sábado, 24 de outubro de 2026

[Versos de través] Era uma vez um país

Renato Epifânio 

para o António Braz Teixeira, nos seus 90 anos


Era uma vez um país que, 
De tal modo velho e gasto,
Se tinha esquecido de si

Com quase novecentos anos
Já não sabia quem tinha sido
Quem era e quem ainda será

E que, por isso, também já não reconhecia
Os seus Reis Sábios, aqueles que, aos noventa,
Ainda inovam, ainda navegam, ainda são


Renato Epifânio 

Anteriores: 
Os Portugueses 
[Versos de través] Ainda que mal 
As sem razões do amor 
Para Sempre 
O Tempo Passa? Não Passa

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Zelensky’s Double Standards Towards Bucha & Volhynia Further Discredit Ukraine

Andrew Korybko 

He considers the death of 500 Ukrainians at Bucha to be genocide but won’t describe the WWII-era slaughter of over 100,000 Poles by Ukrainian ultra-nationalists, including the estimated 8,000 who were killed on “Bloody Sunday”, the same for fear of an ultra-nationalist revolt if he dares to do so

Zelensky recently posted “Bucha. It was a genocide, recognized by everyone. They buried hundreds of people. They tortured people. We found the grave. There were, I believe, around 500 people.” Leaving aside the controversy over this incident, which includes Russian Foreign Minister Sergey Lavrov recently reminding everyone of his country’s different view about what happened, it’s notable that Zelensky’s standard for genocide is just the death of 500 people. This is relevant for Polish-Ukrainian relations.

Ukraine refuses to recognize the WWII-era slaughter of over 100,000 Poles in the Volhynia Region and the surrounding areas by Nazi-allied Ukrainian ultra-nationalists as genocide. In fact, he even renamed an elite commando unit in May after the perpetrators, the “Ukrainian Insurgent Army” (UPA). This sparked a political crisis with Poland that polarized public opinion on Ukraine and Ukrainians to this day. Their views towards them are expected to play a major role in fall 2027’s next Sejm elections.

Poland officially recognizes the abovementioned murders as genocide, especially since “Bloody Sunday” on 11 July 1943 resulted in the slaughter of an estimated 8,000 Poles in a single day, most of whom were at church at the time that they were killed. Despite Zelensky’s standard for genocide being just the death of 500 people, and not even all on the same day, he won’t recognize what happened in Volhynia and the nearby areas as genocide even though 16x as many people died in a single day and 200x more in total.

Por que acredito que Flávio fará um bom governo

Relacionados:
22-10-2026: Oeste sem filtro – Quebra de sigilos de contas aquece corrida eleitoral + Professora é afastada por dizer que alunos morrerão caso Flávio seja eleito + E mais um veículo de imprensa envolvido no caso Master…
Lula e Flávio são os melhores candidatos de ambos os espectros 
"Se você é contra isso, se não aguenta mais um governo que usa a estrutura pública em benefício próprio, MUDA! VOTA 22!" 
Flávio Bolsonaro encerrará campanha em frente à casa do pai na Barra da Tijuca 
"uma coisa é reivindicar melhores condições de vida, outra é transformar um protesto numa situação de desordem." 

22-10-2026: Oeste sem filtro – Quebra de sigilos de contas aquece corrida eleitoral + Professora é afastada por dizer que alunos morrerão caso Flávio seja eleito + E mais um veículo de imprensa envolvido no caso Master…

Relacionados:
Lula e Flávio são os melhores candidatos de ambos os espectros  
"Se você é contra isso, se não aguenta mais um governo que usa a estrutura pública em benefício próprio, MUDA! VOTA 22!" 
Flávio Bolsonaro encerrará campanha em frente à casa do pai na Barra da Tijuca 
"uma coisa é reivindicar melhores condições de vida, outra é transformar um protesto numa situação de desordem." 
21-10-2026: Oeste sem filtro – Lula insiste no discurso “Nós contra Eles” + Fotos mostram viagem (simples) de Lulinha e Roberta 

