domingo, 27 de setembro de 2026

O grande circo da ONU

Respeitável público!

Hoje tem espetáculo?

Tem, sim, senhor!

Leah Levy Cohen Ligia  

E quem abre o picadeiro é António Guterres, mestre de cerimônias desta grande temporada da ONU. Com voz grave, ele anuncia que o mundo está em crise, que os conflitos se multiplicam e que a paz anda desaparecida. Em seguida, chama os líderes para o palco. Senhoras e senhores, acomodem-se: teremos discursos inflamados, piruetas diplomáticas, leões rugindo e pelo menos um homem bala disparado contra a própria organização.

A Assembleia Geral ainda não terminou, mas o elenco principal já passou pelo palco. A última rodada está prevista para segunda-feira e ainda pode aparecer algum número extra. Até agora, porém, já vimos de tudo: protestos, cadeiras vazias e muita gente explicando por que a culpa é sempre do número anterior. No circo tradicional, o apresentador promete diversão. Guterres anunciou uma semana de guerras, impunidade e reforma institucional. Diversão mesmo, só para quem gosta de ver políticos explicando como o mundo desandou sem jamais admitir que talvez tenham ajudado a empurrar o carrinho.

Lula entrou como encantador de elefantes. Trouxe para o meio da arena o bicho enorme chamado Gaza e disse que não dava para fingir que ele não estava ali. Chamou de genocídio as ações do governo Netanyahu, mas também reconheceu que civis israelenses pagaram o preço dos atos terroristas do Hamas. Foi um número de condução delicada: tentar levar um animal gigantesco pelo centro do picadeiro sem que metade da plateia gritasse que ele estava olhando para o lado errado. E, já que estamos falando de Lula, fica também a menção honrosa a Francesca Albanese, citada por ele com a declaração de que ela não pode ser silenciada. A homenagem entrou no programa sem que ela precisasse subir ao palco. Na ONU, até a menção honrosa pode provocar vaia, aplauso e discussão no intervalo.

Adeus, Mouraria! 😢

Repórter Sábado: Lixo, droga e violência consomem agora o bairro da Mouraria

O Repórter Sábado viveu uma semana na Mouraria, o bairro histórico lisboeta onde agora há grades nas portas. Foi visto muito lixo, droga, sem-abrigos e violência.

A equipa conheceu ainda Leo, o estrangeiro que mobilizou os moradores contra a insegurança e iniciou uma revolução naquele bairro.

Vídeo: 16-3-2026 

Entramos na Mouraria e no Martim Moniz para mostrar o que muitos não veem!

Neste vídeo, percorremos as ruas da Mouraria e do Martim Moniz, em Lisboa, para conhecer de perto alguns dos negócios, estabelecimentos e atividades que fazem parte desta zona multicultural de Portugal. 

Conversámos com pessoas, observámos o movimento das ruas e procurámos perceber como funcionam alguns negócios ligados às comunidades imigrantes que vivem e trabalham nesta região. 

🔎 O que realmente acontece por trás das portas destes estabelecimentos?

Flávio Bolsonaro reúne apoiadores em motocarreata por Jacarepaguá ao lado de Douglas Ruas e Gutemberg Fonseca

Flávio Bolsonaro participou de motocarreata por Jacarepaguá neste sábado (26), evento organizado por Gutemberg Fonseca reuniu Douglas Ruas, Carlos Portinho e Carlos Jordy

Quintino Gomes Freire


O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou, neste sábado (26/9), de uma motocarreata que percorreu diversos bairros de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. O ato foi organizado pelo candidato a deputado federal Gutemberg Fonseca (PL) e contou com a presença de Douglas Ruas, candidato ao Governo do Estado, e dos candidatos ao Senado Carlos Portinho e Carlos Jordy, todos do PL.

A mobilização começou na Barra Olímpica e reuniu motociclistas e apoiadores que acompanharam os candidatos pelas ruas da região. Bandeiras do Brasil e materiais de campanha marcaram o percurso, que terminou no Anil.

A motocarreata encerrou a agenda de Flávio Bolsonaro no estado neste sábado. Pela manhã, o candidato havia participado de outro evento do mesmo formato em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Motocarreata passou por Curicica, Taquara, Pechincha e Freguesia

A concentração começou às 15h, na Avenida José Wilker, atrás do Shopping Metropolitano, na Barra Olímpica.

