domingo, 13 de setembro de 2026

[Antigamente] Programa de aniversário de Um ano do programa "Jovem Guarda" – exibido em 28-8-1966

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Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] Memórias póstumas do 11 de setembro, vinte e cinco anos depois

Carina Bratt 

EXISTEM DIAS que ficam gravados, ou melhor, grudados não só em nossa cabeça, como também nas memórias do mundo e permanecem assim, como uma cicatriz profundamente aberta e funda, que o tempo não apaga, só ensina a carregar. O 11 de setembro de 2001 foi, ou melhor dito, é um desses dias. Naquela manhã, o sol brilhava limpo sobre o céu maravilhado de Nova Iorque, como se nada pudesse abalar a rotina, os sonhos, os passos de milhões de pessoas que iam para o trabalho, que encontravam quem amavam, e planejavam com carinho o futuro. E então, de repente, do nada, o céu esplendoroso e jubiloso deixou de ser só azul. Fumaça, estrondo, medo e o mais catastrófico, um abismo que se abriu diante dos olhos de todo o planeta. Vimos torres caírem, mas muito mais do que prédios, vimos também vidas se perderem de forma brutal, inocentes e sem uma explicação plausível. Gente que estava ali apenas vivendo, cumprindo o seu dia, e que de um momento para outro se tornou parte ativa de uma dor imensurável que atravessa gerações.

Não importa de onde somos, que língua falamos ou em que acreditamos. Naquele instante, sentimos o mesmo arrepio. Aprendemos que a tal da paz é frágil e capenga, que o ódio pode chegar de onde menos se espera e que o preço da violência é sempre pago por quem não tem culpa nenhuma. Sempre foi assim e nunca nem ninguém mudará esse quadro lúgubre. Com o 11 de setembro, também aprendemos outra coisa importante. E essa é a parte que não podemos e nem devemos deixar que caia no esquecimento. Mesmo no meio do caos, houve quem corresse para ajudar em vez de fugir. Referencio aqui, bombeiros, policiais, pessoas comuns que arriscaram tudo para salvar o outro. Heróis sem capa, que sabiam que o amor ao próximo se fazia maior que qualquer terror. Depois daquele assombramento covarde das derrubadas das torres gêmeas, muito anos se passaram. As torres não voltaram a ficar de pé no mesmo lugar, mas se ergueu no lugar delas, uma nova presença. Não apenas uma presença de concreto e vidro, mas de memória. Memória dos que partiram, dos que choraram, dos que resistiram.

sábado, 12 de setembro de 2026

Four children found dead. Now, toxicology report reveals what mom and grandmother allegedly drugged them with in murder-suicide.

Paul Sacca 

'There’s a special place in hell for people like that.'

Anew toxicology report has revealed chilling new details about the deaths of four children whose mother and grandmother allegedly plotted together to kill them before taking their own lives in a murder-suicide in upstate NewYork.

As Blaze News previously reported, police found six bodies in a Mechanicville apartment during a welfare check on June 23.

'It's not working, we need another option.'

Police identified the alleged victims as 13-year-old Harper Harmon, 11-year-old Hudson Harmon, and 10-year-old twins Gavin and Gracelynn Harmon. The children's bodies were discovered alongside the bodies of their 44-year-old mother, Sarah Myers, and their 64-year-old grandmother, Amy Steadman.

Mechanicville Police said the children were murdered on June 10, according to WNYT-TV.

The Albany Times Union reported last month that Mechanicville Police Chief Bill Rabbitt said the four children were victims of a "mass killing."

Rabbitt said Steadman and Myers began their plan as early as June 5, when Steadman began visiting multiple pharmacies to purchase over-the-counter sleep aids and medication prescribed to her, the Times Union said.

According to investigators, Steadman's online search history contained inquiries about the effects of insulin used on individuals without diabetes.

The Times Union reported that Steadman and Myers exchanged messages discussing that they "wanted to dose the children between 10:30 a.m. and noon on June 10, before a scheduled 6 p.m. phone call with their father, Utah resident Brady Harmon."

As origens do wokismo: António Gramsci - o intelectual que percebeu que o poder começa pela cultura

Francisco Henriques da Silva

António Gramsci foi provavelmente um dos pensadores marxistas que melhor entendeu uma dificuldade fundamental da revolução no Ocidente. Por que as sociedades capitalistas não colapsavam apesar de suas contradições económicas e sociais?

