domingo, 25 de agosto de 2019

[Aparecido rasga o verbo] Aqui ficamos todos saudosos e “A Sombra das Vossas Asas”

Aparecido Raimundo de Souza

A coluna [Aparecido rasga o verbo] volta, mais uma vez, em edição extraordinária, desta feita para comunicar o falecimento, neste domingo, 25 de agosto, aqui no hospital de Gonçalves, em Paraisópolis, região colada a Itajubá, Minas Gerais, da jornalista, escritora e roteirista FERNANDA MARIA YOUNG DE CARVALHO MACHADO (simplesmente Fernanda Young), aos 49 anos de idade, vítima de forte crise de asma seguida de parada cardíaca.

Foto: Divulgação
A escritora, nascida em Niterói, em 1º de maio de 1970, estava com seus parentes num sítio da família, e embora socorrida a tempo, não resistiu. Desde a adolescência, a artista sofria de problemas respiratórios e embora tivesse passado por vários tratamentos, nunca se curou totalmente.

Fernanda enviuva o marido, o também escritor e roteirista Alexandre Machado e deixa órfãos, os quatro filhos do casal, as gêmeas Estela May e Cecilia Madona, ambas com 16 anos, Catarina Lakshimi de 8, e John Gopala, de 7.

Autora de sucesso, escreveu extensa obra, entre elas, “A sombra de Vossas Asas”, “Carta para alguém bem perto”, “As pessoas dos livros”, “O Efeito Urano”, “O pau”, “A mão esquerda de Vênus”, “Vergonha dos pés” e “Pos-F  Para Além do Masculino e Feminino”, entre outros.

[Livros & Leituras] Vingança ou transformação

Jordan B. Peterson

Alexandre Soljenítsin tinha todos os motivos para questionar a estrutura da existência quando foi aprisionado em um campo de trabalho soviético em meados do terrível século XX. Ele havia servido como soldado nas linhas de frente russas, despreparadas para a invasão nazista. Ele foi preso, surrado e lançado na prisão pelo próprio povo. Depois, foi atingido pelo câncer.

1974
Ele poderia ter se tornado ressentido e amargurado. Sua vida foi tornada miserável tanto por Stalin quanto por Hitler, dois dos piores tiranos da história.

Ele viveu em condições brutais. Vastos períodos preciosos do seu tempo foram roubados dele e desperdiçados. Ele testemunhou o sofrimento e a morte degradante e sem sentido de amigos e conhecidos.

Então, contraiu uma doença extremamente séria. Soljenítsin tinha motivos para amaldiçoar Deus. Nem Jó sofreu tanto.

No entanto, o grande escritor, o profundo e vivaz defensor da verdade, não permitiu que sua mente se voltasse à vingança e à destruição. Em vez disso, ele abriu os olhos. Durante suas muitas provações, Soljenítsin encontrou pessoas que se comportavam de maneira nobre sob circunstâncias horríveis.

Ele analisava profundamente o comportamento delas. Então, fazia a si mesmo a mais difícil das perguntas: havia ele contribuído pessoalmente para a catástrofe de sua vida? Se sim, como? Ele se lembrou do apoio inquestionável que deu ao Parido Comunista quando era mais jovem.

Reconsiderou sua vida inteira. Ele tinha tempo de sobra nos campos. Como ele havia fracassado no passado? Quantas vezes havia agido contra a própria consciência, engajando-se em ações que ele sabia serem erradas?

Salvem as girafas da Amazônia!

Agradecer por tudo

Nelson Teixeira

A dor e o sofrimento não impedem o sol de brilhar, assim também, o mau humor não muda a vida de ninguém, pois as reclamações não solucionam os problemas.

Não estrague o seu dia, com irritação e negativismo, tornando-se uma pessoa amarga e pouco simpática aos olhos das pessoas.

Faça diferente, ao invés de lamentar pelo que não tem, agradeça pelas bênçãos que recebe e por aquilo que possui.

