Haroldo Barboza
O departamento mais
eficaz dos órgãos públicos (todas as esferas), certamente é o setor de cobrança.
Tanto das guias com “descontos” como das multas por atraso ou irregularidades não
exibidas preventivamente com clareza ao público pagante.
Em 2º lugar, vem o setor de contratos de obras “licitadas”. Incluem adendos montados por “juristas” (aqueles que juram usar a Justiça a favor dos oprimidos) para camuflar empresas “fantasmas” ou de parentes de algum figurão amigo de “impoluto” membro (que leva seu quinhão) do alto escalão da governança da vez.
O 3º, é o setor de
contabilidade, que gera exuberantes balancetes anuais cheios de nomenclaturas
pomposas para camuflar os desvios de montantes que foram “adendados” ao contrato
inicial, bem como “doações” a ONGs do tipo “salvando indígenas perdidos na
floresta”!
Perdidos ONDE?
A eficácia vai
descendo e depois de longa jornada, chegamos ao penúltimo colocado:
o setor de fiscalização, que está sempre atento para aplicar multas a comerciantes pequenos e médios que, para evitar acidentes em frente à loja, amarram um barbante num galho da árvore secular, cheia de cupim, pronta para desabar sobre algum passante inocente.
Quanto aos grandes empresários (parceiros que patrocinam as campanhas eleitorais dos probos elementos hábeis com as canetas) que sonegam enormes valores, “misteriosamente” as lavraturas das multas somem ou são montadas para serem pagas em centenas de prestações; podendo obter “perdão” caso 25% da dívida seja quitada de uma só vez!
Disparado em último lugar, temos o SAC - Setor de Atendimento ao Cliente (o trouxa que paga as mordomias). Repleto de “auxílios” ao desesperado que liga para resolver uma emergência. A via crucis começa com ter de ouvir N opções para teclar. Quando dá sorte de identificar o rótulo que engloba SEU problema, recebe da IA, um menu de “soluções” (a maioria manda o cliente fazer algo que ele não tem prática talvez pela idade avançada) que não resolvem a dúvida inicial.
Quando o cliente
“ousa” falar com um atendente, mesmo prestativo, descobre que talvez tenha de
apresentar 5 ou 8 “provas” documentadas para dar entrada no processo de devolução
(sob forma de “crédito”) do valor investido no imposto destinado à cueca de um
político.
Um morador de
além-mar, ciente deste descaso, pergunta:
- O povo pisoteado por
esta “casta” (que castra nossa dignidade) não se agrupa nas ruas para reagir
contra os desmandos das governanças corruptas?
- Não tem tempo!
Veja por quê.
Janeiro a meados de
abril:
envolvido pelo
Carnaval + compra de material escolar +Páscoa;
Meados de abril a
final de maio: preenchendo imposto de renda (o mais eficaz absorvedor de
impostos da classe média);
Junho a agosto: muito
frio para ir às ruas;
Setembro a outubro: tem novelas e torneios de futebol entrando na fase final + algum fórum internacional de “proteção” ao planeta que precisa de todas as forças policiais para proteger o po... lpudo séquito de carros das autoridades e convidados;
Novembro a dezembro:
finais de torneios esportivos atropelados por compras de Natal.
E nas datas “livres”,
são contratados shows “grátis” de decaídas celebridades internacionais (os
contratos não são exibidos aos eleitores) em parques, praias e espaços públicos
amplos.
Nós não temos a sorte
da Venezuela. Trump jamais virá nos ajudar.
Título e Texto: Haroldo Barboza, janeiro de 2026
Procuro um humano
Taça nas mãos certas
Rato no banheiro - Combate sério à corrupção.
Quem cai na rede é peixe ou distraído
Grupo G VIM TE ... (*)
Refrescando a memória
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