segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Coronavirus : l'épidémie a fait basculer des milliers de Français dans la pauvreté

Candace Owens prova que agência de fact-checking mentiu

Analista política processa agência esquerdista PolitiFact, aliada do Facebook. Agência teve de postar "correção"

 Leonardo Trielli 

A agência de suposto fact checking Politifact se viu obrigada a voltar atrás em uma de suas “checagens de fatos”, e retirou o rótulo de “conteúdo falso” de um vídeo postado pela escritora Candace Owens [foto] no dia 12, quinta-feira. A agência também apagou o artigo que explicava o motivo de o conteúdo ter esta classificação.

Foto: Gage Skidmore

O título do vídeo – “Joe Biden não é, literal e legalmente, o presidente eleito. Então por que a mídia finge que é?” – motivou a classificação de conteúdo falso pela Politifact.

Na sexta-feira, 20, um advogado de Owens entrou em contato com a agência de censura, que admitiu ter cometido um engano e rapidamente retirou o artigo e o rótulo de conteúdo falso. 

O que as eleições de 2020 têm a dizer sobre 2022?

Pesquisas erram só de um lado e torcida no ‘mainstream’ força análise em base movediça para 2022

Silvio Navarro 

Desde o primeiro turno, é uníssona a análise dos entendedores da ciência política das grandes universidades, favoritos do mainstream: o presidente Jair Bolsonaro saiu derrotado das urnas. Neste domingo, 29, não foi diferente. Todas as pesquisas que erraram feio de novo apontaram, antes mesmo do resultado do segundo turno, que ele foi o grande perdedor. Mas, para além da torcida canhota, fica a pergunta tenaz: qual é a relação comprovada do placar das urnas em pleitos municipais com o nacional? A resposta é: zero (ou quase isso). Nenhuma foi estatisticamente comprovada. 

Foto: Isac Nóbrega

Ah, mas o presidente resolveu apoiar em lives na internet meia dúzia de nomes que perderam! De novo: o que isso significa para 2022? Nada. Eleições nas praças municipais são casadas com deputados que empenham emendas em redutos de votos — para ambos interessam, e isso é legítimo. Dois anos serão muitos anos para o eleitorado brasileiro reerguer-se depois que — e quando — os governadores e prefeitos autorizarem os seus a voltarem a viver. Um novo trancamento atroz se avizinha no pós-urnas já nesta semana, quiçá, porque o vírus já votou. 

Ao governo federal, o que importa agora é aprovar as reformas estruturantes e encontrar uma forma de conciliar o auxílio emergencial que salvou famílias ao teto de gastos. O resto é balela. A economia elege presidentes; já o buraco na rua, a creche e o poste sem luz elegem prefeitos e vereadores. Isso os brasileiros sabem, mas os velhos jornais ainda não — ou não querem saber.Quem acompanhou o discurso do prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), após a vitória, notou uma larga presença ao lado, do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ali está a eleição que importa daqui para a frente: a de Eduardo Paes? Não, não. Mas a tentativa de Maia de seguir na cadeira no “tapetão” — aguardemos o Supremo Tribunal Federal (STF) — e sabotar a agenda do Executivo nos próximos anos com olhos para 2022. É ali que mora o perigo. 

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[Diário de uma caminhada] Mafalda Anjos, a gansa vidente


Gabriel Mithá Ribeiro 

Tem qualquer coisa de sobrenatural o destaque público que uns quantos conquistam na imprensa. Isso partindo do princípio da missão desta ser a promoção da inteligência e sanidade mental do senso comum. 

É o caso da diretora da Visão. Quem quiser aprender como é que a política prostitui (quase) tudo, do pensamento social às práticas quotidianas, é ler Mafalda Anjos. 

A sujeita vive de certezas absolutas do que o CHEGA era antes de nascer. Do que é o CHEGA agora. Mas também da hecatombe humanitária, histórica e civilizacional que garante estar a abater-se sobre o país (naquela cabeça palavras como nação e pátria são sinônimas de Diabo) e sobre a democracia à medida que o suporte dos portugueses a tal partido político se consolida. Comparado com a sujeita, o Prof. Bambo é um vidente de segunda ou terceira linha. 

Se tais manifestações protegidas pela carteira de jornalista não representam a mais pura violência pública contra identidades pessoais e sociais alheias, então desde que a história se fez história nunca houve violência, nem guerras, nem totalitarismos, nem genocídios, nem nada disso. Restar-nos-á reconhecer a sr.ª Anjos como o nome indica, uma Santa. 

Semana sim semana sim, a dita vai desenvolvendo elucubrações profundas sobre a extrema-direita, sobre a natureza demoníaca do CHEGA, isto é, sobre pessoas como eu e, quem sabe, como você que me lê. Qualquer indivíduo quando se confronta com o Mal em forma de gente excomunga-o, como tento fazer, ou acaba destroçado. Cumpro, portanto, a obrigação de proteger a minha integridade existencial, como qualquer pessoa que se sinta atingida por maldições videntes. 

A revista Visão é, aliás, um amontoado de escritos que deveriam ficar preservados para a eternidade. Daqui a mil anos valerão como testemunho fidedigno de como se geravam, na nossa época, patologias mentais coletivas. É um caso tipo de um organismo que congrega pensamentos vivos individuais, entre o histérico e o alucinado, que conjugados visam ostensivamente contaminar o sujeito coletivo, as pessoas comuns, com as mesmas patologias numa cadência ritmada, previsível, semanal. 

Bom dia!

Agradecer sempre

Nelson Teixeira 

Agradeça sempre. 

Agradeça ao acordar. 

Agradeça ao deitar após um dia de afazeres. 

Não importa como está sua vida agora. Agradeça por estar vivo. 

Agradeça por ter um futuro inteiro pela frente. Um futuro para fazer algo de bom ou mudar seu destino para melhor. Mas, terá que agradecer por tudo que fizer, ocorrer e conquistar. Terá que agradecer pelas perdas que possam acontecer, pois são lições para aprender e serão a base das próximas vitórias. 

Quem não sabe agradecer, além de orgulhoso, também é ingrato por tudo que o Universo fez e faz por você. 

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 30-11-2020

domingo, 29 de novembro de 2020

Educando para a boiolice

Olavo de Carvalho 

Mal eu havia acabado de escrever que os alunos das escolas americanas são sitting ducks e um dos sobreviventes do massacre da Virginia Tech apareceu no show “Today”, da MSNBC, dizendo a mesma coisa. Mas justamente esse, Zach Petkewicz, não foi pato nem ficou sentado. Encostou uma mesa à porta e impediu que Cho Seung Hui fizesse na sua sala de aula o que acabara de fazer nas vizinhas. Salvou uma classe inteira. 

Por que tão poucos, entre milhares de alunos, professores e funcionários, tiveram idêntica presença de espírito? Por que ninguém atacou o coreano maluco enquanto recarregava a sua pistola automática ou trancava as portas com correntes? 

