quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

The US’ Acquisition Of Greenland Could Lead To A Deal Over Canada’s Arctic Islands

Andrew Korybko 

Trump might claim that building “Golden Dome” infrastructure there, possibly with the partial purpose of serving as a cover for deploying new offensive weapons systems in the Arctic for targeting Russia and China, is required for plugging the gap between the world’s largest island and Alaska

Trump framed his desired acquisition of Greenland as indispensable to his “Golden Dome” missile defense megaproject and hinted at the deployment of new offensive weapons systems there too in his post announcing tariffs against several NATO allies that symbolically dispatched military units there. He’s now reportedly using similar language in private when discussing Canada, according to several administration sources, both current and former, who recently informed NBC News of this.

They claim that Trump hasn’t discussed stationing US troops along Canada’s allegedly vulnerable northern border, instead proposing “more joint U.S. and Canadian military training and operations, and increasing joint air and water patrols as well as American ship patrols in the Arctic.” The ostensibly defensive purposes that those plans would advance, however, would still leave a conspicuous gap in the “Golden Dome’s” Arctic interception range between Alaska and Greenland over Canada’s Arctic islands.

It therefore can’t be ruled out that the reported proposals are ultimately meant to advance his goal of building “Golden Dome” infrastructure on those islands for plugging this gap. Offensive weapons systems could also be placed there too, including under the cover of interceptor missiles exactly as Russia has long accused the US of plotting in Central & Eastern Europe as regards its missile defense plans in Poland and Romania, which were significantly the first source of 21st-century tensions between them.

O Seguro do PS e da Direita


Telmo Azevedo Fernandes

Um dos candidatos presidenciais que ficou pelo caminho nas recentes eleições, tinha numa das letras das canções da sua antiga vida artística uma imagem que hoje encaixa com precisão em António José Seguro: Seguro é um «detergente sentimental».

Seguro não rouba, será bem-intencionado e sabe comer com talheres. Provavelmente nunca tomaria a iniciativa de criar crises políticas nem fomentaria o caos institucional. Estas virtudes banais tornaram-se defeitos num Partido Socialista treinado por António Costa. Foi por isso que as piores facções da esquerda lutaram, em surdina, contra Seguro na primeira volta. E é por isso também que muita gente à Direita, cansada e desorientada, decidiu que ele é “decente” o suficiente para merecer o voto.

Sem dúvida que as versões mais sujas e perigosas do socialismo foram grandes perdedores da noite eleitoral de Domingo. Mas convém abrir os olhos e notar que os socialistas perceberam imediatamente que a derrota podia ser convertida num caminho de regresso, sem que a Direita que apoia Seguro se tenha apercebido do truque.

É que sendo um homem decente, Seguro é conhecido também pelos seus atributos de vacuidade e molenguice. E um pastelão político é perfeito para ser usado como álibi e instrumento de uma operação de branqueamento e amnistia política da história trágica e fétida da governação socialista, antiga e recente, e da colonização das instituições de poder pela rede tentacular do PS.

O regresso das noites europeias

FC Porto e FC Viktoria Plzeň medem forças a partir das 17h45 na República Tcheca


A Liga Europa está de volta e com ela traz um embate entre o FC Porto e o FC Viktoria Plzeň agendado para as 17h45 desta quarta-feira no Stadion města Plzně (Sport TV5). Seis semanas e sete vitórias depois do último embate europeu, os portistas regressam aos palcos internacionais em casa da defesa menos batida da prova.

Nas primeiras seis jornadas da fase de liga, os comandados de Francesco Farioli venceram em Salzburgo (0-1) e nas recepções ao Estrela Vermelha (2-1), OGC Nice (3-0) e Malmö FF (2-1), empataram em Utrecht (1-1) e perderam em Nottingham (2-0) e estão em lugar de passagem direta aos oitavos de final (8.º) a meros dois pontos do líder Lyon (15).
 
O FC Viktoria Plzeň, por sua vez, não compete desde o passado dia 14 de dezembro e ocupa o 14.º posto da tabela classificativa com 10 pontos fruto de duas vitórias e quatro empates. O emblema checo já defrontou o Ferencváros (1-1), Malmö FF (3-0), AS Roma (1-2), Fenerbahçe (0-0), Friburgo (0-0) e Panathinaikos (0-0) e continua sem conhecer o sabor da derrota na presente edição da Liga Europa, durante a qual sofreu apenas dois golos.
 
Os caminhos dos dois clubes nunca se cruzaram. Nos seis confrontos anteriores frente a adversários checos, os dois primeiros nos oitavos de final da Taça dos Campeões Europeus conquistada em Viena, os Dragões venceram dois, empataram um e perderam três - o último em Praga, diante do Sparta, na fase de grupos da Liga dos Campeões 2001/02.

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[Viagens & Destinos] Feira da Glória – A maior feira livre do Rio de Janeiro

Neste vídeo, faço uma caminhada pela Feira da Glória, considerada por muitos a maior feira livre do Rio de Janeiro.

Realizada aos domingos, a feira reúne uma enorme variedade de produtos: frutas, legumes, peixes, carnes, temperos, comidas típicas e muito mais.

Ao longo do passeio, mostro o movimento intenso, as barracas coloridas e o clima popular que fazem da Feira da Glória um dos programas mais tradicionais da cidade.

