quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

[Para que servem as borboletas?] O melhor dos mundos...

Valdemar Habitzreuter

Estamos vivendo num mundo conturbado, cheio de violências, guerras e outras misérias sem conta que envolvem diretamente o ser humano como protagonista, e sem contar os desastres naturais: terremotos, tsunamis, enchentes, tornados, ceifando milhares de vidas. Este mundo se afigura como um verdadeiro “vale de lágrimas”. Mas, um talentoso matemático e filósofo do século XVII alardeou com fé e convicção que este mundo é o melhor dos mundos possíveis que Deus fez.

Na teodiceia (“Ensaios de teodiceia sobre a bondade de Deus, a liberdade do homem e a origem do mal”) Leibniz desenvolve a teoria de que Deus criou o melhor dos mundos possíveis. Mesmo que estejamos cercados de todo tipo de males: metafísicos (a imperfeição dos seres finitos), físicos (os sofrimentos), morais (o pecado), mesmo assim este é o melhor dos mundos.

Como pode ser isso? Se existe o mal neste mundo não deve ser o melhor dos mundos. Se Deus é onipotente e infinitamente bom por que teria admitido o mal no mundo? Eis o problema.

Se ele é onipotente poderia ter criado o mundo sem que houvesse mal algum, e se o mal se infiltrou no mundo então sua vontade foi contrariada. Será que Ele não é o todo poderoso? Além do mais, se Ele é a bondade infinita não se entende por que existe o mal, já que Ele só quer o bem. Como sair dessa?

Leibniz afirma que a vontade de Deus não foi contrariada de jeito algum ao criar o mundo e, portanto, Ele é onipotente, e muito menos que Ele não seja a bondade infinita; a vontade divina pode tudo, mas Deus submete sua vontade a regras de seu entendimento (razão) do que é bom, justo e perfeito, sem prejuízo de sua onipotência e bondade infinita. Deus entende que este mundo com todos os seus males é o melhor dos mundos que criou. Se Ele tivesse criado o mundo sem o mal não seria o melhor dos mundos, segundo seu entendimento.

[Aparecido rasga o verbo] Coice de mula

Aparecido Raimundo de Souza

1
O GAROTO CHEGA NA SALA, SE VIRA PARA O PAI QUE ESTÁ COM OS OLHOS grudados na televisão assistindo à decisão do campeonato de seu time preferido. Sem se importar com a impaciência do torcedor inveterado, – que parece à beira de um ataque de nervos –, o inocente manda a pergunta:
- Pai, ô pai, por que o pato não fica molhado quando nada?

Para se livrar do filho pentelho o homem responde ligeiro com a primeira ideia descabida que lhe acode à cabeça:
- Porque usa toalha.

Mas o moleque quer mais. Insiste:
- Iguais às que mamãe põe no banheiro quando o senhor entra para tomar banho?
- Sim. Agora vá brincar lá fora, filho. Cadê seus coleguinhas, o Ricardo e o Amauri?

2
O pirralho não atenta para esse fato de ir lá fora brincar com os amiguinhos. Na verdade, parece insatisfeito. De fato, esta:
 - Pai, ô pai, elas são de algodão ou de linho?
- O quê?  Cai fora, imbecil, dá um tempo!...
- Eu só queria saber se elas são de algodão ou de linho para falar para os meus amigos...
- Tá bom, porcaria. São de algodão.
- É por isso, então que todos os patos são brancos? Por que são de algodão?
- Os patos não são de algodão.
- O senhor acabou de falar...
- Eu me referia às toalhas... não aos bichos em si.

O menino fica um tempo pensativo e logo a seguir volta à carga. Desembucha:
- Pai, ô pai, o pato é um bicho ou uma ave?
- O quê? Quem é bicho?!
- Perguntei se o pato...
- Depois, filho. Vá brincar. Deixa o jogo acabar. Tá quase no final do segundo tempo...
-  Mas eu...
- Tá. É ave.



Parabéns, Roberto Freire!

Idacil Amarilho

Quero deixar aqui registrado todo o meu apoio ao Ministro da Cultura, Roberto Freire, que foi vaiado pelos intolerantes da claque stalinista durante a entrega do prêmio Camões de Literatura, ao militante Raduan Nassar, autor do Lavoura Arcaica (significativo esse título).

Lembrando que Roberto Freire sempre foi um político combativo e que tem uma longa trajetória política, tendo sido deputado estadual, deputado federal e senador, que ousou sair das trevas do socialismo, embora ainda seja um esquerdista. Aliás, dos raros esquerdistas que respeito neste país.

