Ofensiva coordenada com Israel marca nova escalada no Oriente Médio e reacende debate sobre intervenção militar e mudança de regime
Allan dos Santos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada deste sábado (28), por meio de um vídeo publicado em sua conta oficial no X (antigo Twitter), o início de “operações de combate principais” contra o Irã, em coordenação com Israel. O pronunciamento, com cerca de oito minutos de duração, foi divulgado às 7h44 GMT (2h44 EST), no mesmo momento em que relatos de explosões começavam a circular a partir de Teerã, indicando que a ação militar já estava em andamento.
Falando a partir de um púlpito
presidencial, com o selo oficial dos Estados Unidos e bandeiras americanas ao
fundo, Trump afirmou que as forças americanas estavam conduzindo ataques contra
instalações nucleares, bases de mísseis e ativos navais iranianos. Segundo o
presidente, o objetivo é neutralizar ameaças estratégicas e impedir que o Irã
desenvolva capacidade nuclear militar. Ele descreveu o regime iraniano como o
“maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo” e enquadrou a ofensiva como
parte de uma política histórica dos Estados Unidos voltada à contenção da
proliferação nuclear e à proteção da segurança global.
Durante o discurso, Trump
mencionou episódios históricos para justificar a decisão, incluindo o atentado
de Beirute em 1983, que matou 241 militares americanos, e o ataque do Hamas em
7 de outubro de 2023, atribuindo ao Irã apoio indireto a grupos responsáveis
por ações contra aliados dos Estados Unidos. Ele afirmou que a operação atual
seria uma resposta necessária a décadas de ameaça e instabilidade regional.
O presidente também enviou mensagens diretas às forças iranianas e à população civil. Aos militares do Irã, ofereceu “imunidade” caso se rendam, prometendo tratamento justo, mas advertiu que qualquer resistência armada enfrentaria “consequências letais”. Aos civis, orientou que busquem abrigo durante os ataques e, posteriormente, incentivou a população a “retomar o controle do país”, sugerindo que a ofensiva pode abrir caminho para mudanças internas no regime.



















