Porteiro Severino
O Gordo e o Magro
Paris: canicule de 1911
Columbo
[Antigamente] ALF, o ETeimoso
Orelhões
Carina Bratt
EXISTEM DIAS que ficam gravados, ou melhor, grudados não só em nossa cabeça, como também nas memórias do mundo e permanecem assim, como uma cicatriz profundamente aberta e funda, que o tempo não apaga, só ensina a carregar. O 11 de setembro de 2001 foi, ou melhor dito, é um desses dias. Naquela manhã, o sol brilhava limpo sobre o céu maravilhado de Nova Iorque, como se nada pudesse abalar a rotina, os sonhos, os passos de milhões de pessoas que iam para o trabalho, que encontravam quem amavam, e planejavam com carinho o futuro. E então, de repente, do nada, o céu esplendoroso e jubiloso deixou de ser só azul. Fumaça, estrondo, medo e o mais catastrófico, um abismo que se abriu diante dos olhos de todo o planeta. Vimos torres caírem, mas muito mais do que prédios, vimos também vidas se perderem de forma brutal, inocentes e sem uma explicação plausível. Gente que estava ali apenas vivendo, cumprindo o seu dia, e que de um momento para outro se tornou parte ativa de uma dor imensurável que atravessa gerações.
Não importa de onde somos, que língua falamos ou em que acreditamos. Naquele instante, sentimos o mesmo arrepio. Aprendemos que a tal da paz é frágil e capenga, que o ódio pode chegar de onde menos se espera e que o preço da violência é sempre pago por quem não tem culpa nenhuma. Sempre foi assim e nunca nem ninguém mudará esse quadro lúgubre. Com o 11 de setembro, também aprendemos outra coisa importante. E essa é a parte que não podemos e nem devemos deixar que caia no esquecimento. Mesmo no meio do caos, houve quem corresse para ajudar em vez de fugir. Referencio aqui, bombeiros, policiais, pessoas comuns que arriscaram tudo para salvar o outro. Heróis sem capa, que sabiam que o amor ao próximo se fazia maior que qualquer terror. Depois daquele assombramento covarde das derrubadas das torres gêmeas, muito anos se passaram. As torres não voltaram a ficar de pé no mesmo lugar, mas se ergueu no lugar delas, uma nova presença. Não apenas uma presença de concreto e vidro, mas de memória. Memória dos que partiram, dos que choraram, dos que resistiram.
Paul Sacca
'There’s a special place in hell for people like that.'
Anew toxicology report has
revealed chilling new details about the deaths of four children whose mother
and grandmother allegedly plotted together to kill them before taking their own
lives in a murder-suicide
in upstate NewYork.
As Blaze News previously reported, police found six bodies in a
Mechanicville apartment during a welfare check on June 23.
'It's not working, we need
another option.'
Police identified the alleged
victims as 13-year-old Harper Harmon, 11-year-old Hudson Harmon, and
10-year-old twins Gavin and Gracelynn Harmon. The children's bodies were
discovered alongside the bodies of their 44-year-old mother, Sarah Myers, and
their 64-year-old grandmother, Amy Steadman.
Mechanicville Police said the children were murdered on June 10, according to WNYT-TV.
The Albany Times Union reported last month that Mechanicville
Police Chief Bill Rabbitt said the four children were victims of a "mass
killing."
Rabbitt said Steadman and
Myers began their plan as early as June 5, when Steadman began visiting
multiple pharmacies to purchase over-the-counter sleep aids and medication
prescribed to her, the Times Union said.
According to investigators,
Steadman's online search history contained inquiries about the effects of
insulin used on individuals without diabetes.
The Times Union reported that Steadman and Myers exchanged messages discussing that they "wanted to dose the children between 10:30 a.m. and noon on June 10, before a scheduled 6 p.m. phone call with their father, Utah resident Brady Harmon."
Francisco Henriques da Silva
António Gramsci foi provavelmente um dos pensadores marxistas que melhor entendeu uma dificuldade fundamental da revolução no Ocidente. Por que as sociedades capitalistas não colapsavam apesar de suas contradições económicas e sociais?
A resposta de Gramsci era
diferente do marxismo mais ortodoxo. O poder não se mantinha só pela força do
Estado ou pelo controle dos meios de produção. Mantinha-se também, e talvez até
mais, por meio da cultura, das ideias, dos valores e do senso comum.
É essa maneira de pensar de
Gramsci que explica, em larga medida, a grande influência que ele teria muito
tempo depois de morrer.
