terça-feira, 1 de setembro de 2026

[Aparecido rasga o verbo] Os gestos simples dos que não falam

Aparecido Raimundo de Souza

EXISTE UM órgão flexível dentro de nossa boca conhecido como “língua”. Ela serve para auxiliar na mastigação dos alimentos, na deglutição, no paladar e o mais importante, no auxílio direto ao milagre da fala. Todavia, além desse órgão muscular e sensorial, existe uma outra língua, ou seja, aquela que não fala, mas diz tudo. É a língua dos que se comunicam, ou melhor dito, dos que falam, ou que dão o recado com as mãos, com os olhos, com o corpo inteiro e que, curiosamente, são muitas vezes os que mais escutam, os que mais sentem, os que mais dizem sem precisar abrir a boca ou berrar. E nós, simples expectadores que temos a fala fácil, bastando apenas abrimos a matraca e interagirmos, passamos a vida inteira reclamando de quem fala demais, de quem fala de menos, de quem não entende o que dizemos, bem ainda de quem não nos ouve direito.

Na verdade, reclamamos do silêncio, reclamamos do barulho, reclamamos até de nossa própria voz. E enquanto nos perdemos nessas queixas e lamentações, algazarras e vozearias, os que não falam absolutamente coisa alguma seguem se comunicando com uma clareza inverossímil que nos deveria dar, pelo menos, uma gota da mais pura e aclarada vergonha. Eu vejo nos interiores dos ônibus, nas praças, nas ruas, nos supermercados, nas filas dos cinemas, praticamente em todos os lugares, pessoas de todas as idades que falam com as mãos.  E o mais interessante e espantoso. Esses seres não interagem devagar, como se estivessem explicando o óbvio. Se comunicam rápidos e rasteiros, se contagiam cheios de vida, os dedos das mãos dançando no ar engenhosamente ao tempo em que seus rostos iluminados por uma vitalidade ímpar nos embriagam com uma impressão maviosa, como se cada gesto carregasse um mundo inteiro de histórias sem fim.

E as pessoas que as ouvem (ou melhor dito, às que as veem) também respondem assim, e entre eles não ha ruídos, não procrastina o mal-entendido, não cria vida a confusão desordenada e martirizante que a gente faz quando falamos demais e dizemos de menos. Do meu lado, outro dia, no metrô paulista, um homem reclamava ao celular: “Não, não é isso! Você nunca me entende!”. E o sujeito tagarelava, e grulhava, e quanto mais cacarejava, mais distante parecia o outro, do lado oposto da linha de ser compreendido. E ali, a poucos passos, num banco próximo de mim, um casal de namorados sem palavras se entendiam e se completavam perfeitamente numa harmonia inebriante que encantava os olhos. Os gestos dos que não falam, quero crer, são mais sinceros e espontâneos, talvez, porque esses seres divinizados não tenham como esconder o que sentem atrás de frases inventadas e acaloradas ou rebuscadas de palavras bonitas.

[Livros & Leituras] Regresso a Luanda

Tiago Rebelo, Edições ASA, Alfragide, Portugal, 1ª edição: abril de 2026, 288 páginas.

Martim Davies é um ex-comando do Exército português desesperado por concluir um negócio que lhe permita regressar a Portugal para reconstruir uma vida que só lhe trouxe desaires.

Clô é uma mulher com um passado arrasador, que só se sente feliz quando sobrevoa as paisagens de tirar o fôlego da savana angolana aos comandos do seu Cessna Grand Caravan.

O destino junta-os quando uma transação de diamantes corre mal e se vêm perseguidos por Moshe Berman, um milionário israelita psicopata que não hesita em usar todos os recursos ao seu alcance para remover qualquer obstáculo do seu caminho.

Martim e Clô sabem que mais um dia de vida é algo que depende de tomarem a iniciativa para contrariar um destino fatal.

