quinta-feira, 15 de outubro de 2026

[Daqui e Dali] Como Eça explica a falta de patriotismo

Humberto Pinho da Silva

Como se sabe, o nacionalismo é o amor que se sente pela Pátria, onde se nasceu e se foi criado. Segundo José Maria Coloma (Léxico de Política), o termo equivale a patriotismo.

Eça assevera que o patriota, o que ama sua Pátria, o torrão onde nasceu e viveram os ancestrais, nunca pode ser cosmopolita.

Ao adquirirem idiomas, costumes, hábitos, e expressões de outros povos, o poliglota esquece lentamente a pátria, e a língua materna dilui-se em contacto com idiomas estranhos.

Certa ocasião, nos anos cinquenta, conheci jovem francesa que estudara em Bordéus, mas pouco conhecia além da pequena póvoa em que vivia. Um dia resolveu conhecer a terra dos antepassados e abalou para Portugal.

Tudo lhe parecia estranho, e não compreendia comportamentos e modos de pensar dos portugueses.

Como beijava todos que encontrava, lhe recomendaram a não o fazer, principalmente homens. Respondeu envergonhada:

“Desculpem, mas eu sou francesa, e beijar é a forma de cumprimentar na minha terra!"

Atualmente, com a globalização, o turismo, a vinda maciça de imigrantes, a sociedade europeia de raiz cristã se transformou. Hábitos se alteraram, assim como antigos valores e costumes que eram características de cada nação desapareceram.

[Viagens & Destinos] Da Avenida das Américas até Copacabana

Neste vídeo, percorremos de carro parte da Avenida das Américas, começando próximo do número 9560, seguindo em direção à Zona Sul do Rio de Janeiro, até chegar na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. 

No final, um complemento especial: um vídeo aéreo feito com o Google Earth Studio, mostrando de cima o mesmo trajeto percorrido no chão.  

Anteriores:
Pedalando pelo Rio de Janeiro: Urca → Enseada de Botafogo → Aterro do Flamengo 
Conhecendo a rua mais famosa da Barra da Tijuca — Rio de Janeiro 
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Ilha do Governador de Carro 🚗🇧🇷 | Estrada do Galeão até à Praia da Bica – Rio de Janeiro 
O caminho alternativo para os Arcos do Leme: testamos a sugestão de um amigo do canal 
De Botafogo a Copacabana: de carro e depois visto do céu O caminho que poucos conhecem para chegar a Copacabana

Aborto: Quando a cultura devora aquilo que Deus chama fruto

Maria Helena Costa 

O Jardim do Éden e a Queda do Homem. Jan Brueghel o Velho e Pieter Paul Rubens, 1615, Wikipedia

Quando Deus criou o ser humano, disse:

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.”
(Génesis 1:26)

Homem e mulher foram criados para reflectir a imagem e o carácter de Deus. Imediatamente a seguir, Deus ordena:

“Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a.”
(Génesis 1:28)

Deus, fonte de toda a vida, permite que criaturas feitas à Sua imagem participem da continuidade da vida, da reprodução da vida. A fecundidade humana não é um acidente biológico; é um mandado criacional.

Agora, compreende o grande conflito. Satanás não é Criador; é criatura. Ele não consegue gerar uma imagem concorrente à imagem de Deus. Por isso, corrompe. Tenta deformar nas criaturas aquilo que deveria reflectir o Criador, até que elas passem a reproduzir o princípio da sua própria rebelião. E qual é esse princípio? A criatura querendo ocupar o lugar de Deus.

É por isso que a primeira tentação registada em Génesis é tão reveladora. A serpente diz:

“Sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.”
(Génesis 3:5).

Existe uma ironia profunda aqui: eles já eram imagem e semelhança de Deus. Tinham sido criados para serem semelhantes a Ele no carácter, na justiça e na santidade. Satanás seduziu-os à rebelião. Deus diz:

“Reflecti quem Eu sou”.

A serpente diz:

A Europa, contra todas as probabilidades

Paulo Hasse Paixão 

Galileo Galilei demonstrando a sua invenção, o telescópio. Litografia de Henry-Julien Detouche,1900

Um observador alienígena que analisasse a situação do Homo Sapiens no planeta Terra por volta do ano 1200 d.C., dificilmente apostaria que a rendilhada e acidentada península oriental da maior massa continental do hemisfério norte iria gerar aquela que será a mais dominadora civilização da história do percurso humano. 

