domingo, 22 de setembro de 2019

Livros & Leituras] Hierarquias (As 12 regras para a vida)

Jordan B. Peterson

Veja bem, tenho algumas crenças que podem ser consideradas como tendo uma inclinação à esquerda. Acredito, por exemplo, que a tendência de distribuição de bens valiosos com desigualdade pronunciada constitui uma ameaça sempre presente à estabilidade da sociedade. E penso que há boas evidências. Isso não significa que a solução para o problema seja óbvia.

Não sabemos como redistribuir a riqueza sem acrescentar uma nova gama de outros problemas. Sociedades ocidentais diferentes tentaram abordagens diversas. Os suecos, por exemplo, forçaram a igualdade ao seu limite. Os Estados Unidos tomaram um curso oposto, presumindo que a criação da riqueza líquida de um capitalismo mais livre para todos constitui a maré alta que levanta todos os barcos. Os resultados desses experimentos ainda não foram concluídos, e os países divergem muito de formas significativas.

Diferenças em história, área geográfica, tamanho da população e diversidade étnica tornam a comparação direta muito difícil. Mas certamente o caso é que a redistribuição forçada em nome da igualdade utópica é uma cura pior do que a doença.

Acredito, também (o que pode ser considerado de esquerda), que a reorganização incremental das administrações universitárias de forma análoga às empresas privadas é um erro. Acredito que a ciência da administração é uma pseudodisciplina. Acredito que o governo pode, às vezes, ser uma força para o bem, assim como o árbitro necessário de um conjunto de regras necessárias.

Todavia, não compreendo por que nossa sociedade oferece financiamento público para instituições e educadores cujo objetivo declarado, consciente e explícito é a destruição da cultura que os sustenta. Essas pessoas têm pleno direito a suas opiniões e ações se permanecerem dentro da lei. Mas não há uma justificativa plausível para o financiamento público.

[Pensando alto] Parecidos não são iguais


Pedro Frederico Caldas

A política do PT é a arte de pedir voto aos pobres, dinheiro aos ricos e mentir para ambos.
Antônio Ermírio de Moraes

Sentir pena dos culpados é trair os inocentes.
Ayn Rand

Há quem diga, com forte dose de razão, que a imprensa morreu. Antes, parecia verdadeira por ninguém saber a verdade. Por exemplo, o Jornal Nacional parecia ser o detentor dos fatos e da veracidade das notícias. A imprensa mais representativa, por isso mesmo e por ter mais verba publicitária, dispunha de recursos para manter no Brasil e em algumas partes do mundo seus correspondentes, sempre acionados para se deslocarem ao local de algum evento para passar a versão dos fatos, embora tardiamente. Essa versão, por falta de qualquer contestação séria, valia como verdade final e absoluta do ocorrido.
               
O tempo passou, vieram os computadores pessoais, a internet, os tablets, os smartphones, a câmera fotográfica no celular, o WhatsApp, o Facebook e outras encrencas que nem sei listar e transformaram esse “mundão velho de Deus” num pequeno quarteirão, logo ali depois daquela esquina.
               
Comunicamo-nos numa velocidade incrível, espalhamos os fatos, os seus detalhes e a sua análise em pouco tempo, através do país e através do globo. Não tem Jornal Nacional, Jornal da Band, Estadão, Folha, O Globo, Veja, CNN, Fox News, nada que supere os nossos contatos via internet. Houve um terremoto, lá está alguém filmando pelo celular e espalhando ao mundo em tempo real detalhes da tragédia e da ajuda aos atingidos.
               
Há algo mais importante. Ficávamos sempre no aguardo de nossos analistas mais confiáveis para ver qual a sua opinião sobre os fatos. Hoje, não. Pessoas que não são jornalistas expõem com acurácia, invulgar erudição e agudo senso de percepção análises que superam as abordagens daqueles antigos articulistas aboletados na imprensa.
               
Isso deveria incutir nos jornalistas cuidado e moderação em suas análises, face ao crivo de inteligentes abordagens a que serão fatalmente submetidas.
               
