domingo, 18 de janeiro de 2026
[As danações de Carina] Inexplicável
Carina Bratt
BONITA daquele jeito, nunca ninguém havia
visto igual. De face alegre e envolvente, a diva dos olhos serenos trazia no
rosto um sentimento de profundidade jamais sentido em alguém por aquelas
paragens. De fato, qualquer um, por mais bobo que fosse, reconhecia e não só
reconhecia, via e sentia nela uma candura indescritível. Mais que uma singeleza
virginal, um sentimento nobre, conspícuo, ardoroso e dinâmico que ninguém
saberia explicar com palavras.
Ao ser apresentada pela velha avó, dona Efigênia que morava numa casinha entrelaçada em todo seu entorno por um jardim imenso lá no fim da rua, todos os presentes ficaram vidrados na magia contagiante que emanava de dentro de sua alma. Na verdade, ela a formosa, tinha uma animosidade pura. Seu coração se fazia acolhedor, a sua voz saia maviosa sabia desenhar as palavras certas e de peso ideal para serem ditas. Ao serem pronunciadas, toda a sua força interior se abria por inteira num confortar que fazia um bem danado a quem dela se aproximava.
Qualquer um que a procurasse, para conversar,
saia da sua beira com um novo alento, uma esperança renovada se instalava
Igualmente com o seu ‘eu’ tranquilo e sereno, empurrava os medos e as
atribulações por mais obscuras que fossem, ou que se apresentassem para um
distanciado bem longínquo da pequena comunidade. Sua presença na igreja, aos
domingos, fluidificava e fazia todos os frequentadores se sentirem vivificados,
como se uma força invisível carregasse para longe todas as mazelas e
dissabores.
Em igual ponto, quem tinha a alma frangalhada, ou se via desafortunado pelos dissabores, os medos e as aflições, ao estar com ela, se via totalmente revigorado e as coisas como que por encanto, voltava ao normal, os desconfortos fugiam para um longe sem volta. Fluía de dentro dela, uma espécie de conforto sempiterno e jamais sentido. A sua presença invadia e acalmava, ao tempo em que fazia o corpo inteiro de quem estivesse ao seu lado se robustecer enverdejando, apaziguado, em uma paz tranquila, como se tivesse recebido uma oração direta vinda do Pai Maior.
sábado, 17 de janeiro de 2026
Você entende o que o carioca fala? Veja as frases que todo turista precisa aprender no Rio
Expressões como “qual foi?”, “brotei” e “marca um 10” revelam o jeito descontraído de viver na cidade e ajudam visitantes a se sentirem em casa com este manual do carioquês
Gabriella Lourenço
Quem chega ao Rio de Janeiro pela primeira vez pode até se perder um pouco no nosso jeito de falar. Não é só o sotaque cantado, o “s” puxado ou o ritmo acelerado das frases. O carioca tem um vocabulário próprio, cheio de gírias, expressões e atalhos que fazem parte da identidade da cidade.
![]() |
| Foto: Alexandre Macieira |
Tem turista que estranha, fica
confuso e pede para repetir. Outros entram na brincadeira, começam a usar as
palavras no segundo dia e já se sentem meio locais. E, no fim das contas, quase
todo mundo sai com uma história divertida sobre alguma expressão que ouviu na
praia, no bar, no táxi ou na fila da padaria, para um café no típico copo
americano — que à noite vira cerveja.
Cada canto do Brasil tem seu
sotaque e seu jeito de falar, mas o carioca carrega uma informalidade que
aproxima, quebra o gelo e cria conversa até com desconhecido. A cidade pode até
receber críticas aqui e ali, mas quem conhece de perto sabe: não tem lugar
igual. Tanto que a maioria dos turistas sempre acaba voltando.
Enquanto muita gente escolhe o
Rio para passar férias, a gente vive aqui todos os dias — com um vocabulário
que é praticamente um idioma próprio.
Pensando em quem está chegando
agora (ou em quem já mora e quer se reconhecer), preparamos um pequeno guia com
algumas das frases e gírias mais usadas no dia a dia do carioca. Um manual
básico para não boiar na conversa e aproveitar melhor o clima da cidade.
As gírias cariocas que todo
turista precisa conhecer
De bobeira
Estar sem fazer nada, à toa,
tranquilo. “Se você estiver de bobeira mais tarde, bora dar um rolé.” “Tô de
bobeira em casa hoje, sem fazer nada.” “A gente ficou de bobeira na praia até o
sol se pôr.”
Brotei/Vou brotar
Chegar de repente, aparecer, confirmar presença. “Do nada ele brotou na festa.” “Mais tarde eu vou brotar aí na sua casa.” “Bora brotar na praia hoje pra aproveitar o sol.”