A resposta de Gramsci era diferente do marxismo mais ortodoxo. O poder não se mantinha só pela força do Estado ou pelo controle dos meios de produção. Mantinha-se também, e talvez até mais, por meio da cultura, das ideias, dos valores e do senso comum.

É essa maneira de pensar de Gramsci que explica, em larga medida, a grande influência que ele teria muito tempo depois de morrer. 

1. A hegemonia cultural

Para Gramsci, uma classe dominante não governa só porque tem a polícia, o Exército ou as instituições do Estado. Ela governa também porque faz com que sua visão de mundo seja considerada normal, natural e legítima.

A essa concepção chama-se hegemonia cultural.

Quando certos valores, instituições e relações sociais deixam de ser vistos como criações históricas e passam a ser considerados apenas como “o que existe”, a dominação torna-se muito mais forte. A pessoa não precisa ser forçada a obedecer. Ela própria aceita internamente as ideias pelas quais entende a realidade.

Por isso, Gramsci atribui tanta importância à cultura. Antes de mudar a sociedade politicamente, seria preciso mudar as ideias pelas quais essa sociedade se entende. 

2. Da conquista do Estado à transformação da sociedade

Talvez esta seja a principal novidade de Gramsci em termos de estratégia.

A prova que faltou no envelope

A defesa do diretor da PF resolve um problema e cria outro muito maior

Rogerio Pires 

No dia 3 de agosto, alguém dentro da Polícia Federal sentou e começou a escrever sobre um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Não era inquérito. Não era denúncia. Era um texto sem brasão da República, sem timbre, sem numeração, sem data de elaboração e sem a assinatura de quem escreveu. Um documento que se apresenta como “sem valor probatório” e que, mesmo assim, analisava as decisões de André Mendonça, o tempo que ele levava para despachar pedidos da corporação, os critérios que adotava nas investigações e as pessoas com quem conversava dentro e fora do tribunal. Foram pelo menos seis relatórios, cerca de 50 páginas, produzidos entre 3 e 31 de agosto.

Hoje, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, explicou tudo isso ao presidente do STF, Edson Fachin, com uma frase só: aquilo saiu da corporação em estrito cumprimento de ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, à época relator do inquérito das fake news.

Guarde a frase. Agora abra o calendário.

Vinte e nove dias

Moraes assinou o despacho determinando que a PF entregasse relatórios que citassem integrantes da Corte no dia 1º de setembro. Uma página. O ofício de Andrei encaminhando o material foi assinado às 18h45 daquele mesmo dia. A cópia física chegou ao Supremo na tarde seguinte, às 14h58, no meio da primeira sessão plenária depois que a crise explodiu.

O primeiro relatório sobre Mendonça é de 3 de agosto.

Vinte e nove dias antes.

É aqui que a defesa apresentada hoje resolve um problema pequeno e abre um problema enorme. A ordem de Moraes, pelo que se sabe até agora, mandou entregar. Ela não mandou produzir. E ninguém até este momento explicou quem autorizou a produção daquelas 50 páginas ao longo de todo o mês de agosto, quando nenhum ministro havia pedido nada.

Tirolesa do Rock in Rio trava e deixa participante suspenso

Funcionários precisaram ajudar pessoas presas na atração durante a noite desta sexta-feira

Mateus Aguiar

A tirolesa instalada na Cidade do Rock apresentou falhas de funcionamento nesta sexta-feira (11/9) e deixou algumas pessoas paradas no meio do percurso. Funcionários do festival precisaram agir rapidamente para retirar o participante da estrutura e evitar que a situação se prolongasse.

Fotos: Marília Neves/g1

Imagens registradas no local mostram a equipe responsável auxiliando quem ficou travado na atração durante o show da banda Nexz. Em um dos registros, uma mulher aparece bastante assustada ao perceber que não conseguiria seguir o trajeto, mas logo recebe apoio dos funcionários.

Como ocorreu a paralisação

De acordo com uma funcionária do brinquedo, a interrupção do percurso pode acontecer com mais frequência quando a pessoa é muito leve. O vento forte também contribui para que a tirolesa não avance como esperado, especialmente em momentos de rajadas mais intensas.

