Bandeiras

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Os percalços da vida... Velhinhos e velhinhas do Aerus...

Valdemar Habitzreuter

Ilustração: Anne Renaud
Nada na vida se traduz como absoluto, tudo é relativo, temos de nos relacionar sempre com as coisas e fatos. Isto é: o mundo das coisas e fatos apresenta-se-nos contingencialmente, ora é assim, ora assado; e não podemos fugir dessa contingência da vida.

Se há uma realidade absoluta, isto seria algo como uma causa de si e por si, que se basta a si mesmo, não necessitando de nada – comumente chamamos isto de Deus. Nós não vivemos nessa realidade (talvez depois da morte), nós dependemos das coisas neste mundo material, precisamos nos relacionar com elas e uns com os outros, somos seres relacionais.

É claro, muitos tentam viver de modo absoluto agarrando-se a verdades que dizem preenchê-los plenamente na vida. Ledo engano, essas suas supostas verdades não são absolutas, cedo ou tarde estarão às voltas com outras realidades, relacionar-se-ão com outras verdades que não aquelas que achavam ser as derradeiras e absolutas – portanto, tudo é relativo.


A vida é um dinamismo, tudo está em permanente mutação. Quando pensamos que temos algum sossego, acontecem-nos coisas que nos tiram esse sossego até que outros fatos nos sobrevêm e nos proporcionam alívio e ficamos novamente contentes. Sempre precisamos nos relacionar com o que nos acontece, tanto com as coisas boas como com as coisas ruins.

Talvez saber entender a vida assim possa nos dar a compreensão de como levá-la com mais sabedoria e não nos deixar abater quando o infortúnio nos assalta. À infortuna sobrevém a fortuna e vice-versa, como num “eterno retorno”. A sabedoria justamente consiste em entender que é assim e tentar pautar-se em procedimentos para ajustar-se a esse “eterno retorno”. Uns podem querer dedicar-se a alguma religião onde vislumbram um Absoluto o qual queiram alcançar. Outros, simplesmente, pretendem fortalecer-se neste vaivém relativo da vida e, quem sabe, tornar-se ‘super-homens’, ir além do humano, e estar de bem com a vida. 

Aeroporto

José Manuel

Aeroporto, um filme americano de 1970, baseado na obra homônima de Arthur Hailey, foi um dos maiores sucessos de bilheteria mundial.
Foi tão retumbante o seu sucesso, pois iniciou a era dos filmes catástrofe, que teve mais três versões filmadas como a de Aeroporto 75, Aeroporto 77 e Aeroporto 80.
Este último inclusive utilizou como aeronave um moderníssimo, à época, e inesquecível Concorde.

Muito poucos sabem, o primeiro filme foi rodado tendo como avião um Boeing-707, alugado pela Universal Pictures junto à empresa Flying Tiger Line. Ele serviu para a realização de cenas que mostravam o exterior. Após o término das filmagens, o avião foi devolvido à Flying Tiger Line e tempos depois vendido. A partir de então o avião teve vários donos, até ter um trágico fim em 21 de março de 1989, num acidente no Brasil, na cidade de São Paulo, quando era operado pela Transbrasil.

A queda do Boeing 707 prefixo PT-TCS, cargueiro, ocorreu às 11h54 da manhã, quando perdeu altitude e sustentação, colidindo com casas e um pequeno prédio, três mil metros antes da aproximação da pista do aeroporto internacional Franco Montoro em Guarulhos.

Continha no momento do acidente aproximadamente quinze mil litros de combustível e incendiou-se imediatamente. Estava carregado com vinte e seis toneladas de produtos eletrônicos provenientes da zona franca de Manaus, e ocasionou a morte dos três tripulantes da aeronave, vinte e duas pessoas em terra e causado ferimentos em mais de cem pessoas.

Há uma relação entre o que acabo de escrever e o que ocorre em nossas vidas quarenta e cinco anos depois do lançamento do primeiro filme Aeroporto.