A Europa desse momento, material e culturalmente pobre, etnicamente fragmentada, dividida em incontáveis reinos, principados, ducados e cidades-estado, nostálgica de ancestrais legados mediterrânicos e glórias perdidas até na memória dos povos, parecia mais um fim do mundo do que o princípio de um império. 

Ignorante dos apogeus vários da China, alienada das riquezas da Índia, ameaçada a leste pelo vastíssimo e militarmente aterrador império mongol e cercada a sul pela também extensa e poderosa rede de califados islâmicos, que se estendiam entre a Península Ibérica e o Mar Cáspio, o semi-continente não prometia grandes sucessos. 

Mas nos seiscentos anos que se seguiram, italianos e portugueses, espanhóis e ingleses, franceses e holandeses resgataram novos mundos e conquistaram os antigos, fazendo recurso de todos os vectores de expansão civilizacional que estavam ao seu dispor, da tecnologia à força militar, das artes às ciências, da filosofia à cartografia, da navegação à indústria, do comércio à propagação da fé. 

Como é que isto aconteceu assim, de tal forma contraintuitiva? 

Feriados no Rio de Janeiro em 2027

Confira todos os feriados do Rio de Janeiro em 2027, incluindo Carnaval, São Sebastião, São Jorge e Corpus Christi, e veja quais datas permitem emendar a folga

Quintino Gomes Freire 

Praia de São Conrado vista da Av. Niemeyer na Zona Sul do Rio de Janeiro. Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Ao todo, o Rio de Janeiro terá 14 feriados nacionais, estaduais e municipais em 2027, dos quais 11 cairão em dias úteis. O calendário também inclui pontos facultativos, como a segunda-feira de Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas, que podem ampliar os períodos de descanso.

O ano já começa bem, com o Ano-Novo em uma sexta-feira, garantindo três dias de folga para quem não trabalha nos fins de semana. O Carnaval será mais cedo, com a terça-feira no dia 9 de fevereiro. A Sexta-feira Santa cairá em 26 de março, enquanto o Domingo de Páscoa será celebrado em 28 de março.

Mas o mês que merece atenção é abril. Tiradentes cairá em uma quarta-feira (21/04) e São Jorge em uma sexta-feira (23/04). Quem conseguir folgar na quinta-feira, dia 22, poderá aproveitar cinco dias consecutivos de descanso, de quarta a domingo.

Em compensação, três datas tradicionalmente esperadas pelos trabalhadores cairão no sábado: Dia do Trabalho, em 1º de maio; Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro; e Natal, em 25 de dezembro.

Confira todos os feriados no Rio de Janeiro em 2027

PSD recorre ao STF para tentar reabrir segundo turno no Rio

Partido pede liminar para suspender decisão do TSE que anulou votos de Anthony Garotinho; legenda questiona mudança na regra de cálculo da maioria absoluta


Leonardo Brito

O Partido Social Democrático (PSD) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma nova ação para tentar restabelecer o segundo turno da eleição para o governo do Rio de Janeiro. A legenda contesta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) e abriu caminho para a vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno contra Eduardo Paes. 

A ação foi apresentada nesta quarta-feira (14) e pede uma liminar para suspender os efeitos do julgamento do TSE. O partido quer que a Justiça Eleitoral convoque novamente o segundo turno, previsto inicialmente para 25 de outubro. 

O principal argumento do PSD é que os votos de Garotinho não deveriam ser retirados retroativamente da base de cálculo usada para definir se um candidato alcançou a maioria absoluta. Na avaliação da legenda, a anulação da votação do ex-governador pode impedir que ele assuma o mandato, mas não deveria alterar a regra que determinou a necessidade de uma segunda etapa da eleição.

A petição sustenta que os eleitores escolheram Garotinho quando o nome dele ainda constava na urna eletrônica. Por isso, o partido questiona se a invalidação posterior desses votos pode modificar o resultado inicialmente apurado e encerrar a disputa sem segundo turno.  

Disputa mudou após decisão do TSE

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Douglas Ruas recebeu 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27% do total considerado na apuração inicial. Eduardo Paes ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos (42,76%). Garotinho recebeu 274.411 votos, correspondentes a 3,17%.

