terça-feira, 30 de junho de 2020

Abaixo a Covid!

Alexandre Garcia

No último fim de semana, o governador do Distrito Federal decretou estado de calamidade pública na capital do país, por causa da Covid-19. Antes, um grupo representando mais de 250 médicos havia oficiado ao Ministério Público a queixa de não encontrar na rede pública a medicação para tratar os pacientes nos primeiros sintomas, e assim evitar que a doença evolua. A suposição é de boicote à hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina.


Por coincidência, a Calamidade Pública foi decretada no mesmo dia em que tomei a segunda dose preventiva de ivermectina, já que moro em Brasília e sou grupo de risco, pela idade. Depois da live pelo meu canal de Youtube, vejo que milhares de médicos brasileiros estão unidos nas redes sociais, preconizando a prevenção e o tratamento precoce, sem esperar o exame, porque o vírus é rápido.

Há casos no Brasil que mostram que podemos derrotar o vírus. O governador do Pará, Hélder Barbalho, pôs a vida acima da política. Belém estava em colapso; as pessoas morrendo em casa, no carro indo para o hospital, diante das portas fechadas de hospitais superlotados, quando veio a intervenção salvadora de um protocolo brasileiro. Foi o milagre de Belém. A curva despencou, mostrando o êxito do tratamento. Os burocratas de Genebra já devem ter recebido essas notícias. O que estava sendo devastador foi transformado pelo protocolo salvador.

O governador do Pará, Helder Barbalho, em inauguração de hospital de Campanha em Belém. Foto: Bruno Cecim/Agência Pará
O prefeito de Porto Feliz, o médico Cássio Prado, começou em fins de março e aplicou 1.500 kits em quem estava nos primeiros sintomas. Ninguém evoluiu para internação. As 4.500 pessoas que tiveram contato em casa com os contaminados, receberam ivermectina e ninguém adoeceu.

Mais uma vitória para o Brasil! Decotelli pede demissão do Ministério da Educação


Em quarenta anos de Brasil, nunca li, nunca soube de um ministro, que tivesse empolado o seu currículo, se visse obrigado a pedir demissão do cargo (neste caso, antes de assumir de fato). Foi uma vitória para o Brasil, que se quer ético, moral e de bons costumes.

Nesses quarenta anos, centenas, quiçá, milhares de ministros, passaram pelo Governo Federal. Não acredito que os currículos de todos eles retratassem a verdade.

Houve tempos em que até uma ‘presidenta’ foi apontada como enroladora do seu currículo. Uma noticiazinha aqui, outra ali, (ainda existem jornalistas), nada além disso. A ‘presidenta’ foi destronada, mas não foi por embófia curricular.

Com Jair Messias Bolsonaro na presidência da República Federativa do Brasil, não basta ser honesto, tem que parecer. No mínimo, no que concerne o histórico curricular.

Ótimo! O Brasil tem jeito!

STF versus liberdade de expressão

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Dorivan Marinho/SCO/STF
Carlos Alberto Di Franco

A recente decisão do STF no inquérito das fake news terá importantes consequências políticas. Neste artigo, no entanto, focarei no seu impacto no campo da liberdade de expressão. Governos passam, mas fissuras na liberdade de expressão ficam para sempre. Nesta hora de radicalização, preocupante e crescente, a única coisa que me resta são os princípios de sempre. Apoio-me nos valores e ideias que alimentam minhas convicções. A liberdade de expressão é um porto seguro da democracia. Dela não me afasto.

O respeito devido ao Supremo Tribunal Federal e aos demais poderes da República não pode ser encarado como uma blindagem para abusos praticados por aqueles que, momentaneamente, integram a corte. O STF não é dono do Brasil. Seus ministros são servidores públicos. Devem ser guardiões das normas constitucionais e não ativistas judiciais em defesa de interesses pessoais, políticos ou ideológicos.

Há exatos quinze meses o ministro Dias Toffoli deu o pontapé inicial para um jogo disfuncional que, aos poucos, foi transformando o STF num poder absoluto. Monocraticamente, e na contramão da Constituição, censurou a revista Crusoé por expor seus supostos desvios éticos. Note bem, amigo leitor: censurou a revista. Mas nunca a processou.

De lá para cá, qualquer ofensa, real ou imaginária, passa a ser resolvida em clima de rito sumário. O ministro “ofendido”, como se não fizesse parte de um poder democrático, assume o papel de polícia, promotor e juiz da própria causa. É exatamente isso que, atônitos, estamos vendo no chamado inquérito das fake news.

Aberto pelo presidente Dias Toffoli, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes, o inquérito tem por objetivo alegado investigar a existência de fake news, ameaças e denúncias caluniosas, difamantes e injuriantes, que, pretensamente, atingem a honra e a segurança dos ministros e seus familiares. Desde o seu início, vem servindo para quase tudo. Fundamentou atos de censura à imprensa, a busca e apreensão na residência de pessoas que levantaram hashtags contrárias ao trabalho do Supremo, o bloqueio de contas nas redes sociais de deputados etc.

Há 63 anos, o Vasco goleava o Benfica por 5 a 2

O Vasco da Gama aplicou uma goleada por 5 a 2 sobre o Benfica, que era o atual campeão português, numa excursão em 1957

Há 63 anos, o Vasco goleava o campeão português em Lisboa e chegava à sua nona vitória consecutiva na excursão de 57.

Esse Benfica não era qualquer adversário. Além de campeão português, era o recém vice-campeão da Copa Latina (competição feita entre os campeões de França, Itália, Espanha e Portugal), tendo perdido a final para o poderoso Real, também derrotado pelo Gigante nessa excursão.

Sendo que 6 titulares desse Benfica estariam 3 anos depois no maior esquadrão da História do clube. Eram eles: Costa Pereira, Serra, Angelo, Coluna, Águas e Cavém. Águas e Coluna, inclusive, fizeram gols nas duas finais de Champions em 61 e 62. Cavém fez um na final de 62.


FICHA

Vasco: Carlos Alberto; Dario e Viana; Laerte, Orlando e Ortunho; Sabará, Valter, Livinho, Pinga e Vavá.

