terça-feira, 19 de maio de 2026

Nos EUA, as mentiras da pandemia desmoronam; no Brasil, o regime ainda persegue quem questiona


Leandro Ruschel

Enquanto o Descondenado pisava nas sepulturas de centenas de milhares de brasileiros mortos pela COVID, transformando as vítimas em instrumento político para criminalizar adversários e “dar nome aos bois” da gestão Bolsonaro, em Washington, no mesmo dia 13 de maio, um empregado da CIA sentava-se diante do Comitê de Segurança Interna do Senado americano e jurava dizer a verdade.

James Erdman III, oficial de operações com cerca de duas décadas de casa, contou ao mundo aquilo que a militância de redação tentou enterrar por cinco anos: a origem da COVID num laboratório de Wuhan foi a conclusão MAJORITÁRIA dos próprios analistas da CIA — oito de dez especialistas, em revisão interna de 2022, inclinavam-se ao vazamento.

Mas relatórios foram alterados, analistas que insistiram na tese foram retaliados, e Erdman alegou que Anthony Fauci — o burocrata sob cuja direção o NIAID, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, financiou via EcoHealth Alliance experimentos em Wuhan que reacenderam a disputa sobre se o trabalho se enquadrava como ganho de função — “influenciou significativamente” as avaliações da inteligência americana, indicando uma lista curada de cientistas para impor a narrativa do “morcego no mercado úmido”.

Em agosto de 2021, a agência cogitou tornar pública a tese do vazamento. Cinco dias depois, mudou de posição. Jamais explicou por quê. Sintomático: nenhum dos sete senadores democratas do comitê apareceu na audiência. Não podemos esquecer que Biden, nas horas finais do mandato, concedeu a Fauci um perdão preventivo amplíssimo — “completo e incondicional” para qualquer ofensa cometida entre 1º de janeiro de 2014 e janeiro de 2025 relacionada às suas funções no governo.

O escopo retroativo cobre, não por acaso, justamente o período em que os grants para a EcoHealth e Wuhan foram concedidos. Um perdão desse tipo a um funcionário público de saúde jamais havia sido concedido na história americana.

É preciso lembrar a motivação por trás do desespero de altas autoridades em esconder a hipótese do vazamento de Wuhan: elas têm envolvimento direto no caso. As pesquisas no laboratório chinês foram parcialmente financiadas pelo governo americano por intermédio da EcoHealth Alliance, uma ONG comandada por Peter Daszak, figura próxima ao círculo de Fauci, que mantinha comunicação por canais privados com o assessor sênior do então diretor do NIAID justamente para escapar das leis americanas de acesso à informação — a FOIA, equivalente à Lei de Acesso à Informação no Brasil.

Em janeiro de 2025, o HHS, o Departamento de Saúde americano, formalmente declarou a EcoHealth e Daszak inidôneos para receber dinheiro federal após confirmação de violações no uso do dinheiro público. E há mais: cientistas próximos a Fauci — incluindo o diretor do Centro de Pesquisa em Vacinas, órgão do NIAID sob seu comando, responsável por liderar o comitê que escolheu a Moderna para a Operação Warp Speed, o programa do governo Trump para desenvolvimento acelerado de vacinas — recebiam royalties da Moderna desde 2018.

O próprio NIAID, como instituição, recebeu US$ 400 milhões da Moderna em 2023 por tecnologia licenciada. O conflito de interesse estrutural está documentado.

Se a hipótese de vazamento laboratorial ligada a pesquisas financiadas via EcoHealth se confirmar, o caso terá implicações gravíssimas: milhões de pessoas morreram numa pandemia possivelmente originada em pesquisa financiada por autoridades americanas num laboratório chinês que, ao que tudo indica, não tinha condições mínimas de segurança.

E mesmo antes dessa confirmação definitiva, está documentado que os responsáveis pelo financiamento usaram seus cargos para esconder do público o que sabiam.

Enquanto isso, no Brasil, em 11 de maio, Lula sancionava a Lei nº 15.406/2026 e transformava o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid em palanque eleitoral. “Só faz sentido a gente criar alguma coisa para lembrar o passado se a gente conseguir cravar o nome de quem foi responsável”, disparou o petista, apontando o dedo para seus opositores.

Ao seu lado, Janja foi ainda mais explícita. Sem qualquer cargo eletivo, sem qualquer função institucional, ela usou a cerimônia oficial do Palácio do Planalto para PEDIR PUNIÇÃO a adversários políticos.

O cinismo do gesto de Lula só se sustenta enquanto a narrativa oficial da pandemia não é questionada. A tese do vazamento de laboratório, revelada agora como a conclusão majoritária dos próprios analistas da CIA, é exatamente o tipo de hipótese tratada por anos como ‘teoria da conspiração’ digna de banimento das redes sociais. E os danos colaterais das medidas adotadas em nome do combate à pandemia seguem sendo documentados pelos próprios organismos que as defenderam.

