Aparecido Raimundo de Souza
“HIC ET NUNC”* ou dito de forma mais clara e concisa, nessa descrença,
infamante e cada vez mais engrandecida, enquanto a bunda toca, perdão, enquanto
a banca toca, aqui e agora, um amontoado de músicas barulhentas e
“despartituradas”* o que nos lembram muito as danças frenéticas do capeta, e
por nos trazer à baila esses momentos vergonhosos, a verdade de todos os
brasileiros se faz em desalento total.
Na verdade, tudo se prostra sem saída e sem perspectiva emergente, ou
dito de forma mais clara e concisa, estamos ouvindo uma merda elevada ao
quadrado, uma bosta fedorenta e longe da liturgia encantadora e bucólica de um
maestro com “M” maiúsculo, maestro esse nos moldes do fantástico João Carlos
Martins.* Por conta disso, ab initio,* percebemos, estarrecidos e boquiabertos,
ultimamente tem sido tantos os escândalos públicos brotando dos bueiros da
Capital do País, bem ainda de picuinhas de braços dados com a vergonha
pejorativa em sua maior força de expressão.
Para piorar, toda essa lama de sujidades nos moldes fatídicos das
cidades mineiras de Mariana, em 2015 e em Brumadinho, em 2019, ocupando os
noticiários dos canais de televisão, escândalos, aliás, atrelados a tantos
mais, que estilhaçaram a crença de um novo tempo (novo tempo?!) proposto pelo
PT, ou Partido dos Trabalhadores, ou melhor dito, Partido dos Trambiqueiros, ou
ainda, Partido dos Trapaceiros, que não sabemos exatamente em quem acreditar.
A corrupção galopante e vil, (há muito tempo faz parte da dieta
pública, e, acrescida do nepotismo e da sinecura*) se banqueteia com os
impostos vindos dos bolsos do povo. E, por ser assim, a raia miúda, o zé
povinho, o mané toma no cu, está à deriva e, para variar, não tem estabilidade
nenhuma nas ações do Estado. Dos grandes aos pequenos desvios de conduta,
administrativa, se somam também, a prática de negociatas e das contribuições
por baixo dos panos e tapetes, que subsistem e prosperam como aqueles vermes
nos fundilhos dos elefantes.
Mais grave que a corrupção nas instituições públicas, no entanto, é a
falta de combate aos sócios do erário, que desfilam incólumes aos “rigores da
lei” e riem do Código Penal. A impunidade os obriga e com ela compram, além da
inocência, os prazeres da carne espúria que o dinheiro fácil proporciona. E aí,
a felicidade se completa, sem arrependimento nem culpa. Enquanto isso, o
brazzzil (grafado assim mesmo) das greves dos servidores públicos, da
indigência, das invasões de terra, do desemprego, do analfabetismo e das
capengas reformas da Previdência e Tributária, assiste a débâche* do ensino, da
segurança e da saúde, fazendo proselitismo nas falsas afirmações dos arautos do
desenvolvimento socioeconômico.