sábado, 24 de outubro de 2020

INSS lança novo site integrado ao portal Gov.br

Todas as informações passam a ser disponibilizadas no portal único

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) lançou nesta sexta-feira (23) o seu novo sítio institucional integrado ao portal único do Governo Federal gov.br com o endereço https://www.gov.br/inss. Com a mudança, informações sobre benefícios, aposentadorias e orientações em geral passam a ser disponibilizadas de forma mais direta. O processo de atualização dos conteúdos permanece constante para fornecer ao usuário do INSS uma informação clara e precisa. 

A migração decorre da necessidade de atendimento ao Decreto 9.75/2019, que instituiu o portal único, por meio do qual informações institucionais, notícias e serviços públicos prestados pelo governo federal devem ser disponibilizados de maneira centralizada. Até o dia 31 de dezembro, sítios de todos os órgãos federais deverão mudar para a gov.br. 

Com a unificação dos portais, o Governo Federal coloca à disposição do cidadão informações e serviços de forma mais integrada e abrangente, proporcionando racionalização de tempo e redução de custos de manutenção de portais governamentais. 

Para que os usuários possam se familiarizar com o novo portal, o INSS deixará disponível por dois meses o site anterior no endereço: antigo.inss.gov.br.

INSS, 23-10-2020, 13h57

O Dia dos Mortos e os dias dos mortos-vivos

Ao alimentar o pânico face à Covid, os senhores que mandam não estão unicamente a medir o grau de humilhação que as massas suportam: estão a distraí-las do saque organizado pelo PS e seus aliados. 

Alberto Gonçalves 

O Governo quer homenagear as vítimas da Covid, através de um dia de luto nacional a 2 de novembro. É justo. Se ignorarmos o pormenor de a vasta maioria de mortos “com” Covid não terem morrido “de” Covid e sim das doenças bem mais graves de que padeciam, sempre são duas mil e tantas pessoas. Ainda assim, são cerca de um terço das pessoas que morreram em excesso face a anos anteriores, não “de” ou “com” Covid, mas provavelmente por causa do desleixo a que foram votadas a pretexto da Covid. 

Seis mil mortos, contas por baixo. Sete mil, noutras contas. Seis ou sete mil criaturas que não merecem agora a homenagem do Governo, como não mereceram durante meses os cuidados de que necessitavam e que poderiam ter-lhes prolongado as vidas por um, cinco ou trinta anos. É justo. Seria repulsivo que os principais responsáveis pelo adiamento e cancelamento de consultas, tratamentos e cirurgias viessem, post mortem, fingir mágoa pelas perdas em causa. Seis ou sete mil. Nisso o Governo foi coerente.

E coerente mantém-se. Ao proibir as deslocações entre concelhos no fim-de-semana de finados (e fechar indiretamente cemitérios), o Governo impede os familiares de homenagearem esses seis ou sete mil mortos. É verdade que também impede os familiares dos mortos “com” e “de” Covid de fazerem o mesmo. Porém, estes já beneficiam da homenagem do próprio Governo, assaz sincera e respeitosa. 

Os mortos restantes não beneficiam de nada, nunca beneficiaram. Dado que, por ordens superiores e histeria geral, os hospitais praticamente se dedicaram em exclusivo aos pacientes “com” Covid, os mortos restantes não tiveram direito aos serviços de saúde que os poderiam ter salvo. 

Dado que os funerais não são festarolas comunistas ou variedades burlescas (passe a redundância), os mortos restantes não tiveram direito a cortejo fúnebre (a menos que três indivíduos sejam um cortejo fúnebre). 

Dado que os seus familiares e amigos não são políticos, polícias e demais agentes da subjugação e da punição (os privilegiados que gozam de liberdade de movimentos), os mortos restantes não terão direito a ser lembrados da maneira que tanta gente gostaria de lembrá-los. Visto que ninguém os lembra ou vinga, os mortos restantes nem sequer chegam a seres humanos. Deve ser por isso que o respectivo homicídio, só relativamente involuntário, não é considerado crime. 

Horário de inverno: não se esqueça de acertar o relógio


Na madrugada deste domingo, 25 de outubro, em Portugal, os relógios vão atrasar 60 minutos dando assim início ao horário de inverno, conforme o Observatório Astronómico de Lisboa. 

Os relógios, em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira, deverão ser atrasados uma hora quando for 2h de domingo, passando a ser 1h. 

Na Região Autónoma dos Açores, a mudança será feita à 1h, passando para a 00h. 

Depois desta mudança, os relógios só voltarão a mudar a 28 de março 2021, para o horário de verão. 

Nos termos de uma diretiva (lei comunitária) de 2000, o atual regime de mudança da hora é regulado e prevê que todos os anos os relógios sejam, respectivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro, marcando o início e o fim da hora de verão.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

[Pernoitar, comer e beber fora] Hotel Mercure Porto Centro: O vírus chinês como desculpa

Pela terceira vez pernoitei no Hotel Mercure Porto Centro, que fica na Praça da Batalha. 

Desde 2016, nas minhas deslocações ao Rio de Janeiro e a cidades portuguesas me hospedo em unidades hoteleiras do grupo Accor… 

Foto: Hilda Torres

Vou repetir, pela terceira vez pernoitei no Hotel Mercure Porto Centro. 

Nas duas primeiras vezes, além do “tradicional” voucher do Welcome Drink, fui brindado com um “mimo” (uma miniatura de vinho do Porto e um doce), acompanhado de um cartão manuscrito da equipe do hotel. Também uma garrafa de água na mesa de trabalho e o frigobar com garrafinhas de água e refrigerantes. Ah, e dois chinelinhos de feltro. 

Desta feita, a terceira vez, com a desculpa do vírus chinês: 

  • Sem voucher Welcome Drink. Me deram um flyer anunciando 20% de desconto no restaurante do hotel, “A bicicleta”;
  • Frigobar vazio;
  • Sequer uma garrafa de água;
  • Sem limpeza e arrumação dos quartos.

Na saída, no check out, 'convidado' pela própria equipe (três funcionários), pude dizer o que aqui está escrito… pediram imensa desculpa… e disseram que eu deveria ter pedido a limpeza e o abastecimento do frigobar (?!?!)… 

Alguém errou feio no downgrading! 


Anteriores:
Hotel Mercure, na Batalha, Porto
O Caranguejo: Gastronomia caprichada ao som do trânsito de Copacabana
Poncha da Madeira
Churrasqueira Povoense: as batatas, ponto forte
Vinhos, queijos e enchidos
“Onda de Sabores”: ainda bem que a carne é melhor do que os acompanhamentos

Três principais aéreas brasileiras têm pior resultado trimestral da história

Azul, Gol e Latam tiveram prejuízos de R$ 6,2 bilhões no segundo trimestre deste ano, segundo a Anac 

Roberta Ramos 

As três principais companhias aéreas brasileiras tiveram o pior resultado trimestral de suas histórias no segundo semestre deste ano.

