segunda-feira, 30 de março de 2015

domingo, 29 de março de 2015

No arquipélago da Madeira...


Na França...




Retweet de Lobão


Um filósofo no governo?... Humm! Isso me cheira mal…

Valdemar Habitzreuter
Bom, o homem/a mulher filósofos são detentores de sabedoria; ou, ao menos, aspiram alcançar sabedoria. É com sentido, pois, que se define filosofia: amor à sabedoria.

Pois olhem só quem foi convidado por Dilma para ocupar o ministério da Educação: Renato Janine Ribeiro [foto], um filósofo - professor de ética e filosofia política da USP. Academicamente, tem um currículo invejável – parece que sabedoria não lhe falta.

Este novo ministro já fez duras críticas ao governo Dilma, e, no entanto, ela o chamou para substituir Cid Gomes que foi demitido.

Que conclusão pode-se tirar daí? Para empossar um crítico de seu governo, Dilma está se rendendo e aceitando sua fraca atuação como presidente. Talvez o nomeou para, além de traçar os rumos da ‘pátria educadora’, receba dele inspiração de sabedoria.

Será que o novo ministro aguentará o rojão? Vai dizer amém à gerentona toda vez que lhe puxar as orelhas? O futuro nos dirá...

Há dois mil e quinhentos anos houve um caso parecido. Um filósofo sábio foi chamado à corte de Siracusa, onde um déspota governava – Dionísio, o velho – para que recebesse conselhos de sabedoria, de como governar com justiça. Trata-se de nada menos que o eterno e sábio filósofo que a humanidade já produziu: Platão.

Platão elaborou uma fascinante teoria política calcada justamente nos ideais da sabedoria. Só os sábios saberiam governar com justiça. Por isso proclama que quem tem reais condições para governar uma nação são os filósofos. Sem dúvida, quem ler suas obras que tratam sobre política (A República, As Leis, Carta VII, etc.) fica admirado e convencido da profundidade e congruência de sua teoria política.

Mas, a prática dessa teoria ficou nos anais das ilusões. Platão quis colocar sua teoria em prática e labutou no sentido de converter o déspota Dionisio em filósofo para que este governasse com leis sábias e promovesse a justiça; no entanto, a situação beligerante de Siracusa não permitiu que o déspota anuísse à teoria de Platão com medo de perder o poder com a leniência para que o povo sofresse menos opressão e tivesse mais voz e fosse mais ouvido. Platão foi considerado pelo déspota um traidor com intenção de levante popular e, assim, foi expulso de Siracusa.

O filósofo Janine terá êxito no Governo Dilma? Só se souber impor sua sabedoria com mais desenvoltura do que Platão, e conseguir domar o modo despótico de governar de Dilma... 
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 29-3-2015

Carta aberta de Lobão a Oswald de Andrade

O livro de Lobão "Manifesto do NADA na Terra do NUNCA"tem 143 páginas assim distribuidas:

Capa
Folha de Rosto
Créditos
Agradecimento
Prólogo: Aquarela do Brasil 2.0 
1. A Terra do Nunca
2. Um pequeno mergulho no mundo sertanejo universitário (acidentalmente gonzo)
3. Vamos assassinar a presidenta da República?
4. Por que o rock continua errando?
5. O reacionário
6. Viagem ao coração do Brasil
7. Confesso a vocês: sou uma besta quadrada
8. A utopia antropofágica revisitada — Carta aberta de Lobão a Oswald de Andrade 
Glossário
Bibliografia
Créditos

Eis um excerto do último capítulo, o oitavo, “Carta aberta de Lobão a Oswald de Andrade":

[…]
Ao colocar o insight “Só não há determinismo onde há o mistério. Mas que temos nós com isso?”, seremos forçados a concluir que...

