segunda-feira, 12 de outubro de 2026

[Sétima Arte] O Meninão

You're Never Too Young (no Brasil, O Meninão) é um filme de comédia de 1955 dirigido por Norman Taurog e protagonizado pela dupla Martin e Lewis. 

Um barbeiro se vê obrigado a se fingir de criança para escapar de um bandido que o persegue. Ele acaba indo parar em uma escola só de moças, onde cai nas boas graças de uma professora. Mas gradativamente o namorado dela vai descobrindo a verdade.

***

🎬 O Meninão: A comédia esquisitona e encantadora de Martin & Lewis 😄👦✨

O Meninão (original You’re Never Too Young, 1955) é um daqueles filmes que parecem uma ameixa azeda que vira doce: começa com humor tolo e acaba deixando um sorriso largo no rosto. É uma comédia semi-musical dirigida por Norman Taurog e estrelada pela lendária dupla Dean Martin e Jerry Lewis, com Diana Lynn e o durão Raymond Burr no elenco.

Jerry Lewis vive Wilbur Hoolick, um assistente de barbeiro atrapalhado que, por um tropeço do destino, acaba com um diamante valioso no bolso sem saber, e também sendo caçado por um bandido determinado. Para escapar e pagar menos passagem num trem, ele se veste como menino de cerca de 11 ou 12 anos — um disfarce que dá origem às situações mais malucas do filme.

Aqui entra Dean Martin como Bob Miles, o noivo da professora Nancy (Diana Lynn) e colega de Wilbur, assumindo um papel que mistura charme, música e paciência — especialmente quando precisa lidar com as trapalhadas infantis que o “menino” Wilbur causa por onde passa. Dean canta, sorri e contrabalança a loucura física de Lewis com aquele jeito suave e carismático que era sua marca registrada.

Rosário: a oração que atravessou guerras e ganhou nova força em Fátima


Sérgio Carvalho

Há uma oração que atravessa séculos, acompanha famílias e aproxima acontecimentos tão diferentes como uma batalha naval no Mediterrâneo e as aparições a três crianças numa aldeia portuguesa. O Rosário une a memória de Lepanto à mensagem de Fátima: em ambos os momentos, a Igreja encontrou na intercessão de Maria uma razão de confiança diante das inquietações da história. 

Uma oração enraizada no Evangelho.

A devoção a Nossa Senhora do Rosário está profundamente ligada à tradição dominicana. A narrativa piedosa que associa a entrega do Rosário a São Domingos de Gusmão exprime essa ligação, embora deva ser distinguida da história documental da formação desta oração. Na sua essência, o Rosário reúne a repetição da saudação a Maria e a meditação dos mistérios da vida de Jesus, tornando a contemplação do Evangelho acessível à oração quotidiana. 

Lepanto e a origem da celebração.

A data de 7 de outubro ficou associada a esta devoção por causa da batalha de Lepanto, travada em 1571. A frota da Liga Santa enfrentou e venceu a armada otomana. Num contexto de confronto político, territorial e religioso, o Papa Pio V tinha convocado os cristãos à oração do Rosário, pedindo a proteção de Nossa Senhora. A vitória foi interpretada pelo pontífice como uma graça alcançada pela sua intercessão.

Em 1572, Pio V instituiu a festa de Santa Maria da Vitória. O seu sucessor, Gregório XIII, associou a celebração ao título de Nossa Senhora do Rosário. A memória litúrgica, celebrada a 7 de outubro, conservou assim a ligação entre aquele acontecimento e a oração que o acompanhara. 

“Ana Elisa precisa conhecer um pouco mais de história, sob o risco de repeti-la”

Marcelo Guterman

Ana Elisa, a nova deputada federal da nova geração petista, gravou vídeo nas redes sociais com uma sacada genial, nunca dantes pensada: Hitler não tomou o poder assim, do nada. Ele antes chegou ao poder por meios constitucionais, e só depois é que usou o poder do Estado para instaurar uma ditadura. 

Ana Elisa, então, ensina a lição: quem não sabe a história, corre o risco de repeti-la. Profundo. 

Mas vamos ajudar Ana Elisa com mais alguns exemplos da história, para evitarmos repeti-la.

A dupla Chavez/Maduro também chegou ao poder por meios constitucionais, e depois usaram o Estado para instaurar uma ditadura.

Daniel Ortega, na Nicarágua, também se elegeu constitucionalmente, para depois usar os instrumentos do Estado para instaurar uma ditadura.

