hollande seria eliminado logo na primeira volta se fossem realizadas hoje presidenciais antecipadas.
Daniel Ribeiro
François Hollande e os socialistas franceses não têm razões para festejar com alegria o primeiro aniversário da vitória nas eleições presidenciais de seis de maio de 2012.
Uma sondagem do instituto CSA revela que, se tivessem lugar, hoje, novas eleições, o chefe de Estado francês seria batido logo na primeira volta pelo seu antecessor, Nicolas Sarkozy, e pela líder da extrema-direita, Marine Le Pen.
De acordo com o estudo, Sarkozy alcançaria 34% dos votos, Marine Le Pen 23%, Hollande 19% e o chefe da esquerda não socialista, Jean-Luc Mélenchon, 12%. Em relação aos resultados das eleições de há um ano, o ex-presidente perderia nove pontos, Sarkozy ganharia sete, Marine Le Pen seis e Mélenchon um ponto.
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Título e Texto: Daniel Ribeiro, correspondente em Paris do semanário “Expresso”, 30-04-2013

Dívida: Juros descem a dois, cinco e 10 anos


Os juros da dívida soberana de Portugal estavam esta terça-feira a descer em todos os prazos face aos valores do final do dia de segunda-feira e a cinco anos para mínimos de Outubro de 2010.
Às 09h35, os juros da dívida soberana portuguesa a dois anos estavam a negociar no mercado secundário a 2,899%, depois de terem fechado na segunda-feira a 2,920%.
A cinco anos, os juros situavam-se nos 4,517%, um mínimo desde Outubro de 2010 e abaixo dos 4,535% de segunda-feira, enquanto a dívida a 10 anos estava ser negociada a 5,781%, valor inferior aos 5,832% da sessão anterior.
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Notícias ao Minuto, 30-04-2013

Paciente é obrigado a fazer necessidades em lixeira, dentro de hospital na Bahia

Uma foto bizarra ocorrida dentro do hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, choca pela situação desumana ocorrida.


Um paciente do hospital, com vários ferimentos provenientes de um acidente, se encontrava necessitando realizar necessidades fisiológicas, e, em virtude do banheiro está interditado, teve que realizar ali mesmo, dentro da emergência do hospital, em um balde de lixo, em frente a todos os outros pacientes que ali eram atendidos.
Os outros pacientes, também do SUS – sistema único de saúde – observavam a cena atônitos.
O constrangimento não se restringiu apenas a esse senhor, outros também passaram pelo mesmo, inclusive mulheres. O absurdo ocorrido se destoa da propaganda realizada pelo governador Jacques Wagner.

Observação: Inicialmente vi esta foto no Facebook compartilhada do perfil “A Verdade Nua & Crua”. Fui pesquisar a origem, isto é, a verdadeira autoria. Achei esta matéria replicada em vários blogues. Pelo que pude depreender a matéria original foi publicada no blogue “Verdinho Itabuna.

Ex-deputado processa AR para conseguir pensão vitalícia

P. M.
Segundo o jornal i o antigo deputado Vítor Baptista está a processar a Assembleia da República por esta não lhe reconhecer o tempo suficiente de prestação de serviço público em cargos políticos para poder receber uma subvenção vitalícia.

O socialista quer que o tempo como governador civil de Coimbra lhe seja reconhecido, chegando assim ao mínimo de oito anos necessário para aceder à subvenção, escreve hoje o jornal i. O caso está no Supremo Tribunal Administrativo (STA).
Vítor Baptista entrou pela primeira vez na Assembleia da República em 1999. Em 2005, o primeiro governo socialista de José Sócrates acabou com as subvenções vitalícias, mas com excepções - quem, à data da revogação da lei já reunisse as condições para a pedir, manteve esse direito.
Título e Texto: P. M., Diário de Notícias, 30-04-2013

A cascata de "ses"

