terça-feira, 27 de outubro de 2026

[Aparecido rasga o verbo] E o câncer maligno seguirá destruindo...

Aparecido Raimundo de Souza

NAQUELA CONGREGAÇÃO, havia um silêncio obeso e pesado, um “cala boca” denso e empanturrado que antecedia cada novo culto. As pessoas, como robôs controlados, vinham, se sentavam, cantavam os hinos com voz baixa e se recolhiam em face de ninguém de peito e coragem, ter a suficiente autonomia para olhar nos olhos dele. O pastor infame, desprezível e ignóbil, considerado por todos como um ignominioso e amaldiçoado, subia ao púlpito com ar de autoridade, falando com firmeza e proclamando as suas barbáries como “palavras de ordem”. Todos abaixavam a cabeça. Entretanto, quando ele virava as costas, os olhares da maioria se encontravam, os lábios se aproximavam e a verdade que ninguém ousava dizer em voz alta, brotava, saltava à tona e morria embaciada e desvanecida.

— Esse maldito é um ladrão — sussurravam os mais antigos, com os olhos cheios de tristeza.

Outros, mais abrasados pelo ódio, acrescentavam numa espécie de coro esfacelado sem se fazerem presentes as entonações e os clamores das vozes ativas:

— É um pilantra, que aproveita da fé de quem não tem outra saída. Mais atrás, ocupando os bancos derradeiros, as senhoras abraçadas aos seus maridos, filhos e netos, emendavam, as vozes embargadas para não serem reconhecidas. Sabiam, de antemão, se fossem descobertas, os castigos lancinantes chegariam sem os contornos da piedade:

— E sempre sobra para nós, que pagamos o pato, completavam aturdidos, outros irmãos como se as paredes pudessem ouvir ou pior, denunciá-los.

Diziam que ele, o larápio, sabia de antemão como chegar ao coração dos mais simples e fracos, para depois lhes esvaziarem as prateleiras dos alimentos mais essenciais. E não eram apenas palavras jogadas ao vento. O homem já havia estado atrás das grades, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, não uma, mas duas outras vezes. Alardeavam que em outras congregações, o amaldiçoado afanou as poupanças de famílias que economizaram a vida inteira, extorquindo os que viviam com tão pouco, enquanto a sua presença satânica enchia a própria vida de excessos. Viajando pelo mundo afora com uma mulher de reputação duvidosa, uma prostituta de gestos refinados, ninguém ousava desmascarar a tal rameira e trazer à tona as suas estrepolias, por puro horror e pânico ensombrados numa estupefação sem precedentes.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Caos no Brasil: Lula vence eleições contra todas as expectativas, depois de suspensão da contagem durante 2 horas


Paulo Hasse Paixão

A noite passada não foi bem dormida para milhões de brasileiros

Quase todas as sondagens e previsões até domingo à tarde davam Flávio Bolsonaro à frente; mas a contagem final deu a vitória a Lula, com 51,77% contra 48,23%.

A pedra de toque desta reviravolta parece ter sido uma polémica decisão do Supremo Tribunal. O juiz Cristiano Zanin, nomeado por Lula, alargou a votação a todo o país até às 19h00, hora de Brasília, após queixas de ambas as campanhas, e o Tribunal Eleitoral, o TSE, suspendeu a contagem por cerca de duas horas. 

Uma espécie de flashback.

Acontece que quando a contagem foi reatada, as tendências inverteram-se: Bolsonaro, que liderava o escrutínio passou num curto espaço de tempo para o vencido da noite. Este é um filme que já vimos acontecer, numa outra federação das Américas, em 2020. 

Parlamentares da oposição, entre os quais membros do Partido Liberal (PL) de Bolsonaro, afirmam que Zanin atropelou a autoridade do TSE para beneficiar apenas Lula. O deputado Marcel van Hattem classificou a decisão do Supremo como “absurda” e uma tentativa de vencer “nos tribunais”, e disse que vai procurar a destituição dos ministros que abusaram do seu poder.

Sobre os motins e outras coisas


João José Brandão Ferreira

Introdução

“Quanto mais liberdades nos derem, mais nós havemos de exigir. Devemos obrigar o governo às cedências que rebaixam e às violências que revoltam”.

