quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

A torcida do Vasco tem o direito de ser chata

Todos os dias, torcedores são inferiorizados por 'especialistas' ao cobrarem um Vasco da Gama minimamente decente para 2023

Torcida do Vasco no jogo contra o Criciúma. Foto: Matheus Lima/Vasco

Willams Meneses

Desde o término da temporada, a torcida do Vasco da Gama tem se dividido entre os pacientes e os impacientes com a SAF. De um lado, estão aqueles que confiam que a chegada da 777 Partners, com seus executivos de futebol, trará ao Gigante dinheiro e profissionalismo.

Enquanto isso, de outro, estão os vascaínos que podem até acreditar numa melhoria com a SAF, mas querem o resultado de imediato ou pelo menos a indicação de que o futuro do Gigante será melhor. Quem está certo? Errado? Seria muita presunção e até arrogância chegar aqui e cravar isso.

O ponto é que os torcedores podem escolher o lado que quiserem, mas uma coisa é certeza: os ditos ‘chatos’ estão no direto. Principalmente nas redes sociais, esse tipo de torcedor é taxado de ser do contra, que torce para dar errado, impaciente e até de que não entende nada de como funcionam os bastidores do futebol. Será que os ditos ‘pacientes’ são especialistas? Cabe a reflexão.

É importante considerar o contexto em que o Cruzmaltino vive. Como se não bastassem os anos longe de brigar por títulos, recentemente o Vasco foi rebaixado à Série B, e não conseguiu o retorno no ano seguinte, ficando no meio de tabela da segunda divisão. No outro ano até subiu, mas precisou da última vaga e esteve com o acesso em risco até o último instante.

Se um viajante no tempo voltasse para 2000 e contasse a situação do Vasco hoje em dia, será que alguém acreditaria? Dificilmente. Péssimas gestões, times horrorosos e resultados piores ainda, com direito a vexames, passaram a fazer parte do dia a dia do vascaíno. Dá até saudade dos tempos em que a brincadeira dos rivais era sobre o Vasco ser vice. Inclusive, hoje em dia muitos nem brincam mais. Já perdeu a graça.

O Gigante precisa ser sério para ser levado a sério. Então, sim, o vascaíno tem motivos de sobra para ser chato, exigente e ranzinza. É muita falta de respeito, principalmente dos tuiteiros de plantão, supostos especialistas em scout, administração futebolística e afins, quando ironizam e diminuem as críticas alheias. Todos estão no mesmo barco, uns se preocupam mais e outros menos.

Dói tanto ver seu dirigente de estimação ser criticado? Será que o próprio se importa tanto ou chega a ficar sabendo? A crítica de fulano impacta no planejamento da SAF para a próxima temporada? Se a resposta for sim, mora aí um grande problema nesse ponto. A hora de cobrar e ser exigente é agora, no começo da jornada.

Não adianta nada gravar vídeo com raivinha depois para ganhar likes. Competição, não importa qual seja, não é laboratório. Envolve história, rivalidade e conta para a sequência da temporada. Quantos técnicos são demitidos ainda no Estadual? Se for esperar o Campeonato Brasileiro para fechar o time vai dar tempo de entrosar? Fica o questionamento. No mais, é esperar e torcer para que não se repitam os velhos erros.

Título e Texto: Willams Meneses, Vasco Notícias, 14-12-2022, 14h57

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