segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

"Estou enojado por tudo"

• Ataque aos conservadores

• Lula como”herói nacional”

• Bolsonaro tratado como palhaço

• Enredo “sem anistia”

• Pessoas fazendo o L

• Artistas da Rouanet

• Tudo isso passando em rede nacional pela Globo.

Deixando registrado, porque daqui a pouco dirão que é fake news.

Texto e Vídeo: Rubinho Nunes, X, 16-2-2026, 2h35 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Três pontos com dedicatória

Jan Bednarek assinou o golo da vitória do FC Porto na Choupana e festejou com a camisola de Samu

O FC Porto foi à Madeira vencer o CD Nacional (1-0) com um golo de Jan Bednarek dedicado a Samu, que sofreu uma grave lesão no clássico e desfalcou a equipa num desafio da máxima exigência em que os Dragões prestaram homenagem a Jorge Nuno Pinto da Costa. Depois do desaire em Rio Maior e do empate caseiro frente ao Sporting, os líderes do campeonato regressaram às vitórias e mantiveram a vantagem sobre os rivais de Lisboa à 22.ª jornada.

Francesco Farioli mudou seis peças no xadrez do clássico - ao apostar em Thiago Silva, Zaidu, Rodrigo Mora, Oskar Pietuszewski e Deniz Gül nas vagas deixadas por Jakub Kiwior, Martim Fernandes, Gabri Veiga, Borja Sainz e Samu - e foi o polaco, na estreia como titular, o primeiro a obrigar o guarda-redes madeirense a intervir, já depois de Alan Varela desferir um remate de fora da área desviado por Victor Froholdt.

Deniz Gül testou os reflexos de Kaique Pereira em duas ocasiões distintas - primeiro no seguimento de um pontapé de canto e depois num lance invalidado por posição irregular de Rodrigo Mora - e, pelo meio, Jan Bednarek também viu o guardião da casa negar-lhe o golo. Ao cabo de meia-hora de sentido único, o CD Nacional esteve perto de marcar, mas Diogo Costa travou a cabeçada de Jesús Ramírez e Varela atirou por cima na última oportunidade da etapa inaugural. 

Logo a abrir a segunda parte, Pepê e Rodrigo Mora não conseguiram dar a melhor sequência a um cruzamento de Zaidu, o jovem de 18 anos deu lugar a Gabri Veiga aos 59 minutos - juntamente com Pietuszewski, substituído por Borja Sainz - e o médio espanhol fez uma assistência na primeira vez em que tocou na bola: canto teleguiado desde a esquerda e Jan Bednarek voou por entre a defesa adversária para inaugurar o marcador e festejar erguendo a camisola com o número 9 de Samu (0-1). 

O STF, o desprezo pelo povo, Banco Master e poderes nada republicanos

Gastão Reis

Os ditos valores republicanos, sempre mencionados pelo andar de cima, nunca estiveram em tamanha baixa. Tomemos o caso do desmoralizado STF. O Código de Conduta proposto pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, fez água numa das últimas sessões plenárias do STF. A recusa partiu do ministro, também em baixa abissal diante da opinião pública, Alexandre de Moraes.

Para ele, já existe legislação que cuida do assunto. Só esqueceu de dizer que ele não está nem aí para levá-la a sério. Pior: é autor de um livro didático sobre Direito Constitucional, que também não leva a sério faz tempo. Houve mesmo advogado que enumerou mais de uma centena de vezes em que Moraes passou por cima da Carta de 1988. O ministro também sequer mencionou o “contratinho” de R$ 129 milhões do escritório de advocacia de sua mulher, cuja clientela explodiu nos últimos anos. E todo mundo sabe o porquê.

Toffoli, por sua vez, não vê nada de irregular em sua própria conduta a despeito do perdão de multa bilionária da empresa J&F, cliente do escritório de advocacia de sua mulher, caso em que ele estava obviamente impedido de julgar. Mas foi lá e julgou sem constrangimento algum. E ainda se sente irritado com a imprensa e a opinião pública, que estariam em campanha para desmoralizar o STF. Deve ser um dos poucos que ainda não sabe que o STF já está desmoralizado há muito tempo.