Brito Camacho (Republicano empedernido)1 

Hoje vamos abordar três questões:

– O que se passa na Europa com enfoque na França;
– A Autoridade do Estado;
– O que se passa em Portugal agora, cujo último leitmotiv é a questão das rendas de casa. 

É demais para um só escrito pelo que vou ter de abreviar e muito. 

***** 

“Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam, no mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção”.
António de Oliveira Salazar, 7-1-1949

1º -  O que se passa na Europa é apenas mais um episódio da queda do Império Romano do Ocidente, versão União Europeia (UE) século XXI.

Resume-se em duas frases: excesso de “camas fofas e banhos quentes”; meteram os bárbaros dentro da cidade; naturalmente que estes vão tomar conta dela.

A Europa está podre. E está podre sobretudo de valores. E agora vai ficar mais pobre; as contas desequilibraram-se, pudera, a única coisa que sabem fazer é enviar dinheiro para cima dos problemas, o que ilude a coisa mas não remove causa alguma.

A UE, por este andar, vai implodir e mais cedo do que tarde (fica para outra vez). Vamos passar por tumultos avantajados. Parece que é cíclico.

O que se passa em França é apenas mais um pico de guerra política e social: a questão das escolas é apenas uma desculpa. Aliás, a miudagem até aos 18 anos devia estar inibida e proibida, de se manifestar, pois apenas atinge a maioridade (por convenção) aos 18 anos. Até lá, são em boa linguagem portuguesa, uns fedelhos. Eu também já fui um fedelho e sei muito bem o que é isso.

Ora um fedelho o que tem a fazer até à maioridade, isto é, em atingir a idade adulta e estar apto (alguns jamais estarão…) a influir na sociedade o que tem que fazer é aprender. Aprender a ser educado e aprender a ser instruído de modo a ganhar asas, a ser um ser independente e útil à sociedade, onde nasceu ou está inserido (e todos, mesmo os que herdaram meios de subsistência que lhes permite não trabalhar, deviam ser obrigados a ter um ofício, pois o ócio é o pai e a mãe de todos os vícios).

Tem de saber esperar e observar, e quando não o sabe fazer ou não quer, tem que ser posto na “ordem”. A ordem liberta mais do que oprime.

Ora a França nunca mais atinou depois da malfadada Revolução Francesa tão incensada por muitos, talvez porque nunca lhes passou pela cabeça o que foi sofrê-la e suas consequências. E, até hoje tem sido um fartote. Hoje está com um déficit orçamental de mais de 5%, e uma dívida enorme; está a caminho da bancarrota.

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A prorrogação das trevas


Segundo a definição do Hospital Albert Einstein, a síndrome de Estocolmo “é um fenômeno psicológico observado em contextos de violência, ameaça ou privação de liberdade, no qual a vítima desenvolve empatia, afeição ou até defesa pública do agressor”. Entre seus sintomas estão “justificativas ou minimização da violência sofrida”, “negação do risco real da situação”, “dependência emocional acompanhada da crença de que o agressor ‘é quem pode ajudar’” e “defesa ativa do agressor”. A reeleição de Lula neste 25 de outubro confirma que a síndrome de Estocolmo também tem sua versão política. 

Depois de uma decisão inédita de Cristiano Zanin, que prorrogou em duas horas o horário de votação, Lula venceu Flávio Bolsonaro por menos de 4 pontos porcentuais dos votos válidos. “Pela primeira vez desde a Proclamação da República, o advogado de um presidente candidato à reeleição, e por ele premiado com uma vaga no Supremo Tribunal Federal, decidiu monocraticamente adiar por duas horas o encerramento de uma votação nacional”, afirmou Augusto Nunes, na reportagem de capa desta edição. “Pela primeira vez desde que o Brasil adotou o sistema da eleição em dois turnos, um candidato derrotado no primeiro (por uma diferença de 2 milhões de votos) venceu o segundo (com uma vantagem de quase 5 milhões). Pela primeira vez no mundo, um político conseguiu anexar mais de 10 milhões de cabeças a seu rebanho de eleitores”.

Além da ajuda de mais um amigo ministro, Lula e seu “exército” comandado por André Janones fizeram o diabo: acusaram Flávio Bolsonaro de planejar o desmonte de programas sociais e do Pix, a retirada de direitos trabalhistas e a redução das férias dos trabalhadores. Tentaram associá-lo a escândalos sexuais. Espalharam a falsidade segundo a qual o inimigo pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Fora o resto. 

