terça-feira, 30 de maio de 2017

QUIZ: Traço gótico

De meados do século XV, a arquitetura predominante na Europa pertencia ao estilo gótico. Qual é o seu principal traço distintivo?

Catedral de Milão, da Piazza del Duomo, foto: Jiuguang Wang

A  – A largura das catedrais
– A harmonia das catedrais
C  – A influência mudéjar 
D  – As diferenças entre as suas escolas nacionais

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O roubo de 25% das aposentadorias dos residentes no Exterior foi legalizado!


Todos os brasileiros aposentados que vivem no exterior têm um desconto de 25% em seus benefícios pelo simples fato de residirem em outro país. Esse desconto baseava-se na lei 9779/99, onde o artigo 70 dizia:

Art. 7º Os rendimentos do trabalho, com ou sem vínculo empregatício, e os da prestação de serviços, pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a residentes ou domiciliados no exterior, sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte à alíquota de vinte e cinco por cento.

Entretanto, a aposentadoria e os demais benefícios da previdência social não são rendimentos provenientes de trabalho ou de prestação de serviços. Nenhum aposentado recebe o valor da aposentadoria por estar prestando serviço ou ainda realizando algum tipo de trabalho. O recurso é proveniente do cumprimento de determinadas regras do INSS que permitem ao aposentado receber tal valor sem precisar realizar nenhum tipo de trabalho, função, cargo ou prestação de serviço.

Portanto, algumas ações judiciais foram iniciadas para interromperem a cobrança desse valor, que era cobrado de maneira inconstitucional (ilegal). Algumas dessas ações tiveram sucesso e a cobrança foi, de fato, interrompida, o que comprova que não existe legalidade na cobrança. A tendência era de que o texto fosse corrigido, excluindo o desconto dos aposentados em outros países, pois não existe nenhum motivo lógico para tal, uma vez que esse valor não provém de nenhuma atividade que esteja sendo exercida.

Infelizmente, o que aconteceu foi o contrário. Ao invés da lei ser alterada para interromper a cobrança e encerrar os processos, estes mesmos processos serão encerrados pelo motivo adverso: a Lei 13315/2017, sancionada pelo Presidente Temer, altera a lei e legaliza a retenção dos 25%, com o trecho que passou a determinar:

Art. 7º Os rendimentos do trabalho, com ou sem vínculo empregatício, de aposentadoria, de pensão e os da prestação de serviços, pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a residentes ou domiciliados no exterior, sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte à alíquota de 25% (vinte e cinco por cento).

Com isso, torna-se legal o que antes não era e a cobrança da taxa passa a ser constitucional. Porém, há como tentar recuperar os valores retidos.
Fonte: Koetz Advocacia, 18 de abril de 2017

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[Para que servem as borboletas?] A caoticidade política...

Valdemar Habitzreuter

O cenário político brasileiro desenrola-se dentro de uma bolha frágil com os últimos acontecimentos envolvendo o presidente Temer em corrupção. Não sabemos quando ou se vai estourar e das implicações daí decorrentes. Temer, pego de calças curtas em mentiras, reluta em abandonar o cargo e quer salvaguardar seus projetos de reformas e vê-los aprovados no Congresso. No entanto, o estrago político-econômico-social causado pelos irmãos Batista foi enorme e as reformas correm sério risco de não serem aprovadas, recolocando o país na estaca zero na recuperação econômica. O único prejudicado será o povo que tem de, mais uma vez, suportar este baque e encarar um futuro imprevisível, talvez negro.

A guerra que se armou em torno do episódio Joesley/Temer foi de dimensão tal que o país novamente parou, sem impulso para seguir adiante em sua recuperação do caos que as administrações anteriores o deixaram, e mesmo com chances de rolá-lo novamente para o fundo do abismo onde se encontrava.

