segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Why Won’t China Cut Ukraine Off From Drone-Related Sales?

Andrew Korybko 

Indefinitely perpetuating the Ukrainian Conflict through these means indefinitely delays the full implementation of the US’ planned “Pivot (back) to (East) Asia”, can lead to Russia selling its natural resource wealth to China at bargain-basement prices, and maintains China’s “active neutrality”

Radio Free Europe/Radio Liberty (RFE/RL) referenced the EU’s summertime disbursement of the first €1 billion to Ukraine for drone procurement out of the €6 billion promised for this program in an article late last month about how “Ukraine’s Drone War Exposes An Uncomfortable Reliance On China”. They drew attention to the carve-out allowing Ukraine to purchase Chinese parts with these funds, ergo the politically incorrect observation back then that “The EU Plans To Pay China To Help Ukraine Kill Russians”.

RFE/RL reported that “While Kyiv has cut back on the purchase of ready-made drones from China, components such as motors, lithium batteries, and fiberoptics are still in high demand.” Additionally, “In the first six months of 2026, imports of Chinese parts had already reached around 76 percent of the total recorded for the previous year.” They also cited a Ukrainian report which claimed that “38 percent of the value of drone components imported by Ukraine in the first half of 2025 came from China.”

The purpose of their piece appears to be to instill a sense of urgency in Ukraine and the West alike to radically ramp up domestic drone production in order to reduce what one of their cited experts described as Ukraine’s “hostile interdependence” on China. They explained that “Beijing remains Kyiv’s largest trading partner, while Ukraine is a key supplier of agricultural goods to China.” That’s true, and it’s one of the reasons why China won’t cut Ukraine off from drone-related sales, but there’s more to it.

Não há independência sem liberdade

[Sétima Arte] A marca da forca/Território sem lei

Hang 'Em High (BrasilA marca da forca/Território sem lei / Portugal: À Sombra da Forca) é um filme estadunidense de 1968 do gênero western, coescrito e produzido por Leonard Freeman e dirigido por Ted Post. 

Sinopse

No então território de Oklahoma em 1889, o vaqueiro Jed Cooper é quase enforcado por um grupo de homens que o acusam de matar um rancheiro e roubar o gado dele. Deixado pendurado na forca, ele é salvo quando o delegado Bliss chegou ao local. O delegado está a serviço do juiz Fenton, a autoridade máxima no território.

Ao chegar à corte do juiz, em Fort Grant, Cooper é libertado pois já haviam capturado o verdadeiro ladrão assassino. Mas Cooper quer vingança contra aqueles que quase lhe mataram. O juiz sabe que Cooper foi um homem da lei em outro Estado, e lhe propõe assumir o cargo de delegado. Assim, ele poderá perseguir seus atacantes legalmente. Mas o juiz faz questão de que eles sejam trazidos vivos para serem julgados. 

domingo, 6 de setembro de 2026

Onde é? Qual o nome? 😉

Ginga, humor e praia: jeito carioca pode virar patrimônio imaterial

Projeto de Cesar Maia propõe reconhecer o "estilo carioca de ser” marcado pela informalidade, ginga, criatividade e relação com as praias, como patrimônio cultural imaterial do Rio

Quintino Gomes Freire

A informalidade, o bom humor, a ginga e a capacidade de improvisar podem ganhar reconhecimento oficial no Rio de Janeiro. Um projeto apresentado pelo vereador Cesar Maia propõe declarar o chamado “estilo carioca de ser” como patrimônio cultural de natureza imaterial da cidade.

Foto: Alexandre Macieira/Riotur

O Projeto de Lei nº 2.608/2026 foi apresentado na Câmara Municipal do Rio em 25 de agosto. O texto ainda precisa ser analisado pelos vereadores antes de uma possível aprovação.

A proposta define o “estilo carioca de ser” como uma expressão coletiva dos modos de viver, conviver e se relacionar com a cidade. O conceito inclui a sociabilidade nos espaços públicos e a ligação cotidiana com as praias, a natureza e a paisagem urbana.

Também fazem parte desse modo de vida as atividades ao ar livre, o humor, a criatividade, a ginga e as formas de convivência que integram a memória cultural da população.

Das praias aos botecos

Na justificativa do projeto, Cesar Maia cita a convivência em praias, praças, calçadas, feiras, rodas de samba e botecos tradicionais. A prática de esportes ao ar livre e a proximidade entre o mar, as montanhas e o espaço urbano também aparecem como traços da identidade carioca.

