sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Encantadora França: Adolescente imigrante detido após roubo e violação de idosa de 80 anos

Paulo Hasse Paixão 

O chocante ataque a uma idosa em Rennes, França, reacendeu as preocupações com a criminalidade entre os imigrantes no país e crescente indignação pública face à inacção das autoridades francesas no combate à onda de crimes que assola o país

 Uma mulher de 80 anos foi violada e roubada em Rennes no início deste mês por um marroquino de 16 anos quando regressava a casa depois de uma noite com a filha. O suspeito abordou-a numa scooter, seguiu-a até ao seu prédio no bairro de Colombier depois de ela ter recusado a sua escolta, pressionou-a contra a parede e violou-a, antes de lhe roubar uma joia de ouro e fugir. 

A polícia deteve o adolescente após uma rápida investigação que envolveu imagens de câmeras de segurança e provas de ADN. O tarado foi encontrado na posse de cocaína e é descrito como um menor sem-abrigo, residente legal, mas desacompanhado, nascido em Marrocos em junho de 2010.

[Aparecido rasga o verbo] Fogo morto

Aparecido Raimundo de Souza

HOUVE UM TEMPO lindo, um tempo majestoso em minha vida onde cada segundo vivido, parecia pegar força e alento e se transformar em fogo. Não o que queima e destrói, mas aquela chama suave, quente e constante que brilhava nos olhos de quem amava e que aquecia cada canto da casa, que fazia o tempo parecer mais lento e o mundo mais simpaticamente bonito.

Falo daquele fogo, que se constituía em minha alegria, no meu motivo, ou mais claro ainda, na certeza de que o bem imarcescível existia e não só existia, permanecia.

A chama se moldava plena. Brilhava nos dias comuns e nos dias de festa. Se fazia presente em cada risada, em cada abraço, em cada palavra dita com carinho e respingos de afeto. Parecia que nunca se apagaria, que a lenha nunca faltaria, que o vento sempre seria brando e que aquele brilho se constituiria na luz eterna dos meus dias num para sempre infindável. Eu vivia também naquela chama uma recepção sem medo, sem desconfiança, sem ao menos imaginar que o fogo, um dia, poderia findar.

De fato. O tempo passou e as coisas foram para o beleléu. Se repaginaram da água para o vinho. A lenha posta à queima, acabou aos poucos, sem que eu percebesse. A brasa impetuosa, que antes se mostrava alta e forte, se quedou minguada, foi decaindo, afundando, estuporando, perdendo o brilho, perdendo a grandiosidade do calor.

Até que, sem alarde, sem grande estrondo, se apagou. Deixou de ser fogo e se tornou apenas num punhado de cinzas.

Cinzas frias, leves, sem calor, sem brilho, sem vida. Por conta disso, do nada, inesperadamente, o vento veio não sei bem de onde, mas veio. Chegou de mansinho, se abancou sem pressa, sem dizer “oi” sem pedir licença, sem sequer rugir.

E, soprando devagar, levou aquelas cinzas para longe. Carregou tudo o que restou da frágua ensandecida e da intrepidez incandescente. Levou para além dos meus olhos, que hoje já não brilham como antes, e apenas enxergam o mundo esmaecido, sem cor, sem calor, sem as cores espalhafatosas da vida que outrora se fazia imensurável.

Governo autoriza hotel de 11,8 mil metros quadrados no Aeroporto Santos Dumont

Ministério de Portos e Aeroportos autorizou a Infraero a conceder uma área de 11,8 mil metros quadrados no Santos Dumont para a implantação de um hotel

Quintino Gomes Freire

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) autorizou a Infraero a conceder o uso de uma área do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, para a implantação de um hotel. O espaço destinado ao empreendimento tem cerca de 11,8 mil metros quadrados.

Foto: Marcio Curvello/Diário do Rio

A autorização permite que a estatal celebre um contrato com duração de 20 anos. O prazo supera o limite adotado normalmente nos contratos comerciais dos aeroportos administrados pela Infraero.

Segundo o Ministério, o período maior busca dar condições para a realização dos investimentos necessários à construção e à operação do hotel. A implantação do empreendimento dependerá agora do processo conduzido pela estatal para escolher a empresa responsável.

