terça-feira, 23 de abril de 2019

Thierry Wolton : un négationnisme peut en cacher un autre

Anne-Laure Debaecker

Si le déni des crimes nazis a fait l'objet de toutes les attentions, le silence autour des crimes communistes persiste, dénonce Thierry Wolton.

Thierry Wolton, photo: Joel Saget/AFP
L’interdit de l’antisémitisme condamne le négationnisme de « droite », quand c’est la proscription de l’anticommunisme qui absout le négationnisme de « gauche », constate Thierry Wolton dans son nouvel ouvrage. Après dix ans de recherches qui avaient abouti à une œuvre colossale et primée, Une histoire mondiale du communisme (Grasset) déclinée en trois volets, le journaliste et essayiste spécialiste du sujet revient sur le déni et l’absence de condamnation des crimes communistes. Il démontre ainsi comment un négationnisme non reconnu s’est banalisé jusqu’à verser, pour certains, dans l’islamo-gauchisme. Un essai expert et instructif.

Pourquoi parler d’un négationnisme de gauche ?
Le négationnisme est un déni de la réalité historique et des faits avérés. Ce terme désigne en général ceux qui nient l’ampleur de l’extermination des juifs par les nazis et qui contestent les méthodes utilisées à l’époque, notamment l’usage des chambres à gaz. C’est pour distinguer ce négationnisme-là que je parle de négationnisme de gauche afin de qualifier ceux qui minimisent l’ampleur des crimes communistes au XXe siècle, voire qui les justifient au nom d’une nécessité révolutionnaire, comme si la pureté de la cause était plus excusable que la pureté de la race dans le cas du nazisme. En réalité, le négationnisme forme un tout, il n’est ni de droite ni de gauche, car quel que soit l’objet du déni, il se construit de la même façon ; les méthodes utilisées et les résultats obtenus sont identiques, puisqu’ils faussent la nécessaire connaissance de l’histoire. Toutefois, le négationnisme de gauche, celui des crimes communistes, ne rencontre pas la même réprobation que le négationnisme des chambres à gaz. L’une des raisons tient à l’ancienneté de ce négationnisme. Il remonte au début du communisme, quand une majorité de contemporains n’a pas voulu voir ou savoir les drames qui se déroulaient en Russie bolchevique. La cécité volontaire de cette époque est le berceau du négationnisme de gauche. Cet héritage résiste aujourd’hui encore à l’épreuve de la réalité, au bilan catastrophique que l’effondrement du communisme a confirmé.

Pour ce qui est du bilan, on parle très peu de chiffres. Combien de morts sont imputables au communisme ?
Je n’aime pas donner un chiffre global. En premier lieu, lorsque le nombre des victimes est astronomique, cela devient une abstraction tant il est difficile à l’esprit humain de se représenter ce que ce nombre signifie. En second lieu, un chiffrage sous-entend une concurrence avec d’autres victimes de crimes contre l’humanité, or, il ne peut y avoir de concurrence entre les victimes. Toutes les victimes s’additionnent, en fait, quelle que soit la motivation de ces crimes : politique, idéologique, raciale, ethnique… Enfin, le nombre cache l’essentiel, à savoir que chacune de ces victimes est morte seule. Leur souffrance est indicible, même si d’autres qu’eux ont subi le même sort. La seule quantification dont je veux bien parler concerne les famines qu’ont connues un grand nombre de pays communistes (URSS, Chine, Cambodge, Corée du Nord… ). Ce drame collectif, dirais-je, est le grand trou noir de la mémoire du XXe siècle. Si l’on additionne ces famines, perpétrées par volonté politique, on arrive à un chiffre compris entre 50 et 70 millions de morts, ce qui équivaut au nombre des victimes des deux guerres mondiales… Ces morts sont ceux de la guerre civile que n’ont cessé de mener les partis-États contre leur propre peuple. Pareille politique criminelle est unique dans l’histoire de l’humanité, ce qui fait la singularité du communisme.