Delatores
"As pessoas leem a história da Alemanha nazista e sempre acham que seriam a pessoa que teria salvado Anne Frank.
— Daniel Scott (@odanielscott) January 16, 2026
Nunca leem a história se vendo como um vilão. Nunca pensam: eu teria feito aquilo.
É só olhar a pandemia. No Canadá, 30% dos meus vizinhos ficaram excitados com a… https://t.co/bIq6AuomWw
Conheça o reitor e a vice-reitora da USP...
Conheça o reitor e a vice-reitora da USP, onde o violador Moraes foi chamado para fazer piada com Bolsonaro, um preso e torturado político.
— Rafael Fontana (@RafaelFontana) January 16, 2026
Aluísio Augusto Cotrim Segurado nutre, em suas palavras, "o desejo de aprimorar o convívio e reforçar o pertencimento inclusivo de todas as… pic.twitter.com/c0nByEQa3x
Diplomacia, guerra e civilização
Miguel A. Baptista
A embaixadora de Portugal na Rússia apresentou as suas
credenciais sem cumprimentar Vladimir Putin
O gesto não foi ostensivo,
mas, ainda assim, parece-me um erro.
A diplomacia existe precisamente para funcionar quando a afinidade política é inexistente ou mesmo quando há hostilidade aberta. A História oferece exemplos eloquentes disso. Durante a Segunda Guerra Mundial, o embaixador alemão na União Soviética, Friedrich-Werner von der Schulenburg, apesar do choque ideológico absoluto entre os dois regimes, manteve relações pessoais corretas e até cordiais com Molotov. Esse respeito não significava concordância; significava civilização.
O mesmo se passou com Percy
Lorraine, embaixador britânico em Itália, que foi sempre tratado com cortesia e
urbanidade por Galeazzo Ciano, ministro dos Negócios Estrangeiros e genro de
Mussolini. Também Joseph Grew, embaixador dos Estados Unidos no Japão, foi
consistentemente tratado com extrema correção pelas autoridades nipónicas,
mesmo num contexto de crescente antagonismo que acabaria em guerra aberta.
Estes exemplos lembram-nos
algo essencial: o código diplomático não é um detalhe cerimonial nem um
resquício anacrónico. É uma conquista civilizacional. A sua função é
precisamente sobrepor-se à animosidade política, criando um espaço mínimo de
respeito que permita comunicação, contenção e, em última instância, a
possibilidade de evitar o pior.
Num mundo cada vez mais polarizado, emocionalmente inflamado e, em muitos aspetos, civilizacionalmente em regressão, a preservação desses códigos deveria ser mais importante do que nunca. Quando até os gestos elementares de cortesia são sacrificados em nome da sinalização moral ou do aplauso fácil, não é a firmeza que ganha, é a barbárie que avança.
[Versos de través] Labareda das águas
Água e fogo,
quem
os poderá combater?
Um relâmpago
atravessa
o coração da pedra
– cria raízes
na labareda
das águas.
*
Água e fogo,
quem
os poderá combater?
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Distopia do Reino Unido: Professor é considerado uma "ameaça terrorista" por exibir vídeos de Trump em aula de política norte-americana
Paulo Hasse Paixão
Numa demonstração assustadora de censura ideológica, um professor veterano na Grã-Bretanha foi denunciado ao programa antiterrorista Prevent do governo simplesmente por ter mostrado vídeos do Presidente Trump aos seus alunos do ensino secundário durante uma aula sobre política norte-americana.
O incidente ocorreu no Henley
College, em Oxfordshire, onde o professor — um educador qualificado que iniciou
a sua carreira em meados da década de 1990 — apresentou excertos da tomada de
posse e da campanha de Trump para ilustrar as recentes eleições norte-americanas.
Imagine showing students the U.S. President in a class about U.S. politics. https://t.co/3spGX1xuM5 Pure terrorism.
— m o d e r n i t y (@ModernityNews) December 25, 2025
Apenas alguns dias após a
vitória de Trump, dois estudantes queixaram-se, alegando que o material era
“tendencioso” e os deixou “emocionalmente perturbados”, tendo um deles afirmado
que teve pesadelos por causa destas imagens. A faculdade rapidamente remeteu o
caso para o Oficial Designado da Autoridade Local (LADO), que deu prioridade a
uma queixa ao programa Prevent, alertando que as opiniões do
professor “poderiam ser percebidas como radicais”, configurando potencialmente
um crime de ódio ou radicalização.
O professor, ao manifestar-se contra esta farsa, afirmou:
Com ataque envolvente e defesa frágil, Vasco inicia 2026 com cara de 2025
Time cria chances em atacado contra Maricá, mas sofre por bobeiras diante de adversário frágil
Sergio Santana
Fernando Diniz foi na contramão dos outros três grandes clubes do Rio de Janeiro e escalou o Vasco titular na estreia do Campeonato Carioca. De forma natural, o time venceu o Maricá por 4 a 2 em São Januário, mas o resultado tem muitas nuances mais - para o lado positivo e negativo.
