terça-feira, 30 de abril de 2019

[Aparecido rasga o verbo] Breve e curtíssima definição de justiça

Aparecido Raimundo de Souza

“A justiça é cega, daí não se ruborizar com os comentários do povo”.
Machado de Assis

A JUSTIÇA VIVE, ou o que sobrou dela, sobrevive, escapole, se escafede de pires nas mãos. Além de abrolhosa e insana, para se pedir ou pleitear qualquer coisa, primeiro se faz necessário a quem dela necessita (aqui, quem dela necessita conhecido como Autor ou Requerente), que meta as mãos no bolso e proceda ao pagamento das custas. Sem as custas... ou sem a custa, ou sem os haveres, não há justiça. Em seu lugar, entra a famigerada embromação, ou a procrastinação.

A justiça é, na verdade, sem tirar, nem pôr, uma Maria-maçaneta, uma bandalha. Dessas levianas e inócuas que se vendem por tostões. Extremamente malandra e sacana. Faz barba, cabelo, bigode e cavanhaque. Cavanhaque também nos leva, ou nos remete a espanador de cu. Por falar nele, a justiça gosta de sentar e rebolar numa cama cheia de dinheiro. Notadamente o vil metal fácil. A bufunfa, o faz-me rir, a bolada, o dindin, que chega às suas mãos por baixo dos “debaixos” dos panos.

A justiça tem lado outro, a garganta profunda e larga. Além de morosa e lenta na horizontal, na prática cotidiana é uma merda elevada ao quadrado. Na hora do ato em si, mija urinando (dá no mesmo, mijar e urinar) fora do penico. Não sabe dar prazer. Não aprendeu a abrir as pernas para sentir o que é gozar diametralmente de verdade. Não dá duas, ou, não repete a dose. E quando repete, o sujeito (no caso o autor ou o requerente) acaba esporrando na tez do chefe da secretaria do cartório ou nas sobrancelhas postiças da estagiária atendente.


Além do pontapé inicial, para ser acionada, depois do pagamento das tais custas, ou da custa, o filho de Deus, ou o pobre, o Zé Coitado, que a procurou (de novo, recordando, o autor ou requerente), ainda tem que provar que pagou os emolumentos para poder ver seu feito seguir adiante, observando, a passos de tartaruga. Se não correr no prazo estabelecido, qualquer togadozinho de bosta metido a magistrado tem o direito ou o livre arbítrio de mandar arquivar a papelada. 

Em contrário, esse depauperado, esse humilde, esse Zé Coitado (em repeteco, autor, ou requerente), que corra que voe que atropele (se não andar na linha, ou não informar ao Senhor Da Capa Preta da vara que pagou), sofrerá na pele a sua desdita. Trocado em miúdos: o autor será brindado ou premiado com a estupefação de voltar para casa, mão na frente, outra atrás. Grosso modo, esdruxulamente escrevendo: com o pau murcho e os colhões sem ter ejaculado.

A justiça ha muito tempo perdeu o que a sociedade como um todo batizou de vergonha. Mandou para o ralo, a dignidade, a hombridade, a lisura, a transparência. Na mesma fornicação, despachou de mala e cuia, para a casa do caralho a sua carência, a sua indigência. Na verdade, se tornou INDIGESTA.

Charada (844)

Qual das
seguintes palavras
destoa
logicamente deste grupo?

Inundado, Atestado, Lotado,
Esvaziado, Recheado.

[Pernoitar, comer e beber fora] Lanterna do Fado: um final feliz

Fica nos arredores de Fátima. Construção rústica.
Adentramos. Interior castiço. Fomos encaminhados para a mesa à janela. Ótimo.


No menu constava “Bochechas de vaca”, “Cachaço de porco, “Galo assado”, “Javali”...

Optei pelo seguro, para mim. Pedi “Polvo à Lagareiro”; o jovem DT pediu “Bochecha de vaca”.

Chegaram os pratos. Provei as “bochechas” de DT. Muito boas.

E me virei, de garfo e faca, para o meu “polvo”. Não! Peraí! Deve haver algum engano... DT observava a minha dificuldade em cortar o dito polvo... tenho que chamar o garçom... (quem me conhece de bem perto sabe da minha dificuldade em ‘reclamar’). Mas chamei-o, informei da dureza do polvo e pedi que me trouxesse as “Bochechas de vaca em ‘cama’ de pão”.


Entretanto, especulava com DT sobre qual seria a reação do restaurante: ignorariam? cobrariam no final?...

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Para refletir e... concluir!

[Livros & Leituras] Jordan B. Peterson: “12 regras para a vida”. Sim, é muito bom!

Demorei a lê-lo, não por culpa do livro, mas por causa dos meus deveres e tarefas, e também e muito, por falta de disciplina. Preciso dividir o meu dia – ou as horas livres – em partes justas e simétricas para: revista, leitura, casa, etc...

“Jordan Peterson é o mais importante e influente pensador canadense desde Marshall McLuhan. Sua fama e impacto internacional continuam a crescer exponencialmente. A síntese ousada e interdisciplinar de Peterson combinando psicologia, antropologia, ciência, política e religião comparada cria um modelo acadêmico genuinamente humanístico do futuro.”
Camille Paglia 

“O sucesso 12 Regras para a Vida, de Jordan Peterson, acerta em cheio — discute desde a identificação da hierarquia profundamente arraigada, que motiva nossa tomada de decisão, até os questionamentos indispensáveis e, às vezes, politicamente impopulares sobre a vida, além de indicar formas de melhorá-la. Se isso por si só não for suficiente, suas primeiras 20 páginas oferecem um sumário da psicologia evolutiva de tirar o fôlego.”
Howard Bloom, autor de The Lucifer principle

“Assertivo, mas gentil… Peterson fala do jeito que eu gostaria que meu pai tivesse feito… Ele é o homem certo na hora certa, alguém capaz de mostrar a um jovem que limpar o quarto tem um significado cósmico e que impor um pouco de ordem é bom para a alma, o que por sua vez, é bom para o mundo.”
National Review 


A proeminente “Figura Paterna” do YouTube é a voz da razão que uma geração inteira ansiava ouvir.

