quinta-feira, 30 de outubro de 2014

As prematuras questões

Luís Pais Antunes

Poucos dias após a apresentação da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2015 e passado aquele "entusiasmo inicial" sobre as eventuais novidades do último ano de mandato do actual governo, as atenções parecem estar voltadas para todo o lado menos para as coisas verdadeiramente importantes.

Discutem-se cenários eleitorais, antecipam-se virtudes e desconfortos de eventuais alianças à direita e à esquerda, "trocam-se cromos" sobre putativos candidatos à Presidência da República em 2016, escreve-se sobre auroras radiosas e ocasos tristes, mas pouco ou nada se diz sobre os problemas em aberto e as possíveis soluções a adoptar para os enfrentar.

Enquanto cidadão e eleitor, gostava de saber o que pensam, em concreto, as principais forças políticas e os seus responsáveis sobre os grandes desafios que temos pela frente: o financiamento dos sistemas de saúde e de segurança social; a sustentabilidade das nossas finanças públicas e o insustentável peso da dívida; a evolução da política fiscal para as famílias e para as empresas; as reformas do Estado e do sistema político. Há certamente outras questões relevantes que justificam a atenção dos agentes políticos, mas não quero ser demasiado exigente: já me dava por muito satisfeito se conseguisse ter uma ideia aproximada das soluções que cada um defende. Não meras proclamações de intenções ou tiradas mais ou menos jocosas sobre o que o "outro" propõe. Refiro-me a um rumo claro, medidas quantificáveis e resultados esperados.

Por muitas críticas que possam merecer os caminhos que vêm sendo trilhados pela actual maioria - e algumas são bem certeiras - conseguimos antever aquilo que nos é proposto, pelo menos nalguns dos aspectos que acima mencionei. Podemos discordar, mas conseguimos perceber. Podemos não gostar, mas ao menos sabemos do que é que não gostamos e, se for o caso, contrapor outros caminhos.

Calhandrice e corrupção

Eva Gaspar
Se um país só pode ser tão bom quanto os meios de comunicação social que tem, como diz o filósofo suíço Alain de Botton, só haverá país bom com uma imprensa que compreende e protege o direito ao bom nome de cada um dos seus cidadãos e que compreende e protege a credibilidade e o prestígio das instituições com que se rege a vida em sociedade.

Um país bom não pode ter toda uma imprensa calhandreira a atirar suspeitas para as capas dos jornais como quem atira meias para o ar enquanto procura o par que combina. Um país bom tem de ter uma imprensa consciente de que a denúncia leviana e banal cobre de suspeitas de leviandade qualquer denúncia que se faça.

Um país bom, concluiria, exige uma imprensa que tem e aplica como regra a não violação do segredo de justiça. Quanto mais regra for essa regra, mais o genuíno e insubstituível jornalismo de investigação dispõe de condições para a furar com consequência. Porque um país bom tem profundo respeito pelos deveres de sigilo e leva, portanto, muitíssimo a sério qualquer denúncia.  
Não é o caso do Brasil, onde a devassa na imprensa é pão nosso de cada dia. Mas há meritosas e melindrosas excepções. Em plena campanha presidencial, a revista Veja trouxe a público o esquema de corrupção que esteve (ainda estará?) instalado na Petrobras e que está a ser investigado pela justiça que lá chegou ao puxar o fio de um outro esquema, de branqueamento de capitais.

Independentemente das conclusões a que se chegue e do grau efectivo de impunidade que venham a merecer os culpados (veja-se o que se passou com o "mensalão"), o caso Petrobras tem de ser conhecido no mundo inteiro. porque a dar crédito (e não há razões para não dar) às declarações de Alberto Youssef, o cambista ("doleiro") que geria e lavava parte do dinheiro desviado da estatal que vale hoje em bolsa metade do valia há quatro anos, quem governa o país há 12 anos e acaba de vencer as eleições mudou, ou pelo menos, ajudou muito a mudar o paradigma da crónica corrupção no país. 

Farronca e vagueza. As duas estratégias do PS

Paulo Tunhas 

Com o PS, a minha vida social melhoraria e o dinheirinho dava jeito. O problema é que o dinheirinho, tirando um breve período destinado à prova ritual da existência do socialismo, logo desapareceria

É muito sensato uma pessoa andar com medo. Desde que António Costa, com o auxílio dos “simpatizantes”, mandou Seguro pela borda fora, anda por aí um arzinho de felicidade a vir que não augura nada de bom. Essa felicidade tem um nome: dinheirinho. Vamos todos ter mais dinheirinho.

