quarta-feira, 4 de maio de 2016

Ana Amélia vota com o Relator


Macroscópio: Trump, ou começar a pensar no impensável

José Manuel Fernandes
Pronto. A pesada derrota de Ted Cruz nas primárias do estado de Indiana deixaram o caminho livre para a nomeação de Donald Trump como candidato presidencial dos republicanos à presidenciais do próximo mês de Novembro (até porque entretanto John Kasich, o outro candidato que se ainda estava na corrida, também já renunciou). O que nos obriga a pensar no impensável, porque esta nomeação era impensável há não muito tempo. Até por Trump não ser verdadeiramente um republicano, muito menos aquilo que os americanos designam como um “conservative”.


Daí que tenha pedido emprestado o título deste Macroscópio a uma revista política de Washington, uma revista ligada aos republicanos e que fazia a sua última capa precisamente com o título Thinking the Unthinkable: How to survive a Trump presidency. A revista em causa é a Weekly Standard, os autores do texto James W. Ceaser e Oliver Ward, o diagnóstico de partida formula o tal “impensável”: “Many political analysts today seem to have buried their heads in the sand. The "unthinkable" used to be Donald Trump's selection as the presidential nominee of the Republican party, a previously remote possibility now well within his reach. The prospect of his election as the 45th president of the United States was even more unimaginable. No longer: The Economist's Global Forecasting Service now classifies a Trump presidential victory as a "moderate" probability, with an impact comparable to jihadist terrorism destabilizing the global economy, according to the magazine's risk intensity scale.”

O alarme não vem só do campo republicano. No The Huffington Post, Howard Fineman, Global Editorial Director, não usa meias palavras: Here Are 7 Reasons Why Donald Trump Could Really Win In November. Que são as seguintes: “It’s the Economy, Stupid.”; Divided Democrats.; Republican Weakness.; Journalistic Weakness.; Hillary the “Incumbent.”; Trump Turns.; e ainda The Numbers. Vale a pena conhecê-las uma por uma, mas selecciono apenas esta passagem, sobre Hillary, que mesmo tendo perdido também neste última noite, não deverá deixar de ser a candidata dos democratas: “As much as Clinton talks about new ideas and a fresh start, she will be attempting the difficult task of holding the White House for the same party for a third-straight term. That last happened in 1988. More important, Clinton and her husband represent a force in the Democratic Party that is a kind of incumbency within an incumbency, and that is a perilous place to be at a time when voters so despise Washington.”

Bem, mas como foi que chegámos aqui? Eis alguns textos dos últimos dias e horas que procuram uma resposta: 

·         How Donald Trump Won the G.O.P. Nomination, de John Cassidy, na New Yorker, conta-nos o grau de surpresa com que esta nomeação está a ser recebida, um grau de surpresa que favoreceu Trump, que os seus adversários subestimaram-no demasiado tempo: “Historians and political scientists will be debating for decades how Trump got to this point, but any convincing explanation must acknowledge his talents as a demagogue and pugilist. Speaking on CNN last night, David Axelrod, one of the many commentators who initially dismissed Trump’s candidacy, said, “He’s proven himself to be very resourceful and very skilled.” Axelrod pointed, in particular, to Trump’s mastery of television and social media. On Fox, Rich Lowry, the editor of National Review, which has been in the vanguard of the Never Trump movement, said, “I have to tip my hat to what Trump has achieved.” Citing the fact that Trump didn’t have any pollsters or, until recently, any political organization to speak of, Lowry added, “It is completely incredible.”

Sobrevivente


Se o Impeachment é da Dilma Rousseff por que mencionar Fernando Collor?

Almir Papalardo

Prezado Senador Fernando Color:

Ontem, ao assistir mais uma sessão especial do impeachment da presidente Dilma, onde os convidados juristas eram contra o afastamento da presidente, fiquei impressionado por ouvir o seu nome tantas vezes pronunciado pelos juristas convidados para a defesa da presidente, quanto pelos senadores da base do governo, que chegava a confundir, guardadas as devidas proporções, se o impeachment se referia ao da Dilma Rousseff, ou se era o seu próprio impeachment, ocorrido já há mais de vinte anos. Por que então fazer-se comparações entre os dois impeachment, separados por mais de duas décadas, por motivos diferentes, quando na tentativa de salvar uma presidente que está sendo julgada, prejudicam e denigram a sua imagem, violando o seu direito de esquecer aquele triste episódio doloroso! 

