quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

[Pernoitar, comer e beber fora] Butchers: carne maturada e desavergonhada

Fica em Lisboa, no Parque das Nações, na Rua do Polo Sul, 15. Da Estação do Oriente, fica a cinco minutos caminhando na direção sul.

A página do restaurante no Facebook. No Trip Advisor está com 57% das avaliações “excelente”.

Fomos conhecer este ‘famoso’ restaurante de carnes, o casal LT/HT e este escriba. À entrada, o restaurante  pavoneia.


Chegamos cedo, pois que a partir das 20h o restaurante não aceita reservas, vai atendendo conforme a chegada.

A recepção francamente ‘amadora’: uma funcionária olha para nós, e nós para ela, e ela não olha mais para nós. Eis que se aproxima um funcionário, e nós nos achegamos a ele, e ele nos levou a uma mesa. E nos deixou decorando o cardápio.

Eis que se aproxima uma funcionária de traços orientais, anota os nossos pedidos. Que chegaram relativamente rápido.



Os acompanhamentos, como podem ser vistos nas fotos, eram palitos ‘grosseiros’ de batata doce e uma salada: três folhinhas verdes com dois tomatinhos vermelhos. Uma fartura!

Perda dos aposentados do INSS em relação ao salário mínimo chega a 87,28%, desde o Plano Real

EXTRA


Com o reajuste de 3,43% a ser concedido a 11,7 milhões de aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do salário mínimo — o aumento será pago em fevereiro, sobre os vencimentos de janeiro —, a defasagem desses benefícios mais altos em relação ao aumento do piso nacional chegará a 87,28%. Esse é percentual acumulado de perda do poder de compra dos segurados que recebem mais do que o piso, no período de 1994 a 2019, ou seja, desde o início do Plano Real.

O cálculo foi feito pela Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap). E esse percentual de perda cresce de tempos em tempos porque, em geral, os segurados do INSS que ganham mais acabam tendo reajustes menores do que os que recebem apenas o mínimo.

O aumento de 3,43% deste ano refere-se ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de janeiro a dezembro de 2018. O indicador é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No caso dos aposentados que ganham acima do piso nacional, o aumento anual considera a necessidade de reposição da inflação. É o que determina a lei. Nada impede, porém, que o governo decida dar um aumento maior (ganho real).

Para o reajuste do salário mínimo — e consequentemente dos outros 23,3 milhões de segurados do INSS que ganham apenas o piso —, o governo federal considera outra fórmula de cálculo: a alta do custo de vida no ano anterior (no caso, o INPC de 2018) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas do país) de dois anos antes (2017).

O pincismo

Helena Matos

Escreve Nuno Severiano Teixeira no PÚBLICO:  «Desde o 11 de Setembro para cá os muros proliferaram, dizem que são mais de cinquenta em todo o mundo e todos contra os imigrantes e os refugiados. Neste novo mundo de muros muitos estão na Europa. E mesmo nos Estados Unidos, partes do muro tinham já sido construídas por Bush, depois suspensas por Obama, mas substituídas por tecnologias de vigilância mais sofisticada. A verdade é que os muros nunca deram bom resultado. Nem a Grande Muralha da China impediu os ataques dos mongóis, nem o Muro de Adriano evitou as invasões bárbaras. Assim como os 28 anos que durou o Muro de Berlim não impediram o colapso do comunismo e a reunificação da Alemanha.»

O texto de Severiano Teixeira é um exemplo do pincismo, ou seja, o excluir e omitir o que não serve a nossa argumentação. Assim Severiano Teixeira vai até à Muralha da China e ao Muro de Adriano, mas não lhe ocorreu referir muros bem-sucedidos como o que foi construído por Israel na Cisjordânia e que visa impedir a entrada de terroristas em Israel, coisa que de facto tem sido conseguida. Muito menos se lembrou da Vala de Ceuta construída anos antes do 11 de Setembro, em boa parte com verbas da UE e que se destina a impedir a entrada de imigrantes.