![]() |
| Foto: Alexandre Maia/Gazeta Press |
O time segue criando com
bastante facilidade no setor ofensivo. Há muitas dinâmicas no ataque do Vasco.
Por outro lado, é impossível passar batido por erros defensivos que se repetem
desde o ano passado.
A equipe cria bastante e chega
ao ataque de maneira quase que natural - mais do que isso, consegue explorar a
defesa adversária com diferentes formas -, mas sofre quase na mesma intensidade
na parte defensiva.
É importante ressaltar, claro,
que parte disso tem a ver com a boba expulsão de Lucas Piton ainda no primeiro
tempo. Mesmo assim, a equipe titular do Vasco, pela diferença técnica diante do
Maricá, não deveria ter tanto sufoco.
— Acho que o time fez uma partida muito boa, com alguns vacilos que a gente não pode cometer. Tivemos uma posse bastante impositiva. Fizemos dois gols no primeiro tempo, mas poderíamos ter feito três, quatro, cinco. E o ponto negativo foi conceder um escanteio que não precisava e, depois, falhar na marcação. E o lance da expulsão - avaliou Diniz.
[Aparecido rasga o verbo] Os eternos intocáveis que abundam as bundas do poder
Embora todos nós
estejamos cansados de ver seus rostos todos os dias nos jornais e nas telinhas
dos canais das poderosas emissoras de televisão, os não contemplados pelos
carinhos do Altíssimo, são as chamadas criaturas “à margem da sociedade”. Não
porque se vejam desprezadas ou carentes, tampouco por não terem parentesco com
santos milagreiros, ou porque pertençam à banda perigosa e não alicerçada nas
centelhas advindas dos caminhos da ataraxia ou por algum outro motivo
desconhecido não foram agraciadas pelos santos olhos do Pai Maior. Em vista
disso, esses desconhecidos são excluídos em face da porra da sociedade, como um
todo, em sua pressa acirrada de tentar se livrar deles.
A cada dia, mãos invisíveis os empurram aos trambolhões para os cafundós de uma cratera enorme e sem perspectiva de volta. Apesar dessa luta desigual, dessa peleja fervente e sem precedentes, sem um reajuste harmônico num patamar de estágio evolutivo e imperecível, esses cidadãos comuns que se safam e sobrevivem se vendo obrigados a matar um leão a cada novo minuto, a sociedade hipócrita e dissimulada acha que esses seres humanos são uma espécie de lixo tóxico e, por conta disso, não merecem os lampejos dos toques diários e benfazejos da boa convivência fraterna. Aproveito para deixar claro, aos considerados “invisíveis”, ou seja, aos personagens sem rosto (não os dos ônibus lotados, ou dos que recolhem despojos de comidas nas feiras).
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
[Daqui e Dali] Mudam-se os tempos; mudam-se os conceitos
Humberto Pinho da Silva
No mês de dezembro, mês
húmido e sombrio, aproveitei os raros dias de céu lavado e de amena
temperatura, para almoçar num centro comercial.
Após suculento repasto,
juntamente com minha mulher, percorri pausadamente vários estabelecimentos, e
estaquei, por fim, numa livraria – das poucas que conseguiram sobreviver à
falência da leitura.
Estava eu a ver as
novidades livreiras, quando acidentalmente escutei diálogo travado entre
senhora e jovem de pouco mais de doze anos, logo presumi que fosse sua filha.
“Preciso de comprar os ‘Maias’”, disse a menina. “O professor de português recomendou a leitura desse livro, que é próprio para a nossa idade.”
Inclinando pudicamente os
olhos, a mãe murmurou quase segredando:
“Já o li. Parece incrível
que menina da tua idade o leia. Como é possível, que professor diga que esse
livro é próprio para a tua idade!...”
Tagarelando afetuosamente
encaminharam-se para a saída de mãos enlaçadas. A menina saltitava de
contentamento, levando na mão o grosso volume.
O diálogo entre mãe e
filha fez-me lembrar o que Dona Emília Cabral me contou, quase à puridade: a
cena ocorrida entre a Marquesa do Ficalho e a nora, Dona Maria das Dores, neta,
como ela, de Eça de Queiroz.
Certa ocasião a Marquesa
encontrou-a enterrada no macio sofá da biblioteca, lendo sofregamente livro do
avô. Qual? Já não me recordo.
“Menina!”, bradou irada a respeitada fidalga. “Esse livro não é indicado para jovens da sua idade!...”
