sábado, 3 de dezembro de 2022

Simples assim

Porque não sou de esquerda

Todos os regimes comunistas da história foram ditaduras


Roberto Motta

Não sou de esquerda porque essa posição ideológica é baseada em três crenças equivocadas: a de que totalitarismo produz liberdade, a de que a distribuição da riqueza é mais importante que sua criação, e a de que o Estado deve dirigir nossas vidas nos mínimos detalhes.

Essas crenças são a base do comunismo e do socialismo, que são a mesma coisa: sistemas filosóficos, morais e políticos mórbidos, usados por psicopatas e aventureiros para transformar o ser humano em um farrapo corroído por fome, miséria e degradação.

Esse é o resumo breve do que é “esquerda”.

Faltou dizer que a esquerda sempre contou com o apoio dos intelectuais e, por isso, tem um marketing incomparável: foi assim que uma ideologia totalitária, violenta e empobrecedora se tornou promotora da “justiça social” (seja lá o que for isso) e ganhou o apelido de “progressista”.

Quando as revoluções sangrentas saíram de moda, a esquerda abraçou as bandeiras das minorias, do feminismo e da ecologia para se manter no poder. Percebam a ironia de ter esquerdistas liderando movimentos feministas, antirracistas e ecológicos: basta contar quantos negros já foram presidentes de Cuba ou Venezuela, quantas mulheres já foram chefes do Partido Comunista Russo ou Chinês, ou lembrar do desastre ambiental da China e da usina nuclear russa de Chernobyl.

Comlurb recolhe quase uma tonelada de lixo em Copacabana após jogo do Brasil

Resíduos foram removidos no entorno da Fifa Fan Fest

Quase uma tonelada (MIL QUILOS!) de lixo foi recolhida pela Comlurb na limpeza de toda a parte externa e acessos da Arena Brahma Fifa Fan Festival, montada em Copacabana, altura da Avenida Prado Júnior, após o jogo Brasil x Camarões, realizado na sexta-feira (2/12), pela Copa do Mundo.

Foto: Marcos Serra Lima

A limpeza da área interna da arena fica a cargo de uma empresa privada. Até o momento já foram removidas 2,5 toneladas de resíduos da parte externa das três festas em Copacabana.

O trabalho contou com os serviços de varrição manual, varrição mecanizada, coleta e remoção dos resíduos, inclusive na areia, calçadão, ciclovia, pistas da Avenida Atlântica e ruas de acesso. Entre veículos e equipamentos foram utilizados um caminhão compactador, uma varredeira de grande porte, e tratores para limpeza de praia com implementos traseiros para peneirar a areia, além de pipa d´água.

Além dos 300 contêineres fixos em todo o trecho de areia da Praia de Copacabana, a Companhia disponibilizou mais 80 contêineres na entrada da Arena.

Título e Texto: Redação, Diário do Rio, 3-12-2022

Neymar e o ódio que nasce do amor

Pelos vistos, milhões de agressões (verbais) a Neymar, que votou em quem não devia, não equivalem a uma única agressão (verbal) ao sr. Gil, que votou em quem era imperativo votar

Alberto Gonçalves

Quando, há dias, li que o músico Gilberto Gil fora agredido no Qatar, imaginei logo tabefes, sangue, hospitais, perigo de vida. Por sorte, o vídeo que registou o episódio mostrou que a coisa não chegou a tanto: tratou-se apenas de alguém que, à passagem do ex-ministro da Cultura, repetia o nome de Bolsonaro enquanto agradecia, presume-se que ironicamente, as preferências eleitorais do sr. Gil. O sr. Gil nunca reagiu à interação. Aos 57 segundos do vídeo, o “agressor” lançou o velho insulto que tecnicamente ofende a mãe do visado. O sr. Gil, de costas, saiu de cena. E foi assim. Desagradável? Com certeza. Uma tragédia inconcebível, com direito a indignação dos “media” brasileiros em peso, incluindo notícias televisivas e capa de um dos principais jornais do Rio? É capaz de ter sido excessivo.

Principalmente se os excessos padecem de viés político. Recuperado da inominável agressão, o sr. Gil pediu “um Brasil sem ódio”. Não foram palavras fortuitas. O ódio, todos nos garantem, é exclusivo dos apoiantes de Bolsonaro, um boçal que para início – e fim – de discussão nos asseguram ser um genocida.

Do lado oposto, Lula, um boçal que nos asseguram não ser um ladrão, era o candidato da “paz” e do “amor”, os combustíveis dos respectivos admiradores. O coração destes transborda bondade, circunstância que torna peculiar a atitude tomada para com o principal futebolista da seleção local, desde que esse futebolista subscreveu a candidatura do referido genocida. É grave? Também não acho. As pessoas, mesmo aquelas que correram às urnas para combater o ódio, têm o direito de odiar.

E, conforme se nota, odeiam sem parança. Há dois meses que Neymar [foto acima] é alvo de uma quantidade incomensurável e diária de ofensas e ameaças, as quais subiram de intensidade e volume a partir do instante em que se lesionou, já durante o Mundial da bola. Num ápice, a metade pacífica, amorosa e ecuménica do Brasil desatou a festejar o infortúnio do homem e a desejar ruidosamente que o infortúnio se prolongue até ao fim do campeonato. Os mais bondosos chegam a desejar-lhe a morte. Isto na internet. Os “media” tradicionais concordam discretamente com a internet ou ignoram o assunto. Não houve manchetes, caça aos agressores, comoção nacional. Tirando a crítica de meia dúzia de comentadores desportivos e a solidariedade de alguns ex-colegas de profissão, com Ronaldo à cabeça, não houve nada. Pelos vistos, milhões de agressões (verbais) a Neymar, que votou em quem não devia, não equivalem a uma única agressão (verbal) ao sr. Gil, que votou em quem era imperativo votar.