Helena Matos
António José Seguro conseguiu evitar o que nas suas palavras definiu como a radicalização do partido - o que é uma excelente opção para o PS e uma péssima notícia para Passos Coelho pois para azar dos sociais-democratas e também da esquerda radical, o PS ganha eleições ao centro.
O líder dos socialistas mostrou-se hábil nas lutas internas - relegou os socratistas para parte incerta, aposta em que António Costa fique refém do seu tacticismo e, pelo menos por enquanto, Francisco Assis não se atravanca no seu caminho. Quanto ao resto Seguro deposita-se completamente nas mãos dos outros o que leva a que não tenha estratégia mas apenas uma lista de desejos: assenta boa parte do seu programa de saída da crise na renegociação do Memorando que o seu próprio partido negociou, subestimando o facto de que essa renegociação está longe de depender apenas de Portugal. Confrontado com esta evidência diz há que fazer uma outra Europa. E assim já vamos em dois "ses" e nenhum deles de pequena monta: o da renegociação e o de novas lideranças na Europa, coisa que para os socialistas se traduz por Martin Shulz se tornar o próximo presidente da Comissão Europeia.
No País a cascatas de ‘ses' de Seguro não é menor: se Portas fizer cair o Governo, o País irá para eleições que provavelmente serão ganhas pelo PS. Não só colocar qualquer estratégia dependente de Portas é um exercício de alto risco como os ‘ses' não acabam aí para Seguro: ganhando muito provavelmente sem maioria absoluta, Seguro conta que teria o apoio do CDS e do PSD. Nas suas contas o PSD uma vez derrotado livrar-se-ia de Passos Coelho e escolheria uma nova liderança disponível para avalizar o executivo socialista. Aqui chegados já vamos em meia dúzias de ‘ses' dos quais o único em que Seguro tem intervenção directa são as eleições legislativas. E assim, de ‘se' em ‘se', chegamos à figura do Presidente da República que numa versão institucional dos atalhos da informática, se tomasse a decisão de dissolver a Assembleia da República permitiria a Seguro chegar mais rapidamente a eleições no País, numa espécie de ‘remake' do golpe de Jorge Sampaio que levou à queda do governo de Santana Lopes.
A irritação socialista por Cavaco Silva não cumprir o "se" que lhe destinaram no Largo do Rato - derrubar o Governo e reforçar a actual liderança rosa - levou a que no último 25 de Abril Seguro não tivesse sequer tirado benefício das críticas feitas por Cavaco ao funcionamento das instituições europeias, críticas essas muito em linha com algumas das teses do líder socialista. Embarcando na tresleitura que a ala socratista do PS fez desse discurso, sobretudo nos parágrafos sobre a criação de uma crise política que em boa verdade mais pareciam dirigidas à estontecida coligação governamental e muito particularmente ao CDS que como é óbvio não caiu no engodo de se dar por achado e aplaudiu o discurso presidencial.
Em resumo, a melhor definição da estratégia de Seguro foi dada há trinta anos numa canção dos Salada de Frutas: "Se o imposto não subisse/ Se o emprego não fugisse/ Se o presidente sorrisse/ Outro galo cantaria um dia.../ Se cá nevasse fazia-se cá ski..."
Título e Texto: Helena Matos, Diário Económico, 30-04-2013

