Aparecido Raimundo de Souza
O NOSSO PAÍS, tão lindo e majestoso,
impetuoso e chamejante, apesar disso, é uma grande fábrica não de carros ou
aviões, de fazer ladrões e prostitutos, e os espalhar por todos os quadrantes,
como uma espécie de doença pandêmica incurável. Mesmo norte, igualmente é farto
e ditoso em fazendas e chácaras de Terras férteis, onde tudo o que se planta,
prospera, vinga, se agiganta e nos abrilhanta com frutificações as mais
variadas. Inclusive por esse chão sagrado, também aquilo que não se planta,
também vinga. As Terras brasileiras não aprenderam a discernir o sujo e o
cagado, o grotesco e o estrambótico. E faz essas “estrambotiquices” em fartas
pencas de abundâncias as mais engraçadas e pitorescas.
Em paralelo, é também uma nação
rica, próspera, agradável, venturosa, afortunada, opulenta, ditosa e apetecida
em criar bandoleiros e cafajestes, safardanas e larápios, pilantras e
flibusteiros, vermes e ratos que apinham de maneira desordenada por todos os
cantos e desvãos. Por ser assim, e não de outro modo, de todos os quadrantes
dessa nação maravilhosa, vindos dos confins do cu da Terra, ou mais
especificamente de cada um dos Estados da “fuderação”, perdão, da federação
também se agigantam em seu DNA, as maledicências, os dissabores, os horrores,
os desgostos, as mutretas e as adversidades as mais amargas e negras. E bota
amargo e negro nisso!
Nesse tom meio lá, meio cá, vemos
cobertos por grossas camadas de nuvens negras, um horror anunciado. Nos
deparamos com punguistas, gateadores, casquilhos e janotas, filhos da puta
vindos (vindos não, paridos) de todos os seguimentos conhecidos. Por conta
dessa putaria, dos quintos, temos vigaristas a dar com o pau no pardieiro
senado, no puteiro da câmara dos “deputados”, na arca de Noé do STF, nos
ministérios, nas polícias “fedemal” (perdão, federal) e civil e, do mesmo modo,
em outras palavras “menas” pesadas, em toda essa corja imensurável de mamadores
de nossos bolsos, de sugadores de nossos bens, de nossas esperanças e sonhos
tipo essas garotas de programas baratas das zonas de meretrício atarracadas em
paus duros, picas grandes e membros grossos.
Obviamente, também, mesma direção,
(não só o norte, referenciamos no mesmo tapa nos bagos dos colhões, o Sul, o
Leste e o Oeste). Vivemos, ou melhor, vegetamos, tais e quais vaquinhas de
presépio, do Oiapoque ao Chuí, numa nação sem rumo, sem prumo, dirigida por
piratas bem apessoados, todos, sem tirar, nem pôr, em busca do nosso
dinheirinho suado, cagado, pisoteado, melhor dito, de (verdadeiros parasitas
cancerosos) que parecem ter emergido das entranhas das putas que os pariu, ou
das casas de um tal de Caralho, se amoitando, mansa e pacificamente em nosso
meio com a única finalidade de nos transformar o traseiro num amontoado de
lixos e sujidades.