Curiosamente achou por bem referir a interrupção da construção do muro na fronteira dos EUA com o México por Obama, mas não só excluiu qualquer referência a Clinton como omitiu o apoio de Obama ao controlo dos migrantes na fronteira do México com a Guatemala, onde não foi levantado um muro, mas foram levantadas estruturas em postos sensíveis.

Não sei e duvido que muito saibam se a melhor forma de impedir a entrada de ilegais nos EUA é um muro ou não. Mas sei que colocar a questão como fez Severiano Teixeira não ajuda nada.
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 16-11-2019

NdE: O autor citado é do Partido Socialista e foi ministro dos governos dos socialistas Guterres e José Sócrates. Wikipédia.

Portanto, o filho não tem espaço para acolher a mãe, logo, a responsabilidade é do senhorio (da mãe)

Helena Matos

Este artigo do PÚBLICO é uma peça notável de demagogia. Como sempre, começa-se com um caso dramático:

“Há quase três anos, Nazaré perdeu a tia que era a titular do contrato de arrendamento. Como não é uma parente direta, e apesar de ter vivido com a tia quase 40 anos, o contrato cessou e Nazaré terá agora de deixar aquela casa, depois de dois anos de disputa judicial que deu razão à senhoria. A lei mudou, mas há franjas da população, sobretudo a mais idosa, que ainda continuam desprotegidas.” 
O QUE É SER DESPROTEGIDO? NÃO CONSEGUIR OBRIGAR O SENHORIO A RESPONSABILIZAR-SE PELO INQUILINO QUE NO CASO NEM O É PORQUE NUNCA TEVE UM CONTRATO EM SEU NOME.

“Entre molduras com fotografias do filho, muitas estantes cheias de quinquilharia, Maria Nazaré Jorge, 82 anos, terá de encaixotar, nos próximos dias, 39 anos de vida num apartamento da rua Rodrigues Sampaio, junto ao Marquês de Pombal.” 
A SABER: NAZARÉ PAGA 202 EUROS POR UMA CASA NO CENTRO DE LISBOA. COMO EXPLICA O PÚBLICO: “São 202 euros da sua reforma que não chega aos 300. E de onde tem de sair dinheiro para pagar a conta da farmácia, da luz, da água, do gás.”
VENDO BEM O SENHORIO DEVIA RECEBER MENOS.

“O filho, Carlos, que estaria disponível para receber a mãe, não fosse o apartamento pequeno que tem em Algés e que não tem condições para a acolher os dois.” 
CLARO, O FILHO PODIA LÁ RECEBER A MÃE EM CASA! O SENHORIO É QUE TEM A RESPONSABILIDADE DE ASSEGURAR UMA CASA À DONA NAZARÉ.

Charada (725)


Considerando que
um jogo de xadrez
tem 32 peças
(16 brancas e 16 pretas),
com quantas peças brancas
joga cada xadrezista?

[Discos pedidos] O nome dela é Jenifer




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O FC Porto bate o Leixões e defrontará o Braga na meia-final da Taça de Portugal

Hernâni fez o golo da vitória dos dragões já no prolongamento


O FC Porto garantiu esta terça-feira presença nas meias-finais da Taça de Portugal, ao triunfar por 2-1 sobre o Leixões, após prolongamento, no Estádio do Mar.

Herrera inaugurou o marcador para os dragões logo aos 11 minutos da partida, mas José Paulo restabeleceu a igualdade aos 78', golo que levou a partida para prolongamento.

O golo da vitória dos azuis e brancos surgiu apenas no fim dos 30 minutos extra, por Hernâni, aos 118'.
Foto: Fernando Veludo/Lusa
O FC Porto marca assim encontro com o Braga - eliminou o Aves com um triunfo também por 2-1 - nas meias-finais da competição.

As meias-finais, a duas mãos, estão marcadas para 5 e 7 de fevereiro e 2 e 4 de abril.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Pela nova Europa fora

Nuno Rogeiro

Resolvi colocar a mochila às costas e revisitar os sítios onde se diz estar em construção uma Nova Europa: populista, nacionalista, alérgica à imigração descontrolada e às reguadas de Bruxelas. Eis um relato impressionista do que vi, ouvi e senti. Já não se pode ignorar aquela realidade com um simples resmungo

Andar por Roma, Budapeste [foto], Varsóvia e Viena, no começo de 2019, é percorrer símbolos de uma Europa que foi conquistada por símbolos politicamente incorretos.