Meu filho Pedro, que suportou pacientemente um ano e meio de escola pública na Virginia, garante: “É uma educação para boiolas.” O equivalente da palavra em inglês é sissies. Uma sissy não é necessariamente um gay. Sujeitos que nunca tiveram um único impulso homossexual podem ser sissies perfeitas. Basta lhes ensinar que o macho branco heterossexual cristão americano é o bicho mais desprezível da face da Terra e que, se ele for exatamente um deles, deve fazer o possível para parecer outra coisa. 

Aos mais sortudos ocorrerá a ideia, ridícula, mas inofensiva, de usar trancinhas afro nos cabelos louros. Outros tentarão formas de adaptação mais incisivas – e, dentre elas, a mais popular e politicamente correta é tornar-se tão tímidos, fracotes e efeminados, quanto possível. Depois de alguns anos desse adestramento, o sujeito está pronto para desmaiar, ter crise histérica ou ficar paralisado de medo ante o agressor, exibindo ainda mais fragilidade na esperança insensata de comovê-lo. 

Impossível, diante do espetáculo de pusilanimidade coletiva na Virgínia Tech, não recordar aquela vovó tagarela e empombada do conto A Good Man is Hard to Find, de Flannery O’Connor, que, diante do assassino armado que acaba de matar a tiros toda a sua família, se apega até o último instante à crença idiota de que ele é no fundo um homem bom, incapaz de lhe fazer dano. 

Mais ou menos a mesma ideia com que aquelas cabeças de toucinho do Viva Rio subiram o morro levando flores no “Dia do Carinho” – e foram expulsos à bala. 

Há gays valentes e heterossexuais boiolas. 

A quintessência da boiolice não tem nada a ver com sexo. É uma covardia abjeta, um desfibramento da alma, uma pusilanimidade visceral – que os educadores de hoje em dia consideram o suprassumo da perfeição moral e os engenheiros sociais da ONU gostariam de espalhar por toda a humanidade. É a fórmula da pedagogia usada nas escolas públicas americanas. 

Um caso de amor com a tirania

Na França, é cada vez mais evidente o namoro com o autoritarismo sob o disfarce da racionalidade, da competência administrativa, do bem comum, da justiça social 

J. R. Guzzo 

Bem pouca gente ouviu falar muita coisa a respeito da história que será contada a seguir — é praticamente impossível, hoje em dia, ler, ouvir ou ver informações sobre fatos que estorvam a visão do certo e do errado que existe na cabeça da mídia mundial. Mas o fato é que acaba de ser cometido na França um ataque especialmente vicioso, pervertido e hipócrita contra a liberdade de expressão. Em perfeita simetria com a intenção dos seus autores, é também uma missa cantada para celebrar a submissão do indivíduo ao Estado — e promover um novo avanço da autoridade pública em sua escalada para tornar-se o elemento mais valioso, e mais privilegiado, da sociedade francesa. 

Foi aprovada, agora neste final de novembro, uma prodigiosa sequência de atos destinados a proteger a polícia dos cidadãos em geral — e sobretudo dos jornalistas. Você não leu errado. É isso mesmo: o governo do presidente Emmanuel Macron, com o apoio maciço dos deputados da Assembleia Nacional, declarou que a população se tornou um perigo para o Estado francês e para os seus agentes. Em consequência, tem de ser tratada com repressão. A desculpa é aumentar a segurança dos policiais no combate ao terrorismo — e punir os cidadãos com sanções penais caso a polícia decida que está sendo posta em risco por eles. 

A partir de agora, por força do Artigo 24 da “Lei de Segurança Global” que acaba de ser aprovado, as pessoas estão sujeitas a um ano de prisão e a € 45 mil de multa (ou perto de R$ 300 mil) se divulgarem “a imagem do rosto ou de qualquer outro elemento de identificação de um policial ou de um gendarme em ação de serviço”. Ou seja: os repórteres fotográficos, ou quem mais estiver com a câmera do seu celular ativada, ficam legalmente proibidos de registrar, por exemplo, imagens de policiais baixando o cacete em qualquer tipo de manifestação pública, ou prendendo cidadãos suspeitos de não observância do “distanciamento social”. Para amarrar a coisa pelos sete lados, o Artigo 24 também exige que os veículos de comunicação apaguem o rosto de policiais de qualquer foto ou vídeo que porventura vierem a obter e a publicar. 

A China e a fábula dos pardais

Enquanto o discurso ambientalista foca a Amazônia e as mudanças climáticas, a China segue com suas práticas predatórias e não assume responsabilidades 

Dagomir Marquezi 

Em 1958, a revolução chinesa completava nove anos de fracassos. A China era um país precariamente agrícola com 640 milhões de habitantes para alimentar. O camarada Mao Tsé-tung, secretário-geral do Partido Comunista, decidiu que a culpa pelos maus resultados no campo era dos… pardais. “Eles comem grãos de mais”, decretou o dirigente máximo. 

E assim, como parte do programa chamado Grande Salto para a Frente, Mao ordenou que todos os pardais deveriam ser exterminados. Os chineses destruíam seus ninhos, atiravam nos pássaros, faziam barulho em terra assustando as aves e impedindo que elas pousassem, até que morressem de exaustão. 

Centenas de milhões de pardais foram aniquilados. Com o massacre dos pássaros, os grãos foram poupados. E então chegaram os gafanhotos. Além dos grãos, as aves costumavam comer os gafanhotos e outras pestes, praticando o famoso equilíbrio ecológico. Sem os pássaros para combatê-los, os gafanhotos devoraram tudo o que havia sido plantado. 

Consequentemente veio então a grande fome, que durou até 1961. Segundo dados do próprio regime, a crise matou 15 milhões de chineses. O jornalista Yang Jisheng pesquisou o fato por vinte anos e publicou um meticuloso livro (chamado Túmulo), que elevou esse número para 36 milhões de vítimas. A obra, banida na China, retrata um período extremamente dramático, quando cidadãos desesperados apelaram até para o canibalismo. 

O episódio é um fantasma para quem culpa o “capitalismo” por tudo — inclusive pelos problemas ambientais. A catástrofe na usina de Chernobyl, por exemplo, ocorrida em 1986, foi o maior desastre nuclear da História. E aconteceu na extinta União Soviética. 

Hoje, a julgar por boa parte da mídia e pelos militantes chiques, existem apenas dois problemas ambientais importantes: as alterações climáticas e a destruição da Amazônia. 

