sábado, 24 de julho de 2021

[Pernoitar, comer e beber fora] Lá no Riorta juro que me assustei…

com o tamanho do prato individual!! 😳😳

É isso mesmo que vocês viram!

Portanto, como éramos três alegres pessoinhas foi assim:

Agora, olha só!, o prato feito, meia garrafa de vinho da casa, sobremesa e café, sabe quanto?! 9 dinheirinhos!

O cozidão consta do menu de quarta-feira.

O Riorta fica na Rua do Cotão Novo nº 12, São Marcos - Cacém, Sintra

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Bifanas de Vendas-Novas: sinistras!
Adega dos Ramalhos
Restaurante flutuante na Urca se destaca por vista dos cartões postais do Rio 
Restaurante A Ribeira: onde se canta o cardápio 
Para amantes

[Versos de través] No cárcere

Olavo Bilac

Por que hei-de, em tudo quanto vejo, vê-la? 
Por que hei-de eterna assim reproduzida 
Vê-la na água do mar, na luz da estrela, 
Na nuvem de ouro e na palmeira erguida?

Fosse possível ser a imagem dela 
Depois de tantas mágoas esquecida!.. 
Pois acaso será, para esquecê-la, 
Mister e força que me deixe a vida?

Negra lembrança do passado! lento 
Martírio, lento e atroz! Por que não há-de 
Ser dado a toda a mágoa o esquecimento?

Por quê? Quem me encadeia sem piedade 
No cárcere sem luz deste tormento, 
Com os pesados grilhões desta saudade?


Título e Texto: Olavo Bilac

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A volta do boêmio 
De joelhos 
Florbela Espanca 
Conto de fadas 

sexta-feira, 23 de julho de 2021

[Foco no fosso] Esquentando a revolta

Haroldo Barboza

Motivos para revolta

Num ciclo de quatro anos, durante três anos e onze meses, os políticos nos ignoram. Apenas se concentram em arquitetar planos engenhosos de compras e obras inócuas com participação de empresas fantasmas pertencentes a parentes e parceiros que geram notas fiscais nebulosas. Os valores combinados rapidamente passam às contas bancárias destas “empresas” e se dissolvem por algumas “coligadas” para dificultar futuros rastreamentos.  

No mês que completa o ciclo (4º setembro), tornam-se simpáticos defensores das demandas populares e anunciam falácias (as mesmas de seus antepassados) sonhadoras sabendo que os eleitores domesticados pela cuidadosa lavagem cerebral virtual, lhes concederão os votos para que continuem no “extenuante” trabalho em busca do crescimento (da miséria) da nação.

Para seu próprio crescimento, a confraria dos pilantras aprimora o revezamento do poder de seus integrantes criando um amplo menu de escolha, contendo dezenas de mentes podres ornamentadas com belas asas angelicais. Em troca pelos votos, criam “leis” que garantem penduricalhos para triplicar seus salários.

E assim vamos alargando o cinturão da miséria que nos sufocará em quinze ou vinte anos, acendendo o pavio da caldeira da degradação popular. A cada proximidade do pico da “indignação” contra uma barbaridade que nos denigre, habilmente geram um novo evento (do adversário partidário) para desviar o foco das “investigações”. E a cada CPI (que eventualmente condena um “boi de piranha”) concluída depois de R$ milhões gastos na sua condução, NENHUM centavo desviado retorna aos cofres públicos.

[Aparecido rasga o verbo] Como feto sem cérebro

Aparecido Raimundo de Souza

HAVIA ALGO ERRADO NO AR. Alguma coisa nova que eu não estava sabendo distinguir, apesar de toda a minha vivência atrelada à experiência de vida. Afinal de contas, são mais de seis décadas. Mais de seis décadas. Não nasci ontem e, via igual, não sou moleque de escola, nem estou tão velho e gagá, que não consiga perceber ou distinguir quando uma novidade paira ao lado —, ou grosso modo —, tenta, de todas as formas possíveis e imagináveis, me atropelar os passos vividos, ou a serem dados em direção além. Eu percebia a novidade. Ela me cercava de todas as formas, de todas as maneiras, como se quisesse obstaculizar os meus caminhos já transcorridos. Mostrar que estava ali, viva e pulsante.