Nós nunca temos nada a ver com nada, inclusive com o significado das coisas, querido amigo. Com essa mentalidade, você só vai incrementar um obscurantismo cheio de retórica excludente e nebulosa para confeccionar uma cenografia de um mistério piegas, cínico, pouco corajoso e sinistramente determinista: seremos pseudossilvícolas, culpados por sermos o que não conseguimos admitir ser, preguiçosos soberbos e incompetentes para sempre.

Na obsessão em se apartar da história da civilização ocidental manifestada em mais um “Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César”, eu perguntaria:
Por que não incluir tudo o que possa ser conhecimento, tudo que valha a pena, sem essas muletas lambuzadas de bílis?

Alinhavando “A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão.
Só a maquinaria. E os transfusores de sangue”, eu diria que:
Progresso não se fixa, Oswald, se conquista, e não deve ser temido, muito menos desprezado.

E por que “Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas”?
Vou tentar passar essa sua frase para algo mais proativo: a favor das sublimações das compatibilidades entre todos nós, seres de boa vontade, compatibilidades que levaremos, livres de todo o ódio, em nossas naves espaciais.

Nós também fomos trazidos pelas caravelas. Estamos todos juntos e misturados nas galés, nas senzalas e nas matas. Não existe um só brasileiro vivo, incluso em nossa sociedade, que possa afirmar alguma pureza étnica, Oswald. Ainda bem. Não podemos exorcizar os crimes de gerações que nos precederam através de um simplório e inócuo automartírio.

Temos, sim, que resolver nossos problemas, retardamentos, desastres e paralisias de maneira incisiva, através do conhecimento, da vontade e do esclarecimento, e, se possível, o quanto antes. Não temos mais tempo para ações inconsequentes, folclóricas e rancorosas.

Sendo assim, e por isso mesmo, não podemos esquecer que somos indivíduos e respondemos pelos nossos atos, nunca pelos atos de quem quer que seja. Não adianta sair por aí de tanga para nos eximir de uma culpa que não é nossa. Vamos incluir, Oswald, e VAMOS PARA O ESPAÇO!

História de dois países. Cá dentro

José Manuel Fernandes 
O país já não se divide entre o Mediterrâneo e o Atlântico, como o viu Orlando Ribeiro, mas entre o dos telejornais, onde protesta e pede mais Estado, e o que tem mudado Portugal sem darmos por isso.

Sábado de manhã. Sigo de automóvel para uma conferência em que vou participar e ouço, quase distraído, um daqueles programas de rádio onde dois animadores conversam e passam música. De repente espanto-me. Um deles começa a contar como, recentemente, alguém entrara nos seus registos fiscais, ficara a par dos seus rendimentos mensais e, porventura por não gostar das suas opiniões, não achara melhor forma de agir do que ir para a sua página do Facebook comentar as flutuações no seu rendimento. Fazendo-o com o detalhe de distinguir alterações que ocorriam mês a mês.

O meu espanto vinha da sinceridade: alguém que, de viva voz, contava como a “curiosidade” de um qualquer funcionário da administração fiscal permitira uma intrusão que, depois, se transformava numa quase ameaça escarrapachada numa página do Facebook.

Mas o meu espanto não se ficou por aqui. O seu companheiro de programa, em vez de se assustar com esta espécie de Estado “big brother” onde qualquer um de nós pode ser vítima da falta de escrúpulos de um servidor público, tratou logo de levar a coisa para a política e para os “quatro da lista VIP”, uma enumeração cuja única fonte é, até ao momento, o dirigente sindical da classe de funcionários onde estas intrusões parecem ocorrer com assustadora frequência.

Cheguei entretanto à conferência para onde ia, uma organização de jovens católicos, e o moderador do meu painel, que reunia pessoas ligadas a empresas criadas recentemente, surpreendeu-me com a primeira pergunta. Ele queria saber se eu, jornalista, sabia explicar o contraste entre o país que ele conhecia, onde muita gente andava a tentar dar a volta à vida e muitas empresas estavam e reinventar-se para voltarem a crescer, e o país que ele via todos os dias retratado na generalidade da comunicação social, um país sempre a anunciar a catástrofe iminente ou a lamentar mais uma desgraça.

