sábado, 31 de julho de 2021

Na lotérica: impresso e auditável

Brasil bate a marca de 100 milhões de pessoas vacinadas

Mais de 62% da população já foi imunizada com ao menos uma dose

Agência Brasil 

O Brasil chegou a 100 milhões de pessoas imunizadas ao menos com a primeira dose da vacina contra a covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 62% da população já recebeu ao menos uma dose. “Estamos cada vez mais próximos de chegar na nossa meta: até setembro, 100% dos adultos estarão vacinados com a primeira dose. E, até o final do ano, todos estarão imunizados”, afirmou o ministério, em nota à imprensa.

Foto: Walterson Rosa/MS

Ao mesmo tempo, o governo tem alertado a população sobre a importância da segunda dose. O ministério lançou no início de julho uma campanha para incentivar as pessoas que já tomaram a primeira dose a procurarem os postos de saúde para completar o esquema vacinal.

Nas redes sociais, o ministério ressalta a importância de se vacinar: “Quando chegar a sua vez, vacine já!!”

O chefe da pasta, ministro Marcelo Queiroga defendeu que governo federal, estados e municípios devem reforçar a comunicação para estimular a procura das pessoas que já tomaram a primeira dose para que completem o ciclo dentro do prazo previsto. Em evento em Presidente Prudente (SP), no início da tarde de hoje (31), Queiroga destacou o avanço da vacinação contra covid-19 no país, e afirmou sua expectativa de cumprir a meta de vacinar todos os brasileiros acima de 18 anos até setembro.

Título e Texto: Agência Brasil, Edição: Claudia Felczak – Agência Brasil, 31-7-2021, 18h01

Hotel Fasano tem pacote de Réveillon superior a R$ 80 mil


Considerado um dos hotéis mais elegantes e exclusivos do Rio de Janeiro, o Fasano, na Praia de Ipanema, está com pacotes especiais para o Réveillon. Os valores para duas pessoas vão de R$ 23.864,00 (apartamento superior de 30 metros quadrados com vista interna) a R$ 80.829,00 (suíte deluxe de 130 metros quadrados com vista para o mar). A opção de apartamento deluxe com vista para o mar (40 m²) sai por R$ 32.628,00.

A estadia mínima é de quatro noites com entrada no dia 29 de dezembro. Os valores finais aumentam um pouco porque há cobrança de 5% de imposto e R$ 9 de taxa de turismo por dia. E mais: o café da manhã não está incluso. Para fazer a refeição matinal, é preciso desembolsar R$ 132 por dia e por pessoa (mais 15% de imposto).  

Cada hóspede ganhará uma garrafa de prosecco para fazer o brinde na noite da virada.

Título e Texto: Yuri Antigo, Diário do Rio, 31-7-2021

Incroyable! Mesmo pagando tinta ou oitenta MIL reais, você tem que pagar o café da manhã! 👿

A feijões, o FC Porto venceu o Lyon por 5 a 3

GOLS PARA TODOS OS GOSTOS E MAIS UMA VITÓRIA NO PRIMEIRO TESTE NO DRAGÃO

No primeiro jogo de 2021/2022 realizado no Estádio do Dragão, e também o último de pré-temporada, o FC Porto bateu o Lyon (5-3), no que foi um jogo com um final eletrizante e com muitos e bons golos.

O FC Porto entrou praticamente a vencer no encontro, através de uma grande penalidade convertida por Sérgio Oliveira. Nanu foi derrubado dentro da área e, chamado a converter, o médio internacional português não vacilou na marca dos onze metros. O Lyon ainda tentou reagir e Dembelé desviou um cruzamento de Cornet para a trave da baliza defendida por Diogo Costa, mas foram os azuis e brancos que voltaram a mexer com o placar.

À meia hora, Luis Díaz cruzou à esquerda e Fábio Vieira, sem deixar a bola cair, finalizou com grande técnica, tendo a bola ainda desviado num jogador da equipa francesa. Novamente atrás do resultado, o Lyon conseguiu mesmo reduzir a desvantagem por Marcelo, na sequência de um livre lateral cobrado por Cornet (40m), mas os Dragões foram para os balneários na frente do marcador.

Como é habitual em jogos de preparação, Sérgio Conceição mexeu nas suas peças ao intervalo e colocou em campo Grujic e Manafá nos lugares de Sérgio Oliveira e Zaidu. O Lyon entrou mais perigoso na etapa complementar e Ekambi desviou para a baliza portista um cruzamento rasteiro de Cornet para igualar a partida (53m).

Cinco perguntas para Paulo Eduardo Martins

Deputado preside a comissão especial que votará a PEC do voto auditável na próxima semana

Silvio Navarro

Presidente da comissão especial que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) do voto auditável, o deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR) [foto] comenta os atos convocados para o dia 1º de agosto e critica a articulação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com presidentes de partidos. “Juízes que se comportam como políticos não contribuem para a democracia”, diz. Ele também fala sobre perspectivas da economia e o cenário eleitoral de 2022.

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Acompanhe a entrevista a Oeste.

1) Qual a importância do ato convocado em defesa do voto auditável neste domingo, 1º? Se a adesão for grande, poderá ser um divisor de águas capaz de pressionar o Congresso pela aprovação da PEC?

As manifestações são de extrema importância para tudo que necessite de legitimidade popular. É preciso ter clareza para enxergar que Brasília é uma bolha, ela foi construída para isso, para ser inalcançável, seja pelos seus inimigos ou pelo próprio povo. E a percepção de quem vive na bolha é distorcida. Por isso, quando o povo toma as ruas de tal forma que isso vira manchete de jornais, reflete na própria equipe dos parlamentares e explode, aí, sim, Brasília consegue enxergar a realidade. Dessa forma, pelo que tenho recebido de apoio popular em relação ao voto impresso auditável, creio que esse ato pode sim fazer pressão para que a PEC seja aprovada.

2) As reuniões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com presidentes de partidos, que resultaram em trocas de cadeira na comissão para inviabilizar a votação, podem ser consideradas “ativismo político” e interferência entre Poderes?