A obsessão da imprensa por Donald Trump

Com o único propósito de ser anti-Trump, a mídia não saberá o que fazer se não puder culpar o bufão laranja por todo o mal que eventualmente venha a acontecer 


Ana Paula Henkel 

E a grande imprensa oficializou Joe Biden como o próximo presidente dos Estados Unidos. Desde o dia 3 de novembro eleitores de Donald Trump tomaram as ruas do país, vandalizam prédios e saqueiam estabelecimentos comerciais. Veja as fotos… não, não há fotos, e você não verá imagens também, porque elas não existem. Parece que pessoas que pertencem aos espectros políticos opostos reagem de maneiras diferentes quando não conseguem o que querem. Tapumes em portas e janelas por todo o país foram colocados como medida de segurança e proteção. Será que o propósito era conter a fúria de grupos pró-Donald Trump? 

Ah, não importa, Trump está fora. E foram quatro anos de “problemas intermináveis”. Desde 2016, os Estados Unidos viviam “os piores anos de sua História”, bastava abrir os jornais, estava tudo lá. Recessões econômicas sempre à vista, guerras prontas para ser iniciadas, índices de desemprego nas alturas, vários processos de impeachment de um dos piores presidentes norte-americanos, cidades sendo queimadas com violentos protestos por culpa do bufão do Twitter e, para coroar o inferno na América, a pandemia do novo coronavírus. Tudo culpa de Donald Trump. Pelo menos, era isso que os jornais dos EUA — em um mundo paralelo — noticiavam. 

E, como num passe de mágica, os Estados Unidos acordaram em plena harmonia. Não há mais “brutalidade policial sistêmica”, não há mais racismo. A pandemia, que estava totalmente fora de controle até 3 de novembro, agora tem em sua rota a vacina de Joe Biden e o povo está livre para acreditar — e entrar como um rebanho de ovelhas — em outro lockdown que não tem data para terminar. A paz reina novamente. Quem poderia imaginar que seria tão fácil tirar o “novo Hitler” da Casa Branca? Com a ajuda da fé (e dos votos) do além, o xenófobo, homofóbico, nazista e fascista finalmente vai nos deixar em paz. Você disse recontagem e votos auditados? Batalhas judiciais? Não, não se preocupe, os pen drives e relatórios eleitorais já estão sumindo e as cédulas sendo destruídas. Nada para ser visto, agora é só comemorar, o bufão laranja está de malas prontas para a Flórida. 

Durante quatro anos, a imprensa norte-americana vendeu “o caos da administração de Donald Trump”. Todos — absolutamente todos — os fatos e feitos de suas políticas públicas foram distorcidos ou escondidos. Seus juízes indicados para a Suprema Corte não apenas tiveram a vida devassada, mas foram xingados, zombados e alvo de mentiras absurdas e humilhantes. Sua família, perseguida. 

Dr. Alessandro Loiola fala sobre vachina, lockdown, histeria pandêmica e muito mais


Rodrigo Constantino, 27-11-2020
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Não podemos aceitar a chantagem da China

[Diário de uma caminhada] Salazar


«É só estudar as vidas de Marx, de Lenin, de Stalin, de Mao, de Guevara, de Fidel Castro, de Yasser Arafat (ou dos seus acólitos intelectuais, os Sartres, Brechts, Althussers e tutti quanti) para entender o que estou falando: cada um desses homens que tiveram nas mãos os destinos de milhões de pessoas foi um deficiente emocional, cronicamente imaturo, incapaz de criar uma família, de arcar com uma responsabilidade econômica ou de manter relações pessoais normais com quem quer que fosse. Em compensação do aborto moral de suas vidas, criaram a idealização pomposa do revolucionário (isto é, deles próprios), como a encarnação de um tipo superior de humanidade, adornando com um toque de estética kitsch a mentira existencial total. 

(…) Não há tragédia no fracasso do socialismo: há apenas uma palhaçada sangrenta. (…) O fundo de tudo é o ódio à realidade, a recusa de arcar com o peso da existência, o sonho gnóstico de transfigurar a ordem das coisas por meio da autoexaltação psicótica e de truques mágicos como a reforma do vocabulário. (…) 

Nenhuma exploração capitalista, por mais selvagem que a rotulassem, conseguiu matar de fome multidões tão vastas quanto as que pereceram durante a estatização da agricultura na URSS, o Grande Salto para a Frente de Mao Tsé-tung ou os experimentos socialistas em vários países da África. (…) nenhum regime direitista jamais matou, prendeu ou torturou tantos militantes esquerdistas quanto Stalin, Mao, Pol-Pot ou Fidel Castro. (…) 

[A] ironia verdadeiramente demoníaca, aparece com nitidez fulgurante no comentário de Bertold Brecht: “Se eram inocentes, mais ainda mereciam ser condenados.” Brecht, aliás, foi aquele mesmo que resumiu com cinismo exemplar a essência da moral socialista: “Mentir em favor da verdade.” Experimente fazer isso e, é claro, você nunca mais vai parar de mentir. (…) 

[As danações de Carina] Encantos de sonhos não enterrados

Carina Bratt 

Para todas as meninas que ainda vivem os arroubos do primeiro amor.

Três meses, hoje, que eu e ele nos separamos. Resolvemos comemorar a data indo a um shopping fazer um lanche na praça de alimentação e, para fechar a noite, com chave de ouro, assistir a um filme em cartaz numa das salas de exibição lá existentes. Ele queria ‘Sr. e Sra Smith’, com Brad Pitt e Angelina Jolie. O filme havia saído de cartaz trocentos anos atrás e, por algum motivo inexplicável, as salas de projeção estavam fazendo uma espécie de pescaria adoidada de um desses ‘baú de longas’. Sem opção ficamos com ‘Guerra dos mundos’, com Tom Cruise e Dakota Fanning. Melhor que ‘Batman Begins’ e ‘Madagascar’. 

Ele, o meu eterno amor, continua o mesmo, como o fiel da balança, a não ser pelo porte. Mais belo e ardente, elegante e solto. Perdeu uns quilinhos. Achei-o de rosto miúdo, olhos fundos — semblante um pouco triste e abatido, como se carregasse, nos ombros, sozinho, o peso pela culpa de nosso rompimento. De resto, continua autoritário, cheio de mágoas — guarda, ainda, rancores antigos, como se fossem a razão maior do seu existir. Fora isto, me vi invadida por uma solidão estranha, uma vontade de me aninhar em seus braços e chorar as incertezas que ainda fazem de meus dias, um rosário interminável de suplícios eternos. 

Este rapaz de trinta e oito anos se contrapondo aos meus dezesseis incompletos e consequentemente aos quase vinte e três de diferença de idade existentes entre nós, deixou uma lacuna muito grande quando me disse adeus. Criou um abismo intransponível e conseguiu botar meu coração em frangalhos. Afinal de contas, foram quatro anos de convivência. Quatro anos não são quatro dias e a história do nosso dia a dia não poderia morrer, ou não deveria ir por água abaixo, sem mais nem menos. Contudo, apesar dos pesares, foi. Aconteceu. Nossos mundos se desmoronaram e, agora, cada um tenta renascer dos escombros, como pode, com as armas que cada um de nós dispõe ao alcance das mãos. 

