Leandro Ruschel
Enquanto o Descondenado pisava
nas sepulturas de centenas de milhares de brasileiros mortos pela COVID,
transformando as vítimas em instrumento político para criminalizar adversários
e “dar nome aos bois” da gestão Bolsonaro, em Washington, no mesmo dia 13 de
maio, um empregado da CIA sentava-se diante do Comitê de Segurança Interna do
Senado americano e jurava dizer a verdade.
James Erdman III, oficial de
operações com cerca de duas décadas de casa, contou ao mundo aquilo que a
militância de redação tentou enterrar por cinco anos: a origem da COVID num
laboratório de Wuhan foi a conclusão MAJORITÁRIA dos próprios analistas da CIA
— oito de dez especialistas, em revisão interna de 2022, inclinavam-se ao
vazamento.
Mas relatórios foram
alterados, analistas que insistiram na tese foram retaliados, e Erdman alegou
que Anthony Fauci — o burocrata sob cuja direção o NIAID, o Instituto Nacional
de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, financiou via EcoHealth Alliance experimentos
em Wuhan que reacenderam a disputa sobre se o trabalho se enquadrava como ganho
de função — “influenciou significativamente” as avaliações da inteligência
americana, indicando uma lista curada de cientistas para impor a narrativa do
“morcego no mercado úmido”.
Em agosto de 2021, a agência
cogitou tornar pública a tese do vazamento. Cinco dias depois, mudou de
posição. Jamais explicou por quê. Sintomático: nenhum dos sete senadores
democratas do comitê apareceu na audiência. Não podemos esquecer que Biden, nas
horas finais do mandato, concedeu a Fauci um perdão preventivo amplíssimo —
“completo e incondicional” para qualquer ofensa cometida entre 1º de janeiro de
2014 e janeiro de 2025 relacionada às suas funções no governo.
O escopo retroativo cobre, não por acaso, justamente o período em que os grants para a EcoHealth e Wuhan foram concedidos. Um perdão desse tipo a um funcionário público de saúde jamais havia sido concedido na história americana.
É preciso lembrar a motivação
por trás do desespero de altas autoridades em esconder a hipótese do vazamento
de Wuhan: elas têm envolvimento direto no caso. As pesquisas no laboratório
chinês foram parcialmente financiadas pelo governo americano por intermédio da
EcoHealth Alliance, uma ONG comandada por Peter Daszak, figura próxima ao
círculo de Fauci, que mantinha comunicação por canais privados com o assessor
sênior do então diretor do NIAID justamente para escapar das leis americanas de
acesso à informação — a FOIA, equivalente à Lei de Acesso à Informação no
Brasil.
Em janeiro de 2025, o HHS, o
Departamento de Saúde americano, formalmente declarou a EcoHealth e Daszak
inidôneos para receber dinheiro federal após confirmação de violações no uso do
dinheiro público. E há mais: cientistas próximos a Fauci — incluindo o diretor
do Centro de Pesquisa em Vacinas, órgão do NIAID sob seu comando, responsável
por liderar o comitê que escolheu a Moderna para a Operação Warp Speed, o
programa do governo Trump para desenvolvimento acelerado de vacinas — recebiam
royalties da Moderna desde 2018.
O próprio NIAID, como
instituição, recebeu US$ 400 milhões da Moderna em 2023 por tecnologia
licenciada. O conflito de interesse estrutural está documentado.
Se a hipótese de vazamento
laboratorial ligada a pesquisas financiadas via EcoHealth se confirmar, o caso
terá implicações gravíssimas: milhões de pessoas morreram numa pandemia
possivelmente originada em pesquisa financiada por autoridades americanas num
laboratório chinês que, ao que tudo indica, não tinha condições mínimas de
segurança.
E mesmo antes dessa
confirmação definitiva, está documentado que os responsáveis pelo financiamento
usaram seus cargos para esconder do público o que sabiam.
Enquanto isso, no Brasil, em
11 de maio, Lula sancionava a Lei nº 15.406/2026 e transformava o Dia Nacional
em Memória das Vítimas da Covid em palanque eleitoral. “Só faz sentido a gente
criar alguma coisa para lembrar o passado se a gente conseguir cravar o nome de
quem foi responsável”, disparou o petista, apontando o dedo para seus
opositores.
Ao seu lado, Janja foi ainda
mais explícita. Sem qualquer cargo eletivo, sem qualquer função institucional,
ela usou a cerimônia oficial do Palácio do Planalto para PEDIR PUNIÇÃO a
adversários políticos.
O cinismo do gesto de Lula só
se sustenta enquanto a narrativa oficial da pandemia não é questionada. A tese
do vazamento de laboratório, revelada agora como a conclusão majoritária dos
próprios analistas da CIA, é exatamente o tipo de hipótese tratada por anos
como ‘teoria da conspiração’ digna de banimento das redes sociais. E os danos
colaterais das medidas adotadas em nome do combate à pandemia seguem sendo
documentados pelos próprios organismos que as defenderam.