Respondi-lhe como pude, até porque ele também queria saber por que razão, estando eu há tantos anos numa empresa como o Público, resolvera ajudar a criar uma nova, o Observador, com todos os riscos associados. A resposta que lhe dei importa aqui pouco – importa o que fui ouvindo ao longo daquela manhã e as conversas que tive depois com alguns dos que lá estavam. E importa porque, de alguma forma, esse debate alterou o estado de espírito algo sombrio com que entrara naquela enorme tenda junto do CCB onde decorria esse evento, o Meeting de Lisboa.

*****************

Nos últimos dias dera alguma atenção à morte de uma figura que há mais de 20 anos me chamara a atenção, desde a primeira vez que viajara para a Ásia: Lee Kuan Yew, o pai fundador da Singapura moderna. Quem segue a minha newsletter diária, o Macroscópio, sabe que já me referi a ele várias vezes e estava com intenção de escrever uma crónica sobre as razões para naquele país com metade da população de Portugal se ter produzido o milagre económico que nós falhámos.

Aconteceu-nos e pode voltar a acontecer

Helena Matos
O que o percurso de Sócrates revelou foi uma enorme disponibilidade da esquerda para apoiar caudilhos e a extraordinária fragilidade daquele que, até hoje, tem sido o principal partido português, o PS

Andamos todos muito entretidos a discutir o futuro das democracias por causa do crescimento de partidos que esperávamos ver como marginais – o Syriza, o Podemos e a Frente Nacional. Muitos de nós até agradecemos aos céus, ao PREC e ao PCP preservarem Portugal de tal assombração. Mas nem reparamos que aquilo que podia ter acontecido em Portugal e de certa forma aconteceu foi bem mais perigoso. Foi um grande partido tornar-se ele mesmo um instrumento das circunstâncias pessoais de um homem, José Sócrates.

Entendamo-nos desde já e antes que comece a ladainha na caixa de comentários sobre a inocência de José Sócrates e a sem razão da sua detenção: não me interessam as acusações de natureza criminal que possam vir a ser feitas contra o antigo primeiro-ministro. Experimento aliás uma imensa vergonha de cada vez que saem mais notícias sobre tal assunto. Afinal não passo de uma provinciana cidadã de um pequeno país que sabe que este tipo de casos acontece em todo o lado mas que também não ignora que o mundo reage institucionalmente quando estes casos acontecem com o Kremlin ou o Palazzo Chigicomo panos de fundo.

Pelo contrário se o cenário for aquela pequena vivenda de S. Bento a que por aqui chamamos palácio, os sorrisos escarninhos e condescendentes logo aparecem. A isto, que já não é pouco, junta-se o meu sério temor que ao reduzirem-se as dúvidas sobre a actuação de José Sócrates a um ou muitos casos de justiça acabemos a esquecer o essencial: a condenação ou absolvição num tribunal não pode nem deve substituir-se ao juízo moral nem político.

Feita esta introdução passemos ao que me interessa: a política. E aos falarmos de política chegamos àquilo que o percurso de Sócrates revelou: uma enorme disponibilidade da esquerda para apoiar caudilhos e uma extraordinária fragilidade daquele que, até agora, tem sido o principal partido português. Não interessa que o PS ganhe ou perca as eleições. A linguagem, o paradigma, as referências, o padrão do regime são socialistas em Portugal.

"Minha Mãe, dá licença?"


Vasco Lobo Xavier
“Todos temos na memória este pequeno jogo infantil do tempo em que as crianças inventavam com que se divertir ao ar livre ao invés de ficarem de nariz e polegares enfiados num teclado qualquer, macambúzios.

Memória que falta aos infantis do PS e da comunicação social, que se perdem em jogos políticos mais apropriados a crianças do tempo em que andavam sempre com os indicadores nos narizes.