Benfica: C. Pereira; Calado e Serra; Zezinho, Angelo e Alfredo; Palmeiro, Coluna, Águas, Pegado e Cavém.

GOLS

VAS: Sabará, Pinga, Livinho e Válter (2x)

BEN: Águas (2x)

Via Vasco Notícias, 30-6-2020, 14h53

[Viagens & Destinos] Porto, junho de 2020

Centro da cidade do Porto, 23 de junho de 2020, véspera do dia (feriado) de São João.

Foto:: JP

A noite de 23 de junho no Porto costuma ser imperdível. Todos os habitantes do Porto, de Vila Nova de Gaia, de Espinho, da Granja, de Famalicão (e de onde mais?)... saem para as ruas do centro da cidade do Porto, descem às Fontainhas, sobem de volta para os Aliados... durante toda a noite passeiam, martelam-se uns aos outros, com o martelo de plástico ou com um ramo de alho-porro (alho poró)... sentam-se para comer as tradicionais e inerentes sardinhas, o caldo verde...

Neste ano, 2020, por causa do vírus chinês que veio da China, essa festa não se realizou. Deprimente, mas enfim...

No vídeo, uma pequena coleção de fotos do centro do Porto, tiradas no dia 23 de junho de 2020.



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Governo já evitou a demissão de 11,7 milhões de pessoas

Milhares de estabelecimentos conseguiram se manter de pé com o programa de redução temporária de salários, informa a Secretaria de Previdência e Trabalho

Cristyan Costa

O programa de redução temporária de salários e de suspensão de contratos de trabalho ajudou a preservar 11,7 milhões de empregos. A informação foi divulgada ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Além disso, 1,3 milhão de estabelecimentos conseguiram se manter de portas abertas, sem pedir falência. O governo federal já destinou R$ 17,4 bilhões ao programa.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Segundo o Ministério da Economia, 1,3 milhão de empregadores aderiram ao programa. Pouco mais da metade são pequenos empreendedores. Cerca de 50,4% dos acordos referem-se a trabalhadores de micros e pequenas empresas, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano. As médias e grandes empresas, com faturamento superior a esse valor, respondem por 46,3% dos acordos. Os empregados domésticos e trabalhadores intermitentes totalizam 3,3%.

Por meio da Medida Provisória 936/2020, o governo Bolsonaro implementou um benefício financeiro direcionado a trabalhadores que tiveram redução de jornada de trabalho e de salário ou suspensão temporária do contrato de trabalho por causa da pandemia de coronavírus. Em síntese, os acordos são firmados entre empregador e empregado. Assim sendo, informados ao Ministério da Economia.

Título e Texto: Cristyan Costa, revista Oeste, 30-6-2020, 8h24

Mídia chinesa recruta repórteres para turbinar sua máquina de propaganda

Ex-jornalistas de redes respeitadas, como CNN e BBC, põem de lado a ética e o compromisso com a verdade para trabalhar para a TV estatal da China

Roberta Ramos

Como conseguir credibilidade rápida, mesmo que a realidade não seja aquela que se deseja mostrar? A CGTN, rede de televisão estatal do Partido Comunista Chinês (PCC), encontrou uma fórmula no mínimo surpreendente.

A emissora contratou diversos jornalistas experientes, saídos de concorrentes como a americana CNN e a britânica BBC, e os colocou para fazer propaganda, no lugar de jornalismo.

Exemplo disso, o ex-âncora da CNN Sean Callebs se tornou, desde sua contratação pela CGTN, um ferrenho defensor do país ditatorial.

Ele elogiou as ações do PCC no meio ambiente, apesar de o país responder de modo consistente pela maior parcela mundial de emissões de gases de efeito estufa e poluir desproporcionalmente o ar e a água, por exemplo.

O mesmo aconteceu com a ex-repórter da rede norte-americana Karina Huber. Em seu entusiasmo com os novos patrões, ela levou os espectadores para dentro de sua casa para demonstrar como a grande maioria dos produtos que usava era fabricada na China, sem mencionar como as importações chinesas prejudicaram a vida norte-americana: os brinquedos chineses são feitos com tinta tóxica; os peixes chineses são cancerígenos devido à água poluída do país; o doce chinês foi contaminado com formaldeído; e o drywall chinês é feito com material radioativo.

E até mesmo um brasileiro se deixou cooptar pelos comunistas: ex-corrrespondente da BBC no Brasil, Paulo Cabral [foto] agora saúda o país asiático como “uma importante fonte de investimento necessário” para países como o Brasil, concluindo que “a China está tomando o lugar dos Estados Unidos na América Latina”.


Ele também falou abertamente da iniciativa Belt and Road do país, pela qual o PCC adquire participações na infraestrutura e nas indústrias dos países em desenvolvimento por meio de aquisições e investimentos predatórios.

Bolsonaro sanciona lei de auxílio financeiro para o setor cultural

Lei Aldir Blanc foi publicada hoje no Diário Oficial da União

Andreia Verdélio

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que institui auxílio financeiro de R$ 3 bilhões para o setor cultural devido à pandemia de covid-19. O valor será repassado, em parcela única, a estados, municípios e o Distrito Federal, responsáveis pela aplicação dos recursos. A Lei nº 14.017/2020, chamada de Lei Aldir Blanc, foi publicada hoje (30) no Diário Oficial da União.
 
Foto: Marcos Corrêa/PR
O texto prevê o pagamento de três parcelas de um auxílio emergencial de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área cultural, além de um subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias. Esse subsídio mensal terá valor entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, de acordo com critérios estabelecidos pelos gestores locais.

Em contrapartida, após a reabertura, os espaços beneficiados deverão realizar atividades a alunos de escolas públicas, prioritariamente, ou para a comunidade, de forma gratuita. Não poderão receber o benefício espaços culturais criados pela administração pública de qualquer esfera, bem como aqueles vinculados a grupos empresariais e espaços geridos pelos serviços sociais do Sistema S.