Confesso que a coisa a mim também me dava jeito. Ao ponto de por vezes me perguntar porque carga de água ando para aqui a compreender a austeridade e a reconhecer algumas virtudes razoáveis em Passos Coelho. Não ganho nada com isso e ainda por cima a conversa com alguns amigos torna-se delicada. Tive que apurar a sensibilidade para detectar certos rumos que as discussões ameaçam tomar e, em nome das boas regras do são convívio, aprender mil artes para as desviar daí. É cansativo e muitas vezes a imaginação falha.

Verdade seja dita que não é a primeira vez que isto me acontece. Não sou pessimista nem optimista, mas o optimismo manifestamente deslocado irrita um pouco. Há matérias em que é relativamente fácil lidar com ele. Não se ofendia excessivamente ninguém manifestando, por exemplo, uma boa dose de cepticismo em relação ao glorioso destino da “primavera árabe”. Quando muito, ouvia-se uma palavra ou duas sobre supostos traços de carácter pouco recomendáveis, o que está na ordem normal das coisas. Noutros assuntos a coisa piava mais fino, como foi o caso com o nosso fatal Sócrates. Aí a acusação mais vulgar era a de “obsessão”, algo claramente mais forte. Há, apesar de tudo, uma certa diferença entre não ser um ser humano exemplar, dotado de uma confiança absoluta no progresso para o melhor da humanidade toda entre os dois pólos, e ser uma criatura cuja patologia se encontra detalhadamente analisada num compêndio de doenças mentais.

Neo-tradicional hipocrisia revisitada

Vitor Cunha
A neo-tradicional hipocrisia ocidental, a da “chega de austeridade”, tem a vantagem de purgar sentimentos de culpa por barreiras necessárias à imigração descontrolada. Da mesma maneira que “não se aguenta mais” o corte na pensão do Dr. Bagão Félix, algo manifestado nos media com histórias hiperbolizadas de fome que automaticamente desaparecerão quando o Dr. Costa proceder ao milagre da multiplicação do crescimento, lamenta-se o tratamento desumano que consiste em erguer barreiras que evitam milhares de novos beneficiários do Estado Social, o tal que é declarado morto sempre que o PSD está no governo. Em Espanha é igual.

Na visão mais benignamente humanista-porque-sim-e-parece-sempre-bem, estaríamos dispostos a permitir a entrada de toda a gente oriunda de África que quisesse entrar e, em simultâneo, conseguiríamos manter o discurso do aumento do salário mínimo “pela dignidade”? Certamente que sim: a lógica nunca foi abundante nos auto-consagrados detentores da moral. O que isto demonstra é que este povo retratado pelos media ainda não sabe o que quer: não é possível defender o proteccionismo dos privilégios que já não conseguimos pagar e alargar a base de protecção social a um número crescente de imigrantes em busca do mesmo.

As barreiras são feias mas necessárias. Quem não aguenta a sua presença, se tiver um único neurónio funcional, em segredo agradece ao tipo cujo trabalho é manter essa feiura.
Título e Texto: Vitor Cunha, Blasfémias, 30-10-2014

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Europe: Building a Banking Union

The symbol for the Euro currency sits in front of the European Central Bank's headquarters in Frankfurt, Germany. Photo: Daniel Roland/AFPGetty Images
Summary
The recent stress tests by the European Central Bank offered few surprises and did not cause any significant political or financial reactions in the Continent. However, these tests were only the beginning of a complex process to build a banking union in the European Union. Unlike the stress tests, the next steps in this project could create more divisions in Europe because national parliaments will be involved at a time when Euroskepticism is on the rise. More important, the stress tests will not have a particular impact on Europe's main problem: tight credit conditions for households and businesses. Without a substantial improvement in credit conditions, there cannot be a substantial economic recovery, particularly in the eurozone periphery.

Analysis
The European Central Bank had two basic short-term goals for this year's stress tests. On one hand, it had to come up with a test that was tough enough to be credible after tests held in 2010 and 2011 were widely seen as too soft and lacking in credibility. On the other hand, the tests could not produce results dire enough to generate panic. The European Union is going through a phase of relative calm in financial markets, and the European Central Bank was not interested in creating a new wave of uncertainty over the future of Europe's banks.