O nosso Ministro, de forma altiva, demonstrou acima de tudo ser um democrata, ao responder às mentiras do Raduan Nassar, que se pautou pela falta de educação, ética e educação, ao fazer um discursinho, muito bem ensaiado, contra o Governo Temer, um governo legal, na sala de visitas em que foi recebido, se portando assim como se estivesse num diretório acadêmico estudantil.

Pior, foi aplaudido por aqueles que foram responsáveis pela mais tenebrosa noite que se abateu sobre o Brasil por longos treze anos.

Insisto, faltou vergonha na cara ao Raduan, que se tivesse um pingo de dignidade, devolveria, pelo menos, a metade brasileira dos 100 mil euros recebidos de prêmio.

Para finalizar, quero mais uma vez parabenizar o Ministro Roberto Freire pelo seu destemor ao defender o Brasil.
Título e Texto: Idacil Amarilho, 23-2-2017

O ministro da Cultura, Roberto Freire, discursa durante cerimônia de entrega do Prêmio Camões ao escritor Raduan Nassar (centro). O escritor Raduan Nassar fez um discurso explosivo e antigoverno ao receber a premiação. O ministro reagiu a gritos de 'Fora Temer' vindos do público e discutiu com pessoas que se manifestaram. Foto: Marcos Alves/Agência O Globo

[Aparecido rasga o verbo] Os velhos ossos das bandeiras dos piratas

Aparecido Raimundo de Souza

É imperativo lembrar e repetir sempre a notícia do triste episódio que, recentemente, vitimou o País, em termos de corrupção nos altos escalões do nosso Parlamento. Nosso, é bom deixarmos claro, desde agora, no sentido figurado, de mentirinha. Na verdade, o Parlamento sempre foi e continuará sendo deles.

A recordação desse escândalo e de outras barbáries perdidas no pó do tempo se torna necessária, pois, segundo é corriqueiro dizer, “o povo tem memória curta”. Aliás, curtíssima.

Vamos dar um mergulho no passado. Voltar ao ano de 1995. Sete de fevereiro – o estuário da consagração do maior dos crimes praticados pelo Congresso Nacional em toda a sua existência.

Naquela data, estava à frente do comando do Grande Avião Brasília, o circunspecto Fernando Henrique Cardoso. Possuído de íntima amargura, amedrontado com a perspectiva de o Senado e a Câmara exercerem represálias contra o seu programa de reformas estruturais (kikiki...) sancionou a golpes de caixa, a lei de anistia, decretando, a impunidade daqueles que se apropriavam (e até hoje se apropriam), na cara dura, perdão, indevidamente, do dinheiro público, em obséquio de seus interesses pessoais.

Os nossos presumidos e dignos representantes (na verdade vagabundos e bandidos) da recém-encerrada legislatura, surrupiaram, com a esperteza do corporativismo e com a velocidade da semifusa, a lapidar, a saneadora sentença do Excelso Precatório (não, senhoras e senhores, Pretório, Excelso Pretório) que castigava os intocáveis corsários do Tesouro.


Desgraçadamente, eles (homenageadas as deficitárias exceções), dilaceraram o vínculo de seriedade a que estavam obrigados perante os eleitores, de envolta com a quebra do juramento constitucional. O juramento que fosse para a casa do Carvalho, em falta de espelunca mais apropriada.

A desonestidade do Procurador-Geral da República

Moiani Matondo

"Paulo Blanco, advogado do vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, passaria informações sobre inquéritos que visavam o ex-presidente da Sonangol e estavam em segredo de justiça ao Procurador-Geral da República de Angola, João Maria de Sousa [foto]."


Assim, começa uma notícia do jornal português Público de 18 de fevereiro de 2017.

A informação baseia-se na leitura da Acusação proferida pelo Ministério Público português, que imputa a Manuel Vicente, vice-presidente de Angola, os crimes de corrupção activa, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. No mesmo processo são também acusados: o advogado de Manuel Vicente, Paulo Blanco; o procurador da República português Orlando Figueira, e ainda o representante de Manuel Vicente em Lisboa, Armando Pires.

O advogado de Manuel Vicente, Paulo Blanco, além de outros crimes, é acusado de um crime de violação de segredo de justiça, por ter enviado dois e-mails e uma carta ao Procurador-Geral da República de Angola (PGR), o general João Maria de Sousa.