[Aparecido rasga o verbo] Êxtase

Aparecido Raimundo de Souza

“Eu nem sonhava te amar desse jeito, hoje nasceu novo Sol no meu peito, quero acordar te sentindo ao meu lado, viver o Êxtase de ser amado”.
“Êxtase”, de Guilherme Arantes

NÃO É BARULHO. Tampouco algo assim que se possa classificar como tumulto, desordem, alvoroço ou zoeira descomedida. Também, do mesmo modo, não é um evento, tipo uma solenidade comemorativa ou uma concentração semelhada a uma festa repletada de blandícias. A maioria das pessoas, carregam na mente, ou melhor dito, pensam e imaginam que o êxtase é um grito eufórico, uma explosão excitada, um momento de exultação que dura pouco e depois aflora e se esvai como uma folha seca em meio a um vendaval. Nada disso!

O verdadeiro êxtase, aquele considerado jubiloso, ou revestido de jovialidades e alacridades nada mais é que silêncio. Isso mesmo. Silêncio. É aquele instante mágico em que o tempo entra num desvio da caminhada e estanca, para, fica quieto, se condescende, como se o mundo inteiro à nossa volta, tivesse segurado a respiração só para o nosso “eu” interior se ligasse e percebesse que está vivo. Algumas vezes, confesso, já senti na pele esse estado contemporizado, harmonizadamente adjudicado a um relaxamento agradável de regozijos sem explicações.

E esse instante pode acontecer assim do nada, ou diante de um pôr do sol que pinta o céu de cores inexplicáveis que a gente nem sabia que existiam.  Pode ser, e de fato é, também no encontro de um olhar meigo e cativo que, sem dizer nada, fala tudo e o mais espantoso, se mostra, se amolda sem precisar de uma única palavra. Pode ser, mesmo norte, o som de uma risada obsequiosa que acalma o âmago como uma canção antiga, daquelas dos tempos da nossa infância, O êxtase não corre, não sai desembestado, não exige nem clama por pressa. Ele chega de mansinho, sem fazer barulho, sem fazer alarde, tipo assim, como quem não quer nada, e de repente a gente percebe quando ele em voz quase inaudível sussurra: “aqui estou, aqui sou, aqui respiro, aqui vim para fazer morada e ficar”.

Em paralelo, o êxtase se molda naquela sensação indescritível de que, por um momento curto e eterno, a nossa alma, a nossa vida, o nosso interior pertence ao universo inteiro. Descobrimos, espantados e atônitos, que não há passado pesando nos ombros, nem futuro causando ansiedades ou descambando para dissabores. Nessa hora, o nosso recôndito percebe, toma consciência de que só existe o agora, o já inteiro e perfeito, como uma pétala que fugiu de algum jardim de dentro de nossa vida atribulada e pousou suavemente sobre as águas tranquilas de um rio saboreado da mais pura e plena felicidade.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Lula e Flávio são os melhores candidatos de ambos os espectros

Relacionados: 
"Se você é contra isso, se não aguenta mais um governo que usa a estrutura pública em benefício próprio, MUDA! VOTA 22!" 
Flávio Bolsonaro encerrará campanha em frente à casa do pai na Barra da Tijuca 
"uma coisa é reivindicar melhores condições de vida, outra é transformar um protesto numa situação de desordem." 
21-10-2026: Oeste sem filtro – Lula insiste no discurso “Nós contra Eles” + Fotos mostram viagem (simples) de Lulinha e Roberta 
Nossa! Que resumo! 👏 
"Os vagabundo sai daqui para ter moradia, de graça, em Lisboa!

"Se você é contra isso, se não aguenta mais um governo que usa a estrutura pública em benefício próprio, MUDA! VOTA 22!"

EM 2022, Alexandre de Moraes não permitiu que o ministro da Saúde fizesse um pronunciamento em campanha pela vacinação. Negaram até o pedido da OPAS. 

