terça-feira, 8 de setembro de 2026

[Livros & Leituras] CAUSEUR

Surtout si vous n’êtes pas d’accord

Nº 148 – Septembre 2026, Causeur.fr, Paris, 82 pages. 


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O primo Basílio
Regresso a Luanda 
Ne dites pas à ma mère que je suis chroniqueur sur CNews, ele me croit toujours juge à Hazebrouk 
La FURIA 

Segunda Turma adianta votos após vista de Gilmar Mendes e mantém afastamento de Andrei Rodrigues

Vinicius Macia

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu o julgamento na Segunda Turma a liminar que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues [foto], e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Com o pedido de vista, o decano pode segurar o julgamento por até 90 dias. Mesmo assim, os ministros Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam o relator, formando maioria. 

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A sessão virtual extraordinária iniciou às 10h desta terça-feira (8), duas horas e meia após a decisão. Os advogados tiveram até 9h59 para apresentarem suas sustentações orais. Logo na abertura, o decano pediu vista. Quatro minutos depois, Fux acompanhou o relator. Logo em seguida, às 10h06, Nunes Marques deu seu voto, formando a maioria. Ainda falta o voto de Dias Toffoli e o voto-vista de Gilmar. A sessão termina às 23h59.

A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que irá recorrer da decisão. Em entrevista à CNN Brasil, o advogado Marco Aurélio Carvalho, um dos conselheiros do presidente Lula (PT) e integrante do grupo Prerrogativas, defendeu que seja protocolado o recurso antes mesmo do cumprimento da determinação.

A liminar também determinou a instauração de investigações criminais e procedimentos administrativo-disciplinares contra Andrei e Almada. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, será intimado para cumprir o afastamento.

Gilmar se envolveu na crise com proposta sobre gabinetes

O decano se envolveu na crise antes do pedido de vista. Gilmar formalizou uma proposta de emenda ao Regimento Interno para impedir que policiais e militares atuem nos gabinetes, exceto na segurança dos ministros. A remoção seria conduzida pela Presidência imediatamente após a aprovação.

Hoje, delegados da PF são cedidos aos gabinetes para atuarem em conjunto à condução das operações. Mendonça e Moraes possuem dois delegados cada um. A permanência dos agentes é um dos assuntos críticos no desconforto que já havia sido instaurado entre Mendonça e Andrei.

AfD consegue resultado histórico nas eleições estaduais de Saxónia-Anhalt. Mas precisa de uma geringonça para governar

Paulo Hasse Paixão

O Alternativa para a Alemanha (AfD) acaba de conquistar a maior vitória eleitoral na história do partido, vencendo as eleições estaduais na Saxónia-Anhalt. Mas apesar do resultado histórico, que provocou ondas de choque no panorama político alemão, o candidato Ulrich Siegmund não alcançou a maioria absoluta necessária para governar.

O déficit de três lugares num parlamento estadual da Saxónia-Anhalt, com 83 membros, é agora o ponto central do drama que se desenrola em Magdeburgo, onde o futuro do estado, e talvez até do país, será decidido.

O AfD tem um mandato político e diversas opções que poderão produzir resultados dramáticos. Eis três cenários possíveis. 

Populistas divididos pela ideologia: uma difícil coligação com o BSW.

Na contagem oficial preliminar, o AfD obteve 43,8% dos votos e 39 lugares. O limite para a maioria absoluta é de 42. O BSW, um partido de esquerda com tendências populistas e nacionalistas, conseguiu 5,3% e cinco lugares. Juntos, teriam maioria absoluta.

A foto da risada no Supremo mostra que a pizza começou em 2019

A imagem de Moraes e Gilmar às gargalhadas saiu um dia depois das mensagens de Vorcaro, e revelou por que o escândalo do Master encostou no centro do poder brasileiro

Leandro Ruschel 

Foto: Brenno Carvalho

Esta fotografia correu o Brasil nesta semana: a saída do plenário do Supremo, Moraes e Gilmar Mendes às gargalhadas, Zanin sorrindo ao lado. Um dia depois de o país inteiro ler mensagens de um banqueiro preso pedindo socorro a um ministro da mais alta Corte.