Em 2017, Dr. Jordan B. Peterson se tornou um dos pensadores mais populares do mundo, depois de décadas de ajuda a seus clientes como psicólogo clínico e inspiração para seus alunos como aclamado professor em Harvard e na Universidade de Toronto. Suas palestras no YouTube, que descrevem as profundas conexões entre neurociência, psicologia e as mais antigas histórias da humanidade, atraíram milhões de espectadores do mundo todo com suas mensagens fortes, mas perspicazes, sobre responsabilidade pessoal e o sentido que ela atribui à vida. Em uma época de mudanças sem precedentes, em que as estruturas familiares desmoronam, a educação se degenera em doutrinação e a sociedade política está perigosamente polarizada, 12 Regras para a Vida oferece um antídoto: a verdade — uma verdade muito antiga, aplicada a problemas muito atuais.

FC Porto: Sub-19 chegam ao topo da Europa

Equipa de Mário Silva conquistou o primeiro título na UEFA Youth League


O FC Porto derrotou o Chelsea por 3-1 na final da UEFA Youth League e arrecadou o primeiro troféu Lennart Johansson do palmarés do clube, desforrando o desaire diante da formação britânica nas meias-finais da edição passada da competição. O conjunto de Mário Silva torna-se desta forma a primeira e única equipa portuguesa, até ao momento, a conseguir tal proeza europeia. 

O Chelsea arrancou melhor e logo aos nove minutos Lamptey avançou pela direita para servir Gallagher, que bem dentro da grande área portista e sem marcação rematou por cima. No minuto seguinte, um lance praticamente igual conduzido pelo lateral direito dos ingleses foi concluído pelo capitão McCormick, também sem êxito. Ainda assim, ao minuto 17 foi o FC Porto a ganhar vantagem: Ángel Yesid abriu caminho pelo flanco direito e permitiu a Fábio Vieira, ao segundo poste e livre de oposição, dar um pequeno toque para o 1-0.

A partir desta altura, os Dragões ganharam o ascendente e ainda durante a primeira parte dispuseram de três ocasiões claras para avolumar o resultado por João Mário (21’ e 35’) e Fábio Vieira (27’). Antes do intervalo, contudo, os “blues” voltaram a aproximar-se com perigo da baliza lusa, mas McCormick, isolado, perdeu o duelo com Diogo Costa.


A segunda metade começou a um ritmo frenético. Depois de um livre de Fábio Vieira ter assustado a defesa britânica, chegou o empate através de Redan, que de cabeça deu seguimento a um cruzamento da direita. A resposta dos azuis e brancos foi pronta, com Diogo Queirós a cabecear para uma intervenção apertada de Ziger, antes de logo a seguir ganhar um ressalto junto à linha de golo, após remate de João Mário, para assinar o 2-1. Galvanizados, os jovens portistas aumentaram distâncias à entrada para o último quarto de hora através de um pontapé oportuno de Afonso Sousa no lado esquerdo do ataque luso.

Menos recursos para os cursos de humanas: uma boa notícia da gestão Bolsonaro

Juliano Oliveira

De acordo com artigo publicado no jornal 'Gazeta do Povo', Jair Bolsonaro postou em sua conta no Twitter a seguinte informação: “o Ministro da Educação Abraham Weintraub estuda descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas). Alunos já matriculados não serão afetados. O objetivo é focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina.”

O presidente prosseguiu: “A função do governo é respeitar o dinheiro do contribuinte, ensinando para os jovens a leitura, escrita e a fazer conta e depois um ofício que gere renda para a pessoa e bem-estar para a família, que melhore a sociedade em sua volta.”


Diante da notícia, fiz uma modesta comemoração em minhas redes sociais, o que despertou o questionamento de algumas pessoas. Basicamente, questionaram o porquê de minha comemoração frente ao anúncio de que recursos escassos serão melhor alocados na educação (noutras palavras, serão retirados dos cursos de ciências humanas e direcionados, segundo o atual presidente da República, para áreas de maior importância).

Minha resposta: Nossos cursos de ciências humanas estão ideologicamente aparelhados por movimentos e partidos de esquerda. Não refletem, portanto, a pluralidade de ideias que deveria ser a regra em cursos que se propõem a ensinar a arte do pensamento crítico. Duvida?

Experimente apontar as contradições dos defensores dos movimentos das minorias “oprimidas” nos ambientes das instituições federais. Tente explicar para um típico aluno de filosofia da USP que, de forma bastante estranha, quer se libertar da opressão ocidental usando saias, que a desigualdade salarial existente entre homens e mulheres nada mais é que o resultado das características que a própria natureza conferiu ao sexo feminino e que só foi acentuada porque o estado tem interferido cada vez mais nas relações voluntárias que se dão entre empregador e empregada e verá quão valorizado é o pensamento crítico nas universidades públicas.