Hoje, Lula faz live onde quer, a AGU levanta hashtag e o governo faz disparos em massa, sem pudor nem medo! 

TODA A CORRUPÇÃO E PODRIDÃO DO PAÍS É REPRESENTADA PELA COR VERMELHA. E O NÚMERO, VOCÊ SABE! 

Se você é contra isso, se não aguenta mais um governo que usa a estrutura pública em benefício próprio, MUDA! VOTA 22 e cobre a mudança! 

Não existe «direito à habitação»

Telmo Azevedo Fernandes

Não existe «direito à habitação». A repetição sistemática da patranha, não a torna verdadeira, nem a banha-da-cobra das «acampadas» disfarça o embuste. A afirmação de que «todos têm direito à habitação» adquiriu uma falsa superioridade moral de quem deliberadamente esquece que a escassez de casas não é abolida através da magia de proclamações políticas.

A Constituição diz que todos têm direito a uma habitação adequada, mas não cria a obrigação jurídica de que alguém nos ofereça uma casa. A habitação é uma necessidade fundamental das pessoas, mas não é um direito a exigir que terceiros a satisfaçam. Se todos têm direito a receber uma casa, quem está obrigado a fornecê-la? Quem paga? Quem constrói? Quem é tributado?

A Constituição cria a ilusão de que a aspiração social de «uma casa para todos» se concretiza automaticamente na realidade. Os líricos alienados, consideram qualquer objecção a esta ideia uma afronta à dignidade humana.

Evidentemente que uma sociedade civilizada protege os vulneráveis. Mas uma coisa é perguntar se o Estado deve apoiar situações concretas de infortúnios que deixam alguém sem teto, e outra, bem diferente, é proclamar que todos têm direito a uma casa. Uma prestação social não faz de uma política pública um «direito», pois exigir de terceiros uma casa é esquecer os direitos alheios.

Flávio Bolsonaro encerrará campanha em frente à casa do pai na Barra da Tijuca

Flávio Bolsonaro fará seu último ato de campanha presidencial em frente à casa de Jair Bolsonaro, na Barra da Tijuca, com a presença do governador eleito Douglas Ruas

Quintino Gomes Freire

O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu a Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, para encerrar sua campanha à Presidência da República. O último ato antes do segundo turno, marcado para domingo (25/10), será realizado em frente à casa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, endereço que se tornou ponto de encontro de apoiadores durante a campanha presidencial de 2018. O governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL), participará da mobilização. 

A escolha do local tem um significado político e familiar. Foi nessa residência que Jair Bolsonaro continuou sua recuperação após receber alta hospitalar, depois de sofrer uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, em setembro de 2018.

Naquele ano, o imóvel passou a receber aliados políticos, jornalistas e apoiadores que acompanhavam a recuperação do então candidato. As manifestações em frente à residência se tornaram frequentes na reta final da eleição, vencida por Bolsonaro contra Fernando Haddad (PT).

Agora, oito anos depois, o endereço voltará a ser usado em um momento importante de uma campanha presidencial. Segundo informações publicadas pela revista Veja, a expectativa é que o atentado de 2018 e a recuperação do ex-presidente sejam lembrados durante os discursos.

"uma coisa é reivindicar melhores condições de vida, outra é transformar um protesto numa situação de desordem."


Marcia Cernawsky

Sou brasileira e como estou cansada de dizer, vivo em Portugal há 20 anos e, ao longo desse tempo, aprendi que viver num país diferente daquele onde nascemos exige adaptação, respeito pelas leis, pelos costumes e pela maneira como aquela sociedade funciona.

Ao acompanhar as notícias sobre as manifestações pela habitação em Lisboa, especialmente a participação de uma brasileira como porta-voz de um movimento que acabou com acampamentos desmontados, dezenas de detenções e atos de vandalismo, confesso que fiquei bastante incomodada.