É um retrato fiel do cotidiano carioca, onde moradores e visitantes se encontram para fazer compras, comer bem e aproveitar o domingo.

Se você gosta de conhecer o Rio de Janeiro além dos pontos turísticos tradicionais, este vídeo é um convite para caminhar por um dos espaços mais vivos e autênticos da cidade.

👉 Vídeo gravado num domingo, 11 de janeiro de 2026, durante a Feira da Glória, no Rio de Janeiro.

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FEIRA LIVRE DA GLÓRIA 

Anteriores:
Um bairro tranquilo no subúrbio carioca: Vila da Penha 
Copacabana: Réveillon e depois 
Algumas ruas da Vila da Penha 
Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas  
Da Lagoa a Copacabana: o Sr. Diamantino, 91 anos e 60 anos de história 
O Rio de Janeiro que eles não mostram na TV🔥

[Daqui e Dali] Sem diploma não se passa de habilidoso

Humberto Pinho da Silva

Na semana passada recebi a inesperada visita de amigo. Daqueles que escrevem pelo Natal e telefonam pelo aniversário. Recebi-o na sala de visitas, que é, igualmente sala de jantar, já que o apartamento é pequeno.

Vivia nos arredores, mas a idade e a dificuldade de movimentação, obrigaram-me a morar no centro, em prédio de Esquerdo-Direito, com vizinhos, felizmente, educados, pelo menos no meu andar.


Enquanto conversamos e petiscávamos biscoitos da velhíssima fábrica de Valongo, acompanhados a Vinho do Porto, meu amigo reparava nos quadros que brilham pelas paredes, principalmente para o óleo que mostra natureza morta. Sabendo que era de meu pai, elogiou-o:

- Dou-lhe os meus parabéns! Seu pai tem muita habilidade! Pensava que só escrevia...

Respondi-lhe que expôs poucas vezes, mas, mesmo assim, está representado em várias pinacotecas. Então, acercou-se da tela, para melhor apreciá-la:

- Como aprendeu a pintar?

- Tinha o curso das Belas-Artes. Foi discípulo de Acácio Lino e Joaquim Lopes, e recebeu noções de escultura do Mestre Teixeira Lopes.

Meu amigo, melhor diria conhecido, escancarou a boca de espanto e continuou:

- Logo vi que era artista!...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Caverna digital

Rafael Nogueira

O que passa por discussão pública no Brasil hoje parece menos um encontro de consciências do que um esquete de comédia. Cada um entra em cena já caracterizado, recita sua deixa, colhe os risos, aplausos e protestos da plateia e sai. Ninguém escuta ninguém. Ninguém quer escutar nada. O que houve?

Um dos problemas é confundir quem fala com firmeza, quem simula "autoridade", com inteligência genuína. Ter opinião forte e estar certo são coisas radicalmente distintas. Opinião é o item mais democrático do mundo: não custa nada, dispensa talento, todo mundo tem. Inteligência, razão, pensamento exigem a disposição para errar, recuar, reformular. Exige, sobretudo, a humildade de admitir que talvez o outro tenha razão, ou ao menos parte dela. Essa humildade desapareceu, sumiu, se escafedeu.

Quando duas pessoas conversam de verdade, há um movimento duplo em que cada uma tenta expor seu ponto com clareza, mas também se esforça para compreender o ponto de vista alheio. É tipo jogar tênis, a bola vai e volta. Agora preste atenção nas conversas nos bares, nos cafés e nas redes sociais. São monólogos simultâneos. Um põe na mesa sua opinião, cheio de autoridade, e o outro, por sua vez, fala com a mesma autoridade sem ter ouvido direito o primeiro, e a torcida comemora ou vaia, com o algoritmo registrando o engajamento de todos, para que todos saiam convencidos de que venceram. Mas venceram quem, se não havia chance de errar e voltar atrás, se não dava para aprender qualquer coisa?

As raízes tecnológicas da degradação são as seguintes: as plataformas digitais foram desenhadas para viciar. Cada postagem é um estímulo, cada notificação uma recompensa. O cérebro humano, esse pobre órgão de design paleolítico, talvez não esteja preparado para resistir. Daí que consumimos informação como quem come salgadinho, bem rápido, em grande quantidade, e sem mastigar direito.

Mas a tecnologia sozinha não explica tudo. Há cumplicidade. As escolas e universidades, que deveriam ser trincheiras do rigor intelectual, renderam-se ao partidarismo, ao jargão, à militância. Os professores agora dizem o que é bonito pensar, sem ensinar como pensar. Também pudera — ninguém ensina o que não sabe.

Oba! Agora vai!

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[Quadro da Quarta] Henri de La Rochejaquelein combatendo em Cholet, 17 de outubro de 1793

Óleo sobre tela, Paul-Émile Boutigny, 1899, Museu de Arte e História de Cholet. 

« Si j'avance, suivez-moi ; si je recule, tuez-moi ; si je meurs, vengez-moi ».

Se avanço, me sigam; se recuo, me matem; se morro, me vinguem.

Wikipédia (português); Wikipédia (francês)

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Somnambulant 
Partida das três caravelas de Cristóvão Colombo 
O sono de São Pedro 
Pierre Sarvognan de Brazza 
Elegía

[Língua Portuguesa] O que significa “Montra em execução”?

