terça-feira, 19 de março de 2019

Band News: Coletiva de Imprensa dos dois presidentes no jardim da Casa Branca

Entrevista de Jair Bolsonaro à Fox News

[Varig/Aerus] Aposentado escreve ao presidente Bolsonaro


Niterói, 19 de março de 2019

Exmo. Presidente da República.
Exmo. Presidente Jair Messias Bolsonaro

Em primeiro lugar cumprimentar Vossa Excelência pelo cargo maior que está exercendo e desejando sucesso na sua gestão de quatro anos à frente do Governo Brasileiro. DEUS PAI comandando vossas ações e decisões à frente do Governo.

Escrevo em meu nome e em nome de todos os funcionários da VARIG que, infelizmente, foram espezinhados e humilhados pelo governo do PT no caso Varig.

Fomos massacrados por estes dois governos do PT. A Varig, grande companhia aérea brasileira, foi levada a uma situação de grandes dificuldades financeiras e os dois governos petistas não se importaram em ajudar esta que prestou relevantes serviços ao Brasil e à População Brasileira por longos 79 anos (1927 ano de sua fundação até 2006 ano que infelizmente ela foi vendida em um leilão fajuto ocorrido em 20 de julho de 2006).

Todos nós, funcionários da VARIG, fomos colocados na rua da amargura. A Varig foi leiloada neste leilão fajuto e depois revendida (sua parte boa nove meses depois) ao Grupo GOL por um valor de 320 milhões de dólares.

Seus trabalhadores nada ganharam com esta revenda, muito pelo contrário. O pessoal da ativa que foi demitido por telegramas e telefonemas no início de agosto de 2006 ficou a ver navios e até hoje não receberam aquilo que eles têm de direito. Perderam seus empregos, perderam suas aposentadorias no Fundo de Pensão AERUS que sofreu intervenção da Secretaria de Previdência Privada hoje Previc, em 12 de abril de 2006.

Os aposentados e pensionistas do Fundo de Pensão AERUS sofreram enormes perdas em seus benefícios desde 2006 até o ano de 2015. Nove anos de sofrimento e angústia. Hoje, nós, aposentados e pensionistas do AERUS recebemos o que temos direito devido a uma Antecipação de Tutela determinada por desembargadores que entraram com ações contra o Governo Federal. Voltamos a receber devido a esta ação de Antecipação de Tutela. Mas os nove anos em que os nossos benefícios do AERUS foram achatados (achatados e muito) até hoje não recuperamos. Os atrasados até hoje não recuperamos de forma alguma.

O que eu informo para Vossa Excelência é que a VARIG ganhou definitivamente a ação de Defasagem Tarifária no Supremo Tribunal Federal em agosto de 2017, mas até hoje os cálculos para ressarcir esta ação ganha pela VARIG continuam em estudos e mais estudos na AGU.

[Daqui e Dali] O atrevimento não tem limite

Humberto Pinho da Silva

Quando frequentava o liceu Alexandre Herculano, no Porto, tinha como companheiro, rapaz de olhos tímidos, que se isolava da restante turma.


Mal a sineta tocava, indicando que era hora de recreio, saía, calmamente, e logo se encostava ao balcão do vestuário, a conversar, ou melhor, a ouvir, a senhora Olívia, mulher baixinha, de meia-idade, responsável pela roupa, e demais utensílios dos alunos.

Era, na ocasião, o “urso” da turma. Sempre tinha resposta pronta, na ponta da língua, e indicador alçado ao céu de estuque da sala.

Mais tarde, inexplicavelmente, foi decaindo, chegando a reprovar, uma ou duas vezes, o mesmo ano.

Lembrei-me desse infeliz ao falar com o amigo Zé; e no que me disse, em dia de confidências: “Raras vezes aceitam as minhas ideias! …”

É que muitos anos depois de ter deixado os bancos liceais, encontrei-o, como balconista, numa livraria da minha cidade.