TSE mantém protocolos sanitários no segundo turno

Uso de máscara é obrigatório e identificação biométrica está suspensa

Rocinha, Rio de Janeiro, foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Agência Brasil 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém hoje (29), no segundo turno das eleições municipais em 57 municípios, os mesmos protocolos de segurança sanitária para evitar aglomerações e a disseminação do novo coronavírus nas seções eleitorais. Mais de 38 milhões de eleitores estão aptos a votar neste domingo (29). Ao todo, são 18 capitais estaduais e outras 49 cidades que têm mais de 200 mil eleitores e onde nenhum dos dois candidatos agora na disputa obteve a maioria absoluta dos votos válidos (50% + 1) para se eleger em primeiro turno.  

Entre as principais orientações a serem observadas pelos eleitores está o uso obrigatório de máscara, que deve ser utilizada desde o momento em que o eleitor sair de casa até o seu retorno após votar. O uso de máscara facial é obrigatório para que o eleitor possa entrar e permanecer na seção eleitoral. A medida também vale para os mesários, que, além das máscaras, deverão utilizar face shields (protetores faciais). Caso o eleitor se dirija à seção eleitoral sem usar máscara e insista em descumprir o protocolo sanitário, ele poderá ser impedido de entrar. 

Antes e depois de votar, o eleitor deverá higienizar as mãos com álcool em gel, que estará disponível em cada seção. Enquanto estiver na seção, ele deverá também respeitar o distanciamento entre uma pessoa e outra, definido pelos marcadores adesivos que estarão no chão. Outra recomendação é para que cada eleitor leve sua própria caneta para assinar a ficha de comparecimento. A identificação biométrica permanece suspensa. O TSE recomenda que os eleitores ou mesários que apresentarem sintomas ou que testarem positivo para covid-19 nos 14 dias anteriores ao dia de votação, permaneçam em casa e justifiquem a ausência posteriormente. 

Eleitores de 57 cidades voltam às urnas neste domingo no segundo turno

Do total de municípios, 18 são capitais 

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Luciano Nascimento

Após o resultado do primeiro turno das eleições municipais, ocorrido no último dia 15, eleitores de 57 cidades brasileiras irão retornar às urnas hoje (29), para decidir, em segundo turno, quem ficará à frente do Executivo municipal pelos próximos quatro anos. Pela legislação, o segundo turno ocorre apenas em cidades com mais de 200 mil eleitores. 

Os eleitores devem comparecer às urnas entre as 7h e as 17h deste domingo. Nas primeiras três horas do pleito (das 7h às 10h), a prioridade é para pessoas com mais de 60 anos. 

Do total de municípios onde ocorrerá o segundo turno, 18 são capitais. Sete capitais brasileiras elegeram seus prefeitos no primeiro turno, pois os primeiros colocados obtiveram mais de 50% dos votos válidos. 

Foram reeleitos os prefeitos de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), com mais de 63% dos votos válidos; de Curitiba, Rafael Greca (DEM), com quase 60%; de Natal, Alvaro Dias (PSDB), com 57%; de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), e de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), ambos com cerca de 53% dos votos. Em Salvador, o vice-prefeito Bruno Reis (DEM) venceu com 64%. Em Palmas, a atual prefeita, Cinthia Ribeiro (PSDB) foi reeleita com 36%.  

Macapá teve a eleição suspensa em razão do apagão que atingiu o Amapá. O primeiro turno na capital amapaense será em 6 de dezembro e o segundo turno, caso o primeiro colocado não obtenha mais de 50% dos votos válidos, será em 20 de dezembro. Já a capital federal, Brasília, não tem disputa para o cargo de prefeito, uma vez que o chefe do Executivo é o governador. 

Ainda de acordo com o TSE, o índice de abstenção no primeiro turno no país foi de 23,14%. Nas eleições municipais de 2016, o índice de abstenção no primeiro turno foi de 17,58%. 

Confira as 18 capitais onde haverá segundo turno: 

Aracaju: Edvaldo Nogueira (PDT) e Danielle Garcia (Cidadania)
Belém: Edmilson Rodrigues (PSOL) e Delegado Eguchi (Patriota)
Boa Vista: Arthur Henrique (MDB) e Ottaci (Solidariedade)

[O espectador portuguez] Quem é André Ventura?

Manuel Rezende 

Não faço mínima ideia. Juro-vos que estou completamente sem palavras. Já escrevo para este jornal há alguns anos e nunca me tinha acontecido isto. Ou, seja, decidir-me a escrever sobre uma figura pública e não saber o que dizer. 

A verdade é que eu nunca quis saber de André Ventura [foto]. Nem mesmo quando fui convidado a ser Conselheiro da Região Norte para a Juventude, do Chega. Convite esse que aceitei porque me daria a hipótese de fazer o que sempre gostei de fazer: formação de quadros, dinamização cultural e social, criar contatos. 

A Juventude Chega, através da Lista Futuro, foi um projeto ambicioso para uma Direita com metas políticas realistas, Ação e Criatividade. Foi a própria estrutura interna do Chega que repeliu e boicotou esta Lista – como tal, assim que o projeto acabou, o partido deixou de me interessar. 

Aliás, desde que o Chega começou o leitor já leu, aqui neste espaço, várias críticas ao desempenho irregular e frustrante deste partido. Às vezes faz ter saudades do PNR. 

Contudo, as eleições presidenciais aproximam-se e alguns leitores já me perguntaram em quem é que eu penso dessa fraude chamada Marcelo, por isso vamos agora falar de André Ventura. 

E então?

Voltamos ao mesmo – quem é André Ventura? Não faço a mais pequena ideia. Acho que ninguém sabe. 

Ventura acorda à segunda-feira a criticar o Papa por ser muito liberal, para fechar a semana à sexta-feira a criticar Salazar por ter sido muito conservador. Entretanto, lá no para meio da semana, faz questão de arrancar uma “selfie” ao homem que já várias vezes defendeu a obediência ao primeiro e a honra do segundo: Jaime Nogueira Pinto. 

Em tempos, Ventura escreveu uma tese em defesa do humanismo – agora marcha intrépido e impetuoso pelo aumento das penas e para pôr na ordem a população cigana em desobediência às regras do ‘estado de emergência’. 

Enquanto isso, na França (2)...

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sábado, 28 de novembro de 2020

Na França, milhares protestam contra governo Macron

Presidente defende lei polêmica que viola direitos e atenta contra a imprensa 

Cristyan Costa 

Uma multidão tomou as ruas de Paris neste sábado, 28, para protestar contra a Lei de Segurança Global defendida pelo presidente Emmanuel Macron. Aprovada pela Assembleia Nacional sob a justificativa de combate ao terrorismo, a medida enquadra a divulgação de imagens da polícia, o uso de drones, assim como fotos das forças de segurança feitas pelos cidadãos com seus celulares. Contudo, na prática, a lei protege a polícia dos cidadãos e dos jornalistas. A partir de agora, será possível punir pessoas com sanções penais, caso agentes de segurança decidam que estão sendo postos em risco por elas. Críticos consideram a nova política uma mordaça e violação de direitos da população. 

