segunda-feira, 13 de julho de 2026

A imparável Michelle

Tatiane Melchior Stefanello Hodson

Depois de lavar incansavelmente a roupa suja familiar em frente aos holofotes midiáticos, Michelle cansou de ser apenas a "lavadeira". Afinal, faltam poucos meses para a eleição, e a coceira por um cargo importante, que possa colocá-la em extrema evidência novamente, é muito mais importante do que tirar o PT do poder.

Atrapalhar a candidatura de Flávio com um vídeo ridículo não foi suficiente. Michelle quer alçar vôos e votos mais altos. Decidiu que é a mulher mais poderosa do Brasil e fundou a sua própria Liga da Justiça: as "Imparáveis".

Escolheu a Mulher- Maravilha como o personagem que representa o seu movimento feminista de direita (como se feminismo de direita existisse). 


Michelle está equivocada em suas atitudes e desejos. Seus fãs inflaram seu ego a tal ponto que ela não resistiu ao canto da sereia. Acreditou na adulação dos fãs, que a colocaram num pedestal, sem entender que muitos deles só almejam a desunião do movimento conservador no país.

Não a culpo por sonhar, mas há uma grande diferença entre querer ajudar o Brasil, e saber o seu lugar como coadjuvante política.

Em vez de atrapalhar a candidatura de Flávio, ela deveria ter respeitado a decisão do marido e trabalhado com afinco e humildade pela eleição do enteado.

Será que Michelle não percebe que, ao antagonizar o seu "galego", ela está ajudando o inimigo?

Divórcio: remédio amargo


A Bíblia permite o divórcio em situações excepcionais. Mas o divórcio é sempre uma tragédia.

Nunca é algo a ser comemorado. É um remédio amargo, uma concessão divina à dureza do coração humano.

Por isso, a mentalidade divorcista, que vê no divórcio sempre a primeira e fácil opção às dificuldades inerentes ao matrimônio é uma disposição pecaminosa do coração inadmissível aos cristãos.

Texto e Vídeo: Vitor Grando, Facebook, 13-7-2026, 11h38

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[Daqui e Dali] Divórcio: sim ou não?

A fábrica de inúteis

A mãe disse não. Ele chamou advogado

Rogerio Pires 

Um vídeo correu as redes nos últimos dias e resume, em menos de um minuto, o estado de uma geração inteira. Nele, um rapaz de 24 anos aparece aos prantos. Não perdeu um parente. Não recebeu diagnóstico grave. Não foi demitido. 

Ele chora porque a mãe avisou que, depois dos 25, não vai mais pagar as contas dele. 

E a reação do rapaz, segundo o relato que viralizou, não foi procurar emprego. Foi procurar advogado. Processar a própria mãe para garantir sustento vitalício, como se ela tivesse assinado, na maternidade, um contrato de servidão perpétua. 

Pare e pense no que isso significa. 

Um homem adulto, com saúde, com estudo, com todas as ferramentas do mundo moderno na palma da mão, entende que a mulher que o pariu, criou e bancou por um quarto de século ainda lhe deve alguma coisa. E chora em público, filmando o próprio choro, esperando aplauso. 

O pior é que o aplauso vem. 

Não é caso isolado. É epidemia. 

Quem acha que se trata de um surto individual precisa olhar para o que já chegou aos tribunais mundo afora. 

Em 2020, a Suprema Corte da Itália precisou julgar o caso de um homem de 35 anos, professor de música em meio período, que exigia mesada dos pais. Alegava que 20 mil euros por ano não davam para viver no padrão que ele merecia. A corte negou. Precisou de juiz togado para dizer o óbvio: adulto se sustenta.

Três anos depois, também na Itália, uma mãe de 75 anos foi à Justiça para conseguir algo que deveria ser automático: despejar da própria casa os dois filhos, ambos na casa dos 40 anos. A imprensa local os apelidou de “parasitas”. Eles contrataram advogados para permanecer no sofá materno. 