A sul e a oeste, os velhos partidos continuam a governar, no meio de abstenção galopante nas urnas, e coletes de várias cores nas ruas. No centro, a hora é de deputados, autarcas, dirigentes associativos e ministros relativamente jovens, com um brilhozinho nos olhos, que dizem querer varrer as velhas perversões governamentais: corrupção, peculato, compadrio, secretismo, verborreia, autismo, “elitismo”, discricionariedade e ineficácia.

Enquanto meridionais e ocidentais permanecem no centro político, o centro geográfico vira “à direita”, ou pelo menos a alguma coisa que não cheira à velha “esquerda”.

Ideias gerais desta Nova Europa: ordem e limpeza nas ruas, trabalho intenso, mas bem remunerado, meritocracia, prioridade aos nacionais nas atenções sociais e assistenciais do estado, recuperação de línguas comuns, fim das chamadas “opressões fiscais, orçamentais e financeiras”, regresso às “tradições” pátrias, regionais, locais, municipais.

Nalguns burgos nota-se mais a influência religiosa, e um retorno a assuntos de espiritualidade, noutros trata-se antes de um tradicionalismo laico, ou até do que um eleito italiano chama “cosmopolitismo nacional” e “comunitarismo secular”.

Nalguns dos estados da Nova Europa – sobretudo Polônia e Hungria – há tensões entre governos temporários e eleitos, que se consideram missionados e mandatados para “limpar” velhos vícios, e estruturas permanentes, como as magistraturas. Uns dizem não ter tempo a perder, os outros afirmam que tem sempre de haver tempo procedimental. Uns exibem a legitimidade das urnas e do “poder popular”, os outros a legitimidade dos freios e contrapesos instituídos, e das constituições originárias.

“A ilustre Casa de Ramires” está à venda

Foto: Remax

Casa da Torre da Lagariça, localizada na freguesia de São Cipriano, em Resende, no distrito de Viseu, serviu de inspiração a Eça de Queiroz para escrever a obra ‘A Ilustre Casa de Ramires’.

Agora, 119 anos depois da sua publicação, a torre, a casa e o pomar estão à venda por 990 mil euros numa conhecida imobiliária em Portugal.

De referir que a Torre da Lagariça foi construída na primeira metade do século XII para servir de ponto de vigia e prisão, tendo um papel importante de defesa do Douro durante a reconquista cristã.

Só depois é que foi construído o casario para habitação de fidalgos em torno da torre, essa “antiquíssima Torre, quadrada e negra sobre os limoeiros do pomar que em redor crescera, com uma pouca de hera no cunhal rachado, as fundas frestas gradeadas de ferro, as ameias e a miradoura bem cortadas no azul de Junho”, conforme a descreve o próprio Eça de Queiroz no livro ‘A Ilustre Casa de Ramires’.


Quanto à propriedade, a mesma tem um total de 700 metros quadrados de área útil, com o lote a ocupar 59.999 metros quadrados. Em termos de assoalhadas são 20, das quais 10 são quartos, estando o imóvel classificado como sendo de Interesse Público desde 1977.

A propriedade de quase seis hectares onde está situada ‘A Ilustre Casa de Ramires’ - eternizada em romance por Eça de Queiroz - está nas mãos da mesma família há quatro séculos e desabitada há 10 anos.

Greve geral

Os pelegos já anunciam uma greve

“A primeira reunião das seis maiores centrais sindicais do país após a eleição de Jair Bolsonaro vai começar com um chamado a greve geral”, diz a Folha de S. Paulo.


“O presidente da Força, Miguel Torres, defende a articulação de uma grande paralisação, a ser iniciada assim que o governo apresentar sua proposta de reforma da Previdência, o que deve acontecer no início de fevereiro. Torres diz ver indícios de que as mudanças serão feitas de forma a poupar determinadas categorias, em especial os militares”.