A fisionomia era a mesma, assim como o aspecto físico, mas logo pressenti, que dentro daquele corpo franzino, de olhos tristes e acabrunhados, havia espírito de invulgar capacidade.

Durante a curta conversa que travamos, disse-me: que ninguém o levava a sério, porque: “humilde trabalhador, nunca tem razão…”

Otávio Rêgo Barros, porta-voz da presidência do Brasil: “O que é a CIA?”

Entrevista coletiva com o Porta-voz do Presidente Bolsonaro, Otávio Rêgo Barros, após evento na Câmara de Comércio dos Estados Unidos - Brazil Day in Washington


Relacionados:

Visita do presidente aos EUA: William Waack e Alexandre Garcia comentam


[Aparecido rasga o verbo] O Drama nosso de cada três

Aparecido Raimundo de Souza

ACORDEI SOBRESSALTANDO com a Francisca Ambrosiana, minha mulher cochichando com alguém estranho que não poderia ser visto por mim. “Vai, vai só lhe resta esta saída”. Meu espanto se fez maior, quando abri os olhos e os esfreguei três vezes com as costas da mão direita. Não, com as costas da mão esquerda. Não importa. O que interessa é que, de fato, esfreguei.

Que droga! Havia um homem saindo, ou melhor, se esgueirando em direção à varanda. Um homem comprido, de esqueleto magro, só de cueca. Uma cueca vermelha. Vermelha ou preta? Esfreguei de novo os olhos. Mas como? Impossível! Estávamos no décimo terceiro! A não ser que o filho da puta fosse irmão gêmeo do Homem Aranha.   

De qualquer forma, com a imagem da cueca e com pulga atrás da orelha, pulei do sofá como se tivesse molas no traseiro. Precisei me esconder atrás da enorme estante de livros. Minha filha Ellen, de oito anos, pintou sem aviso prévio no corredor que desembocava no centro da sala.
- Que foi isso, Francisca Ambrosiana? Que diabo está acontecendo aqui?
Francisca Ambrosiana, os seios de fora enrodilhada numa toalha pequena que lhe cobria somente aquelas partes proibidas, berrou, fora de si:
- Não está vendo Ricardo? O prédio parece que está com princípio de incêndio num apê aqui no andar abaixo do nosso. Faça alguma coisa.
- Ligou para a portaria?

- Não.
- Chame o corpo de bombeiros.
Francisca Ambrosiana passou a mão no telefone:
- Você sabe o número?
- Que número Francisca? Da portaria ou do bombeiro?
- Os dois, Ricardo. Qualquer um serve.
- Não faço a menor ideia. Veja na agenda.
- Não temos agenda. Lembra que a última o papagaio picou toda no bico?

- Pergunte pra Maricotinha, nossa empregada.
- Hoje é domingo. Maricotinha está de folga. Esqueceu?   
- É mesmo!
- Merda! E agora, o que é que eu faço?
- Sei lá. Se a coisa piorar a gente vai pra varanda e pula.
- Ricardo, estamos no décimo terceiro...
- Verdade. Tudo bem. Cadê a gritaria que não estou ouvindo?
- Acho que nesta altura do campeonato foi alarme falso.
- Como é que é?
- Eu disse Ricardo, que foi alarme falso. A Bia do 501 interfonou a pouco. Me deixou desesperada. 
- Por que desesperada?

- Porque fui pega de surpresa. Não pretendo morrer queimada... como uma galinha dentro de um forno...
- É impressão minha ou você está me escondendo algo?
- Acho que você ainda está dormindo. Tá vendo no que dá chegar tarde da noite e ainda por cima bêbado feito um gambá? Acorde, homem de Deus. Olhe o relógio. Quase sete da manhã.
- Não cheguei bêbado, Francisca Ambrosiana. Estava com os amigos e com os diretores da empresa. Por favor, não mude de assunto. Quem foi que saiu daqui se escafedendo ai para a sacada?
- Pra onde?
- Sacada, Francisca. A mesma coisa que varanda.
- Eu sei. Não sou burra.
- OK. Quem saiu em direção a ela?
- O Super-Homem...

