domingo, 5 de julho de 2020

A audácia dos canalhas está em moda

Aparecido Raimundo de Souza

COMEÇOU A LAVAÇÃO DE ROUPAS SUJAS fora de casa. Antigamente, as pessoas expurgavam seus trapos e farrapos, paninhos de bundas e outras coisinhas íntimas, usando o velho e surrado tanque. Depois, optaram pela bacia, pelo “embaixo do chuveiro”,  e pelo córrego à beira dos rios.

Hoje, com a tecnologia das máquinas de última geração (as belezuras que lavam secam e dobram), as calcinhas e as cuecas parlamentares passaram a ser melhor asseadas e perfumadas. Apesar deste avanço,  acreditem, caros amigos, apesar deste avanço, algumas peças conseguem sair amarrotadas diante do público.

Vejam, por exemplo, a lavação do nosso querido amigo Roberto Carlos  Jefferson [foto], presidente do PTB (Partido dos Tocadores de Bumbos). O ilustre resolveu ser aliado de Jair Bolsonaro. Por conta, pegou a sua metralhadora giratória, perdão, a sua máquina de lavar e saiu atirando água com sabão em pó e detergente para tudo quanto é lado. Numa live, dias atrás, junto com a depu... Depu... Pupu... Tada Bia Kicis (nada a ver com a boate de Santa Maria, em Porto Alegre).


Só para lembrar, aquela de Porto Alegre era a Boate Kiss e a depu... Pupu é da Boate Kicis, que parece fica no “pranarto centraul”). Pois bem. O fato é que Jeffinho escancarou com o STF, ou  (Sindicato dos Taberneiros Falidos) asseverando que nada tem contra a Instituição, “STF”, todavia, detonou cada um dos 11 picaretas, perdão, senhoras e senhores, detonou cada um dos deuses intocáveis, ou os miSInistros que por lá abundam, ou sejam, os Togagos ou Cagados que dão... o que falar...

O vídeo abaixo, melhor que mil palavras diz tudo, e, sobretudo, explica uma porrada de coisas. Resumindo: os senhores devem concordar que, por baixo e por cima dos panos e tapetes, mesmo os de tupetes em pé, na capital do capital, brazzzzzzilia, TODO MUNDO TEM RABO PRESO. O mais fraco dá nó em éter e trepa sem tirar a  ferramenta pra fora. Pra dentro, quem sabe...


Resumindo a putaria na Terra dos Candangos, as matilhas de cães que vivem no imenso Avião Pousado, notadamente as raças que têm o cuzinho preso,  tipo nossas “artoridades, nossos sernadores,  nossos governaudoures, deuputadores, e outros ‘ores’”, deveriam  levar em conta ou se debruçarem com mais acuidade e atenção naquele velho ditado do comediante britâncio Dudley Moore.

A ministra que monitoriza e o Governo que não governa

O Governo quer monitorizar o discurso de ódio. Que a censura tem muitos nomes já se sabe. Mas este é também o folclore para que não se pergunte: como pode o Governo ter falhado tanto?

Helena Matos

Monitorize, senhora ministra, monitorize. Vai ser um nunca mais acabar de monitorizações. Segundo a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva [foto], «O Governo vai monitorizar o discurso de ódio nas plataformas “online”, estando “em vias” de dar início à contratação pública de um projeto que deverá traduzir-se num barómetro mensal de acompanhamento e identificação de ‘sites’.»


Monitorize o discurso de ódio, depois o discurso que pode ser de ódio. Depois o discurso que é só discurso. Rapidamente ficaremos sem palavras, nas mãos dos monitores. Até o silêncio irão monitorizar. Porque quando se começa a monitorizar nunca mais se pára e porque enquanto a senhora ministra monitoriza e saem as listas dos monitorizados do discurso dito de ódio e de todos os outros discursos que hão-se ser inventados, não há espaço para perguntar: o que andou o Governo a fazer? Como pode falhar repetidamente no essencial? Como é possível tanta descoordenação: Covid-19: Apanhar transportes públicos em Lisboa pode significar “ficar ao colo uns dos outros” para “continuar a vida normal” Portal das Matrículas continua a dar problemas.  Hospitais desmentem números da DGS...

Desde já aviso a senhora ministra e os demais monitores que escusam de gastar o dinheiro dos contribuintes a tentar detectar o discurso de ódio nos meus textos pois a mim o que me interessa é o amor. Veja-se, por exemplo,  a própria história profissional da senhora ministra Mariana Vieira da Silva pois ela espelha um grande amor: o amor do seu pai por ela foi tão grande, mas tão grande, que Mariana Vieira da Silva integrou o mesmo governo em que o seu pai era ministro. Se isto não é amor não sei o que será o amor. Aliás o PS é um partido verdadeiramente amoroso: pais, filhos, maridos, mulheres… convidam-se e nomeiam-se num espírito que só posso definir como sendo de verdadeiro amor. Afinal, que um pai divida com os filhos o que tem não tem nada de extraordinário. Logo só por maldade – e ódio, obviamente – se critica que o PS reparta cargos. Não é o PS o dono do Estado? Então dá o que tem. Só uma pessoa imbuída de ódio pode contestar esta prática tão humana, este verdadeiro gesto de amor.