Deux patientes âgées de 70 et 78 ans violées à l’hôpital, une fillette de 12 ans violée deux jours plus tard par le même homme, un migrant congolais

Témoignage bouleversant de la fille de la victime de 78 ans

#TwitterFiles: Elon Musk “desnuda” antigas práticas de censura


Elon Musk, novo dono do Twitter, decidiu divulgar documentos internos da empresa tecnológica que comprovam como a rede social censurou, suprimiu informação e fechou contas de utilizadores para influenciar a opinião pública.

Musk publicou um ‘tweet’ com uma ligação para a conta de um jornalista independente que começou a divulgar a “primeira parte” dos ‘Twitter Files’. No seu curto texto, Musk escreveu apenas: “Here we go!”, acrescentando a imagem de dois baldes de pipocas.

Esta noite, no espaço de pouco mais de uma hora, numa série de 36 ‘tweets’, o jornalista e autor Matt Taibbi revelou os primeiros documentos. A informação interna do Twitter, que agora foi tornada pública, mostra como, durante a campanha para as últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos, o Twitter executou um pedido da equipa de Joe Biden para censurar a divulgação de notícias sobre o famoso escândalo do portátil de Hunter Biden, filho do atual presidente norte-americano, e as suas ligações na Ucrânia.

Musk assegurou que a divulgação de informação interna no âmbito do que apelidou de “Twitter Files” vai continuar.

O PÁGINA UM publica, neste artigo, a série de ‘tweets’ de Taibbi, relativa à primeira parte dos ‘Twitter Files’, em português, e vai acompanhar a divulgação dos próximos documentos internos do Twitter.

Continue lendo AQUI.

Tic tac interminável: o silêncio enigmático de Bolsonaro

Paulo Polzonoff Jr.

Exceto por umas poucas fotos enigmáticas publicadas no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro insiste em manter o silêncio.

A opção, que não combina muito com a imagem que Bolsonaro construiu para si, fomenta especulações de todos os tipos. Enquanto isso, o governo de transição de Lula segue a todo vapor e o Senado de Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues propõe uma PEC que, na prática, institucionaliza a censura.

Afinal de contas, quando Bolsonaro vai falar? E o mais importante: será que ele falará o que os brasileiros querem ouvir?

Título, Texto e Vídeo: Paulo Polzonoff Jr., Gazeta do Povo, 2-12-2022, 11h50

Renan Calheiros: o impoluto democrata

Rodrigo Constantino

A democracia brasileira corria perigo. A ameaça atende pelo nome de Jair Bolsonaro. Para “salvar a democracia”, portanto, tudo era permitido, desde que contra Bolsonaro. Não viram a cartinha dos tucanos e dos petistas? Não viram as várias e várias colunas e os editoriais dos principais veículos de comunicação?

E como nenhum nome do “centro democrático” vingou, o jeito foi ir de Lula mesmo. Sim, ele é corrupto. Sim, foi condenado e preso. Mas se não tem tu, vai tu mesmo. E o STF teve de fazer seu malabarismo, constatar que o CEP do julgamento foi o errado (anos depois), e tornar Lula elegível novamente. O resto ficou por conta da imprensa e do TSE.

Ninguém poderia lembrar do que Lula fez no verão passado. Alexandre de Moraes partiu para a censura escancarada, para a perseguição desinibida, tudo para impedir “ataques” ao candidato da “democracia”. Lembrem-se: Bolsonaro é o perigo! Lula é o amor.

Por estreita margem, as urnas consagram Lula vencedor. O amor venceu! E como prova disso, agora é preciso destruir de vez todo vestígio bolsonarista, calar na marra seus apoiadores, suspender contas nas redes sociais, tudo para proteger a democracia.

Caso a missão não tenha ficado clara o suficiente, entra em campo ele, o impoluto democrata Renan Calheiros! O senador, que transita pelo poder há mais tempo do que eu tenho de vida, apresentou sua PEC contra a intolerância política. Não podemos mais aceitar a “injúria” contra políticos pela simples divergência ideológica.

Deputado do PT quer proibir ‘uso político’ da bandeira do Brasil

Segundo Márcio Macêdo, a intenção é ‘evitar desgastes’

O deputado federal Márcio Macêdo (PT-SE) [foto] enviou à Câmara um projeto de lei que tem o objetivo de proibir o uso político de símbolos brasileiros, incluindo a bandeira e o hino. Segundo o parlamentar, que integra a equipe de transição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a intenção é “evitar desgastes”.

No texto, Macêdo argumenta que houve uma “banalização da bandeira” nas eleições deste ano. Por isso, o deputado disse ter o desejo de proibir a “manipulação política” desses símbolos. Em eventual aprovação do projeto, nem mesmo Lula poderia incluir a bandeira e o hino em propagandas presidenciais.

“É o que temos visto ultimamente nas eleições, quando determinados grupos se utilizam de símbolos nacionais para gerar a divisão entre os brasileiros, propagar o ódio, a discórdia e as notícias falsas, até mesmo para fazer apologia ao nazismo, de cuja derrota o Brasil participou de forma tão heroica em solo europeu, sob o manto de nossa bandeira”, afirmou o deputado petista.

Twitter beneficiou a esquerda nas eleições brasileiras, suspeita Musk

Novo dono da rede social disse que está analisando o caso

Edilson Salgueiro


O bilionário Elon Musk, novo proprietário do Twitter, suspeita que funcionários da rede social beneficiaram os políticos de esquerda nas eleições brasileiras. A informação foi divulgada pelo próprio empresário neste sábado, 3.

