quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Poste com estrutura corroída cai sobre mãe e filha em Copacabana

Mãe e filha foram atingidas enquanto caminhavam pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana

Mariana Motta

Uma mulher de 25 anos e uma criança de 4 anos ficaram feridas após uma estrutura de telecomunicações desabar sobre as duas na noite desta terça-feira (25), em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O acidente aconteceu na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na altura da Rua Dias da Rocha. As vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e levadas ao Hospital Municipal Miguel Couto

Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, mãe e filha foram atendidas e liberadas posteriormente. Nenhuma das duas corre risco de vida. A mulher sofreu ferimentos no rosto e precisou levar pontos, enquanto a criança teve fraturas em alguns dedos dos pés.

A estrutura que caiu era um armário óptico pertencente a uma empresa privada de telecomunicações. Segundo a RioLuz, não foi possível identificar, até o momento, qual companhia é responsável pelo equipamento ou obter outras informações que permitam identificar a empresa. O material foi retirado da via e o local precisou ser interditado.

Mais de 15 ônibus são usados como barricadas em vias da Zona Norte

Criminosos sequestraram os coletivos para atrapalhar operação da Polícia Militar nas comunidades Fubá e Campinho

Fred Vidal e Romulo Cunha

Criminosos sequestraram 19 ônibus para utilizar como barricadas e bloquear trechos da Avenida Ernani Cardoso, entre Cascadura e Campinho, e da Rua Clarimundo de Melo, em Quintino, Zona Norte, na manhã desta quarta-feira (26). Ataques contra coletivos também ocorreram na Avenida Dom Hélder Câmara, na mesma região. As ações foram uma forma de atrapalhar uma operação da Polícia Militar. Um suspeito morreu.

Dos 19 coletivos, 18 eram municipais. De acordo com o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio (Rio Ônibus), 33 linhas, que passam na região, sofreram impactos no itinerário.

Os bloqueios também impactaram o serviço de BRT. Segundo a Mobi Rio, a ação causou um fluxo intenso de veículos e congestionamento no entorno do Terminal Paulo da Portela. Em razão da ocorrência, as linhas 35 (Paulo da Portela x Alvorada – Parador) e 41 (Paulo da Portela x Recreio – Expresso) operam com intervalos irregulares.

Na Avenida Dom Hélder Câmara, altura da Rua Quintão, em Cascadura, criminosos usaram três ônibus. Um deles - da Viação Vera Cruz - fazia a linha 560L (Duque de Caxias x Méier).

Ao O DIA, um morador, que preferiu não se identificar, lamentou a situação. "Tudo um caos, tudo parado. Mandaram todo mundo descer, atravessaram os ônibus e fugiram. Fecharam o trânsito. Nunca tinha visto isso por aqui, por esses lados. Ali pelo Fubá está perigosíssimo. A gente fica preocupado, com medo."

[Língua Portuguesa] Tudo o resto OU Todo o resto?


A expressão «tudo o resto»

Esta questão já foi aqui apresentada por outro consulente e a vossa resposta foi «Penso que deve dar preferência ao uso da expressão "tudo o resto"». 

Eu mantenho as minhas dúvidas, até porque quem respondeu não o fez com convicção ao usar o «penso que». Pois eu penso que deve ser «todo o resto», entendido como a totalidade da parte restante. Por exemplo, hoje, na capa de A Bola, lê-se que Fernando Santos fala «sobre a Liga das Nações e sobre tudo o resto». 

No meu ver, estes dois conceitos são contraditórios: se fala sobre tudo, não sobra resto para acrescentar ao que fala. Ela fala, com certeza sobre a Liga das Nações e sobre a totalidade da parte restante (de matérias de futebol, certamente) que vão além do assunto principal. 

Agradeço a vossa atenção.

António Antão, Professor (aposentado), Braga, Portugal 

 

Resposta:

Carlos Rocha

A dúvida apresentada diz respeito a uma expressão que o uso fixou e que os dicionários registam. 