Até no detalhe de o Governo nos ter escolhido, aos contribuintes portugueses, para pagarmos a factura de Isabel dos Santos (outra filha amantíssima) na EFACEC eu vejo um gesto de amor, pois como se sabe os pobres amam mais (é o que dizem os filmes e as telenovelas). Logo, quando estivermos empobrecidos com tanta empresa estratégica para manter e com a economia real devidamente falida, viveremos com maior intensidade aquela imagem do amor e uma cabana.

Juiz critica ação de Ivan Valente que buscava impedir Weintraub no Banco Mundial

Magistrado fez duras críticas à ação, dizendo que o objetivo era envolver o Poder Judiciário no universo político partidário

Afonso Marangoni

O juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, julgou extinta uma ação que pedia à Justiça que suspendesse a indicação do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub [foto] ao cargo de diretor-executivo no Banco Mundial.

Foto: Gabriel Jabur/MEC
Itagiba Catta Preta Neto entendeu que a ação tinha cunho partidário e ideológico.

O despacho foi proferido nesta terça 30 no âmbito de ação popular interposta pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL/SP) e Marivaldo de Castro Pereira, questionando a indicação feita pelo presidente Jair Bolsonaro.

“O autor não apontou fato concreto, específico. O que pretende, na verdade, é que, por ordem judicial, seja alterada a política de atuação de órgão do Poder Executivo. Patrulhamento ideológico não é papel do Poder Judiciário”, afirmou Itagiba na decisão.

Segundo o magistrado, divulgação de fatos e opiniões nas redes sociais e na imprensa não são hábeis a ensejar intervenção do Judiciário em atos de governo.

A ação apontava suposto desvio de finalidade e que a indicação não atende a interesses públicos, mas pessoais. O pedido citou ainda que ele é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal.

O Banco Mundial recebeu o nome em 19 de junho, um dia após o ex-ministro anunciar sua saída da pasta de Educação.

Título e Texto: Afonso Marangoni, revista Oeste, 4-7-2020, 22h

Saiba o que é ‘A Maior Ação do Mundo’, iniciativa que questiona atos do STF

O advogado Emerson Grigollette, um dos coordenadores do movimento, fala a Oeste

Afonso Marangoni

Um grupo de advogados lançou na última segunda-feira, 29, o movimento chamado de “A Maior Ação do Mundo”, que busca recorrer a organismos internacionais contra medidas tomadas no âmbito do inquérito das fake news.

O inquérito foi aberto em 2019 pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, para apurar ofensas aos ministros da Corte.

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF
No manifesto que explica a ação, os organizadores denunciam violações e retomam a frase do ministro do STF Marco Aurélio Mello que classificou o processo das fake news como “inquérito do fim do mundo”.

A ação consiste no envio de denúncias, relatos e notas a organismos internacionais como a Corte Interamericana de Direitos Humanos e o Tribunal Internacional de Haia “contra as violações de direitos fundamentais humanos e ofensas aos direitos dos advogados”.

Proposta
O advogado Emerson Grigollette [foto], um dos coordenadores nacionais da ação, conversou com Oeste.

Ele explica que “A Maior Ação do Mundo” é um conjunto de iniciativas que busca levar ao conhecimento de instituições de defesa de direitos humanos e que protegem as prerrogativas dos advogados contra as “várias arbitrariedades, ilegalidades e inconstitucionalidades” do inquérito.

“Estamos vivendo um período muito crítico em que vários direitos fundamentais estão sendo violados. É uma verdadeira balbúrdia jurídica”, destaca Grigollette.


Ele afirma que, desde 27 de maio, os advogados que defendem pessoas indiciadas no inquérito tentam acessar os autos.

O caminho para a Venezuela faz-se caminhando

O governo podia “monitorizar” a corrupção, a incompetência e, para não desprezar a filha do sr. Vieira da Silva, o nepotismo. Em vez disso, optou por fiscalizar o que os cidadãos escrevem no Facebook.

Alberto Gonçalves

Depois de consumar a aquisição de 95% dos “media” tradicionais através da troca de “publicidade institucional” por propaganda informal, os senhores que mandam nisto resolveram preocupar-se com as “redes sociais”. Segundo uma senhora que é ministra de uma coisa por ser filha daquele sr. Vieira da Silva que era ministro de outra coisa (estou a brincar: são de facto dois gênios numa única família), o governo vai “monitorizar” o “discurso de ódio” na internet. A ministra explica que estará interessada, cito, “na forma de propagação deste discurso nas plataformas ‘online’ e nas mensagens que contém”, além de “identificar autores e monitorizar processos de queixas”. De caminho, recolhem-se “dados que fundamentem linhas de ação política” e presta-se “formação a todos os atores que tenham que lidar com a matéria”. Ou seja, o “discurso de ódio” será censurado, criminalizado e, façamos figas, os seus perpetradores punidos.

Em teoria, acho muito bonito. O ódio é um sentimento desagradável e nada justifica que, em vez de se darem bem, as pessoas andem para aí a rebaixar o próximo (ou o anterior). Na prática, o enredo turva-se: quem distingue o que é ódio do que, não é? As autoridades, com certeza. E quem concedeu às autoridades a capacidade de fazer semelhante distinção? Deus Nosso Senhor ou, mais provavelmente, as autoridades elas mesmas. O problema passa pela subjetividade do ódio.