Budanov Crushed Ukrainian Nationalists’ Fantasy Of An Ethnically Pure State

Andrew Korybko 

The irony is that they actually ended up building a liberal dystopia instead of a “fascist utopia”

The “Organization of Ukrainian Nationalists (OUN) and their militant “Ukrainian Insurgent Army” (UPA) wing, which genocided Poles and others in pursuit of an ethnically pure state, are the founding fathers of post-“Maidan” Ukraine. Ukrainian nationalists thus assumed that their fight against Russia from 2014, and especially after the start of the special operation in 2022, would advance this goal. Kiev’s banning of the Russian language, elements of Russian culture, and the Ukrainian Orthodox Church gave them hope.

This fantasy was just shattered by his Chief of Staff Kirill Budanov, who reaffirmed in late June what he said earlier in spring about the country’s need to attract more migrants since “There are significantly fewer of us now. I don’t want to scare anyone, but significantly fewer.” Around six weeks prior in early May, Minister of Social Policy Denis Uliutin revealed that only 22-25 million people still live in Ukraine. Of them, at least 10 million are pensioners per the Pension Fund of Ukraine’s estimate in early April.

To make matters even more concerning, UNICEF estimated last year that there are 6.6 million children under the age of 18, so taken together, that leaves just 6-9 million working-age adults left in the country. The World Bank’s latest data from 2024 estimates that males comprise 46% of the population, so that would roughly mean that Ukraine has only 2.76-4.14 million working-age males, a non-insignificant but unclear percentage of whom were either killed or permanently handicapped by the ongoing conflict.

Motocicletas e bicicletas viram o terror dos pedestres

Condutores dos veículos de duas rodas avançam sinais, andam na contramão e nas calçadas

Waleria de Carvalho

Todos os dias, seja de manhã, à tarde ou à noite, moradores dos mais diversos bairros do Rio de Janeiro têm mais um motivo para se preocupar: os inúmeros motociclistas, ciclistas e, atualmente, até os aficionados por patinetes. Em vez de respeitarem as leis de trânsito, eles avançam sinais, andam na contramão e ainda trafegam nas calçadas, esquecendo-se dos pedestres e causando acidentes, alguns até fatais.

IA 

Da Zona Norte à Zona Sul, o avanço do sinal vermelho tornou-se uma regra. Cruzamentos perigosos são ignorados por motociclistas e ciclistas que aproveitam brechas entre os carros, forçando quem está atravessando a correr para salvar a própria vida. Cortar quarteirões inteiros trafegando na pista oposta virou manobra padrão. Ruas de sentido único transformaram-se em vias de duplo sentido informais e altamente perigosas.

Bicicletas elétricas modificadas e ciclomotores de alta velocidade invadem o espaço que deveria ser do ciclista convencional. Pedalar em ritmo de lazer ou transporte tornou-se um risco devido a veículos pesados cruzando as pistas exclusivas a mais de 40 km/h. Moradores precisam olhar para todos os lados e para a calçada, que deveria ser reservada apenas para quem está a pé, mas não é isso o que acontece. E o pior: quando alguém reclama, é xingado na mesma hora. Os idosos são os mais afetados pela falta de educação dos condutores de duas rodas.

Que o diga a professora aposentada Maria da Glória Carvalho, de 60 anos. Ao andar pela Rua da Glória, na região central do Rio, ela foi atropelada por uma ciclista que ia para um bloco vender produtos. "Isso foi no Carnaval. Estava atravessando a rua e a ciclista me atropelou trafegando na contramão. Por sorte, passou devagar no meu pé e eu não me machuquei. O mais engraçado foi ela falar que bicicleta não tem mão. Claro que tem", pontuou. Pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a bicicleta só pode circular na mesma mão dos carros e, se for na calçada, apenas com sinalização específica ou se o condutor estiver desmontado, empurrando o veículo.