Primeiro, o filme foi lançado em 1970, mesmo ano em que comecei a minha vida profissional como tripulante da Varig.

O filme teve quatro versões, e por incrível que possa parecer nós já fizemos três versões de um protesto em greve de fome e num aeroporto.

O B-707 veio parar exatamente na Transbrasil, empresa que está arrolada também nos processos com o Aerus.

Impopularidade terminal de Tony Blair veio quando enriqueceu como lobista

E Lula? Anthony Seldon, biógrafo do ex-primeiro ministro opina para a BBC sobre sua impopularidade
Cesar Maia       

1. O veredicto da história para os primeiros-ministros que deixam seus cargos é um tema altamente controverso, mas nos tempos modernos, muito poucos foram submetidos a tanta hostilidade como Tony Blair. Após seu controverso governo, que terminou em maio de 2007, Blair ganhou um pós-governo ainda mais controverso. Precisamos examinar ambos, tanto o governo como aquele que se seguiu, para entender por que ele é o ex-primeiro-ministro mais insultado desde 1945.
    
2. Blair tornou-se líder do Partido Trabalhista em julho de 1994 e se propôs a "modernizar" o partido para abraçar -em vez de rechaçar- o capitalismo. E buscou liderar no interesse de todo o país e não apenas da classe trabalhadora e dos sindicatos. Quando o trabalhismo chegou ao poder depois de quatro derrotas eleitorais consecutivas (1979, 1983, 1987 e 1992), a fórmula de Blair mostrou ser extraordinariamente bem-sucedida.
   
3. Blair ganhou as eleições gerais em Maio de 1997, com uma vitória esmagadora sobre o desacreditado governo conservador. Venceu, novamente de forma esmagadora, em 2001 e novamente, embora por uma pequena maioria, em 2006. Nenhum líder trabalhista na história tinha obtido três vitórias eleitorais consecutivas. Portanto, era esperado que o Partido Trabalhista venerasse Blair como sendo seu maior recurso eleitoral. Mas a verdade é exatamente o contrário.
   
4. Muitos dentro do partido falam mal dele e a cada dia tem menos seguidores entre a nova geração de parlamentares trabalhistas que rejeitam tanto Blair como a maneira como ele tentou se livrar de elementos de esquerda no partido. Blair foi mais bem-sucedido como líder do partido que ganhou eleições, do que como primeiro-ministro governante.

Mais uma prova da falta de caráter da nossa esquerda

Blogueiro de cinema ataca novamente e inverte tudo para tentar desmoralizar a direita

Rodrigo Constantino

Dessa vez as vítimas tinha a “cor errada”
É cansativo, eu sei. E é previsível. Mas são os ossos do ofício, e preciso mostrar o modus operandi da nossa esquerda, como ela age de forma pérfida para tentar desmoralizar a direita liberal. Escrevi um texto que está super badalado sobre o caso chocante do ex-repórter que matou seus antigos colegas de trabalho ao vivo e depois se matou.

Meu ponto principal, destacado logo no primeiro parágrafo: que indivíduos matam, não gênero, raça, classe ou qualquer outra abstração coletiva, muito menos objetos inanimados como armas. Meu segundo ponto mais importante: chamar a atenção para o fato de que a esquerda, normalmente, apela para uma narrativa enviesada, justamente para pintar um quadro coletivista de que “minorias” são sempre vítimas.

Não!, disse eu. As tais “minorias” também estão do lado de lá, cometendo crimes, matando inocentes, agindo como malucos. Os maiores assassinos de negros nos Estados Unidos são… negros também. Mostrei que a esquerda ignora esse fato para preservar sua narrativa hipócrita, sensacionalista, mentirosa e rancorosa, que coloca sempre a “elite”, os “homens brancos ocidentais”, no banco dos réus, mesmo quando são vítimas.

