terça-feira, 12 de novembro de 2019

Cruzado no queixo do povo

Péricles Capanema

Hoje quero ser todo mundo. Sei não, anda sumido todo mundo, precisa de quando em vez aparecer e dar o ar da graça. Areja, todo mundo não é romântico, fantasia pouco, tem os pés no chão.


O baiano (soteropolitano) Acelino “Popó” Freitas foi tetracampeão mundial de boxe em duas categorias. Grande carreira no esporte. A seguir, tentou outro ringue, a política e nele se deu mal. Em 2010, pelo PRB elegeu-se suplente de deputado federal com 60.216 votos — exerceu o mandato. Em 2014, tentou de novo, perdeu a eleição, obteve 23.017 votos. Em 2018, outra derrota, não passou dos 4.884 votos. Tomou do eleitorado um direto no queixo.

Desiludiu-se com a política; hoje afirma: “A população é muito corrupta. Ela consegue ser até mais corrupta que o próprio político. Ela só quer o seu voto se você der uma dentadura, uma cesta básica, um material de construção, bola, colete. Não tinha dinheiro. Sem dinheiro, você não vai. ‘E aí, vai me dar quanto pra gente conseguir um monte de voto aqui no bairro?’. ‘Não tenho’, eu respondia. ‘Então, tchau. Tem outro aqui fazendo oferta pra gente’”.

Em português sofrível, Popó explica o dia a dia do político normal — e ele era deputado federal, imagine o deputado estadual e o vereador: “A minha chateação é porque eu percebi que ser político é você ser errado. […] Se eu fizesse tudo errado, ou eu estava preso, ou ganhava a reeleição. […] Só para Salvador eu mandei quase R$ 7 milhões para Neto de emenda. E com projetos, para academias sociais debaixo de viadutos, construção de quadras. Esse projeto eu destinei alguns projetos para a Rótula do Abacaxi, para todos esses novos viadutos. Eu destinei alguns projetos já com verba, já com tudo 3D para a Secretaria de Esportes. E não saiu. E o estado que mais dá títulos à Bahia é o boxe. Fiz como deputado federal mais de 70 projetos de lei […] E quando as pessoas vinham para me ajudar… eu dizia: ‘Eu faço esse campo e um posto de saúde e em contrapartida eu quero que vocês me apoiem.’ Aí o pessoal dizia: ‘Não, eu quero que você banque mais de 40 pessoas por mês com mais de R$ 1 mil de salário’. A própria população se torna mais corrupta que o deputado. E aí eu senti na pele o que é ser político, o que é fazer política”.

Exposição um tanto confusa, mas dá para entender. Popó compreensivelmente queria votos como retribuição por ter conseguido o dinheiro para melhorias na Bahia. Precisava deles para continuar na política. Todo mundo sabe, deputado age assim, cabem nos dedos da mão as exceções. Os eleitores exigiam mais. Popó não tinha mais. Perdeu. Resumiu o que todo mundo sabe, sem dinheiro você não vai.

Como sem dinheiro a coisa não vai, uma forma para ir é arrancar da viúva a bufunfa para as campanhas. Dinheiro público, autorizado, tudo legal. Todo mundo deblatera — e com razão — contra as verbas públicas bilionárias jorrando no bolso dos partidos (Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos e Fundo Especial de Financiamento de Campanha). São verbas para campanhas de autopromoção, entre outras necessidades prementes, retiradas da construção de postos de saúde e escolas.

Não bastam os dois fundos referidos. Saem outras verbas para campanhas dos cargos em comissão, e aí é preciso não esquecer as rachadinhas. Os titulares dos cargos em comissão, além de ter algumas vezes de rachar o salário com o eleito, muitas vezes são apenas cabos eleitorais.

Cronologia de um “golpe”

Gabriel Silva


2006 – Evo Morales é eleito presidente da Bolívia

2008 – Evo Morales consegue uma revisão da Constituição pela qual s presidente passa a ter mandato de 5 anos e pode ser reeleito. É expressamente indicado que o seu mandato seria considerado o primeiro para efeitos de reeleição.

2009 – Evo Morales alega que como a Constituição cria um novo país, uma refundação, os mandatos presidenciais começam do zero.

2010 e 2014 – Evo Morales é reeleito

2016 – Referendo para que deixasse de haver limitação no número de mandatos consecutivos do Presidente. Proposta é chumbada pelo povo.

2017 – Evo Morales recorre para o Tribunal Constitucional alegando que a limitação de mandatos é uma violação dos seus direitos humanos. Tribunal Constitucional aprova.