Deveria ser assim, mas nem sempre assim se dá. Aqui, procurarei ser mais específico para ver se sou entendido.
               
A propósito da corrupção que tem flagelado o pobre Brasil, há um forte viés, de fundo ideológico e de propósitos menos venerandos, em se vender todos esses lamentáveis fatos como uma só e mesma coisa. Se todos são iguais, poderemos escolher, numa futura eleição, qualquer dos partidos ou qualquer dos candidatos. Afinal, se o mal está generalizado, escolherei aquele que me parece ser o mal menor.
               
Ora, em termos de corrupção, já vimos que quase todos os partidos estão, de uma forma ou de outra, envolvidos em práticas condenáveis. Entretanto, nivelar ou reduzir essas práticas criminosas a uma só e mesma coisa orça pela ingenuidade, em relação aos que acreditam assim seja, ou pela mera pilantragem daqueles que sabem que as práticas são diferentes, mas colocam a mesma tarja em todas elas.

[Livros & Leituras] Irmãos: a história oculta dos anos Kennedy

Em 2007 foi publicado nos EUA o livro “Brother: The Hidden History of the Kennedy Years”, de David Talbot.

Onze anos depois, em março de 2018, traduzido por Gonçalo Praça, é publicado pela Editora Glaciar para a revista SÁBADO, em Portugal.


No prefácio, Francisco José Viegas escreveu:

“O livro de Talbot é um guião extraordinariamente minucioso dos acontecimentos, escritos 45 anos depois deles, revisitando – um a um – os principais protagonistas daquele período.

Ao longo destas páginas estão presentes mais de 150 entrevistas e três anos de recolha de informação, com a vantagem da distância. Talbot não esconde o seu lugar ideológico nem uma extrema simpatia pelos Kennedy, em especial por Robert Kennedy, o mais novo dos irmãos dedicados à política, procurador-geral (ministro da Justiça) durante a presidência de JFK e o primeiro ano da presidência de Lyndon Johnson – e depois senador por Nova Iorque e pré-candidato à presidência numa campanha que terminou com o seu assassinato em 1968, em Los Angeles.

Do primeiro ao último capítulo, da primeira à última página, há uma aura de tragédia a percorrer a vida dos dois Kennedy – Talbot não se limita a dar conta dessa neblina de torpor e ameaça; acrescenta-lhe um manancial de informações e de diálogos com os que acompanharam aquele período e o das investigações que se lhe seguiram.

Mas a tragédia está lá, bem como o esforço por manter uma certa independência de análise e não cair na tentação do endeusamento contínuo dos Kennedy, da sua família de moral duvidosa e de alianças questionáveis, das suas aventuras pessoais ou das suas ingenuidades da época.”

O livro é o resultado de uma minuciosa pesquisa sobre os irmãos Kennedy, mais precisamente sobre Robert Fitzgerald Kennedy, Bobby, irmão do presidente assassinado, e Procurador-Geral da Justiça (mais ou menos equivalente a ministro da Justiça).

John Fitzgerald Kennedy, JFK, foi assassinado em Dallas, Texas, no dia 22 de novembro de 1963.

David Talbot escreveu:

“Bobby Kennedy era o parceiro dedicado do presidente, além de supremo magistrado da nação. O motivo pelo qual aparentemente nada fez para investigar a chocante morte do irmão a 22 de novembro de 1963 há muito que permanece um mistério. Procurei compreender este mistério persistente, não apenas imergindo no manancial da produção acadêmica sobre Kennedy, mas também examinando documentos governamentais recentemente tornados públicos e, principalmente, revivendo esses anos com o ‘bando de irmãos’ de Kennedy, como lhes chamava Bobby – verdadeiros elos vivos com a Nova Fronteira – antes que esta geração política desaparecesse politicamente.

Governar pelo bom exemplo


Péricles Capanema

Como pai e mãe educam os filhos? Começo por um dos fundamentos, o que interessa no caso. A preparação para a vida entre os homens apresenta marcantes traços comuns com o modo de, por exemplo, a onça e outros animais prepararem os filhotes para a sobrevivência. Pela imitação, lei da natureza; outro jeito, pela força do exemplo. Gradualmente, ensina-os a se defender dos perigos, a caçar, a procurar abrigos. E o homem é mamífero, guiado pela razão.