Charada (787)

Siga estes passos:

1. Pense num número inteiro de 2 a 9.
2. Multiplique esse número por 9.
3. Se obteve um número com dois dígitos, some esses dígitos.
4. Subtraia 5 ao resultado da soma.
5. Troque o número que obteve na subtração pela letra do alfabeto correspondente (A = 1, B = 2, C = 3, D = 4, F =5, etc.).
6. Pense num país europeu cujo nome começa por essa letra.
7. Finalmente, pense num animal (réptil) cujo nome começa pela segunda letra desse país.

Veja a solução.
Será que conseguimos
ler o seu pensamento?

segunda-feira, 18 de março de 2019

[Atualidade em xeque] A alegria BNDES e a tristeza VARIG

José Manuel

Este texto não tem a intenção de acusar ninguém, mas sim mostrar como governos mal-intencionados arrasam a economia de um país destruindo os pilares básicos das relações capital/trabalho e se baseia meramente em informações divulgadas pela imprensa.

Os fatos são em si conhecidos e demonstram claramente o quanto determinadas peças de um tabuleiro de xadrez podem desvirtuar a essência de um jogo milenar. Qualquer alusão contrária aos fatos aqui relatados, é mera retórica sem justificativa técnica ou moral.

"O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é uma empresa pública federal, com sede e foro em Brasília, Distrito Federal, e escritório no Rio de Janeiro, cujo principal objetivo é o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira."

O BNDES, aquele banco de fomento, que teria que ter tido não só a obrigação de aporte  financeiro a uma grande empresa, sua função econômica e social preponderante, mas, acima de tudo, moral com o Brasil, por tudo o que a VARIG sempre representou para o país sem a menor sombra de dúvida, foi fundado em 20 de junho de 1952 durante o governo Vargas.

Nos seus sessenta e sete anos de atuação como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, teve até aos dias de hoje, trinta e sete presidentes, indicados sempre pela presidência da república, ficaram em média de um a três anos, com um destaque especial  nos governos Lula e Dilma, para um nome sobejamente conhecido de todos, em especial neste momento, "Luciano Coutinho", citado aqui em uma publicação na imprensa.

A publicação em tela se refere ao blog "O Antagonista" em 14 de março de 2019. 
Este funcionário público permaneceu na função de presidente do BNDES por nove anos, entre maio de 2007 e maio de 2016, fato raro em toda a história desse Banco Federal. 

Agora, em 11 março de 2019, segundo o mesmo blog "O Antagonista", O TCU condenou a Fundação de Assistência e Previdência Social (Fapes) a restituir aos cofres do BNDES cerca de R$ 450 milhões aportados ilegalmente no fundo de previdência dos funcionários.

Governo (do Brasil) fixa critérios para ocupação de cargos e funções comissionadas

As nomeações terão de estar de acordo com a Lei da Ficha Limpa

Andreia Verdélio

O governo estabeleceu hoje (18) critérios, perfil profissional e procedimentos gerais para a ocupação de cargos em comissão e funções comissionadas na administração federal direta, incluindo autarquias e fundações. O Decreto nº 9727/2019 foi publicado no Diário Oficial da União e entra em vigor dia 15 de maio.

A medida atinge os mais de 24,5 mil cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS) e das Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE). Hoje, cerca de 3,7 mil ainda estão vagos, à espera de nomeação.