Acredito, que nem os juristas convidados nem os senadores, todos com poderes constitucionais, podem fazer comparações entre os dois impeachment, prejudicando a sua atuação como político em atividade no Senado Federal. Vossa excelência, nada mais deve à Justiça, cumpriu, injusta ou justamente, não entro neste mérito, toda a pena que lhe foi imputada. O senador Fernando Collor está quite com os rigores da justiça! Pode ficar de cabeça erguida, não o ficando, porque, insensatos e desvirtuadores, insistem em ressuscitar um capítulo no afã de salvar a sua guru, porque ainda estão unidos a ela por um cordão umbilical que não querem de forma alguma cortar!

Consulte a sua equipe de advogados se pelo mal que lhe estão causando, não lhe dá amparo legal para entrar na justiça, cobrando por "Danos Morais", ou exigindo, na melhor das hipóteses, que seu nome não seja mais citado negativamente! 
Cordialmente, 
Almir Papalardo, 4-5-2016

Fidelidade

A RTP tem que cumprir a sua função

Vitor Cunha
Deveria José Rodrigues dos Santos, na RTP, ter mostrado um gráfico que explica o que já todos sabem, que o governo Sócrates foi uma desgraça para a dívida pública? Para os neo-urbanos-parolos, como aquele achado da psiquiatria que dá pelo nome de Tiago Barbosa Ribeiro ou para aquele jovem já no topo da carreira de carroceiro, João Galamba, não, não se deve dizer, que as pessoas ainda deixam de votar neles se perceberem a verdade. Como se as pessoas já não tivessem deixado de votar neles, tornando necessária a coligação com estalinistas e esganiçadas com capacidade para amplificarem a mensagem da estupidez humana do ligeiro virulento para níveis de elefantíase pandémica.

Porém, têm alguma razão. Se a RTP não for a máquina de extrema precisão e devidamente oleada de propaganda socialista, para que serve, então, a tal de RTP? 
Título e Texto: Vitor Cunha, Blasfémias, 4-5-2016

= 12 = O destino dos párias

José Manuel
Corria o ano de 2002, quase no final em que o PT já estava praticamente no poder. O dia em que ocorre a narrativa a seguir pode perfeitamente ter sido, em mais uma data 12, como as que se seguiram.

Dentro do gabinete da presidência da Varig, um homem honrado e ilustre, estava naquele momento, como presidente da empresa, lutando para salvar com todas as suas forças um patrimônio cultural, industrial e tecnológico com quase cem anos e mais de trinta mil seres humanos entre funcionários e dependentes.

Esse homem, era ninguém menos que  Ozires Silva, Coronel e engenheiro aeronáutico da Força Aérea, criador e fundador de uma das mais belas histórias industriais do Brasil, a Embraer.

Contabilizando os minguados trocados, depois de tantos planos econômicos fracassados, três, quatro tipos de sistemas monetários e uma inflação que esfrangalhou as suas entranhas, a Varig vinha se mantendo como uma UTI voadora constante, mas sempre desempenhando o seu papel de levar o nome do país, orgulhosamente verde e amarelo em suas asas, cada vez mais longe.

Foi então que adentrou no gabinete um facínora, com ADN corrupto em suas veias, já conhecido e hoje devidamente trancafiado pela Lava Jato.


O rol de processos desse indivíduo é tão extenso que não cabe aqui neste texto, nem vale a pena relembrar.

