terça-feira, 21 de março de 2023

Moraes (sempre ele!) envia à PGR pedido para suspender redes sociais de Nikolas Ferreira

A ação foi movida por Erika Hilton, parlamentar trans

Redação Oeste

O ministro Alexandre de Moraes [foto], do SupremoTribunal Federal (STF), deu cinco dias à Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar sobre um pedido de suspensão das redes sociais do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), por suposto crime de transfobia, em razão de um discurso no Dia da Mulher.

A ação foi movida por Erika Hilton (Psol-SP), parlamentar trans, que entrou com o pedido no STF, na segunda-feira 13, para bloquear todas as redes sociais de Ferreira. Atualmente, o deputado usa o Twitter, o Instagram, o Facebook, o TikTok, o Telegram e o YouTube.

“Abra-se vista dos autos à PGR, para manifestação quanto ao requerimento apresentado pela deputada federal Erika Hilton, para imposição de medidas cautelares em desfavor do deputado federal Nikolas Ferreira, no prazo de cinco dias”, despachou Moraes.

Discurso de Nikolas Ferreira

Em 8 de março, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou uma peruca e defendeu os direitos das mulheres em discurso na Câmara.

No discurso, o parlamentar mineiro subiu à tribuna da Casa e disse que as verdadeiras mulheres estão perdendo espaço para homens que se sentem mulheres. “Para vocês terem ideia do perigo que é isso, estão querendo colocar a imposição de uma realidade que não é a realidade”, observou.

Prédio da Cruz Vermelha vai à leilão, nesta sexta-feira

Com um passado ligado a grandes acontecimentos nacionais e internacionais, a edificação está avaliada em R$ 47 milhões

Patricia Lima

20ª vara Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro realiza, na sexta-feira (24), o leilão do prédio da Cruz Vermelha, localizado na Rua Carlos de Carvalho, nº 10 e 12, na praça de mesmo nome, na região central da cidade.

A edificação, que possui quatro pavimentos, está avaliada em R$ 47 milhões, com lance mínimo de R$ 23.500.000,00. De acordo o leiloeiro Renato Guedes, o valor da arrematação pode ser parcelado, em até 30 vezes, sendo que 25% deste valor deve ser pago à vista.

Para a realização de lances eletrônicos, os interessados deverão fazer cadastro prévio no site www.rioleiloes.com, onde serão orientados quanto ao seu preenchimento e o envio da documentação necessária, em até 24 horas antes do leilão, para evitar problemas de liberação.

O imponente prédio da Cruz Vermelha tem o seu passado ligado a grandes acontecimentos da história brasileira e mundial. No entanto, antes do prédio, teve início a instituição, por obra do Dr. Joaquim de Oliveira Botelho, que decidiu colocá-la em atividade no território nacional.

[Livros & Leituras] Contra a Democracia


Contracapa:

Nenhum modelo político deve ser sacralizado, por nenhum ser perfeito e não serem imutáveis as circunstâncias em que algum deles se tenha revelado como o menos mau. 

A edição deste livro é um contributo para as pessoas livres, que o queiram continuar a ser, debaterem as disfunções crescentes que cada vez mais visivelmente estão a impedir a democracia de realizar alguns dos seus mais importantes ideais. É também um desafio para os que visam aperfeiçoar o seu funcionamento de modo a realizar os seus objetivos essenciais: a liberdade, o progresso social, a dignidade, o desenvolvimento humano. 

A maioria das pessoas acredita que a democracia é a única forma justa de governo. Crê que todos temos direito a uma quota igual de poder político. E também que a solução de participação política "um homem um voto" é boa para nós – dá-nos poder, ajuda-nos a conseguir o que queremos e tende a tornar-nos mais inteligentes, virtuosos e atentos uns aos outros. 

Mas Brennan considera que estão erradas, argumentando que a democracia deveria ser julgada pelos seus resultados, apresentando abundantes dados empíricos de que não são bons o suficiente. 

Tal como os acusados têm direito a um julgamento justo, os cidadãos têm direito a um governo competente. Mas a democracia é com frequência o domínio do ignorante e do irracional, ficando demasiadas vezes aquém do que se espera. Além disso, uma enorme diversidade de pesquisa em ciências sociais mostra que a participação política e a deliberação democrática parecem tender cada vez mais frequentemente a tornar as pessoas piores – mais irracionais, tendenciosas e más. Considerando esse quadro sombrio, Brennan argumenta que um diferente sistema de governo – a epistocracia, ou governo dos sábios – pode ser melhor do que a democracia, e que é tempo de refletir seriamente sobre isso. 

[Aparecido rasga o verbo] 171

Aparecido Raimundo de Souza  

ENQUANTO ESPERAVA pela minha simpática secretária Carina, no saguão do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, onde voaríamos para Nova York, sentado praticamente na cara do portão de embarque dos voos internacionais, um sujeito tentou me contar uma historinha triste. Percebi que ele trazia no rosto corado (não de vergonha, mas pela falta de destreza em arranjar uma desculpa que convencesse), uma cronologia negativa de outras pessoas anteriormente abordadas. 

Deve ter imaginado, ao olhar para mim, que eu era um desses idiotas improvidentes, com o rabo entre as pernas, cheio de medos, fácil de ser levado no bico, e que se afogava tropeçando os pés em pouca água. Como me considero macaco velho, e em razão disso não meto a mão em cumbuca, ando longe, portanto, de cair como um patinho nesses tipos de lorotas baratas expostas às voracidades construídas em botecos de esquina, diante da aproximação do cabra, fiquei, pois, em completo estado de alerta. 

Em sentido idêntico, estou careca de saber que nos ajuntamentos de grandes terminais há sempre algum safardana contador de rodelas, procurando tirar proveito da ingenuidade alheia, notadamente dos sem malícia e dos puros de espírito, e, principalmente, fazendo valer a degenerescência de caráter, muito comum em quem não tem respeito pelos seus semelhantes. Assim, quando a criatura chegou com um sorriso maroto à mostra dos dentes bem tratados, já estava em guarda e tratei de me livrar rapidinho do estouvado, sem magoar a sua coragem, usando de toda elegância possível que me ia na alma. 