Foto: Oliver Holzbauer/Flickr

Somadas, Azul, Gol e Latam amargaram um prejuízo de R$ 6,2 bilhões, queda de 399,6% quando comparado com o lucro líquido do mesmo período do ano passado. 

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). 

No primeiro semestre do ano, as três empresas acumularam prejuízo líquido de R$ 15,7 bilhões, o que equivale a uma margem líquida negativa de 129,6% frente ao prejuízo líquido de R$ 107,2 milhões registrados no mesmo período de 2019. 

O principal motivo para as perdas tão acentuadas foi a pandemia de coronavírus. Enquanto a demanda por transporte aéreo teve queda de 90%, a oferta por ele diminuiu 88% e a quantidade de passageiros pagos transportados foi reduzida em 91%. 

Com isso, a composição das receitas das empresas também se modificou. 

A venda de passagens aéreas, que antes era responsável por 86,3% delas no segundo semestre do ano passado, passou a render apenas 51,8% no mesmo período deste ano. 

Já os ganhos com cargas e mala postal, mesmo com uma queda de 33,3%, saltou dentro das receitas de 4,7% no segundo semestre de 2019 para 27% no período de 2020. 

Combustível e pessoal tiveram suas representatividades reduzidas nos custos operacionais das companhias. No segundo semestre de 2020, representaram 5,4% e 6,7% respectivamente nos gastos das empresas. Em 2019, representavam 29,6% e 16,1%, no mesmo período. 

Título e Texto: Roberta Ramos, revista Oeste, 23-10-2020, 16h06

Ação milionária faz Portugal vender vinhos no Brasil a partir de R$ 28

Guilherme Grandi 

Com o objetivo de ampliar a presença e o consumo de vinhos portugueses no Brasil, começa neste final de semana o Festival Vinhos de Portugal, uma ação milionária de promoção dos rótulos do país em cerca de 2,5 mil supermercados das cinco regiões brasileiras. Até o dia 1º de novembro, a bebida será vendida em promoções que vão de descontos nos preços a vendas por volume, com valores a partir de R$ 28.

Conforme o Bom Gourmet Negócios adiantou no mês de julho, a ViniPortugal (entidade que reúne as vinícolas produtoras do país) está investindo R$ 3 milhões na ação para fomentar um mercado dominado atualmente pelos vinhos chilenos – nossos vizinhos latinos são responsáveis por 42% dos importados consumidos no Brasil, enquanto que os portugueses respondem pela metade disso. 

Segundo explicou Carlos Cabral, consultor responsável pelo festival no Brasil, nesta quarta (21), o mercado brasileiro é promissor e vem crescendo ano a ano. Só de janeiro a setembro de 2020, o país importou 1,7 milhão de caixas com 12 garrafas cada, um aumento de 16,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. 

“De janeiro a agosto foram US$ 35 milhões (R$ 196 milhões) importados de Portugal. Nos últimos anos, 3 milhões e meio de brasileiros viajaram à Portugal e voltaram encantados com a hospitalidade, a gastronomia e a facilidade com a língua. E aí chegaram aqui querendo tomar os vinhos que tomavam lá”, disse. 

Já Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal, conta que a desvalorização do Real frente ao Euro não é um impeditivo para aumentar a presença dos vinhos portugueses no Brasil. Para ele, a chegada dos rótulos em promoção é um incentivo para as pessoas conhecerem os vinhos portugueses, mesmo com um tíquete médio um pouco maior que os chilenos.

[Sem rodeios] O teste de Turing

Vanderlei dos Santos Rocha 

O Teste de Turing testa a capacidade de uma máquina exibir comportamento inteligente equivalente a um ser humano, ou indistinguível deste. Alan Turing fez este teste em 1947. 

Imaginem como eram os computadores da época, seus tamanhos e suas inteligências artificiais. Era muito fácil distinguir suas falhas. 

Hoje em dia é muito difícil definir-se, se estamos a conversar com uma máquina ou com um ser humano. Já existe isso em vários saites de compras e de ajudas médicas, psicológicas e em verdadeiras fábricas de "fake news". Existem "softwares" que editam vozes na "globosfera" virtual, sem falar em imagens. 

Na realidade, o "Turing" se tornou uma doença moderna. Os indivíduos só postam merdas de quem não gostam. O fiasco dos 30.000 reais na cueca se compara aos 200.000 de outro no passado. Porém, a justiça liberou oito milhões da conta de Dona Marisa célebre vendedora de Avon para seu concubino, dos trinta milhões que tem em conta. 

Existem pessoas que chegam a falar com essas mensagens virtuais. Conversam até com a MAGALU, um ser virtual de uma loja online. 

Quero chegar ao ponto de argumentar que certos indivíduos postam como se fossem máquinas, é um tal de copia e cola, ou compartilhar, muita bobagem. Foram abalroados pela síndrome de Estocolmo durante trinta e três anos no Brasil e passaram a criticar dois anos de um governo novo. 

A severa análise, para os inteligentes, de um plano de governo ou econômico leva, no mínimo, oito anos para poder comparar-se com outro anterior. Para os imbecis, apenas um ano. 

Como pode-se aguentar trinta e três anos tomando laxantes e não experimentar uma nova droga para suas diarreias? Elementar, são robôs humanos. 

[Diário de uma caminhada] Hitler e Mussolini amordaçados pela Ditadura Mental dos Grandes Manipuladores. O regresso do nacionalismo (II)


[Conclusão do artigo anterior]

Gabriel Mithá Ribeiro 

Rejeitar liminarmente o antinacionalismo ou globalismo antifronteiras constitui um dever da cidadania responsável num momento em que a desregulação da imigração extraeuropeia há muito fez soar os alarmes por toda a Europa Ocidental. No entanto, a única forma de autodefesa dos povos, o seu nacionalismo, continua deslegitimada por um conluio de elites antinacionais que agrega académicos, intelectuais, jornalistas, políticos, artistas, sindicalistas, por aí adiante. 

A sensibilidade nacionalista das pessoas comuns não pode continuar a ser ignorada, humilhada, desrespeitada, tratada como uma doença civilizacional dos portugueses, dos povos europeus e demais povos do mundo ocidental, como os brasileiros ou norte-americanos. Tal conjunto de nacionalidades deve compreender que o equilíbrio mental coletivo das suas sociedades foi colocado em causa por uma gestão fortemente enviesada da memória social organizada em torno do nacionalismo fascista, simbolizado em Benito Mussolini, e do nacionalismo nazi, de Adolf Hitler. Não está em causa o julgamento condenatório desses regimes, porém nem o maior crápula do planeta pode ser sequestrado pela manipulação e pela mentira, antes confrontado com a verdade e com o sentido de justiça em nome da liberdade. 

