domingo, 18 de janeiro de 2026

Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] Inexplicável

Carina Bratt

BONITA daquele jeito, nunca ninguém havia visto igual. De face alegre e envolvente, a diva dos olhos serenos trazia no rosto um sentimento de profundidade jamais sentido em alguém por aquelas paragens. De fato, qualquer um, por mais bobo que fosse, reconhecia e não só reconhecia, via e sentia nela uma candura indescritível. Mais que uma singeleza virginal, um sentimento nobre, conspícuo, ardoroso e dinâmico que ninguém saberia explicar com palavras.

Ao ser apresentada pela velha avó, dona Efigênia que morava numa casinha entrelaçada em todo seu entorno por um jardim imenso lá no fim da rua, todos os presentes ficaram vidrados na magia contagiante que emanava de dentro de sua alma. Na verdade, ela a formosa, tinha uma animosidade pura. Seu coração se fazia acolhedor, a sua voz saia maviosa sabia desenhar as palavras certas e de peso ideal para serem ditas. Ao serem pronunciadas, toda a sua força interior se abria por inteira num confortar que fazia um bem danado a quem dela se aproximava. 

Qualquer um que a procurasse, para conversar, saia da sua beira com um novo alento, uma esperança renovada se instalava Igualmente com o seu ‘eu’ tranquilo e sereno, empurrava os medos e as atribulações por mais obscuras que fossem, ou que se apresentassem para um distanciado bem longínquo da pequena comunidade. Sua presença na igreja, aos domingos, fluidificava e fazia todos os frequentadores se sentirem vivificados, como se uma força invisível carregasse para longe todas as mazelas e dissabores.

Em igual ponto, quem tinha a alma frangalhada, ou se via desafortunado pelos dissabores, os medos e as aflições, ao estar com ela, se via totalmente revigorado e as coisas como que por encanto, voltava ao normal, os desconfortos fugiam para um longe sem volta. Fluía de dentro dela, uma espécie de conforto sempiterno e jamais sentido. A sua presença invadia e acalmava, ao tempo em que fazia o corpo inteiro de quem estivesse ao seu lado se robustecer enverdejando, apaziguado, em uma paz tranquila, como se tivesse recebido uma oração direta vinda do Pai Maior.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Você entende o que o carioca fala? Veja as frases que todo turista precisa aprender no Rio

Expressões como “qual foi?”, “brotei” e “marca um 10” revelam o jeito descontraído de viver na cidade e ajudam visitantes a se sentirem em casa com este manual do carioquês

Gabriella Lourenço

Quem chega ao Rio de Janeiro pela primeira vez pode até se perder um pouco no nosso jeito de falar. Não é só o sotaque cantado, o “s” puxado ou o ritmo acelerado das frases. O carioca tem um vocabulário próprio, cheio de gírias, expressões e atalhos que fazem parte da identidade da cidade. 

Foto: Alexandre Macieira

Tem turista que estranha, fica confuso e pede para repetir. Outros entram na brincadeira, começam a usar as palavras no segundo dia e já se sentem meio locais. E, no fim das contas, quase todo mundo sai com uma história divertida sobre alguma expressão que ouviu na praia, no bar, no táxi ou na fila da padaria, para um café no típico copo americano — que à noite vira cerveja.

Cada canto do Brasil tem seu sotaque e seu jeito de falar, mas o carioca carrega uma informalidade que aproxima, quebra o gelo e cria conversa até com desconhecido. A cidade pode até receber críticas aqui e ali, mas quem conhece de perto sabe: não tem lugar igual. Tanto que a maioria dos turistas sempre acaba voltando.

Enquanto muita gente escolhe o Rio para passar férias, a gente vive aqui todos os dias — com um vocabulário que é praticamente um idioma próprio.

Pensando em quem está chegando agora (ou em quem já mora e quer se reconhecer), preparamos um pequeno guia com algumas das frases e gírias mais usadas no dia a dia do carioca. Um manual básico para não boiar na conversa e aproveitar melhor o clima da cidade.

As gírias cariocas que todo turista precisa conhecer

De bobeira

Estar sem fazer nada, à toa, tranquilo. “Se você estiver de bobeira mais tarde, bora dar um rolé.” “Tô de bobeira em casa hoje, sem fazer nada.” “A gente ficou de bobeira na praia até o sol se pôr.”

Brotei/Vou brotar

Chegar de repente, aparecer, confirmar presença. “Do nada ele brotou na festa.” “Mais tarde eu vou brotar aí na sua casa.” “Bora brotar na praia hoje pra aproveitar o sol.”

Delatores

Conheça o reitor e a vice-reitora da USP...

Diplomacia, guerra e civilização

Miguel A. Baptista

A embaixadora de Portugal na Rússia apresentou as suas credenciais sem cumprimentar Vladimir Putin

O gesto não foi ostensivo, mas, ainda assim, parece-me um erro.