Esse tema, para mim, é motivo de muita preocupação porque, de fato, no final, pode ser sim. O que fortalece uma democracia são Poderes livres e independentes, harmônicos entre si. É legítimo que o Parlamento discuta aprimoramentos do seu sistema eleitoral. O Congresso é livre e soberano para discutir o que lhe cabe. E os demais Poderes têm de acatar o que foi legitimado pelo Parlamento. Da mesma forma que não cabe ao Parlamento interferir nos atos que são legítimos ao Judiciário ou ao Executivo, no que extrapola as suas atribuições. Juízes que se comportam como políticos não contribuem para a democracia. Ao contrário, acabam por sentenciar o fim dela. As coisas não estão em bom tom, e isso me entristece e preocupa. Por isso, peço sempre prudência a todas as partes envolvidas. É assim que se estabelece uma democracia de fato e forte.

Hackers iranianos se disfarçam de instrutora de aeróbica

Foto: Cristoph Scholz

A 'professora Marcella Flores' tinha perfis em redes sociais

Dagomir Marquezi

Funcionários de empresas britânicas ligadas à defesa, aeronáutica e espaço flertaram com uma instrutora de ginástica aeróbica chamada Marcella Flores. Ela aparecia no Facebook e no Instagram como uma espanhola sorridente e bronzeada que trabalhava para uma academia de Liverpool.

“Marcella Flores” era apenas a isca usada por um grupo de hackers a serviço do regime iraniano que se identifica como TA456 ou Tortoiseshell (“casco de tartaruga”). Os empregados começavam perguntando pelas aulas de “Marcella”, depois trocavam confidências com ela e passavam a se corresponder por meio de e-mails.

Essa operação durou oito meses antes de ser identificada pela empresa de segurança Proofpoint, que não identificou os envolvidos nem declarou se o golpe deu certo.

Título e Texto: Dagomir Marquezi, revista Oeste, 31-7-2021, 7h18

A obliteração da linguagem

Eis a verdade: uma elite 'progressista' tem tentado impor o uso desses termos sem sentido por questões ideológicas e para sinalizar falsa virtude


Rodrigo Constantino

“O convite para reinauguração do Museu da Língua Portuguesa abre com ‘todes’, termo usado por idiotas e que não existe na língua portuguesa. A maior parte do povo das ciências humanas e letras prova que a estupidez pode ter doutorado. Essa é a estupidez de cátedra.” Esse foi o desabafo do filósofo Luiz Felipe Pondé nas redes sociais contra o uso da tal “linguagem neutra” pelo governo de São Paulo. 

Já o secretário de Cultura do governo Doria, Sérgio Sá Leitão, politizou o assunto e aproveitou para atacar os adversários: “A abertura do novo Museu da Língua Portuguesa fez aflorar novamente (e de modo intenso) o autoritarismo, a intolerância e o ódio à cultura que Bolsonaro e seus acólitos cultivam com orgulho. Não aceitam que em São Paulo o governo estadual preze a arte, a ciência e a democracia”. Fica a dúvida: o que “todes” tem a ver com arte, ciência ou democracia? 

Eis a verdade: uma elite “progressista” tem tentado impor o uso desses termos sem sentido por questões ideológicas e para sinalizar falsa virtude. O sujeito fala “todes” e já se sente descolado, moderno, inclusivo e tolerante, olhando com desprezo para os “preconceituosos” que insistem no uso correto da língua. Fosse apenas um modismo qualquer, não mereceria maior atenção. O problema é que palavras importam. No começo era o Verbo! 

Confúcio teria feito um alerta importante: “Quando as palavras perdem seu significado, as pessoas perdem sua liberdade”. O uso adequado das palavras é essencial para a compreensão da realidade, para nosso próprio raciocínio. Sem isso, entramos em um pântano perigoso. Se o que é dito não tem sentido claro, então o cinismo acaba corroendo tudo. 

As verdadeiras lições olímpicas

Simone Biles é o reflexo da atual sociedade, que enaltece quem chora mais, quem se vitimiza e quem se ofende por tudo


Ana Paula Henkel

Entramos em mais uma Olimpíada. De quatro em quatro anos vivemos, através das lentes dos fotógrafos e das telas de TV, acontecimentos que mexem emocionalmente com milhões de famílias pelo mundo. A torcida por seu país, histórias de superação, derrotas inesperadas, vitórias extraordinárias. Se o mundo dos esportes é fascinante, o dos esportes olímpicos é hipnotizante.

Todo atleta olímpico tem sua história, e ela é única. Caminhos parecidos entre atletas podem até se esbarrar, mas jamais serão iguais. Família, treinamentos, técnicos, escola, relacionamentos, contusões, traumas, tudo tem um peso diferente para cada atleta. É difícil estabelecer certezas nas muitas vias que cada um percorre até chegar a uma Olimpíada, mas é exatamente nas poucas e profundas similaridades entre nós que percebemos que existe algo em comum entre todos os que estão ali.

Como ex-atleta olímpica pelo Brasil em quatro edições dos Jogos, não tenho resposta para as centenas de perguntas que chegam até mim nesta época. Como mencionei, cada história é única, mas creio que posso afirmar uma ou duas coisas sobre esse mundo. Às vezes, assistindo aos Jogos com a família, os filhos perguntam “Como você sabia que isso ia acontecer, que ele erraria?”, “Como você sabia que ela recuperaria?”. A resposta é: não sei. Talvez algo no olhar, na linguagem corporal, alguma intuição por já ter estado lá e saber, na pele, o que pode estar passando naquele momento na cabeça daquele atleta. Todos nós ali já vivemos um turbilhão de emoções: medo, alívio, dor, alegria, decepção, dúvida, entorpecimento pela glória, humilhação pela queda.

Meu primeiro contato com os Jogos Olímpicos, e as emoções que eles podem trazer, foi em 1980, na Olímpiada de Moscou. No interior de Minas, em Lavras, lá estava a menina de 8 anos, aos prantos, assistindo à cerimônia de despedida daqueles Jogos com o inesquecível ursinho Misha, que também derramava uma lágrima numa coreografia feita pelo próprio público nas arquibancadas. Ali foi apenas o começo de um longo namoro e casamento com o esporte. Eu mal podia esperar pela próxima edição, e logo veio a Olimpíada de Los Angeles, em 1984, que nos deu a geração de prata no vôlei masculino num jogo inesquecível contra os donos da casa. Mas aquela Olimpíada me deu muito mais do que o amor necessário para querer defender o Brasil jogando vôlei. Ela me deu Gabriela Andersen. E eu nunca mais fui a mesma.