"Montra em execução" significa, na gíria comercial, uma vitrine de loja com artigos expostos que não têm os preços marcados ou estão a ser preparados/montados, sendo usada por alguns comerciantes como forma de contornar a obrigação legal de exibir os preços ao público, embora seja uma prática por vezes controversa e fiscalizável. 

Foto: JP, 13-1-2026

O que implica na prática:

·      Exposição Sem Preço: A ideia é que, por estar "em execução", os produtos não estão "prontos" para venda, justificando a falta de preço, o que é uma manobra para não cumprir a lei de afixação de preços.

·        Exposição em Elaboração: Pode também indicar que a montra está a ser montada, com artigos a serem adicionados ou reorganizados, como no caso de uma exposição de arte temporária.

·        Gíria vs. Lei: Apesar de ser uma expressão popularizada, a legislação comercial exige a afixação de preços em todos os produtos expostos, e a placa "montra em execução" pode ser considerada uma artimanha para fugir a essa obrigação. 

Em resumo, é uma desculpa para não exibir preços, aproveitando a ideia de que a montra não está "finalizada". 

Texto: IA  

Colunas anteriores:
“Amigo da onça”: origem e significado da expressão 
Morte da bezerra: o que significa e qual é a origem da expressão? 
O que significa “Viajar na Maionese” e de onde vem essa expressão 
Pé na jaca: origem e significado da expressão 
Diferença entre “dérbi” e “clássico” 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

RJ segue com previsão de chuvas intensas e alerta de ressaca nesta terça-feira

A região da Baixada Fluminense foi a mais afetada, com destaque para Duque de Caxias, que registrou o maior volume de chuva: 212,4 mm

Altair Alves

O estado do Rio de Janeiro tem previsão de chuva a qualquer hora desta terça-feira (20/1), após a passagem de uma frente fria que provocou fortes temporais na noite desta segunda (19/1). A região da Baixada Fluminense foi a mais afetada, com destaque para Duque de Caxias, que registrou o maior volume de chuva: 212,4 mm. 

Linha Amarela, foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Diversas ruas ficaram inundadas, principalmente no centro de Caxias, onde veículos foram arrastados na Rua 25 de Agosto. O muro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Parque Lafaiete desabou devido à chuva intensa. Bolsões de água se formaram em diferentes pontos da cidade, incluindo a Avenida Brasil, e permaneciam pela manhã. Ao todo, foram registrados 40 pontos de alagamento e dois casos de enchentes mais severas.

A queda de árvores também foi registrada em consequência do temporal. Na noite de segunda, uma árvore caiu no Grajaú, e na manhã desta terça uma nova queda foi registrada na Rua Dona Delfina, na Tijuca.

Resgate de jacaré em Duque de Caxias

Corpo de Bombeiros foi acionado duas vezes entre a noite de segunda e a madrugada desta terça para resgatar um jacaré que apareceu no Jardim Leal, em Duque de Caxias. No primeiro chamado, às 22h30 de segunda-feira, na Rua Venâncio Adres, os militares não localizaram o animal. Já no segundo acionamento, às 2h30 de terça, na Rua Luís Leal, o jacaré foi capturado e devolvido ao Rio Sarapuí.

Casal é abordado por policiais durante 'momento íntimo' no Arpoador

Ato foi realizado em local muito movimentado, inclusive com crianças por perto

O Dia

Um casal foi abordado por policiais militares em um momento íntimo, na noite deste domingo (18), na Praia do Arpoador, na Zona Sul. O ato, realizado em um local muito movimentado - inclusive com crianças perto -, chamou a atenção de quem estava ao redor.

Em vídeo que viralizou redes sociais, um homem aparece com uma coberta verde deitado no colo de uma mulher. Ele aparenta praticar sexo oral na companheira, que chega a inclinar o corpo para trás. Uma outra pessoa grava a cena e enfatiza a quantidade de pessoas em volta, indicando que o casal não se importou de estar em local público.

[Aparecido rasga o verbo] Engraçadices do dia a dia quando não se tem nada melhor para escrever...

Aparecido Raimundo de Souza

Buffet

AO ENTRAR às carreiras no banheiro dos homens, a linda e esfuziante policial que corria atrás de um bandido, pegou todo mundo de pau nas mãos.

Doméstico

Foi parar no pronto socorro rapaz que entrou pelo cano e quase morreu afogado. A intenção dele era sair imediatamente pelo único ralo existente na casa. Todavia, não conseguiu. A esposa, apavorada, chamou um vizinho que nas horas de folga costumava fazer “bicos como bombeiro”. Logo que chegou para atender a ocorrência e diante do apavoramento da mulher, o sujeito tratou de meter a mangueira no primeiro buraco que encontrou pela frente. Em seguida, inopinadamente abriu a torneira que liberava a água.

Triângulo imperfeito

– Você sabia que o garfo é o marido da colher?
– Juro para você que desconhecia tal particular. Mas e a faca? Qual o papel dela, exatamente?
– Ora, a faca é a amante.

Sabichão

– Descreva, para mim, você que estuda e lê muito, o que é um psiu?!
– É um pê, no cio, querendo psar!