Qualquer alteração futura no contrato precisará de autorização prévia da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC).

Hotel deverá ser mantido em eventual concessão do aeroporto

Pedro Emanuel analisa empate e vê Vasco preparado para jogar em Assunção

Treinador lamentou falta de eficiência do Vasco da Gama no 0 a 0 com o Olimpia, mas destacou atuação da equipe e vê confronto aberto

Anderson Montalvão

O Vasco empatou em 0 a 0 com o Olimpia nesta quinta-feira (13), em São Januário, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Apesar do resultado, o técnico Pedro Emanuel avaliou positivamente a atuação da equipe, destacou a postura defensiva do adversário e afirmou que o Cruzmaltino tem condições de fazer um bom jogo em Assunção.

Para o treinador, o Olimpia adotou uma postura mais defensiva do que o habitual e dificultou a transformação do domínio vascaíno em gols. Pedro Emanuel destacou o volume ofensivo apresentado pelo Cruzmaltino durante a partida.

– O Olimpia não vai fazer um jogo em casa como fez hoje. Foram extremamente defensivos, os números são evidentes. Isso nos levou a um tipo de jogo que não é comum no nosso campeonato, com 20 chutes, vários escanteios… Baita atitude da equipe.

O treinador também lamentou as oportunidades desperdiçadas, mas elogiou o comprometimento dos jogadores, inclusive daqueles que tiveram menos minutos recentemente.

– Criamos duas ou três boas oportunidades para pelo menos sair com um gol. Ficamos desiludidos porque queria essa vitória para a torcida. Fica o orgulho pelos jogadores que deram tudo de si, alguns não vêm sendo muito utilizados, mas mesmo assim deram tudo.

Técnico vê confronto aberto para o jogo de volta

Pedro Emanuel não considerou o empate um resultado definitivo e acredita que o comportamento do Olimpia será diferente atuando diante de sua torcida. Para ele, o fato de os paraguaios precisarem atacar pode abrir espaços para o Vasco.

“Representar um clube desta dimensão é um privilégio e uma responsabilidade”

Em entrevista à Sky Sports, Francesco Farioli afirma que “o FC Porto é um clube enorme” e “uma grande instituição com imensa história”


“O FC Porto é um clube enorme, uma grande instituição com imensa história” e para Francesco Farioli “tem sido um privilégio e uma grande oportunidade” orientar “o clube português com mais troféus”. Em entrevista à Sky Sports após a vitória na Supertaça Cândido de Oliveira, o treinador do FC Porto descreve a conquista de 88 títulos como “um feito incrível” e revela sentir “uma responsabilidade grande” por saber “o que o clube significa para os seus adeptos”.

“A minha responsabilidade enquanto treinador do FC Porto é diferente, crio uma ligação aos adeptos, com o clube e com as pessoas que o dirigem. Neste contexto não basta dar bons treinos no relvado, isso é só uma parte do trabalho”, afirma o técnico Campeão Nacional em declarações à principal emissora desportiva britânica.

Um gigante mundial
“Conquistar 88 títulos é um feito incrível que faz do FC Porto o clube português com mais troféus. O FC Porto é um clube enorme, uma grande instituição com imensa história. Quando entramos no Museu vemos os troféus todos, os nacionais e os internacionais… ter oportunidade de representar um clube desta dimensão é um privilégio diário e uma responsabilidade grande, por causa da história do FC Porto e do que o clube significa para os seus adeptos.”

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

[Daqui e Dali] Como os homens fazem suas medidas

Humberto Pinho da Silva

Lembra-nos os "Apólogos Dialogais", de D. Francisco Manuel de Melo, uma grande verdade, mas poucas vezes dita:

Andava em alvoroço e sobressaltada, a gente alojada nas costas do Reino - porque havia mísero pirata que infestava a costa macedónica, com duas pequenas barcas movidas a remos. Até que janízaros o arrastaram à presença do Grande Alexandre.

