sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Frente fria chega ao Rio, e cidade entra em estágio de mobilização

Tempo fica instável no fim de semana e há previsão de chuvas isoladas

Marina Burck

A frente fria chegou à cidade do Rio de Janeiro e, segundo o Alerta Rio, sistema que avisa sobre chuvas intensas e possibilidade de deslizamentos em encostas do município, núcleos de chuva se formaram sobre o município. Às 6h20 desta sexta-feira (19), a cidade entrou em estágio de mobilização por causa das condições do tempo.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), foram registradas rajadas de ventos fortes (com intensidade entre 52 km/h e 76 km/h) durante a manhã e a tarde. A ventania chegou a 88,2 km/h no Forte de Copacabana, zona sul da cidade, no período da manhã. A velocidade é considerada muito forte pelo Alerta Rio quando os ventos passam de 76 km/h e podem derrubar árvores e causar danos em residências.

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR) explica que há cinco níveis de estágios operacionais, que servem para sinalizar a gravidade de acontecimentos e orientar a população sobre como agir em situações de emergência. Os níveis são de normalidade, mobilização, atenção, alerta e crise.

A democracia caolha do ‘11 de agosto’

Disseram que estavam fazendo uma manifestação em favor da “democracia”; era um evento em favor da candidatura Lula, e atraiu o mesmo público que atraem os comícios do ex-presidente

Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock/Freepik

J. R. Guzzo

Deveria ser, pelo que garantiam os formadores de opinião, os grão-duques da “análise política” e os peritos em nos dizer o que o povo está pensando a cada minuto, um momento decisivo na história das “lutas populares” neste país — a hora em que as massas, a uma só voz, se levantariam em defesa do ministro Alexandre de Moraes, das urnas eletrônicas e da volta de Lula à Presidência da República. Acabou sendo, no mundo dos fatos concretos, apenas mais um daqueles arranques penosos de cachorro atropelado, como diria Nelson Rodrigues — uma coisa sem graça, sem vigor e sem esperança. Chegaram a dizer, num surto de empolgação, que desta vez “o Bolsonaro” tinha ido longe demais com seus “ataques” ao sistema de apuração das eleições; desafiou a “sociedade civil”, e com a “sociedade civil” não se brinca. A resposta do povo seria a manifestação monumental em frente à Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, no dia 11 de agosto, para a leitura da “Carta aos Brasileiros em Defesa da Democracia”. No fim, foi um fracasso miserável.

A manifestação de massa não tinha massa; não chegou a ocupar nem o modesto Largo de São Francisco, onde já não cabe muita gente, e ainda menos qualquer das ruas vizinhas. Não havia um único trabalhador de verdade para representar a classe operária. Nos muros da faculdade eram exibidos cartazes de protesto contra a “fome” e o “racismo”. Os peixes gordos foram admitidos dentro do prédio — as caras mais conhecidas, os advogados penais que cobram caro para defender ladrão, os empresários socialistas e mais do mesmo. O resto ficou de fora, no frio e na chuvinha. “Voltei pessimista do Largo de São Francisco”, lamentou uma personalidade das classes culturais anti-Bolsonaro presentes no evento. “Pouquíssima gente, pouquíssimos jovens, os mesmos intelectuais de ideias mofadas de sempre, zero vibração.” Foi um resumo realista — em contraste com a visão geral da mídia, que continuou fiel à crença de que a carta “em defesa da democracia” tinha sido uma segunda chegada do homem à lua.

O Brasil, para dar um exemplo, tem 156 milhões de eleitores; a “carta” representa uns 0,2% disso

A carta, segundo disse no ar uma jornalista da televisão, teve 300 e tantas mil assinaturas, o que lhe pareceu algo francamente excepcional, pelo seu tom de voz, a ênfase em anunciar cada algarismo da cifra e o semblante de espanto diante do que lhe pareceu a imensidão do número anunciado. (Pelo menos uma das assinaturas, a do empresário Paulo Skaf, foi falsificada. Será que foi só uma?) E daí, se foram mesmo essas 300.000? Não é nada de mais — é apenas, de novo, a velha dificuldade da imprensa para lidar com elementos rudimentares do senso de proporção. O Brasil, para dar um exemplo, tem 156 milhões de eleitores; a “carta” representa uns 0,2% disso. O abaixo-assinado pedindo para o Senado julgar o impeachment do ministro Moraes já tem 3 milhões de assinaturas, ou dez vezes mais — e por aí vamos, na permanente operação de retirada que o jornalismo nacional executa sempre que encontra números pela frente. É o mesmo estado de espírito que leva às manifestações de negacionismo diante da queda no preço dos combustíveis.

