Hoje, 25 de setembro de 2026, 14h (RIO)/18h (LIS): 57
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Não haverá por certo registo
histórico de um momento, como o que vivemos agora, em que tantos dirigentes
políticos se tenham mostrado tão desejosos de serem bombardeados pelo inimigo.
Os líderes ocidentais têm
feito tudo o que podem e não podem para provocar o Kremlin, com uma profusão
demente de falsas bandeiras, sabotagens inventadas, retórica incendiária,
sanções draconianas e apoio financeiro, militar e de inteligência à Ucrânia, que
tem resultado em ataques devastadores no interior do território russo. A ideia
é clara: levar os poderes instituídos em Moscovo a atacar um país europeu para
depois invocar o artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte, que em teoria
colocaria os Estados Unidos e todos os países membros da Nato, de Portugal à
Turquia, em pé de guerra com a Rússia.
Mesmo que isso implique, ou
precisamente porque isso implica, necessariamente, um conflito termo-nuclear.
Mas o Kremlin tem mostrado uma
contenção quase insuportável de testemunhar. E Putin tem dito e redito que não
planeia atacar a Europa. Ainda no fim de semana passado recusou a ideia, mesmo
depois da capital russa ter sofrido um ataque massivo com milhares de drones e
dezenas de mísseis de fabrico ocidental, conduzido por dados de inteligência e
navegação ocidentais.
📍🇷🇺🇪🇺 NEW:
— Jackson Hinkle 🇺🇸 (@jacksonhinkle) September 19, 2026
Putin on Europe: I want to say once again: Russia has no aggressive intentions toward Europe or European countries. We simply have no basis for this whatsoever. pic.twitter.com/GtI7mjEiAR
Confrontados com esta teimosia dos russos, que recusam o engodo, por farto e guloso que seja, os suspeitos do costume sobem a parada, anunciam que estão já em guerra, que a Rússia já atacou, que temos que estar preparados para morrer no conflito, que devemos sacrificar tudo em nome da russofobia.
1. A erosão do consenso
centrista e o colapso do modelo ocidental.
A atual instabilidade política
europeia, visível claramente na Alemanha, na passagem de Frau Merkel para Herr
Merz, não é apenas um soluço cíclico. É o sinal final da falência do sistema. O
que vemos é a desordem de um modelo de governo de centro que, ao ignorar as
bases da estabilidade social, acelera o fim do nosso mundo. Esse cenário de
queda da civilização, previsto por autores como Stefan Zweig, Oswald Spengler e
Arnold Toynbee, manifesta-se agora por meio de uma elite que continua a não
reconhecer os fatores que causam sua própria queda.
As principais causas dessa
falência residem na incapacidade do “centrão” de lidar com as tensões da
modernidade. O espaço político ficou ocupado por um “wokismo desbragado”, pelo
envolvimento em guerras externas sem propósito estratégico e pela falha em controlar
os fluxos migratórios desordenados. Essa negligência intencional trouxe
insatisfação e alimentou uma “guerra civil larvar” que ameaça a coesão social
ocidental. A teimosia das elites em não admitir o fim do modelo tradicional
acelera esse incêndio. Isso transforma o que deveria ser um debate de ideias em
uma ruptura existencial. Diante do beco sem saída em que estamos, o surgimento
de novas alternativas não é acaso. É uma necessidade para sobreviver diante do
fim de um centro que abriu mão do seu papel de estabilizar.
2. Os sete pilares da
mudança global. Uma nova proposta de orientação.
Devemos ver a ascensão da
direita radical como um desafio organizado e multidimensional ao status
quo “verde e globalista”, e não apenas como uma reação passageira. O
sucesso político desse grupo reside em criar uma resposta estruturada às falhas
do consenso centrista. Isso se apoia em sete pilares principais:
Soberania: A
retomada da autonomia do Estado-nação diante da interferência de instâncias
supranacionais que enfraquecem a soberania.
Fronteiras: A reestruturação do controlo rigoroso funciona como o
último garante da segurança e da integridade territorial.
Identidade: A defesa firme do legado cultural e civilizacional
diante das pressões de uma globalização que busca tornar tudo igual.
Família: Proteger o núcleo social primário é essencial para manter a
estabilidade demográfica e intergeracional.