Terá origem no galicismo tout le reste, pelo menos, como tradução literal convergente com a locução «tudo o mais»: da sinonímia de «o mais» com «o resto» terá resultado «tudo o resto», expressão que é ou foi discutível1, mas que ocorre há bastante tempo no nosso idioma, como abonam exemplos de uso até por escritores portugueses: 

(1) “O amor-próprio já eu o tinha perdido há muito tempo. E o orgulho, a vergonha, tudo o resto!” (David Mourão-Ferreira, Tal e Qual o que Era, 1963

(2) “Venho a parte principal de minha família e bagagens em Londres tudo o resto disperso e sem ordem.” (Almeida Garrett, Cartas, 1835

O medo mudou de lado

Um empresário da saúde. Um executivo de comunicação. O mesmo pedido nos dois casos, e uma pergunta que ninguém em Brasília quer responder

Rogerio Pires

Imagine que o seu telefone toca numa tarde comum. Do outro lado está um ministro do Supremo Tribunal Federal. Não é uma intimação, não é um processo, não é nada que você possa levar ao seu advogado. É uma conversa. E, no meio dela, você entende que existe um nome do qual seria melhor se afastar.

Segundo reportagem publicada nesta terça-feira pelo Jornal da Cidade Online, com base em apuração da coluna No Ponto, da Revista Oeste, assinada por Cristyan Costa, foi mais ou menos isso o que aconteceu com dois empresários brasileiros.

No primeiro caso, um empresário do ramo de saúde teria sido advertido por Flávio Dino de que o ministro poderia atuar contra ele e contra o setor. Na conversa, segundo a reportagem, Dino teria citado como exemplo o alcance das próprias decisões no processo das emendas parlamentares.

No segundo, Gilmar Mendes teria pressionado um empresário de uma grande companhia de comunicação para interromper o contato com André Mendonça e parar de aproximá-lo de representantes de outras áreas.

Quem é o homem que precisa ficar sozinho

André Mendonça é o relator, no STF, de duas das maiores investigações de corrupção em curso no país: o caso do antigo Banco Master e o escândalo dos descontos indevidos nas aposentadorias do INSS.

Virar à esquerda: Um terço dos democratas norte-americanos identifica-se agora como socialista

Uma nova sondagem da CNN conduzida pela SSRS revelou que uma parte significativa dos eleitores democratas e simpatizantes do Partido Democrata norte-americano se identificam como socialistas, evidenciando a divisão ideológica dentro do partido na véspera das eleições intercalares

Paulo Hasse Paixão

sondagem revelou que, nesse terço socialista dos democratas, 59% deles têm menos de 45 anos e que 57% são brancos. Os eleitores democratas que se declaram socialistas  também têm menos probabilidade de ter um diploma universitário ou um rendimento anual superior a 100.000 dólares.

Significativamente, os socialistas tendem a estar mais motivados para votar nas próximas eleições intercalares. Enquanto 57% dos democratas não socialistas estavam “extremamente motivados para votar”, 66% dos socialistas disseram o mesmo.

Os socialistas são mais propensos a ter uma visão favorável do Partido Democrata do que os Democratas não socialistas, com 68% a ter uma visão positiva do partido. Os socialistas têm quase o dobro da probabilidade de apoiar a viragem à esquerda do partido do que os democratas não socialistas, dos quais 36% ficariam descontentes com um candidato explicitamente socialista.

Moraes, isso non ecziste!

Leandro Ruschel 

No vídeo, o ministro conta que na Polônia "cassaram cinco juízes da Suprema Corte" e que o presidente da corte, ao se recusar a sair, "foi saído pelo exército. Foram lá e tiraram à força." 

Essa cena nunca aconteceu. 

A crise polonesa foi real, mas a história é outra. A lei de 2018 reduziu a aposentadoria de 70 para 65 anos e atingiu 27 dos 72 juízes da Suprema Corte, não 5. A presidente da corte, Malgorzata Gersdorf, desafiou a lei e foi trabalhar: atravessou a multidão com uma rosa branca na mão e entrou no prédio.

Ninguém a impediu. Não houve exército.

Ela completou o mandato normalmente, em abril de 2020. E após ordem da corte europeia, a Polônia recuou e reintegrou os juízes. Está tudo em acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia e nas imagens da época. 

O ministro que passou vinte minutos ridicularizando quem acredita em "videozinhos" sem checar, narrou como fato uma remoção militar que nunca existiu. No exemplo que ele mesmo escolheu. E a plateia, de pé, aplaudiu. 