Coisas da primeira vez

O menino, finalmente, consegue ficar quase totalmente pelado na frente da namoradinha. Porém ao se livrar da cuequinha, e se pôr diante dela como efetivamente veio ao mundo, ela, ruborizada, se vira rapidamente de costas. Tapa os olhos com as mãos. Em seguida, balbucia, transtornada, os olhos arregalados de espanto:
– O que é isso aí duro e grandão pendurado no meio das suas pernas?
O guri, eufórico, carinhosamente explica:
– Lembra, minha princesa que falei que hoje iria deixar você ver meu bichinho de estimação? Então, este aqui é o meu pintinho.

Sagaz

O rapaz, indiscreto, pergunta sem mais melindres, à moça:
– É verdade que o seu cu tícula?
A graciosa, sem subterfúgios, responde à altura, no mesmo tom:
– Só quando sente pilu lá.

Marcha pela Liberdade e Justiça


Karina Michelin

Nikolas Ferreira iniciou uma marcha pela Liberdade e Justiça em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, com destino a Brasília – cerca de 240 quilômetros a pé, com previsão de chegada no domingo. André Fernandes foi o primeiro a se juntar. Muita gente tenta analisar isso como cálculo eleitoral, mas há coisas que só fazem sentido na esfera do simbólico – e símbolos sempre chegam antes dos resultados.

O Congresso está em recesso, mas há momentos na vida de um país em que não são discursos que tocam o povo, e sim gestos. Um corpo que se move quando os demais estão imóveis é um chamado a sair da inércia. Caminhar, quando o sistema adestrou o povo à resignação, é resistir em movimento – quando todos aprenderam a “aceitar“ calados.

Marchar contra a corrupção não é apenas ato político; é ato existencial. Enquanto a mais alta corte do país concentrou todas as prerrogativas em si e removeu as ferramentas democráticas da oposição – com a cumplicidade dos presidentes das duas Casas, Hugo Motta e Davi Alcolumbre – movimentos em várias frentes começam a se intensificar. E isso vale mais do que qualquer promessa de vitória imediata.

O Brasil está ferido – não só na economia, mas na alma. A corrupção não rouba apenas dinheiro; rouba sentido, rouba esperança e ensina a normalizar o absurdo. Por isso, quando alguém resolve andar contra isso, não está fazendo protesto trivial; está produzindo uma ruptura cultural.

Até o pano da Miriam Leitão acabou

O caso Master é tão escandaloso que nem a imprensa consegue mais fingir que não vê


Ficou grande demais para esconder.

Título, Texto e Imagem: Carol de Toni, X, 19-1-2026, 21h02 


Qual a lógica?


Vender crack, por si só, não justifica prisão, na opinião do ministro Alexandre de Moraes, mas pintar uma estátua com um batom justifica 14 anos de cadeia? 

Qual a lógica? 😟

Texto e Imagem: Cristina Graeml, X, 19-1-2026, 19h19 

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[Livros & Leituras] Uma outra voz

Prêmio LeYa 2013, Gabriela Ruivo Trindade, Editora Leya, Alfragide, abril de 2014, 336 páginas.

João José Mariano Serrão foi um republicano convicto que contribuiu decisivamente para a elevação de Estremoz a cidade e o seu posterior desenvolvimento. Solteiro, generoso e empreendedor como poucos, abriu lojas, cafés e uma oficina, trouxe a eletricidade às ruas sombrias e criou um rancho de sobrinhos a quem deu um lar e um futuro.

É em torno deste homem determinado, mas também secreto e contido, que giram as cinco vozes que nos guiam ao longo destas páginas, numa viagem que é a um tempo pessoal e coletiva, porque não raro as estórias dos narradores se cruzam com momentos-chave da história portuguesa.

Assim conheceremos um adolescente que espreitava mulheres nuas e ria nos momentos menos oportunos; a noiva cujos olhos azuis guardavam um terrível segredo; um jovem apaixonado pela melhor amiga que vê a vida subitamente atravessada por uma tragédia; a mãe que experimentou o escândalo e chora a partida do filho para a guerra; e ainda a prostituta que escondia documentos comprometedores na sua alcova e recusou casar-se com o homem que a amava. Por fim, quando estas vozes se calam, é tempo de ouvirmos o protagonista através de um diário escrito noutras latitudes e ressuscitado das cinzas muitos anos mais tarde.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Une «marche pour la vie» organisée hier à Paris

Plusieurs milliers d’opposants à la future loi sur la fin de vie ont manifesté ce dimanche à Paris. Ils se sont réunis dans le cadre de la «marche pour la vie» organisée chaque année, pour dénoncer l’euthanasie notamment.

Do barril ao botequim: como o chope virou símbolo do jeito carioca de viver

Introduzida no Brasil pela corte portuguesa, a cerveja não pasteurizada ganhou identidade própria no Rio e se transformou em ícone da boemia, do futebol e da sociabilidade urbana


Mariana Motta

Trazido ao Brasil no início do século 19 pelos europeus, o chope percorreu um longo caminho até se transformar em um dos maiores símbolos da cultura carioca. Mais do que uma bebida, a cerveja não pasteurizada e tirada sob pressão se consolidou no Rio de Janeiro como parte de um modo de vida que envolve conversa fiada, amizade, paquera, samba e futebol, sempre acompanhada de um copo “estupidamente gelado”.