1. A hegemonia
cultural
Para Gramsci, uma classe
dominante não governa só porque tem a polícia, o Exército ou as instituições do
Estado. Ela governa também porque faz com que sua visão de mundo seja
considerada normal, natural e legítima.
A essa concepção
chama-se hegemonia cultural.
Quando certos valores,
instituições e relações sociais deixam de ser vistos como criações históricas e
passam a ser considerados apenas como “o que existe”, a dominação torna-se
muito mais forte. A pessoa não precisa ser forçada a obedecer. Ela própria aceita
internamente as ideias pelas quais entende a realidade.
Por isso, Gramsci atribui
tanta importância à cultura. Antes de mudar a sociedade politicamente, seria
preciso mudar as ideias pelas quais essa sociedade se entende.
2. Da conquista do
Estado à transformação da sociedade
Talvez esta seja a principal novidade de Gramsci em termos de estratégia.
A defesa do diretor da PF resolve um problema e cria outro muito maior
Rogerio Pires
No dia 3 de agosto, alguém dentro da
Polícia Federal sentou e começou a escrever sobre um ministro do Supremo
Tribunal Federal.
Não era inquérito. Não era denúncia.
Era um texto sem brasão da República, sem timbre, sem numeração, sem data de
elaboração e sem a assinatura de quem escreveu. Um documento que se apresenta
como “sem valor probatório” e que, mesmo assim, analisava as decisões de André
Mendonça, o tempo que ele levava para despachar pedidos da corporação, os
critérios que adotava nas investigações e as pessoas com quem conversava dentro
e fora do tribunal. Foram pelo menos seis relatórios, cerca de 50 páginas,
produzidos entre 3 e 31 de agosto.
Hoje, o diretor-geral da PF, Andrei
Rodrigues, explicou tudo isso ao presidente do STF, Edson Fachin, com uma frase
só: aquilo saiu da corporação em estrito cumprimento de ordem judicial do
ministro Alexandre de Moraes, à época relator do inquérito das fake news.
Guarde a frase. Agora abra o
calendário.
Vinte e nove dias
Moraes assinou o despacho determinando
que a PF entregasse relatórios que citassem integrantes da Corte no dia 1º de
setembro. Uma página. O ofício de Andrei encaminhando o material foi assinado
às 18h45 daquele mesmo dia. A cópia física chegou ao Supremo na tarde seguinte,
às 14h58, no meio da primeira sessão plenária depois que a crise explodiu.
O primeiro relatório sobre Mendonça é
de 3 de agosto.
Vinte e nove dias antes.
É aqui que a defesa apresentada hoje resolve um problema pequeno e abre um problema enorme. A ordem de Moraes, pelo que se sabe até agora, mandou entregar. Ela não mandou produzir. E ninguém até este momento explicou quem autorizou a produção daquelas 50 páginas ao longo de todo o mês de agosto, quando nenhum ministro havia pedido nada.
Funcionários precisaram ajudar pessoas presas na atração durante a noite desta sexta-feira
Mateus Aguiar
A tirolesa instalada na Cidade do Rock apresentou falhas de funcionamento nesta sexta-feira (11/9) e deixou algumas pessoas paradas no meio do percurso. Funcionários do festival precisaram agir rapidamente para retirar o participante da estrutura e evitar que a situação se prolongasse.
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| Fotos: Marília Neves/g1 |
Imagens registradas no local
mostram a equipe responsável auxiliando quem ficou travado na atração durante o
show da banda Nexz. Em um dos registros, uma mulher aparece bastante
assustada ao perceber que não conseguiria seguir o trajeto, mas logo recebe
apoio dos funcionários.
Como
ocorreu a paralisação
De acordo com uma funcionária
do brinquedo, a interrupção do percurso pode acontecer com mais frequência
quando a pessoa é muito leve. O vento forte também contribui para que a
tirolesa não avance como esperado, especialmente em momentos de rajadas mais intensas.
Segundo ela, quando as
condições climáticas são favoráveis, o trajeto acontece normalmente e o
participante desce sem maiores problemas. No início da noite, porém, o vento na
região ajudou a provocar os travamentos observados na atração.
Resgate
e reação dos participantes
Assim que a falha foi identificada, a equipe do festival entrou em ação para retirar os ocupantes da estrutura. O procedimento evitou que os participantes permanecessem por mais tempo suspensos, reduzindo o susto causado pelo incidente.
Gastão Reis
Foi numa noite de quarta-feira, dia 30 de julho de 2025, que o ministro Alexandre de Moraes foi assistir ao jogo da Copa do Brasil entre Corinthians e Palmeiras. Ao chegar ao estádio, sua presença provocou uma vaia monumental à Sua (dita) Excelência. Ato contínuo, o ministro, olimpicamente, mostrou o dedo médio em riste em resposta ao que o povo brasileiro pensava a seu respeito: aquele tipo de indivíduo execrado em função de sentenças descabidas, mortes por impedir atendimento médico e frequente desrespeito à Constituição de 1988. Daí a merecida vaia.
