quarta-feira, 17 de julho de 2019

[Pernoitar, comer e beber fora] Taberna típica Quarta-feira, onde você não escolhe


De: João Dias
Enviada em: terça-feira, 25 de junho de 2019 18:21
Para: jimpereira@gmail.com
Assunto: Reserva

Olá,
Mesa reservada para dia 9/7, 2 pessoas às 13h.
Duas informações: não vão escolher nada do que vão comer e não aceitamos pagamentos por cartão.
Obrigado.
João

Com esta resposta ao nosso e-mail, adentramos, o jovem DT e eu, no restaurante “Taberna típica Quarta-feira”, em Évora


Fomos recebidos e cumprimentados por João Dias, o filho do dono.

O dono
Como escrito e dito pelo João, o freguês não escolhe a comida, senta, come (ou não) o que lhe colocarem à sua frente, depois paga a conta. O vinho é a parte. Quer dizer, é além do custo do menu, que deve ser em torno de 25€. Não tenho a certeza. Só lá voltando para a ter, a certeza.

Bom, vamos lá!, de entrada foram servidos:

Queijo da serra derretido; (não é o nosso forte)
Ovos mexidos com farinheira; (bom)
Cogumelos com coentros; (muito bom)
Salpicão; (muito bom)
Bolinhos (dois) de carne; (excelentes)
Azeitonas... (não lembro)
Ah! e teve também um cálice de cocktail’ de melão (inesquecível)

O prato quente foi uma carne de porco assada no forno com batatas. Se as batatas eram vulgares, a carne era muito gostosa e macia. Um sabor a avó.

De sobremesa:
Gelado de lima com hortelã;
Seis cerejas;
Mousse de morango;
Uma pequenina fatia de bolo de amêndoa e gila.


Não adianta guardar, ou levar em conta, este menu, pois, como explicado acima, “não escolhemos nada do que vamos comer”...

Atenção! O restaurante trabalha por “levas” ou “ondas”. Quer dizer, os clientes que reservaram para as 13h chegam todos, mais cinco, menos cinco minutos (ou menos vinte, como nós) ao... mesmo tempo. Aí, ajeita daqui e dali, os dois atendentes começam a servir os vinte e oito clientes (a capacidade do restaurante) sentados.

O João, o filho do dono, é bem simpático – mas alguns, mais esnobes, podem não apreciar o à-vontade e o humor do João.

Quanto ao vinho, foi o Poliphonia Reserva 2015. Aqui quero registrar dois detalhes.

O primeiro: o vinho é aberto na sua frente, deixada a rolha, prova feita, é colocado um corta-gotas na garrafa.


O segundo, que me cativou: acabada a garrafa, o papo e o ambiente muito agradáveis, perguntei ao João se eles tinham uma meia garrafa do Poliphonia. O João respondeu algo como “não se preocupe”. Abriu outra garrafa, colocou o corta-gotas e disse algo como “beba o que quiser, depois a gente acerta”. E acertou!


Plaqueta lá no restaurante


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