2019 – Evo Morales é novamente candidato. Quando estão contados 83% dos votos, EM encontra-se um primeiro lugar, mas com uma margem inferior aos 10% necessários para ser declarado vencedor na primeira volta. Contagem é interrompida sem ser apontada qualquer razão. No dia seguinte a contagem é retomada com 95% dos escrutínios apurados e Evo Morales tem uma vantagem superior aos 10%.  Declarou-se vencedor.

Presença do presidente chinês no Brasil aprofundará parcerias no Brics

Arte: EBC

Bruna Saniele

O presidente da China, Xi Jinping, estará no Brasil amanhã (13) e depois (14) para participar da cúpula do Brics, bloco que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul. Segundo representantes do governo chinês, a viagem à América Latina vai “injetar novo ímpeto no desenvolvimento das relações sino-gregas e sino-europeias, bem como servirá para aprofundar a parceria entre os membros do Brics e melhorar a governança global”.

No Brasil, Xi Jinping manterá conversas bilaterais com outros líderes mundiais e assinará acordos de cooperação. A visita ocorre menos de um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro visitar a China. A ideia é aprofundar o intercâmbio, a confiança política e ampliar a cooperação em diversas áreas.

Na visita de Bolsonaro à China foram assinados acordos e memorandos de entendimento nas áreas de política, ciência e tecnologia e educação, economia e comércio, energia e agricultura. “Temos na China o primeiro parceiro comercial e me interessa muito fortalecer esse comércio, bem como ampliar novos horizontes. Hoje podemos dizer que uma parte considerável do Brasil precisa da China e a China também precisa do Brasil”, afirmou o presidente durante a visita.

Em declaração conjunta, os dois presidentes expressaram a determinação de ampliar o comércio e diversificar o intercâmbio de produtos, bem como cooperar com as políticas de desenvolvimento e investimento, como o Programa de Parceria de Investimento (PPI), do Brasil, e a Iniciativa do Cinturão e da Rota, da China.

A China foi, em 2018, o maior parceiro comercial do Brasil. No ano, o fluxo de comércio entre os dois países alcançou a marca de US$ 98,9 bilhões. O país asiático também é um dos principais investidores em áreas cruciais, como infraestrutura e energia.

Entre os atos assinados estão protocolos sanitários para a exportação de carne termoprocessada (que passa por processo de cocção) e farelo de algodão do Brasil à China. Os dois países também passaram a reconhecer as certificações de Operador Econômico Autorizado (OEA) emitidas pelas autoridades aduaneiras.

Involução - rumo ao caos

Roque Sponholz

Tem uma frase em latim que define bem o que está acontecendo na Suprema Merda deste país: JUDEX DAMNATUR UBI NOCENS ABSOLVITUR "O condenado é o juiz onde o culpado é absolvido"
(Das sentenças de Públio Siro)


Título, Ilustração e Texto: Roque Sponholz, Facebook, 12-11-2019

Relacionados:

[Aparecido rasga o verbo] Uma parada necessariamente obrigatória

Aparecido Raimundo de Souza

PAREI! DECIDIDAMENTE DEI UM TEMPO para pensar o que farei da minha vida daqui para frente. A jornada até esse ponto do meu destino foi longa, cansativa e demasiadamente estafante. Depois de ter percorrido esse prolongado prélio em que pelejei guerreando contas às incertezas do meu destino, me sinto com o espírito acrisolado pelos sofrimentos e pelos amarumes dos anos vividos. Por assim, me pego esfalfado, cansado, abatido, sem forças para seguir adiante.

Minha estrada até aqui se mostrou deveras depauperada e fadigada. Quase não me aguento em pé. Estou aos trancos e barrancos, farrapo humano, andrajo sem vontade de nada, querendo sumir num buraco como uma avestruz de pirraça com a porcaria da vida. Aliás, nem sei se as avestruzes ficam de pinimba com alguma coisa, principalmente com a vida. O fato e que pretendo desprender de meus pulsos os grilhões que até agora me acorrentavam aos percalços de uma vidinha sem cor, insossa, grosso modo, sem razão, tipo assim, toda mequetrefe.

Ambiciono, daqui em diante, rever os passos pisados. Todos eles, centímetro a centímetro. De igual forma, retificar as sendas perambuladas. Vicejar em cima das horas gastas com um amontoado de coisas insignificantes e supérfluas, tornando tudo, como num passe de mágica, num florir próspero e esplendoroso. Estropícios que não acrescentaram nada de bom ao meu espírito cairão por terra. Quero ver meu âmago passar por uma metamorfose gigantesca, a ponto de sentir meu astral dando cambalhotas em revérberos de felicidade.

