Aparecido Raimundo de Souza
ACREDITEM, não é má vontade. Muito
pelo contrário, passa longe do meu espírito, essa suposta má vontade. Afiançar
com todas as letras as barbáries desse governo petista, todos dizem para mim,
de uma forma ou de outra, que sou retrógrado, que preciso dar a mão à
palmatoria. Mas de qual “má vontade” estamos falando? Todos vivem me dizendo
que em meus textos falo mal, que odeio, que não dou valor, que sou contra o
governo petista. Sou mesmo e continuarei sendo até os fins dos meus dias.
Em nome do meu espírito de porco,
pela milésima vez, devolvo a todos esses boçais, notadamente aos tresloucados e
fanáticos, estúpidos e asnáticos, que apregoam batendo na tecla de que estou
errado, que devo acreditar no governo petista, eu respondo com toda minha
convicção, justeza essa vinda do mais profundo da minha alma: acreditar para
quê? Com que finalidade? Ou melhor dito: com qual propósito?
Porra, cada louco com a sua mania.
Se não gosto do PT, o problema é meu, que se foda o resto. Para mim, PT
significa “Partido dos Trambiqueiros”, ou “Partido dos Trapaceiros”.
Acrescentaria, ainda, de lambuja, “Partido dos Trogloditas”. Para quem não sabe
o que é troglodita, aqui fica a minha definição.
Troglodita é aquele sujeito
primitivo, grosseiro, camarada sem educação, aquele infame que pisoteia o povo,
que rouba o seu próximo, que fode o pobre, que mete a vara no desvalido e come
o rabo, ou o cu do carecente, do necessitado, do homem apoucado de ideias,
enfim... acho que me fiz entender.
Por conta de toda essa leva de
adjetivos e definições, sou levado a olhar o Mula, (perdão, o Fula) e seus
apaniguados, ou seus comparsas, com reservas, com encolhimentos de visão, com
contrações espasmódicas, segundo se mostram aos meus olhos, e não só a eles,
descaradamente ao país essa gentalha de fama pitorescamente ralé.
As atrapalhadas, os estorvos, as
perturbações e as desordens, atreladas aos açodamentos da pretensa e truncada
eficiência, (que aos meus olhos esbugalhados merecem, à primeira vista, maiores
cuidados), o meu entendimento, focando os benefícios da inexperiência,
pressupõem a minha, perdão, a nossa descrença, o nosso ateísmo, a nossa
dubiedade.