Eva Gonzalès, 1877
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Suzanne no banho
A Batalha de Palestro
Um funeral em Ornans
A Festa de Baco
Antoine de Saint-Exupéry, Editora AGIR, Brasil, 1956, 94 páginas.
Le Petit Prince (prt: O Principezinho; bra: O Pequeno Príncipe) é uma novela do escritor, aviador, aristocrata, francês Antoine de Saint-Exupéry, originalmente publicada em inglês e francês em abril de 1943 nos Estados Unidos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Saint-Exupéry foi exilado para a América do Norte. Em meio a turbulências pessoais e sua saúde falhando, ele produziu quase metade das obras no qual ele seria lembrado, incluindo o conto de solidão, amizade, amor e perda, em forma de um jovem príncipe que caiu na Terra. Um livro de memórias feito pelo autor que contava suas experiências de aviação no deserto do Saara, e é pensado que ele usou estas experiências como base para a novela.
Em abril de 1943, Saint-Exupéry deixou os Estados Unidos para combater as tropas nazis e deu o manuscrito à sua companheira, a jornalista Sylvia Hamilton, que o vendeu à Morgan Library & Museum de Nova Iorque 25 anos depois.
Se trata de uma das obras literárias
mais traduzidas no mundo, tendo sido publicado em mais de 220 idiomas e
dialetos.
O autor do livro foi também autor das ilustrações originais.
Significa cansaço.
Um cansaço que não vem do corpo, mas
da alma. Das notícias que nos deixam perplexos, das perguntas sem respostas e
da impressão de que nossas vozes já não são ouvidas.
É a sensação de impotência.
Aquela que nos invade quando
percebemos que, apesar de nossos esforços, o país parece seguir por caminhos
que não escolhemos.
Votamos. Participamos. Defendemos
nossas convicções. Acreditamos que a cidadania pode influenciar os destinos de
uma nação.
E, de repente, surge uma pergunta
desconcertante.
De que adianta?
É uma pergunta perigosa.
Porque uma democracia não se
enfraquece apenas quando suas instituições falham. Também perde vitalidade
quando seus cidadãos deixam de acreditar na possibilidade de transformá-la.
Há uma diferença entre perder uma
eleição e perder a esperança.
A primeira faz parte da democracia. A
segunda compromete seu futuro.
Não podemos exigir que a realidade
corresponda sempre às nossas expectativas, mas temos o direito de questionar,
discordar, fiscalizar e exigir explicações.
Esse direito não pertence aos vencedores nem aos vencidos.
Paulo Hasse Paixão
As sondagens mostram que
Marine Le Pen consolidou a sua liderança na acesa corrida presidencial francesa
do próximo ano, no contexto dos motins cada vez mais violentos e generalizados
no país.
Le Pen na liderança.
Segundo
a Elabe, empresa francesa de sondagens de opinião, Marine Le Pen, líder do
Rassemblement National (RN), lidera a corrida presidencial francesa de 2027,
com 32% das intenções de voto. Jean-Luc Mélenchon, líder do partido de
extrema-esquerda La France Insoumise, surge com 15,5%. O ex-primeiro-ministro
francês Édouard Philippe, líder do Horizons, partido centrista-globalista
alinhado com o estabelecimento francês, obtém não mais que 15,5% das
preferências dos eleitores. Raphaël Glucksmann, líder do partido
eurofederalista de centro-esquerda Place Publique, alcançou um apoio
semelhante, com 15%.
Na mesma sondagem, Bruno
Retailleau, líder do partido Republicans, de direita tradicional, recebeu 6,5%
dos votos. David Lisnard, presidente da Câmara de Cannes, cidade na costa
sudeste de França, e líder do partido liberal Nouvelle Énergie, obteve 5,5%.
Éric Zemmour, cujo partido Reconquête desafia Le Pen pela direita, não vai além
dos 3%.
A sondagem foi realizada entre 14 e 16 de Outubro, no meio dos protestos em curso em França, mas antes da significativa escalada de violência de dia18, que assistiu ao incêndio da sede da câmara municipal de Limoges.
Tendências passadas e
futuras.