Era real e palpável a coisa e, como tal, bailava com toda a sua força e desenvoltura, com toda a sua energia, bem diante dos meus olhos. Todavia, por algum motivo inexplicável, apesar de bem desperto, as vistas arregaladas, todos os sentidos afinadamente apurados, concentrados no presente, apesar dos pés no chão, alguma coisa não me deixava enxergar com a nitidez devida. Aliás, eu via, mas com os medos e os receios de um neófito mergulhado em inexata compreensão. Dito de maneira mais clara. Como se alguém invisível e não devidamente materializado não me deixasse investigar os desdobramentos do meu próprio cotidiano e tivesse me colocado uma venda diante do meu rosto.

Podia quase pegar, apertar, tocar, sentir o cheiro, mas a coisa, ou sei lá o que, literalmente, se diluía, se desmanchava, se esvanecia. Sucumbia, a bem da verdade. Caia por terra, como água ligeira escorrendo pelos vãos dos dedos, como borra de café num ralo de pia. Nesta luta, ‘pelejativa’ para discernir, pelo menos o óbvio, separar o joio do trigo, me quedei em lembranças. Me deixei envolver por devaneios e quimeras adormecidas. Me deixei levar pelos sonhos. Ah, os sonhos! A magia dos mimos aflorava, e se expandia. Criava asas e voava como um pássaro voraz em busca de infinitos imensuráveis. Todo meu ser estava aberto às alegrias, à sentimentos bons, à condescendências que faziam a alma sorrir de alegria e se contagiar pela emoção.

Eu estava em festa constante, como se comemorasse os quinze anos com toda a pompa de um garoto que acabava de conquistar o mundo ao seu redor. Apesar disto, a barreira continuava inerte, difícil se ser transposta. Insistia, pesava, atrapalhava, não arredava pé. E o ‘algo estranho’, o obscuro, o esquisito ali, ao lado, no desespero, quase a gritar, ‘estou aqui, estou aqui... por que não me enxerga? Por que não me vê?!’. Decidi abrir todos os sentidos numa última tentativa de comunicação. Almejava a aproximação imediata com alguma coisa que me situasse no tempo e no espaço. Procurei deixar os pensamentos quietos, as ideias ordenadas, os afazeres do dia a dia acomodados num cantinho oculto dentro de mim.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

LIVE com o presidente Bolsonaro, 22 de julho de 2021

Nunca se viu tanta gente contra mais transparência eleitoral

Rodrigo Constantino

O Estadão estampa em sua matéria de capa hoje a informação de que o ministro da Defesa, general Braga Netto, teria alertado (o jornal chama de ameaça) o presidente da Câmara Arthur Lira que não haveria eleição em 2022 se não houvesse voto auditável.

Ao dar o aviso, diz o jornal, o ministro estava acompanhado de chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O presidente Jair Bolsonaro repetiu publicamente a ameaça de Braga Netto no mesmo 8 de julho. “Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, afirmou Bolsonaro a apoiadores, naquela data, na entrada do Palácio da Alvorada.

A portas fechadas, Lira disse a um seleto grupo que via aquele momento com muita preocupação porque a situação era “gravíssima”. Diante da possibilidade de o Congresso rejeitar a proposta de emenda à Constituição que prevê o voto impresso – ainda hoje em tramitação numa Comissão Especial da Câmara –, Bolsonaro subia cada vez mais o tom.

Não sei se é uma estratégia ou não, mas falas como a de Bolsonaro e a do ministro da Defesa, se disse o que o Estadão diz que disse mesmo, estão servindo para tirar todas as hienas das tocas.

Nunca antes na história se viu um movimento tão forte CONTRA A TRANSPARÊNCIA ELEITORAL!

Flavio Quintela, em sua coluna de hoje na Gazeta do Povo, resgata seu passado de engenheiro de sistemas na área de telefonia para lembrar da importância da redundância, de um Plano B para tudo em tecnologia. Todos os especialistas são unânimes em afirmar que não há sistema totalmente seguro e protegido do risco de fraude. Diz ele:

Se você está se perguntando sobre o que um artigo falando sobre modelos de redundância está fazendo numa coluna de opinião política, esclareço. Precisamos entender que a peça mais importante do jogo democrático - o voto - precisa estar protegida por alguma redundância. Ou seja, sim, estou falando de voto impresso.

