segunda-feira, 16 de julho de 2018

QUIZ: Copa do Mundo (28)


Qual dos seguintes treinadores disputou o seu quinto mundial consecutivo em 2002 sempre por seleções diferentes?

A. Bora Milutinovic
B. Carlos Alberto Parreira
C. Guus Hiddink

QUIZ: Copa do Mundo (27)


Quais são as duas seleções que têm mais de 100 jogos disputados em fases finais de mundiais?

A. Alemanha e Brasil
B. Brasil e Itália
C. Itália e Argentina

domingo, 15 de julho de 2018

[Ferreti Ferrado suspeita...] Brasil ético

Haroldo P. Barboza


Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 15-7-2018

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A França é campeã mundial!

A seleção francesa de futebol venceu a final da Copa do Mundo de 2018 contra a seleção croata, por 4 bolas a 2!

Torcedores franceses, Paris, 15 de julho, foto: Philippe Wojazer/Reuters

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Les Âges de l'ouvrier

Léon Frédéric, 1895-1897

Os tweets de Trump


João Marques de Almeida

O poder e a importância dos Estados Unidos exigem que se tente entender a estratégia de Trump, sobretudo se se discorda dela. Façam um esforço para analisar e compreender. Terão humildade suficiente?

Ninguém gosta de Trump, mas todos o copiam. Desde que o promotor imobiliário chegou à Casa Branca, todos os líderes políticos europeus aderiram aos tweets como instrumento da política. E, quase todos, olham para o modo como cumprimentam Trump como um teste à sua virilidade masculina. Entretanto, a quase totalidade dos cronistas e especialistas não analisam a diplomacia de Trump, exprimem emoções patéticas e absolutamente inúteis, e competem pelo prémio da indignação. Entretanto, Trump está a transformar a política mundial e a relação com os europeus.

Proponho o seguinte. Vamos esquecer a figura e os comportamentos de Trump e tentar analisar a política externa dos Estados Unidos. Para o Presidente norte-americano a prioridade é travar a expansão da China, a grande beneficiada das duas últimas décadas da globalização. Trump quer inverter essa tendência. Acredita que o confronto comercial é o melhor modo de o fazer. Apesar de reconhecer que haverá custos a curto prazo para a economia americana, considera que os custos serão maiores para a China. Discordo da estratégia de Trump e julgo que o protecionismo comercial é demasiado arriscado. Também acho que a recusa de Trump em assinar o Tratado Trans-Pacífico, que visava isolar a China na região do Pacífico, foi um erro estratégico. Mas as minhas preferências e opiniões são irrelevantes. O que interessa é tentar perceber a política de Trump e as implicações para a Europa e para Portugal.

A política comercial de Trump acabará por forçar os europeus a escolherem entre os Estados Unidos e a China. Na recente Cimeira do G7, Trump disse aos líderes europeus que teriam de escolher de que lado estão, com os Estados Unidos ou com a China. A estratégia europeia será evitar, ou adiar o máximo de tempo possível, a escolha (e até podem conseguir), mas a pressão norte-americana é obviamente um desafio. E já está a provocar resultados. Para a Cimeira entre a União Europeia e a China, na próxima semana, Pequim tentou introduzir uma condenação explícita ao protecionismo norte-americano, mas Bruxelas recusou. Os chineses também pretendiam fazer uma queixa comum contra Washington na OMC, mas os europeus mais uma vez rejeitaram a proposta da China. A questão central para a Europa é a seguinte: conseguirá resistir à pressão norte-americana e manter políticas de abertura comercial com os Estados Unidos e com a China?

A Maternidade já pode fechar?

Rui Ramos

Quem quer manter aberta a Maternidade Alfredo da Costa deve fazer tudo para eleger um governo das direitas. Só então, voltará a maternidade a ter os defensores que teve há uns anos.


É desta vez que a Maternidade Alfredo da Costa fecha mesmo? Até ver, já está com menos três salas de parto. Muita gente, entretanto, pergunta onde está a agitação, o movimento, as iniciativas jurídicas que “salvaram” a instituição nos anos da troika? A resposta é fácil: em lado nenhum, porque no governo já não estão o PSD e o CDS, mas o PS, com o amparo do PCP e do BE. A atual oposição bem se esforça por fazer notar as carências e aflições dos serviços públicos. Ninguém parece ralar-se muito. As multidões dispostas a morrer pela Maternidade esfumaram-se no dia em que António Costa tomou posse. Com este governo, deixou de haver alarme sobre os hospitais, angústia sobre as escolas, indignação acerca dos comboios, revolta por causa da “cultura” – e, no entanto, nunca o investimento público foi tão baixo, nunca os serviços estiveram tão constrangidos, e nunca a ruptura, em muitos casos, pareceu tão iminente. Por quê?

