sábado, 4 de abril de 2026

[Versos de través] O sonho de Ulisses

Alexandra Barreiros

Pelos caminhos brancos de Ítaca 
Naveguei em pleno mar, em pleno vento 
Pelas ondas escuras da memória, 
atravessadas de luar
E se tentei, em vão, ultrapassar o tempo,
Não foi para me salvar da morte
Foi para guardar Ítaca em mim, para sempre.

Mas coisa que procurei fixar
Queimaram-me por dentro
Como uma febre, ou uma ausência,
um cansaço imenso de pensar.
E Ítaca tornou-se aos poucos
a visão longínqua e transparente
de um homem louco.

Ao cântico das sereias abandonei-me,
Inteiro, até à loucura.
E assim voguei,
de desespero e amargura
até à extrema fronteira do sonho
E no mundo brilhante e puro que ali reencontrei,
a Odisseia foi a história
que a mim próprio contei.

Alexandra Barreiros

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Túnel 
Poemas aos homens do nosso tempo 
Porque há desejo em mim 
Passeio 
Aquela

sexta-feira, 3 de abril de 2026

As “Noélias” do nosso tempo: entre o direito a morrer e o dever de cuidar

Cristina Miranda 

A história de Noélia não é apenas uma história sobre eutanásia. É, antes de tudo, uma história sobre sofrimento – e sobre aquilo que acontece quando esse sofrimento não encontra resposta suficiente.

É por isso que este caso nos obriga a ir além das posições fáceis. Não se trata apenas de ser “a favor” ou “contra”. Trata-se de olhar com honestidade para uma pergunta mais difícil: estamos, enquanto sociedade, a fazer tudo o que está ao nosso alcance para evitar que alguém chegue a esse ponto?

Para compreender verdadeiramente o que aconteceu, é essencial olhar para a sequência de acontecimentos que marcaram a sua vida: Noélia, filha de uma família espanhola disfuncional e com problemas financeiros, foi retirada do seio familiar e institucionalizada. Na instituição estatal que a acolheu, foi vítima de agressões sexuais coletivas graves, repetidamente – um dos traumas psicológicos mais devastadores conhecidos. Após esses episódios, entrou num estado de sofrimento profundo, que culminou numa tentativa de suicídio – atirando-se de um edifício. Sobreviveu, mas ficou com lesões irreversíveis e passando a depender de terceiros para quase tudo. A partir daí, viveu com dor física crónica, limitações severas, sofrimento psicológico persistente. Ao longo do tempo, esse sofrimento não desapareceu. Pelo contrário, tornou-se estrutural na sua vida. Após um longo processo de reflexão e avaliação médica e legal, decidiu pedir a eutanásia, decisão que foi analisada por vários profissionais, contestada judicialmente pelo próprio pai e confirmada pelos tribunais. Morreu após um processo legal que durou cerca de 600 dias.

A ciência é clara em vários pontos: a violência sexual pode deixar marcas profundas e duradouras. O risco de depressão e suicídio é muito elevado. O sofrimento não é apenas físico – é também psicológico, existencial e social.

Lula quer colocar mais um fiel escudeiro no Supremo

😁😄😆

Leandro Ruschel

Pra quem não lembra, Jorge Messias ficou conhecido como "Bessias", o menino de recados de Dilma que foi levar o termo de posse ao Lula para impedir uma possível prisão dele, no auge da Lava Jato, em 2016.

Ironicamente, a indicação de Lula como ministro de Dilma foi anulada por Gilmar Mendes, por desvio de finalidade. À época, a Lava Jato ainda não havia batido à porta do Supremo e do próprio Gilmar, e o ministro era um entusiasta da operação. 

Depois da descondenação de Lula e sua alçada à presidência, o Descondenado levou "Bessias" para a AGU, para consolidar a blindagem do establishment. 

Na AGU, uma das primeiras medidas do sujeito foi criar uma estrovenga chamada "Procuradoria Nacional da Defesa da Democracia", na prática mais um aparelho petista para censurar e perseguir adversários políticos. 

Sempre que possível, "Bessias" se alinhou ao estado de exceção vigente, não apenas defendendo todo o autoritarismo do Supremo, como participando ativamente das ações persecutórias. 