Bolsonaro concede entrevista exclusiva à Jovem Pan Itapetininga

Mayra Pinheiro entra com petição no STF contra a CPI da Covid

Dados pessoais da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde foram ilegalmente vazados por senadores

Edilson Salgueiro

Dados pessoais da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, Mayra Pinheiro [foto], foram vazados por membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. Embora tenha participado da CPI na condição de convidada, a médica teve seu sigilo telefônico e telemático quebrado — ou seja, os senadores têm nas mãos telefonemas, mensagens e e-mails privados da médica.

Para obterem as informações, os parlamentares precisaram de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). A mais alta Corte brasileira permitiu a quebra de sigilo de Mayra Pinheiro, mas determinou que a confidencialidade dos dados fosse mantida. Após os políticos entrarem em recesso, no entanto, as informações privadas da ex-secretária, incluindo um documento de identidade, com número oficial de registro, foram vazadas.

“O documento assinado pelo ministro Ricardo Lewandowski proíbe que qualquer e-mail ou documento sigiloso seja divulgado antes do término da CPI”, afirmou Mayra Pinheiro. “O que os senadores estão fazendo é divulgar e-mails privados, com dados pessoais. Isso é um crime! É descumprimento de uma medida cautelar que foi dada a mim enquanto depoente. Além disso, divulgaram informações falsas.”

A secretária anunciou que entrará com petição no STF contra a CPI da Covid.

Conversas com o governo português

Mayra Pinheiro esteve no consulado de Portugal para conversar com integrantes do governo. Na condição de cidadã portuguesa, ofereceu ajuda ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para combater a covid-19. “Coloco-me à disposição para contribuir com o compartilhamento de nossa experiência em atendimento precoce no enfrentamento da doença”, escreveu.

Título e Texto: Edilson Salgueiro, revista Oeste, 21-7-2021, 22h

‘As urnas eletrônicas são fraudáveis’, afirma auditor

Declaração de Antonio D’agostino foi proferida durante entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan

Edilson Salgueiro

O auditor Antonio D’agostino [foto] concedeu entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, exibido nesta quarta-feira, 21. Durante a conversa, o ex-candidato a vereador de Guarulhos (SP) * falou sobre as urnas eletrônicas de primeira geração, atualmente utilizadas nas eleições brasileiras.

De acordo com D’agostino, as urnas eletrônicas podem ser hackeadas. “São fraudáveis, sim. Pode haver roubo nas eleições”, afirmou. “Estudo o assunto há 22 anos. Fiz incursões no Tribunal Superior Eleitoral e assinei várias urnas eletrônicas, de três eleições diferentes. Tenho larga experiência no assunto.”

O auditor alega que as eleições municipais de Guarulhos em 2004 foram fraudadas. “Para comprovar, iniciei uma auditoria e apresentei ao Tribunal Superior Eleitoral, Tribunal Regional Eleitoral e Justiça Eleitoral”, explicou. “Houve fraude nas eleições e continuará havendo. Medidas para reestruturar todo o sistema de votação precisam ser tomadas.”

Segundo D’agostino, as urnas eletrônicas de primeira geração não garantem o sigilo do voto. “Não é possível auditar os votos, tampouco manter o sigilo”, asseverou. “Não é possível averiguar isso por meios comuns, apenas pessoas que conhecem profundamente os métodos de auditoria conseguirão chegar a algum resultado.”

Título e Texto: Edilson Salgueiro, revista Oeste, 21-7-2021, 21h

* Candidato pelo PRTB (NdE)

[Viagens & Destinos] Évora Monte


Como que suspenso na vasta planície, o Castelo de Évora Monte coroa o alto de uma colina, dominando a paisagem envolvente, como se de um guardião se tratasse…

Perca-se por Évora Monte, uma vila com mais de sete séculos de história, um vasto património arquitetônico, monumental e paisagístico e símbolo do poder e ostentação da Casa de Bragança em Portugal. A atestá-lo estão os laços (ou nós) que abraçam o monumento e que simbolizam o lema bragantino, “Depois de Vós, Nós”.