Não sou contra manifestações, muito menos contra o direito à habitação. Sei que Portugal atravessa uma crise habitacional grave, que os salários não acompanham o custo de vida e que muitas famílias enfrentam enormes dificuldades. São problemas reais que precisam de soluções sérias.

Mas uma coisa é reivindicar melhores condições de vida, outra é transformar um protesto numa situação de desordem. E quando vejo notícias de vandalização de monumentos históricos, como aconteceu com a estátua de D. Pedro IV, no Rossio, a minha indignação é ainda maior. Estamos a falar de património histórico e cultural português, que pertence a todos e merece ser preservado. Não consigo compreender como alguém pretende defender uma causa legítima desrespeitando aquilo que faz parte da história de um país.

O que também me incomoda é ver uma imigrante brasileira assumir uma posição de destaque num protesto com estas características. Não por ser brasileira, porque eu também sou, mas porque acredito que, quando escolhemos viver noutro país, precisamos de compreender e respeitar a sociedade que nos acolhe. Isso não significa aceitar injustiças em silêncio, mas também não significa querer fazer tudo à nossa maneira.

O Brasil vive há anos uma polarização política que, na minha opinião, se tornou insuportável. Ou se é de direita ou se é de esquerda, e parece que já não existe espaço para o bom senso. Tudo vira uma guerra ideológica. E sinceramente, não gostaria de ver essa mesma mentalidade transportada para Portugal. Saímos do Brasil, mas parece que, em alguns casos, o Brasil não sai de nós.

21-10-2026: Oeste sem filtro – Lula insiste no discurso “Nós contra Eles” + Fotos mostram viagem (simples) de Lulinha e Roberta

Relacionados:
Nossa! Que resumo! 👏 
[Descrenças] De repente, não mais do que de repente, Lula da Silva ama o amarelo do Brasil 
O blefe do sigilo 
A máquina pública deve servir ao cidadão, não à reeleição 
Nikolas Ferreira lança vídeo sobre o Nordeste 
O Malandro 
20-10-2026: Oeste sem filtro – PGR contra pedido de m. para investigar Mendonça + PF pede prazo EXTRA (até depois das eleições? Quiçá depois do próximo mandato presidencial…) para investigar Lulinha + Roberta Luchsinger decide retirar as filhas do Brasil Seis dias antes da urna

[Viagens & Destinos] Dia de Sol Caminhando pela Orla de Ipanema — Rio de Janeiro

Anteriores:
Da Avenida das Américas até Copacabana 
Pedalando pelo Rio de Janeiro: Urca → Enseada de Botafogo → Aterro do Flamengo 
Conhecendo a rua mais famosa da Barra da Tijuca — Rio de Janeiro 
Vendaval em Copacabana: Nascer do sol com ventania forte na praia 
Ilha do Governador de Carro 🚗🇧🇷 | Estrada do Galeão até à Praia da Bica – Rio de Janeiro 
O caminho alternativo para os Arcos do Leme: testamos a sugestão de um amigo do canal 
De Botafogo a Copacabana: de carro e depois visto do céu 

[Daqui e Dali] O chavelho e Guerra Junqueiro

Humberto Pinho da Silva

Quando era adolescente conheci a filha de Guerra Junqueiro, que diziam não primar pela beleza. Recebeu-me com tanta simpatia e afetividade, que nem sequer reparei se era bela ou não.

Mas, não é da filha do ilustre poeta que pretendo escrever, mas do pai, famoso autor de "Moleirinha".

O poeta era conhecidíssimo na terra natal, Freixo de Espada à Cinta, onde possuía a “Quinta da Batoca”; mas muito mais em Lisboa, onde era deputado da nação. 

Passaram os anos e passaram os homens, e se os notáveis são esquecidos, quanto mais o simples mortal, que no dia seguinte ao enterro já ninguém fala nele, por vezes nem os familiares...

No início do século, entrevistei dezenas de individualidades ou filhos destes, quando os pais tinham falecido.

