domingo, 23 de agosto de 2026

O canhão não é de Lula

Tombado e pertencente ao Museu Histórico Nacional, no Rio, o canhão El Cristiano não é propriedade de Lula para ser oferecido ao Paraguai. A decisão presidencial afronta a memória da Guerra do Paraguai e levanta graves questões jurídicas sobre patrimônio público brasileiro

Quintino Gomes Freire

A notícia é tão absurda que inicialmente parece uma dessas provocações destinadas a testar até onde vai a capacidade do brasileiro de aceitar passivamente o desprezo por sua própria História. Algo do tipo: “vamos testar pra ver quão bovinos eles são”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu seu aval político para que o Brasil devolva ao Paraguai o El Cristiano [foto], o monumental canhão capturado pelas forças brasileiras durante a Guerra do Paraguai e que há mais de um século e meio se encontra no País, depois da sangrenta invasão que sofremos pelo país vizinho. 

Convém começar pelo mais elementar: Lula é presidente da República. Não é dono da República. Nem seu monarca, aliás. 

O poder que recebeu dos brasileiros pelo voto é um mandato temporário para governar segundo a Constituição Federal e as leis. Não é uma escritura de propriedade do território nacional, de seus museus, de seus monumentos e muito menos de seu patrimônio histórico e de sua herança cultural. 

Presidentes recebem votos. Não recebem escritura do Brasil.

O canhão El Cristiano não pertence a Luiz Inácio Lula da Silva. Não é um objeto pessoal guardado em algum armário do Palácio da Alvorada. Não é uma lembrancinha que possa oferecer a um visitante estrangeiro num gesto de cortesia. É bem público, peça do acervo do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, e integrante do patrimônio cultural brasileiro tombado. O próprio Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu formalmente essa situação quando discutiu exatamente a possibilidade de sua entrega ao Paraguai.

O ofício encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelo deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), recorda um fato jurídico inconveniente para quem imagina que a palavra presidencial basta: a peça integra o acervo tombado do Museu Histórico Nacional. É nossa propriedade. 

E a lei brasileira é cristalina. O Decreto-Lei nº 25, de 1937, determina que um bem tombado somente pode sair do País por curto prazo, sem transferência de domínio e para intercâmbio cultural. Enquanto subsistir o tombamento, portanto, não existe simplesmente a faculdade presidencial de mandar o canhão embora definitivamente. A própria Procuradoria do IPHAN já registrou que uma repatriação exigiria previamente o cancelamento da proteção e, tratando-se de bem público, levantou ainda a necessidade de desafetação e autorização legislativa. 

Lula pode ter opinião. Pode fazer política externa. Pode iniciar procedimentos administrativos. Pode tentar convencer outros órgãos da República. Pode até - numa atitude tresloucada -  destombar o canhão, mas não é dono dele para doá-lo. 

Ele não pode é confundir vontade presidencial com propriedade.

Continue lendo no » Diário do Rio 

Não há economia que resista…

A combinação de juros indecentes com a asfixia fiscal é um fardo imposto às empresas brasileiras. Essa realidade é insustentável e ameaça paralisar o Brasil


Nuno Vasconcellos

Qualquer pessoa sensata, que reflita sobre as medidas mais urgentes que terão de ser tomadas pelo próximo presidente da República — independentemente de quem vier a ser eleito em outubro —, não terá dificuldades para fazer a lista de prioridades. Em primeiro lugar, será preciso resolver a situação fiscal. Em segundo lugar, será importante resolver a situação fiscal. Em terceiro, será obrigatório, e com a máxima urgência, resolver a situação fiscal.

Isso mesmo! Embora a pauta de necessidades seja extensa e inclua temas sensíveis — como a segurança pública, o retrocesso diplomático e o desarranjo institucional —, nenhuma ação do novo governo será eficaz se a realidade não for encarada. E a realidade é que a situação fiscal se deteriorou a tal ponto que transformou o Brasil em um ambiente hostil para a atividade econômica.

A voracidade de um Estado que arranca do cidadão tudo o que consegue e gasta sem saber se terá dinheiro para honrar os compromissos é a causa primária dos males nacionais. Contas públicas desajustadas, como consta dos manuais que Brasília insiste em ignorar, pressionam a inflação e mantêm os juros nas alturas. A necessidade permanente de cobrir o déficit público (que deveria ser combatido com cortes nas despesas federais) serve de desculpa para a cobrança de impostos escorchantes. A soma de tudo fez do Brasil um ambiente hostil a quem quer empreender. Esta é a verdade.