A hospitalidade do povo Evoramontense sempre soube fazer jus a esta máxima, pelo que à sua espera encontrará certamente um sorriso e a vontade de que a sua estadia ou passagem por Évora Monte seja memorável.

Dominando a planície alentejana, no alto de uma colina com 481 metros de altitude, surge o Castelo de Evoramonte, povoação que se distinguiu na História de Portugal contemporâneo por ali ter sido assinada a Convenção que, em 26 de maio de 1834, restabeleceu a Paz em Portugal, após vários anos de sangrenta guerra civil entre liberais e absolutistas.

Acerca da sua fundação pouco se sabe. Provavelmente terá sido conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, em 1166, mas não existem fontes seguras que o possam confirmar.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

O Brasil que a elite meia-boca não vê

Qual a importância dos números positivos na economia para a Frente Unida da Covid, do Impeachment, do Genocídio, do Voto Eletrônico Para Sempre? Zero sobre zero

Redação Oeste

Muito longe das importantíssimas preocupações do Brasil oficial de hoje, que vão e voltam entre a “CPI” da Covid e o último manifesto à nação do senador Renan Calheiros, do novo regime “semipresidencialista” à nova variante “Delta” do vírus chinês, mal se registrou um desses fatos da vida real que a mídia, a classe política e a elite meia-boca desse país acham insignificante — a arrecadação dos impostos federais, neste último mês de junho, passou dos R$ 135 bilhões, um aumento de quase 50% sobre junho de 2020. Há exatos dez anos, desde 2011, não havia tanto dinheiro no mês de junho.

O resultado é tão forte que o Ministério da Economia liberou para todos os outros ministérios o uso das verbas que estavam retidas pelas pressões de uma economia em covid. É, simplesmente, uma mudança fundamental de rumos — se o Estado voltou a arrecadar a nível recorde, eis a prova de que a economia brasileira voltou a produzir, a vender e a crescer. Mas as classes que tomam as decisões nem notaram o que está acontecendo; continuam falando das “ameaças à democracia”, etc. etc. etc. ou, então, dizendo que esses números podem ser uma “bolha sazonal” e não significam coisa nenhuma. É um disparate.

O que poderia haver de sazonal no mês de julho? E nos meses anteriores, durante os quais a arrecadação tem subido da mesma maneira? Por que, se esse último resultado é apenas uma anomalia, a arrecadação de impostos federais chegou perto dos R$ 900 bilhões no primeiro semestre deste ano, e pode bater em R$ 2 trilhões até o fim ano — um resultado inédito? Não é só na União que está entrando dinheiro. Pelas medições em tempo real do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, o total de impostos recolhidos no Brasil entre 1º de janeiro e 21 de julho caminha para R$ 1,5 trilhão. O fato que interessa em tudo isso é o seguinte: Brasil pode ter, neste ano de 2021, sua maior arrecadação de impostos de todos os tempos.

Qual a importância de tudo isso para a Frente Unida da Covid, do Impeachment, do Genocídio, do “Roubo de “Vacinas”, dos “Atos antidemocráticos”, do Voto Eletrônico Para Sempre e outras questões que eles acham fundamentais para o Brasil? Zero sobre zero.

Título e Texto: Redação, revista Oeste, 21-7-2021, 18h48

‘O que o presidente do CFM faz é defender o óbvio’

O infectologista Ricardo Zimerman conversou com a Revista Oeste sobre sua participação na CPI da Covid

Paula Leal

A audiência com os médicos Ricardo Zimerman [foto] e Francisco Cardoso Alves causou uma debandada na sessão da CPI da Covid realizada em 18 de junho. O relator Renan Calheiros (MDB-AL) deixou a sala e foi acompanhado pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, e Humberto Costa (PT-PE), que se recusaram a fazer perguntas aos depoentes.

O infectologista Ricardo Zimerman, convidado pelo senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), defende a utilização de remédios reposicionados para o tratamento da covid-19 — o chamado tratamento precoce. Em linhas gerais, ele é favorável ao uso de drogas já testadas para outras doenças como alternativa aos pacientes contaminados pelo coronavírus. “Em uma pandemia, quando se demora para desenvolver novos fármacos, o uso de medicamentos que já existem, com segurança validada por décadas e com disponibilidade em estoque, é particularmente desejável.”

