Não há hoje, no Brasil, tarefa mais urgente do que
acordar o povo brasileiro
Karina Michelin
Não se trata de convencer adversários, ganhar debates ou disputar narrativas eleitorais. Trata-se de algo anterior a tudo isso - consciência. Um país adormecido não reage, não questiona, não resiste - apenas aceita. E quando um povo aceita tudo, qualquer abuso se torna normal, qualquer exceção vira regra e qualquer arbitrariedade passa a ser “institucional”.
O Brasil vive um estado perigoso de anestesia cívica, direitos são relativizados em nome de “boas causas”, a censura é rebatizada de “regulação”. Prisões políticas são travestidas de “defesa da democracia”, a insegurança jurídica vira método maquiavélico e o medo, vira ferramenta do regime.
Enquanto isso, milhões seguem suas rotinas como se nada estivesse acontecendo - não por maldade, mas por exaustão, desinformação e descrença. O sistema conta exatamente com isso: um povo cansado demais para reagir, confuso demais para entender e dividido demais para se unir.
Acordar o povo brasileiro é obrigar a realidade a entrar na sala, é fazer perguntas incômodas, expor contradições, iluminar o que foi empurrado para a sombra. É lembrar que Estado existe para servir o cidadão - e não o contrário.
Acordar o Brasil além de ser
um ato moral, é um dever histórico. Porque depois do despertar, não há volta.
Texto e Imagem: Karina Michelin, X, 22-1-2026, 11h06

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