Quando começar a agradecer mais do que reclamar perceberá que a energia muda, o sorriso no rosto aparece e a paz interior recebe o bálsamo da felicidade, transformando a vida e revigorando as forças, modificando ações, pensamentos e sentimentos.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 25-8-2019

[As danações de Carina] Pequenos pedacinhos de mim mesma – Parte dois

Carina Bratt

1 Perguntas inúteis
Em que parte da nossa estrada eu me apartei de você? Onde consigo um retorno que me faça voltar ao aconchego dos seus braços?


2 Incondicional
Fiquei carente do seu amor.  Agora, sozinha nem meu espelho reflete aquela imagem de outrora. Aquele ontem onde somente a sua presença, ali, ao meu lado, bastava para cobrir de felicidades plenas todas as minhas horas, tornando meu dia inteiro numa sintonia única embaralhada entre a harmonia de ser feliz e a paixão de saber que você era inteiramente meu.  

3 Descoberta
Desde então, há um silencio tétrico percorrendo as entranhas de meu ser. Era você... Sim era você que fazia um barulho ensurdecedor, e, com ele quebrava em mil pedacinhos as amarguras que insistiam em se fazer presente quando não estava ao meu lado.

4 Nada além...
Lembranças pujantes por todo o meu corpo falam numa linguagem única que entendo perfeitamente: eu me amo você. Eu me amo VOCÊ!

5 Ponto pacífico
Seu rosto reflete o brilho do meu olhar. Seu olhar reproduz a magia que me faz sentir a intensidade de ser a única na perpetuação do seu gostar.

6 Ciúmes
As tuas mãos alisando um rosto que não era o meu.

7 Sepultamento
Minhas lágrimas escorreram, rosto abaixo, nos funerais de meu coração. Acredite! Você o mantinha vivo e pulsante batendo descompassado na velocidade do meu amor.    

8 Livre arbítrio
Correr atrás de você como uma desvairada, idealizando um porvir que nem sei se algum dia existirá à frente de minha insensatez.

9 Nossa cama
Ficou vazia depois que você nos abandonou e passou a dormir no sofá da sala.

10 Pesadelo
No meio da noite acordei assustada com gritos que vinham de algum lugar em derredor da nossa casa. Era meu coração chamando você.

11 Tal e qual
Sou gaiola vazia quando seu passarinho não está perto.

Charada (998)

No mês de junho
três sábados
coincidiram
com dias ímpares.
Então, em que dia
da semana foi o
dia de São João?

Charada (997)

Duas bolotas,
uma grande
e uma pequena,
caíram de uma oliveira.
Segundo as leis de Newton,
qual delas
caiu primeiro?

Charada (996)

Quando
é que a palavra
MONTE
se transforma
no dia anterior?

sábado, 24 de agosto de 2019

Moro autoriza envio da Força Nacional para combater desmatamento

Efetivo irá apoiar o Ibama em ações no Pará e em Rondônia

André Richter

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autorizou hoje (24) o uso de efetivo da Força Nacional para apoiar o Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no combate ao desmatamento ilegal no Pará e em Rondônia. A autorização está em uma portaria assinada pelo ministro e terá validade até 31 de outubro. O efetivo que será usado na operação ainda não foi definido, segundo a pasta. 

Foto: Tomaz Silva
"O ministro da Justiça e Segurança Pública resolve autorizar o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em apoio ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, em caráter episódico e planejado, nas ações de combate ao desmatamento ilegal da floresta Amazônica, nos locais de alertas de desmatamento identificados pelo sistema DETER/INPE, no estado do Pará e no estado de Rondônia, em atividades e serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio", definiu a portaria que será publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (26).

Mais cedo, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse que a adesão dos governos locais é importante para que o trabalho do Executivo federal de combate a crimes ambientais e a incêndios florestais não se limite às áreas federais.