Nos minutos que ficou ali na minha beira, jogando conversa fora tentando criar cenários ficcionais e se passar pelo bom moço, descobri que o meu interlocutor havia saído do interior de Belo Horizonte para trabalhar em São Paulo. O empregador (depois de ele ter laborado por trinta dias ininterruptos), não pagou ninguém, deu calote e fugiu com o dinheiro deixando todos os funcionários a verem ossos onde sequer existiam pedaços apodrecidos de “pecanhas” (carnes de galinhas sem unhas).  Esses operários, como ele, chegavam a mais de duzentos. Corroborando a sua tese, exibiu um bilhete da Azul (companhia aérea datado de quatro meses atrás), referente à sua vinda com a respectiva taxa de embarque coletada no aeródromo da Pampulha. 

segunda-feira, 20 de março de 2023

Pais não podem chamar filhas de ‘princesas’ e ‘bonitas’, orientam creches

Administradora desses estabelecimentos enviou para famílias manual de 'boas maneiras' contra preconceitos de gênero

Cristyan Costa

Bright Horizons, gestora de creches e pré-escolas do Reino Unido, enviou um manual de “boas práticas” aos pais das crianças matriculadas. Segundo a cartilha, as famílias não podem chamar as filhas de “bonitas” e “princesas”.

“É tão fácil cair no padrão de elogiar a aparência de uma menina (“Você está tão bonita!”), rotulando seu comportamento como ‘bom’ ou parabenizando-a quando ela faz algo perfeitamente”, diz o documento, ao mencionar que os elogios reforçam padrões da sociedade machista. Em vez disso, o guia recomenda que os pais “reflitam” sobre como estão criando suas filhas.

As normas também orientam os pais a eliminarem “referências baseadas em gênero”, como as frases: “Mocinhas não se comportam dessa maneira”. Além disso, aconselha as famílias a encherem a casa com “livros, brinquedos e decorações que não estejam de acordo com os papéis específicos de gênero”.

Em entrevista ao jornal britânico The Express, publicada na semana passada, uma mãe, que preferiu não se identificar, contou que recebeu o texto do manual por e-mail e criticou a iniciativa da escola, por politizar o ambiente da creche. “A Bright Horizons está ditando aos pais suas próprias opiniões políticas sobre como criar os filhos”, disse a mulher.

Lula e a defesa do crime

Lula anuncia a retomada do projeto que deu errado para o povo – e certo para os criminosos

J. R. Guzzo

Não existe nenhuma desgraça que oprima tanto e de forma tão direta a população brasileira, sobretudo os mais pobres, quanto o crime. Num país em que o governo diz 24 horas por dia que é “popular”, que cuida dos “menos favorecidos”, etc. etc. essa deveria ser a prioridade das prioridades: dar um pouco mais de segurança pessoal para o cidadão que trabalha, paga imposto, respeita a lei e, muitas vezes, sustenta uma família. Mas o que acontece no mundo das realidades é exatamente o contrário. A noção de “segurança”, para o governo Lula, é fornecer conforto, proteção e apoio aos criminosos, principalmente os que estão nas prisões; a ideia fixa do presidente e do seu Sistema é proteger os direitos de quem praticou crimes, e não os direitos de quem sofre diariamente com eles. 

Num país que teve quase 41.000 assassinatos no ano passado, a preocupação do governo é o bem-estar de quem matou, e não de quem foi morto; o bem mais precioso que o Estado tem a obrigação de defender, a vida humana, é tratado publicamente como lixo pelo governo, e a sua defesa é excomungada como coisa “de direita”, “fascista” e daí para baixo. Do direito a não ser roubado, então, é melhor nem falar nada.

A última prova desta opção oficial pelos criminosos e pelo crime é a ressurreição do “plano de segurança”, que vigorou no Brasil entre 2007 e 2016 e durante o qual, entre outras calamidades, o número de homicídios aumentou 30%. É um desses casos, medidos numericamente, em que o governo age de maneira concreta em favor do crime. Com a deposição do PT e a eliminação do “plano”, o número de assassinatos começou a cair imediatamente, e continuou caindo sem parar até dezembro de 2022; continua sendo um dos mais altos do mundo, mas só nos últimos cinco anos foram 18.000 homicídios a menos, ou 18.000 vidas salvas. 

domingo, 19 de março de 2023

Mourão sobre governo Lula: ‘Quer tratar militares como segunda categoria’ (+ comentários)

A fala do senador é uma reação ao projeto petista de barrar oficiais da ativa em cargos políticos

Redação Oeste

senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) [foto] afirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva quer tratar os militares como “cidadãos de segunda categoria”. A fala do senador é uma reposta ao projeto petista de barrar militares da ativa em cargos políticos.

“A legislação é muito clara: se o militar vai concorrer a um cargo eletivo, ele vai ter que se filiar a um partido político e entrar em licença”, disse Mourão em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo publicada neste domingo, 19. “‘Ah, o militar da ativa não pode ocupar um cargo do governo.’ Por que não pode?”, questionou.

“Se você tem uma pessoa dentro do Exército, Marinha ou Força Aérea com competência específica para um cargo, você vai deixar de usar aquele servidor que nós, a nação, treinamos, conseguimos os meios para ele estudar e se aperfeiçoar?”, completou.

Sobre a intenção do PT de modificar o artigo 142 da Constituição para acabar com a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), Mourão disse que a ideia é só para “é só para tacar fogo no parquinho”.

O mundo não acabou em 2023

Greta, a 'profetiza climática', tenta esconder seus rastros de mentiras 


Ricardo Felício

No fim da primeira quinzena de março, testemunhamos a senhorita ‘profetiza climática’ Greta Thunberg removendo uma postagem de 2018, em uma das plataformas da internet, onde ela afirmava, com toda a sua expertise científica, que “a humanidade perecerá até 2023 se continuar a usar combustíveis fósseis”. Uma alusão ao engodo científico atual de que o CO2 gerado pelo uso de petróleo consegue controlar, não só a temperatura do ar média global, mas algo muito mais complexo, como o suposto “clima do planeta”, seja lá o que isto signifique.

O ano de 2023 chegou e, como era esperado, nada aconteceu. Greta arriscou alto, coisa que nem o IPCC (o painel climático da ONU) faz em seus inúteis relatórios climáticos de cenários absurdos, nos quais o mesmo gás, o dióxido de carbono, é o grande vilão e controlador de tudo o que ocorre no planeta. O IPCC joga a sua falácia terrorista para 2100, garantindo assim que ninguém esteja vivo para nem poder cobrar, por um lado, e nem ser responsabilizado, por outro. Já a “profetiza climática” fez sua previsão apocalíptica do fim do mundo, estabelecendo apenas cinco anos para que a humanidade por completo estivesse extinta pelo suposto caos climático. É a pressa que alguns jovens apresentam atualmente por causa do imediatismo. A retirada de sua postagem só reforça o seu total descrédito e, no caso, de forma dupla: além de não se cumprir o que foi dito, remove-se a evidência que proferiu tal afirmação. Esse é o problema com os anunciadores de situações caóticas teóricas. Eles se baseiam em qualquer coisa, menos em evidências científicas.