Walter e João Moreira Salles estão entre os bilionários que fizeram doações para candidatos, segundo TSE

Cineastas cariocas e herdeiros do Itaú, os irmãos Salles contribuíram para as campanhas de candidatos do PSB, PSOL e PT

Patricia Lima

Um levantamento realizado pelo jornal Valor com o auxílio de Inteligência Artificia(IA), sob supervisão humana, verificou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, entre os quatro bilionários brasileiros que fizeram doações para campanhas políticas, até 25 de agosto, estão os irmãos cariocas Walter Moreira Salles Junior e João Moreira Salles.

Segundo o veículo, o cineasta Walter Moreira Salles [foto], um dos herdeiros do Itaú e que soma US$ 5,1 bilhões em patrimônio estimado, teria feito R$ 300 mil em quatros transferências. 

O diretor do longa Ainda estou Aqui destinou R$ 100 mil a João Francisco Paiva Avelino (PSB), candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro e que concorre nas urnas como Chico Rubens Paiva. Avelino é neto do ex-deputado Rubens Paiva e de Eunice Ribeiro, cujas trajetórias foram retratadas no filme.

A sondagem do Valor verificou que Salles Junior também doou R$ 100 mil para Manuela D'Ávila (PSOL), candidata ao Senado Federal pelo Rio Grande Sul (RS). O cineasta fez ainda outras duas doações de R$ 50 mil cada, para os candidatos a deputados estaduais por São Paulo e BanhaAbidan Henrique da Silva (PSB) e Vilma Maria dos Santos Reis (PT), respectivamente.

Também cineasta e diretor, João Moreira Salles doou R$ 50 mil a Abidan Henrique da Silva (PSB), candidato a deputado estadual por São Paulo.

Bap processa Pedrinho e cobra indenização

O presidente do Flamengo, Bap, processou Pedrinho, presidente do Vasco, por danos morais e cobra indenização de R$ 40 mil

França Fernandes

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap [foto], entrou na Justiça contra Pedrinho, presidente do Vasco, por danos morais. O dirigente rubro-negro cobra uma indenização de pelo menos R$ 40 mil e também pede uma retratação pública após ter sido chamado de “mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita”.

Foto: Gabriel de Paiva

Na petição inicial, a defesa de Bap afirma que as declarações ultrapassaram o limite da crítica e atingiram a reputação pessoal do dirigente. O processo começou a tramitar nesta terça-feira (25).

– A presente ação não discute futebol, mas discute o limite entre criticar um ato e desqualificar uma pessoa – diz um trecho do documento.

As declarações de Pedrinho aconteceram no dia 19 de agosto, durante o embarque do Vasco da Gama para o Paraguai. O presidente do Cruzmaltino reagiu às manifestações do Flamengo sobre a situação financeira do Time de São Januário e afirmou que Bap estaria se envolvendo em questões relacionadas ao Clube.

25-8-2026: Oeste sem filtro – As manobras de Gilmar e Dino contra Mendonça + Tarcísio nega interferência em investigação do filme Dark Horse


Impostos, falências bilionárias e tensão máxima no STF. O Brasil está em ebulição e o Oeste Sem Filtro de hoje traz os bastidores explosivos da política e economia que afetam diretamente o seu bolso e a sua liberdade. 

Enquanto a campanha de Lula defende mais impostos e há movimentações bilionárias com a falência da Oi e a crise na Braskem, o STF cria gratificações milionárias para assessores.

Além disso, os bastidores da tensa relação entre Gilmar Mendes, Flávio Dino e André Mendonça, e o que significa a ligação de Lula para Trump.

[Quadro da Quarta] Adoração dos Magos

Adoração dos Magos é uma monumental pintura a óleo sobre tela criada pelo mestre barroco espanhol Francisco de Zurbarán entre 1638 e 1640. A obra mede 264 por 176 centímetros e encontra-se atualmente exposta no Museu de Grenoble, na França. 

Anteriores:
[Quadro da Quarta] O Anjo caído 
Le cardinal Richelieu sur la digue de Rochelle 
Declaração de Independência, EUA, 4 de julho de 1776 
Midi dans les Alpes – ou Journée venteuse 
Juramento da Quadra de Tênis 
As moças da margem do Sena

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Is Sikorski’s “European Legion” Proposal A Way For Poland To Deploy “Peacekeepers” To Ukraine?