In What Scenario Might Mobilization Occur In Russia & How Might The EU Respond?

Andrew Korybko 

Mobilization would most likely only be declared to exploit an impending breakthrough across the front, but the EU is expected to spin any such move as an impending Russian attack in order to advance its elite’s goals

The Telegraph recently claimed that Putin is preparing a “stealth mobilization” whereby administrative preparations are allegedly being made in the event that he decides to declare mobilization. The essence of these rumors isn’t new, and Putin responded to them in early September by saying that “There is no such scenario as of today that would require a mobilisation. This is an information attack on behalf of the enemy on the eve of the elections to the State Duma in an attempt to influence their results.”

Both parts of his statement are true, but it can’t be ruled out that circumstances might change, in which case it’s worthwhile analyzing the scenario in which mobilization might occur and how the EU might respond. “Russia’s Locomotive Strike Campaign Threatens To Cripple Ukraine’s Military Logistics” if carried out systematically from now through the coming winter and paired with equally systematic strikes against its gas stations, ports, power plants, and other infrastructure.

If Russian military planners come to believe that this might lead to their long-awaited breakthrough across the front, then they might advise Putin to at least do what he did four years ago by declaring the partial mobilization of experienced reservists for exploiting any such breakthrough. The goal would be to apply more military force at this strategically advantageous moment for coercing Ukraine into complying with all of Russia’s demands, or at least as many as possible, for ending the conflict in a Russian victory.

A conta da gasolina chega depois da eleição

Quem vai pagar e o que acontece com o preço quando o benefício acabar?

Rogerio Pires 

Sexta-feira, 9 de outubro, meio-dia e pouco. Dois ministros de Lula sobem ao púlpito em Brasília e anunciam que a gasolina ficará sem nenhum tributo federal. A desoneração por litro passa de R$ 0,63 para R$ 0,89, o PIS/Cofins e a Cide vão a zero, e a conta é de R$ 5,2 bilhões. O segundo turno é dia 25. Faltavam 15 dias. 

Vamos aos números que o próprio governo apresentou. Segundo o Poder360, o ministro Bruno Moretti, do Planejamento, informou que gasolina e etanol custarão R$ 3,6 bilhões em 30 dias. O etanol hidratado ganha uma subvenção maior, de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro. E nasce uma subvenção nova de R$ 1,40 por litro para o diesel importado, cerca de R$ 1,6 bilhão no período. Somando tudo, R$ 5,2 bilhões. 

A justificativa oficial veio da boca de Dario Durigan, da Fazenda: proteger a renda das famílias dos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o petróleo. É um argumento que merece ser levado a sério. Combustível caro pesa no bolso de todo mundo, do motorista de aplicativo à dona de casa que vê o feijão subir porque o frete subiu. 

Mas a pergunta que fica no ar é outra: por que agora? A guerra no Oriente Médio não começou na quinta-feira. O petróleo não ficou caro de repente na semana do segundo turno. Ainda assim, o alívio chega quando faltam pouco mais de duas semanas para o eleitor decidir quem governa o país pelos próximos quatro anos. Isso não prova nada sozinho, e cada um tira sua conclusão. Mas o calendário está aí, à vista de todos. 

Pense num síndico que passa três anos sem consertar o elevador e, na véspera da assembleia que vai decidir se ele continua no cargo, aparece com pedreiro, tinta e promessa de obra. O morador agradece a tinta. Só que ele também pergunta quem vai pagar a conta e o que acontece depois da assembleia. É exatamente essa pergunta que o governo precisa responder. 

[Sétima Arte] O templo da perdição

Indiana Jones and the Temple of Doom (no Brasil: Indiana Jones e o Templo da Perdição; em Portugal: Indiana Jones e o Templo Perdido é um filme de ação e aventura de 1984, dirigido por Steven Spielberg, com roteiro de George Lucas, Willard Huyck e Gloria Katz. 

Em 1935, o professor, arqueólogo e aventureiro Indiana Jones (Harrison Ford) tem uma nova missão: resgatar as pedras roubadas por um feiticeiro e libertar crianças escravizadas. Para tanto, enfrenta os poderes mágicos e o fanatismo de um culto que sacrifica seres humanos.

