sábado, 24 de janeiro de 2026

[Pernoitar, comer e beber fora] 5 principais queixas dos portugueses em relação à restauração

Miguel Sur

A gastronomia é parte essencial da identidade de um país. Em Portugal, comer fora sempre foi mais do que saciar a fome: é cultura, é hábito, encontro, memória e partilha. Hoje, com o crescimento turístico e a pressão comercial, muitos clientes levantam a voz. A restauração nacional enfrenta tensões profundas e vários tropeços que geram crítica recorrente. 

Quando os portugueses já não se calam: as queixas que abalam a restauração nacional

O mercado da restauração nacional está a mudar. Com a crescente pressão do turismo, a gentrificação das cidades e a padronização da oferta, muitos portugueses começam a sentir-se desconectados da restauração nacional. As críticas acumulam-se: preços inflacionados, pratos descaracterizados, serviço impessoal, vínculos com os sabores da terra que parecem desvanecer-se.

Num país onde as tascas de bairro e os pratos de infância ajudaram a moldar o nosso paladar coletivo, assiste-se hoje à substituição acelerada da cozinha tradicional por fórmulas globais mais vendáveis; hamburgarias, pizzarias, menus “instagramáveis”.

Neste contexto, fomos à procura das causas da crescente insatisfação dos comensais nacionais. Analisámos comentários enviados pelos nossos leitores, críticas publicadas em jornais e revistas da especialidade, e milhares de avaliações em plataformas como Google, TripAdvisor ou TheFork. O resultado é um retrato fiel e por vezes desconcertante das cinco queixas que mais incomodam os portugueses na restauração atual.

Mais do que desabafos passageiros, estas queixas são sintoma de algo mais profundo: um setor em transformação, onde se joga não apenas o futuro económico da restauração, mas também o lugar da gastronomia portuguesa como património vivo.

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