De igual maneira, enorme papel tem a imitação na educação infantil. Forma o caráter o bom exemplo dos superiores, no caso, os mais naturais e imediatos, os pais. No ambiente da família, o filho em especial imita o pai, a filha em particular a mãe, ambos movidos fortemente pela admiração. Nada mais normal que, aperfeiçoando a imitação, buscando padrões de comportamento, o filho idealize os pais, para ele causa, modelos, mestres e regentes. E assim tantas vezes, para bem formar o filho, pais e mães ocultam vícios e má conduta — exemplo corrente, os fumantes. Se não são, pelo menos precisam ser vistos como sendo modelos. A educação pela imitação admirativa repercute desde a mais tenra infância até a extrema ancianidade. Qualquer desarranjo em tal processo traumatiza, deixa sequelas vida afora. Depois na educação temos os ambientes familiares, sociais, rodas de amigos, a escola. E então se avulta o papel do professor.

Mas não pretendo falar de pedagogia do infante. Meu assunto é outro, governo — pedagogia adulta. Sei, uma tem relação com a outra. Vamos lá. O Estado existe para a promoção do bem comum (o bonum commune da Escolástica). João XXIII na “Pacem in Terris” lembrou esta verdade, hoje tão esquecida, em palavras precisas: “[A] realização do bem comum constitui a própria razão de ser dos poderes públicos”. Emerge a pergunta: o que é o bem comum? Volto a João XXIII: “o conjunto de todas as condições de vida social que consintam e favoreçam o desenvolvimento integral da personalidade humana”.

Destaco o enunciado “desenvolvimento integral da personalidade humana”. Integral. Para tal crescimento, contam fatores materiais, contam sobretudo fatores morais. E aqui entra o papel de formador do governante. Na mais funda raiz, a obrigação do decoro, bem como a chamada liturgia do cargo e a sujeição ao cerimonial se assentam na contribuição ao bem comum advinda do bom exemplo do governante. Em decorrência, a lesão ao bem comum que seu mau exemplo acarreta. E a congruência da punição a tal conduta. Expressão de tal verdade temos no artigo 9º da lei 1079 de 10/4/1950 que tipifica como crime de responsabilidade “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”. O que pode levar à perda do cargo.

Bolsonaro tem até 4 de outubro para vetar ou sancionar lei eleitoral

Se a lei for sancionada, valerá para as eleições municipais de 2020

Heloisa Cristaldo e Karine Melo

Está nas mãos do presidente da República Jair Bolsonaro a decisão de sancionar ou vetar (total ou parcialmente) o projeto que altera regras eleitorais (Projeto de Lei 5029/19). Para valerem já nas eleições municipais de 2020, as novas regras precisam ser sancionadas até o dia 4 de outubro.

A primeira versão do projeto foi aprovada pelos deputados no início de setembro com grande repercussão negativa. A reação fez com que o Senado avançasse apenas na criação de um fundo eleitoral, sem valor definido, para financiar as eleições no ano que vem. Quando o texto voltou à Câmara, os deputados excluíram alguns pontos importantes, mas mantiveram trechos que críticos da proposta acreditam que podem dar margem para caixa dois, lavagem de dinheiro, além de reduzir mecanismos de controle dos recursos.

Após negociação entre os líderes partidários, os deputados retomaram à votação de todo o texto, retirando quatro pontos. No relatório apresentado pelo deputado Wilson Santiago (PTB-PB), foram suprimidos os seguintes trechos: o que permite pagar advogados e contadores com o fundo partidário; o que aumenta o prazo para a prestação de contas partidárias; um terceiro, que viabilizaria diversos sistemas para a prestação das contas, além do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); e um último ponto que permitia partidos serem multados por erros na prestação de contas apenas em caso de dolo, quando há intenção em cometer uma fraude.