Em 8 de outubro, o TSE manteve o indeferimento do registro de Garotinho e decidiu, por cinco votos a dois, anular definitivamente os votos recebidos por ele. Com a retirada desses votos da contagem, Ruas passou a ter 50,88% dos votos válidos.

O TRE-RJ realizou a retotalização em 10 de outubro e confirmou o resultado que declarou o candidato do PL vencedor no primeiro turno, dispensando a realização de uma nova votação.

Desaire em Sevilha

FC Porto defrontou o Real Betis (3-2) na 2.ª jornada da Liga dos Campeões

O FC Porto visitou o Real Betis na segunda jornada da fase de liga da Liga dos Campeões e sofreu um desaire pela margem mínima em Sevilha (3-2). De volta ao Estádio de La Cartuja, onde conquistaram a Taça UEFA em 2003, os portistas estiveram a vencer até à entrada para o derradeiro quarto de hora, mas os andaluzes deram a volta ao resultado graças a uma grande penalidade assinalada aos 84 minutos. 

Francesco Farioli apostou em Pablo Rosario, Martim Fernandes, Gabri Veiga e Borja Sainz nas posições ocupadas por Jan Bednarek (castigado), Alberto Costa, Inbeom Hwang e William Gomes (lesionado) na Madeira, mas foi Diogo Costa o primeiro a dizer “presente” com um par de intervenções seguras que travaram o ímpeto inicial dos espanhóis. 

Os Dragões responderam aos nove minutos e estiveram muito perto de abrir a contagem na primeira aproximação à baliza da casa: depois de interceptar um pontapé longo de Álvaro Valles, André Silva rematou em arco por cima do guarda-redes, mas o chapéu saiu curto e o avançado portista ainda teve tempo e espaço para cabecear à barra. 

Na reta final de um primeiro tempo de parada e resposta, durante o qual Diogo Costa se encarregou de manter a folha limpa, Martim Fernandes ainda introduziu a bola dentro da baliza espanhola, mas o árbitro viria a anular o golo do FC Porto devido a um desvio na mão de Borja Sainz no momento da assistência. 

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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Quando a vítima não é das nossas

Miguel A. Baptista

Imaginem que um partido de esquerda radical era impedido de participar presencialmente num debate radiofónico. Não era excluído do debate, note-se: podia intervir, mas à distância. A razão? Os seus representantes teriam, aparentemente, uma espécie de lepra política que os impedia de partilhar o estúdio com os restantes participantes.

Imaginem agora que a líder desse partido não se conformava com a discriminação e, no dia do debate, irrompia pelo estúdio, reclamando o direito de ocupar o lugar que lhe estava destinado.

Os jornalistas depressa a promoveriam a nova Pasionaria. Teria sido a mulher corajosa que não se resignava perante a injustiça e ousava derrubar barreiras. A heroína que combatia os fascismos e o patriarcado tóxico. Multiplicar-se-iam os memes com o seu rosto, acompanhados de palavras de ordem em sua homenagem. Circulariam abaixo-assinados de solidariedade. A direção da rádio seria pressionada a demitir-se por ter permitido aquela ignomínia discriminatória.

Um cantautor comporia uma balada em louvor da guerreira que não se vergava perante a opressão. Numa manifestação de apoio à proscrita, as t-shirts com a sua fotografia conviveriam harmoniosamente com os lenços e as bandeiras da Palestina.

Os partidos que aceitassem participar no debate sem a presença física da líder seriam denunciados como cúmplices da opressão. Um jornal mais à direita que descrevesse a sua justa reivindicação como uma «invasão» seria imediatamente catalogado de nazi. E quem ousasse lembrar que a intrépida guerreira poderia vir a sofrer consequências pela sua atitude seria também acusado de fascismo.

Imprensa argentina repercute vitória do Vasco contra o Boca na Sul-Americana

Imprensa argentina destaca atuação ruim do Boca Juniors antes da expulsão de Andrés Gómez e falta de pontaria da equipe da casa

Altair Alves

O Vasco venceu o Boca Juniors por 1 a 0, na noite desta terça-feira, na Bombonera, em Buenos Aires, no primeiro confronto da semifinal da Copa Sul-Americana. O gol da equipe carioca, que chegou a jogar com um jogador a menos após expulsão de Andrés Gómez aos 18 minutos do segundo tempo, foi marcado por Adson. 

