domingo, 19 de julho de 2026

[Antigamente] ALF, o ETeimoso


ALF, um acrônimo da expressão inglesa Alien Life Form, ou seja, forma de vida alienígena, gira em torno de Gordon Shumway, um extraterrestre peludo do planeta destruído chamado de Melmac.

Ao seguir um sinal de rádio amador, ele acaba caindo na garagem da família americana Tanner, de Riverside, Califórnia. A típica família de classe média — Willie o pai e assistente social, Kate a mãe, com os filhos Lynn (adolescente) e Brian (criança), além da gata Lucky — se vê obrigatoriamente acolhendo o forasteiro alienígena.

A série foi criada pelo marionetista, roteirista, e produtor de televisão Paul Fusco (dois bonecos controlados – um para plano médio, um para corpo inteiro, além da voz) e pelo diretor, roteirista, ator e produtor Tom Patchett.

Estreou em 22 de setembro de 1986, ficou no ar até 24 de março de 1990, contando com 102 episódios em 4 temporadas, na rede NBC. 

No Brasil, estreou na Rede Globo com o nome ALF, o ETeimoso em 1987 aos domingos no horário das 12h.

Auge do sucesso no Brasil, ALF teve dois vídeos VHS lançados pela Lorimar Home Vídeo em 1987, cada qual contendo quatro episódios da primeira temporada da série. Foi exibida pela emissora carioca até 1995.

No final da década de 1990, teve uma rápida passagem pela Rede Bandeirantes, onde era exibido de segunda a sexta, às 20h00, antecedendo o programa Documento Especial.

Calado até às eleições de outubro

Um tirano que trancou um ex-presidente para a própria família


Rogerio Pires

Comece por uma imagem simples: uma porta. 

Do lado de dentro, um homem de 71 anos que carrega no corpo as marcas de uma facada que quase o matou em 2018. Do lado de fora, os filhos, os netos, os amigos. E, a partir da semana que vem, também o presidente de um país vizinho, que atravessaria a fronteira para um aperto de mão. 

Nenhum deles pode entrar. 

A decisão saiu na sexta-feira, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Ficam suspensas por 30 dias todas as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar em Brasília. As exceções cabem numa linha: médicos, fisioterapeutas e advogados. Antes disso, o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho e pré-candidato à Presidência, já havia sido proibido de visitar o pai por 90 dias. 

E há um terceiro prazo, o mais revelador de todos. Visitas de caráter político ou eleitoral estão vedadas até o fim das eleições de outubro. Foi com base nessa regra que o ministro negou, no sábado, o pedido para que Javier Milei, presidente da Argentina, visitasse Bolsonaro no dia 25, quando estará no Brasil para a convenção que deve oficializar a candidatura de Flávio. 

O estopim de tudo isso? Uma carta. Escrita à mão. Um pai dizendo ao filho que confia nele e pedindo união à família. Flávio publicou a carta nas redes. Para o ministro, isso violou a cautelar que proíbe Bolsonaro de se manifestar em redes sociais, inclusive por meio de terceiros. A defesa alegou que o ex-presidente não sabia que o texto seria divulgado. O argumento foi integralmente rejeitado. 

Mas a forma jurídica não esgota a pergunta política. E a pergunta política é uma só: qual o tamanho proporcional da resposta a uma carta de pai para filho? 

"A parcialidade, militância e produção de desinformação por empresas ditas 'jornalísticas'"

Marco Angeli

A enorme crise desencadeada na mídia norte americana pela recusa de entidades jornalísticas em transmitir o pronunciamento ao vivo do presidente Trump enfia o dedo diretamente numa ferida que é do mundo todo:

A parcialidade, militância e produção de desinformação por empresas ditas 'jornalísticas', mas que não passam de veículos camuflados de propaganda dos que pagam mais.

Caso típico, no Brasil, da rede globo e seus satélites. Instalados confortavelmente atrás da fachada do 'jornalismo', essas empresas encharcam o mundo de desinformação, casos que vão da cobertura mentirosa da crise do Covid19 até o encobrimento de fraudes e favorecimento de candidatos em eleições de todo o mundo.