Ao tomar conhecimento dessa relação, a conclusão é de que é um super currículo do mal e que o alçava desde seu aprendizado em Cuba, já à época, a tentar subornar a Varig a contribuir para os seus asseclas de partido, com a premissa de que a própria Varig, o valor da sua imagem e o seu fundo de pensão à época, o quarto maior fundo privado brasileiro, seriam o tubo de ensaio para os butins que se sucederiam ao longo de quatorze anos. Os cento e treze bilhões, hoje, contabilizados por CPI, em desvios fraudulentos nos fundos de pensão das estatais, corroboram que o assalto à Varig seria apenas um treino à grande Blitzkrieg, em várias frentes Panzer, bem ao estilo nacional-socialista, em movimentos politicamente rápidos e precisos, dentro desses fundos de pensão.

Encerramento de atividades

29 de abril de 2016

Em Havana, os irmãos Castro torcem contra o impeachment de Dilma

Luis Dufaur

Ai de quem não aplaudir! Em Cuba nunca houve “golpe” 
e vigora a democracia como o PT gosta…
Entre os poucos governos comunistas ou bolivarianos que vão ficando no continente, o regime de Raúl Castro continua na dianteira do apoio à  presidente Dilma Rousseff para evitar seu impeachment.

Parafraseando os slogans de líderes petistas e lulistas – ou vice-versa –, Raúl condenou o “golpe de Estado parlamentar” contra o “governo legítimo do Partido dos Trabalhadores (PT) ”, numa declaração oficial distribuída pelo Ministério de Relações Exteriores em Havana, noticiou o jornal “La Nación” de Buenos Aires.

Como é bem sabido, em Cuba nunca houve “golpe de Estado”, ou pelo menos Raúl Castro nunca participou de nenhum deles, defendendo sempre a legitimidade dos governos democráticos até a hora de fuzilar seus representantes…

“Setores da direita representantes da oligarquia [N.R.: é Raúl Castro quem fala, e não um líder  do PT ou do PC do B], em contubérnio com a imprensa reacionária do Brasil, apoiados abertamente pelas multinacionais da comunicação e do imperialismo, consumaram na Câmara de Deputados desse país o primeiro passo daquilo que constitui um golpe de estado parlamentar”.

Segundo a Chancelaria cubana, trata-se de um “ataque baseado em acusações sem provas nem fundamentos legais contra a democracia brasileira e contra a legitimidade de um governo eleito nas urnas pela maioria do povo”, diz a nota, redigida em favor de Dilma Rousseff.

“Este golpe contra a democracia brasileira faz parte da contraofensiva reacionária da oligarquia e do imperialismo contra a integração latino-americana e os processos progressistas da região”, sublinhou a Chancelaria da “democracia castrista”.

Gerontocracia marxista consolidada no último Congresso do PC cubano. 
Todo um modelo ideal para o PT
O ditador de Cuba, Raúl Castro, voltou a insistir na ideia obsessiva de uma ofensiva contrarrevolucionária em curso na América Latina, durante a abertura do Congresso do Partido Comunista, noticiou a “Folha de S.Paulo”.

Dilma transfere culpa de seu governo de destruição para… a oposição

Luciano Henrique

Esta é mais uma para a oposição frouxa do PSDB (e às vezes até do DEM) aprender:

“Eu fui eleita com um programa e ele dizia que temos compromisso com programas sociais”, afirmou. Ela disse, então, que manteve os programas mesmo “enfrentando imensas dificuldades e com a paralisia política que paralisa a economia”. “Não estamos deixando o país parar. Quem está paralisando o Brasil são eles”, acusou.

Estão vendo como é?

Dilma destruiu intencionalmente a economia e mesmo assim ela transfere toda a culpa para… a oposição.

E ela não diz que a oposição “cometeu equivocou”, mas que paralisou o país intencionalmente.

Com isso, passa a ser imperdoável dizer que “Dilma é incompetente” ou que “errou na economia”.

É muito mais verdadeiro dizer que ela destruiu a economia intencionalmente do que ela apontar esse tipo de culpa (só dela, de fato) nos outros.

É hora de parar com ingenuidade no trato com esse monstro moral que atende por Dilma.
Via Luciano Henrique, Ceticismo Político, 3-5-2016

Sintonia e pensamento

Nelson Teixeira
Temos de ter muito cuidado com aquilo que pensamos. Nossa mente tem alto poder criativo, tanto para o bem quanto para o mal.