Twitter

O Artigo 24 da lei, por exemplo, estabelece que as pessoas estão sujeitas a um ano de prisão e a € 45 mil de multa (R$ 300 mil) se divulgarem “a imagem do rosto ou de qualquer outro elemento de identificação de um policial ou de um gendarme em ação de serviço”. Ou seja: os repórteres fotográficos, ou quem mais estiver com a câmera do seu celular ativada, ficam legalmente proibidos de registrar imagens de policiais agredindo manifestantes, ou prendendo suspeitos de não observância do distanciamento social. Além disso, o dispositivo exige que os veículos de comunicação apaguem o rosto de policiais de qualquer foto ou vídeo que porventura vierem a obter e a publicar. 

Título e Texto: Cristyan Costa, revista Oeste, 28-11-2020, 16h20 

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Um jornalista ao serviço do PS – e novidades?

Numa análise rápida, conclui-se que cerca de 92,45% da nossa classe jornalística se baixa perante o PS e os aliados do PS com zelo idêntico ao do sr. Filipe. E numa análise demorada conclui-se o mesmo 

Alberto Gonçalves 

É terrível sermos acusados de uma coisa que não cometemos. É quase tão terrível sermos os únicos acusados de uma coisa que muitos cometem. Sabem a sensação de injustiça quando, numa rua repleta de carros acotovelados em cima do passeio, só o nosso tem o papel da multa no para-brisas? Deve ser o que sentiu o sr. Filipe Santos Costa [foto] ao ver-lhe retirada a carteira de jornalista, pela Comissão responsável, devido a ligações profissionais ao Partido Socialista. 

Pelos vistos, o infeliz sr. Filipe, que não conheço, comete há meses um “podcast” para o “site” do PS, onde entrevista figuras do PS e é pago pelo PS. Ouvi dez minutos do programa de estreia, em que surpreendentemente o convidado foi António Costa, e achei piada: chamar àquilo prestação de serviços é um eufemismo. Trata-se, prática e involuntariamente, de uma rábula cómica, na qual o entrevistador finge uma isenção que não tem e o entrevistado finge uma seriedade que não se justifica. É o humor velhinho do “ainda bem que me faz essa pergunta”, envelhecido para o “ainda bem que me fez essas perguntas todas”. Propaganda pura, mofo puro. 

Por mais difícil que esteja a vida, é triste ver um jornalista descer a semelhantes figuras. O que me parece inadmissível é ser apenas o sr. Filipe a pagar por elas. Numa análise rápida, conclui-se que cerca de 92,45% da nossa classe jornalística se baixa perante o PS e os aliados do PS com zelo idêntico ao do sr. Filipe. E numa análise demorada conclui-se o mesmo. É, salvo seja, assistir aos “telejornais”, ou espreitar quatro quintos da imprensa em papel, ou ouvir a TSF. Não sei se a vassalagem dos jornalistas em causa é recompensada diretamente e mediante contrato, como no caso do sr. Filipe, ou se escorre indiretamente através da “publicidade institucional” que o governo plantou nas redacções, ou se é gratuita e dependente da boa vontade dos próprios. 

Sei que a vassalagem é inegável e generalizada. Em que cantinho da civilização escapariam sem escrutínio os brutais atropelos do PS e das suas metástases à lei, à honestidade, à liberdade, ao bom senso e à coerência? Para referir um exemplo recentíssimo, veja-se o pacto açoriano com o Chega, que valeu ao dr. Rio acusações de “fascismo”, levou meio mundo a anunciar o regresso do Terceiro Reich e, pela primeira vez em milénios (leia-se desde que o PSD deixou de mandar lá) , convenceu o “Público” a denunciar a pobreza do arquipélago. A abordagem ao dr. Ventura, que o dr. Costa precisava seduzir por causa do Novo Banco, mereceu, se mereceu, um ou dois rodapés noticiosos – e nenhuma coluna indignada. 

Não é um acaso: é uma linha de ação. A mesma linha que acata, reproduz e legitima o desnorte face à Covid, as negociatas, as mentiras, a promiscuidade, a incompetência, a dívida crescente, a miséria iminente. E os privilégios. E a prepotência. Que espécie de “comunicação social” (sic) guardaria um pingo de respeito pela senhora da DGS? E pela vasta maioria dos ministros e secretários de Estado? E pelo dr. Costa? A nossa “comunicação social”, que de tanto se curvar a esta pavorosa mediocridade já terá arranjado umas hérnias valentes. O que não há maneira de arranjar é vergonha na cara. 

Não, dr. Mesquita Nunes

O dr. Mesquita Nunes conhece, e tem obrigação de conhecer, a complexidade destas coisas, e compreende que nem toda a informação pode ser tornada pública. Ele sabe que não podia ser como ele contou 

Margarida Bentes Penedo 

Fim de semana de 12 e 13 de março de 2016, Gondomar, XXVI Congresso do CDS. Os críticos bradavam por “valores” e por uma “identidade”. A equipa de Assunção Cristas servia-lhes “pragmatismo”, rejeitava os “constrangimentos ideológicos”, e defendia uma “abertura ao exterior” e uma política “orientada” para “resolver os problemas das pessoas”. Qual exterior? Quais problemas? Quais pessoas? Ninguém soube explicar. Assunção Cristas ganhou e Adolfo Mesquita Nunes [foto]tornou-se vice-presidente, o que era natural e esperável. Foi ele o inventor da estratégia no Congresso, estudioso do partido e do país, criador e inspirador de todas as políticas e posições do CDS nos quatro anos seguintes. Basta ver o que ele disse antes e durante esse período. E a quem disse, e como e quando, e é preciso ver também o que ele não disse.

Foto: Isabel Santiago

Em janeiro de 2020, o dr. Mesquita Nunes esteve na candidatura de João Almeida, com todos os ex-dirigentes do tempo de Assunção Cristas. Tinham destruído o partido e nunca deram explicações. Perderam o Congresso. Em novembro, Francisco Rodrigues dos Santos foi o presidente que, pelo lado do CDS, conseguiu o acordo de governo nos Açores. Dias depois saiu no jornal Público a “clareza” que o dr. Mesquita Nunes defendia, à cabeça de cinquenta e tal nomes, proclamando de si próprios sentimentos puríssimos e distinguindo-se da turbamulta que anda mancomunada com políticas “autoritárias” e políticos “demagógicos, incendiários e revanchistas”. Como se vê, o texto era construído em cima de adjetivos. Aqueles impecáveis democratas falavam para o PS, no jornal que o PS lê, a quem deixavam a autoridade para definir o que era ou não aceitável em matéria de democracia. Esperavam timidez, estupefacção, talvez até um certo medo; receberam respostas de todos os cantinhos da direita. Dez dias depois, o dr. Mesquita Nunes falou. 