O facto é que a esquerda conseguiu adulterar gravemente a memória social, tornar credível essa sua ambição e, mais, projetá-la pelo mundo. Para isso, serviu-se e serve-se do controlo incisivo e hegemónico das fábricas multinacionais de pensamento, as universidades, a comunicação social e os meios artísticos. Estes praticamente anularam e tomaram parcialmente de assalto a única instituição que lhes poderia fazer frente, a Igreja. 

Felizmente que o senso comum dos povos e a liberdade da rua ainda permitem resistir à Ditadura Mental dos Grandes Manipuladores que brotam de três fontes minúsculas referidas, perfeitamente identificadas e circunscritas, mas cujo poder sobre o pensamento social é descomunal: universidades, comunicação social e meios artísticos. Identificados esses alvos, a cada dia que passa beneficiaremos de condições crescentes para combatê-los sem contemplações em nome da sanidade mental coletiva dos povos europeus, dos povos do mundo ocidental e dos povos um pouco por todo o mundo, como os povos africanos, tão ou mais prejudicados do que os anteriores há mais de meio século. 

Hélton revela bastidor da 'Virada do Século'

O Resenha Bola e Música continua nesta sexta-feira e recebe dois convidados para lá de especiais para a torcida do Vasco: o goleiro Helton e a cantora Teresa Cristina. O programa vai ao ar às 22h (de Brasília) na ESPN Brasil e no ESPN App. E, entre outras coisas, traz uma história inédita de uma das maiores viradas de todos os tempos no futebol. E envolvendo Romário, para ficar ainda melhor! 

No dia 20 de dezembro de 2000, Palmeiras e Vasco decidiram a Copa Mercosul. O time carioca havia vencido a primeira partida em São Januário, mas os paulistas devolveram o triunfo no segundo jogo, no Parque Antártica. 

Como tinha a melhor campanha, o Palmeiras teve o direito de fazer o terceiro jogo de novo em casa. E colocou uma mão e meia na taça nos dez minutos finais do primeiro tempo. Arce, de pênalti, Magrão e Tuta abriram 3 a 0 no marcador, uma vantagem que parecia que garantiria o troféu. 

Um acontecimento no intervalo, porém, ajudou a mudar tudo. 

"Nós tínhamos o hábito de fechar a roda dentro do vestiário. Geralmente o capitão dá o grito ali, nos abraçamos e vamos. A gente fazia isso no início e no intervalo. Pô, chegamos no Parque Antártica, três cocos no primeiro tempo. Tomando três no intervalo, um dilúvio, vestiário todo alagado, não tinha nem como ficar à vontade. Ninguém falava nada!", conta Helton. 

Infraestrutura prepara lista de obras ferroviárias

Brasil conta com apenas 15% de participação desse transporte

Cristyan Costa 

Marcello da Costa Vieira, secretário Nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, garantiu que o transporte ferroviário voltará a ser foco de investimentos no Brasil. “É perfeito para vencer grandes distâncias, característica marcante do nosso país. Pelo tipo de carga, pelo tipo de distância, podemos considerar as ferrovias o futuro da logística no nosso país”, observou o secretário, ao mencionar que os trens de carga ganharão mais espaço na distribuição de insumos e mercadorias dentro do modelo logístico nacional. Ambientalmente equilibrado, esse meio de transporte de carga é tido como o melhor custo-benefício energético para países de grandes dimensões. 

Foto: Allan Santos/PR

Conforme dados do Ministério da Infraestrutura, o Brasil conta com apenas 15% de participação do transporte ferroviário no tráfego de grandes volumes de mercadoria e insumos no país. O objetivo da pasta é aumentar para 31% até 2025 — em comparação, as rodovias têm cerca de 65%. Costa informa que planeja entregar em 2021 uma revisão do Planejamento Nacional de Logística, que trará cenários revisados até 2035. Ainda segundo o secretário, o governo entregará, antes do fim do atual mandato, as metas de evolução do setor até 2050. “As metas são coerentes com o planejamento de uma ferrovia. Uma ferrovia demora cerca de uma década para ficar pronta”, concluiu o secretário. 

Título e Texto: Cristyan Costa, Agência Brasil, 23-10-2020, 7h20

França amplia toque de recolher contra covid-19

Dois terços da população foram atingidos pela medida 

Geert De Clercq e Inti Landauro 

A França estendeu o toque de recolher a cerca de dois terços de sua população nessa quinta-feira (22). A Espanha cogita ação semelhante, e o ministro das Relações Exteriores da Bélgica foi hospitalizado com covid-19 em uma unidade de tratamento intensivo em meio à segunda onda da pandemia na Europa. 

Foto: Ralph Orlowski/Reuters

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, anunciou que um toque de recolher imposto na semana passada a Paris e mais oito cidades será estendido a 38 departamentos, confinando 46 milhões dos 67 milhões de habitantes do país em suas casas das 21h às 6h. 

"Uma segunda onda da epidemia do novo coronavírus está em curso agora na França e na Europa. A situação é muito séria", disse Castex em entrevista coletiva.  

Na Espanha, cujo ministro da Saúde, Salvador Illa, disse que a epidemia agora está "fora de controle" em muitas áreas, acredita-se que autoridades regionais pressionarão o governo a impor um toque de recolher de âmbito nacional. 

Depois que a Europa parecia ter recuperado algum controle sobre a epidemia na esteira dos lockdowns dramáticos de março e abril, uma disparada de casos ao longo das últimas semanas reposicionou o continente no centro da crise. 

Embora as hospitalizações e mortes ainda não tenham sobrecarregado os sistemas de saúde, como na onda do início deste ano, as autoridades de muitos países receiam que a situação esteja se aproximando rapidamente de um ponto de inflexão. 

LIVE do presidente Bolsonaro, 22 de outubro

Viver a vida

Nelson Teixeira 

Conserve sua mente sempre aberta e disposta a mudar! Isto se chama processo evolutivo! 

Muitas vezes nos acomodamos com a situação que se apresenta, mas isto é normal que aconteça. 

Mudanças são necessárias desde que estejamos conscientes do verdadeiro sentido e das verdadeiras metas a atingir. 

Sejamos otimistas, não nos acomodando, não fazendo da vida uma rotina, sem valor, sem sentido, sem sentimento de amor e alegria. 

Afinal a vida deve ser acima de tudo vivida com muita alegria e otimismo. 

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 23-10-2020

[Aparecido rasga o verbo] O morto no caixão

Aparecido Raimundo de Souza 

DE VEZ EM QUANDO A GENTE
precisa colocar em evidência a parte social da vida, ou seja, aquele eventual em que literalmente nos propomos a fazer um programa de índio, e por ser exatamente de índio, este nativo deverá literalmente surgir em cena paramentado, com tudo o que tem direito, como aldeia, arco, flecha, lança, tacape, a borduna, o chuço e etc, etc. 

Com este pensamento, bem cotidiano à flor da pele, fomos acompanhar o amigo Varíola Pegajoso que havia perdido um parente e os funerais do falecido se daria logo cedo, numa bela manhã de um sábado radiante e apetitosamente convidativo à um banho de mar. 