Desde a década de 1970, que as direitas democráticas se propõem aliviar o peso do Estado. As esquerdas, como em outros países, aproveitaram para lhes criar uma absurda fama de inimigos dos serviços públicos. Pior: nos últimos vinte e cinco anos, a passagem das direitas pelo poder coincidiu sempre com crises financeiras, em que foi necessário conter despesas. As esquerdas não deixaram, como seria de esperar, de atribuir cada “corte”, não às emergências, mas a um sinistro plano “ideológico” de “destruição do Estado social e dos serviços públicos”. Chegámos, assim, a isto: sempre que o PS e as esquerdas estão no poder, por pior que seja a situação, é suposto os serviços públicos estarem seguros; e quando é o PSD e o CDS que governam, por mais que façam para assegurar o seu financiamento, é claro que os serviços públicos estão a ser destruídos.

O papelão nacional

Alberto Gonçalves

Pensando melhor, é absurdo reservar o Panteão aos mortos. Se eu mandasse, bênção de que a nação não usufrui, o Panteão seria o destino imediato dos vivos que revelassem indícios de dimensão épica.


Enquanto os tailandeses removiam rapazes de uma gruta, certos portugueses conspiravam para enfiar o dr. Soares noutra. O facto de se chamar Panteão Nacional não muda nada. E, sobretudo, nada parece mudar a opinião do PS e do PSD(R) – o “r” é de retorcido –, os partidos empenhados nesse novo, e útil, desígnio coletivo.

A transição da serventia religiosa para a pagã não descreve apenas a evolução dos panteões: traduz um dos maiores equívocos da modernidade. Na primeira acepção, o panteão era um templo consagrado aos deuses, imaginários, mas inquestionáveis por definição da época. Na segunda, o panteão é consagrado a determinados homens, com frequência homens que boa parte da população gostaria que fossem imaginários. Até a arquitetura reflete o declínio. Do Panteão de Roma, discutivelmente a mais extraordinária obra arquitetônica, aos excessos neoclássicos (e derivativos) do Panteão de Paris, há um enorme salto, não necessariamente para cima.

Mesmo na apropriação do espaço para celebrar “personalidades” terrenas há diferenças. No Panteão deles, os italianos arrumaram Rafael, Corelli, Peruzzi, os dois primeiros monarcas e meia dúzia de figuras adicionais. Os franceses aproximam-se das 70 alminhas (ou corpinhos, para os descrentes) depositadas no edifício do Quartier Latin. Naturalmente, a quantidade alarga o critério: naquela multidão, Rousseau e Mirabeau não serão os únicos que, em vez de homenagens, mereciam uma solha na cabeça. Resta notar que a decisão de enterrar ali os Grandes Vultos foi tomada logo em 1791. E que, de então para cá, inúmeras nações exóticas procederam à indispensável imitação das “luzes”. E que o meu conterrâneo Passos Manuel (pseudónimo de Manuel Passos) abraçou a ideia em 1836.

Sendo Portugal, não só a cópia da ideia demorou quatro décadas, como a cópia da respectiva aplicação demorou uma dúzia. É possível que as deliberações tenham encalhado numa qualquer conservatória. De brinde, um brinde à portugalidade, a estrutura em causa demorou três séculos a concluir, numa sucessão de derrapagens espetacular mesmo para os padrões locais. A verdade é que a coisa, numa igreja barroca evidentemente aproveitada para fábrica de sapatos, acabou por se inaugurar em 1966, com missa do cardeal Cerejeira e tudo. Dada a carência de luminárias ou, nos raros casos, das suas ossadas, a cargo de outros sepulcros, optou-se por enfiar no Panteão Nacional Carmona, Sidónio e Teófilo, Junqueiro e Garrett. Após interregno para trocar de regime, e acrescentar Humberto Delgado ao rol de portentos, aquilo começou a animar em 2001. Desde o início do milénio, caíram em Santa Engrácia Amália e Eusébio (coitados), Arriaga e Aquilino (chiça), e a poetisa Sophia. Agora, chegou a oportunidade de Mário Soares, que pelos regulamentos deveria consumar-se em 2037.

