domingo, 6 de setembro de 2026

[As danações de Carina] Mulheres enfermas e seus maridos portadores de procedimentos cruéis em decorrência de uma vida a dois deteriorada e sem futuro

Carina Bratt

SEREI BREVE nas minhas ‘Danações’ de hoje. Reparem. Nesses tempos modernos, em que vivemos, um saco de gatos miando desordenadamente surgem com doenças velhas, incômodos e enfermidades maquiadas com rostinhos de santinhos do pau oco. Faço referência aqueles padecimentos que não aparecem em exames, que não tem nome médico definido, ou remédio milagroso que especialista, por mais estudado que seja, em aviar uma receita, chega perto do privilégio da cura. E que doença é essa? 

É a doença de simplesmente ser ‘mulher’. Mulher doente, no sentido de ter ao seu lado um homem que, em vez de cama, faz dela um campo de batalha. Elas deitam com febre, com dor nos ossos, com a alma cansada e estuporada de lutar, de pelejar com unhas e dentes contra o próprio corpo e em vez de uma mão caridosa na testa, umas palavras suaves, um copo de água trazida com a calma necessária, recebem um ajuntamento de cobranças, um calhamaço de silêncios que pesam, que ferem, que mortificam, seguidos sempre de comentários infames que cortam mais fundo que qualquer cirurgia conhecida nos campos da medicina.

’Você só quer atenção.’  ‘Isso é frescura.’ ‘Já cansei de cuidar de você.’ ‘Vá para os quintos do inferno e leve o diabo junto’. Frases impróprias que não saem de uma boca de quem ama, mas de um vomitador nojento, de um desgraçado insano de quem se acha deus e por conta disso, vê a esposa como um objeto vulgar e que pelo fato de ter parado de funcionar, carece, com certa urgência ser substituída por outra. De preferência, mais nova.

[Discos pedidos] Dolly Parton, * Pittman Center, 19 de janeiro de 1946 – † Nashville, 25 de agosto de 2026

Dolly Parton

sábado, 5 de setembro de 2026

O Mito da Escola Neutra

Maria Helena Costa

Há uma publicação no Instagram, de Maurilo Borges, que deveria ser de leitura obrigatória para pais cristãos. Não porque traga uma novidade teológica, mas porque diz, com uma clareza incómoda, o que muitos de nós já sentimos em casa e ainda recusamos nomear: os nossos filhos são atacados todos os dias por ideologias hostis à fé cristã. Marxismo clássico. Cientificismo. Relativismo pós-moderno. Desconstrução do sexo e da família. Pressão para privatizar a fé. Naturalismo que reduz o ser humano a um acidente biológico sem propósito.

O mais grave não é a existência desses ataques. O mais grave é a forma como nós, pais cristãos, ainda entregamos as crianças à escola com a instrução tácita — e às vezes explícita — de “aprenderem tudo o que o professor ensinar”. Como se o ensino fosse neutro. Como se a sala de aula se resumisse à ortografia, à tabuada e ao teorema de Pitágoras. Como se a antropologia, a moral, a origem do homem, o sentido do corpo e a definição de família pudessem ser ensinadas sem um deus no centro — o Deus da Escritura ou outro qualquer.

Eu própria perdi o meu filho para essas ideologias sem dar por isso.

Não foi de um dia para o outro. Não houve um ultimato dramático à mesa. Foi uma erosão. Perguntas que começaram a surgir com outro tom. Um constrangimento crescente em relação às verdades bíblicas. Um olhar de superioridade moral quando falávamos de pecados que a cultura já rebatizou de “identidade”. Uma fé que, de tal forma “privada”, deixou de ter o direito de se pronunciar sobre o corpo, o sexo, a verdade e o bem. Quando dei por mim, já não estava a catequizar um filho da aliança. Estava a negociar com alguém que tinha aprendido, noutro púlpito, que as convicções cristãs firmes são autoritárias, intolerantes ou simplesmente atrasadas.