Uma senhora, muito elegante, que recebera avultados bens do avô, quando lhe perguntei por dados biográficos do antepassado, respondeu-me, apontando o indicador para retrato a óleo:

- É o meu avô!... Nada mais sabia... Ia perguntar ao pai...

Voltando ao assunto que pretendo tratar:

Guerra Junqueiro era baixinho. Possuía enormes barbas, e vestia-se modestamente na terra natal.

Homem sem vaidade, conversava com todos, não ligando a posições sociais.

Andando a espairecer pela sua terra, encontrou pequeno chavelho, e foi o levando aos pontapés, distraidamente.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Nossa! Que resumo! 👏

Você, MEI, que pagou em dia os seus impostos, o presidente Lula, junto com o Congresso, acabaram de pregar na sua testa a etiqueta de “trouxa”

Da próxima vez, deixe de pagar os seus impostos, e aguarde a próxima eleição.

Imagem e Texto: Marcelo Guterman, Facebook, 21-10-2025, 20h05

"Os vagabundo sai daqui para ter moradia, de graça, em Lisboa!

[Descrenças] De repente, não mais do que de repente, Lula da Silva ama o amarelo do Brasil

Essa iniciativa oportunista do Lula e súcia é mais do que oportunismo, mais do que eleitoralismo, é pilantragem densa, característica identificadora da esquerda, marxista-leninista ou tão só desocupada e mal-intencionada.

E foram estes mesmos que desde 2018 insultavam os patriotas, nacionalistas que exibiam o amarelo do Brasil, de… gado!

O que são estes humanos que, até ontem, brandavam, expunham, ostentavam a bandeira vermelha do PT? Que, de ontem para hoje, obedecendo ao seu pastor, se prestaram a se mostrar com camisas amarelas do Brasil, ou a se pintarem, via IA, de amarelo? Deprimente! 

Anteriores:
[Descrenças] E é isto que acontece quando o homem mais rico do mundo compra um passarinho azul 
[Descrenças] Não, não acho que o atual presidente da Ucrânia seja um herói 
[Descrenças] Inauguração 

Relacionados:
O blefe do sigilo 
A máquina pública deve servir ao cidadão, não à reeleição 
Nikolas Ferreira lança vídeo sobre o Nordeste 
O Malandro 
20-10-2026: Oeste sem filtro – PGR contra pedido de m. para investigar Mendonça + PF pede prazo EXTRA (até depois das eleições? Quiçá depois do próximo mandato presidencial…) para investigar Lulinha + Roberta Luchsinger decide retirar as filhas do Brasil 
Seis dias antes da urna 
19-10-2026: Oeste sem filtro – Ato de Flávio na Paulista reúne uma multidão + Roberta Luchsinger chama Lula de mentiroso + Análise do primeiro debate presidencial 
“Vocês sabiam que gente morta não é eleita?”

O blefe do sigilo

Os cadeados de 100 anos e a fatura do cartão que a campanha prefere não mencionar

Rogerio Pires 

No domingo, Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir os sigilos bancário e telefônico. Na segunda, em Porto Alegre, subiu o tom: escreveu num cartaz “abre o sigilo Flávio” e anunciou que entregaria hoje ao presidente do TSE a autorização para quebrar os seus e os dos cinco filhos. Alguns chamam de desespero. Eu concordo, mais acho que além disso, é mais uma cortina de fumaça.

Por quê? Porque o que se discute hoje não está na conta pessoal de Lula. O que corre o país é o relato atribuído a Daniel Vorcaro, publicado pela Veja: R$ 30 milhões em dinheiro vivo, por fora, ao Instituto Lula, para o documentário de Oliver Stone, em troca de acesso a fundos de pensão. Mensagens atribuídas a Vorcaro falam ainda numa operação de R$ 10 bilhões, com R$ 1 bilhão para o PT. A campanha de Lula nega tudo e chama o caso de peça eleitoral. Enquanto todos sabem que, se existiu esse repasse ilícito, jamais passaria pelo CPF do presidente. Não existe recibo para corrupção!