Não há país que resista…

O Brasil precisa debater temas importantes, como o destino do dinheiro público, sob pena de dar o passo que falta para mergulhar no abismo que tem pela frente


Nuno Vasconcellos

Sem a mínima intenção de ignorar a troca de acusações que, nos últimos dias, contaminou o debate institucional, esta coluna tem procurado olhar em outra direção. Não se trata de negar a gravidade da situação para a qual as autoridades empurraram o país — mas, sim, de chamar a atenção para a necessidade de antecipar uma discussão obrigatória, que terá de acontecer caso se pretenda pôr um ponto final na crise atual.

Qualquer que seja a solução para o forrobodó que, neste momento, envolve os três poderes da República, a sociedade precisa agir. E essa ação deve levar a um novo padrão de relacionamento com as instituições. A sociedade precisa assumir o papel reservado a ela pela Constituição e criar mecanismos capazes de conter os excessos das autoridades. Simples assim. 

Será preciso, desta vez, não se contentar com as medidas improvisadas que têm sido apresentadas como solução para as crises. É mandatório, por mais que pareça difícil, ir até o fundo na construção de um novo modelo institucional — com regras e limites de atuação definidos, divulgados e obedecidos por todos os servidores públicos, do primeiro ao último escalão.

PRÁTICAS ANTIRREPUBLICANAS

A confusão que chegou ao ponto em que chegou tem origem, em primeiro lugar, na luta pelo controle do Estado. E, em segundo, na falta de critérios claros e transparentes para o trato com o dinheiro público. Isso mesmo! A inexistência de mecanismos eficazes de controle do acesso ao dinheiro público facilita a gatunagem que está por trás de todas as crises. Ou o Brasil muda a maneira de lidar com o dinheiro público ou terá dado o passo que falta para cair no abismo que tem à sua frente.

Vasco perde para o Fluminense por 1 a 0 e segue na zona de rebaixamento

Vasco da Gama é derrotado no clássico no Maracanã pela 26ª rodada do Brasileirão e permanece na 17ª colocação

Anderson Montalvão 

Foto: Matheus Lima/Vasco da Gama

O Vasco foi derrotado pelo Fluminense por 1 a 0 na noite deste sábado (5), no Maracanã, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol da partida foi marcado pelo argentino Lucho Acosta, no segundo tempo.

Com o resultado, o Cruzmaltino permanece na zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com 25 pontos. O Fluminense, por sua vez, chegou aos 45 pontos e assumiu a quarta posição do Brasileirão.

O Vasco teve maior controle da partida no primeiro tempo e criou as principais oportunidades. O Gigante da Colina terminou os 45 minutos iniciais com 54% de posse de bola e seis finalizações, contra apenas uma do Fluminense.

Apesar do domínio, a equipe não conseguiu transformar a superioridade em gol. A etapa inicial também foi marcada por muitas interrupções e disputas mais fortes, com cinco cartões amarelos distribuídos.

No segundo tempo, o Vasco continuou com maior posse e tentou encontrar espaços na defesa tricolor. O Fluminense, porém, foi eficiente quando teve uma oportunidade.

[As danações de Carina] Mulheres enfermas e seus maridos portadores de procedimentos cruéis em decorrência de uma vida a dois deteriorada e sem futuro

Carina Bratt

SEREI BREVE nas minhas ‘Danações’ de hoje. Reparem. Nesses tempos modernos, em que vivemos, um saco de gatos miando desordenadamente surgem com doenças velhas, incômodos e enfermidades maquiadas com rostinhos de santinhos do pau oco. Faço referência aqueles padecimentos que não aparecem em exames, que não tem nome médico definido, ou remédio milagroso que especialista, por mais estudado que seja, em aviar uma receita, chega perto do privilégio da cura. E que doença é essa? 

É a doença de simplesmente ser ‘mulher’. Mulher doente, no sentido de ter ao seu lado um homem que, em vez de cama, faz dela um campo de batalha. Elas deitam com febre, com dor nos ossos, com a alma cansada e estuporada de lutar, de pelejar com unhas e dentes contra o próprio corpo e em vez de uma mão caridosa na testa, umas palavras suaves, um copo de água trazida com a calma necessária, recebem um ajuntamento de cobranças, um calhamaço de silêncios que pesam, que ferem, que mortificam, seguidos sempre de comentários infames que cortam mais fundo que qualquer cirurgia conhecida nos campos da medicina.

