domingo, 1 de março de 2026
Metamorfoses ambulantes
Para não perder eleitores, políticos brasileiros não se acanham em dizer agora o oposto do que diziam antes. E apostam no curto prazo ao invés de olhar para o futuro
Nuno Vasconcellos
Quem acompanhou, na semana
passada, o último capítulo da novela que terminou com a aprovação pela Câmara
dos Deputados da lei que endurece o tratamento às facções do crime organizado,
reparou um detalhe, no mínimo, intrigante. Parlamentares da situação, que
normalmente rejeitam toda e qualquer medida minimamente rigorosa de combate à
bandidagem, acabaram dizendo sim ao mesmo texto que cobriam de críticas em
novembro do ano passado — quando o relatório apresentado pelo deputado
Guilherme Derrite (PP/SP) foi aprovado por 370 votos a 110. No final das
contas, o projeto foi aprovado por votação simbólica e seguiu para sanção do
presidente da República.
Merece atenção, especialmente, essa mudança de posição dos deputados da esquerda a respeito de uma posição que parecia um dogma sagrado em sua cartilha de princípios — o de que bandido bom é bandido solto e sem a obrigação de prestar contas à Justiça. O que terá acontecido nos últimos meses para justificar uma mudança de posição tão radical a respeito de um assunto tão sensível, como é o combate à criminalidade?
Vamos aos fatos. Derrite ocupava a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e se licenciou do cargo para relatar um projeto de lei destinado a punir as facções criminosas que espalham terror pelo país. O momento não poderia ser mais propício. No dia 28 de outubro, uma operação vigorosa conduzida pelas polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro nas comunidades da Penha e do Alemão terminou com 122 mortes. Cinco das vítimas fatais eram policiais. Entre as outras 117, a grande maioria era de narcotraficantes ligados à facção Comando Vermelho.
Three Scenarios For How The Iran War Might End
Andrew Korybko
The Islamic Republic either survves the latest
onslaught, Iran goes the Venezuelan route, or “Balkanization” begins
The joint US-Israeli campaign
against Iran officially aims to demilitarize the country and overthrow its
government. The conflict has only just begun, but Ayatollah Ali Khamenei has
already been killed along with several
high-ranking military officials. These might be symbolic victories more
than substantive ones, however, since succession plans were already made. In
any case, there are three scenarios for how the war might end, none of which
involve Iran indisputably defeating the US and Israel.
That’s because Israel and the
US could destroy Iran if they truly want to, including with nukes, though
they’re holding back for now with the expectation that a friendly government
will replace the unfriendly one and restore Iran’s role as one of their top
regional allies. The most that Iran is therefore expected to do is inflict
major damage on Israel and maybe the Gulf Kingdoms and/or regional US forces
before then being destroyed by Israel and/or the US. This assessment frames the
following three scenarios:
----------
1. The Islamic Republic
Survives The Latest Onslaught
In this scenario, Iran bruises
Israel and maybe the Gulf Kingdoms and/or regional US forces without inflicting
unacceptable damage to them that provokes Israel and/or the US into destroying
it, thus enabling both sides to semi-credibly claim victory over their
foes like
they did last summer. A much more weakened Iran might then either
subordinate itself to the US by cutting deals over its military, nuclear
program, energy
industry, and/or minerals, or be isolated from the region and contained
within it.
2. Iran Goes The Venezuelan
Route
It was assessed in mid-January that “The US Wants To Replicate The Venezuelan Model In Iran” through a “regime tweaking” that places US-friendly members of the incumbent government in power for ruling the country and its resource industries by proxy (thereby denying the latter to China). A coup by unideological IRGC members is the most realistic means to this end. If Iran once again becomes a top US ally, however, then it might join Turkiye in challenging Russia in the South Caucasus and Central Asia.
The US Military Campaign Against Iran Is Part Of Trump’s Grand Strategy Against China
Andrew Korybko
The goal is to obtain proxy control over Iran’s
enormous oil and gas reserves so that they can be weaponized as leverage
against China for coercing it into a lopsided trade deal that would derail its
superpower rise and therefore restore US-led unipolarity.