Há, sim, este perigo, por conta de forças conflitantes: o Judiciário açodadamente incriminou o Presidente sem a devida austeridade na análise das delações da JBS: os Batista, criminosos confessos, saíram incólumes e obtiveram salvo-conduto para se refugiarem no exterior; o Presidente, por sua vez, defende-se e se diz inocente da armação de que foi vítima; a oposição faz barulho e obstrui os trabalhos no Parlamento; as ruas foram tomadas pela CUT, MST, PETRALHAS, sem compromisso com a recuperação do país. É uma guerra caótica e o que conta é conservar o caos.

Tripulantes (e demais funcionários) festejarão o Dia Internacional do Comissário de Voo

31 de maio de 2017, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.

No Rio, será no restaurante Rialto, Barra da Tijuca, às 12h.

Em Porto Alegre, será no restaurante Casa Di Paolo, Boulevard Laçador, 18h. 



Poema ao rio amado

Carlos Lira

Vamos, prossigamos a vida vivendo,
Não chores o teu passado revendo,
não chores...

A infância está perdida nas brumas da memória,
virou história, lágrima inglória esta tua de agora,
em boa hora te digo: tua mocidade perdida está,
mas a vida viva está, rediviva não se perdeu.

Tudo é passado: o primeiro amor amado,
o segundo amor sonhado,
o terceiro desejado...

Só não passou o rio da minha infância,
da minha querência, do meu porvir...
Ipojuca é seu nome, codinome pântano,
Quando de tempos em tempos fica secado,
Esquecido, nem lembrado pela gente a seu redor...


Ibupiara não perdoa, se revolta, se contorce,
maldizente abre as comportas e de muita água o rio banha,
verdadeira façanha de um deus revoltado...

Iraci resiste toda aquela trama, em alta proclama,
em voz firme aplaina aquele ódio de um deus vingativo,
muita água, muito medo, ribeirinho retirante,
se ficar morre, se correr tudo  perde,
até o Ipê não mais floresce neste tempo de perdição,
Iúna nem mais resiste, perde a força e Iriri nem aparece,
Ipojuca, rio da contradição...

O autor da crise

Lula não pode continuar, sem ser contestado, a se oferecer como remédio para o mal que ele mesmo causou

O Estado de S. Paulo

A escassez de lideranças políticas no Brasil é tão grave que permite que alguém como o chefão petista Lula da Silva ainda apareça como um candidato viável à Presidência da República, mesmo sendo ele o responsável direto, em todos os aspectos, pela devastadora crise que o País atravessa.

A esta altura, já deveria estar claro para todos que a passagem de Lula pelo poder, seja pessoalmente, seja por meio de sua criatura desengonçada, Dilma Rousseff, ao longo de penosos 13 anos, deixou um rastro de destruição econômica, política e moral sem paralelo em nossa história. Mesmo assim, para pasmo dos que não estão hipnotizados pelo escancarado populismo lulopetista, o demiurgo de Garanhuns não só se apresenta novamente como postulante ao Palácio do Planalto, como saiu a dizer que “o PT mostrou como se faz para tirar o País da crise” e que, “se a elite não tem condição de consertar esse País, nós temos”. Para coroar o cinismo, Lula também disse que “hoje o PT pode inclusive ensinar a combater a corrupção”. Só se for fazendo engenharia reversa.

Não é possível que a sociedade civil continue inerte diante de tamanho descaramento. Lula não pode continuar, sem ser contestado, a se oferecer como remédio para o mal que ele mesmo causou.

Tudo o que de ruim se passa no Brasil converge para Lula, o cérebro por trás do descomunal esquema de corrupção que assaltou a Petrobrás, que loteou o BNDES para empresários camaradas, que desfalcou os fundos de pensão das estatais, que despejou bilhões em obras superfaturadas que muitas vezes nem saíram do papel e que abastardou a política parlamentar com pagamentos em dinheiro feitos em quartos de hotel em Brasília.