[Pernoitar, comer e beber fora] Restaurante Pensão Flávia, em Chaves

Generoso leitor, começo por uma estrondosa confidência: foi por causa desta reportagem da SIC, empolgado que fiquei convidei um neto a me acompanhar na ida a Chaves para, junto comigo, encher a panturra. A minha, porque a dele, como qualquer jovem dessa idade é... ‘ininchível’, além de ‘resolvível’. 😊

Pois bem, chegamos a Chaves, fizemos o check-in no hotel. Passeamos pela cidade – tranquila, muito limpa – voltamos à base, descansamos e ‘atualizamos’ o Messenger, o FN, o Twitter, a revista e etc. neste décor:


Às 19h10 – pois havíamos reservado para as 19h30 já que ouvíramos que o patrão do restaurante era inflexível com os clientes que chegavam atrasados – começamos a caminhar rumo a uma ‘incrível experiência gastronômica’.



Adentramos, pontualmente, às 19h30.
Aberta a porta do restaurante, à minha esquerda, o bar, à direita, três mesinhas, com algumas ferramentas em cima, e à nossa frente um cara com uma furadeira em riste que nos exclama “Já?! Mas ainda é dia! Vão dar uma volta!”

Obedecemos, ora pois. Voltamos dezoito minutos depois. Felizmente, o Jason Voorhees de Chaves tinha se transformado em cozinheiro. Fomos encaminhados a uma mesa junto à janela.

Logo depois chegou o garçom com a sertã de gambas exclamando “Vamos começar?!” Ele mesmo respondeu, pois continuou trazendo sertãs de entradas frias:

Além das gambas; feijão frade com atum; bacalhau com grão-de-bico; folar de Chaves; tomate com mozarela; salada russa; mexilhões ao vinagrete; salpicão com ananás...



Depois das frias, as quentes:

Cerimônia de Hasteamento da Bandeira Nacional

Presidente Jair Bolsonaro e vice-presidente Hamilton Mourão participam no Palácio da Alvorada da Cerimônia de Hasteamento da Bandeira Nacional.


tvBrasilgov, 23-4-2019

Líder do Solidariedade afirma que há acordo para votar Previdência hoje na CCJ

Em reunião na residência oficial com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, líderes partidários fecharam acordo para votar a admissibilidade da reforma da Previdência (PEC 6/19) hoje na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. 


O líder do Solidariedade, Augusto Coutinho (PB), afirmou que a tendência é que até o final da noite de hoje o texto seja aprovado no colegiado. Segundo ele, ficou acertada a retirada de quatro pontos do texto antes de aprová-lo e encaminhar à comissão de especial.

“Temos quatro pontos e esses pontos são pacíficos que serão tirados. São pontos avessos à matéria que se achou por bem em tirar já na CCJ, e outros serão debatidos na comissão especial. A oposição vai tentar postergar, mas acredito que essa matéria vai ser votada hoje na CCJ”, afirmou o líder.

A CCJ tem reunião marcada para as 14h30 para tentar votar o parecer do relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG).
Reportagem: Luiz Gustavo Xavier/Edição: Natalia Doederlein
Agência Câmara Notícias, 23-4-2019

“Amar é mudar as coisas”

Aparecido Raimundo de Souza

HOJE, 23 DE ABRIL, ALÉM DA MINHA CRÔNICA de todas as terças-feiras, igualmente “RASGAREI O VERBO” em publicação especial, para convidar a todos os meus leitores e amigos (e, em especial, à grande família da REVISTA “CÃO QUE FUMA”) para prestigiarem a cantora DAÍRA, e o nosso “PROJETO DAÍRA CANTA BELCHIOR”.


DAÍRA, carioca de Niterói, fará duas apresentações distintas no Rio de Janeiro. A primeira no próximo dia 27 de abril, sábado, com repeteco do evento num segundo momento em 1 de maio, quarta-feira (feriado), com muitos convidados especiais.

O evento acontecerá na CAZOTA DA LAPA, na Avenida Gomes Freire nº 791, Centro do Rio de Janeiro. Maiores informações poderão ser obtidas pelo telefone (21) 2509-0996. 

