sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Tratamento com hidroxicloroquina reduz em 7 vezes internações por covid

Estudo publicado no ‘International Journal of Antimicrobial Agents’ registra que combinação do medicamento com azitromicina e zinco também reduz a mortalidade de pacientes 


Roberta Ramos
 

Uma pesquisa publicada no International Journal of Antimicrobial Agents da última segunda-feira, 26, registra que o tratamento precoce de pacientes com uma dose baixa de hidroxicloroquina, em combinação com zinco e azitromicina, mostrou eficácia no tratamento da covid-19. 

Com esse tratamento, sete vezes menos pacientes precisaram de internação em comparação com aqueles que não receberam o combo medicamentoso. 

A mortalidade também caiu bruscamente: houve uma morte no grupo que tomou os remédios contra 13 naquele que não os recebeu. 

Nenhum dos pacientes tratados com a medicação teve efeitos colaterais relacionados ao coração, a principal preocupação dos médicos quando se trata do uso da cloroquina e seus derivados. 

Título e Texto: Roberta Ramos, revista Oeste, 29-10-2020, 19h03

Íntegra do Estudo »

[Diário de uma caminhada] Divinos boçais: revolte-se contra a violência mental esquerdista. CHEGA!


Gabriel Mithá Ribeiro 

Ser socialista, comunista, bloquista ou, em geral, esquerdista é pertencer à raça divina à qual os restantes humanos vivem forçados a reconhecer-lhe o direito inquestionável de criarem o mundo, os deuses que dão nomes a lugares, pessoas, fenómenos. O nome é a essência da coisa. 

Um primeiro detalhe é o de esses deuses não darem nomes ao que eles mesmos criam. São divindades-ladras. Mudam apenas levianamente os nomes de criações antecedentes. Tal usurpação de espaços ou edificações tem a particularidade de atropelar as identidades das pessoas que, na substância, estão filiadas ao nome da terra ou lugares onde nasceram, estudaram, passaram férias, fizeram amizades e ódios, circularam, associam a romances que leram, músicas que ouviram, filmes que viram, por aí adiante. 

Em Portugal, caminhamos para gerações que acreditarão que a Ponte 25 de Abril foi construída na sequência da revolução de 1974, passará a ser a grande obra dos ditos revolucionários. Os exemplos são infindáveis do imperialismo toponímico do 25 de Abril & Associados, uma mega manipulação contra a mais elementar lógica do tempo histórico. 

O fenómeno é necessariamente um atentado contra a condição humana, contra a memória social. Na menos ofensiva das possibilidades, ao menos que se substitua a toponímia odiada ou desprezada pelos novos deuses por designações neutras da mesma época da original ou de épocas antecedentes. Pelo menos a lógica racional do tempo histórico ficaria salvaguardada, precondição fundamental para a saúde mental das sociedades que, desse modo, serão mais resistentes a fenómenos de alienação mental. 

Apenas diferente no grau de radicalismo, não na substância, atente-se ao exemplo de Lourenço Marques, engenharia que não será alheia à anomia mental em que os moçambicanos se foram progressivamente afundando no período pós-colonial: 
– Amanhã vai trabalhar? 
– Sim. Vou a Lourenço Marques. 
– Pode passar pelo bairro Silva Cunha? Preciso de ir à avenida Pinheiro Chagas logo pela manhã. 
– Sim. Vou passar primeiro pela avenida General Rosado, para tratar de um assunto rápido. Antes de ir para a Andrade Corvo, onde trabalho, deixo-lhe onde quiser. Ó amigo, não me custa nada dar-lhe boleia. 

Um par de anos depois, com a revolução de 1974-1975 pelo meio, a mesma conversa:
– Amanhã vai trabalhar? 
– Sim. Vou a Maputo. 
– Pode passar pelo Bairro da Liberdade? Preciso de ir à avenida Eduardo Mondlane logo pela manhã.
– Sim. Vou passar primeiro pela avenida Kim Il-sung, para tratar de um assunto rápido. Antes de ir para a Ho Chi Minh, onde trabalho, deixo-lhe onde quiser. Ó camarada, não me custa nada dar-lhe uma boleia. 