“Tenho visto muitos tuítes preocupantes sobre as recentes eleições no Brasil”, revelou Musk, em resposta ao jornalista australiano Avi Yemini. “Se esses tuítes forem precisos, é possível que o pessoal do Twitter tenha dado preferência a candidatos de esquerda.”

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Em aeroporto, indígenas protestam contra Lula: ‘A guerra começou’

Grupo pediu o fim da censura no Brasil e criticou a imprensa

Cristyan Costa

Indígenas ocuparam o Aeroporto Internacional de Brasília no início da tarde desta sexta-feira, 2, em protesto ao presidente eleito, Lula (PT). O grupo é vinculado ao acampamento em frente ao quartel-general do Exército, onde pessoas se manifestam, pacificamente, contra o resultado das eleições.


Parte de grupos do povo xavante, de Mato Grosso, e caiapó, do sul do Pará, os indígenas exibiram cartazes contra a censura no país e com a frase: “Mundo, o Brasil pede socorro”. Os escritos foram registrados em português e inglês. “Imprensa corrupta não mostra a verdade para o mundo”, informou um deles.

Alguns dos indígenas que participaram do ato fizeram discursos em voz alta. “A guerra começou, mas é espiritual”, gritou uma mulher. “Nós vamos expulsar o demônio.” “Lula foi colocado pelo STF, não fomos nós que elegemos”, constatou um homem. “Foi o STF.”

A polícia foi acionada ao local.

VARIG - a caixa-preta do Brasil


Faltou combinar com o povo

Foto: Montagem/Revista Oeste

Que eleição foi essa em que o árbitro escolhe um lado de forma tão escancarada e apela até para a censura para blindar seu companheiro?

Rodrigo Constantino

Ao julgar pela velha imprensa, Lula foi eleito de forma absolutamente normal e inquestionável, não deve nada à Justiça, e devemos debater com toda a seriedade do mundo os nomes que ele prepara para formar seus ministérios e suas equipes, como se ninguém mais lembrasse do que ele fez no verão passado. É como se todos tivessem vindo de Marte e nunca tivessem tomado consciência de quem é Lula e do que fez o seu PT com o Brasil.

O povo nas ruas não quer saber desse teatro chinfrim, dessa palhaçada toda. Está mais interessado em voltar algumas casas e debater todo o processo, clamando por transparência. O povo quer saber, por exemplo, como pode um ministro do STF agir de forma tão ilegal e ficar por isso mesmo. Como podem esses ministros supremos terem soltado Lula e o tornado elegível com base em malabarismos patéticos?

Em seguida, o povo questiona todo o processo eleitoral, opaco, centralizado, comandado por um ministro totalmente partidário que fez tudo para proteger Lula e perseguir Bolsonaro. Que eleição foi essa em que o árbitro escolhe um lado de forma tão escancarada e apela até para a censura para blindar seu companheiro? Isso é coisa de país normal, republicano?

Meu colega de revista Guilherme Fiuza tem sido uma das vozes mais enfáticas ao apontar para esse teatro do absurdo que estamos vivendo no Brasil. Ele comentou: “Brasileiros de norte a sul reagem à tramoia — expostos a chuva, sol, bombas de gás e perseguição judicial. Brasileiros de norte a sul abandonados pelas instituições e aviltados pelos cínicos clamam pelo cumprimento da lei. Ainda há autoridade no país disposta a cumprir a lei?”.

Em outro comentário, Fiuza desabafou: “Não é que a eleição tenha sido roubada. A questão é que a urna brasileira tem vontade própria — e a liberdade de escolha dela é garantida pelo TSE. Se as nossas urnas curtem um amor bandido, isso é problema delas. A dúvida é se os brasileiros vão aceitar bancar essa lua de mel”.

Nas trincheiras e nas ruas

Comando Militar do Sudeste, São Paulo, 24-11-2022

Os traidores da pátria ainda não entenderam que não sairemos das ruas e dos canais que criaremos para mostrar ao mundo o que eles tentaram fazer com o Brasil

Ana Paula Henkel

As similaridades entres os cenários políticos no Brasil e nos Estados Unidos nos últimos anos vão muito além das semelhanças dos governos de Jair Bolsonaro e Donald Trump e suas pautas e políticas conservadoras e liberais. Os mesmos ataques sem limites da velha mídia demonstraram que jornalistas se tornaram assessores de imprensa de partidos políticos, e muitos veículos de (des)informação não fizeram nada além mentir, difamar, distorcer e privar cidadãos de debates com o mínimo de honestidade intelectual.

Há outras similaridades entre Brasil e Estados Unidos, como o fato de que são duas Repúblicas Federativas Presidencialistas, ou seja, ambos possuem um presidente que é eleito democraticamente, embora os métodos para a escolha do Chefe do Executivo sejam bem diferentes. Os pontos em comum entre as duas nações não param por aí, mas as diferenças também são muitas, desde o nascimento dos países, passando por revoluções e guerras, até os dias de hoje. 

Essas diferenças, no entanto, não nos impedem de olhar para pontos da história americana para buscarmos alguma fonte de inspiração, e até um certo alento, diante do complicado contexto político-social que enfrentamos no Brasil. Milhões de brasileiros estão nas ruas há exatos 31 dias, pedindo muito mais do que uma auditoria das urnas eletrônicas que já se mostraram incapazes de serem submetidas a uma auditoria séria e transparente para que nosso processo eleitoral — e seus eleitos — viaje no tempo sem suspeitas.