***

Indiana Jones e o Templo da Perdição é normalmente considerado o pior da trilogia original do personagem, ainda que raramente taxado como ruim. Essa rotulagem é compreensível, pois, sem dúvida alguma, trata-se do mais diferente dos três filmes, com uma pegada mais sombria e uma estrutura narrativa que se mantém inspirada nos pulps dos anos 30 e 40, mas que adiciona camadas “bondianas” à obra. E, talvez justamente por ser o diferente no meio de iguais, a obra consiga surpreender e, pelo menos para mim, manter-se em pé de igualdade com as outras.

Mal comparando, Templo da Perdição está para Os Caçadores da Arca Perdida assim como O Império Contra-Ataca está para Uma Nova Esperança e, convenhamos, seguir o sucesso do filme original com apenas mais do mesmo é um desperdício de talento e de possibilidades cinematográficas. Seus criadores, George Lucas e Steven Spielberg, estavam passando por momentos pessoais ruins, cada um lidando com separações e isso, segundo eles, contribuiu para o tom mais sombrio que permeia todo o filme que, sem dúvida, é mais carregado de momentos violentos e de temáticas duras, notadamente a escravidão infantil, o que acaba resultando em uma película única que mantém a aventura frenética do primeiro filme e adiciona esses aspectos menos, digamos, saborosos, mas que são muito bem inseridos no roteiro, fluindo facilmente.

domingo, 11 de outubro de 2026

118 900 visitas! 🫶

 

Será o fim do centrão?

Quanto mais críticas recebe, mais a elite brasileira apoia a esquerda. Nesse cenário, a polarização e a classe média transformam Flávio em favorito para o segundo turno


Nuno Vasconcellos

Caso o eleitor brasileiro se oriente nas eleições dos próximos anos pelos mesmos princípios que guiaram seu voto no domingo passado, pode-se dizer que o Centrão se tornou um organismo político em vias de extinção. Isso mesmo! A raposada que, nos últimos tempos, vem usando o centro político como uma espécie de esconderijo, desenvolveu um tipo de disfarce que permite a seus integrantes se integrarem sem dificuldades ao governo do momento, nas ocasiões em que isso lhes convém. O mesmo disfarce facilita que se transformem em oposicionistas aguerridos nos momentos em que o governo (qualquer governo) se desgasta.

A capacidade de ir de um lado para o outro sem prestar contas a ninguém deu a esse grupo um poder descomunal nos últimos governos. Só que, agora, a força do grupo parece estar escorrendo ralo abaixo. Por decisão soberana do eleitor, o Centrão saiu das eleições de 4 de outubro muito mais fraco do que entrou — e o enfraquecimento do grupo é consequência do mesmo ingrediente que o fez chegar ao tamanho que alcançou nos últimos anos.

O nome do ingrediente é polarização. Durante os últimos anos, a disputa permanente entre a esquerda petista e a direita bolsonarista a partir de um ambiente parlamentar fragmentado inviabilizou a construção de qualquer consenso político. Isso permitiu que o Centrão funcionasse como o fiel da balança e tivesse a desenvoltura necessária para ir e voltar de um lado para o outro, sempre oferecendo apoio no Congresso em troca de ministérios e de nacos cada vez mais gordos do orçamento federal.

Profecia ou ameaça? 🤔

Fico com a segunda hipótese. E você?

Título, Imagem e Texto: João Luiz Mauad, X, 10-10-2026, 21h14  

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Vasco tropeça e desperdiça chance de se distanciar do Z4

Vasco da Gama sente os desfalques, produz menos no ataque e para na boa organização defensiva do Remo em São Januário


Altair Alves

A ótima fase do Vasco teve um freio na noite deste sábado, em São Januário. O time carioca não conseguiu superar o virtual rebaixado Remo e ficou no 0x0 diante de seu torcedor. Apesar de não se apresentar de forma desorganizada e desinteressada, o nível de desempenho dos donos da casa não foi o mesmo da maioria dos últimos jogos. A produção ofensiva esteve abaixo do ideal.

O time com algumas mexidas, a ausência de Bruno Duarte, e a lesão de Colídio no início do 2º tempo, certamente têm grande parcela de responsabilidade no cenário. Mas o Remo também merece destaque pelo bom trabalho defensivo, além da coragem para ser agudo com a bola em diferentes momentos da partida. Levou perigo em alguns ataques na etapa final. 