A diplomacia existe precisamente para funcionar quando a afinidade política é inexistente ou mesmo quando há hostilidade aberta. A História oferece exemplos eloquentes disso. Durante a Segunda Guerra Mundial, o embaixador alemão na União Soviética, Friedrich-Werner von der Schulenburg, apesar do choque ideológico absoluto entre os dois regimes, manteve relações pessoais corretas e até cordiais com Molotov. Esse respeito não significava concordância; significava civilização. 

O mesmo se passou com Percy Lorraine, embaixador britânico em Itália, que foi sempre tratado com cortesia e urbanidade por Galeazzo Ciano, ministro dos Negócios Estrangeiros e genro de Mussolini. Também Joseph Grew, embaixador dos Estados Unidos no Japão, foi consistentemente tratado com extrema correção pelas autoridades nipónicas, mesmo num contexto de crescente antagonismo que acabaria em guerra aberta.

Estes exemplos lembram-nos algo essencial: o código diplomático não é um detalhe cerimonial nem um resquício anacrónico. É uma conquista civilizacional. A sua função é precisamente sobrepor-se à animosidade política, criando um espaço mínimo de respeito que permita comunicação, contenção e, em última instância, a possibilidade de evitar o pior.

Num mundo cada vez mais polarizado, emocionalmente inflamado e, em muitos aspetos, civilizacionalmente em regressão, a preservação desses códigos deveria ser mais importante do que nunca. Quando até os gestos elementares de cortesia são sacrificados em nome da sinalização moral ou do aplauso fácil, não é a firmeza que ganha, é a barbárie que avança.

16-1-2026: Oeste sem filtro – M debocha de transferência de Bolsonaro

[Versos de través] Labareda das águas












Zetho Cunha Gonçalves

Água e fogo, 
quem
os poderá combater?

Um relâmpago
atravessa
o coração da pedra

– cria raízes
na labareda
das águas.

*

Água e fogo,
quem
os poderá combater?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Distopia do Reino Unido: Professor é considerado uma "ameaça terrorista" por exibir vídeos de Trump em aula de política norte-americana

Paulo Hasse Paixão

Numa demonstração assustadora de censura ideológica, um professor veterano na Grã-Bretanha foi denunciado ao programa antiterrorista Prevent do governo simplesmente por ter mostrado vídeos do Presidente Trump aos seus alunos do ensino secundário durante uma aula sobre política norte-americana. 

O incidente ocorreu no Henley College, em Oxfordshire, onde o professor — um educador qualificado que iniciou a sua carreira em meados da década de 1990 — apresentou excertos da tomada de posse e da campanha de Trump para ilustrar as recentes eleições norte-americanas.  

Apenas alguns dias após a vitória de Trump, dois estudantes queixaram-se, alegando que o material era “tendencioso” e os deixou “emocionalmente perturbados”, tendo um deles afirmado que teve pesadelos por causa destas imagens. A faculdade rapidamente remeteu o caso para o Oficial Designado da Autoridade Local (LADO), que deu prioridade a uma queixa ao programa Prevent, alertando que as opiniões do professor “poderiam ser percebidas como radicais”, configurando potencialmente um crime de ódio ou radicalização.

O professor, ao manifestar-se contra esta farsa, afirmou:

Com ataque envolvente e defesa frágil, Vasco inicia 2026 com cara de 2025

Time cria chances em atacado contra Maricá, mas sofre por bobeiras diante de adversário frágil

Sergio Santana

Fernando Diniz foi na contramão dos outros três grandes clubes do Rio de Janeiro e escalou o Vasco titular na estreia do Campeonato Carioca. De forma natural, o time venceu o Maricá por 4 a 2 em São Januário, mas o resultado tem muitas nuances mais - para o lado positivo e negativo. 

Foto: Alexandre Maia/Gazeta Press

O time segue criando com bastante facilidade no setor ofensivo. Há muitas dinâmicas no ataque do Vasco. Por outro lado, é impossível passar batido por erros defensivos que se repetem desde o ano passado.

A equipe cria bastante e chega ao ataque de maneira quase que natural - mais do que isso, consegue explorar a defesa adversária com diferentes formas -, mas sofre quase na mesma intensidade na parte defensiva.

É importante ressaltar, claro, que parte disso tem a ver com a boba expulsão de Lucas Piton ainda no primeiro tempo. Mesmo assim, a equipe titular do Vasco, pela diferença técnica diante do Maricá, não deveria ter tanto sufoco.

— Acho que o time fez uma partida muito boa, com alguns vacilos que a gente não pode cometer. Tivemos uma posse bastante impositiva. Fizemos dois gols no primeiro tempo, mas poderíamos ter feito três, quatro, cinco. E o ponto negativo foi conceder um escanteio que não precisava e, depois, falhar na marcação. E o lance da expulsão - avaliou Diniz.

15-1-2026: Oeste sem filtro – M decide mandar Bolsonaro para a Papudinha + Lula se reúne com M

[Aparecido rasga o verbo] Os eternos intocáveis que abundam as bundas do poder

Aparecido Raimundo de Souza

“O Brasil vive uma era anárquica conhecida como “Síndrome da indução”. Literalmente significa o encosto de uma enxurrada de parasitas inconsistentes e perniciosos mamando nosso sangue de maneira desenfreada””.
Do livro “Apometria” de J. S. Godinho. Holus Publicações 2007.