Trabalhadores do setor cultural e microempresas e empresas de pequeno porte também terão acesso a linhas de crédito específicas para fomento de atividades e aquisição de equipamentos e condições especiais para renegociação de débitos, oferecidas por instituições financeiras federais.

De acordo com a lei, poderão ser realizados editais, chamadas públicas e prêmios, entre outros artifícios, para a manutenção e o desenvolvimento de atividades de economia criativa e economia solidária, cursos, manifestações culturais, produções audiovisuais, bem como atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou por meio de plataformas digitais.

Enquanto perdurar a pandemia de covid-19, a concessão de recursos no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), dos programas federais de apoio ao audiovisual e demais políticas federais para a cultura deverão priorizar o fomento de atividades que possam ser transmitidas pela internet, por meio de redes sociais e plataformas digitais ou meios de comunicação não presenciais. Os recursos de apoio e fomento também poderão ser adiantados, mesmo que a realização das atividades somente seja possível após o fim das medidas de isolamento social.

Desci à Liberdade com André Ventura

Não é preciso ser um gênio para antever que, num futuro que não será longo, o Chega pode perfeitamente trazer uma multidão bem maior para manifestações de rua. Os sinais ali eram mais do que óbvios.

Gabriel Mithá Ribeiro

Sempre entre as pessoas comuns, estive na manifestação Portugal não é racista, organizada por André Ventura e pelo Chega, a 27 de junho, sábado à tarde, em Lisboa, não apenas por tomar como absoluta a necessidade de combater a vigarice do antirracismo (para mim não é só Portugal que não é racista, mais do que isso, o racismo deixou de existir), mas também pela absoluta necessidade de corrigir a relação social patológica com a memória histórica, em particular com a memória colonial, outra vigarice extraordinariamente perniciosa.
 
Foto: Agência Lusa
No último caso, recuso o uso do termo colonialismo. Trata-se de uma manipulação mental grosseira imposta às sociedades na interpretação dos processos coloniais ao longo da história. À medida que os europeus passam de colonizados, por exemplo pelos romanos ou árabes, para colonizadores, por exemplo dos africanos, o processo deixa de incidir nos contributos positivos da colonização para a transformação civilizacional dos povos colonizados para passar a incidir, e ficar sequestrado, apenas nos aspetos negativos da colonização. Daí a substituição do vocábulo neutro colonização pelo vocábulo adjetivado colonialismo que transforma o mais importante processo histórico de avanço civilizacional dos povos num crime contra a humanidade.

Por exemplo, os portugueses foram colonizados por romanos e árabes, e ensina-se nas escolas desde a infância que isso foi muito importante, mas esses mesmos portugueses foram colonialistas de angolanos e moçambicanos e ensina-se, desde a infância, que isso foi muito mau, um horror. Isso tem algum sentido?

Esses dois núcleos – racismo e colonialismo – são indissociáveis e socialmente decisivos. Trata-se de duas falcatruas, das mais grosseiras desde que Adão e Eva foram expulsos do paraíso, e da responsabilidade do atual aparato intelectual e respetivas elites coniventes ou submissas. O discurso político e ideológico do Chega apontou baterias muito incisivas contra elas: Portugal não é racista e Temos orgulho na nossa História. São mensagens que passam com facilidade e clareza para o senso comum por possuírem os atributos da verdade e da frontalidade. Isso é extraordinariamente incômodo para os viciados em adulterar a relação entre o passado e o presente.

Só isso sobeja para qualquer cabeça que se digne pensar saber que há mais dignidade no discurso de André Ventura do que no discurso de todos os demais que, na versão benigna, oscila entre o cínico e o alucinado e, na versão rigorosa, é mentiroso. É muito difícil viver numa sociedade mentalmente pestilenta. Mas esse é o nosso triste presente.

[Aparecido rasga o verbo] Bichanos

Aparecido Raimundo de Souza

Para todas as crianças  existentes dentro de nós

O PRIMEIRO GATO, um SRD (Sem Raça Definida), veio lá da cozinha e se acomodou no sofa da sala, de frente para a televisão:
  Miauuuuuu!...

O segundo gato (aliás, uma gata da raça Ragdolls), não demorou a entrar em cena. Deixou o quarto onde dormia numa cama confortável, junto com a sua dona, ama e senhora (parecia até filha da mulher, tanto se faziam os mimos devotados) e, como o primeiro espécime, se abancou também no confortável estofado, os olhos grudados na tela do aparelho:
  Miauuuuuu... Miauuuuuu!...

O terceiro gato, um gigantesco Maine Coon passeava pela varanda. De repente se esgueirou pela janela envidraçada da sala (uma banda ficava sempre aberta, de propósito, para suas andanças)  e, igualmente, num salto impecável e estudado, se albergou no seu “posto-comando” de sempre.

Cada um dos animais daquela residência luxuosa (apesar de completamente fora dos padrões inerentes aos seres humanos), possuia o seu assento especificado no confortável comprido de canto, este mobiliário dotado de braços e encostos, em formato de “em L”, de treze lugares, o que ajudava, de certa forma,  a não criar problemas entre os inusitados expectadores.

Havia, entretanto, uma diferença enorme entre este terceiro Maine Coon legítimo e o casalzinho anteriormente arribado. Ele era por demais astuto e inteligente. Sagaz, elétrico, arteiro, desembaraçado. Sabia fazer funcionar qualquer coisa que precisasse ser ligada.

Antes de devolver os cumprimentos à dupla da sua linhagem “gatal”, o gatoso, com as patinhas dianteiras sobre o painel de controle, deu vida plena à Smart Led 82 UHD 4K LG, Ultra Surround Magc Bluetooth.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

O FC Porto com uma mão e meia no troféu de Campeão

O SL Benfica jogou mais cedo, contra o Marítimo, da Madeira. E perdeu por dois a zero. Poderia ter perdido de quatro não fosse a brochação do ‘fora-de-jogo’ que anulou dois.

Então, e antes do jogo do Paços de Ferreira contra o FC Porto, a tabela ficou assim:

FC Porto: 67 pontos;
SL Benfica: 64.

