terça-feira, 26 de setembro de 2017

Manifestação ‘pacífica’ contra... racismo

A música de fundo é o Hino Nacional Americano! Sim, é!

Mas o ‘atleta’ estava se manifestando 'pacificamente' contra o racismo, alegou ele. Podia ser contra bonecas Barbie de olhos azuis, podia ser contra a desigualdade numérica entre veados azuis e amarelos, existem mais amarelos do que azuis! Podia ser contra...

Que nada! É contra o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, branco, louro, olhos azuis (?), casado com uma linda mulher, e Conservador até à medula!

Gozado, não sei explicar porquê, até porque nunca vivi nos EUA, mas  olho para Trump e vejo nele um americano de gema (nada a ver com a tez), e nesse ‘atleta’ aí vejo o RACISMO borbulhando, que me agride. Aliás, esses não se declaram afrodescendentes, antes de declarar, sob tortura, que são “american citizens”??

Eu não aguento mais ver negros, só negros, nos EUA e por aí, gritarem contra o racismo! Quer dizer, a prática do racismo SÓ é praticada por pessoas brancas!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

[Para que servem as borboletas?] A Rocinha e as ervas daninhas...

Valdemar Habitzreuter

A sociedade carioca está desesperada. Os tiroteios nas favelas envolvendo gangues de traficantes, forças federais e policiais sinalizam um cenário de guerra e deixam marcas de medo e terror. As favelas cariocas são excelentes redutos de marginais criminosos, devido à topografia da cidade do Rio de Janeiro, mapeada de morros onde a população mais carente – esquecida pelo Estado – acaba se estabelecendo, construindo seus barracos desordenada e precariamente, ensejando ruelas estreitas e becos que servem de esconderijos a traficantes e criminosos.

A maioria dos favelados é do bem e labuta pela sobrevivência, descendo dos morros para o asfalto todos os dias para trabalhar lá embaixo na cidade; as mais das vezes tem subempregos ou algum bico com os quais garante a subsistência própria e de sua família; gente boa, portanto, que quer trabalhar e levar uma vida digna e normal, e, se possível, ter seu churrasco na laje e rodas de samba nos finais de semana.

O grande problema, no entanto, é o alastramento e a desorganização das favelas, permitidos pelo governo e, aliado a isso, a falta de uma assistência mais profícua a essas comunidades – melhor escolaridade, educação, saúde e saneamento básico – que possibilitasse aos favelados uma vida mais digna, proporcionando sua inserção na sociedade carioca com bons empregos e não marginalizados com exíguos salários que lhes impõem uma vida difícil, ao ponto de nutrirem simpatia aos bandidos traficantes que, muitas vezes, distribuem benesses ao moradores.

O Estado sempre esteve distante e omisso quanto à assistência e melhoria social dos favelados. Se recentemente se preocupou em olhar para essa classe desfavorecida é porque em seu seio surgiu um Estado paralelo confrontando o Estado de direito. Traficantes têm um ambiente favorável nas favelas para estabelecerem aí seus quarteis generais onde arregimentam facilmente seus “soldados” para traficar drogas, com um soldo melhor do que se estivessem exercendo algum subemprego na cidade.

A comunidade faveleira sente-se refém desses marginais e grande parte é conivente com eles, uma vez que recebem a assistência que o Estado lhe nega. Os que não aceitam as diretrizes dos traficantes ou são expulsos ou mortos; o diálogo entre os chefões do tráfico e a comunidade se faz através de fuzis...

Este status quo de guerra que ora presenciamos nas favelas do Rio é uma demonstração de falência e fraqueza do Estado de direito do Rio de Janeiro. O que ocasionou esse caos foram duas vertentes de bandidagem, principalmente, nas últimas duas décadas: a roubalheira e corrupção dos que usurparam do poder do Estado, de um lado; e o imenso império marginal dos traficantes de drogas e armas que se estabeleceu nas favelas cariocas, de outro.

Trump rope-a-dopes the NFL and wins by KO

Leon Wolf

This is not an article about who is right and who is wrong. This is an article about who is winning and who is losing.

