segunda-feira, 2 de novembro de 2026

[Sétima Arte] Um homem, um cavalo, uma pistola

Un uomo, un cavallo, una pistola (Brasil: Um Homem, Um Cavalo, Uma Pistola) é um filme italiano do gênero western Spaghetti lançado em 1967.

Sinopse

Tomando a identidade de um inspetor postal encontrado morto na trilha, um estranho pistoleiro caçador-de-recompensas, cavalga numa pequena cidade do oeste quando de repente, se vê em meio a um assalto à diligência executado por uma quadrilha de 20 sanguinários pistoleiros.

Descobrindo que o objeto do ataque não era um cofre cheio de ouro, mas sim a própria diligência que foi construída em ouro, ele convoca a ajuda de um velho pregador vigarista e vai atrás da perigosa quadrilha e seu precioso produto de roubo. 

No IMDb: 6,1  

Anteriores:
Mary Poppins 
Embalos de sábado à noite 
Quando a suspeita condena (Above suspicion) 
O Meninão 
O templo da perdição

Nota Oficial

 

Nem uma montra partida

Henrique Pereira dos Santos

Um dos meus amigos fica muito incomodado por eu escrever o que me apetece a propósito de coisas sobre as quais ele tem uma opinião diferente. 

É normal, a mim também me irritam os advogados de elites que dão entrevistas em horário nobre das televisões a propósito de anúncios de processo crime ao comandante nacional da polícia por abuso de poder, fugindo de esclarecer em que medida vê uma intenção, reforço, uma intenção, do comandante da polícia beneficiar ilegitimamente das ordens dadas para reposição da legalidade em espaço público, ou prejudicar terceiros, que é a substância do abuso de poder. 

Mas isso não me faz considerar que isso são meras estratégias comerciais de um advogado que vive de defender gente que usou o poder em seu benefício, eu limito-me a discordar da ideia de que há qualquer indício de intenção, reforço, intenção, do comandante nacional da polícia beneficiar das suas decisões, ou prejudicar terceiros. 

Mas à actual esquerda, em manifesto momento (estas coisas são de ir e vir, como os pêndulos) de perda de influência social, não chega discutir as ideias pelo seu valor facial, precisa mesmo de destruir a base moral de quem discorda dos delírios que a esquerda insiste em defender, contra o senso comum (a esquerda, como qualquer pessoa ou organização, poderia estar carregada de bom senso e, mesmo assim, perder influência social por não se aproximar do senso comum). 

Vai daí, ofensivamente, embora, tenho a certeza, sem a consciência da gravidade da acusação (por isso continuo bastante próximo desse meu amigo em muitas outras coisas), o meu amigo acusa-me: "É o terreno escorregadio que o Henrique escolhe diariamente para justificar as suas ideias aqui, na Palestina e nos outros sítios onde os mais fortes armados abusam dos mais fracos". 

Eu não me ofendo, limito-me a lamentar a falta de consequência prática da leitura de Descartes “O bom senso é a coisa que, no mundo, está mais bem distribuída: de facto, cada um pensa estar tão bem provido dele, que até mesmo aqueles que são os mais difíceis de contentar em todas as outras coisas não têm de forma nenhuma o costume de desejarem mais do que o que têm. E nisto, não é verosímil que todos se enganem; mas antes, isso testemunha que o poder de bem julgar, e de distinguir o verdadeiro do falso que é aquilo a que se chama o bom senso ou a razão, é naturalmente igual em todos os homens; da mesma forma que a diversidade das nossas opiniões não provém do facto de uns serem mais razoáveis do que outros, mas unicamente do facto de nós conduzirmos os nossos pensamentos por vias diversas, e de não considerarmos as mesmas coisas”. 

Possível paz na Ucrânia? A Europa irrelevante pagando e andando de cara alegre para não destoar


Francisco Henriques da Silva

A Europa pode cometer um dos maiores erros estratégicos da sua história recente. Pode ficar de fora das negociações que vão decidir o futuro da sua própria segurança. Washington e Moscovo negociam, Kiev está presente, e Bruxelas parece só observar, protestar e esperar para ver.