Odor de campeão

O campeão evaporou-se. E o Porto voltou

Zé Luís e Marega marcaram na Luz. Dragões reconquistam confiança perante um campeão que se mostrou intranquilo.

Guilherme de Sousa

FC Porto impôs a primeira derrota ao Benfica na época (e a primeira de Bruno Lage no campeonato). Os dragões abriram o marcador aos 22 minutos por Zé Luís. Marega marcou em cima do tempo regulamentar.


Foi num dia quente que a Luz se vestiu de vermelho (e um pouco de azul) para um jogo sempre escaldante. Para o primeiro clássico da época, Benfica e FC Porto começaram o encontro sem surpresas nas equipas.

Apesar das dúvidas de ambos os treinadores, Bruno Lage e Sérgio Conceição optaram por não realizar qualquer mudança face aos jogos da segunda jornada do campeonato.

No primeiro canto a favor dos portistas, corte incompleto de Ferro e a bola fica à mercê de Zé Luís que só tem de encostar para o fundo das redes de Odysseas.


Termina a partida! O FC Porto venceu o SL Benfica por 2-0 no clássico da 3ª jornada da Liga NOS. Numa partida com poucas oportunidades de golo, Zé Luís (22') e Marega (86') marcaram e garantiram os três pontos para a equipa de Sérgio Conceição.


A primeira parte terminou com muitos nervos nas bancadas da Luz: pelo árbitro e pelo resultado. O FC Porto foi a primeira equipa a marcar ao Benfica esta temporada em jogos oficiais. E como os números não mentem: esta foi uma primeira parte difícil para os encarnados, que não realizaram qualquer remate enquadrado nos primeiros 45 minutos.

Do lado do FC Porto, Luis Diaz era uma autêntica dor de cabeça para a defesa encarnada, mostrando novamente muita técnica com ambos os pés. Estava a ser uma das figuras do encontro.

Num forcing final pelo empate, o Benfica desmoronava-se em termos de organização. Depois de uma iniciativa, com bons apontamentos de Taarabat, mas faltava definição na frente de ataque. Na resposta, o FC Porto, em contra-ataque teve tudo para "matar" o jogo.

Marega recebeu um passe magistral de Luis Diaz que o deixou isolado. O maliano, só com Vlachodimos pela frente, falhou o que parecia certo, mantendo os nervos de um lado e a esperança de outro.

Mas o FC Porto, sempre muito perigoso na transição, não desistiu. E colocou um ponto final nas aspirações encarnadas. Marega, mais uma vez isolado perante Vlachodimos, desta vez não falhou. No terceiro anel da bancada da Luz, os adeptos dos dragões conseguiram abafar uma luz esgotada.
Título e Texto: Guilherme de Sousa, TSF,  24-8-2019

[Pensando alto] A Amazônia, seus mitos e o rei da Noruega

Meu caro Jim,
Segue, anexo, artigo atualíssimo sobre a Amazônia e seus mitos. Bem que o rei da Noruega, que deu um esporro em Temer (acho que todos já se esqueceram desse episódio), poderia ser substituído pelo Macron, que, pela diferença de idade, parece ter se casado com a mãe (complexo de Édipo?).

Um abraço 
Pedro Frederico Caldas


Somos sempre aptos à gentileza para com as pessoas que não nos interessam.
Oscar Wilde

Tudo que ilude, encanta.
Platão

Ponham, por especial obséquio, um mapa da América do Sul em cima da mesa. Dentro do conjunto da América do Sul, contemplem com atenção o mapa do Brasil. Olharam com atenção? Se não, deem outra olhada. Bem, vamos chegar a uma conclusão juntos.


O Brasil tem a forma geométrica de um maciço retangular que corre de Noroeste para Sudeste. Um dos países do mundo que tem a forma mais regular. O que destoa dessa forma é aquela perninha pendurada a Sudeste, do Rio de Janeiro para baixo. Se fizermos a poda dessa perninha, fica só o grande retângulo maciço. Vocês, com a afoiteza de sempre, hão de perguntar e daí, cara, vai começar a conversinha fiada?