Fundo partidário
O texto aprovado garante o fundo eleitoral para financiamento de campanha dos candidatos a prefeito e vereador nas eleições municipais de 2020. A medida estabelece que os valores do fundo serão definidos por deputados e senadores da Comissão Mista de Orçamento (CMO). O projeto de lei do orçamento de 2020, enviado pelo Poder Executivo, já prevê a destinação de R$ 2,54 bilhões para as eleições municipais.

Gastos
A medida prevê a contratação de serviços de consultoria contábil e advocatícia, inclusive em qualquer processo judicial e administrativo de interesse partidário ou de litígio que envolva candidatos do partido, eleitos ou não, com a ressalva de que estejam diretamente relacionados ao processo eleitoral.

A lógica “witziniana” que só foca na presidência

Cláudio Magnavita

Passado o período eleitoral a praxe é torcer pelo sucesso do eleito. No caso do Wilson Witzel, isso ocorreu. Eleito, passou a ser o governador de todos, e o sucesso dele é o sucesso do Rio. A torcida pelo acerto é importante para um estado combalido, castigado e esfacelado.

O ocorrido neste final de setembro, antes mesmos de completar o primeiro ano da administração é preocupante.

O governador com a mesma convicção com que enfrentou a incredulidade da campanha anterior aposta que vai ser o próximo presidente da República. Parece obstinado em cumprir a sua sina presidencial.

Mas novos ingredientes nos obrigam a uma reflexão. Ele deixou de ser estilingue e virou vidraça. Aliás uma vidraça enorme.

Ao criar uma ruptura simultânea com os dois níveis de poder que o cercam, o executivo federal e o executivo municipal, ele se isola. Briga com os Bolsonaros e com o Crivella ao mesmo tempo.

Uma velha máxima já dizia que inimigo de inimigo meu, amigo é! Se Crivella e Bolsonaro já tinham um elo comum, o ódio às organizações Globo, agora possuem um antagonista comum: o próprio Witzel.

A aproximação com viés conservador dos dois os deixarão cada vez mais próximo e o governador cada vez mais isolado.

O que ganha o candidato com isso? É uma lógica que só o milagreiro das urnas Witzel pode decifrar.

É mais fácil, porém, prever o que o Rio perde com isso. Perde e muito. Primeiro é jogado para o abismo do descumprimento do acordo de recuperação fiscal. O ex-juiz Witzel já fala em ajuizar no STF o questionamento dos empréstimos contraídos por Cabral e que agora vencem.

Procura se blindar na Justiça com a retaliação de ser carimbado como descumpridor do acordo da recuperação. O maior perigo é o governador se embriagar com a fantasia de uma eleição por méritos próprios.

A deselegância dele com o senador Flávio Bolsonaro não tem apenas um forte viés de ingratidão, como também é de uma profunda e obtusa sandice política.

É só olhar os números: no primeiro turno, quando foi eleito o legislativo, Flávio teve 4,3 milhões de votos contra 3,1 milhões do Witzel. No segundo turno, Witzel teve 4,6 milhões votos, enquanto Bolsonaro pai teve 5,1 milhões de votos no Rio.

União massacra aposentados

Cláudio Magnavita


Condenada pela Justiça Federal e com a sentença de antecipação de tutela ainda em vigor, a Advocacia Geral da União tomou uma decisão inédita: comunicou ao Judiciário que deixaria de recolher o valor mensal, por acreditar já ter cumprindo a sua parte.

Para o advogado dos oito mil pensionistas, Dr. Lauro ­ Taddeu Gomes, “é como se um preso pedisse a chave da cadeia dizendo que já cumpriu a pena e que já vai sair”.

A antecipação de tutela foi concedida em 19 de setembro de 2014 pelo desembargador Paes Ribeiro considerando o risco de vida dos aposentados, já em idade avançada, e a “necessidade essenciais à sobrevivência dos aposentados”.

A situação dos aposentados é tão grave que, nos últimos cinco anos, já faleceram 1.183 pensionistas, o que dá uma média de uma morte a cada um dia e meio.