— Carretão — observou ele —, só vamos mesmo porque o cara era meu tio e acredito, minha tia ficaria deveras chateada se não me visse na hora do derradeiro adeus. 
— Fique tranquilo, Varíola. Os amigos são para os momentos bons e ruíns. Saiba, desde sempre, estamos junto nesta para o que der e vier. 
— Tenho certeza que apesar do convite meio que esquisito —, observou ele, a certa altura —, você irá gostar e quem sabe até se apaixonar ao ver uma prima minha, a Chiquinha do Catatau. Cara, um pedaço de mau caminho! 

Chegamos no ato fúnebre à hora exata em que o padre Bentão celebrava a missa de corpo presente. 

A capela estava lotada, com gente saindo pelo ladrão — ladrão não, esta expressão é, sem dúvida alguma, uma modalidade vulgar e chula de falar, claro. O certo, seria, como de fato soa melhor, ‘com gente saindo à francesa’. Pois bem! O povo dava uma escapulida básica usando uma porta discretamente estratégica que desembocava para uma lanchonete com as iguarias mais apetitosas para um cemitério tido como o eterno Jardim da Paz. 

Dona Canindé Formigão, esposa do ‘de cujus’, tia de Varíola Pegajoso, o rosto cerrado em transe, as vistas derramadas à bom chorar, mostrava em meio às lágrimas, um par de olhos vermelhos como dois tomates recém colhidos. Apesar da imoderada dor ingente que a consumia, eles não deixavam de revelar o fulgor da sua juventude. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Uma pequenina amostra da panfletagem da imprensa portuguesa contra Jair Bolsonaro

 

Bolsonaro pede que diplomatas levem verdade do Brasil ao exterior

Foto: Valdenio Vieira/PR

Governo prevê viagem de diplomatas estrangeiros à região amazônica

Andreia Verdélio 

O presidente Jair Bolsonaro participou hoje (22) da formatura dos novos diplomatas brasileiros, em cerimônia no Palácio Itamaraty, em Brasília. Em seu discurso, Bolsonaro orientou que mostrem a verdade do Brasil aos outros países, citando as medidas econômicas desenvolvidas pelo governo e as ações para preservação da Amazônia. 

“Os senhores são importantíssimos para nós, na manutenção da paz, da nossa economia e em nossa liberdade. Lá fora, cada um de vocês é um pedaço do nosso Brasil. Do que mais nós precisamos é da verdade. Não podemos nos deixar vencer pela falsa narrativa. O mundo sempre esteve em guerra, nem que seja apenas nas comunicações”, disse. 

Foto: Alan Santos/PR

Em diversas ocasiões, o presidente Bolsonaro já defendeu a política ambiental do governo federal, diante de críticas internacionais, especialmente no que diz respeito ao desmatamento e às queimadas na Amazônia. “Não é fácil levar e falar a verdade, mas nós confiamos em vocês, nós temos que lutar por aquilo que é nosso, não podemos ceder”, disse Bolsonaro aos formandos. 

De acordo com o presidente, o governo está organizando uma viagem, entre Manaus (AM) e Boa Vista (RR), para diplomatas de vários países, “para mostrar naquela curta viagem de uma hora e meia que não verão em nossa floresta nada queimando ou sequer 1 hectare de selva devastada”. 

Tradicionalmente, a formatura dos alunos do Instituto Rio Branco acontece em meados de abril, em homenagem ao Dia do Diplomata, celebrado em 20 de abril. A data marca o nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Neste ano, a cerimônia foi adiada em razão da pandemia de covid-19. 

UE pede reforma da OMS e novas abordagens para pandemias

O esboço da proposta foi elaborado pelo governo alemão

Foto: Denis Balibouse/DR
Francesco Guarascio e Andreas Rinke 

A União Europeia quer que a Organização Mundial da Saúde (OMS) seja mais transparente a respeito da maneira como os países relatam crises de saúde emergentes, diz o esboço de uma proposta de reforma da agência das Nações Unidas, na esteira das críticas à reação inicial da China à pandemia da covid-19. 

O esboço, elaborado pelo governo alemão depois de conversas com outros países-membros, é o mais recente a delinear os planos de meses da UE para tratar das deficiências da OMS no tocante a financiamento, governança e poderes legais. 

O documento, de 19 de outubro, visto pela Reuters, exorta a OMS a adotar medidas que aumentariam a "transparência sobre o cumprimento nacional" das Regulações Internacionais de Saúde, que exigem que os países-membros compartilhem informações sobre emergências de saúde rapidamente. 

Os Estados Unidos acusaram a OMS de ser próxima demais da China na primeira fase da pandemia, quando Pequim teria demorado para compartilhar informações cruciais sobre o novo coronavírus (covid-19), surgido na cidade de Wuhan. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que seu país se desfiliará da agência e, em resultado, deixará de financiá-la. 

[Viagens & Destinos] Caminhos da História – Senhora da Hora: 400 anos


Anteriores: 

As reações de Ricardo Sá Pinto comandando o Vasco pela 1ª vez

Muito se falou sobre o temperamento explosivo de Ricardo Sá Pinto. O português, entretanto, apresentou traços diferentes de sua personalidade em sua estreia pelo Vasco, na derrota por 2 a 1 para o Corinthians, nesta quarta. Inquieto, vibrante, falante... ele não parou por sequer um minuto em São Januário. A mudança de atitude do time em campo talvez já seja um reflexo da postura de seu treinador. 

Sá Pinto desembarcou em São Januário pouco antes de 20h desta quarta-feira. Chegou no ônibus da delegação e, curiosamente, foi o último a descer. Geralmente, treinadores e dirigentes são os primeiros a saírem do veículo. Sorridente, cumprimentou a todos e recebeu as boas-vindas de um funcionário da CBF. 

Desde a chegada ao Rio de Janeiro, aliás, Sá Pinto tem sido simpático. Foi assim no aeroporto, em sua apresentação e na chegada a São Januário. À beira do campo, no entanto, ele se transformou. Inquieto, gritou muito com os jogadores e não deu sossego ao quarto árbitro Carlos Eduardo Nunes Braga.

Foto: Rafael Ribeiro/Vasco da Gama

Inquieto à beira do gramado

Os gritos com o time, no entanto, não foram broncas. Sá Pinto procurava organizar e incentivar seus jogadores. No entanto, quem mais ouviu foi seu auxiliar Rui Mota. Ele e Sá Pinto trocam ideias durante 90 minutos. 

O português é inquieto. Aproveita cada parada no jogo para tentar passar instruções e conversar com os atletas. A área técnica, por vezes, fica pequena para ele. Não foram poucas as vezes que ele saiu do espaço reservado aos treinadores. Sobrou até para os gandulas que, por mais de uma vez, ouviram orientações do técnico. 

Uma derrota é uma derrota, e para o FC Porto nunca existem vitórias ou empates morais.