As mesmas pessoas. As mesmas conversas. Porém muito distintas no pormenor. O diabo está no detalhe. Ainda há quem duvide da violência mental progressista. 

O autoritarismo escancarado invade Paris

Uma abordagem policial mostra que, além do vírus chinês, a epidemia de coronavírus espalhou também o vírus do autoritarismo

Branca Nunes 

“Saiam daqui”, ordena o policial a clientes sentados nas mesas da calçada de um restaurante em Paris, na França. Visivelmente desconcertados, homens e mulheres olham atônitos sem saber como agir. Um deles tenta argumentar que está bebendo e por isso não usa a máscara de proteção, guardada em seu bolso. 

Para o grupo seguinte, manda que se afastem e mantenham o distanciamento social. Os gestos de truculência ostensiva passam a ser alternados com palavras como “monsieur” (senhor), o “s’il vous plaît” (por favor) e “merci” (obrigado), ditas sempre de forma ríspida. Uma voz feminina solitária esboça um protesto: “totalitarismo”. 

Os clientes se levantam. Alguns entram no estabelecimento, outros vão embora. As imagens finais mostram copos ainda cheios sobre mesas vazias. E os policiais, vestidos como se fossem para a guerra, marchando rumo à próxima abordagem. 

Está cada vez mais evidente que, tão terrível quanto o vírus chinês, a epidemia de coronavírus espalhou também o vírus do autoritarismo. 

Título e Texto: Branca Nunes, revista Oeste, 29-10-2020, 19h59

LIVE com o presidente Bolsonaro, 29 de outubro

Dois países

Nazaré. Prova de falta de civismo. Ausência de sentido de responsabilidade. Risco enorme de propagação de Covid. Indignação geral. 


Lisboa. Transportes públicos. Não existe risco de propagação de Covid. Escasseiam fotos (é mais fácil mandar jornalistas à Pensilvânia do que a Odivelas). Não há indignações. 

Título, Imagens e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 30-12-2020

Brasileira é uma das vítimas do ataque em igreja de Nice

Governo brasileiro repudiou o atentado e presta assistência consular

Foto: Eric Gaillard/Reuters

Pedro Fonseca 

Uma brasileira de 44 anos residente na França foi uma das três vítimas de um homem armado com uma faca que realizou ataque em uma igreja na cidade francesa de Nice nesta quinta-feira (29), informou o Ministério das Relações Exteriores. 

De acordo com o Itamaraty, a mulher deixa três filhos. Ela foi morta, assim como outras duas pessoas, por um tunisiano que invadiu a igreja gritando “Allahu Akbar” (Deus é maior), em um ataque considerado pelo governo francês como ato de terrorismo. 

Segundo uma fonte da polícia, o ataque ocorreu perto das 9h (horário local), quando o homem entrou na igreja. 

“O Brasil expressa seu firme repúdio a toda e qualquer forma de terrorismo, independentemente de sua motivação, e reafirma seu compromisso de trabalhar no combate e erradicação desse flagelo, assim como em favor da liberdade de expressão e da liberdade religiosa em todo o mundo”, disse o Itamaraty em nota. 

“Neste momento, o governo brasileiro manifesta em especial sua solidariedade aos cristãos e pessoas de outras confissões que sofrem perseguição e violência em razão de sua crença. O Itamaraty, por meio do Consulado-Geral em Paris, presta assistência consular à família da cidadã brasileira vítima do ataque terrorista.”

 Título e Texto: Pedro FonsecaAgência Brasil, 29-10-2020, 21h55 

Brasileira está entre as vítimas do ataque terrorista em Nice; “Diga aos meus filhos que os amo”, disse Simone momentos antes de sua morte

Thaís Garcia 

Uma das três vítimas do ataque à Basílica Notre-Dame em Nice, na França, é uma brasileira. A informação foi confirmada pelo Itamaraty na noite desta quinta-feira (29). 

Três pessoas morreram. A brasileira foi identificada como Simone Barreto Silva [foto], de 44 anos. Ela era natural de Salvador, morava na França havia 30 anos e cuidava de idosos. 

