quarta-feira, 19 de junho de 2019

Enquete do R7 mostra 93% dos leitores a favor de prisão perpétua

Votação aberta às 17h desta terça-feira (18) atingiu mais de 16 mil votos em três horas. Internautas podem participar até a tarde desta quarta-feira (19)

Uma votação criada na conta do R7 no Facebook questiona se os internautas são favoráveis à prisão perpétua no Brasil. Às 20h desta terça-feira (18), três horas após a abertura da enquete, 16,2 mil pessoas já haviam votado e o resultado parcial era 93% de favoráveis e 7% dos votantes contrários à pena.

Todos usuários do Facebook podem participar da enquete no perfil oficial do Portal R7 na rede social. A votação fica disponível até às 17h desta quarta-feira (19), 24 horas depois do início.

A enquete surgiu após o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), usar o Twitter para defender a prisão perpétua no país. Bolsonaro lamentou que em casos como o do menino Rhuan Maycon da Silva Castro, emasculado e morto aos 9 anos pela mãe e sua companheira no Distrito Federal.

“O chocante caso do menino Ruan, que teve seu órgão genital decepado e foi esquartejado pela própria mãe e sua parceira, é um dos muitos crimes cruéis que ocorrem no Brasil e que nos faz pensar que infelizmente nossa constituição não permite prisão perpétua”, tuitou o presidente.

No Congresso, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo, citou a fala de Bolsonaro para salientar a falta que tal punição faz, já que, daqui a dez anos, se a criminosa sair da prisão, pode cometer um crime semelhante novamente.
Título e Texto: R7, 18-6-2019

Transformação Digital do INSS: mais comodidade, economia e segurança

INSS entrega 90 serviços digitais para o cidadão, incluindo a concessão automática de benefícios e a disponibilização do simulador de aposentadoria e renda


Na era da transformação digital, o INSS elimina seus serviços analógicos. Agora o cidadão estará dispensado de ir à agência formalizar seus pedidos ao INSS. Isso será possível pelo protocolo totalmente digital, efetuado pelo Meu INSS (internet e App — disponível para Android e iOS) e pelo 135. Os requerimentos serão processados eletronicamente se os dados do trabalhador constarem corretamente nos sistemas oficiais, permitindo até a concessão automática de benefícios. Apenas quando necessário, o segurado será chamado para entrega de documentação complementar.

Uma das entregas mais esperadas pelos segurados, agora disponível no Meu INSS, é o simulador de aposentadoria e renda, por meio da qual é possível saber se o trabalhador já tem direito ao benefício e qual o valor estimado de sua renda mensal.

O simulador tem como principal objetivo auxiliar o cidadão na busca por informações sobre seus direitos. O INSS estima que, após realização da simulação, os segurados que constatarem a falta de alguma condição para a concessão do benefício, aguardarão até que estejam cumpridos todos os requisitos, quando o benefício poderá ser concedido de forma automática, tão logo requerido.

O INSS, na primeira entrega da Transformação Digital, no início de maio, disponibilizou cinco serviços por meio do Meu INSS. Na segunda etapa de entregas, última semana de maio, 23 novos serviços foram disponibilizados ao cidadão. Amanhã (19/06), será a vez da terceira onda de melhorias, com mais 19 serviços. Na primeira quinzena de julho, 90 serviços estarão disponíveis pelo Meu INSS, de um total de 96 serviços prestados pelo Instituto.

Com esses avanços, o cidadão poderá, sem sair da sua casa, requerer aposentadorias, pensões, benefícios assistenciais, agendar realização de perícia, atualizar seus dados cadastrais, bloquear empréstimo consignado, excluir desconto de mensalidades associativas, dentre tantos outros.

Sérgio Moro no “Programa do Ratinho”, 18 de junho



O próximo ministro que Ratinho irá entrevistar é Paulo Guedes, da Economia.

Paulo Resende, ex-Comissário de Voo na Varig, convoca “todos os brasileiros às ruas, a favor do Brasil!”

