domingo, 16 de agosto de 2026
Costa contre ENEL
Ghislain Benhessa
6 décembre 1962. L’Italie
nationalise la production et la distribuition d’électricité. Pour ce faire, le
gouvernement met sur pied l’organisme public ENEL, qui absorbe diverses
entreprises privées du secteur.
Flaminio Costa, actionnaire
d’une de ces sociétés, y laisse des plumes vu qu’il perd ses dividendes. En
guise de protestarion, il refuse de payer la première facture envoyée para
ENEL: 1 926 lires, soit 28 euros aujourd’hui. Une somme ridicule, mais
suffisante pour propulser l’affaire devant le tribunal de Milan. Et déclencher
une tempête.
Car três vite surgit la question qui tue: cette nationalisation respecte-t-elle le traité de Rome et son principe de libre circulation? Rebelote par rapport à Van Gend en Loos: vu que le dossier Touche l’Europe, le juge italien est contraint de saisir ll Cour de Justice de Luxembourg.
Le 15 juillet 1964, ele rend
son veredict. Et y glisse cette tirade à la fois interminable, tortueuse et
capitale: “Cette intégration, au droit de chaque pays membre, de dispositions
que proviennent de sources communautaires et plus généralement les termes et
l’esprit du traité, ont pour corollaire l’impossibilité pour les États de faire
prévaloir, contre un ordre juridique accepté par eux sur une base de
réciprocité, une mesure unilatérale ultérieure que ne saurait ainsi lui être
opposable.”
Et les juges de porsuivre: “Le
droit né du traité ne pourrait donc, en raison de sa nature spécifique
originale, se voir judiciairement opposer un texte interne quel qu’il soit,
sans perdre son caractere communautaire et sans que soit mise en cause la base juridique de la
Communauté ele-même.”
En deux phrases à peine,
l’univers bascule. Notre héritage, bâti sur la puissance des États, la
souverraineté du peuple, l’expression de la volonté générale source de la loi,
est happé par le trou noir des juges.
Car dernière leurs formules
alambiquées, ponctuées de virgules éclatées et d’incises à tiroirs, le message
est limpide. Le droit européen se fond dans le droit interne, c’est-à-dire dans
les règles nationales.
Vous vouliez de l’Europe?
Aberta a temporada de caça ao voto
As campanhas eleitorais, que deveriam propor alternativas e discutir o futuro, acabaram se reduzindo, no Brasil, a um acerto de contas com o passado
Nuno Vasconcellos
Quem se habituou a olhar a política
brasileira como um poço de defeitos terá, a partir de hoje, motivos para se
sentir ainda mais desanimado. Embora as candidaturas já estejam nas ruas desde
o ano passado, foi dada a largada oficial da campanha para as eleições deste
ano. De agora em diante, os candidatos poderão deixar de lado a linguagem
cifrada que utilizaram até aqui e se dirigir sem subterfúgios ao eleitor para
pedir o voto.
Antes de prosseguir, é preciso deixar
claro um aspecto fundamental. A campanha eleitoral é extremamente importante e,
por essa razão, deve ser acompanhada com lupa. Não existe democracia sem
eleição, da mesma forma que não existe eleição sem campanha. Esta é, portanto,
uma hora decisiva, em que os políticos fazem de tudo para conquistar a
confiança e o voto do eleitor. O momento em que precisam deixar claro não
apenas o que têm a oferecer à sociedade, mas, também, aquilo que os diferencia
dos adversários. Até aqui, tudo bem.
A HORA DA “DESCONSTRUÇÃO”
O problema é que, a cada campanha, o
debate no Brasil tem se reduzido a uma troca de acusações permanente — em que
as narrativas se mostram mais importantes do que os fatos. As campanhas no
Brasil têm sido marcadas por situações em que as propostas políticas muitas
vezes são mantidas ocultas atrás das estratégias de marketing. E, muitas vezes,
adotam estratégias que, em vez de ressaltar as propostas do candidato, se
concentram em criar embaraços e a “desconstruir” a imagem do adversário.