The color guard presents the American Flag as the bench of the Tennessee Titans remains empty during the national anthem before a game Sunday between the Tennessee Titans and the Seattle Seahawks at Nissan Stadium in Nashville, Tennessee. Photo: Frederick Breedon/Getty Images

And as someone who is a) not a fan of Trump (to use mild understatement) and b) believes that there are real racial issues that need to be addressed in this country, it is nonetheless obvious that Trump has won this dumb NFL national anthem protest battle decisively in the hearts and minds of the middle-of-the-road voters who decide presidential elections.

Watching this bizarre spectacle unfold has been surreal, from a political perspective. The NFL’s image has been tarnished a tad of late, but it is still the undisputed king of sports in America. Its ratings have slipped, but it is still the envy of every other sport and television property in the country, especially since live sports are the only programs that can’t effectively be watched on DVR with commercials getting skipped, and advertisers know it. And even though people have complained about the league, by and large a huge portion of the country still loves their team and their players.

Trump, on the other hand, is widely unpopular. Thanks to a recent bump caused by favorable reaction to his handling of multiple hurricane disasters, Trump is back to hovering around the 40 percent approval range, which is disastrous for a president whose presidency is not yet nine months old. Trump started his presidency with a historically shallow public honeymoon and things almost immediately got worse.

It seems incredible that Trump could pick a fight with the NFL and come out ahead, but that’s exactly what he’s done. And he did it by rope-a-doping the NFL into engaging him on the one territory where the NFL was sure to get massacred: by poking at the festering sore opened by former NFL quarterback Colin Kaepernick last year.

Trump knew that the country — even those who don’t watch football — was simmering with resentment over the relatively small number of NFL players who were unwisely choosing to air their grievances during the national anthem. He understood that even those who might otherwise be sympathetic with the players were disgusted with the way they were choosing to protest, perceiving it as a slight against the entire country, including especially veterans, the active military, and first responders.

Quase 600 mil orçamentados para o Aerus

A exemplo do ano passado, pode ser consultado no portal do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão o Projeto de Lei Orçamentária Anual - PLOA 2018.

No Volume IV – Tomo 1, página 156, está lá:



Relacionados:

O meu Plano para a Geração “Nem-Nem”

Cristina Miranda

O Governo criou um programa para a geração dos “nem-nem” ou seja aqueles miúdos barbudos com idade para ter juízo e responsabilidade que nem querem saber de estudos nem de trabalho.


Muito bem. Ora parece que este programa vai dar 700 euros mensais a estas criaturas que deverão desenvolver um projeto de empreendedorismo que a ser selecionado, permitirá aceder a um apoio de 10 mil euros para iniciar um negócio próprio. Ou seja, o governo que gosta de começar as casas pelos telhados com o dinheiro dos outros não entende que encontrou nesta fórmula apenas mais um impulso retardador, financiado, para que estes “jovens peludos” continuem a gozar seu precioso tempo livre à conta dos papás. Não funciona.

Para resolver o problema desta “juventude” temos de ir ao fundo da questão e isso, ninguém quer porque dá muito trabalho e responsabiliza todos aqueles que querem ver sua culpa sacudida: a família e o Estado.

A família é o pilar da educação. É de tenra idade que se ensina a ter objetivos e responsabilidades, princípios básicos da vida em valores com os quais o indivíduo crescerá. São as primeiras ferramentas. Com estas bases sólidas ingressa depois para a escola que lhe dará outros conhecimentos que irão complementar essas bases e farão dele um cidadão capaz de integrar o mercado de trabalho.

Ora o problema está quando ambas instituições se demitem do seu papel. Os pais educam os filhos como pequenos príncipes onde tudo lhes é garantido sem qualquer esforço nem mérito. São suprimidas todas as adversidades porque não os querem frustrar dizendo “sim” a quase todos os desejos para não os “traumatizar”. Na escola, não se ensina cidadania nem se prepara o indivíduo profissionalmente. Debita-se sim, um extenso programa curricular que é preciso cumprir a toda a força. Resultado: homens e mulheres que acabam o secundário (alguns nem isso) sem saberem lutar na vida, alheios completamente ao que se passa no Mundo. Crianças grandes impreparadas, mimadas e ignorantes que só pensam em ter muitos likes no facebook, Instagram e concorrer à Casa dos Segredos.

Não existem partidos de extrema-direita na Europa

Gago Coutinho

Não existem partidos de extrema-direita na Europa, estão proibidos depois da segunda guerra mundial. E bem.

Não existem partidos de extrema-direita a defender que se metam judeus nas câmaras de gás, negros, mestiços, etc...

Mas existem partidos de extrema-esquerda a falar muito bem dos terroristas palestinianos, e a debitar ódio ao povo judeu. Nada de novo.

O que existe na Europa são partidos de direita que advogam o fim do euro, o fim da islamização, a imigração controlada, com protecionismo económico, lutando contra o multiculturalismo, e bem.

O que existe na Europa são pelo menos dois partidos comunistas na Albânia e em Portugal. Mesmo depois de esta ideologia ter assassinado mais de cem milhões de pessoas.


O que existe na Europa são partidos comunistas a defender o regime chavista e de Maduro, a apoiar a Coreia do Norte, o regime comunista da Bolívia, para que o povo lhe aperta os sapatos sem ele precisar de se abaixar; o que existem são partidos comunistas a apoiar ladrões na América Latina desde o Lula à Cristina Kirchner e a perpetuar a pobreza, fome, miséria e assassinatos sem fim.

O que existe na Europa são partidos de extrema-esquerda apoiados pelos globalistas, a defender a sharia, consequentemente querendo descriminalizar a pedofilia e fazendo destes criminosos doentes mentais.

QUIZ: Gustave Courbet

Um controverso quadro de Gustave Courbet, um nu feminino, recebeu muitas críticas pelo seu realismo prosaico, alheio ao idealismo e a qualquer valor transcendente. De que obra falamos?


A  – A Origem do Mundo
As Meninas de Avignon
C  – O Encontro 
D  – O Jardim das Delícias

Carta da América

João Carlos Espada

Na América, está em curso um vigoroso renascimento conservador-liberal. Conseguirá a vaga conservadora em gestação na Europa acompanhar a linguagem liberal e antiestatista da sua congênere americana?

Foto: Associated Press
Nas últimas duas semanas, fiz uma pitoresca viagem americana, com início na jovial Universidade de Anchorage, no Alasca, e término na vetusta Universidade de Harvard, em Cambridge, MA. Por um lado, nada de novo: a cada passo, encontrei a vibrante sociedade civil e empresarial que sempre distinguiu a América. Por outro lado, algo de muito novo: emerge dessa sociedade civil uma profunda reação conservadora-liberal contra a engenharia social politicamente correta.

Esta reação apresenta traços que também se vislumbram na Europa: reafirmação do patriotismo, oposição à imigração descontrolada, reafirmação das diferenças entre os sexos, recusa do abaixamento de padrões culturais e morais. Por outro lado, estes traços, que poderiam ser designados como conservadores, surgem profundamente associados à reafirmação das tradições liberais americanas: redução da área de intervenção do estado, liberdade de expressão e de religião, prioridade às instituições espontâneas da sociedade civil, forte crítica às organizações burocráticas e ao despotismo das suas regulamentações inovadoras.

Nos voos das linhas aéreas do Alasca, o embarque é iniciado por um “convite aos passageiros das nossas Forças Armadas, a quem agradecemos o serviço que prestam à América”. Só depois são chamados os passageiros de classe executiva, ou com necessidade de assistência especial. Em quase todos os lugares públicos que visitei em Anchorage, encontra-se à entrada uma caixa para donativos às Forças Armadas. A bandeira americana esvoaça nas portas de inúmeras clássicas residências familiares de madeira. Os meus anfitriões amavelmente acrescentaram na porta de sua casa uma bandeira portuguesa.

Ainda bem que Merkel não é como Costa

João Marques de Almeida

Nos próximos quatro anos a tentação em Berlim será gerir a Europa de modo a impedir o aumento do eleitorado do AfD. Reformas ambiciosas ficarão para o futuro. O AfD exige menos Europa e menos despesas.


Se Angela Merkel fosse como António Costa, tentaria fazer uma coligação à direita, incluindo a direita radical e populista, o AfD. As eleições alemãs deram uma maioria de cerca de 55% aos partidos de direita. Se Merkel pensasse como Costa, tentaria construir uma geringonça alemã. Não é a esquerda portuguesa que nos diz que a geringonça é um exemplo para a Europa? Ou será um modelo apenas para as esquerdas? As direitas estão impedidas de geringonçar? Se Merkel agisse politicamente como Costa e colocasse uma geringonça alemã no poder, a novidade seria má para um país como Portugal. A tolerância de um governo alemão desse tipo para dívidas elevadas e programas monetários do BCE seria nula. Mas, para bem dos portugueses, da Europa e do próprio Costa, Merkel não é como o nosso PM.

Este exercício de especulação política mostra a fragilidade do argumento dos partidos da geringonça de que a diferença entre esquerda e direita é mais importante do que as diferenças entre partidos democráticos e liberais e forças políticas populistas, antidemocráticas e antieuropeias, as quais existem nas esquerdas (PCP, BE, Podemos, etc.) e nas direitas (AfD, Frente Nacional, UKIP, etc.). O resultado das eleições alemães mostra que os críticos da geringonça têm razão. Na política europeia, há diferenças mais relevantes do que a simples distinção entre a direita e a esquerda. Por isso, Merkel não fará uma coligação com o AfD.

Os libertadores, os acolhedores e os medrosos

Helena Matos

Isto começa a ser ridículo. A cada eleição num país europeu é isto: vai ou não subir a extrema-direita? Em seguida dá-se como adquirido que subiu. Por fim culpa-se a demagogia.

Pronto, lá veio o resultado que confirma a subida da extrema-direita na Alemanha. A cada eleição num país europeu é isto: vai ou não subir a extrema-direita? Em seguida dá-se como adquirido que a extrema-direita pode subir. E por fim que subiu. Naturalmente por causa das questões da imigração e dos refugiados que a dita extrema-direita (é unânime) trata com demagogia. Vão desculpar, mas isto começa a ser ridículo.

Subestimar a realidade nunca deu bom resultado. Por exemplo, quantas vezes terão lido os eleitores alemães notícias semelhantes a estas: Por que fogem os refugiados de Portugal? Cerca de 20% dos refugiados acolhidos acabaram por sair, a maioria para a Alemanha. Estava-se em 2016. A 11 de fevereiro de 2017 sabia-se que tinham desaparecido mais de 200 dos refugiados que Portugal acolhera ao abrigo do acordo da União Europeia. Em abril este número passou para 400…

Contas feitas, 40 % dos refugiados que tinham vindo para Portugal optara por deixar o nosso país. Muitos terão pago a traficantes para os levarem para outros países. A maior parte daqueles que tomam esta opção são homens sós mas já desapareceram famílias inteiras: “Portugal é uma ponte para a Europa que eles querem” declarava ao Expresso o responsável de uma associação que se ocupa da integração dos refugiados ao abrigo do Plano Municipal de Acolhimento da Câmara de Lisboa, cidade que se encheu de cartazes a acolher refugiados mas donde pelo menos metade dos ditos refugiados partiram, sem grande demora.

E que Europa querem esses refugiados/migrantes? A Europa chamada Alemanha, aquela Alemanha que agora foi a votos e lê notícias como estas. Mas querem-no pelo maravilhoso clima daquele país? Estupenda gastronomia?… Ou mais prosaicamente porque têm família instalada nesse país, porque dispõem aí do apoio das suas comunidades e porque podem também contar com os apoios de um estado social que consideram mais generoso e rápido do que, por exemplo, o português.