Poder e responsabilidade

A Constituição de 1988 deu a cara que o Ministério Público (MP) tem hoje

O Estado de S. Paulo


A Constituição de 1988 deu a cara que o Ministério Público (MP) tem hoje. Alçou a instituição à condição semelhante de poder independente e a inseriu no dia a dia da vida dos brasileiros. Até então, o órgão padecia de uma espécie de conflito existencial, ora atuando como patrono dos interesses do Estado, ora como fiscal dos atos de agentes deste mesmo Estado, de quem, em última análise, dependia para funcionar. A nova Carta Magna reconfigurou o papel do MP e deu origem a uma instituição totalmente autônoma - funcional e administrativamente - e independente de quaisquer controles dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

O Ministério Público foi uma instituição que saiu muito fortalecida da Assembleia Nacional Constituinte. À independência administrativa, funcional e financeira, somou-se a significativa ampliação da esfera de atuação do órgão - especialmente com o instituto da Ação Civil Pública -, dando-lhe projeção, protagonismo e, sobretudo, poder. Tanto é assim que é justamente o Ministério Público que abre o Capítulo IV da chamada “Constituição Cidadã”, o que trata das funções essenciais à Justiça. Sem dúvida, fortalecer o Ministério Público representou um enorme ganho para a sociedade brasileira, que saíra havia pouco de uma ditadura que a privou do exercício dos mais elementares direitos.

A estratégia da hipocrisia

Nelson R. Fragell

Derrubamento de estátuas de Lenine em vários países, símbolo do naufrágio das esquerdas
No artigo A mudança que desorientou a esquerda, publicado no “Corriere della Sera” (9-12-14), Paolo Franchi resume o livro Retomemos vida, de Alfredo Reichlin, lançado naquele momento. Este título bem mostra que Reichlin, ex-dirigente do Partido Comunista Italiano, julgava seus ideais sem vida, se não extintos por perempção.

Nos anos do pós-guerra, os comunistas continuavam a tocar seu realejo: combate ao capital e às desigualdades, à pobreza e às injustiças sociais. Hipocrisia, pois naquele momento a URSS (União das Repúblicas Socialista Soviéticas) constituía o modelo de sociedade socialista. E nela o nivelamento era obtido pela miséria, dando os Gulags testemunho de perversas injustiças.

Os países não comunistas notavam essa hipocrisia e recusavam o comunismo. A palavra “esquerda” já nos anos 70 tinha perdido seu sentido. Ninguém deseja a pobreza. O socialismo já não inovava nem tinha proposições atraentes. Os partidos socialistas procuravam sobretudo um meio termo enganoso entre o comunismo totalitário e a economia de livre mercado. O socialismo não foi capaz de apresentar uma “ideia de sociedade”. Em outras palavras, além do velho coletivismo alienante, nenhum outro conceito lhe ocorria.

Extinto o socialismo? O semanário francês “Valeurs Actuelles” (4-5-17) cita Manuel Vals, primeiro-ministro do governo socialista de François Hollande: A esquerda militante que conhecemos não existe mais. É o fim de um ciclo, é o fim de uma história. Vira-se uma página, será necessário escrever outra”. Vals é insuspeito para afirmar esta verdade, há décadas escondida.

QUIZ: Sainte-Chapelle

A Sainte-Chapelle de Paris foi praticamente construída na época em que se concluía Notre-Dame. Que elemento a celebrizou?
 
Sainte-Chapelle
A  – Esculturas
– Frisos
C  – Vitrais
D  – Contraforte 

A Sainte-Chapelle foi construída para albergar as relíquias do martírio de Jesus Cristo, trazidas pelo rei Luís IX da Síria e de Constantinopla.

O que restou de Portugal depois da crise (na visão de um brasileiro)

“Durante três anos a televisão só bombardeava todo o dia, era notícia só pesada, lembro que… houve um momento que eu parei de ver TV… eu pensei… não aguento mais, era o dia inteiro, os ministros pra lá, os ministros pra cá, confusão…”


domingo, 28 de maio de 2017

A desordem internacional ao rubro

Manuel Villaverde Cabral

Uma coisa é certa: a demagogia, seja populista ou elitista, não vai resolver problema algum da atual desordem internacional. Entretanto, a guerra civil entre o bem e o mal está ao rubro.