A União foi condenada em uma outra ação, a da defasagem tarifária, que tem como beneficiário o próprio Aerus.

Foi exatamente há cinco anos, no dia 19 de setembro de 2014, que o desembargador federal Daniel Paes Ribeiro concedeu a tutela antecipada que garantiu o pagamento mensal pelo fundo de pensão dos ex-funcionários da Varig e Transbrasil aos assistidos e pensionistas do Aerus.

O desembargador Paes Ribeiro considerou na sentença o risco de vida e que “os valores pretendidos possuem a natureza eminentemente alimentar, e são essenciais à sobrevivência dos aposentados e pensionistas, razão pela qual entendo presentes os requisitos necessários para a concessão do pleito sindicato.”

Do ingresso da ação em 2004 até a sua decisão em 2014, dez anos depois, o número de óbitos de funcionários foi de 1.012, muito em consequência do quadro de privação que atingiu um universo de 20.595 pessoas, sendo 10.492 assistidos, 8.757 ativos e 1.796 participantes considerados quirografários.

[As danações de Carina] Ossos sem carne

Carina Bratt

Eddie, agora só pensava na Mulher Cadeira e nada o demovia dessa ideia. A família apostara que logo ele se esqueceria dessa nova garota como das demais que passaram pela sua vida. De uma bem recente ainda restavam marcas profundas e indeléveis. A Mulher Samambaia. Isso mesmo. Eddie estivera quase às raias da neurastenia por ela, barbaramente apaixonado, cego, sem chão, a ponto de fazer algumas besteiras. Aliás, fez.

Quase acabou preso. Por fim, se desencantou da Lageana Santa Catarinense, quando soube pelos amigos e confirmou mais tarde, ao ler em revistas especializadas em celebridades, que ela engravidara do jogador Dentinho, na época, meio-campista e ponta direita do Corinthians. Dentinho havia chegado primeiro, na frente dele, dera uma dentada nela, uma mordida feroz no lugar errado e nove meses depois veio ao mundo o Bruno Lucas.

Desde então Dani passou a representar página virada no livro da sua vida. Eddie, de raiva, foi mais longe. Mudou de time. Parou de torcer pelo “Timão” e virou vascaíno doente. O negócio, agora, era a esfuziante e não menos bela Mulher Cadeira. Amor, como se costuma dizer, não à primeira sentada, mas à primeira troca de olhares mais calientes e prolongados. A tal da Mulher Cadeira, trabalhava num shopping movimentadíssimo, como vendedora numa loja de celulares.

Eddie passou, deu uma olhada básica pelo envidraçado, voltou, tornou a encarar. Na terceira cruzada, deu uma de Chico Buarque: “nos teus olhos também posso ver, as vitrines te vendo passar”. Entrou porta adentro, tropeçou no segurança. Ambos foram ao chão num abraço de nomenclatura esquisita, embolados como dois bonecos de marionetes fugidos, às pressas, dos cordéis imaginários que os prendiam.  Eddie pediu mil desculpas e chegou com tudo para uma sondada mais de perto no terreno.

Juraria a dedinhos cruzados, que a garota lhe endereçara um sorriso meio tímido, todavia, forte o bastante para ele cair matando e investir no mais novo pedaço de mau caminho. Assim fez. Como quem não quer nada se achegou. Com fingido interesse por um determinado aparelho, começou a fazer perguntas e mais perguntas. Havia uma enorme quantidade de celulares nas mais variadas cores espalhados numa peça de mostruário trancada a cadeado.

Charada (1 038)


Ontem, comprei uma camisa.
Considerando que o lojista
fez um desconto de 20 €,
o que equivale a 25% do preço
original, quanto é que eu paguei
pela camisa?

Charada (1 037)

Indique
duas
cidades
alentejanas
cujos nomes
são anagramas de
dois peixes.