A criminalização da opinião

Diretor de redação do Correio da Manhã, Cláudio Magnavita, defende o direito de opinião e reclama do perigoso patrulhamento

Uma publicação na coluna do conceituado jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, apontou que empresários defendiam “um golpe” no caso da eleição do presidente do PT. Rigorosa na apuração, a coluna procurou ouvir as duas partes. Erra a matéria na chamada sensacionalista ao sugerir que os empresários estavam em conluio contra o regime democrático. Pelo contrário, estavam exatamente exercendo o direito democrático de opinião em um grupo fechado, o qual aquela coluna diz ter acompanhado durante semanas.

Existe até hoje no Brasil uma espécie de “mea culpa” por ser de direita. As manifestações de opinião e posições políticas só são válidas para a esquerda. Quem está mais à direita ou ao centro sofre policiamento constante e ataques por qualquer posição mais pública.

O caso em tela revela a posição pessoal de dirigentes empresariais, e não de suas empresas ou dos seus negócios, muitos deles florescidos no governo do PT ou do PSDB. Apoiar Jair Bolsonaro ou um outro candidato mais à direita não é pecado. Ter repulsa a um governo que pilotou o maior escândalo de corrupção planetária, o da Petrobras, também não é pecado.

Como também não é pecado ser empresário, como a grande parte dos jornalistas militantes da esquerda tenta carimbar. O próprio site Metrópoles pertence ao exitoso empresário do ramo imobiliário, o ex-senador Luiz Estevão, e que investe pesado nesta mídia on-line, pagando rigorosamente em dia os melhores salários da imprensa brasileira. Graças a este empresário, que já teve engajamento político, muitos colegas estão empregados em um setor em crise.

Ukraine : la guerre, et après ? - JT du vendredi 19 août 2022

Bienvenue dans cette dernière édition de la semaine, vous avez été plus de 70 000 à suivre quotidiennement ce journal jusqu’à ce vendredi.

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A la une de notre actualité aujourd’hui : la guerre d’Ukraine et après ?

Six mois après l’invasion russe se dessine peu à peu un nouvel équilibre international. 

Fuites, sabotages, canicule, nous évoquerons ensuite la guerre de l’eau qui frappe la France. 

Chaîne officielle TVLibertés, 19-8-2022

[Aparecido rasga o verbo] Arcanjo renegado

Aparecido Raimundo de Souza 

VOCÊ CHEGOU até aqui, não sei vinda de onde, ou a mando de quem. Sei apenas que apareceu do nada, a procura de uma vaga de emprego. Deixou um currículo simples sobre a minha mesa, com foto, telefone de residência, celular, três pessoas conhecidas para discorrerem sobre o seu caráter. Enfim, um portfólio simples, resumido, com os acessórios necessários para um contato posterior, caso eu optasse por eleger o seu nome ao cargo vago na empresa da qual exatos vinte anos tenho sido o insubstituível diretor de recursos humanos. Aconteceu que junto com a pequena apresentação por você trazida, veio algo mais forte embutido no contexto. Na verdade, de roldão, caiu de dentro do envelope rosa, um elo forte, mais robusto que a sua própria vontade de querer trabalhar. 