Os sindicatos não representam ninguém. Jair Bolsonaro tem a chance de desmoralizá-los de uma vez por todas.
Título, Imagem e Texto: o antagonista, 15-1-2019

Praga da lagarta do pinheiro pode levar ao aparecimento de urticárias

Teve início o período de infestação pela processionária - lagarta do pinheiro. Sempre que sejam identificados ninhos ou lagartas informe a Proteção Civil Municipal – 219 105 880

Sintra Notícias

Começou o período de infestação dos pinheiros pela processionária, vulgarmente conhecida como ‘lagarta do pinheiro’, a qual pode levar ao aparecimento de urticárias agudas de contato, sobretudo em ambientes escolares.


Como forma de prevenção, recomenda-se à população que evite passear em locais onde existam pinheiros, durante os meses de janeiro a maio, ou levar a passear animais de estimação durante esse período.

O contato com a processionária do pinheiro (bravo e manso) causa diversas alergias, tais como: irritação na pele, nos olhos e no aparelho respiratório, com gravidade dependendo de cada pessoa.

Em caso de aparecimento de sintomas de alergia, o Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara de Sintra recomenda que seja consultado de imediato o posto médico mais próximo ou através do telefone do Serviço Nacional de Saúde (SNS): 800 24 24 24.

Como identificar:
·      Lagartas que estão em crescimento ativo e constroem os ninhos de Inverno designados vulgarmente novelos de seda;
·      As lagartas completamente desenvolvidas abandonam os ninhos e descem as árvores para se enterrarem no solo.
·         Normalmente andam umas atrás das outras em procissão, daí o nome processionária.

A autarquia de Sintra aconselha a todos – especialmente crianças – evitar ao máximo o contato com estas lagartas ou semelhantes, nas árvores ou no solo.

Sempre que sejam identificados ninhos ou lagartas informe a Proteção Civil Municipal de Sintra – 219 105 880.


Fonte: Sintra Notícias, 10-1-2019

[Aparecido rasga o verbo] O que é a vida? – Parte quatro

Aparecido Raimundo de Souza

“A vida é um ofício difícil de ser vivido, todavia, fácil demais para quem completou todas as etapas de aprendizado que ela nos ofereceu sem ter faltado um dia sequer”.
Carina Bratt

DANDO SEQUÊNCIA À SÉRIE “O que é a vida?” falemos, agora, da árvore da vida, do caminho da vida, do manancial da vida, do livro da vida e do país da vida. Naturalmente, como já vimos nos textos anteriores, esta vida dada, ou doada por misericórdia de Deus não pode ser outra, senão a vida sedimentada na prosperidade, na felicidade e na paz, incluindo a longa duração por ela propiciada.

No antigo Israel, visto que a morte era a descida à morada das sombras perpétuas e distanciadas de Deus, se considerava a benção suprema um prolongamento dos dias do homem sobre a Terra, antes de se juntar a seus entes já partidos para além-túmulo.

Alguns escritos do Velho Testamento parecem indicar, entretanto, em termos vagos e misteriosos, que o fiel (aquele que não se desvia da retidão nem por reza braba) poderia conhecer uma vida perene, inacabável ou ininterrupta junto ao Pai Maior. Vamos conferir isto em (Sl 16.10-11; 73.22-28 e Jó 19.25-26).

Todavia, se constituem uma exceção nos livros do Velho Testamento. Costumeiramente neles se encontra a crença de que o homem recebe, no decurso de seus dias aqui vividos, a sua retribuição por parte do Altíssimo, e que precisamente uma carreira longa é a condecoração ou ainda a bonificação aos bens talhados e os justos de espírito.

Porém, a passagem violenta para o mundo dos falecidos, ou o final prematuro (aquele não esperado) de um certo ou de um justo, parecia colocar em xeque, ou em dúvida, a justiça do Senhor e apresentava um problema doloroso para a fé inabalável dos imbuídos de corpo e alma nos evangelhos. Voltando ao livro de Jó observamos que é disto testemunha comovedora, e a resposta a tal quesito aparece apenas desordenadamente atrapalhada.      