Greta não é a primeira! E não será a última! Vale recordar a presença de Severn Suzuki na reunião de abertura da Rio 1992. Ela fez o tradicional discurso alarmista e sentimentalista, propagando que seus supostos filhos não veriam, sequer, os pássaros nos céus em cerca de 30 anos, entre outras mazelas. Também proferiu situações absurdas que não se concretizaram. Como filha de David Suzuki, um professor universitário dos EUA, ambientalista e propagador do engodo do caos ambiental com extensa literatura, Severn Suzuki simplesmente seguiu o roteiro de engajamento tradicional das causas ambientalistas, mas desde que sejam para os outros, pois para ela, a situação foi diferente. Acabou tendo um filho, vive muito bem, sabe-se lá com que fundos, mas apresenta um padrão de vida abastado, bem diferente do que propagou para todo o planeta em seu discurso. Ah, claro, seu filho viu pássaros, pois eles ainda estão presentes em nosso mundo de 2023.

Deputado recusa lugar na farra oficial na China

Cláudio Humberto

Tão logo foi eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara, Paulo Alexandre (PSDB-SP) [foto] recebeu ligação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para informar que seu nome foi incluído na numerosa comitiva de Lula à China. Para tipos como o abestado Vieira, prende-se rabo de deputado com viagem-farra por conta da Viúva, ainda mais integrando a comitiva presidencial. Mas ele agradeceu e declinou. Não faz parte desse time.


Cerca-lourenço
A manobra malandra de Mauro Vieira pretendia “ganhar” o deputado que é agora a principal autoridade na Câmara para relações internacionais.

Mais o que fazer
Paulo Alexandre explicou ao desavisado chanceler que acaba de assumir a comissão e há muito a fazer. Não dá para assumir e viajar.

Destravando o TLC
O deputado prioriza a avaliação de temas como a ratificação do tratado de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, parado desde 2019.

Título e Texto: Cláudio Humberto, Diário do Poder, 18-3-2023, 7h35

Parece ser em Oslo...

[Antigamente] Sítio do Picapau Amarelo

No dia 7 de março de 1977, uma segunda feira, às 17h30, a Globo começou a exibir o Sítio do Picapau Amarelo.


Marmelada de Banana / Bananada de goiaba …
Goiabada de marmelo / Sítio do Picapau amarelo …
🎶

Nos primeiros acordes de Gilberto Gil no tema de abertura, a gente,  criança, torcia para nesse horário,  já ter conseguido chegar em casa da escola!  😀

Texto: Heróis da Televisão 

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Martin Cooper 
Hino Nacional 
Luanda, Marginal, anos 60 
Sylva Koscina... 
Milton Moraes e Ipanema 

[As danações de Carina] Vale tudo em nome do amor

Carina Bratt

Com todo meu carinho, para a pequena Bianca, minha afilhada. 

SEMPRE QUE VIA A LILIANE, Tomás aos dezessete, ficava pensativo. Não só pensativo, igualmente apreensivo, amolado, contrariado e meditabundo (1). Com o coração aos trancos e barrancos. O chão se abria. Tudo fugia a seus pés. O ar que respirava se tornava rarefeito (2). Se escondia por entre montanhas e desfiladeiros, se divorciava atarantado. Nisso tudo, um único motivo movia seu dia a dia. Amava perdidamente a bela e esfuziante Liliane.  

Mais que amava a garota. A venerava desesperadamente. Simples, assim. A cobiçava com uma loucura indescritível, com uma força surgida além da razão. Porém, levado pelo medo de um fora inesperado, rude, fortuito, seu gostar se reprimia. Não só se consternava (3), se trancava, se fechava por inteiro sobre seus medos. Se aferrolhava como se temesse seguir em frente e dar de cara com uma decepção degradante causada pela megera Infelicidade a lhe esperar numa curva onde não pudesse seguir usando uma rota de fuga. 

Por Deus, entre esses momentos de altos e baixos, como dizer a ela que a amava desde que a vira pela primeira vez na sorveteria do Romualdo? Para tornar mais densa a sua vidinha amorosa, se remoía por dentro só em pensar em como fazer para ser visto, notado, querido, e, sobretudo, amado? Melhor dito, como se glorificar galardoado, recompensado, correspondido? Pensou em tudo. 

Telefonemas para o celular dela, bilhetinhos com frases apaixonadas e melosas dentro dos cadernos. Não, não surtiria o efeito desejado! Quem sabe pelos amigos de todos os dias, aqueles mais chegados que marcavam presença constante ao lado da prestimosa lhe servissem de ponte? Nem pensar! 

Havia uma saída meio obscura, capenga. A colega dela. A que não largava de seu pé, a que se transformara em unha e carne, tampa e panela, meia e sapato, chave e fechadura. Não outra, senão a Aurora... claro, a Aurora... a Aurora?! Qual o quê! Essa garota fora de cogitação! A Aurora, não fosse por um probleminha difícil de ser resolvido, seria a única amiga, entre as tantas, que poderia chegar para ela e fazer o favor de levar o recado. 

Obviamente, existia um pesadelo. Aliás, um tormento seríssimo. Um engasgo pernicioso e altamente intransponível. A Aurora, mesma idade dele, suspirava de amores pelo rapaz. Tomás sabia de tal sentimento. Apesar disso, o negócio dele: a doce e meiga Liliane. Por ela, removeria montanhas, buscaria uma estrela cadente, mudaria o curso de rios e lagos, cachoeiras e açudes... 

sábado, 18 de março de 2023

Último domingo de verão será de calor no Rio

O outono começa nesta segunda-feira com temperaturas elevadas na cidade. Não há previsão de chuva

Larissa Ventura

Este é o último fim de semana do verão, já que o outono começa nesta segunda-feira (20), e o calor já levou muitos cariocas às praias neste sábado (18). As praias como Arpoador e Copacabana ficaram cheias.

Foto: Daniel Martins

A previsão é que as temperaturas continuem em elevação. No domingo (19), a máxima no Rio deve chegar aos 33°C. No primeiro dia de outono, a temperatura continua subindo e pode chegar a 34°C.

Nos dias seguintes, a previsão é de mais calor: na terça-feira (21/3) 35°C e quarta-feira (22/3) 36°C. Não há previsão de chuva na cidade.

Um sistema de alta pressão permaneceu influenciando o tempo na cidade do Rio de Janeiro ao longo deste sábado. O céu esteve claro a parcialmente nublado e não houve registro de chuva. A máxima registrada foi de 33,1°C às 11h30 na estação Santa Cruz.

Título e Texto: Larissa Ventura, Diário do Rio, 18-3-2023

Trump pode ser preso

Leandro Ruschel

Nos EUA, diferentes fontes na imprensa falam em possível prisão de Donald Trump na semana que vem, ligada ao caso de pagamento feito por ex-advogado de Trump a uma atriz pornô chamada Stormy Daniel em 2016, para que ela não revelasse detalhes de suposta relação que manteve com o ex-presidente.