While the tests did attract some criticism, the central bank achieved both goals. Of the 130 banks involved in the tests, 25 had capital shortfalls, a finding slightly more severe than forecasts projected. Of those 25 banks, 13 must raise fresh capital and come up with 9.5 billion euros ($12.1 billion) in the next nine months. None of the failed tests came as a surprise, however. Italy's Monte dei Paschi, the worst performing bank in the tests, has been in trouble for a long time and had to receive assistance from the Italian government in 2012. Other failing banks are located in countries such as Slovenia and Greece, which have been severely affected by the financial crisis. And while the price of several banks' shares dropped during the Oct. 27 trading session, no collapses occurred.



The tests were not perfect -- they used data from December 2013 and were mostly done by each participating state. The methodology and scenarios were also criticized. For example, the most extreme "adverse scenario" included in the tests considered a drop in inflation to 1 percent this year, although the rate has already fallen to around 0.3 percent. The decision to include only 130 "systemic" banks while turning a blind eye on smaller -- and probably weaker -- institutions also drew criticism. But overall, markets considered the tests legitimate, especially in comparison with the weak tests that have taken place since the beginning of the European crisis.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Chorando... Esperando... Confiando... Até quando, velhinhos e velhinhas do Aerus?...


Valdemar Habitzreuter
Não me refiro a Buddy Holly e sua música em que ele externa seus sentimentos para conquistar sua bem-amada de volta (“... crying, waiting, hoping, that you'll come back, baby. Maybe someday soon things will change and you'll be mine...”). Não. Nada disso. Se bem que os nossos sentimentos são similares pela perda do nosso bem precioso: a qualidade de vida em nossa velhice por falta dos recursos necessários, desde 2006, quando a nossa aposentadoria complementar foi-nos negada integralmente com a intervenção no Aerus.

Parece que o governo nos trata de otários. Contribuímos por longos anos para termos um complemento extra na composição do minguado provento do INSS, e agora vira as costas e sacode os ombros como se dissesse: “danem-se, seus otários... suportem a velhice como puderem”...

É vergonhoso ver este governo insistir em negar sua responsabilidade pela sangria do dinheiro praticada no Aerus, quando tinha o dever de fiscalizar o instituto para que os contribuintes tivessem seus proventos garantidos na velhice.

E agora sentimo-nos nus e sem a quem mais recorrer para que se faça justiça, pois ele menospreza as determinações da Justiça e não defende as minorias necessitadas como apregoa em sua propaganda ideológica. É antes um farsante ludibriador, interessado em refestelar-se e perpetuar-se no poder.

O nosso choro, a nossa espera e nossa confiança de um dia termos de volta a nossa complementação salarial parece não ter fim. As tentativas de todas as formas, através de vias judiciais dando-nos pleno amparo, são infrutíferas. Este governo não acata as sentenças judiciais. Julga-se acima das leis e ultraja o poder judiciário, não reconhecendo sua independência e autonomia.

Não aceito equivalência moral dos dois lados. Ou: Dá para ter amigo petista? Ou ainda: Quem é o raivoso aqui?

Rodrigo Constantino

A sessão de carta dos leitores do GLOBO de hoje publicou quatro comentários bastantes negativos contra minha coluna de ontem, e nenhum favorável. Estranho, pois choveram elogios pelas redes sociais e aqui no blog.

Os comentários falam que é um desrespeito eu chamar a outra metade do país de desonesta ou alienada, que sou agressivo, raivoso, dissemino o ódio, escrevi algo abominável, e deveria haver limites para a liberdade de expressão. Lá vamos nós…

Constatei apenas o que para mim é um fato: só pode ter votado em Dilma após tantos escândalos de corrupção bem no centro de seu governo quem é conivente, indiferente ou cúmplice dessa podridão toda. Ou alguém muito alienado mesmo. Não vejo outra alternativa.

Como dizia o embaixador Meira Penna, um doce de pessoa e nada raivoso, mas sincero, ou o marxista é um patife, ou burro. Marxista honesto e inteligente eu desconheço. E o pior é que ainda citaram, como prova de meu equívoco, gente como Chico Buarque, Caetano, Francisco Bosco e Xico Sá. Sério?

O PT rachou o país ao meio. Fomentou o ódio, a luta de classes, apelou para o “nós contra eles”, criou inimigos fantasmas, segregou a nação toda. Agora, após uma vitória questionável do ponto de vista legal e inquestionavelmente podre do ponto de vista ético, quer “conciliação”, quer “paz”, quer “diálogo”. Não!