O sistema presidencial francês utiliza um concurso eleitoral de dois turnos. Na primeira volta, podem concorrer todos os candidatos de todos os partidos. Se nenhum candidato obtiver mais de 50% dos votos na primeira volta, os dois candidatos mais votados avançam para a segunda volta, num confronto direto.De acordo com várias sondagens realizadas ao longo do ano, Le Pen está projetada para vencer a primeira volta, mas sem chegar aos 50% dos votos. No entanto, também é previsível que vença a segunda volta, independentemente de quem seja o seu adversário.
Seleção lusitana irá encarar Dinamarca e País de Gales
nos próximos dias 14 e 17; presença do camisa 7 nos jogos ainda não é certa 
Foto: Patrícia de Mello Moreira/AFP
Pedro Logato
O atacante Cristiano Ronaldo,
de 42 anos, pode voltar à seleção portuguesa na próxima Data Fifa. De acordo
com informações da imprensa portuguesa, o nome do ídolo do Real Madrid está na
pré-lista de Jorge Jesus para os próximos desafios da Liga das Nações, no
próximo mês. Portugal enfrenta Dinamarca e País de Gales, nos próximos dias 14
e 17.
A federação portuguesa deseja
que Cristiano Ronaldo esteja de volta nesta lista. Porém, os dirigentes terão
que intermediar o conflito entre o camisa 7 e o técnico Jorge Jesus. No último
dia 10, o presidente da Federação de Portugal, Pedro Proença, abordou a
situação.
"Este é o momento da tranquilidade, da serenidade. Há uma grande vontade de termos o nosso capitão de volta. Haverá um processo disciplinar normal. As instâncias de forma independente irão avaliar. O que registamos neste momento é uma vontade, primeiro da FPF de ter o capitão rapidamente conosco, uma vontade já expressa do nosso selecionador nacional, que disse que desde que desportivamente esteja em condições teremos o nosso capitão conosco e algo fundamental: uma grande vontade de o nosso capitão voltar à seleção, espaço onde ele se diz, e muito bem, feliz", afirmou o dirigente em contato com repórteres durante um evento em Portugal.
Aparecido Raimundo de Souza
— Esse maldito é um ladrão —
sussurravam os mais antigos, com os olhos cheios de tristeza.
Outros, mais abrasados pelo ódio,
acrescentavam numa espécie de coro esfacelado sem se fazerem presentes as
entonações e os clamores das vozes ativas:
— É um pilantra, que aproveita da fé
de quem não tem outra saída. Mais atrás, ocupando os bancos derradeiros, as
senhoras abraçadas aos seus maridos, filhos e netos, emendavam, as vozes
embargadas para não serem reconhecidas. Sabiam, de antemão, se fossem descobertas,
os castigos lancinantes chegariam sem os contornos da piedade:
— E sempre sobra para nós, que
pagamos o pato, completavam aturdidos, outros irmãos como se as paredes
pudessem ouvir ou pior, denunciá-los.
Diziam que ele, o larápio, sabia de antemão como chegar ao coração dos mais simples e fracos, para depois lhes esvaziarem as prateleiras dos alimentos mais essenciais. E não eram apenas palavras jogadas ao vento. O homem já havia estado atrás das grades, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, não uma, mas duas outras vezes. Alardeavam que em outras congregações, o amaldiçoado afanou as poupanças de famílias que economizaram a vida inteira, extorquindo os que viviam com tão pouco, enquanto a sua presença satânica enchia a própria vida de excessos. Viajando pelo mundo afora com uma mulher de reputação duvidosa, uma prostituta de gestos refinados, ninguém ousava desmascarar a tal rameira e trazer à tona as suas estrepolias, por puro horror e pânico ensombrados numa estupefação sem precedentes.
A noite passada não foi bem dormida para milhões de
brasileiros
Quase todas as sondagens e
previsões até domingo à tarde davam Flávio Bolsonaro à frente; mas a contagem
final deu a vitória a Lula, com 51,77% contra 48,23%.