Há 31 dias, brasileiros — pais, mães, avós, crianças e adolescentes — estão nas ruas por todo o Brasil. Nossa nação foi lesada e nossa democracia ferida fatalmente. Desde 2018, temos assistido atônitos a abuso de autoridade, interferência em outros Poderes e aos desmandos inconstitucionais do Supremo Tribunal Federal — tudo com a anuência de um Congresso apático e a covardia de um Senado — e seu presidente, Rodrigo Pacheco — que escolheram não usar a ferramenta constitucional de freios e contrapesos que detém para estancar ilegalidades cometidas pela Suprema Corte. Em 2022, as inconstitucionalidades do STF também se transformaram em rompantes narcisistas de alguns ministros com, como disse um deles certa vez, “pitadas de psicopatia”. Uma manobra ativista no STF para soltar um condenado em três instâncias não foi suficiente para a desmoralização da Corte, um corrupto também foi alçado a candidato favorito para concorrer ao cargo de presidente da nação.

A religião do ódio

Montagem: Revista Oeste

No Brasil de hoje a virtude passou a ser a recusa em admitir o ponto de vista do outro. Dia após dia, o ódio vai sendo transformado num atributo moral

J. R. Guzzo

O Brasil está se tornando um país cada vez mais intolerante — e isso é uma novidade muito ruim. A sociedade brasileira tem tido uma longa história de prudência e de serenidade na gestão dos seus rancores, diferenças e conflitos; chegamos aos 522 anos sem nenhuma guerra de verdade, dessas que deixam mortes, feridos e destruição, por causa de religião, ou de raça, ou de nacionalidade, ou de língua, ou de qualquer outra escolha. Sempre houve, de um modo geral, a disposição de admitir ações, pensamentos, crenças, sentimentos ou hábitos diferentes entre si, qualquer que fosse o ambiente político.

O Brasil nunca foi uma democracia de verdade — mas, mesmo nos seus momentos de ditadura aberta e declarada, a inclinação predominante tem sido a de aceitar o princípio de que cada um tem direito à sua própria vida, ao seu modo de pensar e ao seu comportamento pessoal. Não mais. No Brasil de hoje a virtude passou a ser a recusa em admitir o ponto de vista do outro. Há cada vez menos adversários e cada vez mais inimigos. Dia após dia, e de forma mais e mais agressiva, o ódio vai sendo transformado num atributo moral — ou numa exigência para a prática correta da atividade política e social.

É um sinal destes novos tempos escuros, de supressão de liberdades e de repressão à divergência que alguém como o ministro Moraes seja promovido à posição de apóstolo da “democracia”

Em nenhuma outra área da sociedade a intolerância prospera tanto quanto nessa nebulosa frouxa, disforme e sem princípios que é a esquerda nacional de hoje. Os verbos mais usados ali, a propósito de tudo, são proibir, punir, reprimir, prender, multar, penalizar, criminalizar, censurar; fala-se cada vez menos em diálogo, e cada vez mais em castigo.

IBGE: aumenta a projeção do crescimento do PIB em 2021

De acordo com o instituto, a economia brasileira cresceu 5% no ano passado

Artur Piva

A economia brasileira cresceu 5% em 2021, é o que informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua mais recente revisão sobre o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O órgão revelou o dado na quinta-feira 1º. Anteriormente, a estimativa oficial estava em 4,6%.

O resultado é o melhor desde 2011, conforme os dados do instituto. Além disso, ele representa um aumento de 8 pontos porcentuais sobre a queda econômica causada pelo coronavírus em 2020. No primeiro ano da pandemia, a produção brasileira encolheu 3,3% — uma retração comparável apenas a 2015 e 2016, os dois últimos anos de mandato de Dilma Rousseff (PT).

Crescimento do PIB em 2021

De acordo com o IBGE, em meio ao desempenho do PIB do ano passado, o setor de serviços conseguiu 5,2% de expansão, liderando o crescimento. A segunda posição ficou com a indústria (4,8%), seguida da agropecuária (0,3%).

Foro de São Paulo a caminho do BNDES

Presidente de Honduras quer empréstimo já na posse de Lula

Cristyan Costa

A presidente de Honduras, Xiomara Castro [foto], confirmou presença na posse de Lula, em 1º de janeiro de 2023. Além de prestigiar o aliado, Xiomara vai pedir um empréstimo ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar obras públicas em seu país: duas grandes represas.

“Vamos retomar e resgatar o financiamento para as represas de Los Llanitos e Jicatuyo”, anunciou Xiomara, ao mencionar que o presidente destituído de Honduras, Manuel Zelaya (2006-2009), de quem é mulher, já havia planejado uma “cooperação”com o Brasil durante seu mandato. O BNDES recebeu naquela época um pedido de empréstimo de US$ 270 milhões para as obras.

Xiomara disse que os planos para a construção das barragens não foram concluídos por causa de um “golpe de Estado” sofrido por Zelaya. O então presidente foi preso e enviado à Costa Rica, depois de tentar mudar a Constituição. “Imagine nesses 12 anos se tivéssemos conseguido fazer essas represas”, observou a chefe de Estado. “Não teríamos sofrido com inundações.”

Em 2012, a construção das represas foi orçada em US$ 800 milhões (R$ 4 bilhões, na cotação atual). O projeto seria executado pela Odebrecht. A Empresa Nacional de Energia Elétrica de Honduras investiria US$ 100 milhões (R$ 520 milhões) e outra parte seria financiada pelo Banco Centro-Americano de Integração Econômica.

CNN Brasil demite mais de 100 e fecha até filial

Empresa mandou embora nomes pesados da emissora

A CNN Brasil demitiu, na quinta-feira 1°, mais de 100 profissionais, incluindo apresentadores, repórteres e analistas. Além dos cortes, a emissora também fechou a filial no Rio de Janeiro. Agora, continuam a operar somente as sedes em São Paulo e em Brasília.

