Pierre-André Taguieff, Éditions de l’Observatoire, Paris, septembre 2023, 316 pages.
Peut-on lutter efficacement
contre la bêtise, si insaisissable, presque indéfinissable?? Dans notre monde
où les croyances politiques tendent à remplacer les vieilles croyances
religieuses, elle est inévitablement idéologisée. Prenant le plus souvent le visage
d’une grande vertu morale ou civique, la bêtise d’indignation, notamment portée
par les idiots utiles de l’islamo-gauchisme ou de l’académo-militantisme
«woke», se pare de révolte et d’insoumission alors même qu’elle suit les
mouvements de mode, plongeant avec jubilation dans les snobismes et les
conformismes.
Pétrie d’émotions, elle hante
à l’envi tous les mots en «isme», les débats publics, les discours politiques
et les émissions de variétés, faisant des réseaux sociaux l’instrument
privilégié de la multiplication des crétins.
Pour Pierre-André Taguieff, il
nous faut vivre avec la bêtise, mais en multipliant les cloisons étanches. La
tenir à distance en la prenant comme objet d’analyse ou comme cible d’une
ironie soit légère, soit méprisante. Certes, le ridicule ne tue pas et la
résilience de l’imbécile est sans limite, mais à l’âge de la « bêtise
idéologisée de masse », l’ironie demeure l’arme de l’intelligence. Ou comment
l’on peut nuire à la bêtise sans perdre son temps avec elle.
Excelente! ⭐⭐⭐⭐⭐
Olha só um exemplo da bêtise atual, página 297:
A franco-venezuelana Elizabeth
Burgos, ex-militante castrista, assim concluía a sua entrevista à revista L’Express em 29 de maio de 2022:
“Para onde querem ir os latino-americanos quando fogem de seus países? Para os Estados Unidos, correndo o risco de se afogarem. Ninguém quer emigrar para Cuba ou Venezuela. Nem mesmo o próprio Mélenchon…”
Podíamos acrescentar Rússia,
China, Coreia do Norte, Irã, Afeganistão, Paquistão, Síria, Irã ou Gaza.
Os intelectuais dos extremos
políticos fazem visitas rápidas (a esses países, para propagandear a beleza e a
grandeza), mas jamais pensam em residir neles. Estes novos “idiotas úteis” não
são tão burros quanto parecem.
Eles representam, à maneira deles,
um novo tipo de falsário, aquele que gaba a mercadoria revolucionária, de longe,
mas evitando de a consumir.
Cegueira voluntária, sim, envenenamento voluntário, não. Entende?
Sobre os bordões tão em moda
atualmente, mais volumosos e agressivos proporcionalmente à covardia
dos governantes (de esquerda), em países ditos do “Ocidente”, a leitura me fez
lembrar o exórdio do presidente da República Popular do Congo (primeiro país
comunista da África), Marien Ngouabi, repetido em todo o discurso – cujo sotaque (ainda) está marcado em minha memória auditiva:
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