Registros históricos mostram que o chope já fazia parte do cotidiano da cidade no século 19. Em 1883, a expressão “vou tomar um chope e já volto” aparecia em uma peça publicada pela Gazeta de Notícias. Décadas depois, a bebida atravessaria gerações ao ser eternizada na música “Você não soube me amar”, da banda Blitz, lançada no início dos anos 1980. Em ambos os casos, se trata da mesma bebida: a cerveja não pasteurizada, fresca e servida diretamente do barril.

A introdução do hábito de consumir chope no Brasil remonta a 1808, com a chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro. Segundo especialistas, foi nesse período que surgiram as primeiras cervejarias, instaladas na região da Serra Fluminense, onde o clima mais ameno facilitava o controle da fermentação. Na época, não havia distinção entre cerveja e chope, a diferença surgiria apenas com a popularização da pasteurização, na segunda metade do século 19.

Apesar de difundido pela corte, o consumo permaneceu restrito às elites durante muitos anos. A produção nacional só ganhou força com a chegada de imigrantes alemães, a partir de 1824, que trouxeram conhecimento técnico e impulsionaram a instalação das primeiras fábricas. Um marco desse processo foi o anúncio da “cerveja brasileira” publicado no Jornal do Commercio em 1836.

Ventura avançou ao segundo turno e enfrentará o socialista António José Seguro

Karina Michelin

Pela primeira vez em 40 anos o pleito presidencial em Portugal não foi decidido numa única rodada. Para André Ventura [foto], líder do Chega, o resultado inaugura “uma disputa decisiva entre o socialismo e quem quer travá-lo”. Com cerca de 23% a 24% dos votos, Ventura avançou ao segundo turno e enfrentará o socialista António José Seguro, que liderou com aproximadamente 31%, mas sem alcançar os 50% necessários para vitória imediata. 

Em entrevista após a divulgação dos resultados, Ventura afirmou que a campanha entra numa etapa “ideológica e não apenas eleitoral”, defendendo que o país terá de optar entre “continuidade socialista” e “ruptura” representada pela direita. Ao lado de dirigentes do Chega, convocou as formações conservadoras e liberais à convergência: “A única forma de derrotar o socialismo é a direita unir-se. A partir de amanhã começa a luta.” 

A presença de Ventura no segundo turno expõe o esgotamento de um sistema que parecia imutável há 40 anos. A hegemonia socialista - com sociais-democratas em rotação - gerou estabilidade de vitrine, mas também estagnação, impostos altos, serviços em colapso e um país que envelhece sem prosperar. Muitos portugueses já tratam o socialismo como um modelo falido, que promete proteção e entrega precariedade. 

O segundo turno está marcado para 8 de fevereiro, definindo o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. Apesar do caráter moderador da Presidência, o cargo possui prerrogativas relevantes, como vetar leis, enviar normas ao Tribunal Constitucional e dissolver o Parlamento, o que confere peso estratégico ao desfecho. 

Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, a participação eleitoral superou a do último pleito, refletindo maior mobilização popular em meio ao clima de tensão política. Os resultados provisórios estão disponíveis no portal oficial das eleições

Com time alternativo, Vasco faz jogo fraco antes de clássico contra o Flamengo

Vasco da Gama não saiu do empate sem gols na partida contra o Nova Iguaçu e agora encara o Flamengo pelo Campeonato Carioca

Altair Alves

No jogo de número dois da temporada 2026, Fernando Diniz colocou os reservas em campo com o objetivo de dar mais chances aos jogadores subutilizados no elenco e avaliar quem pode ou não ganhar espaço na equipe ao longo do ano. Mas ninguém brilhou no empate sem gols com o Nova Iguaçu, em São Januário.

Saldivia, foto: Redes Sociais

Feita a ressalva de que esse foi o primeiro jogo da maioria deles depois das férias, Diniz precisou ter boa vontade para apontar as boas notícias enxergadas por ele na partida. O técnico citou a atuação de JP, que entrou no segundo tempo, e de João Vitor “Mutano”, atacante da base que teve poucos minutos no final do jogo. E foi basicamente isso.

Os melhores jogadores do Vasco na partida foram Léo Jardim, que salvou a equipe com pelo menos duas defesas muito difíceis, e Andrés Gómez, este acionado no intervalo para corrigir a rota depois de um primeiro tempo muito fraco do time – ele quase marcou em dois chutes de fora da área. Dois velhos conhecidos, portanto.

A partida em São Januário também marcou as estreias dos reforços Alan Saldivia e Johan Rojas. Saldivia foi titular, jogou os 90 minutos, mas ainda precisa aprimorar o ritmo de jogo e não deixou nem boa nem má impressão no seu primeiro jogo. Rojas atuou por pouco mais de 20 minutos no segundo tempo e apareceu com uma tentativa de drible ou outra. Nada muito impactante.

Matheus França puxou a lista das atuações ruins. Ele vive desde o ano passado um processo de declínio de confiança e até agora não conseguiu encontrar uma solução para isso. Neste domingo, errou passes curtos, foi desarmado com facilidade em alguns lances e caminhou para o vestiário no intervalo sob gritos de “tira o Matheus França” da torcida. Diniz precisou sair em sua defesa.

A décima consecutiva chegou em Guimarães

FC Porto venceu na Cidade-Berço (1-0) e manteve-se isolado na liderança da Liga


O FC Porto venceu o Vitória SC em Guimarães (1-0) e continua isolado na liderança da Liga Portugal, agora com 52 pontos. Alan Varela, aos 85 minutos, colocou gelo num jogo a ferver e permitiu aos azuis e brancos chegarem à dezena de jogos consecutivos sempre a vencer no campeonato.