Ao se calar diante do assassinato em massa de manifestantes, a esquerda expõe, sem rodeios, a sua moral
Leandro Ruschel
Ser esquerdista hoje virou isso: defender o grupo terrorista Hamas, protestar contra a captura do narcoditador Maduro, seguir passando pano para a brutal ditadura cubana e, na melhor das hipóteses, fingir que não vê os crimes contra a humanidade do regime iraniano — que está literalmente assassinando o próprio povo.
E, ao mesmo tempo, rotulam
seus opositores de “fascistas”, acusam os outros de autoritarismo e ainda
vendem censura e perseguição política como “defesa da democracia”.
No fim, a pergunta inevitável
é: quem é fascista, afinal?
O que está acontecendo?
Título, Imagem e Texto: Leandro Ruschel, Newsletter, 14-1-2026
VascoTV irá transmitir os jogos de mando de campo do Vasco no Carioca com imagens para fora do Brasil
NOVIDADE:
A Vasco TV irá transmitir os jogos de mando de campo do Vasco no Carioca com imagens para fora do Brasil.
O torcedor do exterior poderá
ver as partidas gratuitamente pelo canal oficial do clube, no YouTube.
A iniciativa já começa no jogo
desta quinta-feira contra o Maricá.
Título e Texto: NETVASCO,
15-1-2026, 10h
Ônibus arrasta moto após discussão no trânsito na Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon
Vídeo mostra confusão entre motorista e motociclista. Os dois ficaram feridos e foram levados para o Hospital Miguel Couto
Gabriella Lourenço
Uma discussão no trânsito terminou com uma motocicleta sendo atingida e arrastada por um ônibus na manhã desta quarta-feira (14), na Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, Zona Sul do Rio.
Segundo testemunhas, o
motorista do coletivo e o motociclista se desentenderam momentos antes do
acidente. Durante a confusão, o ônibus passou por cima da moto e seguiu por
alguns metros, arrastando o veículo pela via. Imagens feitas por pessoas que
estavam no local registraram a cena.
Casa & Video consegue proteção de 60 dias contra credores no Rio e se aproxima de recuperação judicial
O grupo por trás de Casa & Video e Le Biscuit conseguiu na Justiça do Rio uma cautelar que suspende cobranças por 60 dias, abrindo espaço para negociação com credores e possível pedido de recuperação judicial
Quintino Gomes Freire
O grupo que controla as varejistas Casa & Video e Le Biscuit conseguiu na Justiça do Rio uma cautelar que dá proteção contra credores por 60 dias. Na prática, a decisão abre um respiro de dois meses para mediação e renegociação, num movimento que costuma ser usado como ensaio para uma Recuperação Judicial. As informações são da coluna Capital/O Globo.
O processo tramita na 1ª
Vara Empresarial do Rio, sob segredo de Justiça. Ao pedir a medida, o grupo
argumentou que enfrenta “dificuldades econômicas decorrentes de choques
sistêmicos no setor varejista”, que estariam “comprometendo a
liquidez da operação em razão da elevação da taxa Selic”, segundo a própria
empresa.
Ainda de acordo com a petição,
o cenário aumentou custos financeiros e afetou diretamente o público-alvo do
grupo. A companhia afirma que o poder de compra das classes C, D e E teria
sido “drasticamente reduzido”, num ambiente em que juros altos e
pressão competitiva do e-commerce apertam as margens. Pessoas que acompanham o
negócio também citam mudanças de comportamento de consumo, incluindo o impacto
das bets na renda disponível, especialmente na classe C.
Endividamento e desempenho em
2025
O grupo diz que o desempenho
comercial de 2025 ficou abaixo do projetado e inferior ao de 2024. Também
admite que não conseguiu resolver o “elevado endividamento”, mas
sustenta que já demonstrou capacidade de recuperação no passado quando “amparado
por instrumentos adequados de proteção judicial”.
Atualmente, a companhia mantém 344 lojas, sendo 226 da Casa & Video. A marca carioca concentra a operação no Sudeste, enquanto a Le Biscuit atua quase toda no Norte e no Nordeste.
FC Porto 1 – Benfica (de Mourinho) + RTP1 + SporTV1 0
FC Porto derrotou o Benfica (1-0) e carimbou a passagem às “meias” da Taça, Porto X B
47.374 portistas na bancada, onze no campo e uma só frequência, como uma verdadeira Famiglia. O Dragão caminhou junto para mais uma vitória, desta feita no clássico com o Benfica (1-0) que vale a passagem às meias-finais da Taça de Portugal. A história na prova rainha ganha novos contornos esta quinta-feira, quando ficar definido o percurso para o Jamor (17h00).