Dos musseques de Luanda à vila mineira de Cafunfo, no Norte de Angola, passando pelas deslumbrantes quedas de água de Calandula, Regresso a Luanda é uma incrível jornada que revela todos os segredos do negócio sangrento dos diamantes africanos em Angola, na República Centro Africana e na República Democrática do Congo, onde políticos, generais e gangues de rua se confrontam pelas pedras preciosas que acabam à venda nas luxuosas ourivesarias de Antuérpia, Nova Iorque ou Dubai. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

“Uma profissão muito pobre, porque não é uma profissão que dá orgulho”

Acredite se quiser, ele atacou os garis em mais uma frase preconceituosa

Rogerio Pires

Quatro e meia da manhã na Tijuca. O caminhão entra na rua ainda no escuro, e um homem salta da traseira antes mesmo de ele parar. Levanta um saco de trinta quilos, joga na caçamba, corre atrás do veículo, repete. Faz isso centenas de vezes por turno. Quando você abre a janela e vê a calçada limpa, ele já está a três quarteirões dali.

Esse homem tem nome, tem crachá, tem filho matriculado na escola. E no sábado ele ouviu do presidente da República que o trabalho dele é “uma coisa pobre de quem não pode estudar”.

A frase foi dita em Belo Horizonte, no ato nacional Mulheres com Lula, na Serraria Souza Pinto. Assisti ao vídeo mais de uma vez porque não queria acreditar que fosse corte editado. Não era. As palavras estão lá, na sequência, sem tesoura: “Eu, quando eu passo na rua e eu vejo aquelas pessoas que trabalham colhendo lixo, é uma profissão muito pobre, porque não é uma profissão que dá orgulho [falar que é] ‘Eu sou lixeiro’. O cara tem orgulho de falar, ‘eu sou engenheiro’, ‘eu sou médico’. Mas lixeiro é uma coisa pobre de quem não pode estudar.”

Depois ele tentou emendar. Disse que o pobre é tratado como invisível, que ninguém enxerga o gari até a semana em que o lixo não é recolhido. É verdade. Só que quem tinha acabado de chamar a profissão de coisa pobre era ele.

O detalhe que torna tudo pior

Ninguém na política brasileira transformou a própria escolaridade em credencial como Lula transformou. A biografia inteira é essa: o retirante que não passou do primário, que fez curso no Senai, que virou torneiro mecânico e perdeu um dedo na prensa antes dos vinte anos. Foi assim que ele se vendeu ao país por quatro décadas. O homem que não precisou de diploma para chegar ao Planalto.

Léo Jardim destaca evolução e revela diferencial de Pedro Emanuel no Vasco

Léo Jardim destaca o trabalho de Pedro Emanuel no Vasco da Gama e comenta a disputa do Clube em três competições na temporada

França Fernandes

O Vasco ganhou um respiro na luta contra o rebaixamento ao vencer o Cruzeiro por 3 a 1, neste sábado (29), em São Januário, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após o resultado, Léo Jardim destacou o trabalho de Pedro Emanuel e a organização apresentada pelo Cruzmaltino desde a chegada do técnico português.

Foto: Matheus Lima/Vasco

– Ele (Pedro Emanuel) e a comissão toda têm conseguido passar as informações de maneira clara. Passam tudo para quem vai começar e para quem não vai começar. Todo mundo tem o mesmo nível de informação. Nós precisamos de todo mundo, estamos em três competições. Ele consegue encontrar o equilíbrio bom na cobrança, passa confiança para os jogadores. Estávamos em um momento difícil, a chegada dele foi importante para nós. Acho que é por aí. Taticamente ele consegue passar informações claras, nós temos uma identidade e um plano de jogo – afirmou Léo Jardim.

O goleiro também ressaltou a evolução coletiva do Time de São Januário. Para Jardim, a melhora não acontece apenas no sistema defensivo, uma das principais áreas trabalhadas por Pedro Emanuel, mas também na organização com a bola e na definição das funções de cada jogador.

– É um trabalho coletivo. É bem positivo realmente, a gente consegue ver a melhora, mas não só da parte defensiva. Temos uma identidade estabelecida e um plano de jogo definido. Isso agrega. Com a bola e sem a bola nós temos claro o que precisamos fazer. Isso é importante porque ficamos perto de ganhar os jogos – declarou.