Charada (1 036)

O professor Reboredo estava a arrumar
a sua biblioteca quando empilhou
cinco livros sobre uma mesa:
Os Maias, O Delfim, O Padrinho, O Prémio
e O Processo. Considerando as seguintes premissas,
qual dos livros ficou no topo
e qual a ordem dos restantes?


a) O Processo ficou acima de O Prémio e imediatamente embaixo de O Padrinho;
b) O Delfim ficou acima de Os Maias, mas não encostado a este;
c) Os Maias ficou imediatamente embaixo de O Processo.

sábado, 21 de setembro de 2019

Não é fácil lutar contra a viadagem!

Vou repetir: não é fácil lutar contra a viadagem! E muito menos contra a tentativa de incutir, em CRIANÇAS, a viadagem como sendo algo natural. Não, não é!

Como não é NATURAL o masoquismo, a cropofogia e outras "escolhas" sexuais. Livre-nos Deus quando a esquerdice resolver 'abraçar' estas 'minorias'!

Reparem que eu escrevi “viadagem”. Não me referi a homossexualidade. Que, ao que sei, é uma opção SEXUAL decidida pelo próprio (ou pela própria), isto é, pelo livre-arbítrio. CERTAMENTE não em criança!

Faço este desabafo em sequência a isto:



PM é baleado com tiro de fuzil na cabeça

O estado de saúde do policial é grave, diz Secretaria de Saúde

Douglas Corrêa

Um policial militar foi baleado com um tiro de fuzil na cabeça quando participava de um patrulhamento motorizado perto da estação de trens de Triagem, na zona norte do Rio.

Policiais do Comando de Polícia Pacificadora (PCC) suspeitaram de dois homens numa motocicleta e abordaram a dupla. No momento em que os militares revistavam os dois suspeitos, tiros de arma de longo alcance foram disparados contra os policiais. Os tiros, de acordo com a Polícia Militar, teriam sido efetuados do conjunto habitacional Morar Carioca, do programa Minha Casa Minha Vida, e acertaram o policial na cabeça. Socorrido pelos colegas, o militar foi encaminhado ao Hospital Municipal Salgado Filho, no bairro do Méier, zona norte da cidade.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que “o estado de saúde do policial é grave”.

Desde o início do ano, 41 policiais militares morreram no combate ao crime organizado ou no confronto com assaltantes ou em emboscadas.
Título e Texto: Douglas Corrêa; Edição: Liliane FariasAgência Brasil, 21-9-2019, 16h43

[Pernoitar, comer e beber fora] Restaurante ‘O Valverde’ – no meio do nada, mas com tudo

Sim, fica no meio do nada, na vila Arruda dos Vinhos.

Lá fomos, LT, HT e eu, porque um colega de trabalho de LT “recomendou”. (Propaganda boca a boca, ainda a mais eficaz). E, LT, curioso e açodado em manjar um determinado prato, lá nos convenceu a ir conhecer.


Fomos jantar. Isto quer dizer que chegamos à frente do edifício.
São dois casarões lado a lado. À esquerda de quem entra, o que imaginamos ser a residência dos proprietários. À direita, o restaurante.

Conceito de cozinha aberta.


Pedimos:

Espeto de novilho com queijo da Serra
Pataniscas de bacalhau com arroz de feijão
Choquinhos grelhados

Preach it, Candace

Candace Owens EXPLODES on White Liberal Professor

Foto: Zach Gibson/Getty Images
Candace Owens [photo above] was on Capitol Hill again yesterday for another congressional hearing on race. One white liberal professor at the hearing started misquoting Candace and putting words in her mouth. Well it wasn't long before Candace Owens got the mic again and basically ended the professor's career.


Saiba mais:

[Viagens & Destinos] Fátima

Vista panorâmica do Santuário de Fátima (com a Capelinha das Aparições, o Monumento ao Coração de Jesus e a Basílica de Nossa Senhora do Rosário). Foto: Ingo Mehling 

O nome da cidade deriva do nome árabe Fátima (Fāţimah, Árabe: فاطمة ), uma das filhas do profeta Maomé. Existe uma lenda não confirmada que o topônimo deriva de uma princesa moura local de seu nome Fátima que, depois de haver sido capturada pelo exército cristão durante a Reconquista Cristã, foi dada em casamento a um conde de Ourém. Tendo-se convertido à religião cristã, foi batizada recebendo o nome de Oriana em 1158. Às terras serranas, o conde deu o nome de Terras de Fátima, em memória dos seus ancestrais, e ao condado o nome de Oriana, depois chamado de Ourém.