Andrew Korybko 

Conservative President Karol Nawrocki is Poland’s Commander-in-Chief, but if the ruling liberal coalition’s Defense Minister places some Polish troops under EU control through the “European Legion”, then it’s unclear whether he could prevent them from being deployed to Ukraine

Polish Foreign Minister Radek Sikorski recently proposed the creation of a “European Legion” in an interview with Greek media. In his words, “I strongly advocate for a ‘European Legion’, a dedicated, standing force that could recruit seasoned professionals from the broader European family, including battle-hardened Ukrainian veterans after the war. The bottom line is that Europe must take ownership of its own security.”

He then added that “We cannot call Washington every time there is a fire in our backyard – whether that is a conventional threat or Moscow weaponizing migration flows from Africa and the Middle East against the EU. However, let’s be absolutely clear: This is not about building a parallel alternative to NATO or duplicating structures. What we need is a stronger European pillar within a stronger NATO. Our interests are complementary, not contradictory.”

Some observers were surprised by this since Sikorski rejected Zelensky’s proposed “Army of Europe” a year and a half ago. As Poland’s top diplomat said at the time, “I think we should be careful with this term because different people understand different things. If you understand by it the unification of national armies, it will not happen.” Therein lies the principal difference since the “Army of Europe” is about uniting national armies, which is a pipe dream, while the “European Legion” is a voluntary force.

Fábio Pagnozzi entra no condomínio de Lulinha em Madrid

Consegui entrar no condomínio de luxo do Lulinha em Madrid. O porteiro quase chamou a polícia após o jornalista Oswaldo Eustáquio pedir para chamar o Lulinha. 

É aqui que vive o Fábio Luis Lula da Silva, ex-catador de cocô de elefante: num condomínio de luxo na Espanha. 

Diante das denúncias envolvendo desvios de dinheiro de aposentados do INSS, é preciso investigar até o fim se houve tráfico de influência, intermediação ou qualquer ligação financeira que possa alcançar pessoas próximas ao poder. 

Porque, se dinheiro de aposentado foi desviado, ninguém pode estar acima da investigação. E se alguém se beneficiou desse esquema, direta ou indiretamente, precisa responder. 

O brasileiro que trabalhou a vida inteira merece respeito. O dinheiro do aposentado não pode financiar o luxo de ninguém. 

Isso exige investigação. 

Texto e Vídeo: Fábio Pagnozzi, X, 24-8-2026, 20h49

[Aparecido rasga o verbo] O inesperado salvador da pátria

Aparecido Raimundo de Souza

NA CELA ALFA 1025 do Corredor “B”, do pavilhão 4, eram ao todo, em número de sete. O preso Renato do Rego Melindrado, conhecido como 675, ou como lhe alcunharam os demais moradores do barraco, de “Tatu”, esperava que o preso Ariclério Bebezão da Costa, no dizer dos detentos e detidos, um infeliz “marinheiro de primeira viagem” registrado como o 1877 se curvasse aos instintos bestiais do Renato. Na verdade, ele, Renato, queria que o novato fosse a sua mulher. Literalmente. E, como tal, cuidasse dele, das suas roupas, lavasse as suas cuecas, fizesse a sua comida, providenciasse os seus banhos e lhe higienizasse, sem melindres asseando as partes íntimas, como se ambos vivessem uma vida normal, tipo marido e mulher.

Renato do Rego Melindrado, ou o asqueroso 675, até agora, só conseguiu, a muito custo, colocar no 1877 ou para ficar bem explicado, o Ariclério Bezerrão da Silva, uma calcinha cor de rosa minúscula, com um coraçãozinho na parte de trás e, por cima dela, uma sainha bastante curta e esvoaçante, que ao abaixar deixava a mostra toda a retaguarda ainda virginal do infeliz enterrada em seu rego de aspecto esfomeadamente magro. Essa façanha teve efeito com a ajuda dos detentos 455, 903, 524 e 719, respectivamentes o Perrota, o Minguadinho, o Chico Beiçudo e o Tiguel. O preso Ariclério, infelizmente era marinheiro de primeira viagem, ou seja, grosso modo, um novato e infeliz ainda completamente virgem no sentido látego da sofrida e penosa vida carcerária. Dos seis, havia um sétimo ocupante, o esquisito e temido 666’, ou o Negro Caladão. Esse personagem, um sujeito com cara de poucos amigos, quase batia a cabeça no teto. Alto, magro e careca, numa briga que tivera com outro detento da ala M. acabou deixando o cara com um olho furado. No mais, se fazia no único inquilino que ninguém se metia com ele, nem mesmo o salafrário do 675.