Lockdowns prolongados
produziram devastação reconhecida pela OMS, pelo Banco Mundial, pela UNESCO e
pelo UNICEF. A OMS registrou aumento de 25% na prevalência global de ansiedade
e depressão apenas no primeiro ano da pandemia, com estudo na revista médica
britânica The Lancet estimando mais de 129 milhões de novos casos de
transtornos mentais em 2020 — solidão, isolamento e restrições apontados pela
própria OMS como gatilhos principais.
O Banco Mundial confirmou que
entre 97 e 150 milhões de pessoas foram empurradas à pobreza extrema,
revertendo duas décadas de progresso. O Programa Mundial de Alimentos,
vinculado à ONU, contabilizou 200 milhões a mais em insegurança alimentar
aguda. UNESCO e UNICEF estimaram US$ 17 trilhões em renda futura perdida pela
geração de alunos atingida pelos fechamentos de escolas.
E há o estrago fiscal: para
sustentar economias congeladas por decreto, governos do mundo inteiro
despejaram trilhões em estímulos emergenciais e fizeram suas dívidas públicas
explodir — contribuindo, junto a gargalos de oferta, choques energéticos e política
monetária frouxa, para a inflação persistente que assolou o planeta a partir de
2021 e ainda hoje produz risco fiscal crescente em diversos países, com o
Brasil entre os mais expostos.
E há os mortos colaterais —
porque o estrago da pandemia, agravado pelas restrições adotadas, não produziu
apenas desemprego e tristeza. Só no Canadá, projetam-se mais de 21 mil mortes
adicionais por câncer nos próximos dez anos devido a diagnósticos atrasados
durante a pandemia. Nos EUA, estimam-se cerca de 10 mil mortes adicionais
apenas por câncer de mama e colorretal.
No Reino Unido,
encaminhamentos urgentes para suspeita de câncer caíram até 80% no auge das
restrições, segundo a revista The Lancet Oncology. Nos Países Baixos e na
Austrália, milhares de mortes adicionais por câncer colorretal já foram
projetadas.
Há estudos — como a
meta-análise de Hanke, Herby e Jonung, da universidade americana Johns Hopkins
— que estimam efeito muito pequeno dos lockdowns sobre
mortalidade por COVID, entre 0,2% e 3,2%, traduzindo cerca de 6 mil vidas
salvas na Europa e 4 mil nos EUA. O trabalho recebeu críticas metodológicas,
mas levanta uma questão que segue em aberto e desconfortável: o balanço líquido
de vidas das restrições prolongadas pode ter sido muito pior do que o admitido
pelas autoridades sanitárias que as impuseram.
As vacinas parecem ter
cumprido papel importante para idosos e grupos de risco. Estudos convergentes
estimam entre 1,4 e 4 milhões de vidas salvas globalmente, com cerca de 90% do
benefício concentrado em pessoas com 60 anos ou mais, segundo estudo recente
publicado pela revista da Associação Médica Americana, o JAMA Health Forum.
O problema não foram as
vacinas em si, mas o que se construiu em cima delas. Em primeiro lugar, a
fraude institucional sobre a transmissão. Em depoimento ao Parlamento Europeu
em outubro de 2022, a própria Pfizer admitiu que sua vacina jamais foi testada
para impedir transmissão antes de entrar no mercado — fato que já constava nos
documentos originais do FDA, a agência americana reguladora de medicamentos,
desde dezembro de 2020.
Apesar disso, o CDC americano
(equivalente à Anvisa), Fauci, Biden, governos europeus e o aparato sanitário
do mundo inteiro venderam ao público que vacinação impedia transmissão —
sustentando sobre essa premissa toda a engenharia de coerção: passaportes
vacinais, mandatos compulsórios, demissões, exclusão de não-vacinados de
escolas, restaurantes e empregos, e, na Áustria, lockdown exclusivo para
não-vacinados. Em julho de 2022, Deborah Birx, coordenadora da resposta à COVID
na Casa Branca, admitiu sem rodeios: “eu sabia que essas vacinas não iriam
proteger contra infecção. Acho que exageramos.”
Em segundo lugar, algumas
vacinas se revelaram diretamente letais para parte dos vacinados. Em fevereiro
de 2024, a AstraZeneca admitiu, em documentos judiciais na Alta Corte
britânica, que sua vacina pode causar Trombose com Trombocitopenia, síndrome ligada
a pelo menos 81 mortes só no Reino Unido e centenas de lesões graves.
A vacina foi retirada do
mercado mundial em maio de 2024, depois de aplicada em mais de 150 países,
incluindo o Brasil via Fiocruz. A Janssen, da Johnson & Johnson, teve
causalidade com a mesma síndrome reconhecida pelo FDA, foi associada a 9 mortes
confirmadas só nos EUA, e acabou retirada do mercado americano em 2023. Em
terceiro lugar, o cálculo risco-benefício jamais justificou a IMPOSIÇÃO
UNIVERSAL.