AQUI NO NOSSO Brazzzil (grafado assim mesmo, propositadamente), todos se conhecem pelos nomes, pelas histórias, pelos tropeços e pelas vitórias. Me perdoem, caros leitores, mais notadamente pelos dissabores. Vitórias são como objetos raros que não fazem parte de quem nasce, vive, cresce e morre por aqui. Bem sabemos que há um grupo bastante acentuado e gigantesco de famintos e desabrigados desprendidos do verdadeiro conceito de felicidade. Em vista disso, esses manés caminham como sombras difusas, transitam num universo paralelo repleto de negritudes densas e insondáveis e, como se não bastasse, ao sabor das armadilhas desconhecidas e obumbradas pela má sorte traiçoeira, devastadora e famigeradamente ingrata.

Embora todos nós estejamos cansados de ver seus rostos todos os dias nos jornais e nas telinhas dos canais das poderosas emissoras de televisão, os não contemplados pelos carinhos do Altíssimo, são as chamadas criaturas “à margem da sociedade”. Não porque se vejam desprezadas ou carentes, tampouco por não terem parentesco com santos milagreiros, ou porque pertençam à banda perigosa e não alicerçada nas centelhas advindas dos caminhos da ataraxia ou por algum outro motivo desconhecido não foram agraciadas pelos santos olhos do Pai Maior. Em vista disso, esses desconhecidos são excluídos em face da porra da sociedade, como um todo, em sua pressa acirrada de tentar se livrar deles.

A cada dia, mãos invisíveis os empurram aos trambolhões para os cafundós de uma cratera enorme e sem perspectiva de volta. Apesar dessa luta desigual, dessa peleja fervente e sem precedentes, sem um reajuste harmônico num patamar de estágio evolutivo e imperecível, esses cidadãos comuns que se safam e sobrevivem se vendo obrigados a matar um leão a cada novo minuto, a sociedade hipócrita e dissimulada acha que esses seres humanos são uma espécie de lixo tóxico e, por conta disso, não merecem os lampejos dos toques diários e benfazejos da boa convivência fraterna. Aproveito para deixar claro, aos considerados “invisíveis”, ou seja, aos personagens sem rosto (não os dos ônibus lotados, ou dos que recolhem despojos de comidas nas feiras).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

[Daqui e Dali] Mudam-se os tempos; mudam-se os conceitos

Humberto Pinho da Silva

No mês de dezembro, mês húmido e sombrio, aproveitei os raros dias de céu lavado e de amena temperatura, para almoçar num centro comercial.

Após suculento repasto, juntamente com minha mulher, percorri pausadamente vários estabelecimentos, e estaquei, por fim, numa livraria – das poucas que conseguiram sobreviver à falência da leitura.

Estava eu a ver as novidades livreiras, quando acidentalmente escutei diálogo travado entre senhora e jovem de pouco mais de doze anos, logo presumi que fosse sua filha.

“Preciso de comprar os ‘Maias’”, disse a menina. “O professor de português recomendou a leitura desse livro, que é próprio para a nossa idade.”

Inclinando pudicamente os olhos, a mãe murmurou quase segredando:

“Já o li. Parece incrível que menina da tua idade o leia. Como é possível, que professor diga que esse livro é próprio para a tua idade!...”

Tagarelando afetuosamente encaminharam-se para a saída de mãos enlaçadas. A menina saltitava de contentamento, levando na mão o grosso volume.

O diálogo entre mãe e filha fez-me lembrar o que Dona Emília Cabral me contou, quase à puridade: a cena ocorrida entre a Marquesa do Ficalho e a nora, Dona Maria das Dores, neta, como ela, de Eça de Queiroz.

Certa ocasião a Marquesa encontrou-a enterrada no macio sofá da biblioteca, lendo sofregamente livro do avô. Qual? Já não me recordo.

 “Menina!”, bradou irada a respeitada fidalga. “Esse livro não é indicado para jovens da sua idade!...”

Ao se calar diante do assassinato em massa de manifestantes, a esquerda expõe, sem rodeios, a sua moral

Leandro Ruschel                         

Ser esquerdista hoje virou isso: defender o grupo terrorista Hamas, protestar contra a captura do narcoditador Maduro, seguir passando pano para a brutal ditadura cubana e, na melhor das hipóteses, fingir que não vê os crimes contra a humanidade do regime iraniano — que está literalmente assassinando o próprio povo.

E, ao mesmo tempo, rotulam seus opositores de “fascistas”, acusam os outros de autoritarismo e ainda vendem censura e perseguição política como “defesa da democracia”.

No fim, a pergunta inevitável é: quem é fascista, afinal?

O que está acontecendo?

Título, Imagem e Texto: Leandro Ruschel, Newsletter, 14-1-2026 

VascoTV irá transmitir os jogos de mando de campo do Vasco no Carioca com imagens para fora do Brasil

Atenção, Vascaínos!

NOVIDADE:

A Vasco TV irá transmitir os jogos de mando de campo do Vasco no Carioca com imagens para fora do Brasil. 