A população ainda se recorda daquele dedo médio em riste do ministro Moraes em resposta à vaia contundente que levou quando foi assistir a um jogo de futebol num estádio paulista. Essa atitude reflete bem seu profundo desprezo pelo povo brasileiro. Segundo ele, trata-se de uma massa ignara incapaz de compreender seus altos desígnios na defesa da democracia ameaçada por um golpe que não houve. Aliás, fato comprovado pelo ministro Fux naquele belo voto de 14 horas que deveria ter deixado os ministros da primeira turma enrubescidos de vergonha. Mas é difícil perder o que não se tem.

Mas a situação de total descaramento abrange outros poderes como o Congresso Nacional, assembleias legislativas estaduais e até câmaras municipais, normalmente poderes entulhados de funcionários desnecessários cuja conta vai bater no bolso do povo. A decisão do ministro Flávio Dino de suspender, por 60 dias, os penduricalhos que permitem inflar indevidamente os salários da elite dos funcionários públicos, indo muito além do permitido por lei de 47 mil reais mensais dos ministros do STF. A decisão de Flávio Dino deverá ir a plenário do STF para ser confirmada. A conferir.

Onde é? Qual o nome? 😉

Pesquisa diz que 67% dos fluminenses têm medo de levar celular para eventos lotados

Pesquisa do Mercado Pago no Rio de Janeiro mostra que 67% dos fluminenses não se sentem seguros ao levar o celular para eventos com aglomeração


Quintino Gomes Freire

Mercado Pago fez uma pesquisa com usuários no estado do Rio de Janeiro e encontrou um retrato de medo de rua. No levantamento “Percepção de Segurança em Grandes Eventos”, a instituição diz ter identificado um público mais atento à segurança digital e disposto a usar ferramentas de proteção.

No estudo sobre percepção de segurança, 67% dos fluminenses afirmam não se sentir seguros ao levar o celular para festas com aglomeração em espaços públicos. Mesmo assim, o aparelho segue como item praticamente inevitável: 38% dizem que levam o celular normalmente. Outros 22% preferem não levar nenhum dispositivo.

O dado que mais chama atenção vem do comportamento preventivo. Segundo a pesquisa, 65% dos entrevistados não ativaram nenhum recurso de segurança no celular nos últimos 12 meses ao se preparar para eventos de rua. Dentro desse grupo, 34% afirmam que não sabem como usar os mecanismos de proteção.

Na prática, o celular continua sendo ferramenta de pagamento e acesso a banco, mesmo fora de casa. 62% dizem que não deixam de usar aplicativos financeiros na rua. Já 59% afirmam usar um ou mais aplicativos alternativos em momentos de maior exposição. E 6% relatam adotar o chamado “celular do ladrão”, um aparelho secundário para situações consideradas mais arriscadas.

[As danações de Carina] Os gritos das ‘Três Graças’, ou de quando o silêncio incurável se torna remédio para saudar a vida em sua melhor forma de expressão

Carina Bratt

HÁ CERTOS TIPOS de dores que não se curam, nem se apaziguam. Apenas se acomodam, ou fingem se ajustar. O trauma, por exemplo, é uma dessas feridas invisíveis que, ao contrário das cicatrizes na pele, não se fecha com o tempo. Ele se instala como hóspede indesejado, rearranja os móveis da memória e insiste em acender a luz quando a casa já deveria estar no escuro e em paz.

Marlucia aprendeu isso cedo. Não havia remédio que apagasse o estampido da noite em que perdeu o marido. O cara simplesmente foi embora e deixou a sua família, ou seja, abandonou a Marlucia, a Amanda e a Luana. Não havia abraço que desfizesse o nó que se formava em sua garganta sempre que o silêncio se tornava profundo demais. O trauma não era uma lembrança, era uma presença: caminhava com ela, sentava ao seu lado, dormia em sua cama. E falava do vazio...

O mundo, com sua pressa, dizia que era preciso seguir em frente. Mas como seguir quando o chão se parte em cada passo? Marlucia descobriu que o incurável não é sinônimo de fim, mas de convivência. O trauma não desaparece; a gente aprende a viver com ele, como quem carrega uma sombra que nunca se desprende.