Durante a sessão, que durou oito horas, Zimerman e o infectologista Francisco Cardoso defenderam a autonomia dos médicos na prescrição de remédios e o uso de medicamentos fora da bula para o tratamento da covid-19. Em entrevista a Oeste, Ricardo Zimerman relata sua experiência na condição de depoente na CPI e expõe a dificuldade enfrentada ao tentar divulgar seu trabalho científico em algumas redes sociais: “Você se sente muito mal porque eles o rotulam de disseminador de fake news. É meio humilhante isso“. De Brasília, ele conversou com a reportagem por telefone. A seguir, os principais trechos.

1 — Por que o senhor foi chamado para prestar depoimento na CPI da Covid?

Eles buscavam alguém com substrato técnico e com uma visão de quem trata pacientes ou de quem produz cientificamente. Não tenho conflito de interesses nem nada a esconder. Logo no começo da pandemia, fiz alguns vídeos caseiros externando algumas preocupações em relação aos rumos da pandemia, questionando o lockdown horizontal e a ausência de tratamentos de reposicionamento. Em uma pandemia, quando se demora para desenvolver novos fármacos, o uso de medicamentos que já existem, com segurança validada por décadas e com disponibilidade em estoque, é particularmente desejável. Hoje em dia existe muita tecnologia de redirecionamento. Já se consegue fazer análises computacionais para encontrar moléculas potencialmente úteis e testar essas moléculas de maneira mais rápida. Para mim, o reposicionamento de remédios era uma conduta clara como rota a ser seguida. E os cálculos que levam à conclusão de um lockdown absoluto eram cálculos muito malfeitos. Para minha surpresa, quando comecei a me posicionar sobre esses assuntos, sofri boicotes e uma série de ataques à minha reputação.

Bolsonaro confirma clube-empresa e lamenta situações de Vasco, Cruzeiro e Botafogo

O presidente da República, Jair Bolsonaro, lamentou a situação dos clubes ao confirmar que vai sancionar projeto de clube-empresa

Willams Meneses

Vasco da Gama, Cruzeiro e Botafogo foram citados pelo presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), nesta terça-feira (20), em entrevista à Rádio Itatiaia. O assunto em pauta era a projeto de clube-empresa, que se tornou uma esperança para muitos clubes endividados.

O presidente lamentou a situação que os três clubes se encontram, com profunda crise financeira e na Série B, citando o Botafogo como seu segundo clube, ele que é palmeirense. Entre os clubes citados acima, o Cruzeiro e o Alvinegro de General Severiano estão com movimentos no sentido de se tornarem empresa.

“Eu lamento a situação do Cruzeiro, um time tradicional, assim como o Vasco da Gama, um time tradicional, o meu Botafogo, meu segundo time (ele torce para o Palmeiras), a gente lamenta. Agora, no projeto nosso, nós atendemos aos interesses dos clubes de futebol. Mandamos para a Câmara, e está dando uma boa aceitação lá.”

Vai para frente

O Projeto de Lei clube-empresa foi aprovado na Câmara dos Deputados depois de passar pelo Senado Federal, a PL 5516/2019. Com isso, será possível que os clubes se tornem empresas, deixando de ser associação civis sem fins lucrativos, para se tornarem Sociedade Anônima de Futebol (SAF). Na entrevista, Jair Bolsonaro disse que sancionará.

Covid-19: média de mortes no país atinge menor nível desde fevereiro

Total de casos caiu para 38.206, o menor nível desde janeiro (36.376)

Vitor Abdala

O número de mortes diárias por covid-19 no país, segundo a média móvel de sete dias, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, chegou ontem (20) a 1.192. Esse é o menor patamar desde 27 de fevereiro, quando houve uma média de 1.178 óbitos.

Foto: Erasmo Salomão/MS

De acordo com os dados da Fiocruz, as mortes também registraram quedas de 23,5% em relação a duas semanas antes e de 42,2% na comparação com um mês atrás.

A média de ontem está abaixo da metade do pico da pandemia anotado em 12 de abril deste ano, quando os óbitos diários atingiram 3.124. Apesar disso, ainda se encontra acima do número mais alto observado em 2020 (1.097 em 25 de julho daquele ano).