               
Hum... às vezes sim, às vezes não. É justamente esse pedacinho insignificante que produz oitenta por cento da riqueza nacional. Tem mais. Como o resto não produz o suficiente para sequer existir, recursos são drenados às mãos cheias daquela perninha para sustentar o resto do País. O restão fica como aquele filho que nunca toma tenência. Não estuda, não trabalha, e tenta passar o resto da vida explorando os coitados dos pais. Ensaiei esse tema em texto de 21 de abril, que pode ser lido dentre os já publicados, intitulado “OS ORIXÁS, MÃE MENININHA DO GANTOIS E SÃO PAULO PROVEDOR”. Poderíamos acrescentar parte do Espírito Santo e o sul de Minas à tal perninha e aduzir que o Centro Oeste é grande produtor agropecuário. O problema é até quando essa situação pode ser tolerada pela parte produtiva do país?

Esse quadro pode ficar pior. A coisa fica péssima mesmo quando se chega àquele Norte imenso que se chama Amazônia, mais de um terço da área do Brasil.* Vai se construir uma grande estrada por lá (tudo lá tem que ser grande), drena-se mais recursos da perninha pequena para ligar nada a coisa nenhuma, com quase nula repercussão econômica. Pegam-se recursos escassos para malbaratar em áreas que não vale a pena. E as indústrias de Manaus? Não são indústrias, são sorvedouros de subsídios para concorrer com as indústrias que pagam... os subsídios.
               
Você é do Norte, mora na região amazônica? Se avexe, não; você não tem culpa, você também é vítima. Tivesse sorte, poderia ter nascido e vivido no Sul, no meio de algo que se pode chamar de civilizado. Nem precisa dizer, pois sei que aqui e ali, fora do Sul do Brasil, há ilhas de civilização, como alguns bairros de algumas capitais, ou lugares muito bonitinhos e muito aprazíveis do interior, principalmente no litoral. Sei que você está indignado. Ninguém quer fazer parte do problema, todos querem ser a solução. Mas não adianta ameaçar vir remando sua piroga até aqui para me dar umas porradas. É melhor conversarmos. Dizer que felicidade cabe em qualquer cantinho não adianta, não estamos falando de realizações individuais, estamos tratando de todo um país.

Horários e Locais das manifestações pró Lava Jato no dia 25 de agosto

Movimentos sociais convidam os cidadãos para participarem da manifestação a favor da Operação Lava Jato, que acontecerá dia 25 de agosto por todo o país.

É agora ou nunca: devemos lutar em prol de um Brasil livre dos corruptos.


Porque vou à rua no dia 25 de agosto

Percival Puggina


“Será que adianta?”, perguntam-me muitos leitores. É o que adianta. Durante décadas, as manifestações de rua no Brasil careceram de legitimidade, eram manipuladas a “um sanduba e dez real”, e não mereciam ser tomadas em conta. Mais do que cidadãos querendo expressar-se, envolviam pneu queimado, piquete de grevistas e “miguelitos” para impedir a circulação. Visavam, no velho perfil totalitário, impor à nação inteira as pautas corporativas e eleitorais da vez.

As atuais mobilizações envolvem grandes temas, focam legítimos e consistentes anseios de parcela expressiva da opinião pública: combate à corrupção e à impunidade, segurança pública, redução do tamanho e peso do Estado. Houvesse sintonia entre a nação e suas instituições, seriam desnecessárias. Mas o fato é que, como de hábito, a opinião pública vai para um lado e elas para o outro. Alias, entre os fatos altamente positivos destes últimos anos sublinho a crescente consciência de que temos instituições e de que há, nelas, gravíssimos problemas.