Em paralelo, buscarei fazer uma limpeza em regra nas criaturas com as quais me encontrei vida adentro e mundo a fora. Todos esses seres que só me trouxeram agruras e estorvos (que não acrescentaram nada de útil ao meu cotidiano), eu as abandonarei. Como velhos trastes, as porei de lado, esquecidas num canto ermo para que morram a goles poucos, sob o jugo do ácido de suas próprias desgraças pessoais. Parei! Seduzido tolamente me deixei, é verdade, me permiti ser conduzido por rotas de trilhas largas, porém, perniciosas.

Fui levado a extremos. Topei com olhos frios se negando a me encararem, portas sem chaves para desbravarem saídas e pior, janelas e gretas, postigos e rasgões se abrindo com vistas para panoramas abstrusos, onde a radiosidade alvinitente do Astro Rei se obstaculizava a penetrar. Nesse tempo desregrado, não construí nada de bom, de útil, ou de aproveitável. Nada diáfano, palpável, seguro, que agora, nesse momento em que tudo se desmorona, eu possa me encostar vencido, e chamar de “meu pedacinho de chão”.

Por isso, me retive me arquivei. Aprisionei meu ir e vir de fato. Cansei de invalidar horizontes, me olvidei de viver, de ser eu mesmo, e o mais degradante, deixei de ser uma pessoa normal dentro de um espaço-mundo que era só meu. Esse meu espaço-mundo, de repente, se enfurnou numa espécie esquisita de capa repletada de ásperos negrumes. O céu se fez distante e aquém de meus desejos que acreditava serem seguros.

Charada (1 111)

Qual das
seguintes
palavras
NÃO é um
verbo?

Fazer, Lazer, Tremer, Vencer, Beber.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Bolsonaro assina medida provisória que extingue o DPVAT

Luciano Nascimento

O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje (11) medida provisória (MP) extinguindo, a partir de 1º de janeiro de 2020, o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, o chamado DPVAT. De acordo com o governo, a medida tem por objetivo evitar fraudes e amenizar os custos de supervisão e de regulação do seguro por parte do setor público, atendendo a uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).


Pela proposta, os acidentes ocorridos até 31 de dezembro de 2019 continuam cobertos pelo DPVAT. A atual gestora do seguro, a Seguradora Líder, permanecerá até 31 de dezembro de 2025 como responsável pelos procedimentos de cobertura dos sinistros ocorridos até a da de 31 de dezembro deste ano.

“O valor total contabilizado no Consórcio do Dpvat é de cerca de R$ 8,9 bilhões, sendo que o valor estimado para cobrir as obrigações efetivas do Dpvat até 31/12/2025, quanto aos acidentes ocorridos até 31/12/2019, é de aproximadamente R$ 4.2 bilhões”, informou o Ministério da Economia.

De acordo com a pasta, o valor restante, cerca de R$ 4.7 bilhões, será destinado, em um primeiro momento, à Conta Única do Tesouro Nacional, em três parcelas anuais de R$ 1.2 bilhões, em 2020, 2021 e 2022.

“A medida provisória não desampara os cidadãos no caso de acidentes, já que, quanto às despesas médicas, há atendimento gratuito e universal na rede pública, por meio do SUS [Sistema Único de Saúde]. Para os segurados do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], também há a cobertura do auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente e de pensão por morte”, acrescentou o ministério.

A MP extingue também o Seguro de Danos Pessoais Causados por Embarcações, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não (DPEM). Segundo o ministério, esse seguro está sem seguradora que o oferte e inoperante desde 2016.
Título e Texto: Luciano Nascimento; Edição: Nádia FrancoAgência Brasil, 11-11-2019, 19h18

Bancos começam a enviar dados de clientes para cadastro positivo

Informações serão repassadas automaticamente a empresas gestoras

Wellton Máximo

A partir de hoje (11), os bancos e as demais instituições financeiras começam a enviar automaticamente informações dos clientes para as gestoras de bancos de dados financeiros que vão operar o cadastro positivo, uma lista de bons pagadores. A expectativa é que até a próxima semana, todos os brasileiros que não optaram por estar fora da lista estejam incluídos no cadastro positivo.  


Há um mês, o Banco Central (BC) autorizou quatro gestoras de bancos de dados a operar. Os registros foram dados à Serasa, à Gestora de Inteligência de Crédito (Quod), à Boa Vista Serviços e à Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL – SPC Brasil). 

Até 30 dias depois da inclusão dos dados, a gestora responsável deverá informar ao cliente de que seus dados estão no cadastro positivo. A notificação pode ser enviada por correio, por e-mail ou por SMS. O procedimento é semelhante ao usado para notificar clientes na lista de maus pagadores.

