domingo, 21 de junho de 2026

[As danações de Carina] Cochinchina

Carina Bratt

FUI MORAR com o seu Sérgio Aleixo, um camarada aí pela casa dos setenta e dois anos, não para namorar com ele, mas para dividir despesas, tipo aluguel, água, luz, supermercado, condomínio, essas coisas. A beldade trabalhava o dia inteiro, de segunda a sexta, de ajudante de pedreiro e praticamente todo final de semana viajava. Nesse nosso encontro meio ‘pirado’, ele ficou com o ‘quarto de número 1’ e euzinha com o de ‘número 2’.

Fanático por excursão, o sujeito não perdia tempo. Não podia saber de uma, se metia nela e ficava o final de semana todo com os pés na estrada. A última vez em que caí na besteira de perguntar para onde estava indo, seu Sérgio sorriu matreiro e me disse na maior cara de pau que visitaria os confins da Cochinchina.

— Cochinchina, seu Sérgio? — Indaguei, curiosa. — E onde fica?
— Não sei, minha amiga. Nunca fui lá...
— E por qual motivo optou justamente por essa escolha?
— Pela curiosidade...
— E se a Cochinchina não lhe agradar?

Ele sorriu de novo e, desta vez mais gracioso, mandou a bomba:
— Se eu não gostar, minha amiga, mando a droga toda da tal Cochinchina exatamente pra Cochinchina.

Título e Texto: Carina Bratt, de Pequiá, ES, 21-6-2026

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O Cérbero guardião de um mundo impenetrável 
Nada além de um verdadeiro caos total 
Quando numa corrida a cegueira se torna o milagre daquele corredor que não enxerga um palmo adiante do nariz 
Visão deformada e boba de um amor não correspondido

Muito além do futebol — 2

Na Copa de 1974, o Brasil enfrentou a Holanda sem procurar saber como o adversário jogava. É o mesmo erro dos que falam de paz no Oriente Médio sem considerar os valores das tribos locais


Nuno Vasconcellos

A vitória por 3 a 0 sobre a frágil equipe do Haiti, na noite de sexta-feira passada, foi insuficiente para devolver ao torcedor a confiança perdida na seleção brasileira. Além de não construir um placar mais amplo e de perder uma oportunidade de gol atrás da outra, o time dirigido pelo italiano Carlo Ancelotti ainda pareceu meio perdidão em campo — sem passar a impressão de ter força suficiente para enfrentar os adversários mais fortes e bem treinados que terá pela frente nas próximas etapas do torneio. Essa é a opinião de um analista frio, que prefere ver o cenário pelo lado das dificuldades e não apostar todas as fichas em um time que, é inegável, conta com jogadores talentosos e capazes de resolver uma partida na base do talento individual.

O lado torcedor, é claro, deseja e considera possível que os convocados de Ancelotti se acertem, passem a dar um show de bola atrás do outro e consigam voltar desta Copa com uma imagem diferente das que os times brasileiros deixaram nas competições anteriores. E que deem exemplos mais positivos do que deram nas competições passadas, quando pareciam mais preocupados em ensaiar dancinhas para comemorar gols do que em se empenhar para marcá-los. Seja como for, é impossível não se envolver com o clima da disputa e ficar indiferente diante de um evento tão mobilizador quanto uma Copa do Mundo de Futebol.

Para se sair bem em um torneio dessa dimensão é preciso não apenas reconhecer as próprias deficiências — para corrigi-las enquanto há tempo — como, também, olhar para os adversários, ver o que eles têm de melhor e considerar a melhor maneira de lidar com eles. A propósito, uma atitude que — no futebol, na política, nos negócios e nas relações internacionais — não leva ninguém a lugar algum é a de encarar um determinado problema contando apenas com a própria visão sobre ele — sem tentar entender o cenário em profundidade e sem levar em conta o que o outro lado tem a dizer sobre o assunto. Foi o que aconteceu, por exemplo, na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.

