quinta-feira, 29 de outubro de 2020

[Viagens & Destinos] Espinho: Onde as ruas não têm nome - e há vida para além do cassino

Espinho é uma cidade que vale a pena descobrir e onde há oito quilômetros de praias com ondas perfeitas e paisagens tornadas bucólicas pelo Inverno a apenas trinta minutos de comboio do centro do Porto. 

Foto: Vitor Oliveira

Entre os fãs e a crítica há quem acredite que a canção Where The Streets Have No Name, dos U2, é uma ode a Nova Iorque, a cidade das compras luxuosas na 5ª Avenida e onde o famoso Central Park se estende da rua 59 à 110. Será? Não consta que Bono Vox e companhia alguma vez tenham estado em Espinho, mas quem será capaz de dizer com convicção que, depois de terem atuado em Vilar de Mouros, em 1982, os irlandeses não passaram por lá para petiscar uns camarões de Espinho, tendo reparado durante um passeio à beira-mar para desmoer o jantar, ao longo da Rua 2, que também em Portugal há um lugar onde as ruas e as avenidas não têm nomes, mas números?

 
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A cidade parece ter sido desenhada a régua e esquadro por uma pessoa com problemas crônicos de orientação: além do desenho geométrico, as ruas e as avenidas foram denominadas com números. As que vão de norte para sul são ímpares e as que correm de oeste para este, paralelas à praia e em direção ao interior, receberam numeração par.

Que a toponímia de Espinho deva mais à matemática do que à história é algo que vem do início do século XX: os nomes foram alterados pouco depois da instauração da República (a 5 de Outubro de 1910). É que a anterior toponímia destacava personalidades que, direta ou indiretamente, estiveram ligadas à elevação de Espinho a concelho alguns anos antes, em 1899 - ou seja, eram figuras associadas à monarquia que importava apagar das ruas. O resultado é uma cidade fácil de navegar.
(…)
Título e Texto: Markus Almeida, GPS, Sábado, 30-11-2018

Centro Multiusos, foto: Júlio Reis

Espinho fica a meia hora do Porto, de trem, que sai da estação central São Bento em direção a Aveiro. Passa na estação de Campanhã. 

Foto: Hilda Torres

Como leram no texto acima, as ruas de Espinho são numeradas, não nomeadas. Uma mão na roda para quem, como este escriba, não tem sentido de orientação. 😊 

Às segundas-feiras acontece a maior feira de Portugal – alguns afirmam ser a maior da Península Ibérica. 

No verão, a cidade ferve. Não de calor, mas de gente. Até porque no norte de Portugal, mais especificamente nas praias do Grande Porto, da Foz do Douro, passando pelas praias de Vila Nova de Gaia (Valadares, Madalena…), Granja, Miramar… até Espinho, costuma ventar bastante. 

Vale a visita, com certeza.

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