quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

A sabedoria da esquina e a saudade do imperador

Rafael Nogueira

Dizem uns doutores que o brasileiro não sabe votar, que vota por obrigação, em quem paga mais, sempre alheio aos destinos da Pátria. Se você pensa isso, doutor, faça-me um favor: desça à rua. Pare num balcão de padaria, num banco de praça, numa fila qualquer, e verá que o Brasil é tema tão constante quanto o clima. E não é conversa fiada. O povo tem um bom senso mais aguçado que o de muito sociólogo. Ele discute, opina e se indigna porque procura, desesperadamente, uma voz que traduza em atos o que ele sente na alma.

E se o voto fosse só “boca de urna” e favorzinho local, ninguém se daria ao trabalho de atacar o voto de opinião, aquele em que o eleitor escolhe por afinidade de valores e por visão de país, e não por promessa de favor. Desde 2018, goste-se ou não, o voto ideológico e nacional tem pesado mais do que o pragmatismo de quarteirão. O eleitor cobra vereador e prefeito pelo asfalto; mas, para legislar e governar Estado e União, prefere quem tenha norte, alguém que saiba por que faz obras e a quem elas servem.

Em 2026, o choque não será entre siglas, mas entre dois modos de existir. De um lado, as “Pessoas de Qualquer Lugar” (os anywheres de David Goodhart), uma casta tecnocrática de seminário com coffee break, fluente em ONGs e mercado, que trata o Brasil como ativo de carteira, próspero para poucos e indiferente ao resto. Do outro, as “Pessoas de Algum Lugar” (somewheres): gente com raízes, bairro, paróquia e ofício, para quem a economia é o pão de amanhã e segurança é condição de vida.

É em defesa dessa maioria enraizada que surge o que alguns chamam, com desdém, de “populismo”. Para mim, o nacional-populismo é, antes de tudo, o instinto de autopreservação que aparece quando o povo percebe que a democracia exige um “nós”, e que, sem identidade compartilhada, sem o afeto pelo que é nosso, a oikofilia de Roger Scruton, não há confiança mútua. Ninguém se sacrifica por uma planilha, mas muitos se sacrificam por uma pátria.

Erro comum é supor que esse impulso pede um parlamentarismo anglófilo, de modelo distrital, no qual o poder se dissolve entre oligarquias, lobbies e comissões. Nossa tradição é outra: ibérica, católica, organicista. Para nós, o localismo é vital, é no município que a vida acontece, mas, para o local florescer, o nacional precisa de força e unidade, de exemplo e continuidade.

A história ensina, com teimosia pedagógica, que o parlamentarismo puro, sem chefia forte, sempre nos soou estranho. O brasileiro desconfia do “primeiro-ministro” refém do balcão e do toma-lá-dá-cá. Isso não é desprezo do Congresso: o Parlamento é o lugar do debate. Mas a Chefia de Estado é o lugar da mais alta liderança, das grandes decisões e do maior exemplo.

Veja a íntegra do discurso de Nikolas Ferreira no Parlamento Europeu

O Grammy e a imbecilidade política das celebridades

Leandro Ruschel

Você jamais deveria dar grande peso às opiniões políticas de artistas. A esmagadora maioria não passa de idiotas completos quando o assunto é política, história ou economia — e eu posso demonstrar isso com facilidade.

No Grammy, por exemplo, a cantora Billie Eilish foi ovacionada por uma plateia composta quase inteiramente por celebridades militantes de extrema-esquerda (99,9%) como ela, depois de afirmar:

“Ninguém é ilegal em terras roubadas.”

E, logo em seguida, mandou a ICE (polícia de imigração) “se foder”.

A frase é emocionalmente apelativa — mas racionalmente absurda.

Se as terras americanas foram “roubadas” de seus habitantes ancestrais, então, pela própria lógica dela, essas terras deveriam pertencer exclusivamente aos nativos americanos. Sendo assim, imigrantes vindos do mundo inteiro estariam tentando se estabelecer numa terra que não lhes pertence. Não é isso que o argumento implica?