Daíra interpretará grandes sucessos de Belchior, entre eles, “Como nossos pais”, “Divina comédia humana”, “Velha roupa colorida”, “A Palo seco”, entre outros sucessos do cearense de Sobral, onde nasceu aos 26 de outubro de 1946. 

Belchior, ou Antonio Carlos Belchior, veio a óbito em 30 de abril de 2017, na gauchesca e pitoresca cidade de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul.

Odivelas, capital da Lusofonia 2019



Em maio, Odivelas volta a ser a Capital da Lusofonia.
Ao longo de todo o mês, a Câmara Municipal promove a VII Bienal de Culturas Lusófonas oferecendo à população um conjunto de iniciativas dedicadas, em exclusivo, à língua que nos une e que enriquece a multiculturalidade e a interculturalidade que caracterizam e identificam o nosso Concelho.

Destacamos da programação, a Feira do Livro de Autores Lusófonos, as Exposições de Artes Plásticas e de Fotografia, a Feira Multicultural, o Fórum Lusofonia, o Desfile Multicultural e o Encontro de Escritores. 

Angola | Brasil | Cabo Verde | Guiné-Bissau | Moçambique | Portugal | São Tomé e Príncipe | Timor-Leste | Hungria | India | Macau | Marrocos | Uruguai

Evento sujeito a recolha de imagens e divulgação nos diversos suportes de comunicação da Câmara Municipal de Odivelas

Programação detalhada AQUI!

Os pais da menina Greta não têm mais nada para fazer? Por exemplo, proporcionar à filha uma vida normal.

Helena Matos

Há pais que nos moem a paciência com as gracinhas dos filhos. Avós que explicam com exemplos detalhados o que os leva a considerar os seus netos os mais inteligentes do mundo. Tias que não se cansam de exaltar a beleza das criancinhas da família…

Greta Thunberg, Hamburgo, Alemanha, foto: ©Public Address/action pre/SIPA
Já todos nós passámos por isto e já todos nós fizemos esta figura. Agora o despropósito dos pais da menina Greta é que não tem explicação: andam com a menina a dizer aquelas coisas de festa de fim de ano da escola, perante umas plateias imbecilizadas que reagem aos dizeres da criança como se estivessem diante de uma pitonisa. No entretanto a menina vai insuflando uns ares de sibila.

A menina Greta é uma menina como qualquer outra. E devia ter uma vida como qualquer outra.
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 23-4-2019

Relacionado:

23 de abril: Dia do Livro

Ame sua família

Nelson Teixeira

Meu maior tesouro é, foi e sempre será a minha família. Podemos não ser perfeitos, mas amo cada um deles com todo meu coração.

Fazer parte de uma família significa pertencer a algo muito maravilhoso. Significa que você irá amar e ser amado pelo resto da vida.

Família: como galhos de uma árvore todos nós crescemos em direções diferentes, embora nossas raízes continuam sendo uma só.

Se você tem uma família que lhe ama, alguns bons amigos, comida sobre a mesa e um teto sobre a cabeça, você é mais rico do que imagina.

Família não é só importante… é fundamental.

Dedique seu tempo às pessoas que você ama. Um dia você dirá: ”como eu gostaria de ter feito isso” ou “que bom que eu fiz isso”.

Seja grato por cada segundo de cada dia que pode desfrutar junto das pessoas que ama. A vida é o bem mais precioso.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 23-4-2019

[Aparecido rasga o verbo] Enquanto círculos incompletos devoravam o absurdo...

Aparecido Raimundo de Souza

EU ESTAVA BRABO, INVOCADO, pê da vida. Enfurecido, colérico, chateado, entristecido, tipo uma aeronave envelhecida, cheia de voos interrompidos, tudo porque não havia encontrado o bairro, tampouco a rua da casa dela, nem o ponto indicado como referência. Num descompasso de agonia, dei meia volta decidido a ir embora, a sumir de vez. Apagar o nome daquela infeliz, esquecer que ela nunca existiu em meu pensamento.

Foi quando me veio à lembrança um fato que até aquele momento não havia colocado em prática. Estanquei os passos, meio que pasmado, atarantado, depois de andar por quase uma hora a pé. A trezentos metros da estação que me levaria para casa, resolvi jogar com essa carta, aliás, a derradeira que me restava na manga. Carta de feição amarga, como um cálice de fel. O celular. Eu não havia ligado para o número que ela havia me passado. Quem sabe!...

Se esse recurso falhasse, jogaria fora minha onda de ódio junto com o aparelho celular na primeira lata de lixo que encontrasse pela frente. De roldão, o currículo vitae com tudo de bom que havia lido a respeito da vida pregressa daquela jovem desconhecida. “Menina difícil – pensei comigo – essa ilustre sem rosto”. Contudo, para meu espanto, a sumida atendeu na hora, com um “alô!” que me acendeu a esperança! 

Finalmente! Expliquei, em rápido discurso, que não havia encontrado o endereço e concluí quase implorando que viesse ter comigo o mais rápido possível. Em resposta ela se abriu em mesuras esclarecendo que tomaria um banho, trocaria de roupas e pegaria uma UBER. Não daria para vir de trem. A estação ficava muito longe de onde estava. Segundo seus cálculos, no máximo em quarenta minutos nosso encontro seria consumado. Passei a ela a minha localização e me postei, à espera. Enquanto aguardava, me restou a ideia de comer alguma coisa.

Aliviado por ter obtido uma resposta favorável, me acomodei numa lanchonete.  Optei por uma das mesinhas dispostas numa espécie de varandão em formato de semicírculo. Desse espaço, assistiria ao vai e vem intermitente da avenida que cruzava frontal às escadarias da estação do Metrô justaposteadas a uma praça de nome engraçado. Vigiaria também, de contrapeso, o movimento das calçadas.

Mesmo tom, quem saía e entrava no estabelecimento. Na verdade, meu empenho não outro senão o de bisbilhotar a pessoa que aguardava. Eu a veria primeiro, sem que me enxergasse logo que saltasse do carro. Solvendo o refrigerante (acompanhado de um sanduiche de queijo quente), permaneci por quase duas horas como um menino bobo, no aguardo da nobre donzela. Como seria? Branca, preta, loira, morena? Alta, baixa, feia, bonita, desdentada? Simpática, chata, meiga, nojenta? Dócil, pegajosa ou apetitosa como esses docinhos de banana que a gente come de sobremesa nesses restaurantes sofisticados das grandes metrópoles?

Charada (834)

Francisco é da
família de Manuela.
Se o pai dele é irmão
da irmã dela, Francisco
é primo, tio, sobrinho
ou filho de Manuela?

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Previdência ficará estável em dez anos, prevê a Instituição Fiscal Independente

Agência Senado

A estabilização da Previdência em uma década, de 2020 a 2029, é uma das análises feitas pela Instituição Fiscal Independente (IFI) no seu relatório de acompanhamento fiscal de abril. O texto analisa e detalha os impactos de diversos itens da reforma da Previdência na economia nos próximos anos. Veja mais na reportagem de Isadora Fonseca, da TV Senado.

[Foco no fosso] Cem dias sem entusiasmo

Haroldo P. Barboza

Uma terra arrebentada por trezentos anos não será recuperada em trinta anos dentro de uma sociedade onde noventa e nove por cento da população não possui consciência cívica e está contaminada pelo espírito do “deixa pra lá”.

Em três anos, com muita dificuldade, talvez possamos iniciar a faxina para apagar a herança predatória que ocupa nossas mentes e se externa através do “jeitinho para levar vantagem” que nos conduz ao patamar da corrupção.

Em três meses, executar algo concreto (fabricar o “detergente”) não é nada fácil.

Mas os governantes precisam exibir os sinais de que “as coisas vão mudar” e serem coerentes com seus discursos de campanha, adotando posturas que nos sirvam de exemplo.

Entre centenas, vamos citar poucos pontos que não apontam para o caminho do “vamos trabalhar juntos”.

1 – Partido “exemplo”.
Cansados de observarmos as tramoias montadas pelas legendas nacionais, o crescimento do “balão” PSL nos deu algum alento. Agora dá sinais de ser um mero “balão japonês”, por exibir um ministro mentor de candidaturas “laranjas” em Minas Gerais; um senador movimentando altas somas (caixa três?) sem origem clara.
E até agora Queiroz nada explicou para nós.

2 – Furtos dentro do 1º escalão.
Os desvios que sangraram a Petrobras já foram expostos (todos?).
Quando serão expostos os desvios dentro do BNDES?

3 – Combate à violência urbana.
Apreensões de armas e drogas continuam em pequena escala pelo fato de as polícias não possuírem metade dos recursos de que precisam. Nem as regiões habitadas pela “elite consumidora/patrocinadora” está escapando.

A quantidade de facínoras abatidos portando fuzis já superou a marca dois? A morte de policiais caminha para um recorde negativo vergonhoso.

E continuamos não podendo sair de casa após as 21h pois o risco de não voltarmos é elevado.

Preso no seu tempo

Vitor Cunha

De nenhum livro de história do século XXII constará a taxa de IVA do país em que foi editado. Também não constará se o gasóleo subiu, se o imposto sobre os combustíveis era incomportável ou se o saco plástico proibido ao belga impediu o Oceano Índico de se fossilizar em ilhas de plástico. O que constará é que o século XXI foi aquele em que, mais uma vez, e ignorando os avisos do século anterior, se tentou reduzir a humanidade a um conjunto de decretos determinantes do algoritmo desejado para o comportamento dos humanos.

Sri Lanka, abril de 2019, foto: AP
O “politicamente correto” não é uma mera cortesia levada longe demais: é um método de redução da linguagem à forma mais primitiva possível de raciocínio, o triunfo do instinto. O esforço levado a cabo para destruir o império cristão, com a conivência dos bárbaros paganistas chanfradinhos por leis e decretos, subvertendo a semântica vazia de “fake news”, que se são fake não podem ser news, obtiveram significado para o vazio das expressões por simbiose com o vazio da ética. Os vazios são assim: nada; o nada é, por consequência, todo igual na sua própria ausência de matéria.

Não há terroristas islâmicos: há terroristas brancos, da extrema-direita das “fake news”, ou há pessoas com perturbações. De resto, o que há são carros e bombas que matam, não há assassinos. Decreta-se de forma a que quem o desejar possa ser assassinado num hospital. Mas, o que é o querer? O que é o desejo? Na uniformização das pessoas, na igualdade, não há lugar a desejos que ponham em causa essa igualdade. Inventam-se doenças para caracterizar quem não partilha de um desejo, as fobias, como se querer preservar instituições como o casamento seja igual a ter medo de homossexuais. O medo combate-se, igualando, nivelando todos pela bitola do algoritmo. Não há diversidade, há igualdade, bem mais total do que parece por ser aferida com a linguagem do momento.

E agora quem é que tira o véu?


Título: Helena Matos, Blasfémias, 22-4-2019

Não há ódio. Não há autor. Não há motivo. As explosões explodem e as pessoas morrem

Helena Matos

O Expresso publica um texto que identifica como sendo da LUSA sobre os atentados no Sri Lanka. Enquanto que no ataque às mesquitas na Nova Zelândia logo surgiram termos como terrorista, ódio, racista e as vítimas eram identificadas como muçulmanos e imigrantes, no caso do Sri Lanka as explosões explodem, as pessoas morrem e o presidente apela à calma. Os católicos são fiéis.

Relatives of a blast victim grieve outside a morgue in Colombo, Sri Lanka, Sunday, on Apr 21, 2019. Photo: AP/Eranga Jayawardena
«Explosões em Dia de Páscoa fazem mais de 150 mortos no Sri Lanka (atualizado)
Pelo menos 137 pessoas, entre as quais um português, morreram após uma série de explosões que ocorreram em três igrejas e três hotéis no Sri Lanka, de acordo com novo balanço avançado por fonte policial. O Presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, apelou hoje à calma depois uma série de explosões sentidas em três hotéis de luxo e três igrejas, onde muitos fiéis celebravam o Domingo de Páscoa.»
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 21-4-2019

Retratação da "imprensa" só depois de vídeo em REDE SOCIAL!