Dinheiro vivo pago a um instituto aparece no extrato do instituto, das produtoras do filme, de quem intermediou. Não aparece no extrato da pessoa física. Abrir o próprio sigilo e o dos filhos é um gesto de palco: responde a uma pergunta que ninguém fez e silencia sobre a que está na mesa. Lembremos que o triplex e o sítio de Atibaia também nunca estiveram no nome dele.

Se a vontade de transparência é sincera, o caminho é outro. A quebra que esclareceria o caso é a das contas do Instituto Lula, presidido por Paulo Okamotto, e das empresas ligadas ao documentário. Isso Lula não oferece. Oferece o que não custa nada.

E há transparência que está ao alcance da caneta dele, sem pedir licença a ninguém. Em 2022, Lula prometeu um decreto para acabar com o sigilo de 100 anos já no primeiro dia de governo. A prerrogativa continua em vigor e os órgãos seguem usando. Em 2023, foram 1.339 pedidos de informação negados sob esse selo, um século de silêncio. Em julho do ano passado, Lula disse ser “radicalmente contra” o sigilo de 100 anos, mas que a decisão é dos órgãos e “nem chega na Presidência”. Então quem manda no governo?

A máquina pública deve servir ao cidadão, não à reeleição

Recursos públicos não pertencem ao presidente da República. Benefícios previstos em lei não são favores pessoais, e seus destinatários não constituem uma clientela eleitoral à disposição do governante. 

Em nota pública, a Lexum cobra esclarecimentos e apuração sobre as notícias de antecipação do Bolsa Família reajustado às vésperas do segundo turno e de disparos de mensagens governamentais a beneficiários de programas sociais. 

A continuidade de políticas públicas não autoriza sua exploração eleitoral. O WhatsApp não oferece uma via de escape às restrições legais à publicidade institucional. A proximidade da votação tampouco suspende as exigências de responsabilidade fiscal. 

A Lexum conclama o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral a apurar os fatos e adotar as medidas legalmente cabíveis, com prova, enquadramento preciso e respeito ao devido processo. 

A mesma lei deve vincular qualquer governo e proteger qualquer eleitor. Conveniência eleitoral não cria exceção.

Título e Texto: Lexum, X, 20-10-2026, 15h05

Sol ou chuva? Veja como fica o tempo no domingo de eleição

Instabilidade deve marcar o fim de semana na capital fluminense; votação do segundo turno será realizada das 8h às 17h

Altair Alves 

Céu nublado no Rio de Janeiro, foto: Fábio Moura/Prefeitura do Rio

O domingo de eleição (25/10), deve ser marcado por céu nublado e possibilidade de chuva no Rio de Janeiro. De acordo com a previsão do Sistema Alerta Rio, os termômetros devem variar entre 22°C e 26°C na capital fluminense, com possibilidade de pancadas de chuva ao longo do dia. A instabilidade pode exigir atenção dos eleitores que precisarão se deslocar até os locais de votação.

A previsão para os próximos dias indica mudanças nas condições do tempo. Nesta quarta-feira (21/10), a temperatura deve ficar entre 20°C e 25°C, com predominância de nebulosidade. Na quinta-feira (22/10), os termômetros devem variar entre 20°C e 24°C, com possibilidade de chuva. Já na sexta-feira (23/10), a máxima pode chegar aos 27°C, enquanto o céu permanece predominantemente nublado.

No sábado (24/10), véspera da votação, o calor deve ganhar força, com mínima de 23°C e máxima de 30°C. Apesar da elevação das temperaturas, há previsão de instabilidade, com possibilidade de pancadas de chuva e temporais isolados durante a tarde.