PM reage a tentativa de assalto e mata criminoso na Barra

Agente havia acabado de sair do serviço quando foi abordada por bandidos na Avenida Salvador Allende

Ana Fernanda Freire

Uma policial militar matou um criminoso durante uma tentativa de assalto na Avenida Salvador Allende, na região conhecida como Barra Olímpica, na Zona Sudoeste, na noite deste domingo (12). A agente estava de carro e havia acabado de sair do serviço quando foi abordada por um grupo de assaltantes.

De acordo com a corporação, a militar reagiu à ação e atingiu um dos assaltantes, que morreu no local da ocorrência. Os demais suspeitos fugiram antes da chegada de equipes do 18⁰ BPM (Jacarepaguá), responsáveis pelo patrulhamento na região.

A área precisou ser isolada e preservada para o trabalho da perícia da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A policial militar não sofreu ferimentos. O policiamento permanece reforçado na localidade.

Título e Texto: Ana Fernanda Freire, O Dia, 13-7-2026, 6h52

Vasco volta a campo após mais de 40 dias de crise e mudanças; veja cronologia

Vasco da Gama encerra período de turbulência e retorna aos gramados após instabilidade dentro e fora das quatro linhas

Altair Alves

Mais de um mês sem disputar uma partida oficial foi suficiente para o Vasco atravessar um dos períodos mais conturbados da temporada. Durante a paralisação para a Copa do Mundo, o Clube acumulou mudanças profundas nos bastidores.

As principais delas foram a demissão do técnico Renato Gaúcho, uma intervenção judicial na SAF, o afastamento e posterior retorno de Pedrinho ao comando da empresa, além de negociações frustradas, disputas políticas e reformulações no elenco.

Agora, com o fim da pausa, o Cruzmaltino volta a disputar o Campeonato Brasileiro nesta quinta-feira (16), diante do Vitória, em Salvador, tentando deixar para trás semanas de instabilidade administrativa e esportiva. 

Queda de rendimento culminou na saída de Renato Gaúcho

O Vasco iniciou o período que antecedeu a paralisação buscando se afastar da parte inferior da tabela do Brasileirão. Apesar de uma breve reação sob o comando de Renato Gaúcho, a equipe voltou a oscilar e encerrou a sequência de jogos na zona de rebaixamento após derrota para o Atlético-MG, em São Januário.

Pouco antes da reapresentação do elenco, a diretoria decidiu demitir o treinador. A avaliação interna apontava desgaste no relacionamento entre a comissão técnica e os jogadores, provocado por críticas públicas feitas pelo treinador, além de divergências sobre métodos de treinamento e decisões adotadas durante as partidas.

Tropical Hotel Amazônia: do abandono ao renascimento

Em celebração aos 50 anos de história do Tropical Hotel Amazônia, completados no dia 26 de março, o Portal Rios de Notícias apresenta o documentário “Tropical Hotel Amazônia: do abandono ao renascimento”, produzido dentro do projeto DocumentaRios. 

A produção mergulha na trajetória de um dos maiores símbolos do turismo da região Norte, mostrando momentos marcantes da sua história e revelando, com exclusividade, os bastidores do processo de reestruturação. 

O ponto de virada acontece em 2020, quando o Grupo Fametro adquiriu o empreendimento em leilão judicial por R$ 91 milhões. Desde então, um amplo projeto de revitalização vem sendo realizado — com mais de 90% das obras já concluídas — marcando um novo capítulo para esse ícone histórico de Manaus. 

🎥 Ficha técnica

Reportagem: Gabriel Lopes

Imagens: Luiz André Nascimento, Tunico Santos, Rodrigo Oliveira e Hudson Neris

Edição de imagens: Fabíola Nascimento

Produção e edição de texto: Nayandra Oliveira e Hernani Gabriel

Direção de jornalismo: Rômulo Araújo 

Construção civil em Portugal vs Brasil: Olha a quantidade de ferro desta obra!

🤔 Você já viu como funciona o início de uma construção de moradias aqui em Portugal? Neste vídeo, eu visito o canteiro de obras de três moradias (vivendas) de alto padrão dentro de um campo de golfe e mostro um detalhe que impressiona qualquer brasileiro: a quantidade absurda de ferro utilizada na estrutura! 