Na primeira etapa, os bancos e as casas de crédito vão abastecer o cadastro positivo. Nos próximos meses, prestadoras de serviço com conta fixa, como companhias de água, luz, gás e telefone, passarão a enviar as informações. O cadastro será estendido posteriormente às redes de varejo, que compartilharão o histórico de pagamento dos clientes ao banco de dados. 

Inversão 
Uma lista de bons pagadores que podem ter acesso a crédito mais barato, o Cadastro Positivo começou a funcionar em 2013, mas com uma lógica invertida em relação à atual. O cliente que quisesse ser incluído no cadastro tinha que comunicar ao banco. A nova legislação tornou automática a inclusão e o processamento dos dados dos clientes.

Programa Verde Amarelo incentiva geração de emprego e renda


Programa lançado hoje também promove a qualificação profissional

Luciano Nascimento

O governo federal lança hoje (11) um programa para incentivar a qualificação profissional e a geração de emprego e renda. A expectativa do governo é que a iniciativa, batizada de Programa Verde e Amarelo, consiga gerar ao longo de três anos, cerca de 4,5 milhões de empregos.

O público-alvo da iniciativa são jovens que buscam a inserção no mercado de trabalho ou o primeiro emprego, trabalhadores desempregados que estejam cadastrados no banco de dados do Sistema Nacional de Emprego e pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

O programa também será voltado para os trabalhadores que estão empregados em ocupações que sofrem com a diminuição das vagas de trabalho devido a modernização tecnológica e outras formas de reestruturação produtiva. Para esse público devem ser oferecidos mecanismos para a requalificação ou a recolocação no mercado de trabalho.

Uma das metas do programa é que, dos cerca de 4,5 milhões de empregos que o governo espera gerar, 50% desses trabalhadores ingressem no mercado de trabalho até um ano após a realização dos cursos.

A qualificação desses profissionais se dará por meio de um sistema de vouchers para a participação em processos de formação. "Os vouchers são vagas de qualificação oferecidas sem custo para os trabalhadores e que serão utilizadas para que as empresas treinem seus empregados e novos contratados em áreas e competências que realmente são necessárias para as companhias.

INSS: Segurado tem prazo para sacar benefício no banco

Para regularizar a situação, segurado deve solicitar serviço nos canais remotos


O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alerta aos segurados que fiquem atentos ao prazo para sacar os benefícios na rede bancária: se não forem sacados até 60 dias após a data marcada para o seu pagamento são devolvidos pelo banco ao INSS. Para regularizar a situação, o beneficiário deve solicitar o pagamento de benefício não recebido no Meu INSS ou na Central Telefônica 135.

A devolução após o prazo de 60 dias é uma medida de segurança que foi criada para evitar o pagamento indevido e tentativas de fraude, como, por exemplo, o saque do benefício de segurado já falecido. Pela norma, a instituição bancária devolve o valor ao INSS, que suspende o pagamento até que o beneficiário regularize a situação.

Como fazer – No Meu INSS (gov.br/meuinss), o usuário irá fazer o login, com seu CPF e senha. Na coluna à esquerda, irá clicar na opção Agendamentos/Requerimentos e, em seguida, em Novo Requerimento. O serviço Solicitar Pagamento de Benefício Não Recebido está dentro da opção Atualizações para Manutenção do Benefício e outros Serviços. É possível também solicitar esse serviço pela Central Telefônica 135 (opção 6 – 1).

Carta – Após a concessão de um benefício, o INSS encaminha ao segurado uma correspondência para o endereço cadastrado em seu sistema, informando qual a agência bancária em que fará o depósito do pagamento. Essas informações também podem ser obtidas pelo beneficiário na Central Telefônica 135. Para receber o pagamento, o segurado deve apresentar um documento de identificação com foto e o número do benefício.

A Central de Atendimento 135 funciona de segunda a sábado, de 7h às 22h. A ligação é gratuita quando feita de um telefone fixo e o custo é de uma ligação local, quando feita de celular.
Fonte: INSS, 11-11-2019

A esquerda situacionista que quer calar 192.679 cidadãos

O PS, Bloco e PCP querem controlar quem fala, querem determinar o que é politicamente correto pensar e querem zelar para que o espírito do socialismo condicione o pluralismo inerente à democracia.

Luís Rosa


1 A história conta-se em poucas palavras. O PS, o Bloco de Esquerda e o PCP esqueceram-se momentaneamente das recentes divergências e uniram-se para colocar uma mordaça nos três partidos que apenas têm um deputado. Apesar de PSD, CDS e PAN serem a favor da abertura de uma exceção para que a Iniciativa Liberal, Chega e Livre falassem no debate quinzenal com o primeiro-ministro nesta 4.ª feira, a ex-Geringonça bloqueou a proposta.