E começou o jogo. Aos 7 minutos M’Bemba marca: um a zero para o FC Porto.

Foto: Ivan del Val/Global Imagens

E o jogo continuou borocoxô. O Paços de Ferreira podia marcar a qualquer momento, mas não o fez. Ainda bem!

Faltando cinco jogos para o final do campeonato a tabela ficou assim:

Grande FC Porto: 70 pontos!
Pequeno Benfiquinha: 64.

Vale lembrar que em algum momento do campeonato o Benfiquinha esteve a sete pontos na frente do FC Porto.

O vale-tudo contra Bolsonaro

O caminho para trocar o presidente por um outro não é valer-se do submundo da lei criado em Brasília pelo STF

J. R. Guzzo

A política brasileira de hoje tem apenas uma questão de verdade: o esforço para impedir que as eleições presidenciais de 2022 aconteçam como está previsto no calendário legal ou, mais exatamente, para não permitir que o atual ocupante do cargo seja um dos candidatos. Seus adversários, de todas as naturezas e de todos os cantos da vida política, não falam abertamente que querem isso. Mas passaram a admitir em silêncio, cada vez mais, que será preciso encontrar alguma pirueta legal para se livrarem com 100% de certeza daquele que, em sua opinião, é o causador de todos os grandes problemas que o Brasil tem hoje. Se nada for feito e as eleições correrem normalmente, acreditam eles, Jair Bolsonaro vai acabar ganhando — e mais quatro anos com o homem no governo, além dos dois e meio que ainda tem pela frente em seu primeiro mandato, é algo que “o país não aguenta”.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
E por que não aguentaria? Porque o consórcio político do tipo xis-tudo que se formou contra o bolsonarismo, sob a liderança e a condução do Supremo Tribunal Federal, não aceita a ideia de perder seu futuro — ou seja, de passar os próximos seis anos e meio, e sabe lá quantos mais depois disso, vivendo fora do governo. Como não quer Bolsonaro, nem as consequências de Bolsonaro, decidiu que o Brasil também não quer. As palavras-chave em sua campanha são “democracia”, ou “defesa da democracia”. Resolveu-se que o atual governo é incompatível, simplesmente, com a manutenção de um regime democrático no Brasil. Nessas condições, definidas unicamente por eles mesmos, os condutores do bonde anti-Bolsonaro decidiram que têm o direito de romper com as leis hoje em vigor, pelas quais o presidente deve ficar em seu cargo até 1º de janeiro de 2023 e pode concorrer à reeleição, em nome de um “interesse maior” — a salvação da democracia e da pátria.

Nessa tentativa de depor Bolsonaro antes que ele tenha a oportunidade de ganhar uma segunda eleição está valendo quase tudo. O presidente não poderia ficar em seu cargo (na verdade, nem deveria ter assumido) porque teria se beneficiado das fake news, ou de “notícias falsas”, para se eleger em 2018. Teria de ir embora, também, por algum dos seguintes motivos: praticou crime “contra a administração pública” ao demitir o ex-ministro Sergio Moro, apoia “movimentos antidemocráticos” e aceita seu apoio, nomeou Abraham Weintraub para ministro da Educação, escondeu “o Queiroz”, não usa máscara contra o coronavírus, conduz o Brasil ao genocídio, não obedece à ONU, não respeita as “instituições” e por aí se vai. Tudo serve. É o que o público vê, todos os dias, no noticiário que lhe jogam em cima. O sujeito oculto da frase, em qualquer das denúncias que aparecem, é sempre o mesmo: “Esse Bolsonaro não pode ficar”.

O condomínio anti-Bolsonaro quer montar uma trapaça com cara de “solução legal”

Não haveria problema algum para a saída do presidente se seu governo fosse realmente o desastre absoluto apresentado pela mídia, os “formadores de opinião” e os artistas da Rede Globo. Se o governo é tão ruim assim, a população deveria estar mais do que cheia dele, não é mesmo? É dado como fato definitivo, provado por “pesquisas de opinião”, que “70%” dos brasileiros reprovam Bolsonaro e seu governo. Nove analistas em dez, pelo menos, garantem que este governo “acabou”: vive trocando de ministro, não é aprovado pelos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, tem uma imagem horrível na “mídia internacional”, não tem força no Congresso, e assim por diante. Então: se é assim mesmo, está tudo mais do que resolvido. É só esperar mais um pouquinho, até outubro de 2022, fazer as eleições como a lei manda fazer e 70% dos eleitores vão derrotar os 30% de bolsonaristas que sobram.

O mundo em transe

Somos o novo Talibã, explodindo estátuas e monumentos históricos, apenas com um pouco mais de “sofisticação”, agora dizendo que é pela “igualdade e inclusão”?


Ana Paula Henkel

O famoso romance distópico de George Orwell, 1984, não parece ser mais ficção. O mundo atravessa dias estranhos, para não dizer bizarros, que poderiam ter saído facilmente das páginas do livro publicado em 1949. As palavras de Orwell aumentaram em popularidade nos últimos anos, e por uma simples razão: as sociedades modernas estão se tornando cada vez mais parecidas com o que foi descrito na obra do autor, seja na vigilância em massa, no uso incessante de propaganda, na guerra cultural perpétua ou no culto à personalidade que cerca líderes políticos e ativistas. O romance de Orwell é presciente de várias maneiras.

Obviamente, o Ocidente permanece muito mais livre do que a sociedade descrita em 1984. Mas fica cada dia mais claro que os sintomas da atual sociedade já mostram um tipo de totalitarismo que ele satirizou no romance. O que seria apenas encontrado nas distópicas páginas orwellianas agora parece mais próximo da realidade do que imaginávamos. Se pararmos para pensar, é assustador ler o que Orwell escreveu há mais de setenta anos, como se profetizasse os tempos atuais: “Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente controla o passado”.

