sexta-feira, 24 de maio de 2019

Meu INSS instável até segunda-feira

O INSS informa que o Meu INSS pode apresentar instabilidade, em razão de melhorias do sistema, a partir das 20h desta quinta-feira (23), com previsão de normalização às 6h de segunda-feira (27).


Para contato com o INSS, o telefone 135 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília).

Estátua 'Os Escoteiros' é roubada na Praça do Russel, na Glória

Segundo a Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente, é o sétimo episódio de furto a monumentos registrado na cidade este ano

Paulo Assad e Johanns Eller

A estátua Os Escoteiros, localizada na Praça do Russel, na Glória, Zona Sul do Rio, foi furtada. Segundo membros do Centro Cultural do Movimento Escoteiro (CCME), o roubo ocorreu provavelmente entre a madrugada dos dias 21 e 22. No local, só sobraram os pés de bronze da figura do jovem escoteiro.

—  Descobrimos o sumiço somente ontem (quarta-feira), através de um chefe dos escoteiros que notou o desaparecimento. É um absurdo uma estátua dessas, com um valor histórico, ser levada e ninguém ficar sabendo — reclama André Torricelli, diretor do CCME.

Estátua "O Escoteiro", na Praça do Russel, na Glória, foi roubada por criminosos Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo
Segundo Torricelli, a estátua, que reproduz um menino escoteiro segurando uma bandeira e um chapéu, havia sido um presente de agradecimento de escoteiros chilenos após uma demonstração de solidariedade das suas contrapartes brasileiras. Em 1922, um terremoto de magnitude 8,5 na escala Ritcher atingiu a ex-colônia espanhola nas localidades de Vallenar e Huasco, na região do Atacama.

Ao sismo, seguiu-se um tsunami, o que aumentou a devastação: cerca de 1.500 morreram e outras 2.000 ficaram feridas no episódio. Os escoteiros brasileiros arrecadaram, então, uma grande quantidade de dinheiro doada para as crianças chilenas vítimas do tremor. Um ano depois, os escoteiros do Chile retribuíram com o dinheiro para a construção de uma estátua.

— Antigamente, a Praça do Russell era conhecida popularmente como Praça dos Escoteiros, pois aqui eram realizados nossos jogos anuais. Depois, em meados dos anos 1960, com a expansão do Aterro do Flamengo, os eventos passaram a serem realizados lá — explica Torricelli.

Estátua foi presente de escoteiros chilenos e estava no local desde 1923. Foto: Divulgação CCME

Por uma coincidência inconveniente para o CCME, a edição 2019 do Grande Jogo Regional dos escoteiros ocorrerá no próximo domingo, no próprio Aterro. A estátua ficava entre as árvores de um canteiro próximo a um ponto de ônibus, próximo ao Memorial Getúlio Vargas. Moradores do entorno da Praça do Russel afirmam que, por conta da falta de segurança, o local fica vazio, especialmente durante a noite. Eles denunciam o abandono do local e temem que o patrimônio da Glória volte a ser flagelado.

— A praça precisa de mais segurança. Há muito patrimônio por aqui e tudo pode acabar roubado, como a estátua dos escoteiros — afirma José Geraldo, que mora em frente à praça, oficialmente chamada Praça Luís de Camões.

Para Eduardo Teixeira, que também vive nos arredores do local, o serviço Aterro Presente não é suficiente para coibir atos criminosos, uma vez que os agentes encerram o expediente às 22 horas:

— Falta uma patrulha mais frequente da Guarda Municipal, como havia há alguns anos. Está tudo abandonado. Apesar dos moradores de rua, não acho que tenha sido obra deles. A estátua era muito pesada.

Os pés da estátua, que teria sido serrada, ficaram presos à base, que é aparafusada. Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

Waldyra Pereira, que mora na Rua do Russel, se diz triste com o roubo de um patrimônio tão emblemático.

— Toda criança gostava da estátua. Eu levava meus filhos para brincarem com ela e tirar foto com o chapéu — recorda.

Agentes do Aterro Presente avaliaram que, pelo porte da estátua, ela muito provavelmente foi serrada. Os pés, presos à base, foram deixados para trás. O furto possivelmente contou com a ação de mais de um criminoso. Moradores e comerciantes da região ouvidos pelo GLOBO afirmam que não viram movimentações suspeitas nem ouviram barulhos. A escultura ficava a mais de cem metros dos prédios da Rua do Russel, escondida entre muitas arvores.

Em nota, a Secretaria de Conservação (Seconserva) confirmou o furto da estátua. Ainda nesta quinta-feira, a Gerência de Chafarizes e Monumentos, que cuida dos 1.374 monumentos e chafarizes públicos da cidade, deve registrar um boletim de ocorrência para que a polícia investigue o caso:

"A reposição de peças em bronze, por furto ou vandalismo, não faz parte do contrato anual de conservação. Cada vez que um monumento é danificado ou vandalizado, é preciso fazer a elaboração de um projeto com previsão orçamentária independente, sendo necessária a abertura de licitação para o restauro e/ou reposição. Por isso, não há valor estimado do prejuízo com vandalismo de monumentos".
Título e Texto: Paulo Assad e Johanns Eller, O Globo, 23-5-2019

Relacionamentos

Nelson Teixeira

Somos criaturas em constante desenvolvimento e crescimento, por onde andamos nos relacionamos e convivemos.