A conhecida PESC (Política Externa e de Segurança Comum) da UE ainda se baseia principalmente na cooperação intergovernamental. Não segue um modelo de integração supranacional. É, pois, uma coordenação vaga e não vinculativa.

Isso quer dizer, de forma simples, que os governos nacionais decidem.

Hoje, nestas condições, a Europa está numa situação humilhante e mostra como é irrelevante na diplomacia e como lhe falta uma estratégia comum. A Europa não fala a uma só voz e não consegue isso porque não tem uma liderança política que reúna consenso, ainda depende muito dos Estados Unidos na defesa e não consegue usar o seu peso económico para ganhar influência geopolítica. Vistas bem as coisas, são 27 almas a olhar para o umbigo e a puxar cada uma para o seu lado. Mas, deixemo-nos de fantasias: a soberania é isso mesmo.

O mais estranho é que o Velho Continente pode acabar pagando grande parte dos custos da reconstrução da Ucrânia, das garantias de segurança e das consequências de um possível acordo, sem ter realmente participado nas negociações, o que é revoltante. Passámos mais de 4 anos a enviar armas para a Ucrânia e a dar-lhe quantidades incomensuráveis de dinheiro, para agora ficarmos de fora a ver navios? No fim, aceitamos pagar do bolso do contribuinte europeu tudo e mais alguma coisa sem pedir nada em troca, nem um lugarzinho à mesa? Pobre Europa… 

Germany’s Attempted Takeover Of Poland By Proxy Is To Prepare Europe For War With Russia

Andrew Korybko 

Just like Nazi Germany seized Czechoslovakia’s gold and its robust military-industrial complex in the run-up to World War II, so too is today’s Germany plotting to seize Poland’s gold and subordinate European NATO’s largest army to Berlin ahead of a possibly upcoming war with Russia by 2030

One of the explanations that Polish conservative firebrand Dominik Tarczyński recently shared for liberal Prime Minister Donald Tusk’s attempted judicial coup is that he wants to then seize control of the Central Bank, introduce the euro, and finally transfer Poland’s gold to the European Central Bank (ECB) in Germany. As it turns out, Poland has the world’s 10th-largest gold reserves, and its 550 tonnes as of 2026 are more than the ECB’s 506.5. The ECB would therefore more than double its reserves in that scenario.

That’s a significant motivation for what was assessed here to be Germany’s attempted takeover of Poland by proxy through Tusk’s armed seizure of the Constitutional Tribunal with all that could follow. It could also at least temporarily rejuvenate the euro amidst the rapid militarization that most of its members, the vast majority of whom use the euro, are engaging in to prepare for war with Russia by 2030. The bloc’s de facto German leader is far ahead of everyone with a planned €800 billion program.

Poland commands European NATO’s (E-NATO) largest military, and conservative President Karol Nawrocki is opposed to the EU’s “Security Action For Europe” (SAFE) loans that would also obligate that most of the equipment be purchased from the bloc’s members, not Poland’s American and Korean partners. He accordingly proposed the “Polish SAFE 0%” program for 185 billion zloty (~$46 billion), the equivalent of the loan that the EU is extending, which Tusk’s government agreed to despite Nawrocki’s disapproval.

Bandido é bandido

Aristóteles Drummond

A sociedade brasileira precisa definir qual o grau de urgência de fazer diminuir a violência urbana, especialmente nas cidades com mais de 200 mil habitantes.

Com realismo, devemos concluir que, num primeiro momento, a prioridade deve ser prestigiar as forças policiais, e não as intimidar. Não faz sentido propor apenas ações "de inteligência" em confronto com a violência armada — e bem armada. Quando os criminosos usam drones e barricadas com explosivos, a utilização exclusiva da “inteligência” não parece muito apropriada. Cabe aos governos alertar os malfeitores para os riscos da ação criminosa e convocar as mães de infratores para fazerem o mesmo com os seus filhos.