Paradoxalmente, foi nessa convivência que ela encontrou uma forma de resistência. O trauma a lembrava da fragilidade da vida, mas também da força que brota quando se insiste em continuar. Não havia cura, mas havia caminho. Não havia esquecimento, mas havia sobrevivência.

Assim, Marlucia passou a escrever cartas de amor que nunca enviava. Em cada palavra, depositava o peso daquilo que não podia ser dito em voz alta. Era à sua maneira de transformar o incurável em linguagem, de dar forma ao silêncio que tomava conta do seu ‘eu interior’.

O trauma, afinal, não se cura. Mas pode ser narrado. E, ao ser narrado, deixa de ser apenas dor: se torna memória, se torna história, se torna parte de quem insiste em existir apesar dele. Há dores que não cicatrizam. São como rios subterrâneos: invisíveis à superfície, mas sempre correndo, erodindo. O trauma incurável é esse rio que insiste em atravessar a alma, mesmo quando a vida parece seguir em frente.

Era uma vez uma linda princesa que um dia espetou o dedo numa agulha e adormeceu; só foi acordar 100 anos depois

Que bom que o jornalismo da Folha de São Paulo demorou um pouco menos para despertar

Em tempo: observem no canto direito do editorial a lista de decisões “controversas” do Supremo. Eu nem sabia que a palavra CONTROVERSA podia ser usada como sinônimo de ILEGAL. 🤡

Título, Imagens e Texto: Marcelo Rocha Monteiro, Facebook, 12-2-2026, 14h59 

Vasco supera o Volta Redonda nos pênaltis e avança à semifinal do Carioca

Na próxima fase, o Cruzmaltino encara o vencedor do confronto entre Fluminense e Bangu

O Dia

O Vasco não teve vida fácil diante do Volta Redonda, mas avançou à semifinal do Campeonato Carioca. A classificação veio com a vitória nos pênaltis por 5 a 3 em São Januário, na noite deste sábado (14), pelas quartas do Estadual. O tempo regulamentar terminou com empate por 1 a 1. O Cruzmaltino fez um primeiro tempo péssimo e viu Ygor Catatau abrir o placar. Na etapa complementar, porém, teve outra postura, cresceu muito na partida e deixou tudo igual com Spinelli.

Foto: Matheus Lima/Vasco

O Gigante da Colina vai enfrentar na semifinal o vencedor do confronto entre Fluminense e Bangu, que medem forças às 18h de segunda-feira (16). Já o Volta Redonda disputará a Taça Rio.

O Vasco fez um péssimo primeiro tempo em São Januário. A equipe de Diniz iniciou a partida errando passes e permitiu ao Voltaço chegar com perigo duas vezes antes mesmo dos 15 minutos de partida.

O Cruzmaltino só conseguiu encaixar uma boa jogada por volta dos 22 minutos, após uma boa troca de passes. Coutinho apareceu na área para finalizar, mas a zaga do Voltaço se recuperou, e a bola saiu pela linha de fundo em escanteio.

Esse lance, porém, não fez o Vasco crescer. O time continuou com muitos erros e deixava espaços para o Volta Redonda atacar. Aos 28 minutos, o gol finalmente saiu. Jean Victor descolou ótima enfiada para Ygor Catatau, que ganhou de Carlos Cuesta na corrida e finalizou no canto esquerdo de Léo Jardim.

No retorno do intervalo, o Gigante da Colina teve outra postura: pressionou em busca do empate, parou de devolver rapidamente a bola ao adversário e deixar espaços atrás. Diniz também promoveu mexidas no time, com as entradas de Paulo Henrique, Tchê Tchê e Rojas.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Presidenciais 2026: A vitória que revelou o sistema


Cristina Miranda

A segunda volta das eleições presidenciais de 8 de fevereiro de 2026 ficará registrada como uma vitória confortável de António José Seguro. Assim o decretaram os números. Assim o celebrou o discurso oficial. Mas quem confundir este resultado com um momento de reconciliação nacional ou de reforço democrático está, no mínimo, a enganar-se – e, no máximo, a enganar o país.

O que aconteceu não foi uma onda de apoio popular a um projeto político. Foi uma mobilização defensiva do sistema. Uma vitória obtida mais pelo medo da alternativa do que pela adesão ao vencedor. E isso muda tudo.