Esses mesmos que jamais são responsabilizados e nunca são punidos por aquilo que cometem e que só tem um nome: crime.

O questionamento viral a respeito que ocorre hoje talvez tenha um efeito saneador: o de livrar o mundo, talvez parcialmente, dessas pragas da desinformação que, infelizmente, têm o poder de criar ou destruir governos.

Esse é o cerne numa questão em que Donald Trump insiste há anos, a de expurgar do cenário 'empresas jornalísticas' que insistem em agir contra o que sua própria concessão para operar obriga, nas democracias: a de informar sem parcialidade, e deixar a opinião ou crítica para o público que paga pela sua existência.

Poles Shouldn’t Let Themselves Be Duped By Zelensky’s Dishonest Reconciliation Attempt

Andrew Korybko 

His five-step plan is nothing more than a distraction from him doubling down on his anti-Polish policies

Zelensky announced a five-step plan last week for improving ties with Poland after his state-level glorification of the Volhynia Genocide’s OUN-UPA culprits sent them into a tailspin. The first is “decisions on the diplomatic track”, likely in reference to assuring Poland that top Ukrainian figures will stop talking about their dispute, both the core issues thereof and other facets. The purpose is to prevent further escalations such as that which followed Budanov’s false comparison of Poland with Russia in early July.

The second step is opening up all of the Ukrainian secret police’s and foreign intel agency’s archives on the Volhynia Genocide. Marta Havryshko, a US-based author and researcher focused on Ukrainian nationalism, the far right, and the Russo-Ukrainian War, noted that these archives have already been open for years. In her view, this announcement is a distraction from the government’s quietly increased funding of the Ukrainian Institute of National Memory, which is responsible for heroizing the OUN-UPA.

Moving along, the third step is Kiev’s decision to grant Warsaw many more permits to search for and exhume the remains of the Volhynia Genocide’s victims in order for them to then finally have a proper burial. If implemented at scale like Poland has long sought to have happen, then this would indisputably address one of the core issues of their dispute, but it would still fall short of formal Ukrainian recognition of this war crime and an end to its glorification of the culprits.

[As danações de Carina] Buraco de tatu

Carina Bratt

ENGRAÇADO como são as coisas. Hoje de manhã, rodando aqui pelo sitio Shangri-Lá, eu mais a Ellen, neta de Aparecido e Silvia, uma amiga que trouxemos de Vila Velha, achamos um. Mas alto lá: um o quê? Um trocinho redondo, bem feito, a terra nova ao redor ainda úmida, como se tivesse sido cavado na hora em que o sol nascia. Quem passa rápido certamente não veria. Tem que abaixar, olhar devagar, espiar com toda a calma, tipo assim, com os olhos de quem já conhece o jeito gostoso da terra. É um buraco de tatu. Não tem engano. Um minúsculo buraco de tatu. 

Meu pai sabia tudo de buraco. Na roça do sitio da minha avó, onde eu passei um bom tempo da minha infância, cresci, ouvindo ele dizer que ‘tatu é bicho que não gosta de viver em sociedade‘. Não faz alarde. Não canta, não toca, não faz pirraça. Não deixa rastro de onde vem nem para onde vai. Se assemelha muito, em dias de agora, aos nossos ladrões de terninhos de grifes dependurados em nossas costas mamando nas tetas desse povo sem eira nem beira. Quando você vê a porta redonda na terra, ele já está lá há três dias, ou já foi embora há três noites.

Ninguém nunca vê assim de cara, no tapa, um tatu cavando. Ele faz tudo no escuro mais escuro, no silêncio calma e tranquilo como quem cumpre um acordo antigo com o chão. Meu pai tinha uma teoria engraçada. Ele apregoava que ‘cada buraco de tatu guardava um segredo. Uma confidência enorme, grandiosa, ‘mais maior’ que as dos nossos ‘reconditórios’. Tanto poderia ser um osso de galinha que ele roubou do terreiro de noite, como uma moeda de dois reais (na época dele, um vintém que alguém perdeu há cinquenta anos), como poderia ser, de igual forma, uma tristeza que a gente enterrou sem querer e depois esqueceu que existia.