O torcedor do exterior poderá ver as partidas gratuitamente pelo canal oficial do clube, no YouTube.

A iniciativa já começa no jogo desta quinta-feira contra o Maricá.

Título e Texto: NETVASCO, 15-1-2026, 10h

Ônibus arrasta moto após discussão no trânsito na Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon

Vídeo mostra confusão entre motorista e motociclista. Os dois ficaram feridos e foram levados para o Hospital Miguel Couto

Gabriella Lourenço

Uma discussão no trânsito terminou com uma motocicleta sendo atingida e arrastada por um ônibus na manhã desta quarta-feira (14), na Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, Zona Sul do Rio.

Segundo testemunhas, o motorista do coletivo e o motociclista se desentenderam momentos antes do acidente. Durante a confusão, o ônibus passou por cima da moto e seguiu por alguns metros, arrastando o veículo pela via. Imagens feitas por pessoas que estavam no local registraram a cena.

Casa & Video consegue proteção de 60 dias contra credores no Rio e se aproxima de recuperação judicial

O grupo por trás de Casa & Video e Le Biscuit conseguiu na Justiça do Rio uma cautelar que suspende cobranças por 60 dias, abrindo espaço para negociação com credores e possível pedido de recuperação judicial

Quintino Gomes Freire

O grupo que controla as varejistas Casa & Video e Le Biscuit conseguiu na Justiça do Rio uma cautelar que dá proteção contra credores por 60 dias. Na prática, a decisão abre um respiro de dois meses para mediação e renegociação, num movimento que costuma ser usado como ensaio para uma Recuperação Judicial. As informações são da coluna Capital/O Globo.

O processo tramita na 1ª Vara Empresarial do Rio, sob segredo de Justiça. Ao pedir a medida, o grupo argumentou que enfrenta “dificuldades econômicas decorrentes de choques sistêmicos no setor varejista”, que estariam “comprometendo a liquidez da operação em razão da elevação da taxa Selic”, segundo a própria empresa.

Ainda de acordo com a petição, o cenário aumentou custos financeiros e afetou diretamente o público-alvo do grupo. A companhia afirma que o poder de compra das classes C, D e E teria sido “drasticamente reduzido”, num ambiente em que juros altos e pressão competitiva do e-commerce apertam as margens. Pessoas que acompanham o negócio também citam mudanças de comportamento de consumo, incluindo o impacto das bets na renda disponível, especialmente na classe C.

Endividamento e desempenho em 2025

O grupo diz que o desempenho comercial de 2025 ficou abaixo do projetado e inferior ao de 2024. Também admite que não conseguiu resolver o “elevado endividamento”, mas sustenta que já demonstrou capacidade de recuperação no passado quando “amparado por instrumentos adequados de proteção judicial”.

Atualmente, a companhia mantém 344 lojas, sendo 226 da Casa & Video. A marca carioca concentra a operação no Sudeste, enquanto a Le Biscuit atua quase toda no Norte e no Nordeste.

Não há perseguição política contra Bolsonaro, imagina...


Título e imagem: Leandro Ruschel, X, 15-1-2026, 1h37 

Motorista é preso quando devolvia o notebook de delegada da PF

FC Porto 1 – Benfica (de Mourinho) + RTP1 + SporTV1 0

FC Porto derrotou o Benfica (1-0) e carimbou a passagem às “meias” da Taça, Porto X B

47.374 portistas na bancada, onze no campo e uma só frequência, como uma verdadeira Famiglia. O Dragão caminhou junto para mais uma vitória, desta feita no clássico com o Benfica (1-0) que vale a passagem às meias-finais da Taça de Portugal. A história na prova rainha ganha novos contornos esta quinta-feira, quando ficar definido o percurso para o Jamor (17h00).

Francesco Farioli fez duas alterações face ao onze que tinha alinhado nos Açores, promoveu o regresso de Borja Sainz ao corredor esquerdo do ataque e a estreia de Thiago Silva no eixo defensivo, mas o primeiro destaque do clássico foi para o parceiro de setor, Jan Bednarek. Marcava o relógio o primeiro quarto de hora quando Gabri Veiga cobrou um canto com precisão à direita e o central polaco, após libertar-se da marcação de Leandro Barreiro, apareceu ao primeiro poste e cabeceou a bola para junto do segundo sem dar hipótese a Trubin (1-0). Sentiu-se a primeira explosão de alegria no Dragão.

Insaciáveis como já é seu apanágio, os azuis e brancos não se contentaram com a vantagem e, ao cabo de uma excelente jogada coletiva pela direita, viram o golo negado a Gabri Veiga e a Froholdt por uma dupla intervenção do guarda-redes ucraniano. O galego, desmarcado por Samu, voltou a não ter sorte no remate aos 38 e Diogo Costa contrariou a física para defender um pontapé de Barreiro desviado em Bednarek e manter a baliza a zeros na compensação (1-0).

O capitão voltou a brilhar no arranque da segunda parte, ainda antes de Rodrigo Mora e William Gomes renderem Gabri Veiga e Borja Sainz à hora de jogo, de Jan Bednarek sair com queixas físicas e sob uma ovação do Estádio aos 75 para ser substituído por Alan Varela e de Alberto entrar para o lugar de Martim Fernandes.