Pois bem: devo assumir que qualquer pessoa que consegue interpretar um texto infantil, somar dois com dois e passar num teste do Colibri ou da Mobral compreendeu perfeitamente minha mensagem. Logo, se alguém “entendeu” algo diferente, só podemos estar diante de um canalha mesmo, de falta de caráter, a marca registrada da nossa esquerda, que ainda consegue defender o indefensável PT. Foi o que fez o tal blogueiro de cinema.

Ele se assanhou por eu ter resolvido aliviar sua barra naquele episódio podre de difamação, poupando-o de um custoso processo judicial (ainda dá tempo), e ficou mais ousado em sua canalhice. Descobriu que me atacar lhe rende mais ibope do que fazer “críticas” de filmes da Xuxa. Os petistas babões pululam em sua página curtindo sua “análise” e destilando seu ódio contra minha pessoa e toda a VEJA, ícone da “direita raivosa” (pois é, eles se julgam os tolerantes amorosos!). Eis o que ele escreve:

Sujeito mata jornalista e cinegrafista diante das câmeras nos Estados Unidos. Infinitas questões podem ser levantadas pela tragédia: o efeito da falta de controle sobre armas de fogo nos EUA; o fato de que em 2015 houve mais de um tiroteio em massa POR DIA naquele país; o papel que a mídia desempenha ao fornecer vitrine a maníacos (e este, por exemplo, conseguiu o que queria, já que seu vídeo foi propagado nas redes); e assim por diante.

No entanto, para certo blogueiro da Veja, a questão “relevante” e que mereceu mais um de seus repugnantes posts foi “negros e gays também podem ser assassinos”.

Como digo sempre: é MUITO BOM estar do lado oposto a esta gente da neodireita.

Depois vem a fúria da horda dos bárbaros, todos aplaudindo a “sabedoria” do “mestre” e aproveitando para me detonar. Mas no meio de tanta porcaria aparecem alguns comentários que esfregam o absurdo na cara dos cães raivosos, como este: “como é bom estar do lado que entende que o constantino ironizou justamente a importancia que VOCES dão pra isso”. Exatamente. Elementar, meu caro Watson.

Confiança dos consumidores em máximos de 14 anos

Paulo Zacarias Gomes 
INE anunciou hoje que o indicador de confiança voltou a crescer em Agosto, prolongando o perfil positivo desde 2013.


O sentimento de confiança entre os consumidores portugueses voltou a reforçar-se em Agosto, prolongando mais de dois anos de ganhos mensais e atingindo valores máximos de 2001. Já o indicador de clima económico estabilizou, travando o crescimento que vinha ocorrendo desde o início de 2013.

De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, este aumento reflecte sobretudo as expectativas com a evolução do desemprego, a que se junta também a percepção sobre a situação económica do país (onde os saldos das opiniões "aumentaram expressivamente" para máximos de 2000) e a situação financeira do agregado familiar.

A expectativa de compra de bens duradouros recuperou em Agosto, depois de um agravamento entre Maio e Julho.

No sector empresarial, o indicador de confiança na indústria transformadora recuperou ligeiramente em máximos de mais de seis anos, elevando-se na construção e obras públicas a máximos de mais de cinco anos (com melhoria de opiniões sobre perspectivas de emprego).

Já o sector do Comércio conheceu uma redução ligeira, devido em grande parte ao contributo negativo das expectativas da actividade. 
Título, Imagem e Texto: Paulo Zacarias Gomes, Diário Económico, 28-8-2015

Admiração ou inveja

Dra. Miriam Zelikowski

A alma evoluída sente admiração pelo valor do conteúdo de outrem, a alma em nível animal sente inveja e desgosto ao ver o sorriso do outro.
A alma evoluída sente admiração pela vitória de alguém, pela determinação de outro, pelo conhecimento de uma causa superior, sente felicidade em ver a dor se afastar de alguém.

A alma animal sente inveja da vitória do vizinho, sente fraqueza ao ver a determinação de um irmão, sente-se feliz ao ver a dor ao lado dos outros, e se alegra por apenas ver, porque nada faz para auxiliar.