Uma madrugada, uma canetada e uma pulga atrás da orelha

Leah Levy Cohen Ligia

Tem lembrança que não envelhece. Pode passar quase meio século, mudar o país, mudar o governo, mudar o corte de cabelo da gente e mudar também a quantidade de paciência disponível para acompanhar apuração eleitoral, que certas cenas continuam intactas na memória. Ficam lá, muito bem guardadas, sem pagar aluguel e sem aceitar mudança de endereço.

No fim dos anos 70 ou começo dos 80, meu avô era sócio de uma metalúrgica no ABC. Eu era adolescente. Lembro de um piquete na porta da fábrica, de Lula à frente da mobilização e de uma agressão contra meu avô. Lembro principalmente do estado em que ele ficou: assustado, abalado, quase em pânico. Essa é a minha lembrança, a marca que aquele episódio deixou em mim. Não estou apresentando uma ata notarial da adolescência nem esperando que alguém carimbe a minha memória com reconhecimento de firma. Estou contando o que vivi e por que, para mim, política nunca foi só um gráfico colorido na televisão.

Desde aquele dia, passei a olhar para Lula com uma antipatia muito particular. É pessoal. Podem discordar, está tudo bem. Cada um tem direito à sua opinião, e eu tenho direito à minha memória, que, infelizmente, não aceita ser atualizada por aplicativo. Tem gente que guarda foto de infância; eu guardo a lembrança do meu avô voltando daquele episódio. Não é exatamente o tipo de recordação que a gente escolhe para decorar a sala.

Lula trabalhou como metalúrgico por alguns anos. Depois, afastou-se da Villares por licença sindical e passou a fazer carreira no sindicato, onde trabalhava e recebia pela função. Para mim, o torno mecânico foi uma fase; o microfone sindical acabou ficando com o papel principal. E reza uma velha história, dessas que circulam há décadas, que ele teria cortado o próprio dedo para se aposentar por invalidez. Nunca apareceu prova disso, e as checagens dizem que o acidente foi de trabalho. Mas a lenda continua firme. O dedo se foi; a história ganhou vida própria.

Também não entendo de política. Pelo menos é o que digo antes de passar horas lendo notícia, comparando números, desconfiando de gráficos e discutindo mentalmente com comentaristas que nem sabem que estou na sala. Não entendo de política, mas tenho uma especialização informal em acompanhar apuração de madrugada, adquirida à força e sem direito a certificado. Moro em Israel, fiquei acordada até quase três da manhã para esperar o resultado brasileiro e, no fim, ganhei uma eleição, uma olheira nova e a sensação de que meu travesseiro foi o único candidato que perdeu todos os votos.

[Sétima Arte] Embalos de sábado à noite

Saturday Night Fever (no Brasil, Os Embalos de Sábado à Noite; em Portugal, Febre de Sábado à Noite) é um filme americano de 1977, um drama musical produzido por Robert Stigwood, dirigido por John Badham e com roteiro de Norman Wexler baseado num artigo do jornalista Nick Cohn para o jornal The New York Times.

Sinopse

Tony Manero (personagem de John Travolta) é um jovem que vive no Brooklyn. Ele é um excelente dançarino de disco music e só fica feliz nos fins de semana, depois de passar a semana trabalhando numa loja de tintas. Enquanto se prepara para participar de um concurso numa discoteca, ele vive uma crise amorosa.

Tony acaba vencendo o concurso, mas não fica satisfeito por achar que os segundos colocados são, em realidade, superiores a ele e sua parceira e que só não levaram o prêmio por serem latinos.