Não há economia que resista... 2

Enquanto mais nomes vistosos engrossam a lista das empresas em recuperação judicial, o governo segue gastando dinheiro a rodo e agravando a situação da economia

Nuno Vasconcellos

Se uma grande empresa, com anos de atividade, entra em crise e recorre à Justiça para se recuperar, a culpa quase sempre é da administração. Se duas empresas igualmente poderosas recorrem à Justiça em busca de socorro, pode ser apenas uma coincidência. Se, no entanto, mais de seis mil empresas, muitas delas com anos de tradição e capacidade comprovada de superar crises, jogam a toalha e pedem recuperação judicial mais ou menos ao mesmo tempo, a culpa não é delas, e sim da hostilidade do ambiente em que atuam.

Essa reflexão é necessária diante dos casos que vêm se acumulando na economia brasileira — como, aliás, foi mostrado aqui na semana passada. Entre os milhares de CNPJs que neste momento se encontram em recuperação judicial ou extrajudicial há marcas consolidadas e negócios que eram sólidos — mas que chegaram ao limite do endividamento e recorreram aos mecanismos que a lei prevê para renegociar as dívidas e tentar se manter de pé.

O caso mais recente é o do Grupo Gennius, controlador das redes de fast food Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill. Com dívidas de R$ 265 milhões, o grupo entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira, 24 de agosto. A crise do Habib’s é atribuída aos efeitos da pandemia, à mudança dos hábitos de consumo e, sobretudo, aos juros indecentes que vêm empurrando a economia brasileira para o buraco.

CRISE DE SOLVÊNCIA

Não se trata de uma empresinha de fundo de quintal. O processo abrange 178 empresas, entre holdings, franqueadoras e unidades operacionais. O Gennius informa ter atualmente mais de 600 unidades e mais de 10 mil colaboradores. O faturamento estimado é de mais ou menos R$ 3,5 bilhões.

Perto de um faturamento como esse, a dívida declarada, de R$ 265 milhões, parece modesta. Nada disso. Uma empresa pode faturar bilhões e, no final do mês, não ter como pagar suas obrigações. Quando o custo financeiro cresce e o crédito encolhe, a dificuldade de acesso ao financiamento se torna uma armadilha — e uma dificuldade conjuntural pode evoluir para uma crise de solvência.

Who’d Expect To Gain More From A Serious Escalation: NATO Or Russia?

Andrew Korybko 

The question of which side would expect to gain more from a serious escalation can be answered by understanding exactly what it is that each wants from the other and how they’ve thus far behaved

Politico and other sources reported that CIA chief John Ratcliffe’s unannounced trip to Russia was primarily to warn it against testing NATO’s resolve through unspecified kinetic actions against the Baltic States, while this response here argued that it’s actually NATO that might soon test Russia’s resolve. The question of which side would expect to gain more from a serious escalation can be answered by understanding exactly what it is that each wants from the other and how they’ve thus far behaved.

NATO and Russia have curtailed their maximalist rhetoric about the Ukrainian Conflict by respectively no longer fantasizing about restoring Ukraine’s pre-2014 borders and nowadays mostly only focusing on obtaining full control over the rest of Donbass instead of demilitarizing and denazifying Ukraine. This is due to the far-reaching consequences that their protracted proxy war has had for each of them, but which are beyond the scope of this analysis to detail, thus hypothetically setting the stage for a deal.

The insight above led to Putin meeting with Trump in Anchorage and then truly believing that Trump agreed to coerce Zelensky into withdrawing from Donbass in exchange for Putin declaring a ceasefire so long as Trump provided at least some partial sanctions relief as a reward. Trump reneged on that deal for the reasons explained here, but Putin still remains committed to their meeting’s “spirit”. This suggests that Trump wants to make Putin pay a high price for Donbass while Donbass is now all that Putin wants.

[Sétima Arte] A arte de matar/The Big Sleep

The Big Sleep (Portugal; O sono derradeiro/Brasil: A arte de matar) é a segunda versão cinematográfica do romance policial de mesmo nome, de autoria de Raymond Chandler. O filme foi produzido pela Incorporated Television Company (ITC) e dirigido por Michael Winner e estreou no dia 13 de março de 1978, em Nova Iorque. 