A alma animal é uma face do desenvolvimento inferior do ser humano, porque existem animais de diversas raças que demonstram serem muito mais amistosos e felizes com a alegria de um outro animal ou ser humano, são na verdade isentos de produzir dor a outrem por sentimentos inferiores como a inveja, na realidade admiram os seus donos e sentem um amor de grande evolução.

A alma evoluída conhece o valor da gratidão, o valor da força interior, o valor da humildade, o valor da consideração e da atenção a quem merece, no entanto a alma animal estaciona nas pedras, não possui força para erguer a cabeça, porque no fundo de sua consciência alimenta a culpa que degenera a análise das consequências na vida de quem cultiva a inveja e anula a admiração.

Quem alimenta a inveja, com o tempo perde a esperança, anula a força, se entrega nas profundezas do desgosto e simplesmente desaparece e não deixa marcas no tempo e no espaço.

Quem alimenta a admiração, com o tempo conhece a eterna esperança, ativa sua força, se entrega aos altos níveis de energia e simplesmente assume sua marca em qualquer tempo e espaço, a marca da realização, do trabalho e da felicidade, pois em cada admiração por alguém é uma mão estendida que abre novas pontes, novos horizontes e grandes possibilidades."
Título e Texto: Dra. Miriam Zelikowski, 28-8-2015
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Pessoas más e a idiotia desarmamentista


Bene Barbosa
As manchas de sangue da repórter Alison Parker, de 24 anos, e do cinegrafista, Adam Ward, de 27 anos, ambos do canal WDBJ-TV não haviam secado e o governador da Virgínia, "Terry" McAuliffe, um dos chefões do Partido Democrata, já carimbava no caso sua posição político-ideológica ao afirmar que era necessário implementar uma lei que fosse capaz de frear casos assim. Todos sabiam do que ele estava falando: armas!

Vampiros gostam de sangue e ficam em frenesi quando o sangue é de inocentes, já mostrei isso várias vezes e, agora, não seria diferente. Ao acusar as “armas” pelo brutal assassinato, o governador e quase toda esquerda americana partem, mais uma vez, desesperadamente para o apelo meramente emocional, usando um caso absurdamente chocante para emplacar sua agenda política, elegendo o racismo e o “fácil” acesso às armas como os grandes vilões do caso, sepultando junto às vítimas os números, dados e fatos que os desmentem.

O assassino Vester Lee Flanigan, também jornalista, com 22 anos de experiência, havia sido demitido havia dois anos da emissora depois de ser sistematicamente acusado de ser grosseiro e violento. A gota d’água para sua demissão, ao que parece, foi a reclamação feita ao RH da empresa pelo cinegrafista assassinado. Contra Alison Parker pesavam as acusações, feitas pelo assassino, sem qualquer comprovação, de comentários racistas sobre ele. Que pese que em demissões anteriores, todas motivadas pela agressividade do demitido, houve a acusação de racismo, consideradas improcedentes pelos tribunais americanos.

Dois anos se passaram e podemos concluir que Vester jamais esqueceu o ocorrido e passou a nutrir grande ódio pelos dois ex-colegas de trabalho. No dia fatídico, dirigiu seu próprio veículo até o local da filmagem, um local bastante ermo. Ligou a câmera do seu celular, pareceu olhar em volta, talvez verificando que estava em segurança para agir, sacou a arma e a pouco mais de um metro mirou na repórter, abaixou a arma, aguardou mais alguns segundos, apontou novamente e abriu fogo. Foram 9 ou 10 tiros que mataram ambas as vítimas. Postou o vídeo em seu Facebook, fez alguns comentários em seu Twitter, pegou seu carro e dirigiu até o aeroporto onde assumiu o volante de outro veículo que havia alugado um mês antes. Acabou perseguido pela polícia, saiu da estrada, bateu e, encurralado, atirou contra a própria cabeça, sabia que se fosse capturado acabaria na ponta de uma agulha ou na descarga de 2.000 volts.

