quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Doria insiste na Coronavac e tenta intimidar Bolsonaro

“Se não houver recuo, sabemos quais medidas poderão ser adotadas”, afirmou o governador de São Paulo 

Cristyan Costa 

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que vai aguardar até amanhã um recuo do Palácio do Planalto acerca da compra da Coronavac. Contudo, caso o presidente Jair Bolsonaro não se posicione, adotará medidas cabíveis para garantir o fornecimento da vacina. “[Eu e os governadores esperaremos] 48 horas. Se até sexta-feira não houver nenhuma medida de recuo por parte do governo federal para fazer o que deve fazer: apoiar as vacinas, inclusive a do Butantan. Nós sabemos quais medidas poderão ser adotadas. Seja por São Paulo, seja pelos governadores, que estão entristecidos, para não dizer frustrados”, declarou Doria, em entrevista coletiva, na noite da quarta-feira, 21. 

Conforme noticiou Oeste, Bolsonaro reafirmou que não vai adquirir o imunizante chinês. “Qualquer vacina, antes de ser disponibilizada à população, deverá ser comprovada cientificamente pelo Ministério da Saúde e certificada pela Anvisa”, escreveu o presidente da República, nas redes sociais. Além disso, o Ministério da Saúde, que havia sinalizado intenção de adquirir 46 milhões de doses da Coronavac, emitiu um documento segundo o qual não tem interesse de encomendar a mercadoria. No texto, a pasta garante que houve uma interpretação equivocada sobre a fala do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, relacionada à vacina do país asiático. 

Título e Texto: Cristyan Costa, revista Oeste, 22-10-2020, 9h

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