Sinopse

A ação se passa em Londres, ao contrário do livro, onde a ação se passa na Califórnia. O filme trata de assuntos que não haviam sido tratados na versão de 1946, como homossexualidade, pornografia e nudez.

O General Sternwood (James Stewart) contrata o detetive particular durão Philip Marlowe para investigar quem o está chantageando.

A investigação de Marlowe sobre o pornógrafo homossexual Arthur Geiger é uma trilha repleta de caracteres suspeitos, muitos dos quais misteriosamente morrem.

No caso, Marlowe descobre a verdade sobre as filhas do General, Charlotte (Sarah Miles) e Carmilla Sternwood (Candy Clark). Richard Boone é o capanga mal-encarado. 

domingo, 30 de agosto de 2026

[Discos pedidos] Bee Gees – One Night Only 1997 (Show Completo)

One Night Only é o 2º álbum ao vivo oficial da carreira dos Bee Gees. Vendeu até hoje cerca de 6 milhões de cópias, sem contar todas as vezes que foi copiado e/ou reproduzido ilegalmente. 

Grande sucesso no Reino Unido, Alemanha e América Latina. Teve dois lançamentos. Um em 1998, em edição simples. Outro em 1999, com um disco bônus, contendo as faixas que não saíram em 1998.

O show fez parte da turnê One Night Only, e foi gravado em Las Vegas, no hotel MGM Grand Las Vegas, em 14 de novembro de 1997.

Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] Pequeno tratado sem fins comerciais para o que hoje conhecemos como ‘fuga’

Carina Bratt

SEMPRE ALIMENTEI dentro de mim a ideia ou melhor, sempre pensei que fugir de alguma coisa, era correr para longe. Cruzar fronteiras, pegar uma estrada ao acaso sem olhar para trás. Deixar na poeira a cidade onde a vida toda morei, as pessoas que orbitavam ao meu redor, e onde tenho, de forma imutável, ou imudável, o meu cotidiano.

Achava que sumir e deixar na poeira do retrovisor das desilusões e sentir dentro da alma cansada o alívio dos desgostos e das frustrações, se fazia o certo. Imaginava que ao agir dessa forma, havia me livrado de tudo o que apertava o pescoço do meu santo protetor de forma contundente. Achava, ainda, que a fuga estava no movimento, na velocidade, no chão cheio de buracos e que ao virar as costas, tudo, sem tirar nem pôr, desapareceria sob os meus pés.

Hoje já bem mais madura chacoalhada, as ideias diferenciadas de alguns anos atrás, cheguei à conclusão de que fugir pode ser também uma espécie meio abestalhada de ficar parada, estática, feito uma múmia paralitica. Fugir não é só tapar os ouvidos, é fechar os olhos quando alguém fala demais. É olhar pela janela do nosso cotidiano enquanto a vida acontece aqui, do lado de dentro, e eu, por motivos os mais diversos, por me achar divorciada, do lado de fora, ou muito longe, sem ter saído do lugar, me quedaria tranquila.

Ledo engano! Fugir é um ato tresloucado de sorrir sem ouvir, concordar sem entender, estar presente sem estar lá de verdade, ao vivo e a cores A fuga mais silenciosa é aquela que a gente faz e cria como um ser vivo dentro de nós mesmos, e ninguém percebe que em algum momento, num ‘vapt sem vupt’, nós, de alguma maneira, fomos embora.

Euzinha já fugi de amores enrolados, de paixões que doíam demais, de conversas fora de esquadro que me consumiam, de medos tétricos e insanos, que cresciam maiores do que eu mesma poderia imaginar. Já debandei várias vezes, nem sei quantas, de mim mesma, mergulhei num labirinto quando o que eu via não me agradava. Nessa aventura sem começo, meio e fim, sumi do mapa correndo para caminhos que pareciam leves.

sábado, 29 de agosto de 2026

Guerra Russo-Ucraniana: um conflito que dificilmente será decidido no campo de batalha

Francisco Henriques da Silva

Em agosto de 2026, o mapa da Ucrânia transmite uma sensação enganadora de imobilidade. As linhas da frente parecem relativamente cristalizadas e as alterações territoriais são, em termos comparativos, marginais. Mas, sob essa aparente paralisia, a natureza do conflito está a mudar profundamente. A guerra de movimento deu lugar a uma guerra de atrição, na qual a capacidade de resistência industrial, económica, demográfica e institucional passou a ser tão importante — ou mais — do que a conquista de território. É esta realidade que deverá determinar o curso de 2027.