João Camargo, o novo presidente-executivo nacional da empresa, é o responsável pelos cortes. Camargo tenta reduzir os prejuízos que a emissora vem registrando, por causa da baixa audiência dos programas. A degola atingiu ainda quem trabalha nos bastidores. Gastos com viagens e infraestrutura foram reavaliados.

A jornalista Monalisa Perrone [foto], um dos principais nomes da empresa, também foi demitida. Ela deixou a GloboNews, em setembro de 2019, para ingressar na CNN Brasil. Confira alguns nomes que foram desligados da emissora:

·         Sidney Rezende — apresentador do Visão CNN;

·         Roberta Russo — apresentadora do Expresso CNN;

·         Marcela Rahal — apresentadora do Live CNN;

·         Fernando Molica — analista de política;

Renan consegue assinaturas para PEC que aumenta poderes do STF

Proposta dá à Corte autonomia para julgar 'infrações contra o Estado de Direito'

O senador Renan Calheiros [foto] (MDB-AL) conseguiu, na quinta-feira 1º, 31 assinaturas para pautar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que amplia os poderes do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida dá à Corte autonomia para julgar “infrações contra o Estado Democrático de Direito”. Eram necessárias 27 assinaturas.

Além da PEC que aumenta os poderes do STF, o senador apresentou mais cinco projetos de lei. Segundo Renan, o conjunto de propostas é um “pacote de defesa da democracia”.  

O pacote contempla um projeto que veda a indicação de militares, da ativa ou da reserva, para chefiar o Ministério da Defesa. Também prevê a prisão de quatro anos para quem bloquear estradas. Outra proposta determina “a participação de agente público em manifestações de caráter político-partidário, ostentando a condição de seu cargo” ao crime de abuso de autoridade.

Em outubro de 2022, por unanimidade, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliaram opoder de polícia da Corte.

O TSE concedeu a si próprio os seguintes poderes: 

·         Determinar que as matérias com fake news sejam retiradas do ar em até duas horas;

·         No caso de suposta “fake news” replicada, o presidente do tribunal poderá estender a decisão de remoção da “mentira” para todos os conteúdos; 

·         Suspender canais que publiquem “fake news” de forma reiterada; e

·         Proibir propaganda eleitoral paga na internet 48 horas antes das eleições e 24 horas depois.

Confira a lista de senadores que assinaram a PEC:

[Aparecido rasga o verbo] Amores (quase) impossíveis, todavia, verdadeiros

O caso do navio Seu Luiz que beijou a ponte Rio-Niterói

 Aparecido Raimundo de Souza

LEIO, ESTARRECIDO, e o mesmo tempo boquiaberto, ao tomar conhecimento que a Murrinha do Brasil, através de uma nota (certamente a nota RE) junto com a Capitania dos Porcos, abriram inquérito para saber o verdadeiro motivo que levou o graneleiro Seu Luiz (atualmente desempregado e encostado no INSS e, apesar disso, a procura de um serviço) a se beijar e não como foi amplamente trazido à público, “a se chocar” contra a linda e esfuziante Ponte Rio-Niterói. 

Segundo a Murrinha do Brasil, o simpático Seu Luiz se fazia fundeado, triste, chateado, desde fevereiro de 2016, quando levou um fora da Catamarã, uma barca doidinha e tida como avoada que fazia (ou melhor, ainda faz), a travessia da Praça Quinze, para a Ilha de Paquetá. Foi a partir do fim dessa desilusão amorosa que Seu Luiz começou a se engraçar com a gostosa e soberba Ponte Costa e Silva. 

A bela, até onde se sabe, se mantinha casta e intocada. Só se entregaria, confessou a um tio seu, o Rebocador Marino, só se entregaria com tudo, sem medo e sem temores, para aquele que tocasse o mais profundo de seu íntimo. Somado tudo isso ao fato incontestável da jovem ser alta, bem iluminada e cuidada, cheia de charme e amor para dar (principalmente para dar) soube se a posteriori, que a imaculada andava doida de pedra, subindo acima do espetaculoso vão central para rasgar em pedaços o diploma da sua virgindade.  

Pois bem. Assim que a Murrinha do Brasil tomou efetivo conhecimento de um possível “trololó” (1) entre Seu Luiz (e a fogosa Ponte), o jurídico da entidade entrou com um processo para acabar com o romance. Pelo visto a justiça fez água e até o presente momento, com relação a esse problema, nada foi, de fato, evidenciado. Dizem as más línguas, que houve, a “depois”, um segundo processo judicial distribuído à Vara de Família de Niterói, ingressado pelos pais do Seu Luiz, petição encabeçada pelo patriarca da família, o velho senhor Mansur que entre outras coisas não queria aceitar o romance. 

Seu Mansur alegou na peça inaugural (2), que apesar de seu filho, o Seu Luiz não ser mais tão moço e pertencer a uma família conhecida por navegar mares e mundo afora, o rapaz, perdão, o graneleiro, por ser de mais idade que a donzela (caso não desse conta dela na primeira noite, grosso modo, no coro, e falhasse), seu Luiz poderia se sentir frustrado e fugir, de repente, para outro país deixando a pobre e infeliz Pontinha carente a abandonada à sorte. “Mais mal” de tudo, no pior dos mundos, prenha, engravidada, de barriga cheia. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

[Daqui e Dali] “Impávidos marotos” ou os cromos de Natal

Humberto Pinho da Silva

Quando era jovem, seguindo a tradição, enviava pelo correio cromos com desenhos alusivos à época natalícia. Em resposta, recebia simples cartão de visita e postais com velas, anjinhos ou, simplesmente, o Menino acompanhado dos progenitores, com burrinho e gorda vaquinha.