De acordo com os nossos pensamentos atrairemos coisas boas ou ruins. Sintonizamos com aquilo que pensamos. Dependendo do teor dos pensamentos poderemos atrair para nós muita dor e sofrimento. Por isso devemos fazer uma faxina mental sempre que pensamentos negativos tentem invadir a nossa mente.

Pensemos em coisas boas, situações boas, pessoas do bem, momentos alegres e atrairemos o bem.

Agora, se pensarmos em coisas ruins, situações difíceis, pessoas ruins entraremos em sintonia com o mal.

Quando sintonizamos com o mal, invariavelmente passamos a sofrer o assédio de pessoas voltadas para o mal, e situações ruins surgem para nós, sendo que até o corpo físico passa a sofrer as consequências, com o aparecimento de doenças sem causa definida.

Diante disso, o que você prefere? Alimentar pensamentos negativos, que só trazem o mal, a dor e o sofrimento, ou pensar coisas boas e viver em sintonia com a paz, a alegria, a esperança e a saúde? Veja: a escolha é sua. Sua vida será aquilo que pensar. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 4-5-2016

terça-feira, 3 de maio de 2016

Collor, Dilma, crime de responsabilidade, falta de decoro, PC Farias de ontem e de hoje

Cesar Maia

1. O impeachment de Collor teve como provas documentais um automóvel que ganhou de presente, e a fake operação Uruguai para cobrir déficit de campanha. A primeira foi usada para justificar a falta de decoro no exercício da função. Posteriormente, Collor não foi condenado pelo STF. Não foi enquadrado no Código Penal por corrupção. Depois foi eleito Senador.

2. Mas a corrupção no governo Collor sob o manto coordenador de PC Farias reunia fatos e testemunhas de todos os tipos. O medo inibia as testemunhas de formalizar. Mas as histórias eram faladas e detalhadas todos os dias. Na fase final – segundo empresários – o esquema PC não queria mais comissão em espécie ou em depósitos, mas ações das empresas, participações no controle acionário. Empresários passaram a dizer que já não era corrupção, mas subversão.

3. Em Brasília, se dizia que havia o compromisso de PC de arrecadar um bilhão de dólares por ano. Depois do primeiro ano foi feita uma festa em Brasília, com garçons de casaca e luvas brancas, em que se disse que a cota do primeiro ano não foi alcançada, mas se chegou perto. PC foi assassinado e até hoje não se sabe a autoria. Mas se garante que foi queima de arquivo.

4. A Câmara de Deputados e agora o Senado julgam o impeachment de Dilma em base a provas documentais, as apelidadas pedaladas fiscais. Mas os fatos que cercam seu governo – não há como justificá-los pela desinformação da Ministra de Minas e Energia, Ministra da Casa Civil e Presidente –, pois seria imaginar que se trata de uma idiota, o que certamente não é o caso. Collor certamente não era e não é um idiota.

Não, o Brasil não é o PT! Julguei que nunca diria isso, mas, gente!, a atuação do Procurador do TCU, Júlio Marcelo de Oliveira e...

... de Fábio Medina Osório...


... atuações brilhantes!
Você, querido leitor, ainda está indeciso?

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Paulo Paim critica impeachment da presidente Dilma e defende a democracia (e diz que ficou triste)

Confira a peroração do senador petista, Paulo Paim, no Plenário do Senado Federal em sessão para… comemorar o Dia do Trabalhador…


Atente à linguagem “eles não têm!, eles não têm!”, quer dizer, “eles”, os outros que são oposição à atual governança do Brasil, nos quais eu me incluo, não têm… o quê? Votos no Senado? Legitimidade para querer o afastamento da atual presidente?!

Não entendo, eu sou aposentado pelo Aerus, quero o afastamento, não só da presidente, como de toda a infiltração petista, o que me tornei agora? “Eles”?!