“Defender a democracia através da censura é como defender a liberdade através da prisão”

Existe uma contradição perigosa crescendo dentro das democracias modernas 

@IceXTruths 

Todos dizem defender a democracia. 

Todos dizem defender as instituições. 

Todos dizem defender a Constituição. 

Mas basta surgir uma crise política, um adversário incômodo ou uma narrativa considerada perigosa para que apareçam vozes defendendo exatamente o contrário daquilo que afirmam proteger. 

De repente, a liberdade de expressão passa a ser vista como um problema. 

O contraditório passa a ser tratado como ameaça. 

A crítica ao poder passa a ser confundida com ataque à democracia. 

E a censura passa a ser apresentada como instrumento de proteção institucional. 

Fernando Schüler relembra uma das lições mais importantes da tradição liberal: os direitos fundamentais não foram criados para proteger discursos agradáveis. Foram criados justamente para proteger os discursos incômodos, impopulares, ofensivos e perturbadores. Porque, se a liberdade existir apenas para quem concorda com o poder, ela deixa de ser liberdade e passa a ser privilégio. 

Os criadores da democracia moderna compreenderam algo que muitos parecem ter esquecido. Se as regras fundamentais puderem ser relativizadas em nome de uma emergência política, então elas deixam de ser regras e passam a ser ferramentas de conveniência. Hoje a exceção é usada contra um adversário. Amanhã será usada contra qualquer outro grupo considerado inconveniente. 

A história está repleta de exemplos de governos, movimentos e regimes que justificaram restrições de direitos alegando estar salvando a própria democracia. A justificativa muda. O resultado costuma ser o mesmo. 

Toda censura nasce temporária. 

Onde é? Qual o nome? 😉

sábado, 20 de junho de 2026

[Versos de través] A voz dos búzios

Manuel Cândido Pimentel

Os búzios que deixaste abandonados junto da fonte
cantam salmos, lembram-se do mar,
daquela noite na praia das maçãs em que ficamos
num ramo de luar olhando as ondas.
Sintra foi o lugar possível do nosso encontro,
dos nossos beijos e abraços,
do carinho com que trocamos os nossos corpos.
Esse foi o tempo que nos demos.
Esse foi o tempo sem tempo em que fomos.
E fomos um rumor de maçãs
e fomos uvas e vinho e festa
e ânfora antiga roubada aos séculos…
mas tudo cessa…
Acabamos os dois traídos pelo tempo
e calados pela morte.

Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 12-1-2024 

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Tudo me fala 
Sétimo dia da Paixão 
Hoje 
Ausência 
Enquanto a noite for a noite 
Três de João Franco

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Criança é atirada aos crocodilos num jardim zoológico britânico. Polícia encobre identidade do criminoso e toda a gente percebe porquê


Paulo Hasse Paixão

Um menino de três anos foi levado de urgência para o Hospital Addenbrooke’s, em Cambridge, Inglaterra, na quinta-feira, depois de ter sido atirado para um recinto de crocodilos no jardim zoológico Johnsons of Old Hurst, em Cambridgeshire, por um suspeito descrito apenas como um homem de 30 anos oriundo de Norfolk. A criança sofreu ferimentos graves e o seu estado é considerado “crítico, mas estável”.

O criminoso, que a polícia acredita não conhecer o menino, foi detido por suspeita de tentativa de homicídio.

A inspectora da polícia local, Verity McCann, afirmou a propósito da ocorrência:

“Neste momento, estamos a falar com pessoas que estavam no jardim zoológico no momento deste incidente angustiante para compreender melhor as circunstâncias. Acreditamos que o homem detido e a criança não se conheciam. Os polícias estão a prestar apoio à família do rapaz no hospital e os nossos pensamentos estão com eles”. 

O chocante ataque accionou alegadamente uma investigação de largo espsctro por parte dos detectives da Unidade de Crimes Graves da Polícia de Cambridgeshire. O público está, naturalmente, a exigir mais informações sobre o suspeito, além da sua idade e sexo.

As autoridades estão a entrevistar testemunhas que estavam presentes no zoo para melhor compreender as circunstâncias do ataque. O próprio zoo ainda não emitiu um comunicado sobre o incidente, embora os crocodilos que estavam no recinto não tenham sido eutanasiados, segundo os relatos.

[Aparecido rasga o verbo] Marlucia

Aparecido Raimundo de Souza

AS PESSOAS MAIS CHEGADAS a mim e a minha trajetória de vida meio tresloucada, ou melhor, totalmente desvairada e sem nexo, sem o brilho ofuscante e resplandecente da felicidade, me perguntam com certa insistência: quem é Marlucia? Marlucia é uma das muitas mulheres que passaram pela minha vida. Ela não foi a primeira, nem a última, mas elegantemente teve o seu jeito, a sua hora, o seu tempo de convivência.

Nessa passagem pela minha vida, deixou a sua marca indelével, o seu talento inquestionável, a sua ternura, a sua luta tenaz para tentar viver comigo, como as anteriores que cruzaram o meu caminho. As precedentes foram Dalva, com quem tive o primeiro filho, o Eduardo. Depois foi a vez de Carla, que me agraciou com a Narjara.

Mas o foco desse texto é a Marlucia. Conheci essa jovem inimitável logo que me separei de Carla. E diante da minha tristeza, ela me fez voltar a ser feliz outra vez. Me divinizou com a Amanda, e logo adiante, me enalteceu com o sorriso indescritível de Luana Cristina. Sem juízo, depois de alavancar a minha vida, de conseguir tornar real o advento da aquisição da primeira casa (junto com ela) eu a abandonei à própria sorte.

Belo dia, do nada, sem aviso, meti o pé na estrada. Fui embora para Porto Alegre, com outra mulher deixando Marlucia e as duas meninas entregues aos reveses da própria sorte. O tempo de ausência ao qual dei causa, foi muito grande. Levado pela estupidez da maldição de não ter a cabeça no lugar, nem tentar aquietar meus ímpetos, quando voltei, tudo havia se desfigurado para uma transmutação sem o antídoto cordial com ares benfazejos para uma acomodação harmoniosa.

Embora as crianças (notadamente a Amanda) nunca tenha me esquecido, apesar da ausência prolongada e sentida, quando atinei em dar os ares da graça, revolvendo os tempos dos idos de outrora, a miudinha não me rejeitou. Me amou sem a pecha da rejeição ou da esquives. Luana, entretanto, foi a mais afetada. Seguiu pelas asperezas dos enjeitamentos. Durou pouco para me aceitar como o pai safado que havia voltado das sombras.

Vasco anuncia saída de Renato Gaúcho

Vasco da Gama anunciou a saída de Renato Gaúcho em comum acordo. Técnico deixa o Clube durante a pausa para a Copa do Mundo

França Fernandes 

O Vasco anunciou na noite desta quinta-feira a saída de Renato Gaúcho do comando da equipe profissional. Com isso, chega ao fim a terceira passagem do treinador pelo clube. A decisão ocorre durante a pausa para a Copa do Mundo, período considerado estratégico para mudanças no planejamento do futebol. 

Foto: André Durão

A definição acontece após semanas de pressão nos bastidores. Mais cedo, foi noticiado que Renato Gaúcho corria risco de demissão e que a diretoria já discutia seu futuro. Ao mesmo tempo, os resultados no Campeonato Brasileiro aumentavam a preocupação dos dirigentes. Diante desse cenário, a permanência do treinador passou a ser avaliada internamente.

Além dos resultados, o técnico enfrentava desgaste com parte do elenco. Alguns jogadores não aprovaram declarações feitas por Renato em entrevistas coletivas. Em especial, houve incômodo com a exposição pública de questões internas do grupo. Anteriormente, comentários sobre a adaptação de atletas colombianos já haviam provocado desconforto nos bastidores e gerado desgaste com Marino Hinestroza. 

Nota oficial do Vasco

O Vasco da Gama informa que Renato Gaúcho não é mais o treinador da equipe profissional. A decisão foi tomada em comum acordo entre as partes. O Vasco agradece ao técnico e sua comissão pelos serviços prestados durante sua terceira passagem pelo clube e deseja sucesso na continuidade de suas carreiras.

Sinceramente, há algo que nunca vou conseguir perceber nos portugueses...

Sergio Morais

Portugal empata o primeiro jogo do Mundial e, em poucos minutos, já se procura um culpado. E, como quase sempre acontece, o nome escolhido é Cristiano Ronaldo

Mas alguém viu o jogo?

O Bruno Fernandes apareceu? O Bernardo Silva apareceu? O Vitinha apareceu? O Nuno Mendes apareceu? O Cancelo apareceu? A equipa, no seu todo, esteve ao nível que todos esperávamos? 

Portugal teve mais posse de bola, mais qualidade individual e mais talento, mas produziu muito menos do que devia. Então a responsabilidade é apenas de um jogador de 41 anos?

Podemos discutir as opções de Roberto Martínez. Podemos questionar por que não entrou mais cedo um Rafael Leão ou um Francisco Conceição, jogadores capazes de desequilibrar no um para um, acelerar o jogo e criar situações de perigo. Podemos criticar a falta de intensidade, a falta de criatividade e a forma como a equipa deixou de controlar o jogo em vários momentos.

Mas transformar Cristiano Ronaldo no bode expiatório de tudo o que corre menos bem já se tornou um hábito nacional.

Curiosamente, quando ganha, ganha a equipa. Quando perde ou empata, a culpa é do Cristiano.

E já agora, sejamos honestos...

Ainda antes de a bola começar a rolar, já uma parte da imprensa portuguesa andava à procura de problemas onde eles nem sequer existiam.

Durante dias falou-se mais do Cristiano Ronaldo do que da própria Seleção. Uns questionavam se devia ser titular, outros se devia continuar a ser convocado. Ao mesmo tempo surgiam notícias sobre o eventual futuro de Roberto Martínez depois do Mundial, como se estivéssemos a preparar um funeral antes de começar a festa.

18-6-2026: Oeste sem filtro – Jaques Wagner exposto: Caso Master chega ao coração do PT

No programa de hoje, trazemos todos os detalhes da megaoperação da Polícia Federal que pegou o governo de surpresa e colocou o Senador Jaques Wagner (PT) [foto] no centro de um escândalo milionário envolvendo propina e dólares em espécie. Como fica o governo Lula? 


⚖️ E o cerco internacional se fechando: Alexandre de Moraes sofre duras derrotas com a aprovação na Câmara que anula R$ 7 bilhões em multas aos caminhoneiros, e um pedido de julgamento à revelia nos EUA movido pelas gigantes Trump Media e Rumble! 

Ainda falaremos sobre a farra internacional: os gastos e os dias de Janja e Lula fora do Brasil, a manobra do Bolsa Família em ano eleitoral, a defesa de Bolsonaro sobre sua arma de fogo, e o pacote de Flávio Bolsonaro após declarar que o "PT da Bahia foi implodido". 

#JaquesWagner #AlexandreDeMoraes #PoliciaFederal #Bolsonaro #NoticiasDaPolitica #STF #Lula #AoVivo  #Governo  #NoticiasDoDia  

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Prefeitura do Rio demole castelo de areia de 30 anos na Praia do Pepê, na Barra da Tijuca

Ação foi encabeçada pela vereadora Talita Galhardo. Estrutura considerada irregular apresentava risco de desabamento e era usada como moradia

Mateus Aguiar

Nesta terça-feira (16/6), A prefeitura do Rio demoliu o tradicional castelo de areia da Praia do Pepê, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste da cidade. A ação foi realizada com apoio da vereadora Talita Galhardo (PSDB).

A estrutura, que se tornou um ponto conhecido da orla ao longo de três décadas, foi removida por equipes municipais após ser considerada irregular e apresentar riscos à segurança.

Esta foi a segunda demolição realizada pela prefeitura. Em março, uma primeira ação já havia sido feita após a identificação de objetos perfurantes e cortantes, como facas e serras, e materiais incompatíveis com uma construção de areia, como plástico e cimento. Apesar da intervenção, o castelinho voltou a ser erguido no local e acabou sendo novamente demolido. Outros artefatos, como geladeira velha e cilindro de gás também foram encontrados no interior do castelo de areia.

Em contato com o DIÁRIO DO RIO, a vereadora Talita disse que agiu junto à Comlurb para a demolição do castelo de areia devido a quantidade de sujeira e perigo que o local apresentava.

“Eu passei de manhã e vi que estava ainda mais sujo, saltei do carro, fiquei revoltada com a imundice que vi e chamei a Comlurb. Eu mesma pesquisei que não tinha autorização pra aquela imundice (de arte não tinha nada), ajudei algumas horas tirando lixo para não expor tanto os garis porque o sujeito (“dono” do castelo de areia) não queria que jogasse nada fora.”, disse a vereadora.

Cette condamnation ne nous fera pas taire

Chers amis,

Je souhaite vous informer d’une décision judiciaire qui me concerne directement et qui marque, selon moi, un tournant extrêmement préoccupant pour la liberté d’enquêter et de publier en France.

Je viens d’être condamné à six mois de prison avec sursis et 30.000 euros d’amende et de dommages et intérêts à la suite d’une enquête publiée par Frontières sur le business de l’immigration et, notamment, sur le rôle de certains acteurs du droit des étrangers dans le système migratoire. 

Cette décision est d’autant plus incompréhensible que nous n’avons jamais été condamnés pour diffamation dans cette affaire. Face à notre enquête, de nombreuses plaintes ont été déposées. Nous avons remporté les procédures engagées sur le terrain du droit de la presse.

Pourtant, certains ont choisi une autre voie en s’appuyant sur la loi dite « Samuel Paty », un texte conçu à l’origine pour lutter contre les campagnes de haine ayant conduit à l’assassinat d’un enseignant.

AUJOURD’HUI, CETTE LOI EST UTILISÉE CONTRE UN JOURNALISTE POUR SON TRAVAIL D’ENQUÊTE.

Je considère cette décision comme une grave dérive. Car si publier une enquête documentée sur un sujet d’intérêt public peut conduire à une condamnation pénale, alors c’est la capacité même des journalistes à enquêter sur certains sujets sensibles qui est remise en cause.

Mais uma prova do colapso da Justiça brasileira

e da sua transformação no principal mecanismo de repressão política do regime

Leandro Ruschel 

Eduardo Bolsonaro foi ao exterior denunciar o regime. Da mesma forma que os aliados de Lula foram ao exterior denunciar o que consideravam uma perseguição ao então ex-presidente. Nenhum político esquerdista foi investigado, muito menos condenado pelas denúncias no exterior. Ainda há a diferença: Lula não foi perseguido, foi condenado no maior caso de corrupção da história, tendo sido descondenado pelo Supremo, que agora persegue a direita. 

Nas conversas reveladas pela Folha, extraídas do celular do ex-diretor do TSE, Eduardo Tagliaferro, trocadas com um juiz auxiliar de Moraes no TSE, veio a ordem: “Ele quer pegar o Eduardo Bolsonaro”. 

Em qualquer país civilizado, sob a vigência do Estado de Direito, tal revelação já seria suficiente para gerar a suspeição de Moraes no caso. 

Mas é muito pior do que isso. Moraes e os outros ministros são parte interessada no processo, visto que as acusações de Eduardo às autoridades americanas levaram à imposição de sanções, como a perda de vistos e a Lei Magnitsky. 

Vale lembrar que, há poucos dias, a última instância do Judiciário da Itália anulou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli justamente pelo fato de Moraes ter atuado na sua condenação como vítima e juiz, o que a corte italiana chamou de “macroscópica violação” do direito de defesa. 

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[Daqui e Dali] Onde se fala de Maria e dos lobos que vivem no templo

Humberto Pinho da Silva

Estando em Viana do Castelo em veraneio, assisti a curiosa e instrutiva homilia. O sacerdote tentava explicar, cautelosamente, que Maria é uma só, a Mãe de Jesus.

As invocações, os santuários, festas e romarias a Nossa Senhora de..., não significam que haja várias, mas uma com diversas denominações.

Escuto agora, após a monumental peregrinação a Fátima, dizer "Tenho muita devoção a nossa Senhora de Fátima!"

2-6-2026, foto: JP

Saberá, quem o disse, que deveria dizer “Sou devoto de Maria”, seja a de Fátima, de Lourdes, Aparecida ou do Brasil.

Muitos asseveram: que prestam culto a Nossa Senhora. Orar a Maria presta-se adoração, pela santidade e por ser a Mãe de Jesus.

A Veneração a santos, não a imagens, melhor seria aos contemporâneos, expor só fotografias. A veneração aos santos, chamamos dulia; à Mãe de Jesus, hiperdulia.

Devemos evangelizar os infiéis e cristianizar os cristãos, para serem profetas esclarecidos e aptos a diferenciarem o trigo do joio: dos que se servem do ambão para tosquiarem as ovelhas, e dos que se servem do púlpito para servir o Senhor.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Condenação de Eduardo Bolsonaro: Nota do Senador Rogério Marinho



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Pichador, pra mim é a pior raça que tem 😡 
12-6-2026: Oeste sem filtro – PF rejeita segunda proposta de delação de Vorcaro Moraes é desmoralizado em decisão na Itália sobre Zambelli

O caso das bandeiras (outra vez)

João Távora 

A devolução ao Parlamento, sem promulgação, do decreto sobre as regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos, pelo Presidente da República, António José Seguro, deve levar-nos a refletir. Nada como fazê-lo num dia em que joga a Seleção.

Num tempo em que a coesão social europeia está sob ameaça — devido à difícil integração dos imigrantes, à complexidade do controlo dos fluxos migratórios e a uma profunda crise demográfica —, os símbolos nacionais e os valores culturais e religiosos que contrariem a fragmentação e sustentem o nosso chão comum tornam-se ainda mais prementes.

O decreto aprovado pela AD seguia precisamente essa orientação. Importa salvaguardar a “sacralidade” desses espaços públicos, assegurando que as bandeiras aí hasteadas se limitem a uma simbologia agregadora e unificadora — como, por natureza, se espera de uma bandeira nacional. Dar lugar, nesses edifícios, a bandeiras de “causas”, intrinsecamente sectárias ou partidárias, por mais legítimas que se apresentem, seria mais um erro a somar ao relativismo que expõe a cultura ocidental à fragmentação e ao excesso de “diversidade”.

Motociclista provoca incêndio em posto de combustíveis na Freguesia

Motivação seria uma alegação que a gasolina estava adulterada; ação é um crime com pena de três a seis anos de prisão

Romulo Cunha


Um motociclista provocou um incêndio num posto de combustíveis, na tarde desta terça-feira (16), na Freguesia, na Zona Sudoeste. A motivação do ato seria uma alegação que a gasolina estava adulterada. Não houve registro de vítimas.

O caso aconteceu em um estabelecimento na Praça Professora Camisão, na Estrada dos Três Rios. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o autor enchendo um galão de combustíveis em uma das bombas. Depois, ele espalha o líquido e, com um isqueiro, incendeia o espaço.

Funcionários e clientes correram desesperados com o risco do fogo se propagar e atingir uma bomba, o que poderia gerar uma explosão. Toda a cena foi gravada por um segundo homem, que ria da ação do colega e debochava das reclamações.

Veja o vídeo:

16-6-2026: Oeste sem filtro – Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin condenam Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão


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ASSUNTOS DESTE PROGRAMA:
 

Lula e Trump no G7: A foto oficial, o clima pesado, a falta de cumprimentos e o encontro de Lula com o premiê do Japão sobre o Mercosul. 

O embate Eduardo Bolsonaro x Alexandre de Moraes: Eduardo pede ajuda a Trump para retomar sanções contra Moraes antes de seu julgamento no STF por coação. 