Como não se deve argumentar mediante exemplos, vou usar três ou quatro. Toda a gente, exceto os próprios “fascistas”, concorda que criticar “a ciganada que vive do rendimento mínimo” se enquadra no “discurso de ódio”. Mas desejar o fuzilamento dos “fascistas” que criticam “a ciganada que vive do rendimento mínimo” parece ser uma expressão salutar de benevolência e amor. Outro exemplo? Toda a gente, exceto os próprios, concorda que demonstrar simpatia pública pelos atuais presidentes dos EUA e do Brasil se integra no “discurso de ódio”. Mas venerar os currículos dos srs. Fidel ou Maduro é apenas uma forma de humanismo e um sintoma sadio de “consciência revolucionária”. Um penúltimo exemplo: elogiar o benfiquista André Ventura é “discurso de ódio”. Mas admirar o leninista Francisco Louçã, e arranjar-lhe cargos institucionais e profissionais onde ele possa espraiar a respectiva lucidez, é matéria de elementar bom senso. Por fim, discordar das lendas do “aquecimento global” talvez constitua um “discurso de ódio”. Mas alinhar com a fúria da pequena Greta contra os que têm de ser pendurados em cordas de piano por discordarem das lendas do “aquecimento global” é um progressismo louvável.

O reino da hipocrisia

Heitor Buchaul

“Sempre que se dá ao erro a possibilidade de se disseminar, ali se dá ao mesmo tempo apoio a uma perseguição à verdade. E sempre que se dá ao mau ou ao mal a liberdade, apoia-se uma perseguição ao bom e ao bem. Porque está na índole do erro de ser contagioso. Depois do pecado original, o homem tem uma apetência de erro”.1


Nas recentes manifestações que sob o pretexto de defesa da igualdade racial entre negros e brancos ocorreram nos Estados Unidos e na Europa, vimos uma aplicação do princípio acima enunciado: como uma ínfima minoria protegida pelo relativismo igualitário, fruto do estado liberal, consegue criar um clima de revolta.

Qual não foi nossa surpresa ao ler nesse interim que um muçulmano — em nome velho lema hippie “paz e amor”, que desfigurou o sentido destas nobres palavras — encabeça uma lista pedindo a remoção da cidade de Saint Louis, capital de Missouri, não apenas da estátua equestre do rei-cruzado que lhe deu o nome, como também nome da cidade.

O muçulmano se chama Umar Lee. Nascido em uma família norte-americana de origem europeia, ele adotou na juventude a religião islâmica. Dentre os motivos que elenca contra o Santo rei — cujos conselhos eram ouvidos pelos próprios muçulmanos contra os quais combatia — é de ter sido islamofóbico e antissemita, por ter liderado uma cruzada. Mas não diz uma só palavra sobre os crimes cometidos pelos islâmicos contra cristãos no Oriente e no Ocidente, tanto no passado quanto na atualidade.

Na verdade, Umar e todo o movimento “Black lives matter” não constituem senão um dente da engrenagem do processo revolucionário gerador daquilo que no conceito de revolução cultural Plinio Corrêa de Oliveira chama de Quarta Revolução“A partir da rebelião estudantil da Sorbonne, em maio de 1968 , numerosos autores socialistas e marxistas passaram a reconhecer a necessidade de uma forma de revolução prévia às transformações políticas e sócio econômicas, que operasse na vida cotidiana, nos costumes, nas mentalidades, nos modos de ser, de sentir e de viver. É a chamada Revolução Cultural”.2

Doutora Gisele Soares defende Bolsonaro

No fim não vão levar só as estátuas. Levarão tudo

Assistimos quase indiferentes ao assalto dos bárbaros, mas haverá de chegar o dia em que teremos saudades de como eram civilizados os tempos que vivemos no nosso passado. Se ainda nos lembrarmos deles. 

José Manuel Fernandes

Os bárbaros não estão às nossas portas porque já não existem portas. A frase não é minha, mas de um influente colunista americano que antes recordava a definição dada por José Ortega y Gasset do que é um bárbaro: alguém que se julga no direito de não ser razoável, alguém que pensa que não tem de se explicar mas apenas de impor as suas opiniões.


Olhamos à nossa volta e há de facto muitos sinais de regresso aos tempos inquietos (1929/1932) em que o filósofo espanhol escreveu a mais conhecida das suas obras “A Rebelião das Massas”. E não, não me refiro à pandemia que assola o mundo sem fim à vista quando falo de tempos inquietos, mas a esta espécie de desregramento sem limites que tem como expoente máximo a fúria anti-estátuas nos Estados Unidos (mas não só) e como contraponto a habitual boçalidade de Trump.

Só que agora as “massas” nas quais os indivíduos se diluem, as multidões que os engolem, já não são formadas por trabalhadores semiletrados, como aqueles que Mussolini ou Estaline mobilizavam no tempo em que Ortega y Gasset escreveu o seu famoso ensaio – agora a turbamulta que ata cordas às estátuas para as derrubar ou que se diz “ofendida” pela simples existência de certos monumentos é constituída sobretudo por jovens universitários. Só que em vez de terem sido habituados a pensar, foram ensinados a discorrer sobre verdades adquiridas. As novas multidões de hoje saem a correr de campus universitários onde já não se valoriza o diálogo intelectual e muito menos qualquer referência moral, antes se propagam “narrativas” e “discursos” de poder.