Na presença de Sua Majestade, o pobre corsário tremia e temia receando severo castigo. Porém, movido de coragem, empertigou-se e de voz macia e segura, respondeu às ásperas injúrias de Sua Majestade. Transcrevo as próprias palavras do nosso insigne clássico, conservando o sabor e a elegância da sua sublime prosa:

“Tá, tá, senhor Alexandre! Não me trates, que tu e eu, ambos temos um próprio ofício, mas com tal diferença: que a ti, porque roubas o mundo cercado de exércitos, te saúdam as gentes por monarca, e a mim, que com poucos companheiros faço pequenos danos, me infamam de corsário."

E Manuel de Melo, remata: " Eis aqui como os homens fazem suas medidas! "

Este texto merece reflexão ponderada:

Se cai nas teias da justiça grande senhor, este apresenta-se aos magistrados acobertado de juristas experientes que, com presteza, conseguem que saia ileso ou pena reduzida.

Não existe Polícia Federal; existe Andrei Rodrigues


Não existe PGR; existe Paulo Gonet.

Não existe STF; existe Alexandre de Moraes.

Parem de usar o nome das instituições para se referir a atos e condutas cometidos por aqueles que se escondem atrás delas para violar o direito. Afinal, é justamente o eventual prestígio nominal das instituições que lhes serve de fachada e acobertamento.

Mas instituições não tomam uísque com Vorcaro em Londres. Pessoas o fazem.

Não foi a PGR que autorizou um ministro do STF a violar sigilo de fonte. Foi o camarada Gonet, que o fez em favor dos camaradas Alexandre e Dino, que desejam perseguir críticos e desafetos políticos.

Falem as coisas de maneira clara, pois um problema que não é dito claramente jamais será resolvido.

Título e Texto: Flávio Gordon, X, 12-8-2026, 10h45

A imprensa ignora Fauci porque teria que admitir o próprio papel na pandemia

Durante a pandemia, a imprensa brasileira não apenas cobriu decisões autoritárias, mas ajudou a construir o regime de exceção em nome da "ciência"

Leandro Ruschel 

Por que a imprensa brasileira segue ignorando o escândalo do diário de Fauci? 

A resposta curta é simples: não é distração, não é falta de espaço e não é porque o assunto seja americano demais. É porque noticiar Fauci obriga a militância de redação a admitir que foi instrumento. Durante a pandemia, a chamada imprensa brasileira não cobriu um regime de exceção. Ela ajudou a construí-lo. 

Reconhecer agora que os chamados “negacionistas” estavam certos sobre uma parte relevante das coisas significaria reconhecer o próprio papel na máquina. E isso ninguém faz de graça. 

Em 29 de julho, o senador Rand Paul divulgou mais de mil páginas do diário pessoal de Anthony Fauci. No mesmo dia, Fauci foi depor no Senado americano e invocou a Quinta Emenda, que protege o cidadão contra a autoincriminação. O homem que recomendou lockdown, máscara e vacina para o mundo inteiro se recusou a responder ao Senado do próprio país alegando que responder poderia incriminá-lo. 

E não foi só isso. Antes de deixar o cargo, Joe Biden concedeu a Fauci um indulto preventivo, antes de qualquer acusação formal. Esse é o tamanho do caso. 

Agora repare no que virou notícia no Brasil. A parte em que Fauci chama Trump de “adolescente detestável” ganhou destaque. A parte que atinge a autoridade sanitária foi empurrada para a checagem contra quem ousou falar dela. O que atinge Trump vira reportagem. O que atinge o regime sanitário vira fiscalização contra o crítico. 

O caso brasileiro que resume tudo é o de Nísia Trindade. Ela veio a público acusar Nikolas Ferreira de mentir, dizer que não permitiria que a desinformação apagasse o que a ciência comprovou e sustentar que quem negou a ciência colocou a população em risco. Mas Nísia não é uma cientista neutra pairando acima da política. Presidiu a Fiocruz de 2017 a 2022, foi ministra da Saúde de Lula até fevereiro de 2025 e, em 1º de agosto, oficializou sua candidatura a deputada federal pelo PT. 

Ou seja: é candidata do partido que governa, defendendo a própria gestão. 