Esta violação de segredo de justiça reporta-se aos processos judiciais criminais que no passado existiam em Portugal contra Manuel Vicente, e nos quais Blanco era advogado. Estes processos foram arquivados, afirma agora o Ministério Público português, devido ao facto de Manuel Vicente ter corrompido o procurador português.

Num primeiro e-mail para o general João Maria de Sousa, Paulo Blanco refere que, em reunião com Orlando Figueira, então procurador no DCIAP [Departamento Central de Investigação e Acção Penal], lhe fora garantido por este que «os documentos comprovativos de rendimentos profissionais e/ou prémios de gestão de cidadãos angolanos visados no âmbito desse inquérito não ficariam acessíveis a qualquer consulta pública». Isto queria dizer que Manuel Vicente poderia juntar documentos comprovativos dos seus rendimentos, já que seguramente ninguém os consultaria. Nessa sequência, Vicente juntou os documentos que levaram ao arquivamento do processo existente.

Sweden: Hate Speech Just for Imams

Judith Bergman

§  In Sweden, comments that object to sexual violence against women in the Quran are prosecuted, but calling homosexuality a "virus" is fine.
§  Antisemitism has become so socially acceptable in Sweden that anti-Semites can get away with anything, and no one even notices, as Nima Gholam Ali Pour reports.
§  One of Sweden's main news outlets, in fact, described anti-Semitism as simply a different opinion. Clearly, in the eyes of Swedish authorities, neither homosexuals nor Jews count for much.
§  Swedish authorities also give large sums of money to organizations that advocate violence and invite hate preachers who support terrorist organizations such as ISIS. One of the speakers SFM hired was Michael Skråmo, who has publicly called on his fellow Muslims to join ISIS and has appeared in propaganda videos, posing with assault rifles alongside his small children.

Are some individuals receiving preferential treatment under Sweden's "hate speech" laws? It seems that way.

Under the Swedish Penal Code, a person can be held responsible for incitement if a statement or representation made "threatens or disrespects an ethnic group or other such group of persons with regards to race, color, national or ethnic origin, religious belief or sexual orientation".

In 2015, the imam at Halmstad mosque, Abu Muadh, said that homosexuality was a "virus" from which parents were obliged to protect their children.

The Swedish Federation for Lesbian, Gay, Bisexual, Transgender and Queer Rights (RFSL) filed a legal complaint in October 2015. "[M]any people are listening [to the imam] and there is a risk that the opinions and other expressions of homophobia will spread among believers, as they attach great importance to their representatives' words", said Ulrika Westerlund, chairman of RFSL.

The Swedish legal establishment however, seemed entirely unconcerned; the imam was not prosecuted.

Michael Skråmo, a Swedish convert and ISIS jihadist, brought his family to Syria. He has also urged Muslims in Sweden to bomb their workplaces.



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[Aparecido rasga o verbo] Roletrando

Aparecido Raimundo de Souza

O PASSAGEIRO CHEGA PARA PAGAR A TARIFA ao trocador estendendo as mãos cheias de moedinhas.
- Posso ficar lhe devendo cinco centavos? - pergunta com sua costumada gentileza.
- Não! - A passagem é um real e cinquenta e cinco centavos -, assevera o cobrador, com ares pouco cavalheirescos. - Se não tem a grana completa, desce...
- Eu sei moço. Quebra essa... ou terá que trocar cinquenta reais.
- Prefiro. Se deixar o senhor ir em frente – junta o exemplo à explicação -, terei que tirar do meu bolso na hora de prestar contas. A empresa não perdoa.
- Cinco centavos...?
- De cinco em cinco...

Diante da intransigência do cobrador o passageiro mete as moedas de volta numa niqueleira. Em seguida puxa do bolso a nota de cinquenta reais.
- Se é assim, fazer o quê?
- Espere um pouco...
- Vou saltar logo.
- Onde?
- Vila Alegria.
- Tá longe. Daqui até lá, bem uns vinte pontos. Espere aqui do lado para não atravancar os demais.
O passageiro senta naquele banco destinado às grávidas e aos idosos e fica à espreita. Em cada parada, ao longo do caminho, sobe uma nova leva de gente. Algumas exibem notas grandes, iguais à dele, outras trazem cartões magnéticos e passes pré-pagos.
Vinte minutos depois volta a cutucar o funcionário.
- Conseguiu?
- Calma, cavalheiro.
- Meu ponto está chegando...

