Vasco da Gama não saiu do empate sem gols na partida contra o Nova Iguaçu e agora encara o Flamengo pelo Campeonato Carioca
Altair Alves
No jogo de número dois da
temporada 2026, Fernando Diniz colocou os reservas em campo com o objetivo de
dar mais chances aos jogadores subutilizados no elenco e avaliar quem pode ou
não ganhar espaço na equipe ao longo do ano. Mas ninguém brilhou no empate sem
gols com o Nova Iguaçu, em São Januário.
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| Saldivia, foto: Redes Sociais |
Os melhores jogadores do Vasco
na partida foram Léo Jardim, que salvou a equipe com pelo menos duas defesas
muito difíceis, e Andrés Gómez, este acionado no intervalo para corrigir a rota
depois de um primeiro tempo muito fraco do time – ele quase marcou em dois
chutes de fora da área. Dois velhos conhecidos, portanto.
A partida em São Januário
também marcou as estreias dos reforços Alan Saldivia e Johan Rojas. Saldivia
foi titular, jogou os 90 minutos, mas ainda precisa aprimorar o ritmo de jogo e
não deixou nem boa nem má impressão no seu primeiro jogo. Rojas atuou por pouco
mais de 20 minutos no segundo tempo e apareceu com uma tentativa de drible ou
outra. Nada muito impactante.
Matheus França puxou a lista das atuações ruins. Ele vive desde o ano passado um processo de declínio de confiança e até agora não conseguiu encontrar uma solução para isso. Neste domingo, errou passes curtos, foi desarmado com facilidade em alguns lances e caminhou para o vestiário no intervalo sob gritos de “tira o Matheus França” da torcida. Diniz precisou sair em sua defesa.
Entre os jogadores que
precisavam aproveitar essa chance, Garré foi outro que produziu muito pouco,
com exceção de algumas tentativas infrutíferas de drible pela ponta direita.
Tanto Garré quanto França não voltaram para o segundo tempo. GB, que foi o centroavante
titular, jogou os 90 minutos e teve atuação fraca – mas, para ser justo, é
preciso dizer que a bola praticamente não chegou para o camisa 19.
Depois do teste mal
aproveitado, Diniz vai voltar com os titulares na próxima rodada do Carioca, no
clássico contra o Flamengo, no Maracanã.
Como foi o jogo
Diferente da estreia, dessa
vez Fernando Diniz mandou a campo um time todo de reservas e deu descanso para
os titulares. Mas a equipe alternativa tropeçou no próprio desentrosamento,
encontrou uma defesa bem postada em São Januário e não mostrou praticamente
nada de relevante em 45 minutos. A única finalização na direção do gol
defendido pelo Nova Iguaçu foi um chute fraco de Matheus França, aos seis
minutos.
O Nova Iguaçu, que vinha de
vitória contundente sobre o Sampaio Corrêa fora de casa, sabia perfeitamente o
que tinha que fazer em campo, colocou os 11 jogadores atrás da linha que divide
o campo e apenas esperou o Vasco. O time de Fernando Diniz, por isso, ficou
mais tempo com a bola, mas era uma posse inofensiva, com passes para o lado e
muita dificuldade de penetrar na defesa adversária.
Quando encontrou um mísero
espaço que fosse, o Vasco não chutou para o gol. Essa é uma das principais
lições do jogo: o time, nessas circunstâncias, não pode se dar ao luxo de não
arriscar para o gol.
Para piorar, o Vasco ainda deu
espaço nos contra-ataques e viu o Nova Iguaçu quase abrir o placar ao menos
duas vezes na primeira etapa: Xandinho acertou o pé da trave de Léo Jardim aos
17 minutos e Di Maria obrigou o goleiro vascaíno a fazer grande defesa aos 32.
Na segunda etapa, Diniz
colocou JP, Andrés Gómez e Maxime Dominguez em campo. O resultado foi uma
equipe mais leve e de maior movimentação no setor ofensivo. Aos dois, o Vasco
quase abriu o placar no cruzamento de Maxime que David completou de cabeça, obrigando
Mota a fazer grande defesa.
O Vasco teve outras duas boas
chances de marcar, mas o goleiro do Nova Iguaçu defendeu os dois chutes de
Gómez de fora da área. O time da Baixada não se intimidou com a subida de
produção do Vasco e seguiu assustando em algumas subidas, como no chute de Di
Maria que colocou Léo Jardim para trabalhar novamente.
O Vasco terminou o jogo com
mais posse (59% contra 41%), mas ficou muito tempo circulando a bola no meio de
campo e rondando a área do Nova Iguaçu sem efetivamente levar perigo. O time
comandado por Carlos Vitor conseguiu ser mais vertical e finalizou 10 vezes,
seis delas na direção do gol defendido por Léo Jardim. O Vasco chutou apenas
oito, com quatro na direção do gol.
Fonte: Globo Esporte
Título e Texto: Altair
Alves, Vasco Notícias, 19-1-2026
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