Crianças e adolescentes
responderam por 0,01% das vidas salvas, enquanto miocardite em homens jovens
após vacinas mRNA — hoje reconhecida pelo CDC, pela universidade de Stanford e
pela universidade de Yale — levou países como Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia,
Reino Unido e Alemanha a reverter ou restringir a vacinação rotineira de
crianças saudáveis.
No Brasil, qualquer
questionamento à imposição universal foi tratado como crime, e médicos que
ousaram discutir risco-benefício foram processados em conselhos de classe.
No Brasil, o silenciamento foi
institucional. O caso de Bruno Oscar Graf é exemplar: advogado, morto em agosto
de 2021, doze dias depois de receber a AstraZeneca, teve a causalidade entre a
vacina e sua morte oficialmente reconhecida pela Secretaria de Saúde de Santa
Catarina no Boletim Epidemiológico Nº 01/2022.
Sua mãe, Arlene Graf, ao
denunciar publicamente o caso para alertar outras famílias, teve sua conta no
Twitter suspensa por “divulgar fake news” — fake news que
eram, na verdade, o laudo médico do filho e o boletim oficial do estado. Foi
rotulada como “antivacina” e “negacionista” pela militância de redação e por
agências de checagem.
Em dezembro de 2022, o
Ministério da Saúde publicou discretamente uma portaria reconhecendo que 34 dos
40 casos confirmados ou prováveis de Trombose com Trombocitopenia no Brasil —
excluído São Paulo — foram atribuídos à AstraZeneca. A vacina foi abandonada em
silêncio, sem o pedido de desculpas a quem foi linchado por dizer aquilo que o
próprio governo passou a admitir.
Vale lembrar: Nísia
Trindade, que como presidente da Fiocruz decretou sigilo de 15 anos sobre
trechos do contrato AstraZeneca-Fiocruz, foi nomeada ministra da Saúde por Lula
em 2023. Em 2022, Arlene Graf moveu ação na Justiça Federal de Santa Catarina
contra AstraZeneca e Fiocruz pedindo R$ 3,03 milhões — incluindo,
explicitamente, danos morais pela censura e perseguição sofridas.
Depois desse mar de mentiras e
manipulações, como manter a confiança em autoridades de saúde pública quando
elas garantem a inexistência de desdobramentos ainda mais graves dessas
políticas e intervenções?
São as mesmas autoridades que
negaram a hipótese de vazamento de Wuhan até a própria CIA admitir o contrário.
As mesmas que afirmaram por
dois anos que vacinados não transmitiam o vírus, sabendo desde o primeiro dia
que isso jamais havia sido testado. As mesmas que retiraram AstraZeneca e
Janssen do mercado só depois de mortes confirmadas e admissão em tribunal.
Enquanto isso, há perguntas em
aberto — mortalidade não-COVID elevada em adultos jovens em diversos países
desde 2021, ainda sem explicação consensual; estudos observacionais sugerindo
possível associação entre vacinação mRNA e certas doenças; controvérsia sobre
detecção de DNA plasmidial residual em frascos.
Nenhum desses sinais prova
causalidade hoje, e há contestações metodológicas relevantes em cada um deles.
Mas exigir confiança cega sobre efeitos de longo prazo, vinda de quem mentiu
sistematicamente sobre origem, transmissão, eficácia e segurança no curto
prazo, não é ciência. É arrogância autoritária.
Boa parte das hipóteses
tratadas como “fake news” entre 2020 e 2022 — origem laboratorial do
vírus, financiamento americano de pesquisa de ganho de função em Wuhan,
ineficácia de lockdowns prolongados, efeitos adversos
cardiovasculares de vacinas mRNA, miocardite em homens jovens, danos massivos
colaterais — hoje circulam em audiências do Senado americano, em documentos
judiciais, em decisões de retirada de vacinas do mercado e em revisões
científicas mainstream.
No Brasil, ao contrário, o
debate sobre esses mesmos temas segue interditado e até criminalizado.
As perguntas seguem
abertas:
1.
O vazamento na China foi acidente, ato
deliberado ou nada disso?
2.
As políticas públicas, como lockdowns prolongados,
salvaram mais vidas do que custaram — ou produziram um balanço líquido pior do
que o admitido, sem contar o brutal desrespeito aos direitos individuais?
3.
As vacinas, fora dos grupos de risco,
justificavam a imposição universal — ou produziram, em populações de baixo
risco, danos que ainda estão sendo mensurados?
Em vez de utilizar a pandemia
como mais um instrumento de censura e perseguição política, as autoridades
deveriam promover um debate honesto para aprender com os erros, pois haverá
outras emergências sanitárias no futuro.
Infelizmente, tudo indica que
qualquer nova emergência será tratada pela esquerda como mais uma oportunidade
para fazer avançar sua agenda totalitária.
Título, Imagem e Texto: Leandro
Ruschel, Substack,
18-5-2026
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