Os critérios gerais para a ocupação dos cargos e funções são idoneidade moral e reputação ilibada; perfil profissional ou formação acadêmica compatível; e não estar impedido de acordo com a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 64/1990). De acordo com o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário [foto], a medida é inédita, pois até hoje não havia regra que impedia a nomeação de pessoas que se enquadravam na Lei da Ficha Limpa.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

“A norma visa trazer maior qualidade dos indicados, tanto na parte de comportamento quanto de perfil profissional, da capacidade de gerar o trabalho que a população espera que ela entregue como ocupante de cargo público”, destacou Wagner Rosário.

De acordo com o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, o decreto traz critérios mínimos, que poderão ser ainda ampliados por cada órgão no preenchimento dos cargos e funções. “O objetivo é qualificar ainda mais a gestão pública e blindar qualquer nomeação de pessoas que não têm perfil adequado”, disse, acrescentando que a medida pode servir de referência para que estados e municípios também adotem seus critérios.

Paris, sábado, 16 de março de 2019: 25 minutos no meio dos manifestantes


Vídeo: Wheeler-Fisher, 17-3-2019

Relacionados:

Gilets Jaunes : le pouvoir à la dérive – Journal du lundi 18 mars 2019

Black Blocs, Paris, 16-3-2019

Gilets Jaunes : le pouvoir à la dérive
Nouveau désaveu pour l’exécutif. L’acte XVIII des Gilets Jaunes a donné l’occasion à des centaines de casseurs de saccager la Capitale… Après des semaines de répression musclée contre les manifestants pacifiques, le gouvernement n’a pas réagi face à l’extrême-gauche… Pendant les scènes de chaos sur les Champs Elysées, Emmanuel Macron était au ski…

Gilets Jaunes : Le casse-tête des Républicains
Les Républicains face à un dilemme. Alors que le mouvement ne bouderait pas une partie de l’électorat Gilets Jaunes, il est bien difficile de conjuguer leur fonctionnement. Chronique d’une séduction vouée à l’échec.

Glucksmann ou la mort du PS
La mort des socialistes en passe d’être consommée. Raphaël Glucksmann est officiellement la tête de liste pour les élections européennes. Une manœuvre qui lui permettra de mêler aux socialistes les membres de sa formation politique Place Publique… une solution de dernier recours pour le PS qui pourrait bien avoir signé sa mort politique.

Imparcialidade

Nelson Teixeira

Nosso lar é o berço de tudo, e é um ledo engano achar que nossas atitudes no lar e em nossa sociedade devem ser diferentes.

A sociedade é a extensão ampliada de nosso lar, e devemos manter sempre nossa conduta em qualquer circunstância que estejamos. Devemos lembrar sempre que nosso caráter deve ser único em todos os momentos ou lugares em que estivermos.

Nossa calma, segurança e imparcialidade deve ser a mesma sempre, pautando pelo bom senso e inabalada conduta.

Somos o que somos em qualquer lugar. Não faça nada por interesse nem impulso, e procure sempre ser justo e imparcial nas suas decisões.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 18-3-2019

Faleceu Marcio Valério, cofundador do Movimento ACORDO JÁ!

Com imenso pesar comunico o falecimento do querido amigo Marcio Valério Oliveira esta madrugada. Um grande companheiro de luta do nosso Movimento ACORDO JÁ!

O enterro será às 17h no cemitério Jardim da Saudade de PACIÊNCIA.

Segue em paz, meu querido amigo!
Obrigada pela sua amizade. Reafirmando suas palavras: AMIGOS PARA SEMPRE!
Texto: Dayse Mattos, 18-3-2019

Minhas sinceras condolências à família enlutada!
JP

Rio de Janeiro, em frente à sede do AERUS, 13 de agosto de 2009; Marcio é o último da direita
Relacionado:
Marcio Valério: "O nosso governo de esquerda utiliza processos de tortura que fariam inveja aos bons tempos do Terceiro Reich"

Charada (786)