“Desconstruir”, no dicionário das campanhas, nada mais é do que jogar no ventilador os defeitos do oponente. Simples assim. Nesse ambiente, o eleitor pode ir se preparando para, nas próximas semanas, presenciar debates acalorados, mas pouco esclarecedores. E, além disso, para testemunhar uma série de tentativas de espalhar todas as cascas de banana possíveis no caminho do adversário. Uma amostra dessa tendência foi dada na quinta-feira passada — quando veio à tona uma fraude que atingiu a campanha do senador Flávio Bolsonaro.
[Antigamente] O Gordo e o Magro
Laurel and Hardy (br: O Gordo e o Magro; pt: Bucha e Estica) foi uma famosa dupla de comediantes e uma das equipes cômicas mais populares do cinema dos Estados Unidos, em atividade desde o cinema mudo até meados da Era de Ouro de Hollywood.
Composta por um magro, o inglês Stan Laurel (1890 – 1965) e um gordo, o americano Oliver Hardy (1892 – 1957), a dupla tornou-se conhecida durante as décadas de 1920 e 1930 pelo seu trabalho em filmes de comédia e apresentações teatrais na América e na Europa. (…) Wikipédia
[As danações de Carina] Quanto tempo falta?
Carina Bratt
Para minha mãe, Marcela Bratt
O RELÓGIO DO TEMPO anda sempre no mesmo passo, mas há dias que ele parece correr, fugir, deixar para trás tudo o que euzinha havia planejado. Havia o domingo, as danças que fazem bem à alma, o caminhar na praia, as pizzas no lugar de sempre, as crônicas das minhas ‘Danações’ que prometia escrever e entregar ao meu amigo Jim. Mas a vida, às vezes, prega peças, nos dá susto, nos aniquila, bate à porta com urgência, e o que era rotina e calma se desfaz num instante. Num único instante. E, do nada, tudo que se fazia felicidade, some, desaparece, vira fumaça.
Minha mãe Marcela, que carrega consigo o
peso do Alzheimer, precisou ser levada às pressas para internação. Corri com
ela e Aparecido. Nessa correria, o mundo, o meu mundo se reduziu ao seu
bem-estar, à sua mão tremida segurando a minha, aos seus olhos que, por vezes,
não reconheciam onde estavam nem por que estavam ali. Essa doença infame e
ingrata é assim: vai apagando devagar as lembranças, os nomes, os caminhos...
Ela não esquece só o que comeu há pouco,
o que bebeu, esquece quem é, onde esteve, o quanto foi amada. E quando outra
doença chega, quando o corpo enfraquece além da mente, tudo se torna duas vezes
mais difícil. Ela não consegue explicar o que sente, não entende os médicos, os
quartos, as agulhas. Só sente medo. Um medo tétrico que se achegou depois que
meu papai Francisco se foi. E eu precisei estar lá, me fazer inteira, afastar
os medos, as angustias, os receios e temores, para segurar esse medo grandioso
e pesado junto com ela.
Naquelas horas de aflição, olhei para o relógio e pensei: Quanto tempo falta? Falta tempo para cuidar dela, cuidar com toda calma que ela merece. Falta tempo para lembrá-la, suavemente, de quem ela é. Falta tempo para as minhas crônicas de todos os domingos, que ficaram esquecidas num canto, assim como o texto que deveria ter escrito e mandado com antecedência.
sábado, 15 de agosto de 2026
Eles chegaram às 7h30 e a loja estava fechada
Em 48 horas, a Casas Bahia apagou 298 endereços do mapa e mandou 1,9 mil pessoas para casa. O que veio depois é pior
Rogerio Pires
Em Ponta Grossa, no Paraná, os
31 funcionários de uma loja da Casas Bahia na Avenida Doutor Vicente Machado
foram orientados a comparecer às 7h30 desta sexta-feira. Chegaram no horário.
Uniforme, crachá, café tomado em casa, a rotina de sempre. A loja não abriu
mais.