Assim como as reuniões de família nesta semana para assistir aos eventos esportivos de Tóquio, em 1984 estávamos todos em casa diante da TV para acompanhar a chegada da maratona feminina. Foi quando Gabriela Andersen, da Suíça, entrou no Coliseu de Los Angeles e mudou para sempre minha alma de atleta. Ninguém se lembra quem foi ouro, prata ou bronze naquela prova, mas todos se lembram de Gabriela Andersen.

[Versos de través] A boneca

Olavo Bilac

Deixando a bola e a peteca, 
Com que inda há pouco brincavam, 

Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.

Dizia a primeira: “É minha!”
— “É minha!” a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.

Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha...

Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.

E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca...


Título e Texto: Olavo Bilac

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sexta-feira, 30 de julho de 2021

Quem quer dar o golpe?

O presidente, que só continuará a ser presidente se ganhar a eleição de 2022, ou quem nega a ele, em qualquer circunstância, o direito de se reeleger?

J. R. Guzzo

É possível ler pelo menos uma vez por dia que a democracia no Brasil está correndo os riscos mais sérios de sua história neste preciso momento — e todo mundo sabe perfeitamente quem é o responsável direto por isso, segundo nos dizem a mídia, as classes ilustradas e o Brasil equilibrado, europeu e social-democrata que tanto encanta a nossa elite. O culpado é ele mesmo: Jair Bolsonaro. Há, entre os riscos, os “atos antidemocráticos”, como as aglomerações de gente onde se pede o despejo dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Há as passeatas de motocicleta. São apresentadas ideias inconstitucionais, como a de que a presente Constituição não vale nada. Há a reivindicação de que o voto nas eleições de 2022 possa ser comprovado fisicamente. E há, acima de todas as outras ameaças fatais à democracia, a possibilidade de que Bolsonaro ganhe a eleição presidencial do ano que vem e continue presidente do Brasil por mais quatro anos.

Como assim? Isso aí é o que se chama de contradição absoluta. Como o resultado de uma eleição livre, direta, com voto universal e secreto pode ser a pior ameaça a uma democracia? Pois é onde estamos hoje, exatamente. O debate político no Brasil foi sendo tão degenerado, mas tão degenerado, que eleição, conforme o resultado, passou agora a ser crime político. Há muita conversa, claro, sobre “movimentação militar”, coisas obscuras e imprecisas que ninguém foi capaz de definir até o momento. Aqui e ali murmura-se sobre algum tipo de “golpe de Estado” — sem que fique preciso, nunca, quem daria esse golpe, quando, como e onde. Como o presidente disse que o Brasil tem de ter eleições limpas, ou não terá eleição nenhuma, e como a eleição terá de ter voto auditável para ser limpa, e como não vai haver voto auditável, há uma confusão contratada para o ano que vem. Há os “radicais” em volta de Bolsonaro, há o discurso do ódio (só do lado dele), há os “atos antidemocráticos”, há o general Braga — enfim, há uma infinidade de coisas que são relacionadas todos os dias para indicar que a democracia brasileira está em estado de coma. Mas tudo isso, em geral, é conversa para encher o noticiário. O problema, mesmo, é Bolsonaro ganhar a eleição.

Quem não admite que existe uma maneira diferente da sua de ver o mundo é um militante do totalitarismo

E, nesse caso, quem é a verdadeira ameaça à democracia? O presidente, que só continuará a ser presidente se ganhar a eleição de 2022, ou quem nega a ele, em qualquer circunstância, o direito de se reeleger? É cada vez mais comum, na esquerda, dizerem que não vão “esperar” a eleição para desembarcar Bolsonaro do governo. Que diabo significa isso? Todo o discurso de oposição fala em “excluir a possibilidade” de mais quatro anos com ele.

Egotismo

Andrew Lobaczewski

Chamamos de egotismo a atitude, subconscientemente condicionada como uma regra, pela qual atribuímos valor excessivo aos nossos reflexos instintivos, às nossas imaginações e hábitos adquiridos desde muito cedo, e à nossa visão de mundo individual.

O egotismo atrasa a evolução normal da personalidade, porque estimula a dominação da vida subconsciente e torna difícil aceitar os estados desintegrativos que podem ser muito proveitosos para o crescimento e desenvolvimento. Esse egotismo e a rejeição da desintegração, por outro lado, favorecem o aparecimento de reações para-apropriadas como descrito acima.

Um egotista mede as demais pessoas pelos seus próprios parâmetros, tratando seus conceitos e modos de experiência como critério objetivo. Ele gostaria de forçar as outras pessoas a sentir e pensar exatamente do mesmo jeito que ele.

As nações egotistas têm um objetivo subconsciente de ensinar ou forçar as demais nações a pensar dentro de suas próprias categorias, o que faz com que sejam incapazes de entender as outras pessoas e nações, ou de se tornarem familiares com os valores de suas culturas.

A educação apropriada e a autoeducação, desta forma, sempre ajudam a “de-egotizar” uma pessoa jovem ou adulta e, com isso, abrem a porta para que a mente e o caráter se desenvolvam. Os psicólogos práticos, apesar disso, acreditam comumente que uma certa medida de egotismo é útil como um fator de estabilização da personalidade, prevenindo-a de desintegrações neuróticas demasiadamente simplistas e, com isso, tornando possível superar as dificuldades da vida.

Apesar disso, existem pessoas fora do comum, cujas personalidades são muito bem integradas, mesmo sendo quase totalmente desprovidas de egotismo; isso as permite entender os outros muito facilmente.