Vem isto a propósito das críticas imbecis à suposta subserviência do governo à política alemã.

Falta àquela gente memória para se recordar dos idos de 2010 e 2011, em que o indivíduo agora retido em Évora se deslocava amiúde à Alemanha para pedir à Chanceler Angela Merkel “minha mãe, dá licença?”, solicitando passos à gigante ou à cavalinho, e vinha de lá com dois ou três passinhos à bebé ou mesmo um à tesoura e quatro à caranguejo.



António Costa e o PS, toda a oposição e grande parte da comunicação social não têm memória mas é preciso avivá-la.
Título e Texto: Vasco Lobo Xavier, Corta-fitas, 29-3-2015

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Jacinto Flecha

Em Moscou, antes da revolução soviética, o padeiro Ivanov era fornecedor da corte do Czar. Foi intimado a se apresentar em palácio, devido a grave acusação. 

– Como é que você explica isso?

O Czar exibia pessoalmente um pedaço de pão, onde uma aranha se destacava com todas as suas formas e repugnâncias. Sem se impressionar com a carranca dos presentes, Ivanov pegou tranquilamente o pedaço de pão, deu uma mordida onde se achava a aranha, mastigou e engoliu o corpo de delito. E esclareceu: 
– Era uma passa de uva, majestade.

– Desde quando você coloca passas no pão?

– Desde hoje, majestade.

Liberado impune, pois aquela acusação não se sustentava depois de consumido o corpo de delito, a primeira providência de Ivanov ao sair dali foi comprar bom sortimento de passas. E o pão incrementado dele passou a render elogios e dinheiro. Não poderia ter sido mais engenhosa a presença de espírito desse padeiro, apesar da repugnância natural em engolir uma aranha.

Muitas situações justificam gestos como esse, para tirar pessoas de apuros. Presenciei no colégio a esperteza de um colega, que se apressou a engolir suas “colas” enquanto o professor se encaminhava para flagrá-lo. E relatos de prisioneiros em calabouços infectos apontam baratas, lagartixas, lesmas como alimento habitual.

Um parente idoso, bom contador de casos, costumava manter inalterável a fisionomia ao concluir narrativas evidentemente absurdas. Isso deixava os ouvintes espantados e inseguros, até alguém dar uma boa gargalhada. Lembro-me, por exemplo, de ele afirmar que se pode comer carne de cobra. E explicava:

– Quando você mata uma cobra deste tamanho (e abrindo as mãos, aproximava os polegares de modo a representar dois palmos), basta desprezar um palmo do lado da cabeça, outro do lado da cauda, e comer a parte que sobrou, assada ou frita.

O culpado pela queda é o FHC…

Valdemar Habitzreuter
No auge das especulações e discussões sobre a tragédia ocorrida nos Alpes franceses, sempre mais fatos e detalhes vêm à tona com as quais as autoridades vão desvendando a causa da referida tragédia.

As últimas notícias veiculadas é de que a ex-noiva do copiloto deu entrevista declarando que Andreas Lubitz lhe dissera que escreveria seu nome na História por uma façanha que repercutiria mundialmente. Esta façanha ocorreu no dia 24 e seu nome realmente foi estampado em todos os jornais desse planeta. Ele conseguiu, embora fosse uma façanha sórdida e repugnante.

Nós brasileiros, como outros povos, ficamos consternados com esta tragédia. A insanidade desse jovem alemão alertou as autoridades para providências imediatas e evitar tais desastres.

A par dessa tragédia estúpida que sensibilizou as pessoas, nós, aqui no Brasil, presenciamos, dia após dia, fatos novos da vertiginosa queda que espatifará o Brasil na montanha da insensatez, planejada pela cachola insana de Dilma, que acionou o botão da descida vertiginosa rumo ao choque da destruição da nossa economia.