Verifiquei, no correr do tempo, que as respostas escasseavam. Penei: será que os amigos e parentes não querem despender o porte da posta?

Fui reduzindo, ano a ano, o número de cartões de boas-festas. Hoje envio, no máximo, quatro, a idosos como eu.

Substitui os cumprimentos natalícios, por mensagens do telemóvel ou celular, como dizem os brasileiros, para diferenciarem-se dos que se encontram na outra banda do Atlântico.

Hábito arreigado, que ainda faço, embora cada vez menos.

Faço cada vez menos, porque a exemplo dos cartões, as respostas não aparecem…

Se o Correio cobrava a estampilha postal, as telefónicas – pelo menos em Portugal – não cobram nada pelas mensagens.

Cheguei, portanto, a concluir que não devia ser por motivos económicos. Mas sim, por desdém.

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Idiotas ou defensores da liberdade?

Telmo Azevedo Fernandes

As manifestações na China contra as restrições impostas pelo governo chinês a pretexto do suposto combate à covid19 têm vindo a ser apresentadas em Portugal como eventos de grande mérito e coragem e vistos como acontecimentos louváveis em defesa da liberdade das pessoas e dos direitos humanos. Há quem faça até o paralelo com os chineses que em 1989 protestaram em massa por liberdade e democracia na Praça Tiananmen em Pequim (ver vídeo aos 35s).

Mas há um ano, em novembro de 2021, por toda a Europa também houve protestos populares com os mesmos propósitos de lutar contra as restrições e imposições a pretexto da covid19, mas nessa altura os acontecimentos foram vistos como manifestações de negacionistas, chalupas ou idiotas. Ora veja o que dizia o ano passado o primeiro-ministro holandês, o nosso bonacheirão João Soares, ou o decano fariseu Paulo Portas no vídeo aos 2m14s.

Em 2022 as manifestações na China são virtuosas e incentivadas.

Em 2021, a comissão europeia contemporizava com a ideia de limitar manifestações e o pequeno alcoviteiro do regime Marques Mendes dizia sem nojo de si próprio ser contra a obrigatoriedade da vacinação das pessoas desde que estas se vacinassem voluntariamente. Já quem optasse por não se vacinar teria a liberdade de ser obrigatoriamente injetado a mando do estado (ver vídeo aos 3m46s)

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A nota:

Le retour du roi

Prince des poètes, roi de Montmartre, et romancier poujado-psychédélique sans pareil, Olivier Maulin élabore depuis une quinzaine d’années des contre-royaumes et des sabotages en règle du monde moderne. Après six années de silence, celui qui est devenu entretemps critique littéraire pour nos confrères de Valeurs Actuelles revient avec un roman débridé récapitulant tous ses thèmes avec un brio étincelant, Le Temps des loups, et c’est peu dire qu’il nous avait manqué.


Romaric Sangars

C’est votre premier roman depuis six ans, alors que vous publiiez autrefois très régulièrement. Pourquoi une si longue pause ?

Entretemps, ma vie a un peu changé parce que j’ai été embauché chez Valeurs Actuelles, ce qui a fait évoluer mon organisation. J’en ai profité pour faire une pause. Écrire un roman est mentalement fatigant, on trimballe une pierre durant un long moment, je voulais profiter de ma disponibilité intellectuelle et la réserver aux articles, faire de la critique à plein temps. L’envie de faire un roman est revenue petit à petit, et l’idée de ce bouquin a mûri de manière assez lente, je l’ai écrit en deux ans et demi, principalement la nuit, pendant mes insomnies.

Votre introduction est une vraie satire du salon du livre de province, genre d’événements où vous avez vous-même été beaucoup invité en tant qu’auteur…

Quand j’ai commencé à publier, vers 2006, j’étais invité à beaucoup de salons, en effet. Au début ça me faisait rire, mais très vite, j’ai compris que c’étaient des lieux assez frelatés. Depuis que je suis à VA, je ne suis plus invité nulle part, ce dont mon atachée de presse de l’époque, chez Denoël, m’avait averti. Alors, il n’y a aucune vengeance de ma part, mais sachant que je n’y retournerai plus, j’en ai profité pour dire un peu ce que je pensais de ces salons. Ça m’a aussi permis de faire un chapitre pour éloigner les emmerdeurs!

Vous vouliez créer un « safe space » réac ?

Oui! On vit à une époque où les gens viennent tout le temps vous emmerder, alors je préfère annoncer d’emblée la couleur. Ensuite, je voulais m’amuser avec les salons où l’on prétend promouvoir la li#érature alors que c’est bidon de A à Z. C’est souvent organisé par des gens de gauche anticapitalistes qui fustigent la li#érature-spectacle mais qui reproduisent la même chose: à la "n, ils veulent quand même inviter des stars dont tout le monde sait qu’ils écrivent des livres de merde pour réussir à faire du chiffre.

« Je prefere dire au lecteur de Télérama de passer son Chemin »

Vous déclarez écrire contre le lecteur de Télérama…

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Ops! Olha ele aí!

Marcelo é lelé da cuca

Pedro Almeida Vieira

Em 5 de Agosto de 1978, na secção Gente do semanário Expresso, o então seu diretor, Marcelo Rebelo de Sousa, escreveu uma frase, completamente desinserida de qualquer contexto, que se tornou célebre: “Balsemão é lelé da cuca”. Pinto Balsemão – fundador daquele semanário e atualmente presidente da Impresa – era então o primeiro-ministro português, e para justificar esta boutade, o então irrequieto Marcelo de 30 anos desculpou-se dizendo ter sido aquilo um teste aos revisores do semanário, por haver queixas sobre as suas qualidades. “Infelizmente, verifiquei que era verdade”, assim disse. Balsemão nunca lhe perdoou, porque foi um insulto gratuito e destituído de fundamento.

