António Guimarães
Jogo sem história no Dragão, mas jogo que conta, e
muito, para a história. A vitória contra o Tondela deixa quase, quase tudo em
pratos limpos... Só falta o quase
À quarta é de vez: depois de desperdiçar match points nos últimos minutos contra Sporting, Benfica e Famalicão, o FC Porto deu aquilo que parece ser claramente a machadada final no campeonato, aproveitando a derrota do Sporting em casa com o Benfica.
Sem ser deslumbrante, o FC
Porto cumpriu contra um Tondela que mostrou algum querer, mas que não teve nem
tem capacidade para mais nesta dimensão, caindo como presa fácil perante o mais
do que provável sucessor do Sporting como campeão.
Ainda assim, a primeira parte
foi de alguma ansiedade e até tremedeira com a bola nos pés, talvez confirmando
que este FC Porto está talhado para jogos difíceis, sobretudo quando são fora
de casa.
Isso notou-se até já no fim da
segunda parte, quando Alan Varela bateu um penálti altamente denunciado,
permitindo a Bernardo Fontes a defesa e lançando a dúvida no Estádio do Dragão,
que tinha começado a noite a gritar golo ainda antes do apito inicial, já que o
tento da vitória do Benfica em Alvalade foi marcado quando as bancadas
portistas já estavam bem compostas.
Perante essa possível dúvida, Francesco Farioli decidiu não esperar muito, tirando Rodrigo Mora e lançando Gabri Veiga logo ao intervalo. O pequeno mago andou desaparecido, enquanto o espanhol se revelou decisivo. De resto, foi uma vitória que teve muito de banco, já que Pablo Rosario também entrou ao intervalo e também ele foi crucial para um maior discernimento a construir desde trás.






