TSE - Tribunal Superior Eleitoral

3-2-2026: Oeste sem filtro – Careca do INSS usava nome de Lulinha + EUA e Venezuela normalizam relações diplomáticas



Relacionados:

Ex-empregado diz que Careca do INSS citava Lulinha ao tratar com parceiros comerciais 
Quando o sistema se encontra, a democracia costuma ficar do lado de fora 
2-2-2026: Oeste sem filtro – Lula distribui 'tapinhas' a integrantes do STF + Em depoimento, Toffoli sugeriu perguntas para proteger Vorcaro 
A imprensa e o mundo real 
Supremão: o retrato de uma ditadura criminosa 
Apoiando os militantes políticos (de esquerda, óbvio!) incrustrados nas redações...

[Quadro da Quarta] Paisagem mediterrânica

Pablo Picasso, Paisagemmediterrânica, criado em 1952, é um óleo vibrante e cativante na pintura de painel que mostra a mistura única do artista de cubismo e primitivismo. Esta arte está  preservada no Museu Albertina em Viena.

Anteriores:
O menestrel no seu jumento 
Henri de La Rochejaquelein combatendo em Cholet, 17 de outubro de 1793 
Somnambulant 
Partida das três caravelas de Cristóvão Colombo 
O sono de São Pedro

[Língua Portuguesa] Macacos me mordam: significado da expressão

Flávia Neves

Macacos me mordam foi um dos bordões mais conhecidos dos desenhos animados dos anos 70, 80 e 90. Já se lembrou? Sim, essa expressão era muito usada pelo marinheiro Popeye! Muito em voga nessa época, a expressão ‘macacos me mordam’ atualmente já está fora de moda! 

Qual a origem dessa expressão?

Algumas teorias afirmam que essa expressão poderá ter sua origem numa frase dita pelo Conde d'Eu durante a guerra do Paraguai. Conde d'Eu foi marido de D. Isabel, princesa imperial do Brasil. Usou essa expressão para indicar que essa seria a consequência que teria caso não derrotasse o líder paraguaio. Usou o termo macacos, de forma racista e incorreta, para se referir aos soldados brasileiros.

Nos desenhos animados do Popeye, macacos me mordam foi a dublagem brasileira da frase em inglês "Well, blow me down!", juntamente com as expressões sinônimas:

Tubarões me mordam!
Camarões me belisquem!
Pelas barbas do camarão!
Com mil camarões!

O que significa, então, dizer macacos me mordam?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

[Livros & Leituras] Merci BB

How Will Key Countries Respond To The US’ Attempted Restoration Of Unipolarity?

Andrew Korybko 

The US’ restoration of unipolarity risks sparking another World War if cooler heads don’t prevail

The US’ new National Security and Defense Strategies, which collectively articulate the “Trump Doctrine”, make clear that the US’ grand strategic goal is to restore its predominant position (unipolarity) over the world. Unlike during the short-lived unipolar era that followed the end of the Old Cold War, this time the US is explicitly reluctant to embroil itself in overseas conflicts that risk overextending itself, and it’ll also now rely more on its regional partners to share the burden of advancing their shared interests.

China, Russia, Iran, and North Korea are identified as the US’ adversaries, the first of them being described as “the most powerful state relative to us since the 19th century” in the National Defense Strategy, and each must now decide whether to challenge the US, balance it, or bandwagon with it. To a lesser extent, the same also applies to rising powers like India that have complicated ties with the US. In reverse order, India won’t ever challenge the US, but it’s likely to balance and bandwagon instead.

The balancing aspect relies principally on Russia for preemptively averting potentially disproportionate economic and military-technical dependence on the US that could be weaponized for coercive purposes. As for the bandwagoning aspect, this concerns India’s sincere interest in complying with its new trade deal with the US and reaching more defense ones with it too, though conditional on the first not being exploited by the US to flood its market and the second not requiring basing US troops on its soil.

By contrast, North Korea is unlikely to ever bandwagon with the US, instead preferring to balance it by triangulating between China and Russia (to avoid disproportionate dependence on either) while at times challenging it through military tests in response to the US’ regional moves. Iran’s approach will probably continue to apply all three policies: challenging the US in West Asia; balancing it by triangulating between China and Russia; and negotiating a new nuclear deal for bandwagoning with it one day.

Quando o sistema se encontra, a democracia costuma ficar do lado de fora

Karina Michelin

A reabertura do ano do Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, foi marcada menos pelos discursos oficiais e mais pelo que aconteceu longe das câmeras. Nos bastidores, Lula da Silva manteve conversas reservadas, trocou tapinhas no rosto e gestos de intimidade, como mão na cabeça, com ministros da Corte, esposas de ministros e com o presidente do Senado, como registrou o Metrópoles. 