Impressiona a naturalidade com que políticos e os chamados “formadores de opinião” estão sempre prontos para acusar a ação policial. Morrem policiais e a repercussão é muito menor do que quando um criminoso morre ou uma bala perdida provoca perdas igualmente lamentáveis.

O Legislativo deve ser claro ao definir responsabilidades nos embates. Não é possível manter uma legislação severa em relação a policiais e tolerante com a bandidagem armada e violenta.

O País e o Rio de Janeiro, em particular, pedem uma ação clara de combate à violência, que afeta a paz das famílias e até o emprego, pela fuga de empresas. A violência não é decorrência da miséria. Ela provoca a miséria!

Perdão & Reconciliação

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Notas dos jogadores do Vasco contra o Palmeiras, jogo de ida, pela Copa do Brasil

Confira as notas dos jogadores do Vasco contra o Palmeiras pela semifinal da Copa do Brasil, no jogo de ida disputado no Nubank Parque

Anderson Montalvão 

Lescano, foto: Vasco da Gama

O Vasco foi derrotado pelo Palmeiras por 1 a 0, neste domingo, no Nubank Parque, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. O Cruzmaltino encontrou dificuldades diante da pressão dos mandantes e sofreu o gol de Maurício ainda no primeiro tempo.

Na etapa final, o Gigante da Colina teve oportunidades para buscar o empate, mas desperdiçou chances importantes, incluindo uma finalização de Cuiabano cara a cara com o goleiro Carlos Miguel. A expulsão de Saldivia, após receber o segundo cartão amarelo, também dificultou a reação da equipe carioca.

As notas dos jogadores do Vasco foram atribuídas pelo ge, que avaliou o desempenho individual dos atletas na partida. Confira:

·         Léo Jardim: 4,0

·         Paulo Henrique: 3,5

·         Saldivia: 1,0

·         Robert Renan: 6,0

·         Lucas Piton: 5,0

·         Cuiabano: 5,0

·         Santiago Sosa: 5,0

·         Thiago Mendes: 4,5

[Sétima Arte] Mary Poppins


Londres, 1910. Um banqueiro, George Banks (David Tomlinson), resolve redigir um anúncio pedindo uma babá, após Michael (Matthew Garber) e Jane (Karen Dotrice), seus filhos, mais uma vez sumirem e fazerem Katie Nanna (Elsa Lanchester), a babá, pedir demissão.

Tentando controlar a situação Winifred (Glynis Johns), a mulher de George, faz tudo para acalmar o marido, mas sua cabeça está voltada para a defesa dos direitos da mulher.

As crianças também escreveram um anúncio, que difere bastante da babá que George pensa em contratar, tanto que depois de lê-lo o rasga em oito pedaços e joga na lareira, por tê-lo achado fantasioso demais.

Porém, os pedaços de papel milagrosamente voam juntos até uma nuvem próxima, onde está uma pessoa muito especial: Mary Poppins (Julie Andrews).

No outro dia chegam muitas candidatas para o cargo de babá, mas um vento misterioso as carrega antes de serem entrevistadas.

Chega então Mary Poppins, que desce das nuvens até a casa dos Banks, usando um guarda-chuva mágico como paraquedas.

domingo, 1 de novembro de 2026

A warning from Brazil

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Lembra disto? 👇 
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Perderam nas urnas. Agora querem mudar o jogo

Três dias depois do segundo turno, os mesmos partidos que encolheram sentaram à mesa para redesenhar a eleição

Rogerio Pires 

Na última quarta-feira, 28 de outubro, os líderes de União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, da federação PSDB-Cidadania e do Podemos sentaram à mesa com o presidente da Câmara, Hugo Motta. O presidente nacional do PSB, João Campos, também estava lá. A pauta era uma só: mudar a forma como você elege deputados.

Repare na data. Três dias depois do segundo turno. Vinte e quatro dias depois de o eleitor escolher a nova Câmara.