O resultado repercutiu na imprensa argentina, que valorizou o triunfo do Vasco fora de casa. Até o momento da expulsão de Gómez, quando o Vasco não sofria perigo, o ‘Clarín’ destacou a ausência de Paredes e a exibição ruim do Boca Juniors contra o time brasileiro:

“Boca não vê a bola sem Paredes e Vasco vence na Bombonera” 

Clarín repercute vitória do Vasco contra o Boca Juniors, foto: Reprodução

Depois da expulsão de Andrés Gómez, o Boca Juniors, com um a mais, foi produtivo e levou muito perigo ao gol do Vasco. Diante da melhora, os argentinos quase chegaram ao empate, mas não conseguiram superar a equipe carioca.

Vendedor de laranjas abandona carro e salva criança que se afogava em praia de Rio das Ostras

Vendedor de 31 anos voltava de uma entrega quando percebeu que o menino era arrastado pelo mar na Praia do Abricó

Altair Alves 

Foto: Jefferson Rodrigues/Arquivo pessoal

Um vendedor de laranjas de 31 anos protagonizou um resgate na Praia do Abricó, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, no último domingo (11/10). Jefferson Rodrigues percebeu que uma criança estava se afogando e que o pai não conseguia alcançá-la. Diante da situação, ele deixou o veículo em que estava e entrou no mar para socorrer o menino. O momento foi registrado em vídeo [Abaixo]. I

Jefferson retornava de uma entrega acompanhado do patrão quando notou o desespero do pai. Segundo o vendedor, a criança era arrastada pela água, enquanto as condições do mar dificultavam a aproximação do homem e a saída da água.

“Eu não pensei em nada. Só parei para pensar na hora em que consegui pegar nele dentro da água. Eu falei: é uma criança, eu tenho três crianças em casa. Só lembro do pai tentando chegar até ele”, relatou.

O resgate também exigiu esforço do próprio Jefferson. Durante a tentativa de levar o menino para a areia, uma onda fez com que a criança escapasse de seus braços. O vendedor, porém, conseguiu alcançá-la novamente e, dessa vez, retirou-a da água em segurança.

O Conselheiro

Conversa fictícia inspirada no reencontro entre pai e filho 

O poder tem uma característica curiosa: quanto mais alto se chega, mais gente aparece oferecendo conselhos. Quase sempre acompanhados de pedidos.

Depois de meses sem se encontrarem pessoalmente, Jair e Flávio Bolsonaro voltaram a conversar.

Um já conhecia os corredores do Planalto. O outro imagina percorrê-los.

O que realmente disseram pertence aos dois. O que poderiam ter dito pertence à imaginação deste cronista.

Jair estava sentado no sofá, diante da televisão desligada.

— Pai, preciso de uns conselhos.

— Quantos?

— Alguns.

— Então sente. Você ainda nem tomou posse e Brasília já começou a fazer efeito.

— Ainda preciso ganhar a eleição, pai.

— Então é melhor aprender antes. Depois, talvez não tenha tempo.

Flávio acomodou-se ao lado dele.

— Tenho pensado em algumas nomeações. Três nomes para um mesmo cargo.

— Ótimo.

— Como assim, ótimo?

— Já tem dois inimigos antes mesmo de escolher.

— E se eu não escolher nenhum?

— Aí terá três.

Ausência no Debate

Marcelo Guterman

A decisão de ir ou não a debates atende a um simples cálculo eleitoral: quantos votos potencialmente se perde ou se ganha para cada opção. Rogério Marinho certamente fez esse cálculo, e concluiu que a correnteza está favorável e não é hora de balançar o barco. Ou melhor, o não comparecimento balança menos o barco do que partir para o debate.

Haverá exploração do fato, sem dúvida. “Fujão” será o apelido mais carinhoso, além de lembranças sobre o desmaio do senador em debate há 10 anos, quando concorria à prefeitura do Rio. Mas a decisão oposta, de acordo com a avaliação da campanha de Flávio, traz ainda mais riscos. A chance de Lula jantar o senador não é desprezível, dada a diferença de experiência e de tirocínio entre os dois candidatos.