A epidemia da covid-19, o confinamento em massa em todo o mundo, os protestos nos Estados Unidos com saques, tumultos e incêndios criminosos que se seguiram ao assassinato de George Floyd e a campanha de demonização da polícia resultaram em armas poderosas para que a esquerda encenasse a mais nova revolução cultural. Estátuas estão sendo derrubadas, revisionismos históricos estão em curso e a ditadura do pensamento das páginas de 1984 parece ter saído do papel: “Todos os livros foram reescritos, todas as imagens foram repintadas, todas as estátuas, ruas e edifícios foram renomeados, todas as datas foram alteradas. A história parou”.

Os novos revolucionários jacobinos tentam amordaçar quem ousa questionar os “fatos”

Para reescrever o curso da sociedade e dominar, incendiários incitaram a violência e destruíram pequenas empresas de propriedade de negros. Tudo em nome do Black Lives Matter, das “vidas negras”. É mais um capítulo na agenda na nova revolução. E não se assuste ao folhear 1984 e encontrar a “receita” para tal passo: “O ato essencial da guerra é a destruição, não necessariamente de vidas humanas, mas dos produtos do trabalho humano. A guerra é uma forma de despedaçar, de projetar para a estratosfera ou de afundar nas profundezas do mar materiais que, não fosse isso, poderiam ser usados para conferir conforto excessivo às massas e, em consequência, a longo prazo, torná-las inteligentes demais”.

Os xiitas da prisão domiciliar

Guilherme Fiuza

O confinamento burro nunca organizou a população para o que realmente salva vidas: o isolamento rigoroso dos vulneráveis e a circulação responsável dos não vulneráveis


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, declarou que já salvou 30 mil vidas com sua política de enfrentamento do coronavírus. É muita vida. E diante de uma ação tão impressionante, com resultado tão preciso, todos devem estar querendo saber como exatamente isso se deu. Mas vão ficar querendo.

A premissa científica do prefeito, assim como a do governador João Doria — seu sócio de lockdown —, é uma espécie de desejo matemático. Eles montaram uma equação relacionando porcentual de população confinada com detenção da epidemia. E pediram ao coronavírus: por favor, não entre nas casas do nosso modelo estatístico, para podermos usar sem culpa o confinamento como estandarte.

Infelizmente o vírus não atendeu ao apelo dos homens bons. Esses vírus de hoje são mesmo muito rebeldes. Mas Covas continuou dizendo que seus prisioneiros domiciliares foram imunizados por decreto, sacramentando o que ninguém sabia: a ciência é um estado de espírito. Ou, numa literatura mais acadêmica: a ciência é o que der na telha do falastrão mais desinibido.

Poucos adeptos do lockdown tiveram a honestidade do governador de Nova Iorque

Sem querer tirar o Oscar de ficção científica das autoridades de São Paulo, precisamos indagar: quantos hospitalizados com covid-19 estavam cumprindo o isolamento? Como se sabe, em várias partes do mundo a maioria dos internados veio do confinamento. Em Nova York, por exemplo, esse número em dado momento chegou a 84% dos hospitalizados — somando-se os que estavam em casa e em asilos. Poucos adeptos do lockdown tiveram a honestidade do governador de Nova Iorque, e em geral dizem que sem confinar a população em casa seria muito pior. Ciência é ciência.

Vamos ajudá-los a conhecer seu próprio modelo com algumas perguntas: quando se iniciou o confinamento, que porcentual da população já infectada por coronavírus se trancou em casa? Não sabem? OK. Então é por isso que também não sabem — ou não querem que saibam — quantos hospitalizados vieram do confinamento? Talvez. Mas vamos em frente: dos que se confinaram, quantos mantiveram contato com pessoas que continuaram circulando? E, entre os que mantiveram, quantos desses que circularam estiveram em aglomerações sem o distanciamento requerido?

Se não puder ficar em casa, dane-se, não é problema nosso

Continuando: que porcentual dos que cumpriram o confinamento pertence a grupos de risco? E desses grupos, quantos fizeram isolamento total em relação aos que continuaram circulando? Não sabem? OK, já entendemos. Vocês não sabem nada.

Verdade inconveniente sobre o racismo e sexismo dos Democratas nos EUA

Cristina Miranda

Uma mentira repetida incessantemente torna-se numa verdade se não for desmentida. Assim tem sido ao longo dos tempos quando a História não é ensinada como ela de facto aconteceu, mas sim, como é mais conveniente a quem se quer servir dela. Um exemplo disso mesmo vem dos EUA, e a propósito desta onda generalizada de indignação e luta contra o racismo que teve origem nos Estados Unidos, venho aqui repor a verdade ocultada pela mídia.

Corre a convicção de que o Partido Democrata é aquele que defende as minorias e direitos humanos. Corre a ideia de que são eles quem mais defendem os oprimidos. Mas a História é implacável no momento da verdade: é completamente falso.

Dizem os Democratas (a esquerda) que os Republicanos (direita) são racistas e sexistas, no entanto, eis o que diz a História:

O Partido Democrata defendia a escravatura e iniciou por isso uma guerra civil  opondo-se radicalmente à Reconstrução.  Fundaram o Ku Klux Klan (seu braço armado), impuseram a segregação, protagonizaram linchamentos, lutaram contra as leis dos direitos civis (Civil Rights Act).

Por outro lado, desde a sua fundação em 1829 o Partido Republicano nasce como partido anti-escravatura. Em 1857 o Supremo Tribunal declarava no caso Dred Scott versus Stanford, que escravos não eram cidadãos, mas sim, propriedade. Os sete juízes que votaram a favor da escravatura neste processo eram democratas, e os restantes dois que votaram contra, eram republicanos.

A questão da escravatura viria a ser resolvida com uma guerra civil no período de 1861 -1865. Os democratas opunham-se tanto à abolição da escravatura que em 1860, 6 semanas depois da eleição do presidente republicano Abraham Lincoln, a Carolina do Sul dominada pelos democratas, votou para se separar do Norte. Dá-se a maior e mais sangrenta guerra civil de toda a história dos EUA.  Quem chefiou essa guerra foi Abraham Lincoln, o primeiro Presidente Republicano, o homem que libertou os escravos. 