Trump claimed that
the US’ military
campaign against Iran is to “defend the American people”, while many
critics have alleged (whether in jest or not) that it’s to distract from the
Epstein Files, but few observers realize that it’s actually all about China. It
was explained here that
Trump 2.0 “decided to gradually deprive China of access to markets and
resources, ideally through a series of trade deals, in order to imbue the US
with the indirect leverage required to peacefully derail China’s superpower
rise.”
To elaborate, “The US’ trade
deals with the EU and India could ultimately result in them curtailing China’s
access to their markets under pain of punitive tariffs if they refuse. In
parallel, the US’ special operation in Venezuela, pressure on Iran, and simultaneous
attempts to subordinate Nigeria and other leading energy producers could
curtail China’s access to the resources required for fueling its superpower
rise.” The resource dimension that’s relevant to Iran is a major part of the
US’ “Strategy of Denial”.
That’s the brainchild of Under
Secretary of War for Policy Elbridge Colby, and it was expanded on in this
analysis here from
early January. As was written, “US influence over Venezuela’s and possibly soon
Iran’s and Nigeria’s energy exports and trade ties with China could be
weaponized via threats of curtailment or cut-offs in parallel with pressure
upon its Gulf allies to do the same in pursuit of this goal”, which is to
coerce China into indefinite junior partnership status vis-à-vis the US through
a lopsided trade deal.
Most observers missed it, but the new National Security Strategy calls for ultimately “rebalance[ing] China’s economy toward household consumption”. This is a euphemism for radically re-engineering the global economy through the previously described means, namely curtailing China’s access to the markets and resources responsible for its superpower rise, so that it no longer remains “the world’s factory” and thus ends its era of being the US’ only systemic rival. US-led unipolarity would then be restored.
[As danações de Carina] Monogamia*
Carina Bratt
NA PEQUENA e pacata cidade de Santo Eduardo do Amor Ciumento, onde todos se conheciam pelo primeiro nome, havia uma praça em frente ao único mercado com bancos de madeira que guardavam segredos de gerações.
Não outra, senão a bucólica praça da Solidão.
Ali, entre conversas ao entardecer, surgia sempre o tema da monogamia, como se
fosse um velho relógio enferrujado que marcava o ritmo da vida, mesmo quando
alguns já não acreditavam no seu tic-tac.
Dona Dipirona Monoidratada da Costa, uma
simpática viúva há exatos noventa anos
bem vividos, apregoava que a monogamia se parecia a como plantar uma
árvore: essa simples ação exige paciência, cuidado e a certeza de que as suas
raízes não se dividirão.
Já o jovem Mateus Cefalexina com seus trinta
anos e olhos curiosos, retrucava que o mundo moderno não cabia em molduras tão
estreitas, que o amor verdadeiro podia ser múltiplo de três sem perder a
intensidade.
O curioso nessa história meio às avessas, é
que, apesar das opiniões divergentes, todos voltavam para suas casas com a
mesma sensação: a monogamia não se firmava só no patamar de uma escolha íntima,
mas também, e sobretudo, num espelho cristalino e sem manchas ou arranhões
daquilo que cada um buscava segurança, liberdade, ou talvez apenas uma simples
companhia para não se sentir só e abandonado.
No fundo, a única praça da bucólica Santo
Eduardo do Amor Ciumento parecia rir da discussão. Afinal, os bancos de madeira
já haviam testemunhado promessas eternas e também despedidas rápidas e
rasteiras. Outras tantas violentas e até quase às raias da loucura. E talvez
fosse esse o segredo: a monogamia não é uma regra soberana, tampouco universal,
mas uma narrativa meio destrambelhada ao acaso que cada coração escreve à sua
maneira.