Poucos de nós reconhecemos a importância da boa convivência e de relacionamentos duradouros, porque ainda somos muito egoístas e, muitas vezes, com esse tipo de sentimento nos prejudicamos física e emocionalmente.

Relacionar -se com o outro não é tarefa fácil, requer muitas vezes a renúncia de algo que acreditamos para ceder ao outro a oportunidade de viver em harmonia.

Muitas dificuldades nos esperam e se não nos utilizarmos da compreensão e da paciência, sempre teremos relacionamentos conturbados e cheio de mágoas.

Lembremos que ceder não é ser fraco, mas sim uma grande prova de que confiamos na mudança do outro.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 24-5-2019

Charada (874)

Se o Fernando cortar
20 limões ao meio
e, depois,
cortar metade
dessas metades ao meio,
quantos pedaços
obterá no total?

[Aparecido rasga o verbo] A tara pela caca

Aparecido Raimundo de Souza                                                

NÃO ERA A PRIMEIRA VEZ que o Elizeu fazia aquele pedido esquisito. Marina até certa altura tirou numa boa. Pensou que o namorado estava zoando com a sua cara:
- Faz prá eu ver, meu amor. Faz para eu ver. Estou louco pra me deleitar com esse momento...
O pedido veemente e lacônico surgiu assim, sem mais nem menos. E passou a ser constante e inverossímil no decorrer dos meses de namoro. Elizeu queria que a namorada, sentada no vaso do banheiro a calcinha arreada até os joelhos, fizesse suas necessidades fisiológicas para que ele, em carne e osso, visse bem de perto e cheirasse se possível. 
- Zeu, meu amor, não tem o menor cabimento. É muito pessoal. Estou travada. Qualquer outra coisa, tudo bem, mas...

Marina realmente andava catando cavacos, e logo debandou por becos e sendas tortuosas tropeçando entre a cruz e a espada. Literalmente se viu presa, acorrentada num beco sem saída. Até onde a possibilidade se apresentava coerente, realizava os desejos –, ou melhor –, as barbáries do namorado. Começou o rol pelo simples trocar de roupas. Depois a coisa tomou outros rumos. Elizeu cismou de espiá-la na hora do xixi. Até aí, sem problemas. Contudo, a criatura não se conformou e partiu para situações mais agressivas, tipo, querer que ela se masturbasse com um membro de borracha que ele comprara num sex shop.  Entrava em transe, ao observar o corpo dela, pelo buraco da fechadura, enquanto a gostosa tomava banho e se ensaboava. Passo seguinte, Elizeu resolveu dividir o chuveiro. Marina, muito a contra gosto, depois de um caminhão de desculpas acabou concordando. Não queria brigas. Amava o sujeito, apesar dos  pesares. Todavia, agora, o cara chegara ao limite. Pirara de vez.

Viajava na maionese, a velocidade espantosa, com certeza. Exigia que ela fizesse um cocô na frente dele.
- Amor, não tem condições.
- Só uma vez. Só uma... 
- A coisa fede muito. Desagradável, isso...
E daí?  Você não aguenta o cheiro?  Eu te amo minha princesa. E se te amo, também posso suportar.
Marina não dispunha de mais rotas de fuga e portas de escape para onde seguir ou correr. Ao marcar encontros rotineiros com o rapaz, saia de casa prontinha da silva. Nada de ceder aos impulsos do amado. Se fossem a um restaurante evitava beber. Se depois do cinema partissem para o apartamento dele evitava o toalete. Segurava a vontade até em casa na tranquilidade do lavabo de seu quarto.

Ultimamente Elizeu vinha passando dos limites toleráveis para a paciência de uma senhorita de dezenove anos. Primeiro namorado, primeiro amor da sua vida. Para ela, tudo girava como num conto mágico em ascensão. Todavia, de uma hora para outra, Elizeu passou a ter comportamentos atípicos e destituídos da normalidade. Não respeitava mais os espaços da namorada. Gritava com ela como se tivesse diante de si um bicho qualquer. “Caga desgraçada!”.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Vão chover raios e coriscos por causa deste artigo sobre a Europa

José Manuel Fernandes

Às vezes tenho mais medo dos visionários do que dos populistas. Isto é, receio mais o autismo utópico de Macron do que a demagogia de Salvini. Estão chocados? Não estejam. Escutem a revolta dos eleitores


Há cinco anos os partidos eurocéticos e populistas, de direita ou de esquerda, elegeram um quarto dos deputados do Parlamento Europeus. Era um aviso – mesmo sendo estas eleições favoráveis à expressão do “voto de protesto”, a maré já ia alta. Havia que, com humildade, procurar perceber o que criava tanta irritação e ceticismo entre os europeus.

Mas não. Humildade é palavra que não faz parte do léxico de Bruxelas. Se havia dúvidas sobre o processo de integração europeu, a única resposta que sempre se soube dar para aqueles lados foi “mais Europa”. E com a arrogância tecnocrática de sempre, sob a forma de planos e mais planos que nada diziam à generalidade dos cidadãos europeus.