Segundo essas fontes, procuradores do distrito sul de Manhattan, que há muito tempo mantêm ligação umbilical com o Partido Democrata, pretendem pedir a prisão provisória de Trump, caso ele seja indiciado pelo júri que avalia o caso.

Se prenderem Trump por conta de um suposto crime de baixo potencial ofensivo, em que não cabe prisão preventiva, creio que ele será eleito presidente no ano que vem.

Há um padrão político em todo mundo ocidental: a radicalização da esquerda, que não busca mais o debate, mas a censura e prisão dos seus oponentes, com a imposição à força da sua agenda.

O Brasil está na vanguarda do processo, enquanto nos EUA ainda há um nível maior de institucionalidade que permite alguma resistência. Por exemplo, a Suprema Corte ainda não foi completamente aparelhada pela esquerda, e há um partido conservador forte, apesar de parte dele também estar nas mãos de falsos direitistas.

No Brasil, não há nenhum partido conservador. Nem mesmo existe um único órgão de imprensa de maior alcance que não seja completamente alinhado à esquerda. O único que surgiu foi brutalmente censurado, e só não foi fechado porque mudou a linha editorial.

As liberdades políticas não são como as outras

Jason Brennam

A maioria dos norte-americanos e dos cidadãos da Europa ocidental, independentemente do partido em que tendem a votar, abraça uma espécie de liberalismo filosófico: a visão de que cada indivíduo tem uma dignidade, fundada na justiça, que lhe confere uma extensa gama de direitos e liberdades – direitos e liberdades que não podem facilmente ser ultrapassados ou substituídos pelo bem social maior.

Estes direitos são como trunfos nos jogos de cartas: proíbem outros de nos usar, de interferir conosco ou de nos prejudicar, mesmo que fazê-lo produzisse boas consequências para terceiros.

Na linguagem contemporânea nos EUA por vezes usa-se a palavra liberal com o significado de qualquer pessoa à esquerda do centro, mas em filosofia política esta refere os que pensam que a liberdade é o valor político fundamental.

Os liberais – seguindo as pegadas de Mill – normalmente defendem que devia ser permitido as pessoas fazerem más escolhas no caso de estarem apenas a causar mal a si próprias. Para ilustrar esta ideia, imagine que Izzy – um homem solteiro, sem filhos, na casa dos 20 anhos – é imprudente. Izzy come em excesso, faz muito pouco exercício e gasta de mais. Independentemente da possível mediocridade das decisões de Izzy, este apenas está a fazer mail a si mesmo. Deixe-se que viva como lhe aprouver. As suas escolhas são más, mas não temos o direito de o impedir de as fazer.

Muitas pessoas pensam que, da mesma maneira que Izzy tem o direito de comer a ponto de sofrer um ataque cardíaco, também uma democracia tem o direito de se governar a ponto de sofrer uma crise econômica. Quando uma democracia toma decisões más, imprudentes ou irracionais, isso é o equivalente de Izzy tomar decisões más, imprudentes ou irracionais.

Esta analogia está errada. Um eleitorado não é como um indivíduo: é um conjunto de indivíduos com objetivos, comportamentos e qualificações intelectuais diferentes. Não é um corpo unificado em que cada pessoa defende as mesmas ideias políticas. Em vez disso, algumas pessoas impõem as suas decisões às outras.

Jornalistas (muitos): os ferreiros sem espeto nem pau

Pedro Almeida Vieira

Ponto prévio: “O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.” Esta é uma das normas do Código Deontológico dos Jornalistas. Posto isto, siga, e justifica-se, o editorial…

Imaginemos que, por exemplo, um jornalista do Expresso fazia um requerimento ao Governo a solicitar documentos ao abrigo da Lei do Acesso aos Documentos Administrativos, isto num cenário em que se via obrigado a invocar a lei para obter informação, porque não lhe bastaria um simples telefonema ou e-mail. 

Eu sei que é um exercício que exige demasiada imaginação: não tanto por mim – que colaborei vários anos no Expresso –, mas por ser difícil imaginar o Expresso (ou outro órgão de comunicação social mainstream) de hoje a “morder nas canelas” do Governo ao tal ponto de invocar leis para aceder a documentos…

Mas imaginemos então esse pedido, e que, na volta do correio, o jornalista do Expresso receberia a seguinte resposta:

Embora o Governo reconheça que tal informação nunca foi requerida e o número de documentos, não obstante ser morosa, não configure propriamente um impedimento, a verdade é que a finalidade do acesso aos documentos é, em si, manifestamente abusiva. E é assim porque o requerente tem vindo, ao longo do último ano, a mover sucessivos pedidos de acesso aos mais variados documentos na posse do Governo, acabando por fazer um uso abusivo dos mesmos quando a eles tem acesso, concretamente através da publicação no Expresso, aliada a outras tantas sobre o Governo e o seu Primeiro-Ministro.

O que acham que aconteceria? Como reagiria a classe jornalística? Como reagiria o Sindicato dos Jornalistas? Como reagiria a Entidade Reguladora para a Comunicação Social? Como reagiria a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista?

Ce dirigeant de la Silicon Valley Bank était déjà aux manettes de Lehman Brothers avant sa faillite

Le directeur administratif de la Silicon Valley Bank, Joseph Gentile, dont l’effondrement spectaculaire fait trembler la finance, était l’un des hauts dirigeants de Lehman Brothers


Inès Cussac

Avec son effondrement, la Silicon Valley Bank attire tous les regards. Cette chute spectaculaire de la banque américaine, qui fait trembler la finance, apporte surtout un coup de projecteur sur l’un de ses dirigeants : Joseph Gentile, directeur administratif de la banque. Il était auparavant directeur financier de la Global Investment Bank de Lehman Brothers. La banque d’investissement avait fait faillite en 2008, précipitant la crise économique mondiale qui avait suivi cette même année. Il avait quitté Lehman Brothers en 2007, avant la chute. Ce lien entre les deux banques, représenté sous les traits de Joseph Gentile, n’a pas manqué de faire réagir, sur Twitter notamment et dans les médias américains.

"Juste au cas où vous pensiez que vous étiez mauvais dans votre travail, le directeur administratif de la Silicon Valley Bank, Joseph Gentile, était l’ancien directeur financier de Lehman Brothers", a tweeté un utilisateur de la plateforme. "C’est vraiment inhabituel", a noté un deuxième internaute sur Twitter. "Tout commence à avoir un sens maintenant", a écrit une autre personne.