14-1-2026: Oeste sem filtro – Toffoli manda lacrar provas do Banco Master e esconde tudo no STF + Messias impõe SIGILO à justificativa usada por Lula para VETAR o projeto de lei da Dosimetria

[Viagens & Destinos] Um bairro tranquilo no subúrbio carioca: Vila da Penha

Neste vídeo, faço um passeio a pé por ruas tranquilas da Vila da Penha, mostrando um pouco mais do cotidiano e do clima residencial desse charmoso bairro do subúrbio carioca. 

O caminho começa pela Rua Marco Polo, segue pela Rua Volta e pela Avenida Oliveira Belo, passando pela Praça Paulo Setúbal, também conhecida como Praça da CETEL. 

O passeio termina em frente à Escola Municipal Albert Sabin, encerrando essa caminhada por ruas calmas, arborizadas e cheias de vida local. 

Se você estiver com fones de ouvido, a experiência fica ainda mais imersiva. 🎧


Anteriores: 

Copacabana: Réveillon e depois 
Algumas ruas da Vila da Penha 
Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Professor britânico foi despedido por dizer a aluno muçulmano que o Reino Unido é um país cristão

Paulo Hasse Paixão

Um professor de uma escola primária de Londres foi demitido depois de ter dito a alunos muçulmanos que o Reino Unido é um país cristão


O professor fez o comentário enquanto aplicava a política da escola, que determinava que as atividades religiosas islâmicas na instituição se restringissem a uma sala de oração designada. Segundo os relatos, explicou a um grupo de alunos que, como o Rei é o chefe da Igreja de Inglaterra, “a Grã-Bretanha ainda é um Estado cristão” e sugeriu que os alunos que desejassem total liberdade para as práticas islâmicas poderiam considerar uma escola islâmica nas proximidades.

A situação começou quando o professor encontrou vários meninos a lavar os pés nos lavatórios da casa de banho. Ao dirigir-se a eles falou sobre os valores britânicos de tolerância, embora tenha reiterado que “o Reino Unido é ainda um Estado cristão”.

Os comentários desencadearam uma investigação de segurança, apesar de serem literalmente verdadeiros, dado que o juramento de coroação do Rei inclui um voto de “manter as Leis de Deus e a verdadeira profissão do Evangelho” e a Câmara dos Lordes inclui bispos anglicanos, entre outras disposições constitucionais que consagram o cristianismo como religião oficial.

O conselho local de proteção de menores concluiu que os comentários causaram “danos emocionais” às crianças envolvidas.

O Estado contra o Mito

Arte: Paulo Márcio
Rafael Nogueira

Quando um governo se sente ameaçado, raramente se limita a punir — ele precisa encenar uma peça que conte a história que lhe parece útil. O que está em jogo é a vida do condenado e, sobretudo, o controle da narrativa que pode nascer daquela morte.

A história guarda registros brutais dessa obsessão.

Em 1305, William Wallace foi capturado e levado a Londres para ser julgado por traição. Ele teria argumentado que não poderia trair Eduardo I porque jamais lhe jurara lealdade. Veio então a encenação brutal: Wallace foi arrastado pelas ruas, enforcado sem morrer por completo, para poder ser mutilado, vendo suas vísceras expostas, para depois ser decapitado e esquartejado. Sua cabeça foi exibida, partes de seu corpo foram usadas como didática advertência visual. A mensagem era a de que não há glória nessa vida nem nessa morte, só desonra e degradação.

Séculos depois, no Brasil colonial de 1720, Filipe dos Santos recebeu tratamento semelhante após liderar uma revolta em Vila Rica. Diz a lenda que foi determinado que ele morresse de morte “natural” enquanto era arrastado por quatro cavalos amarrados em seus membros. Foi depois esquartejado, teve a cabeça pregada no pelourinho e os pedaços do corpo distribuídos por locais estratégicos, transformadas em exemplo para quem pensasse em desafiar a ordem.

Em 1757, o padrão se repete. Robert-François Damiens foi executado em Paris por tentar matar Luís XV. Foi jogado em brasa, depois veio o esquartejamento. Por motivo semelhante, os jesuítas foram perseguidos, todo seu trabalho foi paralisado, e por um bom tempo a Companhia de Jesus foi desmoralizada e proibida.

Foucault descreveu a coisa: o poder soberano não responde só com castigo, ele reage com pedagogia pública.

Há pelo menos um furo nessa estratégia. O Estado pode controlar corpos, mas nem sempre controla a interpretação. Pode partir um homem em pedaços, mas não administrar o significado daquela morte. E muitas vezes o que deveria ser humilhação vira combustível para outra coisa.

Padre de 103 anos morre durante Ave Maria em igreja na Tijuca

José Luciano Jacques Penido morava na paróquia desde 1975

O Dia

O padre José Luciano Jacques Penido morreu aos 103 anos na Igreja de Santo Afonso, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, no início da noite de sexta-feira (9). Por volta das 18h, o religioso passou mal e faleceu no momento em que rezava Ave Maria com outros cinco padres que também moram na paróquia. 