[Discos pedidos] Embuçado

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Charada (416)

Ontem, vi um carro parado
na frente de dois carros,
um carro entre dois carros
e dois carros parados
na frente de um carro.
Afinal, quantos 
carros eu vi?

domingo, 24 de setembro de 2017

Marcelo e os portugueses em Angola

Rafael Marques de Morais

Há dias ouvi o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, a justificar a sua ida a Angola para a tomada de posse de João Lourenço. “Há um presidente eleito, e o presidente da República de Portugal, uma vez convidado, vai à posse do novo presidente da República de Angola, pensando nas relações fundamentais que existem entre milhares e milhares de portugueses que estão em Angola e também alguns milhares de angolanos que estão em Portugal.”

Marcelo, o “homem dos afectos”, mostrou como as relações entre Angola e Portugal são traiçoeiras, mesmo para um homem com o seu gabarito verbal.

É ponto assente que o presidente de Portugal representa os portugueses. Por isso, teria bastado dizer que vai representá-los no seu todo.

Quanto aos “angolanos que estão em Portugal”, certamente não é o presidente português quem os representa. Além disso, o MPLA não permite que os angolanos na diáspora, incluindo em Portugal, votem. Não é a representação de Marcelo que vai suprir esse direito constitucional negado aos angolanos em Portugal.

Sobre os “portugueses em Angola”, temos aqui uma tese ofensiva amplamente difundida pelas classes política e empresarial, segundo a qual Portugal deve estar à disposição do MPLA para salvaguardar os interesses económicos e de segurança dos portugueses em Angola.

Essa tese suscita duas leituras. Primeiro, o MPLA – agora com a presidência bicéfala de José Eduardo dos Santos e João Lourenço – está colado ao poder e, por isso, é o único elemento que pode conceder oportunidades de negócios e proteger os portugueses. Esta é, mais ou menos, a leitura portuguesa.

A segunda leitura, mais de feição angolana, é crua. Se só o MPLA pode garantir negócios a Portugal e defender os portugueses em Angola, então é porque todos os outros angolanos que não são do MPLA e não estão no poder são – aos olhos dos poderes portugueses – uma ameaça aos interesses comerciais e à segurança dos portugueses em Angola.

Fuga para a vitória

Rio quer ser líder do PSD e chegar ao governo sem se mexer


João Pereira Coutinho

Falava há tempos com um entusiasta de Rui Rio que me dizia coisas tremendas. Sim, o partido não está bem. Sim, Lisboa e Porto serão dois vexames. Sim, Passos Coelho não entrega as chaves no dia 1 de Outubro. Que fazer?

‘É preciso reunir condições’, segredava-me ele, em tom doutoral. A primeira, pelos vistos, é conseguir que o líder do partido seja eleito pelos ‘notáveis’, não pela soldadesca ignara – uma ideia que começa a correr pelos melhores bestuntos.

A segunda, perfeitamente compreensível, é haver ‘sinais’ do dr. Costa. Dois anos na oposição até ao fim da legislatura é um sacrifício que se aguenta. Mas o dr. Costa devia mostrar-se mais ‘disponível’ para um entendimento pós-eleitoral com o PSD, garantindo ao dr. Rio o lugar de amanuense.

Por outras palavras: Rio quer ser líder do PSD (sem o conquistar) e chegar ao governo (por convite do PS). É o retrato de um vencedor. 
Título e Texto: João Pereira Coutinho, Correio da Manhã, 24-9-2017

A campanha não é insana, é asquerosa!


Juan Mesones


Carlos Lira

Carlos, que mal te pregunte, que va a comer hoje?” A saudação que Mesones me dispensava quando trocávamos ideias via telefone.

E agora, meu doce amigo espanhol, o que posso dizer ou o que posso digitar em homenagem póstuma a ti que ora partes rumo ao perfeito amor? E nesta ânsia de dizer mil coisas sobre ti (coisas simples tais como sentirei tua falta, meus pêsames, te respeito como o guardião do amor fraterno, etc.) fogem-me palavras simples para te homenagear. Agora estás só em teu refúgio situado dentro de um esquife envernizado, cercado de flores amorfas, sem vida, sem consistência sob a forma de monsenhores, cravos e rosas...

Olhos fechados por mãos caridosas, entraste em uma escura noite em pleno dia, silenciando silencioso, nenhum som. Nada se ouve em teu corpo inerte. Na ânsia de emitir mil palavras, nada disseste. Estás a sós com a tua surdez inseparável, restando a lembrança de um tempo em que conseguias gritar. Não importa, amigo Mesones, Liberdade plena ou Paraíso, um dia irei te encontrar! Todo uniformizado, engalanado com as vestes da Varig, entraste em um MD11, sem segurar a mão de ninguém. Seguiste o teu voo, esperando alguém entrar no próximo aeroporto.

Ninguém entrou, meu amigo e irmão em Cristo!

Olhaste aqueles dois nomes ao longo desta linha imaginária. Apenas lembraste, de uma forma triste que só aqueles que sentem saudade lembram. Passageiros famosos e os menos famosos, Madre Teresa de Calcutá, Papa João Paulo II, antes de tornar-se papa, outros menos famosos, cabine cheia, repleta de risos, viagens, jantares, brigadeiros, filmes nunca terminados. Coisas de sempre, coisas simples, simples como dizer “sinto falta de minha mocidade a bordo de aeronaves colossais, tornei-me veloz, supersônico ou quase isso, cortando mares, vencendo ares, falência da Varig, duro golpe, passeatas, andar trôpego, mesmo assim corria em tuas veias a – estrela brasileira no céu azul –, MD11 e teu bem querer, uma simbiose de amor eterno.

Em evento do Conselho de Psicologia, professora sugere que capitalismo gera suicídios

Marcelo Faria

Em um evento oficial do Conselho Federal de Psicologia (CFP) – aquele que deseja censurar o tratamento psicológico para homossexuais e cujo presidente é apoiador do ditador socialista Nicolás Maduro – ocorrido na última quinta-feira (21) na sede do próprio CFP em Brasília, a argumentação de uma das “especialistas” convidadas chamou a atenção.


Em sua explicação sobre os motivos que levam ao suicídio, a Doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal do Pernambuco (UFPE) e Professora de Psicologia do Centro Universitário Estácio em Recife, Vanessa Eletherio, utilizou uma argumentação marxista para afirmar que o “sistema sócio, econômico e político capitalista (…) que nós vivemos tem se intensificado de tal forma que potencializa o processo suicida”. De acordo com Vanessa, temos uma “potência do sistema capitalista que também contribui fortemente pro processo suicida”. Confira:


ILISP verificou a informação mencionada pela professora de psicologia. Cruzando os dados da Organização Mundial de Saúde sobre suicídios com o ranking de liberdade econômica da Heritage, é possível verificar que oito entre os dez países com maior taxa de suicídios por cada 100 mil habitantes no mundo estão entre os menos capitalistas, com dois países com maior liberdade econômica – Lituânia e Coreia do Sul – aparecendo somente na oitava e na décima posição no ranking:


Título e Texto: Marcelo Faria, ILISP, 23-9-2017

Não precisamos de feminismo, precisamos de cavalheirismo


Flavio Morgenstern

Feminismo é uma luta de classes aplicada a gêneros. Cavalheirismo é um código de conduta de homens para servir as mulheres.

Uma cidadã que o UOL dignou a alçar à categoria de colunista, chamada Regina Navarro Lins, escreveu uma “coluna” menor do que um textão de Facebook para defender (adivinhe! algo que exige muita coragem nestes dias!) o feminismo e atacar algo do que chamam de “patriarcado”. No episódio de Regina Navarro Lins, o caso foi dizer que “o cavalheirismo é péssimo para as mulheres”.

De acordo com Regina Navarro Lins, gestos de cavalheirismo (como abrir a porta do carro, deixar a mulher andar do lado de dentro da calçada* ou deixá-la entrar primeiro após abrir uma porta) são instados desde a juventude e, em linguagem histérica-feminista-padrão, “[c]omo é comum as pessoas repetirem o que ouviram desde cedo sem refletir!” (aposto que o leitor já sabia que viria um ponto de exclamação e a palavra “refletir”).

Apesar da auto-declaração de propriedade absoluta da capacidade de reflexão, que Regina Navarro Lins crê que fez com ineditismo na história da humanidade, quem menos parece ter refletido sobre o cavalheirismo desde o cavalo de Tróia parece ser nossa heroína, que o UOL faz questão de nos avisar que é psicanalista há 42 anos (alguém surpreso?), palestrante (alguém surpreso?) e participante do programa “Amor & Sexo” da Globo (sério, alguém surpreso?!).

É a velha tônica do progressismo e da problematização: inventar um siriricutico novo com algo inócuo (ou até vantajoso) para ser a primeira a reclamar de “micro-agressões” (ah, que vida sem louça pra lavar a destes progressistas!), denunciar com textão e esperar aplausos fáceis da lacrosfera, que então dirá: “Oh, muito obrigado por dizer o que eu não problematizei primeiro, Regina Navarro Lins, você é super legal.”

[Língua Portuguesa] “Melhora” ou “melhoria”?

Melhora” ou “melhoria”? Qual está certa?

Colunas anteriores:

QUIZ: Jean-François Millet

Pouco tempo antes da erupção do impressionismo, Jean-François Millet pintou telas de temática rural. Como se chama a obra da imagem abaixo?


A  – Moinho nas Margens de um Rio
O Casamento dos Camponeses
C  – As Respigadoras 
D  – Almoço na Relva

Charada (415)


Na prova de saltos
de um concurso hípico,
Constantino e o seu cavalo foram,
simultaneamente,
o 9º melhor
e 9º pior classificados.

Quantos cavaleiros 
participaram na prova?

sábado, 23 de setembro de 2017

INSS lança novo Portal na internet

Novo site tem foco nos serviços e destaque para o Meu INSS

O novo portal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entrou na rede mundial de computadores nesta quinta-feira (21 de setembro) com conteúdos aperfeiçoados, novo visual, foco nos serviços aos cidadãos e com destaque para o Meu INSS – site de serviços do Instituto em que é possível agendar atendimento, realizar consultas e obter extratos por meio de senha e login. Basta acessar www.inss.gov.br.

O novo portal utiliza o padrão adotado pelo Governo Federal e atende aos princípios da transparência, usabilidade, acessibilidade e integração com portais de outras instituições.

Pela primeira vez, será gerenciado pela própria Autarquia, que fará a atualização e inserção dos conteúdos técnicos do Portal. Além disso, ficará responsável por alimentar o site com releases para imprensa e realizar divulgação de ações e informações que sejam de interesse dos segurados.

Na página da Secretaria de Previdência, continuarão sendo disponibilizados, pelas próximas semanas, conteúdos relativos aos serviços e benefícios do INSS até que este novo site receba todos os aperfeiçoamentos devidos.

O e-mail para sugestões e melhorias é o acs@inss.gov.br

Título e Texto: Marcela Matos, Portal do INSS, 22-9-2017

Pesadelo da esquerda: a “lésbica nazi” da Alemanha

A esquerda não se interessa pelos direitos dos homossexuais – a esquerda apenas quer saber dos votos dos homossexuais e instrumentaliza-os de acordo com a sua agenda política

João Lemos Esteves

1. Imagine, caríssima leitora e caríssimo leitor, que as manas Mortágua encontram alguém na rua – e este alguém é uma jovem mulher, com ar esbelto, professora de química, uma intelectual, muito inteligente, radical no discurso político e… homossexual assumida. Qual seria a reação das estrelas do Bloco de Esquerda?

Seria certamente de congratulação por finalmente encontrarem a substituta ideal de Catarina Martins – Mariana Mortágua teria feito uma amizade para toda a vida, juntas pelas mesmas causas do feminismo, da luta contra as elites políticas, contra os burocratas de Bruxelas e a “bem da revolução”.

2. Pequeno senão: a jovem mulher, doutorada, feminista e homossexual que atrás descrevemos é… Alice Weidel [foto], a mulher de confiança de Franke Petry (líder da AfD), e candidata nas eleições de amanhã pelo partido de extrema-direita alemão.



Ou seja, a jovem que parece a Mariana Mortágua alemã é, afinal, não da extrema-esquerda, mas da extrema-direita – e muitos intelectuais de esquerda (do Bloco lá do sítio) apelidam-na de “lésbica nazi”.  E esta, hein?
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