‘O povo brasileiro não confia no atual sistema’ de votação, diz Filipe Barros

Relator da proposta do voto verificável, deputado critica concentração de poderes nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral

Fábio Matos

Em entrevista ao programa Opinião no Ar, exibido pela RedeTV! nesta sexta-feira, 30, o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), relator da proposta do voto verificável, afirmou que o projeto deve ser votado na semana que vem pela comissão especial criada na Câmara para tratar do tema. O texto deve ser analisado pelos parlamentares na quinta-feira 5.

“A votação vai ser feita na quinta-feira. Não temos mais dispositivos regimentais para utilizar e tentar adiar a votação. O que eu, como relator, tenho feito é mantido as conversas com os deputados na tentativa de convencê-los a avançar nessa matéria”, afirmou Barros. 

Segundo o deputado do PSL, a participação da população brasileira nas manifestações programadas para o próximo domingo em defesa do voto verificável pode ser determinante para que os parlamentares se sensibilizem e aprovem a mudança no sistema de votação no país para as eleições de 2022.

“É importante a população brasileira demonstrar que essa pauta não é do [Jair] Bolsonaro, do Filipe, da Bia Kicis [autora da proposta]. É uma pauta do povo. O povo brasileiro não confia no atual sistema. Nós precisamos ter um sistema transparente que devolva ao eleitor a possibilidade dele ser o fiscal do próprio voto”, disse Barros. 

“O problema central das nossas urnas é justamente não permitir uma comprovação objetiva e concreta de possíveis fraudes”, explicou o parlamentar. “A lisura das eleições é atestada exclusivamente com base em softwares. É por isso que essas urnas deixaram de ser utilizadas, em especial a partir dos anos 2000, pela maioria dos países democráticos.”

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Presidente da República promoveu live nesta quinta-feira, 29, para falar sobre a importância da auditoria dos votos nas eleições de 2022

Edilson Salgueiro

O presidente Jair Bolsonaro promoveu uma live nesta quinta-feira, 29, para falar sobre a segurança das urnas eletrônicas de primeira geração, utilizadas nas eleições brasileiras desde 1996. Durante a transmissão, o chefe do Executivo federal esclareceu as dúvidas sobre o voto “impresso” e comentou a resistência do Tribunal Superior Eleitoral à auditoria dos votos nas eleições de 2022.

Butão, Bangladesh e Brasil

Segundo Bolsonaro, apenas Butão, Bangladesh e Brasil utilizam as urnas eletrônicas de primeira geração nas eleições. “Por que países como Japão e Coreia do Sul não adotam um sistema como o nosso?”, perguntou. “O presidente do Tribunal Superior Eleitoral [TSE], Luís Roberto Barroso, disse que nosso sistema é seguro e confiável.”

Debate politizado

O chefe do Executivo federal criticou o modo como o debate sobre o voto “impresso” foi conduzido no Brasil. “Por que a ferocidade do presidente do TSE em não querer discutir o assunto, não falar sobre a contagem pública de votos?”, indagou. “Por quê, na iminência da aprovação da PEC da deputada Bia Kicis, ele se reuniu com lideranças partidárias?”

Barroso e a reunião com líderes partidários

De acordo com Bolsonaro, após o encontro entre o ministro Luís Roberto Barroso e as lideranças de 11 partidos, as siglas mudaram radicalmente de posição sobre a questão do voto “impresso”. “Qual é o poder de persuasão do Barroso?”, questionou. “Que poder esse homem tem para demonstrar essa forma de convencimento?”

Êxodo venezuelano pode superar o da Síria em 2022

A previsão foi publicada em um documento da Organização dos Estados Americanos

Artur Piva

Até o início de 2022, o número de emigrações venezuelanas pode chegar a sete milhões de pessoas. A quantidade supera o êxodo da Síria (6,7 milhões), considerado o maior do mundo. Os dados aparecem no relatório divulgado pelo Grupo de Trabalho da Organização dos Estados Americanos para a Crise de Migrantes e Refugiados Venezuelanos, divulgado nesta quinta-feira, 29.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A equipe é coordenada por David Smolansky, que nasceu no país sul-americano. Ele assegura que existem mais de 5,6 milhões de migrantes e refugiados da Venezuela — número que corresponde a 18% da população local. “É a maior crise de exilados da história da região”, declarou.

De setembro de 2020 para cá, cerca de 700 a 900 pessoas fugiram diariamente por vias irregulares, enfrentando rotas marítimas ou trilhas perigosas.

O principal destino é a Colômbia, que já conta mais de 1,7 milhão de venezuelanos no seu território, seguida por Peru (1,05 milhão), Estados Unidos (465 mil), Chile (457 mil) e Equador (431 mil).

Título e Texto: Artur Piva, revista Oeste, 29-7-2021, 20h40

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A CPI da Covid não investiga nada

A comissão existe unicamente para a mídia e a oposição conduzirem, há três meses, um show contra o governo

J. R. Guzzo

Se o Brasil tivesse instituições que valessem uma nota de R$ 2 e políticos com a qualidade profissional de um flanelinha, não teria acontecido uma aberração tão miserável como essa CPI da Covid. Tendo acontecido, não poderia ter nomeado um presidente investigado por corrupção alguns anos atrás pela Polícia Federal — sua própria mulher e três irmãos foram para a cadeia sob a acusação de meterem a mão em verbas da saúde. Também não teria um relator como esse que está aí, com nove processos penais no lombo e a fama pública de ser um dos políticos mais enrolados do Brasil diante das leis criminais. Não poderia, igualmente, ter como vice-presidente um indivíduo que não entendeu até agora o que é uma investigação parlamentar séria, já deu provas repetidas de histeria e trata como criminosos e inimigos da pátria todos os depoentes que fazem parte da sua listinha negra pessoal.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A CPI do Senado não investiga nada — existe unicamente para a mídia e a oposição conduzirem, há três meses, um show contra o governo. Centenas de depoimentos, diligências, perícias e tudo o mais foram se amontoando uns sobre os outros sem deixar claro, com um mínimo de competência no trabalho investigatório, o que houve realmente de errado, quem errou, quando, onde, no que e como. Não há um único inquérito penal que possa levar à condenação de alguém, mesmo porque não há nenhuma prova decente a respeito de nada ou de alguém até agora. Milhões de reais de dinheiro público são queimados em troca de literalmente coisa nenhuma.