O gesto de Moraes tem outras
implicações freudianas que refletem o absoluto desprezo pelo povo brasileiro.
Na cabeça de psicopata de Moraes, nós somos uma grande massa ignara, incapaz de
compreender os elevados desígnios de sua preocupação em preservar a democracia
brasileira em (suposto) risco nos atos de vandalismo do 8 de janeiro de 2023.
Os golpistas queriam anular a eleição que colocou Lula na presidência por
decisão de interesse do próprio STF.
A Corte Suprema descobriu,
tardiamente, que o foro de Curitiba não teria competência para julgar os crimes
de que Lula e o PT eram acusados pela Lava Jato. Teria que ser o de Brasília.
Até aqui, poderia ser o caso, se Lula fosse então julgado em Brasília e
sentenciado culpado ou inocente. Mas o que houve foi um cavalo de pau dado por
Moraes, respaldado pelo STF, que habilitou Lula a ser candidato a presidente.
E, obviamente, cabe também ao mesmo STF a responsabilidade pelos desmandos,
mentiras e grossa roubalheira deste terceiro mandato de Lula nas estatais e
órgãos públicos, como INSS e Correios.
A narrativa da democracia em risco não resiste a um exame pé no chão. O responsável seria o ex-presidente Bolsonaro, que estava no exterior. Não havia tanques e Forças Armadas em rebelião nas ruas contra a ordem constitucional. Pensar em golpes, uma velha tradição da república brasileira, foi algo comum em nossa história — aquela escrita com “h” minúsculo. Bolsonaro nunca teve apoio das Forças Armadas para o referido intento. Nem mesmo nos tempos de cadete na Academia Militar das Agulhas Negras, em que suas tentativas de liderar os demais cadetes nunca deram em nada.
Vermelha como uma ferida crónica, mas o macaco continua sentado sobre ela como se não sentisse dor
João Boventura Patricio
Esta é a imagem de uma Angola
ferida, diante de um poder que perdeu a sensibilidade.
O povo sente a fome.
O povo sente o desemprego.
O povo sente a pobreza.
O povo sente a humilhação de
procurar comida no lixo.
O povo sente a nudez.
O povo sente a dor das mães
que zungam para alimentar os filhos de vezes enquanto.
O povo sente a angústia dos
jovens sem emprego e sem perspectivas.
Mas quem governa parece não
sentir.
Há crianças que deveriam estar na escola, mas estão nas ruas procurando o que comer. Há famílias que sobrevivem de pequenos negócios informais. Há idosos que continuam na zunga porque a velhice, em Angola, nem sempre significa descanso.
E, entretanto, estamos num país dono de petróleo, diamantes, ferro, cobre, ouro, peixe, madeira, água, terras e tantos outros recursos.
Durante anos, censura e perseguição foram justificadas como defesa da democracia; agora, até vozes da imprensa começam a admitir que os limites foram rompidos
Leandro Ruschel
Merval Pereira [foto] fez ontem, na Lula News, algo raro no seu meio: um mea-culpa em nome da imprensa.
Disse que jornalistas aceitaram
medidas claramente fora da lei porque achavam que o sujeito “merecia” ser
condenado. Que as formalidades são fundamentais. Que, sem elas, o país fica nas
mãos de pessoas como Moraes, com pontos de vista “bastante contestáveis”.
Mais importante: reconheceu que a
lógica dos fins justificando os meios estava errada.
É o primeiro passo. Mas não pode ser o
último.
Admitir o erro não basta quando o erro
destruiu vidas, censurou pessoas, perseguiu opositores, prendeu inocentes,
esmagou reputações e ergueu um regime de exceção inteiro sob a camuflagem da
“defesa da democracia”.
Vale lembrar: durante anos, parte da
imprensa tratou o inquérito das fake news como instrumento legítimo de proteção
das instituições. Na prática, ele foi usado como máquina de censura,
perseguição e intimidação política. Agora que alguns começam a acordar, é
preciso dizer o óbvio: o que é ilegal é ilegal.
E se é ilegal, precisa ser ANULADO.
Não adianta dizer “nós erramos” e
seguir em frente como se milhares de brasileiros não tivessem sido atingidos.
Não adianta reconhecer que o método passou do limite e, ao mesmo tempo, aceitar
que os efeitos desse método continuem de pé.