Seis dias depois da rendição da Confederação armada, um democrata – John Wilkes Booth – assassinou o Presidente. O vice presidente democrata Andrew Johnson tomou o seu lugar. Mas este era opositor a Lincoln no seu plano de integrar os escravos na sociedade. Johnson e o Partido Democrata estavam unidos na sua oposição à 13ª Emenda (que abolia a escravatura), à 14ª Emenda (que dava direitos de cidadania à comunidade negra) e à 15ª Emenda (que dava direito ao voto dessa comunidade). Estas Emendas acabaram por passar apenas graças aos Republicanos.

Durante a Reconstrução após a guerra civil, tropas federais estacionaram no Sul para assegurar a segurança dos recentes escravos libertos. Centenas de homens negros foram eleitos nos estados do sul pelo Partido Republicano e assim, 22 negros republicanos serviram no Congresso em 1900. Os democratas até 1935 não elegeram um único negro.

Uma grande imobiliária chamada Brasil

Dos 750 mil imóveis administrados pela União, pelo menos 3.800 estão “vagos e sem uso”

Vista da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no Distrito Federal. Foto: Marcello Casal.Jr/Agência Brasil
Cristyan Costa

Não é só com saúde, educação, saneamento básico, segurança e outras coisas essenciais ao bem-estar da população que o governo federal precisa se preocupar. Entre outros penduricalhos que tornam o Estado brasileiro um dos mais inchados do mundo, estão 750 mil imóveis administrados pela União. São casas, prédios comerciais e terrenos (alguns à beira-mar) que, juntos, valem mais de R$ 1,3 trilhão.

Legislação
Até pouco tempo, em razão dos entraves burocráticos, vender qualquer um desses imóveis era tarefa quase impossível para essa grande imobiliária chamada Brasil. A situação pode ter mudado depois da aprovação da Lei n° 14.011, de 2020, sancionada neste mês pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em síntese, a nova legislação facilita a compra desses bens pela iniciativa privada ao alterar vários trâmites sobre a avaliação do preço mínimo e permitir desconto maior no valor do imóvel, nos casos de vendas que não deram certo.

A partir de agora, por exemplo, será possível abater 25% do valor inicial do imóvel já na segunda ida a leilão. Hoje, o desconto, de apenas 10%, só pode ser ofertado na terceira tentativa de alienação, e exclusivamente para imóveis que custam até R$ 5 milhões. Em conclusão, o processo fica lento.

“Estamos modernizando a gestão”, resumiu a Oeste o secretário de Coordenação e Governança do Patrimônio da União, Fernando Bispo. Segundo ele, dos 750 mil imóveis em poder da União, o Ministério da Economia quer agilizar a venda de 3.800.

O número corresponde aos chamados “vagos e sem uso” para a Administração Pública. A estimativa de arrecadação é de R$ 30 bilhões em três anos. Contudo, a pasta pretende iniciar os leilões já no próximo mês, através de leilões virtuais. Desta forma, espera-se obter R$ 6 bilhões ainda em 2020.

Outra facilidade da lei é que os chamados “foreiros” — pessoas que pagam aluguel ao Estado por usar um terreno que pertence à Marinha —, e que ocupam atualmente 302 mil áreas, possam adquirir as terras mediante financiamento com bancos, entre eles, a Caixa.

Desburocratização e desinvestimento
A mesma coisa se aplica a outras 300 mil terras (número aproximado) da União. Nelas, há edificações de gente que recebeu autorização do governo para construir ali. Assim sendo, o secretário explica que a intenção do governo é facilitar que elas sejam adquiridas pelos atuais ocupantes.

São Pedro e a chave do Céu e a da Terra

ABIM

Neste dia 29 de junho a Santa Igreja celebra a festividade de São Pedro e São Paulo. Em memória desta importante comemoração — hoje tão diminuída e abafada devido ao processo de autodemolição da Igreja promovido pela própria autoridade eclesiástica —, transcrevemos a seguir trecho de uma conferência de Plinio Corrêa de Oliveira de 11-11-1988.


“Bem no meio da praça de São Pedro, chama a atenção um obelisco — agulha de pedra muito alta, coberta de inscrições egípcias. Os faraós mandavam erigir obeliscos narrando os fatos do reinado deles, ou coisas do gênero. O Egito foi a mais gloriosa das nações antigas, e a Grécia formou grande parte de sua cultura aproveitando elementos da cultura egípcia. Os romanos, por sua vez, inspiraram-se em larga medida na cultura da Grécia.


Assim, um obelisco no centro daquela praça romana tem muito significado. No alto do obelisco foi colocada uma cruz, simbolizando assim o triunfo da Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o mundo inteiro.

E a ideia que preside o conjunto da praça e da Basílica de São Pedro é a representação de uma chave. É muito significativa tal representação em forma de chave, lembrando as chaves do Apóstolo São Pedro –– a chave dos Céus e a da Terra –– o poder exercido no Reino do Céu e, indiretamente, no Reino da Terra!”


Título e Texto: ABIM, 29-6-2020
Imagens: PRC

Agência Brasil explica: como Selic baixa pode influenciar seu bolso

Taxa básica de juros está em 2,25% ao ano

Kelly Oliveira

A taxa básica de juros, a Selic, chegou ao menor patamar da história no último dia 17, ao ser fixada em 2,25% ao ano. Pela oitava vez consecutiva, os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiram reduzir a taxa, como já era esperado pelo mercado financeiro.

Em comunicado, o BC informou que a redução dos juros nas últimas reuniões é compatível com os impactos econômicos da pandemia do novo coronavírus e que, para as próximas reuniões, poderá haver um "ajuste residual" no estímulo monetário.

Mas por que o Banco Central tem reduzido os juros básicos? E de que forma isso afeta o dia a dia dos cidadãos?

A taxa de juros Selic é a referência para os demais juros da economia e é definida pelo Copom em oito reuniões ordinárias ao longo do ano. É a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). Uma vez definida a taxa Selic, o BC atua diariamente comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião do Copom.