O padre Penido, como era conhecido, nasceu no município de Belo Vale, em Minas Gerais, em outubro de 1922. Desde pequeno sonhava em ser sacerdote e, durante a infância, brincava de fazer pregações das homilias que ouvia nas missas de domingo. Aos 11 anos, ingressou no Seminário Redentorista na cidade de Congonhas, no mesmo estado.

O religioso se mudou para o Rio de Janeiro em 1959 e passou a morar na Igreja de Santo Afonso. A primeira estadia durou oito anos e Penido foi estudar em Roma, na Itália, entre 1967 e 1969. Em 1975, ele retornou ao Rio e voltou a residir na paróquia onde morou até o fim de sua vida.

Casa cheia em noite de Taça e de clássico

FC Porto e Benfica medem forças a partir das 20h45 no Estádio do Dragão

O primeiro jogo do ano no Estádio do Dragão opõe o FC Porto ao Benfica a partir das 20h45 desta quarta-feira (RTP1) e o vencedor - seja ele conhecido no tempo regulamentar, no prolongamento ou no desempate por pênaltis - assegura a passagem às meias-finais da Taça de Portugal. 
 
No percurso até aos quartos de final da prova rainha, os portistas eliminaram o CD Celoricense (0-4), o SU Sintrense (3-0) e o FC Famalicão (4-1), enquanto os benfiquistas afastaram o GD Chaves (0-2), o Atlético CP (0-2) e o SC Farense (0-2). 
 
Os comandados de Francesco Farioli atravessam uma sequência de sete triunfos consecutivos, venceram 23 dos primeiros 27 jogos da temporada e acabam de completar a melhor primeira volta da história do campeonato, com 49 pontos em 51 possíveis. 
 
A formação orientada por José Mourinho soma uma vitória, um empate e uma derrota - ambos diante do SC Braga - nos últimos três desafios e ocupa o terceiro posto da tabela classificativa, com 39 pontos. O último clássico entre os dois emblemas terminou empatado a zero, no passado dia 5 de outubro. 

13-1-2026: Oeste sem filtro – Lewandowski pede investigação de Flávio Bolsonaro (candidato à presidência da República) à Polícia Federal (!!!) + Trump encoraja manifestantes a tomar o poder no Irã

[Língua Portuguesa] “Amigo da onça”: origem e significado da expressão

Você é um amigo da onça? Ou você tem um amigo da onça? E se deixássemos a onça sem amigo de uma vez por todas?

 Flávia Neves

Qual a origem dessa expressão?

A expressão amigo da onça tem sua origem na personagem Amigo da Onça, criada pelo cartunista Péricles Maranhão na década de 40. O Amigo da Onça era uma figura malandra, debochada e irônica, que gostava de levar a melhor sobre os outros. Muitas vezes colocava as outras pessoas em situações embaraçosas e desconfortáveis. 

A inspiração para a criação dessa personagem foi uma história popular do interior, sobre uma conversa entre dois caçadores acerca de uma aventura com uma onça. Um dos caçadores conseguiu escapar de uma onça, mas o outro caçador insinuou que na realidade ele deveria ter sido devorado. Nesse seguimento, o primeiro caçador acaba perguntando: Mas você é meu amigo ou amigo da onça?

O que é, afinal, um amigo da onça?

Um amigo da onça é uma pessoa que apenas finge ser amiga, porque na verdade não é, sendo apenas um amigo por interesse, falso e traiçoeiro, que tenta sempre levar vantagem.

·         Você é um belo amigo da onça, hein?

·         Não confie nele, é um verdadeiro amigo da onça.

·         Cuidado com os amigos da onça, viu?

Embora essa expressão seja pejorativa e insultuosa, é também muitas vezes utilizada de forma descontraída e divertida entre amigos verdadeiros.

[Quadro da Quarta] Somnambulant

Maximilian Pirner (1854-1924), óleo sobre tela, 1878, Galeria Nacional, Praga. 

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Partida das três caravelas de Cristóvão Colombo 
O sono de São Pedro 
Pierre Sarvognan de Brazza 
Elegía

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

[Livros & Leituras] Revistas francesas

Écrits de Rome, nº 27, janvier 2026, 36 pages. 

👍👍

CAUSEUR, nº 141, janvier 2026, Paris, 82 pages.

👍👍👍👍👍

Trump é sensacional!

[Livros & Leituras] Comédias da vida na privada


‘COMÉDIAS DA VIDA NA PRIVADA’, é o mais novo livro de crônicas do escritor e jornalista Aparecido Raimundo de Souza, nascido aos 19 de março de 1953, em Andirá, no Paraná. O autor mistura humor, crítica social e situações cotidianas, em estilo semelhante ao clássico ‘Comédias da Vida Privada’ do gaúcho Luís Fernando Verissimo.