Além dessa queda da economia que vai mergulhando o Brasil no caos da estagnação (PIB em torno de zero), somos informados diariamente de novos escândalos de corrupção, demonstrando a gravidade do desastre econômico acontecendo. A bola da vez é a Receita Federal em que empresas pagaram propinas para se livrar de multas bilionárias.

Estamos à flor da pele com tantos episódios vindo à tona a todos os instantes e o país patinando sem sair do lugar do caos econômico e político em que se encontra. E o pior de tudo, Dilma não admite sua incompetência no governo. O próprio ministro da fazenda, Levy, declarou: “Dilma nem sempre age de forma eficaz”.

O que Passos Coelho, segundo os patronos dos "valores de abril", ainda tem a aprender com Maduro e o chavismo…

Murphy
Mesmo depois de conhecidas as violações de direitos humanos, as perversidades e inúmeros escândalos - como o da usurpação da riqueza dos venezuelanos desviada para contas em paraísos fiscais controladas pelas figuras do regime – a continuada defesa do regime venezuelano pelos comunistas portugueses é um autêntico case study

(Não, a próxima notícia não foi retirada de uma edição do Inimigo Público ou Imprensa Falsa…)


"Nós, amantes da paz, dirigimos um apelo ao governo dos EUA para que assuma as suas obrigações internacionais, no respeito pela autodeterminação dos povos e ao direito destes decidirem livremente o seu caminho.

No dia 9 de Março fomos surpreendidos pela Ordem Executiva emitida pelo presidente Obama através da qual 'declara uma emergência nacional perante a ameaça inusual e extraordinária para a segurança nacional e a política externa dos Estados Unidos representada pela situação na Venezuela.'

Nós, amantes da PAZ e acérrimos inimigos da GUERRA, opomo-nos a estas acções e apelamos a que o Presidente Barack Obama retire a Ordem Executiva contra a Venezuela e normalize as relações diplomáticas com o governo, legitimamente eleito, do Presidente Nicolás Maduro, com base no respeito mútuo e no princípio da não ingerência nos assuntos internos de outros países."


Entretanto, podemos vislumbrar (via, Portugal Contemporâneo) como o povo venezuelano vai desfrutando do que o socialismo / comunismo tem para oferecer …

sábado, 28 de março de 2015

Esta noite adiante o relógio sessenta minutos

Portugal muda a hora legal para o regime de verão, na madrugada de domingo, com os relógios a adiantarem-se sessenta minutos quando for 01h00, no Continente e na Madeira, e meia-noite, nos Açores.

Foto: Andy Rain/EPA

Se vive no continente ou na Madeira, a informação que se segue vigora a partir da 1h00. Se vive nos Açores, a partir da meia-noite. Num caso ou noutro, é já esta noite que deve adiantar o relógio 60 minutos. E já, agora, aproveite e diga olá ao horário de verão.

Com a alteração, Portugal passa a ter uma hora acima do Tempo Universal Coordenado (UTC+1), regulado a partir do meridiano de Greenwich, à semelhança do Reino Unido e da Irlanda.

A hora manter-se-á assim até ao próximo dia 25 de outubro, altura em que se atrasam os relógios uma hora, de modo a entrar no horário de inverno.

Os restantes países da União Europeia regem-se pela hora centro europeia, tendo, na sua maioria, uma hora a mais que o Tempo Universal Coordenado (UTC+1), no inverno, passando a estar duas horas acima (UTC+2), no verão, ao adiantarem os relógios em 60 minutos, na próxima madrugada.

Os outros países da Europa que não fazem parte dos “28” escolheram seguir as mesmas normas, com exceção da Arménia, Bielorrússia, Geórgia, Rússia e Islândia, que não adiantam os relógios.