Estacionamento de shopping pode ficar de graça no RJ

Proposta em tramitação na Alerj prevê até seis horas de gratuidade mediante apresentação de nota fiscal e proíbe exigência de valor mínimo de compra

Mariana Motta

Motoristas do Estado do Rio de Janeiro podem ter uma nova regra para o uso de estacionamentos em shoppings, centros comerciais e estabelecimentos similares. O Projeto de Lei nº 7.926/2026, em análise na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), propõe o fim da cobrança para consumidores que realizarem compras ou contratarem serviços nesses locais. 

Pela proposta, o cliente que apresentar a nota fiscal ou comprovante de consumo terá direito à gratuidade do estacionamento por até seis horas. Caso a permanência ultrapasse esse período, o estabelecimento poderá cobrar apenas o valor referente ao tempo excedente.

O texto estabelece ainda que os empreendimentos não poderão exigir valor mínimo de compra para conceder o benefício. A medida valeria para shoppings centers, galerias comerciais, centros empresariais com área comercial integrada e outros estabelecimentos semelhantes.

Avisos deverão informar direito dos consumidores

Caso seja aprovado e sancionado, o projeto também obrigará os estabelecimentos a divulgarem, em locais de fácil visualização, informações sobre o direito à gratuidade do estacionamento para clientes que comprovarem o consumo no local. A proposta prevê que o descumprimento da norma poderá resultar em penalidades com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Jair Bolsonaro não está preso

Os presidiários no Brasil têm direitos que Jair Bolsonaro não tem

Tatiane Melchior Stefanello Hodson

Eles podem receber visitas da família e de outras pessoas. Tem autorização para saidinhas no Natal, Dia dos Pais, Carnaval e outras datas comemorativas. Presidiários têm acesso à celular e internet, e frequentemente recebemos ligações de marginais de dentro dos presídios tentando aplicar golpes.

Jair Bolsonaro, enquanto presidente, seguiu a Constituição e respeitou os direitos do presidiário Lula, que recebeu 572 visitas em seis meses.

O STF não só respeitou os direitos de Lula, como anulou a prisão desse traste que foi condenado em várias instâncias com infinitas provas de seus crimes de corrupção.

Jair Bolsonaro foi acusado de um golpe, mas não há provas. Não há delatores. Não existiu um processo legal na prisão de Jair.

Todas essas circunstâncias evidenciam que o  ex-presidente Jair Bolsonaro foi SEQUESTRADO pelo atual Executivo e Judiciário brasileiro.

Ele já esteve encarcerado no hospital, no presídio e em seu domicílio. À medida que a eleição se aproxima, seus carcereiros aumentaram o seu isolamento e agora, o tornaram totalmente incomunicável com o resto do mundo. Especialmente com as pessoas a quem Jair confia, ou que poderiam ajudá-lo. Seus próprios filhos não têm mais acesso ao pai.

Em que país estamos vivendo??

O golpe se voltou contra quem o desferiu

A tentativa de punir Flávio e a ofensiva de Trump contra o Brasil podem produzir o efeito contrário e favorecer seus alvos


Nuno Vasconcellos

O calendário eleitoral avança. Nesta semana terá início a temporada de convenções partidárias e, com elas, haverá uma mudança formal, porém importante, no cenário da disputa. Daqui por diante, os políticos que disputarão cargos eletivos este ano poderão ser chamados de candidatos — algo que já eram há muito tempo, mas que não podiam dizer. A convenção nacional do PL, de Flávio Bolsonaro, será no sábado, 25 de julho. A do PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrerá na próxima semana, dia 2 de agosto.

