Claudio Dantas
Em entrevista exclusiva à CNN, Roberta Luchsinger disse que quer fazer uma delação premiada para entregar todos os crimes que presenciou durante o tempo em que atuou como sócia de Lulinha junto ao governo Lula. “Vou fazer uma delação premiada, porque não serei eu o boi de piranha que tanto querem colocar em cima de mim. O que eu fiz, se foi crime, vou responder. Na minha cabeça, não existe. Mas se for, vou responder ao devido processo legal.”
A lobista citou reuniões com
ministros, assessores e com o próprio Lula. “Não vou pouapr nenhum detalhe,
ninguém, pode ser presidente da República, que é um grande de um mau caráter,
de um grande mentiroso. Não vou poupar filho de presidente. A verdade tem que
ser dita, doa a quem doer. Se sou pilantra e toda essa turma frequentava a
minha casa. São pilantras como eu.”
Luchsinger diz que vem colaborando com
a Justiça, que tem acesso a todo o seu sigilo telemático e bancário, mas que
pode ir além, oferecendo “detalhes que não estão no WhatsApp”. “Quando a
Justiça julgar que é o momento adequado, estarei lá pronta para colaborar. Vou
fazer delação premiada, porque não tenho pai presidente, mãe presidente, sou
uma mãe com duas filhas e que está com toda a máquina pública contra mim.”
CONTRATO DE 2 BILHÕES
Na entrevista, a lobista citou ao menos um contrato suspeito sobre o qual teria informação, envolvendo a construtora EBC, presidida no Brasil por Amauri Pinha, vizinho de Lulinha no Brasil. “Sei da história do Lulinha com a construtora”, afirmou. Segundo ela, o filho do presidente teria viabilizando contratos da empresa com órgãos públicos em montante superior a R$ 2 bilhões. Luchsinger citou reuniões de Pinha no Palácio do Planalto, no DNIT, na Petrobras e outros órgãos.




