Diogo Faria 

Mas o que se passou ontem em Inglaterra, onde o Manchester City venceu os campeões nacionais por 3-1, não pode ser branqueado. É factual: o plantel mais caro do mundo beneficiou de vários erros de arbitragem para ganhar na primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. 

Antes de o letão Andris Treimanis e o holandês Jochem Kamphuis começarem a destacar-se pelos piores motivos, um grande golo de Luis Díaz premiou a excelente entrada da equipa no encontro. Pouco depois passou-se para um jogo diferente, em que de um lado estavam 11 jogadores e do outro estavam outros 11, mais o árbitro, mais o VAR. 

Quando Marchesín sofreu uma falta para cartão vermelho, foi apitado penálti contra o FC Porto e o Manchester City empatou. Quando Pepe foi empurrado por João Cancelo na área, nada foi assinalado. Quando Fábio Vieira disputou uma bola de forma limpa, depois de Manafá sofrer uma falta, foi marcado um livre que resultou no 2-1. E quando estavam em causa infrações dos cityzens que podiam resultar em segundos amarelos, imperava um critério de excessiva tolerância disciplinar. 

No final, o tom de revolta do treinador e do capitão do FC Porto só podia ser indisfarçável. Sérgio Conceição aproveitou para pedir “desculpa aos árbitros portugueses”, que mesmo quando cometem erros não atingem o nível de gravidade do que aconteceu ontem, e elogiou a prestação do grupo: “Senti um grande orgulho no que fez a equipa”. 

[Diário de uma caminhada] A defesa moral e racional de Matteo Salvini: nacionalismo e democracia são absolutamente compatíveis (I)




As consequências do antinacionalismo, sinónimo de globalismo antifronteiras, são crescentemente ameaçadoras para os povos, em particular na Europa Ocidental.

Gabriel Mithá Ribeiro 

Para explicar o fenómeno é prudente começar pela família. Esta instituição garante os laços afetivos mais sólidos que a nossa espécie alguma vez gerou, laços que sustentam o fundamental do equilíbrio mental dos indivíduos e que transitam de geração em geração. Família é sinónimo de veículo essencial de transmissão e partilha de valores, princípios, crenças, tradições, património entre indivíduos, daí resultando a mais nuclear identidade social (ou coletiva), a mais estável no tempo, a mais sólida. 

Entre povos e sociedades, os bem-sucedidos são os que possuem famílias bem-sucedidas e os problemáticos são os que possuem famílias disfuncionais. Por todas as razões, nenhuma solução do que quer que seja reside na destruição das famílias, apenas na preservação e reforço dessa instituição, e na correção das disfuncionalidades onde e quando se manifestam. 

Acontece que sem a apropriação de um espaço próprio exclusivo por cada família, o lar, a mesma tem dificuldades em se consolidar. Portanto, a consolidação dos laços afetivos depende diretamente da sua ancoragem num espaço singular, único, o lar familiar. 

Dado não existirem descontinuidades entre o indivíduo e o coletivo – indivíduo, família, sociedade, mundo –, no estádio seguinte ao da família situam-se os laços afetivos nacionais, o nacionalismo. Na substância, este consiste no alargamento e complexificação, no tempo e no espaço, daquela. 

Mesmo quando surgem formas de agregação humana mais abrangentes do que as nacionais, como as supranacionais (o caso da União Europeia) ou mundiais (o caso da ONU), precisamente por isso, estas últimas formas de agregação jamais dispensam os laços afetivos preexistentes. Se o nacionalismo historicamente não se instituiu contra, mas suportado no que antes existia, na família, pela mesma razão os laços supranacionais ou mundiais dependem da preservação dos laços nacionais. 

Doria insiste na Coronavac e tenta intimidar Bolsonaro

“Se não houver recuo, sabemos quais medidas poderão ser adotadas”, afirmou o governador de São Paulo 

Cristyan Costa 

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que vai aguardar até amanhã um recuo do Palácio do Planalto acerca da compra da Coronavac. Contudo, caso o presidente Jair Bolsonaro não se posicione, adotará medidas cabíveis para garantir o fornecimento da vacina. “[Eu e os governadores esperaremos] 48 horas. Se até sexta-feira não houver nenhuma medida de recuo por parte do governo federal para fazer o que deve fazer: apoiar as vacinas, inclusive a do Butantan. Nós sabemos quais medidas poderão ser adotadas. Seja por São Paulo, seja pelos governadores, que estão entristecidos, para não dizer frustrados”, declarou Doria, em entrevista coletiva, na noite da quarta-feira, 21. 

Partido Novo expulsa Filipe Sabará, candidato à prefeitura de São Paulo

O Partido Novo decidiu nesta última quarta-feira (21) expulsar da legenda o candidato à Prefeitura de São Paulo, Filipe Sabará. 

Raul Holderf Nascimento 

A sigla alega inconsistências no currículo do político, que chegou a ser alvo de um processo administrativo aberto pela Comissão de Ética Partidária. 

Os filiados receberam a informação, que partiu do próprio Diretório Nacional do Novo, que frisou a possibilidade de retorno de Sabará. 

O efeito da expulsão continuará valendo, independe do envio de recursos. 

Em comunicado enviado à imprensa, Filipe Sabará [foto] informou que vai “até as últimas consequências para que todos saibam a verdade”. 

O que diz o partido NOVO: 

“O Diretório Nacional informa ao Diretório Municipal e aos filiados da cidade de São Paulo que foi comunicado pela Comissão de Ética Partidária (CEP) da sua decisão, por unanimidade, pela expulsão de Filipe Sabará, referente ao Processo Administrativo Disciplinar PAD (2020/014), que tratou de inconsistências em seu currículo. 

Conforme Resolução Interna de nº 31, fica estabelecido o prazo de 10 dias corridos a partir da presente data para apresentação de recurso ao Diretório Nacional. O recurso não tem efeito suspensivo da decisão, de forma que Filipe Sabará está oficialmente expulso e não pertence mais ao quadro de filiados do NOVO. 

Todo o rito processual seguiu rigorosamente os prazos e procedimentos previstos em nosso estatuto e na resolução que regulamenta os processos da CEP. 

Busca da felicidade

Nelson Teixeira 

Muitos dizem que trabalham demais, para poder garantir a felicidade no futuro. 

Se envolvem tanto nas questões do trabalho que, quando retornam ao lar, estão esgotados e não conseguem desfrutar da alegria de ter uma família. 

Pensam tanto em garantir um futuro confortável em termos materiais, que esquecem de viver bem as coisas do presente. 

Estão buscando a tão almejada felicidade, que não percebem que a alegria de viver, está nas coisas mais simples… 

Precisam acordar para não chegar ao fim desta passagem pelo Planeta Terra com um sentimento de frustração por não a ter encontrado a tal felicidade. 