Os candidatos não precisarão recorrer a subterfúgios para pedir voto ao eleitor. No Brasil é assim: o Código Eleitoral é rígido e estabelece uma série de restrições a quem vai disputar eleições. Mas a impressão que fica é a de que os postulantes aos cargos nem ligam para isso.

Até o dia 4 deste mês, por exemplo, Lula, Tarcísio Gomes de Freitas, de São Paulo, e os outros governadores que disputarão a reeleição participaram de dezenas de inaugurações de obras de suas gestões. Os eventos nada mais foram do que comícios. Eles falavam e agiam como candidatos, distribuíam tapinhas nas costas dos correligionários — só não podiam se apresentar como candidatos.

MALHA FINA

Mais de uma vez, nessas ocasiões, os limites da lei eleitoral foram ultrapassados. Dias atrás, a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo se manifestou favorável à aceitação de uma denúncia contra o presidente Lula. O motivo foi um pedido explícito de votos para as candidatas que apoiará na disputa pelo Senado em São Paulo, Simone Tebet e Marina Silva — suas ex-ministras. A punição é multa de R$ 5.000 a R$ 25.000.

Será que o presidente está preocupado com isso? Não parece. Em 2024, Lula fez exatamente o mesmo: pediu votos antes da hora para o então candidato Guilherme Boulos, do Psol, que disputou a Prefeitura de São Paulo com o apoio do PT. Até hoje, mais de dois anos depois, não há registro do pagamento da multa, reduzida de R$ 20.000 para R$ 15.000.

Onde é? Qual o nome? 😉

sábado, 18 de julho de 2026

VEJA como a mídia é podre

[Pernoitar, comer e beber fora] Restaurante do Hotel Inatel, Piódão


Buffet:

Salada, Bacalhau e Vitela

Provei esta e aquele:


Bons, com certeza. Gostei mais do bacalhau.
Salão corretamente climatizado.
Atendente simpático.
Banheiro impecável.
Vista linda. 

Anteriores: 

Documentaire: Le suicide français

Dans un article de Valeurs actuelles consacré à Éric Zemmour, l'écrivain Denis Tillinac considère que « l’événement politique de la rentrée, c’est le succès de son livre Le Suicide français. À preuve la focalisation sur sa personne d’une haine de facture quasi djihadiste. Pétainiste pour les uns, fasciste pour les autres, il est harcelé par une meute à peu près unanime car il pointe avec une acuité cruelle les vrais ressorts de notre décrépitude morale. De notre dépossession affective. De notre mise au rebut de l’Histoire. »

Selon lui, « on peut discuter certaines des analyses de Zemmour, estimer qu’il isole trop l’objet de ses amours — la France — dans un contexte de chambardement historique mondial. […] Reste la pertinence globale du diagnostic, énoncé par un homme courageux ». Il souligne également que, comme « il n’épargne pas la droite "officielle", elle se signale par un mutisme apeuré. » 

Dans Figarovox, le sociologue, chroniqueur et auteur québécois Mathieu Bock-Côté estime que « Le suicide français est un livre d'histoire. Ou si on préfère, la chronique d'une décadence ». Bock-Côté écrit ainsi que Zemmour ouvrirait « un conflit de légitimité avec le régime soixante-huitard en refusant de souscrire à sa légende. Il a ainsi décidé de marquer son désaccord le plus complet avec l'époque, quitte à donner à l'occasion dans l'exagération, quitte à succomber à l'esprit de système, quitte à embellir exagérément les temps jadis et à noircir exagérément le présent. Mais on aurait bien tort d'y réduire sa pensée. Il révèle surtout un clivage politique authentique, recouvert par la fausse alternative entre libéraux-sociaux et sociaux-libéraux : faut-il poursuivre "l'émancipation" soixante-huitarde ou faut-il engager le réenracinement de l'homme ? »Wikipédia

[Pernoitar, comer e beber fora] Inatel Piódão Hotel

A inversão moral da epopeia homérica ou toda a verdade sobre a psyop de Christopher Nolan

Paulo Hasse Paixão

No épico ensaio vídeo que deixamos em baixo, Disparu diz muito daquilo que é preciso saber sobre a infame manobra a que Christopher Nolan sujeitou a obra de Homero.