É por isso que de repente tudo é posto em causa, porque é isso que pretendem os “papas” que mandam hoje nesse mundo universitário. As estátuas, ensinam-se essas luminárias, são afinal “involuntárias testemunhas” que dão continuidade no presente ao “poder que no passado originou as destruições e as injustiças”. E esse poder, explicam-nos, “é o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado, três formas de poder articuladas que dominam há quase seis séculos”. Não, não estou a inventar, estou a citar: Boaventura Sousa Santos dixit.

Renato Feder, o ministro ideal para os inimigos do governo

Paulo Briguet e Fernando de Castro

BSM faz o que a Casa Civil e os militares do governo não fizeram e analisa o currículo e a biografia de Renato Feder. Presidente Bolsonaro, nós não trazemos boas notícias...

“Este livro é dedicado ao dinheiro, não pelos bens materiais que se pode comprar com ele, mas, sim, enquanto embaixador da produção, do valor e da troca justa. O sistema baseado no dinheiro certamente tem problemas. Não são poucos. Mas ele é o melhor já concebido pelo homem e foi o que mais contribuiu para nos tirar do mundo dominado pela fome, guerra e doença. Ao dinheiro, símbolo da criatividade humana e da vontade de homens e mulheres de melhorar de vida.”
(Dedicatória do livro “Carregando o Elefante”) 

A Casa Civil e os militares em torno do presidente podem até discordar, mas, antes de escolher um ministro de Estado, recomenda-se fazer um pente-fino no currículo e na biografia da pessoa indicada para o cargo. O caso Decotelli demonstrou, de maneira melancolicamente didática, que a mera simpatia de pessoas próximas ao presidente não garante o acerto da escolha. Resolvemos, então, conhecer um pouco melhor o passado e as realizações de Renato Feder, o atual secretário de Educação do Paraná, nome dado como certo para ser o novo ministro da Educação. E o que encontramos não foi, digamos assim, muito alentador. Principalmente se considerarmos as propostas de campanha que fizeram de Jair Messias Bolsonaro o escolhido por 58 milhões de brasileiros.

Indicado pelo Centrão e apoiado pela Fundação Lemann, Renato Feder tem 41 anos, é mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e bacharel em Administração pela Fundação Getúlio Vargas. Foi professor do Ensino de Jovens Adultos (EJA), programa de supletivo a pessoas que tiveram estudos interrompidos. O novo ministro é sócio da empresa de eletrônicos Multilaser e doou 120 mil reais para a campanha de João Doria (PSDB) para a Prefeitura de São Paulo, em 2016, tornando-se o quinto maior doador entre pessoas físicas para a campanha do tucano. Feder também foi filiado ao Partido Novo de 2016 até este ano.


O novo ministro também ajudou a criar o Ranking dos Políticos, em 2010, uma iniciativa que dá nota aos parlamentares de acordo com o posicionamento sobre o que consideram “boas e más” leis. Atualmente, os cinco primeiros colocados no ranking são do partido Novo.

Em 2017, Feder e seu sócio na Multilaser, Alexandre Ostrowiecki, foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pelo MP de São Paulo, por sonegação no valor de 22 milhões de reais, por não recolhimento do ICMS dos dois estados.

Na ocasião, o MP paulista afirmou que os empresários deixaram de recolher, no prazo legal, “por 14 vezes e de modo continuado”, ICMS no valor total de pouco mais de 19 milhões de reais. Já no RJ, a denúncia do MP contra Feder é por sonegação no valor de 3,2 milhões.
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Título e Texto: Paulo Briguet e Fernando de Castro, Brasil Sem Medo, 4 de Julho de 2020 às 13h32

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Presidente sobrevoa áreas afetadas por ciclone em Santa Catarina

"Governo está à disposição para ajudar os atingidos", diz Bolsonaro

Alex Rodrigues

Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro sobrevoou, hoje (4), áreas de Santa Catarina afetadas pelo ciclone bomba que atingiu a região Sul do Brasil na última terça-feira (30). Acompanhado pela vice-governadora Daniela Reinehr, por membros da equipe de governo e por parlamentares, o presidente usou um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) para verificar, do alto, os estragos na Grande Florianópolis, umas das regiões onde o fenômeno climático causou mortes e prejuízos econômicos.

Após o sobrevoo de cerca de 40 minutos, Bolsonaro se reuniu rapidamente com as autoridades locais.“Viemos a Santa Catarina para termos contato direto com o que realmente aconteceu com esse ciclone, trazendo desconforto e mortes para alguns dos nossos irmãos aqui de Santa Catarina. E dizer a todos que o nosso governo, em especial através do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), que tem a frente aqui o Rogério Marinho, estamos à disposição, para no que for possível, minorar o sofrimento daqueles que foram atingidos. Obviamente nos solidarizamos aos familiares daqueles que perderam suas vidas”, disse o presidente durante encontro.