Mansão de Ivo Pitanguy, na Gávea, é colocada à venda por R$ 3,5 milhões

Casa projetada por Sérgio Bernardes tem 1.503 m² de área construída e foi onde o cirurgião plástico viveu até à morte

Victor Serra 

Mais um imóvel que pertenceu ao cirurgião plástico Ivo Pitanguy chega ao mercado. Depois da família herdeira anunciar a venda da ilha que foi do médico em Angra dos Reis, avaliada em R$ 550 milhões, agora é a vez da casa onde o profissional morou até a morte, em 2016. A mansão fica na Rua Emile Zola, na Gávea, em um condomínio fechado aos pés do Maciço da Tijuca, e está anunciada por R$ 3,5 milhões.

Projetada pelo arquiteto Sérgio Bernardes, a residência ocupa um terreno de 6.400 m² cercado pela Mata Atlântica e tem 1.503 m² de área construída. A arquitetura foi concebida para aproximar os ambientes da natureza, aproveitando a localização entre a mata e as áreas externas da propriedade.

A casa tem seis quartos, três deles suítes. A principal conta com walk-in closet e mezanino. O imóvel ainda reúne salão dividido em quatro ambientes, lareira, varanda, escritório, sala de TV e adega. Na área externa, há piscina aquecida com cascata, sauna e uma quadra de tênis de aproximadamente 500 m². A garagem coberta comporta até oito carros. 

Mulher é presa no Galeão com quase de 3 kg de cocaína no sutiã

Droga estava diluída e escondida em preservativos colocados no bojo da peça íntima. Mulher faria um voo para Bruxelas, na Bélgica

Patricia Lima

Uma fiscalização de rotina nos canais de inspeção do Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 36 anos, nesta quarta-feira (12). Com ela, agentes da Polícia Federal encontraram aproximadamente 2,8 kg de cocaína escondida no sutiã.

A passageira, segundo os policiais, estava com embarque marcado para Bruxelas, na Bélgica, em um voo com escala em Londres, no Reino Unido. A cocaína estava diluída e escondida em preservativos colocados no bojo do sutiã. A droga foi apreendida e encaminhada para ser periciada.

A mulher, que é natural de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, foi encaminhada ao sistema prisional fluminense e deve responder pelo crime de tráfico internacional de drogas.

O caso será investigado para apurar as circunstâncias do transporte e a possível participação de outras pessoas no esquema.

Título e Texto: Patricia Lima, Diário do Rio, 13-8-2026 

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

[Quadro da Quarta] O Anjo caído

O Anjo Caído – em francês, L'Ange déchu – é uma pintura do artista francês Alexandre Cabanel. Foi pintada em 1847, quando o artista tinha 24 anos, e representa Lúcifer após sua queda do paraíso.

A pintura faz parte do acervo do Museu Fabre em Montpellier, França.

Anteriores:
Le cardinal Richelieu sur la digue de Rochelle 
Declaração de Independência, EUA, 4 de julho de 1776 
Midi dans les Alpes – ou Journée venteuse 
Juramento da Quadra de Tênis 
As moças da margem do Sena 

Paradas estavam, paradas estão, paradas estarão...😡 até quando?

Estação Ferroviária de Massamá-Barcarena:
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Estação de Massamá/Barcarena: escadas rolantes PARADAS 

Triunfo das trevas: Estado do Massachusetts legaliza aborto sem restrições até ao momento do parto

Paulo Hasse Paixão

A governadora democrata do Massachusetts, Maura Healey, sancionou uma lei que permite efetivamente o aborto durante todos os nove meses de gravidez, até ao momento do parto. As mulheres liberais que encheram a sala celebraram alegremente a assinatura da lei

A lei anterior restringia o aborto após as 24 semanas a circunstâncias específicas: preservar a vida da paciente, a saúde física ou mental, uma anomalia fetal letal ou um diagnóstico grave incompatível com a vida sustentada fora do útero sem intervenção extraordinária. Essa estrutura foi agora abolida.

A nova lei, enganosamente intitulada “Lei de Priorização do Acesso do Doente a Cuidados” (H. 5595), determina que um aborto pode ser realizado por um médico com base exclusivamente no julgamento da parturiente e do médico. Nenhum processo de revisão clínica se pode sobrepor a este juízo e à decisão da parturiente.