À medida que o pessoal cruza a catraca, o trocador junta o dinheiro para devolver o troco.
- Aqui...
Antes de seguir adiante o passageiro resolve conferir as notas e as moedas recebidas. Percebe uma pequena falta. Protesta:
- Amigo, dei cinquenta reais...
- E eu lhe devolvi o troco.
- A passagem não é um real e cinquenta e cinco?
- É o que diz a plaqueta logo aqui atrás de mim.
- Desculpe. A grana está errada.
- Como assim?
- O amigo terá que me devolver quarenta e oito reais e quarenta e cinco centavos.
- E quanto lhe passei?
- Quarenta e oito reais e quarenta centavos. Faltam cinco centavos.
- Estou sem moedinhas nesse valor.
- Perdão. Exijo o troco correto.
- Parceiro, entenda, não tenho cinco centavos. Será que essa enorme quantia vai lhe fazer falta? Pelo amor de Deus!...

Deus, o fiador da razão em Descartes


Vitor Grando

O contexto em que Descartes escreve é um contexto onde se vivia uma revolução nas estruturas fundamentais do conhecimento e de crenças fulcrais da época, em especial na chamada Revolução Copernicana, que alterou profundamente a compreensão na cosmologia que vigia desde Aristóteles. Na concepção do filósofo grego, a terra seria o centro da galáxia e as demais órbitas celestes girariam em torno dela. Copérnico propõe que não a terra, mas sim o sol seria o centro da galáxia em torno do qual os corpos celestes – incluindo a terra – girariam. No entanto, à sua época ele não possuía suficientes evidências para sustentar sua teoria até que Galileu viria corroborá-lo quase um século depois. É nesse contexto de profundas mudanças em crenças tão fundamentais que escreve Descartes. A questão que ele enfrenta, portanto, é como garantir a verdade das nossas crenças dada tão ostensiva presença de equívocos naquilo que eventualmente tomamos por certo.

Assim como todo grande filósofo, Descartes também vem sendo interpretado à luz das preferências filosóficas de cada época. A influência crescente do naturalismo metafísico talvez tenha obnubilado um aspecto fundamental do projeto filosófico cartesiano. Ao refletir sobre o fundamental da filosofia cartesiana, o estudante que tenha aprendido sobre o “pai da filosofia moderna” num curso introdutório, certamente apontará a epistemologia como esse aspecto central da filosofia cartesiana. Isto é, Descartes busca responder às perguntas sobre a possibilidade do conhecimento, sua justificação, a existência do mundo externo. Mais recentemente, a imagem de Descartes como cientista vem se tornando mais popular. Os problemas sobre ilusões, sonhos, o gênio maligno, são vistos como questões preliminares de um sistema científico [1].

Mas talvez os leitores neófitos de Descartes se surpreenderiam ao ler as Meditações ou o seu Discurso e encontrar ali algo completamente estranho à maior parte dos projetos filosóficos contemporâneos à exceção da produção especializada especificamente em filosofia da religião. A solução cartesiana à questão epistemológica envolve um apelo direto a Deus como fiador das nossas faculdades cognitivas. A reflexão sobre Deus e sua natureza, assim, ocupa o próprio cerne de todo seu sistema filosófico – sem Deus, não há conhecimento. Ademais, e o que soaria deveras estranho aos ouvidos contemporâneos, ele recorre a uma citação quase direta do apóstolo Paulo em sua epístola aos Colossenses (vs. 2.3): “E já me parece que descubro um caminho que nos conduzirá desta contemplação do verdadeiro Deus (no qual todos os tesouros da ciência e da sabedoria estão encerrados) ao conhecimento das outras coisas do universo.”[2] Descartes cita a Vulgata (o texto latino padrão da Bíblia) com uma sutil alteração de scientiae (conhecimento) para o plural scientiarum (ciências). Portanto, se para Paulo, Deus (em Cristo) é a misteriosa fonte de toda sabedoria; para Descartes, o conhecimento de Deus abre o caminho para “as ciências” – o verdadeiro conhecimento científico. [3]

Há quem desconfie da sinceridade de Descartes nos seus apelos a Deus como fundamento da segurança epistêmica. Na sua própria época, ele já fora acusado de dissimular seu secularismo latente escondendo-o sob uma aparência de piedade cristã em razão da recente condenação de Galileu Galilei. Jacques Maritain é de opinião que Descartes era um católico sincero, Karl Jaspers vê o catolicismo de Descartes como fundamental ao sentido de toda a sua filosofia[4]. O que quer que se pense acerca da sinceridade de Descartes, o que importa é que Deus – existindo ou não – é, de fato, elemento central ao seu sistema. Se ele mesmo acreditava no que diz, é tarefa que podemos deixar à curiosidade dos psicólogos.