Imagem e Vídeo: Paulo Resende, 18-06-2019

terça-feira, 18 de junho de 2019

Leilão de ativos da Avianca será dia 10 de julho

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Luciano Nascimento

Suspenso desde o dia 5 de maio, o leilão de venda de ativos da Avianca será realizado no dia 10 de julho. Ontem (12) a 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) autorizou a realização de leilão para a venda de sete unidades produtivas individuais (UPIs), previstas no processo de recuperação judicial da Avianca.

Segundo a assessoria do TJSP, o edital com as regras do certame será publicado amanhã (19) no Diário da Justiça Eletrônico. De acordo com o plano de recuperação judicial da empresa, seis UPIs correspondem essencialmente às autorizações de voos e direitos de uso de horários de chegadas e partidas, os chamados slots, nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont. A outra UPI trata do programa de fidelidade da Avianca, o Amigo.

Até o momento, três empresas estão na disputa pelos ativos da Avianca. Em abril, a Latam e a GOL anunciaram ter fechado um acordo com um dos maiores credores da Avianca, Elliott. As empresas se comprometeram, cada uma, a ficar com uma das UPIs. Pelo acordo, o Elliot já recebeu US$ 35 milhões de cada empresa. Esse valor pode ser descontado do valor oferecido pelas UPIs, caso as empresas consigam arrematar as unidades.

No início de março, a Azul manifestou interesse em comprar parte dos ativos da empresa. Em maio, a Azul chegou a protocolar na Justiça uma nova proposta para tentar comprar parte das operações da Avianca Brasil. A empresa requereu autorização específica para comprar uma "nova UPI", espécie de empresa que seria criada a partir do desmembramento da Avianca, no valor mínimo de U$ 145 milhões.

O pedido não foi aceito pela Avianca. A empresa disse que a proposta era juridicamente inviável por não ter passado pela assembleia de credores.  "Não há como validamente alienar a maioria dos ativos (...) via UPI [Unidade Produtiva Isolada] sem a existência de um plano de recuperação judicial apreciado e aprovado pelos credores, requisito imprescindível a celebração de um negócio (...) capaz de manter a transação definitivamente válida", disse a empresa em documento enviado à Justiça.

Liminar
Previsto para 7 de maio, o leilão estava suspenso desde o dia 5 do mesmo mês, após uma liminar proferida pelo relator do caso, desembargador Ricardo Negrão, que atendeu a um pedido da Swissport Brasil, empresa que atua com serviços de logística em aeroportos. Negrão foi voto vencido no julgamento de ontem (17).

Plano Safra terá R$ 225,59 bilhões em créditos para agricultores


Yara Aquino

O governo anunciou hoje (18) a liberação de R$ 225,59 bilhões em créditos para financiamento de pequenos, médios e grandes agricultores pelo Plano Safra 2019/2020. Do total, R$ 31,22 bilhões são para o Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf). O crédito estará disponível a partir de 1° de julho.

Do valor do total do plano, R$ 222,74 bilhões vão para o crédito rural, R$ 1 bilhão para subvenção ao seguro rural e R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização.


A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, comemorou os valores anunciados. “Investir na agropecuária é uma aposta na interiorização do desenvolvimento, na geração de emprego e renda, na segurança alimentar, no superavit da nossa balança comercial, na nossa prosperidade como nação”, disse.

Crédito rural
Dos recursos destinados ao crédito rural, R$ 169,33 bilhões vão para o custeio, comercialização e industrialização. Para investimento, são R$ R$ 53,41 bilhões.

Na parte de custeio, comercialização e industrialização, os juros para o Pronaf, que reúne os pequenos agricultores, são de 3% a 4,6% ao ano. Para o Pronamp, que reúne os médios agricultores, os juros serão de 6% ao ano e para os demais produtores, de 8% ao ano.

Nos programas de investimento os juros vão de 3% a 10,5% ao ano.