Precisas e duras, duras e precisas serão as experiências de perseguição, de morte brutal dos mais fiéis, sob a opressão dos impérios pagãos (gregos e romanos) para que nasça nos entes de luz uma esperança, qual seja a de uma ressurreição dos mortos no final dos tempos, e do julgamento do Altíssimo condenando uns e outorgando a outros, a felicidade da vida eterna no reino santo do Soberano Maior.

No alvo!

Acredite em você

Nelson Teixeira

Assim como a noite termina, todas as dores passam. Por mais fria e escura que ela possa ser, um novo dia surge.

Que a sua vida também amanheça.

Que os seus sonhos sejam maiores que os seus medos.

Que as suas aflições não lhe impeçam de caminhar.

Hoje é um novo dia. Coragem. Ânimo. Otimismo. Tudo vai dar certo, no momento certo! Creia nisto!!

Quem mais precisa acreditar em você, é você mesmo, pois Deus acredita e quer que você faça a sua parte.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 15-1-2019

[Para que servem as borboletas?] Filosofar é aprender a morrer...

Valdemar Habitzreuter

Nossos pensamentos, quando bem ordenados e direcionados para decifrar e compreender um fenômeno, nada mais são que um filosofar. Neste caso somos todos filósofos; e, mormente, o que nos ocupa mais a mente é a vida. É claro, por sermos seres viventes racionais, ocupamo-nos de deslindar a vida e o modo mais valioso de vivê-la... Da morte ninguém quer saber muito. Quanto mais longe ficar da mente, melhor. Mas, como diria Cícero, filosofar é preparar-se para a morte.

Nesse sentido, o filosofar seria uma contemplação em que a alma faz o exercício de afastar-se do corpo, o que se assemelharia à morte; a alma experimentaria sua libertação; e isso seria um aprendizado e a morte não nos assustaria. O próprio Platão nos diz que o corpo é uma prisão da alma; a tarefa da alma é aspirar pelo mundo das ideias (uma versão do reino dos céus cristão; aliás, o cristianismo tem muito a ver com a filosofia platônica) do qual decaímos e procurar os meios de alcançá-lo novamente, menosprezando o mundo sensível e passageiro em que nos encontramos.

Talvez, a maneira mais eficaz de viver seja, justamente, lembrar-nos constantemente da morte inevitável e o que levar em conta para sermos alegres e satisfeitos enquanto enredados num corpo. Não resta dúvida, que queremos levar uma vida de satisfação. Portanto, o prazer, a satisfação, é a meta que queremos para nossas vidas. Ninguém se proporia o sofrimento como meta de vida, e a morte não deve ser encarada como sofrimento ou empecilho à vida feliz.

No entanto, é a virtude que nos orienta na meta da vida alegre e feliz; e ela é carregada, muitas vezes, de sacrifícios. Mas ela está envolta ou enraizada de um prazer e satisfação extremos que supera qualquer sacrifício. A virtude, ao fim e ao cabo, torna-se prazerosa. Desse modo, nossa existência caracteriza-se pela quietude e alegria em face de a virtude nos exercitar para a vida feliz e desdenhar a morte que nada significa a não ser a privação de um corpo que nos aprisiona.

Charada (724(

Quando
o leitor
está virado para
sudoeste,
o que está
nas suas
costas?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Denunciado o silêncio do Vaticano sobre Maduro e Ortega

ABIM


A Iniciativa Democrática da Espanha e das Américas (IDEA) — foro internacional não governamental integrado por 37 ex-chefes de Estado e de Governo — emitiu uma declaração sobre a Nicarágua e a Venezuela, considerando graves, sistemáticas e generalizadas as violações dos direitos humanos que sofrem os povos desses países: “Expressamos nossa preocupação pelo silêncio, pela zelosa prudência, ou pelo comportamento de atores fundamentais da opinião mundial, como o Estado do Vaticano, diante das atrocidades que acontecem na América Latina pela mão de governos abertamente ditatoriais”.
Título, Imagem e Texto: ABIM, 14-1-2019

O extremismo, quando é de esquerda, é “fofinho”