A metamorfose de William Gomes: é mais do que um agitador no FC Porto

Metamorfose tática transforma o extremo num jogador mais completo. Soma mais desarmes do que Bednarek e Kiwior em conjunto. Brasileiro foi titular em todos os jogos, surgindo como elemento fundamental na pressão alta. Condição física em níveis elevados permite jogar com a intensidade que Farioli gosta

Carlos Gouveia

Depois de uma época de explosão a nível ofensivo, em que compensou bastante a ausência de Samu, há um novo William Gomes [foto] no Dragão. Aos 20 anos, o extremo não é apenas aquele jogador que desequilibra, finta para dentro e marca golos de assinatura, estando a tornar-se cada vez mais completo. Sem perder a magia nos pés, o brasileiro assume-se como um elemento fundamental na estratégia de Francesco Farioli, ao ponto de ter "deslocado" o amigo Pepê para o outro lado. 

Foto: EPA

O que mais tem impressionado no arranque desta época é o compromisso sem bola. A pressão alta, que é uma das imagens de marca do italiano, tem passado sobretudo pela capacidade de William "saltar para cima" dos adversários, fazendo uso da velocidade e, sobretudo, de uma capacidade física que não tinha mostrado anteriormente para encurtar espaços e abafar a saída de bola adversária no último terço.

Os dados estatísticos sustentam esta transformação com clareza. No campeonato, o jovem extremo soma mais desarmes (15) do que os dois defesas-centrais titulares, Bednarek e Kiwior, juntos (13). A maioria destas recuperações de bola acontece em zonas adiantadas do terreno, originando transições rápidas e perigosas que apanham as estruturas defensivas opostas descompensadas.

No fundo, William Gomes deixou de ser apenas o autor de lances espetaculares para se assumir como o motor de intensidade da equipa portista, confirmando que o talento natural ganha outra dimensão quando aliado ao compromisso coletivo.

[Discos pedidos] Ultraje a Rigor

[Antigamente] Jô Soares entrevista Costinha, 19-9-1989

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Casa Masson: quando comprar um relógio no Centro do Rio era um acontecimento 
Programa de aniversário de Um ano do programa "Jovem Guarda" – exibido em 28-8-1966 
Porteiro Severino 
O Gordo e o Magro 

[As danações de Carina] Oração dos ‘Sete Esses’

Carina Bratt

‘Se eu não descobrir a mim mesma, nunca serei uma mulher inteira’.
Lúcia Amaral de Oliveira Ribeiro, em seu livro ‘Santiago de Compostela’.
2ª Edição - Editora Aquariana São Paulo - 2000

HOJE
eu serei breve. Escreverei sobre a ‘Oração dos Sete Esses’.

Achei interessante. E resolvi divulgar e compartilhar com todas as minhas amigas e leitoras da ‘Grande Família Cão Que Fuma’. Começa assim:

SENHOR,

Para ser Grande, eu preciso de Saúde:
Abençoa-me com a perfeita SAÚDE;

Para alimentar os meus sonhos e os meus princípios eu preciso de Sabedoria:
Abençoa-me com a sua SABEDORIA;

Que os meus Sonhos beneficiem muitas pessoas: Abençoa-me com bons e verdadeiros SONHOS;

Para trabalhar por um mundo melhor eu preciso de Serviço:
Abençoa-me com muito SERVIÇO;

Que o fruto do meu trabalho me traga a verdadeira SATISFAÇÃO;
Abençoa-me com a SATISFAÇÃO;

Que a cada dia eu busque e consiga a Superação:
Abençoa-me com a Graça da SUPERAÇÃO;

Tudo isso para que eu possa cumprir bem a minha tarefa de cidadã, de BOA FILHA, de boa mãe (quando um dia eu tiver uma criança), bem ainda de boa companheira e de excelente esposa, amiga, e principalmente, SENHOR,

DE SER DÍGNA DE SER CHAMADA ‘SUA FILHA’.

Abençoa-me, PAI.
ORIGADA, SENHOR!

Título e Texto: Carina Bratt, de Sorocaba, interior de São Paulo, 27-9-2026

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Livre como passarinho preso em gaiola
Memórias póstumas do 11 de setembro, vinte e cinco anos depois
Mulheres enfermas e seus maridos portadores de procedimentos cruéis em decorrência de uma vida a dois deteriorada e sem futuro 

Onde é? Qual o nome? 😉

sábado, 26 de setembro de 2026

Rio de Janeiro terá dia de sol e calor neste sábado

Clima fica estável na capital, com máxima de até 32°C e alerta para o índice UV elevado

Mateus Aguiar

O primeiro sábado da primavera reserva um dia de tempo estável e predomínio de sol para o Rio de Janeiro. Segundo dados do instituto de meteorologia Climatempo, a previsão para este sábado (26/9) é de sol com variação de nebulosidade ao longo do dia, com temperaturas amenas pela manhã e elevação à tarde. 