Até recentemente, não chegava a dois dígitos em todo o país, ou seja, contavam-se nos dedos do Lula, os colunistas que, como eu, identificavam e abordavam tais questões. Hoje, esse número aumentou. Infelizmente, porém, aumentou incluindo os do contra. Chutando o balde da Razão, eles cobram reverência popular às instituições nacionais, cuja existência e conexões acabam de descobrir, afirmando que elas “estão cumprindo seu papel” e que o povo deve aceitar com submissão a regra que o exclui, permanecendo em casa, assistindo-os dizer isso na TV.

Quatro estados pedem ajuda das Forças Armadas para combate a incêndios

André Richter

O governo confirmou hoje (24) que os estados de Roraima, Rondônia, Tocantins e Pará pediram ajuda do Executivo federal para combater incêndios florestais. Segundo o Ministério da Defesa, cerca 44 mil militares das Forças Armadas estão continuamente na Região Amazônica e poderão ser empregados nas operações.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A confirmação foi feita pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante entrevista à imprensa. Salles participou de uma reunião na manhã deste sábado com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. 

Ontem (23), o presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas para ajudar no combate aos incêndios na Floresta Amazônica. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) vale para áreas de fronteira, terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal. 

Segundo o ministro da Defesa, a adesão dos governos locais é importante para que o trabalho de combate a crimes ambientais e a incêndios não se limitem às áreas federais.

"É importante a adesão dos governos senão nós vamos ficar limitados às áreas federais, que são as unidades de conservação e as terras indígenas. Já é alguma coisa, mas não é o suficiente. Tem que ser uma união de todos. Todo mundo ajudando é melhor", disse o ministro.

Pronunciamento, em rede nacional, do Presidente da República sobre a Amazônia (+ comentários de Felipe M. Brasil e Augusto Nunes)


Felipe Moura Brasil, Augusto Nunes e José Maria Trindade debatem a questão dos focos de incêndio na região da Amazônia:

Charada (995)

Complete o provérbio popular:
“Quem feio ama, ...”

a) tudo lhe acontece;
b) tem o que merece;
c) bonito lhe parece;
d) mudava se pudesse.

Charada (994)

Qual o
parentesco
que se esconde
nesta estranha palavra?
NRIHADOP

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

E lá está o circo montado

Helena Matos

22 de agosto de 2019: Marcelo “profundamente sensibilizado pela tragédia ambiental” na Amazônia: “O Presidente da República, como qualquer cidadão do Mundo, não pode ficar indiferente a estes incêndios que continuam a devastar um ‘pulmão’ do planeta”.

23 de julho: Marcelo recusa responder a questões sobre os fogos [em Portugal].

P.S.: Na manifestação que vai ter lugar em Lisboa por causa dos incêndios na Amazônia podem fazer um minuto de silêncio pelos mortos de Pedrogão? Ou para eles serem recordados tinha de o governo ser outro?
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 23-8-2019

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[Aparecido rasga o verbo] Sem noção

Aparecido Raimundo de Souza

BIDÓIA DE OLIVEIRA, assim que se vê dentro do consultório de seu médico e após o especialista ter olhado toda a bateria de exames que ele mandara fazer pergunta:
- E aí, meu caro doutor. Acha que tenho alguma chance de viver, pelos menos até os cem anos? Estou com setenta e oito...  Qual é o seu diagnóstico?
O clínico levanta os olhos do caderno com os resultados de Bidóia e questiona, antes de dar a palavra final:
- Seu Bidóia, o senhor fuma?

O paciente balança a cabeça negativamente.
- Como o senhor está vendo aí, nunca pus cigarro na boca. Odeio. A fumaça me irrita, sobremaneira me aperreia os olhos.
- Bebe?
- Só água.
- Nunca ingeriu um golinho de cerveja?
- Nem pensar...
- Um vinhozinho bem gelado?

- Desde que me entendo por gente. Aliás, detesto vinho.
- Se nunca bebeu seu Bidóia, como pode abominar algo jamais provado?
- Sabe o que é? O cheiro da garrafa me faz mal. À rolha, meu caro doutor, a rolha, então... 
- Não sei o que essas duas coisas têm a ver com o que argui.  A sua alimentação?
- O que tem ela?
- Come carne branca, vermelha?
- Só humana...
- Não entendi. Acaso tenho um paciente canibal?

Bidóia ensaia um meio sorriso a essa observação. Em tom baixo, de forma que só o interlocutor ouça o que esclarecerá, manda bala:
- Carne de mijo. Amo de paixão uma “piriquita”.
- Tem namorada, seu Bidóia?
- Não.
- E como faz quando quer se aliviar do estresse se não dispõe de um cobertor de orelha?
- Parto para o cinco contra um... Diante de uma fotografia dessas jovens que se deixam clicar sem vestimentas.

- Não vejo graça nisso. Seu Bidóia, entenda. Nada como uma danadinha ao vivo e a cores. Aliás, nesse mundo conturbado, coisa alguma que o senhor possa imaginar substitui uma fêmea fogosa na cama. Faço referência, logicamente, aquela bem safada, que deixa a gente ouvindo hinos celestiais sem ter um aparelho de som ligado por perto.
- Qual o quê! Mulher dá trabalho, doutor. É chata, pegajosa, começa a exigir coisas, dinheiro, compra isso, compra aquilo, paga isso, paga aquilo... Sem falar que se a gente garrar a “amaciar” todo dia, acaba engravidando.

- Faz parte, meu amigo. É a vida. Existe preservativo. Use. Dessa forma segura, não terá como arranjar uma barriga indesejada, ou doença que o leve mais cedo para a cidade dos pés juntos.
- Pode até ser. Mas estou fora. Prefiro, de fato, um cinco contra um. Quanto ao preservativo, tentei. Porém, não aprovei. Nem ele!
- O senhor usou preservativo e não aprovou? Nem ele? Ele quem?!

Charada (993)

Qual é a
capital europeia
cujo nome junta
um mestre religioso,
dito iluminado,
e uma doença grave?

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Onyx: europeus usam discurso ambiental como barreira ao Brasil

Ministro diz que governo tem se esforçado no combate ao desmatamento

Daniel Mello

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni [foto], disse hoje (22) que países europeus usam o discurso ambientalista como forma de estabelecer barreiras à produção brasileira. “Nós não podemos ser ingênuos. Os europeus usam questão do meio ambiente por duas razões: a primeira, para confrontar os princípios capitalistas. Porque desde que caiu o Muro de Berlim e fracassou a União Soviética, uma das vertentes para as quais a esquerda europeia migrou foi a questão do meio ambiente. E a outra coisa, para estabelecer barreias ao crescimento e ao comércio brasileiro de bens e serviços”, disse após participar de evento organizado pelo grupo Voto.

Segundo o ministro essa estratégia já foi usada no passado e as informações sobre a floresta usadas pelos países estrangeiros são exageradas. “Desmata, sim, mas não no nível e no índice que é dito. Além do que nós vamos esquecer que durante os anos 1980, 1990 e 2000 a febre aftosa foi usada como mecanismo de proteção para o mundo para evitar exportações de carne e grãos brasileiros?”, questionou.

“O Brasil cuida e muito bem do seu meio ambiente”, enfatizou. De acordo com Lorenzoni, os órgãos competentes têm se esforçado para conter o desmatamento. “A Polícia Federal, o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], todos estão cumprindo com o seu papel. Não há país no mundo que tenha a cobertura vegetal e florestal que o Brasil tem”, afirmou.

Imagens de satélite

Hoje, o Ibama publicou edital para o chamamento público de empresas especializadas no fornecimento diário por imagens de satélites de alta resolução espacial para geração de alertas diários de indícios de desmatamento.