Cinco
anos de decisões que mexeram no tabuleiro, um Supremo em guerra interna e uma
campanha que desidrata. Faltava só uma desculpa. E ela acabou de ser
protocolada
Rogerio Pires
Ele citou a Romênia. Citou a sessão do
Supremo de dois dias antes, em que ministros associaram a crise do caso Master
a uma trama contra a democracia. E disse ter levado a preocupação a integrantes
do governo Trump.
Foi chamado de alarmista. De exilado
ressentido. De quem enxerga fantasma em tudo.
Seis dias depois, o fantasma ganhou
número de processo.
O que foi protocolado
Na quarta-feira, dia 23, a onze dias
do primeiro turno, a coligação de Lula, “Brasil Pronto pra Mais”, entrou no TSE
com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Flávio Bolsonaro, o vice
Alfredo Gaspar e o próprio Eduardo. O processo é o de nº 0602222-72.2026.6.00.0000
e está com o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
A acusação é de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação. A tese central é uma só: interferência estrangeira. Segundo a coligação, Flávio e Eduardo teriam transformado sanções, tarifas e ataques às urnas, articulados com autoridades americanas, em armas contra Lula.
Reportagem apresenta declarações de amizade, conversas sobre articulações políticas e encontros privados; presidente do Senado havia negado conhecer o ex-dono do Banco Master
Timeline
“Sou seu irmão. Pra vida toda”,
escreveu Alcolumbre, conforme a transcrição publicada pela revista. Vorcaro
respondeu: “E eu seu. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer”.
Em outra mensagem reproduzida na reportagem, o senador chama o interlocutor de
“meu amor” e agradece pelo “carinho e amizade fraterna”.
A publicação descreve uma relação que
não se limitava às manifestações de afeto. Segundo a Veja, Alcolumbre
procurava Vorcaro até para tentar descobrir a fonte de um jornalista, enquanto
o banqueiro recorria ao parlamentar para obter acesso a interlocutores
políticos.
Relação com Vorcaro e resistência à
CPI
A revelação das conversas coloca em evidência a atuação de Alcolumbre diante dos pedidos de investigação parlamentar sobre o Master. A revista afirma que, em maio, o presidente do Senado utilizou mecanismos regimentais para impedir a criação de uma CPI destinada a apurar as conexões políticas do caso. “Esse assunto não pode ser o prioritário neste momento”, justificou o senador, segundo a publicação.
Aparecido Raimundo de Souza
Uma gaveta feita sob medida, com nome e endereço, e nenhuma se mistura
com a outra. Essa teoria nos leva a acreditar piamente que o tempo é o grande
armário. E nós, sem perceber, vamos arrumando tudo lá dentro, acertando com
cuidado ou às vezes às pressas, empurrando, guardando, fechando a porta do
armário, esperando que fique tudo quieto, que não incomode, que não volte mais.
Tem gaveta que abrimos com facilidade, assim meio de leve, como quem dá
um sopro, ou toca uma flor. Ali ficam as coisas leves: o riso de quem amamos,
um dia de sol vindo diretamente das profundezas da infância, uma palavra de
amor, de carinho, de felicidade, de lembranças que alguém nos disse quando mais
precisávamos.
A porta desse armário abre sempre quando menos se espera. E quando isso
ocorre, às vezes escancara o que queremos, e o ar que sai de dentro dela é bom
é benfazejo, traz calor, traz lembrança e o melhor de tudo, renova aquela
esperança imorredoura que acolhe. Tem outras ocasiões, porém, que ficam
pesadas, se deterioram com a madeira já inchada de tanta umidade e choro
guardado.
Choro sentido, lacrimoso, e plangentemente duradouro. Ali nessas lágrimas
dolentes, estão os trocentos erros que cometemos, as despedidas que doeram, os
amores que se foram sem nenhuma explicação plausível, bem ainda as promessas
que quebramos ou que despedaçaram conosco. Essas gavetas, todas elas a gente
empurra com força, para a barriga, impulsiona, estimula, bate a tampa, às vezes
até sem percebemos, trancamos e como se nada tivesse acontecido.
O fato é que a gente segue adiante, caminha fingindo que não existe, que está vazia, ou que o armário é pequeno e não cabe mais nada. Mas a regra maior dessa teoria é esta: nenhuma gaveta some, desaparece, cria asas e voa porque a gente esquece ou fecha e esquece dela e no pior dos mundos, abandona. Ela continua ali, no mesmo lugar, gruda no sangue, se faz intacta, com tudo o que tem dentro, ou seja, nem envelhece, nem perde o sentido, nem deixa de ser uma parte de nós.