Depois passaram mais dois anos e aconteceu o Brexit. O “impossível” Brexit. O Brexit que as sondagens não previam. A seguir veio Salvini. E já havia Orban. Sem esquecer os polacos.

Estamos em maio de 2019 e tudo indica que a maré eurocética suba ainda mais. Pode agora ser suficiente para eleger cerca de um terço dos deputados. Nalguns países, e países importantes, serão estas forças as que recolherão mais votos.

E qual está a ser a reação dos velhos partidos centristas, da burocracia de Bruxelas e das elites europeias?

Primeiro que tudo, usar a arma do medo, agitar o fantasma da extrema-direita e pedir para que se cerrem fileiras e que venham mais votos e “mais Europa”. Ainda agora foi a vez de António Costa ir juntar a sua voz à de Emmanuel Macron e subscrever a sua “visão” de uma União Europeia que tende a ser exatamente aquela que os eleitorados estão a gritar que não querem.

"STAND-UP" com Jair Bolsonaro



Título e Vídeo: Folha do Brasil, 23-5-2019

Moro lamenta retorno do Coaf ao Ministério da Economia

Faz parte da democracia perder ou ganhar, diz ministro

Pedro Peduzzi

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro [foto], lamentou hoje (23) a decisão da Câmara dos Deputados, que aprovou ontem (22) - por 228 votos a favor e 210 contrários (18 votos de diferença, NdE) - a volta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Economia.

Ao analisarem a Medida Provisória da Reforma Administrativa (MP 870/19), os deputados rejeitaram um destaque que queria restaurar o texto original que determinava que o órgão ficaria sob a guarda do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre os deputados, 210 votaram pela aprovação do destaque e quatro se abstiveram.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
“Sobre a decisão da maioria da Câmara de retirar o Coaf do Ministério da Justiça, lamento o ocorrido. Faz parte da democracia perder ou ganhar. Como se ganha ou como se perde também tem relevância. Agradeço aos 210 deputados que apoiaram o MJSP [Ministério da Justiça] e o plano de fortalecimento do Coaf”, disse Moro hoje, por meio de seu Twitter.

Criado em 1998, no âmbito do Ministério da Fazenda, o Coaf é um órgão de inteligência financeira do governo federal. Ele atua principalmente na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro.

Um pouco antes, os deputados haviam aprovado o texto base da MP 870/19, que reduziu o número de ministérios de 29 para 22.

O texto também transferiu novamente para o Ministério da Justiça e Segurança Pública a Fundação Nacional do Índio (Funai), que também ficará responsável pela demarcação de terras indígenas.

A Funai estava subordinada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos e a demarcação era uma atribuição do Ministério da Agricultura.

Os deputados firmaram um acordo para evitar uma polêmica: a recriação de dois ministérios fundidos (Cidades e Integração Nacional). Pelo acordo, os parlamentares aprovaram a manutenção dos dois órgãos no Ministério do Desenvolvimento Regional, revertendo a mudança proposta pelo projeto de lei de conversão do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).
Título e Texto: Pedro Peduzzi; Edição: Kleber Sampaio, Agência Brasil, 23-5-2019

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[Daqui e Dali] O sabichão…

Humberto Pinho da Silva

Conheço meu amigo João desde o dia em que fomos para o Quartel de Campo Grande, em Lisboa.

Era um jovem do Alto Minho, que trabalhara duramente para conseguir o almejado quinto ano.

Começara a mourejar na lavoura. Depois, veio para o Porto, como marçano. Fazia recados e entregas.

Paralelamente, estudava à noite. Com esforço e força de vontade, concluiu o Curso Geral do Liceu.

Com o certificado na mão, concorreu para lugar público e como era ambicioso, esperto e inteligente, foi subindo, até obter o pomposo cargo de Chefe.

Sua cultura nunca passara dos elementares conhecimentos das disciplinas básicas do liceu, e da leitura de jornais e “Selecções de Reader’s Digest”, que comprava num alfarrabista, da Praça de Monpilher.

Após a reforma, reformou-se igualmente da leitura: jamais leu, fosse o que fosse… nem a Bíblia, apesar de ser católico praticante…

Quase semanalmente o encontro, e raro é o dia que não vamos almoçar juntos, num pacato restaurantezinho da baixa.

Sua presença me é agradável, apesar do ar doutoral. Convenceu-se – ou quer-me convencer – que tudo sabe; tal qual alguns políticos da nossa praça.


Se comento artigo que li, logo replica: ”Não é bem assim!”
De indicador em riste, inicia preleção, com autoridade de professor, declarando que me encontro redondamente enganado.

Não lhe ocorre que as tristes figuras do presidente da Comissão Europeia contribuam para o descrédito da UE?

Helena Matos




Título: Helena Matos, Blasfémias, 23-5-2019

Se o agressor tivesse outro perfil como e quantas teriam sido as notícias?

Helena Matos

A 31 de Março, na Praça da República aconteceu uma agressão grave na Praça da República em Paris. O caso tinha todos os ingredientes das notícias que rapidamente se tornam virais: Julia, a vítima, apresenta-se como mulher transgénero. À sua volta uma multidão masculina humilha e agride Julia. A cena foi filmada. Mas indignação nem vê-la.