’Você só quer atenção.’  ‘Isso é frescura.’ ‘Já cansei de cuidar de você.’ ‘Vá para os quintos do inferno e leve o diabo junto’. Frases impróprias que não saem de uma boca de quem ama, mas de um vomitador nojento, de um desgraçado insano de quem se acha deus e por conta disso, vê a esposa como um objeto vulgar e que pelo fato de ter parado de funcionar, carece, com certa urgência ser substituída por outra. De preferência, mais nova.

[Discos pedidos] Dolly Parton, * Pittman Center, 19 de janeiro de 1946 – † Nashville, 25 de agosto de 2026

Dolly Parton

sábado, 5 de setembro de 2026

O Mito da Escola Neutra

Maria Helena Costa

Há uma publicação no Instagram, de Maurilo Borges, que deveria ser de leitura obrigatória para pais cristãos. Não porque traga uma novidade teológica, mas porque diz, com uma clareza incómoda, o que muitos de nós já sentimos em casa e ainda recusamos nomear: os nossos filhos são atacados todos os dias por ideologias hostis à fé cristã. Marxismo clássico. Cientificismo. Relativismo pós-moderno. Desconstrução do sexo e da família. Pressão para privatizar a fé. Naturalismo que reduz o ser humano a um acidente biológico sem propósito.

O mais grave não é a existência desses ataques. O mais grave é a forma como nós, pais cristãos, ainda entregamos as crianças à escola com a instrução tácita — e às vezes explícita — de “aprenderem tudo o que o professor ensinar”. Como se o ensino fosse neutro. Como se a sala de aula se resumisse à ortografia, à tabuada e ao teorema de Pitágoras. Como se a antropologia, a moral, a origem do homem, o sentido do corpo e a definição de família pudessem ser ensinadas sem um deus no centro — o Deus da Escritura ou outro qualquer.

Eu própria perdi o meu filho para essas ideologias sem dar por isso.

Não foi de um dia para o outro. Não houve um ultimato dramático à mesa. Foi uma erosão. Perguntas que começaram a surgir com outro tom. Um constrangimento crescente em relação às verdades bíblicas. Um olhar de superioridade moral quando falávamos de pecados que a cultura já rebatizou de “identidade”. Uma fé que, de tal forma “privada”, deixou de ter o direito de se pronunciar sobre o corpo, o sexo, a verdade e o bem. Quando dei por mim, já não estava a catequizar um filho da aliança. Estava a negociar com alguém que tinha aprendido, noutro púlpito, que as convicções cristãs firmes são autoritárias, intolerantes ou simplesmente atrasadas.

Não escrevo isto do alto de uma parentalidade irrepreensível. Não há pais perfeitos. A tradição cristã nunca nos permitiu essa ilusão. Somos pecadores a criar pecadores, dependentes da mesma graça que pregamos. Errámos no tom, no tempo, na presunção de que o culto dominical e a oração à mesa bastariam contra um currículo que forma a imaginação moral cinco dias por semana. Mas o reconhecimento da nossa falibilidade não pode servir de desculpa para continuarmos a dormir. 

Lula e a mentira (colossal) na política

Gastão Reis

Política e mentira têm um parentesco muito próximo. Talvez seja um exagero afirmar que sejam irmãs gêmeas, mas não estaríamos muito longe do que realmente são. Na vida dos povos, é importante saber com que grau de tolerância ela foi tratada; em que períodos foi aceita em maior ou menor grau e aqueles em que não foi tolerada, bem como saber as consequências provocadas por cada uma dessas posturas em relação à mentira na política.

Uma pequena volta à nossa História do século XIX é salutar para verificar a quantas andavam as mentiras na política daqueles tempos. Em linhas gerais, tinham pernas curtas, bem diferente do que ocorre hoje, cujas pernas são longas e andam a passos largos. Por volta de 1915, Ruy Barbosa, já completamente desiludido com a República, afirmava: “O Parlamento do Império era uma escola de estadistas; o Congresso da República virou um balcão de negócios”. Observe, caro(a) leitor(a), que o balcão já comemorou mais de 100 anos de roubalheiras e desrespeito ao dinheiro público.