Francesco Farioli fez duas alterações face ao onze que tinha alinhado nos Açores, promoveu o regresso de Borja Sainz ao corredor esquerdo do ataque e a estreia de Thiago Silva no eixo defensivo, mas o primeiro destaque do clássico foi para o parceiro de setor, Jan Bednarek. Marcava o relógio o primeiro quarto de hora quando Gabri Veiga cobrou um canto com precisão à direita e o central polaco, após libertar-se da marcação de Leandro Barreiro, apareceu ao primeiro poste e cabeceou a bola para junto do segundo sem dar hipótese a Trubin (1-0). Sentiu-se a primeira explosão de alegria no Dragão.
Insaciáveis como já é seu apanágio, os azuis e brancos não se contentaram com a vantagem e, ao cabo de uma excelente jogada coletiva pela direita, viram o golo negado a Gabri Veiga e a Froholdt por uma dupla intervenção do guarda-redes ucraniano. O galego, desmarcado por Samu, voltou a não ter sorte no remate aos 38 e Diogo Costa contrariou a física para defender um pontapé de Barreiro desviado em Bednarek e manter a baliza a zeros na compensação (1-0).
O capitão voltou a brilhar no arranque da segunda parte, ainda antes de Rodrigo Mora e William Gomes renderem Gabri Veiga e Borja Sainz à hora de jogo, de Jan Bednarek sair com queixas físicas e sob uma ovação do Estádio aos 75 para ser substituído por Alan Varela e de Alberto entrar para o lugar de Martim Fernandes.
[Viagens & Destinos] Um bairro tranquilo no subúrbio carioca: Vila da Penha
Neste vídeo, faço um passeio a pé por ruas tranquilas da Vila da Penha, mostrando um pouco mais do cotidiano e do clima residencial desse charmoso bairro do subúrbio carioca.
O caminho começa pela Rua Marco Polo, segue pela Rua Volta e pela Avenida Oliveira Belo, passando pela Praça Paulo Setúbal, também conhecida como Praça da CETEL.
O passeio termina em frente à Escola Municipal Albert Sabin, encerrando essa caminhada por ruas calmas, arborizadas e cheias de vida local.
Se você
estiver com fones de ouvido, a experiência fica ainda mais imersiva. 🎧
Copacabana: Réveillon e depois
Algumas ruas da Vila da Penha
Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Professor britânico foi despedido por dizer a aluno muçulmano que o Reino Unido é um país cristão
Paulo Hasse Paixão
Um professor de uma escola primária de Londres
foi demitido depois de ter dito a alunos muçulmanos que o
Reino Unido é um país cristão
A situação começou quando o
professor encontrou vários meninos a lavar os pés nos lavatórios da casa de
banho. Ao dirigir-se a eles falou sobre os valores britânicos de tolerância,
embora tenha reiterado que “o Reino Unido é ainda um Estado cristão”.
Os comentários desencadearam
uma investigação de segurança, apesar de serem literalmente verdadeiros, dado
que o juramento de coroação do Rei inclui um voto de “manter as Leis de Deus e
a verdadeira profissão do Evangelho” e a Câmara dos Lordes inclui bispos
anglicanos, entre outras disposições constitucionais que consagram o
cristianismo como religião oficial.
O conselho local de proteção de menores concluiu que os comentários causaram “danos emocionais” às crianças envolvidas.
O Estado contra o Mito
![]() |
| Arte: Paulo Márcio |
Quando um governo se sente
ameaçado, raramente se limita a punir — ele precisa encenar uma peça que conte
a história que lhe parece útil. O que está em jogo é a vida do condenado e,
sobretudo, o controle da narrativa que pode nascer daquela morte.
A história guarda registros brutais dessa obsessão.
Em 1305, William Wallace foi
capturado e levado a Londres para ser julgado por traição. Ele teria
argumentado que não poderia trair Eduardo I porque jamais lhe jurara lealdade.
Veio então a encenação brutal: Wallace foi arrastado pelas ruas, enforcado sem
morrer por completo, para poder ser mutilado, vendo suas vísceras expostas,
para depois ser decapitado e esquartejado. Sua cabeça foi exibida, partes de
seu corpo foram usadas como didática advertência visual. A mensagem era a de
que não há glória nessa vida nem nessa morte, só desonra e degradação.
Séculos depois, no Brasil
colonial de 1720, Filipe dos Santos recebeu tratamento semelhante após liderar
uma revolta em Vila Rica. Diz a lenda que foi determinado que ele morresse de
morte “natural” enquanto era arrastado por quatro cavalos amarrados em seus
membros. Foi depois esquartejado, teve a cabeça pregada no pelourinho e os
pedaços do corpo distribuídos por locais estratégicos, transformadas em exemplo
para quem pensasse em desafiar a ordem.
Em 1757, o padrão se repete.