Por cá, o EXPRESSO  deu a notícia, referindo que Julia “foi surpreendida por três homens que a agrediram e insultaram em árabe“. O Correio da Manhã nem isso. Diz que a agressão partiu de “homens, este domingo, enquanto participava num comício contra o presidente argelino, Bouteflika“.

Vamos ser claros: se o agressor não fosse um cidadão marroquino-argelino, a viver irregularmente em França desde 2017, mas sim, por exemplo, um lourinho de olhos azuis, e se agressão tivesse acontecido numa manifestação de católicos, quantos editoriais, manifestos, apelos e declarações se teriam seguido?

PS:  «Várias associações LGBT condenaram o comportamento dos três agressores, lamentando também que elementos da polícia se tenham dirigido a Julia de forma preconceituosa, tratando-o por “senhor”» O “lamentando também” que põe no mesmo nível os agressores e a polícia que tirou a vítima daquele inferno é, de facto, espantoso.

Espantoso também foi o murro que Julia ainda conseguiu enfiar na cara do agressor porque, felizmente para Julia, no momento de levar pancada ainda conseguiu defender-se como poucas mulheres o fariam.
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 23-5-2019

Verdade roubada, mentira vendida

Percival Puggina

Todo dia, toda hora, em algum lugar, alguém está falando a nós, o povo. Falam-nos nos meios de comunicação, nas redes sociais, nas tribunas, nos púlpitos, nos palanques sobre o que nós, o povo, queremos. E sempre há alguém acusando outrem, por estar fazendo as coisas de modo diverso daquele que nós, o povo, desejaríamos. Essa apropriação, que nos converte em gado do discurso alheio, é uma espécie de abigeato praticado cotidianamente. Muitas vezes, a verdade nos é roubada e a mentira vendida ao povo.

Há no povo homens e mulheres; há crianças, jovens, adultos e idosos (e também jovens idosos e adultos infantis); há pessoas instruídas e incultas, bem como sábios incultos e acadêmicos tolos; existem pessoas dos campos e das cidades, do febril anonimato das grandes metrópoles e das pequenas comunidades urbanas onde todos se conhecem; há pessoas de várias classes sociais e níveis de renda; há no povo uma diversidade cultural, racial e religiosa. Em cada grupo encontraremos bons e maus, trabalhadores e vadios, pessoas com e sem esperança, enfermos e sãos, cada qual com suas debilidades e fortalezas, vocações, inclinações e tendências políticas.

Tudo isso é povo. Como pode alguém, pois, apropriar-se de todos e de cada um, como enlouquecido aparelho de rádio que sintonizasse, simultaneamente, o conjunto das emissoras? Ninguém, a rigor, tem o “povo” nas mãos, seja governo, seja oposição. (Espero que me entendam, quando digo isso, aqueles que mais precisam entender).

Lembro-me do governo Olívio Dutra e do Orçamento Participativo (OP). Segundo seus promotores, aquilo era uma forma de atribuir ao “povo”, a decisão sobre o destino das verbas públicas. E o “povo” ia para lá e para cá nas assembleias do OP. Nelas o “povo” deliberava exatamente sobre os gastos não obrigatórios, as tais despesas discricionárias de que hoje tanto se fala. No final do processo, todo o “povo” convergia à Praça da Matriz para um grande comício com bandeiras vermelhas e palavras de ordem. Ali, testemunhavam algo insólito: a trepidante e inolvidável entrega do Orçamento do Estado à Assembleia Legislativa. Juro para vocês! Eu vi isso acontecer, mais de uma vez… As velhas entranhas do Theatro São Pedro [foto], no outro lado da praça, roíam-se de inveja por nunca haverem reunido tanto público nem tantos talentos da nobre arte de representar. Ah! Claro, nenhum OP estadual gaúcho cumpriu, senão minimamente, o que foi deliberado pelo “povo”. O contingenciamento sempre pegou firme.

O País ingovernável

Almir Pazzianotto

Políticos, imprensa e a elite civil reagem coléricos à declaração atribuída ao presidente Jair Bolsonaro, para quem o País seria ingovernável. Relembro que a frase pertence ao ex-presidente José Sarney, que a disse após tomar conhecimento do texto da Constituição de 1988.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente Bolsonaro, ao compartilhar o que foi publicado por Paulo Portinho, analista da Comissão de Valores Imobiliários, nada mais fez do que dar destaque ao óbvio. Basta refletir sobre o passado marcado por golpes e oito mudanças de constituição, para se concluir que estabilidade, organização e disciplina, sem os quais inexiste desenvolvimento, não participam dos hábitos da política brasileira.

Isso já foi dito em outras ocasiões por presidentes e primeiros-ministros de distintos países. A confusa Itália é exemplo de país ingovernável, escreveu Norberto Bobbio. De Gaulle também o teria dito a respeito da França. Líbia, Iraque, Venezuela, são vítimas de ingovernabilidade. O mesmo não se pode dizer da Alemanha, do Japão, ou da China. A Inglaterra suportou os horrores da Segunda Grande Guerra sem prejuízo da governabilidade, assegurada pela liderança de Churchill.

