quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Bolsonaro destaca ações contra a covid-19 no Pará

Presidente inaugurou o Parque Urbano Belém Porto Futuro

Andreia Verdélio

O presidente Jair Bolsonaro destacou hoje (13) as ações que o governo federal realizou no estado do Pará para o combate à covid-19, como a destinação de medicamentos, equipamentos, testes e materiais de proteção, além de R$ 2 bilhões em recursos. “É um dos estados, proporcionalmente, mais bem atendido no combate ao vírus”, disse durante a inauguração do Parque Urbano Belém Porto Futuro, em Belém.
 
Foto: Alan Santos/PR
Bolsonaro lembrou que o governo adiou o pagamento de dívidas e adiantou recursos para que os estados mantivessem a saúde fiscal, mesmo com a perda de arrecadação, causada pela redução das atividades econômicas durante a pandemia. Para o presidente, a recuperação dos empregos também é importante.

“Desde o início já dizia, temos dois problemas pela frente, o vírus e o desemprego. E ambos devem ser tratados com a devida responsabilidade. Obras são importantes, sabemos, a vida não tem preço, mas o desemprego leva à depressão e leva à doença e morte”, disse.

Belém Porto Futuro

O parque urbano faz parte do projeto Belém Porto Futuro, de revitalização da área portuária da capital paraense. O projeto recebeu R$ 34,5 milhões em investimentos do governo federal.

Dispensa de alvará para microempreendedor entra em vigor em setembro

Será necessário apenas concordar com termo de responsabilidade

Kelly Oliveira

A abertura e o funcionamento de pequenos negócios no Brasil serão simplificados a partir de 1º de setembro. Foi publicada hoje (13) no Diário Oficial da União a resolução, aprovada pelo Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (CGSIM), que permite que microempreendedores individuais (MEIs) sejam dispensados de atos públicos de liberação de atividades econômicas relativas à categoria.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Segundo o Ministério da Economia, a norma é reflexo da Lei de Liberdade Econômica, em vigor desde setembro do ano passado, que visa tornar o ambiente de negócios no país mais simples e menos burocrático.

Após inscrição no Portal do Empreendedor, o candidato a MEI manifestará sua concordância com o conteúdo do Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Dispensa de Alvará de Licença de Funcionamento. O documento será emitido eletronicamente e permite o exercício imediato de suas atividades.

As fiscalizações para verificação dos requisitos de dispensa continuarão a ser realizadas, mas o empreendedor não necessitará aguardar a visita dos agentes públicos para abrir a empresa.

Registro e Legalização de PJ
O comitê também aprovou medida relativa à dispensa da pesquisa prévia de viabilidade locacional quando a atividade realizada pelo empreendedor for exclusivamente digital. Além disso, a dispensa também valerá para os casos em que o município não responder à consulta de viabilidade de forma automática e quando não for realizada no sistema das juntas comerciais.

Cristo Redentor passa por desinfecção antes da reabertura no sábado

Monumento está fechado há cinco meses por causa da pandemia

Akemi Nitahara

Cristo Redentor vai reabrir para o público neste sábado (15), depois de passar cinco meses fechado por causa da pandemia de covid-19. Hoje (13), o local passa por uma desinfecção para receber os visitantes.
Foto: Ricardo Moraes/Reuters
O trabalho começou às 7h, em uma parceria da Arquidiocese do Rio de Janeiro, do Parque Nacional da Tijuca e do Comando Conjunto Leste. Também serão desinfectados o Trem do Corcovado e o Centro de Visitação das Paineiras.

O reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar, destaca que o monumento é um dos locais mais procurados e visitados na cidade e símbolo do Brasil. “O Cristo Redentor, que sempre acolhe todos de maneira especial, merece o nosso melhor, o melhor de nossas instituições para o bem dos nossos visitantes”, diz ele.

A ação integra o trabalho que os militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira vêm fazendo de forma conjunta no combate, controle e prevenção à covid-19 desde o início da pandemia, em março. Já foram feitas mais de 400 desinfecções em locais públicos como: rodoviárias, aeroportos, estações de trens, metrôs e barcas, hospitais e unidades de saúde e asilos.