Mixaria

Hélio Mazzolli
No Nordeste é um termo que define pouco dinheiro. No restante do Brasil a palavra também tem esse significado.
Lembro o termo porque ao final do ano de 2006 (dezembro) o índice da inflação apurada pelo governo (IPCA) fechou o ano com uma alta acumulada de 3,1418%. No mês de janeiro de 2007 a trajetória continuou para baixo, acumulando nos últimos dozes meses 2,988%.
Na prática de correção monetária inercial ainda adotada pela cultura brasileira significava que se você tinha uma renda de R$ 1.500,00 mensais precisaria receber um aumento de R$ 46,72 para repor o seu poder aquisitivo. Uma proposta dessa colocada pelas empresas aos lideres sindicais eram identificadas como “uma mixaria”. Porque na cabeça do trabalhador, acostumado a reajustes inflacionários superiores a 5% a cada ano, representava uma ineficiência de negociação pelos líderes.
Creio que esse foi o núcleo gerador da proposta de fixar a meta inflacionária em 4,5% a cada ano, com a possibilidade de uma variação de 2% para baixo ou para cima. É claro que a tendência seria sempre a variação para cima. Dessa forma seria possível distender as pressões e continuar contando com o apoio dos mais de 2.000 sindicatos da sociedade brasileira.
E justo para aliviar as disputas formulou-se por uma determinada escola de economistas que um pouco de inflação não faria mal para a economia.
A proposta alternativa em manter a meta de inflação em 3% e com plano de zerar o déficit nominal do governo da União foi rejeitada pelo núcleo político do Planalto.
As conseqüências estão no mercado. A inflação medida pelos dos preços dos serviços se aproxima dos dois dígitos. E mais de 60% do PIB brasileiro está justamente na área de serviços. Para terminar a greve em Belo Monte os salários foram reajustados em 11%, além de outros benefícios. E os próximos dissídios continuarão a ser disputados na casa dos dois dígitos.
Isto quer dizer que a inflação se espalha por todos os lados. Para contê-la será preciso uma série de decisões que inclusive afetarão o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto. E os resultados positivos acumulados poderão aparecer no final de 2014 ou início de 2015.
Título e Texto: Hélio Mazzolli, Economista, 29-04-2013

A impressão que eu tenho aqui olhando o jogo da arquibancada é a de que o time no comando do país é péssimo e os problemas estão fujindo do controle, se não é que já fujiram. 
Mesmo depois do plano Real, a inflação brasileira sempre foi alta, pois inflação acima de 2% e alta e preocupante. Na média, a inflação após o Real supera os 5% ao ano. As causas desssa cultura inflacionária têm suas orígens na estrutura econômica do país, excessivamente estatizado e oligopolizado, além de estupidamente burocratizado. O arcabouço tributário brasileiro é um manicômio que desanima qualquer empresário a investir no país, seja pequeno, médio ou grande. Os que permanecem ai são os de sempre e muitos abnegados, pois no geral grande parte sobrevive sonegando pois ninguém é bobo.

O que vale Abril?

Alberto Gonçalves
É curioso como tanta gente lamenta os "ataques" a uma coisa tão vaga e tão pouco mensurável quanto os "valores de Abril". O Governo não respeita os "valores de Abril". O "neoliberalismo" (?) não respeita os "valores de Abril". O prof. Cavaco não respeita os "valores de Abril". A "direita" não respeita os "valores de Abril". Etc.


Não digo que não seja verdade. Digo que convinha esclarecer primeiro de que valores falamos. Os "valores de Abril" são os que derrubaram a ditadura salazarista ou os que queriam impor uma ditadura comunista em seu lugar? Os "valores de Abril" são as tentativas de evangelização ideológica que ocorreram no PREC ou a liberdade que permitiu às populações escorraçarem os evangélicos? Os "valores de Abril" são os esforços para atribuir o poder a uma seita de iluminados ou a crença numa democracia representativa? Os "valores de Abril" são a recusa da austeridade ou a rejeição do endividamento? Os "valores de Abril" são bazófia lírica ou a visão necessária para construir um país responsável e independente? Os "valores de Abril" são, em suma, aquilo que os seus paladinos gostariam que tivesse acontecido a Portugal ou aquilo que de facto aconteceu? O resultado não é famoso, mas suspeito que poderia ser ainda pior.
Título e Texto: Alberto Gonçalves, Diário de Notícias

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Qual a idade mínima para o indivíduo ser responsabilizado por seus atos?

