sexta-feira, 10 de abril de 2026

Tráfico proíbe circulação de entregadores e motoristas de aplicativo em comunidades da Zona Oeste do Rio

Profissionais relatam ameaças armadas e impedimento de entrada em comunidades de Senador Camará, Santa Cruz e Vila Aliança

Mariana Motta 

Entregadores e motoristas de aplicativo denunciam que estão sendo impedidos de circular em comunidades da Zona Oeste do Rio. Segundo os relatos, em áreas como o Complexo de Senador Camará, profissionais afirmam ter sido abordados por homens armados e proibidos de entrar nas regiões. Um dos motoristas contou em entrevista ao programa Bom Dia Rio que foi interceptado antes mesmo de chegar ao destino, na Rua Olga.

“Acabei de ir lá na Senador Camará, ali na Rua Olga, nem cheguei lá, mano. Os caras me enquadraram de fuzil, perguntaram se eu era 99 ou se eu era moto Uber. Eu falei que era da favela, que ia pegar um passageiro ali e levar para Realengo. Eles mandaram eu voltar”, disse.

Segundo ele, a orientação foi direta sobre a proibição de circulação. “Falaram que não querem ninguém de aplicativo dentro de Camará. Disseram que se entrar vai perder a chave da moto e vai ficar por isso mesmo. Falaram que só querem os mototáxis deles”, completou.

Why Does Russia Consider The Ceasefire To Be A “Crushing Defeat” For The US?

Andrew Korybko 

Russia’s assessment is political in nature and intended to challenge the US’ claims of victory

RT and other media reported that Russian Foreign Ministry spokeswoman Maria Zakharova described the US-Iranian ceasefire as a “crushing defeat” in an echo of the exact same wording employed by Iran’s Supreme National Security Council. Interestingly, that part of her press conference wasn’t included in the Foreign Ministry’s official transcript, which readers can review here. In any case, the question thus arises of why Russia assesses the ceasefire in that way, especially when Iran suffered immense damage.

Its air and naval forces are reportedly destroyed, civilian and energy infrastructure was struck multiple times, and Iran ultimately agreed to the ceasefire and the resumption of talks with the US despite the US attacking Iran twice thus far during prior such talks in less than 12 months. While one might still argue that Iran didn’t suffer a “crushing defeat”, it still most definitely suffered quite a lot and without destroying a single US ship, which its media surrogates hyped supporters up to expect to no avail.

Be that as it may, the US’ regional bases were struck many times by Iran despite the US’ air defenses, its Gulf and Israeli allies both suffered a lot of damage to their military and civilian infrastructure as well, and Iran also didn’t truly experience the regime change that Trump has since boasted about. While it’s true that several waves of government leaders were killed, the Islamic Republic remains intact, and there was also no rebellion among urban civilians or peripheral minorities such as the Kurds like many expected.

O esgoto perfumado

Cora Rónai

E aí o dono da loja vira para a cliente e diz:

“Não trabalho mais com negro!”

O mundo desaba.

Oops — não foi isso.

“Não trabalho mais com bicha!”

As faixas da manifestação já estão sendo pintadas.

Oops — também não foi isso.

“Não trabalho mais com mulher!”

Mexeu com uma, mexeu com todas.

Oops — não foi isso.

“Não trabalho mais com judeu!”

Ah. OK.

-- Desculpe, mas não vi antissemitismo nenhum nesse caso -- escreve uma seguidora no Facebook. -- Eu, por exemplo, não trabalho mais com americanos. Isso há mais de 20 anos. Evito judeus e árabes por conta da barganha com o preço. E vou te dizer uma coisa, judeu como cliente, é chato demais. Tá sempre achando pêlo em ovo para conseguir desconto. Isso é cultural. E se encher com esse traço cultural e má educação não é antissemitismo. Isso é ser humano. O educado de berço não reclama, não desabona o produto. Se não está a contento, não compra e fim. Vai procurar em outro lugar.

Este não foi um comentário isolado. Escolhi, entre muitos, porque não veio de uma pessoa raivosa, porque pode ser publicado e porque nem teve a pretensão de se disfarçar em indignação com a guerra. É o velho preconceito de sempre, agora apresentado como experiência pessoal, quase como dica de convivência.