Afinal o problema era processual. O governo dos Açores estava muito bem, tudo seria uma política magnífica não fosse um “erro” de assinaturas e papelinhos, que apoquentava o dr. Mesquita Nunes por “comprometer a sobrevivência e a identidade” do partido “dele”. Brando e macio, publicado desta vez no Observador, o homem falava agora para a direita e, sobretudo, para o presidente do CDS. 

Covid-19: confinar pessoas saudáveis é ‘ditadura’, diz médico

Alessandro Loiola se posiciona contra medidas restritivas

Anderson Scardoelli 

Estratégias de isolamento social como forma de combate à disseminação do novo coronavírus tendem a não ter êxito. Essa é a análise do médico Alessandro Loiola. Ele defendeu esse ponto de vista na noite desta sexta-feira, 27, ao ser entrevistado pela rádio Jovem Pan [vídeo abaixo]. 

De acordo com Loiola, ações como lockdown não visam proteger a sociedade da covid-19. Para ele, que faz parte do movimento denominado Médicos pela Liberdade, esse tipo de decisão busca, sobretudo, manter o ritmo (da) operação de hospitais — evitando colapso em caso de grande volume de pacientes infectados no mesmo período e precisasse de cuidados médicos. 

Nesse sentido, ele defendeu que o isolamento social só deve ser feito com quem seja diagnosticado com a doença. “Quando você isola pessoas doentes, tudo bem. A gente tem um tipo de quarentena vertical, que seria até justificável”, comentou o médico. “Quando você começa a isolar pessoas saudáveis, isso não chama quarentena. Isso chama ditadura”, disse Loiola ao participar de Os Pingos nos Is

No programa, ele respondeu a questionamentos de três colunistas da Revista OesteGuilherme FiuzaAna Paula Henkel e Augusto Nunes

Título e Texto: Anderson Scardoelli, revista Oeste, 27-11-2020, 21h47

Lava Jato vai denunciar advogados de Lula à ONU

MPF do RJ acusa responsáveis pela defesa do ex-presidente de liderarem esquema de desvio de dinheiro 

Anderson Scardoelli 

Os advogados Cristiano Zanin [foto] e Roberto Teixeira serão denunciados à Organização das Nações Unidas (ONU) ao decorrer dos próximos dias, informa o site da revista Veja na noite desta sexta-feira, 27. Responsáveis pela defesa do ex-presidente Lula, eles são alvos de ação que partiu de procuradores do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ).


O documento a ser encaminhado à ONU é assinado por 12 procuradores atuantes na Operação Lava Jato. Segundo a Veja, o material destinado à entidade internacional reforçará as acusações sobre Zanin e Teixeira. Os dois são alguns dos investigados no âmbito da E$quema S, ação deflagrada pela Polícia Federal em setembro e responsável por apurar denúncias de desvio de até R$ 150 milhões no Sesc e no Senac do Rio de Janeiro. De acordo com o MPF-RJ, a dupla seria responsável por chefiar o esquema. 

Ainda como desdobramentos da Operação E$quema S, a Justiça chegou a pedir o bloqueio de mais de R$ 230 milhões em bens de Zanin. Em contrapartida, ele se colocou como vítima de “clara prática do lawfare“, termo do inglês que pode ser interpretado como “guerra jurídica”. Além disso, ao lado de Teixeira, enviou representação à ONU denunciando a questão. 

Resposta

No documento para a ONU, procuradores da Lava Jato no Rio de Janeiro reforçam a legalidade nas investigações contra os dois advogados de Lula. Nesse sentido, a equipe afirma que Zanin e Teixeira fechavam contratos fictícios, sem a devida prestação de serviços, em eventos que ocasionariam “desvios e apropriação de verbas públicas”. “Compadrios” e “influências” são alguns dos termos usados pelo time do MPF-RJ.

Enquanto isso, na França...

Caixa abre 762 agências hoje para pagar auxílio emergencial

Atendimento será feito das 8h ao meio-dia 

 Wellton Máximo 

A Caixa Econômica Federal abre hoje (28) 771 agências para o pagamento do auxílio emergencial a 7,3 milhões de beneficiários dos ciclos 3 e 4 nascidos em agosto e setembro. O atendimento será das 8h ao meio-dia.

Ao todo, foram creditados R$ 6,1 bilhões para esse público. Desse total, R$ 2,58 bilhões são referentes às parcelas do auxílio emergencial, de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras). O restante, R$ 3,52 bilhões, corresponde às parcelas do auxílio emergencial extensão, de R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras). 

A lista das agências está disponível no endereço www.caixa.gov.br/agenciasabado. Não é preciso chegar antes do horário de abertura. Em comunicado, a Caixa esclareceu que todas as pessoas que procurarem as agências dentro do período de funcionamento serão atendidas. 

Além do saque, será possível transferir de forma gratuita os valores, por meio do aplicativo Caixa Tem, para outra conta, seja da Caixa ou de outras instituições financeiras. 

Do total de beneficiários, 3,6 milhões de beneficiários nasceram em agosto e 3,7 milhões, em setembro. Entre os beneficiários do ciclo 3, o dinheiro havia sido depositado na conta poupança digital em 21 de outubro, para os nascidos em agosto, e em 25 de outubro, para os nascidos em setembro. 

No ciclo 4, os depósitos na poupança digital haviam sido feitos em 13 de novembro, para os nascidos em agosto, e em 15 de novembro, para os nascidos em setembro. 

Até agora, os recursos podiam ser movimentados apenas por meio do Caixa Tem, que permite compras por cartão de débito virtual, compras por QR Code (versão avançada do código de barras) em estabelecimentos parceiros e o pagamento de boletos e de contas residenciais. 

Desde o início do programa, em abril, o auxílio emergencial alcançou 67,8 milhões de brasileiros, num montante de R$ 264,8 bilhões creditados em cinco parcelas regulares e até três parcelas do auxílio extensão.

Título e Texto: Wellton Máximo; Edição: Valéria AguiarAgência Brasil, 28-11-2020, 7h51

Recadastramento de aposentados está suspenso até o fim do ano

Objetivo da medida é reduzir possibilidade de contágio pela covid-19 

Wellton Máximo 

A exigência da prova de vida anual de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está suspensa até o fim do ano. A Secretaria de Previdência do Ministério da Economia informou, no início da noite, que publicará, na segunda-feira (30), uma portaria com a prorrogação da medida.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A prova de vida anual obrigatória deixou de ser exigida desde o dia 18 de março de 2020, como medida de proteção no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. A medida, no entanto, não afeta o recebimento de proventos e pensões. Com o adiamento da retomada da prova de vida, quem não fez o procedimento entre março e dezembro desse ano, não terá o benefício bloqueado até o fim de janeiro.

