quinta-feira, 22 de outubro de 2020

As reações de Ricardo Sá Pinto comandando o Vasco pela 1ª vez

Muito se falou sobre o temperamento explosivo de Ricardo Sá Pinto. O português, entretanto, apresentou traços diferentes de sua personalidade em sua estreia pelo Vasco, na derrota por 2 a 1 para o Corinthians, nesta quarta. Inquieto, vibrante, falante... ele não parou por sequer um minuto em São Januário. A mudança de atitude do time em campo talvez já seja um reflexo da postura de seu treinador. 

Sá Pinto desembarcou em São Januário pouco antes de 20h desta quarta-feira. Chegou no ônibus da delegação e, curiosamente, foi o último a descer. Geralmente, treinadores e dirigentes são os primeiros a saírem do veículo. Sorridente, cumprimentou a todos e recebeu as boas-vindas de um funcionário da CBF. 

Desde a chegada ao Rio de Janeiro, aliás, Sá Pinto tem sido simpático. Foi assim no aeroporto, em sua apresentação e na chegada a São Januário. À beira do campo, no entanto, ele se transformou. Inquieto, gritou muito com os jogadores e não deu sossego ao quarto árbitro Carlos Eduardo Nunes Braga.

Foto: Rafael Ribeiro/Vasco da Gama

Inquieto à beira do gramado

Os gritos com o time, no entanto, não foram broncas. Sá Pinto procurava organizar e incentivar seus jogadores. No entanto, quem mais ouviu foi seu auxiliar Rui Mota. Ele e Sá Pinto trocam ideias durante 90 minutos. 

O português é inquieto. Aproveita cada parada no jogo para tentar passar instruções e conversar com os atletas. A área técnica, por vezes, fica pequena para ele. Não foram poucas as vezes que ele saiu do espaço reservado aos treinadores. Sobrou até para os gandulas que, por mais de uma vez, ouviram orientações do técnico. 

Durante o jogo, alguns costumes diferentes. Desde o primeiro tempo os atletas aquecem atrás do gol, se alternando em pequenos grupos de quatro jogadores. A prática não é comum no futebol brasileiro. 

Foto: André Durão/Globo Esporte

Vibração e reclamação

Sá Pinto também é vibrante. No momento do gol de Ribamar, ele não se conteve, abraçou Rui Mota e levantou o auxiliar. Em seguida, incentivou seus atletas com aplausos. E é claro aproveitou a parada para conversar e orientar Léo Gil.  

Após o jogo, o português deu uma pequena amostra de seu sangue quente. Entrou em campo para reclamar e cobrar o árbitro Caio Max Augusto Vieira. Sá Pinto não se conformou com o fato de a arbitragem não ter assinalado falta em Parede na origem do lance que resultou no gol da vitória do Corinthians. Reclamou tanto que recebeu cartão amarelo, mesmo com a partida encerrada. 

Na coletiva de imprensa, o português reforçou a imagem de que é bom de grupo. Apesar da derrota, elogiou a dedicação e vontade de seus atletas, se disse orgulhoso deles e se referiu a alguns pelos apelidos, casos de Lucas Santos (Luquinha) e Ribamar (Riba). 

Se Sá Pinto dará certo ou não no Vasco, só o tempo dirá. Mas pela primeira impressão deixada a certeza que fica é que o futebol brasileiro ganhou um grande personagem.

Título e Texto: Globo Esporte, via SuperVasco, 22-10-2020, 7h53

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