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 22-10-2020

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Desejo de conhecer

Olavo de Carvalho 

“É natural no ser humano o desejo de conhecer.” Quando li pela primeira vez esta sentença inicial da Metafísica de Aristóteles, mais de quarenta anos atrás, ela me pareceu um grosso exagero. Afinal, por toda a parte onde olhasse – na escola, em família, nas ruas, em clubes ou igrejas – eu me via cercado de pessoas que não queriam conhecer coisíssima alguma, que estavam perfeitamente satisfeitas com suas ideias toscas sobre todos os assuntos, e que julgavam um acinte a mera sugestão de que se soubessem um pouco mais a respeito suas opiniões seriam melhores. 

Precisei viajar um bocado pelo mundo para me dar conta de que Aristóteles se referia à natureza humana em geral e não à cabeça dos brasileiros. De fato, o traço mais conspícuo da mente dos nossos compatriotas era o desprezo soberano pelo conhecimento, acompanhado de um neurótico temor reverencial aos seus símbolos exteriores: diplomas, cargos, espaço na mídia. 

Observava-se essa característica em todas as classes sociais, e até mais pronunciada nas ricas e prósperas. Qualquer ignorante que houvesse recebido em herança do pai uma fábrica, uma empresa de mídia, um bloco de ações da Bolsa de Valores, julgava-se por isso um Albert Einstein misto de Moisés e Lao-Tsé, nascido pronto e habilitado instantaneamente a pontificar sobre todas as questões humanas e divinas sem a menor necessidade de estudo. 

Se houvesse lido alguma coisa no último número da Time ou da Economist, então, ninguém segurava o bicho: suas certezas erguiam-se até às nuvens, imóveis e sólidas como estátuas de bronze – sempre acompanhadas, é claro, das advertências céticas de praxe quanto às certezas em geral, sem que a criatura notasse nisso a menor contradição. Caso faltassem os semanários estrangeiros, um editorial da Folha supria a lacuna, fundamentando verdades inabaláveis que só um pedante viciado em estudos ousaria contestar. 

Dessas mentes brilhantes aprendi lições inesquecíveis: o comunismo acabou, esquerda e direita não existem, Lula é um neoliberal, a Amazônia é o pulmão do mundo, o Brasil é um modelo de democracia, a Revolução instaurou o reino da liberdade, a Inquisição queimou cem milhões de hereges, as armas são a causa eficiente dos crimes, o aquecimento global é um fato indiscutível, os cigarros matam pessoas à distância, o narcotráfico é produzido pela falta de dinheiro, as baleias são hienas evoluídas e o Foro de São Paulo é um clube de velhinhos sem qualquer poder. 

Francisco, o indefensável

FratresInUnum.com 

Os franceses dizem, com razão, “qui s’excuse s’accuse” – “quem se desculpa, se acusa” – e é nesta flagrante contradição em que caem os defensores de “Fratelli tutti”, os cleaners de Francisco, esses desinformantes que se valem da oficialidade para desorientar o povo católico em sua reação de perplexidade diante de um documento mundano.

De um lado, chega a ser majestoso o modo como a opinião pública deliberadamente ignora os pronunciamentos do papa, especialmente este último, que não conseguiu sequer atrair a atenção da mídia. De outro, é igualmente inegável que a taxa de rejeição de um pontífice nunca esteve tão acentuada quanto agora, e de maneira gritante, indissimulável. 

Até mesmo os defensores de Francisco andam por aí roendo os cotovelos e rasgando os andrajos porque – reclamam! – “nem durante a Reforma protestante houve tantos protestos contra um papa”… E apresentam em sua “gloriosa” defesa não argumentos verdadeiros, mas tirinhas de desprezo em relação aos outros – a velha inteligência nanica se fingindo de superior enquanto mal maneja o vernáculo – e o antiquadíssimo apelum ad auctoritatem: “mas é o paaaaapa”! 

A tática de responsabilizar o ouvido alheio pelas barbaridades que um leviano diz é a mesma de que se servem esses que atribuem ao povo o escândalo causado pelo seu verdadeiro autor. O Papa Francisco sabe muito bem a dissensão que ele causa com um magistério tão dissonante da voz tradicional da Igreja, sabe que está forçando um tipo de discurso rançosos e suas atitudes são muito coerentes com a de quem quer chocar. Ele poderia, tranquilamente, valer-se daquele lema do Chacrinha: “eu não vim para explicar, eu vim foi pra confundir”! 

EUA convidam Brasil para integrar o programa espacial Artemis

Projeto pretende levar mulher à lua em 2024 

Foto: NASA

Pedro Peduzzi 

Em meio à visita que faz ao Brasil, o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Robert O’Brien, convidou o país parceiro a integrar o programa espacial Artemis, que pretende levar a primeira mulher à lua em 2024. 

“Em nome do presidente [Donald Trump], tenho a honra de convidar o Brasil a assinar os Acordos Artemis. Esses acordos guiarão os Estados Unidos, o Brasil e parceiros com interesses semelhantes à medida que fortalecemos os esforços de exploração espacial para um futuro próspero”, disse O’Brien por meio de sua conta no Twitter. 

De acordo com a agência espacial norte-americana (Nasa), o pouso na superfície lunar deve acontecer em 2024, na missão Artemis 3, terceira fase do programa. Antes disso, a Nasa vai lançar dois testes de voo ao redor do satélite para verificar o desempenho, suporte de vida e capacidades de comunicação do foguete e da cápsula onde viajarão os astronautas. 

A primeira missão está preparada para 2021, sem astronautas, e a Artemis 2 será com a tripulação, em 2023. 

O objetivo da agência é, em colaboração com parceiros comerciais e internacionais, estabelecer a exploração sustentável da superfície lunar até o final da década. A missão é uma espécie de preparação para um outro desafio, ainda mais ousado: enviar astronautas a Marte. 

A primeira vez que o homem esteve na lua foi em 1969, com a missão Apollo 11. Pelo mesmo programa, em 1972, a Nasa realizou a última viagem tripulada ao satélite. 

Título e Texto: Pedro Peduzzi; Edição: Kleber SampaioAgência Brasil, 21-10-2020, 11h28

[Diário de uma caminhada] Mia Couto e José Eduardo Agualusa


Gabriel Mithá Ribeiro 

Em 2019, Mia Couto e José Eduardo Agualusa deram uma entrevista conjunta ao jornal online Observador execrando Jair Bolsonaro, o presidente do Brasil eleito em 2018. O detalhe é o de um e outro intelectuais e escritores dirigirem encómios a sanguinários africanos com provas dadas, como Samora Machel. Condenam um presidente brasileiro democraticamente eleito por crimes que imaginaram que cometerá num futuro qualquer que nunca chegará enquanto apagam das suas memórias crimes hediondos em que são cúmplices pelo silêncio ou ativismo. 

Mia Couto é ostensivo. Parece que nada sabe sobre a violência das aldeias comunais, dos campos de reeducação ou da purga da Operação Produção (1983), tudo demasiado óbvio em Moçambique nos tempos do seu herói comunista, Samora Machel. Agualusa é contorcionista no seu africanismo. 