Na cidade de Santo Eduardo do Amor Ciumento, a monogamia se fartava ou se apresentava e por conta disso se via tratada como um contrato social tão sério quanto o de abrir uma conta corrente num banco: cheio de cláusulas invisíveis e taxas emocionais para lá de abusivas.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Pronunciamento de Trump sobre o Irã: “Rendam-se”
Ofensiva coordenada com Israel marca nova escalada no Oriente Médio e reacende debate sobre intervenção militar e mudança de regime
Allan dos Santos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada deste sábado (28), por meio de um vídeo publicado em sua conta oficial no X (antigo Twitter), o início de “operações de combate principais” contra o Irã, em coordenação com Israel. O pronunciamento, com cerca de oito minutos de duração, foi divulgado às 7h44 GMT (2h44 EST), no mesmo momento em que relatos de explosões começavam a circular a partir de Teerã, indicando que a ação militar já estava em andamento.
Falando a partir de um púlpito
presidencial, com o selo oficial dos Estados Unidos e bandeiras americanas ao
fundo, Trump afirmou que as forças americanas estavam conduzindo ataques contra
instalações nucleares, bases de mísseis e ativos navais iranianos. Segundo o
presidente, o objetivo é neutralizar ameaças estratégicas e impedir que o Irã
desenvolva capacidade nuclear militar. Ele descreveu o regime iraniano como o
“maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo” e enquadrou a ofensiva como
parte de uma política histórica dos Estados Unidos voltada à contenção da
proliferação nuclear e à proteção da segurança global.
Durante o discurso, Trump
mencionou episódios históricos para justificar a decisão, incluindo o atentado
de Beirute em 1983, que matou 241 militares americanos, e o ataque do Hamas em
7 de outubro de 2023, atribuindo ao Irã apoio indireto a grupos responsáveis
por ações contra aliados dos Estados Unidos. Ele afirmou que a operação atual
seria uma resposta necessária a décadas de ameaça e instabilidade regional.
O presidente também enviou mensagens diretas às forças iranianas e à população civil. Aos militares do Irã, ofereceu “imunidade” caso se rendam, prometendo tratamento justo, mas advertiu que qualquer resistência armada enfrentaria “consequências letais”. Aos civis, orientou que busquem abrigo durante os ataques e, posteriormente, incentivou a população a “retomar o controle do país”, sugerindo que a ofensiva pode abrir caminho para mudanças internas no regime.
Trump coloca o Brasil sob lupa
Trump nomeia Darren Beattie como conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil
Allan dos Santos
A relação entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva ganha um novo capítulo — e não é protocolar. Segundo a agência de notícias Reuters, o presidente americano nomeou Darren Beattie [foto] como conselheiro sênior responsável por supervisionar as políticas dos Estados Unidos em relação ao Brasil.
A informação, confirmada por
fontes ouvidas pela agência e por um alto funcionário do Departamento de
Estado, indica que Beattie “atualmente atua como conselheiro sênior para
políticas sobre o Brasil”. A designação, embora técnica no papel, é
politicamente explosiva no contexto atual.
Beattie não é um diplomata
discreto de carreira. É um crítico declarado do atual governo brasileiro e tem
histórico de posicionamentos firmes em defesa da liberdade de expressão e
contra políticas autoritárias na América Latina. Sua ascensão dentro do aparato
diplomático americano, com foco específico no Brasil, sinaliza que Washington
não pretende tratar Brasília como mero parceiro protocolar.
Relações delicadas entre as
maiores democracias do Hemisfério
A própria Reuters avalia que a
nomeação sugere que as relações entre as duas maiores democracias do Hemisfério
Ocidental permanecem sensíveis, apesar de gestos recentes de reaproximação.
Em termos diplomáticos, isso
significa que o governo Trump não abandonou suas preocupações com temas como
liberdade de expressão, decisões judiciais autoritárias e ambiente de censura
no Brasil. Tampouco fez as “pazes” com o governo de esquerda chefiado por Lula.
A criação — ou o reforço — de
uma supervisão específica sobre o Brasil indica prioridade estratégica. Não é
um gesto neutro. É um recado institucional.
O contexto político: Lula
em viagem aos EUA
O timing é decisivo. Lula pretende viajar aos Estados Unidos em março para se encontrar com Trump. A revelação da nomeação ocorre antes da visita e adiciona um elemento de tensão ao encontro.