Pois bem, não tendo o PÁGINA UM uma equipa altamente profissional de revisores para testar – estando essa tarefa inglória, mas fundamental a ser agora desempenhada, com abnegação, pela Mariana Santos Martins, a quem não posso exigir mais –, não tenho assim qualquer alegação atenuante para vir a desmentir que não tinha o propósito de escrever o seguinte, que até já surge bem escarrapachado do título deste editorial:

MARCELO É LELÉ DA CUCA!

Assim: até com ponto de exclamação. Até para reforçar a intencionalidade, contundência e veracidade da minha afirmação.

Sejamos claros: como no conto de Hans Christian Andersen, Marcelo Rebelo de Sousa é hoje, e não é só de hoje, um presidente completa e tragicamente desnudado de sensatez – e só já se lhe pedia isso, apenas, sensatez –, mas ninguém se atreve a dizer-lhe.

Para mim, bastou vê-lo “nu” em 18 de Junho de 2017, quando no ainda quente rescaldo do trágico incêndio de Pedrógão Grande nos disse que “o que se fez foi o máximo que se podia fazer”. Tal insensibilidade e impreparação como estadista, desde logo mostrando preocupação apenas em desresponsabilizar políticos enquanto as brasas nem tinham arrefecido e cadáveres ainda fumegavam, foi para mim o bastante. Nesse dia, Marcelo “morreu” como político, e perdeu o meu respeito.

Mas, no meio das suas constantes selfies e exposições egocêntricas, a que nos foi brindando desde 2016, nada me preparava ainda para o que veio de si a partir de Março de 2020: um presidente da República simultaneamente catedrático de Direito Constitucional a pactuar, por mor da sua célebre hipocondria, com sucessivas violações da Constituição, incluindo discriminação de cidadãos em função de uma opção legítima e legal, bem como o incitamento a pais para inocularem filhos por uma não-causa social e sanitária. Mesmo se estivesse em causa proteger idosos num hipotético objetivo (não possível) de imunidade de grupo, jamais poderia ser aceitável condicionar a segurança dos mais jovens para proteger os mais idosos. Em tempos de decência geracional, costumava ser ao contrário.

Os protestos na China são contra uma estratégia de saúde pública ou contra a pura opressão autoritária?

O PÁGINA UM analisa uma recente notícia da Associated Press sobre as manifestações em Xangai e outras cidades chinesas. E aponta as falhas, agora recorrentes, da imprensa mainstream, desde a falta de contextualização política até à ausência completa e absurda de um enquadramento que tenha em consideração as mais atuais avaliações sobre a pandemia


Elisabete Tavares

A pergunta é legítima: por que motivo a imprensa mainstream e mesmo as grandes agências noticiosas, mesmo internacionais, publicam agora notícias importantes que apresentam falhas graves de informação e carecem de contexto?

É por os jornalistas que as escrevem não deterem conhecimentos e ignorarem o contexto? É por negligência ou mesmo incompetência de editores? É propositado por indicação da política editorial ou comercial das empresas de media?

Esta semana, de novo, volta a repetir-se um cenário que tem sido comum desde o início da pandemia: notícias de agências noticiosas internacionais, divulgadas em massa pelos restantes meios de comunicação social, apresentam graves falhas de informação e de contexto.

O caso de divulgação de notícias com falta de contexto, e até tendenciosas, por parte de agências noticiosas, é mais grave devido ao fenómeno das notícias recicladas – denominado como churnalism. Notícias são replicadas até à exaustão sem a devida verificação de factos e sem que os meios de comunicação social que as replicam assumam qualquer responsabilidade pela sua veracidade e qualidade.

Saliente-se, desde já, que as agências noticiosas são cruciais e o seu trabalho é de fundamental importância. Habitualmente, é através das agências que os restantes meios de comunicação social conseguem rapidamente obter informação de todo o Mundo sobre conflitos ou catástrofes repentinas, mas também sobre todo o tipo de temas da atualidade, por terem correspondentes sempre presentes. Mas as redacções destas agências têm vindo a ser emagrecidas. Jornalistas com mais experiência são demitidos e, quando substituídos, surgem outros com pouca experiência.

O advento da Internet e das redes sociais teve um papel relevante, já que hoje muita informação surge diretamente de internautas. O Mundo está muito mais rápido. Mas nada disto serve como justificação para as falhas que notícias cruciais continuam a apresentar. E ainda mais nos últimos anos.

Continue lendo AQUI.

Twitter da Copa do Mundo brinca com bandeira do Vasco em estádio: ‘é ele ali?’

Perfil oficial da Copa do Mundo da FIFA destacou a bandeira do Vasco da Gama durante o gol de Casemiro contra a Suíça


Altair Alves

Um dos memes mais populares entre a torcida do Vasco da Gama, o “é ele ali?”, quando algum símbolo bandeira ou referência ao Clube é avistada, foi utilizado pelo perfil oficial da Copa do Mundo da Fifa no Twitter.

A conta da entidade publicou uma foto com o gol marcado pelo volante Casemiro, na vitória do Brasil por 1×0 diante da Suíça. Nela, é possível ver ao fundo uma bandeira do Cruzmaltino. Foi então que veio o meme: “é ele ali?”.