Vale lembrar: quando os Twitter Files Brasil expuseram a campanha de censura secreta de Alexandre de Moraes e do TSE, revelando como a Justiça pressionava o Twitter para censurar perfis e entregar dados privados de cidadãos brasileiros, "Bessias" reagiu em 20 dias. 

[Aparecido rasga o verbo] A Eterna Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau

Aparecido Raimundo de Souza

A BELA E ESFUZIANTE Chapeuzinho Vermelho não anda mais pela floresta com uma cestinha, mas sim pela cidade grande com uma mochila cheia de entregas. Desde que a sua avó ficou debilitada, em face do avanço da idade, passou a se locomover com mais lentidão. A simpática idosa, coisa de um ano, se mudou com a Chapeuzinho Vermelho. Ambas agora moram num duplex na Avenida Atlântica, perto da antiga e extinta TV Rio, num edifício com vista eterna para o mar. Chapeuzinho Vermelho se transformou em uma linda jovem. Em dias de hoje, a encantadora trabalha com aplicativos de delivery. O Lobo Mau, apesar de não ser o mesmo dos tempos de outrora, quando vivia na floresta, perturbando a paz e o sossego da pobre menina inocente e da avó dela, não mudou de vida, nem de hábitos.

Seguiu aprontando das suas. Virou um Lobo Mal mil vezes mais endiabrado com espírito de hacker e, como em tempos de outrora, o malandro se especializou em engendrar as artes mais escabrosas. Dias atrás, invadiu o celular da Chapeuzinho Vermelho para roubar dados e encomendas. A vovó, por sua vez, apesar de não se locomover livremente pelas redes sociais, se atualizou. Nesse tom, a longeva se fez super conectada. Segundo ela, seus conhecimentos “internéticos, dão para os gastos”. A senhorinha tem smart home, assiste lives, se diverte com o BBB e usa óculos de realidade virtual. No caminho até a asa da avó, a Chapeuzinho Vermelho enfrenta os trânsitos tresloucados da Siqueira Campos, da Barata Ribeiro e da Nossa Senhora de Copacabana, bem ainda se livra de drones de entrega e até de “Fake News” espalhadas pelo Lobo Mau, tudo para enceguecer os moradores.

Porém, a Chapeuzinho Vermelho é diferente da versão antiga. Ela não é ingênua: usa senha forte, autenticação em dois fatores e conta com a ajuda de amigos que monitoram tudo ao vivo e a cores pelas redes sociais. No final, o Lobo Mau criado pelo francês Charles Perrault acaba desmascarado em uma live e a vovó, coisa de um mês, virou “influencer de segurança digital”. Nessa segunda feira, logo pela manhã, Chapeuzinho Vermelho caminhava pela Siqueira Campos, logo depois de ter deixado a Ladeira dos Tabajaras com a sua mochila de entregas. O celular vibrava sem parar com notificações do aplicativo. De repente, uma mensagem estranha apareceu na tela. Era o Lobo Mau (via chat):
— Olá, Chapeuzinho Vermelho… clique neste link e ganhe um cupom de desconto exclusivo!

Chapeuzinho Vermelho, muito séria a arisca, deu o troco:
— Ah, sei… você acha que eu não percebo? Isso é phishing, seu trapaceiro.

Lobo Mau:
— Ora, ora… você está mais arisca e esperta do que eu imaginava. Mas não vai escapar: já estou tentando invadir seu Wi-Fi.

2-4-2026: Oeste sem filtro – Toffoli exposto: ministro voou em jato ligado a Vorcaro + Surpresa! Lula fica ao lado do Irã

📌 ASSUNTOS DE HOJE:

• Trump anuncia fim da guerra e diz que regime do Irã foi aniquilado.

• Lula acusa os EUA de mentirem para atacar o Irã e rebate Trump sobre o Pix.

• Crise institucional? Lula critica senadores e a busca por maioria.

• Bastidores do STF: OAB aciona Moraes por dados de Wassef, a polêmica dos voos de Toffoli e o novo escritório de Barroso.

• Governo em foco: Os gastos do cartão corporativo em 2026 e a lupa do TCU sobre Janja na Sapucaí.