Ultimato a Jair Bolsonaro: Moraes dá 24 horas para o ex-presidente explicar posse de arma de fogo durante prisão domiciliar. 

STF e as Eleições: A ala do Supremo que se prepara para atuar como revisora do TSE e a posição de Kassio Nunes Marques. 

Guerra da Informação: Redes sociais superam de vez a mídia tradicional como principal fonte de informação. AGU pede à justiça dos EUA o fim da ação do Rumble contra Moraes. 

Giro Policial e Jurídico: EUA prendem ex-chefe do PCC e CV; Gilmar Mendes e a Segunda Turma do STF julgam prisões no caso Vorcaro após ameaças pesadas. 

[Quadro da Quarta] Maria Antonieta levada para o Cadafalso

William Hamilton, 1794

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Romeu e Julieta
Henry Fielding (* 22-4-1707 – † 8-10-1754)
The Orphan; or The Unhappy Marriage
Descobrimento do Brasil
Jeune fille et Licorne
La Promenade

terça-feira, 16 de junho de 2026

Moraes impede acesso aos autos à defesa de Marcelo Conde

Advogado sustenta que falta de acesso ao processo compromete o exercício da ampla defesa e questiona condução do inquérito

Altair Alves

A defesa do empresário Marcelo Conde [foto], acusado pelo Ministro Alexandre de Moraes no inquérito das fake news, aguarda há mais de 60 dias acesso aos autos e conhecimento das medidas judiciais determinadas contra ele. 

Marcelo Conde foi alvo de busca e apreensão em 1 de abril e declarado suposto foragido, porém, ele se apresentou espontaneamente às autoridades espanholas.

A defesa no Brasil, comandada pelo Advogado Antonio Pitombo, tenta sem sucesso, com o gabinete do Ministro Moraes, o acesso aos autos, para poder preparar a defesa, garantia constitucional mais uma vez descumprida. O que estranha a defesa foi o ofício, recebido em 13 de maio, datado de 8 de abril, em que o ministro Moraes teria autorizado acesso, o que nunca ocorreu na realidade.

“Este caso se soma a vários outros em que o Ministro Moraes acumula papeis e funções, o que dificulta o conhecimento de autos de investigação e de medidas constritivas contra investigados, em prejuízo à ampla defesa“, afirmou Pitombo.

Entenda o caso

Filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, Marcelo Conde é acusado de ter financiado um esquema para acessar dados sigilosos de ministros da Suprema Corte Brasileira, incluindo dados fiscais da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, além de outros contribuintes e autoridades. Com a iniciativa de apresentar às autoridades da Espanha, Conde passou a responder ao processo desde o exterior em liberdade.

Depois de Zambelli, a Itália julgará um caso ainda mais embaraçoso para o regime brasileiro

O caso de Tagliaferro é ainda mais escabroso que o de Carla Zambelli: ele é acusado de "tentativa de golpe" justamente por denunciar supostas irregularidades cometidas sob a gestão de Moraes no TSE


Leandro Ruschel 

Tagliaferro chefiou a orwelliana Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), do TSE, e denunciou que o órgão teria virado uma central de censura à direita. As demandas por "fake news" partiriam do próprio gabinete de Moraes no Supremo, repassadas por seu juiz instrutor, e não eram anônimas, como propagava o tribunal. Quando ele não achou justificativa para censurar a Revista Oeste, mandaram-no "usar a criatividade". 

Vale lembrar quem alimentava a engrenagem. Segundo Tagliaferro, parte das denúncias que viravam censura à direita partia de colaboradores informais e militantes ligados à esquerda, de universidades e de organizações de "checagem". Na prática, o regime terceirizava a caça aos opositores para a própria militância. 

No Senado, ele revelou ainda um grupo informal de WhatsApp, o "Atos Antidemocráticos", que reunia servidores do TSE e a Polícia Federal para identificar manifestantes do 8 de janeiro cruzando imagens com o banco biométrico de eleitores. E acusou Moraes de combinar alvos com o PGR Paulo Gonet, montando relatórios com datas retroativas para justificar operações já feitas.