Segundo o Itamaraty, a vítima brasileira era mãe de três filhos. O governo lamentou o ocorrido por meio de nota

Duas igrejas


Título e Imagens: Telmo Azevedo Fernandes, Blasfémias, 30-10-2020

[Aparecido rasga o verbo] Pedágios

Aparecido Raimundo de Souza 

MINHA MÃE (QUE DEUS A TENHA), dizia sempre: “Filho, não deixe de colocar seus joelhos no chão e rezar pedindo proteção ao seu Anjo da Guarda. Não se esqueça, jamais, de agradecer por estar vivo, por ter a chance contínua e durável de acordar todas as manhãs e enxergar o mundo que Deus preparou para você. Clame por segurança, brade em alto e bom som agradecendo, ponha as mãos para cima e ore. Dê graças. Suplique ao Criador para que novos caminhos apareçam trazendo horizontes benfazejos, e portas se abram à sua frente, com perspectivas infindáveis de sucessos e brilhanturas”.

Eu seguia seus conselhos à risca. Rezava antes de sair do meu quarto, orava compenetrado, implorando ao céu que me desse um dia venturoso e afortunado, um dia de realizações flóreas e plenas, e que ao sair depois do breakfast, voltasse inteiro e ileso, sem um arranhão no final da tarde e pudesse pegar no colo meus filhos, um por um, e beijar, e abraçar a minha mulher e a minha mãe, que ficavam acenando da janela da sala. 

A nossa casa, apesar de se posicionar numa rua sem saída, morria, por conta disso, em nosso portão. A alvenaria do tempo do ronca, não tinha os privilégios dos ricos, nem ostentava as riquezas soberbas das outras construções próximas. A sua estrutura se fazia de edificação modesta e simples. 

Havia um alpendre enorme que circundava todo o seu entorno e lembro que as paredes dessa varanda envelheciam a cada dia, desprovidas de reparos, sem reboco, os tijolos expostos às intempéries e aos bochornos duros do tempo inexorável. A cobertura também se sustentava nas asas do precário. Existia um monte de telhas quebradas carecentes de serem trocadas. 

Quando chovia, ainda que por pouco tempo, precisávamos correr contra os relâmpagos e as trovoadas. Tamponar ligeiro os móveis, e eletrodomésticos, vedando com plásticos enormes para que não fossem atingidos pelos pingos que pareciam brotar de todos os lugares como minúsculos olhinhos de nascentes, gotejando das cantoneiras e dos caibros velhos e cheios de teias de aranha. 

As minhas implorações, acreditem, por incrível que pareçam, davam certo. Na verdade, confesso, deu no ponto exato por todos esses anos. Graças a minha Fé no Anjo da guarda e, claro, atento aos ensinamentos sábios de mamãe, grudado em suas leis e preceitos internos advindos de uma alma boa e sem máculas, consegui atravessar por esse mundo de loucos e birutas e chegar íntegro e perfeito até onde estou agora. Uma glória digna de ser contada e comemorada. 

Do alto da fortaleza que me sustenta, ao olhar longamente para trás, consigo contemplar, vitorioso, mais de meio século de existência. E faço consciente do dever cumprido, sem ter deixado mágoas e dissabores pelas mais diversas sendas que cruzei. Está certo que nem tudo se fez um mar de flores. Paguei taxas e contribuições caras às autarquias e concessionárias por pecados cometidos ao longo dessas décadas. Urrei pelas transgressões que, de certa forma, chegaram a pesar nos meus costados, açoitando, como fardos enormes em lombos de burros envelhecidos. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

[O cão tabagista conversou com…] Da Gama: “vi um anúncio da Varig sobre admissão de aeromoço e aeromoça, aí minha vida mudou.”

Nome completo:
Orlando Oliveira da Gama 

Nome de Guerra: Da Gama 

Onde e quando nasceu?
Rio de Janeiro, 12 de março de 1936

Onde estudou? 
Colégio Afrânio Peixoto, Nova Iguaçu – RJ 

Onde passou a infância e juventude? 
Como o meu pai era militar, passei minha infância e juventude nos estados do Norte, Nordeste e também no Sudeste. 