Obviamente, isto não quer dizer que os políticos do Império nunca mentiram. Mas eles se policiavam muito porque sabiam da existência do Poder Moderador, sempre atento aos desmandos do "andar de cima", o que incluía as mentiras. Tudo isso mudou, repentinamente, na primeira década republicana (1890-1899), com a enganação por atacado no chamado Encilhamento. A liberação de emissão de moeda pelos bancos e o crédito fácil deram-se as mãos para um processo de especulação em alta dose, sem a fiscalização adequada. Ao longo da chamada República Velha (1889-1930), ainda houve alguns presidentes responsáveis no trato do dinheiro público. Curiosamente, os três melhores foram antigos conselheiros do Império, época em que se levava a sério essa questão. Depois veio a ditadura de Getúlio Vargas (1930-1945), aquele que a verve dos cariocas chamava de "pai dos pobres e mãe dos ricos". É fato que Vargas, pessoalmente, foi muito diferente de Perón, cuja fortuna pessoal, após sua queda em 1955, bateu em 200 milhões de dólares atuais. A ressalva a Vargas não implica que não tenha havido favores e corrupção em seu período ditatorial.

Mas a verdade é que os tempos republicanos não foram nada exemplares no trato do dinheiro público. Os dias atuais são caso de vergonha nacional sem a devida punição. Chegamos mesmo ao que podemos chamar de mentira institucional no 8 de Janeiro, que tentaram rotular de tentativa de golpe de Estado orquestrada pelo ex-presidente Bolsonaro, que estava nos EUA. Pensar em dar um golpe, algo muito comum na tradição golpista republicana brasileira, virou um golpe que não houve. E foi assim que se instituiu o crime de pensamento — que pode ou não ter ocorrido —, duramente criticado pelo ministro Fux em seu longo voto de mais de 9 horas em sessão solene do STF.

Feira de São Cristóvão celebra 81 anos de tradição nordestina no Rio

Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas celebra mais de oito décadas reunindo música e gastronomia


Rodrigo T. Ribeiro

Quem entra na Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, dificilmente consegue ficar indiferente. Basta caminhar alguns metros para ouvir o som do forró, sentir o cheiro da comida nordestina, encontrar sotaques diferentes, ver famílias reunidas e perceber que aquele espaço é muito mais do que um centro de compras ou gastronomia. É território de memória, identidade, música e celebração.

A Feira de São Cristóvão completa 81 anos mantendo viva uma tradição que atravessou gerações e ajudou a transformar a cultura nordestina em parte inseparável da identidade carioca. É um pedaço do Nordeste no coração do Rio, onde tradição e renovação caminham lado a lado.

Para marcar a data, os feirantes prepararam uma homenagem especial: um bolo de nove metros, feito com carinho para celebrar o aniversário e ser compartilhado com pessoas importantes para a história da Feira. A iniciativa traduz também uma relação construída ao longo de décadas entre os comerciantes, os cariocas e os turistas que visitam o espaço.

Uma história construída com muita luta

A trajetória da Feira é feita de muitas histórias individuais que, juntas, ajudam a contar a história coletiva da comunidade nordestina no Rio.


Uma dessas personagens é Maria da Guia, diretora de marketing da Feira de São Cristóvão e feirante que conhece de perto os diferentes momentos dessa história. Ela chegou ao local em 1977, quando ainda era preciso puxar lona e enfrentar as dificuldades da feira instalada ao ar livre.

Reviravolta no Dragão

FC Porto venceu o Moreirense FC (2-1) na 5.ª jornada da Liga

O FC Porto recebeu e venceu o Moreirense FC (2-1) no jogo de abertura da quinta jornada da Liga Portugal e somou mais três pontos, mantendo-se isolado na liderança da tabela classificativa. Jan Bednarek, a fechar a primeira parte, e William Gomes, no arranque da segunda, assinaram os golos portistas em noite de reviravolta no Estádio do Dragão. 

Francesco Farioli lançou Francisco Moura no lugar que ocupado por Zaidu em Viseu, mas foi a partir da direita que surgiu o primeiro sinal de perigo: Alberto Costa cruzou rasteiro para a entrada da área, de onde Pablo Rosario rematou para defesa de André Ferreira. 