Lula falou diretamente com Alexandre de Moraes e sua esposa Viviane Barci, com o presidente do STF, Edson Fachin, e com Davi Alcolumbre. 

Executivo, Judiciário e Legislativo reunidos “informalmente” no mesmo espaço, trocando palavras ao pé do ouvido, enquanto decisões que afetam milhões de brasileiros seguem blindadas do escrutínio público. 

Não por acaso, a conversa com Alcolumbre ocorre no momento em que o Planalto tenta destravar a sabatina de Jorge Messias, indicado de Lula ao STF e mantido em compasso de espera no Senado. 

Nada disso é ilegal, mas tudo é profundamente revelador. Revela como o poder no Brasil raramente se exerce sob a luz direta da institucionalidade. Ele circula em corredores, antessalas e encontros discretos - onde a separação entre Poderes vira “cooperação seletiva”. 

Enquanto o cidadão assiste a sessões televisionadas e discursos cuidadosamente ensaiados, o jogo real acontece fora dos holofotes. E quando o sistema se encontra sabemos que o povo é o último a saber - e o primeiro a pagar a conta.

Título, Texto e Vídeo: Karina Michelin, X, 2-2-2026, 21h17


Relacionados:

2-2-2026: Oeste sem filtro – Lula distribui 'tapinhas' a integrantes do STF + Em depoimento, Toffoli sugeriu perguntas para proteger Vorcaro 
A imprensa e o mundo real 
Supremão: o retrato de uma ditadura criminosa 
Apoiando os militantes políticos (de esquerda, óbvio!) incrustrados nas redações... 
30-1-2026: Oeste sem filtro – Vorcaro nega senha de celular à PF para proteger 'relações pessoais' (Será que “ele” vai mandá-lo para a Papuda?) + Lula aumenta o estoque de gafes no Panamá (como de hábito) 
A armadilha da unificação precoce e o erro estratégico da direita 
29-1-2026: Oeste sem filtro – Tarcísio visita Bolsonaro e promete apoio a Flávio + CPMI do INSS convoca Vorcaro + Diretor de Instituto de Pesquisas fala sobre o quadro eleitoral do Brasil 
[Foco no fosso] Cobras (e lagartos) em cobrar 
A velha imprensa que pariu Moraes e Toffoli

2-2-2026: Oeste sem filtro – Lula distribui 'tapinhas' a integrantes do STF + Em depoimento, Toffoli sugeriu perguntas para proteger Vorcaro


Relacionados:

A imprensa e o mundo real 
Supremão: o retrato de uma ditadura criminosa 
Apoiando os militantes políticos (de esquerda, óbvio!) incrustrados nas redações... 
30-1-2026: Oeste sem filtro – Vorcaro nega senha de celular à PF para proteger 'relações pessoais' (Será que “ele” vai mandá-lo para a Papuda?) + Lula aumenta o estoque de gafes no Panamá (como de hábito) 
A armadilha da unificação precoce e o erro estratégico da direita 
29-1-2026: Oeste sem filtro – Tarcísio visita Bolsonaro e promete apoio a Flávio + CPMI do INSS convoca Vorcaro + Diretor de Instituto de Pesquisas fala sobre o quadro eleitoral do Brasil

[Aparecido rasga o verbo] O “Eu, sem mim” e o “Mim, sem eu...”

Aparecido Raimundo de Souza

ADELAIDE CARRARO em seu livro “O ESTUDANTE” inicia seu romance assim: "O Eu, sem mim, é um paradoxo existencial, uma tentativa de imaginar a vida sem a presença daquilo que me constitui.” O enredo conta a história de Renato e da sua família pela perspectiva de seu irmão Roberto, dois anos mais jovem.

A narrativa é dividida em duas partes: a banda azul (onde Renato não havia adentrado ainda no abismo das drogas) e a banda dois, ou a negra bem negra, bem escura, aquela totalmente sem luz. Essa explanação joga na cara, sem dó nem piedade, uma caminhada exaustiva, fria, quase sem volta.

Alardeia todas as desgraças como um castigo enumerando as "esfregas" impostas pela dura realidade que o vício maldito pode levar uma pessoa jovem e sem experiência a um abismo que muitas vezes a pessoa não consegue sair. Entrar, é a coisa mais fácil, como roubar balas de criança indefesa. Sair é que são elas.  