Qual (ou quais) acontecimento marcou a sua infância e juventude? 
A minha infância e juventude foram marcadas pela educação e disciplina, horários a ser cumpridos e respeito aos mais velhos. 

Quando começou a trabalhar? 
Comecei a trabalhar com quatorze anos de idade, trabalhava e estudava. 

Ora muito bem, onde trabalhava e o que estudava? 
Concluí o 2° grau e depois fiz o serviço militar na escola de paraquedistas do exército. 

Trabalhei como funcionário da Sears e Cássio Muniz Veículos, depois ingressei na Varig em 1963. 

Na Sears em Botafogo? 

 
Sim, na Sears em Botafogo. 

O seu terceiro emprego foi então na Varig… o que o atraiu para a RG? 
Como fui paraquedista, para saltar tínhamos que voar muito, me apaixonei pelo salto e pela aviação!! 

Terminado o ciclo no Exército, depois de quase 240 saltos, vi um anúncio da Varig sobre admissão de aeromoço e aeromoça, aí minha vida mudou. Aprovado, fui para São Paulo, fazer o curso!! 

Lembra do seu primeiro voo? 
Sim!! Fiz um voo para Natal, com diversas escalas, no Curtis Command, o C- 46. 

Foto: Vito Cedrini
E o seu Instrutor, lembra? 
Infelizmente não me lembro. 

Quanto tempo ficou no Curtis antes da próxima promoção? 
Nessa época aspirar a uma promoção para voar nas linhas internacionais, era um sonho!! 

Cheguei a voar por mais de cinco anos na RAN, voei todos os equipamentos que a VARIG possuía. 

Voei Electra, fazendo até um voo, que decolava do Galeão, com escala em Recife e Ilha do Sal, atravessava o Atlântico e pousava em Lisboa. 

Fui promovido para a RAI e comecei a voar internacional! (RAN = Rede Aérea Nacional; RAI = Rede Aérea Internacional; NdE) 

Foi promovido para a RAI em 1970? Nessa época eram os DC-8 e Boeing-707 que faziam as linhas internacionais… 
Exatamente!! Meu primeiro voo foi um Buenos Aires, meu instrutor, uma fera, em todos os sentidos, Cmro. Wenhardt, um senhor Comissário de Bordo! 

[Viagens & Destinos] Espinho: Onde as ruas não têm nome - e há vida para além do cassino

Espinho é uma cidade que vale a pena descobrir e onde há oito quilômetros de praias com ondas perfeitas e paisagens tornadas bucólicas pelo Inverno a apenas trinta minutos de comboio do centro do Porto. 

Foto: Vitor Oliveira

Entre os fãs e a crítica há quem acredite que a canção Where The Streets Have No Name, dos U2, é uma ode a Nova Iorque, a cidade das compras luxuosas na 5ª Avenida e onde o famoso Central Park se estende da rua 59 à 110. Será? Não consta que Bono Vox e companhia alguma vez tenham estado em Espinho, mas quem será capaz de dizer com convicção que, depois de terem atuado em Vilar de Mouros, em 1982, os irlandeses não passaram por lá para petiscar uns camarões de Espinho, tendo reparado durante um passeio à beira-mar para desmoer o jantar, ao longo da Rua 2, que também em Portugal há um lugar onde as ruas e as avenidas não têm nomes, mas números?

 
(…)
A cidade parece ter sido desenhada a régua e esquadro por uma pessoa com problemas crônicos de orientação: além do desenho geométrico, as ruas e as avenidas foram denominadas com números. As que vão de norte para sul são ímpares e as que correm de oeste para este, paralelas à praia e em direção ao interior, receberam numeração par.

Que a toponímia de Espinho deva mais à matemática do que à história é algo que vem do início do século XX: os nomes foram alterados pouco depois da instauração da República (a 5 de Outubro de 1910). É que a anterior toponímia destacava personalidades que, direta ou indiretamente, estiveram ligadas à elevação de Espinho a concelho alguns anos antes, em 1899 - ou seja, eram figuras associadas à monarquia que importava apagar das ruas. O resultado é uma cidade fácil de navegar.
(…)
Título e Texto: Markus Almeida, GPS, Sábado, 30-11-2018

Centro Multiusos, foto: Júlio Reis

Espinho fica a meia hora do Porto, de trem, que sai da estação central São Bento em direção a Aveiro. Passa na estação de Campanhã. 