Diria que junto com aquela folha de papel, um perfume inebriante (cuja essência entrou pela sala) se fez mais fornido. Grudou nas paredes. Em contínuo, aderiu aos quadros, se anexou aos móveis e, deles, partiu direto se “adjuntando” para dentro de mim, indo, por consequência, se alojar sorrateiro num lugarzinho secreto existente em meu âmago e também no centro nevrálgico do meu coração. Você deixou, melhor dito, não deixou... ficaram de você, pedacinhos de sua beleza entrelaçados com estilhaços do seu carisma. Igualmente fragmentos de sorrisos bonitos e indescritíveis permaneceram gravados na minha retina. De contrapeso, um mistério bucólico se projetou no ar, e junto, um segredo perene, um mimo cresceu imensamente a partir do momento em que, dado por encerrada a entrevista, você se levantou, me desejou um bom dia, sorriu brejeira e maviosa. 

Em seguida, a sua beleza ímpar virou as costas e foi embora. Partiu, e quando me dei conta, percebi que o calor abrasante da sua presença havia se incrustrado em minhas entranhas. O seu cheiro de mulher se fez retido no HD da minha memória. E não foi só. O seu cheiro de fêmea à flor do cio, persistiu veemente, e, logo em seguida, se propagou ensandecendo o meu franzino de homem literalmente esfanicado. A sua voz, ainda agora, tanto tempo passado, ouço, serena e calma, tranquila e deliciosa, “caliente” e fagueira nos meus sonhos, de onde, aliás, nunca mais consegui apagar. Digo tudo o que me vai na alma, nesse exato momento e, tal fato, jogado no ar, assim abertamente, tem o condão de extravasar de dentro da alma o que antes se fez convicção, porque depois daquela despedida, algo inusitado mudou os destinos e os rumos da minha vidinha pacata. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Com ágio de 231%, grupo espanhol leva Congonhas e mais 10 terminais em leilão de aeroportos

Célio Yano

O grupo espanhol Aena Desarollo International arrematou o bloco de 11 aeroportos que inclui Congonhas (SP) no leilão da 7ª rodada de concessões de terminais aéreos realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta quarta-feira (18).

Já responsável pela administração de seis aeroportos no Nordeste – Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PA), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PA) –, a empresa foi a única a apresentar proposta para o bloco, com lance de R$ 2,45 bilhões, um ágio de 231% em relação ao mínimo exigido de R$ 740,13 milhões.

Além de Congonhas, o grupo passará a administrar pelos próximos 30 anos os aeroportos de Campo Grande (MS), Corumbá (MS), Ponta Porã (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Paraupebas (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Montes Claros (MG) e Uberaba (MG).

“Este é um dia muito especial para a Aena. Estamos muito felizes de estar aqui hoje”, disse a diretora da Aena, Marian Rublo, na cerimônia de batida de martelo.

O grupo espanhol Aena Desarollo International arrematou o bloco de 11 aeroportos que inclui Congonhas (SP) no leilão da 7ª rodada de concessões de terminais aéreos realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta quarta-feira (18).

Já responsável pela administração de seis aeroportos no Nordeste – Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PA), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PA) –, a empresa foi a única a apresentar proposta para o bloco, com lance de R$ 2,45 bilhões, um ágio de 231% em relação ao mínimo exigido de R$ 740,13 milhões.

Além de Congonhas, o grupo passará a administrar pelos próximos 30 anos os aeroportos de Campo Grande (MS), Corumbá (MS), Ponta Porã (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Paraupebas (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Montes Claros (MG) e Uberaba (MG).

O Drama Argentino: homens e crianças vasculham o maior lixão a céu aberto do país

População busca encontrar algo para revender em um bairro de classe média da capital

A Argentina já foi um dos países mais ricos do mundo, mas não consegue mudar o cenário de pobreza que atinge a população. Pelas ruas do país, milhares de catadores disputam papelão, plástico e vidro. Já no maior lixão a céu aberto do país, homens e crianças vasculham o que foi descartado para vender em um bairro de classe média de Buenos Aires.

Título e Texto: Jornal da Record, 17-8-2022

Brasil deve diminuir número de pessoas na extrema pobreza ainda em 2022, diz IPEA

A queda pode ter relação com a ampliação de benefícios sociais e integração com o mercado de trabalho

JR NA TV

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgou dados animadores nesta quarta (17). O Brasil deve diminuir o número de pessoas na extrema pobreza até o fim deste ano, ao contrário do que tem sido registrado na maior parte do mundo.

Segundo o IPEA, o percentual de brasileiros que vivem em condições críticas cairá de 5,1% para 4,1% até o fim do ano. Em 2021, 6% dos brasileiros estavam na condição de extrema pobreza. 

JR NA TV, 17-8-2022, 22h23

BANNED! YouTube's OFFICIAL Election Interference on Full Display! GUEST: Kari Lake

Steven Crowder

YouTube suspended this show over our Kari Lake interview. So, you know what? We're interviewing her AGAIN! Because f*ck YouTube. It's not just us. Big Tech and the Biden Admin are coming after Libs of TikTok, people who don't like the IRS, and anyone who posts a criticism of Biden on Facebook. Buckle up, because it's time to FIGHT LIKE HELL! #KariLak #2022Midterms #FBI

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Steven Crowder, Published August 18, 2022 

[Daqui e Dali] A crítica e os críticos

Humberto Pinho da Silva

Meu pai era jornalista. Às sextas-feiras, publicava a seção “Apontamentos“, no “O Comércio do Porto”. Certa vez, jovem liceal – assíduo leitor, – escreveu-lhe interrogando: "Por que emprega pontuação, que meu professor de português, considera imprecisa?"

Respondeu-lhe, mais ou menos, deste modo: "Cada qual tem seu estilo, escreve, muitas vezes de modo que o gramático taxa abstruso." Como os textos de Saramago, digo eu.

Antero de Quental considerava, que se devia escrever com simplicidade e clareza. Ter estilo, a seu parecer, é descobrir ideias. Não ter estilo, é nada dizer, encher de palavras folhas de papel...

Geralmente quem critica, exceto o critico honesto, move-se pela inveja. Dizia Cruz Malpique, em 1991: "A crítica entre nós, é a impressão escrita sobre o joelho, com a pressa de quem vai salvar o pai, da forca; escrita por amizade, ou por antipatia; nem sim nem sopas; a de ajustes de contas (agora é que ele vai saber de que força é o filho de meu pai!); a de ciúmes recalcados..."

Helena Sacadura Cabral, teve parecer semelhante, no "Diário de Notícias": " Em Portugal há uma longa tradição de murmúrio. De inveja. De cobiça. E de preguiça também. Os valores raramente são reconhecidos, e os mais inteligentes constituem o pasto ideal para calúnia."

Quantas vezes o sucesso do escritor não é devido, também, à ideologia que professa?

O pacote de ameaças de Moraes

O discurso de posse do novo presidente do 'tribunal eleitoral' é um dos grandes momentos dessa corrida para a escuridão

J. R. Guzzo

Não poderia haver retrato mais fiel do Brasil desfigurado que o Poder Judiciário construiu durante esses últimos anos do que a cerimônia de posse no novo presidente do TSE — essa aberração que faz das eleições brasileiras um problema de justiça, ou um caso de polícia. As eleições para presidente, numa República, deveriam ser um momento de celebração da democracia. No Brasil de hoje, é ocasião para o TRE, autoridade que se apresenta como a dona do processo eleitoral, fazer um pacote de ameaças — o mais importante, nas eleições do Brasil de hoje, não é o exercício do direito de voto pelo eleitor, e sim o que está proibido de se fazer na campanha, e as punições para quem desagradar os juízes do jogo. É pura e simples inversão de valores, direto na veia.

Foto: Cláudio Marques/Estadão Conteúdo

O discurso de posse do novo presidente do “tribunal eleitoral” é um dos grandes momentos dessa corrida para a escuridão. Fala em “liberdade” durante um segundo — a partir dali, começa a denunciar o “mau uso” da liberdade, dizer quando ela não pode ser utilizada e ameaçar quem exercer os seus direitos de alguma forma que o TSE não admita. O presidente, no ponto que mais chamou atenção em sua fala, informou ao público que vai ser “implacável” na repressão aos que, em seu julgamento, não obedecerem às ordens do tribunal para a campanha. É isso: o que importa não é o direito de escolher o novo presidente da República, mas o que está proibido para os candidatos e os eleitores fazerem. Nada parece obcecar mais os juízes da eleição, nesse particular, do que a sua ideia fixa com as fake news, assim mesmo em inglês, ou notícias falsas.

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Coppolla responde à Revista Piauí, Folha e repórter Ana Clara Costa

Les français, sont-ils des moutons?

Anvisa aprova fim da obrigatoriedade de máscaras em aviões

Equipamento passará apenas a ser recomendado nos voos

Wellton Máximo

Depois de mais de dois anos, as máscaras deixarão de ser exigidas nos aviões e nos aeroportos. Por unanimidade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (17) o fim da exigência do equipamento de proteção em voos no Brasil.

Apesar do fim da obrigatoriedade, as máscaras faciais e o distanciamento social continuarão a ser recomendados como medidas para minimizar o risco de transmissão da covid-19. A medida foi aprovada pelos cinco diretores da agência: Alex Machado Campos, que foi o relator; Daniel Pereira; Rômison Rodrigues Mota; Meiruze Sousa Freitas e Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa.

Mesmo com o fim da obrigatoriedade das máscaras, uma série de protocolos em vigor desde o início da pandemia de covid-19 foi mantida. Os aeroportos e as companhias aéreas continuarão a cumprir as seguintes medidas:

        disponibilização de álcool em gel

     avisos sonoros com adaptações, recomendando o uso de máscaras, especialmente por pessoas vulneráveis

        procedimentos de limpeza e desinfecção contínuas

        sistemas de climatização

        desembarque por fileiras

Em documento, a Anvisa informou que o cenário epidemiológico atual permite que algumas medidas sanitárias tomadas em 2020 sejam atualizadas, como o uso obrigatório das máscaras. “Diante do atual cenário, o uso de máscaras, adotado até então como medida de saúde coletiva, é convertido em medida de proteção individual”, destacou a Anvisa.

Liberdade de ofender

Telmo Azevedo Fernandes

Em 1989 o sinistro Ayatollah Khomeini do Irão anunciou ao mundo a sentença de morte para Salman Rushdie por este ter escrito um livro considerado ofensivo do Islão. O líder religioso supremo da altura mandatou qualquer fiel para a execução da pena em qualquer altura e em qualquer lugar. Assim, há dias, trinta e três anos depois, Salman Rushdie escapou por pouco à morte em consequência de um infame ataque perpetrado por um zelota islâmico.

Mas o mundo e o nosso país está hoje cheio, cheiinho de ayatollahs. Os actuais Khomeini têm Silva, Santos, Ferreira, Costa ou outro qualquer apelido. Os fundamentalistas dos nossos dias chamam-se Afonso, Benedita, Martim, Guilherme ou Carolina.

Hoje, o livro de Rushdie “Versículos Satânicos” nem sequer teria qualquer hipótese de ser publicado. Os editores têm agora por prática a auto-censura e não publicam livros que considerem ter certas palavras indizíveis nem obras que temam possam ferir sentimentos de algum sector mais sensível da sociedade.

Os órgãos de comunicação social têm medo de usar termos que não sejam politicamente-correctos. Nas universidades os professores são coagidos a adoptar um discurso que os maluquinhos activistas raciais, do feminismo, da igualdade de género ou das emergências climáticas considerem próprio.  As redes sociais estão pejadas de trupes e gangs sempre à espreita de denunciar aqueles que têm ideias desalinhadas ou que não se submetem à ideologia progressista. Apela-se à censura e tudo se classifica como discurso de ódio. Na nossa Assembleia da República os deputados aprovam leis e regulamentos travestidos de virtude, mas que na prática pretendem limitar a liberdade de expressão.

Como a CPI acabou, senadores querem levar o circo ao Supremo

Alexandre Garcia

Sete senadores da CPI do circo oficiaram à ministra Rosa Weber, do Supremo, um pedido para que o STF não arquive as denúncias que a CPI do circo fez contra Bolsonaro. Isso porque o Supremo sempre pede a opinião do Ministério Público, que é quem acusa, mas a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, que é a número dois da PGR, respondeu dizendo que não achou nada para denunciar Bolsonaro, que não há o menor indício de crime. Aí os senadores, que eu imagino que sejam Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues, Omar Aziz, Otto Alencar, que já conhecemos lá daquela CPI – e ela foi ótima para conhecermos essas pessoas –, disseram que é a procuradora que tem de ser investigada, porque ela estaria protegendo presidente, dizendo que não há provas.

Randolfe Rodrigues, Omar Aziz e Renan Calheiros (da esquerda para a direita) na CPI da Covid.Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Então eu lembro que acabei de ver uma declaração do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, dizendo que aqueles que impediram o tratamento, e ao impedirem levaram à morte milhares de pessoas, têm de ser punidos. E que a punição chegue, ainda mais agora que temos a manifestação de Harvard a respeito do tratamento precoce. Já tínhamos a prova do tratamento lá em Itajaí, com a doutora Lucy Kerr, 92% de resultado, e mesmo assim impediram. Os meios de comunicação também disseram que não havia tratamento. Para que enganar as pessoas? Vejam a quantidade de vidas que poderiam ser salvas, esses senadores da CPI deveriam estar preocupados com isso, com o futuro, porque não podemos esquecer do que foi feito conosco.

Título e Texto: Alexandre Garcia, Gazeta do Povo, 16-8-2022, 22h30

[Língua Portuguesa] Nada a ver ou nada haver

Flávia Neves  

forma correta de escrita desta expressão é nada a ver:

·         Nada a ver isso aí!

·         Nada a ver, cara!

·         Nada a ver esse comentário.

A expressão nada a ver é usada maioritariamente precedida de uma negação, formando a expressão não tem nada a ver:

·         Não tem nada a ver comigo;

·         Não tem nada a ver com você;

·         Não tem nada a ver com isto;

·         Não tem nada a ver com aquilo.

Esta expressão indica que algo não está relacionado, não correspondendo ou não dizendo respeito a outra coisa. É sinônima de: não tem relação com, não corresponde, não diz respeito a, não é do interesse de, não tem que ver.

Não ter nada a ver: dupla negativa

A utilização na dupla negativa - não e nada - está correta e transmite um sentido negativo à frase. É uma característica sintática da língua portuguesa consagrada pelo uso, sendo muito utilizada, principalmente na linguagem oral.

Embora contestada por algumas pessoas, que defendem que a dupla negação transmite uma ideia afirmativa, a dupla negação não só mantém o sentido negativo da frase, como o reforça e enfatiza.

Exemplos com não tem nada a ver

·         A letra desta música não tem nada a ver comigo.

·         Desculpe, mas não tenho nada a ver com seus problemas.

·         Isso não tem nada a ver com minha ideologia de vida.

·         Não tem nada a ver, irmão! De onde você tirou essa ideia?

O pronome indefinido nada atua como um termo intensificador:

·         Aquilo pode não ter a ver com você.

·         Aquilo pode não ter nada a ver com você.

IGP-10 tem queda de preços de 0,69% em agosto

Tanto os preços do atacado quanto os do varejo tiveram deflação no mês

Vitor Abdala

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou deflação (queda de preços) de 0,69% em agosto deste ano. No mês anterior, a inflação medida pelo indicador foi de 0,60%. Em agosto do ano passado, a alta de preços havia sido de 1,18%.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Os dados foram divulgados hoje (17) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O IGP-10 acumula taxa de inflação de 8,43% no ano. Em 12 meses, a taxa acumulada chega a 8,82%, abaixo dos 32,84% acumulados em agosto de 2021.

Tanto os preços do atacado quanto os do varejo tiveram deflação em agosto. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede o atacado, teve deflação de 0,65% no mês, ante inflação de 0,57% em julho.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, passou de uma inflação de 0,42% em julho para deflação de 1,56% em agosto.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também teve queda na taxa de julho para agosto, mas ainda continuou registrando inflação. A taxa caiu de 1,26% em julho para 0,74% em agosto.