🇧🇷 Brasil update (95.3% counted): ◾️Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 51.72% ◾️Flávio Bolsonaro (PL): 48.28% Lula leads by roughly 4.06 million votes. The margin has continued to grow as counting nears completion. Sources including Politicômetro (pulling live TSE data) and The Guardian confirm these figures.
— Brian McDonald B (@iamBrianBJ) October 26, 2026
A pedra de toque desta
reviravolta parece ter sido uma polémica decisão do Supremo Tribunal. O juiz
Cristiano Zanin, nomeado por Lula, alargou a votação a todo o país até às
19h00, hora de Brasília, após queixas de ambas as campanhas, e o Tribunal
Eleitoral, o TSE, suspendeu a contagem por cerca de duas horas.
Uma espécie de flashback.
Acontece que quando a contagem foi reatada, as tendências inverteram-se: Bolsonaro, que liderava o escrutínio passou num curto espaço de tempo para o vencido da noite. Este é um filme que já vimos acontecer, numa outra federação das Américas, em 2020.
Parlamentares da oposição, entre os quais membros do Partido Liberal (PL) de Bolsonaro, afirmam que Zanin atropelou a autoridade do TSE para beneficiar apenas Lula. O deputado Marcel van Hattem classificou a decisão do Supremo como “absurda” e uma tentativa de vencer “nos tribunais”, e disse que vai procurar a destituição dos ministros que abusaram do seu poder.
Introdução
“Quanto mais liberdades nos
derem, mais nós havemos de exigir. Devemos obrigar o governo às cedências que
rebaixam e às violências que revoltam”.
Brito Camacho
(Republicano empedernido)1
Hoje vamos abordar três
questões:
– O que se passa na Europa com
enfoque na França;
– A Autoridade do Estado;
– O que se passa em Portugal agora, cujo último leitmotiv é a questão
das rendas de casa.
É demais para um só escrito pelo que vou ter de abreviar e muito.
*****
1º - O que se passa na Europa é apenas mais um
episódio da queda do Império Romano do Ocidente, versão União Europeia (UE)
século XXI.
Resume-se em duas frases:
excesso de “camas fofas e banhos quentes”; meteram os bárbaros dentro da
cidade; naturalmente que estes vão tomar conta dela.
A Europa está podre. E está
podre sobretudo de valores. E agora vai ficar mais pobre; as contas
desequilibraram-se, pudera, a única coisa que sabem fazer é enviar dinheiro
para cima dos problemas, o que ilude a coisa mas não remove causa alguma.
A UE, por este andar, vai
implodir e mais cedo do que tarde (fica para outra vez). Vamos passar por
tumultos avantajados. Parece que é cíclico.
O que se passa em França é apenas mais um pico de guerra política e social: a questão das escolas é apenas uma desculpa. Aliás, a miudagem até aos 18 anos devia estar inibida e proibida, de se manifestar, pois apenas atinge a maioridade (por convenção) aos 18 anos. Até lá, são em boa linguagem portuguesa, uns fedelhos. Eu também já fui um fedelho e sei muito bem o que é isso.
Ora um fedelho o que tem a fazer até à maioridade, isto é, em atingir a idade
adulta e estar apto (alguns jamais estarão…) a influir na sociedade o que tem
que fazer é aprender. Aprender a ser educado e aprender a ser instruído de modo
a ganhar asas, a ser um ser independente e útil à sociedade, onde nasceu ou
está inserido (e todos, mesmo os que herdaram meios de subsistência que lhes
permite não trabalhar, deviam ser obrigados a ter um ofício, pois o ócio é o
pai e a mãe de todos os vícios).
Tem de saber esperar e
observar, e quando não o sabe fazer ou não quer, tem que ser posto na “ordem”.
A ordem liberta mais do que oprime.
Ora a França nunca mais atinou
depois da malfadada Revolução Francesa tão incensada por muitos, talvez porque
nunca lhes passou pela cabeça o que foi sofrê-la e suas consequências. E, até
hoje tem sido um fartote. Hoje está com um déficit orçamental de mais de 5%, e
uma dívida enorme; está a caminho da bancarrota.