SINAL DOS TEMPOS

Um exemplo dramático dessa realidade foi exposto na semana passada. Pressionada por um endividamento de R$ 17,3 bilhões, a Casas Bahia se tornou mais uma entre as quase oito mil empresas brasileiras que, neste momento, se encontram em Recuperação Judicial — a maior quantidade da história.

O que torna o caso emblemático é a trajetória da Casas Bahia. Criada em 1952, a empresa nasceu e cresceu sob um modelo de negócios baseado na decisão de vender fiado. Ao abrir a primeira loja, no município de Santo André, no ABC Paulista, o imigrante polonês Samuel Klein — sobrevivente do holocausto — cometeu a ousadia de oferecer crédito aos trabalhadores que chegavam em busca de emprego nas indústrias que se instalavam em São Paulo. O nome Casas Bahia, por sinal, é uma homenagem à origem dos primeiros fregueses.

[Antigamente] Porteiro Severino

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Columbo 
[Antigamente] ALF, o ETeimoso 
Orelhões 
Morreu!

[As danações de Carina] Onde irei achar a minha felicidade?

Carina Bratt

NESTE MOMENTO em que me sento para escrever as minhas ‘Danações’ de amanhã, domingo, somente uma indagação me invade a cabeça, qual seja: onde irei achar a minha felicidade? Pergunto ao vento que passa tranquilo pela janela da minha sala, que sopra a toalhinha que coloquei sobre as teclas do meu piano, vento esse que às vezes chega de manhã cedo, noutras quando a noite já demorou além da conta para dar sinais de vida. Não importa, o momento, a hora, o instante. A indagação que insisto em fustigar as suas entranhas e trazer à tona, versa sobre o mesmo tema do meu questionamento insano: onde irei achar a minha felicidade? 

Penso no meu pai, que se foi e levou consigo um pedaço de tudo o que eu conhecia como lar. Ainda hoje, tantos anos, me pego procurando a sua voz, o seu cheiro, o seu prato lavado na pia, após cada refeição, seus passos calmos no corredor, o seu jeito que me olhava repleto de uma ternura maviosa, e o momento imorredouro que sempre dizia tudo sem precisar falar coisa alguma. Quando ele partiu, levei um tempo enorme para entender que a saudade não é só a dor que fica, é também a prova de que a felicidade já esteve aqui sentada à minha mesa, ou melhor, a nossa mesa, e se divertia rindo das mesmas piadas, dividindo os mesmos dias, as horas e até os minutos.

E agora, há poucos dias, vi a minha mãe quase ir embora também. Senti o chão fugir debaixo dos meus pés. Fui ao inferno e voltei naquelas horas de lenta e agoniada espera no hospital, sem saber se ela ficava ou se partiria. Quando ela finalmente abriu os olhos e num momento fugaz reconheceu quem estava ali, entendi uma coisa: a felicidade pode estar bem pequena, quase invisível, escondidinha em algum canto, talvez atrás da televisão, ou debaixo da minha cama, ou dentro das gavetas do meu guarda roupas... ou quem sabe, brincando de esconde-esconde atrás da geladeira. Isso se a gente desleixar e não prestar um tantinho assim que seja, de atenção.

sábado, 22 de agosto de 2026

21-8-2026: Oeste sem filtro – Justiça americana confirma fraude em documentos de Filipe Martins + Flávio e Lula têm empate técnico no segundo turno


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[Versos de través] Trinta foram os dias

Manuel Cândido Pimentel

Senhor, trinta foram os dias em que transpirei de angústia
sob um céu de janeiro triste e nunca findo.
Apazigua a minha dor, mitiga o vazio das minhas mãos,
essas mesmas mãos que encheste de estrelas.
Sei bem que não tenho de compreender
que os porquês são como o sudário de penélope
a tecer e a destecer no segredo das noites.
Eu sei, senhor, dizer a ulisses que penélope morreu,
que não há por que regressar ao palácio de onde partiu.
Chora, ulisses, chora, que não há canto de sereia maior
que a tua dor. 

Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 1-2-2024 

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A oeste 
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Rei Cortiço 
Eurídice 
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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

[Aparecido rasga o verbo] A garota de programa

Aparecido Raimundo de Souza

PARAMÉLIO resolveu ligar para uma dessas acompanhantes de executivos que infestam os classificados dos jornais. Queria passar algumas horas com alguém diferente, uma jovem travestida na pele de uma cortesã com quem pudesse aparecer em público, ir a um bom restaurante, jantar como um casal romântico, à luz de velas, tomar um vinho, quem sabe dançar um pouco e, depois, bem, depois partir para as coisas boas que a tentação da carne oferece. Agradou de uma tal de Paloma. “18 anos, seios pequenos, olhos verdes, BB empinado, insaciável, massagem promoção”. Bingo! Discou para o celular que aparecia logo abaixo do nome e de suas características.

— Paloma, boa noite.
— Boa noite!
— Pois não? Com quem falo?— Paramélio Fiambrudo.
— De onde?
— Aqui de Copacabana. Vi seu telefone e me interessei. Você é como está no anúncio?
— Sem tirar nem por. Loira, cabelos compridos, olhos verdes, bundinha empinada, seios pequenos e fartos. Faço tudo. Libero geral. Barba, cabelo, bigode, cavanhaque, costeletas e sobrancelhas. Levo você às nuvens...

— E depois traz de volta?
— Engraçadinho!
— Quantos anos?
— Dezoito.
— Suas medidas são essas que estou lendo aqui?
— Sim. Tenho 1.70 de altura, 35 quilos, 60 centímetros de quadril...
— Gostaria de sair comigo e jantar fora?

— Você quer fazer um programa?
— Na verdade... na verdade queria alguém que me acompanhasse a um desses restaurantes aconchegantes, onde pudéssemos jantar como dois pombinhos...
— Cobro R$ 3 mil reais.
— Não estou interessado em quanto você cobra. Antes saber se está entusiasmada e aberta para alguma coisa diferente. Um fim de noite fora dos convencionais a que está acostumada, se é que entende o que digo.
— Você é “viadu”?

A captura da PGR pelo establishment

Leandro Ruschel

A Procuradoria-Geral da República acaba de descobrir que o Supremo não deveria julgar quem não tem foro privilegiado 


Descobriu com sete anos de atraso. 

Desde 2019, com o inquérito das Fake News, aberto por portaria do próprio tribunal, sem provocação do Ministério Público e com relator designado sem sorteio, o Supremo investiga, acusa e julga brasileiros comuns. Influenciadores, empresários, jornalistas, blogueiros e aposentados. Só pelo 8 de janeiro já são mais de 1.400 condenados. 

Raquel Dodge, então procuradora-geral, chamou aquilo de "verdadeiro tribunal de exceção". Foi ignorada. E a Procuradoria nunca mais insistiu. 

Mas quando a investigação é de corrupção, e não de "crime" de opinião, e bate na porta do filho do Descondenado, e cai na mão de um ministro não alinhado, aí não pode. 

Aí a Procuradoria redescobre a competência. 

Aí tem que mandar para a primeira instância, mesmo sendo altamente improvável que o caso não envolva pessoas com foro privilegiado. A própria Polícia Federal diz que a influência teria sido exercida junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência da República. 

Em noite brilhante, Vasco elimina o Olímpia no Paraguai

Vasco busca virada consistente no Paraguai, goleia o Olímpia e se garante nas oitavas.

Luiz Malcov

O jogo começou favorável para os donos da casa, que abriram o placar aos 15 minutos do primeiro tempo com Matus. Apesar do susto inicial, o Vasco reagiu ainda na etapa inicial com gols do volante Thiago Mendes e do atacante David. Na etapa final, a equipe comandada por Pedro Emanuel confirmou a classificação com gols de Adson e do "loiro" Spinelli.

Com atuações de destaque de Pumita, Thiago Mendes e David, o Cruzmaltino retorna ao Rio de Janeiro com a vaga garantida, trazendo alívio à torcida na preparação para o Brasileirão e a Copa do Brasil. O triunfo encerra um jejum de três jogos sem vencer — sequência que contava com empates por 0 a 0 contra o próprio Olímpia e o Bahia, além da derrota por 3 a 0 para o Santos na Vila Belmiro.

A vaga consolida o início de trabalho do técnico Pedro Emanuel. Desde que assumiu a equipe no dia 10 de julho, na pausa pós-Copa e em substituição a Renato Gaúcho, o treinador português soma apenas duas derrotas, mantendo o time vivo nas duas competições de mata-mata.

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#Politica  #Urgente  #Lulinha #PabloMarçal #STF #NoticiasDeHoje #PEC6x1 #GovernoLula #CPMI #brasil  

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Ministra do Governo do Reino Unido pede a remoção de "inquietantes e intimidantes" bandeiras britânicas

Paulo Hasse Paixão

A ministra do Partido Trabalhista que dirige o Reino Unido, e membro do Parlamento, Sarah Sackman, apelou à remoção de bandeiras britânicas de um bairro no norte de Londres, descrevendo-as como “inquietantes, intimidantes” e símbolos de “divisão” 


A deputada trabalhista por Finchley e Golders Green e Ministra de Estado para os Tribunais e Serviços Jurídicos, Sarah Sackman, apelou à remoção das bandeiras britânicas expostas em postes de iluminação pública em Barnet, no norte de Londres. Sackman descreveu as bandeiras como “inquietantes, intimidantes e não inclusivas”.

Sackman criticou as bandeiras num artigo de opinião para o The Barnet Post, um jornal local, argumentando que “já é tempo de serem retiradas”. A ministra descreveu ainda as bandeiras como símbolos de “divisão e intimidação” e insistiu que a identidade britânica se resume a ser “inclusiva e acolhedora, não exclusiva e hostil”:

“Vários [residentes] descreveram [as bandeiras] como perturbadoras, intimidantes e não inclusivas – algo que não podemos ignorar… Numa comunidade diversa e inclusiva como a nossa, ninguém se deve sentir indesejado.”

A senhora não esclareceu como é que a bandeira de um país pode parecer hostil aos cidadãos desse país. Também não explicou como é que a interdição da bandeira do Reino Unido contribui para a integração das multidões intermináveis de imigrantes que têm entrado no país nas últimas décadas.

Explosão em prédio de Copacabana deixa quatro feridos e interdita rua na Zona Sul

Ocorrência atingiu a garagem e dois apartamentos do edifício; duas vítimas foram levadas ao Hospital Municipal Miguel Couto e causas ainda são investigadas

Mariana Motta

Uma explosão em um prédio residencial mobilizou o Corpo de Bombeiros no fim da tarde desta quarta-feira (19), na Rua Sá Ferreira, em Copacabana. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas, com lesões classificadas entre leves e moderadas. Duas delas precisaram ser encaminhadas ao Hospital Municipal Miguel Couto

Equipes do Quartel de Copacabana (17º GBM) foram acionadas para atender à ocorrência e realizaram o esvaziamento do edifício, que tem 13 pavimentos, além de um subsolo. A área foi isolada para permitir o trabalho das equipes de emergência.

Segundo relatos preliminares, a explosão teria afetado a estrutura da garagem, localizada no subsolo, e dois apartamentos do segundo andar. Ainda não há informações sobre o que provocou a explosão. A Defesa Civil do município foi acionada para avaliar as condições estruturais do prédio e verificar os possíveis impactos provocados pela ocorrência.

Rua é interditada

Para facilitar o atendimento dos bombeiros e garantir a segurança no entorno, a Rua Sá Ferreira foi interditada na altura da Avenida Nossa Senhora de Copacabana. As equipes permanecem no local realizando o atendimento às vítimas e as medidas necessárias para garantir a segurança da região.

As circunstâncias da explosão ainda serão investigadas. A Polícia Civil ficará responsável pela apuração das causas do incidente.

Título e Texto: Mariana Motta, Vasco Notícias, 19-8-2026

Pedrinho assume culpa por insucesso do Vasco e pede desculpa à torcida

Presidente do Vasco da Gama, Pedrinho concede entrevista ao Podcast Cruzmaltino e fala sobre atual situação do Clube e outros temas

Aniele Lacerda 

Foto: Ronald Lincoln

Presidente do Vasco, Pedrinho concedeu entrevista ao Podcast Cruzmaltino nesta quarta-feira (19). Entre os diversos assuntos, o mandatário falou sobre a situação atual do Clube.

Todavia, apesar de se classificar às quartas de final da Copa do Brasil e disputar as oitavas de final da Sul-Americana, o Gigante da Colina vive situação delicada no Campeonato Brasileiro. Assim, na entrevista, o presidente assumiu a responsabilidade pelo insucesso desportivos e pediu desculpa.

– Todo o insucesso é desportivo, pelo menos com relação à pontuação, e a responsabilidade é toda minha. Eu sou responsável pelo insucesso de pontuação no Campeonato Brasileiro – disse Pedrinho, que completou:

– Eu peço, do fundo do meu coração, desculpa aos torcedores por esse momento de pontuação. Nem eu nem nenhum atleta tem direito de reclamar algo sobre o torcedor. Torcedor do Vasco tem direito a tudo, a reclamar sobre tudo. E o maior responsável sou eu. O único responsável sou eu. Então, eu mereço todas as críticas, toda a reivindicação, todo o protesto, porque a responsabilidade é minha.

Pedrinho critica a 777 Partners

Ainda na entrevista, o presidente do Vasco destacou que a venda da SAF está bem encaminhada com a 777 Partners. No entanto, citou que se surpreendeu com o pedido de auditoria.

O mandatário do Gigante da Colina também citou o empréstimo travado pela justiça. De acordo com ele, sem o recurso o Clube não conseguirá arcar com os compromissos juntos aos credores.

19-8-2026: Oeste sem filtro – Lulinha visitou 18 vezes o Palácio do Planalto + Dino e m. + Glenn Greenwald


No programa de hoje, trazemos informações exclusivas e uma análise profunda sobre os principais escândalos e movimentações em Brasília que estão sacudindo a República.

A Polícia Federal avança nas investigações de tráfico de influência e revela mensagens e esquemas de lobby envolvendo Lulinha, visitas ao Planalto e contratos no Ministério da Saúde. 

Além disso, o STF está no centro de uma nova polêmica: Alexandre de Moraes e Flávio Dino defendem a rediscussão do diploma de jornalista, gerando debates acalorados sobre a liberdade de imprensa. Para aprofundar esse tema, teremos uma entrevista exclusiva com o jornalista Pablo Luis.

Como se não bastasse, Glenn Greenwald voltou a criticar duramente as ações da Suprema Corte. 

No cenário internacional, o governo Trump sanciona o Tribunal de Haia, e nos EUA o cerco se fecha sobre o ex-assessor de Anthony Fauci e os documentos ocultos da pandemia. 

[Daqui e Dali] Erros médicos e descuidos

Humberto Pinho da Silva

Meu avô acabara de sair do semanário "A Paz", onde era editor. Ao passar diante da farmácia do Dr. Gonçalves, este vendo-o corado, disse-lhe: "É melhor consultar o médico. Anda por aí a gripe espanhola!...”

Pouco depois faleceu de pneumonia, devido terem-lhe aplicado medicamento a que era alérgico.

Meu pai sentindo-se doente consultou clínico respeitado. Este recomendou-lhe que devido à idade era melhor tomar medicamento para dilatar as veias capilares. Sentindo as pernas inchadas e humedecidas avisou o clínico. Este recomendou-lhe estender as pernas.... Pouco depois, faleceu com problemas renais.

O jornalista Santos Lessa escreveu no seu periódico no dia do falecimento:

"Pinho da Silva há muito que estava doente, praticamente imobilizado, devido a erro médico. Na última missiva dizia-nos, talvez prevendo o desenlace para breve: "Estou cada vez mais doente da intoxicação que o médico me arranjou."

Minha mãe sentiu forte dor de cabeça. Disseram-lhe que era do fígado; que era do estômago; que era do baço; até psiquiatra lhe disse que era psíquico.

Fez exames. Tirou radiografias e análises, nada resultou. Foi de veraneio para o interior. Indicaram-lhe clínico de grande presteza. Foi. Após aturados exames disse-lhe: ”Não descobri nada! Já fez o exame ao fundo ocular?”

Descobriram que era tumor cerebral bastante adiantado. Faleceu em 1968. 

[Viagens & Destinos] A vida na melhor região para morar do Rio de Janeiro

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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

“A liberdade de imprensa não pertence a Moraes, ao STF nem às universidades - pertence à sociedade.”

Karina Michelin

Alexandre de Moraes agora quer decidir até quem pode ser chamado de jornalista. O ministro defendeu que o Brasil volte a discutir a exigência do diploma porque, segundo ele, “qualquer pessoa acorda”, cria um blog, ofende terceiros e se esconde atrás da liberdade de imprensa. 

A arrogância da declaração é estarrecedora, Moraes não está apenas reclamando dos abusos nas redes, está reivindicando para o Estado o poder de separar a “imprensa séria” daqueles que não mereceriam proteção. E quem fará essa triagem? O governo? Uma corporação profissional? Ou o próprio STF? 

Em 2009, por 8 votos a 1, o Supremo derrubou a exigência do diploma prevista no Decreto-Lei 972/1969, criado durante a ditadura militar. Gilmar Mendes, relator do processo, deixou claro que submeter o acesso ao jornalismo ao controle estatal restringe as liberdades de expressão e informação e pode representar censura prévia. 

Moraes pretende ressuscitar justamente a lógica autoritária que o STF enterrou - primeiro o Estado define quem é jornalista; depois escolhe quem merece proteção; por fim, decide qual imprensa é “séria”. A liberdade deixa de ser um direito e se transforma numa concessão da “autoridade”. 

Diploma nunca impediu calúnia, difamação, fraude ou desinformação. Para punir abusos, já existem direito de resposta, indenização e legislação penal; exigir uma credencial não combate crimes, apenas cria um porteiro estatal para controlar quem pode informar e investigar o poder. 

Moraes diz defender a liberdade de imprensa enquanto propõe uma ferramenta perfeita para domesticá-la. Imprensa livre não é apenas aquela que os ministros respeitam, reconhecem ou consideram “séria”, é justamente aquela que não precisa da autorização deles para existir. 

18-8-2026: Oeste sem filtro – 🔥 Lava Jato Viva? Londres ignora STF e avança com investigações

A Justiça britânica desafia o STF e decide manter as provas da Lava Jato, considerando a decisão de Toffoli 'incomum'. O que isso significa para o cenário jurídico brasileiro? 

No programa de hoje AO VIVO, trazemos as notícias mais urgentes que vão impactar o seu dia: 

🔥 Lava Jato Viva? Londres ignora STF e avança com investigações.

🚨 Polêmica no STF: Moraes autoriza ida de Bolsonaro ao dentista, mas veta clínica ligada à família; Fachin fala sobre remuneração de juízes.

💼 Caso Lulinha: Mensagens da PF revelam orientações sobre notas fiscais e contratos no Ministério da Saúde.

🏛️ Governo e Economia: Avanço da PEC pelo fim da escala 6x1, Janja definindo os rumos da campanha de Lula e a greve de servidores do IBGE contra a gestão Pochmann.

⚖️ Direito e Sociedade: Família é condenada por praticar Homeschooling no Brasil.

🌎 Tensão Geopolítica: Trump escala novo chefe para a América Latina e provoca o Irã ao postar mapa do Estreito de Ormuz.

💰 Alerta Financeiro: Grandes bancos se preparam para um cenário econômico difícil. 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Lucia Lopes no "Pânico", Jovem Pan, 18-8-2026

Não estamos zangados

Paulo Hasse Paixão 

Não estamos zangados como devíamos

Não estamos zangados como devíamos com o que aconteceu durante a pandemia, quando fomos tratados, em nome da ciência, como ratos de um distópico laboratório conduzido por fascistas, nepotistas e aprendizes de feiticeiros.

Não estamos zangados como devíamos com a manipulação genética da humanidade, mascarada de programa de vacinação.

Não estamos zangados como devíamos – e devíamos estar maximamente zangados – com o facto escarrapachado de todos nós, no Ocidente, sermos governados por pedófilos, canibais, satanistas, transhumanistas, escatologistas, sionistas, tiranos e sicofantas.

Não estamos zangados como devíamos com a carga tributária a que somos submetidos, que transformou as repúblicas em imparáveis e eficientíssimos sistemas de coacção, onde o cidadão serve o Estado, ao invés do Estado servir o cidadão.

[Livros & Leituras] La FURIA

Nº 19, trimestriel, Juillet-août-septembre, Éditions de la Furia, Levallois-Perret, 128 pages. 

[Aparecido rasga o verbo] As lamentações de um poste revoltado

Aparecido Raimundo de Souza

“Eu sou um poste de luz. Ilumino tudo, até a incoerência dos insociáveis”.
Tompson de Panasco, morador de rua, atualmente na Estação Sé do Metrô, São Paulo.

CHEGA, BASTA! Estou no limite. Cansei de ficar aqui parado, ao lado desta praça em frente à matriz da paróquia de Santo Antão, ereto feito um varapau, com os braços cheios de fios e, ainda por cima, segurando uma lâmpada irritante (que fica o tempo todo piscando intermitentemente) sem mencionar um baita transformador chato prá burro, pesado com força, e mais degradante, o troço perto do meu coração. Não pensem, que por eu ser um simples poste de luz de praça, não tenha coração. Embora seja um ser inanimado, feito de cimento armado e areia, (esclarecendo que não ando armado, nem uso revolver nem tenho porte) é preciso que todos saibam que dou vida às coisas.

Levo alegria às famílias e aos lares. Não fosse por mim, a luz elétrica jamais chegaria até a sua casa ou nas dependências da igreja do padre Chinfrânio Quermesse. Quando uma pessoa aperta o interruptor, ou liga a tv, o rádio o aparelho de som, e o chuveiro quente, lá estou eu, levando o conforto, a comodidade e o bem-estar. O meu braço que sustenta a luminária me disse, outro dia, que está de saco cheio de todo santo dia olhar para baixo e ver sempre as mesmas coisas. Concordo com ela, em gênero, número e grau. 

Entretanto, devo deixar esclarecido, que essa luminária, não tem sentimento. Por clarear tudo, se acha melhor que todo mundo.

E o que dizer do meu caso? Os passantes me enfeitam com papeis coloridos. Virei, grosso modo, peça de circo. Faço anúncios de graça de vendas de produtos os mais diversificados, de animais de estimação desaparecidos, de cartomantes que operam milagres, de putas à caça de uma trepada inesquecível, e pasmem, não ganho um centavo nem para um café ali na padaria ao lado do prédio da Caixa Econômica. Mais humilhante é aguentar os pombos, os passarinhos, que chegam nos meus cornos e, de roldão, os cachorros e as cadelas que se abancam nos meus pés com a maior naturalidade, levantam as patas e mijam sem o menor constrangimento.

Quando não fazem coisa pior, tipo soltar o barro, dar aquela cagada descontrolada. Aí, é dose para elefante. Estou pensando, seriamente, (aproveitando as épocas eleitoreiras dos futuros ladrões em busca do poder) em conversar com o atual prefeito e fundar o Sindicato dos Postes Solitários, atrelado ao Serviço de Proteção aos Postes Desamparados. Dia desses, uma BMW veio pra cima da calçada, a toda velocidade, com um cara doido, ao volante. Filho do veado do juiz. Acho que o sujeito estava pra lá de Marrakech e, não contente em me atropelar repetiu a dose com uma velhinha que seguia em direção ao supermercado. Foi um estrondo que fez juntar metade da cidade.

Anac autoriza Galeão a receber três dos maiores aviões comerciais do mundo

Com dois andares, o Airbus A380 é considerado o maior avião comercial de passageiros da atualidade, com capacidade para mais de 500 viajantes 

Patricia Lima

Aeroporto Internacional do Galeão, localizado na Ilha do Governador, foi autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a operar três dos maiores aviões comerciais do mundo: o Airbus A380, o Boeing 747-8 e o Boeing 777-9.

As operações dos aviões no Galão estão condicionadas ao cumprimento de regras especiais de segurança. A alteração no certificado operacional do Galeão foi publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (14).

Com dois andares, o Airbus A380 é considerado o maior avião comercial de passageiros da atualidade. Dependendo da configuração adotada pela companhia aérea, o avião pode transportar mais de 500 viajantes.

O Boeing 747-8, também é um dos maiores aviões em uso, pode ter operações de carga e de transporte de passageiros. O Boeing 777-9, por sua vez, pertence à nova frota de aviões de grande porte da empresa norte-americana.