segunda-feira, 19 de outubro de 2020

O abanão

O Estado falha clamorosamente, mas António Costa sente “que era preciso haver um abanão na sociedade." E os portugueses, quem devem abanar para que o governo enfrente a realidade?

Helena Matos 

António Costa quer abanar os portugueses para que estes mudem os seus comportamentos. Longe vão os tempos em que o governo saltava e o PR pulava. Agora o abanão tornou-se uma forma de fazer política. Porque se o governo for de esquerda o Estado nunca falha. As pessoas é que não cumprem. Logo precisam de ser abanadas. 


Abanar três vezes. 

A 4 de Outubro de 2020 fomos informados que “A região de Lisboa e Vale do Tejo vai passar a ter coordenação de vagas nos hospitais no que diz respeito a doentes internados com covid-19″ Note-se que foi a 4 de Outubro. Não foi a 4 de março, nem a 4 de abril, nem a 4 de maio… foi sim a 4 de outubro. Ou seja, oito meses depois de nos vermos a braços com a pandemia, cinco meses depois de as medidas de confinamento terem começado a ser levantadas e um mês após a constatação da chegada da segunda vaga. Se por acaso o leitor sente alguma estranheza perante o tempo que as alegadas autoridades da alegada saúde demoraram a anunciar que vão tomar esta medida (e entre o anunciar a medida e tomá-la de facto pode decorrer um prazo indeterminado), é porque ainda não foi suficientemente abanado. Mais um ou dois abanões e fica-se em condições de perceber que se o governo for de esquerda é a sociedade que precisa de ser abanada quando o Estado falha. Ao fim de três abanões as perguntas inconvenientes desaparecem. 

Abanar até cair.

O socialismo tem uma fé ilimitada nas potencialidades económicas do abanão às empresas: abanando-as alguma coisa há de cair. Sintomática dessa versão do socialismo-abanão tivemos nos últimos dias a proposta da “proibição de despedimentos por grandes empresas que tenham lucros em 2020, sob pena de perderem acesso a incentivos fiscais e às linhas de crédito com garantia pública” (em 1975, a mesma crença no papel miraculoso da legislação levou Portugal a proibir as empresas de falir. Como se calcula as empresas visadas por esta legislação acabaram todas falidas). À proibição de despedir juntar-se-á o aumento do salário mínimo que em sectores como a restauração pode gerar ainda mais falências e, caso seja necessário o voto da deputada do PAN para aprovar o orçamento, teremos ainda a concessão aos trabalhadores por conta de outrem de um dia de luto pelos animais de companhia e até sete dias por ano para prestar assistência “inadiável e imprescindível” aos mesmos animais de companhia. Para a semana mais medidas ditas de proteção aos trabalhadores e de apoio às empresas surgirão. A diferença entre o anunciado e o sucedido é cada vez maior, mas o que conta é que se anuncia. 

Com as empresas transformadas no espaço ideológico-recreativo de políticos que acreditam que a realidade é criada por decretos-lei, a burocracia e seu léxico tornaram-se um prolongamento da ideologia: neste domínio veja-se um documento com que muitas empresas andam agora às voltas, o  Guião para a Elaboração dos Planos para a Igualdade que as empresas são obrigadas a apresentar todos os anos por esta altura. Trata-se de um arrazoado de lugares-comuns que não serve para mais nada além de justificar a existência e o ordenado dos comissários da dita igualdade. 

As empresas são o objeto privilegiado da política abanão. Até que muitas delas caiam é apenas uma questão de tempo. 

Abanões à medida de cada português. 

A oferta de transportes públicos não é suficiente de modo a evitar a sobrelotação em determinadas horas? Não é o Estado que falha, são as pessoas que não se sabem comportar. Por exemplo, não olham todas em frente como, segundo explica a Dra Graça Freitas, acontece nos aviões. À porta dos serviços públicos, que continuam em semi-clausura, formam-se filas de cidadãos à espera de serem atendidos. Mais uma vez não é o Estado que falha são sim as pessoas que não aderiram à aplicação que lhes diria se estiveram junto de alguém com Covid. Os centros de saúde permanecem mais ou menos inacessíveis. Mas não existe nisso qualquer falha: se as pessoas usarem todas máscara não apanham Covid e como não existem outras doenças além do Covid elas não precisam de ir aos centros de saúde. 

Francisco e as eleições americanas

FratresInUnum.com 

Faltam algumas semanas para as eleições americanas, programadas para ocorrer em 3 de novembro. O quadro é objetivamente incerto: embora John Biden apareça como favorito nas intenções de voto (segundo pesquisas que sempre erram), o sistema eleitoral americano é tão complexo que não se pode prever com exatidão o seu resultado. O que realmente é seguro neste cenário é que a mídia mente compulsivamente, os americanos não gostam de revelar seu voto (o “trumpismo”, aliás, é um fenômeno quase invisível), Biden é um senil e sua vice é uma comunista descontrolada. Contudo, cabe-nos perguntar se existe algum cenário realmente favorável para o pontificado de Francisco…

Uma eventual vitória de Donald Trump, com absoluta certeza, significaria o completo sepultamento, no cenário internacional, do definhante pontificado de Francisco, o qual é um fenômeno para além de anacrônico, fruto ainda dos tempos progressistas da presidência de Barack Obama. Um papa greenpeace, ecofeminista, que silencia os conteúdos da fé e da moral católicas para anistiar todo o pensamento de esquerda, estaria totalmente isolado com uma reeleição conservadora na América. 