A justificativa de bastidor foi uma piada de Flávio Dino sobre matéria tributária. Pode até ser verdade. Mas a pergunta que ficou no ar, e que muitos brasileiros fizeram ao ver aquela cena, merece resposta séria: por que eles conseguem rir à vontade no meio do maior escândalo da história do Supremo?

A resposta é simples, e é dura: eles riem à vontade porque nós estamos vivendo a pizza desde 2019.

A pizza não é um risco futuro. Não é algo que talvez aconteça se o caso Master for abafado. A pizza é o regime em que o Brasil vive há sete anos. O que estamos vendo agora não é o começo da impunidade. É a impunidade ficando visível, fotografada, com risada no rosto e plenário ao fundo.

Para entender essa foto, é preciso voltar ao começo.

Em 2013, uma revolta popular contra o sistema político começou nas ruas. Aquela energia atravessou a Lava Jato, o maior desbaratamento de corrupção da nossa história, e chegou ao auge em 2018, quando levou ao poder um presidente de fora do arranjo tradicional. Havia ali uma expectativa de refundação do Brasil.

Essa revolta foi debelada e o principal ator dessa operação tem nome e endereço: o Supremo.

A imprensa que promove a extrema-direita

Henrique Pereira dos Santos

Ser de extrema-direita ou de extrema-esquerda não tem grande significado, quer apenas dizer que não há mais nada relevante à direita e à esquerda, respectivamente.

Apesar disso, grande parte da imprensa, em vez de discutir programas políticos concretos e reais de toda a gente, da extrema-esquerda à extrema-direita, entretém-se a fazer julgamentos morais, separando o aceitável (a extrema-esquerda) do que não é aceitável (a extrema-direita).

A técnica consiste em substituir o debate racional das propostas de cada um pelo medo do que os maus irão fazer aos bons quando tiverem o poder.

Durante algum tempo, a coisa funciona, mesmo para lá do folclore antifa, que a mim me faz sempre lembrar a imprecação de Caetano Veloso: "que juventude é essa que vão sempre, amanhã, matar o velhote inimigo que morreu ontem".

O problema deste tipo de combate político irracional é quando chegam esses tais "fascistas" ao poder, como a senhora Meloni.

8-9-2026: Oeste sem filtro – Flávio Bolsonaro reúne apoiadores e aliados em Ato na Avenida Paulista + Povo vai às ruas no 7 de setembro pedir “Fora Moraes” + Degradação moral no Brasil não é acaso, foi construída

[Aparecido rasga o verbo] E se do nada, de repente eu sumisse. Quem me procuraria?

Aparecido Raimundo de Souza

A SITUAÇÃO que descreverei a seguir, virou uma espécie de rotina enfadonha e maçante. Aliás, iria mais longe e acrescentaria: a coisa se transformou em algo indigesto e estorvante, “aporrinhativo” e calamitoso. E que situação seria essa? Sempre no silêncio das minhas noites longas, essa droga toma conta da minha cabeça sem avisar e se instala conturbada como uma sombra difusa: e se eu simplesmente saísse de cena, escafedesse ou sumisse na poeira dos dias porvindouros?

Se do nada eu não aparecesse mais, nem para mim mesmo e, em via paralela, não mandasse mensagens, saísse do WhatsApp, do Facebook, e não atendesse o telefone celular, enfim, se eu não deixasse nenhum rastro, quem em sã consciência e os pés no chão, sairia do conforto da sua casa, deixando a sua novela favorita, bem ainda seus filmes antigos na Rede Brasil de Televisão e se aventuraria a me procurar? Será que uma alma caridosa perceberia a minha falta no primeiro dia? Ou, via outra, as pessoas que fazem parte ativa do meu dia a dia só notariam a minha ausência quando precisassem de algo imprescindível?