Lehman Brothers, plus grande faillite du monde

Lehman Brothers avait connu une faillite impressionnante le 15 septembre 2008. En 18 mois, cette banque d’investissements s'était effondrée contribuant ainsi à la crise financière et économique mondiale qui avait marqué l’année 2008. La pire depuis 1929, début de la Grande dépression. L’effondrement soudain de la Silicon Valley Bank a commencé jeudi dernier avec une chute de 60% de ses actions, au lendemain de la perte de 1,8 milliard de dollars en vendant ses investissements. Les autorités américaines ont alors fermé cette banque proche des milieux de la Tech.

Titre et Texte: Inès Cussac, Capital, 13-3-2023, 12h53

Inquéritos do STF viram labirinto jurídico contra liberdade de expressão

Leonardo Desideri

Na última terça-feira (14), completou três anos o inquérito das fake news (4781), marco da mão de ferro do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a liberdade de expressão no Brasil. Ainda em andamento, essa investigação e os inquéritos que dela derivaram são um labirinto jurídico com diversos desdobramentos, zonas secretas e armadilhas semânticas, sem nenhum desfecho à vista.

Alexandre de Moraes, foto: Carlos Alves Moura/STF

Na lista das investigações do STF que, desde março de 2019, ameaçam impor freios à livre manifestação no Brasil estão o chamado inquérito dos "atos antidemocráticos" (4828), arquivado em julho de 2021 para abrir espaço ao inquérito das milícias digitais (4874); o inquérito dos "atos ilegais e antidemocráticos" relacionados ao 7 de setembro de 2021 (4879); o inquérito que alega investigar a propagação de notícias falsas sobre a Covid-19 (4888); e o mais recente deles, que busca a "responsabilidade intelectual" dos atos do dia 8 de janeiro (4921).

Os últimos quatro mencionados, assim como o inquérito das fake news, continuam em andamento. Na definição dos escopos desses inquéritos, há insistência no uso de termos indefinidos que podem dar vazão ao arbítrio do juiz, como "fake news", "atos antidemocráticos" e "responsabilidade intelectual".

Advogados de investigados ressentem a falta de acesso à íntegra dos autos dos inquéritos – conforme noticiou a Gazeta do Povo em diversas ocasiões, eles relatam só ter acesso a partes dos autos, apresentadas de forma desconexa. Por lei, o acesso à íntegra dos autos é prerrogativa de advogados de defesa, conforme garantem o artigo 133 da Constituição e o artigo sétimo do Estatuto da Advocacia.

Relator de todos os inquéritos mencionados, o ministro do STF Alexandre de Moraes garante que os pedidos dos advogados já foram atendidos. Em novembro de 2022, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, enviou ofício a Moraes pedindo a liberação do acesso integral aos autos para os advogados dos investigados nos inquéritos 4781 e 4874.

Alessandro Chiarottino, professor de Direito Constitucional e doutor em Direito pela USP, explica que, embora certa restrição na publicidade de inquéritos seja justificável, é imprescindível que ao menos os advogados de defesa tenham acesso integral a todos os autos da investigação. "É verdade que o inquérito tem uma natureza diferente do processo. O processo está submetido ao princípio da publicidade de uma forma ampla, o que não acontece com o inquérito, em que há um procedimento investigativo. Agora, o advogado precisa, sim, ter acesso", ressalta.

Scènes de chaos à Toulouse après le recours au 49.3

Plusieurs milliers de personnes se sont retrouvées, ce jeudi soir, dans de nombreuses villes françaises pour manifester leur colère suite à la décision du gouvernement de recourir à l’article 49.3 de la Constitution. Partout en France, ces manifestations ont été émaillées de nombreux incidents. À Toulouse, le Capitole, monument emblématique de la ville rose, est recouvert de tags. La police affirme avoir procédé à 13 interpellations et lancé plus d'une cinquantaine de grenades lacrymogènes.

BV était sur place : retour en images.

Titre, Texte et Vidéo: Boulevard Voltaire, 17-3-2023

Relacionado: 
Le déclenchement du 49.3 respecte-t-il les Français et leur volonté ?

[Versos de través] Ocupamos a praia do amor

Lawrence Ferlinghetti

Ocupamos a praia do amor  
entre bandolins de Picasso repletos de areia 
e patas de esfinge semi-enterradas 
e papéis de piquenique 
patas de caranguejos mortos 
e marcas de estrelas do mar 

Ocupamos a praia do amor 
entre sereias encalhadas 
com seus bebés berrando e maridos calvos 
e bichinhos de madeira feitos em casa 
com colheres de gelados a fazer de pés 
que não podem amar ou andar 
exceto para comer 

Ocupamos a orla do amor 
seguros como só os ocupantes sabem ser
entre poças remanescentes
de maré salgada de sexo
e os suaves regatos de sémen
e balões flácidos enterrados
na carne macia da areia

sexta-feira, 17 de março de 2023

Não sei porquê, me lembrei da capa do jornal português "Público"...


 Ah! a capa do Público:

A ressaca

Muitas pessoas, conscientes da importância dessa eleição para o Brasil, e compreendendo as consequências da vitória de um projeto da esquerda radical, perderam o rumo

Roberto Motta

Girando e girando no giro crescente
O falcão não pode ouvir o falcoeiro;
As coisas desmoronam; o centro não se sustentará;
Anarquia é lançada sobre o mundo,
Avança uma maré suja de sangue, e em todos os lugares
A cerimônia da inocência é abafada;
Aos melhores homens falta convicção, enquanto os piores
Estão cheios de intensidade apaixonada.

William Butler Yeats, A Segunda Vinda 

Como falar de amargura sem ser amargo? Como falar de uma perda imensa, devastadora, se a natureza da perda afeta nossa própria capacidade de descrevê-la?

Como explicar o que aconteceu, de fato, no Brasil, nos últimos anos, e que continua acontecendo agora, sem, nesse processo, comprometer nossos direitos, nossa sanidade, nossa segurança e nossa liberdade?

Eis o fato essencial: a partir de 2014, o brasileiro renovou sua crença nas instituições e nas leis, e em sua validade, seriedade e permanência. Os brasileiros voltaram a se interessar por política. Um dos aspectos desse fenômeno é descrito como o renascimento da direita brasileira — sempre entendendo a direita como uma corrente política composta, majoritariamente, de liberais e conservadores, e aversa a todo tipo de autoritarismo. 

Avenida Paulista, novembro de 2014. Foto: Will Rodrigues/Shutterstock

Sem o registro de uma grande mídia profissional e imparcial, como saber o que realmente aconteceu na última década? Darei meu testemunho — o testemunho de quem foi participante de alguns dos principais eventos desses anos, como cidadão comum e, duas vezes, como candidato: primeiro a deputado federal (em 2018) e depois a vereador (em 2020). Meu “despertar” para a política acontecera em 2009, quando eu e um então amigo querido resolvemos embarcar na (insensata, porém maravilhosa) aventura de criar um partido político, que acabou se tornando o partido Novo.