Escalações

Pedro Emanuel não teve o zagueiro Cuesta e o atacante Bruno Duarte. Saldívia foi mantido na defesa e David começou no ataque. Paulo Henrique, Cuiabano e Sosa iniciaram no banco, provavelmente preservados para o jogo de terça, contra o Boca Juniors. Puma Rodriguez, Lucas Piton e Jair foram titulares.

Em seu terceiro jogo no comando do Remo, Thiago Carpini seguiu sem poder contar com o zagueiro Tchamba, mas teve o retorno de Zé Welison, que atuou mais como defensor do que como volante. Picco foi para o banco. Zé Ivaldo foi mantido no time. Eduardo Melo ganhou chance como centroavante e Gabriel Taliari começou pelo lado esquerdo do ataque.

O jogo

Regularidade para encontrar as combinações e criar com frequência diante de uma fechada defesa adversária. Esse foi o principal problema do 1º tempo do Vasco. O time da casa teve mais a bola, trocou passes dentro do campo do Remo, mas produziu menos que o esperado para merecer abrir o placar.

[As danações de Carina] Vazia de mim mesma tentando me achar no que ‘ainda não me descobri’

Carina Bratt

HOJE PELA manhã, assim que acordei, menos de vinte minutos atrás, pulei da cama meio que correndo. Antes mesmo de ir ao banheiro fazer xixi, lavar o rosto e escovar os dentes, e antes ainda de tirar a calcinha e a blusinha com as quais passei a noite e vestir o habitual de sempre para enfrentar mais um dia, resolvi (não sei por qual cargas d’água) ou melhor dito, me ative a olhar no espelho do meu roupeiro. Foi exatamente nesse momento, que tudo aconteceu. Calma, gente. Tudo o quê? Eu não me vi. Não é que o reflexo não estivesse lá. Estava, com os mesmos olhos, os mesmos traços, os mesmos cabelos compridos que já conheço de tanto tempo cobrindo a minha cabeça. Mas dentro... ou melhor, por dentro de mim havia um silêncio tão grande que doía.
Fernand Toussaint
Um ‘silêncio-espaço’ amplo, limpo, brilhante, mas vazio, oco, tipo assim, sem vida. Como uma casa de onde se levaram todos os móveis, onde já não há risos, nem lembranças, nem calor, apenas um amontoado de ecos retumbantes, que respondem quando falo. De dentro do meu ‘eu’ interior, sinto que me esvaziei aos poucos, me desinchei, e o fiz sem perceber. Dei um pedaço meu aqui, outro ali, outro mais acolá. Dei meu tempo, minha paciência, meu carinho, minha atenção. Dei tanto, mas tanto de mim para preencher os vazios dos outros, os desabitados, os desentulhados que, quando me virei, o meu próprio ‘por dentro’ estava extenuado. E o pior: não sei ao certo em qual momento isso aconteceu. Foi nas noites em que dormi chorando pela perda de meu Papito Francisco? Acho que sim...

Nos dias em que sorri por fora enquanto o meu oculto profundo desmoronava? Não tenho a certeza da resposta certa. Em face disso, fico assim, no ‘e agora, no quem sabe!’. Entretanto, nas vezes em que me coloquei por derradeira, me quedo apavorada, pensando meditando profundamente: em meio a tudo isso, euzinha estava sendo uma boa pessoa? Agora estou aqui, olhando para dentro de mim, vasculhando, prescrutando, cada canto, cada reentrância, cada desvão e encontro apenas um silêncio imenso. Não é raiva, não é tristeza é menos que isso. É como se eu por inteira, tivesse saído de férias de mim mesma, ido para Campos do Jordão ou Floripa, ou dado uma rasante como um drone descontrolado para a minha querida e amada Curitiba, a cidadezinha inesquecível onde vim ao mundo em primeiro de maio de 1989. Como se eu fosse apenas uma sombra escura, (não negra), uma deformidade imperfeita, obumbrada, que anda, fala, cumpre tarefas, mas já não sente. 

Onde é? Qual o nome? 😉

sábado, 10 de outubro de 2026

“Lavagem cerebral: a propaganda totalitária, que foi utilizada pelo comunismo, nazismo e fascismo no passado. O petismo utiliza essa mesmíssima técnica”

Tatiane Melchior Stefanello Hodson

É triste ver que depois de tudo que o Brasil passou nos últimos anos, ainda existam pessoas que votam no Lula por conta das narrativas e fake news petistas de anos atrás.