Técnico foi contratado para substituir Roberto Martínez, que deixou o comando da seleção depois da Copa do Mundo de 2026
Theo Faria
Recém-contratado, Jorge Jesus fez sua estreia no comando de Portugal na vitória por 1 a 0 sobre o País de Gales, na última quinta-feira (24), pela rodada de abertura da Liga das Nações. O técnico comemorou o resultado e fez questão de elogiar o desempenho da seleção, apesar de frisar que alguns jogadores podem render mais dentro de campo.
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| Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP |
“O resultado é sempre importante, porque todos
analisam o resultado. Eu analiso o resultado, mas analiso também a organização
defensiva da equipe, por exemplo. O País de Gales hoje deu um chute ao gol. Um
chute. Defensivamente, a equipe conseguiu segurar esta vitória”, iniciou o
treinador.
“Foi importante não sofrermos, porque estamos sempre mais perto de vencer. Individualmente, há jogadores que conseguem fazer melhor, mas, naquilo que interessa, que é a ideia de jogo, para o primeiro jogo, estivemos bem”, complementou.
Ele também explicou a substituição de Cristiano Ronaldo, que saiu para a entrada de Gonçalo Ramos no decorrer do segundo tempo: “Foi o que o jogo ditou. Faltavam 25 minutos, eu precisava de um jogador fresco para pressionar. Poderia não ter, tecnicamente, a qualidade do Cristiano, mas sabia que o Gonçalo nos ia dar velocidade defensiva. Foi o que ele fez. Estou satisfeito”.
Torcedores criticaram o comportamento dos atletas durante ritual de boas-vindas dos australianos para novos visitantes no país
A seleção brasileira desembarcou na Austrália, nesta quinta-feira (24), para jogar os dois primeiros jogos amistosos da Data Fifa. Após deixar o aeroporto, a delegação foi surpreendida com um ritual de boas-vindas para novos visitantes, feito pelos aborígines australianos.
A reação dos jogadores à
recepção deixou os internautas bem incomodados, alegando que estariam
desrespeitando a cultura alheia.
Veja o momento abaixo:
Jogadores da Seleção Brasileira reagindo a apresentação de boas-vindas de aborígenes australianos.
— DataFut (@DataFutebol) September 24, 2026
🎥 Tomar Savoia (ig) pic.twitter.com/CWHewxddR0
Leah Levy Cohen Ligia
Ontem escrevi sobre Lula. Hoje é a vez de Macron. Mudam o sotaque, a gravata, o idioma e
a pose diante do púlpito, mas Israel permanece no mesmo lugar: o banco dos réus
da Assembleia Geral da ONU. É impressionante perceber que o mundo está pegando
fogo em vários cantos, mas, quando os líderes internacionais chegam a Nova
York, parece existir apenas um incêndio digno de discursos inflamados, gestos
indignados e lágrimas protocolares: Israel e Gaza.
A guerra entre Rússia e
Ucrânia continua, e não estamos falando de uma crise distante, mas de uma
guerra no quintal da Europa, com drones, mísseis, cidades atacadas e ameaças
cada vez mais próximas das fronteiras. A situação não está apenas preocupante, está
fedendo, e Macron sabe disso, tanto que há poucos dias alertou para o aumento
dos ataques híbridos russos contra a Europa e a própria França.
Mesmo assim, na ONU, Israel
continua despertando uma indignação que nenhum outro conflito parece provocar.
Macron falou em justiça, soberania, direito internacional e no retorno da “lei
da selva”, criticou Israel e afirmou que a situação em Gaza deveria envergonhar
o mundo. Até aí, nenhuma novidade, porque culpar Israel na ONU já faz parte do
protocolo, quase como testar o microfone antes do discurso. O problema foi
quando, embalado pela própria eloquência, declarou que o Hamas nunca havia
operado na Cisjordânia.
Talvez Macron conheça uma versão alternativa do Hamas, uma espécie de filial organizada que respeita fronteiras administrativas e atua exclusivamente dentro dos limites de Gaza. Porque o Hamas real, aquele que recruta, financia e planeja atentados também na Judeia e Samaria, aparentemente não foi apresentado ao presidente francês. Nada como falar com absoluta convicção sobre uma realidade que não se conhece, pois essa segurança dos desinformados é sempre impressionante.