À espera de um novo triplex

O Brasil, hoje, é um Estado no qual a corrupção é publicamente permitida e incentivada — e no qual os que se opõem ao crime são perseguidos oficialmente pela máquina da justiça

Lula da Silva cumprimenta o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e parlamentares aliados. Foto: Ricardo Stuckert

J. R. Guzzo

Digamos que um ministro ou um outro marajá qualquer do governo Lula receba de presente de uma empreiteira de obras públicas, um dia desses, um apartamento triplex na praia das Astúrias, no centro do Guarujá. Ou, talvez, que uma outra empreiteira de obras pague as reformas de um sítio frequentado por outro ministro (ou pelo mesmo), com nota fiscal e tudo, incluindo adega e lago com pedalinho — na estância hidromineral de Atibaia, por exemplo. O que você acha, sinceramente, que iria acontecer? Pense dois minutos, ou até menos. O que o presidente da República iria dizer a respeito disso para o companheiro que ganhou os presentes? E o Supremo Tribunal Federal, ou alguma outra repartição da justiça, ou um juiz qualquer deste país — fariam o quê? O ministro seria demitido do cargo pelo presidente, na hora, com um discurso emocionado em prol da honestidade? Seria processado no STF, condenado no caso de ficar provada a sua culpa e colocado na cadeia para cumprir a pena? Até uma criança com 10 anos de idade sabe que não aconteceria nem uma coisa e nem outra — mas não mesmo, de jeito nenhum, com a mesma certeza que se pode ter que o mês de março vem logo depois do mês de fevereiro. Lula seria obrigado a dizer: “Aconteceu igualzinho comigo. Tamo junto”. O que ele poderia falar que não fosse exatamente isso? O STF iria chegar à conclusão imediata de que o ministro não fez nada de mais, que a acusação não tem provas, mesmo que houvesse a confissão dos corruptores e evidência física da corrupção — e que, de qualquer jeito, o CEP do processo está errado. Se Lula fez as mesmas coisas, e foi descondenado pelo STF, por que estaria errado com o ministro em questão? Quanto aos juízes — bem, nenhum juiz do Brasil, à esta altura, é maluco o suficiente para processar ladrão do PT, ou da esquerda”, ou do campo “progressista”. Provavelmente, é ele que acabaria preso. Ninguém merece, não é mesmo?

O interessante, nessa história imaginária, é que ela não tem nada de imaginário — e nem um miligrama de exagero. Quem seria capaz de apostar R$ 5 na possibilidade de punirem o delinquente? Não vai acontecer, pura e simplesmente. Já aconteceu uma vez, embora não se tratasse de ministro, e sim de um ex-presidente da República.

Epistocracia

Wikipédia

Epistocracia, defendida por Jason Brennan, é um termo que foi criado, em 2003, por David Estlund, a partir das palavras gregas episteme + krateia. A primeira significa conhecimento científico ou verdadeiro, enquanto a segunda significa governo ou poder. A epistocracia é, pois, o regime político em que a governação é entregue aos sábios, aos conhecedores dos dossiers da governação. Em que só os mais esclarecidos possam votar ou ser eleitos.

Surge na convicção de que os cidadãos nas democracias têm pouco ou nenhum poder em termos de tomada de decisões coletivas, o que os desencoraja de tentarem estar mais bem informados sobre assuntos de interesse coletivo. Igualmente parte da constatação de a maior parte da população é ignorante em matéria de política, quando não absolutamente irracional, o que cria inimigos cívicos e que esta ignorância originaria decisões políticas incompetentes, injustas e ilegítimas, uma vez que em democracia a escolha dos governantes é uma decisão expressa por sufrágio universal (um cidadão, um voto). Com isso, dever-se-ia reconhecer que, como a democracia é incompetente para resolver os problemas de paz, segurança e justiça, por exemplo.

É um sistema político que pretende distribui o poder na proporção do conhecimento ou competência, podendo assumir a forma de sufrágio restrito — isto é, restringindo o voto dos ignorantes, votos adicionais para os mais competentes, sorteio e processo de formação destes eleitores, veto epistocrático, de forma que os mais competentes poderiam vetar certas leis, ou mesmo votos com pesos diferentes entre os que sabem e os que ignoram os temas políticos.

Este conceito, já vem do tempo de Platão, que defendia a chamada sofocracia, ou seja, o governo baseado na virtude da moderação resultante da contemplação do Bem, que era exclusiva dos sábios e cujo modelo só foi assumido parcialmente com os poderes que a aristocracia teve ao longo dos séculos.

Texto: Wikipédia

Relacionados: 
Epistocracia versus Democracia, por César Rodrigues, Mensageiro de Bragança, Edição 3654 
O fim da vaca sagrada, por Carlos Alves, Relações Internacionais, nº. 56, Lisboa, dez. 2017 
Contra a epistocracia, por Denis Coitinhom Estadão, 28/09/2020 
«Democracy vs. Epistocracy». Washington Post 
¿Qué es Epistocracia?

Le déclenchement du 49.3 respecte-t-il les Français et leur volonté ?

Jean-Patrick Grumberg

Des manifestations et des affrontements ont eu lieu en France en réponse à l’utilisation de l’article 49-3 par le gouvernement pour faire passer une réforme controversée des retraites


L’article 49-3 de la Constitution française permet au gouvernement de faire adopter une loi sans vote du Parlement en engageant sa responsabilité sur le texte. Après l’utilisation de cet article par le gouvernement, des manifestations ont éclaté dans plusieurs villes de France, notamment à Paris, Lyon, Marseille et Toulouse.

Les manifestants ont bloqué des rues et des routes, ont incendié des voitures et ont lancé des projectiles sur les forces de l’ordre.

Les syndicats ont également appelé à des grèves dans les transports et les services publics pour protester contre la réforme des retraites.

La situation est donc très tendue en France en raison de l’utilisation du 49-3 et de la réforme des retraites, qui est considérée par certains comme injuste et inégalitaire.

Au delà, le déclenchement de l’article 49-3 pour faire passer une loi permet de faire l’économie d’un référendum ou d’une consultation populaire directe, ce qui laisse supposer que le gouvernement sait que le résultat de la consultation risquerait d’être négatif. Par conséquent, il n’est pas possible de dire que cette procédure respecte nécessairement la volonté des Français en ce qui concerne la réforme des retraites.

Il est clair que l’utilisation du 49-3 a en lui une dose antidémocratique certaine, c’est une manière pour le gouvernement de passer outre l’opposition et peut-être la majorité de la société française.