A mesma cena se repetiu em
cidades do Paraná, da Bahia, de Pernambuco, do Mato Grosso do Sul. Em alguns
pontos, um cartaz colado na porta avisava apenas que não haveria expediente.
Imagine perder o emprego
dentro de uma casa que já está endividada. Agora pare de imaginar. É o que
aconteceu com milhares de brasileiros nas últimas 48 horas.
O número que a empresa não
quis comentar
A Casas Bahia fechou 298 lojas
entre quinta e sexta-feira, segundo apuração do Valor Econômico. São 28,7% de
toda a rede física da companhia no país, que tinha pouco mais de mil unidades.
Cerca de 1,9 mil pessoas foram demitidas: 600 na quinta, entre 1,3 mil e 1,4
mil na sexta. Pelo relato do jornal, o total pode chegar a 3 mil.
Para dar dimensão do choque:
nas gestões anteriores, a empresa fechava de 20 a 30 lojas por ano. Nos doze
meses até março, o grupo tinha encolhido em 26 unidades no saldo entre
aberturas e fechamentos. Agora foram 298 em dois dias.
A companhia vem de prejuízo de
quase R$ 1,1 bilhão só no primeiro trimestre de 2026, mais que o dobro da perda
do mesmo período do ano anterior, depois de fechar 2025 com cerca de R$ 3
bilhões no vermelho. Passou por recuperação extrajudicial em 2024 para
renegociar cerca de R$ 4 bilhões em obrigações. Procurada pela imprensa, não se
manifestou até a publicação das reportagens.
E não é um caso isolado.
Carta aberta aos jornalistas
Claudio Dantas
O Brasil é governado por uma Junta Cívico-Jurídica que tem como expoentes Lula, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Um consórcio autoritário que submete a todos, inclusive a imprensa que o apoia deliberadamente e por interesses mesquinhos.
Essa Junta destruiu a Lava Jato e
sufocou um movimento político de massa de origem popular, legítimo e
democrático. Acusado de radicalismo, por mera questão de forma e não de
conteúdo, esse movimento amadureceu e agora entrega um candidato adaptado à forma.
Mesmo apanhando todo dia dessa mesma
imprensa, Flávio e seus aliados absorvem acusações falsas e críticas
desonestas; e ainda mantêm o diálogo com todos. Da última vez que esteve no meu
programa, há mais de um ano, declarou ao vivo seu respeito ao meu trabalho,
citando minhas críticas duras, mas honestas. Teve a coragem de ser entrevistado
pelo jornalista que publicou a história da compra de sua casa em Brasília. Não
foi à Justiça tentar derrubar a matéria, não fez ameaças, não pediu para a PF
quebrar meu sigilo para descobrir a fonte da reportagem. Seu pai (Jair) também
me recebeu no Planalto, mesmo quando criticado por mim por suas escolhas para a
PGR e para o STF.
Já fui censurado pela Junta, nunca por qualquer bolsonarista.
Despertei para isso há alguns anos e estimo que o mesmo aconteça com outros
jornalistas, acadêmicos, financistas etc.
Me lembro que, em 9 de janeiro de 2023, ao questionar um advogado do PT — bastante conhecido e educado — sobre os abusos de direitos humanos contra cidadãos comuns indignados com a eleição de Lula, ouvi a frase "que Moraes tranque todos eles e jogue a chave fora". Essa frase funcionou na minha cabeça como um gatilho, foi literalmente uma "virada de chave". Percebi ali que a "forma" é irrelevante diante do conteúdo e, muitas vezes, tem até sentido tático.
Torcida do Vasco faz apelo por jogo de despedida para Nenê
Nenê fala sobre jogo de despedida pelo Vasco da Gama e torcida faz pedido a Pedrinho; veja comentários das redes sociais
Aniele Lacerda
A torcida do Vasco fez um pedido especial ao presidente Pedrinho: um jogo de despedida para Nenê, ídolo do Clube. Recentemente, o meia concedeu entrevista e falou que aguarda apenas o convite do mandatário.