Para além da iniquidade do casting e das aberrantes incorrecções históricas que implodem na cenografia (o guarda roupa é pobre ou implausível e um dos barcos usados no filme é uma reconstituição de um Drakkar, usado pelos vikings dois mil anos depois da era em que se desenvolve a acção da Odisseia); para além da cinematografia desleixada e do processo de banalização e desvalorização da linguagem (aparentemente, as “audiências modernas” são excessivamente estúpidas para suportarem uma tradução séria do grego homérico); para além de ser mais que evidente que existe no projecto de Nolan a clara intenção de destituir a obra dos seus mais elevados valores (e por acréscimo ou consequência, destituir a civilização ocidental das suas mais gloriosas referências); para além da eloquência de Disparu, que vale a pena apreciar (não é fácil fazer o que ele faz, assim espontaneamente, em vídeo), há que enfatizar o que o youtuber afirma no fim da sua assertiva dissertação, porque é mesmo necessário que toda a gente tenha consciência do que está aqui em causa.

Um dos eixos fundamentais na narrativa da Odisseia assenta na circunstância de que um grupo de aristocratas de Ítaca e de outras ilhas vizinhas ocupa literalmente a casa real de Ulisses, usando e abusando da mesa e da adega e dos criados durante a sua prolongada ausência (20 anos – 10 de guerra, 10 de regresso), na expectativa de que um deles seja escolhido para usurpar o seu trono e desposar a sua mulher, Penélope, que tenta por todos os meios recusar avanços e protelar a decisão de declarar rei morto, rei posto. A pressão e a humilhação a que a rainha é submetida é imensa e insustentável, mas ela persiste na sua fidelidade ao marido, acreditando que ele está vivo e regressará a casa.

Quando enfim Ulisses chega a Ítaca, apercebe-se da intrusão, do abuso, da arrogância e da deslealdade dos seus súbditos e mata-os a todos.

Investigações mostram que 95% dos postos do Rio funcionam em situação irregular e muitos têm ligação com crime organizado

Apenas em junho, dos 2.205 postos cadastrados no Rio, 2.100 foram notificados quanto à falta ou ausência de fornecimento dos dados fiscais sobre a compra e a venda de combustíveis

Patricia Lima

O setor de combustíveis fluminense apresenta dados alarmantes. Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ) cerca de 95% dos postos do Rio não enviaram ou encaminharam, de forma incompleta, os dados fiscais sobre a compra e a venda de combustíveis. Somente em junho, dos 2.205 postos cadastrados no Rio, 2.100 foram notificados quanto à falta ou ausência de fornecimento dos dados; o que, segundo a pasta, compromete o controle fiscal e impede o combate a fraudes e à atuação do crime organizado.

Foto: Agência Brasil

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, quase metade dos postos de combustíveis do Rio pode ter algum tipo de ligação com o crime organizado. E a ausência de registros regulares de compra e venda dos insumos, impede a identificação de fraudes, o rastreamento de operações suspeitas e a apuração dos desvios pelos auditores fiscais.

No setor, as fraudes fiscais são as principais fontes de financiamento das organizações criminosas. Segundo investigações, dinheiro do tráfico de drogas e de outros crimes seriam lavados via faturamento dos postos, como se fossem resultado da venda de combustíveis e de produtos das lojas de conveniência. As fraudes seriam facilitadas porque cerca de 40% das transações ainda são feitas em dinheiro, dificultando o rastreamento financeiro.

Outro indício criminoso identificado nas investigações é o esquema da chamada “bomba baixa”, quando o equipamento é adulterado para abastecer uma quantidade menor do que a indicada na bomba, fazendo o consumidor pagar a mais por uma litragem que não recebeu. Investigadores ouvidos pelo RJ2 avaliam que apenas uma quadrilha lucrou R$ 1,6 milhão mensais com a fraude.