Já faz tempo que os cursos de ciências humanas estão desconectados da realidade do mercado de trabalho. Não é justo ou moral que o pagador de imposto seja convidado a subsidiar sua própria destruição. Sim, destruição. Conforme aponta Amilcar Baiardi, professor aposentado da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), os cursos de humanas não conferem o profissionalismo de que as pessoas necessitam para o mercado de trabalho, “ao contrário, as ciências humanas no Brasil estão afastadas das questões de inovação e focadas demais em pesquisas de gênero, de luta de classe e de etnia, sem apresentar soluções para tais problemas”.

Este programa é de “extrema-direita”?

Cristina Miranda

A comunicação social prossegue na sua lavagem cerebral em conotar tudo o que vem da direita como “extrema direita”, mas  branqueia tudo o que vem da esquerda mesmo com os membros dessa ideologia com assento parlamentar, a desfilarem por uma avenida instigando ao ódio enquanto cantam a morte a Bolsonaro, que venceu as eleições democraticamente ou a defenderem com louvores, as ditaduras comunistas na Venezuela ou Cuba.

Sim é verdade que existem extremismos quer à direita quer à esquerda, mas por que razão se oculta a verdade no caso das esquerdas efetivamente extremistas e se mente quanto às de direita que não o são de todo? Eu tenho uma teoria.

Na verdade, vivemos num mundo ao contrário. Uma sociedade que ao longo das décadas perdeu literalmente seus valores, seus princípios. Por isso, cada vez que surge alguém disposto a repor a ordem e valores sociais perdidos, os “progressistas” que a desconstruíram, catalogam o “inimigo” para assustar os eleitores e afastá-los da possibilidade de virem a ganhar o poder.

Por quê? Porque são efetivamente uma “ameaça”, não ao povo, mas a eles, parasitas do poder, que vivem à custa do caos social e financeiro.

Neste sentido, desafio meus leitores a identificar neste programa eleitoral do VOX espanhol que surpreendeu nestas eleições espanholas com uma ascensão inédita, o dito “extremismo de direita”. Mas se não se importam, vou me sentar enquanto espero pois sofro da coluna.



A desinformação combate-se assim: com factos. E duvido que não aprecie o que nele se defende. “Extremismo”? Só se for na defesa firme e sem preconceito de uma sociedade justa, responsável, com valores e que combate o extremismo. Aquela que nossos avós e pais nos deixaram, mas que os “piratas progressistas” destruíram em poucas décadas.
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 29-4-2019

O lar

Nelson Teixeira

Nunca se esqueça que a educação começa no lar, pois ele é o berço de tudo.

Procure dar para seus filhos aquilo que possui de melhor, que é o seu caráter e os seus exemplos.

Procure não utilizar palavras infames nem grosseiras com todos aqueles que estão ao seu redor.
Palavrões então, nem pensar. Se for falar algo sem nenhum proveito, cale-se para que o seu silêncio fale por você.

Faça do seu lar o melhor lugar do mundo para viver.

Procure viver de tal forma que toda a sua família possa orgulhar-se de você, vendo, em seu exemplo, o modelo ideal para o progresso e evolução no bem viver.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 29-4-2019

Charada (843)

Qual a
figura
mitológica
que se esconde
nesta estranha
palavra?

ODUCIP

domingo, 28 de abril de 2019

“Isto não é a União Soviética” (e recordar Raymond Aron)

João Marques de Almeida

Ninguém se iluda com a bonomia de Jerónimo de Sousa ou a simpatia de Catarina Martins. Eles lideram partidos revolucionários que são hoje a principal ameaça à liberdade dos portugueses.

1. “Isto não é a União Soviética.” O “isto” é Portugal. A afirmação foi feita por deputados socialistas e dirigida à ministra da Saúde do governo de António Costa. Repito, para que não fique qualquer dúvida: deputados do PS acusaram uma ministra do seu governo de querer tratar Portugal e os portugueses como se fossem habitantes da antiga União Soviética. Não foram os partidos de direita que o disseram. Nem sequer foi a “perigosa direita do Observador”. Aliás, pela parte que me toca, fico satisfeito que haja deputados socialistas a darem razão ao que muitos têm escrito várias vezes no Observador e noutros jornais portugueses. Mais vale tarde do que nunca.

A comparação com a União Soviética veio a propósito da tentativa, dirigida pelo Bloco de Esquerda e obedientemente seguida pela ministra de afastar os grupos privados da saúde. É igualmente simbólico, e muito preocupante, que esta frase tenha sido dita 45 anos depois do 25 de Abril e 28 anos depois do colapso da União Soviética. Mostra o estado da política portuguesa. Os deputados do partido do governo foram forçados a recorrer ao exemplo do império comunista, a mais longa experiência de servidão e miséria humana do século XX.

Este episódio também nos faz recordar que houve não uma, mas duas revoluções em abril de 1974. A revolução democrática liberal, que esteve ameaçada durante o ano de 1975, e se consolidou durante a década de 1980 com as revisões constitucionais e a entrada de Portugal nas Comunidades Europeias. A segunda, a revolução comunista, prosseguida pelo PCP, os outros partidos da extrema esquerda (alguns deles deram origem ao BE), e alguns capitães do MFA, quase triunfou até ao 25 de novembro de 1975. A revolução comunista foi derrotada, primeiro em Portugal e depois, em 1989 e em 1991, na Europa, mas não desapareceu.