Quando menciono “precisassem de algo”, sinalizo uma “minuciosidade pormenorosa” e iminente, algo que mudasse a rotina e parasse de funcionar, ou por outra, no momento em que alguma rotina cotidiana comum a todos se quebrasse, ou ainda, quando uma obrigação considerada urgente ficasse por fazer? Será que alguém, o vizinho do lado, o velhote do apartamento contíguo ao meu, a gostosona do 501, que praticamente todo final de noite bate na minha porta pedindo uma xícara de açúcar sentiria o vazio de não ouvir a minha voz, ou apenas lhe toldasse a mente o inconveniente do rotulado “pau pra toda obra” não se achar no pedaço na hora em que o pronto socorre carecesse de um adjutório imediato?

Imagino aquelas criaturas que dizem que me amam. “Eu te amo, eu te adoro, não suportaria ficar sem você...” será, meu Deus, será   que correriam atrás, perguntariam por mim, bateriam em inquilinos de outros apartamentos, ligariam para desconhecidos, amigos, porteiros e parentes, ou no pior dos mundos, revirariam os lugares onde eu costumava frequentar? Ou no pior dos mundos, todos permaneceriam abobalhados e se quedariam apenas esperando, ou achando que era só mais um momento de distância e que eu voltaria a dar o ar da graça quando me cansasse de estar em lugar incerto e não sabido?

[Livros & Leituras] O primo Basílio

Eça de Queiroz, Círculo de Leitores, 1981, 4ª edição, 430 páginas.

Surgiu nas livrarias de Portugal em 28 de fevereiro de 1928.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

🔴Ao vivo: “Fora Moraes!” – Manifestação de 7 de setembro de 2026 na Paulista

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Why Won’t China Cut Ukraine Off From Drone-Related Sales?

Andrew Korybko 

Indefinitely perpetuating the Ukrainian Conflict through these means indefinitely delays the full implementation of the US’ planned “Pivot (back) to (East) Asia”, can lead to Russia selling its natural resource wealth to China at bargain-basement prices, and maintains China’s “active neutrality”

Radio Free Europe/Radio Liberty (RFE/RL) referenced the EU’s summertime disbursement of the first €1 billion to Ukraine for drone procurement out of the €6 billion promised for this program in an article late last month about how “Ukraine’s Drone War Exposes An Uncomfortable Reliance On China”. They drew attention to the carve-out allowing Ukraine to purchase Chinese parts with these funds, ergo the politically incorrect observation back then that “The EU Plans To Pay China To Help Ukraine Kill Russians”.

RFE/RL reported that “While Kyiv has cut back on the purchase of ready-made drones from China, components such as motors, lithium batteries, and fiberoptics are still in high demand.” Additionally, “In the first six months of 2026, imports of Chinese parts had already reached around 76 percent of the total recorded for the previous year.” They also cited a Ukrainian report which claimed that “38 percent of the value of drone components imported by Ukraine in the first half of 2025 came from China.”

The purpose of their piece appears to be to instill a sense of urgency in Ukraine and the West alike to radically ramp up domestic drone production in order to reduce what one of their cited experts described as Ukraine’s “hostile interdependence” on China. They explained that “Beijing remains Kyiv’s largest trading partner, while Ukraine is a key supplier of agricultural goods to China.” That’s true, and it’s one of the reasons why China won’t cut Ukraine off from drone-related sales, but there’s more to it.

Não há independência sem liberdade

[Sétima Arte] A marca da forca/Território sem lei

Hang 'Em High (BrasilA marca da forca/Território sem lei / Portugal: À Sombra da Forca) é um filme estadunidense de 1968 do gênero western, coescrito e produzido por Leonard Freeman e dirigido por Ted Post. 

Sinopse

No então território de Oklahoma em 1889, o vaqueiro Jed Cooper é quase enforcado por um grupo de homens que o acusam de matar um rancheiro e roubar o gado dele. Deixado pendurado na forca, ele é salvo quando o delegado Bliss chegou ao local. O delegado está a serviço do juiz Fenton, a autoridade máxima no território.