[Versos de través] Da minha juventude

O vento é pro fogo
o que a ausência é pro amor.
Se é pequeno, apaga-o logo,
se é grande, torna-o maior.


***


Dizem c’a folha de trigo
É mais larga c’a cevada.
Também a minha amizade contigo
Ao pé da tua é dobrada.


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Honras ao Poeta
Buscando (eu) escritor
REPENtenTRIX (R10) Esportes
A velhice

[Aparecido rasga o verbo] Antonella, treze anos depois

Aparecido Raimundo de Souza 

PASSEI PARA deixar registrado o níver da minha filha, ANTONELLA DE SOUZA, acontecido ontem, quarta-feira, 28 de outubro, aqui em Sertãozinho, Ribeirão Preto, São Paulo. A minha menina-mocinha completou 13 anos (27-10-2007). 


Minha Princesa, que Papai do céu lhe conceda todas as Alegrias e Felicidades do mundo. Você merece. 

Te amo.

Seu Papito, 

Aparecido 

Título, Imagens e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Sertaõzinho, Ribeirão Preto, São Paulo, 29-10-2020 

Colunas anteriores:
Imprevisto inesperado
E a lavagem cerebral está de volta e a todo vapor
O morto no caixão
Quando a desculpa da muleta é o aleijado
Entre biscoitos e pirâmides

Vasco vence o Caracas em São Januário pela Sul-Americana

O Vasco venceu o Caracas (VEN) por 1 a 0, nesta quarta-feira (28/10), em São Januário e largou na frente na segunda fase da Copa Sul-Americana. O gol vascaíno foi marcado por Tiago Reis, aos 42 minutos do segundo tempo.

O próximo compromisso do Gigante da Colina será neste domingo (1/11), diante do Goiás, no Estádio Hailé Pinheiro, também conhecido como Serrinha. 

Pela Sul-Americana, o confronto de volta diante da equipe venezuelana será na próxima quarta-feira (4/11), no Estádio Olímpico de la UCV.

Foto: Rafael Ribeiro/Vasco

O JOGO

A primeira chegada do Vasco foi aos 3 minutos. Cayo Tenório tentou o cruzamento para Ribamar, que não alcançou. Aos 9, Vinícius recebeu boa bola de Cayo Tenório, mas acabou derrubado pelo marcador. Aos 18, Talles encarou a marcação pela esquerda, recuou para Léo Gil, que cruzou de primeira, na cabeça de Ribamar, mas o camisa 9 testou pelo alto. Aos 22, Talles recebeu cruzamento de Vinícius e cabeceou fraco, nas mãos do goleiro. 

Um minuto depois, Vinícius tocou da direita para Carlinhos, que arriscou o chute da entrada da área, mas a bola desviou e saiu em escanteio. Aos 32, a defesa adversária afastou nos pés de Carlinhos, que arriscou o chute colocado, mas mandou por cima. Aos 42, Vinícius cruzou para Carlinhos chegou finalizando e foi tocado pelo adversário. Pênalti ignorado pela arbitragem. 

O primeiro bom ataque do segundo tempo foi aos 5 minutos. Talles lançou Ribamar na esquerda, o camisa 9 arrancou e cruzou para Carlinhos, que não alcançou. Aos 12, Henrique sofreu pênalti. Carlinhos bateu, mas o goleiro fez a defesa. Dois minutos depois, Carlinhos tentou boa enfiada pra Ribamar, mas o goleiro se antecipou. Aos 24, Henrique chegou no fundo e tentou o cruzamento, mas o goleiro se antecipou e fez boa defesa. 