Confesso que estou numa bolha fora do círculo esquerdista propositalmente. Meus amigos fanáticos petistas de anos atrás hoje são ex-amigos, pois não dá para aguentar tanta baboseira de quem apoia o comunismo.

Mas sei que muitos eleitores de Lula votam nele porque odeiam o Bolsonaro, e justificam o voto porque acreditam que "Bolsonaro fala muita m*", " Bolsonaro é misógino e fala mal das mulheres", "Bolsonaro foi um genocida e negacionista durante a pandemia, e por isso muita gente morreu".

Esse ódio visceral a Jair não tem base nos fatos, mas é fruto da narrativa petista.

Acho que Lula conseguiu renascer das cinzas porque a lavagem cerebral da esquerda foi muito ampla e bem-sucedida. Conseguiram fazer o nome Bolsonaro ser odiado por motivos pífios, ou inexistentes, e assim alavancar um cadáver eleitoreiro como contrapartida ao "monstruoso miliciano".

Isso demonstra a força das narrativas programadas.

Felizmente, nem todo eleitor da esquerda é um comunista convicto e militante fanático. Essa raça existe e é perigosa.

Mas grande parte dos eleitores de Lula são apenas vítimas de um processo psicológico que pode ser descrito como uma lavagem cerebral: a propaganda totalitária, que foi utilizada pelo comunismo, nazismo e fascismo no passado. O petismo utiliza essas mesmíssimas técnicas.

Esse processo realizado pela esquerda, consegue martelar na mente do eleitor os eventos insignificantes e as mentiras descaradas sobre Bolsonaro, alimentando essas narrativas por anos a fio. A lavagem cerebral também consegue cegar o eleitor em relação às ações criminosas de Lula, apagando os eventos significativos do consciente de suas vítimas, colocando um véu sobre a realidade. Mesmo que a pessoa veja a realidade com seus próprios olhos, ela não consegue discernir o certo do errado, a mentira da verdade.

Duas cidades, instituições e as eleições de 2026

Gastão Reis

Daron Acemoglu e James A. Robinson, em seu livro “As Origens do Poder, da Prosperidade e da Pobreza” (2012), apresentam o caso de duas cidades com o mesmo nome: Nogales. A peculiaridade é que uma delas fica no estado do Arizona, nos EUA, e a outra em Sonora, no México, separadas apenas por uma cerca que delimita a fronteira entre os dois países. Do ponto de vista demográfico, os habitantes de ambas as cidades compartilham a mesma origem étnica e racial latino-americana. Contudo, há uma diferença fundamental em termos de renda real per capita: na Nogales americana, ela é o triplo da registrada na homônima mexicana.

O objetivo dos autores é demonstrar a importância central da qualidade das instituições para explicar o desempenho socioeconômico de longo prazo — uma premissa que, obviamente, se aplica a nações inteiras e a seus respectivos aparatos político-institucionais. No caso dessas duas cidades, as assimetrias são brutais. Naquela localizada nos EUA, os serviços de telefonia, água, esgoto, saúde e segurança pública funcionam com eficiência, moldando um ambiente socioeconômico amplamente favorável aos negócios e aos investimentos. A contraparte mexicana representa o exato oposto desse cenário. 

Para isolar as causas desse fenômeno, os autores recorreram ao célebre pressuposto do ceteris paribus — expressão cara aos economistas que significa "mantidas constantes todas as demais variáveis". Ao analisar o cenário sob essa ótica, a variável político-institucional salta aos olhos: o diferencial reside em como são geridas as regras do jogo e a administração pública. Argumentos de cunho racial ou cultural, historicamente instrumentalizados para tentar justificar o desenvolvimento de uns e o atraso de outros, perdem sustentação jurídica e empírica, visto que a população local de ambas as cidades pertence à mesma etnia.

Na Nogales americana, há um elemento crucial de previsibilidade em relação ao futuro, livre de solavancos ou fatores que destruam a estabilidade política necessária para o desenvolvimento sustentado. O respeito e a devida aplicação do dinheiro público são pilares básicos, voltados para o benefício coletivo e não para o privilégio de grupos de interesse. Os efeitos de longo prazo dessa estabilidade tornam-se evidentes na contabilidade da renda real per capita.