Relatório mostra que Paim tem as pernas curtas

Paim sumiu para ajudar a manter veto que prejudica trabalhadores

Senador saiu de fininho para não contrariar a presidente Dilma

Cláudio Humberto
O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou uma cédula de votação fajuta para negar que ajudou a manter o veto de Dilma à redução da contribuição de empregada doméstica ao INSS. Esta coluna noticiou que o “paladino dos oprimidos” saiu do plenário de fininho. Ele negou, mas o relatório oficial de votações do Senado prova que na bancada gaúcha só Paim esteve ausente. O veto foi mantido por três votos.

Paim mostrou a cédula de votação para “provar” seu voto contra o veto. Mas a cédula apenas atesta intenção de voto. Na hora agá, ele sumiu.

Senadores do Rio Grande do Sul, Ana Amélia (PP) e Lasier Martins (PDT) votaram contra do veto de Dilma à redução da contribuição.

Confrontado de novo com sua ausência, Paim finalmente confessou ontem: “Na hora da votação, por azar, eu não estava no plenário”.
Título, Imagem e Texto: Cláudio Humberto, Diário do Poder, 27-3-2015

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Valdemar Habitzreuter
Pois é, dei-me ao luxo de tirar férias das férias que a aposentadoria me proporciona. Foi Miami a escolha como destino. É uma cidade maravilhosa, banhada de águas navegáveis. Um cruzeiro pelas Bahamas foi uma tentação ao ver os enormes navios atracados no porto de Miami. E lá fomos nós, eu e minha esposa, para um cruzeiro.

Mas, viajar de férias não quer dizer que o mundo é só sorrisos. Há muita cara feia te encarando. Chega-se em certos aeroportos e percebe-se que o passageiro é considerado um mal necessário pelos funcionários das companhias aéreas e também de outros departamentos. Tem-se a sensação de estarmos diante de robôs frios, sem sentimentos, no trato com o cliente. O sorriso, a simpatia cativante que deveria transparecer no atendimento ao passageiro dá lugar a fisionomias carrancudas com ordens e exigências. É claro, nem todos se portam como tal, e nem em todos os aeroportos.

Um exemplo, no embarque em Miami, na volta para o Brasil: no check-in de Miami foi notável a falta de cordialidade das atendentes. Parece que não receberam treinamento de boa educação. Portam-se como sargentas dando ordens. Ai de você ultrapassar um quilinho a mais dos 5k de bagagem de mão que tem direito. Obrigam você a desfazer-se do excesso e alocar em outra bagagem a ser despachada. Procede-se, então, a um verdadeiro espetáculo de abre e fecha malas para distribuir o peso, e isso aos olhos de todo mundo, atrasando o check-in.

Piloto derruba avião deliberadamente

Título e Charge: Sinfrónio

Perigoso é nadar com tubarões

Paulo de Almeida Sande
Tenho e tive sempre medo de andar de avião. A queda do A320 da GermanWings não contribui para o apaziguar. Levanta interrogações e questiona muitas certezas, em particular aquelas que servem para animar quem, como eu, teme viajar nas maravilhosas máquinas voadoras:

Dizem que é mais seguro andar de avião do que nadar com tubarões; bem, não é bem assim, mas um post de 2011 no National Geographic calculava a possibilidade de ser morto por um tubarão numa em 3,7 milhões de hipóteses. A de morrer num acidente de aviação é de 1 em 11 milhões! Vejamos a comparação com outros meios de transporte:

Por cada 100 milhões de passageiros aéreos, morre 0,01. Em autocarros ou comboios, a ratio é 0,05. Nos nossos fantásticos, modernos e super-seguros automóveis, o valor sobe para 0,72 por 100 milhões de pessoas.

Ah, e outra percepção comum, a de que toda a gente morre nos acidentes de avião também não estará correcta: 95,7% das pessoas sobrevive a um acidente aéreo e, mesmo se contabilizados os mais graves, a taxa de sobrevivência mantém-se alta, nos 76,6% (o número desce muito quando referido apenas a acidentes fatais). Dizem-nos isso e entretanto cai um avião nos Alpes com 150 seres humanos a bordo. E recordamos aqui tão perto (no tempo) o desaparecimento inexplicado do Malásia MH370 ou a queda do MH17 da mesma companhia do abatido sobre a Ucrânia  (do céu caíram anjos).

O receio de voar é, para todos os efeitos, uma fobia – o medo irracional de qualquer coisa ou situação que representa pouco ou nenhum perigo real. Mas no momento em que o meu avião, ainda sentado na pista, começa a aquecer os motores, sinto um calafrio e uma súbita sensação de impotência. E se o avião não consegue ganhar altitude? E se falha um motor? E se um bando de pássaros invade as turbinas? E se aquele piloto com aspecto decente que vislumbrei no cockpit, de repente, sente um impulso suicida?

Zimbabwean Civil Rights Activist Itai Dzamara Missing, Feared Kidnapped, Tortured or Dead

Itai Dzamara, a critic of Zimbabwe's President Robert Mugabe, has been missing since March 9, 2015. It is feared that the Mugabe regime has abducted him, and that his safety and life are under severe threat. It is expected that if he is harmed or found murdered, whoever is found responsible, no matter who, will be punished with the full force of the law. It would be best, if he has been abducted, if he were returned safely to his home at once.

Itai Dzamara was hospitalized in November 2014 after being savagely beaten by Zimbabwean police, because he publicly called for the resignation of President Robert Mugabe. (Image source: Kumbirai Mafunda)
Gatestone Institute, March 26, 2015

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Legista confirma: garoto não morreu por espancamento homofóbico na escola, mas sim de causas naturais

O fato foi esclarecido por laudo médico em necropsia. E agora como fica quem acusou - falsamente - os menores de o terem matado?

Hospital em Ferraz Vasconcelos, Grande São Paulo
Implicante
Há alguns dias, muitos espalharam nas redes sociais que um adolescente, filho de dois gays, havia morrido depois de um espancamento por motivos homofóbicos. O relato tinha detalhes: ele teria sido levado ao hospital, mas não resistiu.

Pois era mentira. A morte – de todo modo lamentável, por óbvio – decorreu de motivos naturais, segundo laudo do médico legista. Não houve a tal agressão física motivada por homofobia (nem espancamento). Diversos veículos passaram a versão falsa, com vários compartilhamentos. Pois reportagem da Isto É explica o que houve.

“Ah, mas então não acontece esse tipo de coisa? Então não tem homofobia?” – há quem use esse expediente para atenuar a gravíssima divulgação de crime falso, culpando dois menores. Pois bem, expliquemos.

A agressão a gays é uma triste e séria realidade e, como tal, merece todo repúdio, combate e punição severa. Da mesma forma que também merecem repúdio, combate e punição severa os inventores e divulgadores de calúnias e afins – além de tal prática, no fim, prejudicar a causa que supostamente tentavam evidenciar/defender.

E esse caso é ainda pior, pois as acusações mentirosas recaem sobre menores de idade. A falsa imputação de crime já é algo suficientemente errado, mas é ainda mais terrível quando ocorre contra crianças ou adolescentes.

Em que medida, na sanha de defender algo e sem qualquer checagem, é justo acusar crianças/adolescentes (que agora sabemos ser inocentes)? E se o pior acontecesse e alguém influenciado pelas mentiras os agredisse?

Há militantes que se comportam como criaturas imunes a qualquer erro (ou até crime) pelo fato de que estariam lutando pelas bandeiras “corretas”. Desse modo, passam por cima de leis e pessoas, como se a motivação heroica os livrasse de qualquer responsabilidade.

Não é bem assim.

O estrago desse tipo de acusação é imensurável e os que mentiram ou ajudaram a espalhar a mentira precisam agora divulgar a verdade. Mas, sabemos, haverá aqueles dizendo “ah, esse laudo aí… sei não…”. E o triste é que não são tão poucos a agir dessa forma. 
Título, Imagem e Texto: Implicante, 28-3-2015

Les crashs d'avions provoqués par les pilotes


Charada do dia (23)

Descubra
os diferentes
anagramas
da palavra 
CALOR.