Noite de extremos no Dragão
Oskar Pietuszewski marcou no primeiro minuto, William Gomes e Terem Moffi fecharam a contagem nos descontos (3-1)
Francesco Farioli lançou de início Jakub Kiwior, recuperado de lesão, e subiu Pablo Rosario para o lugar ocupado pelo castigado Alan Varela, mas foi o repetente Oskar Pietuszewski a começar a escrever a história do jogo. Logo aos 13 segundos, após bola longa de Diogo Costa, Victor Froholdt cruzou ao segundo poste e o extremo polaco só teve de encostar para se estrear a marcar de azul e branco, bater o recorde de Gabri Veiga contra o OGC Nice (18 segundos) e passar a ser o autor do golo mais rápido de sempre no Dragão – bem como o estrangeiro mais jovem a faturar pelo FC Porto.
Ao minuto 17, enquanto as bancadas transmitiam uma mensagem de força a Borja Sainz, Alberto Costa descobriu Froholdt dentro da área, mas o remate do médio dinamarquês esbarrou no poste. Logo a seguir, Pietuszewski voltou a testar os reflexos de Arruabarrena, só que Deniz Gül falhou a recarga. A toada manteve-se até à ida para as cabines e, apesar das inúmeras tentativas portistas, o marcador não voltou a mexer (1-0).
27-2-2026: Oeste sem filtro – Gilmar socorre Toffoli + Flávio na frente de Lula + M desmentido
26-2-2026: Oeste sem filtro – CPMI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de Lulinha e petistas partem para agressão (!) + Motta acha que Toffoli conduziu o Caso Master com equilíbrio 😃
25-2-2026: Oeste sem filtro – Candidatura de Flávio Bolsonaro se consolida + CPI do “Crime Organizado” aprova quebra de sigilo bancário de empresa do filho de Toffoli + Filho de Lula é citado em delação sobre esquema de fraude no INSS + Projeto de lei antifacção é aprovado na Câmara
'PL Antifacção' é aprovado na Câmara e segue para sanção
[Língua Portuguesa] Militantes DAS ou NAS redações?
Um olhar filial a Portugal
O STF não pode ser cúmplice de um ministro intimidador
Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026: 48.978 acessos!
1º de março de 2026: 'Fora Lula, Moraes e Toffoli!'
[Versos de través] Aquela
Hilda Hilst
Aflição de ser eu e não ser outra.Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.
Hilda Hilst
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Êxtase
Dez chamamentos ao amigo
Tenta-me de novo
Amavisse
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Pesquisa revela que 68% dos cariocas deixariam o Rio de Janeiro se pudessem
Levantamento do Instituto Cidades Sustentáveis com a Ipsos-Ipec mostra que maioria dos moradores pensa em sair da capital; violência lidera preocupações com 75%
Gabriella Lourenço
Uma nova pesquisa sobre
qualidade de vida acende um alerta na capital fluminense: 68% dos
cariocas afirmam que deixariam o Rio de Janeiro se pudessem morar em outra
cidade, enquanto 32% dizem que não sairiam. O dado faz parte do
estudo “Viver no Rio de Janeiro: Qualidade de Vida”, realizado
pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com a Ipsos-Ipec. 
Foto: Alexandre Macieira/Riotur
O levantamento, que ouviu 400
moradores com 16 anos ou mais em dezembro de 2025, revela um cenário de
contrastes: apesar do alto índice de intenção de saída, 40% dos entrevistados
avaliam que a qualidade de vida melhorou “muito” ou “um pouco” na cidade; já
36% consideram que permaneceu estável e 24% afirmam que piorou.
Segurança domina lista de
problemas no Rio
Quando o assunto é o principal
problema da cidade, a resposta é quase unânime: 75% apontam a segurança
pública como a maior preocupação no Rio de Janeiro.
Bem atrás aparecem saúde (6%)
e geração de emprego e renda (6%). Educação e transporte coletivo foram citados
por 3% dos entrevistados cada.
O dado reforça que a violência
segue impactando diretamente a percepção de qualidade de vida na capital
fluminense e ajuda a explicar por que tantos moradores consideram deixar a
cidade.
Avaliação da prefeitura e
da Câmara Municipal
A pesquisa também mediu a
avaliação da administração municipal. Segundo o levantamento, 27% consideram a
gestão ótima ou boa, 41% classificam como regular e 28% avaliam como ruim ou
péssima.