Segundo ela, quando as condições climáticas são favoráveis, o trajeto acontece normalmente e o participante desce sem maiores problemas. No início da noite, porém, o vento na região ajudou a provocar os travamentos observados na atração.

Resgate e reação dos participantes

Assim que a falha foi identificada, a equipe do festival entrou em ação para retirar os ocupantes da estrutura. O procedimento evitou que os participantes permanecessem por mais tempo suspensos, reduzindo o susto causado pelo incidente.

Moraes: dedo médio em riste e desprezo pelo povo

Gastão Reis

Foi numa noite de quarta-feira, dia 30 de julho de 2025, que o ministro Alexandre de Moraes foi assistir ao jogo da Copa do Brasil entre Corinthians e Palmeiras. Ao chegar ao estádio, sua presença provocou uma vaia monumental à Sua (dita) Excelência. Ato contínuo, o ministro, olimpicamente, mostrou o dedo médio em riste em resposta ao que o povo brasileiro pensava a seu respeito: aquele tipo de indivíduo execrado em função de sentenças descabidas, mortes por impedir atendimento médico e frequente desrespeito à Constituição de 1988. Daí a merecida vaia.

O gesto de Moraes tem outras implicações freudianas que refletem o absoluto desprezo pelo povo brasileiro. Na cabeça de psicopata de Moraes, nós somos uma grande massa ignara, incapaz de compreender os elevados desígnios de sua preocupação em preservar a democracia brasileira em (suposto) risco nos atos de vandalismo do 8 de janeiro de 2023. Os golpistas queriam anular a eleição que colocou Lula na presidência por decisão de interesse do próprio STF.

A Corte Suprema descobriu, tardiamente, que o foro de Curitiba não teria competência para julgar os crimes de que Lula e o PT eram acusados pela Lava Jato. Teria que ser o de Brasília. Até aqui, poderia ser o caso, se Lula fosse então julgado em Brasília e sentenciado culpado ou inocente. Mas o que houve foi um cavalo de pau dado por Moraes, respaldado pelo STF, que habilitou Lula a ser candidato a presidente. E, obviamente, cabe também ao mesmo STF a responsabilidade pelos desmandos, mentiras e grossa roubalheira deste terceiro mandato de Lula nas estatais e órgãos públicos, como INSS e Correios.

A narrativa da democracia em risco não resiste a um exame pé no chão. O responsável seria o ex-presidente Bolsonaro, que estava no exterior. Não havia tanques e Forças Armadas em rebelião nas ruas contra a ordem constitucional. Pensar em golpes, uma velha tradição da república brasileira, foi algo comum em nossa história — aquela escrita com “h” minúsculo. Bolsonaro nunca teve apoio das Forças Armadas para o referido intento. Nem mesmo nos tempos de cadete na Academia Militar das Agulhas Negras, em que suas tentativas de liderar os demais cadetes nunca deram em nada.

[Versos de través] Se

Rudyard Kipling


Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Angola com nádegas de macaco 🐒

Vermelha como uma ferida crónica, mas o macaco continua sentado sobre ela como se não sentisse dor

João Boventura Patricio 

Esta é a imagem de uma Angola ferida, diante de um poder que perdeu a sensibilidade.

O povo sente a fome.

O povo sente o desemprego.

O povo sente a pobreza.

O povo sente a humilhação de procurar comida no lixo.

O povo sente a nudez.

O povo sente a dor das mães que zungam para alimentar os filhos de vezes enquanto.

O povo sente a angústia dos jovens sem emprego e sem perspectivas.

Mas quem governa parece não sentir.

Há crianças que deveriam estar na escola, mas estão nas ruas procurando o que comer. Há famílias que sobrevivem de pequenos negócios informais. Há idosos que continuam na zunga porque a velhice, em Angola, nem sempre significa descanso. 

E, entretanto, estamos num país dono de petróleo, diamantes, ferro, cobre, ouro, peixe, madeira, água, terras e tantos outros recursos.

11-9-2026: Oeste sem filtro – “Bendito seja André Mendonça, graças à sua presença no Supremo nós estamos desmontando tudo isso, essa imoralidade”

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Sentiu, Arnaldo?