“O Estudante”, é para mim, como a experiência de olhar para o espelho e não encontrar o meu reflexo, ou como ouvir uma música sem melodia, sem um acompanhamento adequado, ou visto por outra ótica: varrer uma casa com uma vassoura voadora.

No pior dos mundos, comer a bucetinha da minha vizinha (bucetinha carinhosamente conhecida como xoxota), sem deixar rastros de esperma no lençol branquinho da minha cama barulhenta.

E eu, Aparecido, setenta e dois anos nas costas, aos 19 de março fecharei 73. Em vista desse evento, acrescentaria o seguinte: O meu “eu, sem mim”, no final de tudo, apesar da enorme chuva de farra que eu viesse a fazer, restaria apenas o vazio, ou seja, sobraria um espaço minúsculo onde as palavras não encontrariam eco e os meus pensamentos mais turbulentos não teriam sentido nem origem.

[Livros & Leituras] A religiosa

Denis Diderot, Círculo do Livro, São Paulo (por cortesia da Difusão Europeia do Livro), 194 páginas. 

Que cacetada na vida conventual do século XVIII!

👍👍👍👍

Anteriores: 
Sorte de Mulher 
Uma outra voz 
Revistas francesas 
Comédias da vida na privada 
As atribulações de um chinês na China

domingo, 1 de fevereiro de 2026

A imprensa e o mundo real

Luís Ernesto Lacombe

Não me canso de falar sobre isso... Se a imprensa não tivesse deixado de ser imprensa, o Brasil não teria chegado à situação atual. Imaginem como teria sido se, quando ministros do STF passaram a atuar politicamente, criminosamente, os jornalistas tivessem reagido... O que seria natural em outros tempos? A denúncia sobre a prática de abusos, arbítrios e ilegalidades por magistrados do Supremo, uma série incansável de reportagens, editoriais, artigos, notas, para cobrar o respeito às leis, principalmente à Constituição. O problema é que o STF e a imprensa velhaca tinham inimigos em comum e, desconsiderando o bem do Brasil, fecharam o alinhamento.

Foto: Imagem criada utilizando Dall-E/Gazeta do Povo

A imprensa não apenas não apontou tudo de errado, mas passou a apoiar todas as práticas criminosas dos magistrados, como se fossem sempre “medidas em defesa da democracia”. O ilegal Inquérito do Fim do Mundo, censório, persecutório, foi tratado como essencial para “salvar o país”... A imprensa viu nele a oportunidade de combater Jair Bolsonaro, seus aliados e apoiadores e também a imprensa independente. Os veículos tradicionais não podiam gostar de um presidente que gastava muito pouco em publicidade e não conseguiam aceitar a perda do monopólio da informação para um mundo de perfis dos mais variados que surgiram nas redes sociais. Os antigos “donos da verdade” resolveram botar tudo a perder.

No caso do Banco Master, alguma coisa mudou. A pergunta que faço é: alguém acredita mesmo que uma imprensa que sempre defendeu ilegalidades praticadas pela mais alta Corte, de uma hora para outra, numa “decisão de redação”, resolveu voltar ao jornalismo de verdade? Foi assim, do nada? Os jornalistas tropeçaram, caíram, bateram a cabeça, ganharam autonomia, e tudo mudou? Foi um passe de mágica? Claro que não. Se a conivência com os desmandos de ministros do STF foi criminosa, quem decidiu dar um basta nessa aliança e tentar um caminho correto? Repito: fato é que o Brasil não estaria mergulhado em desgraça, se os jornalistas de grandes veículos não tivessem abandonado, ainda lá em 2019, todos os princípios mais básicos de sua profissão.

Supremão: o retrato de uma ditadura criminosa

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Paulo Briguet

1. Hoje acordei terrivelmente sincero. Não há um escândalo no governo: o governo é o próprio escândalo. O Caso Master, que tem ocupado as manchetes da mídia, não passa de um sintoma da metástase institucional em que fomos mergulhados pelo Regime PT-STF.

O banco de Vorcaro, com seu golpe de bilhões, representa apenas uma pequena parte do que o governo está fazendo com o país. Trata-se de um assalto permanente ao povo brasileiro para beneficiar uma elite política criminosa. E querem saber uma coisa? Não vai dar em nada. Pelo simples motivo de que eles controlam todos os meios de ação, investigação e punição. Assistiram ao filme “Sindicato de Ladrões”? É um retrato do poder no Brasil atual.