Seguro Rural
O volume de recursos – R$ 1 bilhão – para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) mais que dobrou nesta temporada. A estimativa do Ministério da Agricultura é que a área segurada chegue a 15,6 milhões de hectares em 2020.

Autorização para trabalho aos domingos e feriados será permanente

Medida beneficia trabalhadores de 78 setores, como educação e cultura

Wellton Máximo

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, assinou hoje (18) uma portaria que ampliou para 78 setores da economia a autorização permanente para que funcionários trabalhem aos domingos e nos feriados. Por meio da rede social Twitter, ele comunicou a medida, que abrange, entre outros setores, o comércio, a indústria, os transportes em geral, a educação e a cultura.

Setores como educação poderão ser autorizados a trabalhar aos domingos e feriados. Foto: Arquivo/Agência Brasil
De acordo com o secretário, os empregados que trabalharem aos domingos e feriados terão folgas em outros dias da semana. Marinho disse que a nova norma preserva os direitos trabalhistas e que a autorização permanente facilitará a criação de empregos.

“Muito mais empregos! Assinei hoje portaria que autoriza empresas a funcionar aos domingos e feriados. Com mais dias de trabalho das empresas, mais pessoas serão contratadas. Esses trabalhadores terão suas folgas garantidas em outros dias da semana. Respeito à Constituição e à CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]”, postou o secretário na rede social.

Mais cedo, Marinho havia se reunido com o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), relator da Medida Provisória 881, a MP da Liberdade Econômica. Os dois também discutiram a revisão das normas reguladoras de saúde e de segurança no trabalho, que está sendo gradualmente feita pelo governo para flexibilizar as atividades produtivas. Segundo Marinho, as mudanças estão sendo feitas sem descumprir a legislação e de forma a manter a segurança no ambiente de trabalho.
Título e Texto: Wellton Máximo; Edição: Nádia FrancoAgência Brasil, 18-6-2019

[Pernoitar, comer e beber fora] Mocellin Steak House: sal a rodos


Voltei lá, numa noite deste mês de junho, com o casal VG/ER.

Sei não, parece que houve uma mudança na forma de servir. Ok, não é espeto corrido, as carnes são oferecidas em travessas. Vimos um espeto de picanha rodando.

Gostei muito dos corações.

As demais carnes, tem variedade, bem macias, com exceção da primeira servida: “picanha de porco.” Não agradou.

Como disse, em termos de maciez, nota 5. Mas tem um porém, negativo, por supuesto: muito salgadas!

É muito caro!

Por mim, já estou “satisfeito” de Mocellin, obrigado!

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[Língua Portuguesa] Qual a diferença entre 'se não' e 'senão'?

Maria Regina Rocha


Senão, uma só palavra, pode ser um substantivo ou um elemento de ligação (uma conjunção, um advérbio ou uma preposição). 

Se não são duas palavras: “se” (conjunção condicional, pronome ou partícula apassivante), seguido do advérbio de negação “não”. 

Vou apresentar exemplos de diversas situações em que ocorrem. 

1. Senão 

1.1. Como substantivo, significa mácula, defeito, leve falta: “Não há bela sem senão.” 

1.2. Como elemento de ligação, pode ter os seguintes significados:
a. de outro modo, de contrário, de outra forma, quando não (na sequência de uma ordem, pedido, conselho, ameaça ou expressão de intenção): “Fala mais alto, senão não te ouço.”
b. mas, mas sim, porém: “Não dá quem tem, senão quem quer bem.”
c. a não ser, mais do que: “O que é a vida senão uma luta?”
d. à excepção de exceto: “Ninguém falou senão o meu irmão.”
e. apenas, só: “Ela não é dona, senão sócia.”
f. na construção “não... senão”, que significa só, somente, apenas, unicamente (equivalente à construção francesa “ne...que”): “Ele não tinha senão uma atitude a tomar: proteger a mãe.”
g. na locução conjuncional “senão quando”, que significa de repente, quando subitamente, eis que: “Estávamos quase a dormir, eis senão quando se ouve um estrondo.”
h. na locução “senão que”, que significa mas antes ou mas ao contrário: “Não há que falar, senão que agir.”
i. na construção “não só... senão”, significando mas também: “Não só roubou, senão destruiu.” 