Os cónegos chegaram à vantagem aos 20 minutos (0-1) e os Dragões partiram à procura do empate: primeiro William Gomes cobrou um canto à direita e André Silva cabeceou por cima da trave; depois o extremo brasileiro recebeu um passe longo de Jakub Kiwior e testou os reflexos do guardião adversário. O cerco portista apertava e o inevitável aconteceu aos 36 minutos, quando, na sequência de um livre lateral batido pelo número 7, Jan Bednarek saltou mais alto do que a concorrência e desviou para o fundo das redes (1-1). Tudo igual ao intervalo, apesar do saldo de 8-2 em remates favorável aos da casa. 

A etapa complementar arrancou na mesma toada. Uma incursão de Alberto Costa permitiu a Pepê testar os reflexos de André Ferreira (46m) e o lateral direito ficou perto de marcar pouco depois, na sequência de um canto cobrado por William Gomes, que viu um remate rasar o poste mais próximo nos minutos inaugurais da segunda parte. A pressão do líder não abrandava e a reviravolta chegaria ainda antes da hora de jogo: Victor Froholdt ganhou o duelo no meio-campo e abriu para Pepê, que serviu William Gomes para o 2-1 (57m). 

4-9-2026: Oeste sem filtro – Fachin dá prazo para a PGR e Polícia Federal (só faltou o Lula) se manifestarem + m. utiliza relatório sem valor probatório para acusar Mendonça + Transparência Internacional defende afastamento de m.

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Flávio Bolsonaro convidando para o dia 7 de setembro 
2-9-2026: Oeste sem filtro – Fachin admite gravidade das revelações sobre m. e promete reação institucional no… tempo devido (Çei..) + Imprensa internacional repercute as mensagens de Vorcaro + Eliana Calmon: chegou a hora do Supremo tomar uma atitude 
1-9-2026: Oeste sem filtro – Fim da linha para Moraes?

[Versos de través] Nunca mais

Manuel Cândido Pimentel 

Confiei rosas vermelhas à tua campa. Destas pétalas o orvalho dos meus olhos
deslizou numa melodia de cisne para a terra. Meu amor em repouso,
este fogo que arde e não se extingue, e esta lava que me lava o coração,
pudessem eles num conto de fadas erguer-te de novo para a vida,
e eu afundar-me ia com gosto no chão que te cobre… e seria raiz,
e caule e botão em frol cujo olor te desse de novo o que a morte te levou.
Dizem-me os antigos que os deuses amam aqueles jovens que se foram.
Mas eis-me aqui, a sós com a tua memória, contristado pela tua partida.
A mole do universo é indiferente à minha dor.
Os espaços estelares são indiferentes ao meu desejo.
O mar ao longe não sabe do meu amor.
O sol brilha impassível à força do meu beijo.
Nada ressuscita na terra calcinada deste campo-santo.
Tudo é definitivo, tudo tem a medida do adeus.
Só a memória medra para dentro da dor,
tudo é de pedra… e até ouço as rosas que te dei
num rumor de palavras entre elas… nunca nunca nunca mais!

Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 18-2-2024  

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Carta a Telémaco 
Trinta foram os dias 
Metáforas 
A oeste 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A negação é a verdadeira emergência da Europa


Afonso Belisário

Parece ainda existir uma profunda relutância em toda a Europa em aceitar e encarar o facto incontestável de que o continente corre o risco daquilo que a Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, publicada em dezembro de 2025, descreve como “erosão civilizacional”, uma palavra e um conceito assustadores na sua gravidade. As duas áreas políticas geralmente destacadas quando existem tentativas sérias de lidar com este assunto são a imigração e as consequências da obsessão do velho continente com as alterações climáticas.

Tem-se revelado muito difícil persuadir os dirigentes políticos europeus a compreender que o grande número de refugiados do Médio Oriente e de África que invadiram a Europa não pode ser considerado imigrante. Mesmo sem invocar a sua presença ilegal, assemelham-se mais a multidões de pessoas desesperadas, sem sentido de nacionalidade, sem ambição de assimilarem a cultura dominante dos locais de destino, e focadas em alcançar uma vida mais próspera, conservar as suas próprias culturas e impô-las aos seus novos anfitriões. Assemelham-se mais às massas que avançaram para oeste na Baixa Idade Média em direção à Europa Ocidental, fugindo dos bárbaros selvagens das estepes asiáticas e sem qualquer intenção de se unirem ao Império Romano.

Mas os bárbaros trouxeram consigo religiões tão primitivas que rapidamente adoptaram o cristianismo, o que contribuiu muito para a sua estreita associação com os habitantes locais, que gradualmente evoluíram para as grandes nações da Europa. As atuais vagas migratórias são maioritariamente muçulmanas, ferozmente sectárias e demonstram uma propensão muito maior para proliferar num estado segregado e frequentemente antagónico do que para se assimilarem às sociedades de acolhimento.