Advogado de Lamacchia detalha compra da SAF do Vasco e rebate o Flamengo


Aniele Lacerda

A venda da SAF do Vasco ganhou um novo capítulo nesta semana. O advogado André Sica, representante de Marcos Lamacchia na negociação, confirmou que o acordo de investimentos já foi assinado e protocolado na Justiça. Em entrevista ao ge, ele detalhou os pilares do projeto e afirmou que a operação prevê mais de R$ 3 bilhões em compromissos para recuperar o Vasco da Gama.

Segundo Sica, o objetivo inicial do investimento é resolver o maior problema financeiro do Clube: o endividamento. Ele explicou que a recuperação judicial envolve cerca de R$ 1,3 bilhão em débitos, valor que pode cair para aproximadamente R$ 800 milhões após negociações com credores. Somadas as dívidas fiscais, o montante chega perto de R$ 1,1 bilhão.

O advogado destacou que a proposta vai muito além da compra das ações da SAF. Segundo ele, o projeto foi estruturado para quitar dívidas, equilibrar o fluxo de caixa, investir no futebol e melhorar a infraestrutura do Gigante da Colina, garantindo recursos para os próximos anos.

“Estamos falando de quase R$ 1,1 bilhão em dívidas”

Ao explicar o tamanho da operação, André Sica afirmou que o pagamento do passivo é a base do acordo firmado entre o investidor e o Cruzmaltino.

– A operação faz efetivamente o repasse de valores para pagamento dessas dívidas. É o ponto básico. A gente está falando de quase R$ 1,1 bilhão em dívidas que precisam ser pagas.

Na sequência, o advogado explicou que o investidor também assumirá a responsabilidade de equilibrar as contas do clube. Segundo ele, atualmente o Vasco arrecada cerca de R$ 500 milhões por temporada, mas possui despesas próximas de R$ 800 milhões.

– A diferença entre um ponto e o outro, eu preciso aportar. E assim por diante, até nos próximos cinco anos eu vou equilibrar o caixa.

R$ 500 milhões para reforçar o futebol do Vasco

Outro destaque do acordo é um aporte exclusivo de R$ 500 milhões para fortalecer o futebol do Time de São Januário. De acordo com André Sica, o dinheiro será destinado apenas para melhorar o departamento de futebol, seja com contratações, aumento da folha salarial ou outras despesas que elevem o nível competitivo da equipe.

17-7-2026: Oeste sem filtro – Trump acusa China e Venezuela de interferência nas eleições

#NoticiasAoVivo #PoliticaBrasil #Trump #GovernoLula #Geopolitica #STF #Brasil #Economia #UltimasNoticias  

Relacionados:
Défendre Lula mais condamner Marine Le Pen : l’hypocrisie de la gauche 
16-7-2026: Oeste sem filtro – Lula lava as mãos, e joga o Brasil no colo das tarifas de Trump + Ninguém solta a mão de ninguém: Jaques Wagner é motivo de orgulho para o Brasil… 
A censura à vida: quando defender o inocente se torna crime 
Joalheria de luxo na Barra da Tijuca é alvo de operação por venda de relógio falso de R$ 200 mil 
Rio registra novo recorde de frio com 10ºC 
15-7-2026: Oeste sem filtro – Rumble acusa AGU de mudar versão para defender m. + Mauro Vieira não atendeu à convocação da Câmara + Lula diz que prótese do SUS é melhor que a “dentadura do Trump”

[Versos de través] Eurídice


Manuel Cândido Pimentel

Estive hoje na tua campa coberta de flores.
Partiste há mais de vinte dias neste janeiro frio e chuvoso.
Um de janeiro do ano do senhor de dois mil e vinte e quatro
para ser mais preciso. O dia da tua paixão e morte. Recordo essa manhã terrível
que desceu sobre mim em rajadas de granizo e fogo.
A voz ao telefone era assim, sem mel, e debitou a notícia:
simples, informal, de funcionário… tinhas falecido, e às dez e cinco.
Sacaram-me a alma pelas costas e ficou lá um vazio
por onde por vezes fito o infinito…
Solta-me, senhor, um véu de estrelas nos olhos
para que eu possa voltar a vê-la.
Tenho saudade de Orfeu correndo-me nas veias.
Tangerei a minha lira e descerei aos infernos…

Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 22-1-2024

Anteriores:
Vogais 
Visão 
Memória 
A voz dos búzios 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Défendre Lula mais condamner Marine Le Pen : l’hypocrisie de la gauche

En appelant Marine Le Pen à s’éloigner des urnes au nom de la “morale”, une partie de la gauche renie le principe qu’elle défendait hier au Brésil

Victor Eyraud

En politique, la cohérence est une dette où seuls les intérêts comptent. A quoi bon défendre un précepte et s’y tenir, quand on peut changer de conviction au gré de ses causes ?

Quand Marine Le Pen annonce le maintien de sa candidature et son pourvoi en Cassation – qui, rappelons-le, fait encore jouer la présomption d’innocence –, une bonne partie de ses adversaires s’insurge pour enterrer la candidate ressuscitée : « Imagine-t-on un président condamné ? » Leurs positions passées répondent pour eux : ça dépend, est-il de gauche ?

La démocratie est un fragile équilibre entre la Politique et le Droit.

Au fond, le procès ravive cette question de principe qui plane au-dessus des arguties juridiques : est-il sain et bon que des juges empêchent un candidat à la présidentielle à quelques mois du rendez-vous démocratique cardinal ? Dans ses motivations d’ailleurs, la cour d’appel de Paris considère ce dilemme à sa juste valeur. 

Et justifie son arbitrage qui prend le contrepied du « trouble à l’ordre public démocratique » sorti du chapeau en première instance : il faut « apprécier la proportionnalité de la sanction au regard de l’atteinte portée [à] la liberté de choix de l’électeur, condition d’expression du suffrage démocratique. » Pourtant, certains balaient encore le débat d’un revers de la main : « Les politiciens ne sont pas au-dessus des lois ! » C’est vite oublier que la démocratie est un fragile équilibre entre la Politique et le Droit. La gauche comprenait cette subtilité du temps de Lula.

Lula « illibéral » comme Le Pen ?

Remontons moins de dix ans en arrière. Mouillé dans “l’affaire Petrobras” et reconnu coupable d’avoir accepté un pot-de-vin de 3,7 millions de reais, Luiz Inácio Lula da Silva est condamné en appel le 24 janvier 2018 à douze ans et un mois de prison. Incarcéré en avril, l’ancien président du Brésil, alors favori des sondages, est déclaré inéligible pour l’élection présidentielle d’octobre.

Deux mois avant le suffrage, le comité des droits de l’homme de l’ONU, constitué d’experts des droits civils et politiques, implore la justice brésilienne d’autoriser le chef des travaillistes à se présenter tant que tous ses recours n’auront pas été épuisés. En vain. Lula est derrière les barreaux quand Jair Bolsonaro l’emporte face à son remplaçant au pied levé, Fernando Haddad. 

Le privilège rouge est vif quand il s'agit des juifs

Magazine CAUSEUR, nº 147 – été 2026

Pedro Emanuel abre o jogo sobre reforços após derrota do Vasco no Brasileiro

Com apenas 20 pontos em 19 rodadas, o Vasco da Gama busca reforços para reagir e sair do Z4 no Campeonato Brasileiro

Altair Alves

Antes mesmo da abertura oficial da janela de transferências, o Vasco já trabalha para reforçar o elenco visando a sequência da temporada. Após a derrota no Campeonato Brasileiro, o técnico Pedro Emanuel [foto] comentou, em entrevista coletiva, sobre a possibilidade de novas contratações e indicou que o Cruzmaltino segue atento ao mercado.

Foto: João Guerra/ge

A situação da equipe na competição aumenta a necessidade de reforços. Com o revés para o Vitória, o Vasco permanece no Z4, ocupando a 17ª colocação, com 20 pontos conquistados. O aproveitamento de 35% preocupa, já que historicamente está dentro da faixa registrada por times que acabam rebaixados para a Série B.