Feriadão de Nossa Senhora Aparecida será de calor e pancadas de chuva

Temperaturas devem chegar aos 37°C no fim de semana, mas temporais podem se formar a partir da tarde e noite

Manuella Viegas 

Foto: Reginaldo Pimenta/Agência O Dia

O feriadão de Nossa Senhora Aparecida e também Dia das Crianças será marcado por altas temperaturas e pancadas de chuva na Cidade Maravilhosa, segundo o Sistema Alerta Rio. Embora o fim de semana seja de sol durante boa parte dos dias, a data do feriado em si poderá ter chuva fraca a qualquer momento. Confira a previsão do tempo.

O sábado (10) será marcado pelo calor intenso, com temperaturas que podem chegar a 37°C. Devido a isto, áreas de instabilidades vão influenciar o tempo na cidade, causando pancadas de chuva moderada no período da noite, podendo vir acompanhadas de raios e rajadas de vento moderado a forte.

A partir de domingo (11), áreas de instabilidade associadas a uma região de baixa pressão no oceano em conjunto com o lento deslocamento de uma frente fria passam a reger o tempo na cidade. Apesar de entrar em declínio, as temperaturas ainda ultrapassam os 30°C, com máxima de 32°C e mínima de 21°C. Há previsão de chuva isolada durante a tarde e noite.

Na segunda-feira (12), quando é comemorado o Dia de Nossa Senhora Aparecida e o Dia das Crianças, as temperaturas se estabilizam, mas se mantêm elevadas, com máxima de 30°C e mínima de 21°C. O céu deve ficar parcialmente nublado a nublado e chuva fraca a moderada pode cair de forma isolada a qualquer momento.

A previsão se repete para a terça-feira (13), que terá chuva fraca a moderada isolada a qualquer momento do dia. A temperatura, porém, volta a entrar em elevação, com máxima de 33°C e mínima de 21°C.

Feriado terá programação especial no Rio

Além do Dia das Crianças, a data é marcada pela homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Nesta segunda-feira (12), diferentes partes do Rio receberão uma programação especial. O cardeal Orani João Tempesta, arcebispo metropolitano, presidirá celebrações em três pontos da cidade.

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[Versos de través] Ainda que mal

Carlos Drummond de Andrade 

Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas; 
ainda que mal te entenda, 
ainda que mal repitas; 
ainda que mal insista, 
ainda que mal desculpes; 
ainda que mal me exprima, 
ainda que mal me julgues; 
ainda que mal me mostre, 
ainda que mal me vejas; 
ainda que mal te encare, 
ainda que mal te furtes; 
ainda que mal te siga, 
ainda que mal te voltes; 
ainda que mal te ame, 
ainda que mal o saibas; 
ainda que mal te agarre, 
ainda que mal te mates; 
ainda assim te pergunto 
e me queimando em teu seio, 
me salvo e me dano: amor. 

Carlos Drummond de Andrade 

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As sem razões do amor 
Para Sempre 
O Tempo Passa? Não Passa 
Se 
Nunca mais

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Não se vá!

A OESTE está no ar!

As diferenças entre os Estados onde Flávio Bolsonaro e Lula tiveram mais votos no 1º turno estão entre os destaques desta edição


As feições do presidente Lula e de seus aliados durante o discurso depois do 1º turno das eleições são o retrato perfeito do resultado das urnas neste 4 de outubro. A cara fechada de Fernando Haddad, o olhar desolado de Geraldo Alckmin, o cenho franzido de Guilherme Boulos, o semblante abatido de Edinho Silva e o bico de Janja deixam claro que não havia nada a comemorar. 


Dos 21 governadores eleitos no primeiro turno, a oposição emplacou 12. Sete a mais que o PT e seus aliados. Na Câmara, só o PL conquistou 121 das 513 cadeiras. Somando os partidos assumidamente de direita àqueles que já declararam apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno, o total chega a 286 deputados — 55% da Casa.

No Senado, os conservadores conquistaram 33 das 54 vagas em disputa. Ou seja: em 2027, 49 dos 81 senadores estarão vinculados a partidos de direita. A reportagem de capa desta edição, assinada por Cristyan Costa, Matheus Santos e Sarah Peres, mostra que, fortalecida no Congresso e nos governos estaduais, a direita ganha poder para seguir adiante com reformas estruturais e abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. “Quando os resultados das eleições foram computados, ficou evidente a repulsa do eleitor pela coalizão PT-Oligarquias-Juristocratas”, resume Roberto Motta.