[Aparecido rasga o verbo] A Rosa

Aparecido Raimundo de Souza 

A MENINA DE VESTIDINHO AMARELO e botinhas pretas se levantou de perto de sua mãe, onde estava sentada no sofá e se dirigiu até o centro da sala, onde uma mesinha em formato de coração estava repleta de xícaras usadas pelas pessoas que, em pé, conversavam animadamente entre si. Ao lado das xícaras, numa bandeja de prata, uma garrafa de café. 

Ao contínuo da garrafa de café, jazia, esquecido, um vasinho simples, destoado de todos aqueles apetrechos colocados ao seu redor. A pequena criança carregava, nas mãos, uma rosa vermelha e, ao ver o recipiente sem nada, depositou nele, delicadamente a flor que trouxera consigo. 

A mãe achou bonito aquela cena infantil e questionou, com seus botões, o por que da sua filhinha de cinco anos ter se dado ao trabalho de praticar tão belo propósito? Os oito homens, em pé, distados, da mesa, apenas alguns passos, sequer perceberam o que a criança na sua inocência acabara de fazer. 

Todavia, ainda que tivessem visto, em face da distância ser curta demais, não manifestariam, como, de fato não exprimiram, nenhum gesto de delicadeza ou de admiração. Afeição, então, não fazia parte das suas vidas corridas. Eles, na verdade, não tinham tempo para pequenos mimos de cortesia, de calor humano. 

Aquela postura bucólica e, ao mesmo tempo despretensiosa de uma criaturinha que se fazia ali, em acompanhando os pais, era a filha de um dos oito cavalheiros e, claro, marido da mulher que ocupava um lugar no enorme sofá cantonado. Rosa colocada no vaso, a graciosa correu de retorno para junto da mãe e se acomodou ao lado dela, silenciosa. 

Neste momento, veio da cozinha uma funcionária com as suas alegrias e ademanes expostos, retirou a bandeja com as xícaras e a garrafa de café. Ninguém notou o seu sorriso, nem a ausência da garrafa de café. A serviçal voltou a sumir por breves minutos e, então, pela segunda vez, se fez presente, desta feita, com um pano nas mãos. 

Limpou cuidadosamente a mesa com o devido esmero. Terminado este procedimento, passou a mão no jarrinho com a rosa. Como da primeira vez, saiu de cena usando a porta pela qual ingressara no ambiente. A gracinha de vestidinho amarelo e botinhas pretas, ficou amuada chupando o dedinho polegar, como se o mundo, ao seu redor, tivesse caído sobre a sua cabeça. 

quinta-feira, 29 de julho de 2021

LIVE com o presidente Bolsonaro, 29 de julho de 2021 (Você confia na 'analista' do IBOPE?)

Covid-19: Saúde receberá 133 milhões de doses de vacinas nos próximos dois meses

Maior parte das cargas, 70 milhões, será composta pelo imunizante produzido pela Pfizer

Artur Piva


Nesta quinta-feira, 29, o Ministério da Saúde (MS) anunciou que receberá quase 133 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 nos próximos dois meses: 63,3 milhões em agosto e 69,4 milhões em setembro, de acordo com uma publicação feita pela pasta no Twitter.

Os imunizantes que serão entregues

De acordo com a plataforma Localiza SUS, mantida pelo MS, serão 24,1 milhões de doses da vacina desenvolvida pela parceria AstraZeneca/Oxford, 37,8 milhões da CoronaVac, e 70,8 milhões da Pfizer. Os dados aparecem na plataforma Localiza SUS, mantida pelo MS.

Título e Texto: Artur Piva, revista Oeste, 29-7-2021, 17h10

Mega dinossauros tomam conta do Via Parque na nova temporada do Jurassic Safari Experience

Espetáculo traz diversas réplicas animadas de dinossauros em tamanhos reais que interagem pelo espaço em performances e movimentos impressionantes ao redor dos carros

Altair Alves

Seres pré-históricos vão invadir a Cidade Maravilhosa com a nova, e curta temporada do Jurassic Safari Experience, que está de volta ao Rio de Janeiro para apresentações entre os dias 13 e 29 de agosto, no estacionamento do Shopping Via Parque.

Foto: Camila Cara

O megaevento mistura muita interatividade, diversão e ciência em um ambiente lúdico e recheado de conhecimento, experiência e aventura. Tudo isso acontece como em um safari de verdade, ou seja, sem a necessidade de sair do carro.

O show conta a história de um grupo de cientistas que recriou dinossauros de diversos períodos a partir do DNA de fósseis. Dinossauros que agora vivem, ali, dentro de um ambiente mágico. O público irá se surpreender com as dezenas de répteis pré-históricos animados por técnicas de manipulação e animatronic, que irão correr pelo espaço em performances e movimentos impressionantes ao redor dos carros. Todo o conteúdo de Jurassic Safari Experience tem supervisão de um paleontólogo para que ficção e educação desempenhem a sinergia perfeita.

O acesso ao áudio das apresentações poderá ser feito por meio de canal FM do rádio do veículo. Outra inovação é que o espectador deverá marcar pelo celular a compra de alimentos, bebidas e souvenires.

Os ingressos para as sessões custam entre R$120 e R$200 (carro para até cinco pessoas) e podem ser adquiridos pelo site www.jurassicsafari.com.br. A experiência tem duração total de cerca de 55 minutos.

Serviço:
Jurassic Safari Experience
Via Parque Shopping – Estacionamento
Endereço: Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ
De 13 a 29 de agosto

Sessões:
Quintas e Sextas-feiras: 17h30, 19h e 20h30
Sábados e Domingos: 11h30, 14h30, 17h30 e 19h
Obs.: Sessões extras poderão ser abertas conforme demanda.
Valor do ingresso entre R$120 e R$200 por veículo
Quantidade máxima de pessoas por carro – 5 (independente da idade)
Quantidade de carros – 100
Site de Vendas – www.jurassicsafari.com.br
Classificação Etária: Livre

Título e Texto: Altair Alves, Diário do Rio, 29-7-2021

Redes sociais não revelam quem censura os posts “desinformativos”

Tiago Cordeiro

Ao longo de vários meses, não foi possível publicar posts no Facebook a respeito da teoria de que o novo coronavírus vazou de um laboratório chinês. A rede social tratava afirmações do tipo como "teoria da conspiração". Ainda não se provou que o Sars-Cov-2 surgiu em laboratório — nem na natureza — mas a empresa precisou rever sua postura. No final de maio, anunciou: “Devido às investigações atuais sobre as origens da Covid-19 e em consulta com especialistas da saúde, não eliminaremos mais das nossas plataformas as afirmações de que a Covid-19 foi feita por humanos, ou fabricada”.