[Ferreti Ferrado suspeita...] Sucata hospitalar

Haroldo P. Barboza


Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 14-7-2018

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Tocantins

[Versos de través] Viva a saudade!

Paizote Marques

Saudade é dor mulher, sentimento fêmea!
Mora na alma, mas se espelha no olho.
Tenho-a como companheira, quase gêmea.
Devassa ... sem jeito, um real trambolho!

Qualquer um sofre... com a tal saudade.
Vem de dentro, nasce forte... já robusta!
Maior é, conforme da vítima a idade.
A cultivamos todo dia, não assusta!

Criança não sente, nem sabe o que é.
Em um futuro, até disto a vamos ter!
O coração do jovem bate em seu pé!

Tenho saudade da saudade, a mais não saber
a minha... trato a com carinho... como dama.
Se viva doe, doe se morrer! Deixo viver! 🐢
Título e Texto: Paizote Marques, 14-7-2018

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Trump, président antiraciste ?

Lui tente de limiter l'usage des critères ethniques dans le recrutement à l'université

Elisabeth Lévy


Contrairement à son prédécesseur, Donald Trump tente de limiter l’usage des critères ethniques dans le recrutement à l’université aux Etats-Unis.

Pour nombre d’éditorialistes français, et même européens, Barack Obama est un champion de la cause noire et Donald Trump un fieffé raciste. Peu importe que le fantasque président blanc ait nommé la première femme noire général de brigade dans le corps des Marines et que, sous l’élégant président noir, l’Amérique ait connu une recrudescence des tensions raciales après que plusieurs adolescents noirs furent tombés sous les balles de la police. Quoi qu’il fasse, Trump est le visage du mal, l’homme que tous les beaux esprits de la planète se plaisent à détester.

Selon que vous serez Noir ou Blanc…

On peut gager que la décision du président actuel d’abroger les directives Obama qui encourageaient les universités à prendre en compte les critères raciaux dans la sélection de leurs étudiants ne va pas améliorer sa réputation. Pour les républicains universalistes que nous prétendons être, il ne devrait pourtant pas y avoir photo. Fille du politiquement correct née dans les années 1960, l’affirmative action est aussi injuste dans son principe qu’inefficace dans les faits. Non seulement, elle n’a pas permis de combler le fossé entre les Noirs et les autres communautés, mais elle nourrit les ressentiments. Comment éviter que des étudiants recalés au bénéfice de candidats moins performants se sentent victimes d’une discrimination tout à fait négative ? Le 4 juillet, le journal de France 2 a donné l’exemple d’un examen d’entrée en mathématiques, à Harvard : « Les Blancs n’ont ni bonus ni malus, les Asiatiques, qui, selon l’université, réussissent mieux en maths, partent avec un handicap de moins 140 points, les Hispaniques, avec un bonus de 130 points, et les Afro-Américains avec un bonus de 310 points. » On comprend que les étudiants issus d’une union Noir-Asiatique préfèrent se déclarer comme Noirs…

L’essentialisme qui ne se cache pas

Il faut croire en tout cas qu’il est permis, au nom de l’antiracisme, de mener des politiques racistes : comment qualifier autrement cet essentialisme qui ne se cache même pas ? Ce système semble en effet naturaliser des différences de niveau que l’on a échoué à réduire. Cela revient peu ou prou à dire aux Noirs et aux Hispaniques qu’ils sont structurellement trop nuls pour concourir à armes égales. S’il s’agit de les encourager, c’est une façon particulièrement humiliante de le faire. De plus, le risque est que les Noirs diplômés des grandes universités soient considérés comme des pistonnés, quand bien même ils n’auraient jamais, comme Barack Obama, bénéficié de ces procédures.

A barbaridade de uma justiça dominical

Generoso e abnegado leitor, leia a diatribe deste senhor “professor de Direito da Universidade do Porto” e chegará ao verdadeiro objetivo do autor, expresso no último parágrafo: atacar o candidato presidencial, Jair Bolsonaro, apondo-lhe os insultos de praxe seguindo a Lei de Godwin. Mas o pior está no ‘insulto’ que o candidato é negacionista do Holocausto!! Escreve isto, sem comprovar, como se escrevesse “fui à feira comprar tomates”... Repugnante!