A história da cidade de Fátima está, no entanto, mais associada ao fenômeno das aparições da Virgem Maria. Primeiramente, por volta do ano de 1758, Nossa Senhora terá aparecido a uma pastorinha muda (no lugar onde hoje se ergue o Santuário de Nossa Senhora da Ortiga), e, mais tarde, já no século XX, a três outras crianças (conhecidos como "Os Três Pastorinhos"). Lúcia dos Santos e os seus primos, Francisco e Jacinta Marto, a 13 de maio de 1917, enquanto estavam a apascentar as suas ovelhas no lugar da Cova da Iria, testemunharam a primeira de várias aparições de uma linda Senhora vestida de branco.

Monumento aos três pastorinhos de Fátima (na Rotunda Sul de Fátima). Foto: Dr. János Korom 
No local ergue-se atualmente a Capelinha das Aparições. A Senhora, mais tarde referida como a Senhora do Rosário, declarou ter sido enviada por Deus com uma mensagem: um apelo à oração, ao sacrifício e à penitência. Ela visitou os pastorinhos, aparecendo-lhes todos os dias 13 entre os meses de maio e outubro de 1917. A última aparição deste ciclo ocorreu a 13 de outubro, e cerca de 70 000 peregrinos testemunharam e assistiram ao chamado Milagre do Sol.


A Virgem Maria, em Fátima, trouxe uma mensagem que consistia no apelo à oração constante e pediu aos pastorinhos que anunciassem a todos a necessidade de se rezar o Terço todos os dias, pela conversão dos pecadores, pela conversão da Rússia e pelo Papa. Nossa Senhora revelou-lhes, ainda, o chamado "Segredo de Fátima", o qual foi dividido em três partes: a visão do inferno onde os pecadores caíam pela sua falta de fé; o anúncio do começo de uma nova guerra mundial (confirmou a Segunda Guerra Mundial); e a terceira parte do segredo foi escrita pela vidente Irmã Lúcia em 1944. Finalmente, a 13 de maio de 2000, durante a sua visita a Portugal, o Papa João Paulo II, por meio do Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Angelo Sodano, divulgou parte do conteúdo da terceira parte do Segredo.

Qui est derrière le phénomène Greta Thunberg ?

Olivier Piacentini

Plus ça va et plus Greta m’intéresse. Non pas son discours préfabriqué qu’elle recrache mécaniquement, encore moins son cerveau lavé depuis le berceau par ses parents, un couple d’écolo-gauchos. Ce qui m’intéresse, c’est ce qu’il y a derrière elle, et surtout le message subliminal que l’on nous délivre, à travers son personnage.


Greta n’a que seize ans, mais elle profère à des adultes ses sentences avec une rage glacée et fanatique. Elle est la grande prêtresse de la nouvelle religion écolo, venue punir les peuples qui tardent à révérer le totem vert, peinent à se prosterner devant les nouveaux tabous. Son visage adolescent, associé à ses prophéties apocalyptiques et à ses diktats inquisitoriaux, incarne à merveille le message transmis des plus hautes sphères du pouvoir : aujourd’hui, les règles du nouveau monde s’imposent à tous, il est temps d’oublier une fois pour toutes ce que vous étiez, ce que vous pensiez, comment vous viviez ; toutes les vielles lunes et les lubies qui régissaient vos existences n’ont désormais plus cours.

Greta ne va plus à l’école : elle a d’autres chats à fouetter que d’aller écouter des vieux ânonner les leçons du passé, qui n’ont plus aucune valeur à présent que le monde court à sa perte. Les adultes n’ont rien à lui apprendre, du haut de ses seize ans, elle sait ce que l’avenir nous prépare : transmission, apprentissage, savoir et savoir-faire, obéissance et respect des anciens sont des leurres. Le nouveau monde doit s’imposer sur les ruines de l’ancien. Du passé faisons table rase.