O plano, tem três etapas. A primeira é aprovar uma PEC ainda em 2026, com o caminho já combinado com Davi Alcolumbre no Senado. A segunda vem em 2030, com o chamado distritão misto: metade dos deputados sai dos mais votados de cada estado, e a outra metade sai de listas partidárias. A terceira chega em 2034, com o distrital misto definitivo, metade eleita em distritos e metade, de novo, pelas listas.

Parece assunto de especialista. Não é. É sobre poder.

O recado das urnas

No dia 4 de outubro, Nikolas Ferreira recebeu 3.119.318 votos em Minas Gerais. Lucas Pavanato recebeu 3.038.438 em São Paulo. Nunca um deputado federal tinha sido tão votado no Brasil.

Esses votos não ficaram presos ao nome deles. No sistema atual, cada voto entra na conta do partido, e é essa soma que define quantas cadeiras a legenda ocupa. Sem Nikolas, o PL de Minas cairia de 21 para 11 deputados. Sem Pavanato, o PL de São Paulo cairia de 19 para 12. São 15 colegas que chegaram junto. A própria simulação deixa claro que não se trata de transferência individual de votos, e sim do peso que essas votações deram à legenda.

Poland’s Ruling Liberals Are Already Blaming Russia For Their Attempted Judicial Coup

Andrew Korybko 

Their messaging strongly suggests that the government’s armed takeover of the Constitutional Tribunal was orchestrated in part to save Poland from allegedly Russian-backed anti-EU authoritarians

Liberal Polish Prime Minister Donald Tusk justified his government’s armed takeover of the Constitutional Tribunal and imposition of several legally dubious judges, which the conservative and libertarian-nationalist opposition parties deem a judicial coup, as “restoring the rule of law”. His ruling liberal coalition’s X page then shared a meme depicting Putin laughing behind controversial libertarian-nationalist leader Grzegorz Braun, who’s taking off a mask of conservative leader Jarosław Kaczyński.

Braun and Kaczyński, who said earlier this year that a hypothetical coalition with Braun after fall 2027’s next Sejm elections would be akin to an alliance with Putin, took a selfie together outside of the Constitutional Tribunal during Friday night’s impromptu, large-scale, and peaceful protest. Tusk alleged in the spring that those two, the other libertarian-nationalist opposition party, and conservative President Karol Nawrocki are all in cahoots with Russia over a so-called “Polexit”.

Kaczyński’s recent echoing of Nawrocki’s detailed plan from November 2025 for reforming the EU into a union of nation-states to avert its transformation into a German-dominated federation like it’s on track to become was exploited by Tusk to lie that his opponents want Poland to leave the EU. That was posted approximately one hour before his attempted judicial coup. The day prior, Deputy Defense Minister Cezasty Tomczyk quipped that Kaczyński mistook the forum that he was speaking at for the Kremlin.

Salazar tentou ocultar o Terramoto de 1755? (Contos de um vilarejo)

João José Brandão  

O Terramoto de 1755, João Glama Ströberle, 1756-1792 (?), Museu Nacional de Arte Antiga

"Quosque tandem ó Catilina abutere patientia nostra?"
Marco Túlio Cícero 

Notícia de última hora, divulgada pela agência Lusa, dá conta que o historiador (?!) Fernando Rosas terá descoberto um documento na Torre do Tombo – com sinais evidentes de ter sido submerso em água e lama – que mostra claramente como o “ditador” António de Oliveira Salazar quis ocultar, ao oprimido povo português, o número de mortes e destruição, ocorridos no fatídico abalo sísmico de 1 de novembro de 1755. 

Faz agora 271 anos! 

Logo que soube desta notícia a fogosa Catarina, do Bloco Canhoto, veio perorar sobre a miserável censura do “Estado Novo” e que a célebre frase – convenientemente atribuída a Pombal, mas na realidade proferida pelo Marquês de Alorna – “sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”, devia ser reescrita para, “há que desenterrar os mortos, abrir os portos e pôr os vivos a bife com batatas fritas, a fim de escancarar toda a tragédia (talvez assim o BCE pudesse ir na treta de reavaliar o pagamento da dívida…)! 