Fátima decidiu fazer um bolo.
Considerando que:

a. 10 minutos antes de pôr um bolo no forno, ela pôs o gato na rua;
b. Como o bolo devia ficar 35 minutos no forno, ela acertou o relógio do forno para que tocasse assim que terminasse esse tempo;
c. Logo em seguida, foi fazer um café, tendo demorado 6 minutos nessa tarefa;
d. 3 minutos antes de acabar de beber o café, o gato entrou na cozinha, o que equivale a 5 minutos antes de o relógio tocar;
e. Exatamente no meio do tempo que demorou a fazer o café e da altura em que o gato entrou na cozinha, tocou o telefone;
f. Ela atendeu e conversou durante 5 minutos;
g. Quando desligou o telefone, eram 3h59min da tarde.

A que horas Fátima pôs o gato na rua?

domingo, 17 de março de 2019

Jorge Pontual, o cara da Globo News, ficou embestado


[Coluna do Almir] Um congresso renovado

Almir Papalardo


Com as eleições do ano passado o Congresso Nacional obteve uma renovação histórica! A Câmara dos Deputados foi enxertada com duzentos e quarenta e três novos deputados.

Já o Senado Federal teve uma renovação de cinquenta senadores. Uma renovação fantástica nas duas Casas legislativas, o suficiente para despertar na população frustrada, renovadas expectativas para a eliminação de vícios e cânceres que há muito teimam em prejudicar determinados segmentos da nossa sociedade.

Nunca foi usado pelos homens que criam as leis uma alternância inteligente para dividir vacas gordas e vacas magras de modo igualitário, usando uma distribuição isonômica que caberia a cada um dos nascidos em solo pátrio, respeitando o estado de direito e ponto de vista formal de todos, dando mais equilíbrio às várias modalidades de organizações instituídas no seio da população. Direitos e deveres iguaizinhos para todos os brasileiros, sem privilégios duradouros para alguns e arroxo brutal e permanente para outros. Isto sim, seria a política mais acertada, mais justa e mais almejada pelo povo brasileiro!

Matando a cobra e mostrando o pau, cito para exemplificar a má política teimosamente exercida contra aposentados e pensionistas, uma categoria sempre perseguida, jamais agraciada por medidas favoráveis, excetuando-se, apenas, o gesto heroico da magistrada Salete Maccalloz, que em 1991 nos salvou de um esmagamento total, incluindo-nos também na mesma correção dos 147% dado ao salário mínimo, enquanto, os descartados aposentados, arcariam, dolorosamente, com apenas 54% de aumento...

Os meninos à roda da propaganda

Helena Matos

O menino que em 2012 chorava porque a mãe não tinha dinheiro para comprar bolachas agora quer salvar o planeta. O que mudou? A cor política do Governo. As bolachas essas continuam iguais.

Sempre que uma nova causa nos é apresentada lá está ele: o jornalismo ativista. (Obviamente também está Catarina Martins enquadrando a “nova luta” “num dia histórico”, mas isso não é propriamente um assunto que valha a pena ser comentado, é mais o nosso fado.)

Voltando ao jornalismo ativista, em 2012 os meninos portugueses choravam porque as mães não lhes podiam comprar bolachas. Nem fiambre. Nem flocos. Afiançadamente as crianças e os jovens não conseguiam concentrar-se nas aulas porque tinham fome. Fizeram-se concertos e emissões especiais nas televisões e rádios para apoiar as crianças com fome. Eram os tempos dos meninos da lágrima porque não havia dinheiro para bolachas, chorados em textos como O menino que Gaspar não conhece, publicado pelo Expresso em novembro de 2012: “Supermercado do centro comercial das Amoreiras, fim da tarde de terça-feira. Uma jovem mãe, acompanhada do filho com seis anos, está a pagar algumas compras que fez: leite, manteiga, fiambre, detergentes e mais alguns produtos. Quando chega ao fim, a empregada da caixa revela: são 84 euros. A mãe tem um sobressalto, olha para o dinheiro que traz na mão e diz: vou ter de deixar algumas coisas. Só tenho 70 euros. Começa a pôr de lado vários produtos e vai perguntando à empregada da caixa se já chega. Não, ainda não. Ainda falta. Mais uma coisa. Outra. Ainda é preciso mais? É. Então este pacote de bolachas também fica. Aí o menino agarra na manga do casaco da mãe e fala: Mamã, as bolachas não, as bolachas não. São as que eu levo para a escola. A mãe, meio envergonhada até porque a fila por trás dela começava a engrossar, responde: tem de ser, meu filho. E o menino de lágrima no canto do olho a insistir: mamã, as bolachas não. As bolachas não.”