Lockdowns prolongados produziram devastação reconhecida pela OMS, pelo Banco Mundial, pela UNESCO e pelo UNICEF. A OMS registrou aumento de 25% na prevalência global de ansiedade e depressão apenas no primeiro ano da pandemia, com estudo na revista médica britânica The Lancet estimando mais de 129 milhões de novos casos de transtornos mentais em 2020 — solidão, isolamento e restrições apontados pela própria OMS como gatilhos principais.

O Banco Mundial confirmou que entre 97 e 150 milhões de pessoas foram empurradas à pobreza extrema, revertendo duas décadas de progresso. O Programa Mundial de Alimentos, vinculado à ONU, contabilizou 200 milhões a mais em insegurança alimentar aguda. UNESCO e UNICEF estimaram US$ 17 trilhões em renda futura perdida pela geração de alunos atingida pelos fechamentos de escolas.

E há o estrago fiscal: para sustentar economias congeladas por decreto, governos do mundo inteiro despejaram trilhões em estímulos emergenciais e fizeram suas dívidas públicas explodir — contribuindo, junto a gargalos de oferta, choques energéticos e política monetária frouxa, para a inflação persistente que assolou o planeta a partir de 2021 e ainda hoje produz risco fiscal crescente em diversos países, com o Brasil entre os mais expostos.

E há os mortos colaterais — porque o estrago da pandemia, agravado pelas restrições adotadas, não produziu apenas desemprego e tristeza. Só no Canadá, projetam-se mais de 21 mil mortes adicionais por câncer nos próximos dez anos devido a diagnósticos atrasados durante a pandemia. Nos EUA, estimam-se cerca de 10 mil mortes adicionais apenas por câncer de mama e colorretal.

No Reino Unido, encaminhamentos urgentes para suspeita de câncer caíram até 80% no auge das restrições, segundo a revista The Lancet Oncology. Nos Países Baixos e na Austrália, milhares de mortes adicionais por câncer colorretal já foram projetadas.

Há estudos — como a meta-análise de Hanke, Herby e Jonung, da universidade americana Johns Hopkins — que estimam efeito muito pequeno dos lockdowns sobre mortalidade por COVID, entre 0,2% e 3,2%, traduzindo cerca de 6 mil vidas salvas na Europa e 4 mil nos EUA. O trabalho recebeu críticas metodológicas, mas levanta uma questão que segue em aberto e desconfortável: o balanço líquido de vidas das restrições prolongadas pode ter sido muito pior do que o admitido pelas autoridades sanitárias que as impuseram.

As vacinas parecem ter cumprido papel importante para idosos e grupos de risco. Estudos convergentes estimam entre 1,4 e 4 milhões de vidas salvas globalmente, com cerca de 90% do benefício concentrado em pessoas com 60 anos ou mais, segundo estudo recente publicado pela revista da Associação Médica Americana, o JAMA Health Forum.

O problema não foram as vacinas em si, mas o que se construiu em cima delas. Em primeiro lugar, a fraude institucional sobre a transmissão. Em depoimento ao Parlamento Europeu em outubro de 2022, a própria Pfizer admitiu que sua vacina jamais foi testada para impedir transmissão antes de entrar no mercado — fato que já constava nos documentos originais do FDA, a agência americana reguladora de medicamentos, desde dezembro de 2020.

Apesar disso, o CDC americano (equivalente à Anvisa), Fauci, Biden, governos europeus e o aparato sanitário do mundo inteiro venderam ao público que vacinação impedia transmissão — sustentando sobre essa premissa toda a engenharia de coerção: passaportes vacinais, mandatos compulsórios, demissões, exclusão de não-vacinados de escolas, restaurantes e empregos, e, na Áustria, lockdown exclusivo para não-vacinados. Em julho de 2022, Deborah Birx, coordenadora da resposta à COVID na Casa Branca, admitiu sem rodeios: “eu sabia que essas vacinas não iriam proteger contra infecção. Acho que exageramos.”

Em segundo lugar, algumas vacinas se revelaram diretamente letais para parte dos vacinados. Em fevereiro de 2024, a AstraZeneca admitiu, em documentos judiciais na Alta Corte britânica, que sua vacina pode causar Trombose com Trombocitopenia, síndrome ligada a pelo menos 81 mortes só no Reino Unido e centenas de lesões graves.

A vacina foi retirada do mercado mundial em maio de 2024, depois de aplicada em mais de 150 países, incluindo o Brasil via Fiocruz. A Janssen, da Johnson & Johnson, teve causalidade com a mesma síndrome reconhecida pelo FDA, foi associada a 9 mortes confirmadas só nos EUA, e acabou retirada do mercado americano em 2023. Em terceiro lugar, o cálculo risco-benefício jamais justificou a IMPOSIÇÃO UNIVERSAL.