É essencial, neste contexto, distinguir entre capacidade de resistência e capacidade de vitória. A primeira significa dispor dos recursos necessários para evitar o colapso e continuar a combater; a segunda pressupõe reunir uma massa de manobra suficiente para infligir ao adversário uma derrota militar capaz de produzir uma capitulação política. Ora, tudo indica que nenhum dos contendores dispõe atualmente dos meios necessários para alcançar uma vitória militar decisiva. A guerra transformou-se, assim, numa equação de exaustão, em que o problema fundamental deixou de ser saber quem conquista mais território e passou a ser saber quem consegue suportar durante mais tempo o custo humano, económico e material do conflito.

A Rússia parte de uma posição aparentemente mais favorável. Possui uma população muito superior à ucraniana, uma base industrial de defesa considerável e capacidade para canalizar uma parcela muito elevada dos seus recursos económicos para o esforço de guerra. Beneficia ainda do apoio, direto ou indireto, de países como a China, o Irão e a Coreia do Norte. Mas também Moscovo começa a confrontar-se com a inexorável lei dos rendimentos decrescentes. A estratégia de evitar uma mobilização geral, politicamente arriscada, tem levado o Kremlin a recorrer cada vez mais ao recrutamento de voluntários mediante incentivos financeiros extremamente elevados, enquanto procura preservar a normalidade nas grandes cidades.

Flávio na sabatina da Globo: não temos um candidato, temos a melhor esperança


Ricardo Érik dos Santos

Alerta de texto longo.

Porque sempre gosto de mostrar coisas profundas, plantar sementes, te convidar a refletir. Sair de clichês, implodir pensamentos viciados, acender uma lanterna militar no canto escuro. Eu poderia pontuar cabalmente a entrevista: também daria razão ao título desta postagem.

Flávio Nantes Bolsonaro não se mostrou apenas preparado, estratégico e bem-intencionado: Se mostrou MADURO. Deixando claro que nosso momento político (tenso), passa por um divisor de águas, através de um movimento iniciado por seu pai. E tentarei explicar como, TECNICAMENTE, ele será MELHOR do que o velho Jair.

Entretanto, eu não queria falar o óbvio para quem viu ou sentiu o que vi e senti, afinal, o bolsonarista que viu ou não viu, votará nele da mesma forma. E não somente pelo termo "menos pior": é mostrar como a régua de Flávio – reflexo direto da excelente criação de sua família – é absurdamente mais alta. O completo e exato oposto de um psicopata manipulador. Assisti estupefato e satisfeito, um homem de bem e maduro, constrangendo seus inquisidores com elegância, firmeza e sem nenhuma preocupação em "lacrar". Porque seu foco é o BRASIL, não um projeto pessoal de poder.

Eu disse ontem que a Globo ia levantar bolas para Flávio fazer gols. Mas não esperava que fosse de forma amistosa (e não foi mesmo). Dizem as más línguas que André Esteves ficou "pê da vida" por não ter sido chamado para o mais importante evento de um candidato com a nata financeira que comanda o Brasil há séculos; e canalizou essa revolta, instruindo seus dois cachorrinhos César TRALHA e Renata "Vai-com-selo" (de militante) a atacar o F-22. Tomou no "Cury". Duas vezes.

Por isso peço vossa vênia e paciência para narrar dois fatos: um, usando meu exemplo pessoal, outro, um conhecido filme. Rapidinho. E garanto que tudo vai se conectar.

Quando eu entrei no Hotel Municipal, foi como porteiro, em 1998, depois de quatro meses parado, vindo de cinco promoções na sede da Antarctica, então uma das maiores empresas do país. Tive que me adaptar a uma empresa minúscula, com salário bem menor, pois não dava mais para "escolher" empregos. É o que um país mal administrado faz com trabalhadores de bons currículos.

28-8-2026: Oeste sem filtro – Fotos desmentem declarações de Lula sobre Roberta Luchsinger + Diretor da PF diz que não há interferência política nas investigações (tá ok, conta outra!)