Portugal, país-slime

Helena Matos

Estão a ver aquela massa viscosa com que as crianças se entretêm? O slime, claro. Portugal está a tornar-se num país-slime, onde os valores são moldados a gosto e a responsabilidade não existe.


Sou filha, neta, bisneta, sobrinha… dessa gente a quem as elites lisboetas chamavam ratinhos, depois patos bravos, depois empresários de vão de escada, depois os patrões mais estúpidos do mundo ou, vá lá, menos cultos da Europa.

É verdade que não tinham estudado. Alguns, aliás, só fizeram a quarta classe quando precisaram de tirar a carta de condução. Toda esta gente nasceu pobre, num interior longe de tudo mas com uma determinação de viver melhor que chocava com as teses que os cultos, os que sabiam fazer empresas embora não as fizessem, tinham para os libertar, para os fazer evoluir e, diziam, para lhes dar consciência de classe.

Indiferentes a tanto propósito de libertação e de consciencialização, eles fizeram-se à vida. Muitos criaram as tais empresas de vão de escada. Nada disto hoje seria possível. E não porque as empresas de vão de escada tenham dado lugar a grandes empresas, mas tão só porque as empresas para sobreviver precisam agora que os seus proprietários frequentem os gabinetes dos diretores de serviço, dos presidentes das comissões e das autarquias, dos ministros… Que conheçam A e B. Não por acaso nesse mesmo país donde vieram os antigos empresários de vão de escada tornar-se funcionário da autarquia é agora a saída profissional mais ambicionada.

A dependência do poder político, a par da crescente burocracia assemelham-se ao slime, aquela massa viscosa e peganhenta que se tornou um dos brinquedos preferidos das crianças: qual slime, a dependência do poder político e a burocracia entram por todos os poros e imiscuem-se em todos os processos. Por todo o país geram corrupção. Mas fora das áreas metropolitanas à corrupção há a acrescentar um ambiente de bloqueio.

O João Miguel Tavares no seu discurso do 10 de Junho pedia “Deem-nos alguma coisa em que acreditar”. Percebo, mas não concordo. Na verdade, aquilo que temos de exigir aos políticos antes de tudo é que nos deixem voltar a acreditar em nós mesmos.

A vida de cada um de nós não pode transformar-se, como está a acontecer, no palco das libertações, ativismos e regulações produzidas, a cada dia, por criaturas que perceberam como a burocracia e o fisco podem impor a um povo aquilo que ele nunca pensou vir a aceitar. E sobretudo roubar-lhe a confiança em si mesmo.

Menos rede social melhora a sociabilidade

ABIM

Em um dos mais exaustivos estudos sobre os efeitos das redes sociais, as universidades de Stanford e Nova Iorque concluíram que fazer menos uso das redes melhora a saúde mental, a sociabilidade e o ânimo das pessoas.

O estudo acompanhou mais de 2.800 voluntários que se submeteram a diversos testes, e revelou que “a desconexão melhorou a sensação de felicidade e satisfação, reduziu os níveis de ansiedade e depressão”. Os que suspenderam o uso dedicaram mais tempo aos amigos e aos familiares.

Voltando à normalidade depois dos testes, os usuários diminuíram espontaneamente, em 23%, o tempo que dedicavam à rede social.
Título, Imagem e Texto: ABIM, 16-6-2019

"Le merveilleux" Macron vaiado no Stade de France, Paris

Emmanuel Macron copieusement sifflé au Stade de France

La Lettre Patriote
Desenho: REDON

Ce samedi soir, à l’occasion de la finale du TOP14.


La Lettre Patriote, 15-6-2019

Seu vídeo foi removido do YouTube

Um vídeo feito com fotos da revista LIFE.

“Recebi de dois ou três remetentes um arquivo PPS (Power Point) com fotos do IIIº Reich pela revista LIFE.