Robert-François Damiens foi executado em Paris por tentar matar Luís XV. Foi
jogado em brasa, depois veio o esquartejamento. Por motivo semelhante, os
jesuítas foram perseguidos, todo seu trabalho foi paralisado, e por um bom
tempo a Companhia de Jesus foi desmoralizada e proibida.
Foucault descreveu a coisa: o
poder soberano não responde só com castigo, ele reage com pedagogia pública.
Há pelo menos um furo nessa estratégia. O Estado pode controlar corpos, mas nem sempre controla a interpretação. Pode partir um homem em pedaços, mas não administrar o significado daquela morte. E muitas vezes o que deveria ser humilhação vira combustível para outra coisa.
Padre de 103 anos morre durante Ave Maria em igreja na Tijuca
José Luciano Jacques Penido morava na paróquia desde 1975
O Dia
O padre José Luciano Jacques Penido morreu aos 103 anos na Igreja de Santo Afonso, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, no início da noite de sexta-feira (9). Por volta das 18h, o religioso passou mal e faleceu no momento em que rezava Ave Maria com outros cinco padres que também moram na paróquia.
O padre Penido, como era
conhecido, nasceu no município de Belo Vale, em Minas Gerais, em outubro de
1922. Desde pequeno sonhava em ser sacerdote e, durante a infância,
brincava de fazer pregações das homilias que ouvia nas missas de domingo. Aos
11 anos, ingressou no Seminário Redentorista na cidade de Congonhas, no mesmo
estado.
O religioso se mudou para o Rio de Janeiro em 1959 e passou a morar na Igreja de Santo Afonso. A primeira estadia durou oito anos e Penido foi estudar em Roma, na Itália, entre 1967 e 1969. Em 1975, ele retornou ao Rio e voltou a residir na paróquia onde morou até o fim de sua vida.
Casa cheia em noite de Taça e de clássico
FC Porto e Benfica medem forças a partir das 20h45 no Estádio do Dragão
O primeiro jogo do ano no
Estádio do Dragão opõe o FC Porto ao Benfica a partir das 20h45 desta
quarta-feira (RTP1) e o vencedor - seja ele conhecido no tempo
regulamentar, no prolongamento ou no desempate por pênaltis
- assegura a passagem às meias-finais da Taça de Portugal.
No percurso até aos quartos de final da prova rainha, os portistas
eliminaram o CD Celoricense (0-4), o SU Sintrense (3-0) e o FC Famalicão (4-1),
enquanto os benfiquistas afastaram o GD Chaves (0-2), o Atlético CP (0-2) e o
SC Farense (0-2).
Os comandados de Francesco Farioli atravessam uma sequência
de sete triunfos consecutivos, venceram 23 dos primeiros 27 jogos da
temporada e acabam de completar a melhor primeira volta da história do campeonato,
com 49 pontos em 51 possíveis.
A formação orientada por José Mourinho soma uma vitória, um empate e uma
derrota - ambos diante do SC Braga - nos últimos três desafios e ocupa o
terceiro posto da tabela classificativa, com 39 pontos. O último clássico
entre os dois emblemas terminou empatado a zero, no passado dia 5 de
outubro.
[Língua Portuguesa] “Amigo da onça”: origem e significado da expressão
Você é um amigo da onça? Ou você tem um amigo da onça? E se deixássemos a onça sem amigo de uma vez por todas?
Qual a origem dessa expressão?
A expressão amigo da onça tem sua origem na personagem Amigo da Onça, criada pelo cartunista Péricles Maranhão na década de 40. O Amigo da Onça era uma figura malandra, debochada e irônica, que gostava de levar a melhor sobre os outros. Muitas vezes colocava as outras pessoas em situações embaraçosas e desconfortáveis.
A inspiração para a criação dessa
personagem foi uma história popular do interior, sobre uma conversa entre dois
caçadores acerca de uma aventura com uma onça. Um dos caçadores conseguiu
escapar de uma onça, mas o outro caçador insinuou que na realidade ele deveria
ter sido devorado. Nesse seguimento, o primeiro caçador acaba perguntando: Mas
você é meu amigo ou amigo da onça?
O que é, afinal, um amigo da onça?
Um amigo da onça é uma pessoa que
apenas finge ser amiga, porque na verdade não é, sendo apenas um amigo por
interesse, falso e traiçoeiro, que tenta sempre levar vantagem.
·
Você é um belo amigo da onça, hein?
·
Não confie nele, é um verdadeiro amigo da
onça.
·
Cuidado com os amigos da onça, viu?
Embora essa expressão seja pejorativa e insultuosa, é também muitas vezes utilizada de forma descontraída e divertida entre amigos verdadeiros.
[Quadro da Quarta] Somnambulant
Maximilian Pirner (1854-1924), óleo sobre tela, 1878, Galeria Nacional, Praga.