2. Primeiro foi o Mensalão: compraram o Congresso. Depois, o Petrolão: saquearam a maior empresa brasileira e mergulharam o país na maior crise econômica da história. Enfim, veio a Descondenação: tiraram da cadeia o sujeito responsável pelos dois escândalos anteriores e o botaram na cadeira presidencial. O que vocês poderiam esperar de diferente? Picanha e cerveja? É claro que viria mais roubo. Os caras já engolem metade do que você ganha no assalto legalizado sob forma de impostos; roubar os velhinhos aposentados e usar o banco de um vigarista para lavar dinheiro e faturar alto em cima dos cidadãos comuns são coisas absolutamente previsíveis, eu diria até que inevitáveis. Os que fizeram o L queriam o quê? Ah, quem sabe os professores tenham ficado satisfeitos com o reajuste de 5,4% do piso salarial, que vai saltar de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 ― ou seja, eles continuarão pagando imposto de renda. Mas tudo bem: esquerdista ama imposto.

Chuva forte causa transtornos em vários pontos da cidade do Rio

Moradores da Ilha do Governador relataram ruas alagadas e árvores derrubadas com a força dos ventos

O Dia

Bairros das zonas Norte, Oeste e Sudoeste foram atingidos por uma forte pancada de chuva na tarde deste sábado (31). A Ilha do Governador está entre as áreas mais afetadas [foto]. Segundo moradores, choveu intensamente por cerca de 40 minutos na região, volume suficiente para alagar ruas e derrubar árvores.

A chuva também impactou o transporte público. A Mobi-Rio informou que, devido a alagamentos provocados pelas fortes chuvas no entorno do Terminal Curral Falso, os intervalos das seguintes linhas estão irregulares:

10 - Alvorada X Santa Cruz
15 - Alvorada X Curral Falso
17 - Santa Cruz X Campo Grande
20 - Salvador Allende X Santa Cruz
28 - Curral Falso X Pingo D'Água

Segundo o Alerta Rio, núcleos de chuva avançaram pelas Zonas Oeste e Sudoeste. Por volta das 18h40 houve registro de chuva muito forte na estação Barra/Riocentro (12,4mm).

Previsão do tempo para os próximos dias

Entre este domingo (1º) e terça-feira (3), o tempo no Rio permanecerá instável, com nebulosidade variada e previsão de pancadas de chuva na tarde/noite destes dias. Os ventos estarão fracos a moderados.

Na quarta-feira (4), áreas de instabilidade associadas à atuação de um sistema de baixa pressão na costa da Região Sudeste manterão o tempo instável na cidade do Rio. Assim, o céu estará nublado e há previsão de pancadas de chuva a partir do final do período da manhã. Os ventos estarão moderados.

Título e Texto: Redação, O Dia, 31-1-2026, 19h39 

Apoiando os militantes políticos (de esquerda, óbvio!) incrustrados nas redações...

Isso aí não é "jornalista", mas um arruaceiro de extrema-esquerda que INVADIU uma igreja e impediu o culto — algo ILEGAL nos EUA, assim como no Brasil

A Primeira Emenda NÃO protege esse tipo de comportamento. Até porque, ao interromper a celebração, ele estava justamente impedindo o exercício da Primeira Emenda por parte dos membros da igreja invadida por ele e sua turba. 

E não dá para fingir surpresa: o sujeito era âncora da CNN, de onde foi demitido. Desde então, só deixou mais evidente que é ainda mais extremista do que parecia. Na verdade, a maioria dos “jornalistas profissionais” é assim, apenas segura um pouco o extremismo revolucionário para não perder o emprego. 

O mais interessante é ver os militantes de redação que apoiaram a censura em massa nos últimos anos contra a direita — inclusive a PRISÃO de conservadores por expressarem opiniões on-line — agora tratando a detenção de um vagabundo desses como “perseguição”.

Texto e Imagem: Leandro Ruschel, X, 31-1-2026, 20h05 

Onde é? Qual o nome? 😉


[As danações de Carina] Onde foram parar os bons tempos de ontem que não voltam mais?