Pedido de desculpas não devolve liberdade. Mea-culpa não anula condenação. Arrependimento tardio não repara censura.
Projeto de Cesar Maia propõe autorizar o sepultamento de animais domésticos em jazigos e covas de cemitérios públicos e privados do Rio
Quintino Gomes Freire
Famílias do Rio de Janeiro poderão ter a opção de sepultar seus animais de estimação em jazigos ou covas destinados a seres humanos. A possibilidade está prevista no Projeto de Lei nº 2609/2026, do vereador Cesar Maia, que propõe autorizar a prática em cemitérios públicos e privados da cidade, respeitadas as exigências sanitárias e ambientais.
O texto, datado de 25
de agosto de 2026, condiciona o sepultamento à autorização do titular do
direito de uso do jazigo, quando aplicável. Também exige que o animal seja
colocado em urna ou invólucro apropriado, sem contato direto com
restos mortais humanos.
Na justificativa, Cesar
Maia afirma que a proposta busca reconhecer o lugar ocupado pelos
animais de estimação nas famílias e dar segurança jurídica a quem deseja
realizar esse tipo de sepultamento.
“A relação entre as pessoas
e seus animais de estimação ultrapassa, há muito tempo, o conceito de mera
propriedade, constituindo verdadeiro vínculo afetivo e familiar”, escreveu
o vereador.
Restrições sanitárias e
regras dos cemitérios
O projeto proíbe o sepultamento de animais cuja causa da morte represente risco sanitário, conforme a regulamentação vigente. A realização do procedimento também dependeria do cumprimento das normas expedidas pelos órgãos competentes.
Aparecido Raimundo de Souza
Pegou o número que a moça lhe
estendeu num pedaço de papel-cartão e voltou ligeiro para casa. No caminho,
antes de chegar para o almoço, resolveu tomar uma cervejinha. Lugar comum, de
costume, o barzinho do Fred Frederico – amigo das peladas de todos os sábados
no campinho da estação ferroviária e no tempo das vacas gordas, das malhações
na academia “Mens sana incorpore sano”, de um outro da turma, o Leandro “Olho
Saltado”. Mal sentou, chegou atrás, no vácuo, o Tadeu Fantini, dono da loja de
móveis e aparelhos eletroeletrônicos, além de roupas para homens, mulheres e
crianças, seguida por um item infindável de materiais de construção e uma farta
lanchonete perto da Praça da Prefeitura.
O Fantini, rico e poderoso na
cidade, agiotava sem escrúpulos e por conta disso, (não perdoava nem a mãe).
Atrelado ao azar, o Maciel devia à ele os juros de umas promissórias,
(assinadas desde os tempos em que esses documentos se faziam moedas de trocas),
barganhados a vinte e cinco por cento com prazos a se perderem de vista. Por
conta desse “papel” o capital havia sido pago, só em “costurar buracos na
colcha”, ou seja, nas prorrogações, a título de juros, afora o cara ter
abocanhado uma televisão último tipo, geladeira, cama de casal e o anel de
formatura da esposa, a dra. Rubia, única médica ginecologista da região, além
de relógio, vídeo, filmadora e um veículo Citroën Aircross branco praticamente
novo e até móveis do consultório da dra Rubia com cadeiras, sofás,
escrivaninhas, mesas, arquivos e computadores. Maciel Barbosa tremeu na base.
Fugiu tanto do infeliz e eis que, de repente, saído dos quintos do inferno, do
nada, a sua frente aparece o cidadão como urubu magro secando a carniça gorda.
Paulo Hasse Paixão
Se não os podes vencer nas urnas, interdita-os. Esta
parece ser a resposta à enorme derrota eleitoral da CDU na Saxónia-Anhalt, por
aquele que é um dos principais candidatos para substituir Friedrich Merz, que
apelou à criação de um grupo de trabalho para examinar a possibilidade de banir
o AfD
Após uma vitória eleitoral histórica para o Alternativa para a Alemanha (AfD) no estado da Saxónia-Anhalt, no leste da Alemanha, Hendrik Wüst [foto], um figura poeminente da CDU, apelou a que sejam dados os primeiros passos concretos para uma possível interdição do partido populista.
O governador da Renânia do
Norte-Vestfália afirmou:
“Eu disse algo hoje, mas
penso que ainda nenhum membro da CDU o disse publicamente: que sou a favor da
nomeação deste comité, que irá então realizar este trabalho.”
O trabalho de acabar com a
democracia na Alemanha, bem entendido.
A própria Renânia do
Norte-Vestfália enfrentará eleições estaduais em Abril de 2027. As projecções
dão a vitória à CDU, com a AfD no segundo lugar nas preferências de voto dos
eleitores locais.
