domingo, 25 de outubro de 2020

[As danações de Carina] Vamos largar da Nomofobia sem ficarmos ‘largadas e peladas?’

Carina Bratt 

Como disse no domingo passado, 18-10, hoje retornaria ao tema da ‘Nomofobia’. Embora não seja médica, procurei ouvir alguns especialistas em torno do assunto, e agora, além de alguns esclarecimentos e dicas, vamos ver como poderemos escapar ilesos das suas armadilhas e dos seus esquemas de malefícios e dissabores, tornando um pouco melhor e mais atraente a nossa vidinha cotidiana. 



SINTOMAS
A doença chega de repente. Sem aviso prévio. Não toca a campainha dando um ‘olá, cheguei’. Simplesmente entra em nossas vidas do nada, nos deixando tristes, com a moral para baixo, com indispostas dificuldades em relacionamentos sociais com familiares, além de irritadas e agitadas, o humor pra lá de alterado, seguida de uma raiva sem motivo aparente e inexplicável, abraçada de um mal-estar atarantadamente impaciente.

Mesmo que a gente enfrente uma dosagem esquisita de abstinência por outras coisas boas, que nos davam prazeres e alegrias, a ‘Nomofobia’ teima em nos tirar do sério e acreditem, caras amigas, tira. A Nomofobia’, em si, nada mais é que o desconforto momentâneo de ficarmos incomunicáveis, seja por não termos ao alcance das mãos um computador, ou aparelho celular linkados na Internet, grosso modo, nas redes sociais. 

Para algumas pessoas, o simples fato de verificarem que o celular está com o nível baixo de bateria, levam as criaturas a procurarem desesperadamente um ponto de energia, evitando que o aparelho morra de vez e, em razão fiquem ou possam a vir, no minuto seguinte, se prostrarem isoladas e distantes do mundo. 

Vamos incluir no ‘distante do mundo’ os likes, os retuítes, os views em vídeos no youtube e corações apaixonados no Instagram, entre outras bobagens. Nada a ver, caríssimas amigas, com aquele reality show ‘Largados e pelados’, um programa, por sinal, bem idiota e medíocre, onde, entre aspas, os participantes se desafiam a ficarem vinte e um dias sem contato nenhum com a civilização. 

Acreditem, pura balela, embromação das brabas. Uma série de quixotadas e despautérios de deixar Miguel de Cervantes se remoendo em seu túmulo e Dom Quixote querendo morder seu pobre cavalo, o Rocinante. Por trás, nos bastidores, ou nas coxias deste destampatório imoral, existe toda uma tecnologia de ponta, para induzir os telespectadores a suporem, ou pior, a imaginarem que, de fato, os aparvalhados e apatetados que têm a cara de pau de se inscreverem estão, realmente, isolados ou desachegados e fora do planeta em que vivem. 

Assim como nas eleições para cargos futuros de ‘mãos grandes’, ou ‘venha a nós, o vosso reino nada’, em 15 de novembro, ainda temos muita gente ‘tapada’ por aí, que acredita piamente nestes desnorteios e embustes. Mas, enfim... Cada um é cada um e não podemos discordar de quem ainda leva fé nas proezas dos Três Porquinhos, ou nas marotices adoidadas de Bisa Bia, Bisa Bel. 

Pesquisa levada a efeito em abril de 2018, pela FGV - Fundação Getúlio Vargas, deixou patente que só aqui no Brasil existiam, no mercado, 220 milhões de celulares ativos, o que, na época, nos fazia superar, percebam, a marca de um celular por habitante, mesmo que a linda e charmosa ‘coisinha cheia de encantos da tecnologia’ estivesse concentrada em apenas setenta por cento da população. 

Em dias atuais, caríssimas, o número de aparelhos no mercado quadruplicou e muito mais pessoas se tornaram alvos fáceis da inovação progressista, como também, pularam de cabeça no fervedouro do rebuliço, da assustadora ‘Nomofobia’. Resumindo, Drauzio Varella encara essa praga ‘como uma Síndrome dos tempos modernos, relacionada diretamente à dependência digital, na qual o indivíduo afetado sente um medo tétrico e irracional, quase animalesco de ficar ao deus dará, divorciado e sem acesso à Internet, ou em sandice igual, a caminhos a aparelhos tecnológicos, como computadores, tablets, com atenção especial à nova mania, os smartphones’. 

COMO ENFRENTAR O PROBLEMA? 
Comece por desligar seu aparelho celular notadamente durante a noite. Estabeleça as mais diversas atividades de entretenimento e desconexão, que poderão ser feitas ou realizadas sem a presença do celular. Leia livros, escreva, cante, ouça uma música no rádio, assista a um filme na televisão, diminua, de forma progressiva o tempo dedicado ao celular e as suas infindáveis benesses.

Quando estiver cuidando de sua beleza, no banheiro, por exemplo -, ou se livrando das necessidades fisiológicas -, nem pense em levar junto o celular. Não dirija falando nele. Dê mais atenção ao seu pai, à sua mãe, a seus filhos, ao marido, às pessoas ao seu entorno. Enfim, viva, cresça, se despregue, sem se atrelar ao celular. Faça dele uma coisa fútil, para segundo plano. Não se torne dependente, não se aniquile, não perca a vida por estar no ponto de ônibus com um celular último tipo exposto a bandidos e ladrões oportunistas. 