Título e Texto: Akemi Nitahara; Edição: Graça AdjutoAgência Brasil, 13-8-2020, 7h56

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Rescaldo da fase mundo cheio de razão e a combater maravilhosamente o Covid versus os estúpidos Trump, Bolsonaro e os suecos cujos governantes não têm nome

Helena Matos

Bélgica: 852 mortos por milhão de residentes

Reino Unido: 686 mortos por milhão de residentes

Perú: 651 mortos por milhão de residentes

Espanha: 611 mortos por milhão de residentes

Itália: 583 mortos por milhão de residentes

Suécia: 571 mortos por milhão de residentes

Chile: 532 mortos por milhão de residentes

EUA: 506 mortos por milhão de residentes

Brasil: 485 mortos por milhão de residentes

França: 465 mortos por milhão de residentes


Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 12-8-2020

Do pecado original ao pecado permanente

Vitor Cunha

O que mantém o verniz da civilização com umas rachas, mas ainda suportável é a ideia de que ainda voltaremos a uma “normalidade”, uma reminiscência de um tempo em que passeávamos pela praia sem que alguém com máscara P2 se cruzasse conosco. Não querendo acelerar o processo de degradação de todos os laços sociais, o que parece certo é não haver qualquer hipótese de regressarmos a Fevereiro de 2020, quanto mais a uma época em que Guterres não se fotografava de pés na água ou que Greta ainda brincava com o que quer que crianças criadas por pais imbecis brincam.

A televisão que nos estupidificaria era a mesma que nos fazia sentir o calor do Verão com os biquínis, o Ambre Solaire, o Fá Fresh e a beleza feminina pré-burqa. Era o tempo em que belas moças brindavam vencedores de corridas com vestidos que refletiam o poder feminino. Era o tempo em que se reconhecia que a stripper a receber gorjetas enfiadas na tanga refletia o poder que esta exercia sobre homens completamente babados e não a opressão do heteropatriarcado. Pelo contrário, era o tempo em que as mulheres dominavam o mundo, deixando o palermita do homem para o cargo de fingir liderar fosse o que fosse. Era o tempo em que a dona de casa geria aquilo tudo enquanto o caçador ia buscar o dinheiro ao emprego para que ela aprumasse filhos, os alimentasse e os criasse na completa admiração pelo “mãe é mãe”.

Esse tempo não volta. Este é o tempo de “sermos felizes”, como se uma condição efémera de felicidade não fosse apenas possível através da superação de sofrimento. Ninguém é permanentemente feliz, mas não é nada disso que se vende: vende-se a ideia de que a felicidade é um estado que se atinge – e divulga – e do qual nunca mais se sai exceto por culpa do próprio.

Adapte-se às mudanças

Nelson Teixeira

Está disposto a mudar?

Nada permanece estagnado…

As plantas crescem, a maré muda, o mundo dá voltas.

E nessas voltas a gente também acaba mudando.

Muda o cabelo, muda de emprego, de opinião.

Pois então, o que faz você sofrer?

Mude!

Para males do corpo e da alma nada melhor do que as mudanças certas.

Não coma o que lhe faz mal, não maltrate seu corpo.

Espante a culpa e a mágoa, não maltrate seu coração.

Perdoe, faça as pazes e seja feliz!

Você é capaz!

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 12-8-2020

terça-feira, 11 de agosto de 2020

[Para que servem as borboletas?] Nossos projetos de vida...

Valdemar Habitzreuter

Neste tempo de pandemia, quando despertamos para o valor da vida e a morte se apresenta como uma roleta russa a cada um de nós, nós nos vemos assustados e projetamos mudanças de estilo de vida: a normalidade vigente exige uma normalidade nova, um novo projeto ou novo estilo de vida… Aliás, nós nos propomos muitos projetos ao longo de nossas vida.

Projetar significa lançar ideias que floresçam e se concretizem em algo prático. Mas, em todos os nossos projetos que intentamos e realizamos entra o fator moralidade. Dependendo do que projetamos para nossas vidas, podemos incorrer na boa ou má moral, segundo nosso estilo de vida...

A boa moral se inclinará, sem dúvida, a idealizar projetos de vida que realizam nossa humanidade, de vocação para a paz universal…

E, assim, ao longo da vida nós nos projetamos, nos lançamos a muitas atividades. Escolhemos, por exemplo, uma profissão de nosso desejo que nos garanta uma boa vida, com um bom salário para nosso sustento e constituir ou não uma família etc.

Podemos não estar satisfeitos com a profissão que escolhemos e resolvemos partir para outra… e mesmo dentro de nossas profissões podemos ter inúmeros outros projetos que achamos convenientes e que possam nos dar um colorido a mais à vida. Sempre que achamos que o que projetamos não nos serve, lançamo-nos para outras iniciativas.

E resta nos questionar: estamos sempre preocupados com a boa moral naquilo que projetamos realizar? E estamos conscientes de que há um projeto que se nos impõe forçosamente do qual não podemos fugir? Que somos lançados a ele, mesmo que não o queiramos?