Francesco Farioli mudou duas peças face ao onze que havia alinhado de início no clássico - Alberto Costa entrou para o lado direito da defesa e Alan Varela substituiu o castigado Pablo Rosario na posição mais recuada do meio-campo - e viu a equipa resiliente a defender perante uma entrada agressiva do conjunto que havia acabado de vencer a Taça da Liga.

Ainda assim, a melhor oportunidade de golo da etapa inaugural pertenceu a Samu, da marca dos onze metros. Alberto foi derrubado por Lebedenko na área, João Gonçalves apontou para a zona de pênalti e o avançado acertou com estrondo na trave perante um guarda-redes vitoriano já batido (26m). À entrada para os últimos cinco minutos da primeira parte, Pepê também esteve perto de marcar, mas Camara tirou a bola em cima da linha e foi posteriormente assinalado um fora de jogo a Martim Fernandes no decorrer do lance.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Quando o Xá do Irã veio ao Rio: a visita lembrada em meio à revolta popular contra a República Islâmica

Em 1965, o último governante legítimo do Irã esteve no Rio de Janeiro, foi recebido pelas mais altas autoridades brasileiras, encontrou a família imperial e deixou marcas na cidade; hoje, com iranianos nas ruas pedindo o fim do regime islâmico e gritando “Javid Shah”, o episódio ganha novo significado histórico

Bruna Castro

Enquanto o mundo acompanha a mais profunda convulsão política do Irã desde o golpe que derrubou a o monarca persa em 1979, com multidões enfrentando a repressão da República Islâmica e clamando abertamente pela restauração da monarquia, um nome que alguns acreditavam sepultado pela história volta a ecoar nas ruas do país persa: o do xá, o rei do Irã. Entre os gritos de protesto, “Javid Shah” — viva o xá — tornou-se palavra de ordem de um movimento que rejeita a teocracia instaurada há mais de quatro décadas e que gerou muito retrocesso no Oriente Médio. É nesse cenário que um episódio quase esquecido da memória carioca reaparece com força simbólica: a visita oficial do xá do Irã ao Rio de Janeiro.

Em 1965, Mohammad Reza Pahlavi esteve no Brasil em uma viagem de Estado marcada por forte conteúdo político, econômico e simbólico. O objetivo era claro: estreitar relações diplomáticas e comerciais com o nosso país, especialmente no setor industrial, em um momento em que o Irã buscava se afirmar como potência moderna, culta e aliada do Ocidente. Embora Brasília já fosse a capital formal, o Rio de Janeiro seguia como centro diplomático, social e cultural incontornável — e, por isso, integrou a agenda oficial da visita.

O xá não veio sozinho. Ao seu lado estava a imperatriz Farah Pahlavi, figura central no projeto de modernização cultural do Irã naquele período. O casal imperial foi recebido pelas mais altas autoridades brasileiras e participou de compromissos que reforçavam a imagem de um Irã em transformação, voltado à indústria, à educação e à cooperação internacional. Farah montou uma das maiores coleções institucionais de arte do mundo, criando o maior Museu de Arte do Oriente Médio, infelizmente desfalcado e apagado pelo regime que se seguiu.

Veículos elétricos de duas rodas viram fonte de conflito e acidentes no trânsito do Rio

Sem regras municipais claras e com fiscalização quase inexistente, bicicletas elétricas e autopropelidos disputam espaço em ruas, ciclovias e calçadas do Rio

Quintino Gomes Freire

Foto: IA

Bicicletas elétricas, patinetes, monociclos e pequenas “motinhas” elétricas já fazem parte do cotidiano do Rio de Janeiro. O problema é que essa presença cresce sem regra clara, sem fiscalização consistente e com consequências cada vez mais visíveis no trânsito da cidade. As informações são do jornal O Globo. 

Na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, uma das vias mais movimentadas da Zona Sul, um jovem empinava uma bicicleta elétrica no meio da pista, equilibrado apenas na roda traseira, entre ônibus e táxis em movimento. A poucos metros dali, na ciclovia, veículos de todo tipo disputavam espaço com bicicletas convencionais e pedestres.

As cenas, registradas por reportagem de O Globo, se repetem em diferentes bairros. Ruas, ciclovias e até calçadas viraram corredores improvisados onde veículos elétricos de duas rodas circulam em alta velocidade, ignorando sinais, mão de direção e limites básicos de convivência.

O reflexo aparece nos números. Os atendimentos do Corpo de Bombeiros a acidentes envolvendo esse tipo de veículo quase triplicaram na capital: foram 162 ocorrências em 2024 contra 431 em 2025. A maioria envolve colisões, além de quedas e atropelamentos. O próprio Corpo de Bombeiros reconhece que os dados são subestimados, já que muitos casos sem gravidade não entram nas estatísticas.

O risco do petróleo barato

Brasília tem motivos para querer que tudo fique como está no mercado de petróleo. Uma queda acentuada no preço do barril causará um estrago enorme na economia

Arte: Paulo Márcio

Nuno Vasconcellos 

Há pelo menos duas explicações para o apoio quase solitário do governo brasileiro à ditadura do Irã — um regime que há quase meio século submete o próprio povo a normas medievais de conduta e nega a seus cidadãos os direitos mais elementares. Uma dessas explicações é deplorável. A outra está relacionada com o preço do petróleo e, vista pela ótica exclusiva dos interesses econômicos do Brasil, tem até uma ponta de virtude.