O filme transcorre mostrando as picardias de Manero e seus colegas e todos na expectativa do grande torneio que ao final se mostra uma experiência vazia para ele. 

domingo, 25 de outubro de 2026

Oeste eleições 2026: Apuramento e Resultados ao vivo

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Por que acredito que Flávio fará um bom governo

The Musk-Trump Duo’s Leverage Of Starlink/Starshield Is The Key To Peace In Ukraine

Andrew Korybko 

After Musk and Trump already demonstrated that Ukraine’s use of Starlink/Starshield can be throttled in an instant, therefore risking the collapse of the entire front line if taken to the extreme of a full-scale shutdown, Zelensky might be more pliable to a peace deal with Putin

SpaceX founder Elon Musk confirmed that Ukraine violated the terms of service for using Starlink, which is the civilian analogue of the military-run Starshield, by using it in lethal offensive drone attacks. Zelensky candidly disclosed in mid-October that “We also use Starlink for mid-range strikes against enemy military targets in our temporarily occupied territories” so Musk’s claim is irrefutable. This contextualizes the reported slowdown of its services earlier in October amidst new tensions with the US.

One of the “Five Reasons Why Trump Is More Serious Than Ever About Cutting Deals With Putin” is because “Trump Feels Challenged To Assert Himself As The Alpha” after Zelensky explicitly defied his demands not to target Russian refineries. It’s therefore entirely plausible that he and Musk agreed to temporarily slow down Ukraine’s use of Starlink and Shield to send Zelensky a message. The resultant confusion over who was responsible was probably deliberate so as to diffuse perceived responsibility.

Returning to Musk’s recent posts, the cited one saw him remind everyone that “Starlink remains critical to the defense of Ukraine, as it is the only system that cannot be jammed or blown up, at least for now. Were Starlink to be turned off, the Ukrainian front line would collapse immediately. This is NOT a threat, it is simply a statement of fact. Starlink was also crucial to preventing Russia from overrunning Ukraine in the early days of the war, as all other means of communication were destroyed or jammed by Russia.”

[Antigamente] Tartarugas Ninja

Wikipédia
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He-Man 
Jô Soares entrevista Costinha, 19-9-1989 
Casa Masson: quando comprar um relógio no Centro do Rio era um acontecimento 
Programa de aniversário de Um ano do programa "Jovem Guarda" – exibido em 28-8-1966 
Porteiro Severino 
O Gordo e o Magro 

O analógico e o digital na disputa do voto

Encerrada a campanha, fica claro que a polarização não se limitou à disputa entre a direita e a esquerda, mas também aos meios utilizados na campanha

Nuno Vasconcellos

A disputa pela presidência da República este ano foi a mais polarizada da história. Tão polarizada que, pode-se dizer sem medo de errar, a briga entre a direita e a esquerda se estenderá além da apuração e se prolongará pelo próximo mandato presidencial. Petistas e bolsonaristas levaram as divergências a um ponto irreconciliável e há 100% de chances de que o próximo presidente — não importa quem seja eleito — enfrente dificuldades para construir um consenso capaz de livrar o Brasil das dificuldades que o aguardam. As diferenças estão nos mínimos detalhes. Inclusive nos recursos de abordagem do eleitor utilizados pelas duas candidaturas.

Pode-se dizer que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro deu preferência às ferramentas digitais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, recorreu aos recursos mais analógicos possíveis na abordagem do eleitor. Não cabe, aqui, fazer qualquer juízo de valor nem considerar que um dos métodos de caça ao voto é mais moderno do que o outro. Afinal, os dois candidatos terminaram o primeiro turno praticamente empatados, chegam ao dia da eleição com chances de vitória e nem mesmo o debate promovido pela TV Globo na noite de sexta-feira foi capaz de revelar um favorito. 

PRIMEIRO TURNO

Flávio se apoiou nas ferramentas digitais porque não havia outra escolha a fazer. Sem passagem pelo Executivo, sem realizações importantes no currículo e com a candidatura lançada menos de um ano antes da eleição, Flávio tinha no sobrenome o principal (senão o único) recurso para se aproximar do eleitor.

Chegou aonde chegou porque, além do prestígio herdado do pai, foi hábil no uso dos recursos digitais — que seu grupo político manuseia com eficiência desde 2018. A campanha do PL captou a insatisfação da sociedade com os preços dos alimentos, a revolta diante das taxas de juros reais mais indecorosas do mundo, o medo da criminalidade, a lerdeza no combate à violência e a incapacidade das políticas públicas de atender às necessidades da população. E teve a competência de, por meio das redes sociais, traduzir essa insatisfação numa linguagem simples, direta e objetiva — que foi capaz de unir multidões em torno da necessidade de mudanças.