Foto: Isac Nóbrega/PR
Em seguida, retornou a Brasília, onde tem compromissos agendados para o início da tarde. Nem ele, nem o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, falaram com os jornalistas que os aguardavam no Aeroporto de Florianópolis – onde a comitiva pousou e de onde regressou à capital federal.

BNDES disponibiliza R$ 5 bi para micro, pequenas e médias empresas

Nova linha de crédito foi estendida até 31 de dezembro

Akemi Nitahara

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou nesta sexta-feira (3) na linha de empréstimo para capital de giro o total de R$5 bilhões para micro, pequenas e médias empresas. O valor estava previsto no plano inicial de enfrentamento ao novo coronavírus, apresentado pelo banco de fomento em março, no início da pandemia de covid-19.


Segundo o BNDES, já foram aprovadas 16.318 operações com 15.094 empresas, que empregam 372.800 pessoas, com valor médio de R$ 318 mil por operação. Como a pandemia ainda não acabou, o programa vai ser ampliado até o fim do ano, com a disponibilização de mais R$5 bilhões.

“Devido ao sucesso da iniciativa, e considerando a extensão da pandemia e dos impactos econômicos para as micro, pequenas e médias empresas, o Banco vai disponibilizar mais R$ 5 bilhões para novos empréstimos pela linha, que terá sua vigência ampliada de 30 de setembro para 31 de dezembro de 2020”, informou o banco.

Secretaria de Saúde do RJ pode ter fraudado 100% dos contratos relacionados à pandemia

Redação Diário do Rio

Em meio às suspeitas de irregularidades na área da saúde no RJ, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) promoveu um levantamento e observou chance de dinheiro público ter sido usado indevidamente em 99,47% dos contratos e complementares realizados pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) durante o enfrentamento à pandemia do Coronavírus.


Vale ressaltar que o relatório já foi enviado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), ao Ministério Público do RJ (MPRJ) e ao Tribunal de Justiça (TJRJ).

O levantamento aponta que a SES-RJ gastou R$ 1.497.626.148,68 em contratações para combater o Coronavírus. Desse total, R$ 1.489.696.980,04 (isto é, 99,47% da verba) mostram indícios de terem sido efetuados de maneira fraudulenta. Vale ressaltar que os 0,53% restantes (que correspondem a R$ 7.929.168,64) ainda estão sendo analisados pelos técnicos da CGE, ou seja, existe a possibilidade de que todo o montante tenha sido utilizado de maneira indevida.

Aeroporto do Galeão deve ter número de passageiros e de voos triplicados em julho

Redação Diário do Rio

Neste mês de julho, o Aeroporto Internacional Tom Jobim (RIOgaleão), localizado na Ilha do Governador, na Zona Norte da capital fluminense, irá ampliar suas atividades em comparação a junho – respeitando, é claro, as medidas de combate à disseminação do Coronavírus.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A Gol Linhas Aéreas, por exemplo, deve aumentar em 167% a quantidade de voos em relação ao mês passado. Com isso e a retomada do aeroporto como um todo, em relação às outras companhias, estima-se que o RIOgaleão tenha cerca de 185 mil passageiros circulando pelo local em julho, enquanto em junho, foram somente 57 mil.

Esta ampliação de voos representa a retomada da operação do RIOgaleão no cenário pós-pandemia do Coronavírus, com a adoção de novos protocolos para garantir a segurança de passageiros e da comunidade aeroportuária. O número de destinos domésticos operados pelo aeroporto passará de 12, em junho, para 18, este mês. Para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, este reforço da malha doméstica representa uma grande oportunidade não apenas para retomar voos internacionais quando as fronteiras forem reabertas, mas para conquistar novas rotas fora do Brasil.

”Como a principal porta de entrada de visitantes do Rio de Janeiro e importante terminal logístico para cargas de alto valor agregado, o RIOgaleão está pronto para desempenhar papel relevante na retomada da economia do Rio de Janeiro”, disse Alexandre Monteiro, presidente da Concessionária RIOgaleão.

Neste momento de desafios para o setor aéreo mundial, a Concessionária RIOgaleão colocou em prática um programa de incentivos às empresas aéreas no Aeroporto Internacional Tom Jobim, com o objetivo de viabilizar os melhores custos para essas companhias, lutando pela continuidade de suas operações.

A retomada das atividades do aeroporto é importante não apenas para o próprio RIOgaleão, mas também para a cidade e o estado do Rio de Janeiro, já que o equipamento contribui com parte significativa da economia e com a geração e manutenção de mais de 170 mil empregos da cadeia que fomenta, sem contar o valor socioeconômico do transporte de cargas aéreas.
Título e Texto: Redação Diário do Rio, 3-7-2020

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[As danações de Carina] O que é ter a alma em festa?!

Carina Bratt

Hoje acordei com a alma em festa. Esta frase pode significar muitas coisas ao mesmo tempo em nossa vida cotidiana, tipo: “hoje acordei viva”; hoje acordei com saúde; hoje acordei me sentindo a criatura mais feliz na face da Terra”. 

Viver é ter a alma em regozijo constante, em prazer contínuo, em contentamento assegurado e efetivo, e o melhor de tudo, um direito indefectível. Viver é agradecer o fato de estarmos respirando. Hoje acordei com a alma em festa.