Muita gente não percebeu ainda que faz parte de “Nós” só quando interessa a quem está no leme… pois ajuda a parecer muita gente na embarcação…
Abraços./-
JP

Relacionados:

“Escreventes” portugueses são nojentos…

Orra, eis que passando pela minha página no Facebook me deparo com esta manchete do jornal Expresso(com as fotos de Pedro Passos Coelho e Assunção Cristas)

Passos ganha salário como vice-PM

Tem que ser muito ignorante ou FDP para não perceber a intenção do ‘escrevente’! E, não esqueçamos, generoso leitor, que Passos Coelho, apesar de ter vencido as últimas eleições legislativas, atualmente é só presidente do maior partido de oposição ou o partido com MAIS parlamentares eleitos nesta atual legislatura!

Bom, aí você lê a matéria, no segundo e terceiro parágrafo olha só:

“O PSD não esclarece, no entanto, por que razão o teto salarial escolhido é o do salário de vice-primeiro, cargo que poucas vezes existiu nos elencos governativos e que foi desempenhado entre 2013 e 2015 por Paulo Portas, líder do CDS.

“Assunção Cristas não explica no registo de interesse que tipo de complemento salarial recebe. Ao Expresso, a assessoria de imprensa do partido afirma que recebe “o diferencial que lhe permite (acumulando com o vencimento de deputado) auferir o mesmo que recebia antes de ir para o Governo”. Mas sem revelar o montante.”

Enfim, o negócio é desqualificar o demônio (e demonizado) Pedro Passos Coelho…

Agora, preste atenção ao último parágrafo:

A prática de os partidos pagarem salário aos seus líderes é comum. António Costa, por exemplo, quando deixou o cargo de presidente da Câmara de Lisboa, no dia 1 de abril de 2015, e passou a dedicar-se a tempo inteiro ao PS, sem ser deputado, recebia do PS o salário definido na era da direção de Seguro — o equivalente ao de primeiro-ministro (5001 euros).”

Ora, orra! Se é comum essa prática por que criar uma “notícia” sobre o que Passos Coelho ganha PAGO pelo seu (dele) Partido?!... 

Esse jornaleco, aglomerado de socialistas e bloquistas, cuidou de publicar a “notícia” de quanto ganhava o cínico António Costa quando este brincava – e divertia os escreventes do Expresso, do Público, da SIC, da RTP e etc – de Secretário-Geral do Partido Socialista?!

De novo!


Os sabotadores do Brasil


A revista IstoÉ não poupa a dupla de sabotadores do Brasil:

Eles querem sabotar o Brasil

Orientados pela presidente Dilma Rousseff e por Lula, movimentos sustentados pelo governo infernizam o País, enquanto o Planalto faz o diabo para tentar inviabilizar a futura gestão de Michel Temer

Marcelo Rocha

A tática é velha, surrada e remete a Roma antiga. Tal como o imperador Nero fez com a capital ocidental do Império, para depois atribuir a culpa aos cristãos, o PT pôs em marcha, nos últimos dias, o que internamente chamou de “política de terra arrasada”.

Orientados pelo ex-presidente Lula, com o beneplácito da presidente Dilma Rousseff, e inflamado por movimentos bancados pelo governo, o partido resolveu tocar fogo no País – no sentido figurado e literal. A estratégia é tentar inviabilizar qualquer alternativa de poder que venha a emergir na sequência do, cada vez mais próximo, adeus a Dilma.

A ordem é sabotar de todas as maneiras o sucessor da petista, o vice Michel Temer, apostando no quanto pior melhor.

Mais uma vez, o PT joga contra os interesses do País. Não importa o colapso da economia, os 11 milhões de desempregados nem se a Saúde, a Educação e serviços essenciais à população, que paga impostos escorchantes, seguem deficientes.

A luta que continua, companheiros, é do poder pelo poder.

Como Nero fez com os cristãos, a intenção dos petistas é de que a culpa, em caso de eventual fracasso futuro, recaia sobre a gestão do atual ocupante do Palácio do Jaburu. Só assim, acreditam eles, haveria alguma chance de vitória quando o Senado julgar, em cerca de 180 dias, o afastamento definitivo de Dilma.

