Marco Angeli
Me junto incondicionalmente
aos iranianos contra a figura nefasta e hipócrita de Waters, um cara que já foi
um ídolo musical de uma geração. E hoje virou publicamente e declaradamente um
defensor da ditadura islâmica no Irã.
Não sei, e nem quero saber, qual
é a doença mental que leva um indivíduo a queimar dessa forma a própria
biografia, de forma irreversível.
Os que ainda acreditam que o
socialismo não é uma enfermidade mental grave, escutem Waters. E terão certeza
de que é.
De @Realneo101:
"Em nome de 90 milhões
de iranianos que te amavam e cresceram ouvindo sua música — inclusive eu — VAI
SE FUDER, Roger. Você é um apoiador do terrorismo."
I unconditionally join the
Iranians against the nefarious and hypocritical figure of Waters, a guy who was
once a musical idol of a generation. And today he has publicly—and
openly—become a defender of the Islamic dictatorship in Iran. I don't know—and
I don't want to know—what mental illness leads an individual to burn their own
biography in this irreversible way. Those who still believe that socialism is
not a serious mental illness should listen to Waters. And they will be sure
that it is.
From @Realneo101
"In the name of 90 million Iranians who loved you and grew up listening to your music—including me— FUCK YOU, Roger. You are a supporter of terrorism."
Roger Waters, ex-Pink Floyd e ativista profissional de causas “anti-imperialistas”, tornou-se uma espécie de holograma da esquerda pós-moderna: critica o Ocidente, denuncia o capitalismo, demoniza Israel, acusa os Estados Unidos de fascismo e reinterpreta a geopolítica a partir de slogans, enquanto desfruta do conforto, da riqueza e das liberdades civis produzidas exatamente pelas sociedades que despreza. Nos últimos anos, Waters transformou sua carreira tardia em militância midiática - com turnês dedicadas a atacar Donald Trump, defender o movimento BDS e substituir o palco musical por uma cátedra moral itinerante.
Waters se apresenta como consciência moral da humanidade - alguém que, segundo suas próprias palavras, possui “um senso moral” que guia suas ações e o qualifica como “voz para os que não têm voz”. O problema não é a pretensão; é a seleção dos tais sem voz.
Em entrevista, Piers Morgan confronta Waters: “Por que viver em um lugar que você odeia?”. Waters responde agarrando-se ao abstracionismo moral: “Eu acredito no certo e no errado”. O recurso retórico é típico; o moralista transfere a discussão do plano concreto para o plano superficial.
Waters critica os Estados Unidos com fúria revolucionária, chama Trump de fascista e demoniza o capitalismo, mas escolhe morar, trabalhar, enriquecer e envelhecer no coração do sistema que afirma combater.
A ironia é que, os oprimidos escolhidos por Waters incluem organizações e Estados autoritários que negam liberdades básicas ao próprio povo - inclusive a liberdade de expressão que permite a Waters transmitir sua liturgia militante a plateias ocidentais por 300 dólares o ingresso.
Não é possível reivindicar o monopólio da moral universal enquanto se relativizam regimes que fuzilam dissidentes, enforcam homossexuais, censuram a imprensa e perseguem mulheres por esboçar um fio de cabelo. O sofrimento seletivo dos “sem voz” de Waters exclui convenientemente os iranianos massacrados, os presos políticos venezuelanos, os opositores cubanos e as minorias religiosas sob governos teocráticos.
O fato é que: a coragem
política de Waters tem um limite bem preciso: a fronteira americana.
Texto e Vídeo: Karina Michelin, X, 17-1-2026, 11h21
Roger Waters says Iranians don’t want regime change.
— Nazanin Nour (@NazaninNour) January 17, 2026
He also says the police in Iran came out to protect shopkeepers, and were attacked by violent thugs.
He’s calling protesters violent thugs. Tens of thousands murdered by the regime, and he’s on the regime’s side.
🤡🤡🤡🤡🤡! pic.twitter.com/hvgkn9mqca

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