Paulo Hasse Paixão
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| Boris Johson assusta-se com a sua própria falsa bandeira. Setembro de 2026, fronteira da Ucrânia com a Polónia |
É convicção do ContraCultura que o motivo fundamental da hostilidade das elites ocidentais para com a Rússia é que esta é a última nação verdadeiramente cristã no mundo. E que vive muito bem com o seu património histórico, cultural e religioso. Ironicamente, é o Kremlin que guarda, no século XXI, o legado da Civilização Ocidental. E é isso que incomoda o globalismo luciferino do eixo Bruxelas-Washington, fundamentalmente: a fé cristã, o tradicionalismo, a responsabilidade de um povo que vive historicamente, com consciência de si e dos seus valores, com devoção à pátria e ao seu significado, e com o consequente respeito pelos seus antepassados.
A teoria de VertigoPolitix,
explanada num post que foi entretanto censurado
pelo X, será assim incompleta. Mas nem por isso incorreta. Os recursos são
sempre alvo da cobiça alheia, na geopolítica da coisa, principalmente
considerando o liberal-globalismo, niilista e imperialista e ávido e ultra
materialista que domina nos tempos que correm os corredores do poder neste lado
do hemisfério.
“Em 2010, foi descoberto o
campo de gás de Yuzivska no Donbas, contendo combustível suficiente para
abastecer todo o continente europeu durante 60 anos. Barack Obama pressionou o
então presidente ucraniano, Viktor Yanukovych, para permitir que as empresas
norte-americanas o explorassem, mas o pedido foi negado. A CIA orquestrou então
um golpe de Estado na Ucrânia e estabeleceu um Estado fantoche em 2014.
A NATO interveio e começou a construir cidades-fortaleza ao longo das fronteiras perto de enclaves étnicos russos na região de Donbas, na Ucrânia, gastando 30 mil milhões de dólares no processo. Após seis anos de intenso bombardeamento de artilharia contra alvos civis, Kiev enviou 90.000 soldados para a sua fronteira leste no final de 2021, o que levou Putin a solicitar (com base no artigo 51.º do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas) uma Operação Militar Especial para proteger os cidadãos russos — em perfeita conformidade com o direito internacional.
Telmo Azevedo Fernandes
Em 2019 o país já tinha uma Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Ciclável e como isso aparentemente não bastava, em 2023 surgiu também uma Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Pedonal. Confesso que não sei se existe uma Estratégia Nacional para Subir Escadas ou para Atravessar Ruas, mas sei que, agora, o governo do Dr. Montenegro decidiu integrar tudo numa única nova Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa.
Os nossos políticos entenderam que andar de bicicleta e andar a pé, atividades que a humanidade dominava antes da invenção do Estado moderno, necessitam agora de planos, grupos de trabalho, e estruturas administrativas. Dizem que o objetivo é a “transferência de utilizadores” do transporte individual para modos considerados sustentáveis, havendo até um eixo destas políticas dedicado a “cultura e comportamentos”.
A mentalidade dos nossos decisores públicos não dá para mais. Em vez de se ocuparem a construir passeios melhores ou eliminar buracos das ruas, entendem que escolhas dos seus concidadãos são erradas e por isso há que alterar comportamentos de forma administrativa. Parte-se da conclusão de que há uma proporção correcta de cidadãos que se deve deslocar a pé, de bicicleta ou de automóvel, e depois tenta-se reorganizar centralmente as cidades para aproximar a realidade das tabelas de virtude imaginadas pelos burocratas.
Porém, o objetivo deveria ser maximizar acessibilidades, reduzir tempos e custos de deslocação, melhorar segurança e corrigir externalidades reais. E se, em resultado disso, mais pessoas caminharem ou andarem de bicicleta, óptimo. Mas se continuarem a preferir o automóvel porque é a solução mais conveniente à sua vida concreta, isso não constitui uma falha moral nem administrativa.
Da carreira como delegada ao drama vivido com as filhas no Brasil e nos Estados Unidos, a trajetória de Rebeca Ramagem e a decisão de transformar dor e adversidade em uma nova missão
Rogerio Pires
Há dias em que a vida muda sem pedir
licença. Para Rebeca Ramagem, um deles começou na porta de um avião.