Seja como for, a situação no Irã é terrível e qualquer apoio àquele regime é uma decisão difícil de se explicar. Comparado com os aiatolás iranianos, que mandam açoitar mulheres pelo uso incorreto do véu muçulmano e arremessam gays do alto de edifícios apenas pelo fato de serem gays, o ex-caudilho e atual presidiário, Nicolás Maduro, por mais atrocidades que tenha cometido quando era ditador da Venezuela, pode perfeitamente se candidatar ao Nobel da Paz.

Ainda assim, o Brasil insiste em manter com o Irã uma relação para lá de amistosa. Tão importante que é preciso tentar saber o que há por trás dessa posição. O rompimento da parceria teria impacto na balança comercial brasileira? Não. A parceria entre os dois países é modesta demais para valer qualquer sacrifício. Soma apenas US$ 3 bilhões entre exportações e importações, valor irrisório para um país, como o Brasil, que movimentou US$ 629 bilhões no ano passado. Se o rompimento não gera grandes prejuízos, a insistência nesse relacionamento pode gerar prejuízos consideráveis para o Brasil.

Na semana passada, o presidente Donald Trump, ameaçou impor tarifas adicionais de 25% nos negócios com os Estados Unidos aos países que insistirem no comércio com o Irã. A intenção de Trump é sufocar a economia iraniana e, assim, abalar os alicerces da ditadura que gerou uma crise humanitária monumental ao receber a bala a população foi às ruas protestar contra a situação econômica e a inflação. Com um detalhe cruel: o preço das balas que matam os manifestantes é cobrado das famílias das vítimas!

“FY, Roger! You are a supporter of terrorism”

Marco Angeli

Me junto incondicionalmente aos iranianos contra a figura nefasta e hipócrita de Waters, um cara que já foi um ídolo musical de uma geração. E hoje virou publicamente e declaradamente um defensor da ditadura islâmica no Irã.

Não sei, e nem quero saber, qual é a doença mental que leva um indivíduo a queimar dessa forma a própria biografia, de forma irreversível.

Os que ainda acreditam que o socialismo não é uma enfermidade mental grave, escutem Waters. E terão certeza de que é.

De @Realneo101:

"Em nome de 90 milhões de iranianos que te amavam e cresceram ouvindo sua música — inclusive eu — VAI SE FUDER, Roger. Você é um apoiador do terrorismo."

I unconditionally join the Iranians against the nefarious and hypocritical figure of Waters, a guy who was once a musical idol of a generation. And today he has publicly—and openly—become a defender of the Islamic dictatorship in Iran. I don't know—and I don't want to know—what mental illness leads an individual to burn their own biography in this irreversible way. Those who still believe that socialism is not a serious mental illness should listen to Waters. And they will be sure that it is.

From @Realneo101

"In the name of 90 million Iranians who loved you and grew up listening to your music—including me— FUCK YOU, Roger. You are a supporter of terrorism."


Texto (em português): Marco Angeli, X, 17-1-2026, 19h07 

*****

Roger Waters, ex-Pink Floyd e ativista profissional de causas “anti-imperialistas”, tornou-se uma espécie de holograma da esquerda pós-moderna: critica o Ocidente, denuncia o capitalismo, demoniza Israel, acusa os Estados Unidos de fascismo e reinterpreta a geopolítica a partir de slogans, enquanto desfruta do conforto, da riqueza e das liberdades civis produzidas exatamente pelas sociedades que despreza. Nos últimos anos, Waters transformou sua carreira tardia em militância midiática - com turnês dedicadas a atacar Donald Trump, defender o movimento BDS e substituir o palco musical por uma cátedra moral itinerante. 

O STF deve muitas explicações ao país, há pelo menos 7 anos

Mas é bom ver que a imprensa tupiniquim finalmente está acordando de um sono longo e profundo…

Título, Texto e Imagem: João Luiz Mauad, Facebook, 17-1-2026, 12h20

Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] Inexplicável

Carina Bratt

BONITA daquele jeito, nunca ninguém havia visto igual. De face alegre e envolvente, a diva dos olhos serenos trazia no rosto um sentimento de profundidade jamais sentido em alguém por aquelas paragens. De fato, qualquer um, por mais bobo que fosse, reconhecia e não só reconhecia, via e sentia nela uma candura indescritível. Mais que uma singeleza virginal, um sentimento nobre, conspícuo, ardoroso e dinâmico que ninguém saberia explicar com palavras.

Ao ser apresentada pela velha avó, dona Efigênia que morava numa casinha entrelaçada em todo seu entorno por um jardim imenso lá no fim da rua, todos os presentes ficaram vidrados na magia contagiante que emanava de dentro de sua alma. Na verdade, ela a formosa, tinha uma animosidade pura. Seu coração se fazia acolhedor, a sua voz saia maviosa sabia desenhar as palavras certas e de peso ideal para serem ditas. Ao serem pronunciadas, toda a sua força interior se abria por inteira num confortar que fazia um bem danado a quem dela se aproximava. 