Mas o “PêCê”, pela boca do seu maestro Raimundo veio, prestes, contrapôr que a ideia era sua e o que é preciso fazer é aumentar o salário-mínimo para todos os mortos e vivos, desde aquela funesta data, para 1.000 cruzados, digo euros! (e oferta de uma “maison”, a todos os desafortunados da vida – obviamente vítimas do Capitalismo).2 

O PR questionado sobre o assunto respondeu que só falava quando lhe chegasse às mãos tão precioso documento; que se houvesse democracia sabia-se tudo e que, provavelmente, se tinha conseguido salvar o papiro dos incêndios havidos nessa altura, por a Protecção Civil funcionar melhor que em Pedrógão Grande. 

Estava, também, pronto a condecorar em estátua, o bombeiro voluntário que salvou o documento, no próximo 10 de Junho e a convidar o antigo “palrador – mor do reino” a tirar uma “selfie” com ele (bombeiro), a título póstumo. 

Quando soube disto a Fundação à volta do Aristides Sousa Mendes (que ele jura, nada ter a ver com ele), emitiu um comunicado dizendo que os bombeiros, na época, eram maioritariamente de origem judaica, pelo que foram certamente escondidos e protegidos pelos antepassados do grande cônsul de Bordéus, também ele perseguido e exautorado pela negregada figura nascida naquela obscura aldeia do Vimieiro. 

Requeria ainda, que a condecoração e a “selfie”, fossem depositadas no recém-inaugurado, logo fechado e depois reaberto, museu (da “fronteira da Paz”) de Vilar Formoso. 

Após sequestros de ônibus, Douglas Ruas anuncia mudança na segurança pública do Rio: 'É guerra que eles terão'

Governador eleito Douglas Ruas reage aos sequestros de ônibus na Zona Norte do Rio e promete nova estratégia de segurança pública a partir de janeiro de 2027, com inteligência e integração policial

Quintino Gomes Freire

O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), prometeu mudar a política de segurança pública do estado a partir de janeiro de 2027. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (30/10), após criminosos sequestrarem ônibus e utilizarem os veículos como barricadas na Zona Norte, Ruas afirmou que seu governo adotará uma postura mais firme no enfrentamento às organizações criminosas. 

As declarações ocorreram após os ataques registrados em bairros como Irajá, Cavalcanti e Madureira, em meio à ocupação policial do Complexo da Serrinha. Os criminosos atravessaram ônibus e outros veículos em vias públicas, provocando transtornos no trânsito e alterações nos itinerários do transporte coletivo.

“Os criminosos estão numa guerra, e é uma guerra contra a sociedade, contra todos nós. E o governo do Rio vai entrar nessa guerra, com inteligência, planejamento e respeito às leis, mas também com toda a sua força e determinação. Se é guerra que eles querem, é guerra que eles terão”, declarou Douglas Ruas.

Governador eleito promete nova estratégia de segurança

Na publicação, Ruas classificou os sequestros de ônibus como intoleráveis e afirmou que a população não pode continuar tendo sua rotina interrompida por ações criminosas.

A doença que mata sem aviso

A vitória nas urnas não dá ao governo o direito de continuar ignorando os sintomas da moléstia fiscal e tratando o dinheiro público como se não houvesse amanhã


Nuno Vasconcellos

Pela maneira e pelo tom com que o assunto vem sendo tratado pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva e pelos políticos que gravitam em torno dele, a defesa de um ajuste fiscal capaz de trazer um pouco de ordem às contas públicas do Brasil nada mais é do que a prova da insensibilidade do mercado financeiro malvadão diante da situação da população mais vulnerável do país. Organizar as contas públicas, na visão da esquerda, seria praticamente sinônimo de corte de recursos para os programas sociais — como se não houvesse outra maneira de conter a gulodice do Estado.