Era 17 de novembro de 2025. No Galeão,
ela embarcava para os Estados Unidos com as duas filhas, uma de 14 anos e outra
de 7. Na entrada da aeronave, agentes da Polícia Federal apresentaram um
mandado de busca pessoal assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo
Tribunal Federal.
As malas foram retiradas do voo e
abertas uma a uma. Celular, computadores e outros objetos foram apreendidos.
Segundo Rebeca, até o aparelho da filha caçula foi levado.
Para quem acompanha o noticiário, são
palavras técnicas. Mandado. Busca. Apreensão.
Para uma menina de sete anos, é outra
coisa. É ver estranhos mexendo nas roupas da família. É olhar para a mãe
cercada de agentes e não entender o motivo.
Rebeca contou depois que as filhas
entraram em pânico. Já dentro do avião, gravou um vídeo com as duas ao lado. “A
mamãe tomou uma busca”, disse. E completou: “A gente é forte. Juntas.”
Confesso que, de tudo o que li sobre
esse caso, foi essa palavra que ficou comigo. Juntas.
Quem é Rebeca
Rebeca tem uma trajetória que fala por
si.
Foi delegada da Polícia Civil de Roraima por 12 anos e chefiou a Delegacia de Defesa da Mulher. Passou boa parte da vida do outro lado do balcão, atendendo mulheres em situação de violência e fazendo valer a lei.
Um vendaval forte atingiu o Rio de Janeiro e eu fui registrar tudo de perto!
Neste vídeo, começo no calçadão de Copacabana, na altura do Posto 2, e
desço até a beira da praia para mostrar a força do vento durante o nascer do
sol.
As aves, incluindo gaivotas, enfrentavam dificuldade para voar em meio à
ventania intensa.
Depois, subo de volta ao calçadão, já na divisa entre Copacabana e Leme,
sigo pela Avenida Princesa Isabel e entro na Avenida Nossa Senhora de
Copacabana, onde encerro o passeio.
Um retrato real de como o Rio de Janeiro enfrenta os fenômenos climáticos
mais intensos, direto das ruas e da praia.
Título, Texto e Vídeo: Ruas e Lugares, 22-9-2026
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Quando se reconhece que
pouco ou nada se sabe de certo assunto, é costume dizer "Sou leigo nessa
matéria!"
Na Igreja não deve haver
fiéis que sejam leigos. Todos os cristãos devem ser evangelizadores – por
palavras, ações e conduta de vida. 
Igreja de Santo António, Lisboa
Evangelizar é trazer
alguém a Cristo. Não é angariar prosélitos para que a Igreja cresça em
quantidade, pouco se preocupando com a qualidade.
O neófito, uma vez
convertido, precisa de integrar-se num grupo de crentes, que pode ser, ou não,
o mesmo do evangelizador.
Billy Graham, um dia
disse: “O convertido ou reconvertido, após haver corrido várias comunidades,
inclina-se para a de seus pais e avós”. Cito de cor.
Na Igreja há muitas
tarefas. O sacerdote pode indicar, conhecendo a capacidade, educação, e
conhecimentos adquiridos por cada um.
Uma é tarefa de todos:
evangelizar. Mas, para o fazer, precisa de estar preparado para enfrentar o
mundo.
Na Bíblia existem passagens obscuras, que só se percebe devidamente depois de bem esclarecidas. É recomendável frequentar com assiduidade a catequese para adultos, ou a aula dominical. Se o catecúmeno escolhe a Católica, pode integrar-se na Igreja diocesana ou comunidade, com poucas diferenças. Exemplo: Franciscanos, Beneditinos, Dominicanos etc., etc. Ou a mais recente, semelhante às pentecostais, que atualmente encontra-se em grande expansão. Possui canais de TV e emissoras de rádio, a "Canção Nova".
Paulo Hasse Paixão
Há um amplo conjunto de
imbróglios políticos e sociais relacionado com a propaganda regimental no
Ocidente, sempre que tenta mobilizar as massas para a guerra com a Rússia.
No caso deste artigo da BBC, dá vontade de perguntar: quando se coloca em dúvida se “nós” estamos psicologicamente preparados para a guerra, que “nós” é este?