Hora do Planeta apaga luz em 116 localidades portuguesas em defesa do ambiente

A Hora do Planeta atinge este ano novo recorde com 172 países e territórios a apagar as luzes de monumentos e outros edifícios contra as alterações climáticas, havendo já confirmação de 116 localidades a aderir em Portugal


A iniciativa da organização internacional de defesa do ambiente WWF, que ocorre no sábado e vai na 9.ª edição, pretende unir todo o mundo no apelo à mudança de comportamentos de modo a travar as alterações climáticas que afetam a biodiversidade e a vida humana.

Em Portugal, o centro das comemorações da Hora do Planeta é em Lisboa, no Martim Moniz, mas, entre as 20:30 e as 21:30, diversas ações acontecem em, pelo menos, 116 localidades de todo o país, enquanto é apagada a luz de monumentos emblemáticos como  o Castelo de S. Jorge (Lisboa), o Santuário Cristo Rei (Almada), o Palácio Nacional da Pena (Sintra), o Castelo de Abrantes, a Igreja Matriz de Alvito, o Mosteiro de Landim, a Ponte de São Roque (Chaves), o Castelo de Miranda do Douro ou o Santuário do Bom Jesus (Braga).    

O Martim Moniz recebe arte e energia humana para celebrar a Hora do Planeta, com a recriação de uma vila "eco-colorida totalmente sustentável, a "Glow Village", onde todas as ações a decorrer serão alimentadas por energia cinética e iluminadas por luz negra e tintas glow. 

Os visitantes da Glow Village poderão pedalar por energia através do mecanismo chamado "Gerador Humano", desenvolvido pelo Centro UNESCO Aldeia das Ciências, de Évora, participar em demonstrações de dança e numa aula de Zumba, além de criar murais artísticos.

sexta-feira, 27 de março de 2015

A alma germânica foi ferida...

Valdemar Habitzreuter

Não se sabe o que se passou no íntimo do copiloto alemão, Andreas Lubitz, de 28 anos, ao protagonizar uma tragédia de magnitude devastadora e que foge à racionalidade humana.

O instinto pela preservação da vida é inerente a todo ser vivo. Mas este jovem alemão resistiu a esse instinto e levou consigo à morte cento e cinquenta vidas (incluindo a dele) que não tiveram escolha em continuar vivendo.

Surgirão muitas versões de psicólogos e experts no trato de questões relativas de como o ser humano reage a opressões e pressões no convívio na sociedade. Muitos dirão que o jovem alemão foi vítima de depressão e quis dar cabo à vida. Mas, por que infligir a outros o mesmo destino?

Outros dirão que a ele faltava o sentido da existência, ou seja, é melhor mergulhar no nada do que levar uma existência sem finalidade alguma e, por cima, cheia de empecilhos que vão na contramão da boa vida.

Os testes psicológicos a que passam os candidatos à profissão de aeronauta não estariam com seu tempo contado? Diz-se que o jovem piloto passou com louvor os testes físicos e psicológicos para integrar o quadro dos pilotos da Germanwing. Esta tragédia prova que falta muito à psicologia em suas supostas verdades científicas.

Não seria oportuno e apropriado a neurociência integrar-se à psicologia na escolha dos profissionais que lidam com vidas humanas? Sim, é a neurociência que detecta as disfunções do cérebro que pode alterar o comportamento de um indivíduo. O mapeamento do cérebro diagnosticaria as perturbações cerebrais que afetariam o justo desempenho das tarefas de um profissional do qual se requer plena responsabilidade.

O nosso jovem alemão está sendo amaldiçoado pela atitude que tomou em derrubar aquele avião. Mas, e a companhia Germanwings? Vai ser inocentada dessa tragédia? O brio alemão está em xeque, a alma alemã foi ferida. 
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 27-3-2015

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