A maioridade penal, também conhecida como idade da responsabilidade criminal, é a idade a partir da qual o indivíduo pode ser penalmente responsabilizado por seus atos, em determinado país ou jurisdição.
Em alguns países, o indivíduo abaixo da maioridade penal está sujeito, a partir de certa idade, a punições mais leves, como detenções ou internações em instituições correcionais ou reformatórios.
A maioridade penal não coincide, necessariamente, com a maioridade civil, nem com as idades mínimas necessárias para votar, para dirigir, para trabalhar, para casar etc.
(…)

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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Confiança dos consumidores e empresários portugueses melhora em abril

Diogo Cavaleiro
Indicador de confiança dos consumidores melhora, apesar de portugueses acreditarem menos na sua capacidade para poupar. Clima económico melhora à boleia de todos os sectores de actividade.
O indicador de confiança dos consumidores voltou a melhorar em Abril, mantendo uma tendência que se verifica desde Janeiro.
Desde que tocou no mínimo histórico, em Dezembro passado, quando chegou aos -59,8, o indicador de confiança dos consumidores portugueses tem vindo a subir, o que se voltou a repetir em Abril. O indicador fixou-se em -54,2, aumentando face aos -55,3 do mês anterior, de acordo com o destaque publicado esta segunda-feira, 29 de abril, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor de abril é o menos negativo desde Setembro do ano passado.
Três das quatro componentes utilizadas para o cálculo do indicador tiveram evoluções positivas no último mês e permitiram a recuperação da confiança, sejam as perspectivas para os próximos 12 meses referentes à situação financeira do agregado familiar, à situação económica em Portugal e ainda à evolução do desemprego.
A excepção foi a evolução da poupança, com os consumidores menos optimistas em relação à sua capacidade para poupar nos próximos 12 meses. Esta componente está no valor mais baixo desde Dezembro.

Indicador de clima económico no valor mais alto desde Agosto
Da mesma forma que o clima de confiança, o indicador que mede o clima económico dos empresários também tem vindo a recuperar do mínimo histórico de Dezembro. Em abril, voltou a subir para uma leitura de -3,6, face aos -3,9 do mês anterior.
O indicador de clima económico resulta dos inquéritos de conjuntura feitos pelo INE em vários sectores de actividade (indústria transformadora, construção e obras públicas, comércio e serviços) embora não resulte da sua soma simples.
()
Título e Texto: Diogo Cavaleiro, Jornal de Negócios, 29-04-2013

Desabafo da Rosa: “o senhor lula a presidente de portugal”

e tudo porque o senhor engenheiro não quer ser presidente e aí lembrei-me do senhor lula e que agora está livre e só tem um biscate de escrever no niuiorquetaimes e perguntem-me porquê porque respondo e é para acabar com a miséria e começando os ricos nos quinhentos e a classe média nos cem euros por mês e daí para baixo era a classe dos subnutridos que teriam outros benefícios como o movimento dos sem euros que podiam sacar uma carteiras aos com euros excedentários e assim como o movimento dos sem gaja e que podiam comer quem lhes aparecesse à frente e a justiça passava a funcionar com penas pesadas e cada cinquenta anos de pena dava no mínimo duas semanas de cadeia e sabe deus se quando já não se recandidatasse e me pusesse lá a mim como presidenta e já me estou a ver a presidente rosa e com este jeitinho de desabafar e não iria também para o niuiorquetaimes
rosa engeitada, 29-04-2013

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Vítor Gaspar: "É necessário consenso político esclarecido e generalizado"

Lusa
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, sublinhou hoje que "é necessário consenso político esclarecido e generalizado", exigindo-se igualmente "uma política de verdade por contraste com uma política de mentira, insulto e dissimulação".