Sempre gostei do tema "Segunda Guerra Mundial". Resolvi fazer um clipe com essas fotos recebidas.

Desativei os comentários porque cansei da imbecilidade e boçalidade. Uma coisa é a diferença, o antagonismo de opiniões, outra é o insulto, a ofensa...porque pobres de espírito não alcançam a fina ironia...

Mais informações:


Olá, Jim Pereira,
Como você já sabe, as Diretrizes da comunidade descrevem que tipo de conteúdo é permitido e não permitido no YouTube. Seu vídeo Heil, Hitler (Ele também era 'muito querido'...) foi sinalizado para análise. Após análise, determinamos que ele viola nossas diretrizes e o removemos do YouTube.

Sabemos que isso pode ser frustrante, mas queremos garantir que o YouTube seja uma plataforma segura para todos. Se o seu conteúdo violar nossas regras, ele será removido. Caso você acredite que cometemos um erro, conteste a decisão e faremos outra análise. Continue lendo para saber mais.

Restrições de conteúdo de vídeo
O conteúdo que glorifique ou incentive a violência contra outra pessoa ou grupo de pessoas não é permitido no YouTube. Também não permitimos conteúdo que promova o ódio contra outra pessoa ou grupo de pessoas por pertencerem a um grupo protegido. Revemos conteúdo educativo, documental, artístico e científico caso a caso. Existem exceções limitadas para conteúdo com contexto suficiente e adequado, e quando o objetivo da publicação é claro.
 
Impacto em sua conta
Essa remoção não resultou em um aviso das Diretrizes da comunidade nem em penalidades em sua conta.

Encorajamos você a analisar todos os vídeos em sua conta para garantir que eles estejam de acordo com nossas Diretrizes da comunidade já que outras violações podem resultar em avisos ou até mesmo no encerramento de sua conta.
Atenciosamente,
Equipe do YouTube

Só as ruas podem salvar a Lava Jato

O ex-procurador Carlos Fernando dos Santos Lima diz que, para defender a Lava Jato, é preciso ir às ruas no dia 30.



Via O Antagonista, 18-6-2019

Relacionados:

[Pensando alto] O encontro, o gênio e a gênese

Pedro Frederico Caldas

E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.
Gênesis 1:26      

O homem, com suas nobres qualidades, ainda carrega no corpo a marca indelével de sua origem modesta.
Charles Darwin

Esperara tanto por aquele momento, mas era chegada a hora; finalmente, era chegada a hora... Sabia tudo e não conhecia nada do que ia ver. Movimentava-me lentamente na direção do encontro, expectado, quase em transe; tinha e não tinha consciência do que se passava; estava entre o sonho e a realidade; mas, finalmente era chegada a hora, aquela hora tão esperada, tão acalentada. Se tanto possível, havia um sentimento de tranquilidade e de tensão, numa situação dialética a ser superada.

Eu me via sem reflexo de espelho. Saíra de mim mesmo para me observar. Não sabia se os pés estavam no chão, não sentia o andar. Estava como um astrofísico que tudo sabe sobre buraco negro, sem nunca ter entrado em seu vórtice. Vi-me transpor os umbrais e chegar ao local do encontro. Lá estava eu, olhos ao alto.

À proporção que O via, todo o murmúrio ao meu entorno ia se dissipando, como a mortiça luz do crepúsculo vespertino. De repente, vejo-me deitar suavemente em decúbito dorsal, respaldado no piso.

Então, há uma sensação de discreto levitar, seguido de uma ajustada posição para ver o alto, ver o infinito, para aonde me transportara, onde me via enquadrado. Sentia-me parte da paisagem por mim mesmo contemplada. E lá, próximo a mim, estava Ele. O rosto emoldurado por barba e cabelos longos, levemente revoltos, vergando uma túnica diáfana e inconsútil, braço em riste, índice em minha direção, com a manifesta intenção de tocar-me, de dar-me vida, uma vida que julgava já me houvera sido concedida. Os sentimentos baralhavam-se: ele me tocaria por eu já existir, ou com o toque me concederia a existência?

