Carina Bratt
Entrevista concedida a
Aparecido Raimundo de Souza
O LIVRO ‘O GRITO DO SILÊNCIO’, de Zeni Klug Berger, é uma obra profundamente marcada pela memória e pela dor, mas também pela resistência e pela esperança. Embora não haja muitas informações públicas detalhadas sobre esta obra específica, o título e o contexto sugerem que se trata de uma narrativa voltada para experiências traumáticas, possivelmente relacionadas ao Holocausto ou a vivências de perseguição e silêncio forçado, já que a escritora Zeni Klug Berger é conhecida por sua ligação com a memória judaica e pela valorização da história de sobreviventes.
Na força poderosa do título: ‘O Grito do Silêncio’ percebemos que ele transmite uma tensão poderosa como pode ser vista no correr do texto ‘O Patriarca’, (página 8), onde fica explicito o paradoxo entre a necessidade de expressar a dor e a impossibilidade de fazê-lo. Isto sugere que o livro aborda histórias de pessoas que viveram situações em que a sua voz foi calada, mas, em oposto, a memória ainda ecoa pelos cantos da sua doce imaginação. Obras desse tipo geralmente cumprem um papel essencial de preservar lembranças e dar voz aos que foram silenciados. É provável que a escritora Zeni Berger busque resgatar histórias individuais ou coletivas que, sem esse registro, poderiam se perder no tempo, como vemos com a leitura do texto ‘Seguindo o meu relato’, (fls 10 a 14).








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