O clima esquentou em Brasília e na economia!

No programa de hoje, analisamos a polêmica participação de Lula na Globo, onde o presidente atacou a Lava Jato, relembrou o "PowerPoint", falou sobre Marcola e chamou a lobista Roberta Luchsinger de "pilantra".

Enquanto isso, o TSE marca julgamento crucial contra Bolsonaro por uso de IA, e os bastidores do poder fervem com reuniões de pacificação entre o Governo e a Polícia Federal.

No cenário econômico, o alerta vermelho está aceso: especialistas apontam erros básicos do governo na condução do país, alertam para o risco real de recessão e detalham como a dívida pública compromete o PIB.

E mais: novidades sobre a taxa das blusinhas, o incidente com o avião de Donald Trump e a volta de Aécio Neves às urnas. 

[Versos de través] Carta a Telémaco









Manuel Cândido Pimentel

Dormes, porventura, ausente de cuidados,
longe do destino comum dos mortais, amando nausícaa.
Feneceu na haste a mais bela das romãs, para sempre
se perdeu o útero que te gerou, ó nobre telémaco.
Nesse dia abriu-se o céu e abriu-se a terra, monstros choveu o ar
e todos os corações foram revolvidos, não sobrou quem na casa tua
não chorasse a partida de tua mãe e rasgasse as próprias vestes…
miserando Ulisses em negócios com caronte almejando vê-la
naquela outra margem de onde se não volta.
Teu pai é hoje um cisne perdido num imenso lago sem fronteiras.
Que os deuses te sejam favoráveis,
ó nobre telémaco.

Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 7-2-2024 

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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

[Aparecido rasga o verbo] Esses outros “medos” que me perseguem

Aparecido Raimundo de Souza

DECIDIDAMENTE, cheguei à cruel e insólita conclusão que eles não têm rosto, não têm voz. Não têm forma humana definidamente conhecida. Apesar disso, estão sempre aqui, colado ao meu lado, caminhando comigo, ombro a ombro, como pulgas num cachorro adoentado, como um câncer raro estropiando um corpo saudável, ou dito de forma mais clara, tipo uma sombra espúria e negra, que o sol, por mais bonito que seja, nunca consegue afastar por completo. Chegam, esses “Medos malévolos”, como sempre, de mansinho, sem dar sinais de presença. Não batem na porta, não tocam a campainha, e sem que eu queira, se instalam no meu peito na raça, se desfraldam como hóspedes indesejados que nunca pensam em ir embora.

Há em mim um outro “Medo”, ou melhor, um “Medo paralelo” com o semblante ameno, sociável, cortês, hospitaleiro, e lhano, me mostrando que eu não fui suficiente. Ou dito de outra forma, de não ter sido capaz o bastante. Mas me acolhe. Me abraça, me aquece. Não é o mesmo “Medo” de ter chegado até aqui e, no fim, me descobrir incapaz ou inapto ou pior, o de me pegar “abestalhadamente” beócio e atônito, pelo fato de que durante toda a minha vida errônea não fiz o bastante, não amei o suficiente, ou que não vivi em nenhum momento vendo a vida por uma visão mais amena e cálida. Apesar disso, esse “Medo bom”, me bota pra cima, me enaltece e me acalma. Me tranquiliza.

Esse meu “Medo bom” e acessível, aparece quando o silêncio se alonga, quando olho para trás e vejo caminhos diferenciados que não tomei, palavras adocicadas que não disse, abraços que não troquei com as pessoas que faziam parte ativa do meu “eu” diário.  Nessas horas amargas e difíceis, esses “Outros Medos” os fétidos e devassos, caem matando, enquanto o meu “Medo bom” e sublime me chama a atenção o tempo todo: 

— Aparecido, tenha calma. Acredite, olhe para cima. Pense em Deus. Sua paz chegará o mais rápido que possa imaginar...