“cabe aos plenários do Supremo Tribunal Federal e do Senado, bem como ao Conselho Superior do Ministério Público, desobstruir os mecanismos previstos pela Constituição”

Um juiz constitucional cercado por gravíssimos indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça já representa, por si só, um risco institucional em razão da natureza de suas condutas. Mas torna-se um elemento ainda mais desestabilizador pelas medidas que pode adotar em busca da impunidade. É nisso que o ministro Alexandre de Moraes se transformou diante das revelações que apontam para suas condutas com Daniel Vorcaro e, sobretudo, diante de sua retaliação autoritária, colocando o Supremo Tribunal Federal no caminho de uma crise institucional sem precedentes. 

O Brasil precisa priorizar a defesa de suas instituições e de seu regime democrático, neutralizando imediatamente essas ameaças. O ministro Moraes deve ser afastado de suas funções para que as investigações possam ser conduzidas sem riscos de interferência e sem que a crise escale ao ponto de uma ruptura institucional. Da mesma forma, toda a rede de autoridades potencialmente implicadas ou que estejam obstruindo os mecanismos constitucionais de responsabilização também deve ser afastada e investigada. 

Se as vias naturais de resolução estão sendo bloqueadas pelo procurador-geral da República e pelo presidente do Senado Federal, cabe aos plenários do Supremo Tribunal Federal e do Senado, bem como ao Conselho Superior do Ministério Público, desobstruir os mecanismos previstos pela Constituição para o enfrentamento dessa crise. 

As investigações dos esquemas do Banco Master e de outros casos de grande complexidade exigem a atuação coordenada dos órgãos de investigação, persecução criminal e julgamento, cada qual dentro de sua competência constitucional. Somente assim é possível assegurar o devido processo legal, a ampla defesa e a solidez das futuras responsabilizações, evitando que nulidades ou interferências comprometam a busca por justiça, reparação e recuperação da confiança pública nas instituições. 

"Organização Maligna"

É a segunda vez que estou postando essa imagem hoje. E, desta vez, é para dizer que essa decisão do ALEXANDRE, hoje, foi orquestrada em conjunto por todas essas figuras que aí estão. 

 Estamos nas mãos de uma ORGANIZAÇÃO MALIGNA.

Texto e Imagem: Michel C. Salles, X, 4-9-2026, 1h32 

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Multiplan vai construir minibairro com até 10 torres ao lado do VillageMall

Projeto poderá ter uma torre corporativa e nove residenciais em terreno onde funcionou o antigo Walmart

Victor Serra 

Grande precursora dos shopping centers na Barra, a Multiplan estuda o futuro de um enorme terreno que está entre os ativos da empresa há alguns anos. Dentro do plano de expansão do VillageMall, inaugurado em 2012 com a proposta de ser o primeiro shopping de grife do Rio, a administradora planeja erguer uma espécie de mini-bairro, com até dez torres, em uma área vizinha ao empreendimento.

O terreno seria o mesmo onde funcionava o antigo Walmart, fechado em 2011. A companhia, que comprou a área por R$ 231 milhões, já avaliava a construção de um empreendimento imobiliário no local há pelo menos dez anos, conforme indicam pedidos de licenciamento feitos à Prefeitura e analisados pelo DIÁRIO DO RIO. Desde 2018, parte do espaço abriga um centro de convenções. A proposta prevê uma torre corporativa e nove residenciais no entorno do shopping.

A iniciativa faz parte da estratégia do grupo de desenvolver áreas residenciais e comerciais próximas aos centros de compras, ampliando a circulação de pessoas e o movimento dos shoppings.

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O futuro do STF em xeque

[Aparecido rasga o verbo] O que leva as pessoas a sentirem tanto ódio?

Aparecido Raimundo de Souza

Indubitavelmente, uma ótima pergunta, além de profundamente humana. O ódio, especialmente quando é grande demais e enorme, persistente e parece sem fim. Quase nunca essa chaga aberta nasce do nada. Ele é uma espécie de dor profunda e recalcada que não se curou, ou melhor dito, que virou parte da sua estrutura e ganhou de alguém uma armadura. Em rápidas pinceladas, tentarei explicar não como especialista, por conta disso, serei objetivo escrevendo o que penso, o que vivo no meu dia a dia, o que sinto de quem tem ódio de mim, de forma simples e verdadeira. Por que uma pessoa carrega tanto ódio, insisto?