O documento diz que a medida justifica-se pela “busca de uma solução viável e operacional para atuação mais eficiente, eficaz, efetiva e com maior celeridade na gestão das ações de fiscalização ambiental no combate ao desmatamento ilegal e exploração florestal seletiva ilegal na região Amazônica”.
Título e Texto: Daniel Mello; Edição: Narjara CarvalhoAgência Brasil, 22-8-2019
Marcação de Texto: JP

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Protesto no Rio pede veto integral à Lei de Abuso de Autoridade

Vinícius Lisboa

Um ato no Rio de Janeiro, reuniu, hoje (22), associações de juízes, promotores e policiais para pedir o veto integral do presidente Jair Bolsonaro à Lei do Abuso de Autoridade, aprovada na Câmara dos Deputados na semana passada. O ato foi convocado pela Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), e realizado em frente ao Centro Cultural da Justiça Federal, na Cinelândia.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O texto elenca cerca de 30 condutas que passam a ser tipificadas como crime, passíveis de detenção, entre elas, pedir a instauração de inquérito contra pessoa mesmo sem indícios da prática de crime, estender investigação de forma injustificada e decretar medida de privação de liberdade de forma expressamente contrária às situações previstas em lei.

O projeto aprovado divide opiniões no meio jurídico. Associações de magistrados e promotores são contrárias, mas o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil é favorável.

O juiz federal Eduardo André, primeiro-secretário da Associação dos Juízes Federais do Brasil, argumentou que cada categoria presente na manifestação teria sua atuação inibida por ao menos um artigo da lei, que ele afirma ter sido votada sem a discussão adequada.

"Esse projeto estava parado há dois anos e não há nenhum sentido em ser votado em regime de urgência, sem nenhuma discussão e nenhuma transparência com a sociedade", criticou.

A presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, Renata Gil, disse que o projeto prejudica o combate ao crime e traz critérios subjetivos, que podem criminalizar o trabalho dos juízes. Renata GIl disse que a categoria não é contra modernizar a legislação sobre o tema, mas defendeu que casos de abuso de autoridade são a exceção, e não a regra no Judiciário.

"Fere de morte a independência judicial em um momento de enfrentamento às organizações criminosas e ao crime organizado, especialmente no estado do Rio de Janeiro".

Os milhões da igualdade de gênero

Telmo Azevedo Fernandes

A atual causa pela igualdade de gênero (IG) poderá ser neofascista, imbecilizar muito boa gente e servir de trampolim a feministas para posições de poder ou influência. Mas, de forma mais prosaica, é também uma indústria instalada para sacar dinheiro aos contribuintes em benefício dos seus propagandistas.


Vejamos:

De forma rápida (e por isso longe de ser exaustiva) são facilmente contabilizados 13 milhões de euros de projetos aprovados no Portugal 2020 que, de forma mais ou menos direta, têm por objetivo a promoção da IG. Tipicamente estas iniciativas têm taxas de apoio de 85%, o que significa que em cada 100€ gastos em fantochada, 85€ são retirados do bolso de contribuintes sem a sua autorização prévia.

Algumas das justificações aduzidas para aplicar estes 13 milhões de euros são coisas como  a “formação de públicos estratégicos”, a “melhoria das competências na área de igualdade de género”; “promover o associativismo e mobilização jovem pela IG”; “participar na transformação da sociedade”; “contribuir para uma Europa mais inteligente”; “celebração de identidades LGBT” ou a “produção do primeiro guião de boas práticas na temática da IG”.

Usam-se também descrições originais com utilização de caracteres próprios de lobotomizados como o “@”: “capacitação de técnic@s de intervenção”; “sensibilização de estudantes universitári@s”; “angariação de voluntári@s”.

Há quem se proponha realizar a “promoção da IG através das artes com crianças e jovens”, o que só por si levanta algumas questões pouco agradáveis de cogitar…
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