Não tem qualquer competência o juiz Sérgio Moro para tentar “revogar” o despacho de um juiz de um tribunal hierarquicamente superior, no que é uma violação frontal do princípio da independência da judicatura.

André Lamas Leite

No domingo escreveu-se uma das mais tristes páginas da Justiça brasileira. A alucinante sucessão de despachos judiciais impõe um breve resumo do sucedido: o juiz que estava de escala no TRF-4 (Tribunal Regional Federal – 4.ª Região), Rogério Favreto, recebeu um pedido de habeas corpus impetrado por três deputados do Partido dos Trabalhadores (PT), mais tarde reafirmado por novos requerimentos. Entendendo ser sua a competência para decidir, concedeu provimento a esta petição extraordinária, de vetusta antiguidade, nascida no Direito inglês, e que visa restituir à liberdade quem se encontre ilegalmente detido ou preso. Note-se que se não trata de qualquer tomada de posição quanto à justeza ou não da condenação de qualquer recluso, mas simplesmente uma medida que visa restituir a legalidade em situações extremas em que está em causa a violação do direito fundamental individual da liberdade de locomoção.

No rigor dos princípios, este juiz tinha toda a competência para tomar a decisão, pois o habeas corpus tem, em qualquer ordenamento jurídico, carácter de processo urgente. Donde, não é verdade que o juiz de turno tivesse ou não a liberdade de decidir. Estava vinculado à decisão. Outra coisa diferente é saber se havia motivo juridicamente fundado para o fazer. A Constituição Federal do Brasil, de 1988, garante, como em qualquer Estado de Direito, que o início de cumprimento de qualquer pena só pode ocorrer após o respectivo trânsito, ou seja, quando o decidido não mais seja impugnável por via de recurso ordinário. Ora, sabe-se que Lula da Silva tem ainda pendente um recurso para um tribunal superior, pelo que tenho por materialmente inconstitucional a anterior decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que havia denegado idêntico pedido pouco tempo antes de o ex-Presidente ter ingressado no estabelecimento prisional. A justificação para que tal tenha ocorrido prende-se com um entendimento jurisprudencial no sentido de que, tendo havido duas decisões confirmatórias de tribunais superiores após uma decisão em 1.ª instância, o cumprimento da sanção penal pode iniciar-se. Sabe-se ainda que a Ministra relatora dessa decisão, Cármen Lúcia, não patrocina tal entendimento, mas achou por bem seguir a posição maioritária no STF.

Será isto tão difícil de compreender?

Rui A.

Uma empresa é uma conjugação de recursos humanos e materiais, com o objetivo de prestar serviços a clientes (mercado) e, com isso, obter um resultado financeiro que cubra os custos correntes, permita o eventual crescimento do negócio e remunere o capital e o esforço investidos (lucro).

Quando uma empresa apresenta resultados negativos anuais sucessivos, isso pode significar duas coisas que, em última análise, redundam numa só, que é a última das duas: que a empresa produz bens e serviços de que o mercado não necessita; que a empresa é mal gerida, isto é, que a afetação dos seus recursos não cumpre os desígnios necessários aos seus pretendidos fins.

Vindo isto a propósito desta notícia sobre a CP, várias coisas se tornam necessárias ponderar.

Primeiro, a decisão dos atuais governantes em reverterem o processo de privatização em curso lançado pelo governo anterior. Na altura, a coisa foi posta como sendo a defesa dos interesses nacionais e da população, que a privatização – visando o maldito lucro – poria em causa. Analisada a decisão pelos seus resultados, a CP encontra-se à beira de uma iminente e ruinosa falência, a que a decisão conduziu.

Segundo que os serviços que a CP presta ao país são necessários e têm clientes. Bastará ver, por exemplo, a permanente indisponibilidade de lugares nos Alfa, por sinal os comboios mais caros da companhia, para se tirarem conclusões. E estas só podem ser que, como a empresa tem clientes e presta um serviço fundamental ao mercado, ainda por cima em regime de monopólio, a sua situação financeira só pode ser explicada por má gestão da empresa.

Féministes en bande organisée

Cyril Benassar, CAUSEUR, nº 59 - été 2018

Charadas (557)

Qual é a cidade
do Norte de Portugal
que tanto nos
convida a andar
como a descansar ?

QUIZ: Dois generais desembarcam na Sicília

Que dois famosos generais aliados lideraram o desembarque na Sicília?