Cristina Miranda

A TVI, na sua crônica criminal (sim, criminal) do programa Você na TV, subordinada ao tema “Precisamos de um novo Salazar?”, decidiu convidar Mário Machado um ex-recluso e antigo líder do movimento Portugal Hammerskins (PHS) para uma entrevista. Imediatamente foi o fim do mundo! O PCP (sim esse!) pediu uma audiência urgente da ERC afirmando que “a Assembleia da República, enquanto órgão de soberania representativo da democracia portuguesa, não deve permanecer indiferente perante atentados aos valores democráticos e humanistas” quando é o próprio a defender e louvar as ditaduras sanguinárias  que nada têm de humanistas e ignora todos os dias as matanças que por lá se fazem!  Os comentadores marxistas, que defendem também as maravilhosas ideologias leninistas, estalinistas, trotskistas, maoístas, chavistas responsáveis pelos genocídios que todos conhecemos da História, indignaram-se coitadinhos e não pouparam críticas severas (deve ser por medo da concorrência). Entretanto, os “humanistas democráticos moderados e tolerantes” ameaçaram de morte o autor da rubrica Bruno de Carvalho e sua família. Mas que hipocrisia monumental é esta?


A ver se nos entendemos: a TVI é uma empresa privada e a decisão boa ou má de trazer este convidado ou outros ao programa, é da sua única e inteira responsabilidade e um direito ao abrigo da liberdade de expressão numa sociedade que se diz democrática. Não coagiram ninguém a assistir ao programa. Há um botão na TV que liga e desliga para quem quiser. Somos livres. Estava enquadrado num programa de entretenimento numa rubrica criminal (repito, criminal). A escolha, mesmo que polémica, não deve ser condicionada porque isso é censura. É o regresso do “lápis azul”.  E para quem enche a boca constantemente para relembrar a censura de Salazar, não deixa de ser irónico esta colagem fascista da malta da esquerda ao “ditador”. Decidam-se! Porque se é para proibir os extremistas, proíbam-se TODOS! Ponto.

Tenho tolerância zero à hipocrisia. Não, não sou defensora de extremismos sejam de direita ou esquerda. O que está aqui em causa é a dualidade de critérios que os esquerdistas impõem consoante suas conveniências apelidando de “fofinho” e heroico todo o extremismo CRIMINOSO de esquerda. Só isso. Vamos a exemplos?

Comecemos pelos “artistas” da extrema-esquerda do BE e PCP que têm assento no Parlamento e que assumidamente enaltecem, defendem e louvam ditadores assassinos como o foi Fidel Castro, Che Guevara e ainda o são, Nicolás Maduro e Kim Jong-un e que nos entram a toda a hora, pela casa adentro em horário nobre, em tudo quanto é tv, a defender essa ideologia hedionda, que quer no presente quer no passado, exterminou milhões de pessoas (mais de 100 milhões) só para impor à força o comunismo. E pior: só com 8% de votos estão em coligação a decidir (destruir) nossas vidas coladas ao Costa, à espera de uma oportunidade para colocar essa ideologia mortífera em prática. Alguém se incomoda com isto?

Tentative de sémiologie du gilet jaune

Que se cache-t-il derrière le gilet le plus porté de France ?

Jérôme Leroy

Du fin fond de la Bretagne à l’Irak, le gilet jaune est devenu l’accessoire symbole de la contestation sociale. Cette couleur traditionnellement peu appréciée des syndicalistes exprime désormais un appel aux secours des invisibles du monde entier.

On apprenait le 5 décembre que des « gilets jaunes » manifestaient… en Irak, à Bassorah, pour faire « comme les Français ». Comment mieux montrer que le vieil universalisme français, en matière révolutionnaire, de la Marseillaise au drapeau tricolore en passant par le bonnet phrygien, exerce toujours la même fascination ? Pourtant, cette fois, l’objet qui a envahi les images et les discours frappe par sa banalité et son prosaïsme.

