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| Vilhelm Hammershoi, 1901 |
Cristo na coluna
A Escola de Atenas
Adoração dos Magos
[Quadro da Quarta] O Anjo caído
Le cardinal Richelieu sur la digue de Rochelle
Declaração de Independência, EUA, 4 de julho de 1776
Sialkot será a nova porta de entrada do FC Porto num dos maiores mercados da Ásia
Com mais de 250 milhões de habitantes, uma população jovem e um Produto Interno Bruto superior a 400 mil milhões de dólares, o Paquistão representa um mercado de enorme dimensão e potencial. A entrada em Sialkot constitui, por isso, um passo estratégico para o FC Porto, que passa a ter uma nova presença na Ásia, depois da Índia.
Reconhecida internacionalmente pela sua forte ligação ao desporto e à indústria de artigos desportivos, Sialkot é também a cidade onde está sediada a Forward Sports, empresa responsável pela Sialkot Football Academy e pelo fabrico de bolas oficiais do FIFA World Cup e de outras das principais competições de futebol a nível mundial.
Através desta parceria, o FC Porto leva a sua metodologia, conhecimento e valores a uma nova geração de jovens paquistaneses, reforçando uma estrutura internacional que já se estende por quatro continentes e que ultrapassará os 11.000 alunos, rapidamente, com a integração da academia de Sialkot.
A expansão internacional das academias faz parte da ambição do FC Porto de alcançar 40.000 jovens atletas até 2030, consolidando globalmente um modelo de formação assente na excelência, na exigência e nos valores do Clube.
David Ágape entrevista Rui Costa Pimenta, candidato à presidência pelo PCO. Participação de Eli Vieira
Três dias depois de lançar oficialmente sua quinta candidatura à Presidência da República, Rui Costa Pimenta teve a casa invadida pela Polícia Federal. Era terça-feira, seis da manhã em ponto, ainda escuro. Os agentes arrombaram o portão, entraram armados e levaram computadores — devolvidos depois — e o celular do presidente do PCO, que segue apreendido. A ação integra a Operação Causa Própria, batizada assim pela PF em referência ao próprio nome do partido, e apura suspeita de desvio de recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral para empresas ligadas a militantes, incluindo um genro de Pimenta.
Recebemos Pimenta para uma conversa
longa, sem cortes na argumentação, sobre o que ele chama de farsa e a PF chama
de investigação legítima. O resultado é uma entrevista dividida entre a defesa
técnica do caso, um histórico raramente contado sobre a relação do PCO com o PT
e com Lula, e um bloco final dedicado inteiramente à liberdade de expressão —
tema que, segundo Pimenta, “é a pedra angular dos direitos políticos”.
O relato da busca
Pimenta descreve a operação como um método que compara ao da Gestapo: “seis horas em ponto, tava tudo escuro ainda, era madrugada”. Ele conta que abriu a porta, recebeu o mandado, e que os policiais entraram armados porque tinham informação — segundo ele, falsa — de que haveria uma arma na casa. “Falei: ‘olha, tô desarmado aqui’, levantei a camisa, não tem nada.” Ao final, um dos policiais teria comentado que a equipe queria “pegar o pessoal de surpresa” e “ver onde é que a pessoa mora” — e se surpreendeu, segundo Pimenta, ao constatar que ele vive “uma vida de classe média” no bairro do Jabaquara, sem sinal de enriquecimento.
O ponto mais específico levantado por Pimenta na entrevista é uma peça do relatório da PF que, segundo ele, classificou uma devolução de R$ 100.874,39 feita pelo Facebook ao PCO, em agosto de 2022, como financiamento ilegal de campanha por parte da própria empresa. Pimenta afirma que o valor era simplesmente o estorno de um impulsionamento de anúncios contratado e não totalmente utilizado — dinheiro que já era do partido e apenas retornou à conta. O Diário Causa Operária publicou, dias depois desta entrevista, uma reportagem detalhando o número do relatório da PF citado (nº 2522309/2023) e a data exata da transação, reforçando a versão do partido.