Como se aprisiona um homem sem erguer uma única parede

1970, foto: Wikipédia

Marcos Paulo Candeloro  

O século XX descobriu, com atraso considerável e um custo em cadáveres que ainda não terminamos de contar, que fuzilar dissidentes é método rudimentar. Deixa corpo, deixa viúva, deixa mártir, e obriga o regime a explicar-se, sendo a explicação exatamente aquilo que poder algum concede de bom grado. Foi por isso que, em algum ponto da longa digestão burocrática que separa Stálin de Brejnev, a psiquiatria soviética ofereceu ao Estado uma solução de elegância quase geométrica. Em vez de matar o inconveniente, bastava diagnosticá-lo. 

O nome técnico da coisa era esquizofrenia lenta, categoria forjada por Andrei Snejnévski e sua escola no Instituto Serbsky. A genialidade perversa do conceito residia em sua elasticidade, porquanto dispensava sintomas visíveis. O paciente podia raciocinar com clareza, trabalhar, criar filhos, pagar seus tributos, e ainda assim padecer de enfermidade latente cujo único sinal clínico consistia, grosso modo, em discordar do Partido. Reformismo obsessivo. Delírio de reivindicação de direitos. Perseverança patológica na defesa daquilo que o sujeito insistia em chamar de verdade. Vladímir Bukóvski contrabandeou para o Ocidente, em 1971, cerca de centena e meia de páginas documentando o procedimento, e a Associação Mundial de Psiquiatria ainda levaria seis anos para condená-lo formalmente, em Honolulu. A União Soviética retirou-se da entidade em 1983, poupando-se do constrangimento da expulsão. Ninguém foi condenado. Todos foram tratados. 

Ora, seria enormemente reconfortante supor que semelhante engenhoca só floresce no solo húmido do socialismo real, e por isso mesmo convém lembrar de Yuri Nosenko. Oficial da KGB, desertou para os Estados Unidos em 1964 trazendo informação sobre Lee Harvey Oswald, e James Angleton, chefe da contrainteligência da CIA, convenceu-se de que se tratava de plantio. Nosenko passou então algo em torno de três anos em confinamento, boa parte numa cela de concreto, submetido a privação sensorial e interrogatório hostil, sem acusação formal, sem defesa e sem que tribunal algum houvesse sido informado de sua existência. Depois foi inocentado e contratado como consultor pela mesma agência que o havia sepultado. A república mais ciosa de seu habeas corpus no planeta simplesmente não sabia que ele estava ali. 

Por que tanto espanto?!

Quando jornalistas denunciavam abusos e perseguições contra Bolsonaro, eram chamados de “blogueiros”, e muitos preferiam o silêncio

Garantias constitucionais não podem depender de quem é atingido. 

Vocês alimentaram esse monstro!🫵

Texas BBQ leva churrasco de fogo de chão e shows ao Shopping Metropolitano Barra

Texas BBQ acontece de 21 a 23 de agosto no Shopping Metropolitano Barra com churrasco de fogo de chão, chope artesanal, música ao vivo e área infantil

Quintino Gomes Freire


Shopping Metropolitano Barra recebe, entre os dias 21 e 23 de agosto, o Texas BBQ, festival gastronômico com churrasco, chope artesanal e música ao vivo. O evento será realizado no estacionamento Oeste, próximo à Centauro, com entrada gratuita.

 Durante os três dias, o público poderá experimentar cortes especiais preparados em diferentes estações de churrasco. Uma das atrações será o tradicional fogo de chão, técnica em que as carnes são assadas lentamente perto da brasa.

Além dos cortes bovinos, o festival terá outras opções gastronômicas e chope artesanal. A programação inclui shows ao vivo durante o fim de semana.

“O Texas BBQ chega ao Shopping Metropolitano Barra para oferecer uma experiência que vai muito além da gastronomia. É um evento para reunir famílias e amigos em torno da boa comida, da música e de momentos de lazer, reforçando o shopping como um espaço de convivência e entretenimento para nossos clientes”, afirma Aline Piubel, gerente de Marketing do Shopping Metropolitano Barra.