Lembrei-me do “menino que Gaspar não conhece” quando esta semana li por essa imprensa fora  os textos que noticiavam a dita greve climática, nomeadamente no mesmo Expresso uma espécie de panfleto intitulado “Trazem flores nos olhos para mudar o planeta.  Comecei a ler aquelas linhas que redimem José Jorge Letria daquela prosa em verso que levou muita gente a desistir do PREC: “Numa manhã quente de inverno foram eles e elas — muitas e muitas elas — que nesta sexta-feira encheram as ruas do centro de Lisboa de cor e sons. De cartazes toscos e simples. De luz e crença de que ainda há tempo e de gritos de que é possível tirar o planeta da lixeira e criar-lhes um futuro” e constatei que os meninos que não podiam comer bolachas em 2012 cresceram e agora querem salvar o planeta mesmo que para tal tenham de fechar fábricas, as de bolachas incluídas.

Com um imaginário algures entre a Disney e as “Brumas de Avalon” empunham-se cartazes (por sinal de papel) pedindo o fim dos eucaliptos. Fazem-se declarações contra o plástico, agora transformado em inimigo público nº 1 (já agora, qual é o substituto para o plástico descartável nos hospitais?) Inevitavelmente lá temos o pedido do fim do capitalismo (Será lapso meu mas parece-me que nunca em manifestação alguma destas tão bem intencionadas, tão apolíticas, tão avançadas… se viu um cartaz a pedir o fim do comunismo, o que, no que ao planeta diz respeito, seria particularmente adequado se se tiver em conta o saldo ambientalmente desastroso que o comunismo deixou nos países em que se impôs.)

[As danações de Carina] A Sétima Cleópatra e a cobra com cara de serpente

Carina Bratt


Hoje nas minhas e nossas “Danações”, falarei da Cleópatra, aquela famosa rainha do Egito. Várias outras rainhas que a antecederam, vindas do Egito e também da Síria, usaram o nome de Cleópatra, porém, a mais famosa, foi a sétima, a que se tornou soberana aos dezessete anos, depois de ter virado a cabeça de um bocado de marmanjos que se curvaram a seus encantamentos e fascinações.

Cleópatra (de 69 a.C. a 12 de agosto de 30 a.C) se tornou célebre pela sua formosura. Em nossos dias, poderia ser equiparada à beleza rara da mulher mais bonita do Brasil, a inconfundível Pabllo Vittar (o certo seria Pablla Vittar), que, por sinal, botou no bolso e na bolsa, Carmem Miranda, Inezita Barroso, Ângela Maria, Vanusa, Evinha, Martinha, Preta Gil, e outras personalidades do mundo fonográfico, como a mais linda e eminente cantora deste século. Pois sim!

Como é do saber geral, Cleópatra se suicidou mordendo a cabeça de uma cobra venenosa. Na época, as cobras não eram conhecidas por este nome, mas por áspides. Este particular, todavia, não vem ao caso. O que nos interessa é que a tal áspide alcunhada de Dilma, foi mordida pela Cleópatra que logo em seguida, em revide, mordeu a si mesma pensando ser a outra.