Ver gente que dorme tranquila por cima de milhões de cadáveres africanos, da fome e da miséria do tempo histórico que veneram, o saído das revoluções progressistas e suas inevitáveis e prolongadas sequelas, sem a mínima consciência de culpa, remorsos ou arrependimentos é intrigante. Vê-los ter sucesso cívico é arrepiante. O que escrevem é lá com eles. 

Mas a destruição de África não é um mistério literário ou intelectual, nem o assassínio e a expropriações violentas de portugueses inocentes há cerca de quarenta que eles fingem ser justificáveis, naturais ou inexistentes. 

A culpa do lastro sanguinário que disfarçam vai para meio século é, pelos vistos, do Trump, do Bolsonaro ou do Ventura. É justo continuar a suportar tais sujeitos? 

Título: Gabriel Mithá Ribeiro, 20-10-2020 

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[Diário de uma caminhada] Apresentação

[Pernoitar, comer e beber fora] O Caranguejo: Gastronomia caprichada ao som do trânsito de Copacabana

O velho restaurante ainda encanta com seus pratos bem servidos de frutos do mar. No coração de Copacabana, a comida é tão caprichada que a gente (finge que) nem escuta o barulho do trânsito caótico da princesinha do mar.

Quintino Gomes Freire


A verdade é que pouco se tem escrito sobre os restaurantes tradicionais de Copacabana, ultimamente. Ficamos de olho nos novos bistrozinhos, nos botecos transados da moda, mas na hora de comer bem, às vezes a melhor maneira é ir ao bom, velho e tradicional. O DIÁRIO DO RIO resolveu fazer isso hoje. Jogamos par ou ímpar pra ver se íamos de Príncipe de Mônaco ou O Caranguejo. Hoje, deu o segundo. 

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Localizado bem na esquina da Rua Barata Ribeiro com a Rua Xavier da Silveira, de frente para a boca do metrô, o visual da loja não chega a impressionar, mas os botecos raiz são assim mesmo, né? Todo aberto – ideal pra esta época de pandemia – e com cadeiras também ao ar livre, o restaurante é limpo, e tem aquele jeitinho das velhas casas portuguesas com certeza. 

O balcão de salgados é uma tentação; ali a gente vê os imensos camarões, que podem ser servidos empanados, os pastéis diversos, os bolinhos de bacalhau fritos na hora, e muito mais. Doces portugueses também. 

O serviço, atencioso, com muitos garçons por metro quadrado, impressionou. OK, a hora ajudava o restaurante: eram cerca de 18:00, ideal pra um almoço tarde daqueles que a gente desce do ônibus como passageiro e, depois, sobe como carga. 

Éramos duas pessoas. Pedimos então, como petiscos, 2 bolinhos de bacalhau (R$ 7,00 cada), uma casquinha de siri – que vimos que era na verdade uma cascona, por R$ 29,00 – e um escondidinho de camarão (R$ 39,00). 

Jornalista alemão analisa inércia do povo carioca diante dos problemas

Além disso, Philipp Lichterbeck fala sobre votos errados da população do Rio 

Quintino Gomes Freire 

Em artigo publicado no portal DW Brasil, o jornalista alemão Philipp Lichterbeck falou que o “carioca parece gostar de ser enganado”. Para basear sua afirmação, ele citou diversos acontecimentos recentes que deveriam ter motivado a revolta da população, mas nada foi feito. Além disso, Lichterbeck comenta os votos errados na cidade. 

Foto: Cristophe Simon/AFP

O primeiro ponto citado por Lichterbeck foi o teleférico do Complexo do Alemão, inaugurado em 2011. Ele lembra que o transporte, que custou R$ 253 milhões, parou em setembro de 2016, e nunca mais voltou a funcionar. 

“As estações estão abandonadas, viraram casa para pombos e outros animais, como pude ver durante uma visita ao Alemão. Foram R$ 253 milhões de dinheiro de impostos pagos pelos cidadãos jogados pelo ralo”, escreveu Philipp Lichterbeck. 

O jornalista também faz referência ao teleférico do Morro da Providência, que “custou R$ 76 milhões e foi inaugurado em 2014, durante a Copa do Mundo. Funcionou durante dois anos, até que, em dezembro de 2016, apenas quatro meses após o fim dos Jogos Olímpicos, o contrato para a administração do teleférico venceu e não foi renovado. Desde então, as gôndolas estão paradas, e não há previsão de que a operação seja retomada. Foram R$ 76 milhões de impostos pelo ralo”. 

A ciclovia Tim Maia também foi lembrada.

[Aparecido rasga o verbo] Quando a desculpa da muleta é o aleijado

Aparecido Raimundo de Souza 

O TELEFONE TOCOU DEZ VEZES. Na décima primeira, o sujeito atendeu: 
— Alôaaa... 
O que ligava estava agastado e super nervoso. Pê da vida. Chingou o cara para quem telefonava, dos pés a cabeça. Só não chamou o desgraçado de santo. O que atendeu, ao contrário, se achava super tranquilo e de bem com a vida: 
— Mexerica, seu filho de uma água. Por que demorou atender? Infeliz, você nem imagina a minha preocupação. Quase tenho um piripaque. 
— Fala ai, Polvilho. Fica calmo. Estava no banheiro. O que você manda? 
— Como o que eu mando? Tá me tirando? Fez o que pedi? 
— Fiz. Ontem mesmo. 
— Ah, ta. Deu tudo certo? 
— Deu. 
— Posso ficar tranquilo? 
— Deve. 

Polvilho ainda bufando de raiva e extremamente preocupado, procurou se acalmar: 
— Desculpe ter me alterado. Achou fácil o endereço? 
— Moleza! Com aquele mapa que me deu... 
— E como foi o encontro com o maldito Torresmo? 
— Correu tudo bem. Como, aliás, havíamos previsto. Ele pegou os cento e cinquenta mil reais, contou, recontou e chiou um pouco pelo fato de você ter demorado a dar sinais de vida. De resto, nada de novo. 
— Graças a Deus! Jesus Cristo seja louvado. 
— Só teve um detalhe que me pediu para lhe comunicar o mais urgente possível. 
— Detalhe? Que detalhe. 
— Você esqueceu os juros do mês passado. Ele quer que você mande para ontem. 
— Que inferno, Mexerica. Esqueci a droga dos juros. Você pediu um prazo? 
— Pedi. 
— E ele? 