Entretanto, o cenário de vitória de Biden também não é tão favorável quanto possa parecer à primeira vista. 

De fato, o problema de Francisco não é somente geopolítico. Obviamente, este contexto pode favorecer os interesses que o movem, a sua ideologia, o lado para o qual ele trabalha, mas não significa que tal cenário irá favorecê-lo ou reforçá-lo enquanto pontífice da Igreja Católica. 

O problema de Francisco é eclesial, e o é em sentido profundo. O seu esquerdismo é tão escandaloso que provocou o descolamento do corpo dos fiéis, que se afastaram dele como ovelhas que correm de um lobo… No pós-concílio, as distâncias em relação a um papa eram prerrogativas exclusivas de grupos tradicionalistas minoritários; hoje, Francisco conseguiu provocar uma rejeição massiva, que nenhum dos papas anteriores obteve, rejeição que ultrapassa em muito àquela que sofreu Paulo VI. A resistência a Francisco tornou-se um fenômeno popular, é socialmente compartilhada. 

Francisco é um papa que não governa a partir da Igreja (ex Ecclesia), mas a partir dos poderes vigentes no mundo (ex mundo) e, portanto, o estranhamento é inevitável. Os fiéis não se reconhecem nele, mas reconhecem nele a voz dos marxistas, dos ecologistas, das feministas, dos multiculturalistas, dos esquerdistas em geral. 

[As danações de Carina] A Nomofobia

Carina Bratt 

Uma nova doença nos espreita a todos, e o faz indistintamente. Falo da 'NOMOFOBIA'. E o que venha a ser este novo mal que se achega às carreiras e com bastante pressa? Nomofobia nada mais é que o horror causado pelo desconforto ou angústia resultante da incapacidade de acesso à comunicação através de aparelhos celulares ou computadores. 

Surge mais precisamente quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar ou se vê incontactável, estando em algum lugar sem um aparelho celular ao alcance das mãos e das vistas, ou de qualquer outro telefone móvel ou dispositivo com Internet ou, ainda, quando presentes, estes falham pelos mais diversos motivos, sendo o mais conhecido, a imperfeição do sinal. Se não há sinal... 

É um termo novo, ainda bebê. A criancinha acabou de nascer. Ainda dentro da maternidade, meio que desprotegido e abandonado, apesar disto, se mostrou, a bem da verdade, a que veio. Para nosso assunto aqui, não importa a que veio. Para nossa conversa dominical, faz diferença os malefícios ou as crueldades que está causando e continuará espalhando mundo afora. A coisa, em si, ou seja, a Nomofobia, tem origem nos diminutivos em inglês No-Mo, ou No-Mobile, que significa, em nossa língua pátria, ‘sem telemóvel’. 

Daí a expressão Nomofobia, ou antipatia, repulsa e ojeriza acentuada de ficar sem um aparelho de comunicação móvel.

O termo surgiu literalmente na Inglaterra, onde mais de 50% da população é possuidora de aparelhos celulares, segundo pesquisa realizada pelo instituto YouGov para o Departamento de Telefonia dos Correios Britânicos. 

No Brasil, apesar dos pesares que enfrenta com os governantes de concepções duvidosas, existem clínicas especializadas na tal Nomofobia, como bem explica o doutor Carlos Cézar de Abreu, do Hospital das Clínicas de São Paulo. 

sábado, 17 de outubro de 2020

[Diário de uma caminhada] Obscurantismo e ignorância acachapantes de Ana Gomes, Marisa Matias, Marcelo e «tutti quanti»


Gabriel Mithá Ribeiro 

Na idade média dominava o dogma do geocentrismo. Copérnico e Galileu vieram impor a custo o que, para eles, era a hipótese verificável: o heliocentrismo. Era a pequena terra que girava em torno do gigante sol, não o contrário. 

Séculos passados impôs-se um novo dogma, o minoria-centrismo. Assegura o dito que as maiorias brancas e heterossexuais do Ocidente, de matriz civilizacional judaico-cristã e greco-romana, atingirão a perfeição funcional quando girarem harmoniosamente em torno das minorias sociais, alienígenas e não só (ciganos, africanos, asiáticos, sul-americanos, islâmicos), dos seus valores, identidades, egoísmos, crenças, hábitos, atitudes, vícios, comportamentos, interesses, gostos, limitações, abusos. 

Contra a sábia academia, o quotidiano vivido pelas maiorias indígenas europeias faz crescer a certeza de nenhum sistema sobreviver dessa maneira, do sistema astronómico ao sistema social. Pelo contrário, têm de ser os menores a girarem em torno do maior, o maior a regular os menores, sob pena do sentido da vida se esfrangalhar. Essa é a regra da integração e da funcionalidade dos sistemas. O contrário conduz necessariamente à desintegração, à anomia, à perda de lógicas agregadoras, ao regresso ao caos.  