Até então, a empresa ameaçava punir as pessoas que publicassem textos alegando que o vírus Sars-CoV-2 foi criado por humanos. As punições permanecem para outros temas, incluindo defender qualquer tipo de tratamento imediato, por exemplo, ou apontar falhas existentes e comprovadas das vacinas.

Aqui é importante frisar que vacinas salvaram e salvam milhões de vidas, mas apontar falhas faz parte do processo científico e ajuda a aumentar sua eficácia e ajustá-las quando é necessário: a Astra Zeneca, por exemplo, não é mais indicada para mulheres grávidas. Outras vacinas também não são recomendadas para determinados grupos. Ao censurar posts com questionamentos, as redes sociais trabalham contra o avanço da ciência.

O Twitter e o YouTube, entre outros gigantes das redes sociais, também decidem o que pode ou não ser publicado a respeito do combate à pandemia. Mesmo quando os autores das mensagens são médicos, que citam pesquisas para apoiar suas afirmações.

Em fevereiro, o grupo de especialistas Médicos pela Liberdade teve a conta no Twitter suspensa. A organização mantém uma conta no YouTube e outra no Instagram. São recorrentes os casos de bloqueio a posts de médicos que questionam o consenso gerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Geralmente os posts sobre o tratamento precoce são alvos da censura, inviabilizando um debate de médicos que estão na linha de frente do combate contra a Covid-19. Muitos desses médicos são chamados de "negacionistas", o mesmo adjetivo usado contra aqueles que apontavam a possibilidade do vírus ter origem em laboratório.

[Viagens & Destinos] Fui pra Aveiro de trem

E aí rapaziada! Esse é o segundo episódio da playlist do Turismo Pé de Chinelo e dessa vez vou a Aveiro e mostro para vocês a cidade e seus pontos turísticos! Espero que gostem!

"Aveiro é uma cidade portuguesa, situada na Região Centro, sub-região da Região de Aveiro, capital do distrito de Aveiro, com cerca de 55 000 habitantes. É sede de um município com 78 450 habitantes (2011) e 197,58 km² de área, subdividido em 10 freguesias. É um importante centro urbano, portuário, ferroviário, universitário e turístico."

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Portugaiando!, 18-7-2021

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Com prejuízo de R$ 1,2 bilhão no 2º trimestre, Gol revisa projeções para baixo

No mesmo período de 2020, a companhia aérea já havia registrado resultado negativo

Fábio Matos

A Gol anunciou que teve um prejuízo líquido recorrente de R$ 1,205 bilhão no segundo trimestre deste ano. No mesmo período de 2020, a companhia aérea já havia registrado um resultado negativo (R$ 771,8 milhões).

Entre abril e junho de 2021, a receita líquida total da empresa somou R$ 1,02 bilhão — alta de 187,4% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

Com o resultado, a Gol revisou para baixo a maioria de suas projeções para o segundo semestre. Agora, a receita operacional líquida esperada é de R$ 5,4 bilhões, ante R$ 6 bilhões estimados inicialmente.

“Espera-se que a receita do semestre em 31 de dezembro aumente aproximadamente 85% comparada com o mesmo período do ano anterior ante 100% projetado anteriormente”, diz a empresa em comunicado divulgado ao mercado.

Título e Texto: Fábio Matos, revista Oeste, 29-7-2021, 10h10

Queiroga: brasileiros terão ‘imunização completa até dezembro’

O ministro da Saúde afirmou que toda a população receberá a primeira dose da vacina até setembro

Sabrina Nascimento

Em pronunciamento em rede nacional, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que “toda a população adulta do Brasil estará vacinada com a primeira dose até setembro e com a imunização completa até dezembro”. De acordo com o ministro, com mais de 63% da população adulta já imunizada com a primeira dose, o Brasil registrou “uma queda expressiva de 40% no número de casos e óbitos em apenas um mês”.

O ministro lembrou das ações da pasta, “conforme determinação do presidente Jair Messias Bolsonaro”, no combate à pandemia e reforçou que “a contenção da crise sanitária e a plena recuperação da atividade econômica dependem, em grande medida, do sucesso de nosso Programa Nacional de Imunizações, o PNI.”

No final da fala, Queiroga reiterou que todos precisam completar o ciclo de imunização. “Busquem os postos de vacinação para tomar a segunda dose, pois sua imunização só estará completa após a conclusão do esquema vacinal”, disse.

Título e Texto: Sabrina Nascimento, revista Oeste, 28-7-2021, 21h17

TCU aprova concessão da via Dutra e da Rio Santos

Corte analisou e aprovou os estudos da ANTT

Luciano Nascimento

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o processo de concessão da rodovia BR-116/101/SP/RJ, a via Dutra, no trecho que liga as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Foto: Charles de Moura/PMSJC

O tribunal também aprovou o projeto de concessão à iniciativa privada da BR-101, a Rio-Santos, que vai de Santos ao Rio de Janeiro. A aprovação pelo TCU é a última etapa antes da publicação do edital de concessão. No total, as duas concessões somam 625,8 km que serão administrados pelo vencedor do leilão, ainda sem data prevista. A expectativa é que o certame ocorra no quarto trimestre deste ano.

Na sessão de ontem (28), a Corte aprovou os estudos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). No total, estão previstos R$ 14,8 bilhões em investimentos por parte da iniciativa privada para ampliação de capacidade, com duplicações, implantação de terceiras e quartas faixas, vias marginais, entre outras melhorias.