Esse é o projeto que pode coroar nossas vidas se todos os nossos projetos de nossas escolhas tiverem se alinhado moralmente (a boa moral) com este último projeto do qual não podemos fugir: a morte. O homem é um ser para a morte, é o seu projeto final mais autêntico de vida…

Passos Coelho é o líder da direita. Mas a direita quer ter um líder?

A direita ficou sem líderes, sem voz nem programa. Isto parece-me incontestável. O que não sei é se a direita quer ter um líder

Helena Matos

Passos Coelho é o líder da direita, escreveu João Marques de Almeida. De acordo na parte que respeita ao perfil de liderança de Passos Coelho. Já quanto à direita portuguesa há muito para discordar. Ou melhor para apurar. A começar pela pergunta óbvia: a direita quer ter líderes ou prefere obter atestados diários de bom comportamento passados pela esquerda? Por muito que me custe escrever isto creio que a segunda hipótese é a preferida.

Aliás na crescente excepcionalização da figura de Passos Coelho – e não tenho dúvidas que Passos Coelho foi o melhor primeiro-ministro português do século XXI – o que vejo para lá da expressão do reconhecimento que lhe é devido, é precisamente o sinal dessa ausência de projeto político no centro direita: atira-se para a frente com o nome do último homem que liderou no verdadeiro sentido do termo a direita e espera-se que a magia aconteça. Mas fulanizar um projeto político num homem por muito notável que ele tenha sido não é estratégia para vencer, mas sim táctica para envolver a menoridade do presente no papel dourado das recordações.

Se por extraordinário acontecesse a esquerda deixar de ser governo (coisa muito diversa de deixar de ser poder) logo veríamos chegar à cena a peça “Reencontro com a mãe que não podia comprar bolachas ao filho em 2012 que passou a viver maravilhosamente entre 2015 e 2020 e agora está novamente na miséria” escrita pelo comissário-diretor da Lusa, Nicolau Santos.

Naturalmente o país público e publicado, político e apolítico, num frêmito avisará que a democracia corre risco! E os artistas, senhores, os artistas a fazerem apelos à resistência e a anunciarem exílios?! Quem sabe o PCP ainda faz uma vigília retrospectiva de denúncia da destruição do ministério da Agricultura e logo uma onda de inquietação atravessará o país! E, como não, o Tribunal Constitucional despertará do seu torpor e passaremos a viver pendentes das suas declarações de inconstitucionalidade. (Aos fiéis pedem-se orações para que esse regresso à vida do TC ainda vá a tempo deste se pronunciar sobre a regionalização anunciada do mar por parte da região autónoma dos Açores!)

Aqui chegada a tal direita desdobrar-se-ia em sugestões sobre a necessidade de fazer socialismo, de fazer como a esquerda… e o líder, fosse ele Passos Coelho ou qualquer outro, aconselhado a “ouvir as pessoas”.

Dir-me-ão que com mais ou menos detalhe foi isto que nos aconteceu entre 2011 e 2015. Sim, mais ou menos. Mas o que nos espera é bem pior: é preciso ter em conta que 2011 não se repete pois o país passou de crispado a atolambado (escuso de referir o papel preponderante que o atual Presidente da República teve nessa degenerescência intelectual!) e de falido a ingovernável, se por governar se entender ir além da repartição, pelos diversos grupos de pressão, das verbas que se sacam aos contribuintes sejam eles portugueses ou europeus.

Para onde vai o jornalismo?

Em tempos de pós-verdade, os fatos perdem espaço para versões e opiniões


Selma Santa Cruz

Até algum tempo atrás, quem abria um jornal ou se conectava a noticiários na TV ou no rádio partia do pressuposto de que teria acesso a fatos. E durante a segunda metade do século passado realmente o jornalismo se guiou, ao menos na teoria, pelo princípio da objetividade na captura e no relato da realidade. Isso implicava, como ensinado nas novas faculdades que surgiram no período para profissionalizar o ofício, a necessidade de contextualizar os acontecimentos, oferecendo ao leitor diferentes perspectivas antes de alinhavar uma conclusão lógica — a fim de que ele pudesse formar, com embasamento, a própria opinião. E embora sempre se tenha reconhecido que a isenção nunca pode ser absoluta — já que todo observador filtra a realidade a partir de sua ótica e repertório — a primazia dos acontecimentos sobre pontos de vista subjetivos consolidou-se como valor consensual. Ou seja, na grande imprensa, opiniões deveriam ficar reservadas às páginas a elas dedicadas e identificadas como tal. A exceção seriam as publicações que adotam um posicionamento político ou ideológico declarado, como é o caso da Revista Oeste e de inúmeras outras publicações mundo afora, territórios assumidos do jornalismo opinativo.