Só cabeças obscurantistas no seu medievalismo – como as de Ana Gomes, Marisa Matias, Marcelo Rebelo de Sousa e tutti quanti – revelam dificuldades em entender um princípio tão óbvio. Cabeças desse tipo podem exibir mil e um conhecimentos, mas porque o princípio dos seus raciocínios está errado, as consequências da sua ignorância prolixa são ainda mais profundas e nefastas. 

Próximos do desespero face a quem os tem governado, portugueses e europeus comuns vão reassumindo a sua fé no maioria-centrismo contra o minoria-centrismo. Nada mais prudente, avisado, democrático, justificável, inteligente. Basta terem saído à rua numa das capitais da Europa Ocidental nas décadas recentes para terem colhido evidências empíricas irrefutáveis. Isso se admitirmos, como Copérnico e Galileu, que a ciência e o conhecimento, do qualificado ao de senso comum, têm de se sustentar em evidências empíricas verificáveis contra meras crenças, dogmas, ideologias, determinações de comités centrais. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

O garantismo de privilégios e o ativismo militante

O Poder Judiciário brasileiro atua nesses dois polos extremos. É raro encontrar um juiz de verdade nessa barafunda toda! 


Rodrigo Constantino 

Existe um bom debate acerca da postura adequada de um juiz. Aqueles mais “garantistas” entendem que o papel do juiz é aplicar a “letra fria da lei”, enquanto os mais consequencialistas preferem tratar a Constituição como um “organismo vivo” e conceder boa dose de elasticidade à interpretação do juiz, de acordo com as circunstâncias e os resultados esperados de suas decisões. Onde fica o equilíbrio? 

É difícil dizer. O mais fácil é rejeitar os extremos. Um juiz que jamais leva em conta as consequências práticas de suas decisões acaba se tornando um mero despachante, um robô incapaz de julgar de fato. No limite, adere à máxima romana fiat justitia, pereat mundus, ou seja, faça-se justiça, ainda que o mundo pereça. Seria mesmo justiça nesse caso? 

Podemos pensar no personagem Shylock em O Mercador de Veneza, de Shakespeare. O agiota exigiu que o contrato com Antônio fosse cumprido exatamente como estava escrito, ignorando o contexto, o senso de justiça, o espírito da lei. Ele tinha direito a uma libra de carne do inadimplente, e ponto final. 

Como ficaria a confiança dos comerciantes no sistema inglês caso o contrato não fosse executado? Ocorre que Shylock foi vítima do próprio purismo legal: se é para fazer valer estritamente o que prega o contrato, sem nenhuma nuança ou razoabilidade, então ele tem direito ao seu naco de carne, mas sem deixar cair uma só gota de sangue. Afinal, nada consta sobre isso no contrato! 

A segunda onda de hipocrisia

Em que pesem as comprovações de ineficácia dos lockdowns, enganadores como Emmanuel Macron fingem ter um mapa de bloqueio de contágio 

Guilherme Fiuza 

Emmanuel Macron decretou toque de recolher na França contra o coronavírus. Das 21 às 6 horas, ninguém circula. O presidente francês disse que isso é uma medida contra o aumento de casos de Covid-19. Só não disse de que forma o seu lockdown noturno vai proteger a saúde da população. E aparentemente ninguém perguntou. Pelo menos ninguém com voz para questionar os critérios da medida. Esse negócio de critério saiu de moda. 

Outras ações restritivas estão sendo adotadas por governos europeus, como o da Itália e o da Alemanha. Dizem que chegou a segunda onda. Como a Suécia não adotou restrição alguma, em momento algum, podemos imaginar que os suecos estejam sendo dizimados pela Covid, certo? Errado. O país que ignorou por completo o lockdown nem sequer lidera o ranking de óbitos por milhão. Então, onde está a sustentação da medida extrema de trancamento da população? 

Não existe. Em lugar nenhum do planeta. O que existe, e aparece cada vez em maior número, são estudos que mostram que o lockdown não tem resultado no enfrentamento da pandemia. Harvard, Stanford, UCLA, Edimburgo e Toronto são algumas das universidades com levantamentos (não projeções) que cobrem dezenas de países e revelam que as regiões com lockdown mais severo não têm índices de óbitos por coronavírus mais baixos. A Europa está trancando todo mundo de novo por quê? 

Ninguém sabe dizer. Onde está o seu lastro científico, Sr. Macron? A medida extrema do toque de recolher, que impõe uma situação de grave exceção à liberdade, está sustentada em quais princípios técnicos? Onde está o laudo que comprova a relação direta do confinamento indiscriminado da população entre 21 e 6 horas com a redução do potencial de contágio — e, sobretudo, com a preservação dos vulneráveis à Covid-19? Em que ponto do seu plano está o distanciamento entre os que podem circular durante o dia e os grupos de risco? 