Charada (833)


Depois de encontrar
a farmácia,
Januário entrou
 no estabelecimento
e entregou um papel
 ao farmacêutico.
O farmacêutico
leu o seguinte:

Paracetamol 1 g.
Comprimidos. Uma embalagem.

Ibuprofeno 600 mg.
Comprimidos. Uma embalagem.

Azitromicina 500 mg.
Comprimidos. Uma embalagem.

O que tinha o Januário?

Preparar para o pouso!

Foto: Alberto José, 21-4-2019

domingo, 21 de abril de 2019

[As danações de Carina] De quando Zé Palitinho virou chama incandescente e renasceu fósforo


Carina Bratt

Ele, o cidadão Zé Palitinho, ou o Zé Magrelo, hoje em dia, nunca anda só. Não que tenha medo. Jamais! Sempre em turminha, gosta de aprontar acendendo grandes fogueiras. Acondicionado em pequenas casinhas (dessas que, quando um entra o outro necessita ficar do lado de fora), divide o espaço numa multiplicação desenfreada, ao contrário dos anões da Cinderela. Os anões da Cinderela, conforme nos relata a história, são em número de sete. Apesar de pequeno e chupado, raquítico e miúdo, possui quarenta irmãos.

Embora não tenha estudado muito, é um perfeito metaloide combustível. Na obscuridade se torna luminoso e incandescente. Em contato com o ar, produz uma chama azulada. Os primeiros da sua família de pintores de rodapés semelhavam aos gasguitos que, desde sempre passaram a fazer parte do nosso dia a dia.

Num primeiro momento espalharam que o pai de Zé Magrelo era de nacionalidade francesa e tinha como nome de batismo, Chanel. Todavia, coube ao mercador e alquimista alemão Henning Brand, ir ao cartório e registrar o rebento. Brand descobriu seu pequeno filho em 1669, quando brincava de beliscar a bundinha quase sem carne de sua mulher Catarina. Nessas beliscadas, descobriu que fazendo sexo tipo canguru perneta, destilou em sua fogosa esposa, ou melhor, esporrou nela uma mistura de ureia e areia, enquanto revirava os olhinhos em busca da pedra fundamental.

Nessas estocadas, ao vaporizar a ureia com seus espermatozoides obteve um material branco que brilhava no escuro e ardia como uma chama brilhante. O tal do Chanel meio retrógrado, apagava suas mágoas colocando a “cabeça” num frasco contendo ácido. Ao contrário de Brand, esperto e vivaldino, manteve tudo no mais completo segredo.

Quando Zé Palitinho alcançou oito anos, apresentou seu filho aos amigos o que, de supetão, virou notícia em Hamburgo. Para driblar dificuldades financeiras, Brand deu seu primogênito para ser batizado por um sujeito “pica grossa”, cheio do dinheiro, o também alemão Johann Daniel Kraft, que, de primeira, deu um “kraft” no amigo, passando-lhe a perna e se tornando seu mentor intelectual.

Corria o ano de 1675. Dois anos depois, Johann por mediação de Gottfriedd Leibiniz, um pilantra nos moldes de Michel Temer, fechou um negócio fabuloso e trocou, por debaixo dos panos, a paternidade do garoto em barganha de um salário fixo enquanto vivo fosse.

Nesta babel, o Zé Palitinho, foi estudando e, em linha paralela, estudado as escondidas, até chegar aos cuidados de J. E. Lundström, que lhe deu em 1866 a forma semelhante à de um rapaz bem-educado, inteligente e deveras apessoado. Trocado tudo isto em miúdos, Zé Palitinho ou Zé Magrelo se tornou o nosso querido e prestimoso ZÉ PALITO DE FÓSFORO.

Charada (832)

Januário chegou a uma vila alentejana.
Como precisava de comprar
medicamentos, mas não sabia
onde ficava a farmácia, um habitante
local explicou-lhe o seguinte:

a) A farmácia fica entre o talho e o barbeiro, mas não necessariamente ao lado deste último;
b) O café fica imediatamente à esquerda do talho;
c) O sapateiro é a última loja da rua, à direita;
d) O barbeiro fica imediatamente à direita da padaria.

Qual a ordem dos estabelecimentos
e em que lugar fica a farmácia?

Charada (831)

Teresa tem
4 metades
de melancia, mais
4 melancias
sem ¼
do tamanho inicial.
Se ela unir todas
as partes referidas,
quantas
melancias
obtém?

[Pensando alto] Reflexões sobre o período militar – parte IV (Acertos e equívocos)

Pedro Frederico Caldas

É a economia, estúpido!
James Carville

A esquerda é boa para duas coisas: organizar manifestações de rua e desorganizar a economia.
Castelo Branco

Em 1991, logo após a Guerra do Golfo, noventa por cento da opinião pública apoiava Bush pai. No ano seguinte, por conta de problemas econômicos, sessenta e quatro por cento da opinião pública estava contra o presidente. James Carville, assessor da campanha do então candidato desafiante Bill Clinton, cunhou a frase “É a economia, estúpido!” (It is the economy, stupid!), querendo realçar o fator que seria determinante para a vitória eleitoral.

No último texto, o terceiro da série, falei sobre minha impressão do governo Castelo Branco. Não há como negar, foi um momento de grande avanço na reorganização e modernização da economia e das finanças públicas. Houve um quê de verdadeiramente revolucionário na nova conformação do Estado brasileiro, principalmente no campo político e econômico. Os outros governantes militares foram meros administradores da herança castelista. Em boa medida, não estiveram à altura da herança recebida.

Castelo Branco [foto], ao que tudo indica, achava que a intervenção militar seria encerrada com o seu governo, quando seriam realizadas as eleições para escolha do novo presidente, mas teve de engolir não só a prorrogação de seu mandato, como também perdeu o controle da escolha do seu sucessor militar. Seu grupo perdeu a disputa para uma forte base militar, carimbada de “linha dura”. Se a intervenção militar terminasse com o governo Castelo Branco, eles, os militares, daí em diante, face à grande obra realizada, seriam vistos como uma referência, um referencial de solução alternativa para os períodos de crise. Para o povo, passariam a ser tidos como uma espécie de poder moderador, até onde a vista alcançasse. Essa visão só seria diluída ao longo dos anos, caso o retorno da sociedade civil ao comando da política nacional seguisse uma senda de eficiente normalidade político-administrativa.


Dada minha visão sobre o governo Castelo Branco, gostaria de apreciar os demais governantes, em bloco, destacando, todavia os pontos relevantes de cada um e apontando os equívocos e fracassos.

Após o governo Castelo Branco, houve mais quatro períodos governamentais sob o comando militar, a saber: Costa e Silva, o triunvirato formado pelos ministros das três armas, Médici, Geisel e Figueiredo.

Frise-se de logo que o chamado grupo castelista perdeu a disputa para a turma da linha dura, e o general Costa e Silva, então ministro da guerra, teve seu nome imposto ao colégio eleitoral. Costa e Silva deu continuidade às linhas gerais do governo Castelo Branco, mas a linha econômica sofreu uma inflexão com a chegada de Delfim Neto ao ministério da fazenda.
               
Delfim Neto, que já se declarou uma espécie de socialista Fabiano, era um homem que acreditava em um estado intervencionista, protagonista de forte dirigismo econômico, contrariamente à postura dos seus antecessores, a notável dupla Roberto Campos/Otávio Gouveia de Bulhões, que tinha colocado a economia nacional e as finanças públicas na linha, sobre ter combatido paulatinamente a inflação, trazendo-a para níveis, no mínimo, toleráveis, face ao descalabro anterior.
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