O mais perturbador nem é que alguém escreva isso; é que escreva com tanta tranquilidade, como quem diz algo trivial.

O antissemitismo saiu do bueiro, tomou um banho de ideologia, perfumou-se e voltou a circular como opinião respeitável.

É difícil apagar uma ideia quando ela foi repetida durante dois mil anos pela máquina de propaganda mais poderosa que já existiu no planeta.

Cinco expectativas dos vascaínos com a possível SAF de Lamacchia

A possível venda da SAF do Vasco da Gama para Marcos Lamacchia movimenta os bastidores do clube e aumenta a expectativa da torcida

Anderson Montalvão

A possível venda da SAF do Vasco da Gama para o empresário Marcos Lamacchia [foto] movimenta não apenas os bastidores políticos de São Januário, mas também o imaginário da torcida. 

Após a ruptura com a 777 Partners, o vascaíno passou a encarar qualquer novo investidor com uma combinação de esperança e cautela, cenário que influencia diretamente as expectativas neste momento.

O Vasco deu um passo decisivo nas negociações para a venda da SAF, conforme noticiamos mais cedo, movimento que reforça a percepção de que o clube se aproxima de uma mudança estrutural significativa. Com cifras elevadas e promessas de investimento robusto, o ambiente é de otimismo moderado, mas acompanhado de maior nível de exigência por resultados concretos.

As cinco principais expectativas da torcida do Vasco

# 1 – Aporte consistente no futebol

A principal demanda do torcedor é clara: investimento real e contínuo no elenco. Mais do que aportes pontuais, há expectativa por um fluxo financeiro capaz de sustentar um time competitivo ao longo das temporadas.

A experiência recente aumentou o nível de exigência. O vascaíno espera que os recursos sejam aplicados com critério, priorizando reforços estratégicos e manutenção de uma base sólida, evitando erros de planejamento vistos anteriormente.

# 2 – Gestão profissional e transparente

Outro ponto central é a administração do clube. A torcida deseja uma gestão moderna, com processos bem definidos, governança estruturada e transparência nas decisões.

A entrada de um investidor com perfil empresarial fortalece a expectativa de maior controle financeiro e planejamento de longo prazo. A SAF, nesse contexto, é vista como um meio para profissionalizar o clube, não como solução automática.

9-4-2026: Oeste sem filtro – Alcolumbre convoca congresso para analisar veto ao PL da dosimetria

🚨 BOMBA NOS BASTIDORES DE BRASÍLIA!

Descubra agora os detalhes exclusivos do escândalo envolvendo os repasses milionários do Banco Master. A teia liga desde gigantes da mídia como o portal Metrópoles e o jornalista Leo Dias, até ex-presidentes como Michel Temer, aliados de Lula e ministros do STF como Ricardo Lewandowski.

Além disso, a CPI do Crime Organizado pega fogo: o Ministro André Mendonça nega acesso aos dados de "Sicário", cuja certidão de óbito esconde a causa da morte.

Vamos revelar as ligações perigosas dos voos de jatinhos em Brasília, incluindo viagens do Ministro Gilmar Mendes.

No cenário internacional, uma reviravolta: EUA e Irã sentam à mesa no Paquistão.

Entenda o que a grande mídia não está te contando!

[Aparecido rasga o verbo] Os eternos bajuladores de um presidente sem nexo

Aparecido Raimundo de Souza

ACHO QUE JÁ SE DEU para ver, e não só ver, perceber, enxergar, vislumbrar de cabo a rabo, ninguém segura o Mula, perdão, senhoras e senhores, o Lula. Alguns imbecís, melhor dito, um bom bocado de bocas abertas e manés de carteirinha e sindicato, como ele, dizem que o sujeito nascido em berço pobre vale por dois. Um é o Luiz Inácio e o outro o Lula da Silva. Ambos, os dois, um e outro, trocados por um pacote de merda elevada ao quadrado, vale mais a bosta fedorenta de qualquer morador de rua.

Ninguém segura o infeliz nascido no pardieiro, perdão, na zona rural de Cacetés, (Cacetés não, Caetés) no garabulhento agreste Pernanbu”cu”, notadamente quando ele resolve abrir a boca em seus improvisos ante desempolgadas plateias. O degradante, é que a nação “inteirra” (de inteirrado) terá pela frente, se essa desgraça continuar no foder, perdão, no poder, se ganhar as próximas eleições, a galera sofrida terá muita diversão ao ouvir discursos recheados de metáforas, eufemismos e extemporâneas cagadas, perdão, piadas.