Já a Câmara Municipal apresenta índices mais negativos: apenas 7% dos entrevistados a consideram ótima ou boa, 33% avaliam como regular e 53% classificam como ruim ou péssima, indicando maior insatisfação com o Legislativo local.
Rio registra fevereiro mais chuvoso em quase 30 anos e bate recorde histórico
Com 352 mm acumulados até a manhã desta sexta, mês já supera marca de 2020; previsão indica mais temporais ao longo do dia
Victor Serra
O município do Rio já vive o fevereiro mais chuvoso em quase três décadas. De acordo com o Sistema Alerta Rio, que mantém medições regulares desde 1997, o acumulado do mês chegou a 352 milímetros até as 8h desta sexta-feira (27/2).
O volume já supera o antigo recorde da série histórica, registrado em fevereiro de 2020, quando a cidade somou 321,6 mm ao longo de todo o mês. E o número ainda deve aumentar, já que a previsão indica manutenção da chuva ao longo do dia, com possibilidade de temporais em diferentes pontos da capital.
Se agora o mês entra para o
topo da série como o mais chuvoso desde o início do monitoramento, fevereiro de
2025 havia registrado o cenário oposto, com apenas 0,6 milímetro acumulado,
tornando-se o mais seco da mesma base de dados.
Chuva intensa desde
quinta-feira
Nas últimas 24 horas, entre 4h da manhã de quinta-feira (26/2) e 4h desta sexta, os acumulados foram particularmente elevados na Zona Oeste e em parte da Zona Sul. Campo Grande registrou 104,2 mm no período, seguido por Santa Cruz, com 94,6 mm, Marambaia, com 92,8 mm, Guaratiba, com 90,4 mm, e Jardim Botânico, com 89,2 mm.
Vasco mostra problemas antigos e perde pontos preciosos para o Santos
Vasco da Gama voltou a apresentar deficiências defensivas e caiu para a lanterna após mais uma derrota no Brasileiro
Altair Alves
Enquanto busca um técnico, o Vasco vê sua situação neste início de Campeonato Brasileiro se complicar. Ontem, o cruz-maltino conheceu sua terceira derrota na competição: Neymar marcou duas vezes no 2 a 1 para o Santos, na Vila Belmiro, que afundou os cariocas na lanterna, com apenas um ponto.
Os primeiros lances já
mostraram o que seria a tônica da partida: duas equipes com fragilidades
defensivas que explicam suas posições neste início de Campeonato Brasileiro (o
Peixe iniciou o jogo no Z4), mas dispostas a atuar de peito aberto em busca da primeira
vitória. O Santos tentava encontrar espaços pelo meio, enquanto o Vasco
explorava a transição pelos corredores.
Técnico interino, Bruno
Lazaroni manteve a escalação-base de Fernando Diniz, com a volta de Lucas Piton
à lateral esquerda (e de Pumita Rodríguez, ao banco). O cruz-maltino seguiu com
os mesmos problemas do trabalho anterior. Até conseguia circular bem a bola e
fazê-la chegar ao terço final, mas errava muito no último passe.
Na primeira grande chance do
jogo, porém, o erro foi de finalização: Nuno Moreira saiu na cara de Gabriel
Brazão após belo passe de Thiago Mendes, mas desperdiçou a chance claríssima de
abrir o placar.
O Santos aproveitou duelo vencido pelo meio e acelerou para abrir o placar: Bontempo encontrou Moisés na esquerda, que só acionou Neymar pelo corredor. O craque bateu colocado, de chapa, para vencer Léo Jardim.
26-2-2026: Oeste sem filtro – CPMI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de Lulinha e petistas partem para agressão (!) + Motta acha que Toffoli conduziu o Caso Master com equilíbrio 😃
25-2-2026: Oeste sem filtro – Candidatura de Flávio Bolsonaro se consolida + CPI do “Crime Organizado” aprova quebra de sigilo bancário de empresa do filho de Toffoli + Filho de Lula é citado em delação sobre esquema de fraude no INSS + Projeto de lei antifacção é aprovado na Câmara
'PL Antifacção' é aprovado na Câmara e segue para sanção
[Língua Portuguesa] Militantes DAS ou NAS redações?