Jornal Folha do Brasil: Bolsonaro é atacado por Doria, ONG na Amazônia é denunciada, ONU e mais!


As principais notícias sobre o Presidente Jair Bolsonaro e seu governo.
Correção: na matéria sobre a ONG: o correto é 1 bilhão, não 1 milhão como está no texto.

Charada (1 035)

Descubra os
diferentes
anagramas
da palavra

ARCAS.

Charada (1 034)

O chefe Caramelo,
esmerado confeiteiro,
costuma usar a seguinte tabela
de conversão nas suas receitas:

¾ chávena = 12 colheres de sopa
1 chávena = 48 colheres de chá

Assim, quantas colheres de chá
equivalem a uma colher de sopa?

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

MP da liberdade econômica é sancionada; veja os principais pontos

Lei entra em vigor na data da publicação, ainda nesta sexta-feira

Pedro Rafael Vilela

O presidente Jair Bolsonaro sancionou hoje (20), em cerimônia no Palácio do Planalto, a Medida Provisória (MP) da Liberdade Econômica, agora convertida em lei. A MP havia sido apresentada pelo governo para diminuir a burocracia e facilitar a abertura de empresas, principalmente de micro e pequeno porte, e já havia sido aprovada pelo Senado Federal no último dia 21 de agosto.

Entre as principais mudanças, a lei flexibiliza regras trabalhistas, como dispensa de registro de ponto para empresas com até 20 empregados, e elimina alvarás para atividades consideradas de baixo risco. O texto também separa o patrimônio dos sócios de empresas das dívidas de uma pessoa jurídica e proíbe que bens de empresas de um mesmo grupo sejam usados para quitar débitos de uma empresa.

Em relação ao texto final aprovado pelo Congresso, houve quatro vetos presidenciais. Um deles, que foi negociado com o próprio Parlamento, eliminou o dispositivo que permitia aprovação automática de licenças ambientais.

O governo vetou um item da MP, alterado pelos parlamentares durante a tramitação, que flexibiliza testes de novos produtos ou serviços. Na justificativa do veto, o presidente argumentou que a redação, tal como veio do Legislativo, "permitiria o uso de cobaias humanas sem qualquer protocolo de proteção, o que viola não só a Constituição, mas os tratados internacionais para testes de novos produtos".

Outro dispositivo vetado permitia a criação de um regime de tributação fora do direito tributário. O veto foi solicitado pelo Ministério da Economia, segundo o Palácio do Planalto. Foi vetado ainda o dispositivo que previa a entrada em vigor da nova lei em 90 dias. Com isso, a MP da Liberdade Econômica já entra em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU), que ocorrerá em edição extra nesta sexta-feira.

"Essa Medida Provisória, segundo estudos da Secretaria de Política Econômica, pode gerar, no prazo de dez anos, 3,7 milhões de empregos e mais de 7% de crescimento da economia. São números muito expressivos e necessários para o nosso país", afirmou o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel.

Citando um jargão repetido pelo presidente Jair Bolsonaro, Uebel afirmou que a medida permite que “o estado saia do cangote das empresas” e fomente o cenário de empreendedorismo no país. O secretário citou ainda outras medidas previstos na nova lei, como o fim da validade de algumas certidões, como a de óbito, e a Carteira de Trabalho Digital.

Féminicide : histoire d’une mascarade – Journal du vendredi 20 septembre 2019

Bolsonaro acaba de sancionar a MP da Liberdade Econômica e faz pronunciamento


O Presidente Jair Bolsonaro sancionou a medida provisória da liberdade econômica MP 881/2019. A regulamentação busca reduzir burocracia e simplificar processos de empresas, acabando com a obrigatoriedade de alvarás para atividades de baixo risco e estabelece as carteiras de trabalho digitais.

Também autoriza o funcionamento de agências bancárias aos sábados, preservados os direitos trabalhistas.

Bolsonaro discursou durante a solenidade de sanção do projeto.


Título, Texto e Vídeo: Folha do Brasil, 20-9-2019
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