Os crimes desse agregado temeroso os piores de todos. Homicida, matava para ver o tombo. Mandava quem quer que o seu santo não agradasse da fuça, logo se punha a caminho de ver Deus ou o diabo mais cedo. A figura matava por puro gosto e prazer. Sem falar que da sua ficha voavam relatos escabrosos, do tipo, “matava por diversão” ateando fogo em pessoas vivas, em crianças e adolescentes, sem mencionar os inúmeros estupros com menores de idade. Antes de ser preso pela última vez, decapitou a própria esposa, as duas filhas, e, de lambuja, tirou a vida dos próprios pais. Suas condenações passavam de duzentos anos.  No dia a dia da cela, esse cara se prostrava num canto e não se socializava. Lado outro, por medo de ser morto à noite, na hora em que todos estavam tentando conciliar o sono, o 1877 fazia de tudo o que o 675 ordenava, sem fugir à risca, exceto (pelo menos, até agora, o se entregar de corpo e alma como a garota-mulher, ou a diva bonita, gostosa carinhosa e leal, se prestando a receber, sem pestanejar os afagos brutais e asselvajados do crápula, perverso e desalmado, Renato do Rego Melindrado. Como se dizia vulgarmente, do alto da sua triste situação, o 1877 estava intimidado e acovardado. Cagava um quilo certo, ao tempo em que vislumbrava seu futuro como uma névoa funestamente ilacrimável, em face da situação deteriorante que o envolvia a cada novo começo e final de dia.

Recreio vai ganhar castelo de luxo que promete se tornar novo ponto turístico do Rio

Em construção a cinco minutos da praia, o empreendimento terá espaços para eventos, gastronomia e experiências de alto padrão

Mariana Motta

Recreio dos Bandeirantes ganhará um novo empreendimento de arquitetura inspirada em um castelo, com a proposta de se tornar uma atração turística do Rio. Em construção a cerca de cinco minutos da praia, o Castelo do Pontal será voltado a eventos, gastronomia, entretenimento e experiências de alto padrão. 

O projeto é desenvolvido por um grupo de investidores que aposta no potencial do Rio como destino turístico nacional e internacional. A ideia é criar um espaço que possa receber moradores e visitantes e, ao mesmo tempo, funcionar como cenário para grandes eventos, celebrações, encontros corporativos e experiências gastronômicas.

A concepção arquitetônica é assinada pela arquiteta paulista Aline Morete, que desenvolveu um projeto de estética contemporânea, com elementos de imponência e sofisticação. O acompanhamento técnico da obra está sob responsabilidade do engenheiro Carlos Pereira Coutinho.

24-8-2026: Oeste sem filtro – Lula volta a dizer que Lulinha deve explicações + Debate esvaziado marca início da campanha presidencial


A Polícia Federal fecha o cerco nas investigações envolvendo Lulinha e lobistas, enquanto o cenário político ferve com a ligação de Lula para Donald Trump e o anúncio do fim da taxa das blusinhas!

Na live de hoje, vamos analisar os bastidores do debate da Band que gerou polêmicas, ausências e até cochilo.

Além disso, trazemos os detalhes da PEC que propõe uma reforma histórica no STF, o avanço da escala 6x1 que preocupa o TST, e os escândalos luxuosos envolvendo quadros de 100 mil euros e vizinhança com astros do Real Madrid.

Inscreva-se e ative o sino para não perder nenhuma atualização!

[Estórias da Aviação] Os casos mais bizarros da aviação [com Lito Sousa]

O que acontece quando um passageiro perde completamente o controle dentro de um avião? Pessoas tentando abrir saídas de emergência, brigas por assentos, excesso de álcool e comportamentos inacreditáveis a milhares de metros de altitude são apenas alguns dos casos que mostram por que a segurança de um voo depende de muito mais do que pilotos e sistemas da aeronave.

Neste episódio, Lito Sousa comenta alguns dos casos mais bizarros da aviação e explica como as companhias aéreas lidam com passageiros indisciplinados e situações capazes de colocar um voo inteiro em risco.