Seria essa coisa chata uma espécie de válvula de escape de uma ferida enraizada e não totalmente curada? O ódio, na sua base, não é raiva, nem é dor. Quem odeia muito alguém, carrega no seu DNA um ferimento antigo. Uma espécie de fardo ou peso morto, um pacote melindrado e enganoso que nunca foi tratado como deveria ter sido E por ele ser um “pacote trambolhado”, uma carga sem vida, incomoda, aborrece, desagrada e enraivece. Importuna, enfada, e se engrandece.

Faço referência a uma traição, um abandono, uma humilhação, um sofrimento que ninguém reconheceu. Em vez de chorar ou perdoar, a pessoa se brinda e carreia isso tudo para dentro de seu “eu” interior, e a partir daí a coisa toda se complica e se agarra e se muda de mala e cuia para dentro do coração. O ódio se multiplica como erva daninha, como políticos safados e ladrões, enganadores do povinho furreca. Essa bosta se adultera, se abalança e se deprava. Em paralelo, se constrange, se desfigura e se conturba... pior, ainda, se encoleriza e modifica literalmente o âmago do ser vivente porque odiar dói menos do que admitir que foi um dia ferido, seja no ontem, seja no hoje, no agora e, sobretudo, no amanhã.

Iria mais longe e acrescentaria que o ódio é uma forma mórbida de defesa imbecilizada em grau máximo.  O cérebro faz isso sem que a pessoa que odeia perceba: "se eu odiar muito, não me deixarei machucar de novo". Ledo engano! O ódio, a meu ver, acaba virando um escudo, notadamente se a pessoa se deixar ser levada a bel prazer de outros aparentados, ou a se convencer de que o “odiado” é totalmente mau, ruim, perverso, asqueroso, filho da puta, um borra-botas que ninguém precisa sentir pena, nem carece de um pingo de compaixão, pior ainda, não necessita sequer ser lembrado.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

A queda de Moraes depende da pressão popular

A janela de fato existe, mas passa pela pressão popular legítima, apoiando quem enfrentou o regime e é perseguido por ter enfrentado

Leandro Ruschel

Desde ontem, tenho recebido dezenas de mensagens de dois tipos. 

A primeira é a pergunta: “agora vai?”, referindo-se a uma possível queda de Moraes. A segunda é a lamúria: “não vai dar em nada”. 

Eu entendo as duas, e não posso simplesmente desprezar os pessimistas. Afinal, Lula está na presidência depois de ter sido condenado em dois processos, em três instâncias, e preso, antes de ser Descondenado pelo Supremo. Quem olha para esse histórico e desconfia de qualquer promessa de justiça não está sendo irracional. Está apenas lembrando do país em que vive. 

Mas também seria um erro ignorar a janela que se abriu, porque ela se abriu, de forma até milagrosa. 

Há menos de um ano, Moraes era praticamente inquestionável pela imprensa. Era tratado como uma espécie de santo protetor do Brasil, o homem que segurava a democracia contra as hordas bárbaras da direita. Qualquer crítica era rapidamente empurrada para a gaveta das fake news, do golpismo, da ameaça institucional. 

Essa blindagem morreu. 

Os petistas e seus cúmplices ainda vão continuar batendo na tecla da “defesa da democracia”. Mas a verdade é que esse argumento perdeu a força. Ninguém mais acredita nele como antes. A farsa foi longe demais, durou tempo demais e agora começou a voltar contra quem a sustentou. 

Quando uma militante de redação diz, na televisão, que nunca tinha visto os implicados em um escândalo decidindo sobre o próprio caso, ela esquece convenientemente que faz sete anos que isso acontece no Brasil.  

O inquérito das Fake News nasceu exatamente assim: ministros como vítimas, investigadores, acusadores e julgadores ao mesmo tempo. Um inquérito aberto dentro do próprio Supremo, sem objeto claro, sem prazo definido e usado durante anos para censurar, intimidar e perseguir adversários políticos. 

E mais: esse inquérito nasceu para abafar uma investigação da Receita que atingia ministros e familiares por incompatibilidade entre renda e patrimônio. 

Agora, qual é o foco do escândalo atual?