Discurso de Fernando Collor, em 1982, chamando o impeachment de golpe era igual ao do PT hoje

Luciano Henrique

Direitistas costumam criticar tucanos por serem pouco assertivos contra o governo. Mas a direita também não é nada melhor neste sentido. Podemos até fazer um teste científico: avaliar qual a proporção de como termos como “golpista” e “fascista” (dentre outros rótulos) são mais utilizados por bolivarianos contra republicanos, e depois comparar seu uso por republicanos contra bolivarianos. Já se pode apostar, logo de cara, que os bolivarianos são mais ágeis na rotulagem. Nada que a criação de uma conscientização política republicana em larga escala não resolva.

Enquanto isso não ocorre, os seres humanos cujos sistemas morais envergonhariam a uma cascavel capitalizam politicamente. Collor caiu em 1992, mas Dilma está se segurando no poder em parte por utilizar os mesmos recursos de que o primeiro já havia lançado mão. Aqui vivemos um dos paradoxos da política republicana: a direita é o grupo que mais reclama contra a impunidade de criminosos, mas ao mesmo tempo é o que mais promove a impunidade de políticos desonestos. Em relação aos criminosos (por exemplo, os menores assassinos e estupradores), podemos exigir punições justas. Em relação aos políticos intelectualmente desonestos, nós poderíamos começar a rotulá-los mais justamente e em muito mais quantidade do que eles nos rotulam. Ao optarmos por não disputar o jogo de rótulos, no entanto, temos incentivado a barbárie intelectual. A recusa em jogar o jogo de rótulos transmite a seguinte mensagem: “Contra nós, o crime intelectual compensa”.

Blog!

Meus Colegas, Amigos e Membros do Aerus,
Em 2013, José Manuel fez um pedido, para que nos conectássemos ao Blog OCão Que Fuma. Pois gostaria de reafirmar este pedido, agora em meu nome, é um canal que temos, sério e com humor, pois sem humor a vida é muito chata, nele temos todas as informações, atualizadas e corretas.
Participem.
Um abraço a todos. 
Heitor Rudolfo Volkart, 28-8-2015

Notícia requentada causa alvoroço junto a ex-funcionários da Varig

Em 23 de agosto deste ano o portal NewsAvia publicou esta matéria:
Mais De 3000 Ex-Funcionários Da Varig Vão Receber Indemnizações
Já no dia seguinte, a ex-comissária de voo, Sofia Rossi, alertava na caixa de comentários da postagem “Esta notícia é de 2007”.



Encontrei a matéria original, não de 2007, mas de 17 de agosto de 2008. Ei-la:

Mais de 3 mil ex-funcionários da Varig receberão integralmente
Publicado por Ministério Público do Estado do Rio deJaneiro (extraído pelo JusBrasil) - 7 anos atrás



O Promotor de Massas Falidas, Leonardo Araújo Marques, obteve - através de recurso interposto contra decisão da 1ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro - decisão favorável aos credores trabalhistas da antiga Varig. Com a medida, o Ministério Público garantiu o pagamento integral dos créditos devidos a mais de três mil ex-funcionários.

Segundo Leonardo, o juiz responsável pela recuperação judicial da empresa havia determinado que os credores trabalhistas habilitados receberiam 19% dos seus respectivos créditos, na medida em que só há R$ 48 milhões disponíveis para o rateio entre os mais de 14 mil funcionários, que juntos têm a receber aproximadamente R$ 240 milhões. Com o recebimento do recurso do MP pela Justiça, todos os credores receberão, igualmente e em primeiro rateio, o equivalente a cinco salários mínimos.

O colar de turquesas azuis

Nelson Teixeira
O homem por detrás do balcão, olhava a rua de forma distraída, enquanto uma garotinha se aproximava da loja. Ela amassou o narizinho contra o vidro da vitrina. Os seus olhos da cor do céu, brilharam quando viu determinado objeto. Ela entrou na loja,e pediu para ver o colar de turquesas azuis:
“É para minha irmã. Você pode fazer um pacote bem bonito?”

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
“Quanto dinheiro você tem?”

Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho, e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e, feliz, disse:
“Isto dá, não dá?” Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.
“Sabe”, continuou, “eu quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. Hoje é aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz, com o colar que é da cor dos olhos dela.”

O homem foi para o interior da loja. Colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.
“Tome!” disse para a garota. “Leve com cuidado.”

Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo.

Ainda não acabara o dia, quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou a loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
“Este colar foi comprado aqui?”

“Sim senhora.”

“E quanto custou?”

“Ah!” falou o dono da loja “o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o freguês.”

“Mas minha irmã somente tinha algumas moedas. E esse colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagar por ele.”

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem:
“Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo que tinha!”

O silêncio encheu a pequena loja, e lágrimas rolaram pela face da jovem, enquanto suas mãos tomavam o embrulho. Ela retornava ao lar emocionada…

A verdadeira doação é dar-se por inteiro sem restrições.

“O maior amor que alguém pode ter pelos seus amigos é dar a vida por eles.”
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 28-8-2015

A luta continua: 2 de setembro, 11h00






quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Terceira greve

José Manuel
Dayse Mattos, José Manuel e Carlos Lira, aeroporto Santos Dumont, 26-8-2015
Conforme todos já devem saber, me encontro em casa neste momento, após ter dado como encerrado ontem, 26 de agosto de 2015, às 19h00, o protesto em greve de fome, iniciado no dia passado dia 24.

Estou bem, e quero agradecer a vocês, os quais sem a logística necessária que vocês propiciaram fazendo funcionar de forma extraordinária a nossa própria mídia, proporcionando uma informação direta e atualizada a todos, não teria sido possível termos o alcance que obtivemos.

Com relação à mídia oficial, não temos mais que nos preocupar com ela, ou sem ela, pois cada vez está mais claro que hoje essa mídia encontra-se comprada por este governo, somente divulgando o que interessa ao governo e aos seus próprios interesses.

Com relação a isto, o moderno nos trouxe, ou nos devolveu, a importância que merecemos enquanto cidadãos, sem estar atrelados ou dependentes a A, B ou C.

Ao final do dia de ontem, após um dia exaustivo, pois desde que soube no dia anterior da marcação oficial da pauta do Congresso para o dia 2 de setembro de 2015, logo percebi que estava em curso uma manobra pérfida do governo para nos retirar do aeroporto e quebrar o nosso movimento.

Quando se faz um protesto desta grandeza a pré fundamentação do mesmo é importantíssima para que tudo ocorra bem e etapas sejam queimadas.

Uma das etapas é quando passa a existir uma data pré determinada por quem e contra quem estamos protestando.

Como manter o seu cachorro ocupado...


PT não desmancha por si só: Lula precisa derreter antes!

Cesar Maia

1. O desgaste do PT medido por todas as pesquisas de opinião não é garantia que em eleições futuras sua representação legislativa irá derreter. Um sofisticado estudo mostra que o PT cresceu arrastado por Lula e que se a popularidade de Lula for atingida significativamente, o PT - aí sim - derreterá.
   
2. O exercício de maior risco na ciência política é a previsão para um período de tempo de médio prazo. O professor David Samuels, da Universidade de Minnesota, em base a dados que vão até 2002, procurou explicar as razões que poderiam levar o PT a crescer ou não. Ou seja, o que levaria um eleitor a votar no PT. O trabalho foi publicado no Brasil pela revista OPINIÃO PÚBLICA, Campinas, Vol. X, nº 2, Outubro, 2004, p. 221-241.

3. A partir das regressões sobre diversos temas que poderiam estar relacionados com o voto no PT, Samuels chega a conclusões surpreendentes. Hoje se pode afirmar que a precisão de suas conclusões é impressionante. Segue uma lista de situações que não levam ao petismo. "A classe socioeconômica não está diretamente relacionada ao petismo. Categorias sociais como – raça, gênero, religião e idade – não apresentam relação com o petismo. Não é verdade que os católicos sejam mais petistas e que os evangélicos menos. A variável raça também não mostra relação significativa."