Finja que o vírus respeita as fronteiras cenográficas criadas pela falsa empatia

Vamos parar de fazer perguntas retóricas e afirmar com todas as letras: hipócritas como Emmanuel Macron não salvam uma única vida. Fingem ter um mapa de bloqueio de contágio baseados em princípios vagabundos, pueris. Fique em casa. Se puder, fique em casa. Se puder, feche os olhos para a circulação dos transportes públicos, eventualmente aglomerados. Finja que o vírus respeita as fronteiras cenográficas criadas pela falsa empatia. Finja que a Covid-19 para obedientemente na porta das quarentenas vips, de onde a burguesia remediada pode ficar chamando o povo de assassino, entre uma live e outra. 

O economista Andrew Atkeson, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, liderou um levantamento que analisa 25 Estados dos EUA que adotaram políticas diversas para a pandemia. De novo: nenhum dos governadores que decretaram lockdowns mais severos pode hoje, com mais de sete meses de prática, ostentar níveis inferiores de vítimas da Covid-19. Isso já estava prenunciado no famoso (e misteriosamente esquecido) levantamento do Estado de Nova York que mostrava, logo nos primeiros meses de isolamento horizontal, que a larga maioria dos internados na rede hospitalar provinha da quarentena. 

Após a publicação da Declaração de Great Barrington, um manifesto com adesão de mais de 6 mil cientistas denunciando a ineficácia do lockdown indiscriminado e propondo formas de proteção focada, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, disse que “permitir que um vírus perigoso e ainda não completamente conhecido circule livremente é simplesmente antiético”. A ética de Tedros Adhanom é simplesmente circense. Ele se recusa a permitir que o vírus circule livremente. Olhando-se para o que aconteceu no mundo em 2020, a única conclusão possível é de que o vírus usou a ética de Tedros como prancha de surfe. 

Como disse seu colega na OMS David Nabarro, diretor especial para a Covid-19, o lockdown é devastador e pode duplicar a pobreza no mundo em um ano. Então, as sociedades precisam decidir — agora — se continuarão hipnotizadas pelos pregadores da falsa ciência ou se irão à luta pela retomada do controle sobre a sua vida e a sua liberdade. Antes que seja tarde demais. 

Título e Texto: Guilherme Fiuza, revista Oeste, 16-10-2020

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As redes sociais e a “censura do bem”

A forma como o Twitter protege Joe Biden é exemplo de como as plataformas digitais atuam no combate ao pensamento conservador

Ana Paula Henkel 

Durante anos, escutamos sobre a tendência das Big Tech de abafar aqueles que ousam desafiar a ortodoxia progressista dominante no cenário político. Durante anos, os conservadores nos Estados Unidos protestaram contra as grandes empresas de tecnologia, incluindo Facebook, Twitter, Google e YouTube, por usarem diretrizes vagas como uma arma para banir perfis, excluir postagens, remover seguidores e desmonetizar contas — a tal shadowban, uma maneira de jogar num “cantinho escuro”, sem visibilidade, os “inconvenientes”. E os funcionários das Big Tech criam, propositadamente, algoritmos em ampla escala para essas ações. 

Em 2018, o Pew Research Center descobriu em uma pesquisa que 72% dos norte-americanos acreditam que é bastante provável que as plataformas de mídia social censurem ativamente opiniões políticas que essas empresas consideram questionáveis. Por uma boa margem de quatro para um, os entrevistados estavam mais propensos a dizer que as Big Tech apoiam as opiniões dos progressistas muito mais do que as dos conservadores e liberais. 

Nos últimos anos, houve inúmeros casos de gigantes da mídia social amordaçando conservadores e liberais por aparentes motivos políticos. Está provado em documentos de investigações de comitês do Senado americano que o Twitter usa “proibições ocultas” para impedir que indivíduos compartilhem suas postagens com centenas de milhões de usuários da plataforma e que, de alguma maneira, essas proibições ocultas foram aplicadas de forma esmagadora àqueles na parte da direita do espectro político. Apenas coincidência? 

O algoritmo do Google é politicamente inclinado para favorecer a esquerda sobre a direita

Em 2020, a grande maioria dos norte-americanos já admite que recebe suas notícias apenas pelas redes sociais. O poder absoluto dessas empresas em relação ao fluxo de informações é impressionante, e elas parecem acreditar em sua capacidade de mudar a opinião pública. O Google tem ainda mais poder sobre as informações do que as companhias de mídia social, uma vez que a ferramenta domina completamente as pesquisas na internet. 

Para que serve a bazuca?

Henrique Neto 

O primeiro-ministro António Costa anunciou aos portugueses que Portugal não pode perder nem um cêntimo do dinheiro que chegará às mãos do Governo. Não disse é quais são os portugueses em que está a pensar em primeiro lugar e, pelas notícias entretanto conhecidas, são os portugueses do costume: os beneficiários dos contratos por ajuste direto, dos concursos a feitio, os governantes corruptos que fazem negócios com o Estado e as empresas do regime amigas do poder político. Todos esperam a bazuca de dinheiro da União Europeia. 


 

António Costa não levou muito tempo a sobre isso esclarecer os portugueses; e como as leis existentes não permitiam toda a margem de manobra pretendida, o primeiro ministro seguiu o conselho de um antigo ministro do antigo regime, “faça-se uma lei”. Assim, uma nova lei nasceu para facilitar a discricionariedade do Governo na distribuição dos dinheiros públicos. Nada de novo, portanto: António Costa segue a mesma cartilha de José Sócrates e de tempos a tempos mostra quais são os seus verdadeiros objetivos. 