Une obligation de plus

Qu’était le gilet jaune, avant novembre 2018, si ce n’est un objet du quotidien, sans aucun intérêt ? Il est entré dans nos vies à tous le 13 février 2008, quand le comité interministériel de la sécurité routière (CISR) a décidé de rentre obligatoire la présence dans tout véhicule d’un gilet de sécurité. Il est donc assez logique que cet objet ait été détourné de son utilité première pour devenir le symbole d’une protestation qui, a l’origine, s’élevait contre la hausse des carburants pour les gens des zones périphériques, obligés d’utiliser des véhicules vieillissants et menacés par un contrôle technique promis à devenir encore plus draconien.

Il n’empêche, ce gilet jaune est vite devenu, la colère grandissant, une métonymie et une mythologie.

La métonymie qui unit

Une métonymie, rappelons-le, est cette figure de style qui consiste à désigner la partie pour le tout, par glissement de sens. Le gilet jaune a résumé de manière explosive à la fois les personnes qui le portaient et les revendications qui allaient avec. Compte tenu de la diversité de ces mêmes personnes et de ces mêmes revendications, mais aussi de l’absence de structure de ce mouvement, le gilet jaune a été la seule manière d’unifier et d’identifier, sans nuances, un phénomène aussi insaisissable qu’inédit malgré les tentatives des sociologues ou des historiens de lui trouver des précédents. Ce n’est pas la première fois, d’ailleurs, que la métonymie fonctionne avec un objet banal pour exprimer une lutte sociale et politique. On se souviendra, par exemple, du mouvement des parapluies, à Hong Kong en 2014, ou celui des casseroles en Argentine, lors du krach de 1998.

Si les Français étaient suisses…

Lors de votations, nos voisins helvètes se sont prononcés contre le revenu universel ou le salaire minimum. On imagine la réponse chez nous !

Pierre-Antoine Delhommais


Il convient d’abord de dire ici un grand merci aux gilets jaunes, grâce à qui les repas de Noël ont échappé à l’ennui qui trop souvent les guette, grâce à qui la soirée du réveillon a été animée par des débats enflammés sur la justice fiscale et le pouvoir d’achat, grâce à qui le foie gras et le saumon fumé se sont retrouvés joliment accompagnés de discussions passionnées sur la hausse du smic et le rétablissement de l’ISF. Passionnées, voire houleuses, entre les cousins de Parissignataires enthousiastes de la pétition dénonçant l’inaction de l’Etat dans la lutte contre le réchauffement climatique et l’oncle de Poitiers, signataire non moins enthousiaste de la pétition s’opposant au relèvement de la taxe carbone sur les carburants : la crise des gilets jaunes a fait apparaître des fractures familiales tout aussi profondes que les fractures territoriales et sociales. 

Creusement des déficits. 

La dégustation de la bûche glacée a également pu offrir un moment propice pour aborder le sujet presque aussi incontournable, cette année, que le coulis de framboise : le référendum d’initiative citoyenne. La fin de repas aidant, les bons vins aussi, l’idée d’un RIC appliqué aux questions économiques a, dans un premier temps, il faut bien l’avouer, de quoi séduire. A observer notre taux de chômage trois fois plus élevé qu’en Allemagne, notre dette publique sur le point de dépasser 100 % du PIB, nos emplois industriels qui continuent à disparaître, nos déficits budgétaires et commerciaux qui ne cessent de se creuser, on se dit que la France se porterait nécessairement mieux si le « peuple » avait été plus souvent consulté et plus étroitement associé, depuis des décennies, à la conduite de la politique économique. On se le dit plus encore lorsqu’on observe que la Suisse voisine, à l’économie incroyablement florissante, a régulièrement recours à la pratique de votations sur de grands sujets économiques.

Os cabeças do PT se mudam para o Nordeste

Ciro Gomes, foto: Fatima Meira
Rosana Bensiman

A gente quer mudar de assunto, mas de repente... os cabeças do PT se mudam para o Nordeste, o único reduto eleitoral que lhes restou.

Que interessante o condenado (e solto) José Dirceu ser agora conselheiro contratado da Governadora petista do Rio Grande do Norte.

Que interessante o petista Pimentel, ex-governador que acabou de falir criminosamente MG, ser agora secretário estadual do governador da Bahia.