Os outros “Medos”, os desafortunados da sorte aproveitam esse meu estado de fraqueza com incidência emocional para aquele buraco maior e mais complexo notadamente o de perder realmente quem verdadeiramente dentro do meu coração eu amo. De um dia à frente, acordar e perceber que alguém partiu, que a presença dos que faziam parte do meu cotidiano virou lembrança, que o som da voz dessas criaturas se calou para sempre. Esse é o mais silencioso e o mais doloroso dos meus “outros medos”. Eles se escondem atrás de cada despedida, se engrandecem em cada noite que cai, criam uma espécie de vida paralela a cada vez que o telefone demora a tocar.

Carta Aberta a Volker Türk

Exmo. Senhor Alto-Comissário Volker Türk

Confesso a minha perplexidade ao ler a carta que enviou ao Presidente da Assembleia da República portuguesa, na qual apela à retirada ou revisão dos projetos de lei do PSD, Chega e CDS-PP sobre identidade de género. A missiva, que surge na sequência de uma queixa apresentada por dirigentes do Bloco de Esquerda, sugere um profundo desconhecimento ou desatualização relativamente à evolução desta matéria à escala mundial. Com isto em mente e com o devido respeito pelas funções que exerce, permito-me refutar os seus argumentos com clareza:

A soberania democrática portuguesa não está em causa.

Portugal é um Estado de Direito democrático. As leis sobre o registo civil e a proteção de menores são da competência exclusiva da Assembleia da República, legitimamente eleita pelos portugueses. Uma queixa de uma força política da oposição — cuja representação parlamentar foi expressivamente reduzida pelo eleitorado nas últimas eleições, precisamente pelo seu papel de pendor ideológico na imposição da agenda de afirmação de género — não converte uma recomendação internacional numa imposição legal. O Parlamento português debate, em especialidade, a reintrodução da avaliação médica e a proibição de intervenções médicas irreversíveis em menores. Tal não constitui uma “violação de obrigações internacionais”; trata-se do exercício legítimo da soberania e do estrito dever de proteger as crianças.  

A Convenção sobre os Direitos da Criança exige proteção, não experimentação.

O superior interesse da criança (artigo 3.º da Convenção) e o direito a ser protegida de práticas prejudiciais à sua saúde física e mental devem prevalecer sobre qualquer discurso de “autodeterminação” de um menor. Os bloqueadores da puberdade e as hormonas de afirmação de género (cross-sex) em adolescentes não são tratamentos comprovadamente seguros nem reversíveis. São intervenções que interferem no desenvolvimento biológico normal, acarretando riscos documentados de:

Infertilidade permanente ou severamente comprometida (sobretudo quando os bloqueadores são iniciados em fases precoces da puberdade e seguidos de hormonas);
Redução da densidade óssea e risco acrescido de osteoporose precoce;
Impactos ainda insuficientemente estudados no desenvolvimento cerebral e na função sexual adulta;
Efeito de “lock-in” (aprisionamento) quase total: a esmagadora maioria dos jovens que inicia o uso de bloqueadores progride para as hormonas de afirmação de género.  

Sobre a sua afirmação relativa a uma “proibição absoluta”.

Legisladores de Massachusetts lançam programa DEI que dá prioridade a Muçulmanos no recrutamento de funcionários públicos

Paulo Hasse Paixão 

Uma proposta legislativa no Massachusetts estabelece uma comissão exclusivamente islâmica que dá prioridade à contratação de muçulmanos para cargos no governo estadual, levantando preocupações sobre o favoritismo religioso e a igualdade de tratamento perante a lei 

Os legisladores de Massachusetts estão a avançar com um projeto-lei para criar uma comissão permanente composta exclusivamente por muçulmanos que daria prioridade à contratação de fieis de Maomé para cargos no governo estadual.

A comissão procura recomendar muçulmanos para serem nomeados para cargos no governo estadual de forma a abordar uma série de alegados problemas, que vão desde a economia à saúde. O painel de 11 pessoas, composto exclusivamente por muçulmanos, seria nomeado pela governadora democrata Maura Healey.

O senador estadual democrata Jamie Eldridge, do Partido Democrata [foto], autor do projeto, afirmou: 

“Massachusetts sempre se orgulhou de ser líder em igualdade e direitos civis, um legado que este projeto de lei amplia”. 