Casos

O número de casos, também segundo a média móvel de sete dias, chegou a 38.206 ontem, o menor nível desde 6 de janeiro (36.376). Foram observados recuos de 21,7% em relação a 14 dias antes e 48,1% na comparação com um mês atrás.

A média móvel de sete dias é calculada pela Fiocruz através da soma dos registros do dia em questão com os seis dias anteriores e da divisão do resultado por sete.

Título e Texto: Vitor Abdala; Edição: Kleber SampaioAgência Brasil, 21-7-2021, 7h54

Twitter suspended New Jersey State Senator Declan O’Scanlon for questioning vaccine passports and mandates

O'Scanlon wants an apology

Dan Frieth

New Jersey State Senator Declan O’Scanlon [photo] was silenced on Twitter and was only reinstated when he agreed to delete his tweet.

The tweet, posted on June 25, read “Given that we have crushed Covid with combination of natural immunity and voluntary uptake there is no reason anyone should be compelled to take the vaccine. Restrictions/mandates/vaccine passports all uncalled for.”

Twitter’s response to O’Scanlon’s Twitter post was to lock him out of his account without giving a specific reason as to why.

On Twitter, Republicans blasted the lawmaker’s detention. The state GOP called the action a “continuous and rising limitation of freedom of expression.”

On O’Scanlon’s timeline, the tweet has been deleted, with a warning that says, “This Tweet is no longer available because it violates the Twitter Rules.”

According to O’Scanlon, social media platforms should be seen as town squares. He says that it’s scary that they may choose to limit seemingly benign information at any time.

Gesto supremacista e etc?! E aí?

[Atualidade em xeque] É a economia, estúpido

José Manuel

Há relativo pouco tempo, reclamei em rede social sobre a carestia que assola mais uma vez nosso país. E recebi em uma das respostas de um inteligente formado na Universidade facebookiana, a frase do título, ou seja, eu era um estúpido por não entender nada de economia.

Essa frase famosa, dita no clamor de uma disputa presidencial entre George Bush e Bill Clinton, pelo marqueteiro de Clinton, James Carville, acabou se tornando um ícone das supostamente brilhantes inteligências universitárias americanas.

A entrega do "Ouro" e do caminho das pedras para a China pelos americanos, prova exatamente o contrário.

Lamentavelmente para o colega enganado, gostaria de informar que isso por aqui pelo Brasil, não, nunca e jamais irá funcionar, baseado em preceitos econômicos.

O que nós temos no Brasil é uma máfia enraizada que tem hereditariedade como jurisprudência e selo de garantia, com validade eterna.

Eu pessoalmente conheço isso há sete (7) décadas e sei muito bem como funciona esse esquema.

Para não me estender demais, assim funciona: provocam a falência da moeda, a inflação ou hiperinflação e a criação de uma nova moeda. Sempre igual!

terça-feira, 20 de julho de 2021

O motivo da choradeira da Zélia Duncan

Mulher quebra a perna ao cair no vão entre o ônibus e a plataforma do BRT

Caso aconteceu no terminal Alvorada, na Barra da Tijuca; vítima disse que motorista se negou a prestar socorro

Altair Alves

Uma passageira do BRT quebrou a perna na noite de terça-feira (20) ao cair no vão entre o ônibus e a plataforma do terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Ela vai ter que ficar de licença médica por 60 dias em função do acidente.

Rayane Moreira, de 23 anos, disse que o BRT estava muito cheio e não conseguiu ver que o ônibus parou longe da plataforma para o desembarque. Uma amiga dela tentou filmar a cena e foi impedida pelo motorista, que teria se negado a prestar socorro.

A vítima foi levada por um ambulante para a administração do terminal, que chamou uma ambulância.

Título e Texto: Altair Alves, Diário do Rio, 20-7-2021

Sempre, sempre ao lado do povo

Na sua cruzada anti-Hungria, o Parlamento Europeu pode bem estar a abrir a porta da saída aos Estados europeus que não queiram submeter-se aos dogmas de fé que a EU tem vindo a acrescentar ao seu maleável ideário, ao sabor da nova indústria de entretenimento dos “direitos humanos” da esquerda radical.