Por meio da definição da Selic, o BC busca controlar a inflação do país, mantendo-a dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para este ano, a meta é de 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%. Devido à pandemia de coronavírus, que desaqueceu a economia, o mercado financeiro projeta inflação abaixo do piso da meta.

Com a inflação baixa e o país registrando até deflação, como ocorreu em maio, o BC tem tido espaço para cortar a Selic. Em situações normais, ao reduzir a Selic, o Banco Central estimula a economia porque os juros mais baixos ajudam a tornar o crédito mais barato e incentivam o consumo e os investimentos.

Entretanto, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de conceder crédito e definir as taxas, como o risco de inadimplência, gastos administrativos e lucro.

Assim, mesmo com a Selic baixa, no cenário de pandemia, os consumidores estão receosos em gastar mais devido ao medo de desemprego ou de perder renda, e os bancos não reduzem os juros por causa do maior risco de inadimplência.

domingo, 28 de junho de 2020

Vasco 3 x 1 Macaé, 28-6-2020

Os putos: primeiro divertiram-se. Depois montaram um show ilusionista. Agora estão aterrados

António Costa quis “deixar claro” que, se algo falhar, a culpa não será sua. Em seguida abandonou a reunião. O Presidente mostrava-se incrédulo. O show ilusionista de Marcelo & Costa desmoronou-se.


Helena Matos

Há momentos assim. Inesperados. Aparentemente simples. E, contudo, acabam a avisar-nos das grandes mudanças. São eles que marcam o antes e o depois. Um desses momentos aconteceu esta semana quando o primeiro-ministro abandonou a reunião no Infarmed depois de ter querido “deixar claro” que, se algo falhar no combate à pandemia, a culpa não será sua. Não sei o que é mais trágico se num momento tão grave para o país, a preocupação do primeiro-ministro ser “deixar claro” que, se algo falhar no combate à pandemia, a culpa não será sua (isso quer dizer que se algo correr bem os louros serão de quem?), se o facto de António Costa acreditar que tal é possível.

Seja como for, o show ilusionista de Marcelo & Costa acabou. E os protagonistas ficaram subitamente expostos: o encontro com a realidade que contornaram nos incêndios de 2017, no assalto ao paiol de Tancos, na degradação do SNS, que aconteceu muito antes da chegada do Covid, no processo tortuoso que usaram para afastar Joana Marques Vidal da PGR, esse encontro estava agora ali à sua frente, naquela reunião no Infarmed.

O primeiro-ministro agarra-se agora às palavras com o desespero detalhista de quem sente escapar-lhe a abordagem global. Ter-se-á irritado com a, por assim dizer, errática ministra da Saúde que teve o azar de proferir a palavra confinamento durante a sua intervenção na reunião do Infarmed. Entende agora António Costa que o país não esteve confinado porque houve sectores que continuaram sempre a trabalhar. Mas então estivemos o quê? E se fizermos como Marta Temido, aceitando o puxão de orelhas do senhor primeiro-ministro e passarmos a dizer  que o país esteve a brincar às escondidas, qual é a diferença dessa mudança de terminologia para o país, além da notória figura de parvos que aceitamos desempenhar?

Obviamente Marta Temido foi apenas o alvo mais fácil e também o alvo possível para a irritação de António Costa que na verdade não podia reagir da mesma forma às intervenções dos técnicos do Instituto Ricardo Jorge e da DGS. Intervenções essas que não corroboravam a tese que António Costa e o Presidente da República têm veiculado de que o crescimento do número de infectados resulta do facto de se estar a testar mais e também dos comportamentos de risco dos jovens.

Para acabar de vez com a vigarice antirracista. Destrua-a sem piedade

As ideias que partilhamos neste ensaio jamais servirão propósitos de culpabilizar qualquer pertença racial (branca, negra e as demais), apenas ajudar a compreender os significados das suas existências

Gabriel Mithá Ribeiro

Não quer continuar na pele de idiota? Então destrua toda e qualquer insinuação sobre a sua pertença a uma seita potencialmente racista, isto é, identificada com o crime, uma vez que da sua mancha racial você jamais se livrará e, quem sabe, já a transmitiu ou transmitirá a filhos, netos, bisnetos, por aí adiante. Mamadou Ba, Joacine Katar Moreira, Isabel Moreira, Fernanda Câncio, Boaventura de Sousa Santos, Chico Buarque e todos os antirracistas encartados de Portugal, Brasil, restante Europa, Estados Unidos da América ou mundo são irrelevantes. O seu inimigo é você, é a sua consciência branca.

Não duvidemos que a consciência digna do nome é simplesmente humana, universal, não tem cor. Todavia, há décadas que a sua foi tomada de assalto e pintada de consciência branca, sinônimo de consciência pesada, e é você quem tem estado encarregue de preservar e abrilhantar a pintura. Aos antirracistas basta-lhes a sugestão da existência da consciência negra, antônima da sua, a consciência leve. Fazem-no a toda a hora e em toda a parte – no ensino, literatura, imprensa, cinema, música, conferências, arruadas, debates, encontros, protestos – e você quebra, não consegue resistir ao papel de contraparte.

Manifestação no Porto

Se não sabe, o Brasil alcançou o nirvana no início do ciclo glorioso da governação do Partido dos Trabalhadores, o PT, quando, em 2003, imaginando-se na época da escravatura, instituiu 20 de novembro como o Dia Nacional da Consciência Negra. Nesse campeonato de cores, no entanto o supremacista antirracista é o camaleão, a pele branca que se autoconvence possuidora de uma sofridíssima consciência negra capaz de fazer inveja aos negros mais negros de pele. E se algum destes se atreve a recusar o estatuto de vítima será denunciado, pelo camaleão, de inverter a ordem natural das raças, pele negra com consciência branca.

Em 1949, George Orwell imaginou um mundo distópico que chegaria em 1984. Acabou ultrapassado pelos absurdos da realidade em número, gênero e grau a ponto de, entre 2010 e 2013, eu ter necessitado de uma longa terapia para tornar a minha consciência incolor, simplesmente humana. Foram três anos em que me submeti a uma aturada pesquisa pós-doutoral sobre o racismo.