Tudo indica, porém, que esse ciclo terminou. Como se pode constatar diariamente, está cada vez mais difícil encontrar na grande mídia, supostamente imparcial, conteúdos que não sejam apresentados de forma distorcida e politicamente enviesada. Curiosamente, porém, a despeito de todo o clamor contra as chamadas fake news nas redes sociais, a complacência é generalizada quando se trata de inverdades ou manipulações propagadas pelos meios jornalísticos. Talvez porque jornalistas tendam a se considerar acima do bem e do mal. Julgam-se defensores autonomeados da opinião pública — embora a maioria das pesquisas indique que a credibilidade e o prestígio da imprensa estão em queda livre há algum tempo.

Outra razão provável para que essa distorção esteja sendo ignorada é que qualquer crítica, hoje em dia, à forma como alguns jornalistas atuam tende a ser qualificada como um ataque antidemocrático à imprensa como instituição. Tornou-se corriqueiro, no Brasil, confundir as instituições com as pessoas que as representam. Por isso, quem aponta malfeitos dos ministros do Supremo Tribunal Federal ou de membros do Legislativo é tratado como se estivesse atentando contra as instituições em si — e corre o risco de linchamento virtual ou de entrar na mira dos inquéritos sigilosos do STF.

Os progressistas e a marcha da insensatez

O Novo Testamento da Virtude Política é um assombro. Mas o bom senso recomenda que se considere a realidade antes de chamar o padre para dar a extrema-unção ao mundo como ele é hoje


J. R. Guzzo

Boa parte daquilo que lhe dizem hoje em dia nos meios de comunicação, ou nas conversas do seu círculo social, indica que o mundo está ficando cada vez mais sem noção. A sua lógica recebe tiros por todos os lados. Pela mais recente tábua de mandamentos do feminismo realmente avançado, por exemplo, não se pode mais mencionar a existência de mulheres que menstruam; agora é preciso dizer “pessoas que menstruam”, sob pena de machismo, fascismo e discriminação “contra os transgêneros”. Mas biologicamente só mulheres podem menstruar; não há nenhuma outra possibilidade, desde que o ser humano surgiu, há cerca de 2 milhões de anos. O que poderia haver de errado em dizer isso? Não interessa. É preconceito, pois nega a um homem que se sente “no corpo errado”, e gostaria de ser mulher, o direito de ficar menstruado. Em suma: a menstruação deve ser tratada como um fenômeno fisiológico que pode ser acessado por todas as “pessoas”.

Todo indivíduo de pele branca, seja lá qual for o seu comportamento, é racista; segundo os generais da atual guerra pela canonização imediata e mundial da etnia negra, o equipamento genético dos brancos, ou algo assim, os condena à prática do racismo, ou do crime de “branquitude”. Não se menciona como isso poderia funcionar com as etnias orientais, por exemplo, ou com os esquimós; também não há lugar, na cabeça dos defensores mais agressivos da nova consciência racial, para as pessoas que são fruto de séculos de cruzamento entre brancos e negros.

No Brasil, por exemplo, estamos diante de um problema sem solução. Dezenas de milhões de pessoas, na verdade a maioria da população brasileira, não são brancas nem pretas — o que se vai fazer com essa gente toda? Pelo que deu para entender das últimas liminares baixadas na vanguarda intelectual do antirracismo como ele é praticado hoje, o tipo chamado “brasileiro”, ou “moreno”, também é racista — talvez até mais que os brancos. Em suma: ou o cidadão tem o seu tom de pele negra aprovado pelo “campo progressista”, ou não tem salvação possível. A “branquitude”, em si, é um delito. O sujeito não precisa ser da Ku Klux Klan, ou a favor do apartheid, para ser racista; basta ter nascido branco.

É obrigatório, para todo cidadão que queira ter uma ficha politicamente limpa neste mundo, ir à rua, protestar ou manifestar-se em público contra “o fascismo”. Não está disponível a opção de pensar em outra coisa, ou simplesmente de não pensar no assunto; pelo novo catecismo hoje em vigor, o “silêncio” equivale à prática dos delitos de racismo, machismo, exclusão social, negação da “diversidade”, injustiça, promoção da desigualdade e sabe-se lá quantas outras calamidades mais. Também é compulsória a militância ativa por um “planeta sustentável”. Seria muita sorte, para todos, se esse dever se limitasse à preservação da natureza, do ar puro e das geleiras; mas hoje em dia tudo isso está longe de ser suficiente. É indispensável, também, denunciar o excesso de bois, frangos e porcos na população animal. Sua alimentação (e a dos animais) tem de ser orgânica.