A nossa alma é como uma luzinha de vela acesa ao sabor das intempéries e do inesperado. Um vento mais forte, de través, pode simplesmente apagar tudo. Apagando, amigas... Se este vento soprar com furor descomedido e a nossa luzinha for para o beleléu, adeus agora, adeus, hoje, adeus amanhã...

Por esta e outras razões, devemos colocar as mãos para o céu, agradecer todos os instantes pelo fato de hoje termos despertado com a alma em festa. Com a alma em profusão; em abastança; em fartura e fecundidade; bem ainda em movimentos ininterruptos e férteis.

Devemos de modo idêntico, agradecer e dar vivas pelo fato de todas as atividades estarem perfeitas, nossos olhos abertos, os membros do corpo (dos pés à cabeça) em perfeita harmonia com o Universo. Acordar, pois, com a alma em festa, nos deixa claro e cristalinamente comprovado que o corpo humano é a imagem da alma humana.

Por alargamento, ou por âmbito de importância, o ser humano é a imagem ou o relicário da alma de Deus.  O grande poeta Mario Quintana versejava que “a alma é a coisa que nos pergunta todos os dias se ela existe”. Claro que a alma existe.

O dia que ela não mais se fizer presente, seremos como árvores cortadas, flores sem perfume, vidas secas, estorricadas, queimadas, calcinadas, liquidadas. Seremos pó. A alma não é um copo que é preciso encher. No dizer do grego Plutarco, “a alma é um lar que é preciso aquecer”. 

Por que não?

Nelson Teixeira

Que o nosso coração seja mais confiante, que os nossos pensamentos sejam mais otimistas…

Que a gente saiba o valor do sim e entenda o porquê dos “nãos”. E mesmo que os nossos dias sejam difíceis, devemos ter calma e paciência para superar as dificuldades que são inerentes a todos.

Que possamos entender que nem tudo acontece como e na hora que desejamos.

Que possamos entender que muitas vezes aquilo que julgamos necessário e imprescindível, seria fundamental não recebermos, para não nos prejudicar ainda mais.

Não, pode ser melhor que um sim.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 5-7-2020

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Governo destinará R$ 500 milhões para proteger mata nativa da Amazônia

Programa Floresta+ começa com projeto-piloto no Norte do país
  
Agência Brasil

O Ministério do Meio Ambiente criou nesta sexta-feira (3) o Programa Floresta+ para valorizar quem preserva e cuida da floresta nativa do país. O projeto-piloto vai começar destinando R$ 500 milhões para conservação da Amazônia Legal. O programa conta com a participação do setor privado e de recursos de acordos internacionais.

"Esse é o maior programa de pagamento por serviços ambientais no mundo, na atualidade. Os R$ 500 milhões recebidos do Fundo Verde do Clima vão remunerar quem preserva. Vamos pagar pelas boas práticas e reconhecer o mérito de quem cuida adequadamente do meio ambiente", disse o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles [foto], em reunião virtual nesta sexta.
 
Foto: Gilberto Soares/MMA
Podem participar do programa pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, grupo familiar ou comunitário que, de forma direta ou por meio de terceiros, executam atividades de serviços ambientais em áreas mantidas com cobertura de vegetação nativa ou sujeitas à sua recuperação.

A conferência apresentou o programa Floresta+ para representantes do governo federal, dos estados da Amazônia Legal, além de instituições públicas, universidades, fundações, centros de inovação, doadores do Fundo Verde do Clima e de povos indígenas.

Cadastro Nacional
O Brasil conta com 560 milhões de hectares de floresta nativa no território brasileiro e o próximo passo do governo é criar o Cadastro Nacional de Serviços Ambientais e a regulamentar o pagamento por serviços ambientais, previstos no Código Florestal. 

Governador do DF é indiciado pela PF por crime eleitoral

Dinheiro público destinado a duas candidatas “laranjas” do MDB seriam para pagar cabos eleitorais de Ibaneis Rocha
 
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Cristyan Costa

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), foi indiciado ontem pela Polícia Federal (PF) por omitir gastos durante a campanha eleitoral realizada em 2018. De acordo com a PF, o chefe do Executivo lançou duas “candidatas laranjas”. Em síntese, o dinheiro direcionado a elas seria, na verdade, para bancar cabos eleitorais do então candidato ao governo.

Conforme a Justiça, as candidatas Dolores Moreira Costa Ferreira e Kadija de Almeida Guimarães declararam R$ 1,08 milhão em gastos para suas campanhas pelo MDB. Contudo, a Justiça argumenta que grande parte desse dinheiro teria sido para pagamentos de prestadores de serviços de militância de rua para Ibaneis. Os votos das duas não chegam a mil.

Título e Texto: Cristyan Costa, revista Oeste, 3-7-2020, 11h55

Bolsonaro sanciona lei que torna obrigatório o uso de máscara

Medida foi publicada hoje no Diário Oficial da União

Andreia Verdélio

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que torna obrigatório o uso de máscaras de proteção individual em espaços públicos e privados, mas acessíveis ao público, durante a pandemia de covid-19. A Lei nº 14.019/2020 foi publicada hoje (3) no Diário Oficial da União e diz que as máscaras podem ser artesanais ou industriais.