Li o que havia para ler de grandes e pequenos especialistas. Porém, porque a vida vivida nunca repousa, incluí na minha autoterapia o dever de confrontar as teses acadêmicas escritas, por isso estáticas, com a vida concreta de pessoas comuns, sempre dinâmica. Durante cerca de sete meses fiz o que se chama trabalho de campo, distribuído pelos anos de 2010 e 2011. Calejado pela experiência anterior com as teorias sobre o colonialismo que descartavam a vida vivida pelos negros colonizados comuns, sabia que a ciência universitária é exímia em produzir ilusões muitíssimo mais armadilhadas do que Orwell alguma vez teria sido capaz, e a ciência do racismo encabeçava a lista das suspeitas.

Trata-se de um saber científico cujas patentes estão reservadas apenas a uma subespécie racial, a branca progressista de esquerda, que não apenas usurpa a representatividade das demais subespécies raciais brancas, como ainda usurpa as diversas sensibilidades genuínas de negros, índios, mulatos, mestiços, japoneses, indianos, árabes, por aí adiante. Ciência sobre todas as raças quase só elaborada e, seguramente, tutelada e instigada por uma subespécie de apenas uma das raças não constituirá a definição mais-que-perfeita de racismo?

Por isso, caro leitor, só a si compete avaliar as duas conclusões inabaláveis a que cheguei. Uma, o racismo foi um fenômeno histórico que teve relevância social inquestionável num dado contexto temporal. Outra, com o fim da discriminação racial formalmente instituída nos Estados Unidos da América, do nazismo, da colonização europeia, da guerra fria e do apartheid sul-africano deixou de ser possível comprovar empiricamente a persistência do fenômeno e, desse modo, o racismo deixou de existir.

Como, na atualidade, não é mais possível comprovar a persistência de fronteiras raciais, as nossas sociedades são equiparáveis a um sujeito que a cada dia agrava a ambição de derrubar o muro de Berlim, se necessário pela violência, fazendo por ignorar que esse mesmo muro foi derrubado há três décadas, em 1989.

Não é mais possível colher evidências empíricas que assegurem, na atualidade, a existência de lógicas raciais discriminatórias com um sentido claro, isto é, que responsabilizem uma das partes e inocentem a outra. De resto, o racismo ou está dentro das instituições, em particular as tuteladas pelo Estado, como os órgãos de soberania, ensino, justiça, polícia, repartições públicas, transportes, sendo visível na cor da pele exclusiva ou racialmente hierarquizada dos seus funcionários e servidores, ou não está. Um Estado tem de ser necessariamente assim para ser justo, mas deixa de o ser quando impõe à força esse mesmo modelo à Sociedade atropelando a liberdade, a autonomia ou as escolhas subjetivas desta. Não hesite em designar essa tentação de totalitária, criminosa.

Covid-19, resumo de um desastre voluntário

Pode-se acusar as “autoridades” de falta de competência, não de falta de coerência: desde o princípio que mantiveram um nível invejável de contradições, negações, recuos e genérica desorientação.

Alberto Gonçalves

 A coisa aconteceu no ano da graça de 2020. Logo no início, notícias em rodapé mencionaram um novo vírus nascido na China, similar a outros que iriam dizimar a humanidade e foram descartados em dois meses. A partir de fevereiro, as notícias atingiram dimensão suficiente para inspirar os nossos governantes a comentá-las. Uma ministra, a da Agricultura, disse que o vírus favoreceria as exportações portuguesas para o Oriente. Um ministro, o da Economia, disse que o vírus não afetaria as contas locais, com a eventual excepção de um sector irrelevante como o turismo. Uma ministra, a da Saúde, disse o que lhe vinha à cabeça. A senhora da DGS apresentou-se gloriosamente à nação e, estabelecendo um padrão cômico que não sofreria abalos, garantiu que o vírus não chegaria cá.

Graça Freitas, diretora da Direção Geral de Saúde, e Marta Temido, ministra da Saúde
Nos idos de março, o vírus chegou e, conforme costuma afirmar a propósito disto e daquilo, o prof. Marcelo afirmou que “tudo estava a ser feito” para lidar com o bicho. Em seguida, fechou-se em casa a engomar roupa e a desperdiçar testes de diagnóstico. O dr. Costa exibiu a capacidade de liderança de uma Bimby e, receoso dos efeitos do pânico coletivo nas sondagens, acabou por fechar o que jurara não fechar e por manter aberto o que devia ter sido fechado. Enquanto a senhora da DGS recomendava visitas a lares de idosos e o BE explicava que o vírus era um aviso dos deuses para acabar com o capitalismo, desceu-se ao “confinamento”, a princípio com as fronteiras abertas para apanharmos ar. À cautela, decidiu-se espatifar a economia.

Durante semanas, o país fechou. Os portugueses, assustados face à gripe e mansos face ao poder, recolheram aos respectivos lares e os espaços públicos ficaram desertos a ponto de se ouvirem moscas e, a partir das janelas, os berros dos inúmeros “bufos” que esta história revelou, a interpelarem com insultos o ocasional transeunte. Nos espaços privados, ouviam-se as televisões, que viram na “pandemia” uma panaceia à sua inevitável redundância e apostaram no fomento da histeria. Alguns “pivôs” acharam natural partilhar desabafos líricos com as audiências. Todos os canais alinharam na propaganda do Governo e na alucinação de que estávamos, cito, em guerra – uma guerra onde as trincheiras fossem trocadas pelo sofá da sala e a artilharia inimiga pelas séries da Netflix. Para não haver dúvidas, transmitiram-se imagens, fora do tempo ou do contexto, de valas comuns em Nova Iorque, caixões empilhados em Itália e motins na Inglaterra. Era o chamado esforço patriótico, que motivou panegíricos também na imprensa ao desempenho das “autoridades”: os jornais competiram pela capa mais babada com a senhora da DGS, que gostava de orquídeas, aconselhava o abastecimento em “hortas de amigos” e, à época, proibia o uso de máscara.