Você vai entender por que existem tantas regras antes do embarque, o que realmente está por trás das perguntas sobre sua bagagem e como cada procedimento funciona como uma nova camada de proteção contra aquilo que pode dar errado.

Um vídeo essencial para quem acompanha aviação, casos curiosos, acidentes aéreos e os bastidores da segurança dos voos. Lito também explica por que algumas companhias desenvolveram culturas de segurança mais fortes do que outras e como comunicação, disciplina e CRM dentro da cabine podem impedir que um simples erro se transforme em uma tragédia.

No fim, muitas das regras que incomodam passageiros hoje existem porque a aviação aprendeu, muitas vezes da maneira mais difícil, o que acontece quando uma única camada de proteção falha.

[Livros & Leituras] Ne dites pas à ma mère que je suis chroniqueur sur CNews, ele me croit toujours juge à Hazebrouk

Georges Fenech, Librairie Arthème Fayard, Paris, mars 2026, 208 pages.

« Il est des moments où se taire devient lâcheté.
Le temps est venu de rompre le silence, sans détour ni tabou.
Je vois mon pays dépérir : une école abandonnée, une justice dévoyée, des frontières offertes à tous les vents mauvais. 
Mais dénoncer ne suffit plus. En temps d’urgence absolue, le devoir de chaque citoyen est de jeter toutes ses forces dans la mère des batailles, celle à mener pour la survie de la France.
Parler librement n’est plus un luxe. C’est devenu un devoir. Et dans une époque où le mot juste devient un mot suspect, refuser de se taire est déjà une forme de résistance. »


Georges Fenech, ancien magistrat et député honoraire, chroniqueur à CNews et à Europe 1, est l’auteur de plusieurs essais sur la justice, la sécurité, les médias et la politique. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Exibição autoritária garante a liderança

FC Porto somou a terceira vitória na Liga frente ao FC Arouca (2-0)

O FC Porto recebeu e venceu o FC Arouca por 2-0 e é agora líder isolado da Liga Portugal com mais dois pontos do que o Sporting, Santa Clara e Marítimo. Num jogo de sentido único que opôs as únicas equipas com dois triunfos nas duas primeiras jornadas, os Campeões Nacionais foram superiores durante 90 minutos e criaram oportunidades suficientes para conseguirem um resultado mais dilatado, mas o guardião visitante travou 10 dos 12 remates à baliza dos portistas e só foi batido por Gabri Veiga (67m) e Borja Sainz (86m). 


Francesco Farioli lançou Alberto Costa e André Silva nos lugares ocupados por Nehuén Pérez e Deniz Gül em Vila do Conde, mas a primeira oportunidade da noite passou pelos pês de dois repetentes: William Gomes arrancou, Pepê desmarcou-se e o guarda-redes visitante fez a mancha. Depois do susto inicial, a formação orientada por Vasco Seabra reorganizou-se e foi preciso esperar até à passagem da meia-hora pela chance seguinte, um remate distante de Gabri Veiga que Arruabarrena voltou a desviar para canto.

Rio gasta quase um terço da verba de conservação para recuperar monumentos vandalizados

Cidade desembolsou R$ 850 mil em 18 meses para reparar estátuas, bustos, chafarizes e outros bens danificados; até julho, foram registrados 15 casos em 2026

Mariana Motta

Rio de Janeiro gastou R$ 850 mil nos últimos 18 meses para recuperar monumentos, estátuas, bustos e chafarizes que foram alvo de furtos ou atos de vandalismo. O valor representa cerca de 30% do orçamento da Secretaria Municipal de Conservação destinado à preservação desses bens históricos e culturais.

A cidade registrou 17 ocorrências de danos ao patrimônio público em 2025. Em 2026, o número já chegou a 15 casos até o fim de julho, praticamente igualando o total registrado durante todo o ano passado.

Atualmente, 1.150 monumentos estão sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Conservação. Desse total, 349 homenageiam personalidades ligadas à história do Rio, entre estátuas, bustos, esculturas e efígies.

A obra mais antiga é a estátua de Dom Pedro I, na Praça Tiradentes, no Centro. Datada do século XIX, a escultura retrata o imperador montado a cavalo. Já a mais recente é a homenagem ao cineasta Cacá Diegues, inaugurada em março deste ano no Alto da Boa Vista.

