Miguel Sur
A gastronomia é parte essencial da identidade de um país. Em Portugal, comer fora sempre foi mais do que saciar a fome: é cultura, é hábito, encontro, memória e partilha. Hoje, com o crescimento turístico e a pressão comercial, muitos clientes levantam a voz. A restauração nacional enfrenta tensões profundas e vários tropeços que geram crítica recorrente.
Quando os portugueses já não se calam:
as queixas que abalam a restauração nacional
O mercado da restauração nacional está
a mudar. Com a crescente pressão do turismo, a gentrificação das cidades e a
padronização da oferta, muitos portugueses começam a sentir-se desconectados da
restauração nacional. As críticas acumulam-se: preços inflacionados, pratos
descaracterizados, serviço impessoal, vínculos com os sabores da terra que
parecem desvanecer-se.
Num país onde as tascas de bairro e os
pratos de infância ajudaram a moldar o nosso paladar coletivo, assiste-se hoje
à substituição acelerada da cozinha tradicional por fórmulas globais mais
vendáveis; hamburgarias, pizzarias, menus “instagramáveis”.
Neste contexto, fomos à procura das
causas da crescente insatisfação dos comensais nacionais. Analisámos
comentários enviados pelos nossos leitores, críticas publicadas em jornais e
revistas da especialidade, e milhares de avaliações em plataformas como Google,
TripAdvisor ou TheFork. O resultado é um retrato fiel e por vezes
desconcertante das cinco queixas que mais incomodam os portugueses na
restauração atual.
Mais do que desabafos passageiros,
estas queixas são sintoma de algo mais profundo: um setor em transformação,
onde se joga não apenas o futuro económico da restauração, mas também o lugar
da gastronomia portuguesa como património vivo.
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Portugal
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