A corte que se tornou um monstro

O que os novos editores do STF pregam não é apenas uma Constituição “viva”, mas uma Carta com 11 cabeças, 22 tentáculos e que se alimenta de lagostas


Ana Paula Henkel

Qual é o papel adequado de um juiz de uma Suprema Corte? Para o juiz norte-americano Antonin Scalia, um juiz deve apenas aplicar a lei, jamais legislar ou atuar sem ser provocado.

Nomeado pelo quadragésimo presidente norte-americano, Ronald Reagan, Scalia serviu à Suprema Corte dos Estados Unidos de 1986 até pouco antes de sua morte, em 2016, e era considerado um dos pilares jurídicos e intelectuais do originalismo e textualismo na defesa da Constituição dos Estados Unidos. Ou seja, da doutrina segundo a qual “vale o que está escrito”.

O textualismo, na obviedade do nome, significa que a lei está no texto da própria lei. Junto com o originalismo, que concede a esse texto o exato significado que ele conduzia no momento em que foi aprovado, a linha de ação de juízes que prezam por essa conduta mostra apenas o mínimo do que um país sério merece de suas cortes: leis não são “organismos vivos” a ser moldados por modismos, pela “voz das ruas” ou por caprichos de juízes. Scalia era irredutível quanto a isso: “As palavras têm significado. E seu significado não muda”. O trabalho e a obra de Antonin Scalia são tão permanentes que até políticos da ala mais progressista do Partido Democrata rendem homenagens ao juiz conhecido por seu tradicionalismo.

Mudar para vencer

Nelson Teixeira

A vida é como uma câmera.

Foque no que é importante, capture bons momentos, desenvolva a vida a partir de negativos.

E se as coisas não derem certo?

Tire outra foto, pois o medo de Arriscar é o que lhe impede de evoluir, e não espere resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas.

Lembre- se, caminhos velhos não lhe dão “Histórias Novas “.

Siga sempre em frente, pois não temos tempo a perder.

Necessariamente, precisamos incrementar novas ações e novos métodos para alcançar novos resultados.

Tudo muda, tudo se transforma e isto requer novas estratégias.

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 11-8-2020

[Aparecido rasga o verbo] Questão de pura lógica

Aparecido Raimundo de Souza

O PROFESSOR EVERALDO, da cadeira de matemática ergue com as duas mãos, uma folha branca, de papel, dessas A-4, e a exibe a seus alunos. Em seguida, pergunta para o Carlinhos, o guri sentado numa das carteiras logo à frente:
— Carlinhos, se eu dividir esta folha de papel em dois pedaços, com o que é que eu fico?
Carlinhos prontamente se levanta e responde:
— Com duas bandas ou duas metades, professor.

— Perfeito. Sandrinho, sua vez. Se eu dividir esta folha em quatro pedaços, com o que é que eu fico?
— O senhor ficará com quatro pedaços, ou quatro metades, professor.
— Ok. Toninho, a mesma indagação vai pra você. Se eu dividir esta folha que está aqui em seis pedaços, quantas partes terei?
— Seis partes, professor, ou seis metades.
— Muito bom, Toninho, muito bom .

O professor Everaldo pega uma segunda folha de papel igual a primeira e insiste na pergunta, agora ao menino Marcelinho:
— Marcelinho, e se eu dividir esta outra folha, ou melhor, se eu recortá-la com a tesoura. — Faz uma pausa, passa a mão na tesoura sobre a mesa — Repetindo, Marcelinho: se eu pegar esta folha e a dividir em oito pedaços iguais, quantos partes terei?

Marcelinho se levanta, pensa um pouco antes de responder:
— E então, Marcelinho, estou esperando. Qual é a sua resposta?
— Oito partes, professor, ou oito metades.
— Bravo, Marcelinho. Pode sentar. Estou vendo que meus alunos, a cada dia se esmeram em aprender a minha matéria. Estão mais confiantes, mais atenciosos. Para falar a verdade, estou gostando de ver.

Após a rasgação destas palavras elogiosas, o professor volta a recortar a folha  em doze pedacinhos exatamente do mesmo tamanho:
— Bebel, minha linda, sua vez. Como pode ver, cortei a folha de papel em dez pedaços iguais. Vou repetir a pergunta que fiz anteriormente a seus coleguinhas. Pronto. Aqui está. Dez pedaços. Diga, minha princesa, com quantas partes fiquei?
Bebel se levanta de um salto e manda a primeira coisa que lhe vem à cabeça:
— Professor Everaldo, os cortes que o senhor fez aí são iguais?