Um olhar filial a Portugal
O STF não pode ser cúmplice de um ministro intimidador
Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026: 48.978 acessos!
1º de março de 2026: 'Fora Lula, Moraes e Toffoli!'
[Aparecido rasga o verbo] Final das contas é isso: empurrar pra barriga o tempo que me resta
Aparecido Raimundo de Souza
A vida, que antes se
fazia feita de urgências e compromissos, agora se transformou em adiamentos. O
meu médico recomendou caminhadas na areia da praia, mas eu deixo sempre para
amanhã. O “Torto arado” do escritor baiano Itamar Vieira Junior que estou lendo
se faz quase no fim. Em outros tempos ele estaria repousando intacto na
estante, junto com o Zé Lins do Rego e o Paulo Coelho, ou de braços dados com a
Zélia Gattai e Cassandra Rios, esperando que eu o abrisse e talvez nunca
tocasse em suas páginas.
Até as conversas com
meus familiares (que deveriam ser mais produtivas e constantes), eu as guardei
para depois, como se kikikikikiki, como se houvesse sempre um “mais tarde”
ainda disponível. Percebo, todavia, há uma estranha paz nesse empurrar. Não é preguiça,
tampouco descaso. É como se eu tivesse descoberto que o tempo, quando não é
disputado, se torna mais macio e brando, maleável e sutil. Empurrar pra barriga é uma forma gostosa de
negociar com a solidão sem negar que ela existe, mas também não se curvar ao
seu peso além das minhas forças.
Enquanto isso, o mundo lá fora me lembra o Jair Rodrigues. Corre em “disparada”. Os meus vizinhos, se atropelam em filas de bancos, em caixas de supermercado, em portas de puteiros, em prazos, em metas a serem cumpridos com rigores exorbitantes. Ao contrário de mim, aqui dentro do meu quadrado, aprendi a saborear o atraso. O café da dona Elvira, minha secretária do lar demora a esfriar. O texto que careço de enviar para a redação da revista para a qual escrevo, dorme a sono solto na tela do meu computador, assim como os abraços das minhas filhas Amanda e Luana e também dos meus netos Heitor e João Eduardo demoram e se prolongam para serem dados.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
[Daqui e Dali] A morte começa quando nascemos
Humberto Pinho da Silva
Tudo passa açodado: passam
as horas, passam os dias, passam os anos e, sem percebermos, chega a caduquice,
a decadência, a velhice… e tudo passa num ápice!...
Então, atônitos,
interrogamo-nos, como foi possível!?
Paulatinamente, passaram
os dias alegres da juventude e, de súbito, o que nos parecia não ter fim,
acaba… e já somos homens e mulheres feitos...
As graciosas linhas do
rosto juvenil evolam-se; branqueiam–se de neve os grisalhos cabelos; e, de
repente, os indesejados sulcos da face surgem… e, com eles, maleitas e
achaques, próprias do lúgubre crepúsculo... Assim como esmorecerá a memória, e
os cansados olhos se embaciaram para sempre ...
Escreveu Frei Heitor Pinto, na “Imagem da Vida Cristã”, citando prática de São Gregório, que “A morte começa logo que nascemos.”
Asseverando convicto que a
vida nunca para, mas rola, assim como o tempo, que nunca está, mas
constantemente passa. E termina afirmando que é erro saudar amigo dizendo
“Como está?”. Porque ninguém “Está”, mas “Passa”.
As águas do rio não estão,
mas correm, passam; como passam também, os ponteiros do relógio que, sem cessar
medem minuto a minuto o tempo.
No vigor da mocidade alimentamos - falsa ilusão! - que a vida não passa, não têm fim; os que perecem, são sempre os outros… os velhos… os avós, os pais.