[Diário de uma caminhada] Psicólogos, psicoterapeutas e psiquiatras


Gabriel Mithá Ribeiro

Psicólogos, psicoterapeutas e psiquiatras de pouco nos servem se os avanços na solução dos problemas da saúde mental individual forem simultâneos do agravamento de manifestações sociais como a má educação e demais atitudes e comportamentos socialmente problemáticos ou mesmo reprováveis. Nas famílias, escolas, hospitais, na rua, por aí adiante, as evidências do quotidiano apontam justamente nesse sentido. 

O que é que está a falhar no conhecimento da mente humana? Trata-se a mente individual e, por intermédio dela, minimizam-se os problemas da mente coletiva? Ou é o inverso? Não está em causa uma mega utopia de desculpabilização do indivíduo e de culpabilização do coletivo? 

O que sei é que temos um problema seriíssimo entre mãos e, insistindo na mesma receita, o futuro não deve ser risonho. 

Gabriel Mithá Ribeiro, 29-10-2020 

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O conto do vigário chinês
O conservadorismo segundo Roger Scruton
José Pacheco Pereira – A cabeça apodrecida do regime

[Atualidade em xeque] Kombi abandonada em situação regular!?

Aqui a situação da Kombi da Varig abandonada em Juiz de Fora,  levantada  pelo Vieira Dutra.

Como pode ver, está em situação regular!?!?

Abraço,

José Manuel, 28-10-2020


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Dados móveis
A reincidência
A Refit, a Varig, o Aerus e a Terceira Fonte
Aerus/Ativos: Pelo em ovo ou chifre em cabeça de burro?

Fraquezas

Nelson Teixeira 

Quem não admite suas fraquezas, talvez não chegue a lugar algum no linear da evolução. 

Para evoluir é essencial reconhecer nossos erros, aceitar nossos defeitos e mudá-los e ter humildade para admitir as fraquezas. 

Elas são nossas missões, desafios que nos ajudam a evoluir. 

Se você enxergar suas fraquezas como aprendizados e reconhecer que é possível mudar, seu caminho de evolução irá fluir com facilidade. 

Agora, se você evitar olhar para suas sombras, elas sempre vão voltar em sua vida. 

É preciso encará-las e só assim, sua evolução acontece. 

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 29-10-2020

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Macron: la bombe à reconfinement – JT du mercredi 28 octobre 2020

Au programme de ce journal, les prochaines annonces d’Emmanuel Macron inquiètent le pays. Alors que l’exécutif a échoué à préparer la résurgence du coronavirus, les Français se préparent à être, d’une manière ou d’une autre, reconfinés… Une décision lourde de conséquences. Florian Philippot, présent à la réunion ministérielle mardi, répondra à nos questions. 

Aux Etats-Unis, si le Covid est toujours là, c’est bien la dernière ligne droite de la campagne présidentielle qui occupe les esprits. A moins d’une semaine du scrutin, les sondages donnent toujours Joe Biden gagnant mais montrent un regain de popularité en faveur de Donald Trump… bien décidé, comme en 2016, à faire mentir les chiffres. 

Et puis nous irons dans le Xème arrondissement de Paris où la vie est devenue infernale pour les commerçants et les riverains. Un bel exemple de l’ensauvagement qui n’existe pas dans l’esprit d’Eric Dupond-Moretti.

[Atualidade em xeque] Dados móveis

José Manuel 

Os funcionários  da VARIG, RIO-SUL E NORDESTE, que não  receberam os seus direitos trabalhistas até hoje, querem  saber onde está, com quem está, em que estado estão, se foram comprados, quem comprou  e por quanto comprou o MATERIAL RODANTE DE PISTA  que as empresas acima citadas operavam em todos os aeroportos do Brasil. 

Só para se ter uma ideia, antes de iniciarmos o detalhamento desse material, um trator PUSH BACK custa hoje no mercado US$ 60 mil dólares, ou traduzindo em reais, quase 350 mil reais, fora as taxas de importação e homologação. 

"O Brasil tem 99 aeroportos, sendo 18 internacionais e 81 para voos regionais".  

Como operávamos todos esses aeroportos, calculo que só  em tratores Push Back haveria um número de, no mínimo, 100 unidades desse trator e que o valor hoje somente desses veículos, oscile entre  R$  35 e 40 milhões, dinheiro que já  teria pago senão todos, quase isso  do valor das rescisões,  e pasmem! apenas com um tipo de equipamento! 

E os outros equipamentos necessários à operação de um conglomerado como a VARIG? 

1) Barras de Reboque

2) Usinas diesel/elétricas

3) Tratores convencionais

4) Jipes de manutenção

5)  Kombis de pátio e externas

6)  Elevadores de carga simples

7)  Elevadores elétricos de palets

8)  Palets

9)  Carros de palets

10) Equipamentos de uso do pessoal de rampa.

11) Pneus (dos aviões e dos veículos)

12) Escadas simples

13) Escadas elétricas caçamba

14) Ferramental específico

15) Instrumental de precisão. 

Se multiplicarmos o número desses equipamentos pelo número de aeroportos em que o conglomerado VARIG operava, teremos um volume enorme de zeros que daria para ter pago a todos e há muito tempo.

Isso tudo descrito acima chama-se massa falida. 

Onde está a relação e o que foi feito com esse material? 

[Diário de uma caminhada] Karl Marx, o Vigarista



«A um boboca que desconhece tudo aquilo que despreza, é forçoso que o horizonte de problemas pensado por Karl Marx pareça, em comparação com o nada, “vastíssimo”. Mas Karl Marx, em verdade, pensou num único problema: a luta de classes. (…) Longe de ampliar o horizonte dos problemas filosóficos, o que Karl Marx fez foi restringi-lo com um dogmatismo acachapante, instituindo aquilo que Eric Voegelin caracterizou como “proibição de perguntar”. 

(…) [O] horizonte de problemas de Karl Marx é deploravelmente pobre. Sua cultura literária é a de um professor de ginásio, seus conhecimentos da história da pintura, da arquitetura e da música praticamente nulos, suas noções de teologia não fazem inveja a nenhum seminarista. (…) 

Em matéria de ética, então, o tratamento que Marx dá ao problema da felicidade humana é decerto o mais besta, o mais grosseiro de todos os tempos: tomemos o dinheiro da burguesia e todos serão felizes. Enfeitado quanto seja, o argumento é esse. Só por esse detalhe o homem já merecia o adjetivo com que o resumiu Eric Voegelin: “vigarista”.» 

(Olavo de Carvalho, Diário do Comércio, Brasil, 13 de maio de 2013) 

Gabriel Mithá Ribeiro, 28-10-2020 

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O conservadorismo segundo Roger Scruton
José Pacheco Pereira – A cabeça apodrecida do regime 

A charge de 'Charlie Hebdo' satirizando Erdogan

A revista satírica "Charlie Hedbo" publicou uma charge do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, na capa da edição desta quarta-feira (28). A reação foi imediata: Erdogan chamou o periódico de "canalha", e o governo turco disse que vai tomar "todas as medidas legais e diplomáticas necessárias".

“Fake Brazil” explica a luta contra o fascismo imaginário

Luciano Trigo 

Ler “Fake Brazil – A epidemia de falsas verdades” dá ao mesmo tempo raiva e esperança. Dá raiva porque o novo livro do jornalista Guilherme Fiúza faz um inventário doloroso do festival de mentiras, má-fé, hipocrisia, cinismo e falsidade que assola a sociedade brasileira e impede que o país decole: a recapitulação de alguns episódios de nossa História recente é de embrulhar os estômagos mais sensíveis. 


Mas também dá esperança, porque todo leitor com um mínimo de honestidade intelectual e amor pelo Brasil sentirá que não está sozinho: por mais que a grande mídia, os ministros do STF, os professores da escola com partido, os checadores de fatos e os intelectuais e artistas se esforcem para impor como hegemônica sua estranha visão da realidade – e eles se esforçam bastante – ainda há quem ouse chamar as coisas pelo nome e mostrar como elas são. 