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| Foto: Daniel Ramalho/Vasco da Gama |
– Com certeza é uma coisa que
já tinha né? (fazer o jogo comemorativo) desde quando a gente saiu, e com
certeza continua um desejo. Acho que não só meu, mas também do torcedor do
Vasco. Então vai dá… Ô Pedrinho! (…) Vamos juntar as duas coisas e fazer uma
festa bacana! – disse Nenê.
Assim, após a declaração do
ex-Gigante da Colina, os vascaínos fizeram apelo pelo jogo de despedida do
craque. A seguir, veja os comentários.
Veja comentários
14-8-2026: Oeste sem filtro – Ativismo do STF em alta: Gilmar defende interferência no Legislativo
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Como se aprisiona um homem sem erguer uma única parede
Por que tanto espanto?!
[Pernoitar, comer e beber fora] Taberna Londrina + Manteigaria Portuguesa
Fomos, o casal CF/LT, à Taberna Londrina.
Não, não fomos para encher a cara de Gin ou de Licor Beirão…
Fomos para comermos “Francesinha à moda do Porto”:
Antes dela: Cachorrinhos e Folhados de Alheira.
Estava tudo bom, mas nada de
espetacular. A francesinha não me encantou…
Espetacular foi o atendimento da atendente Rita e do seu colega.
🥘 🥘 🥘
Mas, por que o nome “Taberna Londrina”?
[Versos de través] Metáforas
Manuel Cândido Pimentel
Que me dizem as metáforas? Quando existiaselas falavam-me do ser, e eu alinhava-as no papel para o teu retrato.
Que me dizem as metáforas? Falam-me do nada, e eu alinho-as no papel…
alinho-as simplesmente… e têm um sabor ou são borboletas
sem primavera ou flores sem fruto perdidas da raiz.
As metáforas são como lágrimas rolando sobre o vazio de não ter,
como estrelas perdidas caindo dos céus, como cílios a que um deus qualquer
roubou os olhos. Escuta, minha memória, quantas metafísicas,
quantos tratados, quantos livros li, quanto os pesei…
quanto falei da vida, quanto meditei da morte?
Nunca ontem e nunca como hoje penetrei os segredos,
que do lado de cá da vida as metáforas são apenas metáforas,
vozes débeis de nenhures. Ah minha canção de ti, apenas oro…
esquecido de metafísicas.
Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 31-1-2024
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Minha confissão leal
Rei Cortiço
Eurídice
Vogais
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
MBL (Moleques Brasileiros Levianos)
Ricardo Érik dos Santos
Alguns familiares e amigos me
perguntaram o porquê de eu ter bloqueado um parente meu em específico,
"doente" pelo MBL e eleitor de Renan Santos. Hoje ele não fala mais
comigo e eu não me importo. Já digo logo: "Você quer saber a VERDADE ou
está perguntando já com sua opinião formada?". Pois são pessoas que me
chamaram de maluco, quando eu alertei sobre a fraudemia e também sobre o
experimento genocida, que eles correram para espetar várias doses em seu corpo.
"Deixar de falar com pessoas por
causa de política é o fim da picada". Eis a frase- padrão. Aí eu me lembro
da frase de Getúlio Côrtes, em sua músicaça "Atitudes", cantada de
maneira maravilhosa por Roberto Carlos: "calado eu saio do meu canto, pra
não ver a hora; de recordar segredos e atitudes de nós dois". Não é sobre
política. Ela é apenas o agente de exposição: é sobre CARÁTER. Não está escrito
em nenhum lugar que eu tenho que manter laços de amizades FALSOS, com gente
mau-caráter.
Meu filho mais velho acreditava no
MBL. E eu já sabia quem era e pra quê era esse movimento. E nem precisei
"doutriná-lo" para mostrar a verdade: ele mesmo estudou, descobriu e
pulou fora, antes de inaugurar seu título de eleitor, votando em hipócritas
contumazes. O outro parente bloqueado não: está na arrogância até hoje. E eu
não faço questão nenhuma de manter laços desse tipo. Uma decisão não agradável,
mas necessária inclusive, por questões de saúde. Desopila o fígado,
primeiramente.