Ao chegar à corte do juiz, em Fort Grant, Cooper é libertado pois já haviam capturado o verdadeiro ladrão assassino. Mas Cooper quer vingança contra aqueles que quase lhe mataram. O juiz sabe que Cooper foi um homem da lei em outro Estado, e lhe propõe assumir o cargo de delegado. Assim, ele poderá perseguir seus atacantes legalmente. Mas o juiz faz questão de que eles sejam trazidos vivos para serem julgados. 

domingo, 6 de setembro de 2026

Onde é? Qual o nome? 😉

Ginga, humor e praia: jeito carioca pode virar patrimônio imaterial

Projeto de Cesar Maia propõe reconhecer o "estilo carioca de ser” marcado pela informalidade, ginga, criatividade e relação com as praias, como patrimônio cultural imaterial do Rio

Quintino Gomes Freire

A informalidade, o bom humor, a ginga e a capacidade de improvisar podem ganhar reconhecimento oficial no Rio de Janeiro. Um projeto apresentado pelo vereador Cesar Maia propõe declarar o chamado “estilo carioca de ser” como patrimônio cultural de natureza imaterial da cidade.

Foto: Alexandre Macieira/Riotur

O Projeto de Lei nº 2.608/2026 foi apresentado na Câmara Municipal do Rio em 25 de agosto. O texto ainda precisa ser analisado pelos vereadores antes de uma possível aprovação.

A proposta define o “estilo carioca de ser” como uma expressão coletiva dos modos de viver, conviver e se relacionar com a cidade. O conceito inclui a sociabilidade nos espaços públicos e a ligação cotidiana com as praias, a natureza e a paisagem urbana.

Também fazem parte desse modo de vida as atividades ao ar livre, o humor, a criatividade, a ginga e as formas de convivência que integram a memória cultural da população.

Das praias aos botecos

Na justificativa do projeto, Cesar Maia cita a convivência em praias, praças, calçadas, feiras, rodas de samba e botecos tradicionais. A prática de esportes ao ar livre e a proximidade entre o mar, as montanhas e o espaço urbano também aparecem como traços da identidade carioca.

Não há país que resista…

O Brasil precisa debater temas importantes, como o destino do dinheiro público, sob pena de dar o passo que falta para mergulhar no abismo que tem pela frente


Nuno Vasconcellos

Sem a mínima intenção de ignorar a troca de acusações que, nos últimos dias, contaminou o debate institucional, esta coluna tem procurado olhar em outra direção. Não se trata de negar a gravidade da situação para a qual as autoridades empurraram o país — mas, sim, de chamar a atenção para a necessidade de antecipar uma discussão obrigatória, que terá de acontecer caso se pretenda pôr um ponto final na crise atual.

Qualquer que seja a solução para o forrobodó que, neste momento, envolve os três poderes da República, a sociedade precisa agir. E essa ação deve levar a um novo padrão de relacionamento com as instituições. A sociedade precisa assumir o papel reservado a ela pela Constituição e criar mecanismos capazes de conter os excessos das autoridades. Simples assim. 

Será preciso, desta vez, não se contentar com as medidas improvisadas que têm sido apresentadas como solução para as crises. É mandatório, por mais que pareça difícil, ir até o fundo na construção de um novo modelo institucional — com regras e limites de atuação definidos, divulgados e obedecidos por todos os servidores públicos, do primeiro ao último escalão.

PRÁTICAS ANTIRREPUBLICANAS

A confusão que chegou ao ponto em que chegou tem origem, em primeiro lugar, na luta pelo controle do Estado. E, em segundo, na falta de critérios claros e transparentes para o trato com o dinheiro público. Isso mesmo! A inexistência de mecanismos eficazes de controle do acesso ao dinheiro público facilita a gatunagem que está por trás de todas as crises. Ou o Brasil muda a maneira de lidar com o dinheiro público ou terá dado o passo que falta para cair no abismo que tem à sua frente.