Na semana passada, o chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, provocou um tremendo bafafá ao comparar o tratamento que as finanças públicas terão no quarto mandato de Lula com o rigor que havia sido prometido pelo derrotado Flávio Bolsonaro. O plano econômico da oposição, só para recordar, previa a redução de até R$ 200 bilhões por ano nas despesas federais. Bem recebida pelo mercado, a promessa derrubou a cotação do dólar e elevou os preços das ações negociadas em Bolsa depois do resultado no primeiro turno das eleições.

O efeito da vitória de Lula foi justamente o contrário. Jogou no chão a cotação das empresas brasileiras e puxou o câmbio para a estratosfera. Na semana seguinte à vitória de Lula, o índice da B3, a bolsa de valores do país, sofreu uma queda de 18%. E a elevação da cotação do dólar, que alcançou R$ 5,44 na sexta-feira, foi superior a 9% ao longo da semana.

[Antigamente] Let's twist again

Brasileiro, é normal para você?!


Maria Teresa Blanes

Se para você é normal prender alguém por causa de um vídeo, mesmo que o vídeo seja patético, e acabar com a vida dessa pessoa, você é um ser das trevas, maligno e vil.

Após anos de perseguição, e após ignorarem o perdão presidencial que Daniel recebeu de Bolsonaro, a situação continuou.

Após a cirurgia, Daniel foi obrigado a viajar por horas para fazer fisioterapia, pois foi proibido de permanecer em sua residência.

Depois de anos dessa desgraça, a PGR não viu razão para o processo, e Moraes o arquivou. E ainda temos que escutar que Silveira fez algum acordo.

Jesus, pare o mundo que eu quero descer!

Pelo amor de Deus, dá para ver o arbítrio, o abuso de autoridade e a destruição da democracia enquanto a fome e a miséria imperam neste país?

Imagem e Texto: Maria Teresa Blanes, Facebook, 31-10-2026, 18h10 

Dez em dez para o Campeão

FC Porto goleou o Estoril Praia (4-0) e atingiu as 10 vitórias na Liga à 10.ª jornada

O líder da Liga Portuguesa segue firme no topo. De volta ao Estádio do Dragão 72 horas depois de carimbar a passagem à final four da Taça da Liga, o FC Porto dominou durante 90 minutos e venceu o Estoril Praia por 4-0 com golos de Victor Froholdt, Borja Sainz, André Silva e Gabri Veiga. Os azuis e brancos somam agora 30 pontos em dez jornadas, mais oito do que o Benfica - que tem menos um jogo disputado - e mais nove do que o Sporting.


Sem poder contar com Martim Fernandes - de fora a contas com uma amigdalite -, Francesco Farioli mudou todas as peças do onze, fez alinhar Diogo Costa, Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Zaidu, Pablo Rosario, Victor Froholdt, Gabri Veiga, Pepê, Borja Sainz e Samu de início e colheu os primeiros frutos logo ao quarto minuto. Gabri, Samu e Borja combinaram à esquerda e o remate do extremo saiu desviado da baliza, mas Pepê aproveitou a sobra para assistir Froholdt, que encostou para o 1-0.

Os Dragões não tiraram o pé do acelerador, o fluxo de jogo decorria unicamente junto à área forasteira e Martin Turk foi obrigado a intervir em quatro lances consecutivos: Rosario testou os reflexos do esloveno com um remate forte, Bednarek tentou marcar de cabeça, Pepê também disparou de fora da área e, por fim, o central polaco atirou de primeira, mas o esférico saiu ligeiramente por cima da trave (8m). Alberto Costa voltou a obrigar o guardião a mostrar reflexos apurados aos 24 minutos, antes de Samu combinar com Zaidu e cabecear com perigo. Ao cabo dos primeiros 32 minutos, o domínio portista traduzia-se em oito oportunidades de golo contra nenhuma do lanterna vermelha, mas a vantagem ainda era mínima no regresso às cabines.