Anteriores:Partida das três caravelas de Cristóvão Colombo
O sono de São Pedro
Pierre Sarvognan de Brazza
Elegía
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
[Livros & Leituras] Revistas francesas
Écrits de Rome, nº 27, janvier 2026, 36 pages.
👍👍
CAUSEUR, nº 141, janvier 2026, Paris, 82 pages.
👍👍👍👍👍
[Livros & Leituras] Comédias da vida na privada
O livro reúne 31 textos curtos e
bem-humorados que retratam personagens excêntricos, diálogos cotidianos e
críticas sociais. O estilo vem em narrativas coloquiais, cheias de ironia e
pitadas de pura sátira, que lembram igualmente o estilo de Ari Toledo e Leon
Eliachar, todavia, lembrando sempre, com a marca pessoal e indescritível de
Aparecido Raimundo de Souza.
Um dos textos, ‘Né’ mostra duas amigas
conversando na mansão de uma milionária chamada Elena de Castro y Castro
Aparecido, enquanto tomam chá servido por uma empregada meticulosa. A cena
mistura humor, exagero e crítica às diferenças sociais.
Em contrário, ‘Fora dos Trilhos’, a
crônica que abre o livro, é narrada a história de um casal de namorados que
ficam frustrados, após a perda do trem, em face de um descuido ridiculamente
banal.
As demais crônicas, como ‘Invasão de
privacidade,’ seguida de ‘Empacotados’, ‘Foi suicídio’ e ‘Morcego cego’, entre
outras, somam um total de 31, divididas em 159 páginas de pura emoção e
fantasia. Vale a pena, caro leitor, ler todas essas comédias de ponta a ponta.
👍👍👍👍👍
Carina Bratt
Das 10 cidades mais quentes do país nesta segunda, nove estão no Rio; veja como serão os próximos dias
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Seropédica, na Baixada Fluminense, chegou a registrar 41°C
Entre os municípios com as temperaturas mais altas, a única exceção fora do estado é Picos, no Piauí, que marcou 38,1°C.
Ainda na segunda, a cidade do Rio bateu o recorde do dia mais quente do ano pelo 2º dia seguido.
Confira o ranking:
2- RJ- Vila Militar - 40,8°C
3- Niterói - 40,5°C
4- RJ - Marambaia - 40,0°C
5- Duque de Caxias - Xerém -
38,8°C
6- RJ - Galeão - 38,6°C
7- RJ - Santa Cruz - 38,6°C
8- RJ - Jacarepaguá - 38,4°C
9- Picos (Piauí) - 38,1°C
10- RJ- Silva Jardim - 37,1°C
Veja a previsão para os próximos dias
[Aparecido rasga o verbo] Sem saída, sem escape, literalmente de frente para o inferno. Aqui vamos nós...
12-1-2026: Oeste sem filtro - Família de Toffoli vendeu resort a fundo ligado ao Banco Master + Governo da Venezuela libera mais presos políticos + Médicos são chamados após piora da saúde de Bolsonaro + Presidentes do TCU e do BC discutem caso Master
Olha o amigo do amigo do meu pai aprontando de novo... o Brasil é muito várzea!!! pic.twitter.com/E9ay2R9QoI
— Rodrigo Constantino (@Rconstantino) January 12, 2026
Quando a ficha caía: o objeto esquecido que ensinou o carioca a entender o mundo
Venezuela 2026: A operação que não foi pelo petróleo, mas pela geopolítica do século XXI
"ainda me impressiono com o nível de cinismo dessa gente"
‘Refugiados’ mudaram de nome, agora viraram ‘turistas’
"Acabou, porra!"
“Então eu acho que cabe à Venezuela mostrar a sua narrativa”
Praia no Rio vira artigo de luxo: preços abusivos levam Paes a cogitar tabelamento na orla carioca
9-1-2026: Oeste sem filtro – Oposição articula derrubada do veto de Lula + PF identifica ao menos 40 perfis suspeitos de atacar o Banco Central
8 de Janeiro e a FARSA da “tentativa de golpe”
8-1-2026: Oeste sem filtro – Fracassa o ato político de Lula para explorar o 8 de janeiro + Oposição reage para derrubar veto de Lula + Influenciadores contratados para atacar o BC entram na mira da PF
[Livros & Leituras] As atribulações de um chinês na China
Júlio Verne, Desenhos da edição original francesa: L. Benett, Amigos do Livro Editores, Lisboa.
Kin-Fo é um jovem extremamente rico e
entediado que não vê sentido nenhum na vida, e nem a perspectiva do seu
casamento com a bela Le-U consegue animá-lo. O seu grande amigo Wang, um
filósofo, acusa-o de não dar valor à felicidade porque nunca passou por provação
alguma, já que sempre teve tudo aquilo que desejava sem precisar de se
esforçar. Porém, um dia a desgraça bate à porta de Kin-Fo: o banco americano no
qual depositara toda a sua fortuna faliu e o jovem perdeu tudo o que tinha.