Como revelam os trechos selecionados abaixo, Fiúza faz uma análise arrasadora das nossas principais mazelas. Merecem destaque especial a “censura em pele de corregedoria democrática”, a asfixia moralista que vem tomando conta da cultura nacional, a “bolha politicamente correta” que patrulha todo mundo para “vender virtude a R$ 1,99”, a indignação seletiva dos comentaristas políticos (“O cego de caráter só enxerga o que quer”), o espírito-de-porco travestido de bom-mocismo daqueles que, ainda inconformados com o resultado das urnas, preferem ver o país destruído a vê-lo dar certo com outro campo político no poder. 

Porque, no fundo, é disso que se trata: para defender a democracia do fascismo imaginário e retornar ao poder vale mentir, censurar, perseguir, inventar e desinventar normas conforme os personagens envolvidos ou os interesses da ocasião. Tudo isso com aquela máscara de superioridade moral de quem sabe que está do “lado certo” – e que estar do lado certo justifica tudo. 

No mundo paralelo em que essas pessoas vivem, o novo esporte nacional é sabotar a recuperação econômica e a agenda de reconstrução do Brasil, a pretexto de defender a democracia. Que se danem os brasileiros comuns, que são os mais prejudicados pela sabotagem: o mercado da luta contra o fascismo de mentirinha, demonstra Fiúza, se tornou extremamente lucrativo para os progressistas de laboratório. 

[Foco no fosso] Fritando o lombinho

Haroldo Barboza 

O incêndio do hospital de Bonsucesso (RJ), será mais um esquecido (principalmente por não termos vítimas fatais) pela população em menos de 3 semanas. 

Se nosso povo tivesse memória para tragédias deste (e piores) porte, bem como gana para exigir que a segurança da cidade fosse colocada em primeiro plano, certamente nossa qualidade de vida valeria os impostos que pagamos com alto sacrifício. 

Num rápido exercício de recapitulação, entre centenas de ocorrências, elencamos poucos eventos trágicos que denigrem nosso cuidado com nossas vidas, que não foram piores por conta do destino. 

- Edifício Joelma (1974);

- Edifício Andorinha (1986);

- Restaurante Filé Carioca (2011);

- Boate Kiss (2013);

- Museu da Quinta da Boa Vista (2018);

- Hospital Badin (2019). 

Em qualquer destes eventos, volta à tona o velho problema que aflige o aglomerado de construções edificadas sem planejamento de segurança nas grandes cidades. A preocupação dos construtores é aproveitar cada metro quadrado para mais um cômodo do condomínio ou mais espaço para clientes aglomerados em teatros, boates e shoppings, em detrimento de uma área de escape em caso de acidentes perigosos. Pouco se importam com a vida dos que frequentarão o futuro prédio. O desleixo da administração pública que concede "habite-se" sem maiores exigências (rotas de fuga apropriadas e desimpedidas) e altera gabaritos de alturas irresponsavelmente fica evidente a cada dia. 

E o perigo potencial aumenta pela ganância dos proprietários que permitem que o local seja ocupado acima da capacidade prevista. Além de “depósitos” de materiais que obstruem as fugas e chegada aos equipamentos de segurança. Não há fiscalização e quando acontece, qualquer “galo” na cueca é suficiente para o “zeloso” fiscal carimbar a guia de inspeção com a frase “aprovado sem restrições”. 

Argentina não quer esquerda nem com pretexto do coronavírus

A paralisia econômica decorrente da pandemia aflige as empresas privadas argentinas. Uma delas foi a Vicentín, o quarto maior exportador agropecuário. A empresa pediu concordata, e o presidente filo-socialista Alberto Fernández a expropriou, reavivando assim a lembrança dos confiscos venezuelanos. 

Os argentinos sabem que depois de um ataque contra a propriedade privada de uma grande empresa seguem-se outros ataques a pequenas e médias propriedades, aos comércios e patrimônios familiares ou pessoais. 

Diante dos protestos populares em 70 cidades, o presidente fez repetidos pedidos de perdão: “Não sou um doido solto. Pensei que iam sair para festejar. Errei. Começaram a me acusar de coisas horríveis. Dizem que sou um chavista, e que só quero expropriar”. 

Cresce cada vez mais a impressão de que a pandemia está sendo manipulada com objetivos ideológicos de esquerda.

 

Título, Imagem e Texto: ABIM, 28-10-2020