En revanche, par l’effet de mobilisation de certains groupes spécialisés dans les émeutes (antifas, communistes, syndicats) et la complicité des médias qui donnent un effet de loupe sur les sujets qu’elle veut artificiellement placer au cœur de la société, les manifestations et les grèves qui ont suivi l’utilisation de cet article ne sont pas un indicateur que les Français sont mécontents de la réforme des retraites proposée.

Martínez convoca para Liechtenstein e Luxemburgo

Selecionador Nacional chama 26 para início da qualificação para o Euro

O Selecionador Nacional, Roberto Martínez, divulgou, esta sexta-feira, na Cidade do Futebol, a lista de convocados para os jogos de arranque da campanha de qualificação para o Euro 2024, frente às congéneres do Liechtenstein e Luxemburgo

O responsável máximo da equipa nacional convocou 26 jogadores para os jogos da fase de apuramento de Portugal, no Grupo J, onde Portugal, além dos adversários desta dupla jornada, enfrentará as seleções da Islândia, Eslováquia e Bósnia-Herzegovina. 

Portugal, recorde-se, enfrenta, o Liechtenstein, dia 23 de março, às 19h45, no Estádio de Alvalade, e o Luxemburgo, dia 26 de março, no Stade de Luxembourg, às 19h45 (hora portuguesa). 

Confira aqui todos os convocados: 

Guarda-redes - Diogo Costa (FC Porto), José Sá (Wolverhampton Wanderers FC) e Rui Patrício (AS Roma);

Defesas - Diogo Dalot (Manchester United), João Cancelo (Manchester City), Danilo Pereira (PSG), Pepe (FC Porto), Rúben Dias (Manchester City), António Silva (SL Benfica), Gonçalo Inácio (Sporting CP), Diogo Leite (FC Union Berlin), Nuno Mendes (PSG) e Raphael Guerreiro (Borussia Dortmund);

Médios - João Palhinha (Fulham FC), Rúben Neves (Wolverhampton Wanderers FC), Bernardo Silva (Manchester City), Bruno Fernandes (Manchester United), João Mário (SL Benfica), Matheus Nunes (Wolverhampton Wanderers FC), Otávio Monteiro (FC Porto) e Vitinha (PSG);

País de Gales: estátuas de "velhos homens brancos" devem ser removidas porque "ofendem" a diversidade

Paulo Hasse Paixão

O governo galês anunciou que estátuas de “velhos homens brancos” como o Almirante Nelson devem ser removidas ou mesmo destruídas porque podem ser “ofensivas” para a população cada vez mais multicultural da Grã-Bretanha. As estátuas devem ser substituídas por santuários de homenagem à diversidade, a nova religião do regime.

A directiva, que deverá ser finalizada até ao final do mês, defende que a estatuária alimenta

“a percepção de que as realizações que a sociedade considera dignas de nota são as dos homens brancos poderosos.”

(Se calhar é porque foram homens brancos poderosos que de facto realizaram as obras que a sociedade considera dignas de nota).

O governo afirma que tais estátuas

“podem ser ofensivas para as pessoas que hoje avaliam sob uma luz diferente os agressores que conquistaram povos para expandir o Império Britânico”.

Qualquer estátua de qualquer indivíduo histórico que activistas de extrema-esquerda tenham acusado de estar envolvido em escravatura ou colonialismo corre agora o risco de ser derrubada, incluindo o General Arthur Wellesley e o Almirante Horatio Nelson [foto], ambos celebrados pelas suas vitórias contra Napoleão.

A directiva obriga as instituições públicas e culturais a adoptar a nova perspectiva a fim de “tomar medidas” para estabelecer “a narrativa histórica correcta”.

Vasco é eliminado na Copa do Brasil pelo ABC

Pedro Raul e Luca Orellano perdem pênaltis e o Vasco da Gama foi eliminado da Copa do Brasil pelo ABC, em São Januário

França Fernandes

O ABC desafiou o favoritismo do Vasco e está na terceira fase da Copa do Brasil. Nesta quinta-feira (16), o Alvinegro Potiguar visitou o Cruzmaltino em São Januário, segurou o empate sem gols com a bola rolando e conquistou a vaga na disputa por pênaltis.

Foto: Daniel Ramalho/Vasco

Classificado para a terceira fase, o ABC ainda não tem adversário definido na próxima partida da Copa do Brasil, já que os confrontos serão definidos por sorteio. O certo é que o clube já garantiu mais R$ 2,1 milhões de premiação, chegando a R$ 4,75 milhões no total. O Vasco tem pela frente as semifinais do Campeonato Carioca já neste domingo (19), contra o Flamengo.

Diante de um ABC fechado na defesa, o Vasco manteve a posse de bola, mas teve muita dificuldade em transformar a posse de bola em chances de perigo. O Cruzmaltino finalizou apenas quatro vezes na primeira etapa, mas também não foi ameaçado antes do intervalo, cedendo três chutes a gol ao Alvinegro Potiguar.

No segundo tempo, com o desempenho até abaixo do que foi apresentado na primeira etapa, Mauricio Barbieri fez quatro mudanças no Vasco. Buscando o gol da classificação, o treinador tirou Marlon Gomes, Andrey Santos, Alex Teixeira e Gabriel Pec para colocar Erick Marcus, Rodrigo, Nenê e Orellano. A postura do ABC ainda era de se defender em busca dos pênaltis.

Bancos suspendem consignado depois de governo forçar juros baixos

Caixa e Banco do Brasil bloquearam a oferta de crédito aos aposentados

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil aderiram à suspensão das linhas de empréstimo consignado para aposentados do INSS. Outras seis instituições já haviam anunciado o corte na quinta-feira 16.

A medida ocorre depois de o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) reduzir as taxas máximas de juros dessa modalidade. O teto passou de 2,14% para 1,7% ao mês. O conselho também fixou o máximo de juros ao mês em 2,62% para operações realizadas por meio de cartão de crédito e cartão consignado de benefício.

“O resultado prático é que hoje a operação dá prejuízo aos bancos”, disse o economista Luís Artur Nogueira ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, nesta sexta-feira, 17.

Ainda de acordo com o economista, o governo acaba atrapalhando toda vez que tenta intervir na economia. “O objetivo era ajudar os aposentados reduzindo a taxa de juros e o resultado final foi que o aposentado não tem acesso a crédito.”

Por que Lula teme a CPI dos atos de 8 de janeiro?

Num ambiente com o mínimo de honestidade e de determinação sincera em apurar o que realmente houve, o governo deveria ser o primeiro a apoiar a investigação

J.R. Guzzo

De todos os esforços que o governo Lula fez durante estes seus primeiros meses, poucos têm sido tão frenéticos quanto o seu ataque sem trégua para impedir a instalação de uma CPI destinada a investigar os atos de violência contra os edifícios dos Três Poderes no dia 8 de janeiro, em Brasília. É como se esse fosse o principal, ou o único, programa de governo do PT até agora. Não é o avanço da economia, a criação de empregos, ou o “combate fome”, ou qualquer das miragens prometidas por Lula durante a campanha eleitoral. Não é um projeto para construir alguma coisa; é para destruir. É, em suma, uma batalha campal na qual está valendo tudo, a começar pela compra aberta de votos de deputados e de senadores. Fique contra a CPI. Ganhe, em troca, verba pública, cargos no governo e outras esmolas gordas.