O lado de cá não quer dialogar com quem joga tão sujo, dissemina o ódio, abusa da máquina estatal, compra votos de miseráveis, faz terrorismo eleitoral, difama os adversários, vistos como inimigos mortais. Não quer diálogo com quem quer dialogar com terroristas islâmicos que degolam inocentes, ou com quem se alinha aos piores ditadores do mundo.

Eis o que não aceito: a equivalência moral dos dois lados. É o que a máquina ideológica deles tentará fazer agora. Já tentam colar em gente como eu a imagem de ser o que dissemina o ódio, a raiva, enquanto estou apenas indignado, como 51 milhões de brasileiros, e defendendo a ética e a democracia.

Será que quem se mostrou indignado e agiu com firmeza, sem contemporizar, com figuras como Chávez ou Kirchner, eram “intolerantes” ou “raivosos”? Não! Eram democratas lutando contra regimes opressores, aquilo que o PT pretende ser. E quem não enxerga isso é alienado. Quem enxerga e não liga, é desonesto ou patife.

Um artigo publicado pelo jornalista Felipe Benjamin no mesmo jornal tenta levantar uma bandeira de paz também, aparando as arestas. Diz que os dois lados têm seus extremos, mas que desejam as mesmas coisas: “serviços públicos da melhor qualidade para nós e para os filhos que temos ou (não) teremos; uma economia que não esmague os trabalhadores, nem arruíne os empreendedores; uma sociedade mais justa e inclusiva”. Falso!

O PT deseja o modelo venezuelano. Quem não enxerga isso é alienado. Quem enxerga e não liga, é patife. Mas o jornalista continua, como se houvesse equivalência moral de ambos os lados:

Vocês sabem que não devoramos criancinhas ao som de rumba cubana e — embora certos discursos ainda assustem de vez em quando — nós também sabemos que vocês não querem essas criancinhas trabalhando 18 horas por dia nas minas de carvão.

Aí é que está: comunistas de fato devoraram crianças, como mostram os livros sérios de história, enquanto o capitalismo não foi o responsável pela desgraça das crianças trabalhadoras, e sim sua salvação: antes da revolução industrial elas morriam de fome! Continuaram morrendo nos países que não abraçaram o capitalismo. O PT é companheiro da ditadura cubana, que prende e mata pelo “crime” de opinião. Alguma mentira?

O Brasil dividido salomonicamente

Valmir Fonseca Azevedo

A recente eleição presidencial sublinhou que a nação Brasil não existe.

Muitos historiadores pregaram no passado que o Brasil deveria ser dividido em duas ou até três regiões, e apresentavam as suas razões.

Graças ao Duque de Caxias, muitas tentativas de repartição do território fracassaram, inclusive a da gauchada, na célebre GUERRA DOS FARRAPOS.

Os séculos foram passando e, mesmo assim, sempre tivemos os adeptos de que o País deveria ser dividido, e muitos argumentavam que o Norte, em especial o Nordeste, sobrevivia graças ao desenvolvimento das outras regiões.

Apesar da veracidade daqueles nacionalistas, o País prosseguiu sempre em passos lentos pelo desgaste provocado pelo atraso e pela falta de desenvolvimento das regiões Norte-Nordeste.

A seca, diziam os “coronéis” nordestinos riquíssimos, era a causa do atraso. E assim, vivemos por muitas e muitas décadas.

Hoje, graças ao social-lulo-petismo, descaradamente, podemos dividir a nação em duas partes. O território dos “QUE PAGAM”, e o território dos “QUE SÓ RECEBEM”. Simples assim.

A divisão, basicamente, seria a do Sul e a do Norte, evidentemente, permitindo-se a transferência obrigatória dos “QUE SÓ RECEBEM” e que sobrevivem no Sul, para a sua verdadeira região, o Norte; e a transferência dos “QUE PAGAM” e vivem no Norte, para o Sul.

Varig, a herança maldita

José Manuel

É uma vergonha que vou carregar para sempre na minha consciência se não fizer nada para resgatar, pelo menos, a ignomínia, a desonra, a infâmia ao nome da empresa pela qual demos suor, lágrimas e por muito, muito pouco, até mesmo sangue. 
VARIG, talvez tenha sido a  primeira das grandes vítimas, a cobaia, o tubo de ensaio, para o assalto final que se perpetrou contra os  órgãos públicos.
Uma vez concebida e executada com tanta facilidade contra uma empresa privada, já estavam prontos para  a "pièce de résistance", centrada nos principais órgãos públicos e à sua disposição após devidamente aparelhados.