Homens chegam à maturidade só aos 54 anos

De acordo com uma pesquisa britânica, os homens só se sentem adultos e resolvidos aos 54 anos. A maturidade feminina, porém, chega muito mais cedo. Mas por que a diferença? Veja na reportagem!

A grande farsa. E a catástrofe anunciada

José Manuel Fernandes
Temos um Governo que diz uma coisa em Bruxelas e outra aos portugueses, que promete à DBRS o que ilude aos parceiros da geringonça. Mas que já tem "narrativa" para tudo: a culpa é sempre dos outros.

Há imagens que são mais reveladoras do que mil palavras. E as imagens do embaraço do ministro das Finanças, na passada quinta-feira, quando não soube como esconder que, afinal, havia mesmo um anexo “secreto” do Plano de Estabilidade, dizem tudo. E esse tudo é que estamos a viver mais uma farsa, mais uma comédia de enganos em que se diz uma coisa em Bruxelas (ou à DBRS, a quem o ministro das Finanças sugeriu que estaria “pronto para subir os impostos indiretos — não os diretos — se for necessário”) e outra aos portugueses.


Horas antes tínhamos assistido, no Parlamento, à cena caricata de um primeiro-ministro a acenar com um papel que antes não tinha sido distribuído aos deputados, e ainda menos aos jornalistas, e onde estavam discriminados os cortes que ninguém queria assumir. Isto um dia depois de o mesmo Parlamento ter debatido – com o primeiro-ministro significativamente ausente – um Plano de Estabilidade que, afinal, estava truncado.

Mais: como Pedro Romano mostrou, o que caracteriza este plano é, nos números, seguir quase à letra a cartilha europeia e, nas medidas concretas, ser completamente omisso ou, então, vender gato por lebre. Ou melhor, prometer austeridade sem a concretizar: lendo o PE percebe-se que os cortes em gastos com salários da administração pública e em prestações sociais atingem mais de 3 mil milhões de euros, mas do lado do Plano Nacional de Reformas, só se promete mais despesa. Até os parceiros da geringonça desconfiam, como especificou o Jerónimo de Sousa ao referir que quer explicações sobre a redução de 150 milhões de euros em apoios sociais e o corte de 135 milhões em investimento público já em 2017 e que constam do tal anexo “secreto”.

Aquilo a que estamos a assistir não é apenas uma mistificação ocasional, antes faz parte de um processo em que as várias partes da geringonça tratam de construir a sua narrativa, uma “narrativa” capaz de justificar – ou ir justificando, pois as coisas estão a complicar-se – o seu fracasso. Onde alguns já vêem vitórias por KO não está mais do que o cimento da aflição: todas as partes da geringonça sabem que não podem roer a corda neste momento, todas também sabem que no dia que isso acontecer necessitam de um bode expiatório, que até já escolheram: a União Europeia.

Nem Lula comparece ao enterro da última quimera de Dilma

A ainda presidente volta a subir no palanque golpista da CUT e acusa de Temer de pretender fazer o que ela já fez: cortar programas sociais
Reinaldo Azevedo
Nem Lula compareceu ao enterro da última quimera de Dilma Rousseff, neste domingo, no Vale do Anhangabaú, onde a CUT comandou a patuscada que se queria antigolpista. Consta que o chefão está rouco. Tomara que fique bem para assistir, gozando de plena saúde, à derrocada do PT.

Uma das maiores mistificações políticas da história do país — ousaria dizer que é a maior — se desmoraliza de forma espetacular. Esse casamento exótico entre o arranca-rabo de classes, o populismo rasteiro e a cleptocracia conduziu o país à maior crise de sua história.

Dilma estava lá, como se sabe, com o seu uniforme vermelho. O azul é para as entrevistas à imprensa nacional e estrangeira. E anunciou o aumento médio de 9% para o Bolsa Família e a correção de 5% da tabela de Imposto de Renda. O que isso significa? Aumento de dívida pública num país quebrado. Bom para quem cobra do governo juros de 14,25% ao ano.

Ou por outra: Dilma mantém pobres os pobres e enriquece os banqueiros. Obra de gênio. E, diz ela, inimigos dos desvalidos seriam seus adversários.

Como de hábito, demonizou Eduardo Cunha, voltou a falar em golpe e disse que Michel Temer, seu sucessor — cujo nome não foi pronunciado —, pretende acabar com o Bolsa Família. Mandou ver: “Eles fazem isso numa tentativa de nos paralisar. Enquanto fazem isso, o governo está fazendo a sua parte”.

Trata-se de uma farsa de vários modos. Levantamento feito pelo DEM, com base em dados oficiais, que não tem como ser contestado pelo governo, divulgado em reportagem de O Globo neste domingo, evidencia que Dilma, ela mesma, teve de passar o facão nos programas sociais no Orçamento de 2016. Ou por outra: como a sua política econômica quebrou o país, mergulhando-o na recessão, o que fez despencar a arrecadação, os pobres vão pagar o pato.

O 'seu' a seu dono...


Queixinhas sindicais

Lura do Grilo

Foto: Mário Cruz/Lusa
A CGTP lá veio com queixinhas dos trabalhadores sindicalizados serem cada vez menos. As patéticas proclamações de rua e desfiles são uma tragicomédia estalinista. De facto a CGTP não percebeu ainda as razões dos trabalhadores, incluindo eu próprio, não quererem fazer parte da sua agremiação:

O sindicalista tem regalias superiores a qualquer outro trabalhador;

O sindicalista desempenha a sua actividade à custa do suor dos outros trabalhadores e não por dedicação à causa;

O sindicalista exerce coação e efectua represálias sobre os trabalhadores que não colaboram com eles;

Os sindicatos são correias de transmissão do comunismo, ideologia que está para os direitos do trabalhador como a sarna está para a pele;

Os sindicatos têm mantido um estranho silêncio sobre a miséria dos trabalhadores cubanos, venezuelanos, norte-coreanos e muito menos justificado a completa inactividade dos sindicalistas destas paragens às quais efectuam viagens de "trabalho" e louvam os respectivos dirigentes;

O silêncio é tanto mais estranho quanto as politicas e a organização económica nesses países são iguais às que pretendem para Portugal;

Os sindicalistas são sectários e tratam casos iguais de forma distinta (veja-se o caso dos trabalhadores que morreram num desabamento nas obras do Mercado de Setúbal);

O Impeachment no Senado

Almir Papalardo

Prezados Senhores Senadores:

Indagamos aos indecisos que ainda não sabem como irão votar no impeachment da presidente Dilma o porquê de tamanha indecisão? Não têm plena certeza se irão apoiar ou descartar o triste e desgastante processo que envergonha uma nação que se preza? É triste, realmente, mas vossas excelências terão de votar, não devendo fugir do problema optando pela abstenção!

Realmente, a vida que está sempre testando a nossa sensibilidade e tirocínio, colocou-os sabiamente numa grande encruzilhada, onde um voto equivocado colocará vossas excelências como incapazes e ineptos para direcionarem os passos de milhões de inocentes e humildes cidadãos comuns, que os colocaram no poder para representá-los! O povo deseja muito confiar em governantes certos, que se façam merecedores dos seus votos!

Já que estão inseguros quanto ao voto que darão na hora de votar, que graças a Deus será ao vivo para toda a população tomar conhecimento e procedimentos futuros, analisem desde o início da crise porque tal situação chegou a este auge insuportável, num ponto incontrolável, roubando-nos a paz, a segurança e a tranquilidade! O Brasil está parado...

Baseiem-se somente na vontade do povo que é a "voz de Deus", como ensina-nos um sábio e acertado ditado popular. Analisem com sabedoria o número de manifestantes que são favoráveis ao impeachment e os que são contrários. Ainda assim estão confusos? Não confiam no senso de responsabilidade e justiça de 367 deputados que optaram pelo impeachment? Analisem a conduta e a espontaneidade dos manifestantes das duas facções. Procurem descobrir na Cartilha Constitucional o que "é verdade e o que é mentira", e quem dos dois grupos realmente instiga o confronto e à violência!