O governante falava durante a tomada de posse do novo presidente da Comissão da Normalização Contabilística, António Gonçalves Monteiro, e do coordenador da Unidade Técnica de Acompanhamento das Parcerias Público-Privadas, Fernando Crespo Diu, destacando a importância das duas entidades.
Enquanto falava sobre a situação financeira do país, o governante disse que a tarefa com que Portugal se debate "é árdua" e sublinhou que "a necessidade de equilíbrio orçamental é permanente" e que "corrigir o excesso de divida pública exige o esforço de uma geração".
"É incontornável alterar regras e procedimentos para assegurar a disciplina orçamental. Só assim garantiremos que o esforço de hoje perdura", disse Vítor Gaspar.
Para tal, acrescentou, "é necessário consenso político esclarecido e generalizado, é exigida uma política de verdade por contraste com uma política de mentira, insulto e dissimulação".
Vítor Gaspar frisou ainda que "é preciso firme determinação e persistência no propósito", mas também a criação das condições técnicas adequadas, referindo-se às duas entidades, cujos responsáveis tomaram hoje posse.
Título, Imagem e Texto: Lusa/Jornalde Negócios, 29-04-2013,

Passeata em São Paulo

Mara Montezuma Assaf
Quem tem voz berrante no governo democrático do PT são os grupos sociais devidamente afinados com o programa do Partido dos Trabalhadores. Sob a batuta do partido, eles saem aos magotes nas ruas com suas palavras de ordem, seja a favor do aborto, da adoção de crianças por casais gays, da descriminalização do uso de drogas... e sempre são focados pelas lentes das TVs  tendo as imagens e as mensagens divulgadas por todo o Brasil. Mas quando se trata de mobilização da sociedade não organizada pelo PT que sai às ruas exigindo endurecimento legal para crimes cometidos por qualquer pessoa, inclusive por menores hediondos, aí se pode considerar como sendo uma grande sorte as emissoras terem divulgado alguma coisa. Desta vez algumas emissoras de TV noticiaram em âmbito local a passeata A VIDA PEDE PASSAGEM que aconteceu no sábado 27 de abril, em São Paulo, e que incluiu vários grupos inclusive o organizado pelos pais do garoto Hugo, conseguindo reunir 2.500 pessoas na Paulista, o que é um sucesso , visto não ter um único partido à frente lhe dando apoio. Mas tenho certeza de que a maior parte do Brasil não ficou sabendo... Esta é a democracia petista, que consegue que só se amplie nacionalmente as vozes cujos discursos se afinem com o seu.
Título e Texto: Mara Montezuma Assaf, 29-04-2013

Foto: Marcelo Camargo/ABr

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"Hollande est mauvais !"

Pour Philippe Tesson, nous couper de l'Allemagne au profit d'une alliance avec les pays de l'Europe du Sud porterait un coup fatal à l'Europe.