Merval admite erro da imprensa, agora falta defender a anulação dos abusos

Durante anos, censura e perseguição foram justificadas como defesa da democracia; agora, até vozes da imprensa começam a admitir que os limites foram rompidos

Leandro Ruschel

Merval Pereira [foto] fez ontem, na Lula News, algo raro no seu meio: um mea-culpa em nome da imprensa. 

Disse que jornalistas aceitaram medidas claramente fora da lei porque achavam que o sujeito “merecia” ser condenado. Que as formalidades são fundamentais. Que, sem elas, o país fica nas mãos de pessoas como Moraes, com pontos de vista “bastante contestáveis”.

Mais importante: reconheceu que a lógica dos fins justificando os meios estava errada.

É o primeiro passo. Mas não pode ser o último.

Admitir o erro não basta quando o erro destruiu vidas, censurou pessoas, perseguiu opositores, prendeu inocentes, esmagou reputações e ergueu um regime de exceção inteiro sob a camuflagem da “defesa da democracia”.

Vale lembrar: durante anos, parte da imprensa tratou o inquérito das fake news como instrumento legítimo de proteção das instituições. Na prática, ele foi usado como máquina de censura, perseguição e intimidação política. Agora que alguns começam a acordar, é preciso dizer o óbvio: o que é ilegal é ilegal.

E se é ilegal, precisa ser ANULADO.

Não adianta dizer “nós erramos” e seguir em frente como se milhares de brasileiros não tivessem sido atingidos. Não adianta reconhecer que o método passou do limite e, ao mesmo tempo, aceitar que os efeitos desse método continuem de pé.

Pedido de desculpas não devolve liberdade. Mea-culpa não anula condenação. Arrependimento tardio não repara censura.

Manifestantes pela Democracia

Animais de estimação poderão ser sepultados em cemitérios humanos no Rio, prevê projeto

Projeto de Cesar Maia propõe autorizar o sepultamento de animais domésticos em jazigos e covas de cemitérios públicos e privados do Rio

Quintino Gomes Freire

Famílias do Rio de Janeiro poderão ter a opção de sepultar seus animais de estimação em jazigos ou covas destinados a seres humanos. A possibilidade está prevista no Projeto de Lei nº 2609/2026, do vereador Cesar Maia, que propõe autorizar a prática em cemitérios públicos e privados da cidade, respeitadas as exigências sanitárias e ambientais.

O texto, datado de 25 de agosto de 2026, condiciona o sepultamento à autorização do titular do direito de uso do jazigo, quando aplicável. Também exige que o animal seja colocado em urna ou invólucro apropriado, sem contato direto com restos mortais humanos.

Na justificativa, Cesar Maia afirma que a proposta busca reconhecer o lugar ocupado pelos animais de estimação nas famílias e dar segurança jurídica a quem deseja realizar esse tipo de sepultamento.

“A relação entre as pessoas e seus animais de estimação ultrapassa, há muito tempo, o conceito de mera propriedade, constituindo verdadeiro vínculo afetivo e familiar”, escreveu o vereador.

Restrições sanitárias e regras dos cemitérios

O projeto proíbe o sepultamento de animais cuja causa da morte represente risco sanitário, conforme a regulamentação vigente. A realização do procedimento também dependeria do cumprimento das normas expedidas pelos órgãos competentes.

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[Aparecido rasga o verbo] A Corrida dos credores

Aparecido Raimundo de Souza

O MACIEL BARBOSA resolveu, de última hora, que tinha de participar da corrida que acontecia todos os anos no segundo domingo de novembro. Assim, foi até o local da inscrição e mandou brasa. Não esperava ganhar o primeiro lugar, claro, nem reunia condições físicas para isso. A coisa só ficaria na brincadeira. Ao menos aliviaria um pouco o estresse do dia-a-dia, e, de roldão, esfriaria e acalmaria os muitos problemas com a rotina inervante da vida, sem contar com a falta de serviço, contas para pagar, telefone  celular mudo, prestações do carro vencidas, “etc., etc”.