Carina Bratt

POR ACHAR DEVERAS interessante e de certa forma bem atual, adaptei o texto abaixo de um e-mail que me foi enviado por um leitor e amigo, o senhor Joel, a quem prezo muito como amigo e pessoa. Fiz algumas modificações colocando os diálogos mais ao gosto dos meus leitores, amigos e amigas que me acompanham todos os domingos em minhas ‘Danações’, publicadas aqui na revista ‘Cão que Fuma’. 

Tenho certeza absoluta que todos entenderão e concordarão comigo que no tempo de nossos pais e avós, no tempo em que éramos crianças a vida, as coisas, o dia a dia se faziam mais bonitos e tranquilos e obviamente não tínhamos os atropelos que hoje invadem o nosso cotidiano de forma brutal e às vezes até com ares severos da mais pura destruição. Aliás, a devassidão em nosso hoje é a chave que abre e escancara todas as portas de um amanhã sem talvez.


A enxurrada de desgraças e dissabores de podridão e mazelas que encontramos em dias de hoje nas redes sociais, muitas vezes levam os nossos jovens a descambarem para caminhos tortuosos. Na maioria, um fato se tornou comum, corriqueiro. Sem a benignidade da volta. Ficou meio apagado, meio desusado, aquela ideia de que ‘o bom filho à casa torna’, não sei de quem é o texto. Procurei na Internet, o autor, não obtive êxito*.

Todavia, o diálogo que segue abaixo, (como disse, acrescido sem sair do original) fala muito de nossa atualidade. Diz muito claramente do nosso ‘hoje’, onde o que manda, o que dá as regras, o que dita as normas e nos move, como marionetes, não outra doença sem cura, a Internet. Espero que os meus leitores gostem.

‘No domingo, em um almoço familiar, um jovem adolescente perguntou aos pais, tios e avós:
— Como vocês viviam no tempo em que tinham a minha idade?
— Como assim, meu querido filho, quis saber o avô?
— Seja mais claro e objetivo, observou o pai, com um leve sorriso nos lábios;
— Simples, pai: no tempo em que o senhor era criança e tinha a minha idade, como vivia o dia a dia sem televisão colorida, sem Wi-Fi, sem essa tecnologia de ponta, sem internet banda larga, não sei de quantos gês, sem computadores modernos, sem drones cortando os céus, sem bitcoins, sem celulares que só faltam nos colocar uma tornozeleira na cabeça e controlar nossos pensamentos? Da mesma forma, como era a vida sem Gmail, Facebook, Linkedin, Twitter, YouTube, WhatsApp, Messenger, Instagram e outras drogas que ainda nem sabemos como lidar com elas? 

sábado, 31 de janeiro de 2026

Briga judicial pelo Biscoito Globo ganha reviravolta

A disputa judicial envolvendo a marca Biscoito Globo ganhou novo capítulo no TJ-RJ após o relator se declarar impedido e mandar redistribuir o processo

Quintino Gomes Freire

A briga judicial pela marca Biscoito Globo, uma das marcas mais associadas às praias do Rio de Janeiro, travou de novo e ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira. O processo, que já se arrasta há quase uma década, opõe a Panificação Mandarino aos herdeiros de João Pedro Ponce Fernandes, descrito como sócio histórico da empresa. As informações são de Lauro Jardim/O Globo.

No centro do caso está uma perícia contábil que deveria apurar o valor do negócio e que, segundo o relato do processo, ainda nem começou. Os herdeiros entraram com recurso e conseguiram decisão favorável: a 6ª Câmara de Direito Privado do TJ-RJ deu provimento unânime para que a perícia fosse realizada. A decisão foi relatada pelo desembargador Fernando Fernandy Fernandes.

Depois disso, veio a reviravolta. A empresa apresentou embargos de declaração, que chegaram a entrar em pauta. Só que, na data marcada para a sessão, o próprio relator, após analisar o caso, declarou-se impedido por motivo de foro íntimo. Na sequência, determinou a redistribuição do processo.

Sócia do Vasco aciona Compliance da SAF e denuncia Diniz (Ainda continua no Vasco??)

O documento relata possíveis práticas de assédio moral e abuso de poder por parte de Fernando Diniz com jogadores do Vasco


França Fernandes

Uma sócia do Vasco, identificada como Aline da Rocha Moreira, protocolou uma denúncia formal junto ao Departamento de Compliance da Vasco da Gama SAF. O documento relata possíveis práticas de assédio moral e abuso de poder por parte do técnico Fernando Diniz no tratamento com os jogadores do elenco profissional.