A referida cobra, a áspide Dilma, antes, havia almoçado com a Rachel Dodge e no fim, tragicamente, as duas partiram para a terra dos pés juntos. Uma ressalva. Quando menciono as duas, faço referência à áspide Dilma e a Cleópatra. Como a áspide Dilma, nestes idos não era conhecida, nem famosa, embora muito longinquamente lembrasse a Marilyn Monroe sem os peitos de silicone, não havia nenhum motivo para ser recordada.

Ao contrário de Cleópatra, por ser linda bela e fogosa, e para completar seu curriculum vitae, ainda posava de majestade, entrou para a história como a coitadinha que se deixou ser mordida ou mordiscada nas tetas.  Ou mais precisamente, o pomo esquerdo, tendo em vista que o direito ficava na parte de trás das costas.

Este fato aconteceu no ano 31, quando ela contava trinta e sete anos de idade. Afirmam os seus biógrafos e historiadores, principalmente os fofoqueiros, que o fato de Cleópatra ter preferido pôr fim a vida, se deu pelo fato de seus encantos encantados serem impotentes para dominar Otário, quero dizer, Otávio, cujo poder se encontrava desde a morte de Marco Antônio.

Cleópatra, insatisfeita, furiosa, soltando fogo pelas ventas, deu em cima e embaixo de Júlio Cézar, de quem acabou parindo um filho, ao qual deu o nome de Cesário. Este rebento, mais tarde, subiu ao trono egípcio com o nome de Fernando Haddad, desculpem Ptolomeu XVI (ou XisVêUm) e expirou, ou seja, morreu de morte matada em 30 a.C, assassinado por um desafeto que achava que ele era meio aboiolado. 

Elogios

 Nelson Teixeira

Quando alguém lhe lisonjear tome cuidado para que isto não suba à sua cabeça. Elogios são sempre bem-vindos, mas também são muito perigosos, pois isto pode, através da vaidade e presunção, acarretar um emaranhado de problemas.

Muitas das vezes é preferível uma crítica honesta do que um elogio vazio e infundado, para podermos seguir em frente de nossa evolução.

Combater nossos erros e reformas interiores deve ser sempre nosso objetivo maior.

Cuidado, mas cuidado mesmo quando lhe fizerem um elogio, para que isto não venha a colocar tudo a perder no seu processo evolutivo. Simplicidade sempre!
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 17-3-2019

[Pensando alto] O tigre de Bengala, o jovem de bengala e o funk

Pedro Frederico Caldas

You can never make de same mistake twice, because the second time it’s not a mistake, It’s a choice.
Frase no elevador do meu prédio
(Tradução: Você nunca comete o mesmo erro duas vezes. A segunda vez não é erro, é escolha)

Talvez o animal mais primoroso: forte, ágil, destemido, temido, cerca de 250 quilos de músculos distribuídos em dois metros e meio de comprimento e toda essa maravilha embalada em couro cor de mel, listrado de preto e rosto pintalgado de branco. Seu vigor, claro, dispensa a bengala que leva no nome. Bengala é a cidade de onde, no passado, os rajás iniciavam o safari para a matança desse lindo animal.
               
As pessoas jovens assemelham-se a esses tigres: força, disposição e, muito importante, ingredientes faltantes ao felino: inteligência e capacidade para entender e resolver situações. Os mais felinos são tratados de tigrão nos bailes e músicas funks.
               
Até aonde vai a juventude? Não há um limite de corte. Cada pessoa tem o seu próprio limite, mas é muito razoável se dizer que o decréscimo nas condições físicas é em boa parte compensado pelo potencial aumento da experiência e do conhecimento.
               
E a bengala? A bengala é como um símbolo da velhice. Há que haver algo para amparar o andar claudicante, quando a existência já periclita.
               
A verdade é que um dia pode acabar, para muita gente, o que podemos chamar de idade produtiva, embora, muitos e muitos, continuem produtivos até o fim da existência.