É então que Kin-Fo assina um contrato
com uma companhia de seguros, cuja apólice garantiria a Le-U e ao amigo Wang
uma quantia considerável no caso da sua morte. Em nome da amizade que os une,
pede então a Wang que se comprometa a matá-lo antes do prazo determinado na
apólice do seguro de vida, entregando-lhe uma carta em que assume a culpa da
sua morte.
No entanto, Wang desaparece, ao mesmo tempo que Kin-Fo descobre que a sua fortuna continua intacta, pelo que este decide então atravessar a China para evitar ser morto pelo amigo antes de o contrato expirar. O medo transforma-se em pânico quando recebe uma mensagem de Wang a comunicar-lhe que não conseguiu reunir coragem para o matar e que por isso entregou a sua carta a Lao-Shen, um assassino frio e impiedoso, que se encarregará de cumprir a promessa que lhe fez...
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Quando a ficha caía: o objeto esquecido que ensinou o carioca a entender o mundo
Antes do celular, a comunicação no Rio dependia de um disco metálico, dos telefones públicos vermelhos e azuis e de empresas como Telerj e Telemar — um tempo em que entender a vida, literalmente, exigia que a ficha caísse
Bruna Castro
Houve um tempo em que fazer uma ligação no Rio de Janeiro exigia planejamento, bolso atento e um pequeno ritual. Antes do celular, antes mesmo dos cartões telefônicos, havia a ficha telefônica — um objeto simples, pesado, metálico, que cabia na palma da mão e decidia se a conversa ia acontecer ou não.
Quem viveu aquele tempo lembra
bem. A ficha ficava guardada na carteira, no porta-luvas do carro, na gaveta da
sala ou no bolso da calça. Era comum sair de casa “com ficha”, da mesma forma
que se saía com chave. Sem ela, o telefone público virava apenas um marco
urbano silencioso diante da urgência de um recado, de um atraso avisado às
pressas, de uma ligação feita correndo, em pé, com o fone pesado apoiado no
ombro.
No Rio, essa história se
confunde com a trajetória das empresas de telefonia que marcaram gerações e
hoje já não existem mais. Vieram a Companhia Telefônica Brasileira,
depois a Telerj, a Cetel e, por fim, a Telemar.
Cada uma delas deixou sua marca não apenas nos postes, tampões de piso e cabos
da cidade, mas no cotidiano mais banal do carioca: o ato de telefonar.
Diferentemente de muitos países do exterior, onde o telefone público funcionava com moedas correntes — quarters, francs, liras —, o Brasil nunca conseguiu adotar esse sistema de forma estável. A hiperinflação tornava a moeda rapidamente obsoleta. O valor da ligação mudava, a moeda perdia poder de compra, e o telefone público precisava de algo mais previsível. A solução brasileira foi a ficha: um valor fixo, controlado, imune à corrosão diária da inflação galopante.
The “Trump Doctrine” Is Shaped By Elbridge Colby’s “Strategy Of Denial”
Andrew Korybko
The “Trump Doctrine” is all about the US’ continued
military overmatch vis-à-vis China together with placing the US in a position
where it can complementarily deny China access to the energy and markets that
it requires to maintain its growth and thus its superpower trajectory
Trump 2.0’s grand strategy has
become much clearer over the past month since the US bombed
ISIS in Nigeria on
Christmas, executed its astoundingly successful “special military operation”
in Venezuela,
and is now threatening new strikes against
Iran on
the pretext of supporting anti-government protesters. What these three
states have in common is their important roles in the global energy industry,
whether present or potential (due to sanctions-related limitations), and in
China’s Belt & Road Initiative (BRI).
Accordingly, coercing those
countries into subordinating themselves to the US (whether by tariffs, force,
subversion, etc.) would result in Trump 2.0 obtaining influence over their energy exports and
trade ties, which could be weaponized to pressure China. What the US wants from
China is for it to agree to a lopsided
trade deal that would then be replicated with the EU and the US’ other
partners for, as the new National
Security Strategy states, “rebalanc[ing] China’s economy towards
household consumption”.
The implied goal is to coerce China into correcting its overproduction, which is responsible for its unprecedented global exports that displaced the West’s leading role in world trade and led to enormous influence over the Global South, thus restoring the West’s global market share and influence. Such a radical policy change would have major economic and therefore political repercussions that could destabilize the country, not to mention ending its superpower rise, so it wouldn’t be done voluntarily.





