Outros pontos da entrevista
Um dos pontos menos conhecidos da entrevista é a cronologia real do apoio do PCO a Lula. Pimenta desfaz a ideia de uma aliança histórica: o partido apoiou Lula em 1989, quando ainda fazia parte do PT, mas rompeu com o petismo pouco depois e não apoiou nem Lula nem Dilma em nenhuma das eleições seguintes — nem em primeiro, nem em segundo turno. O apoio só voltou em 2018, durante a prisão de Lula, como parte de uma campanha contra o que o PCO chamou de golpe de 2016. Para 2026, o partido rompeu de novo: “à medida que o PT chegou ao governo, o PT passou de partido perseguido a partido perseguidor dos outros”, diz Pimenta, referindo-se à proximidade entre Lula e Alexandre de Moraes.
Aparecido Raimundo de Souza
Outros e uns, já asseveravam e
juravam que o romance nasceu de uma briga com os avós de Cuteu com a família da
Cotia, tudo por causa de um pedaço de terra, e há os mais sonhadores quem
afirmem com a melhor das convicções, que foi só porque um dia ele, o Cuteu,
olhou para ela e pensou com seus botões: “essa criatura divina tem o coração
igual ao meu: áspero por fora, mas firme, bom e primoroso por dentro”.
Cuteu era “um cabra” difícil
de ser encontrado em dias de hoje. Se formara num homem de poucas palavras, de
pouca idade nos costados mas tinha orgulho de mostrar as mãos calejadas, em
face do trabalho que exercia, da oração que professava e da honestidade que
acima de tudo estava sempre no mais alto da sua cabeça “acarecada”. O rapaz
dizia pouco, mas fazia mais do que prometia e quando afiançava, cumpria o
compromisso até o fim. Cotia, ou melhor, “Cutia”, ah, a “Cutia” sem tirar, nem
“destirar”, se engrandecia na mulher mais jovem e bonita do pedaço.
Uma figura ímpar que carregava
o mundo nos ombros e ainda sobrava força para sorrir.
Tinha a língua rápida e
ferina, seguida de respostas na ponta dos dentes bem torneados e do sorriso
acima de qualquer suspeita. A lindeza não levava desaforos para casa. Exercia
sempre com cuidado e cautela, seu jeito firme e despachado, mas por trás daquela
postura forte e carismática, dócil e ao mesmo tempo espalhafatosa, batia um
coração enormemente puro e acolhedor que no seu caminhar havia visto muito,
passado por diversos trilhos e carreiros difíceis, e nesse vai e vem, vem e
vai, aprendido a ser dona de si mesma antes de ser de qualquer um.
Muitos apontavam, cochichavam, traziam histórias antigas e rótulos que não cabiam mais nela. Cuteu por sua vez, jamais se prestou a ligar para essas coisas e sempre que alguém vinha falar mal dela, ele virava bicho. Fechava a cara e se transformava numa fera perigosa. Parecia o Coiote afoito e apressurado correndo na cola do Papa-léguas, só que diferentemente dos desenhos criados por Chuq Jones, Cuteu o alcançava e quando se dispunha a destilar a sua raiva, se punha a gritar nos ouvidos do infeliz aquele conhecidíssimo “Beep-Beep” que víamos e ouvíamos nos filmes da Warnes Bros. E para completar a sua raiva, emendava:
João Molinar, Astrolábio Edições, Lisboa, 2025, 128 páginas.
E se, por detrás dos olhos silenciosos de um cão, habitasse a memória de uma vida passada?
Numa casa cheia de ternura, brinquedos espalhados e manhãs caóticas com cheiro a pão torrado, vive Pó, sereno e atento, amado pela sua família e acompanhado pela irreverente Broa. Pó começa a ter sonhos cada vez mais intensos, povoados por rostos e lugares que não conhece… mas recorda, enquanto palavras como amor, casa e promessa ecoam com estranha nitidez.
Ecos de Quem Fui é uma viagem delicada pela memória, pela pertença e pela misteriosa continuidade entre o que fomos e o que somos. Uma história comovente sobre reencontro e transformação, onde cada gesto carrega ecos antigos e cada silêncio pode conter uma revelação.
Serão os
cães apenas nossos companheiros? Ou uma forma mais refinada de ser, onde talvez
habite a mais pura forma de empatia, aquela que não precisa de explicações,
apenas de permanência?
***
Hoje
partilho convosco o livro que nasceu do amor, da gratidão e vontade profunda de
eternizar e transpor em palavras o que tantas vezes parece inexplicável.
Escrevi esta história para todos os que já olharam para o seu cão e perceberam que há ali muito mais do que se consegue dizer com palavras — um amor que se sente antes de se entender... Um amor que nunca morre e fica guardado em nós como um eco que atravessa o tempo.
Il Sorpasso é um filme italiano de 1962, do gênero comédia dramática, dirigido por Dino Risi.
No Brasil: Aquele Que
Sabe Viver; Em Portugal: A
Ultrapassagem.
Um dos mais célebres filmes de Dino Risi que é uma comédia em tons amargos e desencantados, com Vittorio Gassman e Jean-Louis Trintignant.
O tímido estudante Roberto Mariani conhece Bruno Cortona, um quarentão exuberante, egoísta e desenraízado, que o arrasta no seu belo carro desportivo para uma viagem na Itália. Bruno procura dissimular o seu fracasso na vida numa louca viagem sem verdadeiro rumo, ao longo da qual o seu jovem protegido se vai transformando na sua réplica. Ao longo de dois dias erram pelas estradas italianas e visitam as respetivas famílias. Porém, a admiração de Roberto por Bruno vai-se dissipando à medida que o primeiro percebe até que ponto o segundo é um ser vazio, falso, superficial e infeliz.
Uma ultrapassagem imprudente põe fim à viagem de forma trágica.
Dino Risi foi sempre o
cineasta italiano que melhor soube explorar os terrenos da maior ambiguidade
entre a comédia e o drama, e ´A Ultrapassagem´, um dos seus filmes mais
célebres, é disso um excelente exemplo. Trata-se de um ´road movie´ sobre a
inconsequente e trágica viagem de um homem de meia idade que arrasta e fascina
um jovem estudante com a sua pose exuberante, despreocupada e alegre, até ao
momento em que o mais jovem percebe que o seu companheiro de viagem é
totalmente falso e artificial.
Uma espécie de irónica versão de ´D. Quixote e Sancho Pança´ dos tempos modernos, que a bordo de um carro desportivo vão em busca dos seus "moinhos de vento" e acabam por fazer uma viagem rumo ao desencanto e à desilusão.
Paulo Hasse Paixão
Em Bruxelas, o raciocínio político dominante nos tempos que correm é este: se os partidos de que gostamos não ganham eleições, castigamos os eleitores com retenção de fundos financeiros. Para salvar a democracia, bem entendido.
De facto, a União Europeia
está a considerar reter os fundos destinados à Saxónia-Anhalt após a vitória do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições estaduais,
alegando possíveis violações dos princípios da UE.
Enquanto o apoio à União
Democrata Cristã (CDU), o partido globalista do chanceler Friedrich Merz, caiu
a pique neste estado alemão, o AfD obteve quase 44% dos votos, mas ficou a três
lugares da maioria no Landtag, o equivalente a uma legislatura estadual nos
EUA.
A Saxónia-Anhalt deverá
receber 2,95 mil milhões de euros do orçamento da UE para 2021-2027. No
entanto, Daniel Freund, deputado do Parlamento Europeu pelo Partido Verde,
pressionou para que esses fundos fossem retidos. Freund defendeu a medida como
punição no caso de um governo estadual controlado pelo AfD legislar de forma
contrária aos chamados valores da UE, sejam eles quais forem (totalitários, no
caso).
🚨🇪🇺🇩🇪 Brussels THREATENS to CUT funding to Saxony-Anhalt after AfD VICTORY. Green MEP Daniel Freund wants to freeze €2.95 billion in EU funds if the new government "violates rule-of-law standards." EU democracy at WORK? https://t.co/qTd6hJj8iM
— Global Dissident (@GlobalDiss) September 10, 2026
A Comissão Europeia ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto, mas a UE já reteve fundos da Hungria e da Polónia em circunstâncias semelhantes e von der Leyen não se cansa de repetir que “tem instrumentos” de pressão sobre as democracias dissidentes.
Segundo a Secretaria de Estado
para as Migrações do governo suíço (SEM), cerca de 80,5% dos requerentes de
asilo de países do Norte de África foram acusados de
um ou mais crimes no país dos relógios de
cuco. Os dados evidenciam a enorme criminalidade perpetrada por este segmento
da população estrangeira.
Para os requerentes de asilo
em geral, a taxa de criminalidade é muito mais baixa, com apenas 12,5% a terem
sido acusados de um ou
mais crimes. Os cidadãos da Argélia,
Marrocos e Tunísia estão, por
isso, extremamente sobre-representados em comparação com
outros grupos de requerentes de asilo.
Os magrebinos também têm
poucas hipóteses de ver os seus pedidos de asilo aceites pelas autoridades
suíças, sendo que 99% de todos os pedidos foram rejeitados.
Em 2024, foi introduzida uma
regra de “24 horas” para procedimentos de asilo acelerados para os países do
Norte de África, que permite às autoridades suíças processar pedidos de asilo
com baixa probabilidade de sucesso mais rapidamente. Os requerentes podem ainda
recorrer das decisões, o que pode aumentar significativamente o atraso na
tomada de uma decisão final.
O porta-voz do SEM, Daniel
Bach, afirmou a este propósito:
“Os criminosos devem deixar
a Suíça rapidamente. Esta é uma prioridade da estratégia de asilo.”
No entanto, o processo é frequentemente atrasado pelas acções dos requerentes de asilo, incluindo a recusa em fornecer impressões digitais e a não comparência a entrevistas de deportação.
Os ministros do STF passaram semanas lidando com a reconstrução do prédio e meses julgando quem eles consideraram que tentou dar um golpe de Estado naquele dia.
Esses mesmos ministros passaram anos posando de heróis, de defensores da democracia e das instituições da República. Mas quatro deles, agora, vandalizam o STF moral, jurídica e institucionalmente, de uma forma que os revoltados do 8 de janeiro nunca poderiam fazer.
Diante da perspectiva de investigação de Alexandre de Moraes (foto) por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-relator do inquérito das fake news e seus colegas Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zaninesculacham o que restava do Supremo — e já não era muito.
Moraes usou um relatório apócrifo cheio de ilações para pedir a investigação de um colega e cobrou o fim do sigilo de apurações só para tentar diminuir seus problemas; Dino tumultua com seu relatório paralelo do caso Dark Horse e suspendeu a decisão de um colega usando um outro processo; Gilmar e Zanin passam por cima do presidente do tribunal, Edson Fachin, para oficiar à Polícia Federal por dados que nem sequer farão diferença na deliberação agendada para a terça-feira, 15.
Andrew Korybko
The world order that Russia is fighting for is one in
which it’s on equal military-political terms with the West and then peacefully
erodes Western economic hegemony through BRICS in order to gradually herald
multipolarity
Putin’s Plenipotentiary
Representative to the Duma Garry Minkh told TASS in late August that
“Specialized ministries are against the denunciation of our partnership
[agreements] with NATO, or global financial organizations, including the WTO,
the IMF and the World Bank.” The rationale is that they “have not exhausted
their potential” and Putin wants to keep dialogue open with them. TASS also
reported that Minkh said that Russia always takes responsibility for its
obligations, unlike the West.
This policy reaffirmation
probably surprised many “Non-Russian Pro-Russians” (NRPRs), who were misled by
the top influencers among them to believe that Russia has been a revolutionary
state since 2022, ergo their expectation that it already severed these
agreements long ago. That was an alternative reality carefully crafted by top
NRPR influencers to generate clout, push an ideology, and/or solicit donations
with a wink from Russia’s “soft power supervisors” per the “Potemkinist”
soft power approach.
This concept refers to the creation of such alternative realities for strategic purposes, which can cynically be described as getting the largest number of foreigners to support Russia even if only on false premises such as the infamous one of Putin supposedly being a secret anti-Zionist. Ethical and strategic concerns aside, of which there are many and they should urgently be discussed among the NRPR community, it’s important to clarify the objectively existing political-legal reality that Minkh raised wider awareness of.
A Polícia Federal escreveu, em papel timbrado, o nome de Dias Toffoli ao lado de R$ 35 milhões que saíram do país. A Corte teve sete meses para responder e nada
Rogerio Pires
Um documento de mais de oitenta
páginas ficou sete meses parado.
Ele tem número e tem carimbo:
Informação de Polícia Judiciária de Análise nº 893171/2026. A Polícia Federal o
produziu a partir do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master,
apreendido no fim de 2025. O relatório foi enviado ao Supremo Tribunal Federal.
E ficou lá. Quieto.
Esse documento foi retirado da gaveta
ontem. O que está escrito nele muda o tamanho de tudo o que estávamos
discutindo.
A Polícia Federal apontou,
oficialmente, em documento produzido e assinado por ela, que o ministro Dias
Toffoli pode ter figurado como “beneficiário final” ou “proprietário de fato”
do FIP Arleen, o fundo de investimento que recebeu ao menos R$ 35 milhões de
Vorcaro.
Isso mesmo. A Polícia Federal escreveu
o nome de um ministro do Supremo Tribunal Federal ao lado da expressão
“proprietário de fato”. Em papel timbrado.
O caminho do dinheiro
Agora acompanhe o dinheiro, porque a
sequência é o ponto.
O Arleen era de Vorcaro. E esse fundo
tinha participação no Tayayá, resort em Ribeirão Claro, no interior do Paraná,
ligado à Maridt, empresa dos irmãos do ministro e da qual o próprio Toffoli já
admitiu fazer parte do quadro societário.
Fevereiro de 2025: o fundo é comprado por Alberto Leite, empresário descrito como amigo de Toffoli, dono da empresa de segurança FS Security.
A pergunta não é quem ganha na terça. É o que qualquer investigado poderoso vai aprender a fazer depois dela
Rogerio Pires
Poucas decisões produziram tantas
leituras diferentes em tão pouco tempo. Desde a noite de sábado, quando Edson
Fachin assinou o despacho que o pôs na relatoria da Petição 16.662, no lugar de
André Mendonça, a internet virou um tribunal paralelo, com juristas de
carreira, advogados criminalistas, colunistas e uma multidão de opinadores de
primeira viagem disputando o significado de um texto que quase ninguém leu
inteiro.
Matheus Leitão, do Metrópoles, no que
parece ser uma opinião ideologicamente enviesada, leu o movimento como a
retirada de uma arma política das mãos de Mendonça, que até então administrava
a conta-gotas o que vinha a público e escolhia o momento de cada divulgação,
num ano eleitoral.
Já o jurista André Terçarolli disse à Gazeta do Povo que boa parte do noticiário errou o alvo: Fachin avocou as petições, não os inquéritos, e a relatoria das apurações do Master e do INSS continua com Mendonça. Para ele, não houve desprestígio nem perda de poder, e sim tentativa de sanear o terreno antes da sessão de terça. Na mesma reportagem, o criminalista Matheus Falivene, doutor pela USP, lembra que petição é pedido, não inquérito, que avocar é prerrogativa do presidente e que o objetivo seria dar lisura à discussão e evitar futuras alegações de nulidade, alegações que, segundo ele, a própria defesa de Vorcaro pode estar construindo.
Luís Castro é demitido do Grêmio um dia depois da derrota para o Vasco da Gama. Felipão assume a equipe interinamente
França Fernandes
Luís Castro [foto] não é mais o técnico do Grêmio. O português foi demitido neste domingo (13), um dia após a derrota por 2 a 1 para o Vasco, em Porto Alegre. A diretoria gremista realizou reuniões durante a manhã no CT Luiz Carvalho e decidiu pela saída do treinador. O resultado contra o Cruzmaltino foi o último jogo de Castro no comando da equipe.
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| Foto: Pedro Tesch/Grêmio FBPA |
Luís Castro deixa o Grêmio após 50 partidas na temporada. Foram 19 vitórias, 15 empates e 16 derrotas, com 66 gols marcados e 51 sofridos. O treinador conquistou o Campeonato Gaúcho e levou o time à semifinal da Copa do Brasil. No entanto, a campanha no Brasileirão pesou na decisão, já que o Grêmio está envolvido na luta contra o rebaixamento.
Sem
Luís Castro, o Grêmio será comandado interinamente por Luiz Felipe Scolari, o
Felipão. O coordenador técnico assumirá a equipe no duelo contra o Botafogo,
marcado para quarta-feira (16).
Título
e Texto: França Fernandes, Vasco
Notícias, 13-9-2026
"Cento giorni a Palermo" (Cem Dias em Palermo) é um filme dramático de 1984 que retrata os últimos cem dias de vida do general Carlo Alberto Dalla Chiesa.
O Filme
Direção: Giuseppe
Ferrara, com argumento coescrito por Giuseppe Tornatore.
Elenco Principal: Lino
Ventura no papel do general Dalla Chiesa e Giuliana De Sio como sua esposa.
Enredo: O filme
dramatiza a missão de Dalla Chiesa como prefeito de Palermo na Sicília, onde
tentou combater a Máfia italiana antes de ser assassinado em setembro de 1982. Wikipédia
***
No final dos anos 1970 e
início dos anos 80, os assassinatos na Sicília chamam a atenção do deputado
comunista Pio La Torre, que apela ao general Carlo Alberto Dalla Chiesa para se
tornar prefeito em Palermo e enfrentar a máfia.
Dalla Chiesa aborda o trabalho
com o mesmo foco e métodos que usou para caçar a Brigada Vermelha. Sua
namorada, a muito mais jovem Setti Carraro (todos a chamam de Emanuela), quer
ficar com ele em Palermo, mas ele a manda embora, sabendo que está em perigo.
Depois de alguns meses no cargo, ele pede que ela se case com ele e tenta ser marido e investigador. Enquanto isso, os banqueiros da máfia estão sentindo o calor e começam com La Torre.
Reforços do Vasco da Gama nesta janela de transferências brilham contra o Grêmio e garantem vitória no Campeonato Brasileiro
Aniele Lacerda
O Vasco venceu o Grêmio de virada e respirou no Campeonato Brasileiro. Apesar do
início ruim na etapa inicial, a equipe de Pedro Emanuel contou com o brilho dos
seus reforços para garantir a vitória.
Um dos titulares do Gigante da Colina na partida, Facundo Colidio [foto] teve uma boa participação no setor ofensivo desde os minutos iniciais. Assim, na etapa complementar, o argentino marcou o gol que deu os três pontos ao time carioca.
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| Foto: Matheus Lima/Vasco da Gama |
Além dele, Bruno Duarte e Alan
Lescano, que saíram do banco de reservas, também contribuíram para garantir a
vitória. O primeiro cedeu a assistência para o gol da virada. Já o meia
argentino, fez sua estreia com a camisa vascaína, deu assistência no gol de
Thiago Mendes e foi essencial para segurar a bola nos minutos finais.
Agora, o Vasco terá pela frente o duelo decisivo contra o Santa Fe, pela volta das quartas de final da Sul-Americana. O confronto entre as equipes será nesta terça-feira (15), às 19h, em São Januário. Na ida, as equipes ficaram no empate sem gols.
Em meio a uma crise que ainda deve piorar antes de chegar a uma solução, é preciso buscar com urgência um novo modelo de relacionamento entre os Três Poderes da República
Nuno Vasconcellos
Ninguém deve esperar que a decisão da
terça-feira tenha efeito imediato e possa devolver a situação à normalidade —
qualquer que venha a ser o veredito sobre a conduta dos integrantes da Corte
envolvidos na celeuma. A disposição para o conflito demonstrada pelos ministros
litigantes indica que a situação seguirá tensa e que o nevoeiro tende a se
tornar mais denso antes de se dissipar.
A verdade incômoda é que a situação
institucional do país vem nos últimos anos mergulhando em um processo gradual
de desgaste — e chegou a um nível de degradação profundo demais para voltar à
tona em apenas uma sessão do STF. E o pior é que a degradação parte de dentro
do próprio Tribunal. A impressão que se tem é a de que as autoridades
encarregadas de zelar pela segurança jurídica nacional não perdem uma
oportunidade de tornar a própria imagem mais desgastada do que já está.
CRÍTICAS E ELOGIOS
O desgaste chegou a seu ponto máximo na semana passada. Depois de uma troca de chumbo entre ministros, a crise avançou em torno da remoção ou da manutenção na direção geral da Polícia Federal do delegado Andrei Passos Rodrigues. E evoluiu para uma discussão sobre aspectos que estão além das críticas ou dos elogios que podem ser feitos à atuação do delegado.
FC Porto venceu o Casa Pia por 4-1 e soma 6 vitórias em 6 jornadas da Liga
O FC Porto continua sem ceder pontos na Liga Portugal e nem os inúmeros obstáculos encontrados em Rio Maior impediram os Campeões Nacionais de alcançarem a sexta vitória noutras tantas jornadas. André Silva, Jakub Kiwior, Borja Sainz e Santiago Gimenez assinaram os golos da reviravolta portista no reduto do Casa Pia (1-4).
Francesco Farioli apostou em Jan Bednarek, Francisco Moura e Inbeom Hwang de início - nas posições ocupadas por Nehuén Pérez, Martim Fernandes e Alan Varela na Liga dos Campeões - e o central polaco esteve perto de marcar logo a abrir, depois de um cruzamento de Gabri Veiga e antes de ser socado na cabeça pelo guarda-redes visitado.
Pouco depois, Jakub Kiwior lançou longo, André Silva amorteceu e Gabri atirou de primeira ao ângulo, mas o poste negou um grande golo ao número 10 portista. Aos 13 minutos, David Sousa jogou a bola com a mão dentro da própria área, mas José Bessa nada assinalou e o Casa Pia ainda beneficiou de uma grande penalidade por suposta falta de Pablo Rosario - Henrique Araújo não desperdiçou a oferta (1-0).
A resposta não tardou: já dentro do tempo de compensação, num lance de insistência na sequência de um pontapé de canto, Pablo Rosario assistiu e André Silva fez o empate (1-1). Antes do intervalo, o avançado internacional português foi atingido com violência no rosto por Khaly, mas a equipa de arbitragem voltou a fazer vista grossa.
Carina Bratt
EXISTEM DIAS que ficam gravados, ou melhor, grudados não só em nossa cabeça, como também nas memórias do mundo e permanecem assim, como uma cicatriz profundamente aberta e funda, que o tempo não apaga, só ensina a carregar. O 11 de setembro de 2001 foi, ou melhor dito, é um desses dias. Naquela manhã, o sol brilhava limpo sobre o céu maravilhado de Nova Iorque, como se nada pudesse abalar a rotina, os sonhos, os passos de milhões de pessoas que iam para o trabalho, que encontravam quem amavam, e planejavam com carinho o futuro. E então, de repente, do nada, o céu esplendoroso e jubiloso deixou de ser só azul. Fumaça, estrondo, medo e o mais catastrófico, um abismo que se abriu diante dos olhos de todo o planeta. Vimos torres caírem, mas muito mais do que prédios, vimos também vidas se perderem de forma brutal, inocentes e sem uma explicação plausível. Gente que estava ali apenas vivendo, cumprindo o seu dia, e que de um momento para outro se tornou parte ativa de uma dor imensurável que atravessa gerações.
Não importa de onde somos, que língua falamos ou em que acreditamos. Naquele instante, sentimos o mesmo arrepio. Aprendemos que a tal da paz é frágil e capenga, que o ódio pode chegar de onde menos se espera e que o preço da violência é sempre pago por quem não tem culpa nenhuma. Sempre foi assim e nunca nem ninguém mudará esse quadro lúgubre. Com o 11 de setembro, também aprendemos outra coisa importante. E essa é a parte que não podemos e nem devemos deixar que caia no esquecimento. Mesmo no meio do caos, houve quem corresse para ajudar em vez de fugir. Referencio aqui, bombeiros, policiais, pessoas comuns que arriscaram tudo para salvar o outro. Heróis sem capa, que sabiam que o amor ao próximo se fazia maior que qualquer terror. Depois daquele assombramento covarde das derrubadas das torres gêmeas, muito anos se passaram. As torres não voltaram a ficar de pé no mesmo lugar, mas se ergueu no lugar delas, uma nova presença. Não apenas uma presença de concreto e vidro, mas de memória. Memória dos que partiram, dos que choraram, dos que resistiram.