Praia de Copacabana, foto: Daniel Martins/Diário do Rio

Os termômetros na cidade registram mínima em torno dos 19°C nas primeiras horas do dia, com a máxima podendo atingir marcas entre 30°C e 32°C no período da tarde. Não há previsão de chuva para a capital durante o dia e a noite.

Durante a manhã e a tarde, a presença do sol é garantida entre algumas nuvens. No período da noite, a nebulosidade aumenta no céu carioca, mas o tempo permanece firme.

Os ventos sopram com intensidade fraca a moderada na maior parte da cidade. O índice ultravioleta (UV) atinge níveis elevados no horário de pico solar, exigindo atenção de banhistas e praticantes de atividades ao ar livre quanto ao uso de protetor solar.

Título e Texto: Mateus Aguiar, Diário do Rio, 26-9-2026, 6h

A República é o problema

Gastão Reis

Em seu discurso de posse, em 1981, Ronald Reagan declarou o seguinte: “O governo não é a solução para o nosso problema; o governo é o problema”. Parafraseando Reagan, em outro contexto patético, é pertinente afirmar, no caso brasileiro, que o problema, desde 1889, é a república. E não se trata de exagero. A esquizofrenia institucional brasileira pode ser identificada como o progressivo afastamento das boas práticas institucionais herdadas de nossas origens lusitanas. Se não, vejamos. 

As novas pesquisas e a releitura de clássicos como “História Econômica do Brasil”, de Roberto Simonsen, dentre outros, abrem-nos novos horizontes em relação ao que foi a nossa real História, aquela baseada em fatos que foram apagados de nossa memória coletiva. Povos sem memória nacional tropeçam nas próprias pernas frágeis, que tentam conduzir a república sem *res publica*, onde o bem comum não é o objetivo. 

Vale relembrar que, nas naus, os marinheiros que aqui aportaram em 22 de abril de 1500 celebravam diariamente missas a bordo. A fé em Deus era algo que os lusitanos traziam entranhada na alma. É fato que nem sempre se comportavam como recomendavam as Escrituras, mas criaram santas casas desde 1539 (Olinda) e Santos (1543). Os jesuítas, no afã de conquistar novas almas para Cristo, não se empenharam em apagar a língua tupi-guarani dos índios. Pelo contrário, chegaram mesmo a redigir a gramática dessa língua. Ao se estudar a língua de um povo a tal ponto, torna-se evidente o respeito por ela. 

Diferentemente de outros povos europeus, os portugueses se miscigenaram com índias, produzindo, desde o início, os mestiços, seguidos dos mulatos da união entre as raças branca e negra. Provavelmente, a dominação de sete séculos da Península Ibérica pelos mouros, povo de pele morena, ensinou aos lusitanos a enxergar com respeito um outro povo cuja pele não era branca. O ditado que meu pai por vezes repetia, “Trabalho feito um mouro”, diz muito sobre a capacidade de trabalho dessa gente morena. 

Ao longo do período colonial, até a chegada da corte portuguesa em 1808, Roberto Simonsen, engenheiro com números bem pesquisados, informa-nos que o PIB e a população da dita colônia portuguesa caminharam juntos. Logo, a renda real *per capita* também era a mesma. Guardadas certas diferenças, os lusitanos criaram um segundo Portugal do outro lado do Atlântico. Foi, sem dúvida, uma história de sucesso, onde os reis portugueses jamais intervieram nas câmaras municipais de nossas vilas, cujas eleições eram religiosamente realizadas a cada três anos. O rei solicitava, inclusive, a aprovação local para os governadores-gerais indicados pela Coroa portuguesa. 

Lamacchia vence leilão e se aproxima do comando da SAF do Vasco

A Almirante Participações, de Marcos Lamacchia, vence leilão para adquirir 90% da SAF do Vasco da Gama; confira próximos passos

Aniele Lacerda 

A Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia [foto] venceu o leilão da SAF do Vasco, que aconteceu na tarde desta sexta-feira (25). O empresário deu passo importante na aquisição de 90% do Clube.