Lembro até hoje do debate entre Lula e Alckmin nas eleições de 2006. Alckmin tinha à disposição todo o arsenal do mensalão, e era um político com luz própria, não um estepe do pai. Em determinado momento, sob a saraivada de acusações do adversário, Lula se sai com “por que tanta agressividade, candidato?”, acompanhado de um sorriso maroto. Ali ele quebrava o clima desfavorável, distensionava o ambiente e reenquadrava o debate nos seus termos. Alckmin acabou com menos votos do que no 1o turno, não por causa do debate, claro, mas o debate certamente não ajudou.

O governo de coligação Troika: Passos, modernizou sim

Henrique Pereira dos Santos

"Onde é que Passos modernizou o país? Assim de repente lembro-me da CRESAP, da diminuição de freguesias e da flexibilização dos despedimentos. Quer dar-nos exemplos de "modernização"?" 

Este foi o comentário de um leitor ao meu post sobre o último (no sentido de o mais recente) vencido da vida, Passos Coelho. 

Foto: Manuel de Almeida/Lusa

Confesso que tenho cada vez menos paciência para este tipo de perguntas retóricas, basta perguntar a uma coisa qualquer destas novas que respondem às nossas perguntas, escusam de me perguntar a mim. 

Aquela que usei respondeu-me em segundos:

 "• Reforma do IRC: Aprovada no final de 2013, reduziu gradualmente a taxa geral de IRC e simplificou o enquadramento fiscal para reforçar a competitividade das empresas e promover o investimento. 

• Reforma do Mercado de Arrendamento Urbano: Atualizou o regime das rendas e dinamizou o mercado imobiliário, facilitando os despejos em caso de incumprimento e a reabilitação urbana. 

• Reforma da Administração Local: Concretizou a reorganização territorial autárquica com a extinção e agregação de freguesias (reduzindo o número total a nível nacional), além de limitar o número de cargos políticos locais e empresas municipais. 

• Reforma do Estado e da Função Pública: Introduziu a requalificação (mobilidade especial), redefiniu suplementos remuneratórios e aumentou o horário de trabalho na Administração Pública de 35 para 40 horas semanais (medida posteriormente revertida). 

• Privatizações: Avançou com a reprivatização de empresas estratégicas do setor energético, de transportes e de comunicações (como a EDP, REN, TAP e ANA Aeroportos), cumprindo metas do memorando da Troika. 

• Reforma da Legislação Laboral: Flexibilizou as regras de contratação e despedimento, reduziu o valor das compensações por cessação de contrato e alterou o regime dos feriados e dias de descanso.". 

Gigante! Vasco supera pressão na Bombonera após expulsão de Andrés Gómez

Vasco supera a pressão do Boca Juniors na Bombonera, vence por 1 a 0 com gol de Adson e leva vantagem para decidir a vaga na final

Anderson Montalvão

O Vasco da Gama conquistou uma vitória histórica ao derrotar o Boca Juniors por 1 a 0, na Bombonera, pelo jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana. Mesmo diante da pressão da torcida argentina, o Cruzmaltino demonstrou personalidade e garantiu vantagem importante para a partida de volta. 

Foto: Matheus Lima/Vasco

O gol vascaíno saiu aos 25 minutos do primeiro tempo. Andrés Gómez avançou pela direita e cruzou na medida para Adson, que aproveitou a oportunidade para balançar as redes e colocar o Gigante da Colina em vantagem.

Na segunda etapa, o cenário ficou mais complicado para o Cruzmaltino. Andrés Gómez foi expulso após receber o segundo cartão amarelo, deixando a equipe com um jogador a menos e aumentando a pressão do Boca Juniors em busca do empate.

Mesmo em desvantagem numérica, o Vasco resistiu à pressão argentina e preservou o resultado. Com organização defensiva e determinação, o Gigante da Colina suportou o momento mais delicado da partida e garantiu o triunfo fora de casa.

A vitória também tem peso histórico: o Cruzmaltino conquistou seu primeiro triunfo na Bombonera, escrevendo um novo capítulo na história do confronto com o tradicional clube argentino.