Foto; Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A obrigação, entretanto, não se aplica a órgãos e entidades públicos. Esse e outros dispositivos foram vetados pelo presidente, que justificou que a medida criaria obrigação ao Poder Executivo e despesa obrigatória sem a indicação da fonte dos recursos.

Pelo texto publicado no Diário Oficial, a obrigatoriedade do uso da proteção facial engloba vias públicas e transportes públicos coletivos, como ônibus e metrô, bem como em táxis e carros de aplicativos, ônibus, aeronaves ou embarcações de uso coletivo fretados.

De acordo com a nova lei, as concessionárias e empresas de transporte público deverão atuar com o poder público na fiscalização do cumprimento das normas, podendo inclusive vedar a entrada de passageiros sem máscaras nos terminais e meios de transporte. O não uso do equipamento de proteção individual acarretará multa estabelecida pelos estados ou municípios. Atualmente, diversas cidades já têm adotado o uso obrigatório de máscaras, em leis de alcance local.

Os órgãos e entidades públicos, concessionárias de serviços públicos, como transporte, e o setor privado de bens e serviços deverão adotar medidas de higienização em locais de circulação de pessoas e no interior de veículos, disponibilizando produtos saneantes aos usuários, como álcool em gel.

O texto prevê que pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial estarão dispensadas da obrigação do uso, assim como crianças com menos de 3 anos. Para isso, eles devem portar declaração médica, que poderá ser obtida por meio digital.

Vetos
O presidente Bolsonaro vetou ao todo 17 dispositivos do texto que foi aprovado no Congresso no dia 9 de junho, alegando, entre outras razões, que criariam obrigações a estados e municípios, violando a autonomia dos entes federados, ou despesas obrigatórias ao poder público sem indicar a fonte dos recursos e impacto orçamentário. As razões dos vetos, que também foram publicadas no Diário Oficial da União, serão agora analisadas pelos parlamentares.

Bolsonaro define novo ministro da Educação

O ministro da Educação será Renato Feder, secretário de Educação e Esporte do Paraná. Confirmação foi feita no Twitter da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), vice-líder do governo no Congresso

Rodolfo Costa

Foto: Divulgação/Governo do Paraná
A “bolsa de apostas” para o sucessor do Ministério da Educação continua a todo vapor. Muitos nomes foram ventilados, alguns ainda são estudados, mas o presidente Jair Bolsonaro chegou a uma conclusão. A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), vice-líder do governo no Congresso, afirma que o escolhido é Renato Feder [foto acima], secretário de Educação e Esporte do Paraná.

Pelo Twitter, a deputada foi taxativa ao comentar a escolha do futuro ministro. “Presidente Jair Bolsonaro define nome para o MEC. Renato Feder, secretário de educação do Paraná”, declarou.
Análise
O secretário de Educação do Paraná chegou a ter o nome ventilado antes da escolha do professor Carlos Decotelli. Após suspender a nomeação de Decotelli, Bolsonaro analisou uma dezena de nomes. Um deles foi o do reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Ribeiro Correia. Até os últimos dois dias, era visto como o mais cotado.

Oeste conversou com interlocutores de Feder, que, contudo, não cravam a informação de Bia Kicis. Antes da escolha de Decotelli, Feder estava em Brasília, mas voltou a concentrar esforços em suas atribuições no Paraná.

Título e Texto: Rodolfo Costa, revista Oeste, 3-7-2020, 11h08

José Serra é denunciado por lavagem de dinheiro

Segundo a denúncia, senador recebeu vários pagamentos da Odebrecht
  
Daniel Mello

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia, hoje (3), contra o senador José Serra (PSDB-SP) [foto] por lavagem de dinheiro à época que era governador de São Paulo. A filha do parlamentar, Verônica Allende Serra, também foi denunciada. Estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão para aprofundamento das investigações sobre o esquema em endereços em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Segundo a denúncia da força tarefa da Operação Lava Jato, em 2006 e 2007 Serra recebeu vários pagamentos da empreiteira Odebrecht em contas no exterior, em um total de R$ 4,5 milhões. O MPF disse que “supostamente” o dinheiro seria usado para pagamento de despesas das campanhas eleitorais do então governador.

Rodoanel
Em troca do dinheiro, Serra teria permitido que a Odebrecht, junto com outras empresas, operasse um cartel, combinando os preços das obras para a construção do trecho sul do Rodoanel, um anel rodoviário que circunda a região central da Grande São Paulo. “No caso da Odebrecht, essa atuação servia para se atingir a meta de lucro real estabelecida para sua participação nas obras do Rodoanel Sul, pelo superintendente Benedicto Júnior, de 12% sobre o valor do contrato, o qual só foi possível de atingir diante da inexistência de competição no certame licitatório, em razão da formação prévia de um cartel”, afirmam os procuradores na denúncia.

“Em outras palavras, o cartel, que veio a ser efetivamente estabelecido, prestou-se a maximizar os lucros desta empreiteira, do que defluiu não apenas um ganho econômico, como também maior disponibilidade de recursos ilícitos (decorrentes de contratação conquistada em ambiente de ausência de competitividade) para que ela, então, pudesse realizar pagamentos de propina que foram sendo ajustados com os agentes públicos no curso das obras”, enfatiza o texto ao explicitar o funcionamento do esquema.