Drummond teve óculos furtados 13 vezes

Entre os monumentos mais conhecidos da cidade, alguns também estão entre os que mais sofrem com furtos e vandalismo. A estátua de Carlos Drummond de Andrade, na orla de Copacabana, é um dos principais exemplos. Desde sua instalação, em 2002, os óculos do poeta precisaram ser repostos 13 vezes, segundo a Secretaria Municipal de Conservação.

Torcida do Vasco critica Léo Jardim após derrota contra o Palmeiras

Torcida do Vasco da Gama cobra Léo Jardim após derrota contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro; veja comentários

Aniele Lacerda

Léo Jardim foi alvo de críticas da torcida do Vasco após derrota diante do Palmeiras na tarde deste domingo (23). A equipe de Pedro Emanuel perdeu pelo placar de 4×1 e se complicou ainda mais no Campeonato Brasileiro.

Foto: Matheus Lima/Vasco

Assim, a torcida não poupou críticas ao camisa 1 do Gigante da Colina. Para os torcedores, o goleiro falhou no terceiro gol anotado pelo time paulista. Na finalização de Mauricio, Léo não conseguiu chegar a tempo para fazer a intervenção.

Veja os comentários

“Reduz o salário do Léo Jardim ou coloca no banco.. jogar sem confiança não dá!”

“Leo jardim aceitou o gol”

“Não aguento mais o Leo Jardim”

“2026 tenebroso do senhor Léo Jardim. O goleiro mais bem pago do futebol brasileiro.”

“Leo jardim também já deu, falha bizarra”

Agora, o Vasco volta a campo para enfrentar o Vitória, nesta quarta-feira (26), às 21h30min, em local a definir, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil.

Título e Texto: Aniele Lacerda, Vasco Notícias, 23-8-2026

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[Sétima Arte] Os desgraçados não choram

The Damned Don't Cry! (bra: Os Desgraçados Não Choram) é um filme norte-americano de 1950, do gênero drama criminal, dirigido por Vincent Sherman, estrelado por Joan Crawford e David Brian, e co-estrelado por Steve Cochran e Kent Smith. 

O roteiro de Harold Medford e Jerome Weidman foi baseado na história "Case History", de Gertrude Walker. O enredo foi vagamente baseado no relacionamento de Bugsy Siegel e Virginia Hill.

"The Damned Don't Cry!" é a primeira das três colaborações cinematográficas entre Sherman e Crawford, sendo as outras "Harriet Craig" (1950) e "Goodbye, My Fancy" (1951).

Sinopse

O assassinato do gângster Nick Prenta (Steve Cochran) desencadeia uma investigação policial da misteriosa socialite Lorna Hansen Forbes (Joan Crawford), que parece não ter passado e agora está desaparecida.

Em flashbacks, as raízes anônimas da mulher são mostradas; seu casamento infeliz e sua antiga vida na classe trabalhadora, e sua determinação em encontrar "coisas melhores". Logo descobrindo que o apelo sexual é a única maneira de ascender socialmente, ela se aproveita de homem em homem até chegar ao centro de um sindicato criminoso. Wikipédia

domingo, 23 de agosto de 2026

O canhão não é de Lula

Tombado e pertencente ao Museu Histórico Nacional, no Rio, o canhão El Cristiano não é propriedade de Lula para ser oferecido ao Paraguai. A decisão presidencial afronta a memória da Guerra do Paraguai e levanta graves questões jurídicas sobre patrimônio público brasileiro

Quintino Gomes Freire

A notícia é tão absurda que inicialmente parece uma dessas provocações destinadas a testar até onde vai a capacidade do brasileiro de aceitar passivamente o desprezo por sua própria História. Algo do tipo: “vamos testar pra ver quão bovinos eles são”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu seu aval político para que o Brasil devolva ao Paraguai o El Cristiano [foto], o monumental canhão capturado pelas forças brasileiras durante a Guerra do Paraguai e que há mais de um século e meio se encontra no País, depois da sangrenta invasão que sofremos pelo país vizinho. 

Convém começar pelo mais elementar: Lula é presidente da República. Não é dono da República. Nem seu monarca, aliás. 