Qualquer um que a procurasse, para conversar, saia da sua beira com um novo alento, uma esperança renovada se instalava Igualmente com o seu ‘eu’ tranquilo e sereno, empurrava os medos e as atribulações por mais obscuras que fossem, ou que se apresentassem para um distanciado bem longínquo da pequena comunidade. Sua presença na igreja, aos domingos, fluidificava e fazia todos os frequentadores se sentirem vivificados, como se uma força invisível carregasse para longe todas as mazelas e dissabores.

Em igual ponto, quem tinha a alma frangalhada, ou se via desafortunado pelos dissabores, os medos e as aflições, ao estar com ela, se via totalmente revigorado e as coisas como que por encanto, voltava ao normal, os desconfortos fugiam para um longe sem volta. Fluía de dentro dela, uma espécie de conforto sempiterno e jamais sentido. A sua presença invadia e acalmava, ao tempo em que fazia o corpo inteiro de quem estivesse ao seu lado se robustecer enverdejando, apaziguado, em uma paz tranquila, como se tivesse recebido uma oração direta vinda do Pai Maior.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Você entende o que o carioca fala? Veja as frases que todo turista precisa aprender no Rio

Expressões como “qual foi?”, “brotei” e “marca um 10” revelam o jeito descontraído de viver na cidade e ajudam visitantes a se sentirem em casa com este manual do carioquês

Gabriella Lourenço

Quem chega ao Rio de Janeiro pela primeira vez pode até se perder um pouco no nosso jeito de falar. Não é só o sotaque cantado, o “s” puxado ou o ritmo acelerado das frases. O carioca tem um vocabulário próprio, cheio de gírias, expressões e atalhos que fazem parte da identidade da cidade. 

Foto: Alexandre Macieira

Tem turista que estranha, fica confuso e pede para repetir. Outros entram na brincadeira, começam a usar as palavras no segundo dia e já se sentem meio locais. E, no fim das contas, quase todo mundo sai com uma história divertida sobre alguma expressão que ouviu na praia, no bar, no táxi ou na fila da padaria, para um café no típico copo americano — que à noite vira cerveja.

Cada canto do Brasil tem seu sotaque e seu jeito de falar, mas o carioca carrega uma informalidade que aproxima, quebra o gelo e cria conversa até com desconhecido. A cidade pode até receber críticas aqui e ali, mas quem conhece de perto sabe: não tem lugar igual. Tanto que a maioria dos turistas sempre acaba voltando.

Enquanto muita gente escolhe o Rio para passar férias, a gente vive aqui todos os dias — com um vocabulário que é praticamente um idioma próprio.

Pensando em quem está chegando agora (ou em quem já mora e quer se reconhecer), preparamos um pequeno guia com algumas das frases e gírias mais usadas no dia a dia do carioca. Um manual básico para não boiar na conversa e aproveitar melhor o clima da cidade.

As gírias cariocas que todo turista precisa conhecer

De bobeira

Estar sem fazer nada, à toa, tranquilo. “Se você estiver de bobeira mais tarde, bora dar um rolé.” “Tô de bobeira em casa hoje, sem fazer nada.” “A gente ficou de bobeira na praia até o sol se pôr.”

Brotei/Vou brotar

Chegar de repente, aparecer, confirmar presença. “Do nada ele brotou na festa.” “Mais tarde eu vou brotar aí na sua casa.” “Bora brotar na praia hoje pra aproveitar o sol.”

Delatores

Conheça o reitor e a vice-reitora da USP...

Diplomacia, guerra e civilização

Miguel A. Baptista

A embaixadora de Portugal na Rússia apresentou as suas credenciais sem cumprimentar Vladimir Putin

O gesto não foi ostensivo, mas, ainda assim, parece-me um erro.

A diplomacia existe precisamente para funcionar quando a afinidade política é inexistente ou mesmo quando há hostilidade aberta. A História oferece exemplos eloquentes disso. Durante a Segunda Guerra Mundial, o embaixador alemão na União Soviética, Friedrich-Werner von der Schulenburg, apesar do choque ideológico absoluto entre os dois regimes, manteve relações pessoais corretas e até cordiais com Molotov. Esse respeito não significava concordância; significava civilização. 

O mesmo se passou com Percy Lorraine, embaixador britânico em Itália, que foi sempre tratado com cortesia e urbanidade por Galeazzo Ciano, ministro dos Negócios Estrangeiros e genro de Mussolini. Também Joseph Grew, embaixador dos Estados Unidos no Japão, foi consistentemente tratado com extrema correção pelas autoridades nipónicas, mesmo num contexto de crescente antagonismo que acabaria em guerra aberta.

Estes exemplos lembram-nos algo essencial: o código diplomático não é um detalhe cerimonial nem um resquício anacrónico. É uma conquista civilizacional. A sua função é precisamente sobrepor-se à animosidade política, criando um espaço mínimo de respeito que permita comunicação, contenção e, em última instância, a possibilidade de evitar o pior.

Num mundo cada vez mais polarizado, emocionalmente inflamado e, em muitos aspetos, civilizacionalmente em regressão, a preservação desses códigos deveria ser mais importante do que nunca. Quando até os gestos elementares de cortesia são sacrificados em nome da sinalização moral ou do aplauso fácil, não é a firmeza que ganha, é a barbárie que avança.