Aparecido Raimundo de
Souza
ACHO QUE JÁ SE DEU
para ver, e não só ver, perceber, enxergar, vislumbrar de cabo a rabo, ninguém
segura o Mula, perdão, senhoras e senhores, o Lula. Alguns imbecís, melhor
dito, um bom bocado de bocas abertas e manés de carteirinha e sindicato, como
ele, dizem que o sujeito nascido em berço pobre vale por dois. Um é o Luiz
Inácio e o outro o Lula da Silva. Ambos, os dois, um e outro, trocados por um
pacote de merda elevada ao quadrado, vale mais a bosta fedorenta de qualquer
morador de rua.
Ninguém segura o
infeliz nascido no pardieiro, perdão, na zona rural de Cacetés, (Cacetés não,
Caetés) no garabulhento agreste Pernanbu”cu”, notadamente quando ele resolve
abrir a boca em seus improvisos ante desempolgadas plateias. O degradante, é
que a nação “inteirra” (de inteirrado) terá pela frente, se essa desgraça
continuar no foder, perdão, no poder, se ganhar as próximas eleições, a galera
sofrida terá muita diversão ao ouvir discursos recheados de metáforas,
eufemismos e extemporâneas cagadas, perdão, piadas.
O filho mais Apapudado
(variante de papuda) que por sorte de algum santo malandro nos moldes de
Voudecarro, se livrou de passar um tempo bastante expressivo por lá, obviamente
se valendo da sua “aveia” tribunícia latente. Por conta, o “cabra” disporá, sem
dúvida, de concorridos ouvintes, “companheiros” de lutas e pelejas, esses e
estes, sempre prontos a ouvi-lo, fale o imberbe o que peidar pelo comedor de
lavagem.
São ossos de um
punhado de orifícios cagadores atentos e sempre prontos a escutá-lo e
aplaudi-lo. Há quem diga que discursar é ciência. Prefiro acreditar do alto dos
meus setenta e três, essa balela toda ser arte e, como tal, pairar na dimensão
de um bom livro ou no enlevo de acordes musicais capazes de separar o espírito
do corpo. O aplauso à fala presidencial, pelo menos entre nós, (brasileiros sem
um pingo de visão de futuro) é dissimulado e não corresponde à verdade. Faz
parte do ritual em solenidades do gênero o louvor fácil e o riso contido de
graças sem graça.
Para um
“presidiariodente” (mil perdões) para um presidente loquaz que, além de
escorregar no vernáculo, fala pelos cotovelos, um lembrete: “em boca fechada
não entra mosca, nem sai”, leciona um provérbio antigo, se não me engano,
citado no livro da lavra de Leon Eliachar, “O homem ao quadrado”. Se, de fato,
a oratória é uma arte, a artista precisa ser quem gosta de fazer uso da
palavra. Todo cu-i-da-do-é-porco, (o certo é pouco) portanto, ao se exprimir
pela voz a públicos exigentes, deveria ter outra conotação.