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"Se você é contra isso, se não aguenta mais um governo que usa a estrutura pública em benefício próprio, MUDA! VOTA 22!" 

Vasco vira no fim com 2 gols de Marino e afunda o Corinthians no Z4

O Vasco da Gama venceu o Corinthians de virada por 3 a 2 e se afastou de vez da zona de rebaixamento do Brasileirão

França Fernandes

O Vasco conseguiu uma virada incrível contra o Corinthians, neste sábado (24/10), em São Januário. Em partida de duas viradas, o Cruzmaltino fez 3 a 2, ampliando a crise e a sequência sem vitórias do Timão (dez jogos), do estreante Clarence Seedorf. Quem roubou a cena, porém, foi Marino Hinestroza, que marcou pelas primeiras vezes após 33 partidas.

Puma Rodríguez abriu o placar no primeiro tempo, com o Corinthians buscando a virada na etapa final com Gustavo Henrique e Matheus Bidu. Marino, porém, marcou gols aos 42′ e 45′ parar virar de maneira incrível. O resultado faz o Vasco se afastar de vez da zona de rebaixamento, chegando à 13ª posição, com 38 pontos. Já o Timão segue no Z4, em 17º, agora com 32.

Foto: Matheus Lima/Vasco

Vasco, melhor em campo, sai na frente

O primeiro goleiro a trabalhar foi Hugo Souza. Em jogada de pé em pé, Andrés Gómez cruzou para trás, e Colidio bateu de primeira, obrigando o arqueiro corintiano a espalmar. Na sobra, Bruno Duarte também tentou, mas foi travado pela zaga, aos 8′. Aos 19′, foi a vez de Léo Jardim trabalhar. Aplaudido pelo torcedor antes do jogo como forma de “paz” após falhar contra o Boca Juniors (ARG), o arqueiro parou finalização de esquerda de Yuri Alberto.

O Vasco abriu o placar aos 34′, com seu artilheiro na temporada: Puma Rodríguez. O lateral-direito, que substituía Paulo Henrique, pegou sobra após cruzamento da esquerda, aproveitou a péssima saída de Hugo Souza e, de canhota, mandou para o gol vazio. Foi seu nono gol em 2026. Minutos depois, Andrés Gómez pediu para sair por lesão. Marino, que entrou em seu lugar, teve oportunidade de ouro para dobrar a vantagem, saindo na cara do goleiro adversário. Ao tentar tocar e deixar Bruno Duarte de frente para o gol, porém, o gramado atrapalhou, a bola subiu e o passe foi cortado no último segundo.

Segundo tempo

Nove jornadas sem perder o Norte

FC Porto venceu em Barcelos (1-0) e estabeleceu um novo máximo de vitórias no arranque da Liga em 87 anos


O FC Porto venceu o Gil Vicente por 1-0 e somou o nono triunfo nas nove primeiras jornadas da Liga Portugal - o melhor registo do Clube desde 1939/40. Um golo solitário de Borja Sainz em Barcelos deixou os Campeões Nacionais com oito e nove pontos de vantagem sobre o Benfica e o Sporting, que têm menos um jogo disputado. 

Francesco Farioli apostou em André Silva como titular no lugar de Samu e viu Oskar Pietuszewski lesionar-se no aquecimento. Borja Sainz ocupou a vaga no corredor esquerdo do ataque e teve nos pés a primeira grande oportunidade, na conclusão de um contra-ataque lançado por Gabri Veiga e conduzido por Pepê, porém o remate saiu à figura do guarda-redes.

Depois de uma tímida resposta barcelense, os Dragões instalaram-se definitivamente no meio-campo adversário e podiam ter marcado aos 21 minutos, mas a desmarcação de André Silva não correspondeu ao grande passe de Jakub Kiwior. Aos 44, na sequência do oitavo pontapé de canto a favor do FC Porto, Jan Bednarek cabeceou na direção da baliza e obrigou Lucão a mais uma intervenção para manter o nulo. 

Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] Os pássaros não cantam mais

Carina Bratt

‘Os pássaros não cantam mais e as gaiolas se transformaram em prisões’
Marien Calixte – poeta capixaba. 20.10.1935 – 25.01.2013.