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Depois de uma decisão inédita
de Cristiano Zanin, que prorrogou em duas horas o horário de votação, Lula
venceu Flávio Bolsonaro por menos de 4 pontos porcentuais dos votos válidos.
“Pela primeira vez desde a Proclamação da República, o advogado de um presidente
candidato à reeleição, e por ele premiado com uma vaga no Supremo Tribunal
Federal, decidiu monocraticamente adiar por duas horas o encerramento de uma
votação nacional”, afirmou Augusto Nunes, na reportagem de capa desta edição.
“Pela primeira vez desde que o Brasil adotou o sistema da eleição em dois
turnos, um candidato derrotado no primeiro (por uma diferença de 2 milhões de
votos) venceu o segundo (com uma vantagem de quase 5 milhões). Pela primeira
vez no mundo, um político conseguiu anexar mais de 10 milhões de cabeças a seu
rebanho de eleitores”.
Além da ajuda de mais um amigo ministro, Lula e seu “exército” comandado por André Janones fizeram o diabo: acusaram Flávio Bolsonaro de planejar o desmonte de programas sociais e do Pix, a retirada de direitos trabalhistas e a redução das férias dos trabalhadores. Tentaram associá-lo a escândalos sexuais. Espalharam a falsidade segundo a qual o inimigo pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Fora o resto.
Leah Levy Cohen Ligia
Tem lembrança que não envelhece. Pode
passar quase meio século, mudar o país, mudar o governo, mudar o corte de
cabelo da gente e mudar também a quantidade de paciência disponível para
acompanhar apuração eleitoral, que certas cenas continuam intactas na memória.
Ficam lá, muito bem guardadas, sem pagar aluguel e sem aceitar mudança de
endereço.
No fim dos anos 70 ou começo dos 80,
meu avô era sócio de uma metalúrgica no ABC. Eu era adolescente. Lembro de um
piquete na porta da fábrica, de Lula à frente da mobilização e de uma agressão
contra meu avô. Lembro principalmente do estado em que ele ficou: assustado,
abalado, quase em pânico. Essa é a minha lembrança, a marca que aquele episódio
deixou em mim. Não estou apresentando uma ata notarial da adolescência nem
esperando que alguém carimbe a minha memória com reconhecimento de firma. Estou
contando o que vivi e por que, para mim, política nunca foi só um gráfico
colorido na televisão.
Desde aquele dia, passei a olhar para
Lula com uma antipatia muito particular. É pessoal. Podem discordar, está tudo
bem. Cada um tem direito à sua opinião, e eu tenho direito à minha memória,
que, infelizmente, não aceita ser atualizada por aplicativo. Tem gente que
guarda foto de infância; eu guardo a lembrança do meu avô voltando daquele
episódio. Não é exatamente o tipo de recordação que a gente escolhe para
decorar a sala.
Lula trabalhou como metalúrgico por
alguns anos. Depois, afastou-se da Villares por licença sindical e passou a
fazer carreira no sindicato, onde trabalhava e recebia pela função. Para mim, o
torno mecânico foi uma fase; o microfone sindical acabou ficando com o papel
principal. E reza uma velha história, dessas que circulam há décadas, que ele
teria cortado o próprio dedo para se aposentar por invalidez. Nunca apareceu
prova disso, e as checagens dizem que o acidente foi de trabalho. Mas a lenda
continua firme. O dedo se foi; a história ganhou vida própria.
Também não entendo de política. Pelo menos é o que digo antes de passar horas lendo notícia, comparando números, desconfiando de gráficos e discutindo mentalmente com comentaristas que nem sabem que estou na sala. Não entendo de política, mas tenho uma especialização informal em acompanhar apuração de madrugada, adquirida à força e sem direito a certificado. Moro em Israel, fiquei acordada até quase três da manhã para esperar o resultado brasileiro e, no fim, ganhei uma eleição, uma olheira nova e a sensação de que meu travesseiro foi o único candidato que perdeu todos os votos.
Saturday Night Fever (no Brasil, Os Embalos de Sábado à Noite; em Portugal, Febre de Sábado à Noite) é um filme americano de 1977, um drama musical produzido por Robert Stigwood, dirigido por John Badham e com roteiro de Norman Wexler baseado num artigo do jornalista Nick Cohn para o jornal The New York Times.