O texto do editor do Brasil merece um zero com louvor

Sejamos todos ignorantes sem remorso. Como Lula. Como Dilma. Ou como Toffoli


Augusto Nunes

Nos jornais e revistas que respeitavam a inteligência dos leitores, o cargo de editor não era para qualquer um. Incumbido de liderar um grupo de profissionais da palavra, o editor devia escrever com mais requinte que o restante da equipe. Devia também avaliar com precisão a relevância de cada texto, para atribuir-lhe o espaço adequado na página. Mais: cumpria ao editor dispensar à forma os mesmos cuidados requeridos pelo conteúdo. Era essencial que a fotografia rimasse com a reportagem, a ilustração precisava entender-se harmoniosamente com a selva de vogais e consoantes. Nas redações que se orientavam pelo critério da meritocracia, os editores aprendiam que a montagem de cada página exigia o perfeccionismo de artista plástico nunca satisfeito e a determinação dos obcecados pela perfeição. Só havia lugar para os melhores e mais talentosos. E todos seriam dirigidos pelo mais brilhante.

Conjugo os verbos no passado porque trato de refinamentos que não existem mais. Os exímios domadores de palavras são uma espécie em acelerado processo de extinção. O vocabulário das novas gerações de jornalistas não chega a 500 expressões, aí incluídas gargalhadas (KKKKK) ou sorrisos (rsrsrs), produzidas com um punhado de consoantes minúsculas ou maiúsculas. Pior: somados todos os brasileiros que tratam o idioma com gentileza, seja qual for a profissão que exerçam, o grupo não chegará a lotar as arquibancadas de qualquer dos estádios paridos pela Copa da Ladroagem. Se o raciocínio lógico deixou de ser obrigatório para que um imbecil juramentado se transforme em jornalista, se no intervalo entre a greve encerrada hoje e a que começará depois de amanhã professores colocam vírgulas entre sujeito e verbo e ensinam aos alunos indefesos que está certo dizer “Nós pega os peixe”, se falar corretamente virou coisa de pedante, se escrever com elegância e brilho é exotismo de elitista, deixemos de rodeios: sejamos todos ignorantes sem remorsos. Como Lula. Como Dilma Rousseff. Como Dias Toffoli.

Em mais de 70 anos, Lula torturou o idioma em apenas cinco bilhetes. Em contrapartida, guilhotinou milhões de plurais em discursos de improviso. Confessou em entrevistas gravadas que “escrever é pior que exercício em esteira” e resumiu em três palavras a invencível aversão ao estudo: “Sempre fui preguiçoso”. Incapaz de desenhar um O com o traseiro, já assinou cinco ou seis prefácios, empilhou diplomas de doutor honoris causa e anda jurando que devorou romances russos durante a temporada na cadeia. Em cinco anos e meio na Presidência, a sucessora do analfabeto funcional inventou o dilmês, um subdialeto feito de platitudes bisonhas, cretinices sem pé nem cabeça e frases sem começo, meio ou fim. Dias Toffoli foi reprovado nas duas tentativas de ingressar na magistratura paulista. Impedido de virar piada em alguma comarca do interior, foi subir na vida como advogado do PT, advogado de campanhas eleitorais do PT, assessor de José Dirceu na Casa Civil e depois chefe da Advocacia da União. Ali descobriu um caminho que permite entrar no Supremo Tribunal Federal pela porta dos fundos. Hoje é presidente da única Corte controlada por bobos. E acaba de candidatar-se a Editor do Brasil.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Tem que guardar!

Valeu a pena!

Nelson Teixeira

Eu só vim desejar um lindo dia para você!!

Que seu coração renove todas as forças que julgava ter perdido.

Que ele se encha de esperanças de que a cada amanhecer tudo se renova…

Tudo se torna possível partindo do momento em que VOCÊ lute pelo que realmente deseja.

Desejo também que os obstáculos do caminho não sejam motivos de desânimo, mas sim de superação…

Para que lá na frente quando você tiver passado por tudo e vencido, você possa olhar para trás e dizer: “VALEU A PENA!”.