Não escrevo isto do alto de uma parentalidade irrepreensível. Não há pais perfeitos. A tradição cristã nunca nos permitiu essa ilusão. Somos pecadores a criar pecadores, dependentes da mesma graça que pregamos. Errámos no tom, no tempo, na presunção de que o culto dominical e a oração à mesa bastariam contra um currículo que forma a imaginação moral cinco dias por semana. Mas o reconhecimento da nossa falibilidade não pode servir de desculpa para continuarmos a dormir. 

Lula e a mentira (colossal) na política

Gastão Reis

Política e mentira têm um parentesco muito próximo. Talvez seja um exagero afirmar que sejam irmãs gêmeas, mas não estaríamos muito longe do que realmente são. Na vida dos povos, é importante saber com que grau de tolerância ela foi tratada; em que períodos foi aceita em maior ou menor grau e aqueles em que não foi tolerada, bem como saber as consequências provocadas por cada uma dessas posturas em relação à mentira na política.

Uma pequena volta à nossa História do século XIX é salutar para verificar a quantas andavam as mentiras na política daqueles tempos. Em linhas gerais, tinham pernas curtas, bem diferente do que ocorre hoje, cujas pernas são longas e andam a passos largos. Por volta de 1915, Ruy Barbosa, já completamente desiludido com a República, afirmava: “O Parlamento do Império era uma escola de estadistas; o Congresso da República virou um balcão de negócios”. Observe, caro(a) leitor(a), que o balcão já comemorou mais de 100 anos de roubalheiras e desrespeito ao dinheiro público.

Obviamente, isto não quer dizer que os políticos do Império nunca mentiram. Mas eles se policiavam muito porque sabiam da existência do Poder Moderador, sempre atento aos desmandos do "andar de cima", o que incluía as mentiras. Tudo isso mudou, repentinamente, na primeira década republicana (1890-1899), com a enganação por atacado no chamado Encilhamento. A liberação de emissão de moeda pelos bancos e o crédito fácil deram-se as mãos para um processo de especulação em alta dose, sem a fiscalização adequada. Ao longo da chamada República Velha (1889-1930), ainda houve alguns presidentes responsáveis no trato do dinheiro público. Curiosamente, os três melhores foram antigos conselheiros do Império, época em que se levava a sério essa questão. Depois veio a ditadura de Getúlio Vargas (1930-1945), aquele que a verve dos cariocas chamava de "pai dos pobres e mãe dos ricos". É fato que Vargas, pessoalmente, foi muito diferente de Perón, cuja fortuna pessoal, após sua queda em 1955, bateu em 200 milhões de dólares atuais. A ressalva a Vargas não implica que não tenha havido favores e corrupção em seu período ditatorial.

Mas a verdade é que os tempos republicanos não foram nada exemplares no trato do dinheiro público. Os dias atuais são caso de vergonha nacional sem a devida punição. Chegamos mesmo ao que podemos chamar de mentira institucional no 8 de Janeiro, que tentaram rotular de tentativa de golpe de Estado orquestrada pelo ex-presidente Bolsonaro, que estava nos EUA. Pensar em dar um golpe, algo muito comum na tradição golpista republicana brasileira, virou um golpe que não houve. E foi assim que se instituiu o crime de pensamento — que pode ou não ter ocorrido —, duramente criticado pelo ministro Fux em seu longo voto de mais de 9 horas em sessão solene do STF.

Feira de São Cristóvão celebra 81 anos de tradição nordestina no Rio

Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas celebra mais de oito décadas reunindo música e gastronomia


Rodrigo T. Ribeiro

Quem entra na Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, dificilmente consegue ficar indiferente. Basta caminhar alguns metros para ouvir o som do forró, sentir o cheiro da comida nordestina, encontrar sotaques diferentes, ver famílias reunidas e perceber que aquele espaço é muito mais do que um centro de compras ou gastronomia. É território de memória, identidade, música e celebração.

A Feira de São Cristóvão completa 81 anos mantendo viva uma tradição que atravessou gerações e ajudou a transformar a cultura nordestina em parte inseparável da identidade carioca. É um pedaço do Nordeste no coração do Rio, onde tradição e renovação caminham lado a lado.