[A Verdade Política] Dívida do governo com a Previdência Social

Vanderlei dos Santos Rocha

Pois,
Vamos falar de previdência.
A lei Elói Chaves de 1923 instituiu a fundação dos institutos de pensões dos trabalhadores.
Vários foram fundados para atender às diversas classes de trabalhadores: IAPI, IAPC, IAPFESP, IPASE, IAPM, IAPC, IAPB entre os principais.

Em 1945, com capital sobrando, essas instituições começaram a investir nas áreas de alimentação, habitação e saúde de seus associados.

Abaixo, a evolução da dívida federal com os IAPs, com dados atualizados de 1998. Infelizmente não achei outras atualizações.

1947: 989.038.611,33
1950: 932.369.823,95
1951: 1.849.024.295,19
1957: 4.826.370.289,43
1959: 3.959.172.377,83
1960: 5.156.075.797,28
1961: 5.134.852.221,96
1962: 4.784.316.483,35

Os investimentos em empresas como a CSN e a Vale foram milionários.

Abaixo, os investimentos na construção de Brasília, em terrenos e obras de infraestrutura.

IAPI 59.535.440,41
IAPC 48.030.193,08
IAPB 168.307,61
IAPFESP 13.164.506,75
IAPM 13.774.840,88
IAPETC 8.286.125,66
Totais: 188.959.414,40

Em 1964 a dívida federal com os IAPs era enorme.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Justiça inicia pagamentos aos credores da massa falida da Varig

SNA

O Sindicato Nacional dos Aeronautas informa que a 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro iniciou nesta quarta-feira (22) uma liberação gradativa dos mandados de pagamento para os credores da massa falida da Varig.

Os pagamentos estão sendo feitos por ordem alfabética e poderão ser solicitados em qualquer agência do Banco do Brasil, bastando para isso apresentar RG e CPF. Até o momento, já foram liberados os créditos para cerca de 3.000 credores.

O SNA ainda não conseguiu confirmar com a Justiça qual é o cronograma exato para a liberação dos pagamentos para todos os credores, porém informaremos em nossos meios de comunicação assim que houver tal confirmação.

Recentemente, a Massa Falida S.A. (antigo Grupo Varig, que inclui também Rio Sul e Nordeste) divulgou que a Justiça deferiu o pedido de atualização dos créditos a serem recebidos pelos credores, corrigidos pela UFIR-RJ 2017.

O montante, que era de R$ 70 milhões quando foram definidos os critérios de pagamentos, em dezembro de 2015, passou a ser agora de R$ 82.596.334,67.

Veja aqui a tabela com os créditos individuais corrigidos: https://goo.gl/wNPsdh.

Para acompanhar toda a movimentação, acesse o site http://ffx.com.br/nordeste/
Título e Texto: Sindicato Nacional dos Aeronautas, 22-2-2017

Anticorrupção e Antipolítica

Cesar Maia
        
1. Na saúde de uma pessoa, a identificação de um mal, uma doença e o combate, o seu tratamento, atuam ao mesmo tempo como causa e efeito. Ou seja, ao se eliminar o mal se recupera a saúde.
        
2. A corrupção é uma doença grave da saúde política. Ninguém tem dúvida sobre isso. Mas o combate a ela e – mesmo - sua hipotética eliminação não tem como consequência simultânea a saúde política no sentido do funcionamento adequado de um regime democrático.
        
3. A convivência com a corrupção nos organismos políticos é uma doença que pode ser degenerativa. Mas sua eliminação não constrói automaticamente uma democracia sã, uma democracia representativa, um estado de direito democrático, que conduzam um país ao progresso e a justiça social.
        
4. Quando se atua apenas no combate à corrupção sem atuar ao mesmo tempo na construção de um organismo político que produza desenvolvimento social, econômico e institucional, se corre o risco de construir um binômio: esperança e decepção.
       
5. A decepção naqueles que imaginavam que ao se somar com entusiasmo ao combate à corrupção estavam ao mesmo tempo atacando as causas e produzindo efeitos, pode, por ingenuidade ou por entender que a antipolítica é um efeito desejado, provocar o inverso do que se deseja: vertentes do populismo e do autoritarismo.

[Aparecido rasga o verbo] Estado intermediário entre a larva e o inseto

Aparecido Raimundo de Souza

Foi o mingau, perdão, o papa GREGÓRIO VII, nascido Hildebrando, no período de 1073 a 1085, monge beneditino, conselheiro de vários papas, eleito chefe da igreja pela vontade do povo romano, exatamente em abril de 1073.