Como a nova lei levantou um coro de vozes a fazer a sua denúncia, a intenção era demasiado clara, vamos assistir proximamente à sua revisão, na tentativa de a mudar sem que verdadeiramente mude o essencial. Dizem os comentadores que António Costa é muito habilidoso e sabe sempre levar a água ao seu moinho, mudar para que, dentro do possível, tudo fique na mesma. 

Tribunal de Contas
É uma instituição há muito considerada uma força de bloqueio e também há muito tem sido a instituição de último recurso contra a corrupção. Ao longo dos anos o Tribunal de Contas foi dirigido por gente honrada e tem cumprido no essencial o seu papel. 

Será, todavia, o centro de poder do Estado mais odiado por governantes, autarcas e por algumas empresas, porque dá a conhecer ao País os negócios mais duvidosos feitos pelo Estado. Ou seja, é o principal travão às intenções menos claras de gastar dinheiro público, razão por que já mereceu de Fernando Medina as palavras “lamentável” e “tecnicamente incompetente”. Ora, como sabemos, Fernando Medina é tecnicamente muito competente, razão por que não cessam os negócios da autarquia por ajuste direto, ao ponto de a dupla Fernando Medina e Manuel Salgado se ter tornado célebre nos empreendimentos lisboetas. 

[Língua Portuguesa] O valor de Camões

Aristóteles Drummond 

Percebe-se nos países de Língua Portuguesa uma sofisticada manobra para retirar a importância de Luís de Camões na unidade da raça, do idioma e das afinidades, que garantem certo prestígio e respeito a nossos países nos ‘fóruns’ internacionais. Prestígio conquistado ao longo dos séculos pelas suas elites mais cultas. 

Vindo de completar 440 anos de sua morte, o grande poeta épico da Língua, modelo de dezenas de grandes nomes aos países lusófonos até nossos dias, tem um papel muito maior do que o meramente literário, pelo que induz r representa na história de uma raça que se fez presente com sua mensagem nos quatro cantos do mundo. 

Deve-se ao mundo intelectual português e brasileiro, em especial, a permanência através dos séculos do conhecimento de sua obra e a interpretação correta de seus valores na formação de uma cultura especial no mundo. 

Para ficarmos no quanto é atual, em Os Lusíadas está a alusão à postura antirracista, multirracial do português, na missão de evangelizar e civilizar regiões remotas daqueles tempos. Exaltada quase quatrocentos anos depois por Gilberto Freyre ao se referir ao luso-tropicalismo. E as interpretações dos historiadores de que as “entradas e bandeiras” no Brasil, que foi o avanço dos bandeirantes na direção do interior do Brasil, Minas e Goiás inicialmente, em comparação à epopeia de Vasco da Gama em “mares nunca navegados”. 

Nestes quatro séculos, Camões foi lembrado e exaltado pelos maiores nomes das letras de Língua portuguesa. E do mundo. 

No século passado, não se pode ignorar a importância dada pelo Estado Novo e por Salazar a Camões, ao promover, inclusive, uma versão para estudantes de Os Lusíadas e as comemorações de seu dia. E mais: a mensagem patriótica de Camões se enquadrava no ideário salazarista de alimentar a autoestima portuguesa enfraquecida pelos anos confusos da República, renovados nas loucuras pós-25 de Abril. 

[Foco no fosso] Pesquisar antes de votar

Haroldo Barboza 

Para votar BEM (em qualquer município), vamos pesquisar! 

Este resumo hipotético é comum nos 5 770 feudos do território. NN pode variar entre 5 e 17. 

A 1ª descoberta é que a soma de votos entre os NN honestos (?) que concorrem pela 1ª vez ao “trono” do município não passará de 15%. 

Então sobra a área cinza, onde os antigos caciques (mais de 30 anos) se revezam na árdua tarefa de camuflar os balancetes produzidos com nossos impostos. 

Candidato XX: 30 processos, 5 condenações e 10% do valor roubado (de escolas) voltou aos cofres. Anunciou que seu sobrinho cuidará da área da saúde durante a pandemia. Possui 45% de intenções de votos. 

Candidato ZZ: 28 processos, 3 condenações e 12% do valor roubado (de hospitais) voltou aos cofres. Possui 17% de intenções de votos. Se eleito, colocará sua cunhada cuidando da área de alimentação escolar, onde a boca é boa. 

Candidato WW: 25 processos, 4 condenações e 18% do valor roubado (da área de segurança) voltou aos cofres. Possui 11% de intenções de votos. Se não for para 2º turno, fará “coligação” com XX e vai gerenciar a área de controle de combustíveis orgânicos. 

Candidato QQ: 12 processos, 3 condenações (“cumpriu” com cestas básicas) e nada do valor “sumido” (da agricultura) voltou aos cofres. É amigo de juiz “laxante”, com quem almoça semanalmente. No imposto de renda consta que ele possui um fusquinha 75 (mas só trafega dentro de sua fazenda no cerrado goiano). Não polui as ruas! Usa a lancha da prima (arrumadeira de hotel em balneário paulista) só para visitas a consultórios médicos.