Seuls 24 % de Français se déclarent "plutôt satisfaits" de la première année de mandat de François Hollande. Photo: Bertrand Langlois/AFP
La crise ouverte par la France dans sa relation avec l'Allemagne confirme ce que nous savions déjà : François Hollande est mauvais. Trois Français sur quatre sont là-dessus d'accord avec nous. Les deux qualités premières qui font un homme d'État lui manquent : la lucidité et l'autorité. Trois facteurs au moins nous imposent non seulement de rester fidèles à notre alliance avec l'Allemagne, mais de la consolider : l'histoire, c'est-à-dire les acquis politiques, économiques et stratégiques de la construction européenne fondée sur l'axe franco-allemand ; la nouvelle donne mondiale qui nous interdit l'isolement ; l'extrême fragilité de la situation économique et financière de notre pays. Nous couper de l'Allemagne, engager avec elle une "confrontation" au profit d'une hypothétique alliance avec les pays de l'Europe du Sud, c'est non seulement illusoire, mais ce serait porter un coup fatal à l'Europe. "Un péril mortel", comme le dit Alain Juppé.
Certes, le rapport des forces qui à la fois unissent et opposent nos deux pays a évolué en notre défaveur. Mais à qui la faute ? En imputer la responsabilité à l'Allemagne, et en particulier à l'actuelle chancelière et à son "égoïsme", est à la fois insultant, injuste et lâche. Même s'il est arrivé à l'Allemagne de défendre avec trop d'intransigeance ses intérêts propres - mais l'Europe n'exige pas un abandon total de la souveraineté de ses pays membres -, elle n'est pas coupable des difficultés que rencontre la France. Celles-ci tiennent à nous-mêmes, au laxisme de nos gouvernants, à leur impéritie, à leur refus de procéder aux réformes structurelles qui s'imposaient lorsqu'il en était temps. Schröder et Merkel nous en donnaient l'exemple. Les socialistes français portent à ce sujet une lourde responsabilité. Le contester, c'est de la part de Hollande un déni de la réalité.
À la fois pour des raisons idéologiques et pour affirmer sa personnalité politique - qui le sait, le sait-il lui-même, et qui peut vraiment distinguer les réelles motivations de François Hollande ? -, le nouveau président choisit dès son élection de proposer une alternative à la politique de la chancelière. Sa stratégie de la croissance fit rapidement chou blanc. Là encore, un déni de l'évidence. Depuis lors, depuis un an, il navigue dans l'imprécision. Et soudain, il décide aujourd'hui de porter l'attaque contre Angela Merkel. Lui ou les siens ? Allez savoir ! Ici se posent non seulement le problème de la vérité et de la précision de ses choix mais aussi celui de son autorité.

PT: quem te viu, quem te vê

Aécio Neves
Enquanto oposição, o PT se especializou na tática do "quanto pior melhor", exercitada à exaustão contra os governos que o antecederam.
É notável a contradição entre aquela postura intransigente --e tantas vezes injusta-- e o desapreço ao debate, com resistência à crítica e ao contraditório, depois que assumiu o poder. A esse traço somou-se um viés autoritário latente.
Quem, afinal, imaginaria o PT defendendo o controle da imprensa ou o casuísmo de uma revisão legislativa para impedir a formação de novos partidos e, assim, cassar adversários diretos da futura disputa presidencial?
Quem acreditaria no patrocínio da esdrúxula tentativa de subordinação do STF aos interesses da maioria governista no Congresso? Ou que veria nomes do partido apoiando a tese de limitação do poder investigativo do Ministério Público?
Faço essa reflexão motivado pelo significado dos 30 anos da emenda Dante de Oliveira, que buscava restabelecer as eleições diretas e a democracia no país. Resgatando na memória os momentos que se seguiram à enorme frustração da derrota, constata-se que, para o PT, os interesses do partido estiveram sempre à frente do Brasil e das causas dos brasileiros.
Para quem não se lembra, recusaram-se a apoiar Tancredo Neves no Colégio Eleitoral e expulsaram do partido os parlamentares que, tocados pelo sentimento nacional, votaram com suas consciências no único caminho imediato possível para derrotar o regime de exceção.
Depois, se colocaram contra a nova Constituição e levaram ao limite da deslealdade uma oposição ofensiva contra aquele que é hoje um dos mais prestigiados aliados do governo, o ex-presidente José Sarney.
Faltaram à convocação de Itamar Franco em um momento delicado da vida nacional, após o impeachment de Collor.
No período FHC, opuseram-se a tudo o que era importante ao país – o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o tripé da política macroeconômica. Até os primeiros programas de transferência de renda foram criticados como esmolas para aliciar os mais pobres.
Vê-se hoje que o discurso do partido durante anos não refletia suas convicções. Afinal, ao terem a oportunidade de mudar o que combatiam, aliaram-se aos adversários de antes, mantiveram intacta a política econômica herdada, adensaram os programas sociais que criticavam e agora realizam as privatizações que antes denunciavam.
Quem não entende as contradições entre o PT de ontem e o de hoje busca a coerência do partido no lugar errado.
O PT faltou ao Brasil em vários momentos da nossa história. Tem defendido causas que não atendem aos interesses do país. Mas uma coisa é preciso reconhecer: o PT nunca faltou ao PT.
Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG. Escreve às segundas-feiras na página A2 da versão impressa, Folha de S. Paulo, 29-04-2013

Beagles...