O livro reúne 31 textos curtos e bem-humorados que retratam personagens excêntricos, diálogos cotidianos e críticas sociais. O estilo vem em narrativas coloquiais, cheias de ironia e pitadas de pura sátira, que lembram igualmente o estilo de Ari Toledo e Leon Eliachar, todavia, lembrando sempre, com a marca pessoal e indescritível de Aparecido Raimundo de Souza.

Um dos textos, ‘Né’ mostra duas amigas conversando na mansão de uma milionária chamada Elena de Castro y Castro Aparecido, enquanto tomam chá servido por uma empregada meticulosa. A cena mistura humor, exagero e crítica às diferenças sociais.

Em contrário, ‘Fora dos Trilhos’, a crônica que abre o livro, é narrada a história de um casal de namorados que ficam frustrados, após a perda do trem, em face de um descuido ridiculamente banal. 

As demais crônicas, como ‘Invasão de privacidade,’ seguida de ‘Empacotados’, ‘Foi suicídio’ e ‘Morcego cego’, entre outras, somam um total de 31, divididas em 159 páginas de pura emoção e fantasia. Vale a pena, caro leitor, ler todas essas comédias de ponta a ponta.

👍👍👍👍👍

Carina Bratt 

Das 10 cidades mais quentes do país nesta segunda, nove estão no Rio; veja como serão os próximos dias

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Seropédica, na Baixada Fluminense, chegou a registrar 41°C

Foto: Érica Martin/O Dia

Das dez cidades mais quentes do país nesta segunda-feira (12), nove ficam no estado do Rio de Janeiro, que permanece em nível 3 de calor pelo quarto dia consecutivo. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Seropédica, na Baixada Fluminense, chegou a registrar 41°C. 

Entre os municípios com as temperaturas mais altas, a única exceção fora do estado é Picos, no Piauí, que marcou 38,1°C. 

Ainda na segunda, a cidade do Rio bateu o recorde do dia mais quente do ano pelo 2º dia seguido. 

Confira o ranking: 

2- RJ- Vila Militar - 40,8°C

3- Niterói - 40,5°C

4- RJ - Marambaia - 40,0°C

5- Duque de Caxias - Xerém - 38,8°C

6- RJ - Galeão - 38,6°C

7- RJ - Santa Cruz - 38,6°C

8- RJ - Jacarepaguá - 38,4°C

9- Picos (Piauí) - 38,1°C

10- RJ- Silva Jardim - 37,1°C 

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[Aparecido rasga o verbo] Sem saída, sem escape, literalmente de frente para o inferno. Aqui vamos nós...

Aparecido Raimundo de Souza

“O Brasil não perdeu só o rumo, perdeu também a capacidade de voltar a ser uma nação livre”.
Tompson de Panasco, morador de rua

ESTAMOS NO FIM do mundo. O que vemos, no correr do dia a dia, é apenas o começo. Logo piorará. Vegetamos, senhoras e senhores, num país sem chão, sem leis, sem pessoas decentes e honestas, que levam a tal da “Constituição (ou melhor, que empurram a “Desconstituição”) a bel prazer de suas sanhas lunáticas e taradas. As nossas leis, viraram putas de zona.

O “estado democrático de direito” é um filho subversivo, raspa de tacho de uma rapariga, ou seja, uma farsa, um engodo, um teatro, mal-ajambrado, uma patranha, uma comédia mal escrita e mal dirigida. As desgraças que abundam o poder, estão lesadas. Umas possuem parafusos a mais, outras a menos na cabeça. A maioria, a bem da verdade, nenhum.

Esses infames de capas pretas, pagos com o suor de nossos rostos, não são inocentes, nem carentes, fazem das tripas coração, para aparecer de qualquer jeito. Esses vermes do foder — digo, do poder — necessitam fazer valer aquilo que todos os idiotas que vivem no brazzzil engulam a bazófia “paranoiada”, como se ela fosse realmente uma “Corte Suprema”, tipo um Paraíso intocável. Aliás, é um paraíso intocável para Leões, tigres. Rinocerontes e Gorilas

E será um Éden eterno para os poderosos, enquanto o povinho medíocre e bitolado de pai e mãe, não tomar vergonha na porra da cara. O STF, traduzido ao pé da letra como (Sábado Torceremos pelo Flamengo), não vai além de um campo de futebol armado, ou melhor dito, “minado”, onde os jogadores conhecidos como os famosos arrelias e chapolins, os carequinhas, e os patatis e patatás, bem ainda os Atchins e Espirros, os Torremos e os Pururucas, mandam e desmandam mijam, cagam e defecam e fazem o que bem querem.

A pequena “bola” conhecida como “pelota”, rolando pra lá e pra cá, chutada à sanha maldita e degradante de figuras saídas das profundezas do inferno, sem destino certo, sem paradeiro, sem eira nem beira, grosso modo, sem futuro e sem saber como sobreviver, dia seguinte, se calca ou se afigura numa só imagem do cotidiano entregue aos ratos e aos vermes esbugalhados de esgotos.