Seguro venceu onde o sistema ainda respira com algum conforto: grandes centros urbanos, classes médias estabilizadas, funcionários públicos, pensionistas urbanos, eleitores com maior capital escolar. Não venceu porque prometeu futuro, mas porque simbolizou continuidade. Este não é um julgamento moral. É um facto político.

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“A degradação que hoje emana do STF já é, de longe, a maior ameaça à democracia”


Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF. 

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência. 

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição. 

A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator. 

Assinam:

Por isso parei


Walter Biancardine

Tudo o que se passou, do mensalão à prisão de Bolsonaro; da perfídia de FHC ao cachorro Orelha ou a caminhada do Nikolas - tudo foi esquecido

Ninguém quer um país melhor. Querem novos escândalos. Um por dia, como capítulos de novela. E novelas param no carnaval.

Agora entendo os criminosos que nos governam. Eles estão certos.

Podem roubar. Podem tirar. Taxar. Podem matar. Ninguém liga.

Aliás, o povo até gosta: é o novo capítulo da novela. Assim podem esbravejar nas redes sociais e se mostrar. Se enrolar na bandeira e ir nas passeatas. Se fotografar pro Instagram. Levar o cachorrinho e a avó. E terminar na churrascaria.

Mas não no carnaval.

Onde os "conservadores de Instagram"? Os que só trepam com fins reprodutivos? Os que nem veem mais TV aberta? Os que juram ir à missa todo domingo?

A hipocrisia me enoja. Por isso bebo o quanto quiser. Fumo feito um turco. Olho bundas nas ruas e escrevo o que penso. Ninguém tem o direito de se ofender e dizer "mas eu não sou assim".

13-2-2026: Oeste sem filtro – Toffoli deixa o caso Master; oposição vai às ruas contra ministros + Ex-marqueteiro do PT critica folia de Janja e Lula no Carnaval

[Versos de través] Êxtase

Aparecido Raimundo de Souza

DEIXE que eu role por sobre teu corpo,  
o meu prazer contido e aprisionado...
que ele se aloje entre as tuas pernas
numa lascívia com gritos de amor
ardentes... indecentes...
como dois amantes despudorados...

Quero sentir o teu suor
E o meu melhor...
Ah, “o meu e o teu melhor”
jorrando em meio aos nossos sexos
incoerentes... abusados e desconexos,
escorrendo ligeiro em jatos descontrolados...

E depois, muito, muito depois,
De termos, enfim, nos consumido,
Beijar teu corpo, acarinhar teu regaço...
Para em seguida, exaustos,
nos aninharmos em doces amplexos
Por ter o “teu e o “meu amor”... saciados.


Aparecido Raimundo de Souza

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Dez chamamentos ao amigo 
Tenta-me de novo 
Amavisse 
Labareda das águas

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

1º de março de 2026: 'Fora Lula, Moraes e Toffoli!'


Relacionados: 

A orgia mais longeva da história


Rodrigo Constantino

Todos estão falando de Toffoli, mas uma manchete chamou minha atenção: "Fictor inclui bordel e ex-traficante na lista de credores". Em recuperação judicial, a holding financeira é acusada de fraude na tentativa de compra do Banco Master, e possui uma dívida declarada de R$ 4,2 bilhões. Entre os 13 mil credores, há um tradicional bordel da zona leste de SP.

Li num grupo esta quinta e gostei da síntese: o Brasil é a orgia mais longeva da história. Lembrei da frase ao ler essa reportagem, além de todos os textos sobre o caso Toffoli. Tenho receio de generalizar, de buscar no passado distante casos escandalosos de corrupção, pois isso de certa forma alivia os culpados de hoje, dilui sua responsabilidade num histórico mais abrangente.

O Brasil sempre foi um bordel. Isso não quer dizer que não tenha piorado. Nas últimas duas décadas, com a forte predominância petista no poder, era inevitável essa deterioração do que já era um tanto ruim. Se o patrimonialismo sempre foi um câncer em nossa "república", ele piorou muito com o PT. Se o nepotismo era um problema frequente, tornou-se pior. E por aí vai.