Na rodovia BR-116/RJ/SP, são 364 quilômetros de pistas entre o município de Seropédica (RJ) e o entroncamento com a BR-381/SP-01 (Marginal Tietê), em São Paulo (SP). Enquanto na BR-101/RJ/SP, são 271,7 quilômetros, desde o município do Rio de Janeiro (RJ) até Ubatuba (SP).

O leilão terá um modelo híbrido de concorrência, que mescla desconto na tarifa de pedágio e o valor da outorga da concessão. Nesse formato, o edital traz o valor máximo da tarifa e um teto de desconto. Ganha o leilão quem oferecer o maior desconto ao usuário dentro do teto permitido. O valor de outorga servirá como critério para o desempate entre concorrentes. A duração do contrato é de 30 anos.

Augusto Nunes: embaixador da China no Brasil mostra que não tem compromisso com a verdade

Yang Wanming afirma que o único problema de Cuba é o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos

Para o jornalista Augusto Nunes, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, ao ir às redes sociais defender que o embargo norte-americano é o único problema enfrentado pelo povo de Cuba, mostra que o diplomata não tem compromisso com a verdade. Veja o comentário.

JR NA TV, 28-7-2021, 21h44

Esta quinta-feira poderá ser a tarde mais fria do ano no Rio

A previsão é de máxima de 18 e mínima de 11 graus

Felipe Lucena

De acordo com o site Climatempo, esta quinta-feira, 29, pode registrar a tarde mais fria do ano. A previsão é de máxima de dezoito e mínima de onze graus.

Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo

Um aviso de ressaca emitido pela Marinha informa sobre a possibilidade de ondas com até quatro metros de altura atingirem a orla do Rio, até as 21h deste sábado (31). Na capital, a previsão é de ventania, com rajadas de até 70 km/h.

A madrugada de sexta-feira deve ser de tempo frio, com mínima de 9°C. Depois, o tempo fica mais firme e as temperaturas voltam a subir, com previsão de máxima de 25°C na segunda-feira, 2 de agosto.

Título e Texto: Felipe Lucena, Diário do Rio, 29-7-2021

Um suspeito morre e outros dois ficam feridos em tentativa de arrastão na Linha Amarela

Houve perseguição e troca de tiros perto do acesso da Avenida Dom Hélder Câmara

Felipe Lucena

Por volta das 6h30 desta quinta-feira (29), durante uma tentativa de arrastão na Linha Amarela, na saída 4, na altura de Del Castilho, Zona Norte do Rio, um suspeito foi morto e outros dois feridos. Segundo as primeiras informações da PM, três criminosos armados iriam fazer um arrastão na via expressa, contudo, policiais do 3º BPM (Méier) conseguiram impedir a ação.

Carro usado pelos bandidos

O caso foi registrado na 24ª DP (Piedade). A PM informou que os suspeitos roubaram pelo menos um carro e uma moto na Avenida Dom Hélder Câmara. Os policiais disseram que apreenderam uma pistola.

Ainda de acordo com a PM, um suspeito foi morto perto de um valão na Rua Henrique Scheid, no Engenho de Dentro, na Zona Norte, após nova troca de tiros, quando tentou fugir na garupa de uma moto. Atingido, acabou caindo num córrego, onde morreu.

Outro suspeito foi atingido no braço, e um terceiro criminoso foi socorrido em estado grave pelos bombeiros. Eles foram levados para Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. A identificação dos baleados ainda não foi informada.

O trânsito não foi interrompido na Linha Amarela. No entanto, apresenta lentidão no sentido Ilha do Fundão, entre os bairros de Del Castilho e Higienópolis.

Título e Texto: Felipe Lucena, Diário do Rio, 29-7-2021

Proibiu ou não?

quarta-feira, 28 de julho de 2021

[Língua Portuguesa] Academia Brasileira de Letras lança nova edição online do Volp

Vocabulário contará com mil palavras novas 

Alana Gandra

Criptomoeda, feminicídio, homoparental, infodemia e sororidade. O que essas palavras têm em comum? Além de serem usadas pelos brasileiros, elas vão constar, pela primeira vez, no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), da Academia Brasileira de Letras.

A sexta edição do Volp está disponível para consulta online, no site da academia. O conteúdo pode ser acessado também pelo aplicativo oficial do Volp (disponível no Google Play e na App Store). Essa é a primeira atualização da publicação desde a 5ª edição, lançada em 2009.


A Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL, presidida por Evanildo Bechara, vem reunindo novos vocábulos colhidos em textos literários, científicos e jornalísticos ou recebidos como sugestão por quem consulta o Volp. A obra foi atualizada com o objetivo de oferecer ao público uma edição em dia com a evolução da língua, de modo a refletir as mudanças da sociedade.

Telemedicina, ciberataque, judicialização, covid-19, pós-verdade, negacionismo, necropolítica, gentrificação e ciclofaixa também são verbetes acrescidos ao Volp. Ainda foram registrados novos estrangeirismos como botox, bullying, compliance, crossfit, home office, lockdown, podcast e emoji.

Autoridades disseminam fake news sobre o voto ‘impresso’, afirma Filipe Barros

Segundo o deputado, ministros do TSE e do STF não dizem a verdade sobre o tema

Edilson Salgueiro

O deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) [foto] concedeu entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, exibido nesta terça-feira, 27. Durante a conversa, o relator da proposta de emenda constitucional (PEC) do voto “impresso” falou sobre a expectativa do Congresso Nacional em relação ao projeto que visa a garantir mais segurança nas eleições.

O impacto da reforma ministerial na aprovação da PEC 135/2019

Segundo Barros, a comissão especial criada pela Câmara, para analisar a proposta do voto “impresso”, era composta de políticos majoritariamente favoráveis à pauta. “Após as reuniões convocadas pelos ministros do TSE e do STF, os parlamentares mudaram suas posições”, afirmou. “Então, a composição da comissão especial mudou. Com a reforma ministerial, esperamos que a base seja consolidada, a fim de retomar a maioria na comissão.”

A conversão de parlamentares

O deputado federal diz ter convicção de que os partidos contrários à matéria podem reconsiderar suas decisões. “O Republicanos, partido pelo qual fui eleito vereador em Londrina, anunciou apoio à implementação do voto ‘impresso’ nas eleições”, observou. “O presidente da sigla, deputado Marcos Pereira, alegou que a tomada de decisão ocorre em virtude da pressão da população brasileira nas mídias sociais, na internet.”