[As danações de Carina] O Tempo que eu queria

Carina Bratt

ENTRE OS LIVROS da minha humilde biblioteca, outro dia dando uma limpeza geral, achei um livro do escritor italiano Fábio Volo (Nome verdadeiro de Fábio Bonetti) que me chamou a atenção, não pela história contada por ele, mas pelo título. No livro de Fábio, ele narra a história de um homem que luta com todas as forças para sair da pobreza e reconquistar o afeto da família. 

Diferente do meu tempo, desse meu tempo de agora, desse meu tempo que eu queria, ou melhor, que eu quero e almejo, e por conta dele, vivo cada minuto como se o próximo segundo fosse o último. Ficou assim. Espero que gostem. 

Há um tempo dentro de mim, que eu sempre busquei. Ele não está no relógio da minha parede, perto do piano na sala, nem no calendário lá na cozinha, de braços dados com a geladeira, sinalizado com um bocado de datas importantes grafados com caneta esferográfica de cor vermelha. Esse tempo está num lugar em meu interior, no fundo mais profundo do meu âmago. É aquele tempo que às vezes dói só de lembrar, ou melhor, de olhar para ele.

Penso no meu pai Francisco, homem de farda, de passo firme e palavras retas. Ele sabia o valor de cada minuto, como se o tempo fosse uma ordem a ser sumariamente cumprida.

Papai partiu antes que eu pudesse lhe devolver um pouco de tudo o que ele me ensinou. Hoje, quando o procuro, o encontro sorrindo apenas no meu silêncio, naquele silêncio que ficou, no jeito dele andar que herdei, nas lições de vida que ainda me guiam. Queria, na verdade, mais tempo com ele, tipo assim, tempo de ouvir de novo as suas histórias, de ouvir agarrada em seu peio, as suas músicas, (ele amava Nelson Gonçalves. Tinha todos os discos, naquele tempo os famosos bolachões. Papai amava também o cantor Onésimo Gomes (‘Noite alta, céu risonho, a quietude é quase um sonho...’) sentar ao seu lado aninhada em seu colo, na rede do quintal debaixo do abacateiro e sem pressa, só para dizer: ‘obrigado, meu ‘papito’, por você existir e sobretudo, por ser meu exemplo imorredouro de vida e meu chão’’.

Onde é? Qual o nome? 😉

sábado, 31 de outubro de 2026

“uma sociedade que retira sistematicamente autoridade às suas forças de segurança não elimina a necessidade de ordem”

João Pereira dos Santos 

Todos os dias, milhares de cidadãos apresentam queixas pelos mais variados motivos. Umas têm fundamento, outras são completamente estapafúrdias. Umas são motivadas por problemas genuínos, outras têm objetivos ocultos e destinam-se a atingir pessoas ou instituições que os denunciantes, por um motivo ou por outro, querem prejudicar.

Assim sendo, de onde vem esta obsessão da esquerda e dos seus órgãos de comunicação social em atacar ferozmente a polícia?

Pois bem, quem tem alguns conhecimentos de política internacional sabe que o marxismo não é igual em todo o lado. Tivemos o marxismo soviético, o chinês e o latino-americano. Embora todos tenham produzido regimes autoritários, a América Latina desenvolveu uma tradição revolucionária particularmente marcada pela proximidade entre movimentos políticos, guerrilhas e organizações criminosas.

Veja-se o caso das FARC, na Colômbia, uma organização marxista que financiou parte das suas atividades através do narcotráfico, dos sequestros e da extorsão. Ou o Sendero Luminoso, no Peru, que transformou a promessa de libertação dos trabalhadores numa campanha de terrorismo contra a própria população que dizia defender.

Depois temos Hugo Chávez, que começou por tentar conquistar o poder através de um golpe militar, antes de chegar à presidência da Venezuela pela via eleitoral. E Nicolás Maduro, seu sucessor, cujo regime ficou associado à repressão política, à destruição das instituições democráticas e ao narcotráfico.

No Brasil, temos Lula da Silva, com o Mensalão e Lava Jato.

