quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Uma derrota é uma derrota, e para o FC Porto nunca existem vitórias ou empates morais.

Diogo Faria 

Mas o que se passou ontem em Inglaterra, onde o Manchester City venceu os campeões nacionais por 3-1, não pode ser branqueado. É factual: o plantel mais caro do mundo beneficiou de vários erros de arbitragem para ganhar na primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. 

Antes de o letão Andris Treimanis e o holandês Jochem Kamphuis começarem a destacar-se pelos piores motivos, um grande golo de Luis Díaz premiou a excelente entrada da equipa no encontro. Pouco depois passou-se para um jogo diferente, em que de um lado estavam 11 jogadores e do outro estavam outros 11, mais o árbitro, mais o VAR. 

Quando Marchesín sofreu uma falta para cartão vermelho, foi apitado penálti contra o FC Porto e o Manchester City empatou. Quando Pepe foi empurrado por João Cancelo na área, nada foi assinalado. Quando Fábio Vieira disputou uma bola de forma limpa, depois de Manafá sofrer uma falta, foi marcado um livre que resultou no 2-1. E quando estavam em causa infrações dos cityzens que podiam resultar em segundos amarelos, imperava um critério de excessiva tolerância disciplinar. 

No final, o tom de revolta do treinador e do capitão do FC Porto só podia ser indisfarçável. Sérgio Conceição aproveitou para pedir “desculpa aos árbitros portugueses”, que mesmo quando cometem erros não atingem o nível de gravidade do que aconteceu ontem, e elogiou a prestação do grupo: “Senti um grande orgulho no que fez a equipa”. 

Pepe também elogiou a exibição dos campeões de Portugal, que trabalharam “bem”, tiveram uma postura “corajosa”, foram “humildes” e respeitaram “sempre o adversário”. Mas houve um grande mas: “Não nos deixaram ganhar”. O capitão até acha que “eles não precisavam dessa ajuda do árbitro”. A verdade é que precisaram mesmo… 

Desde que foi adquirido pelo atual vice-primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, em 2008, o Manchester City gastou mais dinheiro do que qualquer outra equipa do mundo. O investimento tornou-se ainda maior nas cinco épocas que Guardiola já leva como treinador do clube, mas o principal objetivo – conseguir aquilo que o FC Porto já alcançou duas vezes, com meios infinitamente mais limitados – tem continuado por atingir. Se beneficiassem sempre de arbitragens como a de ontem, a história seria de certeza bem diferente… 

Título e Texto: Diogo Faria, Dragões Diário, 22-10-2020 


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