A CURA 
Simples. Almoce sem o celular, namore sem o celular, dê mais atenção a você mesma. No transporte público, se dedique a ler um romance, um jornal, ou a folhear uma revista. Passe a sentir a vida ao seu redor, em toda a sua plenitude. Converse com pessoas, vá a um cinema, se desligue, perca algumas horas numa livraria. Deixe de ser uma máquina, largue de se robotizar. Identifique quais os aplicativos que mais sugam seu tempo precioso. Planeje pequenas saídas e passeios, deixando o telefone em casa.

Você não precisa levar o aparelho quando for comprar pão, ou ir ao supermercado fazer as despesas mensais. Tampouco carece dele na farmácia, ou ao passear com seu animalzinho de estimação. Tome consciência, aos poucos, que VOCÊ NÃO PRECISA DO CELULAR PARA CONTINUAR VIVENDO. Tirulipa, filho do dublê de palhaço Tiririca, deu uma definição bem legal para os aparelhos celulares. ‘Eles são brincos. Vivem dependurados nas orelhas das pessoas, sejam elas homens ou mulheres’. 

Fábio Porchat imita Tirulipa, observando que os celulares são ‘enfeites para as mãos, anéis para os dedos e ouro em pó para os trombadinhas’. Dani Calabresa vai um pouco mais à frente e observa que o celular é ‘como uma calcinha nova. Todo dia precisamos ter uma diferente colada ao nosso corpo’. 

COMO TRATAR A NOMOFOBIA? 
Caras amigas, fiquem ligadas. O acompanhamento de um quadro de ‘Nomofobia’ já diagnosticado deve ser estreitado por um médico ou um psicólogo. No entanto, há tarefas simples que podem ser feitas hoje mesmo para diminuir a dependência em smartphones e outras porcarias que fazemos questão de ter como se fizessem parte da nossa maquiagem. 

Vamos repetir alguns itens já citados acima: 

Estabeleça horas certas para uso prolongado.

 Desligue o celular antes de deitar para dormir. 

Não utilize o smartphone enquanto conversa com amigos, familiares presencialmente. 

Durante viagens, estipule um horário fixo e, de preferência, com curta duração, para atualizar as redes sociais e ficar por dentro das novidades. 

Mantenha contas separadas para sua vida pessoal e profissional em redes sociais e mensageiros. 

Pratique atividades externas, como esportes, danças ou mesmo saídas para ir ao shopping ou parques. 

Em momentos de tédio, evite usar o smartphone para distração. Procure outras formas de entretenimento, como praticar um instrumento musical, escrever, ler ou desenhar. 

Espero, sinceramente, de alguma forma, ter contribuído para que vocês, minhas amigas e leitoras da grande família ‘Cão que Fuma’, se livrem desse nosso mais novo mal do século. Fiquem todas na santa e infindável PAZ!

Espero, sinceramente, de alguma forma, ter contribuído para que vocês, minhas amigas e leitoras da grande família ‘Cão que Fuma’, se livrem desse nosso mais novo mal do século. Fiquem todas na santa e infindável PAZ! 

Título e Texto: Carina Bratt, de Vila Velha, no Espírito Santo, 25-10-2020

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A Nomofobia
Para o ‘Pingo’, meu cachorro do sorriso eterno
Sem pé nem cabeça
Quase
Como sair da depressão ‘depressinha?!’

3 comentários:

  1. MB! VALE DOIS COMENTÁRIOS EM UM!
    BONUS???
    1)
    DEPOIS ,DE OFENSIVAMENTE, CHAMAR O DR DRÁUZIO VARELLA DE "BRAUZIO VAIVELHA" (carinabrattistoegente12 de setembro de 2020 21:08),A CARINA SE REDIME ,CITANDO O MESMO ,EM UM DOS SEUS "DIZERES INTELIGENTES".

    2) EU SÓ USO CELULAR RESTRITO PARA CONTATOS FAMILIARES, E TENHO IMPLICÃNCIA COM PESSOAS QUE FICAM NOS LIGANDO PARA FUTILIDADES.
    MESMO O TELEFONE CONVENCIONAL, USO ,E SEMPRE USEI PARA MEU PRÓPRIO INTERESSE, E É COMUM ALGUÉM CORRER PARA MIM ,-DIZENDO-TU NÃO OUVIU O TELEFONE TOCAR?
    EU RESPONDO; -NÃO É PARA MIM, AS PESSOAS COM QUEM EU QUERO FALAR ,SABEM MEU ENDEREÇO,E SE FOSSE IMPORTANTE ESTARIAM À PORTA!

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  2. NÃO SOFRO DESSE MAL, NUNCA USEI CELULAR, MESMO QUANDO TINHA UM ERA SÓ PARA A ESCALA DE VOO.

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  3. Eu uso o meu muito pouco e cuido do celular de Aparecido e da neta dele, a Ellen, livrando as pessoas chatas, que não tendo o que fazer, ligam, tanto para um, como para outro. Como a menina só tem 12 anos, a vigilância, em cima dela é um pouco mais cuidadosa.
    Carina
    Ca
    de Sertãozinho, Ribeirão Preto SP

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