Flávio Bolsonaro estreia campanha presidencial com ato na Praia de Copacabana

Flávio Bolsonaro fará seu primeiro ato da campanha presidencial no domingo (16), na Praia de Copacabana, em uma manifestação organizada pela cúpula do PL no Rio

Quintino Gomes Freire

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) escolheu um cenário conhecido do bolsonarismo para fazer sua primeira demonstração de força na campanha. O senador dará a largada na corrida ao Palácio do Planalto no próximo domingo (16), na Praia de Copacabana, palco usado diversas vezes por Jair Bolsonaro para reunir apoiadores. 

Com previsão de sol no Rio de Janeiro, a cúpula estadual do PL prepara um ato ao ar livre inspirado nas manifestações realizadas pelo ex-presidente na orla. A organização pretende mobilizar dirigentes partidários, parlamentares, candidatos e militantes.

A escolha também tem peso simbólico. Flávio Bolsonaro começará a campanha no estado onde construiu sua trajetória eleitoral e foi eleito senador, em 2018. Além disso, fará o primeiro ato em um local ligado às principais mobilizações políticas do pai.

Durante a Presidência e, sobretudo, depois de deixar o Palácio do PlanaltoJair Bolsonaro usou Copacabana como palco em diferentes momentos. Os atos foram marcados por bandeiras do Brasil, discursos em carros de som e convocações feitas pelas redes sociais.

A opção por uma manifestação aberta, em vez de um lançamento restrito a convidados, será o primeiro teste da capacidade de Flávio Bolsonaro de levar às ruas a base política construída pelo ex-presidente.

Copacabana se tornou um dos principais palcos do bolsonarismo no país. Ainda presidente, Bolsonaro reuniu apoiadores na orla durante as comemorações do Bicentenário da Independência, em 7 de setembro de 2022.

Pedrinho rebate Bap e faz provocação ao presidente do Flamengo

Presidente do Vasco da Gama, Pedrinho rebate críticas do mandatário do Flamengo, Bap, e ironiza gestor do rival

Aniele Lacerda 

Presidente do Vasco, Pedrinho concedeu entrevista nesta terça-feira (11) durante evento do sorteio das quartas de final da Copa do Brasil. O gestor do Clube carioca tratou de vários assuntos, entre eles as críticas do atual mandatário do Flamengo, Bap.

Desde anúncio do interesse de Marcos Lamacchia em adquirir a SAF do Gigante da Colina, o gestor do rival está incomodado. Recentemente, ele voltou a tecer críticas sobre a condução do processo, pelo fato de ser o enteado de Leila Pereira, gestora do Palmeiras. Assim, Pedrinho ironizou o mandatário do Rubro-Negro e rebateu suas declarações.

– A gente está seguindo a risca todos os processos. Os que falam besteira sem saber, eles são contraditórios porque a própria história de vida e de gestão deles cai em contradição com o que eles falam. Eles têm que se preocupar com os clubes deles e não com o Vasco – disse Pedrinho, que concluiu:

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Justiça censura TV Record e proíbe exibir entrevista de Cabrini e ex-marido de Maria da Penha é preso 
Dia dos Pais para todos. Menos para um 
Brasileiro preso em Cuba é acusado de espionagem e pode ser condenado à morte 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

[Aparecido rasga o verbo] Quando o assim do nada, o “meu tudo” se engrandeceu

Aparecido Raimundo de Souza

MUITAS E MUITAS VEZES, a gente para no meio do caminho, olha a casa que antes estava sempre cheia de vozes, de passos, de portas batendo, de risos que vinham não só da cozinha, mas também da varanda, dos quartos e, de repente, de um canto que ninguém lembrava mais que ele existia. Num piscar de olhos, tudo calou. E então, pintou no pedaço, aquele pensamento esdrúxulo, que bateu forte como uma chuva de granizo no telhado: foi a morte. A morte é o fim. É o ponto final sem retorno. É o nada absoluto. Tudo o que existiu, o que se falou, o que se construiu com o suor e com o coração, o amor que foi regado dia após dia, de repente sumiu, se esvaiu igual fumaça que o vento levou e não deixou o menor rastro para se tentar localizar o paradeiro.