Título e Texto: Altair Alves, Diário do Rio, 29-11-2022, 8h50

TV Globo destaca em transmissão que Emir do Catar é torcedor do Vasco

Rei do Catar é fã do Vasco da Gama e não perde a oportunidade de poder assistir aos jogos do Cruzmaltino, mesmo que em horários incomuns

Altair Alves

Durante a transmissão da partida entre Portugal x Uruguai, pela Copa do Mundo, o narrador Luís Roberto e o comentarista Roger Flores, da TV Globo, relembraram que Tamim bin Hamad al-Thani [foto], o rei do Qatar, é torcedor fanático do Vasco da Gama. Além disso, Roger, que jogou muitos anos no país árabe, revelou que o emir acorda nas madrugadas para assistir aos jogos do Cruzmaltino.

Luís Roberto também contou durante o jogo que alguns brasileiros trabalham próximo ao rei do Catar, e que eles mesmos confirmaram a idolatria do membro da família real catari pelo Gigante da Colina. Segundo o narrador, é preciso um sinal especial de TV para que o rei possa acompanhar as partidas do Time de São Januário.

A admiração de Tamim bin Hamad al-Thani pelo Vasco teria começado em 2000, quando ele viu o Time da Cruz de Malta disputar o Mundial de Clubes. O emir teria se encantado com as atuações do lateral Felipe, que mais tarde viria a jogar pelo Al-Saad, uma das agremiações mais tradicionais do país, e se transformar em ídolo no Catar.

[Aparecido rasga o verbo] Azeite e vinagre

Aparecido Raimundo de Souza

A MULHER
se vira para o marido, ou melhor, para o ex que acabou de ligar para ela e desabafa:
— Escuta aqui Xenofonte. Pare de me encher o saco. Vou lhe dar a carne sem osso, para facilitar a sua empreitada. Seguinte: por que não se deita, relaxa o corpo, solta uns traques (1) e morre?
O sujeito conhece bem a figura de sua ex companheira e sabe que ela come o anzol e cospe a isca. Em vista disso, tenta ser cavalheiro e manter um diálogo amistoso. Lembra, entrementes, que estão às portas de ingressarem na justiça, para legalizarem a separação. Ainda que assim, por que não lutar de unhas e dentes para tê-la, ao menos, no legalismo de boa amiga?

— Melissa, de coração, não estou com vontade partir para a cidade dos pés juntos. Relaxar, ainda está um pouco cedo. Quanto a soltar uns puns, nem sei qual a derradeira vez em que me pus a ficar por conta do organismo com o fiofó à mercê de uma privada. Faz anos, doce amada, que não me dou ao luxo de ter gases. E você sabe como sou cuidadoso com essas coisas. Por isso, sempre penduro minha bunda onde posso alcançá-la.
Melissa, entretanto, não parece muito propensa a dar trela e continua alfinetando. Com ferocidade, ataca:
— De qualquer forma, Xenofonte, faça um favor a si mesmo. Deixe de respirar. Enfie uma garrafa de cachaça em cada buraco do nariz. A propósito: está sozinho?

— Sim.
— Ótimo. Aproveita, antes das garrafas no nariz, toma umas boas doses de uísque, e, em seguida, dê uma voltinha até a esquina. Uma vez lá, pule na frente do primeiro carro que pintar. Mas cuidado! Não vá me aparecer vivo depois. Eu detestaria cuidar de você preso a uma cadeira de rodas...
O varão, num rápido viajar, recorda à consorte, os bons tempos que passaram juntos, e sem magoá-la brinca:
— Tudo isso é consequência do tamanho do amor que nutre por mim?
A matrona (2) continua endiabrada e cruel. E o veneno não se faz esperar:
— Engano seu, queridinho. Não sinto amor nem ódio. Só não estou a fim de papo furado.

— Eu sabia. Você chegou à conclusão que nossa ligação é mais profunda que as palavras. Acertei na mosca?
— Que mosca, seu doido? Pirou? Não quero falar com você porque no fundo não temos mais nada a tratar.
— Melissa, eu te amo!
— Vira o disco, Xenofonte. Cansei das suas mentiras.
— Falo sério! Você sabe que é verdade.
— Nada que vem de você espelha o real.
— Vamos nos dar uma chance, Melissa.
— De novo? Já tentamos várias vezes. Dez, para ser mais exata. E no que deu? Em nada! Sabe por quais motivos? Somos diferentes, temos desejos contrários, posicionamentos inversos, convergências múltiplas, etc. etc...

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Rio de Janeiro, novembro de 2022

[Livros & Leituras] O que o governo fez com o nosso dinheiro?


Há décadas que inúmeros economistas, investidores, analistas, professores e autores aprendem com este livro. Após 50 anos, ele permanece o melhor livro sobre o assunto, um verdadeiro manifesto em prol de uma moeda forte.

Rothbard mostra minuciosamente como os bancos criam dinheiro do nada e como o Banco Central, com o suporte do poder estatal, permite esta prática. Ele mostra como as taxas de câmbio e de juros funcionariam em um livre mercado. E principalmente: ao descrever o fim do padrão-ouro, ele não se limita a relatar os grandes acontecimentos; ele cita nomes e desmascara os grupos de interesse envolvidos.

A verdadeira paixão que Rothbard sente pelo tema é transferida aos leitores por meio de sua prosa. Impossível não se empolgar com o tema. Quem lê sobre o tópico sempre quer divulgar o que aprendeu.

Mais ainda: sente-se impelido a fazer alguma coisa. O ex-congressista Ron Paul confessou que se candidatou ao Congresso americano após ter lido este livro.

Por ser um meio de troca, o dinheiro está presente em grande parte da vida cotidiana de todas as pessoas. Portanto, um entendimento sobre sua natureza, alternativas e história é importante para todos. Por isso, esta é uma obra indispensável.