– Eu já estou no futebol profissional há 17 anos como jogador, e 17 anos como treinador. O mercado está aberto, então tudo é possível: entradas, saídas. Isso cabe naturalmente a nós debater isso internamente. Mas quando fui contratado, era para trabalhar essa equipe, e com os jogadores que estão a minha disposição. Acredito que hoje tivemos melhorias, não aquela que gostaríamos, que era conquistar pontos. Se não ganhássemos, pelo menos levar um ponto, que nos alimentaria também na tabela, mas isso não foi possível. Por isso mesmo vamos continuar trabalhando. Vai começar o ciclo de jogos infernal, o que é normal. E essas questões, ao longo do tempo, vocês vão ganhando conhecimento. Agora naturalmente não vou compartilhar com vocês. Cada coisa no seu tempo, o mercado está aberto e tudo é possível.

Simplesmente Renato Machado

Aparecido Raimundo de Souza

O jornalista Renato Machado, ex-apresentador do “Bom Dia Brasil”, veio a óbito nesta manhã de quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. 

A informação desse óbito foi confirmada pela assessoria de comunicação da unidade, que não informou a causa da morte.

Em nota, disse apenas:

"A Clínica São Vicente lamenta o falecimento do jornalista Renato Machado na manhã desta quinta-feira e expressa suas condolências à família".

Renato Machado era casado com a também jornalista Mônica Morel. 

Era pai da atriz Maria Eduarda Machado e avô de Serena, sua primeira neta, de nove meses. 

Esse brilhante jornalista nasceu no Rio de Janeiro aos 24 de março de 1943. 

Um grande amigo que tive o prazer de conviver com ele, por alguns anos. 

Perda irreparável. 

O jornalismo está de luto. 

Que o Pai Maior conforte a sua família e os amigos

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha, no Espírito Santo, 17-7-2026 

The movie Europe doesn’t want you to see

“Citizen Vigilante” serves as a warning to governments that if they don’t secure their borders, enforce laws and protect their most vulnerable, then ordinary people will resort to self-help

Thane Rosenbaum

Movie audiences everywhere await the premiere of Christopher Nolan’s star-studded summer blockbuster, “The Odyssey,” featuring Matt Damon. Meanwhile, another movie, “Citizen Vigilante,” helmed by a largely unknown German director and starring Armie Hammer, who suffered the cancellation consequences of #MeToo, failed to get a commercial release.

Nonetheless, “Citizen Vigilante” tops Amazon’s VOD streaming list at No. 1 and has received a 94% Rotten Tomatoes audience score. Other platforms are streaming the film with similar audience enthusiasm.

A tale of two movies depicting Europe: one centered in Ancient Greece; the other delving into the dark side of today’s continent. In “The Odyssey,” a victorious general tries to make his way home after 10 years at war and another decade in a brutal journey back. “Citizen Vigilante” is about how an entire homeland can be surrendered to foreigners who violently take over the mores of a civilization, are placated by cowardly governments and assured that their crimes will go unpunished.

“The Odyssey” is about the aftermath of war; “Citizen Vigilante” is about a war to come, where citizens must decide whether they are prepared to reclaim their nations and ensure the safety of their families.

For this reason, “Citizen Vigilante” is the true thriller and truth-teller of the summer. If you can see only one movie, skip the lines at the multiplex, forgo the IMAX technology and contemplate a “Mad Max” morality. Expose yourself to a fictional tale that is looking all too real each day—and will soon be playing at a theater near you.

Not a movie theater, but a theater of war on city streets.

“Citizen Vigilante” is no cinematic achievement. It’s low-budget, self-financed fare. Grimly lit. Poorly plotted. And no score or soundtrack to speak of. Hammer, always compelling, is no longer a matinée “star.” No matter how many times the movie gets streamed, a career comeback is not likely from this performance.