Para justificar a sua entrada em São Bento, António Costa contou uma enorme mentira aos portugueses: disse que o PCP e o BE tinham derrubado os seus “muros de Berlim” e já não eram revolucionários. Costa sabia muito bem que não era verdade, mas precisava de justificar o apoio parlamentar necessário ao seu governo minoritário. Os dirigentes comunistas do PCP e neocomunistas do BE continuam a ser o que sempre foram: revolucionários que querem derrubar a nossa democracia liberal. Ninguém se iluda com a bonomia de Jerónimo de Sousa ou a simpatia de Catarina Martins. Eles lideram partidos revolucionários que são hoje a principal ameaça à liberdade dos portugueses. Como nos disseram os deputados socialistas, se puderem fazem de Portugal uma pequena “União Soviética.” Neles nada mudou desde 1975. E Costa, em 2015, deu-lhes um certificado de bom comportamento sem eles terem mudado.


Percebemos como começam as alianças com os partidos revolucionários, mas nunca sabemos como vão acabar. Em 2015, o PCP e o BE eram apenas instrumentos úteis para o PS formar governo. Quatro anos depois, são partidos revolucionários mais confiantes e mais influentes. Esse aumento de influência foi alcançado à boleia do governo socialista. Os entendimentos com partidos revolucionários têm consequências. Não são inofensivos. Mário Soares, que percebia de revoluções, nunca se aliou a eles quando esteve no poder.

O milagre dos cravos

Helena Matos

Basta colocar um cravo ao peito para os vigaristas passarem a incompreendidos; os ditadores a democratas e os atuais ministros a oposição. Já o BE esquece as PPP com Salazar e Bolsonaro.

Depois de assistir à última manifestação do 25 de Abril tenho a certeza de que os milagres acontecem nesta terra predestinada. Falo naturalmente do milagre dos cravos. Aliás estou mesmo convicta de que o milagre das rosas não é nada ao pé do milagre dos cravos.

Álvaro Cunhal apoiava e admirava o terror soviético, mas de cravo ao peito transformava-se num combatente pela liberdade.

Jerónimo de Sousa pega num cravo pronuncia “abril” com fervor beato e lá se esfumam os seus ditirambos sobre a Coreia do Norte e a mordaça que impõe ao movimento sindical. Aos militares então, a junção entre fardas e cravos garante-lhes o estatuto da santidade.

Não há incredulidade ou ceticismo que não se rendam diante do milagre dos cravos: em Portugal, basta colocar um cravo ao peito para os terroristas passarem a combatentes pela liberdade; os vigaristas a incompreendidos; os ditadores a democratas; os medíocres a intelectuais e os parasitas a solidários.

Mas a esta transfiguração que já estávamos mais ou menos habituados acresceu este ano um mistério que a teologia não explica, mas a política esclarece: os ministros e os parceiros do Governo puseram cravo ao peito e de imediato deixaram de ser Governo para se tornarem oposição. Na avenida da Liberdade, cravo na mão, a ministra da Saúde já não é a ministra que tem de explicar como foram retirados nomes das listas de espera para se tornar numa manifestante defensora do mesmo SNS que deixa degradar a níveis nunca vistos.  Já o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes transfigurou-se em jovem e desfilou com os manifestantes da Juventude Socialista que gritavam: “Queremos revolução, socialistas em ação“. Sendo certo que a única revolução que está  por fazer em Portugal é precisamente a que derrube a ditadura fiscal presidida pela secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais, cabe perguntar se o senhor secretário de Estado dos Assuntos Fiscais quando miraculado em jovem manifestante nos toma por parvos ou se faz parvo?

Por fim o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, desembaraçado do Porsche, além do cravo muniu-se de calças de ganga, o que para o caso faz do seu um milagre ainda mais promissor.

Segundo o Expresso aconteceram ainda outras manifestações que não tenho força terrena nem fé q.b. para analisar, como ouvir as criancinhas ditas “afetas” ao PCP cantar “Somos a esperança, em cada criança há sinais de mudança“.

E é claro, tivemos Mariana Mortágua entoando rimas e Catarina Martins, que além de entoar também sabe fazer os gestos, transfiguradas em arrebatadas opositoras. De quê e de quem? Do Governo que como aqui assinala Cristina Miranda maquilha as contas daSegurança Social? Da transformação do aparelho de Estado numa rede familiar a que já nem os cemitérios escapam?… Nada disso.

24 de abril, outra vez

Henrique Pereira dos Santos

Frequentemente, quando tento um mínimo de racionalidade na conversa sobre o tempo do Estado Novo (não, não é sobre o Estado Novo que escrevo, é mesmo sobre a sociedade no tempo do Estado Novo), usando para isso informação concreta, sejam dados primários (as estatísticas sobre a matéria que, no caso do mundo rural, até são a base da minha tese de doutoramento que é sobre a evolução da paisagem rural do Portugal continental ao longo de todo o século XX), sejam os trabalhadores de terceiros que se debruçaram sobre o assunto (Pedro Lains, por exemplo, cuja falta de simpatia pelo Estado Novo é inquestionável), o resultado não é uma discussão racional sobre os argumentos de cada um, mas acusações de branqueamento, de apoio, de glorificação do Estado Novo. Seguido da vulgata que um dos comentários sobre o meu post anterior exemplifica bem: "Neste seu panegírico do salazarismo, não dedica uma linha que seja aos presos políticos? Ao campo de concentração do Tarrafal e aos que lá morreram por discordarem do regime? Às cadeias dedicadas a quem discordava do regime e às visitas noturnas aos opositores do regime? Às "eleições" onde até os mortos votavam? Nem uma linha sobre o assassinato de Humberto Delgado? E sobre o assassinato do estudante Ribeiro dos Reis? Foi um dano colateral? E a guerra colonial, não fala nada?".