Mas, não se enganem, pois essa herança maldita não será para nós, ex-funcionários desta grande empresa genuinamente brasileira que, assim como tentaram com a Petrobras, jogaram na lama junto com suas famílias milhares de seres humanos que tiveram os seus salários, os seus empregos sequestrados  quando da intervenção do nosso fundo e do fechamento da empresa, sendo que o único erro na vida destes trabalhadores foi contribuir duro durante décadas para o engrandecimento deste país.

É inacreditável o que sabemos hoje sobre a abrangência corrupta no Estado, e ainda tomaremos conhecimento de todos os desdobramentos que irão ocorrer até ao fim do ano com as futuras CPIs. 

Já se sabe, por exemplo, de que as comissões de corrupção cobradas ao Estado, e por consequência a nós, como cidadãos, vai da Petrobras, passando por portos, aeroportos, hidrelétricas, chegando até aos fundos de pensão públicos, onde se instalaram à vontade roubando o quanto quiseram. Tudo isto está fartamente documentado pela mídia e alguns,  não todos ainda, já estão presos fazendo as suas delações premiadas, ou fugindo para o Exterior.

O que mais  nos impressiona é o desmonte atual do Estado brasileiro e como nós, enquanto VARIG, nos deixamos levar por essa quadrilha que retalhou a empresa nas nossas barbas, enriquecendo advogados suspeitos, políticos, líderes sindicais de araque e empresas alienígenas, jogando no lixo mais de oitenta anos de trabalho sério e patriota.

Dilma, não haverá reconciliação!

No seu discurso da vitória a presidente eleita Dilma Rousseff pregou a reconciliação dos brasileiros. Este vídeo é minha resposta direta: não haverá qualquer conciliação! A oposição será forte e sistemática. O momento é de enfrentamento e luta.

Agora que vai ficar mais quatro anos...


... pague o que deve!

Comemorando o dia 29 de outubro…

Elizeth Cardoso não tinha Aerus mas cantava assim:

 Mentira, foi tudo mentira,
Você não me amou
Mentira, foi tanta mentira
Que você contou
Tão meigos seus olhos
Por deus, eu nem desconfiei
Histórias tão tristes você contou
Eu acreditei!
Pois quase chorei! 
E agora, desfeita a farsa,
Só resta esquecer
Mentiras que calam na alma
Fazendo sofrer
Rasquei suas cartas
Queimei suas recordações
Mentiras!
Cansei de ilusões!




Oferecido por Alberto José, 29-10-2014

Esquerda e censura: a vítima sem-vergonha

Gabriel Mithá Ribeiro

Infelizmente o ambiente em Portugal em matéria de liberdade de pensar, sobretudo para quem não tem pedigree, é tudo menos saudável. Só sobram nichos de exceção, mais ou menos como no tempo de Salazar.


Já o fazia pontualmente antes, mas desde 2003, após a publicação do meu primeiro livro sobre o tema, tento escrever livremente sobre educação. O obstáculo tem sido o de encontrar quem aceite publicar o que escrevo. Foi o desconforto com a liberdade limitada em que vivemos que fez de mim militante partidário. Numa altura em que se adivinhava o desastre eleitoral do governo de Santana Lopes, em fevereiro de 2005, fui pelo meu pé fazer a inscrição na concelhia do PSD da minha área de residência. Acreditava que os tempos de oposição seriam tranquilos para que se debatesse de modo consequente e estruturado o ensino básico e secundário e daí resultasse um projeto político convincente.

Era votante habitual do PSD, mas o lamentável estado ensino foi a razão da minha militância. Se os partidos políticos se contam entre os maiores responsáveis pelas graças e desgraças da educação, haveria que tentar essa via. Quase uma década passada continuo à espera, pagando as quotas e pouco mais. Talvez um novo ciclo de oposição abra as mentes para que se perceba a razão de falhanços sucessivos de diferentes ministros. Eles acabam também por ser bodes expiatórios de máquinas partidárias disfuncionais nesta área.