A lei anti-pedofilia votada no Parlamento de Budapeste por 157 votos contra 1, que proíbe propaganda LGBT e da homossexualidade junto dos menores de 18 anos, gerou uma onda de histeria entre os espectadores de bancada do Parlamento Europeu mais suscetíveis de se deixarem entreter.

E na quinta-feira, 8 de julho, foi aprovada por 448 votos a favor; 197 contra e 48 abstenções, mais uma resolução não-vinculativa anti-Orbán. Os eurodeputados portugueses votaram todos com a “nova indústria”, incluindo o solitário restante do CDS.

Todos, não. O PCP – Partido Comunista Português, que resiste ainda e sempre a deixar-se entreter, votou contra. E tal como não embarca na “morte assistida” e em touradas anti-tourada, também não reconhece à EU “nem autoridade, nem legitimidade para se arvorar em juiz, árbitro ou mesmo referência no que aos direitos humanos e à democracia diz respeito”.

Onde chegamos, para que a razoabilidade tenha de ser defendida pelo PCP?! 

Assim, Moedas são trocos

Entretanto, Carlos Moedas, o incisivo candidato à Câmara de Lisboa, achou por bem confessar, não o seu ”extremo desconforto” com o muito que por cá vai na Câmara e na Pátria, mas com o facto de “ter Victor Orbán no PPE e com o que “de terrível se está a passar na Hungria”.

Medina agradece. Talvez Moedas se candidate à câmara de Budapeste.

Títulos e Textos: Semanário o Diabo, nº 2324, 16-7-2021
Digitação: JP, 20-7-2021

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Prolongar a quarentena escolar mais extensa do mundo é um crime contra as crianças

Sindicatos de professores avisaram que a categoria só voltará às escolas quando todos os alunos forem também vacinados.

Augusto Nunes lembra que, no mundo todo, crianças e adolescentes estão no fim da fila de imunização, o que mostra que a exigência não tem amparo em critérios científicos, mas é pautada por motivos políticos e eleitorais.

Para Nunes, a prolongação da quarentena escolar no Brasil seria um crime contra as crianças, sobretudo contra as que não dispõem de meios para o ensino remoto.

"Educação é atividade essencial. No Brasil, faz quase um ano e meio que tem sido tratada como dispensável pelos próprios professores", finaliza.

Assista ao comentário.

Jornal da Record, 20-7-2021

A União Europeia e “os valores comuns”

António Cândido Miguéis

A lei húngara sobre a Proteção da Infância levantou, há dias, uma forte querela e dissensão entre o primeiro-ministro húngaro, Victor Orbán [foto], e a União Europeia (EU).

Segundo os progressistas da Comunidade Europeia, Orbán cruzou o Rubicão e a Hungria merece ser ostracizada e, até, expulsa da União Europeia por não respeitar os designados “valores comuns”.

Mas, na verdade e de forma precipitada, quem pisoteou os princípios reguladores?

Segundo o Artigo 5 do Tratado, a EU não pode, nem deve, imiscuir-se em competências nacionais e o conteúdo da educação (artigo 165) é precisamente uma dessas competências. Por consequência, que legitimidade têm 17 chefes de Estado e de Governo para debaterem uma lei húngara ameaçando o país com uma expulsão sabendo que o Tratado não permite?

O Conselho Europeu invoca a primazia do “direito europeu” e dos “valores europeus” sobre uma lei nacional sem se importar se é competência europeia, ou não.

Que se saiba, nenhum governo conservador (mas existirão verdadeiros governos conservadores?) questionou a eutanásia de menores na Bélgica, a proibição de informar sobre alternativas ao aborto em França ou a “autodeterminação de gênero” em Espanha…

A assunção dos designados “valores comuns” não deixa de se afigurar uma coarctada para atuar “à la carte” e isso evidencia um aspecto: a arbitrariedade. Por que não é livre um governo da Hungria, sufragado pelo voto popular, de aplicar determinada lei, máxime quando está em causa um tema tão delicado e complexo como a educação sexual dos menores e dos direitos dos pais?

Entrevista exclusiva com o Presidente Jair Bolsonaro