Aparentemente, para dizer que é simplesmente falso que o Estado Novo tenha feito uma opção a favor do analfabetismo, fundamentando na comparação dos números entre o início do Estado Novo e o seu fim (que ainda se poderia atribuir a uma evolução da sociedade apesar do Estado Novo e não a um esforço do Estado Novo no sentido de acabar com o analfabetismo) e reforçando a fundamentação com os dados sobre o investimento em escolas, em formação de professores, em mecanismos para obrigar as crianças a ir à escola e por aí fora, eu teria de previamente escrever um libelo acusatório a falar dos presos, dos mortos, dos torturados.

Ora eu não tenho de estar sempre a reafirmar a minha vigorosa oposição a todos os regimes ilegítimos, antidemocráticos, repressivos para falar de cada problema social, eu tenho simplesmente de falar desse problema social da forma mais informada e racional que me for possível e, na medida em que isso se cruzar com a natureza do regime, aí sim, referir o seu carácter ditatorial.

Mais que isso, eu tenho um imenso respeito por todos os que, com a sua oposição ao regime, ajudaram a criar as condições para que ele acabasse, em especial aos que foram presos, torturados e mortos, mesmo que, em muitos casos, esses presos, torturados e mortos não fossem de facto combatentes da liberdade mas combatentes por uma ditadura diferente: a falta de amor que muitos deles demonstraram pela liberdade não lhes retira um átomo ao papel favorável à liberdade que desempenharam.

Mas ainda que eu aceitasse que deveria primeiro prestar uma homenagem a todas estas pessoas antes de dizer simplesmente que o maior período de convergência econômica com os países desenvolvidos e o período de maior crescimento da riqueza do país nos últimos 200 anos é o período de vai da adesão à EFTA, nos anos 50, até ao primeiro choque petrolífero, em 1973, em pelo Estado Novo, sobrar-me-ia uma pergunta: e por que razão teria de ser assim apenas para o Estado Novo?

Visita surpresa do Presidente Bolsonaro à estudante Yasmin

Bolsonaro fala sobre corte de verbas para cursos de humanas no Brasil

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Record, Bolsonaro falou sobre os recursos da educação e a proposta de cortar verbas de cursos de humanas no país: “Nós precisamos é formar bons profissionais que sejam úteis para si e para o Brasil, e não formar militantes”.


Texto e Vídeo: Jornal da Record, 27-4-2019

Davi diz que reforma da Previdência trará equilíbrio às contas públicas

Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre [foto], disse na sexta-feira que a reforma da Previdência a ser aprovada pelo Congresso deverá equilibrar as contas públicas e, como consequência, gerar mais emprego e renda. De acordo com ele, é natural que haja pontos de vista diferentes sobre a proposta.

Foto: Pedro França/Agência Senado
— Há, sim, na reforma, pontos em que há certa divergência entre deputados e senadores. É natural da democracia, vamos debater. Nós vamos entregar para o Brasil uma reforma que possa de fato equilibrar as contas públicas e dar tranquilidade jurídica para o Brasil se desenvolver para gerar emprego, gerar mais renda para a população e dar para os brasileiros o que eles esperam da classe política: emprego. É o que os brasileiros querem e a reforma vai proporcionar isso.

Davi afirmou ainda que o presidente da República, Jair Bolsonaro, espera que a reforma prove que o Brasil tem capacidade de ajustar suas contas e de seguir um novo caminho. Segundo ele, ao ter admitido a possibilidade de o governo abrir mão de parte do R$ 1,2 trilhão de economia prevista em 10 anos com a mudança, Bolsonaro não prejudicou a reforma.

— Jair Bolsonaro tem dito em todas as suas declarações que quem trata da economia no seu governo é o ministro Paulo Guedes. Ele tem humildade de falar isso como presidente da República para mostrar para a nação brasileira, como líder da nossa nação, que ele delegou essa atribuição ao ministro da Economia, que tem todo nosso respeito, nosso reconhecimento e a nossa admiração — afirmou Davi.
Título e Texto: Agência Senado, 27-4-2019

O que é Globalização? O que é Globalismo?

O auxílio virá

Nelson Teixeira

Não existe escuridão, existe ausência de luz; assim como não existe frio, apenas privação de calor.

Quando enchemos o coração de negativismo, mesmo com a presença dos espíritos de luz enviados para nosso auxílio, eles não conseguem fazer com que o mínimo de paz o atinge.

Quando estamos em um local muito iluminado podemos sentir um pouco de claridade se fecharmos os olhos de leve, mas nesse mesmo ambiente se cerrarmos os olhos bem forte, a luz não existirá mais.

Assim acontece quando nos fechamos para o auxílio benéfico que é enviado a cada um de nós diariamente.

Abra seu coração para o amor, seja otimista, e deixe a luz divina irradiar todo seu ser.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 28-4-2019

[As danações de Carina] A Certidão

Carina Bratt

Hoje cedo, mal deu oito horas, a portaria me ligou. Era Firmino, o porteiro. Havia um senhor à minha procura. Indaguei o nome, mas o Firmino disse, de cara, que ele “o senhor”, não revelou como se chamava. Limitou a esclarecer que o sujeito “se identificou como oficial de justiça” e necessitava, com certa urgência, falar comigo. Pedi que o fizesse subir.


Quando a campainha tocou, corri atender, acertando a saia que colocara às pressas.
- Pois não?
- Dona Carina Bretti?
- Senhorita...
- Ok. Senhorita Carina Bretti. Eu...
- Bratt. Be erre a dois tês sem o i no final.
- Desculpe. Senhorita Carina Bratt. Meu nome é Miguel Arcanjo. Sou oficial de justiça. 