Imagem daqui

Descoberta


Desabafo da Rosa: “estou à espera para ir ao brasiu”


e ai sim e o que é que pensam e pois que tenho lá muitas primas e elas ficaram de me avisar quando todos os brasileiros fizerem dezoito anos e que é a idade em que passam a saber o que fazem e que até lá coitadinhos e não atinam com as coisas e até a minha prima quecazarina e que coitadinha nasceu fruto de uma queca azarada e me contou que foi estuprada e na polícia lhe disseram que os meninos tinham dezassete primaveras e que coitadinhos foi só para aliviar o pau e ele deixar de ficar duro e e nem tinham noção que era preciso perguntar se ela queria e por isso tenho a maior atenção ao filipinho que com um metro e oitenta e oitenta quilos e que é filho dos patrões e sempre a ensiná-lo e ó filipinho a tesoura é para cortar as unhas e não é para espetar na barriga das pessoas e ó filipinho as mamas são minhas e não são para o filipinho brincar e ó filipinho vou-me despir mas é só para tomar banho e ó filipinho e mesmo com preservativo não deixo e ó filipinho e se matar os seus pais  e depois quem que paga as despesas da casa e ó filipinho dê cá o dinheiro que estava em cima da mesa e que é para as compras no mercado e ó filipinho não me ameace com o martelo e ó filipinho e ó filipinho e ó que raiva que o raio do garoto nunca mais faz dezoito anos
rosa engeitada, 29-04-2013

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Victor Hugo Deppman, 19 anos, está morto!

Jornalista que diz ter sido estuprada aos 19 anos escreve, aos 56, um texto na Folha sobre a maioridade penal recheado de absurdos, de clichês e de inverdades óbvias. Pior: coloca-se como juíza das outras vítimas de violência!

Reinaldo Azevedo

Vai abaixo um dos posts mais longos da história deste blog — talvez o mais: 32 mil toques e um pouquinho. Podem começar a fugir se for o caso, embora os meus leitores não sejam disso e prefiram texto a figurinha, não é mesmo? É diretamente proporcional à repulsa que senti ao ler um artigo na Folha de S. Paulo sobre a mudança da maioridade penal de 18 para 16 anos. Vai tudo explicado aí abaixo.

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Neste domingo, a Folha de S. Paulo publicou um artigo que, quero crer, será, um dia, considerado um marco no jornalismo brasileiro. Mas suspeito que não figurará na lista dos grandes momentos nem da Folha nem do próprio jornalismo em razão de suas implicações morais, éticas, filosóficas, o que se queira. Sob qualquer ponto de vista que adotemos — e convoquei também algumas das boas reflexões disponíveis sobre o perdão —, a publicação do texto ultrapassa fronteiras que, tudo me diz, deveriam ter sido preservadas. Vamos lá.


Luíza Pastor, 56 anos, jornalista, foi estuprada aos 19 anos, em 1976. Ela narra as circunstâncias. Seu estuprador era um menor de idade. No artigo que escreveu para o jornal (ou depoimento transcrito em primeira pessoa, não sei qual foi o procedimento), ela condena com severidade a proposta de reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos.

Eu poderia escrever apenas um comentário sobre o seu texto, fazendo alusões e citando trechos. Mas sempre prefiro, em casos que considero realmente importantes ou graves, reproduzir o artigo para que o leitor tenha acesso à fonte, ao estímulo que originou a minha escrita. O jornalista Marcelo Coelho, certa feita, sugeriu que é um procedimento autoritário. Não é, não! Autoritário seria omitir do leitor eventuais sutilezas que podem escapar a este articulista. Vamos lá.