O Brasil não é um país sério faz tempo, é uma esculhambação total, várzea, paraíso dos bandidos, terra da impunidade, ícone do patrimonialismo que confunde a coisa pública com a privada. Mas é inegável que o que era terrível piorou muito

Flavio Gordon, em coluna publicada na Gazeta do Povo, busca em Calígula e no modelo soviético paralelos para o que aconteceu com o Brasil nos últimos anos. Toffoli seria o cavalo Incitatus que o imperador pervertido quis indicar ao Senado Romano, para humilhar de vez o que já estava bastante degradado. E os soviéticos, ao colocar lealdade ideológica acima de tudo, alçaram a mediocridade a um novo patamar na gestão pública. Diz Gordon:

Sim, mais do que simplesmente repetir o patrimonialismo brasileiro consagrado, o lulopetismo deu-lhe a fundamentação teórico-ideológica, sem nunca deixar de fingir que o combatia. Antonio Gramsci – pai intelectual do partido e grande teórico do aparelhamento – forneceu o mapa: conquistar a hegemonia por meio da ocupação capilar das instituições; transformar a cultura em instrumento de poder; converter tribunais, universidades, agências e estatais em pontos de sustentação de um projeto de longo prazo; enfiar seus militantes (os “companheiros”) nas mais variadas posições de poder e influência. Inspirando-se na ideia gramsciana de “Estado ampliado”, o PT traçou o objetivo de governar não apenas o Executivo, mas dirigir o imaginário, a linguagem e os próprios critérios de legitimidade social.

Orban Is Right: Ukraine Has Truly Become Hungary’s Enemy

Andrew Korybko 

It’s also the enemy of Europe’s conservative-nationalists, who’d be left leaderless if Kiev and Brussels succeed in ‘democratically deposing’ Orban during early April’s next parliamentary elections and replacing his leadership of their movement with a collection of anti-Russian Polish figures

Hungarian Prime Minister Viktor Orban recently declared that “As long as Ukraine demands that Hungary be cut off from cheap Russian energy, Ukraine is not simply our opponent, Ukraine is our enemy.” This followed him accusing Ukraine of meddling in Hungary’s next parliamentary elections in early April, which echoes last summer’s assessment by Russia’s Foreign Intelligence Service and his own Foreign Minister Peter Szijjarto, with all this following last spring’s referendum meddling accusations.

As was explained here at the time, Orban claimed that Ukraine conspired to manipulate the results of the poll over whether to support its EU membership plans, which coincided with Hungary reportedly downing a Ukrainian drone and tit-for-tat diplomatic expulsions on espionage-related grounds. These escalating tensions are occurring amidst Kiev’s persecution of its ethnic Hungarian minority that was described more at length here. Orban also just accused Ukraine of treating them as “cannon fodder”.

No self-respecting state can have normal ties with any state that treats its co-ethnics in such a terrible way, let alone while threatening its energy security and meddling in its elections. That’s the behavior of a bonafide enemy state, not simply a renegade former partner with whom ties are presently tense. By explicitly drawing attention to this political reality, Orban is also implying that opposition leader Peter Magyar is Ukraine’s ‘Manchurian candidate’, thus making support for him informally akin to treason.

[Aparecido rasga o verbo] Nada mais gostoso que acordar feliz

Aparecido Raimundo de Souza

HOJE, SEXTA-FEIRA, acordei feliz. Não foi por causa de uma grande conquista, nem por uma notícia extraordinária. Foi simplesmente porque o sol mavioso atravessou a fresta da cortina e pousou no meu rosto como quem diz: “levanta, seu corno, o dia já começou”. O café feito pela Silvinha, minha secretária do lar, parecia mais cheiroso, os pães que ela trouxe da padaria mais saborosos, e até o barulho da galera andando no calçadão da praia ganhou um ritmo de música. A felicidade, percebi, não estava em algo que eu esperava, mas no que já se fazia ali, ou seja, no instante presente, no simples ato de existir.

Quando a felicidade chega, é outra coisa. Tomo meu banho, engulo o café e enquanto caminho em direção ao trabalho, noto que as pessoas parecem mais leves. Talvez não fossem, oxalá apenas uma leve impressão minha, ou apenas o reflexo do meu olhar. Porque quando se acorda feliz, o mundo inteiro parece conspirar a favor. O ônibus atrasado vira oportunidade de contemplar o céu, o vizinho rabugento soa como personagem de comédia, e até o trabalho ganha contornos de aventura. Hoje, sexta-feira, a coisa se repetiu. Acordei feliz de novo. Darei início, daqui a pouco, à operação “Café queimado”, em homenagem a minha amiga Ana Paula, esposa do meu caríssimo amigo Reginaldo e isso me fez pensar...