Era a mim mesmo que Ele criava, ou eu estava assistindo ao ato único da criação? Não importa, o momento era sublime e grandioso. Ali, em toda aquela cena, havia a marca da genialidade. Eu via o seu olhar penetrante, poderoso e doce ao mesmo tempo, seguro de fazer o que lhe aprazia fazer. Parecia dizer que o Seu toque poderia criar qualquer coisa, poderia transformar qualquer desiderato em concreção, poderia do nada tirar a vida, e à vida conceder um destino, um destino entregue em nossas mãos para ser talhado por decisão própria, ainda que jamais soubéssemos qual seria.

[Aparecido rasga o verbo] Carta de adeus à Cleuza

Aparecido Raimundo de Souza

NOSSOS CAMINHOS se desapartaram. De vez se divorciaram, se separaram, se quebraram numa ação irreversível e sem retorno. Sem volta, sem readmissão num mundo a dois, sem rodeios para novas brigas e mágoas. Cada um seguirá seu destino a bel prazer, por trilhas diferentes, sem derredores, sem despedidas, sem nem sequer um adeus ou até breve. O rádio chato de todas as noites ficará calado. A caixinha de leite pela metade, na geladeira, não deixará seu filho com os nervos frangalhados. O ventilador de teto barulhento emudecerá aos ouvidos das paredes, e o computador com as luzinhas vermelhas e azuis se apartará sem o foco inoportuno piscando intermitentemente sobre as suas vistas. Você voltará triunfante à sua cama. Deixará de dormir ao relento da varanda ao frio gélido de uma rede improvisada. Abandonará de vez o “quarto enganoso” e apócrifo às cortinas de tiras, usque uma rede balançando o desconfortável das noites longas, sem o refrigério da maciez para repor as energias de seus dias cansativos e horas entediantes.

Logo você, portadora de sérios problemas de coluna! Um vazio inexorável se fará perpétuo e perplexo, sepultando em cova funda tudo de bom que um dia você tentou construir para nós. Na verdade, seu “eu” interior viveu um sonho etéreo, um deslumbramento próspero, quase inumano. Um devaneio que toda mulher gostaria de viver. E não só de viver, mas pegar nas mãos, apalpar, manipular e sentir. Você ansiou, isolada no volúvel do travesseiro, entre lençóis limpinhos e cheirando a amor sublime, com um príncipe que nunca se fez presente nem lhe deu aqueles pequenos e simples encantamentos bobos, todavia dignos de uma rainha. Debaixo do leito, no vazio do chão, o papagaio doravante será a sua companhia. Logo cedo, a ave acordará de humor irritadiço, contrariada, querendo lhe bicar as gentilezas, empurrando as palavras carinhosas que logo serão trocadas por uma catação de piolhos. “Olha a malcriação!”.

O preço dessa dor que você sente agora certamente compensará com um fubrante e auspicioso ombro amigo ressuscitado de tempos de outrora. Um “namorado do nada” chegará anunciando boas-novas, ofuscando a visão de tudo de ruim que você sofreu. Trará esse alguém, na bagagem, ensaios diferenciados com tentativas para horizontes não percorridos. Quem sabe você volte a ver com ele, estrelas não reparadas, luas não deslumbradas. De roldão, aquele sol gostoso que nunca propus repousar sobre a sua sublimidade. Do “nada”, como num passe de mágica, surgirá igualmente um clarão no escuro dúsdio das suas insônias; porém, o mais importante: ainda que nada disso se torne palpável, o que conta é que você, sobretudo a sua pessoa, se restabeleça, se refaça, se reconstrua, se apronte, se vista de flores  as mais variadas para enfrentar essa nova jornada e, quem sabe, desta feita, com final mais feliz à sua realeza.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

A falsa emergência climática

Cristina Miranda

Em 2009 rebentou um escândalo que viria a abalar a agenda do “Apocalipse Climático”: uma fuga de e-mails da Climatic Research Unit da Universidade de East Anglia no Reino Unido chefiada por Phil Jones, revelava que um grupo de cientistas americanos e britânicos, concertados entre si, mentiram sobre o suposto aquecimento global.