O texto publicado traz uma introdução do próprio jornal que, quero crer, levará o corpo editorial da Folha, algum dia, a ao menos se questionar: “Agimos certo? Isso é moral e eticamente aceitável?”. Essa introdução segue em preto mesmo. Todos os meus comentários, doravante, seguirão em azul.
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O principal argumento dos defensores da redução da maioridade penal pode ser sintetizado em uma frase: “Queria ver se fosse com você”.

Pois foi com a jornalista Luiza Pastor, 56, casada e mãe de uma menina. Com apenas 19 anos, Luiza, ainda estudante da USP, foi estuprada por um garoto menor de idade. Experiência tão traumática, entretanto, não a transformou em defensora da redução da maioridade penal.

Há mulheres e homens inteligentes no comando da Folha. Certamente sabem que é um truque grosseiro reduzir a opinião de adversários numa contenda a um único argumento ou a um “argumento principal”. É uma das maneiras de tentar ganhar um debate mesmo sem ter razão. Nesse caso, basta escolher a proposição mais frágil do outro, para a qual julgamos ter, de antemão, uma resposta, e pronto! Declare-se a vitória!

Ignoro que esse “Queria ver se fosse com você” seja o “principal argumento” de quem defende a redução da maioridade penal. Até porque não há argumento nenhum aí. Ao contrário: isso é um não argumento, e dos mais fáceis, dos mais cretinos até. Porque bastaria, então, que aparecesse o tal “você” afirmando o oposto do que sugeriu o proponente, e sua tese desabaria. A Folha inventou um “ser coletivo” que tem aquela pergunta como “principal argumento” para dar a suposta resposta definitiva.

O segundo parágrafo da introdução da Folha corre o risco, se levada como uma tese geral do direito, de nos empurrar para um pântano moral — e ético — sem retorno. Sem contar que exercita o método de argumentação (e não o argumento) que, segundo entendi, contesta. Começo por esse segundo aspecto. O jornal, entendo, censura a personalização do debate. A tese de base, parece-me, é negar a importância das questões particulares, pessoais, localizadas, na definição de uma política de segurança pública. A Folha parte do princípio, isto é inequívoco, de que a indagação “E se fosse com você?” não é boa. Mas, se não é boa, que sentido faz publicar o texto de uma mulher que foi estuprada por um menor e é contra a redução da maioridade penal?

"O que se precisa discutir é a instauração da pena de morte"

Ingo Schmidt
Após o estúpido assassinato do jovem Victor Hugo, por um menor, repete-se a estupidez no assassinato da dentista, também por um menor. Aí volta a discussão da redução da maioridade penal para 16 anos. Os defensores dos bandidos, curiosamente todos de esquerda, alegam que não se deve discutir estes assuntos no calor da emoção. Novamente, ou é má-fé ou ignorância, e eu fico com a má-fé, pois com 50.000 assassinatos ano no Brasil, o que representa 137 assassinatos dia, estamos infelizmente diariamente no calor da emoção. O que se precisa discutir é a instauração da pena de morte para qualquer idade do criminoso, principalmente para os casos de homicídio como o do jovem Victor Hugo, aonde não resta dúvida da autoria, bem como para os casos de réus confessos, ou para os casos de reincidência, ou para os casos aonde as penas cumuladas superam os 100 anos, ou para os casos aonde as penas somadas a idade do condenado também superem os 100 anos. O sistema prisional brasileiro, infelizmente não recupera o criminoso, ao contrário, potencializa a sua ação criminosa. A par disto, o custo de um criminoso preso é superior ao salário de um trabalhador honesto, o que é uma tremenda injustiça com os milhões de trabalhadores honestos, que sustentam os criminosos presos.
Título Imagem e Texto: Ingo Schmidt, 29-04-2013
Via Gracias Ala Vida