Afinal, o que são os nossos legislativos municipais, estaduais e federais, senão a representação amalgamada de velhos e condenáveis usos, costumes e culturas, como os analisou Paulo Prado no imortal Retrato do Brasil. Governabilidade é definida no Dicionário Houaiss como “a situação em que as instituições funcionam bem, existe tranquilidade política e suficiente estabilidade financeira para que o governo possa governar”. “A não governabilidade é o produto conjunto de uma crise de gestão administrativa do sistema e de uma crise de apoio político dos cidadãos às autoridades e ao governo”, observa Gianfranco Paquino no Dicionário de Política, escrito em parceria com Norberto Bobbio e Nicola Mateucci (Editora UNB, Brasília, DF, 1909). Costuma se agravar em períodos de aguda crise fiscal.

Governar é o desafio diário enfrentado pelo chefe do Poder Executivo, chame-se Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Luís Inácio, Dilma Rousseff ou Jair Bolsonaro. Exige mais do que voluntarismo e desejo de acertar. Necessita de retaguarda partidária sólida, coesa, confiável, e de ministros de Estado dedicados, competentes, despidos de vaidade. Dele se espera que saiba parar, refletir e calar em momentos de pressão e dificuldade.

A tranquilidade essencial para o exercício do governo é comprometida quando os partidos se reduzem a voláteis legendas, fracas, pusilânimes, empenhadas na prática da fisiologia e na defesa dos interesses corporativos, tribais, pessoais.

A instabilidade financeira esteve presente em todos os governos democráticos, desde a queda do regime militar. Nunca há dinheiro suficiente para atender às demandas sociais e às necessidades de investimentos em infraestrutura. Quando existe é dilapidado na corrupção ou consumido em obras faraônicas. Ambiciosos projetos são lançados, iniciados e paralisados por falta de recursos. Como frutos colaterais da instabilidade, temos a imprevisibilidade e as turbulências geradoras de incerteza, que atravancam o processo de desenvolvimento e debilitam o mercado de trabalho.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Anac aprova concessão da Air Europa para explorar voos domésticos

Empresa será primeira companhia 100% internacional em operação no país

Luciano Nascimento

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou hoje (22) em reunião extraordinária a concessão do serviço de transporte aéreo da Globalia Linhas Aéreas Ltda, grupo que administra a Air Europa. A entrada da empresa com 100% de capital estrangeiro no país foi anunciada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, no último sábado (18). 


Com a aprovação, a empresa é a primeira companhia aérea internacional em operação regular de passageiros no país.

De acordo com a Anac, a empresa agora poderá atuar também no mercado doméstico brasileiro. Hoje, a Air Europa opera em rotas internacionais, partindo e chegando no país, dos aeroportos de Salvador e Recife para Madrid.

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, disse que a chegada da Air Europa no Brasil representa um marco para o turismo do país. "Tão ou mais importante que atrair turistas internacionais é estimular e criar condições para o próprio brasileiro viajar pelos destinos domésticos. No último ano, os brasileiros gastaram US$ 18,26 bilhões no exterior muito em função dos custos do turismo interno [o déficit na balança comercial é de US$ 6,2 bilhões]", disse.

"Aumentar a conectividade e tornar os preços mais competitivos é fundamental para fomentar o turismo interno. Com apenas 12,4% de estradas pavimentadas e sem transporte estruturado de passageiros por ferrovias ou marítimo/fluvial, o único modal que pode promover a integração do país num curto espaço de tempo é o aéreo."

A aprovação ocorreu durante o período de vigência da Medida Provisória 863/19, que acaba com a limitação de 20% de capital estrangeiro em empresas aéreas. O texto, aprovado ontem (21) na Câmara dos Deputados, deve ser votado nesta quarta-feira no Senado. O dispositivo pode perder a validade caso não seja aprovado pela Casa.  
Título e Texto: Luciano Nascimento; Edição: Fábio Massalli, Agência Brasil, 22-5-2019

4º Encontro Europeu de Variguianos, 19 de maio de 2019, fotografias

Paulo Resende

4º Encontro Europeu de Variguianos. Sintra, Portugal. 19 de maio de 2019. Organizador: Comissário de Bordo Varig, Jim Pereira.

Fotografias da Comissária de Bordo Varig, Angela Arend e de outros Variguianos.

Edição do vídeo: fotógrafo Paulo Resende, Comissário de Bordo Varig, Paulo Resende.

Música: uma música dos arquivos do programa Moravi.


Título, Texto e Vídeo: José Paulo de Resende, 22-5-2019

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Badamerda para a extrema-direita

Helena Matos


Associados como? Os “políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita” provocam os incidentes? Agridem alguém? Devem fazer alguma coisa porque segundo o jornalismo-ativista “foram registados quatro incidentes que envolveram políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita.

Lida a notícia ficamos a saber que os “políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita” foram objeto de ataques com batidos por parte de pessoas sem filiação ideológica nem radicalismos, pelo menos a avaliar pelo que não se diz delas nestas notícias. Graças a Deus, no literal sentido da palavra pois estamos no site da Renascença, trata-se de um protesto não violento pois o objetivo destes ataques é humilhar o alvo. (os batidos não devem ter lactose e ser vegan, senão os que não sabe o que são que derramam em cima dos “políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita” não lhes tocavam que devem ser gente muito sensível.)

Dia 26 - DOIS motivos para NÃO ir


Uma ação está sendo montada no Congresso para esfriar as manifestações do 26 de maio, e certos isentões estão montando uma narrativa mentirosa. Fique alerta e COMPARTILHE!