Se o sistema é ideologicamente dominado pela esquerda, das universidades aos autores de manuais escolares, passando pela máquina autónoma do ministério da Educação ou pelos sindicatos, o PSD, na qualidade de um dos maiores partidos políticos portugueses, é o que menos tem sido capaz de apresentar propostas sólidas que apontem diferenças substantivas e socialmente credíveis. Elas nem sequer são difíceis de estruturar e conseguir o apoio de parte da opinião pública. O problema é que isso exige capacidade de interpretar um conjunto de sintomas sociais que se manifestam todos os dias nas escolas mas que não captam a atenção séria dos partidos políticos, constituindo a indisciplina nas salas de aula um exemplo maior.

Portugal sobe 12 posições em relatório sobre igualdade de género

Portugal subiu de posição no relatório sobre igualdade de género do Fórum Económico e Mundial e passou a ocupar o 39º lugar do ranking. Numa lista com um total de 142 países, Portugal subiu 12 posições face ao ano passado.

Alunas do Instituto do Emprego e Formação Profissional trabalham na construção da asa de um avião numa aula de aeronáutica. Foto: Reuters

A evolução deve-se essencialmente ao maior equilíbrio de género registado na participação económica. De acordo com o relatório, a subida no ranking destaca o esforço do país no que diz respeito à igualdade no acesso ao mercado de trabalho e na aproximação das remunerações entre homens e mulheres.

O relatório do Fórum Económico Mundial não faz uma análise à qualidade de vida das mulheres, mas aborda fatores como a participação na economia, o sucesso educacional, a saúde e o poder político.
Fonte: SIC Notícias, 29-10-2014

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Criar um negócio em Portugal é mais fácil do que nos Estados Unidos

Portugal sobe várias posições no índice de competitividade do Banco Mundial e é já o 10º melhor país para criar uma empresa. Organismo sublinha a importância das reformas levadas a cabo pelo país.
João Pedro Pincha

Portugal ficou à frente de países como Japão, França e Bélgica no 'ranking'. "Imaginem só!", comentou Pires de Lima. Foto: Justin Sullivan

Portugal é o 10º país do mundo onde é mais fácil iniciar um novo negócio. A conclusão é do Banco Mundial, que lançou esta quarta-feira o seu relatório anual ‘Doing Business’, no qual é possível perceber que o país subiu 22 posições nesta categoria face a 2013, quando ocupava a 32ª posição de uma lista com 189 países. No ranking global sobre a facilidade de fazer negócios, Portugal ocupa a 25ª posição, o que também representa uma subida de seis lugares relativamente ao relatório do ano passado.

É mais fácil lançar um negócio em território português do que na Itália, Reino Unido, Dinamarca, Estados Unidos e Finlândia, por exemplo, mas é mais difícil do que em países como a Geórgia e a Macedónia, aponta o relatório, que destaca que Portugal conseguiu reduzir “o tempo e o custo de lançar um negócio em 50%”, fazendo com que o número de novas empresas tivesse aumentado em 17%.

Quanto ao 25º lugar na lista global alcançado pelo país, o Banco Mundial justifica-o com uma melhoria do “ambiente regulatório”. A instituição destaca as reformas feitas por Portugal ao nível fiscal – ao ter reduzido os impostos para as empresas – e também no que diz respeito aos obstáculos legais e burocráticos, que diminuíram de forma a tornar mais fácil o cumprimento de contratos.

De acordo com os rankings do relatório do Banco Mundial, a não-concretização de negócios em Portugal deve-se sobretudo à dificuldade em obter crédito (o país surge em 89º lugar neste indicador), ao volume de impostos (64º) e à dificuldade em obter licenças de construção (58º lugar).

Com o resultado obtido, Portugal ficou à frente de países como Holanda, França, Espanha, Itália, Japão ou Polónia. “Imaginem só!”, comentou o ministro da Economia Pires de Lima, em visita oficial ao México. “Somos um país mais amigo” dos negócios do que todos os citados, disse o governante, para quem o reconhecimento “foi muito importante”. 
Título e Texto: João Pedro Pincha, Observador, 29-10-2014

Atentado contra os direitos humanos

Vitor Cunha


Isto é muito aborrecido. Andam estas pessoas a combater pelo que é belo e justo – um aprazível califado livre de heréticos infiéis -, aparece logo um tipo a colocar em causa a segurança dos meninos, pondo em questão as medidas de segurança, homologação e higiene no trabalho, numa clara violação das normas da igualitária Jihad. 