Para marcar a data, os feirantes prepararam uma homenagem especial: um bolo de nove metros, feito com carinho para celebrar o aniversário e ser compartilhado com pessoas importantes para a história da Feira. A iniciativa traduz também uma relação construída ao longo de décadas entre os comerciantes, os cariocas e os turistas que visitam o espaço.

Uma história construída com muita luta

A trajetória da Feira é feita de muitas histórias individuais que, juntas, ajudam a contar a história coletiva da comunidade nordestina no Rio.


Uma dessas personagens é Maria da Guia, diretora de marketing da Feira de São Cristóvão e feirante que conhece de perto os diferentes momentos dessa história. Ela chegou ao local em 1977, quando ainda era preciso puxar lona e enfrentar as dificuldades da feira instalada ao ar livre.

Reviravolta no Dragão

FC Porto venceu o Moreirense FC (2-1) na 5.ª jornada da Liga

O FC Porto recebeu e venceu o Moreirense FC (2-1) no jogo de abertura da quinta jornada da Liga Portugal e somou mais três pontos, mantendo-se isolado na liderança da tabela classificativa. Jan Bednarek, a fechar a primeira parte, e William Gomes, no arranque da segunda, assinaram os golos portistas em noite de reviravolta no Estádio do Dragão. 

Francesco Farioli lançou Francisco Moura no lugar que ocupado por Zaidu em Viseu, mas foi a partir da direita que surgiu o primeiro sinal de perigo: Alberto Costa cruzou rasteiro para a entrada da área, de onde Pablo Rosario rematou para defesa de André Ferreira. 

Os cónegos chegaram à vantagem aos 20 minutos (0-1) e os Dragões partiram à procura do empate: primeiro William Gomes cobrou um canto à direita e André Silva cabeceou por cima da trave; depois o extremo brasileiro recebeu um passe longo de Jakub Kiwior e testou os reflexos do guardião adversário. O cerco portista apertava e o inevitável aconteceu aos 36 minutos, quando, na sequência de um livre lateral batido pelo número 7, Jan Bednarek saltou mais alto do que a concorrência e desviou para o fundo das redes (1-1). Tudo igual ao intervalo, apesar do saldo de 8-2 em remates favorável aos da casa. 

A etapa complementar arrancou na mesma toada. Uma incursão de Alberto Costa permitiu a Pepê testar os reflexos de André Ferreira (46m) e o lateral direito ficou perto de marcar pouco depois, na sequência de um canto cobrado por William Gomes, que viu um remate rasar o poste mais próximo nos minutos inaugurais da segunda parte. A pressão do líder não abrandava e a reviravolta chegaria ainda antes da hora de jogo: Victor Froholdt ganhou o duelo no meio-campo e abriu para Pepê, que serviu William Gomes para o 2-1 (57m). 

4-9-2026: Oeste sem filtro – Fachin dá prazo para a PGR e Polícia Federal (só faltou o Lula) se manifestarem + m. utiliza relatório sem valor probatório para acusar Mendonça + Transparência Internacional defende afastamento de m.

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1-9-2026: Oeste sem filtro – Fim da linha para Moraes?

[Versos de través] Nunca mais

Manuel Cândido Pimentel 

Confiei rosas vermelhas à tua campa. Destas pétalas o orvalho dos meus olhos
deslizou numa melodia de cisne para a terra. Meu amor em repouso,
este fogo que arde e não se extingue, e esta lava que me lava o coração,
pudessem eles num conto de fadas erguer-te de novo para a vida,
e eu afundar-me ia com gosto no chão que te cobre… e seria raiz,
e caule e botão em frol cujo olor te desse de novo o que a morte te levou.
Dizem-me os antigos que os deuses amam aqueles jovens que se foram.
Mas eis-me aqui, a sós com a tua memória, contristado pela tua partida.
A mole do universo é indiferente à minha dor.
Os espaços estelares são indiferentes ao meu desejo.
O mar ao longe não sabe do meu amor.
O sol brilha impassível à força do meu beijo.
Nada ressuscita na terra calcinada deste campo-santo.
Tudo é definitivo, tudo tem a medida do adeus.
Só a memória medra para dentro da dor,
tudo é de pedra… e até ouço as rosas que te dei
num rumor de palavras entre elas… nunca nunca nunca mais!

Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 18-2-2024  

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Carta a Telémaco 
Trinta foram os dias 
Metáforas 
A oeste 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A negação é a verdadeira emergência da Europa


Afonso Belisário

Parece ainda existir uma profunda relutância em toda a Europa em aceitar e encarar o facto incontestável de que o continente corre o risco daquilo que a Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, publicada em dezembro de 2025, descreve como “erosão civilizacional”, uma palavra e um conceito assustadores na sua gravidade. As duas áreas políticas geralmente destacadas quando existem tentativas sérias de lidar com este assunto são a imigração e as consequências da obsessão do velho continente com as alterações climáticas.

Tem-se revelado muito difícil persuadir os dirigentes políticos europeus a compreender que o grande número de refugiados do Médio Oriente e de África que invadiram a Europa não pode ser considerado imigrante. Mesmo sem invocar a sua presença ilegal, assemelham-se mais a multidões de pessoas desesperadas, sem sentido de nacionalidade, sem ambição de assimilarem a cultura dominante dos locais de destino, e focadas em alcançar uma vida mais próspera, conservar as suas próprias culturas e impô-las aos seus novos anfitriões. Assemelham-se mais às massas que avançaram para oeste na Baixa Idade Média em direção à Europa Ocidental, fugindo dos bárbaros selvagens das estepes asiáticas e sem qualquer intenção de se unirem ao Império Romano.

Mas os bárbaros trouxeram consigo religiões tão primitivas que rapidamente adoptaram o cristianismo, o que contribuiu muito para a sua estreita associação com os habitantes locais, que gradualmente evoluíram para as grandes nações da Europa. As atuais vagas migratórias são maioritariamente muçulmanas, ferozmente sectárias e demonstram uma propensão muito maior para proliferar num estado segregado e frequentemente antagónico do que para se assimilarem às sociedades de acolhimento.

“cabe aos plenários do Supremo Tribunal Federal e do Senado, bem como ao Conselho Superior do Ministério Público, desobstruir os mecanismos previstos pela Constituição”

Um juiz constitucional cercado por gravíssimos indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça já representa, por si só, um risco institucional em razão da natureza de suas condutas. Mas torna-se um elemento ainda mais desestabilizador pelas medidas que pode adotar em busca da impunidade. É nisso que o ministro Alexandre de Moraes se transformou diante das revelações que apontam para suas condutas com Daniel Vorcaro e, sobretudo, diante de sua retaliação autoritária, colocando o Supremo Tribunal Federal no caminho de uma crise institucional sem precedentes. 

O Brasil precisa priorizar a defesa de suas instituições e de seu regime democrático, neutralizando imediatamente essas ameaças. O ministro Moraes deve ser afastado de suas funções para que as investigações possam ser conduzidas sem riscos de interferência e sem que a crise escale ao ponto de uma ruptura institucional. Da mesma forma, toda a rede de autoridades potencialmente implicadas ou que estejam obstruindo os mecanismos constitucionais de responsabilização também deve ser afastada e investigada. 

Se as vias naturais de resolução estão sendo bloqueadas pelo procurador-geral da República e pelo presidente do Senado Federal, cabe aos plenários do Supremo Tribunal Federal e do Senado, bem como ao Conselho Superior do Ministério Público, desobstruir os mecanismos previstos pela Constituição para o enfrentamento dessa crise. 

As investigações dos esquemas do Banco Master e de outros casos de grande complexidade exigem a atuação coordenada dos órgãos de investigação, persecução criminal e julgamento, cada qual dentro de sua competência constitucional. Somente assim é possível assegurar o devido processo legal, a ampla defesa e a solidez das futuras responsabilizações, evitando que nulidades ou interferências comprometam a busca por justiça, reparação e recuperação da confiança pública nas instituições. 