Pegou o número que a moça lhe estendeu num pedaço de papel-cartão e voltou ligeiro para casa. No caminho, antes de chegar para o almoço, resolveu tomar uma cervejinha. Lugar comum, de costume, o barzinho do Fred Frederico – amigo das peladas de todos os sábados no campinho da estação ferroviária e no tempo das vacas gordas, das malhações na academia “Mens sana incorpore sano”, de um outro da turma, o Leandro “Olho Saltado”. Mal sentou, chegou atrás, no vácuo, o Tadeu Fantini, dono da loja de móveis e aparelhos eletroeletrônicos, além de roupas para homens, mulheres e crianças, seguida por um item infindável de materiais de construção e uma farta lanchonete perto da Praça da Prefeitura.

O Fantini, rico e poderoso na cidade, agiotava sem escrúpulos e por conta disso, (não perdoava nem a mãe). Atrelado ao azar, o Maciel devia à ele os juros de umas promissórias, (assinadas desde os tempos em que esses documentos se faziam moedas de trocas), barganhados a vinte e cinco por cento com prazos a se perderem de vista. Por conta desse “papel” o capital havia sido pago, só em “costurar buracos na colcha”, ou seja, nas prorrogações, a título de juros, afora o cara ter abocanhado uma televisão último tipo, geladeira, cama de casal e o anel de formatura da esposa, a dra. Rubia, única médica ginecologista da região, além de relógio, vídeo, filmadora e um veículo Citroën Aircross branco praticamente novo e até móveis do consultório da dra Rubia com cadeiras, sofás, escrivaninhas, mesas, arquivos e computadores. Maciel Barbosa tremeu na base. Fugiu tanto do infeliz e eis que, de repente, saído dos quintos do inferno, do nada, a sua frente aparece o cidadão como urubu magro secando a carniça gorda.

— Estava passando, vi você, resolvi parar...
— Fez bem. Ia te ligar daqui a pouco...
— E a “baba”?
— Segunda-feira, sem falta.
— Tudo?
— Só uma refrescada, com o restante para mais trinta dias...
— Ok. Passa lá no meu comércio...
— Com certeza.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Para salvar a democracia: Após vitória da AfD, governador da CDU apela à interdição do partido populista

Paulo Hasse Paixão

Se não os podes vencer nas urnas, interdita-os. Esta parece ser a resposta à enorme derrota eleitoral da CDU na Saxónia-Anhalt, por aquele que é um dos principais candidatos para substituir Friedrich Merz, que apelou à criação de um grupo de trabalho para examinar a possibilidade de banir o AfD

Após uma vitória eleitoral histórica para o Alternativa para a Alemanha (AfD) no estado da Saxónia-Anhalt, no leste da Alemanha, Hendrik Wüst [foto], um figura poeminente da CDU, apelou a que sejam dados os primeiros passos concretos para uma possível interdição do partido populista. 

O governador da Renânia do Norte-Vestfália afirmou:

“Eu disse algo hoje, mas penso que ainda nenhum membro da CDU o disse publicamente: que sou a favor da nomeação deste comité, que irá então realizar este trabalho.”

O trabalho de acabar com a democracia na Alemanha, bem entendido.

A própria Renânia do Norte-Vestfália enfrentará eleições estaduais em Abril de 2027. As projecções dão a vitória à CDU, com a AfD no segundo lugar nas preferências de voto dos eleitores locais.

Wüst, que já se referiu repetidamente ao AfD como um “partido nazi”,  fez estas declarações na noite de segunda-feira em Berlim, perante uma plateia maioritariamente de esquerda, durante uma palestra organizada pela “investigadora de transformação” Maja Göpel, apresentando este grupo de trabalho como um pré-requisito para qualquer apelo ao mais alto tribunal da Alemanha, o Tribunal Constitucional Federal, no sentido da proibição total do AfD.

[Viagens & Destinos] O caminho alternativo para os Arcos do Leme: testamos a sugestão de um amigo do canal

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[Daqui e Dali] A inveja entre os intelectuais

Humberto Pinho da Silva

Quem vive muitos anos, facilmente verifica que o parecer dos homens de Letras, e não só, variam consoante a posição que ocupam no xadrez da vida.

Basta escrever critica desfavorável ou pouca lisonjeira, para o poema ou texto, escrito por Fulano, passe de bom a mau.