Que o governo é notoriamente desprovido de princípios humanistas, isso já sabíamos há muito com as queixas heróicas da Dr. Manuela Ferreira Leite, obrigada a distribuir parte da sua pensão para aqueles pobrezinhos que viram a pensão mínima aumentada; que o governo seja capaz de discutir à porta aberta a situação de portugueses que apenas se deixaram fascinar pelo dever de estupro e mutilação de pessoas que recusam serem tocadas pela bondade do profeta, isso já um verdadeiro atentado aos direitos humanos. 
Título, Imagem e Texto: Vitor Cunha, Blasfémias, 29-10-2014

Mais de sete milhões de brasileiros votaram em branco ou anularam seu voto

Hélio Viana
O partido atualmente no poder tem atacado as leis e a moral da Igreja Católica não apenas no tocante à promoção do aborto e do pseudo-casamento homossexual, entre outras abominações morais, mas também favorecido a invasão de propriedades privadas rurais e urbana, violando os Mandamentos que ordenam “Não roubar” e “Não cobiçar as coisas alheias”; além de incitar o ódio entre as classes, em aberta contradição aos ensinamentos do Divino Mestre relativos ao autêntico amor devido ao nosso próximo.

Mais de 50 milhões de compatriotas que repudiam os postulados anticristãos do Partido dos Trabalhadores acorreram às urnas para depositar seu voto, na esperança de dias melhores para o nosso sofrido Brasil.

Feito o cômputo geral, a candidata à reeleição ganhou por uma margem relativamente pequena de votos. Mas os verdadeiros vencedores foram aqueles que se mobilizaram e não cederam a uma máquina que vem há 12 anos ininterruptos aparelhando em seu benefício todas as instâncias do Estado brasileiro.

Por sua vez, os mais de sete milhões que anularam ou deixaram em branco seu voto assim agiram por não se sentirem representados nesta eleição. E o número seria muito maior se conhecêssemos as intenções de voto dos mais de 30 milhões que se abstiveram.

Longe de representar uma divisão do Brasil entre ricos e pobres, como certa mídia vem demagogicamente apregoando, e independente de geografia, condição social e econômica, credo ou raça, todos os participantes desta grande vitória moral devem unir seus esforços e prosseguir, com determinação isenta de animosidade e de rancores pessoais, o combate em defesa da Pátria e da Civilização Cristã ameaçadas.

Pela maternal intercessão de Nossa Senhora Aparecida, nos conceda Ela a graça de que nossa Pátria possa cumprir integralmente a sua missão providencial. Missão esta diametralmente oposta aos postulados revolucionários e anticristãos de Marx e de Lênin, e em tudo conforme aos ideais nobres e santos de Nóbrega e Anchieta, que iluminadas pelo facho lúcido do Evangelho “passaram a vida fazendo o bem” na Terra da Santa Cruz. 
Título e Texto: Hélio Viana, ABIM, 29-10-2014

Então...

Ilustração: Solon/meusnervos.com.br

No despertar da vida

Nelson Teixeira
Em quantos momentos nos tornamos sensíveis aos acontecimentos que a vida nos traz, mas nada pode fazer com que a autoestima e a coragem nos falte. O despertar da vida é o recomeço e a união das forças esquecidas nos momentos difíceis, mas como somos criaturas em constante aprendizado e conhecimento sempre temos a ajuda superior para recomeçarmos de onde paramos. Desperte as energias para as conquistas que a vida nos proporciona e jamais esmoreça diante de obstáculos que por muitas vezes só aparecem para nos testar a fé, a confiança e a coragem. Sigamos em frente confiantes na providência do Pai Celestial e da ajuda infinita da espiritualidade amiga. A força para despertar diante da vida está dentro de cada um de nós. Façamos assim a nossa parte.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 29-10-2014

84º aniversário de Niki de Saint Phalle


Niki de Saint Phalle foi uma pintora escultora e cineasta francesa. Catherine-Marie-Agnès Fal de Saint Phalle nasceu em Neuilly-sur-Seine, Hauts-de-Seine, perto de Paris, filha de Jeanne Jacqueline e André-Marie Fal de Saint Phalle, um banqueiro. Wikipédia



Nascimento: 29 de outubro de 1930, Neuilly-sur-Seine, França 
Falecimento: 21 de maio de 2002, San Diego, Califórnia, EUA

Outros doodles homenageando a data de 29 de outubro: