domingo, 12 de julho de 2026

Chega de tapar o sol com a peneira

Não foi só o futebol brasileiro que perdeu prestígio. A diplomacia, que já foi uma das mais respeitadas do mundo, também não consegue mostrar o mesmo brilho do passado 

Nuno Vasconcellos

A frustração que se espalhou pelo país na semana passada, depois que a derrota para o time da Noruega tirou a Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 2026, trouxe uma discussão que não pode ser adiada. Uma discussão que, além do futebol, se estende a outras situações da vida nacional. O ponto de partida do debate, que além de urgente é necessário, é o seguinte: não é mais possível continuar tentando tapar o sol com a peneira e seguir ignorando que os problemas do país são consequência de uma mania que precisa ser abandonada.

Essa mania é a de se queixar das consequências sem atacar as causas dos problemas. No caso da Copa, a desclassificação não começou aos 34 minutos do segundo tempo da partida, quando Erling Haaland marcou o primeiro gol da Noruega. Ela foi consequência de erros que começaram a ser cometidos anos atrás e que, enquanto não forem corrigidos, seguirão produzindo uma decepção atrás da outra. A verdade é que o futebol do país já não é o mesmo do passado. Ele vem sendo dilapidado pelas trapalhadas e omissões dos cartolas, pelo despreparo dos treinadores, pelo endeusamento prematuro de atletas e por uma série de outros males. 

Não é o caso de entrar em detalhes nem de tentar explicar, aqui, o processo que levou à perda de força e de prestígio internacional de uma Seleção que, embora não consiga se impor sobre os adversários, ainda mobiliza a paixão dos brasileiros. Queiram ou não queiram os que criticam o interesse que o futebol sempre despertou em um país que tem problemas muito mais sérios para resolver, a Seleção sempre ajudou a projetar uma imagem positiva do Brasil no mundo.

Nesta Copa, sob comando do italiano Carlo Ancelotti — que tem contrato com a Confederação Brasileira de Futebol até a Copa de 2030 —, o time chegou a dar ao torcedor a esperança de que poderia ter ido mais longe. O que se viu, no final das contas, foi a repetição dos erros de outros Mundiais. E a certeza de que o futebol brasileiro terá de mudar. O primeiro passo na direção de uma nova era depende de reconhecer que as glórias do passado são incapazes de garantir as vitórias do presente.

A Copa deixou grande legado 😤

Jornalismo a granel

Henrique Pereira dos Santos

Um dia destes, o Público tinha uma chamada de primeira página e uma página inteira (que não li, passei os olhos por um ou outro parágrafo para confirmar que não valia a pena ler, tratava-se de um artigo de mal dizer do jornalista sobre Ronaldo, disfarçado de análise numérica rigorosa) sobre o facto de Ronaldo ser o que menos tinha corrido dos 16 finalistas. 

A coisa era toda ela completamente ridícula, consistia, tanto quanto percebi, em pegar no jogador mais avançado de cada uma das 16 equipas que chegaram aos oitavos, e ver quanto tinham corrido, essencialmente para dizer que o Ronaldo não joga nada e está quieto, sem que se perceba o que serve dizer se alguém corre mais um bocadinho ou menos um bocadinho, fora do contexto do jogo de equipa.

Tinha uma tabela com os ditos jogadores, a maior parte dos quais nem sei quem são, portanto não sei se têm estado a jogar bem ou mal, mas reparei que imediatamente antes de Ronaldo, com números muito semelhantes, estava um jogador de que tenho ouvido falar bem neste campeonato, um tal Mbappé.

Assim sendo, normal seria o jornalista concluir que isso de correr muito ou pouco talvez não seja o que define o que cada um joga, só que como o jornalista queria é dizer que Ronaldo está a mais, este pequeno pormenor de ter números semelhantes a Mbappé passou a irrelevante.

O governo (finalmente!), resolveu começar a mexer um bocado mais no mercado de arrendamento e claro que a imprensa, os comentadores e a oposição que criticam o governo por não fazer nada de relevante e se limitar a cumprir o papel de rolha, começaram a criticar o que o governo quer fazer.

Na televisão que estava a ver, aparece o senhor da associação de inquilinos lisbonenses, ou um nome semelhante, a defender coisas completamente idiotas como que reina a informalidade à margem da lei no mercado de arrendamento, de maneira que mudar a lei para a qual as pessoas se estão nas tintas ia aumentar a instabilidade dos inquilinos que fazem acordos com os senhorios à margem da lei.

Ninguém escapa desta carta

Bolsonaro acabou com a desculpa de todo mundo

Rogerio Pires 

Existem gestos na política que valem muito e são emblemáticos. A carta manuscrita de Jair Bolsonaro, lida por Flávio Bolsonaro em transmissão ao vivo, é um desses gestos. Não estamos diante de um comunicado partidário qualquer, redigido por assessores e revisado por marqueteiros. Estamos diante de um pai que, impedido de falar diretamente ao povo, escreve de próprio punho para entregar ao Brasil aquilo que tem de mais precioso.

Ele já havia dito isso com todas as letras em dezembro, na primeira carta: “Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho para a missão de resgatar o nosso Brasil”. Agora, meses depois, o recado ganhou urgência. “O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro”, escreveu o ex-presidente. E completou com a frase que deveria ecoar em cada casa conservadora deste país: “Ele é meu pré-candidato, creio que o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil”.

Creio que o seu também. Leia de novo. Jair Bolsonaro não está pedindo um favor. Está fazendo uma convocação.

E aqui é preciso ter coragem para dizer o que muita gente prefere sussurrar nos bastidores: chega de silêncio. Não é mais hora de construir carreira apenas criticando Lula e o PT nas redes sociais, colhendo likes enquanto o candidato do movimento caminha sozinho. Criticar o governo é fácil. Difícil é sair da zona de conforto, subir no palanque e declarar apoio quando a guerra ainda não está ganha.

Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Marcos Pontes, Damares Alves, Tarcísio de Freitas. Cada um desses nomes chegou onde chegou porque um dia Jair Bolsonaro abriu a porta, emprestou o palanque e transferiu a confiança de milhões de brasileiros. Ninguém aqui construiu capital político no vácuo. Esse capital tem origem, tem história e tem dono: chama-se direita bolsonarista, e essa grande massa popular tem memória longa. Gratidão não é palavra bonita para discurso de posse. Gratidão é atitude, e atitude se mede na hora em que custa alguma coisa.

Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] O meu maior desejo vem exatamente daquilo que sequer tenho coragem de revelar

Carina Bratt

ESTOU aqui sentada na varanda do meu apartamento, olhando para o mar imenso em frente ao meu prédio na Gil Veloso ir ficando de uma cor esquisita conforme o sol vai descendo devagar, como quem não quer incomodar ninguém. O vento traz o cheiro desse mar, tipo assim, de barro molhado, de pão quente que acabou de sair do forno da padaria da esquina.

Nesse momento, passa, lá embaixo, um cachorro com o rabo baixo, seguido de uma senhora com sacolas na mão. Logo atrás, vem o tempo, que é o que mais passa por essas bandas, sem pedir licença, sem dar explicação. E eu fico pensando numa coisa que carrego há anos, desde menina, e da qual nunca, em texto nenhum, em conversa nenhuma, em pensamento mesmo que seja muito organizado, eu quis declarar o nome.

Dizem por aí que tudo o que existe tem nome. Que para cada coisa, sentimento, sonho ou dor, a nossa língua pátria, ou qualquer outra guarda uma palavra pronta, medida, etiquetada, que serve para todo mundo. Dizem também que nomear é dominar, é entender, é trazer para a luz o que estava na sombra. Eu já acreditei nisso. Escrevi só aqui para a ‘Cão que Fuma’, em meu espaço ‘Danações’, mais de duzentas crônicas tentando botar nome em tudo.

Nome na saudade, na ironia, na hipocrisia do mundo, no amor que acaba, no amor que não finda nem quando devia, na solidão que vem de visita e fica sentada esperando para o jantar. Mas há um desejo em mim, o mais fundo de todos, o que na verdade é a raiz de quase todos os outros, e esse eu não cito o nome. Nem para euzinha, quando estou só, de madrugada, com os cômodos todos em silêncio.

sábado, 11 de julho de 2026

[Pernoitar, comer e beber fora] O Pascoal

Restaurante típico do interior do país, da rota das aldeias do xisto. Fica em Fajão. 

Depois de encontrarmos o lugar do esconderijo, ops!, quero dizer, restaurante, nele adentramos.
Pequenino, português, sem firulas. 

E então, pedimos, para três:

Pizza em 6 vezes: bem-vindo ao país que financia a janta

Você já financiou uma pizza? Mais de 1 milhão de brasileiros já

Rogerio Pires

Confesso que, quando vi a notícia pela primeira vez, achei que fosse piada de internet. Não era.

O iFood, maior aplicativo de entrega de comida do país, agora permite parcelar o pedido do restaurante em até 6 vezes no cartão de crédito. Com juros. E juros que não são simbólicos: as taxas variam de 3,53% em duas parcelas a 8,36% em seis, segundo testes divulgados por sites especializados em cartões. Quase 9% para dividir uma pizza. 

Pare e pense no que isso significa. O brasileiro está financiando o jantar de sexta-feira. E não é caso isolado, não é exceção de meia dúzia de endividados. Em apenas dois meses, a modalidade ultrapassou 1,3 milhão de pedidos parcelados, segundo dados do próprio iFood Pago, a fintech da empresa. O volume mais que dobrou nesse período.

Alguém lembra da promessa? Picanha e cervejinha na mesa do trabalhador. Foi assim que Lula fez campanha em 2022, com churrasco no palanque e discurso de fartura. A realidade entregou outra coisa.

A picanha virou artigo de luxo. Em supermercados de várias capitais, a peça chega a custar R$ 150 o quilo, e o corte agora recebe tratamento de joia: alarme antifurto colado na embalagem. Em Florianópolis, no início do ano passado, um mercado instalou dispositivos eletrônicos que apitam se a carne cruzar a porta sem passar pelo caixa. Quando o supermercado precisa proteger a carne como uma loja protege um diamante, alguma coisa está profundamente errada no país.

Os números confirmam a sensação. Levantamento do Cepea, centro de estudos da Esalq/USP, mostra que a carne bovina no atacado atingiu em abril o maior preço real de toda a série histórica, iniciada em 2001. A alta acumulada em dois anos chega a quase 45%. Não é impressão do consumidor na fila do açougue. É recorde documentado por pesquisadores da universidade mais respeitada do país na área.

Vasco anuncia contratação de Pedro Emanuel

Nesta sexta-feira (10), o Vasco da Gama oficializou a contratação do seu novo técnico, o português Pedro Emanuel


Aniele Lacerda

O Vasco oficializou a contratação do técnico Pedro Emanuel, de 51 anos. O português chega ao Rio de Janeiro na noite desta sexta-feira (10) e assinará contrato até 2027.

Assim, conforme informações oficiais do Gigante da Colina, o treinador já estará presente no CT Moacyr Barbosa neste sábado (11). Com isso, a tendência é que o comandante acompanhe a delegação para o duelo diante do Vitória, no dia 16 de julho.

Além de Pedro Emanuel, a comissão técnica do Vasco terá quatro novos integrantes. Entre eles os auxiliares Rui Gomes e Pedro Correia, o preparador físico André Galbe e o analista Gil Varajão.

10-7-2026: Oeste sem filtro – Flávio Dino contra Valdemar Costa Neto + Ministério Público denuncia promotora que classificou citação a Deus como inconstitucional

A geopolítica ferve com o fim do cessar-fogo entre Trump e Irã, enquanto no Brasil os bastidores da política pegam fogo!

No programa de hoje, detalhamos a bronca de Lula sobre intervenção dos EUA, a nova ação de Flávio Dino contra Valdemar Costa Neto e a reação inflamada de Flávio Bolsonaro. 

Além disso, um raio-x completo do Brasil:

o disparo da dívida pública,

a ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros,

a polêmica envolvendo perseguição religiosa e ensino domiciliar nos tribunais,

e o encontro do presidente com o MST focado na Venezuela. 

[Versos de través] Vogais






Manuel Cândido Pimentel

O destino é uma quilha sem barco
rompendo-nos como charrua as entranhas.
Nunca soube senão contigo a ordem das coisas
e sem ti a ordem é aleatória como o destino.
Quero crer que te foste por um sentido… um rumo…
que somos vogais de uma história que mal soletramos.
Porquê a beleza dos lírios
porquê o canto dos pássaros
se eles morrem?
Porquê a aurora de róseos dedos
porquê a sombra do meio-dia
se ambas passam?
Porquê tu?


Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 18-1-2024

Anteriores:
Visão 
Memória 
A voz dos búzios 
Tudo me fala

sexta-feira, 10 de julho de 2026

A Mossad no Mundial de Futebol

José António Rodrigues Carmo

O Egipto perdeu 3-2 com a Argentina e, segundo o treinador e certas franjas mais criativas do comentário futebolístico, a culpa não foi do relvado, da táctica ou da desagradável mania que Messi tem de jogar futebol. A culpa foi de Israel.

O treinador Hassan já tinha dado o tom, ao passear pelo estádio as dores e cores do Hamas (é pena que não manifeste essas dores na sua terra, por exemplo, para protestar pela robusta fronteira que o Egipto ergueu para impedir a entrada de palestinianos) e os comentadores egípcios explicaram ao mundo que o Egipto afinal não jogou apenas contra a Argentina. 

Jogou contra a FIFA, contra Israel, contra os árbitros, contra Netanyahu, contra a visita de Messi ao Muro das Lamentações, contra uma quipá, contra a geopolítica e, presume-se, contra a gravidade, o VAR e a existência do povo judeu desde Abraão. 

É uma explicação robusta. No fundo, Messi é o Mossad com chuteiras. A Argentina não é campeã do mundo, mas sim uma conspiração sionista em 4-3-3. O Egipto nunca perde, é impedido de ganhar por forças ocultas, naturalmente “sionistas”. No manual do vitimismo não há derrotas, há sempre “contextos” e “coisas que não surgem num vazio”, como costuma bolçar o Sr. Guterres dos Pântanos.

[Aparecido rasga o verbo] Clichês não industrializados

Aparecido Raimundo de Souza

ROTINA

O meu ontem
Ficou no passado
Morto, enterrado...
O meu agora,
Não existe
Se fez acabado.
Virei vida inútil
Um sujeito vazio e fútil, 
“decadenciado”.

NADA ALÉM

De súbito,
vi você
num repente,
e, de repente,
meu coração se alegrou...
foi um instante envolvente,
mas também inconsequente;
você partiu... me abandonou

PREMATURO

Daquele ontem sem vida
restou a saudade;
uma saudade fria, incoerente, sofrida...
e essa mesma saudade
por puro azar, o meu peito invadiu.
O coração, coitado! Não resistiu,
parou de bater, cansou de sofrer,
tamanha se fez a adversidade.

INCONSEQUENTE

Queria lhe ver de novo
ao meu lado, me amando,
calar a boca desse povo
que só vê você e em você,
o nosso amor desprezando...
De outra feita, seu orgulho me jogando pra baixo,
como se eu não fosse ninguém...
Cá entre nós, às vezes também acho;
eles estão certos, por certo, meu bem...
virei pra você, um simples capacho.

9-7-2026: Oeste sem filtro – PF descobre fraude de R$ 100 milhões no INSS usando indígenas + a fortuna de R$ 27,7 milhões do filho de Kassio Nunes Marques (STF)

🚨 O cenário político e internacional está em ebulição!

No programa de hoje, trazemos os bastidores que a grande mídia tenta esconder. Alexandre de Moraes passa por cima da PGR em nova ação contra Jair Bolsonaro, enquanto um contrato sem licitação de R$ 2,3 bilhões envolvendo Banco do Brasil e Correios levanta graves suspeitas. 

No STF, o escândalo dos privilégios continua: filho de ministro acumula fortuna em tempo recorde, e a farra dos "penduricalhos" é mantida. E mais: a tensão global explode com ataques dos EUA a alvos militares do Irã, próximos a usinas nucleares!

📌 DESTAQUES DE HOJE

Tensão no STF e PF: Moraes ignora PGR em buscas contra Bolsonaro; PF apreende armas e fala grosso na ONU. 

Escândalos e Dinheiro Público: O contrato de R$ 2,3 Bi dos Correios; as manobras com penduricalhos nos tribunais; a fortuna de R$ 27,7 milhões do filho de Kassio Nunes Marques. 

Governo Lula: O salto na população de rua; PGR mira falas do presidente; Partido Novo tenta barrar R$ 763 milhões em autopromoção. 

Geopolítica em Risco: EUA atacam mais de 90 alvos no Irã e ameaçam o Brasil com novo tarifaço. 

Giro de Notícias: PF descobre fraude de R$ 100 milhões no INSS usando indígenas; Flávio Dino ganha indenização; Aécio Neves fora da disputa presidencial; Copa do Mundo e lucros bilionários da Fifa.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Prepara o teu estômago e assiste aqui comigo

Parece estar na moda por aí a sugestão de que a Bíblia não teria a prescrição de um modelo de família e casamento (pra não falar de gênero e sexualidade…).

Recentemente, até o ministro Flávio Dino resolveu dar pitaco no assunto…

Texto e Vídeo: Vitor Grando, Facebook, 9-7-2026, 3h10

União Europeia ameaça a Liberdade

Telmo Azevedo Fernandes 

Nos últimos dias, três exemplos europeus voltaram a mostrar a ameaça à liberdade que representa hoje a União Europeia. Primeiro, a aprovação da vigilância massiva de mensagens privadas e comunicações digitais. Segundo, a implementação de um mecanismo de verificação de idade online. E, terceiro, a obrigatoriedade de introdução câmaras vídeo nos automóveis para monitorização dos condutores.

Consideradas isoladamente, cada uma destas medidas poderia ser vista como tendo objetivos meritórios de reduzir acidentes na estrada, na detecção de material de abuso sexual infantil ou na tentativa de impedir o acesso de menores a conteúdos nocivos. Aliás, ninguém com um mínimo de decência se poderia opor à segurança rodoviária, à protecção de crianças ou ao combate a abusadores.

Simplesmente, o Estado deixa de se limitar a punir crimes e proteger direitos e passa a gerir comportamentos, coloca máquinas a supervisionar indivíduos, transforma cidadãos em agentes públicos, e gente adulta passa a ter tutela estatal.

Ao normalizar a observação e a monitorização social, criam-se fortes incentivos a que as capacidades instaladas e as tecnologias existentes sirvam propósitos diferentes daqueles que são declarados pelos nossos decisores políticos.

O caso mais grave é o chamado “Chat Control”. Se o combate ao abuso sexual infantil é uma causa moral irrecusável, que é!, uma sociedade livre não pode abdicar dos seus princípios nem estigmatizar quem questiona os meios propostos por Bruxelas como alguém indiferente perante as vítimas destes crimes.

[Fotografando por aí] Marco Geodésico de Portugal

8 de julho de 2026, foto: Hilda Torres

8-7-2026: Oeste sem filtro – Governo americano avalia como absurda manifestação do Itamaraty + Trump diz que o acordo com o Irã acabou


Relacionados:

[Aparecido rasga o verbo] O casamento perfeito entre a Pulga Franja e o Veado Catingueiro Luiz Bonifácio de Andrada e Silva 
Master ANULADO? E mais, diretor da PF em VEXAME INTERNACIONAL 
Dois países, um coração 
3-7-2026: Oeste sem filtro – M prorroga prisão domiciliar de Bolsonaro 
2-7-2026: Oeste sem filtro – Mulher de M enviou a Vorcaro, por telefone, o contrato de 129 milhões + Jaques Wagner é recebido com vaias em Salvador 
Por que as mulheres tendem à esquerda? 

[Daqui e Dali] Divórcio: sim ou não?


Humberto Pinho da Silva

Vou abordar assunto muito delicado: o divórcio.

O repúdio pode ter várias causas. Em geral, é resultado de namoro apressado ou imperfeito; para não falar do abandono, na adolescência, dos preceitos da religião cristã

Manuel Bernardes na "Nova Floresta" aconselha "Casam primeiro as idades, as condições, as saúdes e as qualidades; e então casarão bem, as pessoas. Doutro modo, já de antemão levam o divórcio meio feito."

Malaquias, em 2:16, lembra que Deus detesta o repúdio, ou seja, o divórcio.

E Jesus assevera: “Eu, porém, digo-vos: quem repudiar a sua mulher, exceto no caso de concubinato, expõem-na ao adultério, e quem casar com a repudiada, comete adultério” (Mt.5:31)

Paulo, aos romanos (7:2), reafirma o que Jesus disse: "A mulher está ligada ao marido, enquanto ele vive. Se falecer, fica livre e não adultera se casar de novo. E, em carta aos corintos, São Paulo, reafirma "Eu prescrevo, não eu, mas o Senhor, que a mulher, não se separe do marido. Se, porém, se separar, que permaneça sem se casar, ou que se reconcilie com o marido, e este não a repudie” – I Cor.7:11

Portanto: a dissolução do casamento está vedada aos cristãos; porém há Igrejas Evangélicas que o admitem, baseando-se no texto que Mateus escreveu – "exceto em caso de adultério"

[Viagens & Destinos] Leblon — O bairro mais caro do Brasil【4K】💰


Anteriores:

O melhor São João de Portugal: nossa experiência no Porto 
[Viagens & Destinos] Copacabana num domingo de Inverno – Rio de Janeiro, Brasil 
Caminhos da História - O Dragão no logotipo do FC Porto 🐉 
Santo Antônio – Lisboa 2026 
Um domingo diferente no Aterro do Flamengo 
Por dentro da maior feira livre do Rio 
Vida real no Centro do Rio de Janeiro 【4k】🔥

quarta-feira, 8 de julho de 2026

[Quadro da Quarta] Juramento da Quadra de Tênis

Em 20 de junho de 1789, os membros do Terceiro Estado francês fizeram o juramento do jogo da péla (pt) ou juramento da quadra de tênis (br) em francês: Serment du Jeu de Paume), votando "para não se separar e se reunir onde for necessário, até que a Constituição do reino seja estabelecida".

Foi um evento crucial na Revolução Francesa. Os Estados-Gerais foram chamados para tratar da crise fiscal e agrícola do país, mas ficaram atolados em questões de representação imediatamente após a reunião em maio de 1789, principalmente se votariam por ordem ou por cabeça (o que aumentaria o poder do Terceiro Estado, visto que superavam em número os outros dois estados por uma grande margem).

Em 17 de junho, o Terceiro Estado passou a se autodenominar Assembleia Nacional, liderada por Honoré Gabriel Riqueti, Conde de Mirabeau.

Na manhã de 20 de junho, os deputados ficaram chocados ao descobrir que a porta da câmara estava trancada e guardada por soldados. Eles temeram imediatamente o pior e ficaram ansiosos com a iminência de um ataque real do rei Luís XVI, portanto, por sugestão de um de seus membros Joseph-Ignace Guillotin,  os deputados se reuniram num tribunal interno de jeu de paume no distrito de Saint-Louis da cidade de Versalhes, perto do Palácio de Versalhes.

Lá, 576 dos 577 membros do Terceiro Estado fizeram um juramento coletivo de "não se separar e se reunir onde quer que as circunstâncias o exijam, até que a constituição do reino seja estabelecida".

 A única pessoa que não aderiu ao juramento foi Joseph Martin-Dauch de Castelnaudary, que executaria apenas as decisões tomadas pelo monarca. Wikipédia 

Óleo sobre tela, Jacques-Louis David, 1791, Museu Carnavalet, Paris

Anteriores:
As moças da margem do Sena 
Cristina de Pisano 
Maria Antonieta levada para o Cadafalso 
Romeu e Julieta 

[Língua Portuguesa] História ou estória

Flávia Neves

A palavra mais correta e socialmente aceita é história, sendo essa a forma preferencial. A palavra estória aparece em dicionários e no vocabulário ortográfico da Academia Brasileira de Letras mas não é unanimemente aceita.