Conversamos com o Elias, um carpinteiro e ferreiro com mais de 21 anos de experiência na construção civil em Portugal, que nos explicou a realidade das obras europeias. 

Você vai entender por que as construções em Portugal levam tanto ferro (alerta: o motivo é sísmico!), como funciona a estrutura de malha dupla, as paredes de betão para contenção de aterro e as impressionantes estacas (bate-estacas) perfuradas a mais de 30 metros de profundidade por geólogos e topógrafos. 

Se você tem curiosidade sobre como é morar, trabalhar ou construir em Portugal, ou quer comparar a construção civil de Portugal com a do Brasil, este vídeo é para você!

0:00 - O início de 3 moradias em Portugal

0:15 - Conhecendo o canteiro de obras (e a fiscalização!)

1:18 - Entrevista com Elis: 21 anos de construção civil em Portugal

1:49 - Malha dupla de ferro e paredes de betão

2:40 - Como funciona a estrutura de uma casa em Portugal (Garagem, Rés-do-chão e 1º Piso) 3:34 - O verdadeiro motivo de tanto ferro em Portugal (Sismos)

4:36 - Teste de firmeza na laje: Construtor nota 1000

5:17 - Estacas de 30 metros: Como é feita a fundação no morro

7:22 - Acompanhe esta obra do zero ao fim!

FC Porto: os 35 convocados de Farioli para o estágio em Inglaterra

Francisco Sebe

Técnico italiano só fará corte no grupo após semana de trabalho no St. George's Park, que arranca hoje. Deniz Gul é a novidade, lesionados Samu e André Miranda seguem viagem. Juventude continua à prova

Ontem foi dia para o plantel do FC Porto recarregar baterias antes de entrar numa nova fase da pré-temporada. Após a folga que se seguiu ao empate com o Hibernian (1-1), no primeiro jogo-treino de 2026/27, os dragões embarcam esta tarde rumo a Inglaterra — o voo está marcado para as 14h30, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro —, onde vão realizar um estágio de seis dias, até sábado, no St. George's Park, casa das seleções dos três leões. 

E será com um grupo alargado de jogadores que os azuis e brancos vão seguir viagem. Francesco Farioli optou por não fazer o tradicional corte antes da concentração em solo britânico e elaborou uma convocatória de 35 jogadores.

A lista de jogadores convocados para o estágio no St. George's Park:

Guarda-redes: Cláudio Ramos, João Costa, João Afonso e Gonçalo Ribeiro;

Defesas: Alberto Costa, Martim Fernandes, Jan Bednarek, Nehuén Pérez, Gabriel Brás, Jakub Kiwior, Dominik Prpić, Luís Gomes, Zaidu, Francisco Moura e Yoan Pereira;

Médios: Alan Varela, Pablo Rosario, Tiago Silva, Victor Froholdt, Bernardo Lima, Eirik Granaas, João Teixeira, Gabri Veiga, Rodrigo Mora e Mateus Mide;

Avançados: Pepê, William Gomes, André Miranda, Borja Sainz, Oskar Pietuszewski, Duarte Cunha, André Silva, Deniz Gül, Eduardo Ferreira e Samu.

A comitiva, ainda sem Diogo Costa e Stephen Eustáquio, que gozam férias pós-Mundial, conta com quatro guarda-redes, onze defesas, dez médios e dez avançados, sendo no ataque que reside a principal novidade.

[Sétima Arte] Meu querido presidente

The American President (bra: Meu Querido Presidente; prt: Uma Noite com o Presidente) é um filme norte-americano de 1995 dirigido por Rob Reiner, escrito por Aaron Sorkin e estrelado por Michael Douglas, Annette Bening, Martin Sheen, Michael J. Fox, David Paymer e Samantha Mathis. 

No filme, o Presidente Andrew Shepherd é um viúvo que tenta uma relação com a lobista Sydney Ellen Wade – que acabou de se mudar para Washington, D.C. – enquanto ao mesmo tempo tenta aprovar um projeto de lei de controle ao crime. 

***

Rob Reiner é um romântico. Pelo menos, é um dos melhores diretores da atualidade quando o assunto é `comédia romântica`. São dele Harry & Sally - Feitos um Para o Outro e A Princesa Prometida. Além disso, Reiner trabalhou (como ator) em Sintonia de Amor, um dos melhores filmes do gênero no atual cinema americano. E agora ele está de volta com este Meu Querido Presidente. 

O filme não decepciona. É puro entretenimento. É um daqueles filmes para se ver com a paquera, namorada, noiva ou esposa ao lado, e aproveitar o clima criado para também se tornar romântico. Sintonia de Amor, por exemplo, deve ter sido a inspiração para o início de vários romances pelo mundo afora. É leve, divertido e gratificante. 

Andrew Shepherd é o Presidente dos Estados Unidos (nome sugestivo, não? `Pastor` é um bom nome para o líder de uma nação...), tem quarenta e poucos anos, é viúvo e tem uma filha inteligente e carinhosa. Tem, também 63% de aprovação da população e uma equipe que o admira e seria capaz de tudo por ele. Mas não é totalmente feliz. A morte de sua esposa deixou um vazio em sua vida. E não só no sentido político (para ir a eventos públicos, é acompanhado por uma prima), mas também em sua alma. Ele precisa de alguém. 

domingo, 12 de julho de 2026

Chega de tapar o sol com a peneira

Não foi só o futebol brasileiro que perdeu prestígio. A diplomacia, que já foi uma das mais respeitadas do mundo, também não consegue mostrar o mesmo brilho do passado 

Nuno Vasconcellos

A frustração que se espalhou pelo país na semana passada, depois que a derrota para o time da Noruega tirou a Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 2026, trouxe uma discussão que não pode ser adiada. Uma discussão que, além do futebol, se estende a outras situações da vida nacional. O ponto de partida do debate, que além de urgente é necessário, é o seguinte: não é mais possível continuar tentando tapar o sol com a peneira e seguir ignorando que os problemas do país são consequência de uma mania que precisa ser abandonada.

Essa mania é a de se queixar das consequências sem atacar as causas dos problemas. No caso da Copa, a desclassificação não começou aos 34 minutos do segundo tempo da partida, quando Erling Haaland marcou o primeiro gol da Noruega. Ela foi consequência de erros que começaram a ser cometidos anos atrás e que, enquanto não forem corrigidos, seguirão produzindo uma decepção atrás da outra. A verdade é que o futebol do país já não é o mesmo do passado. Ele vem sendo dilapidado pelas trapalhadas e omissões dos cartolas, pelo despreparo dos treinadores, pelo endeusamento prematuro de atletas e por uma série de outros males. 

Não é o caso de entrar em detalhes nem de tentar explicar, aqui, o processo que levou à perda de força e de prestígio internacional de uma Seleção que, embora não consiga se impor sobre os adversários, ainda mobiliza a paixão dos brasileiros. Queiram ou não queiram os que criticam o interesse que o futebol sempre despertou em um país que tem problemas muito mais sérios para resolver, a Seleção sempre ajudou a projetar uma imagem positiva do Brasil no mundo.

Nesta Copa, sob comando do italiano Carlo Ancelotti — que tem contrato com a Confederação Brasileira de Futebol até a Copa de 2030 —, o time chegou a dar ao torcedor a esperança de que poderia ter ido mais longe. O que se viu, no final das contas, foi a repetição dos erros de outros Mundiais. E a certeza de que o futebol brasileiro terá de mudar. O primeiro passo na direção de uma nova era depende de reconhecer que as glórias do passado são incapazes de garantir as vitórias do presente.

A Copa deixou grande legado 😤

Jornalismo a granel

Henrique Pereira dos Santos

Um dia destes, o Público tinha uma chamada de primeira página e uma página inteira (que não li, passei os olhos por um ou outro parágrafo para confirmar que não valia a pena ler, tratava-se de um artigo de mal dizer do jornalista sobre Ronaldo, disfarçado de análise numérica rigorosa) sobre o facto de Ronaldo ser o que menos tinha corrido dos 16 finalistas. 

A coisa era toda ela completamente ridícula, consistia, tanto quanto percebi, em pegar no jogador mais avançado de cada uma das 16 equipas que chegaram aos oitavos, e ver quanto tinham corrido, essencialmente para dizer que o Ronaldo não joga nada e está quieto, sem que se perceba o que serve dizer se alguém corre mais um bocadinho ou menos um bocadinho, fora do contexto do jogo de equipa.

Tinha uma tabela com os ditos jogadores, a maior parte dos quais nem sei quem são, portanto não sei se têm estado a jogar bem ou mal, mas reparei que imediatamente antes de Ronaldo, com números muito semelhantes, estava um jogador de que tenho ouvido falar bem neste campeonato, um tal Mbappé.

Assim sendo, normal seria o jornalista concluir que isso de correr muito ou pouco talvez não seja o que define o que cada um joga, só que como o jornalista queria é dizer que Ronaldo está a mais, este pequeno pormenor de ter números semelhantes a Mbappé passou a irrelevante.

O governo (finalmente!), resolveu começar a mexer um bocado mais no mercado de arrendamento e claro que a imprensa, os comentadores e a oposição que criticam o governo por não fazer nada de relevante e se limitar a cumprir o papel de rolha, começaram a criticar o que o governo quer fazer.

Na televisão que estava a ver, aparece o senhor da associação de inquilinos lisbonenses, ou um nome semelhante, a defender coisas completamente idiotas como que reina a informalidade à margem da lei no mercado de arrendamento, de maneira que mudar a lei para a qual as pessoas se estão nas tintas ia aumentar a instabilidade dos inquilinos que fazem acordos com os senhorios à margem da lei.

Ninguém escapa desta carta

Bolsonaro acabou com a desculpa de todo mundo

Rogerio Pires 

Existem gestos na política que valem muito e são emblemáticos. A carta manuscrita de Jair Bolsonaro, lida por Flávio Bolsonaro em transmissão ao vivo, é um desses gestos. Não estamos diante de um comunicado partidário qualquer, redigido por assessores e revisado por marqueteiros. Estamos diante de um pai que, impedido de falar diretamente ao povo, escreve de próprio punho para entregar ao Brasil aquilo que tem de mais precioso.

Ele já havia dito isso com todas as letras em dezembro, na primeira carta: “Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho para a missão de resgatar o nosso Brasil”. Agora, meses depois, o recado ganhou urgência. “O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro”, escreveu o ex-presidente. E completou com a frase que deveria ecoar em cada casa conservadora deste país: “Ele é meu pré-candidato, creio que o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil”.

Creio que o seu também. Leia de novo. Jair Bolsonaro não está pedindo um favor. Está fazendo uma convocação.

E aqui é preciso ter coragem para dizer o que muita gente prefere sussurrar nos bastidores: chega de silêncio. Não é mais hora de construir carreira apenas criticando Lula e o PT nas redes sociais, colhendo likes enquanto o candidato do movimento caminha sozinho. Criticar o governo é fácil. Difícil é sair da zona de conforto, subir no palanque e declarar apoio quando a guerra ainda não está ganha.

Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Marcos Pontes, Damares Alves, Tarcísio de Freitas. Cada um desses nomes chegou onde chegou porque um dia Jair Bolsonaro abriu a porta, emprestou o palanque e transferiu a confiança de milhões de brasileiros. Ninguém aqui construiu capital político no vácuo. Esse capital tem origem, tem história e tem dono: chama-se direita bolsonarista, e essa grande massa popular tem memória longa. Gratidão não é palavra bonita para discurso de posse. Gratidão é atitude, e atitude se mede na hora em que custa alguma coisa.

Onde é? Qual o nome? 😉

[As danações de Carina] O meu maior desejo vem exatamente daquilo que sequer tenho coragem de revelar

Carina Bratt

ESTOU aqui sentada na varanda do meu apartamento, olhando para o mar imenso em frente ao meu prédio na Gil Veloso ir ficando de uma cor esquisita conforme o sol vai descendo devagar, como quem não quer incomodar ninguém. O vento traz o cheiro desse mar, tipo assim, de barro molhado, de pão quente que acabou de sair do forno da padaria da esquina.

Nesse momento, passa, lá embaixo, um cachorro com o rabo baixo, seguido de uma senhora com sacolas na mão. Logo atrás, vem o tempo, que é o que mais passa por essas bandas, sem pedir licença, sem dar explicação. E eu fico pensando numa coisa que carrego há anos, desde menina, e da qual nunca, em texto nenhum, em conversa nenhuma, em pensamento mesmo que seja muito organizado, eu quis declarar o nome.

Dizem por aí que tudo o que existe tem nome. Que para cada coisa, sentimento, sonho ou dor, a nossa língua pátria, ou qualquer outra guarda uma palavra pronta, medida, etiquetada, que serve para todo mundo. Dizem também que nomear é dominar, é entender, é trazer para a luz o que estava na sombra. Eu já acreditei nisso. Escrevi só aqui para a ‘Cão que Fuma’, em meu espaço ‘Danações’, mais de duzentas crônicas tentando botar nome em tudo.

Nome na saudade, na ironia, na hipocrisia do mundo, no amor que acaba, no amor que não finda nem quando devia, na solidão que vem de visita e fica sentada esperando para o jantar. Mas há um desejo em mim, o mais fundo de todos, o que na verdade é a raiz de quase todos os outros, e esse eu não cito o nome. Nem para euzinha, quando estou só, de madrugada, com os cômodos todos em silêncio.

sábado, 11 de julho de 2026

[Pernoitar, comer e beber fora] O Pascoal

Restaurante típico do interior do país, da rota das aldeias do xisto. Fica em Fajão. 

Depois de encontrarmos o lugar do esconderijo, ops!, quero dizer, restaurante, nele adentramos.
Pequenino, português, sem firulas. 

E então, pedimos, para três:

Pizza em 6 vezes: bem-vindo ao país que financia a janta

Você já financiou uma pizza? Mais de 1 milhão de brasileiros já

Rogerio Pires

Confesso que, quando vi a notícia pela primeira vez, achei que fosse piada de internet. Não era.

O iFood, maior aplicativo de entrega de comida do país, agora permite parcelar o pedido do restaurante em até 6 vezes no cartão de crédito. Com juros. E juros que não são simbólicos: as taxas variam de 3,53% em duas parcelas a 8,36% em seis, segundo testes divulgados por sites especializados em cartões. Quase 9% para dividir uma pizza. 

Pare e pense no que isso significa. O brasileiro está financiando o jantar de sexta-feira. E não é caso isolado, não é exceção de meia dúzia de endividados. Em apenas dois meses, a modalidade ultrapassou 1,3 milhão de pedidos parcelados, segundo dados do próprio iFood Pago, a fintech da empresa. O volume mais que dobrou nesse período.

Alguém lembra da promessa? Picanha e cervejinha na mesa do trabalhador. Foi assim que Lula fez campanha em 2022, com churrasco no palanque e discurso de fartura. A realidade entregou outra coisa.

A picanha virou artigo de luxo. Em supermercados de várias capitais, a peça chega a custar R$ 150 o quilo, e o corte agora recebe tratamento de joia: alarme antifurto colado na embalagem. Em Florianópolis, no início do ano passado, um mercado instalou dispositivos eletrônicos que apitam se a carne cruzar a porta sem passar pelo caixa. Quando o supermercado precisa proteger a carne como uma loja protege um diamante, alguma coisa está profundamente errada no país.

Os números confirmam a sensação. Levantamento do Cepea, centro de estudos da Esalq/USP, mostra que a carne bovina no atacado atingiu em abril o maior preço real de toda a série histórica, iniciada em 2001. A alta acumulada em dois anos chega a quase 45%. Não é impressão do consumidor na fila do açougue. É recorde documentado por pesquisadores da universidade mais respeitada do país na área.

Vasco anuncia contratação de Pedro Emanuel

Nesta sexta-feira (10), o Vasco da Gama oficializou a contratação do seu novo técnico, o português Pedro Emanuel


Aniele Lacerda

O Vasco oficializou a contratação do técnico Pedro Emanuel, de 51 anos. O português chega ao Rio de Janeiro na noite desta sexta-feira (10) e assinará contrato até 2027.

Assim, conforme informações oficiais do Gigante da Colina, o treinador já estará presente no CT Moacyr Barbosa neste sábado (11). Com isso, a tendência é que o comandante acompanhe a delegação para o duelo diante do Vitória, no dia 16 de julho.

Além de Pedro Emanuel, a comissão técnica do Vasco terá quatro novos integrantes. Entre eles os auxiliares Rui Gomes e Pedro Correia, o preparador físico André Galbe e o analista Gil Varajão.

10-7-2026: Oeste sem filtro – Flávio Dino contra Valdemar Costa Neto + Ministério Público denuncia promotora que classificou citação a Deus como inconstitucional

A geopolítica ferve com o fim do cessar-fogo entre Trump e Irã, enquanto no Brasil os bastidores da política pegam fogo!

No programa de hoje, detalhamos a bronca de Lula sobre intervenção dos EUA, a nova ação de Flávio Dino contra Valdemar Costa Neto e a reação inflamada de Flávio Bolsonaro. 

Além disso, um raio-x completo do Brasil:

o disparo da dívida pública,

a ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros,

a polêmica envolvendo perseguição religiosa e ensino domiciliar nos tribunais,

e o encontro do presidente com o MST focado na Venezuela. 

[Versos de través] Vogais






Manuel Cândido Pimentel

O destino é uma quilha sem barco
rompendo-nos como charrua as entranhas.
Nunca soube senão contigo a ordem das coisas
e sem ti a ordem é aleatória como o destino.
Quero crer que te foste por um sentido… um rumo…
que somos vogais de uma história que mal soletramos.
Porquê a beleza dos lírios
porquê o canto dos pássaros
se eles morrem?
Porquê a aurora de róseos dedos
porquê a sombra do meio-dia
se ambas passam?
Porquê tu?


Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 18-1-2024

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Tudo me fala

sexta-feira, 10 de julho de 2026

A Mossad no Mundial de Futebol

José António Rodrigues Carmo

O Egipto perdeu 3-2 com a Argentina e, segundo o treinador e certas franjas mais criativas do comentário futebolístico, a culpa não foi do relvado, da táctica ou da desagradável mania que Messi tem de jogar futebol. A culpa foi de Israel.

O treinador Hassan já tinha dado o tom, ao passear pelo estádio as dores e cores do Hamas (é pena que não manifeste essas dores na sua terra, por exemplo, para protestar pela robusta fronteira que o Egipto ergueu para impedir a entrada de palestinianos) e os comentadores egípcios explicaram ao mundo que o Egipto afinal não jogou apenas contra a Argentina. 

Jogou contra a FIFA, contra Israel, contra os árbitros, contra Netanyahu, contra a visita de Messi ao Muro das Lamentações, contra uma quipá, contra a geopolítica e, presume-se, contra a gravidade, o VAR e a existência do povo judeu desde Abraão. 

É uma explicação robusta. No fundo, Messi é o Mossad com chuteiras. A Argentina não é campeã do mundo, mas sim uma conspiração sionista em 4-3-3. O Egipto nunca perde, é impedido de ganhar por forças ocultas, naturalmente “sionistas”. No manual do vitimismo não há derrotas, há sempre “contextos” e “coisas que não surgem num vazio”, como costuma bolçar o Sr. Guterres dos Pântanos.