Título e Texto: Bernardo P Küster, 22-5-2019

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Caridade tem hora

Sérgio Moura  

“Vou ajudar a aprovar o projeto dele”, declarou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia [foto], sobre o pacote anticrime de Moro, de acordo com o Antagonista de 14/5/19.


Que condescendência franciscana! Caridade igual é difícil de se encontrar! Ah, se todos os brasileiros tivessem um espírito comunitário tão desprendido quanto o do deputado federal Rodrigo Maia! Parece que os fluminenses puseram uma bola dentro quando o elegeram.

O único senão é que ele não entende qual é o papel dele frente aos 209 milhões de brasileiros que ele devia, constitucionalmente, representar. Ele não tem o cargo que tem nem recebe de nós a fortuna mensal que recebe, nem os privilégios de que dispõe, para ser simpático com um ministro de Estado.

Ele está ali para defender o bem comum. Se temos um problema de insegurança – 60 mil assassinatos por ano, o 11º país em assassinatos no mundo, de acordo com a OCDE, para ficar só por aqui – e, se este problema vem-se agravando há décadas, é de responsabilidade dele, deputado federal há 21 anos e presidente da Câmara dos Deputados desde 14 de julho de 2016, resolvê-lo. Se não o fez até agora é por descaso, para não citar possíveis outros motivos.

Logo depois de o presidente Jair Bolsonaro ter enviado proposta de emenda à Constituição ao Congresso Nacional sobre medidas para aumentar a segurança, Maia declarou que o texto era um “copia e cola” do texto enviado ao Congresso em 8/5/18 por Alexandre de Moraes, atualmente ministro do STF. Fazia, portanto, quase um ano que os congressistas, Rodrigo Maia, inclusive, estavam de posse de alguma proposta para proteger melhor nossa vida e nossa propriedade, sem falar que deve haver muitas outras proposições semelhantes mofando nas gavetas das Casas do Congresso.

Por que o nosso presidente da Câmara dos Deputados há quase três anos não acelerou o andamento dessas proposições? Desinteresse. Por que ele não se interessa pela vida e propriedade dos brasileiros? Simples: porque a Constituição defende a irresponsabilidade dos políticos eleitos: eles podem fazer a besteira que fizerem com nossa vida e nossa propriedade, ou se omitirem, que por nada respondem. Põem a culpa sempre no presidente da República, como estão a fazer hoje com as diversas propostas do presidente Bolsonaro. E não deixam de ter alguma razão porque a Constituição cria na mente deles a percepção errônea de que o principal legislador do País deva ser o presidente da República.

Câmara aprova MP que amplia capital estrangeiro na aviação

Deputados incluíram no texto o fim da cobrança pelo despacho de bagagens em voos nacionais e internacionais. Medida provisória perde a validade nesta quarta-feira (22) e ainda precisa ser votada pelo Senado

Eduardo Piovesan

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (21), a Medida Provisória 863/18, que autoriza até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas com sede no Brasil. A matéria perde a vigência nesta quarta-feira (22) e precisa ser votada ainda pelo Senado.

Foto: José Cruz/Agência Câmara Notícias
Os deputados aprovaram um destaque do PT para incluir no texto original da MP a volta da franquia mínima de bagagem no transporte aéreo doméstico e internacional, conforme previsto no projeto de lei de conversão do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que não foi a voto.

De acordo com o destaque aprovado, o passageiro poderá levar, sem cobrança adicional, uma mala de até 23 kg nas aeronaves a partir de 31 assentos. Essa é a mesma franquia existente à época em que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) editou resolução permitindo a cobrança.

Entretanto, deputados contrários à volta da franquia alertaram para o fato de que o setor tem liberdade tarifária, o que implicaria o aumento das passagens.

Já os parlamentares que encaminharam a favor da volta da franquia destacaram que o argumento de diminuição do preço para justificar a cobrança pelo despacho de malas não se concretizou desde 2017.

Peça ou peso
Conforme o texto aprovado, a franquia de 23 kg será para as linhas domésticas e em aeronaves a partir de 31 assentos. Em aeronaves de 21 a 30 assentos, o passageiro poderá despachar sem custo adicional 18 kg; e em aeronaves de até 20 assentos, 10 kg. Em voos com conexão, deverá prevalecer a franquia de bagagem referente à aeronave de menor capacidade.

Nas linhas internacionais, a franquia de bagagem funcionará pelo sistema de peça ou peso, de acordo com regulamentação específica. Nas linhas domésticas em conexão com linhas internacionais, quando conjugados os bilhetes de passagem, prevalecerá o sistema e o correspondente limite de franquia de bagagem estabelecido para as viagens internacionais.

Vinte e seis



Título e Vídeo: Nando Moura, 21-5-2019

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terça-feira, 21 de maio de 2019

[Daqui e Dali] O gestor prudente

Humberto Pinho da Silva

Conheci – já passaram algumas décadas, – gestor considerado exemplar. Sempre, que trabalhador era levado à sua presença, para ser repreendido, inteirava-se, primeiro, da influência que aquele tinha entre os “seus “.