Os nomes escolhidos pela maioria do eleitorado também comprovam uma mudança geracional na política brasileira. Gleisi Hoffmann, Renan Calheiros, José Dirceu, Marina Silva, Haddad, Rui Falcão e Randolfe Rodrigues, entre outros, saem de cena e abrem espaço para campeões de voto, como Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato, Eduarda Campopiano e Lucas Polese. 

Augusto Nunes conta quem são os demitidos pelo povo neste ano. Vanessa Araújo, Rachel Díaz e Tauany Cattan explicam por que a jovialidade dessa nova geração não se limita à idade. Está também nos métodos usados por esses políticos para se comunicarem com os eleitores e transformarem a presença digital em votos. Como disse Nikolas em resposta a uma provocação de Janja, que o chamou de “piá de bosta” durante um evento de campanha, “nunca subestime um piá”.

Quem é Fernanda Louback, futura vice-governadora do RJ

Vereadora de Niterói, ela é católica, conservadora e mãe atípica de duas meninas

Quintino Gomes Freire

A vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL) [foto]está prestes a se tornar a nova vice-governadora do Rio de Janeiro. Escolhida para compor a chapa de Douglas Ruas (PL), ela deve chegar ao Palácio Guanabara após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) e permitiu que Ruas ultrapassasse 50% dos votos válidos no primeiro turno. A confirmação oficial ainda depende da retotalização pelo TRE-RJ, prevista para sábado (10).

Eleita vereadora em 2024, Fernanda Louback está em seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Niterói. Católica, conservadora e mãe atípica de duas meninas, fez das políticas para pessoas com deficiência, especialmente crianças com autismo e suas famílias, uma das principais bandeiras de sua atuação política.

Fernanda preside a Comissão da Pessoa com Deficiência da Câmara de Niterói. Entre suas prioridades estão a inclusão, a acessibilidade e o atendimento às famílias de pessoas com deficiência e pacientes com doenças raras. Sua atuação também envolve a defesa de valores conservadores, da família e das liberdades individuais.

De empresária em Icaraí à política

Antes de conquistar uma cadeira na Câmara, Fernanda trabalhou como empresária. Foi proprietária de uma loja de joias e semijoias na Rua Moreira César, uma das principais vias comerciais de Icaraí, na Zona Sul de Niterói.

O negócio, que levava seu nome, acabou fechando depois de enfrentar dificuldades provocadas por uma obra da Prefeitura de Niterói. Segundo o relato da própria vereadora, as intervenções realizadas em 2015 prejudicaram o acesso ao estabelecimento e comprometeram o movimento de clientes.

Fernanda atribui à experiência parte de sua decisão de entrar para a política. Ela passou a defender maior planejamento das obras públicas e atenção aos impactos das intervenções municipais sobre comerciantes e moradores.

Octavio Guedes, GloboNews, março de 2026: "Flávio não tem estatura nenhuma"

O PT faliu a Varig


A Varig, que era a maior empresa de aviação do Brasil, quebrou em 2006. E o PT de Lula, que estava no poder nessa época, foi o grande responsável pela sua falência. Quem afirma isso é Paulo Antony, comandante da Varig por mais de 20 anos e que até hoje luta na Justiça para ter seus direitos trabalhistas pagos. Antony lembra que a empresa começou a ter problemas em 2002, quando os petistas procuraram o então presidente da companhia, Ozires Silva, para que contribuísse para a campanha de Lula à presidência. Ozires deu um sonoro não. Depois disso, o então presidente do PT, José Dirceu, disse que se o PT fosse eleito, a Varig passaria a pão e água. E foi isso o que aconteceu.

Boicote
Com uma dívida de R$ 8 bilhões, o governo vetou socorro do BNDES, enquanto concedia generosos empréstimos para Cuba e Venezuela.

Além disso, Dirceu obrigou a Infraero a espremer a Varig e proibiu que a BR Distribuidora desse crédito para a companhia abastecer suas aeronaves. A prioridade era ajudar a TAM e a GOL, de amigos petistas.

Desemprego
O advogado Roberto Teixeira, amigo de Lula, também ajudou a quebrar a empresa. Na crise, foi vendida por US$ 24 milhões para o grupo do chinês Larchan e, com a ajuda de Teixeira, revendida meses depois à GOL por US$ 275 milhões.

Teixeira ganhou US$ 5 milhões.

Pior: 15 mil trabalhadores ficaram na rua, segundo o advogado Mellilo Diniz.

Título e Texto: Revista ISTOÉ, 10-5-2029, 9h30

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