Foto: Reprodução/Twitter ESPN Brasil

Em uma viagem para fora do Brasil, Lamacchia não compareceu à audiência. Todavia, o empresário mandou seu sócio, Mário Junqueira, e o advogado André Sica. Já o presidente Pedrinho e outros membros da gestão do Gigante da Colina compareceram à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Agora, o próximo passo é aprovação junto ao Conselho Deliberativo e Assembleia Geral Extraordinária do Vasco. Assim, em nota, o Clube informou que o acordo do investimento estará disponível aos conselheiros.

– Cumprindo o que foi assumido perante a comunidade vascaína, o acordo de investimento será disponibilizado aos conselheiros, juntamente com o sumário executivo e os documentos que reúnem os principais pontos da operação, para que possam formar seu juízo sobre a matéria antes de deliberar sobre a aprovação da operação. Em seguida, na Assembleia Geral, os sócios decidirão, pelo voto, se a operação será ou não aprovada – diz um trecho da nota.

25-9-2026: Oeste sem filtro – Fachin manda PGR analisar pedidos em investigações sobre Vorcaro e o INSS

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Ameaça de proibição das bets comprova: não é seguro investir no Brasil

[Versos de través] Para Sempre

Carlos Drummond de Andrade 

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

57.098 acessos!

Hoje, 25 de setembro de 2026, 14h (RIO)/18h (LIS): 57 098 visitas!

Ontem: 45 975

Queres fazer o favor de atacar o meu país?


Paulo Hasse Paixão

Não haverá por certo registo histórico de um momento, como o que vivemos agora, em que tantos dirigentes políticos se tenham mostrado tão desejosos de serem bombardeados pelo inimigo.

Os líderes ocidentais têm feito tudo o que podem e não podem para provocar o Kremlin, com uma profusão demente de falsas bandeiras, sabotagens inventadas, retórica incendiária, sanções draconianas e apoio financeiro, militar e de inteligência à Ucrânia, que tem resultado em ataques devastadores no interior do território russo. A ideia é clara: levar os poderes instituídos em Moscovo a atacar um país europeu para depois invocar o artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte, que em teoria colocaria os Estados Unidos e todos os países membros da Nato, de Portugal à Turquia, em pé de guerra com a Rússia.

Mesmo que isso implique, ou precisamente porque isso implica, necessariamente, um conflito termo-nuclear.

Mas o Kremlin tem mostrado uma contenção quase insuportável de testemunhar. E Putin tem dito e redito que não planeia atacar a Europa. Ainda no fim de semana passado recusou a ideia, mesmo depois da capital russa ter sofrido um ataque massivo com milhares de drones e dezenas de mísseis de fabrico ocidental, conduzido por dados de inteligência e navegação ocidentais.

Confrontados com esta teimosia dos russos, que recusam o engodo, por farto e guloso que seja, os suspeitos do costume sobem a parada, anunciam que estão já em guerra, que a Rússia já atacou, que temos que estar preparados para morrer no conflito, que devemos sacrificar tudo em nome da russofobia. 

Alemanha: o crepúsculo do centro. A reconfiguração política e o fim do modelo ocidental tradicional


Francisco Henriques da Silva

1. A erosão do consenso centrista e o colapso do modelo ocidental.

A atual instabilidade política europeia, visível claramente na Alemanha, na passagem de Frau Merkel para Herr Merz, não é apenas um soluço cíclico. É o sinal final da falência do sistema. O que vemos é a desordem de um modelo de governo de centro que, ao ignorar as bases da estabilidade social, acelera o fim do nosso mundo. Esse cenário de queda da civilização, previsto por autores como Stefan Zweig, Oswald Spengler e Arnold Toynbee, manifesta-se agora por meio de uma elite que continua a não reconhecer os fatores que causam sua própria queda.

As principais causas dessa falência residem na incapacidade do “centrão” de lidar com as tensões da modernidade. O espaço político ficou ocupado por um “wokismo desbragado”, pelo envolvimento em guerras externas sem propósito estratégico e pela falha em controlar os fluxos migratórios desordenados. Essa negligência intencional trouxe insatisfação e alimentou uma “guerra civil larvar” que ameaça a coesão social ocidental. A teimosia das elites em não admitir o fim do modelo tradicional acelera esse incêndio. Isso transforma o que deveria ser um debate de ideias em uma ruptura existencial. Diante do beco sem saída em que estamos, o surgimento de novas alternativas não é acaso. É uma necessidade para sobreviver diante do fim de um centro que abriu mão do seu papel de estabilizar. 