4. "O atrativo do PT de reduzir a desigualdade socioeconômica não se reflete nos resultados de regressão. O desejo de maior influência do governo na economia e maior regulamentação desta, bem como o apoio ao nacionalismo econômico não estão associados ao petismo. Brasileiros que se opõem às práticas clientelistas e ao rouba-mas-faz não apresentam maior probabilidade de serem petistas. Os brasileiros que apoiam a liberdade de expressão política e que têm ideias menos hierárquicas da sociedade também não mostram maior probabilidade de serem petistas."

Miriam Leitão arrasa Dilma

Em texto devastador - e correto -, a jornalista mostra as flutuações de opinião da Presidente da República.
Implicante


Há muitos textos e colunas apontando erros grosseiros, contradições e até falácias de Dilma Rousseff, mas este de Miriam Leitão [foto] é o mais arrasador dos últimos tempos (e olha que a disputa é boa).

A seguir, dois trechos:

“Quem comparar o que a presidente Dilma falava há um ano e o que ela disse esta semana concluirá que são duas pessoas. O que dizia é o oposto do que diz. Os casos de divórcio entre a então candidata e os fatos foram muitos na campanha. No “Jornal Nacional” do dia 19 de agosto de 2014, Dilma afirmou que a inflação era zero e que pelos “indicadores antecedentes” o país estava retomando o crescimento (…)

A distância da realidade continua, ainda agora. Na entrevista de segunda-feira, ela defendeu o ex-presidente Lula e disse que a oposição incentiva contra ele uma “intolerância inadmissível”. E acrescentou: “A intolerância é a pior coisa que pode acontecer numa sociedade, porque cria o “nós” e o “eles”. Isso é fascismo.” Quem mais incentiva essa divisão é o grupo político da presidente. Aliás, houve um comício em 2014 em que o ex-presidente Lula gritou do palanque: “agora é nós contra eles”. Isso depois de citar como sendo “eles” dois nomes de jornalistas: o de William Bonner e o meu.”

Vale ler o original, citando a entrevista da então candidata a William Bonner, no Jornal Nacional. 

Recordar é viver.

O teor do texto de Miriam Leitão foi bem adequado. 
Título, Imagem e Texto: Implicante, 27-8-2015

Greve de fome: o nosso acompanhamento


Este blogue acompanhou, como pôde e soube, a terceira greve de fome do ex-aeronauta da Varig, José Manuel, de três dias – 24, 25 e 26 de agosto de 2015 – acontecida no saguão do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A greve encerrou-se com um Ato de Solidariedade convocado pelo Movimento ACORDO JÁ!

Criamos hasthags para o Facebook e Twitter, infelizmente não utilizadas pelos companheiros envolvidos no apoio e na divulgação da iniciativa de José Manuel. A exceção ficou com a Rejane Montresor. Obrigado!


Eis abaixo a nossa singela colaboração plasmada nas postagens listadas, em ordem cronológica descendente, da mais recente à mais antiga.

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Pandemônio na assembleia do sindicato de aeronautas

Assembleia hoje de maioria pilotos. Vários colegas que lá foram não tinham seus nomes na lista de sócios e não puderam entrar. Alguns entraram, como Aguinaldo, Constança, Pedro Azambuja, mas não foram considerados aeronautas pela maioria dos presentes e foram convidados a se retirar do recinto.


Cláudio Marques, Lameira, Carlos Drufaye, e outros que não lembro o nome sequer entraram.

A aeronauta aposentada, Constança Barbosa se apresentou como jornalista também e queria fazer uma matéria mas a assembleia não aceitou que ela filmasse e pediu que se retirasse e o câmera também.

Assim como o ex-comissário da Vasp e ex-diretor do sindicato, Aguinaldo Silva, também teve que sair.