Para proteção dos garis, Comlurb pede colaboração da população no acondicionamento do lixo

De junho de 2020 a junho de 2021, a Companhia registrou 17 casos de acidentes com perfurocortantes entre garis de coleta na cidade do Rio

Larissa Ventura

Com o objetivo de prevenir acidentes e preservar a saúde dos garis, a Comlurb está promovendo uma campanha de conscientização da população, por meio da imprensa e de suas redes sociais, sobre as formas adequadas de acondicionar e dispor os resíduos perfurocortantes.

Em um ano, de junho de 2020 a junho de 2021, a Companhia registrou 17 casos de acidentes com perfurocortantes entre garis de coleta na cidade do Rio. O mal acondicionamento desses materiais pela população resultou em corte e perfurações das mãos, dedos ou punhos dos profissionais.

Esse tipo de material deve ser enrolado em diversas folhas de jornais, ou colocado em caixas de material rígido, recipientes resistentes ou dentro de garrafas PETs, devidamente sinalizados com o aviso do que se trata, e somente dispostos no dia da coleta.

[Língua Portuguesa] Estada vs Estadia



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Radical x Intransigente: qual a diferença? 
Viajar na maionese: significado e origem da expressão 
Como se chama esta fruta? 
‘Ter de’ ou ‘Ter que’? 
Por que, por quê, porque, porquê 
[Língua Portuguesa] O que é ‘semântica’? 
‘Até o’ ou ‘até ao’?

terça-feira, 27 de julho de 2021

Roberto Jefferson – Direto ao ponto, 26 de julho de 2021

100 conversas!


O nosso último “conversado”, Lourenço Bray, foi ‘sorteado’ com o número 100. Ou seja, é dele (e com ele) a CENTÉSIMA conversa com o Cão.

[O cão tabagista conversou com…] – 100ª! – Lourenço Bray: “Temos um problema de independência dos media em Portugal, agravado com a penúria financeira e perda de relevância…”

A ele, e aos outros 99 “conversados”, o nosso Muito

Em frente continuaremos, rumo à 200ª!

Heróis do ar, pobre povo, nação doente…

Deixamos de ser Portugal para ser outra coisa qualquer, não sei o quê…


Otto Czernin

Nós sempre tivemos a mania de ser os maiores.

Eu andei muitos anos num colégio interno em Abrantes, o famoso e temeroso La Salle. Quando fui para lá tinha 10 ou 11 anos. Ainda me lembro do dia em que lá cheguei. Foi num domingo, já às portas do Outono, se não me engano em setembro de 1968. Nessa altura morava no Monte Estoril, no Largo Ostende, feio e famoso pelas suas garagens automóveis. Depois da ida à Igreja dos Inglesinhos, como nós lhe chamávamos, por ser maioritariamente frequentada por estrangeiros e porque os padres eram irlandeses dominicanos enviados a Portugal logo após a implantação da república, o que não deixa de ser irónico, Portugal, país de missionários, passar a país de missão…

Enfim, depois da missa, lá partimos para Abrantes, a minha Mãe, nascida e criada em Cascais, a minha Avó inglesa e o meu Pai, austríaco, ao volante de um velho VW. Chegámos por volta das seis da tarde, já o sol ia baixo. Fomos recebidos e conduzidos à longa camarata. Eram para cima de 150 camas, divididas por quatro filas. Fiquei com o número 149, número que se manteve até 1973, data em que me vim embora, após cinco anos de estadia em regime de pensão completa.

Portugal estava nessa altura em plena guerra de África.

E eu lembro-me perfeitamente da primeira sova que levei. Foi no balneário do hóquei, dada por um preto da Guiné, chamado Rui. Era mau como as cobras, mas depois ficámos amigos, pois foi ele o nosso treinador de hóquei. No La Salle havia uma seita de pretos que mandava naquilo. Havia também uma seita de alentejanos e ribatejanos, marialvas da província, com muitos irmãos, que vestiam sempre as melhores samarras e tinham sempre os melhores botins. No Inverno andavam de safões de pele e isso então era “o máximo”, enchendo todos os outros de inveja. Pareciam uns “cowboys” em miniatura.

O incêndio de Borba Gato e o aplauso fanático dos jornalistas

O ódio a Jair Bolsonaro, cada vez mais primitivo, está definitivamente mexendo com os circuitos mentais dos profissionais de imprensa

J. R. Guzzo

Uma das facções terroristas que faz parte do movimento de esquerda, e que tem se mostrado cada vez mais violenta nas últimas manifestações de rua “em defesa das eleições de 2022”, a favor de “Lula presidente” e em prol da “democracia” em geral, incluindo-se aí a “vacinação para todos” e o “Fora, Bolsonaro”, deu um upgrade em si mesma. Até o momento quebravam vidraças, destruíam bancas de jornal e atacavam ônibus, entre outros atos de baderna. Agora, em sua última obra, resolveram tocar fogo na estátua de Borba Gato que há 64 anos se ergue brutalmente na confluência de duas avenidas do bairro de Santo Amaro, onde se tornou um dos mais conhecidos símbolos de toda a cidade de São Paulo.

O Borba Gato, com seus 13 metros de altura e seu revestimento de pedras coloridas, é tido como um dos monumentos públicos mais feios do Brasil, e possivelmente do mundo — um eterno motivo de piada entre os paulistas e, ao mesmo tempo, um ponto de referência que faz inveja a qualquer Waze ou Google Maps que você pode encontrar por aí; é impossível não ver o Borba Gato. É discutível, também, o seu status como coisa horrível. E o Museu da Escultura? E o Hotel Unique? E a Avenida Berrini? É uma discussão que não acaba mais. O certo é que não se pode tocar fogo nas coisas por motivos estéticos, mesmo em causas de pureza extrema como as atuais manifestações em favor da “democracia”. Ou agora é permitido — se Borba Gato for carimbado como “genocida” e amigo de Bolsonaro, como tanta gente fina comemorou na esquerda nacional, vale destruir a estátua do homem?