O Climategate, – como passou a ser chamado – e denunciado cá pelo Expresso, feriu de morte a Conferência de Copenhaga que se seguiu nesse ano tendo sido por isso um fiasco. Esta revelação acabou com a farsa da emergência climática? Não. Ela segue e aqui explico por quê.



Com efeito, a descoberta não podia ter sido mais chocante. As milhares de mensagens e  documentos anexos não deixavam dúvidas: para justificar um aquecimento global inexistente, foram manipulados dados climáticos; houve obstrução ao acesso por outros cientistas aos dados e pesquisas que serviam de base para a “teoria” do aquecimento; houve redefinição do processo de revisão científica a fim de manter diferentes pontos de vista fora da literatura científica; houve  discussão para afastar um investigador céptico da sua posição de editor num importante jornal científico; houve preocupação em esconder as divergências entre temperaturas observadas com as fictícias; houve abordagem sobre uma COMPLETA FALTA DE AQUECIMENTO na última década. Ainda, num dos mails de Phil Jones pode ler-se: “o mundo vai cair sobre mim se eu disser que o mundo esfriou a partir de 98”.  E noutro: “você sabe que não sou político no máximo gostaria de ver a mudança climática acontecer de modo a que a ciência pudesse ser provada”. Dúvidas? Continuemos…

Mas quem era afinal este Dr. Phil Jones? Nada mais nada menos do que o homem mais influente no IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) por seu registo da temperatura global ser o mais importante dos 4 conjuntos de dados de temperatura que servem de base no IPCC e governos para sustentar a teoria do aquecimento. Também é a peça chave do grupo restrito de cientistas responsáveis por promover o quadro das temperaturas mundiais transmitido pelo gráfico a que chamaram de “hockey stick” de Michael Mann (um amigo dos tempos de universidade de Jones), responsável pela inversão da história do clima ao declarar que após 1000 anos de temperaturas em declínio, as temperaturas globais tinham disparado para níveis nunca antes registados. Apesar deste gráfico eliminar o Período Quente Medieval que é um facto científico, foi o ícone do movimento do aquecimento global de origem antropogênica. Porém, em 2003, não tardou a contestação aos dados estatísticos utilizados para criar o “hockey stick” quando um perito canadiano Steve McIntyre denunciou que os dados estavam enviesados. Descobrira que Dr. Hansen através da manipulação dos programas de computador no seu registo de temperatura no GISS (Goddard Institute for Space Studies) alterou dados ao reduzir temperaturas passadas e ajustar em alta, as recentes. Resultado? Ameaças e acusações de que estava ao serviço dos interesses petrolíferos. Pois…

"Jornalismo" atual. Bem assim


O império (do mal) contra-ataca

Jorge Pontes

A farsa do “escândalo” causado pelo vazamento das conversas entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol nos traz algumas lições importantes.


A primeira é que ainda há efetivamente um Brasil do atraso, atuando como um bandido velho e decrépito, que reage desesperadamente com todas as suas energias, contra as forças das mudanças, tão desejadas pela imensa maioria da nossa população.

A segunda é que já decorridos cinco anos da primeira fase da Operação Lava Jato, e depois de duas eleições para o Congresso Nacional, o nosso Parlamento aparentemente não passou pela renovação política que a sociedade brasileira tanto almejava e necessitava.

A terceira é que o jogo jogado pelas velhas oligarquias – e os partidos políticos que as sustentam – não têm limites éticos nem freios para o enfrentamento da (talvez) última batalha contra a onda de moralidade que vem varrendo suas bases. Os atores dessa delinquência institucionalizada são capazes de se associarem ao underground da espionagem internacional, de buscarem apoio em potências estrangeiras, e em toda sorte de gangsterismo e mercenarismo periféricos. Não há fundo nesse poço chamado velha política brasileira.