2. Os sete pilares da mudança global. Uma nova proposta de orientação.

Devemos ver a ascensão da direita radical como um desafio organizado e multidimensional ao status quo “verde e globalista”, e não apenas como uma reação passageira. O sucesso político desse grupo reside em criar uma resposta estruturada às falhas do consenso centrista. Isso se apoia em sete pilares principais:

Soberania: A retomada da autonomia do Estado-nação diante da interferência de instâncias supranacionais que enfraquecem a soberania.
Fronteiras: A reestruturação do controlo rigoroso funciona como o último garante da segurança e da integridade territorial.
Identidade: A defesa firme do legado cultural e civilizacional diante das pressões de uma globalização que busca tornar tudo igual.
Família: Proteger o núcleo social primário é essencial para manter a estabilidade demográfica e intergeracional.

Eles já sabem o que fazer quando perderem

Cinco anos de decisões que mexeram no tabuleiro, um Supremo em guerra interna e uma campanha que desidrata. Faltava só uma desculpa. E ela acabou de ser protocolada

Rogerio Pires


Na quinta-feira passada, dia 17, Eduardo Bolsonaro parou em frente ao prédio do Departamento de Estado, em Washington, e disse uma frase que muita gente em Brasília tratou como exagero: “Eu vejo a preparação de uma narrativa pra tentar anular a eleição brasileira”.

Ele citou a Romênia. Citou a sessão do Supremo de dois dias antes, em que ministros associaram a crise do caso Master a uma trama contra a democracia. E disse ter levado a preocupação a integrantes do governo Trump.

Foi chamado de alarmista. De exilado ressentido. De quem enxerga fantasma em tudo.

Seis dias depois, o fantasma ganhou número de processo.

O que foi protocolado

Na quarta-feira, dia 23, a onze dias do primeiro turno, a coligação de Lula, “Brasil Pronto pra Mais”, entrou no TSE com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Flávio Bolsonaro, o vice Alfredo Gaspar e o próprio Eduardo. O processo é o de nº 0602222-72.2026.6.00.0000 e está com o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

A acusação é de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação. A tese central é uma só: interferência estrangeira. Segundo a coligação, Flávio e Eduardo teriam transformado sanções, tarifas e ataques às urnas, articulados com autoridades americanas, em armas contra Lula.

“Sou seu irmão”: a amizade de Alcolumbre e Vorcaro

Reportagem apresenta declarações de amizade, conversas sobre articulações políticas e encontros privados; presidente do Senado havia negado conhecer o ex-dono do Banco Master

Timeline


Mensagens atribuídas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, revelam uma proximidade que contrasta com a versão apresentada pelo parlamentar de que não conhecia o banqueiro. Segundo reportagem da revista Veja, os diálogos foram encontrados pela Polícia Federal no celular de Vorcaro e incluem declarações de amizade, pedidos de ajuda e referências a encontros privados. A negativa de Alcolumbre teria ocorrido em uma reunião com outros senadores.

“Sou seu irmão. Pra vida toda”, escreveu Alcolumbre, conforme a transcrição publicada pela revista. Vorcaro respondeu: “E eu seu. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer”. Em outra mensagem reproduzida na reportagem, o senador chama o interlocutor de “meu amor” e agradece pelo “carinho e amizade fraterna”.

A publicação descreve uma relação que não se limitava às manifestações de afeto. Segundo a Veja, Alcolumbre procurava Vorcaro até para tentar descobrir a fonte de um jornalista, enquanto o banqueiro recorria ao parlamentar para obter acesso a interlocutores políticos.

Relação com Vorcaro e resistência à CPI

A revelação das conversas coloca em evidência a atuação de Alcolumbre diante dos pedidos de investigação parlamentar sobre o Master. A revista afirma que, em maio, o presidente do Senado utilizou mecanismos regimentais para impedir a criação de uma CPI destinada a apurar as conexões políticas do caso. “Esse assunto não pode ser o prioritário neste momento”, justificou o senador, segundo a publicação.

[Aparecido rasga o verbo] Teoria da gaveta

Aparecido Raimundo de Souza

EXISTE UMA SABEDORIA simples, corriqueira, que a gente vai descobrindo devagar, aos poucos, com o passar dos anos, e que eu particularmente cognominei de “teoria da Gaveta”. Tal teoria diz assim: “cada pessoa que chega à nossa vida, cada momento, cada amor, cada alegria ou dor, tudo cabe numa gaveta própria”. 