Como bons situacionistas, PS, Bloco e PCP receiam a mudança e usaram o formalismo do regimento parlamentar (que impõe fortes restrições à participação do Chega, Iniciativa Liberal e Livre no Parlamento) para silenciar os 192.679 cidadãos que votaram naqueles três partidos.
Como as grandes multinacionais que dominam os mercados, apelidados de “incumbentes” pelos respetivos reguladores, mostraram ter medo das mensagens da concorrência dos novos partidos. Compreende-se, pois podem perder quota de mercado.

Pior: nem sequer tiveram coragem para assumir a medida. Como a Iniciativa Liberal apresentou um projeto de reforma que reconhece mais direitos aos deputados únicos, a esquerda situacionista empurrou um deputado daquele partido que apenas existe como satélite do PCP para assumir as dores de todos. Segundo declarações de José Luís Ferreira (Partido Ecologista Os Verdes) à Rádio Observador, não faz sentido “criar um regime de exceção antes da discussão” da proposta dos liberais. Até porque o deputado do PEV admite a eventualidade de o projeto dos liberais ser chumbado (imagine-se!), o que levaria a um retrocesso na atribuição dos tempos a estes partidos.

2 É óbvio que o problema resolvia-se facilmente com o alargamento do regime de exceção que foi concedido na legislatura anterior ao partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), até a proposta da Iniciativa Liberal ser discutida. O deputado André Silva teve tempo na legislatura passada para falar nos debates do Estado da Nação, nos debates quinzenais com o primeiro-ministro e noutras ocasiões e o mesmo deveria ser permitido a Joacine Katar Moreira (Livre), João Cotrim Figueiredo (Iniciativa Liberal) e André Ventura (Chega). Aliás, isso já tinha acontecido no debate do Programa do Governo.

Bolsonaro entrega 4,1 mil moradias populares na Paraíba

Empreendimento beneficiará 16 mil pessoas

Andreia Verdélio

O presidente Jair Bolsonaro entregou hoje (11), em Campina Grande, na Paraíba, 4,1 mil moradias populares a famílias de baixa renda. O presidente fez agradecimentos às autoridades que colaboraram para a conclusão do novo conjunto habitacional, e disse que, na política, “ninguém faz nada sozinho”.

Foto: Alan Santos/PR
“Para administrar esse país, temos que ter bons políticos ao nosso lado e, graças a Deus, o quadro de políticos no Brasil melhorou, e bastante. Temos aprovado muita coisa na Câmara e no Senado, com convencimento, com entendimento. Isso realmente faz uma boa política para o nosso Brasil”, disse ao lado do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, autoridades locais e parlamentares.

O Conjunto Habitacional Aluízio Campos tem 3.012 casas e 1.088 apartamentos de até 48 metros quadrados, avaliados em R$ 61 mil cada, que beneficiarão 16 mil pessoas. Os contemplados com as novas moradias têm renda familiar de até R$ 1,8 mil mensais e, para o sorteio, foram reservadas cotas para famílias com idosos, pessoas com deficiência e crianças com microcefalia.

O empreendimento contou com aporte de R$ 262,5 milhões da União e tem infraestrutura completa, dois ginásios cobertos, três creches, duas escolas, duas Unidades Básicas de Saúde (UBS), um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e dez praças com academias de saúde.
Título e Texto: Andreia Verdélio; Edição: Fernando FragaAgência Brasil, 11-11-2019, 12h20

Países do Brics se reúnem nesta semana em Brasília

Brics fomenta cooperação entre economias emergentes há 13 anos

Grupo ganhou força com crise econômica de 2008 e hoje tem banco

Wellton Máximo

O que nasceu como um apelido do mercado financeiro ganhou fôlego e virou um mecanismo de cooperação que reúne 3,1 bilhões de pessoas e equivale a 41% da população mundial. Junção das iniciais de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (em inglês), o Brics é formado pelas cinco principais economias emergentes do planeta e promove, nesta quarta (13) e quinta-feira (14), a 11º reunião de cúpula em Brasília.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em 2001, o economista britânico Jim O’Neill, então chefe de Pesquisas Econômicas Globais do banco de investimentos Goldman Sachs, cunhou o termo Bric (ainda sem a África do Sul) para simbolizar o crescimento de quatro economias em desenvolvimento. Segundo ele, ao longo do século 21, esses países passariam a dividir o poder econômico global com o G7, grupo das economias mais ricas do planeta.