A quarta, e mais triste de todas, é que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal parecem estar dispostos a concorrer para que essas forças do atraso prevaleçam. Aparentemente não conseguem se livrar da influência daquelas lideranças políticas que os indicaram para as suas respectivas cadeiras. Parecem não se importarem em funcionar como guardiões do retrocesso.

A verdade é que nunca estivemos tão perto de começar um processo eficaz para a desconstrução do edifício do crime institucionalizado, que é capitaneado por grande parte dessa elite política anacrônica. E é sabido que a presença de Sérgio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública será instrumental para que tal processo avance.

[As danações de Carina] De um pedaço de mim que nunca morre (parte TRÊS): Chiquinha

Carina Bratt

A minha melhor amiga é, sem dúvida alguma, a Francisca. Carinhosamente chamada pela mãe Marilza (a nossa cozinheira), de Chiquinha. E não é que o apelido pegou? Todos por aqui de Cachoeira e algumas famílias de Curitiba conhecem a Francisca pela alcunha. Vovô Silvério a trata assim. Vovó Priscila idem. Os quatro peões que trabalham e moram paredemeados com a edificação principal, bem como as esposas e os filhos deles.

Chiquinha, no conjunto, é um mimo de criatura e seu coração bate na aceleração de um descompassamento como se fosse um carnaval fora de época. Todos os dias, depois do café, ajudamos na lavação das louças e em alguns afazeres da casa, como varrer os quartos, passar panos molhados no chão, limpar as vidraças, renovar o óleo de peroba dos móveis. Vovó e Marilza e as esposas dos peões também dão uma mãozinha, mas não é sempre. Depois de cumpridas à risca essas tarefas, saímos para brincar.


Nosso lugar preferido. A margem calma do Rio Belém, perto de sua nascente, na pataca e bucólica Vila de Cachoeira, onde, alias, fica o sítio-chácara de meu avô. O Rio Belém se arrasta, a partir da sua nascente, leito afora, como uma cobra enorme colubrejando uma lerdeza frouxa, dando a impressão de pretender estancar a sua trajetória com medo de se juntar a outro rio, o Iguaçu, onde desemboca em suas cavas.

Nos quase trezentos metros que atravessa as terras de vovô, temos um barco de madeira ancorado num cais imaginário. Em outros tempos dessa marina, vovô Silvério saia com amigos ou parentes para pescar. Hoje essa pequena embarcação trás, à visitação aberta, as ferrugens estampadas como manchas feias flagranteadas na pele apodrecida da madeira.

Obstáculos da vida

Nelson Teixeira

A grandeza vem não quando as coisas sempre vão bem para você, vem quando você é realmente testado, quando você sofre alguns golpes, algumas decepções, quando a tristeza chega. Porque apenas se você esteve nos mais profundos vales você poderá um dia saber o quão magnífico é estar no topo da mais alta montanha.

Valorize as coisas boas, mas não deixe de lembrar dos momentos difíceis e as superações que se fizeram necessárias para que você pudesse alcançar a vitória. Cada golpe que sofreu e cada obstáculo superado, esta é a vida.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 17-6-2019

domingo, 16 de junho de 2019

Impressionante a impopularidade de Bolsonaro!

Ironias da vida

Nelson Teixeira

Sabe qual é a ironia da vida? Pensamos sempre ao contrário, temos pressa de crescer e depois suspiramos pela infância perdida.

Perdemos a saúde para ter dinheiro, e logo em seguida perdemos o dinheiro para termos saúde…

Pensamos tão ansiosamente no futuro que esquecemos o presente.

Assim, nem vivemos o presente nem o futuro, e esquecemos, muitas vezes, da família e amigos.

Vivemos como se nunca fôssemos morrer e morremos como se nunca tivéssemos vivido.

A Vida é feita basicamente de contrários. Pense nisto e reflita como está agindo neste momento!
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 16-6-2019
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