Pensar em quê? Ah, lembrei! Quantas vezes deixamos a felicidade para depois, como se fosse prêmio de uma corrida interminável? Mas ela é teimosa, insiste em se esconder nos detalhes, nos abraços rápido, nas gargalhadas inesperadas, no silêncio que conforta. Até no sujeitinho chato que vou levar daqui a pouco para Brasília em direção à Cornuda, perdão, Papuda. De onde foi que eu tirei essa tal de Cornuda? É a idade. É a idade. Talvez amanhã eu acorde preocupado, ou cansado, ou simplesmente indiferente. Mas hoje não. Hoje, sexta-feira, acordei feliz, e decidi que carregarei essa alegria até a noite, como quem segura uma chama pequena, mas suficiente para iluminar o caminho.

Insegurança esvazia Cinelândia e derruba faturamento de bares; Amarelinho registra queda de 50%

Comércio tradicional reduz horário de funcionamento e adota medidas de segurança após avanço de arrastões na região

Victor Serra

Frequentar a Cinelândia à noite, tradição que atravessa gerações no Rio, tem virado um programa cada vez mais raro, e principalmente, para os mais corajosos. Uma sequência de furtos e arrastões registrada desde o início do ano vem esvaziando a região e atingindo em cheio bares e comércios tradicionais que ajudaram a moldar a identidade boêmia do Centro.

Amarelinho, instalado há 105 anos na Praça Floriano, viu o faturamento cair cerca de 50%. No Super Bar, vizinho ao estabelecimento, a queda chegou a 30%. Segundo relatos de comerciantes, o recuo no movimento reflete o medo de frequentadores e turistas de circular pela área, principalmente à noite.

A situação se agrava neste período de pré-carnaval. Após o fim dos blocos, a região costuma concentrar grupos menores espalhados pela Praça e arredores, o que, segundo comerciantes, tem facilitado a ação de criminosos e ampliado o número de furtos, especialmente contra visitantes.

Do balcão para o esquema de proteção entre funcionários

A mudança mais visível tem sido no horário de funcionamento. O Amarelinho, que avançava pela madrugada, deixou de operar até as três da manhã e agora encerra as atividades, no máximo, por volta da uma. A decisão foi confirmada pelo gerente do estabelecimento ao jornal O Globo. O Super Bar adotou a mesma estratégia diante da redução do público e do aumento da sensação de insegurança.

Aproveitamento do Vasco em 2026 é pior que o de 2025; compare os números

Vasco da Gama começou a temporada com atuações abaixo da crítica depois de um 2025 que terminou em frustração com o vice da Copa do Brasil

Altair Alves

A temporada de 2026 começou com as expectativas renovadas para a torcida do Vasco, que esperava um ano melhor que o anterior. No entanto, o que se vê neste começo de temporada é um aproveitamento pior se comparado aos nove jogos iniciais de 2025. 

Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Das nove partidas, o Cruzmaltino venceu três, empatou três e perdeu outras três vezes, fazendo 12 dos 27 pontos possíveis, com um aproveitamento de aproximadamente 44%, contra os 51% de 2025.

Na coletiva após o jogo contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro, Diniz falou sobre o momento oscilante do Vasco, que apresenta sinais de bom desempenho, mas dificuldade em converter em resultado.

— Estou aqui para ser pressionado. Os números são esses, mas o rendimento não era para ser esse desde o ano passado. Eu vou sustentar e acredito que os números vão mudar. Não conversei nada com a diretoria. Sou seguro daquilo que faço.

No entanto, é importante levar em conta que, em 2026, há três jogos pelo Brasileirão entre os disputados, enquanto em 25 a competição começou mais tarde. A estreia foi apenas em 30 de março, em vitória sobre o Santos.

