segunda-feira, 26 de outubro de 2020

[Pernoitar, comer e beber fora] Café Java, Porto: Bela surpresa!

Fica na turística Praça da Batalha, daí a desconfiança. Embora não tenhamos visto/apercebido assédio de atendentes, a exemplo (mau) da Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa. Cujos restaurantes, anunciados de comida portuguesa, de um lado e do outro, pela minha última impressão, são tidos e gerenciados por estrangeiros.

Well, voltando… Era noite de clássico, FC Porto vs Sporting.  À tardinha, procurávamos um local para assistir a esse jogo. Aí, percebemos o telão lá dentro do café. Perguntei ao garçom, que estava à porta, se ia passar o jogo… Sim. 

“Então, por favor, dá para reservar aquela mesa?” 

Na hora aprazada, quando chegamos ao Café, não é que o bicho tinha mesmo reservado a mesa, com direito ao triangulozinho “RESERVADO”!?! 

Bom, pedimos dois pratos de bacalhau.

Ao pedir, brinquei com o garçom, “o prato vem com uma lupa?” 😊 E o mesmo respondeu algo na mesma sintonia brincalhona. Começou bem. 

Gentem, as postas de bacalhau me surpreenderam pela grossura (ou altura, depende do ângulo). E o mais importante: o bacalhau estava ótimo. Macio, se desfazendo em lascas… 


A ‘sobremesa’, que não pedimos, mas assistimos, agradou aos dois convivas: uma sportinguista e um portista. Dois a dois. 

Entrementes, já sabíamos o nome do garçom: Cláudio. Que nasceu no Porto, mas, para desgosto dos pais, é… benfiquista, pode?! 

Outro detalhe, único e valiosíssimo, por nós observado: a frequência é caseira, isto é, são os vizinhos e/ou habitantes da cidade, que pagam para sentar às mesas do café para tomar uma sopa, beber uma bica ou um fino, ou um copinho de branco… Os turistas são um “plus”, entende? 

Como escrevi no início, achamos este restaurante porque vimos através de ampla vidraça o telão no interior… Então, na hora do jogo, o Cláudio virava uma fera quando apercebia uns poucos assistindo ao jogo através do vidrão… corria para baixar o estore! 😊 

Voltarei, com certeza, se Deus quiser! 


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