"Organização Maligna"

É a segunda vez que estou postando essa imagem hoje. E, desta vez, é para dizer que essa decisão do ALEXANDRE, hoje, foi orquestrada em conjunto por todas essas figuras que aí estão. 

 Estamos nas mãos de uma ORGANIZAÇÃO MALIGNA.

Texto e Imagem: Michel C. Salles, X, 4-9-2026, 1h32 

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Multiplan vai construir minibairro com até 10 torres ao lado do VillageMall

Projeto poderá ter uma torre corporativa e nove residenciais em terreno onde funcionou o antigo Walmart

Victor Serra 

Grande precursora dos shopping centers na Barra, a Multiplan estuda o futuro de um enorme terreno que está entre os ativos da empresa há alguns anos. Dentro do plano de expansão do VillageMall, inaugurado em 2012 com a proposta de ser o primeiro shopping de grife do Rio, a administradora planeja erguer uma espécie de mini-bairro, com até dez torres, em uma área vizinha ao empreendimento.

O terreno seria o mesmo onde funcionava o antigo Walmart, fechado em 2011. A companhia, que comprou a área por R$ 231 milhões, já avaliava a construção de um empreendimento imobiliário no local há pelo menos dez anos, conforme indicam pedidos de licenciamento feitos à Prefeitura e analisados pelo DIÁRIO DO RIO. Desde 2018, parte do espaço abriga um centro de convenções. A proposta prevê uma torre corporativa e nove residenciais no entorno do shopping.

A iniciativa faz parte da estratégia do grupo de desenvolver áreas residenciais e comerciais próximas aos centros de compras, ampliando a circulação de pessoas e o movimento dos shoppings.

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O futuro do STF em xeque

[Aparecido rasga o verbo] O que leva as pessoas a sentirem tanto ódio?

Aparecido Raimundo de Souza

Indubitavelmente, uma ótima pergunta, além de profundamente humana. O ódio, especialmente quando é grande demais e enorme, persistente e parece sem fim. Quase nunca essa chaga aberta nasce do nada. Ele é uma espécie de dor profunda e recalcada que não se curou, ou melhor dito, que virou parte da sua estrutura e ganhou de alguém uma armadura. Em rápidas pinceladas, tentarei explicar não como especialista, por conta disso, serei objetivo escrevendo o que penso, o que vivo no meu dia a dia, o que sinto de quem tem ódio de mim, de forma simples e verdadeira. Por que uma pessoa carrega tanto ódio, insisto?

Seria essa coisa chata uma espécie de válvula de escape de uma ferida enraizada e não totalmente curada? O ódio, na sua base, não é raiva, nem é dor. Quem odeia muito alguém, carrega no seu DNA um ferimento antigo. Uma espécie de fardo ou peso morto, um pacote melindrado e enganoso que nunca foi tratado como deveria ter sido E por ele ser um “pacote trambolhado”, uma carga sem vida, incomoda, aborrece, desagrada e enraivece. Importuna, enfada, e se engrandece.

Faço referência a uma traição, um abandono, uma humilhação, um sofrimento que ninguém reconheceu. Em vez de chorar ou perdoar, a pessoa se brinda e carreia isso tudo para dentro de seu “eu” interior, e a partir daí a coisa toda se complica e se agarra e se muda de mala e cuia para dentro do coração. O ódio se multiplica como erva daninha, como políticos safados e ladrões, enganadores do povinho furreca. Essa bosta se adultera, se abalança e se deprava. Em paralelo, se constrange, se desfigura e se conturba... pior, ainda, se encoleriza e modifica literalmente o âmago do ser vivente porque odiar dói menos do que admitir que foi um dia ferido, seja no ontem, seja no hoje, no agora e, sobretudo, no amanhã.

Iria mais longe e acrescentaria que o ódio é uma forma mórbida de defesa imbecilizada em grau máximo.  O cérebro faz isso sem que a pessoa que odeia perceba: "se eu odiar muito, não me deixarei machucar de novo". Ledo engano! O ódio, a meu ver, acaba virando um escudo, notadamente se a pessoa se deixar ser levada a bel prazer de outros aparentados, ou a se convencer de que o “odiado” é totalmente mau, ruim, perverso, asqueroso, filho da puta, um borra-botas que ninguém precisa sentir pena, nem carece de um pingo de compaixão, pior ainda, não necessita sequer ser lembrado.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

A queda de Moraes depende da pressão popular

A janela de fato existe, mas passa pela pressão popular legítima, apoiando quem enfrentou o regime e é perseguido por ter enfrentado

Leandro Ruschel

Desde ontem, tenho recebido dezenas de mensagens de dois tipos. 

A primeira é a pergunta: “agora vai?”, referindo-se a uma possível queda de Moraes. A segunda é a lamúria: “não vai dar em nada”. 

Eu entendo as duas, e não posso simplesmente desprezar os pessimistas. Afinal, Lula está na presidência depois de ter sido condenado em dois processos, em três instâncias, e preso, antes de ser Descondenado pelo Supremo. Quem olha para esse histórico e desconfia de qualquer promessa de justiça não está sendo irracional. Está apenas lembrando do país em que vive. 

Mas também seria um erro ignorar a janela que se abriu, porque ela se abriu, de forma até milagrosa. 

Há menos de um ano, Moraes era praticamente inquestionável pela imprensa. Era tratado como uma espécie de santo protetor do Brasil, o homem que segurava a democracia contra as hordas bárbaras da direita. Qualquer crítica era rapidamente empurrada para a gaveta das fake news, do golpismo, da ameaça institucional. 

Essa blindagem morreu. 

Os petistas e seus cúmplices ainda vão continuar batendo na tecla da “defesa da democracia”. Mas a verdade é que esse argumento perdeu a força. Ninguém mais acredita nele como antes. A farsa foi longe demais, durou tempo demais e agora começou a voltar contra quem a sustentou. 

Quando uma militante de redação diz, na televisão, que nunca tinha visto os implicados em um escândalo decidindo sobre o próprio caso, ela esquece convenientemente que faz sete anos que isso acontece no Brasil.  

O inquérito das Fake News nasceu exatamente assim: ministros como vítimas, investigadores, acusadores e julgadores ao mesmo tempo. Um inquérito aberto dentro do próprio Supremo, sem objeto claro, sem prazo definido e usado durante anos para censurar, intimidar e perseguir adversários políticos. 

E mais: esse inquérito nasceu para abafar uma investigação da Receita que atingia ministros e familiares por incompatibilidade entre renda e patrimônio. 

Agora, qual é o foco do escândalo atual? 

Distopia do Reino Unido: governo trabalhista cria 'esquadrão de elite' para identificar crimes de opinião

Paulo Hasse Paixão 

Está em curso mais um flagrante ataque à liberdade de expressão na Grã-Bretanha

Uma unidade policial de elite criada pelo governo trabalhista já sinalizou mais de 100 publicações nas redes sociais para serem seguidas pelas forças policiais locais, monitorizando “atividades relacionadas com protestos online”, num um passo sinistro em direção ao total controlo estatal da liberdade de expressão.

A equipa de ‘Investigações de Inteligência Nacional na Internet’, criada após os motins de Southport em 2024, iniciou as suas operações em fevereiro. Dados obtidos pelo Telegraph através da Lei de Liberdade de Informação e divulgados na semana passada mostram que a equipa encaminhou 106 publicações “suspeitas” para as forças policiais de todo o país.

Só em junho, 50 destas denúncias surgiram no contexto da explosão de indignação pública em Southampton, depois de imagens de câmeras corporais da polícia terem exposto agentes a algemar o adolescente Henry Nowak, vítima de homicídio e já sem vida, enquanto aceitavam uma falsa denúncia de “racismo” feita pelo seu assassino sikh.

Neves: figurinha patética de ministro

Telmo Azevedo Fernandes

Luis Neves [foto] é mais uma figurinha patética do nosso regime. A sua postura enquanto ministro oscila entre aquilo que parece ser o registo de um menino mimado do «daqui não saio, daqui ninguém me tira», e a do adolescente rufia que ameaça distribuir lambadas por quem se colocar à sua frente no recreio da escola. 

A dignidade e compostura de que tem dado provas na pasta da administração interna equivale àquela do assador de febras em dia de jogo da bola, de caneca de cerveja em punho e camisola da selecção nacional vestida já engordurada de banha de porco. 

Com a sua falta de maneiras institucionais, Luís Neves confunde autoridade com poder pessoal. O categórico anúncio de que nada o afastará do cargo revela que se acha dono do ministério. Mas convém recordar-lhe que não ocupa a pasta por direito divino. Está ali provisoriamente, por delegação política, e deveria estar obrigado a padrões de prudência e contenção muito superiores aos exigíveis ao cidadão comum. 

Tão deslumbrado está com o poder que as preocupações públicas acerca da promiscuidade entre relações pessoais, decisões administrativas, conflitos de interesses e utilização dos recursos do Estado são reduzidas por Neves a meras “insinuações” e “invejas”. A pose do homem injustamente perseguido e vítima de cabala é um clássico refúgio de quem se habituou a estar rodeado de continências, motoristas e subordinados diligentes. 

Vasco vence o Vitória e enfrentará o Palmeiras na semifinal da Copa do Brasil

Vasco vence o Vitória no Barradão, confirma a classificação e enfrentará o Palmeiras na semifinal da Copa do Brasil

Anderson Montalvão 

O Vasco está classificado para a semifinal da Copa do Brasil. O Cruzmaltino venceu o Vitória por 2 a 0 nesta quarta-feira (2), no Barradão, em Salvador, pelo jogo de volta das quartas de final, e confirmou a vaga entre os quatro melhores da competição. Andrés Gómez e Puma Rodríguez marcaram os gols da vitória, ambos no segundo tempo.

Foto: Matheus Lima/Vasco da Gama

Como também havia vencido o primeiro confronto, em São Januário, por 1 a 0, o Vasco fechou o confronto com 3 a 0 no placar agregado. Na semifinal, o adversário será o Palmeiras.

A classificação mantém o Vasco entre os semifinalistas da Copa do Brasil pelo terceiro ano consecutivo.

O Vasco começou a partida buscando controlar a vantagem construída no primeiro jogo e conseguiu criar boas oportunidades no ataque. A equipe teve presença no campo ofensivo, mas voltou a apresentar uma dificuldade recorrente na temporada: transformar o volume de jogo em gols.

Spinelli teve duas boas oportunidades para abrir o placar, mas não conseguiu aproveitar. O Cruzmaltino terminou a primeira etapa sem balançar as redes, deixando a classificação em aberto.

Do outro lado, o Vitória encontrou nas bolas aéreas sua principal arma para tentar pressionar o Vasco. A entrada de Sosa entre os zagueiros ajudou a equipe a lidar melhor com a jogada aérea, mas o time baiano continuou levando perigo principalmente em cruzamentos e lançamentos.

Léo Jardim também precisou trabalhar em alguns momentos e demonstrou hesitação em saídas do gol em bolas alçadas na área.

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[Viagens & Destinos] De Botafogo a Copacabana: de carro e depois visto do céu

Neste vídeo, saio da Rua São Clemente, em Botafogo, e sigo até o Humaitá. Depois, continuo o passeio pela Lagoa Rodrigo de Freitas e pelo Corte do Cantagalo até chegar a Copacabana.

Durante o trajeto, mostro ruas, avenidas e paisagens que fazem parte da rotina dos moradores da Zona Sul do Rio de Janeiro.

🚁 Mas a experiência não termina quando chegamos a Copacabana!