- O que deseja de mim?
- Minha vinda aqui, para a senhora, digo, para a senhorita, será meio chata. Vim penhorar seus bens.
- Não entendi. Penhorar?!
- Exatamente senhorita Bretti. Penhorar.
- Seu Miguel Arcanjo, não é Bretti. É Bratt. Be erre a dois tês sem o i no final.
- Perdão, perdão.
- A que se refere essa penhora?

- Ah sim! Há exatos três anos atrás a senhora...
- Senhorita...
- A senhorita escreveu um texto e publicou num jornal ofendendo seu vizinho, o Dr. Tamborda de Aguiar Frumtuoso. Recorda?
- Sim. Publiquei uma crônica onde falava que o Dr. Tamborda além do nome feio, fora presenteado pela natureza com um umbigo esquisito.
- Perfeito. Então, ele não gostou, ingressou com um processo na vara das “pequenas causa” por ofensa à sua moral e o processo correu à revelia. A senhora...

- Senhorita...
- A senhorita nunca compareceu a nenhum ato do feito. Vários colegas meus bateram na sua porta e a senhora, quero dizer, a senhorita, nunca foi efetivamente encontrada. Sempre viajando, ora pro Rio, ora pra Brasília.  Um colega meu, o Fúlvio chegou a citar a senhora, digo senhorita, por hora certa.
- Nunca recebi nada...

[Pensando alto] Reflexões sobre o período militar – parte V (Balanço geral)

Pedro Frederico Caldas

O som do tambor dissipa pensamentos; por isso é instrumento eminentemente militar.
Joseph Joubert

Não há vento favorável para marinheiro que não sabe para onde ir.
Sêneca

Examinei como um todo os governos militares, sem me deter em minudências. Ative-me mais ao aspecto econômico. Mas resta ainda dizer algo sobre o governo Figueiredo. A conta dos erros de política econômica dos governos Médici e Geisel foi apresentada para ser paga. Um período lamentável. Se os militares fizeram algo de bom – e fizeram muito – o governo do general Figueiredo dilapidou o espólio. Sem instrumentos de força e sem élan, governou atabalhoadamente, como o marinheiro de Sêneca, sem saber para onde ir. Delfim Neto deu um chega para lá em Mário Henrique Simonsen e assumiu, até o fim do governo, o ministério da Fazenda. Foi o coveiro da revolução. Não sabia como pagar a conta em grande parte por ele próprio criada. A inflação que no primeiro ano do governo Castelo Branco chegou a oitenta por cento, foi revertida ao final daquele período a menos de quarenta por cento, pelo método do combate gradual. Abro parênteses para dizer que se não tivesse havido a intervenção militar teria sido de muito mais de cem por cento em 1964. Pois bem, Delfim Neto, então ministro da Fazenda de Figueiredo, entrega aos civis uma inflação de duzentos por cento ao ano! Um fracasso! Nada a comemorar no Governo Figueiredo, salvo o fato de ter encaminhado bem a redemocratização do País.

Esse balanço econômico não muito bom atingiu todos os governos militares da América Latina, com exceção de um deles, como veremos.

Dos governos militares, o do Chile foi o único que adotou o liberalismo econômico e a austeridade nos gastos públicos; reformou o sistema de ensino público e seu custeio, através da adoção da política de vouchers para os estudantes que preferissem escolas particulares; transformou o sistema previdenciário em um sistema de fundos, ou seja, a aplicação nos fundos previdenciários e os rendimentos gerados e reinvestidos ao longo dos anos gerariam aquilo a que teria direito o futuro aposentado, isto é, criou um sistema previdenciário infenso ao déficit, embora, como todos os sistema de aposentadoria, também falho. Entretanto, tais fundos, capitalizados por recursos imensos, pelo aporte mensal dos milhões de participantes e reinversão dos resultados, seriam, como efetivamente foram, os principais investidores para o fomento do progresso econômico. Não é à toa que esses fundos chilenos têm participado das privatizações no Brasil e alhures. Além disso, contrariamente às políticas de restrições às importações adotadas pela Argentina e pelo Brasil, o governo Pinochet transformou a economia chilena em uma das mais abertas do mundo, com alíquota de importação média baixa, para não falar na desregulamentação das atividades empresariais e a segurança jurídica dos contratos. Isso implicou a pavimentação de todos os caminhos conducentes ao desabrochar de todo o potencial produtivo do país.
               
Assim o Chile avançou mais do que todos os outros países latino-americanos, ao ponto de, num futuro próximo, estar em condições de sair do pelotão de país em desenvolvimento para alcançar o galardão de país desenvolvido, deixando para trás, mais ainda, o resto do continente.

Charada (842)

Patrícia comprou uma caixa
com 5 dúzias de ovos.
Porém, quando chegou a casa,
verificou que três ovos
em cada dezena estavam quebrados.
Quantos ovos estavam intactos?

Charada (841)

Qual das
opções disponíveis
completa a seguinte
sequência?

Românico, ________,
Renascentista, Barroco.

a) Neoclássico;
b) Rococó;
c) Gótico;
d) Maneirismo.

Charada (840)

Rafael tem 
três moedas.
Considerando
que uma é falsa e
que pesa menos do
que as verdadeiras,
como conseguirá ele
identificar a moeda
falsa, utilizando,
uma única vez,
uma balança
de dois pratos?

[Pernoitar, comer e beber fora] Ai o Capa Negra!

Em dezembro de 2017, no Porto, um motorista de táxi, bem-falante, que nos levava de algum lugar para outro lugar, nos falou do Capa Negra e do Café Santiago.