Wüst, que já se referiu repetidamente ao AfD como um “partido nazi”, fez estas declarações na noite de segunda-feira em Berlim, perante uma plateia maioritariamente de esquerda, durante uma palestra organizada pela “investigadora de transformação” Maja Göpel, apresentando este grupo de trabalho como um pré-requisito para qualquer apelo ao mais alto tribunal da Alemanha, o Tribunal Constitucional Federal, no sentido da proibição total do AfD.
Humberto Pinho da Silva
Quem vive muitos anos,
facilmente verifica que o parecer dos homens de Letras, e não só, variam
consoante a posição que ocupam no xadrez da vida.
Basta escrever critica
desfavorável ou pouca lisonjeira, para o poema ou texto, escrito por Fulano,
passe de bom a mau.
Moura e Sá, no
interessante ensaio "Vida e Literatura" escreveu "Quando
dizemos: Este poema é mau, queremos muitas vezes, afirmar que o autor pensa em matéria
política, de maneira diferente da nossa".
Em 1604, Lopes de Vega,
despeitado, escreveu missiva a amigo referindo-se a Cervantes, por este haver
depreciado seu teatro: "De poetas não digo, que esteja bom ano
(...), mas nenhum há tão mau como Cervantes, nem tão néscio, que seja capaz de
Gabar o D. Quixote."
É conhecidíssima a carta
que Voltaire escreveu a Quinault, lamentando-se "Só se ganha (com
os escritos,) inimigos, desprezo, quando não se vence, e ódios quando se
triunfa.".
Também Ramalho “Em Paris"
se lamenta:
"Os homens
predestinados pelo talento de escrever, criam às vezes prosélitos, mas não
criam amigos; conquistam inteligências, mas não corações; tornam-se célebres,
mas não se tornam amados."
Já que pretendo reunir apanhado de opiniões de homens de Letras, sobre a inveja, cito o que declarou ao "Diário de Notícias" Helena Sacadura Cabral: "Os valores, raramente são conhecidos, e os mais inteligentes constituem o repasto ideal para a calúnia."
Evento reúne vencedores do concurso deste ano, com pratos a preço fixo, música ao vivo e entrada gratuita
Mateus Aguiar
O Comida di Buteco retorna ao BarraShopping entre os dias 18 e 20 de setembro para mais uma edição especial. O evento será realizado no Parque Externo do shopping, com entrada gratuita, e vai reunir os bares vencedores do concurso deste ano em uma programação voltada à gastronomia e ao entretenimento.
Durante os três dias, o
público poderá provar aperitivos premiados com preço fixo de R$ 40,
além de outras opções exclusivas com valores variados. Participam botecos
do Rio de Janeiro, de Niterói e da Baixada
Fluminense, em uma seleção que valoriza a diversidade da cena carioca.
Botecos
premiados e sabores do concurso
Além de degustar os
aperitivos, os visitantes poderão circular por diferentes propostas
gastronômicas, com receitas que representam estilos variados de boteco. A
edição especial reforça o perfil do evento como vitrine para estabelecimentos
que se destacam pela criatividade e pelo sabor.
Programação musical com samba todos os dias
J. L. Braga
Bom dia a todos.
A propósito da publicação do Paulo de Morais que está a circular sobre o Luís Neves e o Chega, deixo aqui uma crítica ao método, não à pessoa.
Este é um exemplo perfeito do
pior estilo do Paulo de Morais dos últimos anos.
1. A insinuação como
arma principal.
Ele escreve: "Alguns
tinham (têm?) cumplicidades com relevantes políticos do Chega."
Esse "(têm?)" é toda
a técnica. Não afirma, não prova, não dá um nome, não cita um único processo.
Lança a suspeita e deixa o ponto de interrogação fazer o trabalho sujo. É
exatamente o tipo de discurso que ele próprio condenava quando era o paladino
do combate à corrupção: acusação sem prova.
2. Lógica conspirativa
barata.
"Enquanto diretor
nacional da Polícia Judiciária, desmantelou uma organização criminosa de
extrema-direita... Esta extrema-direita nunca perdoará Luís Neves."
Transforma uma operação
policial — que deveria ser avaliada pelos factos do inquérito — numa vingança
pessoal e política. Não apresenta qualquer ligação entre a organização
desmantelada e a atual tutela da PJ. Cria uma narrativa de filme: o herói
perseguido.
3. A tentativa de
psicanálise ao Ventura.
"Mesmo contra a sua vontade, Ventura vê-se obrigado a tentar linchar publicamente..."