Realizada todos os anos no mês de aniversário do beneficiário, a comprovação de vida é exigida para a manutenção do pagamento do benefício. A prova de vida exige o comparecimento do segurado ou de algum representante legal ou voluntário à instituição bancária onde saca o benefício.

Desde agosto do ano passado, o procedimento pode ser feito por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo site do órgão por beneficiários com mais de 80 anos ou com restrições de mobilidade. A comprovação da dificuldade de locomoção exige atestado ou declaração médica. Nesse caso, todos os documentos são anexados e enviados eletronicamente. 

Título e Texto: Wellton Máximo; Edição: Nádia FrancoAgência Brasil, 27-11-2020, 20h23

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

O único homem com liberdade em Portugal

Acho bem que Mamadou Ba seja um homem com liberdade para citar Fanon. O que também acho, no entanto, é que Mamadou Ba não pode continuar a ser o único homem com liberdade em Portugal 

Rui Ramos 

Sempre tive curiosidade de conhecer um homem totalmente livre. Livre, não como é costume usar essa expressão hoje em dia, no sentido de uma pessoa independente, mas livre no sentido de isento de quaisquer constrangimentos, legais ou morais, na expressão das suas ideias e sentimentos. Um homem, enfim, com toda a liberdade para dizer o que lhe apetecer, sem recear consequências. Esta semana, encontrei esse homem. É Mamadou Ba [foto], um antigo cidadão senegalês, agora com documentos portugueses. Percebi também por que é que disfruta de tanta liberdade. Esta semana, Mamadou disse que era preciso “matar o homem branco”. Apelo ao assassinato? Discurso de ódio, pelo menos? Não, nada disso. Uma multidão de voluntários precipitou-se logo a rodear o homem com uma defesa intransponível de muralhas, fossos e campos minados. Fomos, como nos competia, sujeitos às devidas lições: tratava-se de uma citação; tratava-se, acima de tudo, de uma metáfora. Citações e sobretudo metáforas não têm mal nenhum, a não ser na torva cabeça da “direita incivilizada”, de que felizmente o regime já obteve a lista com os nomes todos. 

Não sei que mais admirar nos desculpadores de Mamadou, se a ignorância, se a má fé. Falemos da ignorância. Mamadou citava Frantz Fanon? Mas as palavras de Fanon nem no prefácio de Sartre a Os Danados da Terra tinham um sentido meramente simbólico. Fanon foi um amigo e influência de Holden Roberto, o líder da União dos Povos de Angola, que deve ter ouvido as opiniões de Fanon antes de este as expor em livro. Em 1961, seguindo as lições do seu mestre, Roberto decidiu iniciar a campanha para a independência de Angola matando os colonos brancos. Matando metaforicamente? Não, matando literalmente. À catanada. Em Angola, entre março e maio de 1961, aconteceu o maior massacre de população de origem europeia alguma vez cometido em África. Ao lado de cerca de 1000 brancos, caíram também, sob as catanas dos discípulos de Fanon, milhares de negros de etnias que, no norte de Angola, eram etnias erradas. Homens, mulheres e crianças – decapitados, mutilados, esventrados. Holden Roberto, o discípulo de Fanon, o amigo de Fanon, não percebeu o que Fanon lhe dizia? Não sabia o que era uma metáfora? 

A metáfora já foi a desculpa de Julius Streicher, o maior propagandista do antissemitismo na Alemanha nazi, durante o julgamento de Nuremberg. Entre 1923 e 1945, no seu jornal Der Sturmer, Streicher incitou incansavelmente à morte dos judeus, ao seu extermínio, ao seu desaparecimento. Mas em Nuremberg, em 1945, perante o Tribunal Militar Internacional, argumentou que tudo aquilo era linguagem simbólica, que de facto nunca concebera a morte literal dos judeus, mas apenas a sua emigração para um simpático Estado judaico, a criar algures num recanto agradável do mundo. Streicher não matara ninguém pessoalmente. Nem sequer estivera implicado na máquina do extermínio dirigida por Himmler, Heydrich e Eichmann. Mas o Tribunal de Nuremberg não considerou que as metáforas de Streicher tivessem sido inocentes: percebeu que, sem o ambiente criado por demagogos como Streicher, o extermínio das comunidades judaicas da Europa não teria sido possível.

O ‘endeusamento’ do ex-jogador Diego Maradona

Não assisto telejornais do Brasil, muito menos de Portugal – estes tão só esmerados em atacar, de muitas formas e feitios, Donald Trump e Jair Bolsonaro; “en même temps” turificam o presidente, o governo de Portugal e tudo o que lhes seja próximo.

Uma exceção: o jornal da Record News – que demorei a perceber que o que passa hoje às 20h foi ao ar… ontem! 😊. 

Portanto, em termos de jornal televisivo, minha única fonte é o jornal da Record, de ontem. Além de tuítes e menções no Facebook, algumas newsletters de jornais e revistas, daqui e d’além mar. Mas, esse poucochinho me basta para julgar como endeusamento o tanto que se relata sobre o ex-jogador. Que, continuo, parece que foi um excelente jogador de futebol. 

Nenhuma menção, nem de leve, à batota dentro de campo, nem ao estilo e tipo de vida adotados extracampo.

Meus sentimentos à família enlutada!

[Diário de uma caminhada] 25 de Abril: o nome da pobreza portuguesa


Gabriel Mithá Ribeiro 

A prosperidade dos povos nunca foi ou será fruto de realizações de uma época. Resulta sempre de compromissos ininterruptos no tempo dos séculos entre as gerações do presente e as gerações antecedentes, entre a modernidade e a tradição, uma vez que os ciclos históricos legam aos seguintes aspetos positivos que têm de ser preservados (conservadorismo) e negativos que devem ser corrigidos (reformismo). 

A ideia nada tem de original desde Edmund Burke (século XVIII) e, mais recentemente, foi confirmada por Fernand Braudel ou Roger Scruton (século XX). 

Contra tal lição da história, não existe revolução que não deite fora o menino com a água do banho, que não gere ideais de rutura na forma como o tempo histórico é representado no pensamento social. Essa é a semente da instabilidade e da pobreza dos povos. 

O mundo anglo-saxónico constitui a prova da conjugação entre a continuidade histórica, a estabilidade social e política e a prosperidade econômica: Reino Unido, Estados Unidos da América, Austrália ou Nova Zelândia. Fora dele poderíamos citar os Países Baixos (Holanda), Japão, Israel e mais uns quantos. 

Nesses casos, a renovação política do controlo do Estado não tem tradições revolucionárias, não é abrupta. A renovação das elites políticas não tem impacto na estabilidade e autonomia das elites sociais e das elites econômicas. Política, Sociedade, Economia ou Cultura respeitam as fronteiras entre si, controlam-se mutuamente, preservam as suas respetivas autonomias. Por assentar em tais pressupostos, nesse tipo de sociedades a autonomia entre os órgãos de soberania (poder executivo, poder legislativo e poder judicial) é bem mais resistente às mais variadas crises e à passagem do tempo. 