O pronome da primeira pessoa
do plural não pode certamente incluir os cidadãos de “extrema-direita”,
negacionistas-racistas e inimigos do Estado, que o regime britânico prende ao
ritmo de 34
infelizes por dia. Não se pode esperar destas pessoas desprezíveis que
estejam psicologicamente preparadas para uma guerra inventada pelas elites que
as desprezam, ou que vão combater em nome de quem as encarcera a torto e a
direito por delito de opinião, certo? Ainda assim, trata-se de uma boa fatia da
população (na verdade todos os que têm objecções às políticas de imigração e
asilo do Reino Unido). Vamos estimar, de forma muito conservadora, considerando
por exemplo as sondagens
que colocam o Reform UK no topo das preferências eleitorais no país, em 25% dos
britânicos.
Depois, temos os cidadãos de “extrema-esquerda”, uma boa parte daqueles que votam trabalhista, que votam no YouParty de Jeremy Corbyn e noutros pequenos partidos comunistas e socialistas que existem na Grã-Bretanha. Não serão estes com certeza que o regime pretende engajar para a união cívica e o voluntarismo militar: ou têm viva simpatia pelos russos (muitas vezes decorrente de uma equivoca nostalgia soviética) ou puro nojo do país em que nasceram. Num ou noutro caso, não são propriamente os recrutas ideais para carne de canhão. Constituem seguramente uns bons 20% da população total e aqui já temos quase metade da base de recrutamento completamente anulada.
Henrique Pereira dos Santos
Antes do escrito: Ana Sá Lopes tem hoje uma crónica delirante (o contrário é que seria de estranhar) no Público em que faz uma coisa habitual no jornalismo militante: pega na declaração de Montenegro de que não quer ser o pai da austeridade, que se refere, evidentemente, ao gasto público imprudente do governo de Sócrates, e diz que Montenegro está a chamar pai da austeridade a Passos Coelho. Logo que vi a declaração de Montenegro, apesar da sua interpretação ser linear e simples, disse para os meus botões que não tardaria a ser acusado de estar a chamar pai da austeridade a Passos Coelho. Delirantes, ainda vá, frequentemente até é divertido. Mas não podiam ser um bocadinho menos previsíveis?
Falemos então do genocídio em curso, levado a cabo pelos Israelitas para eliminar os palestinianos.
Comecemos num ponto arbitrário, o momento da fundação do Estado de Israel, em que haveria cerca de 630 mil judeus e 1,3 a 1,4 milhões de árabes a que poderemos chamar palestinianos (havia ainda uma minoria relevante de cristãos).
De acordo com os mais radicais defensores da ideia de genocídio em curso, desde esse momento que Israel vem executando um genocídio, que se traduz hoje na existência de cerca de 14 milhões de palestinianos em todo o mundo, incluindo os cerca de 1,7 milhões em Israel, três milhões e picos na Cisjordânia, dois milhões e picos na faixa de Gaza e três milhões e picos na Jordânia que anexou parte da Palestina histórica há uns anos largos).
Mas isto é contra a vontade de Israel, argumentar-se-á.
Talvez, mas dentro de Israel havia uns 150 mil palestinianos, depois da guerra da independência, e hoje são dez vezes mais e Israel reconhece-lhes todos os direitos cívicos e políticos.
A Faixa de Gaza foi administrada por Israel depois da guerra dos seis dias (nos trinta anos anteriores tinha sido administrada pelo Egipto), durante quase quarenta anos, até Israel retirar unilateralmente, entregando o governo da Faixa de Gaza a palestinianos.
Uma oportunidade de ouro para executar um genocídio como deve ser, visto que dentro das fronteiras de Israel o genocídio terá falhado: nestes quase oitenta anos a população árabe de origem palestiniana multiplicou-se por dez.
The Feast of Bacchus (Sine Cerere et Baccho friget Venus), 1640. Pintura de Jan Brueghel le Jeune (1601-1678) e Jan Balen (1611-1654)
Anteriores:Ontem, Lula subiu novamente à
tribuna da ONU e fez o que já virou tradição em seus discursos internacionais:
vestiu a beca de juiz do Oriente Médio, proferiu a sentença contra Israel e
voltou para casa convencido de que acabara de resolver aquilo que judeus e
árabes não conseguiram resolver nos últimos cem anos. Chamou de genocídio a
guerra travada pelo governo Netanyahu, reservou uma frase protocolar aos atos
terroristas do Hamas e ainda concedeu a Francesca Albanese o selo presidencial
de proprietária da verdade. Tudo muito equilibrado, naturalmente. De um lado,
uma organização terrorista que invadiu casas, assassinou famílias, violentou
mulheres e sequestrou civis. Do outro, o país que ousou sobreviver ao ataque.