A – Patton e Montgomery
B – MacArthur e Rommel
C – Eisenhower e Patton
D – Montgomery e MacArthur

sábado, 14 de julho de 2018

[Gente por esse mundo afora] “O sono de dois Amigos”


Praia Itararé - São Vicente – Estado de São Paulo, 12 de julho de 2018. Título e Foto: Heitor Volkart

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[Aparecido rasga o verbo] O Armando


Aparecido Raimundo de Souza

HOJE FUI DE NOVO PASSAR O FINAL DE SEMANA no sítio de meu avô João Raymundo. Logo que cheguei e após ter acabado de tomar o café e saído para o terreiro, escutei quando ele disse ao Waldir, seu capataz:
- Não se esqueça de mandar a peãozada dar o Armando para os cavalos comerem...
Confesso que esse fato me deixou deveras encabulado e constrangido. Sobretudo, aturdido, de queixo caído. Vovô criava e comercializava cavalos da raça Mangalarga Marchador no sitio, entre outras espécies de igual naipe, embora essa, em especial, sobressaísse entre as demais.  

Entre atônito e espantado, surpreso e atabalhoado, aquele fato (ou melhor, aquela conversa dele com o Waldir) me deixou com a pulga atrás da orelha. Não era possível que meu querido avô, a quem eu nutria um carinho especial, e alimentava uma paixão doentia, fosse capaz de fazer uma maldade tão grande com um pobre ser humano. O Armando era isso. Um ser humano. E vovô meu herói favorito. Morava num lugar especial dentro de meu peito. Assim como o Armando. Vovô fazia todas as minhas vontades, como também as de minha irmã Luzia, filha de meu pai Roberto com outra companheira, a Ermelinda.

O Armando em questão vinha a ser um dos filhos da Catarina. Catarina labutava na cozinha junto com a Mirtes. Ambas sob os olhos atentos de vovó Martinha preparavam a nossa comida e também a dos empregados. Armando contava doze anos. Magramente esquelético alto e branquelo, parecia nunca ter visto a luz do sol na vida, embora vivesse exposto às intempéries rudimentares da fazenda. Diferente da Sandrinha, sua irmã. Sandrinha estava como eu, na casa dos quinze anos. Moça bonita, cabelos compridos, seios fartos, pernas bem torneadas, possuía uma bundinha que fazia inveja aos meus pendurados. Eu e Armando gostávamos de espiá-la às escondidas (tomando banho peladinha como veio ao mundo), na cachoeira que distava da casa grande mais ou menos meio quilômetro.

Eu e Armando éramos como irmãos. Unha e carne. Dente e cárie. Xícara e pires. Quando na fazenda, pulávamos cedo da cama e saíamos aprontar. Soltávamos pipas no quintal, matávamos passarinhos, botávamos pedras e galhos de árvores no leito das linhas dos trens que cortavam a fazenda.  De outra feita, soltávamos as galinhas que os empregados custavam para prender depois no galinheiro, botávamos fogo na mata. Enfim. Armando, o meu melhor amigo. Do peito, a quem confessávamos nossos pecados infantis um ao outro, sem medos e receios da entrega, a depois, aos nossos responsáveis.

Armando sabia que eu tinha uma quedinha pela irmã dele. Em nossas algazarras gritos e aprontações nos chamávamos de cunhado. “Se você casar com a minha irmã – dizia ele num sorriso franco -, será meu cunhado”. Nunca brigávamos, mesmo quando certa vez, ao partirmos para as peraltices roubei e escondi as roupas da Sandrinha, que a se ver sem nada para voltar para as obrigações junto à mãe, botou a boca no mundo quando saiu das águas límpidas e frias da cachoeira. 

Charada (556)

O que
faz um
nadador
olímpico
para bater
um recorde?

QUIZ: Batalha mais mortífera

Em que cidade da União Soviética se travou a batalha mais mortífera da Segunda Guerra Mundial?


A – Moscovo
B – Kiev
C – Leninegrado
D – Estalinegrado

QUIZ: Copa do Mundo (26)



Quantos gols marcou Eusébio na vitória por 5 – 3 contra a Coreia do Norte (mundial 1966)?

A. 2
B. 3
C. 4

sexta-feira, 13 de julho de 2018

QUIZ: Copa do Mundo (25)


Quem em 2018 continua a manter o recorde de jogador mais novo a marcar um gol em mundiais (17 anos e 239 dias)?

A. Pelé
B. Norman Whiteside
C. Samuel Eto’o
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