HOJE, LOGO PELA MANHÃ, por volta das cinco e pouco, quando abri a janela do meu quarto, como faço todos os dias, percebi um silêncio estranhamente pesado. Uma quietude densa, lastimosa e desconcertada. Não aquele silêncio, (repito), aquele bucólico e acolhedor, de rosto bom e sorriso tranquilo, mas um ‘silêncio-extremamente vazio’, pesado e oco, tenso, como se alguma coisa importante tivesse sido levada do meu bairro. Bastou eu olhar para as árvores que moravam por todo o comprido da rua, para perceber que os pássaros não cantavam mais. 

Me lembro de quando criança, ou melhor, uma menina irrequieta e travessa, aí pela idade dos treze, o canto deles se fazia no meu despertador natural. Com isso, bem recordo, não precisava de mamãe ou de papai virem lá de dentro gritando: ‘Carina, olhe o relógio, mocinha. Vista seu uniforme, se ligue no grupo escolar!’. Eu sabia que já era manhã alta, quando os sabiás começavam as suas sinfonias nos galhos das mangueiras em sintonia meridiana, quando também os bem-te-vis pareciam avisar que o sol mavioso e acolhedor, se havia chegado e resplandecia.

Era a música gratuita, (sem dúvida alguma), uma espécie deliciosa de canção inesquecível que transmitia a sua natureza e me dava, de presente, sem pedir nada em troca. Nada, nada, nada. Coisa alguma. Hoje, as árvores (não somente aquelas da minha infância), todas as demais, sem tirar nem pôr, ficaram escassas. Os galhos onde eles, os sabiás e os bem-te-vis pousavam, foram substituídos da noite para o dia, por fios e mais fios, e em dias de agora se vêm enraizados por postes de concreto armado plantados à revelia do belo, engolindo desastradamente toda a maviosidade que fluía da vegetação ‘vestimentada’ do mais puro verde.

[Discos pedidos] Benito di Paula (* 28-11-1941 – † 18-10-2026)

sábado, 24 de outubro de 2026

BarraShopping terá árvore de Natal de 75 metros, vila interativa e shows de fogos a partir de novembro

BarraShopping inaugura decoração de Natal em 1º de novembro com árvore de 75 metros, vila interativa, Casa do Papai Noel e shows de fogos gratuitos na Barra da Tijuca

Quintino Gomes Freire

O BarraShopping, na Barra da Tijuca, vai inaugurar sua decoração de Natal no dia 1º de novembro, a partir das 19h, com o acendimento de uma árvore de 75 metros de altura, queima de fogos e personagens natalinos. 

Neste ano, o shopping comemora 45 anos e prepara uma programação com atrações gratuitas, uma vila interativa de 1.300 m² e uma Casa do Papai Noel instalada dentro da árvore gigante.

Batizada de "Um Sonho de Natal", a decoração terá como uma das principais novidades a Vila de Natal, projetada pelo cenógrafo Abel Gomes. O espaço reúne casas temáticas inspiradas em doces, presentes e instrumentos musicais, além de ambientes criados para receber famílias e crianças.

A tradicional árvore do BarraShopping, instalada no estacionamento voltado para a Avenida das Américas, terá 75 metros de altura, 160 toneladas e mais de 2 milhões de lâmpadas de LED. A estrutura contará ainda com 73 mil metros de mangueiras de LED e 1.600 pontos de iluminação estroboscópica.

O acendimento da árvore será realizado diariamente, às 18h. Já os shows de fogos acontecerão aos sábados, às 19h, até o dia 19 de dezembro, além da apresentação especial de abertura, em 1º de novembro.

Casa do Papai Noel terá oito ambientes interativos

Uma das atrações mais procuradas do Natal do BarraShopping, a Casa do Papai Noel ficará na base da árvore gigante e poderá ser visitada até 23 de dezembro. O espaço de 410 m² terá oito ambientes temáticos, com recursos digitais, objetos interativos e cenários que mostram a rotina do Bom Velhinho.

Confira os próximos passos para a conclusão da venda da SAF do Vasco

O Vasco da Gama se aproxima da conclusão da venda de 90% das ações da SAF para a empresa de Marcos Lamacchia

França Fernandes

Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) nesta sexta-feira (23), os sócios do Vasco aprovaram a venda de 90% das ações da SAF para a Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa controlada por Marcos Lamacchia [foto]. Foram 4.675 votos a favor e 437 contra, além de 48 abstenções. 

