Paulo Hasse Paixão
Em setembro passado, o político do Partido Verde, Jakob Blasel, publicou no Instagram um vídeo de um protesto climático “Sair petróleo – Entrar do Futuro!”, em que uma jovem ativista segurava um cartaz que apelava para que se “queimem os velhos homens brancos”. Na altura, Blasel era o líder do movimento Juventude Verde.
Apesar das múltiplas queixas
apresentadas sobre o cartaz e o post, o Senado de Berlim defendeu-o, alegando, risivelmente, que não se dirigia a nenhum
segmento específico da população.
Homens. Brancos. Velhos. Não
são nenhum segmento específico da população?
Esta foi a resposta do
Departamento do Interior do Senado a uma consulta escrita do representante da
AfD, Marc Vallendar.
Segundo o Senado, o apelo
representa uma crítica à atual política climática expressa de forma “exagerada
e polémica”. Tais formulações são “em princípio” protegidas pelas liberdades de
expressão e de reunião, desde que “claramente não visem a prática de crimes
específicos”.
O cartaz, porém, apelava objetivamente
à prática de um crime específico: a queima de velhos homens brancos.
Todas as investigações sobre o assunto, incluindo acusações de incitamento ao ódio, bem como de recompensa e conivência com crimes, foram arquivadas. No total, foram registadas nove queixas criminais em relação ao slogan, cinco das quais o Senado decidiu que poderiam ser avaliadas.








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