• Saúde de Bolsonaro: Michelle traz atualizações sobre o ex-presidente. 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Copacabana já é o Brasil de amanhã

Copacabana já revela sinais claros do envelhecimento da população brasileira, com convivência entre gerações, estrutura urbana densa e rotina adaptada à longevidade. Em artigo, Carla Cabral analisa como o bairro da Zona Sul do Rio antecipa mudanças que devem marcar o país nos próximos anos

Foto: Alexandre Macieira/Riotur
Quem caminha pela orla de Copacabana talvez não perceba, mas está diante de um retrato bastante fiel do país que estamos nos tornando. 

Ali, diferentes tempos de vida se misturam com naturalidade: há quem caminhe com autonomia e ritmo, quem se exercite ao ar livre, quem apenas observe o movimento; há idosos acompanhados por cuidadores, em passos mais lentos, e outros completamente independentes, donos da sua própria rotina. Ao mesmo tempo, o calçadão é ocupado por carrinhos de bebê, crianças correndo, jovens conectados, adultos atravessando o dia com pressa ou trabalhando. Essa convivência intergeracional não chama atenção, porque ela simplesmente acontece como parte da paisagem. 

Essa cena cotidiana ajuda a dar forma a uma mudança mais ampla, que vem sendo registrada há alguns anos pelo IBGE. O Brasil passa por um processo consistente de envelhecimento populacional. Por conta da redução de nascimentos e da melhoria da qualidade de vida e dos recursos de saúde, a base da pirâmide etária se estreita e as faixas mais altas crescem em ritmo acelerado, alterando de maneira estrutural a composição da sociedade. Até 2030, projeta-se que a população 60+ será maior que jovens até 14 anos. 

⚠️ Rendição total: Valdemar Costa Neto entrega a direita no altar do STF! 💣

Diego Muguet

O "cacique" do maior partido de oposição do Brasil finalmente tirou a máscara de combatente para revelar o rosto do Consórcio. Enquanto a base direitista enfrenta o peso da "mão pesada" do Judiciário, Valdemar Costa Neto [foto] admite, com uma calma perturbadora, que o jogo dele é outro: o da sobrevivência e da amizade com o sistema. 

A anatomia da traição em 3 atos: 

1 O ACORDÃO EXPOSTO: Valdemar confessa "boa relação" com Gilmar Mendes e "respeito" por Fachin. Para ele, o STF tem "bons ministros". Para você, o resto é silêncio e censura. 

2️ ULPABILIZAÇÃO DA VÍTIMA: Num malabarismo retórico vergonhoso, ele afirma que Bolsonaro "deu força" para Alexandre de Moraes crescer. Ou seja: a culpa do arbítrio não é de quem assina a canetada, mas de quem (segundo ele) não soube "jogar o jogo". 

3️ A BANDEIRA BRANCA: Valdemar é explícito ao dizer que não ataca mais o Supremo para "não arrumar problema para o nosso pessoal". O partido não é mais um instrumento de ideais, mas um escudo para a própria elite política. 

Isso não é estratégia, é estelionato eleitoral. Valdemar não lidera uma oposição; ele gerencia uma rendição controlada. O "Teatro das Tesouras" nunca foi tão nítido: as pontas fingem que cortam, mas o eixo permanece o mesmo. 

Torcida do Vasco elege vilão em empate contra o Coritiba

Vasco da Gama empatou com o Coritiba, fora de casa, sofrendo o gol já nos acréscimos da partida válida pelo Campeonato Brasileiro

Altair Alves

Foto: Gabriel Machado/Agif
Coritiba e Vasco protagonizaram um empate por 1 a 1, nesta quarta-feira (1), no Couto Pereira, pela 9ª rodada do Brasileirão. A equipe cruzmaltina abriu o placar no primeiro tempo mas sofreu o empate nos últimos minutos da partida. O cenário fez os torcedores do clube carioca mandarem um recado a Renato Gaúcho.

O gol de empate do Coxa aconteceu 45 minutos do segundo tempo. Após um apagão da equipe Cruzmaltina, o alviverde tomou conta das ações dentro de campo durante a reta final da partida, o que resultou no gol contra do zagueiro Saldívia.

Nas redes sociais, torcedores do Vasco mostraram insatisfação com a postura do treinador Renato Gaúcho na partida. A maioria da torcida do clube carioca apontou que o técnico mexeu mal durante o confronto. Veja a repercussão abaixo:

“O FC Porto vai ser implacável com o Sporting, com a calúnia e com os atentados ao seu bom nome”

André Villas-Boas garante que o Clube também vai agir contra “alguns comentadores que claramente ultrapassaram os limites da liberdade de expressão”


“O FC Porto vai ser implacável com o Sporting, com a calúnia e com os atentados ao seu bom nome, não só por parte do Sporting, como também por parte de alguns comentadores da comunicação social que claramente ultrapassaram os limites da liberdade de expressão”. A garantia foi deixada por André Villas-Boas no final da reunião com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, durante a qual se falou “sobre cones, bolas e toalhas”, algo “absolutamente raro e patético, tal como é raro e patético o comunicado do Sporting”.

“É lamentável esta vitimização permanente do Sporting obrigar a Ministra da Cultura, da Juventude e do Desporto a ter uma reunião sobre um caso como este”, afirmou o presidente do FC Porto, que compreende as frustrações do homólogo sportinguista, “principalmente quando no seu próprio estádio há adeptos que lançam garrafas de vidro contra as cabeças dos árbitros, quando há jogadores que assumem que um árbitro é ladrão e quando há quebra dos regulamentos da Liga para adiar um jogo de futebol”.

Depois de revelar que as imagens de videovigilância do Dragão Arena mostram que “houve vários jogadores do Sporting a gozarem com a situação”, André Villas-Boas sublinhou que “o Sporting quer desviar o caso do jogo contra o CD Tondela para um pouco mais tarde, por isso tenta empolar outros casos e vem aqui fazer as figurinhas que fez, que são lamentáveis em toda linha” e deixou uma garantia: “Não posso permitir que durante o decurso das épocas haja um presidente que é permanentemente incendiário relativamente a Conselhos de Arbitragem, relativamente às instituições, relativamente a clubes de futebol, relativamente às pessoas, com ataques pessoais que foram claros e bárbaros dirigidos à minha pessoa. 

Eu fui treinador de futebol e não tenho problemas em viver com isso, mas não posso permitir que suje o nome do FC Porto à vontade e é isso que faz o presidente do Sporting.”

A audiência com a Ministra
“Não houve garantia nenhuma. O FC Porto veio prestar esclarecimentos sobre os alegados incidentes que o Sporting alegou no seu comunicado. O FC Porto está absolutamente tranquilo relativamente a todos os factos e isso que fizemos passar à Ministra. Promovemos uma auditoria interna e externa extensa, bem documentada, desde o momento em que a porta do balneário é fechada, após um treino de uma das nossas equipas de hóquei em patins, até ao momento em que a porta é aberta para receber o Sporting. 

1-4-2026: Oeste sem filtro – Escândalo dos jatinhos de Vorcaro complica M; ele nega tudo

No programa de hoje, mergulhamos num cenário de tensão global e ebulição na política nacional!

Um relatório explosivo dos Estados Unidos aponta que as ações de Alexandre de Moraes podem afetar as eleições de 2026, no mesmo momento em que o ministro nega o uso de jatinhos particulares ligados a empresários.  

No cenário internacional, o mundo entra em alerta: Donald Trump ameaça retirar os EUA da Otan, classificando a aliança como um "tigre de papel" em meio às tensões de guerra com o Irã. O que isso significa para a segurança global? 

E no Brasil, o clima esquenta na economia:

Lula sobe o tom sobre o preço dos combustíveis e ameaça colocar culpados na cadeia, enquanto 21 estados tentam frear a alta do diesel.

E mais: o TCU caminha para arquivar as denúncias de gastos de Janja, e Bere traz os bastidores quentes do Congresso sobre o PL da dosimetria. 

📌 Pautas de Hoje: 

O relatório dos EUA sobre censura, Moraes e as eleições de 2026. 

Geopolítica em chamas: Trump, guerra com o Irã e o racha na Otan. 

A fúria de Lula com a alta do diesel e as ameaças de prisão. 

TCU decide sobre os polêmicos gastos da primeira-dama Janja. 

Alexandre de Moraes e as polêmicas sobre voos em jatinhos. 

[Viagens & Destinos] Rio de Janeiro – Vida real, sem cortes

[
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Feira da Glória — domingo no Rio de Janeiro 
Praia do Leme de manhã – Ondas, exercícios e rotina carioca 
Amanhecer na Praia Vermelha – Rio de Janeiro 
Copacabana à noite 
Relíquias do Centro do Rio: Caminhando por ruas históricas e um estacionamento que poucos conhecem 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Rappelant aux français

Eduardo Bolsonaro: Entrevista exclusiva para Allan dos Santos


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Conversa com o "bolsonarismo raiz"

@Jonas-Ramos

Realmente o que é estranho é ver pessoas que cresceram na onda do Jair, hoje ignorar e até fingir que não conhecem o Flávio…

@pedrorodriguesdeoliveira1111

Rodrigo eu discordo totalmente de você. Nós temos um líder e temos que seguir esse líder, ainda que ele cometa equívocos.

A esquerda tem seu líder e nós temos o nosso, e são pessoas completamente diferentes, enquanto o Lula não promoveu o crescimento de ninguém do seu entorno, o Bolsonaro formou um batalhão de futuros líderes.

Se vocês tivessem abraçado a escolha do líder (Flávio Bolsonaro) desde o início, não estaria ocorrendo esses problemas. 

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Szijjarto’s Leaked Calls With Lavrov Prove That He’s Europe’s Last Real Diplomat

Andrew Korybko 

The EU has no tolerance for real nationalists and the diplomats that represent them

Leaked calls between Hungarian Foreign Minister Peter Szijjarto and his Russian counterpart Sergey Lavrov recently circulated in which he’s shown to have discussed his country’s attempts to remove Russians from the EU’s sanctions list. He posted on X that they only “proved that I say the same publicly as I do on the phone”, namely that “Hungary will never agree to sanction individuals or companies essential for our energy security, for achieving peace, or those with no reason to be on a sanctions list.”

That’s true, and they also prove that he’s Europe’s last real diplomat in the sense that he engages with Russia despite Hungary voting against it at the UNGA, which shows that he understands the importance of dialogue for achieving peace and ensuring his country’s objective national interests. The longer that the conflict rages, the more tenuous Hungary’s energy security becomes due to its reliance on easily disrupted Ukrainian-transiting Russian supplies, ergo his and Prime Minister Viktor Orban’s peace efforts.

Nevertheless, these same efforts have been dishonestly misportrayed as “treason” per the Mainstream Media’s framing of Szijjarto’s leaked calls with Lavrov, the perception of which is aimed at manipulating voters into casting their ballot for the opposition ahead of the upcoming parliamentary elections. The EU wants to subordinate Hungary, the continent’s last remaining conservative-nationalist outpost, to liberal-globalism. Here are five background briefings about how they’re meddling in the upcoming elections:

A Capital Mundial do Livro num país que parou de ler

Rafael Nogueira

O Rio de Janeiro é Capital Mundial do Livro em 2025, título concedido pela UNESCO, o primeiro a uma cidade de língua portuguesa. Tive a honra de inscrever a candidatura quando presidi a Biblioteca Nacional, e o reconhecimento é merecido: o Rio abriga a Academia Brasileira de Letras, a Biblioteca Nacional, o Real Gabinete Português de Leitura e a Bienal do Livro. Tem universidades de peso, livrarias tradicionais, editoras históricas e uma tradição verbal que ainda se percebe nas conversas de botequim e nas crônicas de jornal. 

Nenhuma cidade brasileira produziu tantos escritores de primeira linha. Foi no Rio que floresceram Machado de Assis, Lima Barreto, Olavo Bilac, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Drummond, Vinícius, Nelson Rodrigues, Clarice Lispector. A própria Biblioteca Nacional foi, durante gerações, um centro de gravidade intelectual por cujos corredores passaram Ramiz Galvão, Capistrano de Abreu, Rodolfo Garcia, Josué Montello, Afonso Arinos. E são só alguns exemplos. 

Tudo isso, porém, pertence a uma fatia da cidade. A vanguarda literária carioca sempre foi coisa de certa elite letrada. A maioria fica de fora, como mostram os números. 

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2024) revelou que apenas 47% dos brasileiros leram ao menos parte de um livro nos três meses anteriores à entrevista. É a primeira vez, desde 2007, que os não leitores superam os leitores. Em nove anos, o país perdeu mais de 11 milhões de leitores. Se considerarmos apenas livros inteiros lidos, o número cai para 27%. Até entre os bons leitores a média caiu de 5,04 para 4,36 livros. 

Aposto que tem menos livro dentro de casa. Se tem, é decorativo. 

Um estudo conduzido por Evans, Kelley, Sikora e Treiman em 2010, com mais de 70 mil participantes de 27 países, estimou que crianças criadas entre livros acumulam cerca de três anos a mais de escolaridade do que crianças de lares sem livros, mesmo com controle de educação e classe dos pais. Já Sikora, Evans e Kelley, em 2019, a partir de dados do programa PIAAC da OCDE em 31 sociedades, mostraram que a biblioteca doméstica na adolescência se associa, na vida adulta, a melhores habilidades de leitura, cálculo e resolução de problemas digitais, para além da educação formal. 

A verdade escondida do ano em que o Brasil parou

 Alline Gonçalves

Falem o que quiserem do Kim Paim, mas na hora do pega pra capar ele defende Bolsonaro. É o que mais defende, aliás

E depois da palhaçada do Doria ao sugerir que Bolsonaro tinha que pedir desculpas pela atuação durante a fraudemia o Kim resolveu fazer um dossiê sobre aquela época.

Falou da chegada do vírus, de que ninguém quis cancelar o carnaval, de como Bolsonaro tentou proteger os trabalhadores, da formação do consórcio que publicava textos idênticos.

Citou o biólogo que previu catástrofes que nunca aconteceram e o pico do Mandetta que jamais chegou, o supremo tirando poder do presidente Bolsonaro, as medidas restritivas que valiam só pro povão, o Fachin que restringiu operações policiais nas favelas, o escândalo da compra dos respiradores, o toque de recolher, as lojas lacradas, o povo passando fome y otras cositas.

Agora que aquilo virou passado, vale a pena relembrar como Bolsonaro lutou pelo Brasil e como foi perseguido. 


31-3-2026: Oeste sem filtro – M voou em aviões de empresa de Vorcaro + Ministra da Cultura erra a letra do Hino Nacional!


No programa de hoje, analisamos o rombo bilionário nas estatais e o déficit nas contas do Governo Lula.

Além disso, as novas decisões de M no STF, o sigilo decretado no Itamaraty e a fala de Fachin sobre o inquérito das fake news. 

#Politica  #Noticias  #GovernoLula  #STF  #Economia  #AlexandreDeMoraes 

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A mentalidade totalitária vai criando raízes na sociedade brasileira 
30-3-2026: Oeste sem filtro – M intimida Bolsonaro 
O que os museus brasileiros têm — e o público não vê 
Qual o nome desta doença? 
Os Únicos Líderes com Coragem de Enfrentar o Reinado de Terror do Irã 
Lembrando aos Brasileiros

[Quadro da Quarta] La tailleuse de soupe

Traduzo por “O cortador de pão”

Óleo, François Barraud, 1933. 

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James Monroe 
Jacques-Bénigne Bossuet 
A coroação de Pedro II 

terça-feira, 31 de março de 2026

Nikolas rebate Janja sobre PL da Misoginia

Avião faz pouso de emergência em SP após motor explodir

Fragmentos em chamas caíram na área do Aeroporto de Guarulhos, provocando princípio de incêndio

O Dia

O motor de um avião explodiu logo após a decolagem no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na noite deste domingo (29), forçando o piloto a fazer um pouso de emergência. Ninguém ficou ferido.

A aeronave, da Delta Air Lines, operava o voo DL 104, com destino a Atlanta, nos EUA. O trajeto era realizado por um Airbus A330-323, que levava 272 passageiros e 14 tripulantes.

A decolagem ocorreu por volta das 22h49, mas, pouco depois, a tripulação foi alertada sobre um problema em uma das asas.