A votação ocorreu em duas partes. Na primeira, foi avaliada a mudança de estatuto para a diminuição de 20% para 10% da manutenção das ações do clube associativo na SAF. Na segunda, foi a votação pela proposta do grupo de Lamacchia.

Após o resultado, o presidente do Vasco, Pedrinho, comemorou a negociação junto de Marcos Lamacchia.

– É um dia histórico pelo tipo de investidor que está entrando na instituição. É uma correção do problema, com um investidor que sabemos do potencial financeiro que tem. O mais importante é a segurança institucional com todas as garantias e o desejo do investidor de estar no Vasco. Isso foi importante para todos nós. Hoje é uma virada de página — disse Pedrinho, lembrando do imbróglio que o clube passou com a 777, antiga dona da SAF.

Próximos passos para a conclusão da venda da SAF

A Assembleia é o último dos ritos internos do clube para o repasse do futebol para a empresa. No dia 6 de outubro, o Conselho Deliberativo do Vasco já havia aprovado a mudança estatutária e venda à Almirante, decisões corroboradas pelos sócios.

Agora, clube e empresa entram em compasso de espera pelas análises dos órgãos responsáveis. A Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) avalia mudanças societárias nas SAFs do Brasil e, no caso do Vasco, ainda investiga um possível conflito de interesses na negociação, uma vez que Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia, é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

O conto do vigário de Lula e suas raízes


Gastão Reis

Um amigo meu, em viagem ao Chile, enviou-me um Zap no qual dizia, a respeito de Lula, que só faltava a ele jogar dinheiro de helicóptero. Trata-se da melhor metáfora para caracterizar o atual desespero de Lula & (má) Cia. do PT. O "Lulinha paz e amor" foi esquecido. Voltou o Lula "Guerra sem Paz", a ponto de ameaçar, em comício em praça pública, o governador eleito em primeiro turno, afirmando que Minas Gerais vai ficar um "cemitério de obras paralisadas" se ele, Lula, não for eleito. A memória fraca de Lula omitiu-lhe o fato de que a vantagem em diversas pesquisas aponta para a vitória da oposição.

O conto do vigário de Lula tem raízes profundas no populismo, que volta a mostrar suas garras terríveis junto à credibilidade dos menos avisados, que se deixam levar por histórias da carochinha. Tarda a hora de acordarmos para o passo de cágado do Patropi nas últimas décadas de PIBs medíocres. A marcha lenta comanda o triste espetáculo de um país que se especializou em adotar políticas econômicas equivocadas há décadas.

É hora de ler e reler o livro “O Mito do Governo Grátis”, do economista Paulo Rabello de Castro (PRC), publicado em 2014 pela Edições de Janeiro. O subtítulo traz um alerta: “O mal das políticas econômicas ilusórias e as lições de 13 países para o Brasil mudar”. Logo abaixo vem a definição de governo grátis: aquele que promete distribuir vantagens e ganhos para todos, sem custos para ninguém; um fenômeno político que está na raiz do declínio do vigor da economia brasileira e na estagnação de seu processo produtivo.

Não é possível, em poucas páginas, expor em detalhes essa obra fundamental, mas é possível lançar mão do capítulo 4, cujo título — “Brasil: sete pecados capitais do governo grátis” — nos fornece um roteiro a seguir, fazendo um contraponto com as crenças lulistas e do PT de que benesses podem ser distribuídas sem custos para a população. Esta situação nos faz relembrar o humorista português Raul Solnado sobre a Revolução dos Cravos: “O florista mandou a conta”. No nosso caso, a conta é inflação alta e baixo crescimento.

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[Versos de través] Era uma vez um país

Renato Epifânio 

para o António Braz Teixeira, nos seus 90 anos


Era uma vez um país que, 
De tal modo velho e gasto,
Se tinha esquecido de si

Com quase novecentos anos
Já não sabia quem tinha sido
Quem era e quem ainda será

E que, por isso, também já não reconhecia
Os seus Reis Sábios, aqueles que, aos noventa,
Ainda inovam, ainda navegam, ainda são


Renato Epifânio 

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Os Portugueses 
[Versos de través] Ainda que mal 
As sem razões do amor 
Para Sempre 
O Tempo Passa? Não Passa