Gregório buscou incansavelmente a reforma da Igreja (como o Brasil a reforma de seus ladrões em Brasília) condenando a simonia (nada a ver com quem curte as músicas do cantor Wilson Simonal. Simonia, amados e amadas, é o comércio ilícito de coisas sagradas), a transação de benefícios e o concubinato dos clérigos.

Percebam, senhoras e senhores, que já naqueles tempos, 1073 (ou exatamente novecentos e quarenta e quatro anos atrás), a galera da santidade vendia, a preços de bananas, peças sagradas. Mesmo caminho, a transação de benefícios. Padres comercializavam a salvação em troca de galinhas, porcos, principalmente de dinheiro vivo.

Sem mencionarmos aqueles religiosos que, escudados pela honra da batina, por detrás dos altares, confessionários e sacristias, se amasiavam, ou dito de outra forma, se mimoseavam com os pupilos que iniciavam no sagrado e puro caminho do sacerdócio.

Em resumo, uma putaria danada. Sodoma e Gomorra, diante desse quadro, certamente uma gota no oceano. Se naqueles idos dispuséssemos de toda a tecnologia que hoje nos alimenta o ego, celulares que filmam, com câmeras frontais, bifocais, trifocais, que falam que traduzem que intimidam, certamente iríamos ver padres fazendo coisas que até Deus ficaria furioso de ter inventado Roma.

Pois bem. Da discordância do imperador Henrique IV, ele, Gregório, (Hildebrando) declarou o seu Dictatus papae. Para quem não conhece a língua latina, a tradução desse anexim, ao pé da letra, seria a mesma coisa que (não um caminhão cheio de japoneses) decretos ditados pelo pontífice Maior, nesse caso, o nosso santo e formigoso Chefe da Igreja Católica.

Bill O’Reilly esfrega na cara da Democrata o viés esquerdista da grande imprensa

Rodrigo Constantino


O viés esquerdista da imprensa é uma realidade mundial. Não é preciso crer em teorias conspiratórias, nem mesmo citar Gramsci, para compreender o fenômeno. Ele pode ser mais simples do que isso: os jornalistas são, na maioria dos casos, de esquerda! Saem das faculdades de jornalismo já com tal viés, com essa visão de mundo, e deixam-na falar mais alto do que o jornalismo imparcial, do que os fatos.

Em seu programa de ontem, Bill O’Reilly, da Fox News, pressionou sua entrevistada, ligada aos democratas, a oferecer nomes de conservadores na grande imprensa. Eis o resultado:


Leandro Ruschel comentou o caso:

Bill O’Reilly destruiu a estrategista do Partido Democrata ao vivo. Eles discutiam sobre a liberdade de imprensa nos EUA. O ponto que o apresentador levantou é o seguinte: há verdadeira liberdade de imprensa quando quase todos os jornalistas são esquerdistas?

Brasil… Lula vence Bolsonaro nas eleições de 2018



Título e Vídeo: Zenlife TV, 21-2-2017

Mostrando quem é a mulher independente, Marine Le Pen se recusa a usar véu em encontro com mufti em Beirute

Roger Roberto

A candidata Marine Le Pen, preferida da direita na eleição presidencial da Franca, se recusou a usar o véu para se reunir com o mufti da República do Líbano em Beirute.

Na manhã desta terça-feira, a presidente da Frente Nacional (FN) chegou para se reunir com o xeique Abdelatif Derian em seu gabinete de Aicha Bakkar, e recebeu um véu. Em resposta, ela disse: “Transmita ao grande mufti minha consideração, mas não usarei um véu.” Ela deixou o local imediatamente.

“Ontem indiquei que não colocaria um véu. Não cancelaram o encontro. Acreditei, portanto, que aceitariam que não usasse um véu (…) Tentaram me impor isso”, disse Le Pen aos jornalistas. O Dar al-Fatwa, maior autoridade sunita no Líbano, declarou nesta terça-feira em um comunicado que “seu gabinete havia informado a candidata presidencial sobre a necessidade de cobrir a cabeça durante sua reunião com sua eminência (o mufti), segundo o protocolo de Dar al-Fatwa.” 

Cinicamente, a instituição se declarou “surpresa por esta rejeição a se conformar a uma norma bem conhecida” e lamentou este “comportamento inadequado.”

Marilena Chauí tripudia de novo sobre a classe média trabalhadora

Luciano Ayan

O PT é decididamente um partido despreza os trabalhadores, especialmente se eles vierem da classe média. Em um discurso, a filósofa petista Marilena Chauí faz um ataque realmente baixo à classe média, como já havia feito em 2014. O discurso é sempre preconceituoso e visando a humilhar a classe trabalhadora.