Sinopse
Tony Manero (personagem de John Travolta) é um jovem que vive no Brooklyn. Ele
é um excelente dançarino de disco music e só fica feliz nos fins de semana,
depois de passar a semana trabalhando numa loja de tintas. Enquanto se prepara
para participar de um concurso numa
discoteca, ele vive uma crise amorosa.
Tony acaba vencendo o concurso,
mas não fica satisfeito por achar que os segundos colocados são, em realidade,
superiores a ele e sua parceira e que só não levaram o prêmio por serem
latinos.
O filme transcorre mostrando as picardias de Manero e seus colegas e todos na expectativa do grande torneio que ao final se mostra uma experiência vazia para ele.
Andrew Korybko
After Musk and Trump already demonstrated that
Ukraine’s use of Starlink/Starshield can be throttled in an instant, therefore
risking the collapse of the entire front line if taken to the extreme of a
full-scale shutdown, Zelensky might be more pliable to a peace deal with Putin
SpaceX founder Elon Musk confirmed that
Ukraine violated the terms of service for using Starlink, which is the civilian
analogue of the military-run Starshield, by using it in lethal offensive drone
attacks. Zelensky candidly
disclosed in mid-October that “We also use Starlink for mid-range strikes
against enemy military targets in our temporarily occupied territories” so
Musk’s claim is irrefutable. This contextualizes the reported slowdown of its
services earlier in October amidst new tensions with the US.
One of the “Five
Reasons Why Trump Is More Serious Than Ever About Cutting Deals With Putin”
is because “Trump Feels Challenged To Assert Himself As The Alpha” after
Zelensky explicitly defied his demands not to target Russian refineries. It’s
therefore entirely plausible that he and Musk agreed to temporarily slow down
Ukraine’s use of Starlink and Shield to send Zelensky a message. The resultant
confusion over who was responsible was
probably deliberate so as to diffuse perceived responsibility.
Returning to Musk’s recent posts, the cited one saw him remind everyone that “Starlink remains critical to the defense of Ukraine, as it is the only system that cannot be jammed or blown up, at least for now. Were Starlink to be turned off, the Ukrainian front line would collapse immediately. This is NOT a threat, it is simply a statement of fact. Starlink was also crucial to preventing Russia from overrunning Ukraine in the early days of the war, as all other means of communication were destroyed or jammed by Russia.”
Encerrada
a campanha, fica claro que a polarização não se limitou à disputa entre a
direita e a esquerda, mas também aos meios utilizados na campanha
Nuno Vasconcellos
A disputa pela presidência da
República este ano foi a mais polarizada da história. Tão polarizada que,
pode-se dizer sem medo de errar, a briga entre a direita e a esquerda se
estenderá além da apuração e se prolongará pelo próximo mandato presidencial.
Petistas e bolsonaristas levaram as divergências a um ponto irreconciliável e
há 100% de chances de que o próximo presidente — não importa quem seja eleito —
enfrente dificuldades para construir um consenso capaz de livrar o Brasil das
dificuldades que o aguardam. As diferenças estão nos mínimos detalhes.
Inclusive nos recursos de abordagem do eleitor utilizados pelas duas
candidaturas.
Pode-se dizer que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro deu preferência às ferramentas digitais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, recorreu aos recursos mais analógicos possíveis na abordagem do eleitor. Não cabe, aqui, fazer qualquer juízo de valor nem considerar que um dos métodos de caça ao voto é mais moderno do que o outro. Afinal, os dois candidatos terminaram o primeiro turno praticamente empatados, chegam ao dia da eleição com chances de vitória e nem mesmo o debate promovido pela TV Globo na noite de sexta-feira foi capaz de revelar um favorito.
PRIMEIRO TURNO
Flávio se apoiou nas ferramentas
digitais porque não havia outra escolha a fazer. Sem passagem pelo Executivo,
sem realizações importantes no currículo e com a candidatura lançada menos de
um ano antes da eleição, Flávio tinha no sobrenome o principal (senão o único)
recurso para se aproximar do eleitor.