Notas dos jogadores do Vasco contra o Boca Juniors no Maracanã

Confira as notas dos jogadores do Vasco na derrota por 3 a 1 para o Boca Juniors no Maracanã, pela semifinal da Copa Sul-Americana

Foto: Dikran Sahagian/Vasco

Anderson Montalvão

O Vasco perdeu por 3 a 1 para o Boca Juniors nesta terça-feira (20), no Maracanã, e foi eliminado da Copa Sul-Americana. A equipe sofreu dois gols no primeiro tempo, diminuiu com Puma Rodríguez na etapa final, mas levou o terceiro gol nos minutos finais e se despediu da competição.

Puma Rodríguez marcou o gol cruzmaltino, mas o resultado ficou abaixo do esperado em uma partida decisiva diante da torcida. Confira a avaliação individual dos jogadores do Vasco no confronto, feita pelo ge.

Notas

·         Léo Jardim: 2,0

·         Paulo Henrique: 4,5

·         Puma Rodríguez: 7,0

·         Saldivia: 3,5

·         Robert Renan: 6,5

·         Cuiabano: 4,0

·         Santiago Sosa: 3,5

·         Thiago Mendes: 5,0

Nikolas Ferreira lança vídeo sobre o Nordeste

Relacionados:
O Malandro 
20-10-2026: Oeste sem filtro – PGR contra pedido de m. para investigar Mendonça + PF pede prazo EXTRA (até depois das eleições? Quiçá depois do próximo mandato presidencial…) para investigar Lulinha + Roberta Luchsinger decide retirar as filhas do Brasil 
Seis dias antes da urna 
19-10-2026: Oeste sem filtro – Ato de Flávio na Paulista reúne uma multidão + Roberta Luchsinger chama Lula de mentiroso + Análise do primeiro debate presidencial 
“Vocês sabiam que gente morta não é eleita?” 
A noite em que a máscara caiu. De novo

O Malandro


O presidente Lula resolveu acrescentar uma expressão ao vocabulário eleitoral brasileiro. Durante o debate presidencial, chamou seu adversário de “malandro carioca”.

Não parece ter sido um elogio.

O Rio de Janeiro conhece a malandragem há muito tempo. Fez dela personagem, samba, teatro e literatura.

O malandro de antigamente vestia terno branco, chapéu de palhinha e sapato bicolor. Frequentava a Lapa, cultivava a boemia e sobrevivia entre a esperteza e a necessidade.

Nem sempre respeitava as regras, mas também não tinha a pretensão de governar o país.

Chico Buarque compreendeu esse universo na Ópera do Malandro, onde a esperteza abandona as esquinas e atravessa todas as classes sociais.

Há o malandro que engana para sobreviver e aquele que transforma a esperteza em profissão.

O primeiro tenta escapar da pobreza. O segundo, das consequências.

Com o tempo, a malandragem mudou de endereço.

Abandonou a Lapa, dispensou o chapéu de palhinha e descobriu os gabinetes refrigerados dos palácios.

Trocou o samba pelo discurso, o jogo de cartas pelo jogo político e os pequenos expedientes pelos grandes negócios.

20-10-2026: Oeste sem filtro – PGR contra pedido de m. para investigar Mendonça + PF pede prazo EXTRA (até depois das eleições? Quiçá depois do próximo mandato presidencial…) para investigar Lulinha + Roberta Luchsinger decide retirar as filhas do Brasil

Relacionados:
Seis dias antes da urna 
19-10-2026: Oeste sem filtro – Ato de Flávio na Paulista reúne uma multidão + Roberta Luchsinger chama Lula de mentiroso + Análise do primeiro debate presidencial 
“Vocês sabiam que gente morta não é eleita?” 
A noite em que a máscara caiu. De novo 
O primeiro debate presidencial 
“Quem ganhou o debate? Não sei. Só sei que perdi meu tempo” 
Pânico retrô: Quem venceu o debate? 
A Direita é outro nível? – Bloco do 22, Avenida Paulista, 18 de outubro de 2026 
Luchsinger diz que vai delatar: “Não vou poupar ninguém, nem presidente nem o filho” “Canalha, covarde e mau caráter”, diz Roberta Luchsinger sobre Lula