Pois o assunto "política"
despertou os jovens faz pouco tempo. Pelos absurdos. Por chegar financeiramente
em suas vidas. Quando um "game" ou uma peça de computador ficam
inviáveis de serem adquiridos por causa de decisões econômicas de um governo
que sequer fabricam esses itens, a sensação de estar sendo roubado é constante.
A incompetência de gestão fura a densa bolha jovem.
Um dos ÚNICOS motivos que o parente bloqueado apresentou para odiar Jair Bolsonaro, foi a narrativa nos nazistas do MBL: "ele deu um abraço em Dias Toffoli". "Você odeia o cara, porque ele deu um abraço PROTOCOLAR num ministro, enquanto presidente, numa cerimônia no STF? É isso mesmo?. E vem com aquela conversa fraca e exaustivamente desmentida, de que Bolsonaro "interferiu na PF para salvar seus filhos". Eu disse: "cara, o Bolsonaro pode ter mil defeitos, mas corrupto ele não é. Todo o sistema fica louco pra pegar uma só coisa dele e sua família. Não conseguiram NADA até hoje. E seus filhos seguem o mesmo padrão".
Encantadora França: Adolescente imigrante detido após roubo e violação de idosa de 80 anos
Paulo Hasse Paixão
O chocante ataque a uma idosa em Rennes, França,
reacendeu as preocupações com a criminalidade entre os imigrantes no país e
crescente indignação pública face à inacção das autoridades francesas no
combate à onda de crimes que assola o país
A polícia deteve o adolescente
após uma rápida investigação que envolveu imagens de câmeras de segurança e
provas de ADN. O tarado foi encontrado na posse de cocaína e é descrito como um
menor sem-abrigo, residente legal, mas desacompanhado, nascido em Marrocos em junho
de 2010.
French police have arrested a 16-year-old Moroccan unaccompanied minor suspected of raping an 80-year-old woman in the entrance hall of her apartment building in Rennes.
— Visegrád 24 (@visegrad24) July 25, 2026
According to investigators, the attack took place at around 2 AM on July 4 as the victim was returning home… pic.twitter.com/odrOkBSNYd
[Aparecido rasga o verbo] Fogo morto
Aparecido Raimundo de Souza
Falo
daquele fogo, que se constituía em minha alegria, no meu motivo, ou mais claro ainda,
na certeza de que o bem imarcescível existia e não só existia, permanecia.
A chama se
moldava plena. Brilhava nos dias comuns e nos dias de festa. Se fazia presente
em cada risada, em cada abraço, em cada palavra dita com carinho e respingos de
afeto. Parecia que nunca se apagaria, que a lenha nunca faltaria, que o vento
sempre seria brando e que aquele brilho se constituiria na luz eterna dos meus
dias num para sempre infindável. Eu vivia também naquela chama uma recepção sem
medo, sem desconfiança, sem ao menos imaginar que o fogo, um dia, poderia
findar.
De fato. O
tempo passou e as coisas foram para o beleléu. Se repaginaram da água para o
vinho. A lenha posta à queima, acabou aos poucos, sem que eu percebesse. A
brasa impetuosa, que antes se mostrava alta e forte, se quedou minguada, foi
decaindo, afundando, estuporando, perdendo o brilho, perdendo a grandiosidade
do calor.
Até que,
sem alarde, sem grande estrondo, se apagou. Deixou de ser fogo e se tornou apenas
num punhado de cinzas.
Cinzas
frias, leves, sem calor, sem brilho, sem vida. Por conta disso, do nada,
inesperadamente, o vento veio não sei bem de onde, mas veio. Chegou de
mansinho, se abancou sem pressa, sem dizer “oi” sem pedir licença, sem sequer
rugir.