Permaneceu no ambiente só a cadeira de balanço encostada na parede que ninguém mais sentou, o relógio cuco no corredor que parou na hora exata da partida, o armário do quarto que ainda guardava as mesmas roupas, o peso do silêncio que demorou e não quis ir embora e o nome que já não se ouvia em voz alta na porta principal da frente da casa, porque quem chamava, ou quem respondia, já não se fazia mais presente. E o peito sentido apertava, a garganta fechava, e a gente dizia com toda a dor do mundo: acabou. Passou. Esse não volta nunca mais. Eu também já pensei assim, confesso. Muitas e muitas vezes. É o que os olhos veem, é o que a razão grita bem forte dentro da cabeça, é o que a lógica fria tenta explicar: o corpo parou, a vida acabou, ponto final, fim da história.

Mas o coração, nossa, o coração, esse eterno teimoso, esse que não aprendeu a obedecer às regras impostas, esse que sabe de coisas que a inteligência humana ainda não conseguiu decifrar sussurrava devagar, murmurava baixinho, quase sem voz, bem lá no, onde ninguém mais ouvia: “não é bem assim, não é o fim|. É só uma mudança estratégica de lugar”. Pode parecer triste, à primeira vista,

pode doer muito ouvir que a morte não é o fim, porque isso, de certa forma, lembra de imediato, num sem pestanejar, o quanto já perdemos, o quanto já choramos, o quanto a saudade apertou forte o nosso vazio até faltar o socorro essencial, qual seja o ar que nos mantém vivos.

Dói admitir sim, confesso, mas é exatamente nela, nessa passagem que tanto tememos, que tanto evitamos falar, que está guardada a nossa maior, a mais doce, a mais verdadeira e a mais segura esperança. A morte nunca foi o lugar onde se perde quem se ama. Nunca será. Pelo contrário, a morte é o lugar reservado, calmo, tranquilo, sereno e luminoso, onde, um dia, (sempre há um dia) encontraremos todos os nossos antepassados de novo, ou da mesma forma teremos os benfazejos de abraça-los inteiros, saudosos, como nunca mais havíamos feito. Dito de outra forma: vistos. Aqueles que um dia fizeram o nosso dia a dia valer a pena, que estiveram presentes em cada pedacinho pequeno ou grande da nossa história. E quem seriam essas criaturas?

O Ronaldinho dos negócios ataca novamente

Da Telemar ao Careca do INSS, o sobrenome Lula da Silva atravessa duas décadas de negócios milionários sem nunca ser condenado. Coincidência ou método?

Rogerio Pires 

Se eu contasse essa história sem revelar o nome do personagem, o leitor provavelmente acharia que inventei. Um monitor de zoológico, sem qualquer histórico empresarial relevante, vira sócio de uma empresa de mídia. A empresa recebe milhões de uma gigante das telecomunicações. Vinte anos depois, o mesmo nome reaparece, agora citado por um informante da Polícia Federal num dos maiores escândalos do país.

O personagem é Fábio Luís Lula da Silva. O Lulinha. Filho mais velho do presidente da República.

O primeiro capítulo: a tele e o filho do presidente

A história começa em 2005, no primeiro governo do pai. A Telemar, que depois se transformaria na Oi, investiu R$ 5 milhões na Gamecorp, empresa que tinha Lulinha entre os sócios. O caso chegou a ser levantado na CPMI dos Correios, em plena crise do mensalão, e as perguntas eram as óbvias: por que uma concessionária de telefonia, cujo negócio depende diretamente de decisões do governo federal, colocaria dinheiro na empresa do filho do presidente?

A resposta demorou quase quinze anos para ganhar contornos concretos. Em dezembro de 2019, a 69ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Mapa da Mina, foi atrás do rastro completo. A suspeita do Ministério Público Federal: o grupo Oi/Telemar teria transferido mais de R$ 132 milhões a empresas ligadas aos sócios de Lulinha, das quais cerca de R$ 82 milhões teriam ido à própria Gamecorp. Segundo o MPF, a empresa sequer tinha capacidade de prestar os serviços para os quais foi contratada, e a contratação foi feita sem cotação de preços, com valores acima do mercado.

O procurador do caso resumiu a tese da acusação de forma brutal: o maior ativo que a Oi buscava na Gamecorp era o fato de que, entre os sócios, estava o filho do então presidente da República.