Há pouco mais de um ano, chamei a atenção para aquilo que já era óbvio: a desordem internacional reinante. E nessa altura Donald Trump ainda não tinha chegado à presidência dos Estados Unidos nem Erdogan proclamara uma ditadura islâmica na Turquia, isto é, às portas da Europa, para não falar de aparentes trivialidades como a guerra civil latente na Venezuela e a derrocada final do regime oligárquico em que o Brasil degenerou sob a populismo despesista do PT, para mencionar apenas países de algum peso à escala mundial…

Guerras já havia, declaradas ou não, e neste clima só podem continuar, como a guerra que o terrorismo islâmico move diariamente contra a Europa que o deixou medrar dentro de si. Não é, pois, de admirar que a desordem internacional se tenha multiplicado e esteja hoje ao rubro. Exemplo flagrante disso foi a reunião no fim de semana passado do chamado G7, com os murros na mesa que o Sr. Trump não é capaz de deixar de dar!

Isto, infelizmente, é o que caracteriza o novo presidente norte-americano, cujo impeachment ainda está para tardar, apesar do que anda a dizer a mesma «media» nacional e internacional, erradamente ou não, como já errou de mira nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016. A grande comunicação social internacional, de que o Financial Times é porventura o melhor exemplo, ainda não percebeu que, quanto pior diz de Trump, mais os seus eleitores e apoiantes pelo mundo fora acenam com a cabeça mas arriscam-se a pensar o contrário sem o confessar!

"They blow us up, we sing ‘Imagine’"


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O aperto de mão que fez corar Trump

Não sei se é patético, anedótico ou perigoso… Leia a notícia do Jornal Económico:

Macron diz que o intenso aperto de mão não foi inocente e serviu para marcar uma posição

O aperto de mão entre o presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente norte-americano, Donald Trump, já se tornou famoso. Em Bruxelas, os dois apertaram a mão com força, de tal forma que os nós dos dedos se tornaram visivelmente brancos, numa disputa de poder que não deixou de ser notada.


Depois das imagens, hoje, em entrevista ao gaulês Journal du Dimanche, Macron classifica o momento de ‘braço de ferro’ ou, mais exatamente, de ‘mão de ferro’, como “um momento de verdade”, que, diz, “não foi inocente”.

 “É preciso mostrar que não vamos fazer pequenas concessões, mesmo simbólicas, mas também não sobrepublicitar acontecimentos”, explicou.

Pois é, tem muita gente que é CONTRA o turismo e turistas


Dê uma olhada neste tuíte:


É de um gajo da laia dos que escrevem contra a 'xenofobia' e 'islamofobia'! Este (e outros muitos) escreve em jornais e aparecia (presumo que ainda apareça), noite sim, tarde sim, como 'comentador' de canais de televisão.

Não se surpreenda, generoso leitor, por aqui tá cheio dessa gente: que escreve, que comenta e/ou que promove 'assembleias populares' para 'discutir democraticamente' a invasão de turistas a bairros lisboetas...

Também tem disto: 

Surpresas

Vasco Pulido Valente

Manuela Ferreira Leite e o nosso muito querido Marcelo, como toda a gente, não veem obstáculos à próxima regeneração da Pátria, a não ser que venha por aí uma grande surpresa. Com certeza não repararam ainda na existência e no carácter político do Presidente Trump.

Trump, para o público bem-pensante, não passa de um objeto de ódio. Mas sucede que ele é também, e com mais consequência, o representante do isolacionismo que, depois de quase oitenta anos, voltou a dominar a América. Como a Inglaterra, no fim do século XIX, princípio do século XX, a América acabou por se cansar do papel de polícia do mundo, que de facto carrega desde 1941.


Ainda com tropas em dezessete países, está farta de guerras e de gastar dinheiro com elas. O que Trump disse em Bruxelas na inauguração do edifício da NATO (que custou mais de mil milhões) é uma clara afirmação disso mesmo. Com a sua costumada brutalidade, o homem avisou a União Europeia que tinha de pagar a sua parte na defesa comum, que vinte e três dos seus vinte e oito membros não pagam, e as dívidas acumuladas no passado recente, que, segundo parece, são enormes.