De acordo com o projeto-lei, a comissão irá

“identificar e recomendar muçulmanos americanos qualificados para cargos de nomeação em todos os níveis de governo, incluindo conselhos e comissões, conforme a comissão considerar necessário e apropriado”.

Presidente do STF, Edson Fachin, concede palanque a Janja da Silva


Fachin recebeu Janja pra falar sobre feminicídio. A imprensa disse que ela compareceu na qualidade de "coordenadora do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio". 

Fui conferir. O comitê foi instituído pelo Decreto 12.839/26. O artigo 3º diz que ele será composto por quatro representantes de cada poder. 

Especificamente quanto ao Executivo Federal, diz no art. 3º, §4º que ele será representado pelos titulares das seguintes pastas:

1) Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, que coordenará o Comitê Interinstitucional de Gestão;

2) Casa Civil;

3) Ministério das Mulheres;

4) Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

Se Janja foi recebida na qualidade de coordenadora, presumir-se-ia que ela estivesse exercendo algum cargo em uma das pastas acima. 

Passarelas de Duque de Caxias ganham bloqueadores pera impedir a passagem de motos

Patricia Lima

Para garantir mais segurança aos usuários das passarelas da cidade, a Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, instalou 30 bloqueadores físicos, em formato de “curral”, nas rampas de acesso de 15 passarelas. A medida visa restringir a circulação irregular de motocicletas. 

Os equipamentos foram instalados segundo os distritos mais desrespeitados. No Primeiro Distrito, oito passarelas receberam as contenções. Outras quatro foram instalados no Segundo Distrito, e três no Terceiro.

A Prefeitura destaca que os bloqueadores inviabilizam a passagem de motos, mas cadeirantes conseguem circular pelas passarelas de forma hábil. A circulação de pedestres também não sofre comprometimento algum.

Além de assegurar a segurança dos pedestres, as instalações também contribuem para a segurança pública, já que algumas passarelas do município são usadas como rotas de fuga após a prática de crimes. A restrição física dificulta a ação de bandidos motorizados, fortalecendo a proteção da população e o ordenamento urbano.

Sobre a medida, o prefeito Netinho Reis (MDB) destaca: “A passarela é um espaço destinado ao pedestre e precisa ser respeitada. Estamos adotando medidas concretas para proteger a população, principalmente quem precisa atravessar essas vias diariamente”, afirma ele, acrescentado que, com a medida, a administração municipal pretende fazer os espaços públicos da cidade mais seguros:

Conhecidos os adversários na Liga dos Campeões

FC Porto vai defrontar Man City, Liverpool, PSV, Real Betis, Napoli, Feyenoord, Slavia Praha e LASK na fase de liga 

Manchester City (casa), Liverpool FC (fora), PSV Eindhoven (casa), Real Betis Balompié (fora), SSC Napoli (casa), Feyenoord (fora), SK Slavia Praha (casa) e LASK (fora) serão os adversários do FC Porto na fase de liga da Liga dos Campeões 2026/27, ditou o sorteio realizado esta quinta-feira no Fórum Grimaldi, em Monte Carlo.

A fase de liga da principal prova de clubes europeia arranca a 8 de setembro e termina a 27 de janeiroA ordem, as datas e os horários das oitos jornadas serão divulgados pela UEFA no sábado, 29 de agosto.

Os oito primeiros classificados da fase de liga avançam diretamente para a fase a eliminar, enquanto os clubes que terminem entre o 9.º e o 24.º lugar disputam o play-off de apuramento para os oitavos de final. Os restantes 12 ficam fora das competições europeias.

Informações a reter sobre o sorteio

Porque às vezes a vi0lênc1@ é a melhor resposta

Título e Vídeo: Vitor Grando, Facebook 28-8-2026, 1h45

27-8-2026: Oeste sem filtro – Messias chama redes sociais de “safaris digitais” + PF adia depoimento de Vorcaro por “questão técnica” + “Eu penso que o Fachin tem a faca e o queijo na mão, só não tem a espinha dorsal”

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25-8-2026: Oeste sem filtro – As manobras de Gilmar e Dino contra Mendonça + Tarcísio nega interferência em investigação do filme Dark Horse 
Fábio Pagnozzi entra no condomínio de Lulinha em Madrid