Chegou aonde chegou porque, além do prestígio herdado do pai, foi hábil no uso dos recursos digitais — que seu grupo político manuseia com eficiência desde 2018. A campanha do PL captou a insatisfação da sociedade com os preços dos alimentos, a revolta diante das taxas de juros reais mais indecorosas do mundo, o medo da criminalidade, a lerdeza no combate à violência e a incapacidade das políticas públicas de atender às necessidades da população. E teve a competência de, por meio das redes sociais, traduzir essa insatisfação numa linguagem simples, direta e objetiva — que foi capaz de unir multidões em torno da necessidade de mudanças.
O Vasco da Gama venceu o Corinthians de virada por 3 a 2 e se afastou de vez da zona de rebaixamento do Brasileirão
França Fernandes
O Vasco conseguiu uma virada
incrível contra o Corinthians, neste sábado (24/10), em São Januário. Em
partida de duas viradas, o Cruzmaltino fez 3 a 2, ampliando a crise e a
sequência sem vitórias do Timão (dez jogos), do estreante Clarence Seedorf.
Quem roubou a cena, porém, foi Marino Hinestroza, que marcou pelas primeiras
vezes após 33 partidas.
Puma Rodríguez abriu o placar
no primeiro tempo, com o Corinthians buscando a virada na etapa final com
Gustavo Henrique e Matheus Bidu. Marino, porém, marcou gols aos 42′ e 45′ parar
virar de maneira incrível. O resultado faz o Vasco se afastar de vez da zona de
rebaixamento, chegando à 13ª posição, com 38 pontos. Já o Timão segue no Z4, em
17º, agora com 32.
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| Foto: Matheus Lima/Vasco |
Vasco, melhor em campo, sai na frente
O primeiro goleiro a trabalhar
foi Hugo Souza. Em jogada de pé em pé, Andrés Gómez cruzou para trás, e Colidio
bateu de primeira, obrigando o arqueiro corintiano a espalmar. Na sobra, Bruno
Duarte também tentou, mas foi travado pela zaga, aos 8′. Aos 19′, foi a vez de
Léo Jardim trabalhar. Aplaudido pelo torcedor antes do jogo como forma de “paz”
após falhar contra o Boca Juniors (ARG), o arqueiro parou finalização de
esquerda de Yuri Alberto.
O Vasco abriu o placar aos
34′, com seu artilheiro na temporada: Puma Rodríguez. O lateral-direito, que
substituía Paulo Henrique, pegou sobra após cruzamento da esquerda, aproveitou
a péssima saída de Hugo Souza e, de canhota, mandou para o gol vazio. Foi seu
nono gol em 2026. Minutos depois, Andrés Gómez pediu para sair por lesão.
Marino, que entrou em seu lugar, teve oportunidade de ouro para dobrar a
vantagem, saindo na cara do goleiro adversário. Ao tentar tocar e deixar Bruno
Duarte de frente para o gol, porém, o gramado atrapalhou, a bola subiu e o
passe foi cortado no último segundo.
Segundo tempo
FC Porto venceu em Barcelos (1-0) e estabeleceu um novo máximo de vitórias no arranque da Liga em 87 anos
Francesco Farioli apostou em André Silva como titular no lugar de Samu e viu Oskar Pietuszewski lesionar-se no aquecimento. Borja Sainz ocupou a vaga no corredor esquerdo do ataque e teve nos pés a primeira grande oportunidade, na conclusão de um contra-ataque lançado por Gabri Veiga e conduzido por Pepê, porém o remate saiu à figura do guarda-redes.
Depois de uma tímida resposta barcelense, os Dragões instalaram-se definitivamente no meio-campo adversário e podiam ter marcado aos 21 minutos, mas a desmarcação de André Silva não correspondeu ao grande passe de Jakub Kiwior. Aos 44, na sequência do oitavo pontapé de canto a favor do FC Porto, Jan Bednarek cabeceou na direção da baliza e obrigou Lucão a mais uma intervenção para manter o nulo.