E para esclarecer melhor onde queria chegar não invocou, como era tradicional, o artigo 5 do tratado da Aliança Atlântica, pelo qual a América estende a sua proteção à Europa dita Ocidental. Os senhores da UE, que se fundou e cresceu ao abrigo desse guarda-chuva, não ficaram contentes. Para começar, irão ter de investir dois por cento do PIB em armamento e, a prazo, sobre eles paira a ameaça, que Trump deixou implícita, da completa anulação das responsabilidades americanas nos assuntos da UE, que ele considera irresponsável e parasitária.

Europe Fights Back with Candles and Teddy Bears

Giulio Meotti

§  Europe still has not realized that the terror which struck its metropolis was a war, and not the mistake of a few disturbed people who misunderstood the Islamic religion.
§  We are apparently not ready to abandon our masochistic rules of engagement, which privilege the enemy's people over our own.
§  It appears that for Europe, Islamic terrorism is not real, but only a momentary disruption of its routine. We fight against global warming, malaria and hunger in Africa. But are we not ready to fight for our civilization? Have we already given up?

This long and sad list is the human harvest of Islamic terrorism on Europe's soil:

Madrid: 191. London: 58. Amsterdam: 1. Paris: 148. Brussels: 36. Copenhagen: 2. Nice: 86. Stockholm: 4. Berlin: 12. Manchester: 22
And it does not take into account the hundreds of Europeans butchered abroad, in Bali, in Sousse, in Dakka, in Jerusalem, in Sharm el Sheikh, in Istanbul.

But after 567 victims of terror, Europe still does not understand. Just the first half of 2017 has seen terror attacks attempted in Europe every nine days on average. Yet, despite this Islamist offensive, Europe is fighting back with teddy bears, candles, flowers, vigils, Twitter hashtags and cartoons.

Candles and flowers left behind following an evening vigil on May 23, 2017 in Manchester, England, held after a suicide bombing by an Islamic terrorist who murdered 22 concert-goers the night before. Photo: Leon Neal/Getty Images

QUIZ: Gótico

Tal como outros termos, na história da arte o termo ‘gótico’ teve uma origem derrogatória. Como é que surgiu?



A Sainte-Chapelle, símbolo da arquitetura gótica, está situada no centro de Paris.

A  – É uma concepção dos historiadores de arte alemães
– Foi criado pelos partidários do estilo românico
C  – Foi inventado no Renascimento italiano 
D  – Surgiu durante a crise iconoclasta do século VIII

sábado, 27 de maio de 2017

Atualização: o relógio ou as fotografias de Danilo dos Santos

Maka Angola 


Danilo dos Santos já veio afirmar que não comprou um relógio por 500.000 dólares, mas sim uma colecção de quadros (sic) de George Hurrell por 500.000 euros.

Uma primeira correção a Danilo: não foi uma coleção de quadros que ele comprou, mas sim uma colecção de fotografias. Hurrell não foi pintor, foi fotógrafo.

Relógios, quadros ou fotografias… Nada muda. Apenas sublinha a leviandade do gesto.

Em vez de 500.000 dólares, Danilo gastou ainda mais dinheiro: 500.000 euros, ou seja, cerca de 560.000 dólares.

Em vez de um relógio de luxo, comprou uma coleção de fotografias de luxo de George Hurrell.

George Hurrell foi um fotógrafo de Hollywood, famoso nos anos 1930/1940 pelas suas fotografias glamorosas de estrelas de cinema: Rita Hayworth ou Bette Davis, entre muitas outras.

Muitas das suas fotos originais estão à venda no e-Bay por cerca de 100/200 dólares cada.

Entregar as fotos à sua associação é um gesto oco. Para que quer a associação essas fotos?