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 10-08-2020

domingo, 9 de agosto de 2020

Estudo Dominical: Democracia – Pb. Vitor Grando



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[As danações de Carina] Os pensamentos não passam... Se eternizam

Carina Bratt

A vida passa, as horas passam, tudo passa. Tudo passa, tudo vira poeira, pó fuligem, partícula, cisco. Tudo passa, queridas amigas, tudo, menos nossos pensamentos. Eles não se entregam, não abrem a guarda, não vão embora, tampouco arredam pé.


Ficam perturbando, atazanando, torrando a paciência, enchendo o saco, atulhando, aglomerando, até que o coloquemos diante do público leitor. Quando isto ocorre, quando o trazemos diante de todos, eles se tornam livres e soltos, declarados e ilimitados, autônomos e desassombrados.

Melhor de tudo: viram histórias, crônicas, contos, ou até romances...  Simplesmente se adulteram em linhas da mais pura literatura. Eu, por exemplo, gosto de escrever. Amo, de paixão, colocar no papel, despejar na folha branca do Word da tela do meu laptop, aquilo que estou sentindo.

O incômodo que está me tirando do foco, do sério e me desfigurando, ou me deteriorando do direito de ser feliz comigo mesma. Seja um pensamento, seja uma ficção, uma mentira... O importante, caras amigas, é colocar, para fora da alma, do corpo e da mente o que nos tenta dificultar a vida.

Tudo o que nos embaralha o belo, ou o formoso do cotidiano, se torna chato e fora de propósito. Devemos fazer com aquilo que imaginamos ser mal e pernicioso se transformar numa espécie de realidade nua e crua. Feito isto, dar um belo e possante chute no traseiro e mandar o que nos encoleriza para os quintos do espaço.

Sonhe

Nelson Teixeira

Sonhe alto, mas sonhe com os pés no chão.

Quem não sonha vive em pleno anonimato. É um espectro.

Não crie expectativas, mas crie coragem.

Não se ache o melhor, mas se ache capaz.

E se alguém tentar te parar no meio do caminho, mude a direção, mas não perca a razão.

Se errar, pare por um instante, respire fundo e recomece.

Faça dos seus erros um motivo favorável para o seu aprendizado, e não ligue se alguém não acreditar em você.

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 9-8-2020

sábado, 8 de agosto de 2020

[Aparecido rasga o verbo] Galhos desfolhados

Aparecido Raimundo de Souza

O MARCELO LOROTEIRO FICOU sabendo, no Bar do Zé  do Caneco da Saideira, que o seu vizinho de frente a sua casa, o Belmiro Funga-Funga estava fazendo um curso presencial para Pai de Santo. Belmiro Funga- Funga tinha uma mulher maravilhosa que fechava o comércio, a Aretuza. A Aretuza era linda por demais, e, quando passava na frente do bar do Zé do Caneco da Saideira, toda a galera babava. Alguns, mais afoitos, gritavam vivas, outros apenas levantavam os canecos em respeito ao amigo.

Aretuza fora feita por um escultor caprichoso, que não esquecera de colocar todas as belezas do mundo (na dosagem e na medida certa) ao confeccionar tal fêmea. Aretuza era tão linda e majestosa que às vezes  as pessoas, ao cruzarem com ela, na rua, no supermercado, na padaria, paravam só para se deleitarem com a sua majestade impecável e porque não dizer, inimitável. A filhota dela, a Luanna, na faixa dos dezessete, não lhe ficava a dever favores.

Quando as duas saíam juntas, dificil dizer, com precisão, qual das criaturas se constituía na mais formosa. Apesar de todas essas felicidades ao alcance das mãos e dos olhos, os  amigos, ao serem sabedores do tal curso de pai de santo, ficaram encucados. A curiosidade aflorou com força total. Literalmente, os amigos que se reuniam no bar, todos os finais de tarde (após a chegada do trabalho), para uma descontração básica antes de chegarem em suas casas, estavam, sem tirar nem pôr, com a bisbilhotice coçando, igual sarna braba.

Entretanto, nenhum dos amigos, tinha coragem suficiente para chegar nas barbas do Belmiro Funga-Funga e inquirir sobre o tal curso. Marcelo Loroteiro,  contudo, um dos mais chegados amigos de Belmiro Funga-Funga  e, talvez, o mais impaciente de toda a galera, tinha fama de pegar todas, resolveu que daria um jeito de tirar esse troço em pratos limpos e matar o indiscreto que o incomodava desde que tomara conhecimento do fato.

Uma breve explicação ao nosso generoso leitor

Oi!

Estou no Rio de Janeiro.

A viagem, adiada desde junho, começou com grande confusão junto à TAP: adiamentos da data do regresso a Lisboa… causaram o cancelamento de toda a viagem. Mesmo depois do check-in já efetuado e cartão de embarque emitido…

Embarquei para o Rio, desembarcando no dia 4, sem passagem de volta (!).