O Bric, no entanto, só nasceu em 2006, quando os ministros de Relações Exteriores dos quatro países se encontraram em Nova York, num evento paralelo à Assembleia Geral das Nações Unidas. O grupo foi formalizado no primeiro encontro oficial de chefes de Estado, em junho de 2009, em Ecaterimburgo, na Rússia.

Na ocasião, os presidentes do Brasil, da Rússia, da Índia e da China concordaram em desenvolver um mecanismo de cooperação entre as quatro economias. Os governos se ajudariam mutuamente para melhorar a situação econômica global após a crise de 2008 e ampliar a participação de países emergentes em instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI).

17 de novembro: protestos miram impeachment de Gilmar

Tarciso Morais

Protestos foram convocados para o próximo domingo, 17 de novembro, com o impeachment de Gilmar sendo a principal pauta.

O impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes [foto], é a pauta principal de protestos convocados pelas redes sociais por movimentos alinhados à direita para o próximo domingo, dia 17 de novembro.


Entre os grupos que estão diretamente envolvidos na organização das manifestações estão: Movimento Conservador, Movimento Brasil Conservador e o Movimento Avança Brasil.

Em publicação no Twitter, neste domingo (10), o Movimento Conservador, antigo Direita São Paulo, afirmou que Gilmar “é só o primeiro” magistrado do STF a ser alvo de um pedido de impeachment pelo povo na rua.

Já o Movimento Avança Brasil criou um evento na rede social Facebook com espaço para as pessoas confirmarem presença em manifestações no dia 17.

Ainda na noite de ontem, em um comunicado divulgado no Twitter, o Movimento Brasil Conservador disse que “apoia e estará presente nas manifestações do dia 17”.

“Queremos — aliás, exigimos — o IMPEACHMENT do ministro Gilmar Mendes”, acrescentou o grupo.

Triste

Nelson Teixeira

Triste não é deixar de realizar ou não conseguir o que se deseja...

Triste é abandonar o barco por medo de navegar sem mesmo tentar remar…

Mesmo que o tempo mude e os ventos soprem na direção contrária, persista para vencer a si mesmo e a vitória conquista.

Triste é não termos força para enfrentar as dificuldades e pelo desânimo nos entregarmos aos fracassos da vida.

As dificuldades da vida devem, ao invés de nos jogar para baixo, nos levantar e combater os obstáculos apresentados.

A vida é dura para quem é mole e não quer correr atrás das intempéries da vida; sem batalhas e lutas.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 11-11-2019

Charada (1 110)

Qual a
banda de música
preferida
de Beatriz
e de Teles?

“Almoço com Passos Coelho” alavanca as visualizações da revista: 5 854!

O post “Um almoço com Pedro Passos Coelho”, de Alberto Gonçalves, com 4 010 visualizações, foi o responsável pelo número – inédito para um domingo – de 5 854 visualizações!


Isso comprova a popularidade de Pedro Passos Coelho e também, é claro, do autor Alberto Gonçalves.

Foram uns seis comentários anônimos, cinco a favor, um contrário. (Não entendo por que guardar o anonimato atrás desta declaração: “Um grande senhor! Faz muita falta!”)

Relacionados:

Bolsonaro fala sobre fraudes na Bolívia e renúncia de Evo Morales

Para presidente, voto impresso é sinal de clareza

Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro se pronunciou na noite deste domingo (10) a respeito da renúncia do então presidente boliviano Evo Morales. No fim da tarde de hoje Morales anunciou que deixaria o cargo e pediu a convocação de novas eleições.

Segundo a publicação de Bolsonaro nas redes sociais, a lição que fica para os brasileiros é a necessidade de votos que possam ser auditados. Para o presidente, o voto impresso “é sinal de clareza para o Brasil!”

O pronunciamento de Morales foi transmitido a partir da cidade de Cochabamba em meio à escalada dos protestos que se seguiram à eleição de 20 de outubro no país. Ao lado de Morales, o vice-presidente Alvaro García Linera também anunciou que deixa seu posto.

Imagem: Reuters/DR
“Queremos preservar a vida dos bolivianos”, disse Morales no pronunciamento. Ele disse que decidiu deixar o cargo “para que não continuem maltratando parentes de líderes sindicais, prejudicando a gente mais humilde. Estou renunciando e lamento muito esse golpe”.

domingo, 10 de novembro de 2019

Em meio a protestos, Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia

Felipe Pontes

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou hoje (10), em um pronunciamento transmitido a partir da cidade de Cochabamba, sua renúncia ao cargo, em meio à escalada dos protestos que se seguiram à eleição de 20 de outubro no país.

Ao lado de Morales, o vice-presidente Alvaro García Linera também anunciou que deixa seu posto.