Crianças e adolescentes responderam por 0,01% das vidas salvas, enquanto miocardite em homens jovens após vacinas mRNA — hoje reconhecida pelo CDC, pela universidade de Stanford e pela universidade de Yale — levou países como Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Reino Unido e Alemanha a reverter ou restringir a vacinação rotineira de crianças saudáveis.

No Brasil, qualquer questionamento à imposição universal foi tratado como crime, e médicos que ousaram discutir risco-benefício foram processados em conselhos de classe.

No Brasil, o silenciamento foi institucional. O caso de Bruno Oscar Graf é exemplar: advogado, morto em agosto de 2021, doze dias depois de receber a AstraZeneca, teve a causalidade entre a vacina e sua morte oficialmente reconhecida pela Secretaria de Saúde de Santa Catarina no Boletim Epidemiológico Nº 01/2022.

Sua mãe, Arlene Graf, ao denunciar publicamente o caso para alertar outras famílias, teve sua conta no Twitter suspensa por “divulgar fake news” — fake news que eram, na verdade, o laudo médico do filho e o boletim oficial do estado. Foi rotulada como “antivacina” e “negacionista” pela militância de redação e por agências de checagem.

Em dezembro de 2022, o Ministério da Saúde publicou discretamente uma portaria reconhecendo que 34 dos 40 casos confirmados ou prováveis de Trombose com Trombocitopenia no Brasil — excluído São Paulo — foram atribuídos à AstraZeneca. A vacina foi abandonada em silêncio, sem o pedido de desculpas a quem foi linchado por dizer aquilo que o próprio governo passou a admitir.

Vale lembrar: Nísia Trindade, que como presidente da Fiocruz decretou sigilo de 15 anos sobre trechos do contrato AstraZeneca-Fiocruz, foi nomeada ministra da Saúde por Lula em 2023. Em 2022, Arlene Graf moveu ação na Justiça Federal de Santa Catarina contra AstraZeneca e Fiocruz pedindo R$ 3,03 milhões — incluindo, explicitamente, danos morais pela censura e perseguição sofridas.

Depois desse mar de mentiras e manipulações, como manter a confiança em autoridades de saúde pública quando elas garantem a inexistência de desdobramentos ainda mais graves dessas políticas e intervenções?

São as mesmas autoridades que negaram a hipótese de vazamento de Wuhan até a própria CIA admitir o contrário.

As mesmas que afirmaram por dois anos que vacinados não transmitiam o vírus, sabendo desde o primeiro dia que isso jamais havia sido testado. As mesmas que retiraram AstraZeneca e Janssen do mercado só depois de mortes confirmadas e admissão em tribunal.

Enquanto isso, há perguntas em aberto — mortalidade não-COVID elevada em adultos jovens em diversos países desde 2021, ainda sem explicação consensual; estudos observacionais sugerindo possível associação entre vacinação mRNA e certas doenças; controvérsia sobre detecção de DNA plasmidial residual em frascos.

Nenhum desses sinais prova causalidade hoje, e há contestações metodológicas relevantes em cada um deles. Mas exigir confiança cega sobre efeitos de longo prazo, vinda de quem mentiu sistematicamente sobre origem, transmissão, eficácia e segurança no curto prazo, não é ciência. É arrogância autoritária.

Boa parte das hipóteses tratadas como “fake news” entre 2020 e 2022 — origem laboratorial do vírus, financiamento americano de pesquisa de ganho de função em Wuhan, ineficácia de lockdowns prolongados, efeitos adversos cardiovasculares de vacinas mRNA, miocardite em homens jovens, danos massivos colaterais — hoje circulam em audiências do Senado americano, em documentos judiciais, em decisões de retirada de vacinas do mercado e em revisões científicas mainstream.

No Brasil, ao contrário, o debate sobre esses mesmos temas segue interditado e até criminalizado.

As perguntas seguem abertas:

1.      O vazamento na China foi acidente, ato deliberado ou nada disso?

2.      As políticas públicas, como lockdowns prolongados, salvaram mais vidas do que custaram — ou produziram um balanço líquido pior do que o admitido, sem contar o brutal desrespeito aos direitos individuais?

3.      As vacinas, fora dos grupos de risco, justificavam a imposição universal — ou produziram, em populações de baixo risco, danos que ainda estão sendo mensurados?

Em vez de utilizar a pandemia como mais um instrumento de censura e perseguição política, as autoridades deveriam promover um debate honesto para aprender com os erros, pois haverá outras emergências sanitárias no futuro.

Infelizmente, tudo indica que qualquer nova emergência será tratada pela esquerda como mais uma oportunidade para fazer avançar sua agenda totalitária.

Título, Imagem e Texto: Leandro Ruschel, Substack, 18-5-2026

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