Moura e Sá, no interessante ensaio "Vida e Literatura" escreveu "Quando dizemos: Este poema é mau, queremos muitas vezes, afirmar que o autor pensa em matéria política, de maneira diferente da nossa".

Em 1604, Lopes de Vega, despeitado, escreveu missiva a amigo referindo-se a Cervantes, por este haver depreciado seu teatro: "De poetas não digo, que esteja bom ano (...), mas nenhum há tão mau como Cervantes, nem tão néscio, que seja capaz de Gabar o D. Quixote."

É conhecidíssima a carta que Voltaire escreveu a Quinault, lamentando-se "Só se ganha (com os escritos,) inimigos, desprezo, quando não se vence, e ódios quando se triunfa.".

Também Ramalho “Em Paris" se lamenta:

"Os homens predestinados pelo talento de escrever, criam às vezes prosélitos, mas não criam amigos; conquistam inteligências, mas não corações; tornam-se célebres, mas não se tornam amados."

Já que pretendo reunir apanhado de opiniões de homens de Letras, sobre a inveja, cito o que declarou ao "Diário de Notícias" Helena Sacadura Cabral: "Os valores, raramente são conhecidos, e os mais inteligentes constituem o repasto ideal para a calúnia."

Comida di Buteco retorna ao BarraShopping com bares premiados

Evento reúne vencedores do concurso deste ano, com pratos a preço fixo, música ao vivo e entrada gratuita

Mateus Aguiar

O Comida di Buteco retorna ao BarraShopping entre os dias 18 e 20 de setembro para mais uma edição especial. O evento será realizado no Parque Externo do shopping, com entrada gratuita, e vai reunir os bares vencedores do concurso deste ano em uma programação voltada à gastronomia e ao entretenimento. 

Durante os três dias, o público poderá provar aperitivos premiados com preço fixo de R$ 40, além de outras opções exclusivas com valores variados. Participam botecos do Rio de Janeiro, de Niterói e da Baixada Fluminense, em uma seleção que valoriza a diversidade da cena carioca.

Botecos premiados e sabores do concurso


Entre os participantes estão nomes como Hora Extra Bar Gourmet, eleito o melhor buteco do Brasil, Nosso Canto, Bar Cevina Lounge, Tsuba Izakaya, Folia do Boi, Vigal Bar, Tio Juca, Bar do David, Palitus Bar, Cantinho da Tia Joana, e Alhos e Bugalhos. A proposta é aproximar o público dos pratos e da experiência que levaram esses bares ao destaque no concurso.

Além de degustar os aperitivos, os visitantes poderão circular por diferentes propostas gastronômicas, com receitas que representam estilos variados de boteco. A edição especial reforça o perfil do evento como vitrine para estabelecimentos que se destacam pela criatividade e pelo sabor.

Programação musical com samba todos os dias

"irónico: um homem que passou a vida a dizer que combatia o sistema de favores e boatos, hoje vive de boatos..."

J. L. Braga

Bom dia a todos.

A propósito da publicação do Paulo de Morais que está a circular sobre o Luís Neves e o Chega, deixo aqui uma crítica ao método, não à pessoa. 

Este é um exemplo perfeito do pior estilo do Paulo de Morais dos últimos anos.

1. A insinuação como arma principal.

Ele escreve: "Alguns tinham (têm?) cumplicidades com relevantes políticos do Chega."

Esse "(têm?)" é toda a técnica. Não afirma, não prova, não dá um nome, não cita um único processo. Lança a suspeita e deixa o ponto de interrogação fazer o trabalho sujo. É exatamente o tipo de discurso que ele próprio condenava quando era o paladino do combate à corrupção: acusação sem prova.

2. Lógica conspirativa barata.

"Enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária, desmantelou uma organização criminosa de extrema-direita... Esta extrema-direita nunca perdoará Luís Neves."

Transforma uma operação policial — que deveria ser avaliada pelos factos do inquérito — numa vingança pessoal e política. Não apresenta qualquer ligação entre a organização desmantelada e a atual tutela da PJ. Cria uma narrativa de filme: o herói perseguido.

3. A tentativa de psicanálise ao Ventura.

"Mesmo contra a sua vontade, Ventura vê-se obrigado a tentar linchar publicamente..."

9-9-2026: Oeste sem filtro – Fachin tira m. da relatoria do inquérito das fake News