Após averiguações, obtidas facilmente, consultando “espias”, traçava a sentença:

Se era trabalhador, educado, cumpridor, e nada dado a politiquices, mas, infelizmente, por descuido, errara ou prevaricara, lançava, sobre ele, severa reprimenda, e castigava-o, com pena leve ou pesada, consoante a gravidade.

Dizia ele, enfaticamente: “Era para dar o exemplo…”

Mas, se descobria que era influente sindicalista ou militante ativo de partido buliçoso, amaciava a voz, e aconselhava-o com prudência, concluindo: que tivesse cuidado, porque para a próxima, não sairia dali só com palavras amigas, mas com pesada pena.

Era prudente, como D. Afonso de Aragão, que sempre foi generoso com seus detratores. Certa ocasião – conta Manuel Bernardes – os amigos, estanhando a razão do insólito comportamento, inqueriram:
“Por que dá benesses a quem não lhe é fiel?”
Ao que este respondeu:
Aos cães, dá-se-lhes sopa, para que não ladrem nem mordam.”

Assim agia o nosso astuto gestor, premiando os operários, não pelo saber ou dedicação, mas pela influência política e amizades que contavam.

[Pensando alto] Estados Unidos ou Canadá?

Pedro Frederico Caldas 

Vá até onde puder ver; quando lá chegar poderá ver ainda mais longe.
Goeth

Resolvi passar meu aniversário no Canadá. Fomos, Nêga e eu, a Toronto. Lá estava nosso cunhado, compadre e queridíssimo amigo, enfim, um irmão, Ernesto, desincumbindo-se de um curso de inglês. O homem tá danado, falando inglês pelos cotovelos. Foi uma farra só.

Um dia antes da viagem comprei um laptop. Barbeiro como sou com essas geringonças tecnológicas, esqueci de levar códigos e passwords. Aí o bicho pegou. Fiquei sem e-mail e sem facebook, razão por que perdi, pelo tempo ausente de casa, contato com os meus queridos amigos, agora retomado por esta breve memória de viagem.

Há muitos anos não ia a Toronto, cidade belíssima, às margens do Lago Ontário, centro econômico da Província de Ontário, de longe a mais rica das províncias canadenses.

No domingo, dia 9, almoçamos no 360 Restaurant, localizado na CN Tower, a 351 metros de altura. O restaurante é giratório. Um giro leva 72 minutos. Esse giro completo nos permite ver as vastidões da planície em torno da cidade e do lago. A vista deslumbrante, atiçada por um bem elaborado dry Martini à la 007, deu um sabor especial ao regabofe em torno dos macios e suculentos rib eye steak e rack of lamb, escoltados por cogumelos sautés sob os acordes de um divino Shiraz, colhido e batizado no McLaren Vale da distante e, naquele encantado momento, tão próxima Austrália. Saímos alegres para as ruas e ensaiamos alguns passos aos sons de gaita de fole soprada por estilizado escocês e um acordeom dedilhado por uma saudosa alemã, consumados artistas de rua a quem remuneramos com certa generosidade. O embalo continuou a goles de café expresso e baforadas de charutos especiais. A ata de encerramento foi lavrada, já no hotel, por um vinho inesquecível, quando, emocionados, nos despedimos de Ernesto, companheiro inseparável desses momentos de já entronizadas memórias.

Mas voltemos ao tema Canadá, que viajar não é só folia.

Cerca de oitenta por cento da população do Canadá vive na fronteira com os Estados Unidos, numa profundidade de mais ou menos cem milhas (160km). Trata-se de um país riquíssimo, com produto interno bruto de quase dois trilhões de dólares para uma população ao redor dos trinta e sete milhões, o que lhe confere renda per capita ano de quarenta e cinco mil dólares, em números redondos. Sendo um pouco maior que os Estados Unidos, tem quase dez por cento de sua riqueza, em termos absolutos. Sob qualquer prisma, um país maravilhoso para se viver: democrático, mercado livre, capitalismo sem amarras, população de grande qualidade cultural, abundantes recursos naturais, exportador de comida, energia, manufaturas, tecnologia. Um paraíso lindo de viver, com direito a muita neve.


Bolsonaro é parceiro em debate sobre nova Previdência, diz porta-voz

Vinícius Lisboa

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros [foto], disse hoje (20) que o presidente Jair Bolsonaro se coloca como parceiro na discussão da proposta de reforma na Previdência, mas que considera que a proposta encaminhada pelo Ministério da Economia é a que melhor atende à questão.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
"A proposta que o presidente identifica como a melhor proposta é aquela que já elevou ao Congresso Nacional. Não obstante, ele se coloca, sim, como parceiro no processo de discussão e avaliação para, juntos, Congresso e Poder Executivo, darmos andamento àquilo que vai tirar o Brasil de um precipício de que muito rapidamente se aproxima, conforme o ministro Paulo Guedes [da Economia] já localizou em muitos dos seus discursos."

Rêgo Barros respondeu a perguntas de jornalistas depois da homenagem ao presidente promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que concedeu a Bolsonaro a Medalha do Mérito Industrial.

O porta-voz também comentou as manifestações a favor de projetos do governo convocadas para o próximo domingo (26) e disse que Bolsonaro ainda não se posicionou sobre a possibilidade de comparecer a um dos atos.