O filho mais Apapudado (variante de papuda) que por sorte de algum santo malandro nos moldes de Voudecarro, se livrou de passar um tempo bastante expressivo por lá, obviamente se valendo da sua “aveia” tribunícia latente. Por conta, o “cabra” disporá, sem dúvida, de concorridos ouvintes, “companheiros” de lutas e pelejas, esses e estes, sempre prontos a ouvi-lo, fale o imberbe o que peidar pelo comedor de lavagem.

São ossos de um punhado de orifícios cagadores atentos e sempre prontos a escutá-lo e aplaudi-lo. Há quem diga que discursar é ciência. Prefiro acreditar do alto dos meus setenta e três, essa balela toda ser arte e, como tal, pairar na dimensão de um bom livro ou no enlevo de acordes musicais capazes de separar o espírito do corpo. O aplauso à fala presidencial, pelo menos entre nós, (brasileiros sem um pingo de visão de futuro) é dissimulado e não corresponde à verdade. Faz parte do ritual em solenidades do gênero o louvor fácil e o riso contido de graças sem graça. 

Para um “presidiariodente” (mil perdões) para um presidente loquaz que, além de escorregar no vernáculo, fala pelos cotovelos, um lembrete: “em boca fechada não entra mosca, nem sai”, leciona um provérbio antigo, se não me engano, citado no livro da lavra de Leon Eliachar, “O homem ao quadrado”. Se, de fato, a oratória é uma arte, a artista precisa ser quem gosta de fazer uso da palavra. Todo cu-i-da-do-é-porco, (o certo é pouco) portanto, ao se exprimir pela voz a públicos exigentes, deveria ter outra conotação.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Jorge Messias se encontrou com o advogado que defende a extradição de Carla Zambelli

A Embaixada do Brasil em Roma (Itália) monitorou com dedicação a repercussão da ida e até a prisão da ex-deputada Carla Zambelli no país europeu. Troca de telegramas da representação brasileira com o Ministério das Relações Exteriores, no entanto, revela que o advogado-geral da União, Jorge Messias, omitiu na agenda oficial um encontro que teve com Alessandro Silveri, advogado que atua para deportar Zambelli e sobrinho do ex-premiê italiano Paolo Gentiloni, que é fã de Lula. 

Data bloqueada

A reunião foi em 2 de setembro de 2025, o único dia útil daquele mês no qual a agenda do ministro não está disponível para consulta online. 

Pauta revelada

O telegrama revela o teor da reunião: avaliação jurídica sobre o processo de extradição e eventuais estratégias da defesa da então deputada.

M quer dificultar delações premiadas. Por que será?


Isso aqui é um dos maiores escândalos dos últimos anos — e olhem que já vimos coisas terríveis nesse período.

Após ver seu próprio nome e o de sua esposa no centro das investigações sobre o banco Master, Alexandre de Moraes decide enviar ao STF uma ação do PT, partido de Lula, para dificultar delações premiadas.

Tudo isso justamente no momento em que Daniel Vorcaro, dono do Master, está negociando sua delação.

Texto e Imagem: Fernanda Salles, X, 8-4-2026, 19h49

8-4-2026: Oeste sem filtro – Master pagou R$ 80 milhões a escritório de mulher de M


No programa de hoje, desvendamos os bastidores explosivos da política nacional e as tensões geopolíticas que ameaçam a estabilidade global.

Do escândalo envolvendo o Banco Master, Alexandre de Moraes e a elite política brasileira, até o ultimato de Donald Trump ao Irã e os ataques de Israel ao Líbano.

Analisamos também a grave crise econômica que atinge o agronegócio brasileiro com um recorde histórico de pedidos de recuperação judicial.

#BancoMaster  #AlexandreDeMoraes  #STF  #Geopolitica  #AoVivo 

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[Viagens & Destinos] Rio de Janeiro maravilhoso como você nunca viu

Filmado do topo do Arpoador, este vídeo captura o Oceano Atlântico em toda a sua beleza e força, enquanto o sol nasce lentamente por trás das montanhas, através das densas nuvens da manhã.

De cima, você pode ver toda a extensão da Praia do Diabo, uma praia escondida e tranquila no Rio de Janeiro.

Em seguida, a câmera desce até a beira da água, onde as ondas quebram bem aos seus pés, criando uma experiência oceânica totalmente imersiva.


Anteriores:

Rio de Janeiro – Vida real, sem cortes 
Feira da Glória — domingo no Rio de Janeiro 
Praia do Leme de manhã – Ondas, exercícios e rotina carioca 
Amanhecer na Praia Vermelha – Rio de Janeiro 
Copacabana à noite

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Orban’s Leaked Call With Putin Was A Masterclass In Leadership

Andrew Korybko 

There was nothing subservient or compromising about it, rather, it was full of self-assurance and mutual benefit

Hungary’s latest Russiagate scandal concerns a leaked recording of Prime Minister Viktor Orban’s call with Putin, the transcript of which was translated and published by Bloomberg. They also summarized it in their more widely known report here with the sensationalist headline that “Orban Offered to Be ‘Mouse’ Aiding ‘Lion’ in Call With Putin” in response to him referencing one of Aesop’s Fables. This misleadingly suggested subservience and lent false credence to claims that he’s compromised.

The reality is that Orban’s call with Putin, just like Foreign Minister Peter Szijjarto’s with Sergey Lavrov that was also misportrayed as part of a Russiagate scandal just before their political opponents did so with this one, was a masterclass in leadership. Far from what the abovementioned title of Bloomberg’s most popular summarized report of the transcript implied, Orban wasn’t subserviating himself to Putin but helping Trump organize the US leader’s proposed American-Russian Summit in Budapest.

It was in this context that Orban referenced Aesop’s Fable about the mouse and the lion to emphasize that “I can help in any way” in likely allusion to the help that Putin had already hitherto provided to Hungary through continued Russian energy supplies for maintaining economic stability. Orban then echoed Putin’s praise of Trump’s negotiating style. Then conversation than ended with Orban asking Putin how he’s been doing in general, after which he said thank you and good-bye in Russian.

All of this was masterful because it showed Orban’s unique role in facilitating the Russian-US “New Détente” that Putin and Trump want, he praised Putin and Trump in equal measure, and went further with Putin through his humorous reference and speaking Russian. That’s how a real leader should behave when speaking to his counterparts from more globally influential countries. There was nothing subservient or compromising about it, rather, it was full of self-assurance and mutual benefit.

First Impressions Of The Surprise US-Iranian Ceasefire

Andrew Korybko 

The victor only be confidently determined upon the conclusion of a peace deal based on the fate of Iran’s enriched uranium, nuclear program, missile program, oil exports to China, and the petroyuan

The US and Iran agreed to a two-week ceasefire, the details of which haven’t been confirmed by both, that averted Trump’s threat to destroy Iran, The alleged statement by Iran’s Supreme National Security Council that CNN and others shared was condemned as fake by Trump, who shared Foreign Minister Seyed Abbas Araghchi’s vague X post on his Truth Social account instead. Whatever the truth about the terms may be, US-Iranian talks will resume in Islamabad on Friday. Here are five preliminary thoughts:

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1. Israel Won’t Wage War On Iran Without The US

While Israel might have wanted the US to achieve their shared goals through military means, it won’t obnoxiously impede the implementation of the ceasefire so as to not risk the the US hanging it out to dry, ergo its acceptance of this decision that thus facilities Friday’s planned talks. If those two’s negotiations stall, then Israel might try to provoke Iran into resuming full-fledged hostilities if it senses that the US would join in, though it’s unlikely to attempt this if it senses that the talks are going well.

2. Multisided Security Guarantees Are Likely Required

Iran requires the US withdrawing its forces from the Gulf, whether to the status quo ante bellum, more than that, or entirely. Meanwhile, the US and Israel demand the removal of Iran’s enriched uranium, at least international monitoring of its nuclear program, and curbs on its missile program at minimum. US sanctions, including secondary ones, could snapback if war resumes. As for the Gulf, the UAE and Israel might become military allies, while the rest of the region militarily consolidates under Saudi leadership.

3. The US Probably Won’t Accept The Petroyuan

The petroyuan, which refers to Iran’s alleged requirement of payment in yuan for safe transit across the strait, probably won’t figure into any peace deal. The US would rather that Iran split payment with Oman in dollars as a form of reparations that would also strengthen the role of the petrodollar than allow the petroyuan to emerge as a competitor. Likewise, the US might also demand that Iran eventually zero out its oil sales to China in exchange for sanctions relief, even if this is only informally agreed to.

Nasce “O Cruzeiro”

Paulo Briguet

Não é por acaso que escolhemos 7 de abril para nascer. É o Dia do Jornalista. Há quase 200 anos, Líbero Badaró morreu pela liberdade. Vamos reviver esse desafio, apesar dos sicários e magistrados do presente. À imprensa brasileira, é necessário seguir a direção de Jesus a Nicodemos — e nascer de novo.

Não é por acaso que somos O Cruzeiro. Sob essa constelação, resgatamos a herança da inteligência nacional: a ousadia de David Nasser, o estilo de Drummond, a força de Rachel de Queiroz, a agudeza de Millôr e a grandeza de Nelson Rodrigues. Honramos o idioma e a alta cultura como antídotos contra a barbárie.

Não é por acaso que rejeitamos a arrogância dos “iluminados”. Nosso jornalismo nasce do respeito humilde diante da realidade. A vaidade é um obstáculo à verdade. Não somos salvadores da pátria; somos artesãos de uma apuração que não se renderá a interesses que não se ancorem nos fatos.

Não é por acaso que responderemos às perguntas clássicas do lead mirando sempre a sétima e inquietante indagação de Carlos Lacerda: E daí? Este jornal nasce para dar sentido ao caos, conectando a informação à vida real e às liberdades individuais pela força da pura verdade.

Em busca do centro perdido

Rafael Nogueira

A última década brasileira foi uma coleção de sobressaltos. Colapso de prestígios, ascensão de novos líderes, recuos humilhantes, judicialização da política, guerra digital e, agora, a revolução tecnológica que promete redesenhar inteligência, trabalho e vida social. Mas houve um fio condutor: a luta entre energia moral e sobrevivência burocrática, entre imaginação política e administração do medo, entre um país que queria reencontrar o seu caminho e um sistema que só tinha mapas para fora dele.

O Brasil nasceu como continuação de um projeto civilizacional português, reforçado pela transferência da corte, pela centralização política e pela construção de uma unidade que nos poupou do rio de sangue que precedeu a formação das nações hispano-americanas. A Proclamação da República rompeu esse fio. Apagou símbolos, desmontou mediações, substituiu maturação institucional por oligarquia e fragmentação.

Daí veio a amnésia da Nova República que prometeu liberdade e cidadania, e entregou ideologia, centrão e teatro de democracia, para esquecermos do que vemos com os olhos e ouvimos com os ouvidos a fim de entendermos o mundo pelo que certos iluminados nos informam.

Em 2018, o que muitos tomaram por acidente eleitoral foi a irrupção de uma nova linguagem e de uma nova energia histórica. A internet abriu uma comunicação sem intermediários, improvisada, tosca, mas viva. Era a ruptura digital.

Dela nasceu o "herói moral", cuja força não vinha de partido nem de conchavo, mas da capacidade de ouvir e encarnar multidões até então tratadas como massa inerme. O bolsonarismo foi, naquele momento, menos máquina do que emoção, representando a política que volta a ser drama, conflito, promessa de grandes dias.

Hugo Moura evita gol do Barracas Central e salva o Vasco; veja lance

Volante do Vasco da Gama, Hugo Moura foi decisivo para evitar a derrota da equipe na Argentina, pela estreia na Copa Sul-Americana

Altair Alves 

Foto: Marcelo Endelli/Getty Images

O Vasco da Gama estreou na Copa Sul-Americana, nesta terça-feira (7), com empate sem gols diante do Barracas Central, na Argentina. Um dos responsáveis pelo resultado foi o volante Hugo Moura, que salvou o time em lance decisivo.

O lance aconteceu aos 18 do segundo tempo, quando Tapia cobrou escanteio e, após desvio, a bola sobrar limpa para Tobio na pequena área. O zagueiro finalizou e Hugo Moura travou com a ponta da chuteira evitando o gol certo do adversário.

7-4-2026: Oeste sem filtro – Trump anuncia cessar-fogo com Irã + Parlamentares querem saber quem usou o celular na conversa com Vorcaro + OAB paulista cobra da PGR investigação sobre ministros do STF + Indígenas queimam caveiras em frente ao Congresso


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Alckmin diz que 'quem defende ditadura não devia nem ser candidato' 
Projeto de lei anti-sharia já encontrou resistência no Congresso 
Rachadinha de Alcolumbre que a imprensa se cala 
"Não, Folha, golpismo é descondenar o candidato preferido do establishment e seus comparsas" 
BOLSOCARLOS 🎤 | “Detalhes Ocultos”

[Quadro da Quarta] La Promenade

O Passeio (francês: La Promenade) é uma pintura a óleo sobre tela do pintor impressionista francês, Pierre-Auguste Renoir, datada de 1870. O quadro mostra um jovem casal a passear fora da cidade, por um caminho num bosque. 

Anteriores:
La tailleuse de soupe 
James Monroe 
Jacques-Bénigne Bossuet 
A coroação de Pedro II 
Amor entre as ruínas 
“O Concerto”, Nicolas Tournier, 1630-1635

terça-feira, 7 de abril de 2026

[Livros & Leituras] Populicide

Philippe de Villiers, Éditions Fayard, Paris, décembre 2025, 398 pages. 

« J’ai décidé, avec ce livre-testament, de ne jamais brider ma plume. J’écris sans scrupule. Je livre, sans aucune précaution pour les âmes sensibles, le fond de ma pensée, avec l’obsession de relever le pays, de le redresser, de le sortir du cloaque. 

Je suis hanté par la disparition du peuple auquel j’appartiens. Je vois le gouffre s’ouvrir. Comme disait Chateaubriand à propos de Fouché et Talleyrand, je vois le vice appuyé sur le bras du crime, je vois la complaisance appuyée sur le bras des lâches. Le consentement des autorités intellectuelles, morales et spirituelles. Le grand affaissement. On a perdu la matrice. Bientôt la France habitera encore au même endroit, mais elle aura changé de résidents. La brutalisation et la mutation du peuple d’origine ouvrent déjà sur un nouvel espace qui se dessine. 

“Procissão da burrinha” em Braga

Este é um dos momentos altos da semana santa na cidade 


As origens remontam ao século XVIII. A tradição do cortejo bíblico “vós sereis o meu povo”, também conhecido como a “procissão da burrinha” foi recuperada e mantida há cerca de 30 anos nas ruas de Braga. O momento é uma manifestação da celebração da Páscoa e interpreta a história da salvação. 

Com mais de 800 figurantes, o desfile apresenta quadros vivos que vão desde o chamamento de Abraão até à infância de Jesus. O nome popular advém do momento mais aguardado: a imagem de Nossa Senhora montada numa burrinha, simbolizando a Fuga para o Egito. 

Este é um evento onde a fé e a cultura de Braga se fundem, celebrando a identidade de um povo que preserva a sua memória através desta impressionante encenação bíblica de rua.

Crimes do Hamas, ninguém sabe, ninguém viu

Khaled Abu Toameh 

O Hamas está reconstruindo a sua máquina financeira arrecadando impostos, taxas e tarifas alfandegárias sobre mercadorias que entram na Faixa de Gaza. O dinheiro não está sendo investido na reconstrução. A bem da verdade, o dinheiro está sendo usado para reconstruir a infraestrutura militar do grupo terrorista. Foto: membros mascarados dos "Comitês de Proteção Popular" controlados pelo Hamas tomam posse de um caminhão de ajuda humanitária no sul da Faixa de Gaza em 3 de abril de 2024. Foto: Said Khatib/AFP via Getty Images

Enquanto a atenção internacional está focada na guerra com o Irã, o grupo terrorista palestino Hamas intensificou a repressão contra o povo palestino em conformidade com a sua campanha para reassegurar agressivamente o seu controle sobre a Faixa de Gaza. 

As medidas do Hamas violam o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, para o fim da guerra entre Israel e Hamas, que eclodiu em 7 de outubro de 2023, quando o grupo terrorista apoiado pelo Irã invadiu Israel e assassinou mais de 1.200 israelenses e estrangeiros. 

Segundo o plano de paz de Trump, anunciado no final do ano passado:

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"a carne do bicho na panela como se fosse um troféu"

A Toca do Lobo

No banquete das vaidades tropicais, onde o sutil é diariamente esmagado pelo exibicionismo e a política se confunde com um reality show de baixo orçamento, fomos brindados com a mais nova iguaria do "Palácio Real de Brasília": a paca ao molho pardo.

A patética cena (mais uma do casal) foi exibida com a nitidez de um pesadelo de Kafka, porém com trilha sonora brega e figurino de gosto duvidoso: a primeira-dama, munida de um avental que provavelmente custa o PIB de uma pequena cidade do interior, manuseia os pedaços do animal silvestre enquanto o presidente, num papel de monarca em repouso após a exaustiva tarefa de falar (e fazer) besteiras, aguarda o veredito do paladar.

O problema de brincar de ser rei e rainha é que, eventualmente, esquece-se que as leis — aquelas coisas incômodas escritas em papel timbrado — deveriam valer para os moradores do castelo, assim como valem para os plebeus. A paca, esse pobre roedor que só queria existir em paz na mata, torna-se o símbolo de um governo que degusta absurdos com um sorriso no rosto.

De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, o ato de caçar pacas é punido com detenção de 6 meses a 1 ano e multa, a menos que você tenha uma nota fiscal de um criadouro ou a fome de um náufrago. Mas para o casal "real", a nota fiscal é só um mero detalhe burocrático que não combina com a estética do Instagram. O que importa é a autenticidade da "iguaria", mesmo que ela venha temperada com uma generosa dose de desinformação e um desprezo olímpico pelas normas que Luís XVI e Maria Antonieta versão "Sai da Baixo", na prática, deveriam zelar.

Passageiros denunciam ‘corredor de assédio’ no Galeão com xingamentos e oferta irregular de serviços

Relatos incluem abordagens insistentes, transporte fora das plataformas e câmbio ilegal no Aeroporto Internacional Tom Jobim, mesmo com presença de agentes públicos

Gabriella Lourenço

Desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) tem sido motivo de queixas de passageiros diante de uma sequência de abordagens insistentes logo após a saída da área restrita. O que deveria marcar o início da estadia na cidade ou o retorno para casa dá lugar, muitas vezes, a um ambiente de pressão e desorganização.

No setor de chegadas internacionais, viajantes descrevem um “corredor de assédio”, com ofertas simultâneas de transporte, passeios, chips de celular, limpeza de calçados e até câmbio de moedas. Em muitos casos, a negativa não encerra a insistência, e os passageiros seguem acompanhados até deixarem o terminal.

A situação foi registrada em apuração do Jornal O Globo, que acompanhou o movimento no local e reuniu relatos de quem passou pelo aeroporto. Ao deixar a área destinada aos táxis credenciados, o cenário muda. Fora desse espaço, há queixas sobre ausência de fiscalização e atuação de pessoas sem identificação clara oferecendo corridas fora das plataformas oficiais. Alguns vestem camisetas com a palavra “táxi”, mas sem vínculo com cooperativas autorizadas.

De acordo com depoimentos colhidos pelo jornal, mesmo após a recusa, esses intermediários permanecem ao lado dos passageiros tentando convencê-los, muitas vezes com promessas de preços semelhantes aos serviços regulamentados — o que nem sempre se confirma. Em alguns casos, clientes são levados até o setor de embarque para utilizar veículos que operam de forma irregular.

6-4-2026: Oeste sem filtro – Imobiliária da toga: M triplica patrimônio milionário em imóveis

Nesta transmissão ao vivo, trazemos uma análise completa dos bastidores da política nacional e do cenário geopolítico internacional

Discutimos os dados recentes sobre o patrimônio imobiliário da família de Moraes, as novas condenações do STF sobre o 8 de Janeiro e a polêmica envolvendo as liminares e voos de desembargadores e ministros.

Também vamos desvendar o que significa o sigilo de 8 anos imposto pelo Banco Central sobre a liquidação do Master, os impactos do fim da janela partidária na Câmara (com o PL saindo fortalecido) e as recentes atitudes de figuras políticas como Janja e João Campos.

No cenário internacional, a tensão escala: Donald Trump faz declarações fortes sobre operações de resgate e um possível conflito aberto entre EUA e Irã.

Para fechar, analisamos o caso do bar no Rio de Janeiro multado por antissemitismo e restrição a cidadãos estrangeiros.