Por que será, não? Num ambiente em que houvesse um mínimo de honestidade e de determinação sincera em apurar o que realmente houve, o governo Lula deveria ser o primeiro e o mais radical defensor da CPI – não foi ele, afinal, a vítima principal do ataque “terrorista” de Brasília? Não era Lula que os autores dos atos de vandalismo queriam derrubar? Por que, então, essa súbita guerra contra a tentativa de esclarecer os fatos por parte do Congresso? Nos primeiros dias, o PT, a esquerda e adjacências se lançaram a uma gritaria histérica em favor da CPI – sua ideia fixa, na ocasião, era reprimir, punir, prender e esfolar os “golpistas”

O presidente do Senado, num momento em que ficou especialmente excitado nas suas funções como despachante de Lula no Congresso, chegou a dizer que a “primeira assinatura” pedindo a CPI seria a sua. Hoje está entre os seus principais inimigos, da mesma forma como Lula e o PT. A neurose inicial, depois de alguns dias, foi sendo substituída pelo silêncio – não se falou mais em caçar “terroristas”, nem em investigar os fatos, nem em fazer mais nada. Transformou-se, hoje, em hostilidade aberta à CPI; quem é a favor da apuração é inimigo. A única punição que vale, no caso do 8 de janeiro, é o surto de prisões em massa comandado pelo STF e escondido do público – isso sim, uma afronta sem precedentes ao direito de defesa, ao processo penal e ao resto da legislação brasileira.

[Aparecido rasga o verbo] Agregado

Aparecido Raimundo de Souza 

O PAI GRITOU
pela filha Amanda logo que chegou à porta da cozinha:
— Venha se sentar à mesa e comer com a gente enquanto a sua barriga está gritando de fome...
Em seguida, fez o mesmo chamando pelo Olivar Camundongo, o namorado dela:
— E venha você também seu filho de cruz credo que botou bucho na minha...
Olivar Camundongo olhou para Amanda e perguntou:
— Eu ouvi direito? Seu pai me chamou para almoçar? De que cartola ele tirou essa boa sorte com relação à minha pessoa?

Amanda meio sem graça e sabedora das artimanhas do pai, não demorou em responder:
— Não confie muito em meu velho. Ele deve estar preparando alguma. Fique esperto.
Dito e feito. Assim que a filha e o namorado se acomodaram, o pai não deixou de sair com uma de suas tiradas sem graça:
— Da próxima vez não deixe rastro como mosca pousando numa pedra cheia de açúcar. Fui claro, Azeitona?
— Meu nome é Olivar. Não entendi as suas palavras, meu sogro - ralhou o rapaz sem encarar o futuro avô de seu primeiro rebento:
— Eu disse que minha vida deixou de ser virgem e passou a respirar demônios. E você, como ousa...?

Dona Margarida sentava ao lado de seu esposo justo nessa hora e não deixou por menos. Chamou a atenção do marido impertinente e indiscreto:
— Zíbio Roscoleto vamos ter modos na hora sagrada das refeições? Evitemos chuvas de piadinhas sem graça...
— Se preocupe não, Margarida. Se chover de verdade, eu compro um guarda-chuva novo, desses modelitos que vêm com uma sombrinha na agulha e dezoito espanta porcos no pente.
Dona Margarida só faltou voar no pescoço do infeliz. Gritou:
— Imbecil, faz favor de fechar essa boca escancarada cheia de dentes podres!

— Tá bom, Margarida. Vou ficar quieto, mas aviso: alguém vai encontrar cobras e lagartos debaixo do lençol...
Na manhã seguinte, à hora do dejejum, Zíbio Roscoleto voltou à carga, bailando mais uma das suas gracinhas infames:
— Me sinto como se tivesse dormido com uma múmia egípcia.
Dona Margarida se enfureceu. Deu o troco na bucha, sem pestanejar:
— Múmia egípcia é a sua mãe.
Zíbio Roscoleto apesar de sem razão, contestou:
— Que bicho te mordeu, Margarida?
— O cachorro sarnento do senhor seu pai, que Deus o tenha.

quinta-feira, 16 de março de 2023

Eric Zemmour sur CNEWS : Je n’ai pas dit mon dernier mot

Como a agenda de "diversidade, inclusão e igualdade" ajudou a quebrar o Silicon Valley Bank

Os bancos que faliram nos EUA eram os campões de políticas "woke", em detrimento dos seus próprios negócios

Leandro Ruschel


Na semana passada, dois bancos com ativos somados de mais de US$ 300 bilhões quebraram, trazendo volatilidade ao mercado e produzindo dúvidas sobre a solidez do sistema bancário. Foram as primeiras grandes baixas bancárias desde a crise do subprime, em 2008.

Autoridades interviram e garantiram os depósitos, acalmando os ânimos, mas gerando questionamentos acerca da socialização de prejuízos de empresas privadas, e o risco moral que tais intervenções produzem em todo o sistema: se gestores de instituições financeiras sabem que serão salvos em caso de problemas, por que não tomar mais risco, em busca de maior retorno?

Em 2008, a intervenção foi ainda mais profunda e imoral. O pagador de impostos bancou centenas de bilhões de dólares em compras de títulos podres que estavam no balanço de várias instituições, garantindo a sobrevivência delas. A indignação do público chegou a novos patamares, quando foi divulgado que vários desses bancos pagaram gordos bônus aos seus diretores, mesmo em meio ao desemprego crescente e à ruína financeira de milhões de famílias americanas.

Como resposta, em 2011 surgiu o Occupy Wall Street, um acampamento de protesto contra os benefícios concedidos ao mercado. Muitas demandas eras despropositadas, seguindo uma lógica marxista, mas os manifestantes tinham um ponto: por que a ajuda governamental foi direcionada aos bancos e não às pessoas? Como os gestores que provocaram a crise, em primeiro lugar, além de não terem sido punidos, foram agraciados com bilhões de dólares em verbas públicas? 

Sentindo a pressão popular, Wall Street resolveu abraçar boa parte da agenda esquerdista, em especial a ideologia de gênero e a política "DEI", de "diversidade, igualdade e inclusão", seguindo a lógica do "stakeholder capitalism", ou "capitalismo de partes interessadas", na verdade uma forma de socialismo desenvolvida pelo fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab.