segunda-feira, 14 de setembro de 2026

[Sétima Arte] Aquele que sabe viver

Il Sorpasso é um filme italiano de 1962, do gênero comédia dramática, dirigido por Dino Risi.

No Brasil: Aquele Que Sabe Viver; Em Portugal:  A Ultrapassagem.

Um dos mais célebres filmes de Dino Risi que é uma comédia em tons amargos e desencantados, com Vittorio Gassman e Jean-Louis Trintignant

O tímido estudante Roberto Mariani conhece Bruno Cortona, um quarentão exuberante, egoísta e desenraízado, que o arrasta no seu belo carro desportivo para uma viagem na Itália. Bruno procura dissimular o seu fracasso na vida numa louca viagem sem verdadeiro rumo, ao longo da qual o seu jovem protegido se vai transformando na sua réplica. Ao longo de dois dias erram pelas estradas italianas e visitam as respetivas famílias. Porém, a admiração de Roberto por Bruno vai-se dissipando à medida que o primeiro percebe até que ponto o segundo é um ser vazio, falso, superficial e infeliz.

Uma ultrapassagem imprudente põe fim à viagem de forma trágica. 

Dino Risi foi sempre o cineasta italiano que melhor soube explorar os terrenos da maior ambiguidade entre a comédia e o drama, e ´A Ultrapassagem´, um dos seus filmes mais célebres, é disso um excelente exemplo. Trata-se de um ´road movie´ sobre a inconsequente e trágica viagem de um homem de meia idade que arrasta e fascina um jovem estudante com a sua pose exuberante, despreocupada e alegre, até ao momento em que o mais jovem percebe que o seu companheiro de viagem é totalmente falso e artificial.

Uma espécie de irónica versão de ´D. Quixote e Sancho Pança´ dos tempos modernos, que a bordo de um carro desportivo vão em busca dos seus "moinhos de vento" e acabam por fazer uma viagem rumo ao desencanto e à desilusão.

A democracia, segundo Bruxelas: União Europeia pondera punir região alemã por eleger populistas

Paulo Hasse Paixão

Em Bruxelas, o raciocínio político dominante nos tempos que correm é este: se os partidos de que gostamos não ganham eleições, castigamos os eleitores com retenção de fundos financeiros. Para salvar a democracia, bem entendido. 

De facto, a União Europeia está a considerar reter os fundos destinados à Saxónia-Anhalt após a vitória do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições estaduais, alegando possíveis violações dos princípios da UE.

Enquanto o apoio à União Democrata Cristã (CDU), o partido globalista do chanceler Friedrich Merz, caiu a pique neste estado alemão, o AfD obteve quase 44% dos votos, mas ficou a três lugares da maioria no Landtag, o equivalente a uma legislatura estadual nos EUA.

A Saxónia-Anhalt deverá receber 2,95 mil milhões de euros do orçamento da UE para 2021-2027. No entanto, Daniel Freund, deputado do Parlamento Europeu pelo Partido Verde, pressionou para que esses fundos fossem retidos. Freund defendeu a medida como punição no caso de um governo estadual controlado pelo AfD legislar de forma contrária aos chamados valores da UE, sejam eles quais forem (totalitários, no caso).

A Comissão Europeia ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto, mas a UE já reteve fundos da Hungria e da Polónia em circunstâncias semelhantes e von der Leyen não se cansa de repetir que “tem instrumentos” de pressão sobre as democracias dissidentes.

Suíça: 80,5% dos migrantes magrebinos foram acusados ​​de um ou mais crimes


Paulo Hasse Paixão

Segundo a Secretaria de Estado para as Migrações do governo suíço (SEM), cerca de 80,5% dos requerentes de asilo de países do Norte de África foram acusados ​​de um ou mais crimes no país dos relógios de cuco. Os dados evidenciam a enorme criminalidade perpetrada por este segmento da população estrangeira.

Para os requerentes de asilo em geral, a taxa de criminalidade é muito mais baixa, com apenas 12,5% a terem sido acusados ​​de um ou mais crimes. Os cidadãos da Argélia, Marrocos e Tunísia estão, por isso, extremamente sobre-representados em comparação com outros grupos de requerentes de asilo.

Os magrebinos também têm poucas hipóteses de ver os seus pedidos de asilo aceites pelas autoridades suíças, sendo que 99% de todos os pedidos foram rejeitados.

Em 2024, foi introduzida uma regra de “24 horas” para procedimentos de asilo acelerados para os países do Norte de África, que permite às autoridades suíças processar pedidos de asilo com baixa probabilidade de sucesso mais rapidamente. Os requerentes podem ainda recorrer das decisões, o que pode aumentar significativamente o atraso na tomada de uma decisão final.

O porta-voz do SEM, Daniel Bach, afirmou a este propósito:

“Os criminosos devem deixar a Suíça rapidamente. Esta é uma prioridade da estratégia de asilo.”

No entanto, o processo é frequentemente atrasado pelas acções dos requerentes de asilo, incluindo a recusa em fornecer impressões digitais e a não comparência a entrevistas de deportação.

Os verdadeiros golpistas não estavam na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023...👇


Uma turba de revoltados invadiu a sede do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro de 2023, inconformada com o resultado da eleição presidencial de 2022, vencida por Lula. 

Os ministros do STF passaram semanas lidando com a reconstrução do prédio e meses julgando quem eles consideraram que tentou dar um golpe de Estado naquele dia. 

Esses mesmos ministros passaram anos posando de heróis, de defensores da democracia e das instituições da República. Mas quatro deles, agora, vandalizam o STF moral, jurídica e institucionalmente, de uma forma que os revoltados do 8 de janeiro nunca poderiam fazer. 

Diante da perspectiva de investigação de Alexandre de Moraes (foto) por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-relator do inquérito das fake news e seus colegas Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zaninesculacham o que restava do Supremo — e já não era muito. 

Moraes usou um relatório apócrifo cheio de ilações para pedir a investigação de um colega e cobrou o fim do sigilo de apurações só para tentar diminuir seus problemas; Dino tumultua com seu relatório paralelo do caso Dark Horse e suspendeu a decisão de um colega usando um outro processo; Gilmar e Zanin passam por cima do presidente do tribunal, Edson Fachin, para oficiar à Polícia Federal por dados que nem sequer farão diferença na deliberação agendada para a terça-feira, 15.

Why Won’t Russia Sever Its Agreements With Western Organizations?

Andrew Korybko 

The world order that Russia is fighting for is one in which it’s on equal military-political terms with the West and then peacefully erodes Western economic hegemony through BRICS in order to gradually herald multipolarity

Putin’s Plenipotentiary Representative to the Duma Garry Minkh told TASS in late August that “Specialized ministries are against the denunciation of our partnership [agreements] with NATO, or global financial organizations, including the WTO, the IMF and the World Bank.” The rationale is that they “have not exhausted their potential” and Putin wants to keep dialogue open with them. TASS also reported that Minkh said that Russia always takes responsibility for its obligations, unlike the West.

This policy reaffirmation probably surprised many “Non-Russian Pro-Russians” (NRPRs), who were misled by the top influencers among them to believe that Russia has been a revolutionary state since 2022, ergo their expectation that it already severed these agreements long ago. That was an alternative reality carefully crafted by top NRPR influencers to generate clout, push an ideology, and/or solicit donations with a wink from Russia’s “soft power supervisors” per the “Potemkinist” soft power approach.

This concept refers to the creation of such alternative realities for strategic purposes, which can cynically be described as getting the largest number of foreigners to support Russia even if only on false premises such as the infamous one of Putin supposedly being a secret anti-Zionist. Ethical and strategic concerns aside, of which there are many and they should urgently be discussed among the NRPR community, it’s important to clarify the objectively existing political-legal reality that Minkh raised wider awareness of.

Quando o suspeito veste toga existe uma justiça sob medida só para ele

A Polícia Federal escreveu, em papel timbrado, o nome de Dias Toffoli ao lado de R$ 35 milhões que saíram do país. A Corte teve sete meses para responder e nada

Rogerio Pires 

Um documento de mais de oitenta páginas ficou sete meses parado.

Ele tem número e tem carimbo: Informação de Polícia Judiciária de Análise nº 893171/2026. A Polícia Federal o produziu a partir do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apreendido no fim de 2025. O relatório foi enviado ao Supremo Tribunal Federal.

E ficou lá. Quieto.

Esse documento foi retirado da gaveta ontem. O que está escrito nele muda o tamanho de tudo o que estávamos discutindo.

A Polícia Federal apontou, oficialmente, em documento produzido e assinado por ela, que o ministro Dias Toffoli pode ter figurado como “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do FIP Arleen, o fundo de investimento que recebeu ao menos R$ 35 milhões de Vorcaro.

Isso mesmo. A Polícia Federal escreveu o nome de um ministro do Supremo Tribunal Federal ao lado da expressão “proprietário de fato”. Em papel timbrado.

O caminho do dinheiro

Agora acompanhe o dinheiro, porque a sequência é o ponto.

O Arleen era de Vorcaro. E esse fundo tinha participação no Tayayá, resort em Ribeirão Claro, no interior do Paraná, ligado à Maridt, empresa dos irmãos do ministro e da qual o próprio Toffoli já admitiu fazer parte do quadro societário.

Fevereiro de 2025: o fundo é comprado por Alberto Leite, empresário descrito como amigo de Toffoli, dono da empresa de segurança FS Security.

Três semanas antes da eleição, o Supremo virou réu de si mesmo

A pergunta não é quem ganha na terça. É o que qualquer investigado poderoso vai aprender a fazer depois dela

Rogerio Pires 

Poucas decisões produziram tantas leituras diferentes em tão pouco tempo. Desde a noite de sábado, quando Edson Fachin assinou o despacho que o pôs na relatoria da Petição 16.662, no lugar de André Mendonça, a internet virou um tribunal paralelo, com juristas de carreira, advogados criminalistas, colunistas e uma multidão de opinadores de primeira viagem disputando o significado de um texto que quase ninguém leu inteiro.

Matheus Leitão, do Metrópoles, no que parece ser uma opinião ideologicamente enviesada, leu o movimento como a retirada de uma arma política das mãos de Mendonça, que até então administrava a conta-gotas o que vinha a público e escolhia o momento de cada divulgação, num ano eleitoral.

Já o jurista André Terçarolli disse à Gazeta do Povo que boa parte do noticiário errou o alvo: Fachin avocou as petições, não os inquéritos, e a relatoria das apurações do Master e do INSS continua com Mendonça. Para ele, não houve desprestígio nem perda de poder, e sim tentativa de sanear o terreno antes da sessão de terça. Na mesma reportagem, o criminalista Matheus Falivene, doutor pela USP, lembra que petição é pedido, não inquérito, que avocar é prerrogativa do presidente e que o objetivo seria dar lisura à discussão e evitar futuras alegações de nulidade, alegações que, segundo ele, a própria defesa de Vorcaro pode estar construindo.

Grêmio demite técnico após derrota para o Vasco

Luís Castro é demitido do Grêmio um dia depois da derrota para o Vasco da Gama. Felipão assume a equipe interinamente

França Fernandes 

Luís Castro [foto] não é mais o técnico do Grêmio. O português foi demitido neste domingo (13), um dia após a derrota por 2 a 1 para o Vasco, em Porto Alegre. A diretoria gremista realizou reuniões durante a manhã no CT Luiz Carvalho e decidiu pela saída do treinador. O resultado contra o Cruzmaltino foi o último jogo de Castro no comando da equipe. 

Foto: Pedro Tesch/Grêmio FBPA

Luís Castro deixa o Grêmio após 50 partidas na temporada. Foram 19 vitórias, 15 empates e 16 derrotas, com 66 gols marcados e 51 sofridos. O treinador conquistou o Campeonato Gaúcho e levou o time à semifinal da Copa do Brasil. No entanto, a campanha no Brasileirão pesou na decisão, já que o Grêmio está envolvido na luta contra o rebaixamento. 

Sem Luís Castro, o Grêmio será comandado interinamente por Luiz Felipe Scolari, o Felipão. O coordenador técnico assumirá a equipe no duelo contra o Botafogo, marcado para quarta-feira (16).

Título e Texto: França Fernandes, Vasco Notícias, 13-9-2026

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[Sétima Arte] Cem dias em Palermo

"Cento giorni a Palermo" (Cem Dias em Palermo) é um filme dramático de 1984 que retrata os últimos cem dias de vida do general Carlo Alberto Dalla Chiesa.


O Filme

Direção: Giuseppe Ferrara, com argumento coescrito por Giuseppe Tornatore.

Elenco Principal: Lino Ventura no papel do general Dalla Chiesa e Giuliana De Sio como sua esposa.

Enredo: O filme dramatiza a missão de Dalla Chiesa como prefeito de Palermo na Sicília, onde tentou combater a Máfia italiana antes de ser assassinado em setembro de 1982. Wikipédia

***

No final dos anos 1970 e início dos anos 80, os assassinatos na Sicília chamam a atenção do deputado comunista Pio La Torre, que apela ao general Carlo Alberto Dalla Chiesa para se tornar prefeito em Palermo e enfrentar a máfia.

Dalla Chiesa aborda o trabalho com o mesmo foco e métodos que usou para caçar a Brigada Vermelha. Sua namorada, a muito mais jovem Setti Carraro (todos a chamam de Emanuela), quer ficar com ele em Palermo, mas ele a manda embora, sabendo que está em perigo.

Depois de alguns meses no cargo, ele pede que ela se case com ele e tenta ser marido e investigador. Enquanto isso, os banqueiros da máfia estão sentindo o calor e começam com La Torre.

domingo, 13 de setembro de 2026

Rony Gabriel: quem pediu que a relatoria fosse para a presidência do STF foi o próprio André Mendonça

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Sentiu, Arnaldo?

Reforços do Vasco brilham contra o Grêmio e garantem vitória

Reforços do Vasco da Gama nesta janela de transferências brilham contra o Grêmio e garantem vitória no Campeonato Brasileiro

Aniele Lacerda

O Vasco venceu o Grêmio de virada e respirou no Campeonato Brasileiro. Apesar do início ruim na etapa inicial, a equipe de Pedro Emanuel contou com o brilho dos seus reforços para garantir a vitória.

Um dos titulares do Gigante da Colina na partida, Facundo Colidio [foto] teve uma boa participação no setor ofensivo desde os minutos iniciais. Assim, na etapa complementar, o argentino marcou o gol que deu os três pontos ao time carioca. 

Foto: Matheus Lima/Vasco da Gama

Além dele, Bruno Duarte e Alan Lescano, que saíram do banco de reservas, também contribuíram para garantir a vitória. O primeiro cedeu a assistência para o gol da virada. Já o meia argentino, fez sua estreia com a camisa vascaína, deu assistência no gol de Thiago Mendes e foi essencial para segurar a bola nos minutos finais.

Agora, o Vasco terá pela frente o duelo decisivo contra o Santa Fe, pela volta das quartas de final da Sul-Americana. O confronto entre as equipes será nesta terça-feira (15), às 19h, em São Januário. Na ida, as equipes ficaram no empate sem gols.

O nevoeiro institucional

Em meio a uma crise que ainda deve piorar antes de chegar a uma solução, é preciso buscar com urgência um novo modelo de relacionamento entre os Três Poderes da República

Nuno Vasconcellos


Não se enxerga um palmo à frente do nariz! A cerração formada a partir de decisões recentes de ministros do Supremo Tribunal Federal deixou o ambiente tão nublado que ninguém consegue dizer como ficará a situação institucional do país a partir da próxima terça-feira, 15 de setembro. Para essa data, o presidente da Corte, Edson Fachin, convocou uma sessão com o propósito ambicioso de dar um basta a uma crise que só aumentou desde que o escândalo do Banco Master veio à tona.

Ninguém deve esperar que a decisão da terça-feira tenha efeito imediato e possa devolver a situação à normalidade — qualquer que venha a ser o veredito sobre a conduta dos integrantes da Corte envolvidos na celeuma. A disposição para o conflito demonstrada pelos ministros litigantes indica que a situação seguirá tensa e que o nevoeiro tende a se tornar mais denso antes de se dissipar.

A verdade incômoda é que a situação institucional do país vem nos últimos anos mergulhando em um processo gradual de desgaste — e chegou a um nível de degradação profundo demais para voltar à tona em apenas uma sessão do STF. E o pior é que a degradação parte de dentro do próprio Tribunal. A impressão que se tem é a de que as autoridades encarregadas de zelar pela segurança jurídica nacional não perdem uma oportunidade de tornar a própria imagem mais desgastada do que já está.

CRÍTICAS E ELOGIOS

O desgaste chegou a seu ponto máximo na semana passada. Depois de uma troca de chumbo entre ministros, a crise avançou em torno da remoção ou da manutenção na direção geral da Polícia Federal do delegado Andrei Passos Rodrigues. E evoluiu para uma discussão sobre aspectos que estão além das críticas ou dos elogios que podem ser feitos à atuação do delegado.

Da reviravolta à goleada

FC Porto venceu o Casa Pia por 4-1 e soma 6 vitórias em 6 jornadas da Liga

O FC Porto continua sem ceder pontos na Liga Portugal e nem os inúmeros obstáculos encontrados em Rio Maior impediram os Campeões Nacionais de alcançarem a sexta vitória noutras tantas jornadas. André Silva, Jakub Kiwior, Borja Sainz e Santiago Gimenez assinaram os golos da reviravolta portista no reduto do Casa Pia (1-4). 

Francesco Farioli apostou em Jan Bednarek, Francisco Moura e Inbeom Hwang de início - nas posições ocupadas por Nehuén Pérez, Martim Fernandes e Alan Varela na Liga dos Campeões - e o central polaco esteve perto de marcar logo a abrir, depois de um cruzamento de Gabri Veiga e antes de ser socado na cabeça pelo guarda-redes visitado. 

Pouco depois, Jakub Kiwior lançou longo, André Silva amorteceu e Gabri atirou de primeira ao ângulo, mas o poste negou um grande golo ao número 10 portista. Aos 13 minutos, David Sousa jogou a bola com a mão dentro da própria área, mas José Bessa nada assinalou e o Casa Pia ainda beneficiou de uma grande penalidade por suposta falta de Pablo Rosario - Henrique Araújo não desperdiçou a oferta (1-0). 

A resposta não tardou: já dentro do tempo de compensação, num lance de insistência na sequência de um pontapé de canto, Pablo Rosario assistiu e André Silva fez o empate (1-1). Antes do intervalo, o avançado internacional português foi atingido com violência no rosto por Khaly, mas a equipa de arbitragem voltou a fazer vista grossa. 

[Discos pedidos] Michel Sardou : 50 ans de chansons et de souvenirs ❤️ – Le Dernier Show

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Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] Memórias póstumas do 11 de setembro, vinte e cinco anos depois

Carina Bratt 

EXISTEM DIAS que ficam gravados, ou melhor, grudados não só em nossa cabeça, como também nas memórias do mundo e permanecem assim, como uma cicatriz profundamente aberta e funda, que o tempo não apaga, só ensina a carregar. O 11 de setembro de 2001 foi, ou melhor dito, é um desses dias. Naquela manhã, o sol brilhava limpo sobre o céu maravilhado de Nova Iorque, como se nada pudesse abalar a rotina, os sonhos, os passos de milhões de pessoas que iam para o trabalho, que encontravam quem amavam, e planejavam com carinho o futuro. E então, de repente, do nada, o céu esplendoroso e jubiloso deixou de ser só azul. Fumaça, estrondo, medo e o mais catastrófico, um abismo que se abriu diante dos olhos de todo o planeta. Vimos torres caírem, mas muito mais do que prédios, vimos também vidas se perderem de forma brutal, inocentes e sem uma explicação plausível. Gente que estava ali apenas vivendo, cumprindo o seu dia, e que de um momento para outro se tornou parte ativa de uma dor imensurável que atravessa gerações.

Não importa de onde somos, que língua falamos ou em que acreditamos. Naquele instante, sentimos o mesmo arrepio. Aprendemos que a tal da paz é frágil e capenga, que o ódio pode chegar de onde menos se espera e que o preço da violência é sempre pago por quem não tem culpa nenhuma. Sempre foi assim e nunca nem ninguém mudará esse quadro lúgubre. Com o 11 de setembro, também aprendemos outra coisa importante. E essa é a parte que não podemos e nem devemos deixar que caia no esquecimento. Mesmo no meio do caos, houve quem corresse para ajudar em vez de fugir. Referencio aqui, bombeiros, policiais, pessoas comuns que arriscaram tudo para salvar o outro. Heróis sem capa, que sabiam que o amor ao próximo se fazia maior que qualquer terror. Depois daquele assombramento covarde das derrubadas das torres gêmeas, muito anos se passaram. As torres não voltaram a ficar de pé no mesmo lugar, mas se ergueu no lugar delas, uma nova presença. Não apenas uma presença de concreto e vidro, mas de memória. Memória dos que partiram, dos que choraram, dos que resistiram.

sábado, 12 de setembro de 2026

Four children found dead. Now, toxicology report reveals what mom and grandmother allegedly drugged them with in murder-suicide.

Paul Sacca 

'There’s a special place in hell for people like that.'

Anew toxicology report has revealed chilling new details about the deaths of four children whose mother and grandmother allegedly plotted together to kill them before taking their own lives in a murder-suicide in upstate NewYork.

As Blaze News previously reported, police found six bodies in a Mechanicville apartment during a welfare check on June 23.

'It's not working, we need another option.'

Police identified the alleged victims as 13-year-old Harper Harmon, 11-year-old Hudson Harmon, and 10-year-old twins Gavin and Gracelynn Harmon. The children's bodies were discovered alongside the bodies of their 44-year-old mother, Sarah Myers, and their 64-year-old grandmother, Amy Steadman.

Mechanicville Police said the children were murdered on June 10, according to WNYT-TV.

The Albany Times Union reported last month that Mechanicville Police Chief Bill Rabbitt said the four children were victims of a "mass killing."

Rabbitt said Steadman and Myers began their plan as early as June 5, when Steadman began visiting multiple pharmacies to purchase over-the-counter sleep aids and medication prescribed to her, the Times Union said.

According to investigators, Steadman's online search history contained inquiries about the effects of insulin used on individuals without diabetes.

The Times Union reported that Steadman and Myers exchanged messages discussing that they "wanted to dose the children between 10:30 a.m. and noon on June 10, before a scheduled 6 p.m. phone call with their father, Utah resident Brady Harmon."

As origens do wokismo: António Gramsci - o intelectual que percebeu que o poder começa pela cultura

Francisco Henriques da Silva

António Gramsci foi provavelmente um dos pensadores marxistas que melhor entendeu uma dificuldade fundamental da revolução no Ocidente. Por que as sociedades capitalistas não colapsavam apesar de suas contradições económicas e sociais?

A resposta de Gramsci era diferente do marxismo mais ortodoxo. O poder não se mantinha só pela força do Estado ou pelo controle dos meios de produção. Mantinha-se também, e talvez até mais, por meio da cultura, das ideias, dos valores e do senso comum.

É essa maneira de pensar de Gramsci que explica, em larga medida, a grande influência que ele teria muito tempo depois de morrer. 

1. A hegemonia cultural

Para Gramsci, uma classe dominante não governa só porque tem a polícia, o Exército ou as instituições do Estado. Ela governa também porque faz com que sua visão de mundo seja considerada normal, natural e legítima.

A essa concepção chama-se hegemonia cultural.

Quando certos valores, instituições e relações sociais deixam de ser vistos como criações históricas e passam a ser considerados apenas como “o que existe”, a dominação torna-se muito mais forte. A pessoa não precisa ser forçada a obedecer. Ela própria aceita internamente as ideias pelas quais entende a realidade.

Por isso, Gramsci atribui tanta importância à cultura. Antes de mudar a sociedade politicamente, seria preciso mudar as ideias pelas quais essa sociedade se entende. 

2. Da conquista do Estado à transformação da sociedade

Talvez esta seja a principal novidade de Gramsci em termos de estratégia.

A prova que faltou no envelope

A defesa do diretor da PF resolve um problema e cria outro muito maior

Rogerio Pires 

No dia 3 de agosto, alguém dentro da Polícia Federal sentou e começou a escrever sobre um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Não era inquérito. Não era denúncia. Era um texto sem brasão da República, sem timbre, sem numeração, sem data de elaboração e sem a assinatura de quem escreveu. Um documento que se apresenta como “sem valor probatório” e que, mesmo assim, analisava as decisões de André Mendonça, o tempo que ele levava para despachar pedidos da corporação, os critérios que adotava nas investigações e as pessoas com quem conversava dentro e fora do tribunal. Foram pelo menos seis relatórios, cerca de 50 páginas, produzidos entre 3 e 31 de agosto.

Hoje, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, explicou tudo isso ao presidente do STF, Edson Fachin, com uma frase só: aquilo saiu da corporação em estrito cumprimento de ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, à época relator do inquérito das fake news.

Guarde a frase. Agora abra o calendário.

Vinte e nove dias

Moraes assinou o despacho determinando que a PF entregasse relatórios que citassem integrantes da Corte no dia 1º de setembro. Uma página. O ofício de Andrei encaminhando o material foi assinado às 18h45 daquele mesmo dia. A cópia física chegou ao Supremo na tarde seguinte, às 14h58, no meio da primeira sessão plenária depois que a crise explodiu.

O primeiro relatório sobre Mendonça é de 3 de agosto.

Vinte e nove dias antes.

É aqui que a defesa apresentada hoje resolve um problema pequeno e abre um problema enorme. A ordem de Moraes, pelo que se sabe até agora, mandou entregar. Ela não mandou produzir. E ninguém até este momento explicou quem autorizou a produção daquelas 50 páginas ao longo de todo o mês de agosto, quando nenhum ministro havia pedido nada.

Tirolesa do Rock in Rio trava e deixa participante suspenso

Funcionários precisaram ajudar pessoas presas na atração durante a noite desta sexta-feira

Mateus Aguiar

A tirolesa instalada na Cidade do Rock apresentou falhas de funcionamento nesta sexta-feira (11/9) e deixou algumas pessoas paradas no meio do percurso. Funcionários do festival precisaram agir rapidamente para retirar o participante da estrutura e evitar que a situação se prolongasse.

Fotos: Marília Neves/g1

Imagens registradas no local mostram a equipe responsável auxiliando quem ficou travado na atração durante o show da banda Nexz. Em um dos registros, uma mulher aparece bastante assustada ao perceber que não conseguiria seguir o trajeto, mas logo recebe apoio dos funcionários.

Como ocorreu a paralisação

De acordo com uma funcionária do brinquedo, a interrupção do percurso pode acontecer com mais frequência quando a pessoa é muito leve. O vento forte também contribui para que a tirolesa não avance como esperado, especialmente em momentos de rajadas mais intensas.

Segundo ela, quando as condições climáticas são favoráveis, o trajeto acontece normalmente e o participante desce sem maiores problemas. No início da noite, porém, o vento na região ajudou a provocar os travamentos observados na atração.

Resgate e reação dos participantes

Assim que a falha foi identificada, a equipe do festival entrou em ação para retirar os ocupantes da estrutura. O procedimento evitou que os participantes permanecessem por mais tempo suspensos, reduzindo o susto causado pelo incidente.

Moraes: dedo médio em riste e desprezo pelo povo

Gastão Reis

Foi numa noite de quarta-feira, dia 30 de julho de 2025, que o ministro Alexandre de Moraes foi assistir ao jogo da Copa do Brasil entre Corinthians e Palmeiras. Ao chegar ao estádio, sua presença provocou uma vaia monumental à Sua (dita) Excelência. Ato contínuo, o ministro, olimpicamente, mostrou o dedo médio em riste em resposta ao que o povo brasileiro pensava a seu respeito: aquele tipo de indivíduo execrado em função de sentenças descabidas, mortes por impedir atendimento médico e frequente desrespeito à Constituição de 1988. Daí a merecida vaia.

O gesto de Moraes tem outras implicações freudianas que refletem o absoluto desprezo pelo povo brasileiro. Na cabeça de psicopata de Moraes, nós somos uma grande massa ignara, incapaz de compreender os elevados desígnios de sua preocupação em preservar a democracia brasileira em (suposto) risco nos atos de vandalismo do 8 de janeiro de 2023. Os golpistas queriam anular a eleição que colocou Lula na presidência por decisão de interesse do próprio STF.

A Corte Suprema descobriu, tardiamente, que o foro de Curitiba não teria competência para julgar os crimes de que Lula e o PT eram acusados pela Lava Jato. Teria que ser o de Brasília. Até aqui, poderia ser o caso, se Lula fosse então julgado em Brasília e sentenciado culpado ou inocente. Mas o que houve foi um cavalo de pau dado por Moraes, respaldado pelo STF, que habilitou Lula a ser candidato a presidente. E, obviamente, cabe também ao mesmo STF a responsabilidade pelos desmandos, mentiras e grossa roubalheira deste terceiro mandato de Lula nas estatais e órgãos públicos, como INSS e Correios.

A narrativa da democracia em risco não resiste a um exame pé no chão. O responsável seria o ex-presidente Bolsonaro, que estava no exterior. Não havia tanques e Forças Armadas em rebelião nas ruas contra a ordem constitucional. Pensar em golpes, uma velha tradição da república brasileira, foi algo comum em nossa história — aquela escrita com “h” minúsculo. Bolsonaro nunca teve apoio das Forças Armadas para o referido intento. Nem mesmo nos tempos de cadete na Academia Militar das Agulhas Negras, em que suas tentativas de liderar os demais cadetes nunca deram em nada.

[Versos de través] Se

Rudyard Kipling


Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!