— Foi meio imparcial. Deu até sábado. Nem um dia a mais, nem a menos. Caso você não se manifeste, ele irá lhe procurar pessoalmente ai no seu restaurante. 
— Diabos, Mexerica. Sábado agora? Espia, mano! Hoje é quarta. 
— Eu sei. Fiz das tripas coração. Pedi quinze dias, ele virou bicho. Tem que ser sábado agora. Deixou isto bem sintetizado. O valor você já sabe. Vinte e cinco por cento do capital de cento e cinquenta mil reais. 
— Com essa história de juros, acredito tenha pago e repago o capital do amaldiçoado umas quinze vêzes. 
— Bem, ele disse que sábado é o prazo final. Mandou que você desse seus pulos. Preciso estar com o Torresmo às duas horas em ponto. Polvilho, meu prezado, não tenho nada com a sua vida. Mesmo assim, vou lhe dar um conselho. Conselho de amigo. Acho que esta é a hora. Procura se virar nos tais juros e ai você fica livre da agiotagem desse espertalhão. 
— Farei isso, Mexerica. A propósito: você me ajudaria com um novo favor? 
— Se estiver ao meu alcance... 

O dr. Costa foi o pior que podia ter acontecido a Portugal

Há tempos que o regime de arbitrariedade que o dr. Costa inaugurou se encontra em rédea solta, e de agora em diante é lícito esperar mais delírios, e delírios mais ilícitos e mais delirantes

Alberto Gonçalves 

Há exatamente cinco anos, enquanto a esquerda celebrava e parte da “direita” lhe chamava “príncipe da política”, previ, porque era fácil prever, que o dr. Costa arrastaria o país para uma ditadura. Há exatamente uma semana, constatei, porque os sinais não deixavam dúvidas, que a ditadura do dr. Costa se consumara de vez. Anteontem, parte da “direita” começou a desconfiar de haver a possibilidade, vaga, rebatível e provisória, de o dr. Costa possuir uma ligeira, ligeiríssima, vocação autoritária. Como diria uma criança de dez anos, a sério? Parte da “direita” parece composta por crianças de cinco. Ou por oportunistas de quarenta. 

Dado não me interessar pela dimensão caipira da política, desconheço as proezas do dr. Costa na fase de autarca (dizem-me coisas lindas). Desde que usurpou as “legislativas” de 2015, com uma aliança cozinhada às escondidas com dois partidos leninistas, a aversão do homem à democracia é notória, e o seu recurso à dita meramente instrumental. A tirania está na natureza do dr. Costa, e não há verniz que a cubra ou engane. Exceto os tontos, que adoram ser enganados. 

Os tontos, que em cinco anos não repararam na voraz conquista do Estado e da vida privada pelo PS, desataram a duvidar dos méritos democráticos do dr. Costa esta semana, a propósito da obrigatoriedade da máscara e de uma “aplicação” que visa detectar a Covid e afinal só detecta os devotos que a instalam. Pelos vistos, a tomada da PGR, do Banco de Portugal, do Tribunal de Contas, da Assembleia da República, da Presidência da República, da Justiça, do ensino, dos “media” e de tudo, tudo, tudo, tudo não os inquietou nem um pedacinho. Grave é a máscara e grave é a “aplicação”. Aliás, grave é a “aplicação”, já que aparentemente meio mundo não reparou no truque e está disposto a usar a máscara 24 ou 25 horas por dia logo que não tenha de usar a “aplicação”. O truque é eficaz. 

[Foco no fosso] Dicionário político

Haroldo Barboza 

Esta fábula aconteceu em Roubópolis, município de Esquesópolis (onde tudo se esquece com rapidez e a moeda corrente é o Cinzeiro - Z$) a 20 km da capital. Nosso personagem é Ernesto, que aos 22 anos formou-se com distinção em Administração Financeira. Seu curso foi dinâmico em função da prática que ele adquiriu ao se tornar bravo Presidente do Centro Estudantil Avançado. Pegou a entidade com uma dívida de Z$ 93.000,00 e deixou-a com um montante de Z$ 102.000,00 em 4 anos de administração. 

Por esta atuação, foi convencido por centenas de colegas a concorrer à Prefeitura local. Ernesto foi contra a idéia de criar novo partido, para evitar novos gastos ao país. Então saiu procurando (entre as dezenas de siglas) um partido composto por elementos honestos (?) para obter apoio às suas idéias em busca de melhor qualidade para seu povo. 

Depois de 3 meses de busca nos diversos níveis de tribunais, o melhor que achou foi o FEC (Frente Esquesopolitana de Crescimento), com apenas 15 condenações entre seus 42 políticos atuantes. 

Após se filiar, foi convidado para uma reunião com o “cacique” João Medá Omeu, cuja família atuava na política há mais de 60 anos.

Após 3 horas de reunião, foi ao RH solicitar seu desligamento e total abandono do sonho na vida pública. 

Seus colegas incentivadores se reuniram com ele na lanchonete para saberem os motivos de seu desencanto com o projeto que idealizou ao longo da juventude após a breve reunião. 

Ernesto resumiu tudo, fazendo algumas perguntas aos 22 colegas em volta da mesa. Para melhor entendimento de nossos leitores, vamos convencionar aqui:

[Diário de uma caminhada] A ilegitimidade irreversível do regime do Prof. Marcelo, Dr. Ferro Rodrigues, Dr. Costa e Amigos. A IV República Portuguesa será inevitável


Gabriel Mithá Ribeiro 

Há quarenta e três anos, em agosto de 1977, Inácio de Passos publicou uma investigação jornalística elaborada ‘in situ’ nos dias do colapso do império que, como outras publicações e testemunhos, não pode continuar, banida do espaço público português, em especial das universidades, do ensino básico e secundário, da comunicação social ou do debate político. Truncar a memória de indivíduos e povos é atentar contra a sua sanidade mental e, a partir daí, abrir autoestradas de alienação e mentira. É isso que melhor define a atual III República Portuguesa.   

O testemunho de Inácio de Passos começa na cidade da Beira, em Moçambique, na noite da assinatura do Acordo de Lusaca, a 7 de setembro de 1974, marco do holocausto iniciado num território ainda sob tutela colonial portuguesa em que uma minoria portuguesa branca, e não só, foi vítima do pior martírio de sempre de portugueses com laivos de genocídio às mãos de uma maioria esmagadoramente negra, martírio instigado por alguns compatriotas das vítimas, justamente os mais comprometidos com o atual regime e os que mais fizeram e fazem para limpar da história oficial  da memória social as suas mãos sujas de sangue fraterno, prática imperdoável desde a Grécia Clássica entre os povos civilizados que procuram reconciliar-se com o seu próprio destino. Tal desgraça rapidamente alastrou a Angola. 

Nas fundações dos pilares morais, cívicos e políticos da III República Portuguesa ficaram soterrados sem dignidade, até hoje, cadáveres, sangue, sofrimento, miséria, abandono e expropriações violentas de meio milhão de compatriotas portugueses, incluindo os nascidos em África. Se o regresso inevitável dessa verdade à consciência coletiva portuguesa não deslegitimar para todo o sempre o atual regime, mesmo o mais sanguinário regime da história passará a ser legítimo. 

Tudo se agrava se acrescentarmos os milhões de cadáveres africanos e a destruição, por muitas gerações, dos novos países africanos independentes fruto de guerras civis geradas pela desordem politicamente induzida, nesses anos de 1974-1975, em Moçambique, Angola ou Guiné-Bissau.