No fundo, é o típico mingau sem sentido que a elite marxista inventou para dizer que os trabalhadores que não se submetem aos seus tiranos são “a pequena burguesia que apenas quer virar a burguesia, mas não vai conseguir”.

Não, mentirosa! A classe média quer trabalhar de acordo com suas condições e buscar subir na vida quando der, trabalhando honestamente. Ao contrário de parasitas de estados inchados totalitários, como são os marxistas, classe moralmente apodrecida da qual a elitista Marilena Chauí faz parte.

Assista o discurso monstruoso de uma pessoa perversa:


Título e Texto: Luciano Ayan, Ceticismo Político, 21-2-2017

What is a Killer Imam Doing in Public Libraries in Canada?

Saied Shoaaib

§  How is it possible that books that advocate violence and extremism meet the "selection criteria" of the Ottawa Public Library, but those that speak out against violence and extremism do not?
§  The presence of these Islamic books, and these books alone, in Canada's public libraries, without any others to contradict them, gives them legitimacy. They are seen to represent a certain form of Islam that the government of Canada and the City of Ottawa recognize.
§  This indicates that there is official support for the extremist and terrorist version of Islam, and at the same time no support for a humanist interpretation of Islam.
§  This surah [4:74] also indicates that if you are a Muslim living in a non-Muslim country, then you are in a state of war against your host country. If you are a Muslim living in a non-Muslim country, then you are living with the enemy.
§  If we are to reject this danger, it is important that libraries and other institutions have books that reject these Islamist views and confront their hatred, extremism and violence.

The Muslim Brotherhood classifies as one of their great intellectual leaders Imam Mohammed al-Ghazali (1917-1996). He famously decreed that the assassination of the Egyptian Muslim thinker, Farag Foda, was acceptable. In the views of al-Ghazali, Farag Foda was an apostate for defending secular values and human rights. Moreover, al-Ghazali went into an Egyptian court and defended the assassins: "Anyone who openly resisted the full imposition of Islamic law," he said, "was an apostate who should be killed either by the government or by devout individuals." He added: "There is no penalty in Islam to kill the apostate by yourself when the government fails to do so."

In public libraries across Canada (and elsewhere), the books of Imam al-Ghazali are available, along with others that incite hatred, violence and terror, by authors such as Yusuf al-Qaradawi and Imam Nawawi. There is not a single Arabic language book in a library that I have visited in Ottawa that attacks or criticizes terrorism and violence and hatred.

A copy of One Hundred Questions in Islam by Dr. Muhammad al-Ghazali, found in the Ottawa Public Library. The image at right shows the inside cover of the book, with the Ottawa Public Library Stamp.

Marine Le Pen cancels mufti meeting over headscarf

‘I will not cover myself up,’ she said.

Cynthia Kroet

Photo: Joseph Eid/AFP via Getty Images
National Front leader and French presidential candidate Marine Le Pen on Tuesday nixed a meeting with a Lebanese religious leader after he requested she wear a headscarf.

“You can pass on my respects to the Grand Mufti, but I will not cover myself up,” Le Pen said, according to Reuters.

Le Pen is in Lebanon for talks with President Michel Aoun and meetings with business and religious leaders. The two-day visit is her first trip to visit a foreign head of state.

Opinion polls suggest Le Pen is set to win the first round of France’s presidential election on April 23, but be beaten in the second round on May 7. 
Cynthia KroetPolitico, 21-2-2017

Para atingir João Doria, imprensa chama fotógrafo de "personal paparazzi"

Implicante

Detalhe importante: trata-se de um cargo bancado pelo próprio bolso do prefeito de São Paulo. Foto: Fernando Pereira
João Doria sabia que, na condição de tucano comandando a maior cidade do Brasil, não teria conversa fácil com a imprensa, ainda majoritariamente tomada por militantes esquerdistas. Contra isso, vem fazendo um trabalho exemplar nas redes sociais, onde diariamente, e em várias oportunidades, conversa diretamente com a população, ignorando a má fé jornalística.

Claro, tudo é feito com assessoria profissional. No caso de Doria, três assessores revezam-se na função, toda bancada com verba pessoal do prefeito.

Na política, isso não é novidade, pois qualquer político possui um assessor de comunicação ou fotógrafo oficial. Mas a imprensa quer jogar a opinião pública contra o tucano. E o que faz? Chama o fotógrafo de “personal paparazzi”.