[Viagens & Destinos] Relíquias do Centro do Rio: Caminhando por ruas históricas e um estacionamento que poucos conhecem
Neste vídeo, trago uma experiência sensorial pelo Centro do Rio de Janeiro. Gravei este trajeto utilizando um microfone binaural Roland, o que significa que você ouvirá os sons da cidade exatamente como eu ouvi: o movimento das pessoas, o eco das galerias e o ambiente urbano em três dimensões.
Convido você para uma caminhada nostálgica e detalhada pelo coração do
Centro do Rio de Janeiro.
Vamos percorrer ruas que guardam a história da nossa cidade e terminar
num local que muitos de vocês, que não visitam o Rio há muito tempo, talvez nem
saibam que ainda existe ou como está hoje!
Começamos nosso passeio na Rua Gonçalves Dias, passamos pela histórica
Rua do Ouvidor e cruzamos a imponente Avenida Rio Branco.
Seguimos pela Rua Sete de Setembro e pela Rua da Quitanda.
Um dos pontos altos é a travessia pela galeria do Edifício Garagem
Menezes Côrtes, um marco da região, saindo na Avenida Erasmo Braga.
Para encerrar, mostro em detalhes o estacionamento no subsolo da Avenida
Presidente Antônio Carlos — um lugar que faz parte da rotina de muitos, mas que
guarda uma perspectiva única do nosso Centro.
Se você gosta de acompanhar as mudanças, as curiosidades e a beleza das
nossas ruas, não esqueça de:
✅ Se inscrever no canal Ruas e Lugares.
‘The moment that's going to stay with me for the rest of my life’: Auron MacIntyre on Trump’s unforgettable State of the Union
BlazeTV Staff
Trump spotlighted Anna
Zarutska in his SOTU address — the grieving mother of Iryna Zarutska, a
23-year-old Ukrainian refugee killed in a brutal light-rail stabbing by a
repeat offender in Charlotte last August — but Democrats sat and scowled.
In his nearly two-hour State
of the Union address last night, President Trump celebrated what he described
as an extraordinary "turnaround for the ages" in his leadership,
declaring America now "bigger, better, richer, and stronger than ever"
amid a booming economy marked by declining inflation, reduced gas and mortgage
rates, rising wages, and a tightly secured border with no illegal entries
reported in recent months.
He spotlighted aggressive
immigration enforcement measures, stood firm on his tariff strategy, cautioned
Iran against pursuing nuclear weapons while favoring diplomatic paths, floated
new proposals like universal retirement savings access and curbs on institutional
home buying, paid tribute to military veterans and the Olympic hockey squad,
delivered pointed critiques of Democrats and previous administrations, and
painted an optimistic picture of renewed national strength heading into the
midterm elections.
But there was one singular moment that BlazeTV host Auron MacIntyre [photo] says was genuinely unforgettable.
![]() |
| Photo: Andrew Caballero-Reynolds/AFP/Getty Images |
“The moment that's going to stay with me for the rest of my life is watching Iryna Zarutska’s mother with Erica Kirk and just the pain on her face in that moment and the fact that Democrats could not even in that moment summon a shred of humanity,” he says.
“I still don’t think that we
have dealt with the psychic trauma again of that one-two punch of Charlie Kirk
and Iryna Zarutska, and so I think that [Trump] highlighting that and, you
know, showing the grief that is still there for that mother and knowing that we
need justice, we need to end political violence, we need to end the
soft-on-crime policy — I think those were all incredibly strong moments for
him,” he adds..
Fellow BlazeTV host and SOTU
panel member Steve Deace agrees that this was one of the most
powerful, albeit enraging, moments of the entire event.
He points to a viral tweet from Turning Point USA Chief Operating Officer Tyler Bowyer that shined a spotlight on the depths of Democrats’ hypocrisy.
Trump reafirma o excepcionalismo americano: o discurso que encurralou a esquerda
Leandro Ruschel
O primeiro discurso do Estado da União no segundo mandato de Donald Trump não foi apenas mais um evento protocolar. Foi uma demonstração de quase duas horas (recorde histórico) que reafirmou o Excepcionalismo Americano e, sobretudo, expôs o abismo entre a elite esquerdista e os valores fundamentais da nação.