Há quem defenda que devemos utilizar o termo história para a narração de fatos documentados e situações reais sobre o passado da humanidade e o termo estória para a narração de fatos imaginários, de ficção.

Há, também, quem condene o uso da palavra estória. Visto a palavra história abranger os dois significados, consideram desnecessário o uso da palavra estória.

Diferença entre história e estória

História e estória têm sua origem na palavra grega historía. A forma estória também tem influência da palavra em inglês story. Estória é uma forma antiga da palavra história, que deveria ter caído em desuso.

Tal não aconteceu e esta palavra é utilizada atualmente não como sinônimo de história, mas para distinguir a história de fatos reais das histórias das fábulas e contos infantis.

Exemplos de diferenciação entre história e estória

terça-feira, 7 de julho de 2026

[Aparecido rasga o verbo] O casamento perfeito entre a Pulga Franja e o Veado Catingueiro Luiz Bonifácio de Andrada e Silva

Aparecido Raimundo de Souza

PARA QUEM NÃO SABE, a floresta inteira é feita de coisas grandes. Coisas enormes e gigantescas. Tem árvores que erguem seus troncos que até parecem tocar o céu. Em seu interior existe uma cadeia de malandros travestidos de ladrões, de deputados punguistas rotulados de senadores, outros velhacos de chimpanzés flibusteiros, e até de elefantes portadores de duas trombas, como igualmente de “piratas” de um só órgão da visão e três tapas olhos, um exclusivamente para ser enfiado no rabo, caso a coisa saia, de repente, do controle.

Não bastasse, podemos topar ainda com outros arteiros astuciosos e velhacos diplomados de marginais, de antas, onças, toupeiras, leões, papagaios e até um imbecil que todos respeitam como sendo o presidente. Na floresta também tem uma infinidade de raízes que se enroscam no chão como mãos antigas, os dedos calejados, as pelancas expostas, sem falar em rios caudalosos disfarçados de “Lagos Paranoás”.

Sem mencionar, mas já o fazendo, abelhas e zangões “picadeiros” que correm com voz de trovão (lembram, ainda que distanciados, do Thor Marves Cominos, aquele herói que acabou virando desenho infantil). Não poderia faltar o “mencionamento” de um puteiro enorme onde centopeias enormes e de uma infinidade de aves rasteiras (perdão, de aves trepadeiras) que abrem as suas asas e fazem uma espécie de sombra negra e gigantesca pior que a da pacata Chernobil.

Essas aves trepadeiras vivem no reino encantado do STF. São as (“Santas Travestidas de Futriqueiras”). Quem tem o infortúnio tormentoso e a infelicidade de entrar ali pela primeira vez, ao espiar para cima, vislumbrará um céu enegrecido que parece se impor aos nossos medos. Os ratos acostumados a dar golpes, a tomarem café com queijos importados de paraísos fiscais, e, por debaixo das cuecas e calcinhas, na surdina, o dinheiro dos desvalidos e aposentados do INSS costumam sumir em malas de viagens, como foi o caso do “onrado deucuputado” Geddel Vieira Lima. Aqueles que conseguem acessar e sair ilesos, ficam maravilhados com a imensidão, com a força e, sobretudo, com o que parece (pelo menos, para eles) ser eterno.

Quase ninguém abaixa o olhar suficientemente para ver o que cabe num fio de capim, onde no cérebro núcleo dessa podridão descabida, uma estátua com uma birosca nos olhos permanece sentada como cafetina que trepou bastante, deu o rabo até as pregas sumirem nos cafundós das camas de motéis baratos, e agora está gozando de uma polpuda aposentadoria vinda dos cofres arraigados do suntuoso Banco Master.

Foi assim que ele a encontrou. Ou ela, nunca saberemos.