Está cada dia mais feia essa perseguição. Não é à toa que a credibilidade da imprensa segue batendo recordes negativos. 
Título e Texto: Implicante, 20-2-2017

Estudantes pró-censura da esquerda estão criando a nova direita

Luciano Ayan


Artigo de Charlie Peters no The Telegraph argumenta que a “cultura da intolerância” criada pela esquerda estudantil está levando muitos adolescentes e jovens não para a esquerda, mas para a direita, criando uma nova geração de conservadores. A dica da matéria vem do Breitbart.

Peter trata da resposta violenta à palestra de Milo em Berkeley, bem como menciona outras agressões e protestos contra a livre expressão em ambientes universitários, como um fator determinante para essa conversão.

Na era atual, os estudantes se sentiram atraídos pela política da esquerda. Os protestos pela livre expressão em 1968 eram uma bandeira da esquerda. Nos Estados Unidos, os estudantes serviram como força motriz para movimentos civis de esquerda. Na França, milhões saíram às ruas para apoiar grevistas contra o capitalismo. O filósofo conservador Roger Scruton esteve em Paris durante os protestos de 68 e disse que excessos cometidos naqueles protestos o tornaram um conservador.

A SIC tem razão: existem dois PM

A SIC tem razão. Portugal tem dois primeiros-ministros. Um a sério e outro a brincar. Nunca se sabe, porém, onde começa um e acaba o outro. E vice-versa.


João Gonçalves, 20-2-2017

Hillary já pediu muro entre EUA e México, mas mídia esconde esse fato

Roger Roberto


Algumas pessoas não compreenderam o post em que citei como Matt Damon se diz “contra o muro” de Trump mas acaba de ter um filme lançado que fala justamente da proteção de um muro.

Argumentou-se que Damon é um artista e, como tal, pode fazer um filme em desacordo com seu ponto de vista. Papo furado. Eu sou contra nazismo e comunismo e se fosse ator e fizesse um filme no qual nazistas ou comunistas são tratados como heróis pediria desculpas ao meu público. Damon não pediu desculpas.

A verdade é que Damon não acredita em suas palavras quando diz “ser contra muros”. O que ele pratica é apenas encenação de virtude (virtue signaling) misturado com indignação seletiva unicamente para fins políticos. Aliás, este vídeo traduzido pelo Juntos pelo Brasil mostra como Hillary também jamais acreditou que “muros entre países são maldade”:

Título e Texto: Roger Roberto, Ceticismo Político, 20-2-2017

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Cristina Miranda

Digam lá o que disserem, o caso CGD está a ser espantosamente revelador. É uma autêntica injeção contra anos de falsas teorias de que a esquerda é moralmente, eticamente e politicamente superior à direita. Num espaço de apenas um ano, com elas todas no governo graças a esta aliança inédita de Costa com comunistas e radicais de esquerda, podemos testemunhar que esta governação opaca, onde não faltaram mentiras, maroscas, ilegalidades, inconstitucionalidades e abusos de poder, já ultrapassou a média anterior. E não vai ficar por aqui…

Incapazes de admitir os erros, assim que são apanhados em flagrante, contorcem-se todos como minhocas desprovidas de espinha dorsal, mas pouco se ralando com isso. Mantêm a postura com a maior cara de pau, sem complexos por não serem sequer convincentes. E ainda acrescentam mais umas quantas mentiras para povo ignorante comer. Afinal, mentir em governação não é crime a não ser nos países desenvolvidos. Por isso, estão safos. E depois, quando se tem um Presidente da República a defender o indefensável por estar metido até ao pescoço nas mentiras do governo, melhor ainda. É ele próprio a encerrar o assunto “morto” por diversas vezes, mas que não consegue enterrar. A não ser a ele próprio…

Junte-se ainda a prestação deprimente de Mariana Mortágua, a tal menina tão tenaz a crucificar banqueiros em CPIs e Galamba, o eterno boy contorcionista do PS, que numa tentativa desesperada de branquear as culpas de Centeno, Marcelo e Costa, “eutanasiaram-se” ao vivo e a cores, em direto na TV. Incrível. Um momento épico digno de registo para memória futura. Para não falar de Estrela Serrano que veio colocar a cereja no topo do bolo afirmando taxativamente que Domingues foi útil na capitalização da CGD junto da UE, logo, usá-lo desta forma era perfeitamente aceitável. Assim sendo, a culpa é de quem se pôs a jeito. E afirma-o com toda a clareza sem medo… simplesmente assustador.