Os tempos modernos criaram o conceito de aposentadoria, algo que um passado não muito longínquo não conhecia. Em tempos idos, a pessoa, quando podia, poupava para quando não mais tivesse forças para produzir, ou ficava sob os cuidados dos filhos, época em que as famílias eram grandes e os descendentes, muitos. A previdência era e tinha de ser a família.

O capitalismo gerou uma grande revolução na indústria, na agricultura e nos serviços. Produziu e produz recursos jamais pensados. Esse acúmulo de produção e riqueza redundou na possibilidade do estabelecimento de um estado de bem-estar social (welfare state), sustentado por impostos, de que Bismark, chanceler e unificador da Alemanha, pode ser considerado o pai. Foi contemporâneo de Marx; homem prático, partiu para melhorar a previdência humana, sem se perder em quimeras e utopias irrealizáveis.

É justo, muito justo, não se jogar a aposentadoria para a só hipótese de a pessoa não ter mais condições de trabalhar. Há que se prover a todos, no limite do possível, um tempo para a desobrigação e o lazer, para um certo otium cum dignitate.

Dentro dessas premissas, os sistemas de aposentadoria, a partir do século passado, se espalharam pelo mundo, no mais das vezes escorados em duas condições necessárias, o tempo de contribuição e a idade mínima.

O Brasil, sempre delirante de suas possibilidades lançou, salvo engano a partir do governo Juscelino, as âncoras do sistema em um só pressuposto, o tempo de serviço.

Charada (785)

Delfim, Mateus, Pascoal, Eurico e
Fausto ensaiam uma peça de teatro
baseada numa tragédia romana.
As personagens que irão interpretar
são: um imperador, um gladiador,
um legionário, um cônsul e um
centurião, não necessariamente
por esta ordem.

Analisando as seguintes premissas,
descubra as personagens
que cada um irá interpretar:

a. Delfim, Mateus e o legionário ainda não decoraram totalmente os seus papéis;
b. Durante os intervalos, o gladiador costuma beber café com Eurico;
c. Delfim, Mateus e Pascoal criticam a interpretação do centurião;
d. O cônsul gosta das interpretações de Mateus, Pascoal e Fausto, e não da do gladiador

sábado, 16 de março de 2019

Leilão de aeroportos mostra que país "voltou ao jogo", diz ministro

Luciano Nascimento

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que o resultado do leilão de 12 aeroportos hoje (15), na B3, em São Paulo, é uma demonstração de confiança no Brasil e no acerto do rumo na condução da política econômica e na certeza de que o país voltou "para o jogo”.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
"Fica muito claro que este leilão, este ágio, significa um acerto da trajetória, rumo e condução política econômica. É um resultado que nos deixa felizes e mostra o grande potencial do país", afirmou o ministro.

Com ágio de 986%, o leilão de privatização de 12 aeroportos superou a outorga estipulada pelo governo de R$ 2,1 bilhões. No total, os lances pelos três blocos somaram R$ 2,377 bilhões. Os terminais estão localizados nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, e, juntos, recebem 19,6 milhões de passageiros por ano, o que equivale a 9,5% do mercado nacional de aviação. O investimento previsto para os três blocos é de R$ 3,5 bilhões, no período de 30 anos.

Esta foi a primeira vez que o modelo de concessão em blocos foi testado. Até então, os terminais vinham sendo leiloados individualmente. Segundo o governo, a organização dos terminais em blocos está relacionada a uma maior vocação de uso dos terminais: os do Nordeste, para o turismo, os do Centro-Oeste, para o agronegócio, e os do Sudeste, para atividades empresariais ligadas ao setor de energia, como petróleo e gás.

Além disso, o certame não contou com a previsão de participação da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Nas rodadas anteriores, a Infraero entrou como sócia dos vencedores, com 49% de participação. A previsão de pagamento do ágio, que nas regras anteriores poderia ocorrer ao longo do contrato, também foi alterada. Agora o pagamento deve ser feito integralmente no momento da assinatura do contrato.
Home