Aliás, foi graças a ele, que visitamos em Viana do Castelo (porque eu disse que, no dia seguinte, iríamos para Viana), o navio-hospital Gil Eannes.

Nessa ocasião, para conhecer a francesinha, fomos ao Café Santiago.

Então, mas a dica daquele motorista de táxi ficou na minha memória. Dezesseis meses depois, voltando ao Porto, o alvo era o Capa Negra! Pois que muito falado pela “francesinha” que serve.

Pegamos um táxi à moda antiga: esperando na rua e fazendo aquele sinal com a mão. No Porto, pelo que observamos (e comentamos entre nós) ainda existem táxis circulando vazios em busca de passageiros...

Chegamos ao famoso Capa Negra. O jovem DT foi checar, na internet, se aquele local era mesmo o celebrado Capa Negra.

Adentramos, mais nos pareceu um café de vizinhança. Os televisores estavam transmitindo o jogo entre a Juventus e o Ajax, para a Liga dos Campeões da Europa. Onde sentamos, à minha frente estava um senhor, degustando um fino, digo degustando pois que desde que nos sentamos até nos levantar, o fino continuou com a mesma marca de consumo, se é que me entendem... o senhor não estava lá para comer francesinhas, estava lá para torcer pelo Ajax!

Bom, continuando, pedimos a “Francesinha com ovo”.


Eu achei bastante picante, mais do que esperava. O jovem DT, que me informou que o molho da francesinha é, tradicionalmente, picante, gostou. Mas, ressalvou, aquela não era a mais gostosa que já comera.

sábado, 27 de abril de 2019

Última chamada para o voo: 4º Encontrão Europeu de ex-Trabalhadores da Varig...

Foto: Carlos A. Morillo Doria

Participantes do 4º Encontro Europeu de ex-Trabalhadores da Varig, Familiares e Amigos, estão convidados a confirmar a presença para o e-mail:


Informe, por favor, nome completo, setor/área onde trabalhou/trabalha e a cidade de proveniência (onde embarcará).

Em resposta, a Organização enviará um e-mail com o seu número de confirmação e outras informações importantes.

Muito obrigado e boa viagem!

Relacionados:

[Pernoitar, comer e beber fora] Café Almada, Porto

Naquele tempo, década de 60 do século passado, era costume ir estudar (ou fazer os deveres de casa) nos cafés. Chegava-se cedo, tipo 14h, pedia-se uma bica (a minha com cheirinho) e ficava-se até ao anoitecer.


Nem todos os cafés permitiam essa prática, mas eram poucos.

Pois bem, o primeiro café que eu frequentei, para “estudar”, foi o Café Almada, na Rua do Dr. Ricardo Jorge, nº 74, esquina com a Rua do Almada.


Posteriormente, me mudei para o Café Apolo, mais abaixo, também fazendo esquina com a Rua do Almada.

E depois para o Café Garça Real, na Rua do Bonjardim.

Naquele tempo, relembremos, só havia o rádio. A TV funcionava das 18h até às 23h/24h. O telefone era para poucos.

Quando estive no Porto, em dezembro de 2017, passei por esses três locais. E no Café Almada fizemos um tempinho lá, antes de ir jantar no Le Chien qui fume. Nessa noite, o café estava cheio, tomei um vinho do Porto, e me chamou a atenção que servia “Picanha à brasileira”.

Trela ou não? Eis a questão!

Cláudia Estanislau

Andar de trela na rua, é uma questão que levanta muita polémica, no entanto, a Lei diz-nos que é obrigatório andar sempre com a trela colocada no cão quando circulamos num local público.

Se circula com o seu cão numa cidade ou num local onde possam estar outras pessoas, cães, carros, etc. então a presença da trela e coleira é obrigatória, sob pena de multa caso seja apanhado sem a mesma. Circular na via pública de trela é das poucas Leis que fazem sentido para a segurança de todos.

Ao manter o seu cão na trela, garante que sabe onde ele está e o controla de forma segura e eficaz. Não controlamos o ambiente, como tal, nunca controlamos totalmente o cão, isto é um facto. Se anda com o seu cão sem trela está a tomar por garantidas duas coisas muito complexas e variáveis e, como tal, completamente imprevisíveis: o ambiente e o comportamento do seu cão face ao mesmo.


Todos sabemos que exercício físico é algo que deve ser feito diariamente para o bem-estar dos nossos companheiros. Por vezes, deslocamo-nos a locais – parques, praias fora de época balnear, matos, serras, etc. – que apesar de públicos são mais adequados a que possamos soltar os nossos cães e estes possam correr em segurança.

Para quem vive em meio citadino, as deslocações a parques de cidade são frequentes, mas estes são usados por outras pessoas, ciclistas, corredores, crianças e também por outros cães.

O cenário mais comum é aquele em que um tutor passeia descansadamente o seu cão de trela no parque e se depara com um cão que corre solto na direção do seu. Usualmente, este cenário fica completo com o tutor desse cão a gritar algo como: “Não se preocupe ele é amigável” ou “Ele só quer brincar”.

Ora, o cão que está de trela, além de estar a obedecer à Lei, pode estar de trela por um outro motivo. Pode ser um cão medroso, pode ser um cão que não gosta do seu espaço pessoal invadido, que não gosta ou não quer brincar com outros cães, pode ter dores, pode ser um cão idoso e que só quer caminhar sossegado.

[Pernoitar, comer e beber fora] Belo Horizonte recebe 17ª edição da Feira Gaúcha Minas Tchê

O evento acontece do dia 26 de abril até o dia 5 de maio, na Serraria Souza Pinto, na região Central da capital.



BALANÇO GERAL MG, 27-4-2019, 14h45

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Gustavo Perrella, do helicóptero com cocaína, foi nomeado para o Ministério do Esporte de Bolsonaro?

Gilmar Lopes, publicado em 19 de novembro de 2018


É verdade que o ex-deputado federal Gustavo Perrella foi nomeado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para o cargo de Ministro do Esporte?

A notícia surgiu nas redes sociais na segunda quinzena de novembro de 2018 e rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados na política. De acordo com o texto amplamente compartilhado, o ex-deputado federal Gustavo Perrella – que ficou conhecido em 2013 quando um helicóptero de sua empresa ser apreendido pela Polícia Federal com 445 kg de cocaína – teria sido nomeado Ministro do Esporte pela equipe de Jair Bolsonaro para o início do seu mandato, em janeiro de 2019.

Será que essa notícia é verdadeira ou falsa?

Verdade ou mentira?

No dia 31 de outubro de 2018, o presidente eleito Jair Bolsonaro deixou claro através do seu perfil no Twitter que todos os nomes dos ministros nomeados por ele serão anunciados através dele mesmo e que tudo o que for noticiado a respeito (e que não estiver nas suas redes) é especulação “maldosa e sem credibilidade”:


Aliás, semanas antes, Jair Bolsonaro afirma no seu perfil do Twitter que desautoriza que se publiquem notícias a respeito das suas decisões por qualquer grupo chamado “equipe de Bolsonaro”. Com isso, o presidente eleito deixa claro que todos anúncios deverão partir dele:

Bolsonaro, o vitorioso da semana

O Congresso precisa assumir as responsabilidades sobre o futuro da Previdência no país.
Meu comentário desta sexta-feira em 300 rádios.


Alexandre Garcia, 26-4-2019

Um país que parece mentira

Alberto Gonçalves

Um punhado de criaturas que tem sonhos eróticos com a boina do “Che” e os fatos de treino dos sobas de Caracas não constitui exatamente um “movimento”, digno de alerta na imprensa e tumultos na rua.

Um “grupo de cidadãos” criou um “movimento apartidário” para exigir “uma campanha limpa”, leia-se “sem mentira e desinformação”. Os subscritores, assaz preocupados com o que acontece na América e no Brasil, pretendem “bloquear e denunciar” as “notícias falsas nas redes sociais portuguesas”, de modo a votarem “sem a intoxicação de quem despreza a democracia”. Isto é o que vem no “Público”. (E no Expresso e no Diário de Notícias, NdE)

O que não vem no “Público” é que o “grupo de cidadãos” que é uma dúzia de “personalidades” habituais em programas televisivos de variedades, que o “movimento apartidário” corresponde ao arco do poder que vai do PS atual ao BE de sempre, que a preocupação deles com os EUA e o Brasil não se estende à Venezuela ou à Coreia do Norte, que a denúncia e o bloqueio são métodos de regimes totalitários e indivíduos com patologias, que o desprezo dessa gente pela democracia já a intoxicou há muito e que o problema não são as “notícias falsas” – invariavelmente produzidas à “direita” –, mas as restantes.


Um primeiro problema, se a palavra não é exagerada, prende-se com as notícias que não chegam a sê-lo. Um punhado de criaturas que tem sonhos eróticos com a boina do “Che” e os fatos de treino dos sobas de Caracas não constitui exatamente um “movimento”, digno de alerta na imprensa e tumultos na rua. No máximo, formam um caso de estudo psiquiátrico. No mínimo, um rancho de mimados convencidos de que o mundo lhes deve atenção e obediência a um “pensamento” (força de expressão) que ambicionam único. Se a imprensa teima em promover irrelevâncias, a imprensa que se divirta enquanto pode.

Porém, um problema imensamente maior que as notícias falsas são as notícias verdadeiras. É, por exemplo, verdadeira a notícia de que existe uma Associação dos Amigos dos Cemitérios, e que a dita se preparava para celebrar (hurra!) um protocolo com a câmara de Lisboa para, cito, “dinamizar iniciativas nos cemitérios da cidade”. Graças a um vereador do PSD, João Pedro Costa, soube-se igualmente que os Amigos dos Cemitérios são de facto amicíssimos do PS e, fatalmente, familiares do sr. César dos Açores, que só à sua conta enfiara três ou quatro nos corpos sociais daquela prestimosa associação. Com franqueza, perdi-me algures: não faço ideia se os parentes do sr. César, indivíduo abaixo de qualquer suspeita, se reproduzem como cavalos-marinhos ou se cada parente acumula 15 ou 16 cargos públicos. Certo é que, após viver à custa dos vivos, o clã decidiu alargar o expediente aos mortos. Expandir o “core business”, julgo que se diz.

Consciência

Nelson Teixeira

Temos no porão da consciência uma presença divina que sussurra bons conselhos. Ative os ouvidos da intuição. Escute a voz do coração.

Sua mente é a hóspede da alma, que passeia nos nossos espaços mais íntimos, naqueles quartos do nosso castelo interior. Ela entra inclusive naquele quarto que preferimos manter fechado, o quartinho da bagunça.

Ela organiza o caos e depois de tudo organizado, de dentro de nós, ao invés de sair ressentimento, sai sentimento bom de cura, de paz, de harmonia e de equilíbrio vital. Pense no melhor que o melhor virá.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 27-4-2019

Charada (839)

Quais são os
próximos
dois números
da seguinte
sequência?

19, 17, 15, 13, 11, 9, 7, ____, ____.