E, soprando devagar, levou aquelas cinzas para longe. Carregou tudo o que restou da frágua ensandecida e da intrepidez incandescente. Levou para além dos meus olhos, que hoje já não brilham como antes, e apenas enxergam o mundo esmaecido, sem cor, sem calor, sem as cores espalhafatosas da vida que outrora se fazia imensurável.
Governo autoriza hotel de 11,8 mil metros quadrados no Aeroporto Santos Dumont
Ministério de Portos e Aeroportos autorizou a Infraero a conceder uma área de 11,8 mil metros quadrados no Santos Dumont para a implantação de um hotel
Quintino Gomes Freire
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) autorizou a Infraero a conceder o uso de uma área do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, para a implantação de um hotel. O espaço destinado ao empreendimento tem cerca de 11,8 mil metros quadrados.
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| Foto: Marcio Curvello/Diário do Rio |
A autorização permite que a
estatal celebre um contrato com duração de 20 anos. O prazo supera o limite
adotado normalmente nos contratos comerciais dos aeroportos administrados
pela Infraero.
Segundo o Ministério, o
período maior busca dar condições para a realização dos investimentos
necessários à construção e à operação do hotel. A implantação do empreendimento
dependerá agora do processo conduzido pela estatal para escolher a empresa
responsável.
Qualquer alteração futura no
contrato precisará de autorização prévia da Secretaria Nacional de
Aviação Civil (SAC).
Hotel
deverá ser mantido em eventual concessão do aeroporto
Pedro Emanuel analisa empate e vê Vasco preparado para jogar em Assunção
Treinador lamentou falta de eficiência do Vasco da Gama no 0 a 0 com o Olimpia, mas destacou atuação da equipe e vê confronto aberto
Anderson Montalvão
O Vasco empatou em 0 a 0 com o
Olimpia nesta quinta-feira (13), em São Januário, pelo jogo de ida das oitavas
de final da Copa Sul-Americana. Apesar do resultado, o técnico Pedro Emanuel
avaliou positivamente a atuação da equipe, destacou a postura defensiva do
adversário e afirmou que o Cruzmaltino tem condições de fazer um bom jogo em
Assunção.
Para o treinador, o Olimpia adotou uma postura mais defensiva do que o habitual e dificultou a transformação do domínio vascaíno em gols. Pedro Emanuel destacou o volume ofensivo apresentado pelo Cruzmaltino durante a partida.
– O Olimpia não vai fazer um
jogo em casa como fez hoje. Foram extremamente defensivos, os números são
evidentes. Isso nos levou a um tipo de jogo que não é comum no nosso
campeonato, com 20 chutes, vários escanteios… Baita atitude da equipe.
O treinador também lamentou as
oportunidades desperdiçadas, mas elogiou o comprometimento dos jogadores,
inclusive daqueles que tiveram menos minutos recentemente.
– Criamos duas ou três boas
oportunidades para pelo menos sair com um gol. Ficamos desiludidos porque
queria essa vitória para a torcida. Fica o orgulho pelos jogadores que deram
tudo de si, alguns não vêm sendo muito utilizados, mas mesmo assim deram tudo.
Técnico vê confronto aberto
para o jogo de volta
Pedro Emanuel não considerou o empate um resultado definitivo e acredita que o comportamento do Olimpia será diferente atuando diante de sua torcida. Para ele, o fato de os paraguaios precisarem atacar pode abrir espaços para o Vasco.
“Representar um clube desta dimensão é um privilégio e uma responsabilidade”
Em entrevista à Sky Sports, Francesco Farioli afirma que “o FC Porto é um clube enorme” e “uma grande instituição com imensa história”
“A minha responsabilidade enquanto treinador do FC Porto é diferente, crio uma ligação aos adeptos, com o clube e com as pessoas que o dirigem. Neste contexto não basta dar bons treinos no relvado, isso é só uma parte do trabalho”, afirma o técnico Campeão Nacional em declarações à principal emissora desportiva britânica.