Vasco perde para o Fluminense por 1 a 0 e segue na zona de rebaixamento

Vasco da Gama é derrotado no clássico no Maracanã pela 26ª rodada do Brasileirão e permanece na 17ª colocação

Anderson Montalvão 

Foto: Matheus Lima/Vasco da Gama

O Vasco foi derrotado pelo Fluminense por 1 a 0 na noite deste sábado (5), no Maracanã, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol da partida foi marcado pelo argentino Lucho Acosta, no segundo tempo.

Com o resultado, o Cruzmaltino permanece na zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com 25 pontos. O Fluminense, por sua vez, chegou aos 45 pontos e assumiu a quarta posição do Brasileirão.

O Vasco teve maior controle da partida no primeiro tempo e criou as principais oportunidades. O Gigante da Colina terminou os 45 minutos iniciais com 54% de posse de bola e seis finalizações, contra apenas uma do Fluminense.

Apesar do domínio, a equipe não conseguiu transformar a superioridade em gol. A etapa inicial também foi marcada por muitas interrupções e disputas mais fortes, com cinco cartões amarelos distribuídos.

No segundo tempo, o Vasco continuou com maior posse e tentou encontrar espaços na defesa tricolor. O Fluminense, porém, foi eficiente quando teve uma oportunidade.

[As danações de Carina] Mulheres enfermas e seus maridos portadores de procedimentos cruéis em decorrência de uma vida a dois deteriorada e sem futuro

Carina Bratt

SEREI BREVE nas minhas ‘Danações’ de hoje. Reparem. Nesses tempos modernos, em que vivemos, um saco de gatos miando desordenadamente surgem com doenças velhas, incômodos e enfermidades maquiadas com rostinhos de santinhos do pau oco. Faço referência aqueles padecimentos que não aparecem em exames, que não tem nome médico definido, ou remédio milagroso que especialista, por mais estudado que seja, em aviar uma receita, chega perto do privilégio da cura. E que doença é essa? 

É a doença de simplesmente ser ‘mulher’. Mulher doente, no sentido de ter ao seu lado um homem que, em vez de cama, faz dela um campo de batalha. Elas deitam com febre, com dor nos ossos, com a alma cansada e estuporada de lutar, de pelejar com unhas e dentes contra o próprio corpo e em vez de uma mão caridosa na testa, umas palavras suaves, um copo de água trazida com a calma necessária, recebem um ajuntamento de cobranças, um calhamaço de silêncios que pesam, que ferem, que mortificam, seguidos sempre de comentários infames que cortam mais fundo que qualquer cirurgia conhecida nos campos da medicina.

’Você só quer atenção.’  ‘Isso é frescura.’ ‘Já cansei de cuidar de você.’ ‘Vá para os quintos do inferno e leve o diabo junto’. Frases impróprias que não saem de uma boca de quem ama, mas de um vomitador nojento, de um desgraçado insano de quem se acha deus e por conta disso, vê a esposa como um objeto vulgar e que pelo fato de ter parado de funcionar, carece, com certa urgência ser substituída por outra. De preferência, mais nova.

[Discos pedidos] Dolly Parton, * Pittman Center, 19 de janeiro de 1946 – † Nashville, 25 de agosto de 2026

Dolly Parton

sábado, 5 de setembro de 2026

O Mito da Escola Neutra

Maria Helena Costa

Há uma publicação no Instagram, de Maurilo Borges, que deveria ser de leitura obrigatória para pais cristãos. Não porque traga uma novidade teológica, mas porque diz, com uma clareza incómoda, o que muitos de nós já sentimos em casa e ainda recusamos nomear: os nossos filhos são atacados todos os dias por ideologias hostis à fé cristã. Marxismo clássico. Cientificismo. Relativismo pós-moderno. Desconstrução do sexo e da família. Pressão para privatizar a fé. Naturalismo que reduz o ser humano a um acidente biológico sem propósito.