Delação
A investigação mostra, a partir de documentos obtidos em cooperação com autoridades internacionais, que foram feitos diversos pagamentos usando uma rede de contas offshore (em locais com menor tributação). De acordo com os procuradores, eram feitas várias movimentações financeiras no exterior para dificultar o rastreio dos recursos.

[Aparecido rasga o verbo] Hóspedes inesperados

Aparecido Raimundo de Souza

PELAS JANELAS ENORMES DA MINHA SALA, percebo que a chuva e o vento, lá fora, não parecem querer parar de um momento para outro. Sentado na minha cadeira predileta, de frente para a cidade envolta, lá embaixo por pesadas núvens escurecidas, leio um romance que faz tempo esperava na fila. De repente,  do nada, batidas se fazem presentes na porta.

Não me recordo ter ouvido o Asdúbral avisado que alguém estivesse subindo para meu apartamento. Procuro fingir não haver ninguém em casa. Quem sabe despiste e a criatura desista. Continuo deslindando meu livro. E a chuva, agora mais forte. Geralmente, quando me atenho à viajar numa história, mantenho uma cumpricidade bastante objetiva com o autor.

Uma forma de me enquadrar dentro da narração, viajando na imaginação do escritor. Desta forma, inteirado corpo e alma no conteudo do texto, sinto a sensação perene como se estivesse embarcado numa viagem à parte, não no meu mundo real.

Me entrelaço, então, num espaço ilusório. Vivo, junto com os personagens, todas as emoções intensas escudadas numa espécie de eloquência febril e elevada, tão arrebatada e desvairada, quanto inconsequentemente frenética e incandescente.

A concentração, todavia (contra a minha vontade), se desfoca das páginas e, de novo, novas batidas me chegam aos ouvidos. Penso seja alguém aqui do prédio,  quem sabe  um vizinho de porta. De outro modo, vivalma passaria pelos olhos atentos  do Asdúbral,  o porteiro, a menos que ele avisasse da chegada, fosse lá de quem ousasse dar as caras.

Ainda que eu não tivesse ouvido, por qualquer motivo, a campainha do interfone (lá na cozinha, baseada perto da geladeira), a Areta, minha empregada, com certeza teria atendido e, ato contínuo, se fosse coisa urgente, viria me avisar. Areta procura me poupar desses inconvenientes, despachando os intrusos sem me consultar.

São ordens expressas minhas. Sabe, de antemão, quando estou lendo, ou escrevendo (escrevendo, principalmente), não gosto de ser interrompido ou perturbado. As batidas na porta, entretanto, se fazem mais acentuadas e insistentes. Parece, seja lá quem for, apressado  em me falar.

Acomodado e sem vontade de levantar, me vejo obrigado a fazê-lo correndo até Areta:
- Por favor, minha linda, veja quem está na porta da sala.
Areta concorda com um aceno de cabeça. A jovem prepara o jantar. Pelo cheiro que sobe das panelas, as guloseimas me deixam com água na boca.

Ela desliga duas das quatro bocas do fogão e acorre enxugando as mãos no avental. Volta segundos depois sinalizando não existir ninguém na entrada social:
- O senhor se enganou. Talvez algum barulho em outra unidade... Deve ter lhe dado a impressão de ser aqui.
Concordo com Areta e retorno à leitura.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

LIVE do presidente Bolsonaro, 2 de julho de 2020

STF abre licitação de R$ 5 milhões para contratar seguranças

Profissionais também terão de conduzir os veículos oficiais, vão portar revólveres calibre 38 e coletes à prova de bala

Cristyan Costa

No valor de R$ 5.071.988,59, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu na quarta-feira 1° um processo licitatório para garantir a segurança dos ministros. Conforme o documento no portal da Corte, trata-se de contratação de empresa para prestação de serviços continuados de apoio operacional, na área de segurança pessoal privada armada no Distrito Federal.


Além disso, os 32 profissionais da empresa que vencer terão de conduzir veículos oficiais de representação e escolta. As equipes vão se alternar em dois turnos. Contudo, os horários podem mudar, caso assim desejem os 11 juízes do STF.

Entre as atividades estão: realizar vistoria nos veículos, de modo a verificar a existência de objetos perdidos ou “fixados de maneira suspeita”, “manter os automóveis limpos” e tratar os passageiros com educação, de acordo com o texto do edital. Os equipamentos utilizados pelos profissionais de segurança incluem colete à prova de balas, revólveres calibre.38, no início das atividades, e 60 dias depois, pistolas calibre 38.

Em maio deste ano, Oeste publicou uma matéria denunciando a intenção do STF em gastar aproximadamente R$ 10 milhões para reforçar a segurança da Corte. Após a reportagem, o processo licitatório foi revisto e o valor, reconsiderado.

Outros gastos
Conforme noticiou Oeste, apesar de realizar sessões virtuais desde março, o STF mantém os gastos com serviços incluídos no item “veículos”. Os carros de luxo estão estacionados. Contudo, a Corte continua desperdiçando dinheiro público com a frota. Desde o início da pandemia no país, o montante de despesas do tipo ultrapassa R$ 800 mil.

Título e Texto: Crystyan Costa, revista Oeste, 2-7-16h41

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