"É muito importante entender que a sociedade está alinhada com nosso presidente e, neste alinhamento, está buscando associar-se àquilo que o presidente vem atribuindo como responsabilidade dele, conduzir a nossa sociedade e conduzir a nossa nação ao melhor que ele possa dar como chefe do Executivo".

No evento na Firjan, Bolsonaro estava acompanhado de presidentes de estatais e ministros de Estado.
Título e Texto: Vinícius Lisboa; Edição: Juliana Andrade, Agência Brasil, 20-5-2019


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4° Encontro Europeu de ex-Trabalhadores da Varig, em Sintra

Angela Arend


A festa foi linda, organizada com muito carinho pelo Jim Pereira. Menu delicioso composto por vários pratos, buffet de doces e sobremesas e carta de vinhos impecável. Mais tarde, lanche com frios (enchidos) e muitos doces.


À noite foi servido um jantar frio. Os garçons foram extremamente gentis e serviram o almoço com grande elegância. Tudo isso animado com um show do Ronaldo Bacana Lima que simplesmente arrasou.
Nota 1.000!!!!


Obrigada pela presença e pela energia que cada um passou. Foi alto Astral!


Marcelo Lins e sua Maria João ; Jim Pereira e família, Haroldo de Melo e Angela Arend; Angela Trés e família, Paulo Pereira e sua Reggiane, Marli Laux e marido, Renate Barreto e marido; Ana Paula , Guillermo Santandreu, Ronaldo Bacana Lima e sua Simone Silva, Renato Andrade e sua Elusa Rønbog, Luiz Arêas; Ciro Vargas e Janete; Valkiria Friedrichs e tantas outras pessoas que tornaram essa festa num momento único de alegria e de energia.
No ano que vem tem mais.




Título, Imagens, Vídeos e Texto: Angela Arend, Facebook, 21-5-2019

[Aparecido rasga o verbo] A surdez dos clarões

Aparecido Raimundo de Souza

EM LONDRES, na Inglaterra, um casal de lésbicas coreanas que desejava ter um filho, encontrou um pai para a criança. O sujeito é um brasileiro da cidade de Itú, interior de São Paulo. Seu nome, Beringelângelo Hortaliça. Alto, bonito, charmoso, moreno, olhos verdes, veste camisas da Red Summer, cuequinhas da Zorba e calças da Hangar. Sapatos? Não, só tênis sem meias. Fuma charutos legítimos cubanos diretamente importados da ilha de Fidel Castro. Usa um brinquinho na orelha esquerda um pilsing na língua, e, na pica, o desenho tatuado de um cavalo alado atacando um dragão sem o São Jorge montado em seus costados. Frequenta academia todos os dias, faz faculdade de direito em Bragança Paulista, bebe suco de laranja com gelo e limão, aprecia quiches folheados e se concentra em seções açucaradas com cheesecakes, brownies e trotinhas diet.

Mantém uma programação cultural bastante interessante, com exposições de quadros, rodas de leituras, recitais, lançamentos de livros e saraus. Reserva sempre um dos cantos de seu apartamento confortável e espaçoso, para uma estante com pérolas literárias que vão de Jorge Amado à Clarice Lispector passando por Saramago e Zé Lins do Rego. Ouve como músicas de fundo, repertórios clássicos de origens francesas. De gosto apurado, seu pequeno “habitat” foi decorado com o objetivo de fazer qualquer fêmea esquecer o que se passa do lado de fora das suas quatro paredes. Louco por cortinas, Beringelângelo sustenta que em qualquer ambiente essas peças são acessórios indispensáveis para um bom relacionamento, principalmente com as janelas. Esse cara, com todas essas manias requintadas e que ainda por cima escova os dentes habitualmente antes e após as refeições, foi achado através de um catálogo de vendedores de sêmens disponíveis na Internet. Simples, não é verdade?

Se levarmos em conta, hoje em dia, percebam que se comercializa qualquer tipo de bugigangas pelos sites das redes socias: carros, casas, lofts, vinhos importados e nacionais, mulheres e homens infláveis (existem no mercado – meninos e meninas para pedófilos com pintos, cus e bocetas perfeitas), maconhas, pedras de crack, deputados, senadores, aparelhos para desenhos, brinquedos coloridos ou em preto e branco, trombone com ou sem vara, pratarias, CDs, gravadores e até ministros do STF. Enfim existe uma série de cagalhões listados com mais de um milhão de itens para todos os gostos. Basta o interessado dispor de um computadorzinho barato, uma linha telefônica, cartão de crédito (de preferência com...) e endereço para recebimento das tranqueiras desejadas.

Assim, nesse rastro, voltando às lésbicas, ou melhor, as donzelas, uma médica e a outra, uma professora de piano, moradoras da maviosa e aconchegante Winchester, capital do condado de Hampshire (sudeste da Inglaterra) sem querer descobrimos que as beldades pagaram o equivalente a quase cinquenta mil reais pelo líquido seminal do tal macho espadaúdo de trinta anos incompletos oferecido na “homepage” de uma empresa especializada em produção assistida. Ambas receberam a amostragem pelo correio. O responsável pela felicidade dessas criaturas é a “New Life”, com sede na Califórnia. Nada em comum com a nossa “Blu Life”. Mas observem: elas adquiriram apenas a prova material, ou seja, a porra.