Apenas Pedro Azambuja, apesar dos gritos e atropelos para que saísse permaneceu porque entendemos que o seu nome foi citado na chamada do edital. O presidente da assembleia, Marcelo Ceriotti, ameaçou chamar a polícia; Pedro respondeu que esperaria então que a polícia chegasse. Não chamaram.

Bem, o resultado foi que "a assembleia reconhece a diretoria e dá aos diretores autorização para continuar as trataçoes juridicas no sentido de encontrar um acordo no processo dos citados no edital.”

Depois, Marcelo Ceriotti veio conversar comigo, me pediu que eu tentasse ver se Carlos Lira desistia do processo. Lamentei, mas disse que não tinha sequer idade para fazer a cabeça de um homem de 70 anos.

Excelentíssimo Senhor Senador Renan Calheiros, socorro!


Valdemar Habitzreuter
Os ex-trabalhadores da Varig, com média de idade em torno de 73 anos, sentem-se imensamente frustrados pelo pouco caso que se dá à causa de suas aposentadorias. Diria que mais do que frustrados, sentem-se magoados pelo abandono a que são relegados, e isto por autoridades que podem fazer alguma coisa para sanar esta situação.

Por longos anos, estes trabalhadores contribuíram, com muito sacrifício, para que tivessem uma aposentadoria complementar, e foi no Fundo de Pensão Aerus que deixaram suas parcas economias, e aos cuidados fiscalizatórios do governo.

O que aconteceu, com certeza, é do conhecimento de Vossa Excelência: simplesmente o Aerus quebrou e não foi por culpa desses, hoje, velhinhos e velhinhas ex-trabalhadores aposentados, a culpa recai sobre o governo que tinha o dever da fiscalização e não o exerceu a contento, deixou o dinheiro sumir para fins outros e não para prover a futura aposentadoria dos participantes.

É triste a situação hoje desses milhares de aposentados, estão numa idade avançada em que a saúde começa a fraquejar e precisam de cuidados especiais: consultas médicas, compra de remédios, internação hospitalar, etc. Mas, cadê os meios para isso? Os planos de saúde tiveram que ser suspensos, cobra-se um absurdo nesta faixa etária. Se ao menos o SUS fosse uma alternativa, mas... é bom nem comentar sobre isso...

E assim, estes velhinhos e velhinhas estão jogados ao Deus dará, mesmo tendo sido favorecidos pela Justiça por tutela antecipada. Mas ninguém quer saber de antecipar nada e muito menos de tutelar alguém. São quase dez anos de idas e vindas judiciárias e nada é concretizado. E no momento, um aposentado chegou ao extremo, por assim dizer, de frustração pela delonga e impasse de dar um fim ao sofrimento desses aposentados e está fazendo greve de fome no aeroporto Santos Dumont em protesto a tanto descaso.

Agora, Excelentíssimo Senador Renan, apresenta-se mais uma oportunidade para solucionar o caso desses sofridos velhinhos (as) e está em suas mãos uma parcela de importante ajuda. No dia 2 de setembro será colocado em pauta o PL02 no Congresso para ser apreciado e votado. É uma chance de se fazer justiça a estes aposentados. Mas cabe ao senhor dar preferência a esta pauta e garantir o quórum para que não seja adiada e transferida novamente.

Desde já, o agradecimento dos aposentados do Aerus que já não podem esperar mais! 
Valdemar Habitzreuter (aposentado do Aerus pedindo socorro, ficaria contente se obtivesse uma resposta a este apelo de socorro), 27-8-2015

Obrigada, Band!

Rede Bandeirantes sempre presente onde há o que falar!!!
Obrigada, Band!






Imagens e Texto: Dayse Mattos, 26-8-2015


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Charada (89)

Qual das seguintes datas destoa,   
logicamente, deste grupo?
31 de agosto de 1998
30 de novembro de 1999
29 de fevereiro de 2000
31 de junho de 2001 
29 de abril de 2002

Encerrada a greve de fome



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