12-1-2026: Oeste sem filtro - Família de Toffoli vendeu resort a fundo ligado ao Banco Master + Governo da Venezuela libera mais presos políticos + Médicos são chamados após piora da saúde de Bolsonaro + Presidentes do TCU e do BC discutem caso Master


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[Livros & Leituras] As atribulações de um chinês na China

Júlio Verne, Desenhos da edição original francesa: L. Benett, Amigos do Livro Editores, Lisboa. 

Kin-Fo é um jovem extremamente rico e entediado que não vê sentido nenhum na vida, e nem a perspectiva do seu casamento com a bela Le-U consegue animá-lo. O seu grande amigo Wang, um filósofo, acusa-o de não dar valor à felicidade porque nunca passou por provação alguma, já que sempre teve tudo aquilo que desejava sem precisar de se esforçar. Porém, um dia a desgraça bate à porta de Kin-Fo: o banco americano no qual depositara toda a sua fortuna faliu e o jovem perdeu tudo o que tinha.

É então que Kin-Fo assina um contrato com uma companhia de seguros, cuja apólice garantiria a Le-U e ao amigo Wang uma quantia considerável no caso da sua morte. Em nome da amizade que os une, pede então a Wang que se comprometa a matá-lo antes do prazo determinado na apólice do seguro de vida, entregando-lhe uma carta em que assume a culpa da sua morte.

No entanto, Wang desaparece, ao mesmo tempo que Kin-Fo descobre que a sua fortuna continua intacta, pelo que este decide então atravessar a China para evitar ser morto pelo amigo antes de o contrato expirar. O medo transforma-se em pânico quando recebe uma mensagem de Wang a comunicar-lhe que não conseguiu reunir coragem para o matar e que por isso entregou a sua carta a Lao-Shen, um assassino frio e impiedoso, que se encarregará de cumprir a promessa que lhe fez... 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Quando a ficha caía: o objeto esquecido que ensinou o carioca a entender o mundo

Antes do celular, a comunicação no Rio dependia de um disco metálico, dos telefones públicos vermelhos e azuis e de empresas como Telerj e Telemar — um tempo em que entender a vida, literalmente, exigia que a ficha caísse

Bruna Castro

Houve um tempo em que fazer uma ligação no Rio de Janeiro exigia planejamento, bolso atento e um pequeno ritual. Antes do celular, antes mesmo dos cartões telefônicos, havia a ficha telefônica — um objeto simples, pesado, metálico, que cabia na palma da mão e decidia se a conversa ia acontecer ou não. 

Quem viveu aquele tempo lembra bem. A ficha ficava guardada na carteira, no porta-luvas do carro, na gaveta da sala ou no bolso da calça. Era comum sair de casa “com ficha”, da mesma forma que se saía com chave. Sem ela, o telefone público virava apenas um marco urbano silencioso diante da urgência de um recado, de um atraso avisado às pressas, de uma ligação feita correndo, em pé, com o fone pesado apoiado no ombro.

No Rio, essa história se confunde com a trajetória das empresas de telefonia que marcaram gerações e hoje já não existem mais. Vieram a Companhia Telefônica Brasileira, depois a Telerj, a Cetel e, por fim, a Telemar. Cada uma delas deixou sua marca não apenas nos postes, tampões de piso e cabos da cidade, mas no cotidiano mais banal do carioca: o ato de telefonar.

Diferentemente de muitos países do exterior, onde o telefone público funcionava com moedas correntes — quarters, francs, liras —, o Brasil nunca conseguiu adotar esse sistema de forma estável. A hiperinflação tornava a moeda rapidamente obsoleta. O valor da ligação mudava, a moeda perdia poder de compra, e o telefone público precisava de algo mais previsível. A solução brasileira foi a ficha: um valor fixo, controlado, imune à corrosão diária da inflação galopante.

The “Trump Doctrine” Is Shaped By Elbridge Colby’s “Strategy Of Denial”

Andrew Korybko 

The “Trump Doctrine” is all about the US’ continued military overmatch vis-à-vis China together with placing the US in a position where it can complementarily deny China access to the energy and markets that it requires to maintain its growth and thus its superpower trajectory

Trump 2.0’s grand strategy has become much clearer over the past month since the US bombed ISIS in Nigeria on Christmas, executed its astoundingly successful “special military operation” in Venezuela, and is now threatening new strikes against Iran on the pretext of supporting anti-government protesters. What these three states have in common is their important roles in the global energy industry, whether present or potential (due to sanctions-related limitations), and in China’s Belt & Road Initiative (BRI).

Accordingly, coercing those countries into subordinating themselves to the US (whether by tariffs, force, subversion, etc.) would result in Trump 2.0 obtaining influence over their energy exports and trade ties, which could be weaponized to pressure China. What the US wants from China is for it to agree to a lopsided trade deal that would then be replicated with the EU and the US’ other partners for, as the new National Security Strategy states, “rebalanc[ing] China’s economy towards household consumption”.

The implied goal is to coerce China into correcting its overproduction, which is responsible for its unprecedented global exports that displaced the West’s leading role in world trade and led to enormous influence over the Global South, thus restoring the West’s global market share and influence. Such a radical policy change would have major economic and therefore political repercussions that could destabilize the country, not to mention ending its superpower rise, so it wouldn’t be done voluntarily.