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[Quadro da Quarta] Suzanne no banho

Jacopo Robusti, vulgo Tintoretto (1518-1594), 1550  

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A Batalha de Palestro 
Um funeral em Ornans 
A Festa de Baco 
Interior com jovem mulher ao piano 
Cristo na coluna 
A Escola de Atenas

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Douglas Ruas defende que Maracanã é patrimônio de todos

Torcedor do Vasco da Gama, governador eleito do Rio, Douglas Ruas revela que Maracanã é patrimônio de todos e conversará com consórcio

Aniele Lacerda 

Torcida do Vasco em final no Maracanã, foto: Renato Padalka/Ekobanpress

Em meio à batalha do Vasco para atuar no Maracanã, Douglas Ruas, governador eleito no Rio de Janeiro, abriu o jogo sobre o futuro do estádio. O parlamentar concedeu uma entrevista à TV Globo recentemente.

Assim, entre os vários assuntos tratados, o governador falou sobre o Maraca ser um patrimônio da população. Diante disso, seu objetivo é ter uma reunião com o consórcio para que o estádio possa sediar espetáculos de diversos times.

– Eu espero que a gente possa conversar com o consórcio que administra e buscar um consenso, entender o que tem de divergência e se a gente possa buscar um consenso entre todos os clubes do Estado do Rio de Janeiro – disse Douglas Ruas, que completou:

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[Aparecido rasga o verbo] Segue, firme e forte, essa eterna e imorredoura “Casa da mãe Joana”

Aparecido Raimundo de Souza

SE ALGUÉM SE DESSE ao árduo e dificultoso trabalho de fazer um ensaio político sobre o Brasil (perdão, sobre o brazzzzzzil, grafado assim mesmo), teria farto material não só para estudo e dissertação, como descobriria que a nossa boa terrinha não é séria, e não é séria e confiável faz bom tempo. Por aqui, tudo vive jogado as moscas, as traças, aos ratos de esgoto e outros insetos asquerosos e nojentos. Perguntarão os senhores e as senhoras leitoras: baseado em quais motivos fazemos essas referências tão ignominiosas e depreciativas a uma nação que tem, perdão que teria tudo para crescer aos olhos do mundo, deslanchando e se destacando com nobreza e notoriedade entre as outras potências existentes? Antes de respondermos, vamos deixar aclarado o que venha ser um país? 

Um país, para ser rotulado como tal, é como simploriamente chamaríamos de uma “casa”, onde habita uma família, com parentes, agregados e, eventualmente, visitas ou hóspedes. Para que ela funcione a contento, existem conceitos elementares de organização, regras e, sobretudo, autoridade, sem os quais a convivência entre seus pares, se torna difícil, capenga, truncada e, dependendo de certas situações, indigestamente fastidiosa e insuportável. Todos sabem (ou deveriam cultivar esse entendimento) que tudo nela é de todos, se resguardando, obviamente, os objetos de uso pessoal, entre os quais as simples escovas de dentes, por exemplo e logicamente as roupas caracterizadas como íntimas. Furtar um objeto ou danificá-lo, de caso pensado, e despropositado, e não tendo sentido prático pela consequência do gasto, a não ser que o autor seja uma ovelha desgarrada ou um desequilibrado mental, certamente tal avaria não passaria despercebida e prontamente se veria reprimida pelos demais.

Como situar uma casa que, ao invés de uma família, fosse habitada por delinquentes, que rebentam os fios que guarnecem as lâmpadas de todos os cômodos, quebram os pratos, queimam as cortinas com cigarros, e cospem no chão? Tem mais itens: picham as paredes, xingam e agridem as visitas, perturbam os vizinhos, mijam e defecam fora do vaso sanitário, sem falar, mas já o fazendo, no descuido em não puxar a cordinha da descarga, promovendo um entupimento estapafúrdico no infeliz do “cagador”, que muitas vezes, em face desses esquecimentos, ficaria sem saber onde enfiar o nariz. Não existe nada mais infame, os senhores devem saber que uma bacia de privada com o cheirador congestionadamente atravancado ou embatumado por fezes de péssimos odores.

[Livros & Leituras] Os Maias

Obras completas de Eça de Queiroz, volume VI, Círculo de Leitores, Lisboa, maio de 1980, 678 páginas. 

A ação de Os Maias passa-se em Lisboa, na segunda metade do século XIX, e apresenta-nos a história de três gerações da família Maia.