O mais grave não é a existência desses ataques. O mais grave é a forma como nós, pais cristãos, ainda entregamos as crianças à escola com a instrução tácita — e às vezes explícita — de “aprenderem tudo o que o professor ensinar”. Como se o ensino fosse neutro. Como se a sala de aula se resumisse à ortografia, à tabuada e ao teorema de Pitágoras. Como se a antropologia, a moral, a origem do homem, o sentido do corpo e a definição de família pudessem ser ensinadas sem um deus no centro — o Deus da Escritura ou outro qualquer.

Eu própria perdi o meu filho para essas ideologias sem dar por isso.

Não foi de um dia para o outro. Não houve um ultimato dramático à mesa. Foi uma erosão. Perguntas que começaram a surgir com outro tom. Um constrangimento crescente em relação às verdades bíblicas. Um olhar de superioridade moral quando falávamos de pecados que a cultura já rebatizou de “identidade”. Uma fé que, de tal forma “privada”, deixou de ter o direito de se pronunciar sobre o corpo, o sexo, a verdade e o bem. Quando dei por mim, já não estava a catequizar um filho da aliança. Estava a negociar com alguém que tinha aprendido, noutro púlpito, que as convicções cristãs firmes são autoritárias, intolerantes ou simplesmente atrasadas.

Não escrevo isto do alto de uma parentalidade irrepreensível. Não há pais perfeitos. A tradição cristã nunca nos permitiu essa ilusão. Somos pecadores a criar pecadores, dependentes da mesma graça que pregamos. Errámos no tom, no tempo, na presunção de que o culto dominical e a oração à mesa bastariam contra um currículo que forma a imaginação moral cinco dias por semana. Mas o reconhecimento da nossa falibilidade não pode servir de desculpa para continuarmos a dormir. 

Lula e a mentira (colossal) na política

Gastão Reis

Política e mentira têm um parentesco muito próximo. Talvez seja um exagero afirmar que sejam irmãs gêmeas, mas não estaríamos muito longe do que realmente são. Na vida dos povos, é importante saber com que grau de tolerância ela foi tratada; em que períodos foi aceita em maior ou menor grau e aqueles em que não foi tolerada, bem como saber as consequências provocadas por cada uma dessas posturas em relação à mentira na política.

Uma pequena volta à nossa História do século XIX é salutar para verificar a quantas andavam as mentiras na política daqueles tempos. Em linhas gerais, tinham pernas curtas, bem diferente do que ocorre hoje, cujas pernas são longas e andam a passos largos. Por volta de 1915, Ruy Barbosa, já completamente desiludido com a República, afirmava: “O Parlamento do Império era uma escola de estadistas; o Congresso da República virou um balcão de negócios”. Observe, caro(a) leitor(a), que o balcão já comemorou mais de 100 anos de roubalheiras e desrespeito ao dinheiro público.

Obviamente, isto não quer dizer que os políticos do Império nunca mentiram. Mas eles se policiavam muito porque sabiam da existência do Poder Moderador, sempre atento aos desmandos do "andar de cima", o que incluía as mentiras. Tudo isso mudou, repentinamente, na primeira década republicana (1890-1899), com a enganação por atacado no chamado Encilhamento. A liberação de emissão de moeda pelos bancos e o crédito fácil deram-se as mãos para um processo de especulação em alta dose, sem a fiscalização adequada. Ao longo da chamada República Velha (1889-1930), ainda houve alguns presidentes responsáveis no trato do dinheiro público. Curiosamente, os três melhores foram antigos conselheiros do Império, época em que se levava a sério essa questão. Depois veio a ditadura de Getúlio Vargas (1930-1945), aquele que a verve dos cariocas chamava de "pai dos pobres e mãe dos ricos". É fato que Vargas, pessoalmente, foi muito diferente de Perón, cuja fortuna pessoal, após sua queda em 1955, bateu em 200 milhões de dólares atuais. A ressalva a Vargas não implica que não tenha havido favores e corrupção em seu período ditatorial.