Para o atual governo brasileiro, porém, parece que legítima defesa tem prazo de
validade, especialmente quando quem se defende é judeu.
É perfeitamente possível
criticar Netanyahu, questionar decisões militares, sofrer com a morte de civis
palestinos e exigir que toda guerra respeite limites. Eu mesma não terceirizo
meu pensamento a governo algum. Mas existe uma distância enorme entre criticar
políticas israelenses e transformar Israel na origem de todos os males do
planeta. Quando a indignação de alguém só funciona diante de Israel, enquanto
permanece em repouso absoluto diante do Irã, da Síria, do Iêmen, do Sudão, do
Afeganistão e de tantas outras tragédias, talvez não estejamos diante de
consciência humanitária. Talvez seja apenas o velho antissemitismo que trocou a
suástica pelo lenço palestino, aprendeu algumas palavras novas e passou a se
apresentar como militância progressista.
No Brasil, isso já deixou de ser um acidente isolado. O antissemitismo não apenas cresceu: acomodou-se, tirou os sapatos e colocou os pés sobre a mesa. Judeus são cobrados publicamente pelas decisões de um governo situado a milhares de quilômetros, escolas judaicas reforçam a segurança, símbolos religiosos precisam ser escondidos e qualquer manifestação de medo recebe como resposta uma palestra sobre Netanyahu. O preconceito agora vem com bibliografia, palavras em inglês e aparência de virtude. E quando o próprio presidente da República repete acusações máximas contra Israel, concede credibilidade automática aos seus acusadores e trata como verdade revelada uma narrativa profundamente contestada, ele talvez não esteja redigindo uma autorização oficial para odiar judeus, mas certamente está oferecendo aos antissemitas um salvo-conduto moral carimbado no Palácio do Planalto.
Unidade da Concept terá capacidade para 800 alunos, com mensalidades que podem atingir R$ 12 mil; reforma prevê novos espaços de aprendizagem e café na cobertura com vista para a praia
Victor Serra
Quase dois anos depois do
anúncio do fim das atividades do tradicional Colégio São Paulo, na Vieira
Souto, o imóvel que ocupa um dos endereços mais valorizados do Rio já tem
novo destino. O Grupo SEB, que alugou o complexo educacional
no Arpoador, vai transformar o espaço em uma unidade da escola Concept,
com previsão de abertura em fevereiro de 2028.
A mudança, segundo os
executivos da marca de ensino, será radical. O prédio que funcionou por 103
anos sob responsabilidade da Congregação das Irmãs Angélicas de São Paulo
passará por uma reforma completa, com projeto do escritório americano Perkins&Will.
A característica fachada de mármore do conjunto modernista será substituída por
uma nova proposta arquitetônica.
A unidade será a quarta escola
Concept do país, que já possui operações em São Paulo, Salvador e Ribeirão
Preto. A previsão é receber até 800 alunos e começar com turmas da Educação
Infantil ao 4º ano do Ensino Fundamental, para crianças a partir de 1 ano. A
grade será ampliada gradualmente nos anos seguintes.
O projeto terá cerca de 10 mil metros quadrados, mais de 20 ambientes colaborativos e 34 espaços de aprendizagem. Entre eles estão bibliotecas, estúdios de podcast, laboratórios, espaços maker, parques de exploração e descoberta e pátios. O complexo também terá quadra poliesportiva, áreas para aulas de lutas e dança e auditório. Na cobertura, está previsto um café com vista para a praia.
Ator virou alvo de críticas por seguir o ex-presidente nas redes. A coluna pergunta: desde quando follow virou declaração de voto?
Andrei Lara
Pietro Antonelli, ator de Quem Ama Cuida, virou alvo
nas redes depois que internautas descobriram que ele seguia Jair Bolsonaro no
TikTok. A repercussão rendeu críticas e, depois, o ator deixou de seguir
algumas contas.
E
daí, gente?
É curioso como algumas pessoas transformaram a lista de quem alguém segue numa espécie de prontuário ideológico. Agora, aparentemente, não basta saber em quem a pessoa vota. É preciso fiscalizar quem ela acompanha, quem curte e, daqui a pouco, até quem aparece no “Para Você”.
A coluna não sabe em quem Pietro vota. E, francamente, um follow não é urna, filiação partidária nem declaração de amor.