Imagens mostram o momento em que a turbina esquerda da aeronave pega fogo logo após sair do solo. Com a explosão, fragmentos em chamas se desprenderam e caíram na área do aeroporto, provocando um princípio de incêndio no gramado.

No áudio das gravações, a torre de controle alerta sobre "fogo na asa". O piloto responde: "Nós sabemos, vamos precisar voltar". A aeronave iniciou procedimentos de emergência e retornou ao aeroporto de origem, onde pousou em segurança.

[Aparecido rasga o verbo – Extra] Será que o 31 de março de 1964 saiu definitivamente de cena, ou essa doença maligna continua insepulta e ativa como o 8 de janeiro de 2023?

Aparecido Raimundo de Souza

DESDE A DITADURA (ditadura, entre aspas, a coisa está mais para “dentadura”) de 31 de março de 1964, onde supostamente ocorreu o golpe militar que depôs o presidente João Goulart e instaurou uma merda que segundo relatos durou até 1985. Meu caro leitor e amigo, você acredita nessa lorota? Não importa. A pergunta sustentáculo que não quer calar e nem se encaixar como chave no cu do buraco da fechadura é um só: o que, de fato, mudou nesses sessenta e poucos anos até nossos dias?  Segundo o que lemos nos jornais e em pesquisas que fizemos nas redes sociais, a historinha nos moldes da Branca de Neve e os Sete Anões, foi uma “ruptura institucional” apoiada por setores das Forças Armadas, empresários, parte da imprensa e grupos conservadores, com respaldo dos Estados Unidos. Será? Acaso nesse tempo já existia o câncer Donald Trump?

Entendo que essa historinha para uma matilha de bois, um enxame de vacas, uma biblioteca de bestas e éguas, e uma constelação de jumentos quadrados dormirem fede “malcheirosamente” ou vergonhosamente nos buracos dos narizes daqueles cidadãos que têm vergonha na cara. Ao meu fraco entender, (levando em conta o tenebroso e escabroso, horroroso e de certa forma pitoresco 8 de janeiro de 2023, entre outras avacalhações e aberrações tétricas e inóspitas, vindas à depois), tudo, TUDOOOOOOO... não passou de uma grande esparrela, ou uma bem construída tramoia falsificada, mentirosa e bem engendrada para fazer os “cus fedidos”, os otários e manés, de braços dados com os bocas abertas e atoleimados acreditarem que o brazzzil está nos trilhos, rumo a um amanhã melhor.

Entretanto, cá entre nós, todo esse sombrio tétrico, esse rumor e falatório postiço não vai além de um tremendo “zum-zum-zum” mentiroso, recalcado e falsificado, tipo um amontoado de pratos de comidas vencidos e azedos servidos aos manés e moradores de ruas. Mergulhando às cegas com os óculos sem lentes, no 31 de março de 1964, qual o cenário político que vem à tona?  A figura de João Goulart o (Jango) que defendia reformas de base, como o Emplastro Poroso Sabiá, a Reforma Agrária e a melhor piada de todas, a maior intervenção do Estado na economia, o que geraria resistência das elites conservadoras e militares. Havia forte tensão (ou a Polarização) entre os movimentos sociais (sindicatos, estudantes, ligas camponesas) e setores conservadores (os empresariados e, de lambuja, a Igreja e boa parte da imprensa).

O tal golpe (ou seria a influência externa) ocorreu em plena Guerra Fria, com apoio explícito dos EUA, que temiam uma guinada socialista no Brasil. Mas entre tapas e bordoadas, caralho, o que aconteceu em 31 de março? Um enorme e fantasioso “Movimento militar”. Tropas e Trapas, Tripas e Trepas de Minas Gerais marcharam em fila indiana, (ou seja, uns iam para um lado e outros para a puta que os pariu), não, por favor, me perdoem, seguiam em direção ao Rio de Janeiro, iniciando a ofensiva contra o governo. Nisso, veio à tona, a Banda Calypso, melhor dizendo, o Colapso político: João Goulart perdeu o apoio da esposa, do seu cachorrinho particular, do gatinho de estimação e pasmem, do Congresso e o “mais melhor” mandou para o ralo a aliança entre os governadores estratégicos, ou seja, aqueles da “panelinha” ficando isoladamente sujo e cagado de bosta.

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