O poder que recebeu dos brasileiros pelo voto é um mandato temporário para governar segundo a Constituição Federal e as leis. Não é uma escritura de propriedade do território nacional, de seus museus, de seus monumentos e muito menos de seu patrimônio histórico e de sua herança cultural. 

Presidentes recebem votos. Não recebem escritura do Brasil.

O canhão El Cristiano não pertence a Luiz Inácio Lula da Silva. Não é um objeto pessoal guardado em algum armário do Palácio da Alvorada. Não é uma lembrancinha que possa oferecer a um visitante estrangeiro num gesto de cortesia. É bem público, peça do acervo do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, e integrante do patrimônio cultural brasileiro tombado. O próprio Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu formalmente essa situação quando discutiu exatamente a possibilidade de sua entrega ao Paraguai.

O ofício encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelo deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), recorda um fato jurídico inconveniente para quem imagina que a palavra presidencial basta: a peça integra o acervo tombado do Museu Histórico Nacional. É nossa propriedade. 

E a lei brasileira é cristalina. O Decreto-Lei nº 25, de 1937, determina que um bem tombado somente pode sair do País por curto prazo, sem transferência de domínio e para intercâmbio cultural. Enquanto subsistir o tombamento, portanto, não existe simplesmente a faculdade presidencial de mandar o canhão embora definitivamente. A própria Procuradoria do IPHAN já registrou que uma repatriação exigiria previamente o cancelamento da proteção e, tratando-se de bem público, levantou ainda a necessidade de desafetação e autorização legislativa. 

Lula pode ter opinião. Pode fazer política externa. Pode iniciar procedimentos administrativos. Pode tentar convencer outros órgãos da República. Pode até - numa atitude tresloucada -  destombar o canhão, mas não é dono dele para doá-lo. 

Ele não pode é confundir vontade presidencial com propriedade.

Continue lendo no » Diário do Rio 

Não há economia que resista…

A combinação de juros indecentes com a asfixia fiscal é um fardo imposto às empresas brasileiras. Essa realidade é insustentável e ameaça paralisar o Brasil


Nuno Vasconcellos

Qualquer pessoa sensata, que reflita sobre as medidas mais urgentes que terão de ser tomadas pelo próximo presidente da República — independentemente de quem vier a ser eleito em outubro —, não terá dificuldades para fazer a lista de prioridades. Em primeiro lugar, será preciso resolver a situação fiscal. Em segundo lugar, será importante resolver a situação fiscal. Em terceiro, será obrigatório, e com a máxima urgência, resolver a situação fiscal.

Isso mesmo! Embora a pauta de necessidades seja extensa e inclua temas sensíveis — como a segurança pública, o retrocesso diplomático e o desarranjo institucional —, nenhuma ação do novo governo será eficaz se a realidade não for encarada. E a realidade é que a situação fiscal se deteriorou a tal ponto que transformou o Brasil em um ambiente hostil para a atividade econômica.

A voracidade de um Estado que arranca do cidadão tudo o que consegue e gasta sem saber se terá dinheiro para honrar os compromissos é a causa primária dos males nacionais. Contas públicas desajustadas, como consta dos manuais que Brasília insiste em ignorar, pressionam a inflação e mantêm os juros nas alturas. A necessidade permanente de cobrir o déficit público (que deveria ser combatido com cortes nas despesas federais) serve de desculpa para a cobrança de impostos escorchantes. A soma de tudo fez do Brasil um ambiente hostil a quem quer empreender. Esta é a verdade.

SINAL DOS TEMPOS

Um exemplo dramático dessa realidade foi exposto na semana passada. Pressionada por um endividamento de R$ 17,3 bilhões, a Casas Bahia se tornou mais uma entre as quase oito mil empresas brasileiras que, neste momento, se encontram em Recuperação Judicial — a maior quantidade da história.

O que torna o caso emblemático é a trajetória da Casas Bahia. Criada em 1952, a empresa nasceu e cresceu sob um modelo de negócios baseado na decisão de vender fiado. Ao abrir a primeira loja, no município de Santo André, no ABC Paulista, o imigrante polonês Samuel Klein — sobrevivente do holocausto — cometeu a ousadia de oferecer crédito aos trabalhadores que chegavam em busca de emprego nas indústrias que se instalavam em São Paulo. O nome Casas Bahia, por sinal, é uma homenagem à origem dos primeiros fregueses.