Mas a verdade é que os tempos republicanos não foram nada exemplares no trato do dinheiro público. Os dias atuais são caso de vergonha nacional sem a devida punição. Chegamos mesmo ao que podemos chamar de mentira institucional no 8 de Janeiro, que tentaram rotular de tentativa de golpe de Estado orquestrada pelo ex-presidente Bolsonaro, que estava nos EUA. Pensar em dar um golpe, algo muito comum na tradição golpista republicana brasileira, virou um golpe que não houve. E foi assim que se instituiu o crime de pensamento — que pode ou não ter ocorrido —, duramente criticado pelo ministro Fux em seu longo voto de mais de 9 horas em sessão solene do STF.

Feira de São Cristóvão celebra 81 anos de tradição nordestina no Rio

Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas celebra mais de oito décadas reunindo música e gastronomia


Rodrigo T. Ribeiro

Quem entra na Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, dificilmente consegue ficar indiferente. Basta caminhar alguns metros para ouvir o som do forró, sentir o cheiro da comida nordestina, encontrar sotaques diferentes, ver famílias reunidas e perceber que aquele espaço é muito mais do que um centro de compras ou gastronomia. É território de memória, identidade, música e celebração.

A Feira de São Cristóvão completa 81 anos mantendo viva uma tradição que atravessou gerações e ajudou a transformar a cultura nordestina em parte inseparável da identidade carioca. É um pedaço do Nordeste no coração do Rio, onde tradição e renovação caminham lado a lado.

Para marcar a data, os feirantes prepararam uma homenagem especial: um bolo de nove metros, feito com carinho para celebrar o aniversário e ser compartilhado com pessoas importantes para a história da Feira. A iniciativa traduz também uma relação construída ao longo de décadas entre os comerciantes, os cariocas e os turistas que visitam o espaço.

Uma história construída com muita luta

A trajetória da Feira é feita de muitas histórias individuais que, juntas, ajudam a contar a história coletiva da comunidade nordestina no Rio.


Uma dessas personagens é Maria da Guia, diretora de marketing da Feira de São Cristóvão e feirante que conhece de perto os diferentes momentos dessa história. Ela chegou ao local em 1977, quando ainda era preciso puxar lona e enfrentar as dificuldades da feira instalada ao ar livre.

Reviravolta no Dragão

FC Porto venceu o Moreirense FC (2-1) na 5.ª jornada da Liga

O FC Porto recebeu e venceu o Moreirense FC (2-1) no jogo de abertura da quinta jornada da Liga Portugal e somou mais três pontos, mantendo-se isolado na liderança da tabela classificativa. Jan Bednarek, a fechar a primeira parte, e William Gomes, no arranque da segunda, assinaram os golos portistas em noite de reviravolta no Estádio do Dragão. 

Francesco Farioli lançou Francisco Moura no lugar que ocupado por Zaidu em Viseu, mas foi a partir da direita que surgiu o primeiro sinal de perigo: Alberto Costa cruzou rasteiro para a entrada da área, de onde Pablo Rosario rematou para defesa de André Ferreira. 

Os cónegos chegaram à vantagem aos 20 minutos (0-1) e os Dragões partiram à procura do empate: primeiro William Gomes cobrou um canto à direita e André Silva cabeceou por cima da trave; depois o extremo brasileiro recebeu um passe longo de Jakub Kiwior e testou os reflexos do guardião adversário. O cerco portista apertava e o inevitável aconteceu aos 36 minutos, quando, na sequência de um livre lateral batido pelo número 7, Jan Bednarek saltou mais alto do que a concorrência e desviou para o fundo das redes (1-1). Tudo igual ao intervalo, apesar do saldo de 8-2 em remates favorável aos da casa. 

A etapa complementar arrancou na mesma toada. Uma incursão de Alberto Costa permitiu a Pepê testar os reflexos de André Ferreira (46m) e o lateral direito ficou perto de marcar pouco depois, na sequência de um canto cobrado por William Gomes, que viu um remate rasar o poste mais próximo nos minutos inaugurais da segunda parte. A pressão do líder não abrandava e a reviravolta chegaria ainda antes da hora de jogo: Victor Froholdt ganhou o duelo no meio-campo e abriu para Pepê, que serviu William Gomes para o 2-1 (57m).