Seis familiares locais que não trabalham, compraram casas, carros novos e ações do tesouro nacional. Intenções de votos: 2,5%! 

[Diário de uma caminhada] Apresentação


Gabriel Mithá Ribeiro
 

Sou leitor diário deste blogue e agora também publicarei diariamente textos, excertos ou frases que espero que ajudem os estimados leitores a compreenderem um pouco melhor o mundo que partilhamos. As minhas responsabilidades tornam-se muito pesadas, dado o prestígio de mais de uma década da instituição O Cão Que Fuma. 

Título e Texto: Gabriel Mithá Ribeiro, 16-10-2020

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Confira a primeira entrevista de Ricardo Sá Pinto para a VascoTV

Título e Vídeo: Vasco TV, 16-10-2020, 10h13

Brasil terá várias vacinas contra a covid-19 em 2021

Ministério da Saúde assegura que quatro imunizantes estão na fase três de desenvolvimento

Cristyan Costa 

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou que o Brasil terá um “grande número de vacinas” contra a covid-19 dentro do programa nacional de imunizações de 2021. 

“Estamos aderindo a qualquer iniciativa que nos ofereça segurança, eficácia na imunogenicidade, que fique pronta num prazo mais curto, que a produção em escala possa imunizar a população brasileira e que tenha preço acessível”, informou Franco, em uma live transmitida pelas redes sociais, na quinta-feira 15. 

De acordo com ele, a pasta está priorizando os imunizantes em terceira fase de desenvolvimento. 

Hoje, quatro vacinas encontram-se nesse estágio, com os testes clínicos monitorados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 

O secretário salientou que uma das principais apostas do governo Jair Bolsonaro é a vacina feita pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. 

Além disso, Franco lembrou que serão disponibilizadas 100 milhões de doses desse imunizante no primeiro semestre de 2021. 

Título e Texto: Crystian Costa, revista Oeste, 16-10-2020, 6h40 

Leia também: “Com covid-19, ministro Fabio Faria inicia tratamento com hidroxicloriquina” 

Operações conjuntas entre PF e CGU apontam prejuízos de R$ 1,1 bi (+ LIVE com o presidente Bolsonaro)

Dado foi apresentado por ministro durante live do presidente

Agência Brasil 

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, disse nesta quinta-feira (15) que 67 operações conjuntas realizadas este ano em parceria com a Polícia Federal (PF) indicam que houve um prejuízo estimado de R$ 1,1 bilhão aos cofres públicos. Segundo ele, entre as operações, 29 tiveram iniciativa na própria CGU, 29 na PF e nove no Ministério Público. 


Ao participar da live semanal do presidente Jair Bolsonaro, Rosário afirmou que a controladoria monitora atualmente contratos dos estados, de 279 municípios, o que inclui todas as cidades com mais de 500 mil habitantes e com maior quantidade de recursos, além de todos os contratos do governo federal. “Está no radar. Todos os dias, a gente atualiza os dados.”

Ainda segundo o ministro, foram 39 operações conjuntas para apurar o desvio de recursos destinados especificamente ao combate à pandemia de covid-19 e que representam um prejuízo estimado de R$ 700 milhões. “É pouco perto do quantitativo de recursos repassados, mas a gente está acompanhando com olho atento”.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, também durante a live, explicou que a CGU verifica possíveis indicativos de fraudes, comunica à Polícia Federal e se inicia um processo de análise de tudo o que está acontecendo. “Esses recursos são passados aos estados e a gestão, a responsabilidade pela aplicação desses recursos é dos estados”, explicou Mendonça. “Lamentavelmente, autoridades dos estados, segundo apurações e investigações feitas pela Polícia Federal, pela CGU, pelo Ministério Público, com aprovação e acompanhamento do Judiciário, [fazem] aplicação irregular desses recursos”. 

Palavras

Nelson Teixeira

Quando colocamos as palavras em nossa boca, somos responsáveis pelo que estamos transmitindo, e uma vez dito temos que arcar com as consequências. 

Temos que ter muito cuidado quando nos enveredamos em conversas a criticar o outro, porque poderemos ser criticados também. 

Devemos tomar muito cuidado com os chamados “papos-furados” só para passar o tempo, pois muitas vezes algo que pensamos não fazer nenhum mal, nos coloca na teia da maledicência e nem percebemos. 

Antes de falar pense no que isto pode causar. 

A palavra proferida não tem volta. 

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 16-10-2020

[Aparecido rasga o verbo] Entre biscoitos e pirâmides

Aparecido Raimundo de Souza

MINHA FILHA BEATRIZ acabou de me dizer que não vai se casar, pelo menos por enquanto. Segundo explicações dela, ‘está fazendo estágio com o namorado’. Enfurecido e colérico, pedi um elucidário mais pormenrizado sobre esta história de estágio:

—  Seguinte, paizinho. A gente, pra tudo na vida, não faz estágio? O senhor mesmo, quando se formou em medicina não fez?

Fui grosso e curto, ou melhor dito: mais curto, que grosso:

—  Não, Beatriz. Fiz residência.

Ao que ela, em seguida, de nariz empinado e sem pestanejar, retrucou:

—  Então, paizinho. Antigamente a gente —, quero dizer, no seu tempo —, os doutores, como o senhor, faziam residência. Hoje, com a chegada da modernidade, a gente faz estágio. Nos seus idos, se amarrava linguiça com cachorro...

— Beatriz, cachorro com linguiça... Por tudo quanto é mais sagrado! 
— Desculpe, paizinho. Foi mal! 
Depois deste ‘foi mal’, interrompi bruscamente, começando a espumar pela boca Logo teria um troço: 
— Beatriz, está querendo me fazer de besta? Minha mãe, sua avó, escreveu aqui na minha cara que sou otário? 

— Não, pai, de fato não. Raciocine comigo. Eu mais o Beto estamos fazendo uma espécie de preliminar... Um treino básico para ver se daremos certo, se as funções que estamos agregando no dia a dia contribuirão para que, num porvir não muito longe, conseguiremos chegar inteiros a uma velhice sadia e sem complicações. Se tudo correr como engendramos, no final da praticagem, reuniremos as famílias, marcaremos a igreja (quero subir no púlpito toda de branco e pleiteando, desde agora, que o senhor me leve até o padre), distribuiremos os convites, faremos uma festinha, e, por fim, trocaremos as alianças...

— Beatriz, não me venha com esta conversa de cerca Lourenço. Você está de namorico com este tal de Beto, há mais de dois anos. Podem se considerar, pelo tempo de uso, marido e mulher. 

— Que isto, paizinho. Papo mais careta! Tempo de uso? De jeito nenhum. O Beto tem lá as suas manias —, uma ou duas que odeio —, tipo ficar jogando a noite inteira, no celular, ou cantando, no banheiro, enquanto toma banho, por sinal, umas músicas chatas num inglês meia sola que faria Freddie Mercury perder seus quatro dentes nascidos a mais, dentro da boca numa única mastigada. Se fosse só esta droga de cantar e jogar... Na verdade, o cantoria até que dá para digerir, porém, durante as partidas, ele briga com os parceiros gritando... Gritando não, berrando: ‘vai pro lado, volta, volta, tem um inimigo atrás de você... Imbecil, olho no telhado... Cuidado, Mané, vai levar um tiro...’. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Anvisa autoriza teste de medicamento contra covid-19

Empresa americana Sorrento Therapeutics testará o Abivertinib em 400 pessoas

Foto: Simone van der Koelen/Unsplash (imagem ilustrativa)
Roberta Ramos 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Sorrento Therapeutics a testar o Abivertinib, medicamento contra a covid-19, em 400 pessoas no Brasil. 

O remédio está na segunda fase de testes clínicos, quando são avaliados a eficácia e a segurança da substância. No Brasil, o estudo com cada paciente durará sete dias. Nos Estados Unidos, onde o foco eram pacientes graves, o Abivertinib foi usado por 14 dias. 

A farmacêutica afirma ter feito parceria no país com a Synova Health e deverá conduzir os experimentos no Rio de Janeiro.

Título e Texto: Roberta Ramos, revista Oeste, 15-10-2020, 12h

Itália: defender fronteiras nacionais acaba em julgamento

Giulio Meotti  

Esta é a primeira vez que um tribunal de justiça da Europa é provocado para julgar um ministro, que deveria ser o responsável pela segurança de um país, por manter migrantes num porto enquanto se aguarda uma redistribuição de recém-chegados na Europa... Até então, a Europa não tinha apresentado à Itália a mínima ajuda. 

A classe política italiana, detentora do poder, que por anos a fio adotou uma política de capitulação em relação à enxurrada de imigrantes ilegais, que via de regra é organizada por quadrilhas de traficantes, decidiu agora jogar Salvini nas mãos dos juízes por ele ter feito o que eles não tiveram coragem de fazer, defender as fronteiras da Europa. 

Parece que há uma premissa segundo a qual dezenas de milhares de pessoas podem ir da Líbia para a Itália de barcos sem controle, sem nenhuma restrição e sem que um país possa exercer seu direito de se defender de um épico tsunami migratório. 

A Itália está agora enviando uma mensagem preocupante para a Europa e para o restante do mundo livre: qualquer um que esteja no comando de um país e que defenda as fronteiras nacionais e que tente impedir a imigração ilegal em massa pode acabar nas barras do tribunal e na prisão. 

"Meu único remorso em relação a esta situação é que terei de explicar aos meus dois filhos que o pai deles vai a julgamento não porque é um criminoso, mas porque defendeu o seu país", salientou Matteo Salvini em razão do Parlamento da Itália ter retirado sua imunidade para abrir o caminho para que ele possa ser levado às barras do tribunal. 

Durante anos, a classe política italiana, detentora do poder, adotou uma política de capitulação em relação à enxurrada de imigrantes ilegais, que via de regra é organizada por quadrilhas de traficantes. A Europa nunca deu uma mãozinha à Itália. Agora, essas "elites": políticos, formadores de opinião, jornalistas, decidiram jogar Salvini nas mãos dos juízes por ele ter feito o que eles não tiveram coragem de fazer, ou seja, defender as fronteiras da Itália.