A ação inicia-se no Outono de 1875, quando Afonso da Maia, nobre e rico proprietário, se instala no Ramalhete com o neto recém-formado em Medicina. Neste momento faz-se uma longa descrição da casa – “O Ramalhete”, cujo nome tem origem num painel de azulejos com um ramo de girassóis, e não em algo fresco ou campestre, tal como o nome nos remete a pensar.

Afonso da Maia era o personagem mais simpático do romance e aquele que o autor mais valorizou, pois não se lhe conhecem defeitos. É um homem de carácter, culto e requintado nos gostos. Em jovem aderiu aos ideais do Liberalismo e foi obrigado, por seu pai, a sair de casa e a instalar-se em Inglaterra. Após o pai falecer regressa a Lisboa para casar-se com Maria Eduarda Runa, mas pouco tempo depois escolhe o exílio por razões de ordem política.

Fruto deste casamento resultou apenas um filho, Pedro da Maia, que apresentava um temperamento nervoso, fraco e de grande instabilidade emocional. Afonso desejaria educá-lo à inglesa, mas Maria Eduarda, católica fervorosa, cujo fanatismo mais se exacerba ao viver em Inglaterra, país protestante, não o consente e Pedro é educado por um padre mandado vir de Lisboa. Pedro cresce, muito ligado à mãe e após a sua morte, ficou inconsolável, tem crises de melancolia negra recuperando apenas quando conhece uma mulher, extraordinariamente bela e vistosa, chamada Maria Monforte. Enamora-se dela e, apesar do seu pai não concordar, devido a rivalidade entre as famílias Maia e Monforte, casa com ela, o que o afasta do convívio do pai. O jovem casal parte para Itália e inicia uma vida faustosa. 

Nascem-lhes dois filhos: Maria Eduarda e Carlos Eduardo, sendo que Maria Monforte rejeita fortemente esse último desde o início da gestação. Pouco depois do nascimento do segundo filho, Maria Monforte apaixona-se por um príncipe italiano que estava abrigado na casa, após Pedro feri-lo acidentalmente num acidente de caça, e um dia, Pedro chega a casa e descobre que a mulher fugiu com o italiano, levando a filha. Desesperado, refugia-se em casa do pai, levando o filho, ainda bebé. Nessa mesma noite, depois de escrever ao pai uma longa carta, Pedro suicida-se com um tiro. Afonso da Maia dedica a sua vida ao neto a quem dá a educação inglesa, forte e austera, que em tempos sonhara para o filho. Num capítulo do livro essa educação, considerada a ideal, é contraposta à que umas vizinhas, as senhoras Silveiras dão ao filho e sobrinho Eusebiozinho.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

[Sétima Arte] O Meninão

You're Never Too Young (no Brasil, O Meninão) é um filme de comédia de 1955 dirigido por Norman Taurog e protagonizado pela dupla Martin e Lewis. 

Um barbeiro se vê obrigado a se fingir de criança para escapar de um bandido que o persegue. Ele acaba indo parar em uma escola só de moças, onde cai nas boas graças de uma professora. Mas gradativamente o namorado dela vai descobrindo a verdade.

***

🎬 O Meninão: A comédia esquisitona e encantadora de Martin & Lewis 😄👦✨

O Meninão (original You’re Never Too Young, 1955) é um daqueles filmes que parecem uma ameixa azeda que vira doce: começa com humor tolo e acaba deixando um sorriso largo no rosto. É uma comédia semi-musical dirigida por Norman Taurog e estrelada pela lendária dupla Dean Martin e Jerry Lewis, com Diana Lynn e o durão Raymond Burr no elenco.

Jerry Lewis vive Wilbur Hoolick, um assistente de barbeiro atrapalhado que, por um tropeço do destino, acaba com um diamante valioso no bolso sem saber, e também sendo caçado por um bandido determinado. Para escapar e pagar menos passagem num trem, ele se veste como menino de cerca de 11 ou 12 anos — um disfarce que dá origem às situações mais malucas do filme.

Aqui entra Dean Martin como Bob Miles, o noivo da professora Nancy (Diana Lynn) e colega de Wilbur, assumindo um papel que mistura charme, música e paciência — especialmente quando precisa lidar com as trapalhadas infantis que o “menino” Wilbur causa por onde passa. Dean canta, sorri e contrabalança a loucura física de Lewis com aquele jeito suave e carismático que era sua marca registrada.