Um gigante mundial
“Conquistar 88 títulos é um feito incrível que faz do FC Porto o clube português com mais troféus. O FC Porto é um clube enorme, uma grande instituição com imensa história. Quando entramos no Museu vemos os troféus todos, os nacionais e os internacionais… ter oportunidade de representar um clube desta dimensão é um privilégio diário e uma responsabilidade grande, por causa da história do FC Porto e do que o clube significa para os seus adeptos.”
13-8-2026: Oeste sem filtro – Flávio Bolsonaro divulga plano de governo + Sonia Guajajara (Psol) associa terremotos a governos de extrema-direita
Não existe Polícia Federal; existe Andrei Rodrigues
A imprensa ignora Fauci porque teria que admitir o próprio papel na pandemia
12-8-2026: Oeste sem filtro – Entidades denunciam o risco à liberdade de imprensa + A segunda reunião entre Lula e Alcolumbre + Lulinha muda de endereço comercial
Como se aprisiona um homem sem erguer uma única parede
Por que tanto espanto?!
Flávio Bolsonaro estreia campanha presidencial com ato na Praia de Copacabana
11-8-2026: Oeste sem filtro – m. persegue fonte de jornalista e sufoca liberdade de imprensa + Reencontro de Michelle e Flávio Bolsonaro
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
[Daqui e Dali] Como os homens fazem suas medidas
Humberto Pinho da Silva
Lembra-nos os
"Apólogos Dialogais", de D. Francisco Manuel de Melo, uma grande
verdade, mas poucas vezes dita:
Andava em alvoroço e
sobressaltada, a gente alojada nas costas do Reino - porque havia mísero pirata
que infestava a costa macedónica, com duas pequenas barcas movidas a remos. Até
que janízaros o arrastaram à presença do Grande Alexandre.
Na presença de Sua
Majestade, o pobre corsário tremia e temia receando severo castigo. Porém,
movido de coragem, empertigou-se e de voz macia e segura, respondeu às ásperas
injúrias de Sua Majestade. Transcrevo as próprias palavras do nosso insigne
clássico, conservando o sabor e a elegância da sua sublime prosa:
“Tá, tá, senhor Alexandre!
Não me trates, que tu e eu, ambos temos um próprio ofício, mas com tal
diferença: que a ti, porque roubas o mundo cercado de exércitos, te saúdam as
gentes por monarca, e a mim, que com poucos companheiros faço pequenos danos,
me infamam de corsário."
E Manuel de Melo, remata:
" Eis aqui como os homens fazem suas medidas! "
Este texto merece reflexão
ponderada:
Se cai nas teias da justiça grande senhor, este apresenta-se aos magistrados acobertado de juristas experientes que, com presteza, conseguem que saia ileso ou pena reduzida.
Não existe Polícia Federal; existe Andrei Rodrigues
Não existe PGR; existe Paulo Gonet.
Não existe STF; existe Alexandre de Moraes.
Parem de usar o nome das instituições para se
referir a atos e condutas cometidos por aqueles que se escondem atrás delas
para violar o direito. Afinal, é justamente o eventual prestígio nominal das
instituições que lhes serve de fachada e acobertamento.
Mas instituições não tomam uísque com Vorcaro em
Londres. Pessoas o fazem.
Não foi a PGR que autorizou um ministro do STF a
violar sigilo de fonte. Foi o camarada Gonet, que o fez em favor dos camaradas
Alexandre e Dino, que desejam perseguir críticos e desafetos políticos.
Falem as coisas de maneira clara, pois um problema
que não é dito claramente jamais será resolvido.
Título e Texto: Flávio
Gordon, X,
12-8-2026, 10h45
O ministério da saúde adverte: em caso de perturbação da saúde mental, procure um terapeuta, não a Justiça!
— Jeffrey Chiquini (@JeffreyChiquini) August 12, 2026
Direito Penal agora passou a substituir psiquiatra?
O STF simplesmente destruiu o Direito brasileiro! pic.twitter.com/quc7tEiq1i






