Trata-se, no entanto, de exceções. O panorama internacional é dominado por sociedades empobrecidas ou falhadas justamente por falta de maturidade histórica ou civilizacional. 

No último caso, são sociedades mentalmente dominadas por ideais de ruptura revolucionária inspirados na Revolução Francesa (1789) e na complementar Revolução Soviética (1917). Nestes casos, a renovação da classe política que controla o Estado além de tender a ser abrupta, quando ocorre arrasa as elites sociais, econômicas ou culturais existentes, as do regime antecedente. Revolução significa a imposição sem freio do campo político sobre os outros campos que instituem os sistemas humanos complexos (sociedade, economia, cultura) que, por isso, todo esse conjunto é forçado a regressar praticamente à estaca zero, uma espécie de bancarrota humana e civilizacional. Uma vez destruído o ideal social de continuidade histórica, a sua reconstrução é dificilmente reparável e, a acontecer, demora séculos. 

Vasco empata com o Defensa y Justicia em 1 x 1 na Argentina

O Vasco da Gama empatou com o Defensa y Justicia em 1x1, no jogo de ida das oitavas de final da Sul-Americana

Carlos Gregório Jr. 

Na primeira partida de futebol em solo argentino após o falecimento da lenda Diego Armando Maradona, homenageado antes da bola rolar, o Vasco da Gama demonstrou valentia e empatou com o Defensa y Justicia no jogo de ida das oitavas de final da Conmebol Sul-Americana. O placar final foi 1 a 1, com Germán Cano anotando o gol do Gigante da Colina. Agora, na semana que vem, em São Januário, o Cruzmaltino necessita de um empate sem gols para avançar. 

O JOGO

Sabendo a importância de marcar um gol fora de casa, o Vasco da Gama iniciou a partida com a linha alta, marcando a saída de bola do Defensa. A primeira boa chance do jogo, porém, foi do time mandante, aos quatro minutos, em bola alçada para área. 

A equipe cruzmaltina seguiu pressionando e com mais posse de bola, mas sua primeira grande chance só veio aos 36 minutos, quando Gustavo Torres [foto] recebeu de Ricardo, invadiu a área e finalizou para grande defesa de Unsain. Antes disso, por duas vezes, o time argentino encaixou dois bons contra-ataques e balançou as redes, mas os tentos foram anulados de forma correta. O Defensa y Justicia teve ainda um outro gol bem anulado no primeiro tempo. 

Ao contrário do que aconteceu na etapa inicial, o Defensa y Justicia foi quem tomou a iniciativa no segundo tempo. Os donos da casa só não abriram o placar por conta de duas boas participações seguidas de Lucão. 

Anvisa desmente declarações de Doria sobre CoronaVac

Bruna de Pieri 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desmentiu declarações do governador de São Paulo, João Doria [foto], de que a Coronavac estaria sendo avaliada nos Estados Unidos, na Europa e Ásia. 

Conforme noticiou o Terça Livre, o tucano disse que pretende liberar a aplicação da vacina chinesa mesmo sem a aprovação da Anvisa. 

Pouco depois das declarações do tucano, a Agência emitiu nota esclarecendo que a vacina não está sendo testada nos EUA e na Europa. 

“A vacina CoronaVac está sendo testada na China, na Turquia, na Indonésia e no Brasil”, pontuou a Anvisa. 

O órgão também reiterou que, apesar das afirmações do governador de que a vacina esteja na “fase final”, o Instituto Butantan não entregou o resultado de nenhuma fase de pesquisa clínica com seres humanos. 

“Até o momento, a Anvisa recebeu somente dados pré-clínicos, que são dados anteriores aos testes com seres humanos, ao contrário do que foi afirmado, de que dados referentes à fase 3 já haviam sido entregues”, diz a nota encaminhada ao Terça Livre. 

“O registro de vacinas pela Anvisa tem como objetivo garantir à população brasileira que os requisitos técnicos necessários à fabricação e ao uso em massa da vacina sejam cumpridos”, diz ainda o texto. 

Leia a íntegra:

[Aparecido rasga o verbo] Mala sem alça

Aparecido Raimundo de Souza 

— BOM DIA:
— Bom dia. Em que posso ajudar? 
— O senhor ainda compra objetos antigos? 
— Sim. Este é o meu ramo. 
— Tenho uma mesa com quatro cadeiras. 
— Teria como dar uma olhada? Trouxe fotos, ou filmou os objetos? 
— Não, senhor. Fiz melhor. Trouxe no meu carro. Quer dar uma olhada? 
— Só se for agora. Onde está o seu automóvel? 
— Aqui ao lado. 

O dono do topa tudo levantou da sua mesa cheia de quinquilharias e acompanhou o futuro cliente. Cresceu, claro, os olhos, quando viu a que a mercadoria estava em boas condições: 
— Quanto quer? 
— Diga o senhor. 
— Não posso ‘botar’ preço nas bugigangas que meus clientes aparecem por aqui querendo negociar. 
— Pensei em duzentos reais. 
— Dou cem reais. 
— Não dá para melhorar o preço? 
— Amigo, Cento e quarenta e cinco reais e não se fala mais no assunto. 
— Nem eu, nem o senhor: Cento e cinquenta reais. 
— Fechado. 
— É toda sua. 

*** 

— Pois não? Posso ajudar? 
— Estou vendendo um rádio de pilha e a bateria. 
— Se eu puder ver o aparelho...
O cara colocou uma sacola de supermercado sobre a mesa, a mesma, aliás, a única, repleta de pequenas antiguidades: 
— Quanto quer? 
— Cinquenta reais. 
— Vinte e cinco. 
— Fechado. O radinho é seu. 

*** 

Entrou um jovem bem apessoado, de terno e gravata: 
— Olá! 
— Bom dia. Posso ajudar? 
— Acho que sim. Ia passando quando vi no seu anúncio, ali fora, que o senhor compra qualquer coisa? 
— Verdade. O que o amigo tem para negociarmos? 
— Um troço bem usado. E bem velho também. Do tempo que nossas avós andavam de patinete de uma roda só. 
— Ok. Diga ai o que é. 
— Tenho certeza que o senhor não tem aqui. Pelo menos, na rápida olhada que dei... 
— Ta bom. Diga o que é. E o preço. Quem sabe não fechamos negócio? 
— Caso o senhor não queira comprar, poderá trocar comigo numa televisão, estante, ou aquele guarda-roupas ali, ou a geladeira. Enfim... Faço qualquer coisa... 
— Tudo bem, meu amigo. Só preciso saber o que é que o senhor tem para barganharmos e o valor pretendido.