Uma gaveta feita sob medida, com nome e endereço, e nenhuma se mistura com a outra. Essa teoria nos leva a acreditar piamente que o tempo é o grande armário. E nós, sem perceber, vamos arrumando tudo lá dentro, acertando com cuidado ou às vezes às pressas, empurrando, guardando, fechando a porta do armário, esperando que fique tudo quieto, que não incomode, que não volte mais.

Tem gaveta que abrimos com facilidade, assim meio de leve, como quem dá um sopro, ou toca uma flor. Ali ficam as coisas leves: o riso de quem amamos, um dia de sol vindo diretamente das profundezas da infância, uma palavra de amor, de carinho, de felicidade, de lembranças que alguém nos disse quando mais precisávamos.

A porta desse armário abre sempre quando menos se espera. E quando isso ocorre, às vezes escancara o que queremos, e o ar que sai de dentro dela é bom é benfazejo, traz calor, traz lembrança e o melhor de tudo, renova aquela esperança imorredoura que acolhe. Tem outras ocasiões, porém, que ficam pesadas, se deterioram com a madeira já inchada de tanta umidade e choro guardado.

Choro sentido, lacrimoso, e plangentemente duradouro. Ali nessas lágrimas dolentes, estão os trocentos erros que cometemos, as despedidas que doeram, os amores que se foram sem nenhuma explicação plausível, bem ainda as promessas que quebramos ou que despedaçaram conosco. Essas gavetas, todas elas a gente empurra com força, para a barriga, impulsiona, estimula, bate a tampa, às vezes até sem percebemos, trancamos e como se nada tivesse acontecido.

O fato é que a gente segue adiante, caminha fingindo que não existe, que está vazia, ou que o armário é pequeno e não cabe mais nada. Mas a regra maior dessa teoria é esta: nenhuma gaveta some, desaparece, cria asas e voa porque a gente esquece ou fecha e esquece dela e no pior dos mundos, abandona. Ela continua ali, no mesmo lugar, gruda no sangue, se faz intacta, com tudo o que tem dentro, ou seja, nem envelhece, nem perde o sentido, nem deixa de ser uma parte de nós.

Jorge Jesus valoriza vitória em estreia por Portugal: ‘Estivemos bem’

Técnico foi contratado para substituir Roberto Martínez, que deixou o comando da seleção depois da Copa do Mundo de 2026

Theo Faria

Recém-contratado, Jorge Jesus fez sua estreia no comando de Portugal na vitória por 1 a 0 sobre o País de Gales, na última quinta-feira (24), pela rodada de abertura da Liga das Nações. O técnico comemorou o resultado e fez questão de elogiar o desempenho da seleção, apesar de frisar que alguns jogadores podem render mais dentro de campo.

Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP

 “O resultado é sempre importante, porque todos analisam o resultado. Eu analiso o resultado, mas analiso também a organização defensiva da equipe, por exemplo. O País de Gales hoje deu um chute ao gol. Um chute. Defensivamente, a equipe conseguiu segurar esta vitória”, iniciou o treinador.

“Foi importante não sofrermos, porque estamos sempre mais perto de vencer. Individualmente, há jogadores que conseguem fazer melhor, mas, naquilo que interessa, que é a ideia de jogo, para o primeiro jogo, estivemos bem”, complementou.

Ele também explicou a substituição de Cristiano Ronaldo, que saiu para a entrada de Gonçalo Ramos no decorrer do segundo tempo: “Foi o que o jogo ditou. Faltavam 25 minutos, eu precisava de um jogador fresco para pressionar. Poderia não ter, tecnicamente, a qualidade do Cristiano, mas sabia que o Gonçalo nos ia dar velocidade defensiva. Foi o que ele fez. Estou satisfeito”.

Atitude de jogadores da Seleção em chegada na Austrália gera polêmica

Torcedores criticaram o comportamento dos atletas durante ritual de boas-vindas dos australianos para novos visitantes no país


João André Pombo

A seleção brasileira desembarcou na Austrália, nesta quinta-feira (24), para jogar os dois primeiros jogos amistosos da Data Fifa. Após deixar o aeroporto, a delegação foi surpreendida com um ritual de boas-vindas para novos visitantes, feito pelos aborígines australianos.

A reação dos jogadores à recepção deixou os internautas bem incomodados, alegando que estariam desrespeitando a cultura alheia.

Veja o momento abaixo:

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