domingo, 18 de janeiro de 2026

“FY, Roger! You are a supporter of terrorismo”

Marco Angeli

Me junto incondicionalmente aos iranianos contra a figura nefasta e hipócrita de Waters, um cara que já foi um ídolo musical de uma geração. E hoje virou publicamente e declaradamente um defensor da ditadura islâmica no Irã.

Não sei, e nem quero saber, qual é a doença mental que leva um indivíduo a queimar dessa forma a própria biografia, de forma irreversível.

Os que ainda acreditam que o socialismo não é uma enfermidade mental grave, escutem Waters. E terão certeza de que é.

De @Realneo101:

"Em nome de 90 milhões de iranianos que te amavam e cresceram ouvindo sua música — inclusive eu — VAI SE FUDER, Roger. Você é um apoiador do terrorismo."

I unconditionally join the Iranians against the nefarious and hypocritical figure of Waters, a guy who was once a musical idol of a generation. And today he has publicly—and openly—become a defender of the Islamic dictatorship in Iran. I don't know—and I don't want to know—what mental illness leads an individual to burn their own biography in this irreversible way. Those who still believe that socialism is not a serious mental illness should listen to Waters. And they will be sure that it is.

From @Realneo101

"In the name of 90 million Iranians who loved you and grew up listening to your music—including me— FUCK YOU, Roger. You are a supporter of terrorism."


Texto (em português): Marco Angeli, X, 17-1-2026, 19h07 

*****

Roger Waters, ex-Pink Floyd e ativista profissional de causas “anti-imperialistas”, tornou-se uma espécie de holograma da esquerda pós-moderna: critica o Ocidente, denuncia o capitalismo, demoniza Israel, acusa os Estados Unidos de fascismo e reinterpreta a geopolítica a partir de slogans, enquanto desfruta do conforto, da riqueza e das liberdades civis produzidas exatamente pelas sociedades que despreza. Nos últimos anos, Waters transformou sua carreira tardia em militância midiática - com turnês dedicadas a atacar Donald Trump, defender o movimento BDS e substituir o palco musical por uma cátedra moral itinerante. 

Waters se apresenta como consciência moral da humanidade - alguém que, segundo suas próprias palavras, possui “um senso moral” que guia suas ações e o qualifica como “voz para os que não têm voz”. O problema não é a pretensão; é a seleção dos tais sem voz. 

Em entrevista, Piers Morgan confronta Waters: “Por que viver em um lugar que você odeia?”. Waters responde agarrando-se ao abstracionismo moral: “Eu acredito no certo e no errado”. O recurso retórico é típico; o moralista transfere a discussão do plano concreto para o plano superficial. 

Waters critica os Estados Unidos com fúria revolucionária, chama Trump de fascista e demoniza o capitalismo, mas escolhe morar, trabalhar, enriquecer e envelhecer no coração do sistema que afirma combater. 

A ironia é que, os oprimidos escolhidos por Waters incluem organizações e Estados autoritários que negam liberdades básicas ao próprio povo - inclusive a liberdade de expressão que permite a Waters transmitir sua liturgia militante a plateias ocidentais por 300 dólares o ingresso. 

Não é possível reivindicar o monopólio da moral universal enquanto se relativizam regimes que fuzilam dissidentes, enforcam homossexuais, censuram a imprensa e perseguem mulheres por esboçar um fio de cabelo. O sofrimento seletivo dos “sem voz” de Waters exclui convenientemente os iranianos massacrados, os presos políticos venezuelanos, os opositores cubanos e as minorias religiosas sob governos teocráticos. 

O fato é que: a coragem política de Waters tem um limite bem preciso: a fronteira americana. 

Texto e Vídeo: Karina Michelin, X, 17-1-2026,  11h21

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