Título e Texto: Vitor Abdala; Edição: Graça AdjutoAgência Brasil, 17-8-2022, 8h25

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Começa a campanha: alea jacta est!

Rodrigo Constantino

Começou oficialmente a campanha eleitoral. Até aqui, claro, ninguém sabia que Lula era candidato, nem artistas decadentes subiram em palanque pedindo voto a ele, ignorando a lei eleitoral. O jogo, que já era sujo, ficará mais sujo ainda. A "justiça" eleitoral, que tem lado e partido, vai intensificar a perseguição aos conservadores.

Duvida? A justiça determinou na segunda-feira (15) a retirada de um cartaz de publicidade gigante instalado na fachada de dois prédios em Porto Alegre e que convocava a população para comparecer nas manifestações marcadas para o dia 7 de setembro na capital gaúcha, em comemoração aos festejos do bicentenário. A decisão acontece após uma determinação do juiz eleitoral Márcio André Keppler Fraga, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS).

A publicidade exibia uma bandeira do Brasil ao lado do símbolo do comunismo, relacionando a ideologia ao aborto, bandidos soltos, povo desarmado, ideologia de gênero, censura, MST mais forte, mais impostos, favorecimento do PCC e narcotráfico. Já ao lado da bandeira nacional apareciam tópicos fazendo analogia à vida, bandido preso, povo armado, valores cristãos, liberdade, agro forte, menos impostos, a favor da polícia. No início da publicidade apareciam os dizeres: “Você decide” e ao final a convocação para o Dia da Independência.

Parece que o que pegou foi o tal "você decide". A comunista Manuela D'Avila tinha reclamado, o que é sinal de que a peça estava em ótimo caminho. Leandro Ruschel comentou: "Se alguém tinha dúvidas sobre o fato de vivermos sob uma juristocracia de esquerda, aí está mais uma prova: juiz eleitoral mandou retirar banner com críticas ao comunismo, que não fala de NENHUM candidato. É mais um ataque à liberdade de expressão, um direito constitucional".

[Aparecido rasga o verbo] Encrenqueiros

Aparecido Raimundo de Souza

NA HORA
do intervalo para o recreio, Jujuba se aproxima do colega Brucólio. Puxa conversa. Na verdade, Jujuba não gosta de Brucólio, porque ele está de olho na sua irmã Josefina.
Jujuba:
— Estava te observando de longe, Brucólio. Como você é baixo. Não sei o que a minha mana viu em você!
Brucólio:
— Olha quem fala. Despeitado. Como se você fosse alto o suficiente...
Jujuba:
— Pelo menos vejo meu tênis nos pés mais longe que você enxerga os seus... se é que enxerga.


Brucólio:
— Tá me tirando?
Jujuba:
— Não, só estou dizendo que você é miúdo. Parece aqueles cachorrinhos da raça Chihuahua que não crescem.
Brucólio:
— Você tem mãe, Jujuba?
Jujuba:
— Você sabe a resposta... que pergunta mais besta. Está até querendo que ela venha a ser futuramente a sua sogra. Se depender de mim...
Brucólio:
— Me responda, seu verme. Você gosta dela?

Jujuba:
— Dela quem? Da minha mãe? Claro. Amo! Por?
Brucólio:
— Me faz um favor. Vai cantar as suas idiotices nos ouvidos dela. Deixa eu aqui quietinho no meu canto.
Jujuba não dá a mínima e segue colocando defeitos em seu colega.
Jujuba:
— Olha para isso! Até seu sanduiche é mirrado. E o refri? Não tinha uma garrafinha maior?

Brucólio:
— Jujuba, seu filho de uma égua. Vai torrar a paciência de outro. Olhe em sua volta. Tem tanto piá dando sopa. Por que implica logo comigo?
Jujuba, com ar de deboche:
— Por dois motivos. Um. Você está de olho comprido na Josefina. Dois. Seu aspecto amorrinhado me lembra do Guran, aquele pigmeu que vive no Trono da Caveira, junto com o Fantasma.
Brucólio:
— Amorrinhado, pigmeu e Fantasma é o seu pai...