Relógios de luxo ou fotografias de Hollywood por 500.000 euros são sinônimo de total falta de discernimento.
Título, Imagem e Texto: Maka Angola, 27-5-2017

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Galileu na prisão – e outros (24) mitos sobre ciência e religião


Até à década de 1970, o paradigma há muito dominante na história da ciência era o da ciência triunfante e da religião em conflito permanente e feroz com aquela. Este é o paradigma que ainda persiste nos principais meios de comunicação e em algumas publicações académicas. Todavia, há uma nova geração de historiadores da ciência e historiadores da religião que se tem debruçado sobre os episódios destas duas disciplinas, analisando-os à luz dos valores e conhecimentos dos respectivos protagonistas. 

Este livro é fruto de algumas dessas investigações. Juntamente com outros vinte e quatro académicos que se dedicam a esta nova história da ciência, Ronald L. Numbers esclarece vinte e cinco mitos – que define simplesmente como «afirmações falsas» -, contrariando a ideia de que ciência e religião estão perpetuamente numa luta sem quartel. Cada um dos capítulos de Galileu na Prisão mostra o quanto temos a ganhar em ver para além dos mitos. Numa obra simultaneamente informativa e lúdica, os autores – que incluem agnósticos, ateus e cristãos - desmontam ideias que têm sido apresentadas sob a capa de verdade histórica, desde o encarceramento de Galileu à conversão de Darwin no leito de morte, passando pela crença de Einstein num Deus pessoal que «não joga aos dados com o universo». Sendo o obscurantismo o maior inimigo do conhecimento, a leitura deste livro que o enfrenta é imprescindível.

Consulado do Brasil dá lugar a um hotel

Foi durante 104 anos o Consulado do Brasil, em pleno Largo Camões. A partir de agora é o Le Consulat, um espaço cultural onde se fundem um hotel, uma galeria de arte, um bar e um restaurante.


Joana Emídio Marques

É a mais recente novidade do Largo Camões, em Lisboa: a ocupação de um dos melhores espaços do coração da capital, o prédio pombalino que durante 104 anos albergou o Consulado do Brasil, por um projeto de luxo que junta de forma inovadora a hotelaria, as artes plásticas e as mais ancestrais tradições portuguesas e mediterrânicas. A partir do dia 1 de junho a diplomacia far-se-á sem burocracia e as convergências culturais traçam-se pela história do sul da Europa e já não do Atlântico.

Abilio Diniz: o magnata brasileiro que fechou o Penha Longa

Fez 80 anos em dezembro, mas só celebrou em abril, numa festa "vipérrima" em Sintra. Filho de português, o brasileiro liderou o grupo Pão de Açúcar, foi raptado e ainda faz exercício duas vezes por dia

Ana Cristina Marques

O convite chegou às caixas de e-mail de amigos e familiares na forma de um vídeo protagonizado pelo próprio anfitrião. Abilio Diniz [foto] fez 80 anos a 28 de dezembro, mas adiou as celebrações da data redonda para abril. Quis o multimilionário brasileiro — com uma fortuna avaliada em 3 mil milhões de euros — dar uma festa memorável e, ao mesmo tempo, discreta, de que poucos ouviram falar. Durou um fim de semana, com palestras e concertos à mistura e ocupou o hotel da Penha Longa, em Sintra — Abilio Diniz terá mesmo mandado fechar o resort de luxo para receber a festa “vipérrima”.

O contrato de confidencialidade do Penha Longa, à semelhança do que acontece em todos os eventos que o hotel recebe, impede o staff de falar. Mas conhece-se a enorme magnitude das comemorações: houve palestras orientadas pelo norte-americano William Ury, professor em Harvard e especialista em conflitos mundiais, e pela atriz Fernanda Montenegro, que terá lido vários excertos do primeiro livro escrito por Abilio Diniz, Caminhos e Escolhas: O Equilíbrio Para uma Vida Mais Feliz, de 2004 — o que deixou o autor, aniversariante e anfitrião emocionado.