Pequenas surpresas burocráticas esperavam este cliente de um banco estatal, Caixa Econômica Federal, cuja fila de atendimento ao cliente é MESMA para os clientes (da agência) e aqueles que vão pegar/sacar os auxílios de emergência e do FGTS…

Ao adquirir a passagem de volta, problema com o cartão de crédito… ainda bem!

Porque, entretanto, o governo português, em Decreto datado de 31 de julho, informado pela TAP no dia 4 de agosto:

“Passageiros com destino a Portugal ou em transferência num aeroporto Português.
Alertamos que, de acordo com disposto pelo Governo Português (cf. Despacho n.º 7595-A/2020, de 31 de julho), todos os passageiros  (incluindo cidadãos portugueses, residentes em Portugal e seus familiares)  de voos de países que não integram a União Europeia ou que não sejam países associados ao Espaço Schengen terão de apresentar antes do embarque, comprovativo de realização de teste laboratorial (RT-PCR) para rastreio da infeção por SARS-CoV -2, com resultado negativo, realizado nas 72 horas anteriores ao momento do embarque, ou ser-lhes-á negado o embarque.”

Aí começou uma correria telefônica para agendar o teste – com os laboratórios exigindo a “receita” médica – que, felizmente terminou a contento (a corrida). Isto é, teste marcado para segunda-feira, 72 horas antes do voo de regresso. Com o resultado saindo no mesmo dia da viagem de regresso…

Por mais que a evitemos, a ansiedade esvazia o nosso habitual frenesi “editorial”…

Obrigado!

Abraços e beijos de carinho./
JP

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

A luta de Felipe Neto contra a liberdade de expressão

A luta de Felipe Neto contra a liberdade de expressão


Estamos muito próximos de lançar nosso próximo documentário: Os donos da verdade.

Nosso time está dedicando dias e noites para trazer um material inédito sobre o risco que a liberdade de expressão corre no Brasil.

Não há como falar sobre o tema sem citar Felipe Neto.


O  influenciador parece não estar a favor do livre debate, pois restringe qualquer conteúdo que contenha as suas falas públicas.

Você consegue ter uma ideia do tamanho risco que estamos correndo?

Também adiantamos que é um erro ignorar o proprietário de um dos maiores canais de Youtube do mundo. São mais de 39 milhões de inscritos e uma média de visualizações diárias de 7,9 milhões.

O Youtuber tem travado uma batalha contra  “o discurso de ódio” e a “desinformação”, sendo amplamente apoiado pelo establishment midiático e até mesmo pelo STF.

Se você acompanha nossos e-mails e leu o conteúdo que enviamos ontem, já sabe que há um grande risco em legislar o que pode ou não pode ser dito.

A prova do que falamos está acontecendo agora, debaixo dos nossos olhos, pois lançamos um vídeo contendo trechos gravados recentemente pelo Youtuber.

O resultado? Vídeo removido do Twitter e conta da Brasil Paralelo bloqueada!

Motivo: confira os prints e tire suas conclusões.


De acordo com Felipe Neto, os vídeos foram derrubados por conterem informações caluniosas. Confira o vídeo que postamos e tire suas conclusões: clique aqui e assista.

Depois, confira o vídeo completo: clique e assista.

Realmente foi postada alguma informação caluniosa? Quais são os interesses por trás desses movimentos que vêm acontecendo recentemente em nosso país?

Agora preste o dobro de atenção:

Nossa próxima produção já tem data marcada e nós convocamos você para levantar esse debate em todo o país.

Chegou a hora de apresentarmos o verdadeiro risco que a liberdade de expressão corre no Brasil. Faremos isso mesmo sabendo que essa pode ser a última vez que falamos de política na Internet.



Por isso, nós contamos com você nessa nova jornada.

Dia 17 estreia o documentário “Os donos da verdade”. É fundamental que você compartilhe com o maior número de pessoas possível.

Não deixe que um tema tão importante acabe antes de começar. Aperte aqui ou no botão abaixo e divulgue o documentário em todos os seus grupos de Whatsapp.


Também é muito importante que você entre para o nosso grupo de Telegram e convide seus amigos para participarem também. Chegou a hora de fortalecermos todos os canais de comunicação da Brasil Paralelo.

Nos vemos dia 17 de agosto e nunca esqueça: Onde há vontade, há um caminho.

Atenciosamente,
Equipe Brasil Paralelo.

 
 
 
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