Compare os resultados de 2025 e 2026

Em 2026, o aproveitamento do Vasco é de aproximadamente 44%, enquanto, em 2025, foi de cerca de 51%. A diferença é pouca para 2025, que teve o mesmo número de vitórias, mas apenas uma derrota e cinco empates.

Veja um comparativo dos resultados dos primeiros nove jogos de cada ano.

Lula é um Opala

Diego Muguet

A esquerda está doida com a comparação do Flávio Bolsonaro comparando o Lula a um Opala

O barulho nas redes sociais foi imediato, mas a verdade é que, quando a gente abre o capô dessa analogia, percebe que ela é muito mais pertinente do que os militantes gostariam de admitir. A irritação surge justamente porque a metáfora toca na ferida de um governo que tenta rodar em 2026 com uma mecânica ultrapassada.

O Opala, por mais que tenha seus entusiastas e sua importância histórica, é o símbolo perfeito de algo que já teve seu tempo. O grande problema de tentar governar o Brasil hoje com as ideias de décadas atrás é o mesmo de querer usar um seis cilindros como carro de uso diário: o custo de manutenção é proibitivo.

Estamos vendo um governo que gasta sem freio, mantendo uma máquina pública inchada e pesada, onde o contribuinte é obrigado a injetar litros e litros de impostos apenas para o motor não apagar na primeira subida.

A Corte julgou a própria Corte

Os dez ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, por unanimidade, que não há suspeição a Dias Toffoli. Declararam plena validade dos atos não republicanos praticados pelo ministro. Expressaram - como esperado - apoio pessoal, afirmando a inexistência de impedimento. 

Enquanto relatórios da Polícia Federal apontavam indícios, contratos milionários, mensagens extraídas de celulares citavam autoridades e provas consistentes vinham à tona, decisões concentravam as investigações nas mãos de quem aparecia na própria investigação. O resultado foi este: nada a ver, tudo regular. 

Não houve afastamento cautelar por prudência, investigação direta ao ministro, nada, apenas chancela coletiva. E então Toffoli deixou a relatoria, pleno, com a certeza de que tudo será ocultado e de que, depois do Carnaval, a população ainda de ressaca irá esquecer de tudo. 

Os atos permanecem válidos, e o poder exercido continua produzindo efeitos. A decisão política já estava tomada, como tantas decisões monocráticas adotadas até aqui. 

O processo foi redistribuído e agora está sob a relatoria de André Mendonça. Nova fase, novo relator - mas com a estrutura já consolidada e os atos anteriores preservados. 

Eu avisei. 

12-2-2026: Oeste sem filtro – PF expõe digital de Toffoli no caso master e Fachin convoca reunião + TSE REJEITA pedido de suspensão de homenagem carnavalesca a Lula


No programa de hoje, cobrimos a grave crise entre o STF e a Polícia Federal: o ministro Dias Toffoli rebate o relatório da PF sobre o caso Banco Master, enquanto Edson Fachin envia o material para a PGR e a oposição se mobiliza por um novo pedido de impeachment. 

Também analisamos: 

Justiça: As vitórias de Nikolas Ferreira (TRE-MG) e Jorge Seif (TSE) nos tribunais

Polêmica: Janja será destaque em carro alegórico na Sapucaí e o inusitado 'criadouro de larvas' inaugurado por Randolfe Rodrigues. 

Economia e Internacional: Milei aprova reforma trabalhista na Argentina e TCU aponta falhas milionárias em publicidade do Banco do Brasil

Acompanhe a análise completa sobre a tensão em Brasília e os gastos do Governo Lula

#STF #Toffoli #Janja #NikolasFerreira #Política #BancoMaster #Milei #Notícias 

Augusto Nunes, Ana Paula Henkel, André Marsiglia, Adalberto Piotto, Carlo Cauti, Rodrigo Constantino e Alexandre Garcia estão reunidos em Oeste Sem Filtro, apresentado por Paula Leal.

O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 17h45 às 19h45. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Entrevista com Flávio Bolsonaro | CEO Conference 2026

Neste painel da CEO Conference 2026, o senador Flávio Bolsonaro fala sobre política brasileira e sobre o cenário eleitoral do país neste ano. A moderação é da jornalista Amanda Klein.

Assista ao vídeo completo e acompanhe reflexões que podem orientar suas decisões de investimento.