No documento enviado ao clube, a sócia argumenta que o comportamento do treinador ultrapassa a esfera da liderança técnica, configurando constrangimento aos atletas. A denúncia destaca o estilo de Diniz, citando especificamente as broncas acintosas e a exposição pública dos jogadores durante a derrota para o Mirassol, na estreia do Campeonato Brasileiro.

A autora da ação sustenta que, dependendo da frequência e da intensidade, essas condutas violam normas trabalhistas, além de ferir políticas internas da própria SAF voltadas ao combate ao assédio e à proteção da saúde mental dos colaboradores.

Uma escolha política


No domingo, 8 de fevereiro, a escolha, agora pintalgada como meramente protocolar, não-ideológica e “moral”, vai ser particularmente consequente e política.

E Ventura, que há meia dúzia de anos surgiu como “o Perturbador” daquilo a que começou logo por chamar “o sistema”, está no centro da escolha e da perturbação, gerando uma coligação negativa, cuja amplitude seria então difícil de imaginar.

Ora esta polarização não se passa só em Portugal. Depois do fim da União Soviética e do sonho globalista do comunismo, veio um globalismo plutocrático alternativo e, com ele, a deslocalização e desindustrialização de muitos países da Euro-América. Na Europa, esse globalismo tomou a forma de federalismo europeu, um federalismo ideológico e económico impulsionado a partir de Bruxelas e da Comissão Europeia.

Estes movimentos globalistas, a par da imigração, ao irem contra as nações e as identidades e ao causarem um empobrecimento relativo das comunidades atingidas, levantaram fortes reações populares a que os partidos do chamado Centrão, da esquerda socialista e social-democrata à direita social-democrata e democrata-cristã, não foram capazes de responder, gerando muitos “deixados para trás”. Daí vieram as novas forças políticas nacionalistas, populares e nacionais-conservadoras que, na Europa e nas Américas, apareceram como uma “nova direita” essencialmente nascida do voto popular, em democracia e pela democracia.

Em Portugal, as condições especiais geradas pelo 25 de Abril, que trouxe uma situação de pré-revolução comunista década e meia antes do fim do comunismo na Rússia e na Europa Oriental, pesaram muito para que se mantivesse um regime governado pelo Centrão, com tutela cultural esquerdista.

Quando André Ventura e o Chega apareceram, ainda que centrados numa dialética antissistema e num discurso tribunício e populista, com uma natural nota de generalização e de excesso, foram-se afirmando casuisticamente valores de orientação esquecidos ou negligenciados: a nação, a família, o trabalho, a identidade, o controlo da imigração.

Por ironia do destino, António José Seguro, que havia de correr contra ele, era alguém por quem a esquerda do Partido Socialista e a Extrema-Esquerda não morriam de amores. E por quem a Direita tinha até alguma simpatia, pela moderação, pelos maus-tratos sofridos às mãos de camaradas, pela honestidade pessoal.

30-1-2026: Oeste sem filtro – Vorcaro nega senha de celular à PF para proteger 'relações pessoais' (Será que “ele” vai mandá-lo para a Papuda?) + Lula aumenta o estoque de gafes no Panamá (como de hábito)


Relacionados:

29-1-2026: Oeste sem filtro – Tarcísio visita Bolsonaro e promete apoio a Flávio + CPMI do INSS convoca Vorcaro + Diretor de Instituto de Pesquisas fala sobre o quadro eleitoral do Brasil 
[Foco no fosso] Cobras (e lagartos) em cobrar 
A velha imprensa que pariu Moraes e Toffoli 
O Braziu de Lula 
28-1-2026: Oeste sem filtro – M nega reunião com Vorcaro + STF se recusa a informar como Toffoli se tornou relator do caso Master + Senador diz que atuação do banco é típica de crime organizado 
De passo em passo, e com mãos limpas 
INSS passará a exigir novo RG de aposentados e pensionistas a partir de 2028 
27-1-2026: Oeste sem filtro – M fez lobby pelo Master na casa de Vorcaro? + Escândalo do Master chega ao gabinete presidencial + Fachin promete agir, se necessário, doa a quem doer (É?) Caso Master: Moraes degustando charutos no bunker de Vorcaro