O líder do governo britânico revelou planos para uma nova agência destinada a combater a “desinformação”, ou seja: todo e qualquer ponto de vista que desagrade ao regime
Paulo Hasse Paixão
O primeiro-ministro britânico,
Andy Burnham, anunciou a criação de um Centro Nacional de Defesa da Informação,
com o objetivo de combater a alegada desinformação estrangeira e os “ataques de
informação”. O centro irá colaborar com agências de inteligência, forças
policiais e plataformas de redes sociais para lidar com o que o governo
caracteriza como ameaças, usando a Rússia como principal pretexto.
Discursando na Assembleia Geral das Nações Unidas esta semana, Burnham descreveu a iniciativa como uma resposta a campanhas estrangeiras que espalham narrativas “distorcidas e falsas”, que, segundo ele, minam a unidade e a confiança nacionais. Acusou especificamente a Rússia de gastar anualmente 1,3 mil milhões de libras (aproximadamente 1,7 mil milhões de euros) em esforços de desinformação, incluindo o uso de bots e sites editoriais fraudulentos.
Burnham alegou ainda a interferência russa nas eleições gerais britânicas de 2019 e a amplificação das chamadas “narrativas de extrema-direita”, revelando nas entrelinhas que o verdadeiro propósito do centro é o de suprimir as críticas à imigração em massa e à diversidade, equidade e inclusão patrocinadas pelo Estado, bem como o de calar as vozes que se levantam contra uma guerra contra a Rússia, que os regimes europeus estão a tentar fomentar, com algum desespero.




