Ora, por motivos que ainda não consegui compreender na sua plenitude, os novos movimentos de esquerda europeus parecem ter ido buscar inspiração precisamente às experiências mais problemáticas da esquerda latino-americana, o que é bem visível nas ruas e nas elites, desde Sócrates com Chavez a José Luís Carneiro a se reunir com o governo venezuelano assim que Maduro foi capturado. Delcy Rodriguez lhe sucedeu.

As pesquisas e a virada de Janones

Gastão Reis

A eleição presidencial de 2026, em seu segundo turno, apresentou algumas características estranhas. Analistas políticos tentam entender o fato de as últimas pesquisas, às vésperas da eleição, apontarem Flávio Bolsonaro como favorito, com uma vantagem sobre Lula de dois ou mais pontos percentuais. E, de repente, não mais que de repente, o quadro mudou, até percentualmente, em questão de poucas horas, a favor de Lula.

O autor do milagre teria sido o deputado federal André Janones. Sua estratégia teria mudado a cabeça dos eleitores nas redes sociais a ponto de conseguir milhões de votos para Lula, vencedor no segundo turno após ter ficado em segundo lugar no primeiro, vencido por Flávio Bolsonaro. Situação inédita, sem dúvida. A questão central é se as pesquisas simplesmente erraram em massa ou se haveria outros fatores explicativos para o surpreendente e inesperado resultado das urnas.

Vamos por partes. Qualquer sistema eleitoral fidedigno deve permitir a recontagem de votos quando e onde for necessária para dirimir quaisquer dúvidas quanto aos resultados. As atuais urnas permitem a retirada de um boletim de urna em forma de lingueta com os votos de cada um dos candidatos. Não obstante, parece haver resistência quando se fala em recontagem. O fato de o ministro Cristiano Zanin prorrogar por duas horas o funcionamento das seções eleitorais, em decisão monocrática, causou estranheza, aqui e no exterior, pois algo semelhante jamais havia ocorrido antes.

O mercado financeiro, por não acreditar no corte de gastos (ajuste fiscal) sob Lula, viveu na segunda-feira, 26.10.26, um dia muito tumultuado. A bolsa caiu quase 14% e o dólar disparou 8,22%, fechando em R$ 5,40. Tal situação revela a acentuada falta de confiança no futuro. Afinal, um presidente que afirma que é babaquice fazer superávit primário — ou seja, gastar menos do que se arrecada para reequilibrar as contas públicas — não merece crédito, vale dizer, confiança do mercado.

Tusk’s Attempted Judicial Coup Is Similar To Zelensky’s Earlier Successful One

Andrew Korybko 

Unlike Zelensky, Tusk probably won’t manipulate political-legal processes in a bid to remain in power indefinitely regardless of however fall 2027’s next Sejm elections turn out, but what he’s attempting is much more insidious since it’s about subordinating Poland to the German-led EU

Former President and Deputy Chair of the Security Council Dmitry Medvedev wrote that “There’s a constitutional coup in Poland. The liberals of Tusk’s Brussels fosterling are oppressing the conservatives of PiS. Apparently, in part because of the latter’s hatred of Banderovites. And the method is exactly the same as in neo-Nazi Ukraine: annulling the powers of the Constitutional Tribunal. It’s long since disappeared there—a goateed bastard in a green tunic has purged the court. Well, what can you say?”

He made a good point by comparing Tusk to Zelensky since the former’s attempted judicial coup, which aims to shape the post-war European order by preventing a future conservative-led coalition from stopping the EU’s transforming into a German-dominated federation, is similar to Zelensky’s from 2020. As a reminder, Zelensky suspended the Constitutional Court’s chair during that year’s political crisis sparked by their ruling on anti-corruption reforms, which readers can learn more about here.

The aforesaid crisis stretched into the large-scale phase of the Ukrainian Conflict that broke out in 2022, thus resulting in legally contentious laws that were promulgated on the pretext of wartime needs, which prolonged some justices’ terms after they expired as Putin once pointed out. After the expiry of Zelensky’s own term in May 2024, Medvedev declared that “He spat on the Constitution of his ‘country,’ ignored the Constitutional Court, and did not even extend, but usurped the supreme power.”