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Covid-19 : La tyrannie sanitaire en ordre de marche – JT du jeudi 15 octobre 2020

Au sommaire de cette édition : les annonces d’Emmanuel Macron. Très attendue, l’interview du chef de l’Etat, mercredi soir, n’a pas déçu. Face à l’échec du gouvernement pour lutter contre l’épidémie de Covid-19, Emmanuel Macron a, une nouvelle fois, restreint les libertés individuelles des Français. 

Nous donnerons ensuite la parole aux Parisiens. Suite à l’intervention présidentielle et à l’annonce du couvre-feu, nous sommes allés recueillir leurs réactions. 

Et puis nous reviendrons sur les perquisitions de ce jeudi matin aux domiciles et bureaux de ministres. Maître Régis de Castelnau commentera cette actualité judiciaire pour TV Libertés. 

Chaîne officielle TVLibertés, 15-10-2020

[Foco no fosso] Trinta dias de cidadania

Haroldo Barboza 

A trinta dias das eleições, mesmo quem reside em bairros mais nobres, vai ver (ou ouvir de dezenas de pessoas) relatos de “benfeitorias” que deixaram de ser aplicadas nos últimos 4 anos. Isto vale para os 5 770 municípios do Brasil. 

Eis algumas ações que serão adotadas pelos que desejam a reeleição ou ascensão de algum herdeiro: 

- colocação de brita com gordura e rapadura em crateras encontradas nas vias urbanas; mais de mil ruas serão remendadas e o “asfalto” voltará a se soltar em dois ou três meses; 

- segurança pública será “reforçada” com viaturas estacionadas (*) em cruzamentos próximos aos principais pontos de “cracudos”; 
(*) no final da Rua Leopoldo (RJ) existem 4 ou 5 viaturas paradas há mais de 6 meses. Na verdade, os esqueletos delas apodrecem pois nem pneus possuem mais;

- coleta de lixo semanal (até final do Natal) será duplicada perto dos pontos onde nem caçambas existem para atender aos moradores; 

- muros e portões de escolas serão pintados (só pelo lado de fora) para dar o tom da preocupação dos governantes com a Educação; 

- dezenas de rios serão “dragados” (só nas margens - talvez até empurrem os detritos para o fundo do leito); 

- placas de sinalização de trânsito serão trocadas - só as que estiverem enferrujadas e com marcas de tiros; 

- iluminação pública sofrerá mutirão para que a cidade exiba todo seu esplendor noturno (lâmpadas de 20W no máximo); 

Contratação do treinador Ricardo Sá Pinto repercute na imprensa internacional (+ a mensagem de Sá Pinto para a torcida vascaína)

A contratação do técnico português Ricardo Sá Pinto pelo Vasco repercutiu em diversos veículos de imprensa internacionais. Veja, abaixo, alguns exemplos


Processo contra Lula pode prescrever graças ao STF

Ação penal contra o ex-presidente está nas mãos do Supremo 

Anderson Scardoelli 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [foto] pode contar com mais uma boa notícia (para ele) vinda da Suprema Corte do Brasil. Depois de deixar a reclusão em novembro do ano passado após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir contra a prisão em segunda instância, o petista está prestes a ver um processo contra ele prescrever no tribunal. Isso porque uma das ações em que ele é réu na Lava Jato está travada em Curitiba por decisão do STF. 

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Caso não seja julgado até dezembro deste ano, o processo prescreverá e Lula não poderá mais ser julgado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A ação em questão se refere à construção de nova sede do Instituto Lula e do aluguel de imóvel em São Bernardo do Campo, município do ABC Paulista onde o ex-presidente mora. 

Diante da possibilidade de o processo contra Lula prescrever, o Ministério Público Federal (MPF) pediu para os trâmites serem retomados pelo STF. A solicitação foi feita nesta semana, informa o jornal Gazeta do Povo. O veículo ainda destaca que a ação está parada no Supremo por causa de decisão de Ricardo Lewandowski. No mês passado, o ministro ordenou à 13ª Vara Criminal de Curitiba encaminhar à defesa de Lula o acesso a acordo de leniência da Odebrecht. 

Título e Texto: Anderson Scardoelli, revista Oeste, 14-10-2020, 19h43

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Macron repart en guerre (contre la France) – JT du mercredi 14 octobre 2020

A la Une de ce journal, les nouvelles mesures d’Emmanuel Macron bientôt dévoilées. Couvre-feu, confinement partiel, que va-t-il encore bien pouvoir annoncer ? Passage en revue des prochaines vexations dans cette édition. 

Nous suivrons également la mobilisation des restaurateurs et d’autres secteurs, inquiets pour la survie de leur établissement. Ils étaient réunis mardi soir à Paris. Géraud du Fayet était avec eux. 

Nous reviendrons ensuite sur la nouvelle agression d’un policier à Savigny-sur-Orge. Renversé par un chauffard, le fonctionnaire est entre la vie et la mort. Un drame de plus alors qu’Emmanuel Macron doit rencontrer les syndicats policiers demain. 

Et puis une page patrimoine à la fin de cette édition avec un point sur l’état d’avancement des travaux de la Cathédrale de Paris et sur le financement de ceux-ci.