Que coincidência a carga gigantesca de relógios de detonação de explosivos seguindo para o nordeste, através do aeroporto de Guarulhos.

Que coincidência começarem os ataques terroristas em Fortaleza, logo o Estado onde o governador reeleito é um petista que no mandato anterior se entendia tão bem com os chefes do crime organizado do Ceará.

Que coincidência esse governador petista pedir ajuda militar ao governo federal, fingindo uma humildade que não tem.

Que coincidência sabermos que depois do envio da Força Nacional, há a possibilidade de o caos em Fortaleza demandar que seja feita Intervenção Federal no Ceará.

Venezuela, um campo de concentração

ABIM

A Venezuela socialista de Nicolás Maduro “virou um campo de concentração, onde estão sendo exterminados os cidadãos”. Esta foi a denúncia de Mons. Jaime Villarroel, bispo de Carúpano, que expôs muitos dados terríveis: “Está sendo praticada uma tragédia de dimensões inimagináveis. […] Hoje morrem milhares de venezuelanos por falta de comida, de remédios; 80% das indústrias estão destruídas; só em outubro a inflação beirou 270%; o salário mínimo é entre 4 e 6 dólares” (de R$ 16,00 a 24,00); em 2017 “morreram mais de 20.000 crianças recém-nascidas, porque não há como atender as mães no parto”.


Apesar de tudo isso, o Papa Francisco continua insensível aos apelos dos bispos venezuelanos e aos gemidos de um povo inteiro, recluso nesse satânico “campo de concentração”.
Título, Imagem e Texto: ABIM, 13-1-2019

[As danações de Carina] Ponto degradado


Carina Bratt

Quando menina, na casa dos cinco até os oito, mamãe me chamava de iluminada. Mamãe era inteiramente Zen. Um pouco santa, um pouco humana, ou a junção das duas numa alma pura que só fazia o bem. Ainda hoje é do mesmo jeito. Continua santa. Neste pé, cresci com esta ideia meio que prócere na cachola, claro, tentando de todas as maneiras não pirar o cabeção. Papai, coitado, por ser de mais idade, ia um pouco mais longe.

Vinha do tempo em que encíclica se constituía numa bicicleta usada pelos padres e coletivo, caras amigas, imaginem que coisa, coletivo, aquele ônibus que trazia a gente da escola. Observem que imaginoso. Na sua concepção, eu nascera para ser uma “lanterninha”. Ainda que olhasse longamente para os olhos mortais da Hipotenusa, não viraria um tijolo desses usados em construções de periferia.

Com esta história de lanterninha, fiquei sendo a de meu velho até o dia em que, aos noventa e cinco, partiu de mala e cuia para o andar superior. Nos meus sonhos, agora, quase aos trinta, embora pareça ilógico ou irreal, acredito ter cores múltiplas. Meu rosto é inteiramente acústico. Para meus leitores que não sabem o significado desta palavra, acústico (ter um rosto acústico) é o mesmo que possuir uma fisionomia um pouco acima do ânus.

Apesar deste nome feio, carrego em meu coração traços diáfanos. Decididamente, apesar disto, sou uma jovem que possui luz vinda da alma. Do recôndito dela, para ser mais precisa. Cairia como luvas de pelicas aquela frase famosa do médium e curador João de Deus, conhecido agora, pela justiça como Leonardo.

E por que Leonardo? Porque num dia só, apregoam as suas ofendidas, Brasil e mundo afora, “João, numa única tacada, deu mais de Vinci”. Antes que me esqueça da frase do cidadão. Ele escreveu num jornalzinho de Abadiânia: “dígrafo a quem procuras para te livrar dos males terrenos e eu te direi quem és”.

Falando de forma mais simples. Tenho luz própria. Voo por aí afora, com asas imagináveis sem precisar me preocupar com as coisas ao meu redor. Quando chego, não importa onde, tudo se transforma e se provê de claridade. Dealvo como nuvens num céu de brigadeiro. Tipo assim. Em todo tempo me mostro como se o universo inteiro se resplandecesse num abrir e fechar de olhos e se prostrasse, incontinenti a meus pés.
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