“Queremos preservar a vida dos bolivianos”, disse Morales no pronunciamento. Ele disse que decidiu deixar o cargo “para que não continuem maltratando parentes de líderes sindicais, prejudicando a gente mais humilde. Estou renunciando e lamento muito esse golpe”.

Imagens de TV mostraram oposicionistas comemorando nas ruas de La Paz. A pressão sobre Morales aumentou depois que o comandante das Forças Armadas bolivianas, William Kaiman, sugeriu, na tarde deste domingo, que Morales renunciasse para permitir a “pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”.

Imagem: Reuters/DR
Mais cedo, Morales havia anunciado a realização de novas eleições e a substituição dos integrantes do Tribunal Superior Eleitoral boliviano, mas não conseguiu melhorar os ânimos dos adversários. Na ocasião, ele disse que sua “principal missão é proteger a vida, preservar a paz, a justiça social e a unidade de toda a comunidade boliviana”.

O anúncio da nova eleição foi feito depois de a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter divulgado um informe sobre uma auditoria do processo eleitoral, em que o órgão recomendou a realização de um novo pleito.

Antes da renúncia de Morales, a imprensa boliviana noticiou a realização neste domingo de diversos ataques a residências, incluindo casas de familiares de Morales, e a prédios públicos. No Twitter, o ainda presidente havia denunciado que “fascistas” tinham incendiado a casa dos governadores de Chuquisaca y Oruro, e também de sua irmã, Esther Morales, em Oruro. Emissoras de rádio e TV estatais, como a Bolívia TV, foram alvo de protestos.

[Sem rodeios] Sobre este blogue: menos charadas

Vanderlei dos Santos Rocha

Sou um apaixonado por poesias, não curto poesia moderna, essa qualquer NERD consegue fazer.

Nada contra as suas charadas, mas o festival delas fez desaparecerem os debates.

Debate-se pouco a história, as leis, a constituição, e ficam demasiados ensandecidos com as interpretações do STF. Não conseguem ver que quem faz leis absurdas é o congresso.

Não gosto das discussões inócuas sobre sexo, dos textos chulos cheios de meandros e palavras buscadas.

Não gosto de socialistas, comunistas e idealistas, todos são utópicos.

Não se apagam os escritos, os escritos são esquecidos, mas perenes.

Eu escrevi várias vezes que queria o ladrão de nove dedos solto, as murrugas dele apareceram já no primeiro dia. Hoje, ele mártir da esquerda, me relembra Prestes e Getúlio, acho que já debatemos sobre a história ser repetitiva.

A bem da verdade, seria ética, honesta e moralmente correto, mas, infelizmente, somente os imbecis fazem essa leitura.

Uns deputados quando colocam "tiririca" na comissão de educação estão sendo eticamente corretos com seus pares, desonestos com a comissão de educação e imorais.

A Ponte e a Fila
A HISTÓRIA DE UM FILHO DA PUTA HONESTO
Resumo:
O grau de honestidade, de certa forma, sempre foi tratado como um tabu. A esperança em encontrá-lo de forma satisfatória nas outras pessoas é o que fazem alguns não enterrá-lo dentro de si próprio de uma vez por todas. Ninguém quer ser vítima dos desonestos, mas, às vezes, fazem vítimas para os iguais.

Autor:
Sergio Sufi

Detalhes:
Em nossa contemporaneidade, mas no passado distante, Laura Santos, uma órfã abandonada no portão de um convento, ainda bebê recém-nascido, foi encontrada pela irmã Sofia, uma freira, que com a ajuda de outras irmãs a criou e a educou dentro dos princípios cristãos.

Brasil pode ser aliado de peso da Coreia do Sul, diz ex-embaixador

Para diplomata, Coreia do Sul precisa diminuir vulnerabilidades

José Romildo

Produtor relevante de grãos, de energia e de carne para o mercado internacional, o Brasil poderia se transformar em um aliado estratégico da Coreia do Sul, diminuindo dessa forma a dependência da nação coreana em relação ao Japão, à Rússia, aos Estados Unidos e à China. Essa é a tese que vem sendo defendida pelo diplomata Jeong Gwan Lee [foto], que foi embaixador da Coreia do Sul no Brasil de 2015 a 2018.

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil
Atualmente, Gwan Lee vive em Seul (capital da Coreia do Sul), onde dá aulas em universidades sobre relações internacionais, com foco em nações emergentes como, por exemplo, o Brasil. Na condição de ex-embaixador e acadêmico, ele propõe ideias relevantes sobre como a política de relações exteriores da Coreia do Sul pode levar o país a um melhor posicionamento geopolítico no mundo e, ao mesmo tempo, diminuir a sua vulnerabilidades.