![]() |
| Foto: Kenny Holston/EPA |
Convém destacar, de saída, a
manobra estratégica de Trump para encurralar a oposição. O momento mais
devastador da noite veio quando o presidente lançou o desafio:
“O primeiro dever do
governo americano é proteger os cidadãos americanos, não os ilegais. Se você
concorda, levante-se e mostre.”
A imagem dos democratas
hesitando, alguns literalmente grudados na cadeira diante de uma premissa tão
elementar quanto a soberania nacional, será munição pesada para as campanhas
republicanas nas midterms de novembro.
O Constrangimento da
Esquerda Radical
O contraste foi implacável.
Enquanto Trump apresentava heróis concretos, do nadador da Guarda Costeira que
salvou centenas de vidas no Texas ao piloto centenário veterano de três
guerras, figuras do chamado Squad (grupo mais extremista do Congresso),
como Ilhan Omar e Rashida Tlaib, optaram pelo ruído vazio e pela retórica
desconstrutiva.
O Ápice da Insensibilidade:
O Caso de Charlotte
Talvez o momento mais visceral
de distanciamento da realidade tenha ocorrido quando Trump apresentou a mãe de
uma jovem ucraniana, brutalmente assassinada em Charlotte. O crime, cometido
por um indivíduo que deveria estar preso, mas estava nas ruas devido às
políticas esquerdistas de desencarceramento em massa, personificou a falha
catastrófica da agenda “progressista” de segurança pública.
Enquanto o plenário rompeu em aplausos solidários à dor daquela mãe, os democratas permaneceram sentados. A recusa em se levantar para homenagear a vítima de um sistema que eles próprios ajudaram a flexibilizar foi mais um golpe na imagem do partido. Ao negarem o aplauso, os democratas não apenas ignoraram a tragédia humana; eles sinalizaram que a manutenção da ideologia do “desencarceramento” é mais importante do que prestar conforto a uma mãe que perdeu a filha para a reincidência criminosa facilitada pelo Estado.
Un hoax trop souvent cité au nom de Voltaire
Abbé Alain René Arbez
«Je ne suis pas d’accord avec ce que vous dites, mais je me battrai jusqu’au bout pour que vous puissiez le dire»…
Très fréquemment, des personnalités reprennent ce généreux refrain sur les plateaux de télé. Le problème, c’est que Voltaire n’a jamais dit ou écrit cette phrase!
Georges Fenech sur Cnews
affirmait: «je suis Voltairien!» tout en citant à l’appui la fameuse phrase
attribuée au philosophe. D’autres intervenants voulant démontrer leur «humanisme» y recourent systématiquement même si la tendance actuelle va plutôt
dans le sens d’une police de la pensée.
En fait, l’idée émise par cette phrase ne correspond pas à la posture de Voltaire. C’est la biographe anglaise Evelyn Beatrice Hall qui reconnaît avoir inventé cette maxime.
Cette phrase récurrente invoquant la tolérance ne correspond pas du tout aux prises de position de Voltaire sur les religions qu’il a toujours dénigrées, lorsqu’il dénonce le judaïsme comme «un ramassis de sornettes», le christianisme comme «un tissu d’incohérences et de mensonges», et l’islam comme «une religion de voleurs qui a réussi». Avec cependant le souci exprimé de les voir vivre en paix.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
[Língua Portuguesa] Militantes DAS ou NAS redações?
Sempre tive a dúvida: esse jornalista
é militante DA redação ou militante NA redação?
Eis o que informa o Dicionário
Houaiss:
Adjetivo de dois gêneros e Substantivo
de dois gêneros
1: que ou aquele que milita, que
combate
2: que ou aquele que defende
ativamente uma causa
Exemplos: socialista militante;
militante DO feminismo
3: que ou aquele que exerce
efetivamente uma atividade
Exemplos: médico militante; militante
DO magistério
Então, entendo que esse jornalista é militante daquele partido e/ou daquela ideologia. Isto é, ele milita/defende aquele partido, aquela ideologia, não a redação. Portanto, ele é/está militante NA redação.
Aliás, muita gente deixa de ler aquele jornal/assistir àquela TV, justamente porque não concorda com aquele militante (DO partido tal) NA redação.
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