Ao final do vídeo, preparei uma apresentação aérea mostrando todo o percurso realizado de carro.

Embora as imagens pareçam ter sido captadas por um helicóptero ou por um drone, elas foram produzidas com uma ferramenta do Google, permitindo visualizar o trajeto completo por uma perspectiva diferente.

Espero que você goste deste passeio.

Se gostar do vídeo, deixe o seu comentário e compartilhe a sua experiência.

Um grande abraço!

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

The Leipzig Incident Has All The Hallmarks Of A False Flag

Andrew Korybko 

It was carried out to justify the German economy’s evolution to war footing, distract from the resultant problems, and legitimize a future serious escalation against Russia

Germany blamed Russia for last month’s incident in Leipzig when one explosives-laden drone was found on the tarmac in proximity to Ukrainian cargo planes, another reportedly collided with a separate cargo plane as it tried to land but failed to explode, and a third was later found close to the premises. Putin condemned their claim, shared his opinion that it was a false flag due to them planting evidence, and speculated that the motive was to distract from domestic problems by fearmongering about Russia.

While skeptics might roll their eyes, the Leipzig incident has all the hallmarks of a false flag. For starters, Germany is implying cartoonish incompetence on the part of Russia. The public is supposed to believe that the most skilled drone operators in the world, who were tasked with what would have been the most sensational Hybrid War attack on NATO ever, left a drone on the tarmac, got unlucky when another failed to explode after it hit a landing cargo plane, and left another nearby. That’s difficult to believe.

The second point to make in support of Putin’s hypothesis is that something similar happened last fall when unknown drones forced major airports in Scandinavia to temporarily ground all flights. Zelensky predictably blamed Russia and called for closing the Danish Straits to its shipping. As with the Leipzig incident, no evidence was ever shared in support of that claim, but it served as the precedent to blame Russia for mysterious drone-related incidents in Europe in order to justify more escalations against it.

O feitiço de Gotham: como a narrativa da doença apaga o crime

Maria Helena Costa

Demorei algum tempo a escrever sobre o tema que domina a comunicação social e as redes sociais há alguns dias. Não por falta de uma opinião formada sobre a tragédia, mas simplesmente porque tenho estado ocupada com outros assuntos e, verdade seja dita, já há demasiada gente a debitar linhas sobre o caso. No entanto, hoje, ao deparar-me com a frase deste grafismo da CNN Portugal — “Lindsay Clancy matou os três filhos. ‘O facto de termos um crime que foi planeado não lhe retira o ónus de ter sido causado pela doença mental’”—, foi-me impossível conter a reação. A leitura daquele argumento não me provocou apenas discórdia; empurrou-me, de imediato, para o imaginário de Gotham, a cidade de Batman.

Gotham City não é um cenário de ficção sobre o crime; é um tratado sobre o colapso das instituições. É uma cidade permanentemente em chamas, devorada pelo caos, pela destruição e pelo medo, onde a população conta os corpos nas ruas enquanto os criminosos mais perigosos entram e saem de um sistema que se recusa a puni-los. A tragédia de Gotham não nasce da falta de polícias ou de leis; nasce da ilusão burocrática de que a barbárie pode ser domesticada num divã. É esse mesmo labirinto psicológico que ameaça agora o nosso mundo real.

Lindsay Clancy não discute que estrangulou Cora, Dawson e Callan. O julgamento em Massachusetts discute se, no momento em que o fez, era criminalmente responsável. A frase que circulou na CNN Portugal resume a tese da defesa: o facto de o crime ter sido planeado não retira o ónus de ter sido causado pela doença mental.

Se o júri aceitar essa tese, ela não sai pela porta da prisão no dia do veredicto. Segue-se um internamento compulsivo numa unidade psiquiátrica de segurança, com revisões periódicas e o Ministério Público com voz nas decisões de uma eventual alta. Andrea Yates, o precedente mais invocado, nunca foi libertada. Isso é um facto. E é precisamente aqui que a analogia com Gotham deixa de ser uma caricatura e passa a ser um aviso.