Da lista de convidados terão feito parte nomes como Bruna Lombardi, atriz brasileira, e Gustavo Huerten, ex-tenista também conhecido pela alcunha Guga. Ambos tiveram direito a subir ao palco para discursar. Dos testemunhos à música, o Observador sabe que tanto Roberto Carlos como Marisa Monte aturaram perante cerca de 300 pessoas, amigos e familiares incluídos.

A falácia das ‘diretas já’

Aproveitar-se da convulsão política no País para promover alterações constitucionais com vista a favorecer um grupo político viola escandalosamente a democracia

O Estado de S. Paulo

Os defensores da antecipação da eleição direta para presidente querem fazer acreditar que somente assim teremos um governo com legitimidade e, portanto, capaz de tirar o País da crise. Essa concepção do voto direto como panaceia dos problemas nacionais se presta a vários propósitos, a maioria inconfessáveis, e nenhum deles efetivamente democrático. Quem apregoa a eleição direta para presidente agora, de afogadilho, ou defende interesses turvos ou é apenas oportunista.


Em primeiro lugar, basta observar quais partidos lideram o esforço para colocar o tema na pauta do Congresso. São em sua maioria siglas que desde sempre se dedicam a questionar a legitimidade e a sabotar qualquer governo democraticamente eleito que não seja integrado por um dos seus. Os notórios PT, PSOL, Rede e PCdoB, entre outros, informaram que vão se reunir na semana que vem para discutir a formação de uma “frente nacional” para defender a antecipação da eleição presidencial direta. A memória nacional está repleta de exemplos de como os petistas e seus filhotes mais radicais jamais aceitaram o resultado das eleições presidenciais que perderam, e provavelmente continuarão a não aceitar caso o vencedor do próximo pleito não seja Lula da Silva ou alguém da patota.

Com Michel Temer na Presidência, a estratégia antidemocrática consiste em infernizar a vida do presidente para que ele renuncie e, ato contínuo, sejam convocadas eleições diretas. Para tanto, apostam na aprovação de alguma das propostas que estão no Congresso com vista a alterar o artigo 81 da Constituição, que determina que, em caso de vacância da Presidência e da Vice-Presidência nos últimos dois anos do mandato, haverá eleição para ambos os cargos “trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei”. Na proposta que está no Senado, torna-se direta a eleição quando ocorrer a vacância nos três primeiros anos.

Apenas um bom começo

Ampla e bem planejada operação policial contra traficantes de drogas na Cracolândia, realizada na manhã de domingo passado, foi o que há muito se esperava do governo do Estado, que partilha com a Prefeitura a responsabilidade

O Estado de S. Paulo

A ampla e bem planejada operação policial contra traficantes de drogas na Cracolândia, realizada na manhã de domingo passado, foi o que há muito se esperava do governo do Estado, que partilha com a Prefeitura a responsabilidade pela solução do problema constituído pela concentração de dependentes no centro da cidade. Ao longo de mais de 20 anos, o problema só se agravou, por causa da falta de determinação das autoridades de atacá-lo como deveriam, com ações mais ousadas, tanto na área policial como na da assistência aos dependentes para ajudá-los a se afastar das drogas.

Participaram da ação 900 policiais civis e militares, com o apoio de dois helicópteros para orientar seus movimentos. A Justiça expediu 69 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão. Dessa vez, a operação policial foi mais efetiva do que espetaculosa – ao contrário das anteriores –, porque precedida por minuciosa investigação, conduzida durante sete meses pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil, que permitiu identificar tanto os traficantes que atuam ali diretamente como os que comandam a distância o crime na Cracolândia, que se transformou num reduto do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Essa preparação permitiu prender 38 traficantes, apreender armas e drogas escondidas em hotéis, pensões e casas comerciais e desmontar 34 barracas onde elas eram vendidas, dia e noite. Entre os presos também estão dois integrantes do PCC – um na Favela do Moinho e outro em Caraguatatuba, no litoral norte – que controlavam o tráfico na Cracolândia. A ação visou as principais vias em que se concentram os dependentes: Alamedas Barão de Piracicaba, Cleveland e Dino Bueno, Rua Helvétia e Avenida Duque de Caxias.
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