Exemplo de decisão que aumentou a vulnerabilidade da indústria sul-coreana foi a iniciativa recente do Japão de retirar a Coreia do Sul da “lista branca” de países isentos de procedimentos para a aquisição de centenas de componentes tecnológicos japoneses considerados vitais para a fabricação de produtos de alta tecnologia coreanos. Isso irritou o governo sul-coreano, que fez dezenas de tentativas para um acordo com o Japão, sem resultados até agora.

O pesquisador aconselha ao próprio governo sul-coreano e às lideranças econômicas do país a terem cautela e a aumentar o leque de países que possam dar segurança ao país. Disse que, nesse aspecto, o Brasil pode ser um aliado que, por causa de sua importância em agronegócios, pode aumentar a segurança alimentar da Coreia do Sul.

A trilogia moral abjeta

O problema é o das elites bem-pensantes insistirem em aprisionar o sentido da vida vivida no presente numa fórmula discursiva do passado que substitui o racional pelo místico

Gabriel Mithá Ribeiro

Segundo Nietzsche, «mais vale fazer mal do que pensar abjetamente». É sempre o pensamento que está na gênese do mal que atenta contra a condição humana, das suas manifestações latentes às mais severas. Daí o filósofo ter transformado as preocupações morais na essência do seu pensamento.

Seria desafiante imaginar Nietzsche na atualidade, um tempo em que o abjeto moral, e o abjeto intelectual que dele deriva, tomaram conta de instituições de referência e fazem gala em se expor no espaço público.

Tais considerações resultam da leitura de um texto sintetizado num conjunto de interrogações.

O detalhe da autoria da frase e texto não é relevante, tendo em conta que os argumentos expostos constituem a síntese mais-que-perfeita do padrão mental de sociedades que se deixam guiar pela trilogia moral progressista, Colonialismo, Escravatura e Racismo. Trata-se do Cavalo de Troia do Ocidente apontado ao aniquilamento das réstias dos fundamentos do conservadorismo, em tempos simbolizado por Salazar na trilogia Deus, Pátria e Família.

Os grandes referentes morais que modelam as nossas mentes, ou meta referentes morais, aqueles dos quais derivam as trilogias em causa e demais valores que orientam o quotidiano dos indivíduos, resumem-se ao confronto entre a autorresponsabilidade e a vitimização, uma e outra fundadas em pressupostos históricos, culturais, identitários, sociais e geográficos distintos. Importa considerar uma das teses de Jordan Peterson, a que sublinha que as sociedades que descuram o absoluto moral estão condenadas à miséria e, a seu tempo, à dissolução.

Significa que quando somos confrontados com grandes referentes que orientam a ação humana cujos pressupostos, significados e consequências são antagônicos, só poderá existir um lado certo e é apenas esse que possui valor moral. O lado antagônico será necessariamente o lado do Mal. Ou seja, a orientação moral da ação humana não se guia pelo relativo.

[Sem rodeios] A Direita vencerá a Esquerda?

Vanderlei dos Santos Rocha

Desde que nascemos usamos as dualidades do universo para definir conceitos das afecções sentimentais.

Temer a deus e ao demônio?

Ser Grêmio ou Inter?

Ser destro ou sinistro?

Amar ou odiar?

Conservador ou Liberal?

Liberal político ou econômico?

Se eu fosse fazer a lista, seria imensa.

Fala-se que nós conservadores ainda vivemos nas saias dos antepassados. Eu me apelido de "OLD SCHOOL". Vão criticar-me por óbvio.

Acho sexo oral porco, nojento e nocivo à saúde.
Sexo anal é igual enfiar a mão no esgoto sem usar papel para limpar a bunda.

Não existe cu limpo, lavou, está sujo, aliás, o ânus tem a pele mais forte de nosso corpo.

Sou amante de sexo profilático, a única doença venérea que peguei em minha vida foi "chato".
Então os LBGT... XYZ são afecções sentimentais dos diferentes.
Imaginem um presidente que fazia sexo com cabras, pelo menos sabe-se por uma entrevista à revista PLAYBOY do passado.

O homem sempre foi promíscuo. Haja vista o império romano e sua horda de soldados homossexuais, que ainda escravizavam, torturavam e estupravam suas vítimas.

Che Guevara matava homossexuais como cachorros.

Negros escravizavam e estupravam negros na África, escravas negras grávidas tinham preços dobrados.

O bramanismo divide o povo hindu em castas. Gandhi era brâmane com um exército de párias a defendê-lo. Assim age o socialismo. A esquerda usa um exército de párias defendendo o comando de uma elite de corruptos.
Home