segunda-feira, 1 de junho de 2020

Não às ajudas à tauromaquia

Todos os anos, mais de mil touros são torturados em praças de touros em Portugal. Outros tantos, bem como outros bovinos mais jovens, são usados em festividades locais. Neste momento, dada a situação atual de pandemia, vários espetáculos que estavam previstos desde o início da temporada foram cancelados. Caso toda a temporada não possa acontecer, isso significará que cerca de cem eventos serão suspensos ou mesmo cancelados em todo o país.

O sector tauromáquico, tendo noção de como a Covid-19 representará para si um golpe duro, já está a reagir, pedindo apoio económico ao Governo. Perante isto, não nos calaremos!



Exma. Senhora Ministra da Cultura, Dra. Graça Fonseca

Excelência,

É do conhecimento público que, perante o cancelamento/suspensão de várias corridas de touros e festas tauromáquicas programadas para os meses de Março, Abril e Maio, o sector tauromáquico solicitou a V. Exa. uma reunião com vista a apresentar soluções para colmatar o problema, sendo que existe até a sugestão de que o IVA de tais espetáculos venha a descer para os 6%.

Como é também sabido, o Banco Central Europeu reconhece que a crise económica desencadeada por esta pandemia pode vir a ter a magnitude da grande crise financeira de 2008. O esforço financeiro que o Estado terá que envidar para que vários outros sectores da Cultura (já para não mencionar todas as outras áreas) possam recuperar-se será hercúleo. Dado que estamos a falar de um departamento - a tauromaquia – que apenas existe para provocar e perpetuar a ideia de que a violência contra animais e a sua consequente morte podem ser entretenimento, pedimos encarecidamente a V. Exa. para que priorize todos os outros sectores que estão sob a alçada do S. Ministério, em detrimento da tauromaquia, e que, por favor, não dê um passo atrás quanto ao IVA aplicado a essa atividade.

Relembramos ainda V. Exa. de que, antes de ser decretado o Estado de Emergência, iria (será reagendada) ser discutida no Parlamento uma Iniciativa Legislativa de Cidadãs/os que prevê precisamente o fim dos apoios públicos à tauromaquia. É um facto que cidadania não se conforma com o facto de serem atribuídos anualmente, seja de forma direta ou indireta, milhões de euros do erário público a um exercício de violência. Estes números são públicos e são reais. Seguramente, as mesmas pessoas também não se conformarão se a tauromaquia tiver o mesmo tipo de ajuda que todas as outras atividades culturais, que só acrescentam à sociedade e que merecem todo o apoio. Parece-nos justo diferenciá-las, e daí o nosso pedido.

Agradecemos antecipadamente pela atenção de V. Exa. a esta mensagem, que esperamos que seja tida em consideração.

Governistas querem garantir liberdade de expressão nas redes sociais

Aliados do presidente Jair Bolsonaro na Câmara querem aprovar projeto do deputado federal Filipe Barros (PSL-PR). Texto propõe impedir que as mídias diminuam o alcance de postagens por “motivos de convicção religiosa, política ou filosófica”

Rodolfo Costa

A base de apoio direta ao presidente Jair Bolsonaro articula um projeto para garantir a liberdade de expressão nas redes sociais. Na Câmara, aliados defendem a aprovação de um projeto de lei protocolado na última terça-feira, 26, pelo deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) [foto].

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O Projeto de Lei 2.883/2020 altera o Marco Civil de Internet de modo a resguardar usuários das redes sociais de abusos e perseguições por parte de provedores de serviços, como Facebook e Twitter. Uma das propostas é impedir que as plataformas diminuam o alcance de postagens por “motivos de convicção religiosa, política ou filosófica”.

Na hipótese de exclusão de conteúdo ou de conta ou perfil de usuário na aplicação, o provedor deverá justificar, “em linguagem clara, de fácil entendimento e compreensão”, os motivos que conduziram à exclusão. “Garantindo ao usuário procedimento que garanta contraditório e ampla defesa, dentro da própria aplicação e por meios intuitivos e de fácil acesso e utilização”, destaca um trecho.

A matéria também exige dos provedores “a garantia constitucional da liberdade de imprensa”. A meta é assegurar na legislação o tratamento igualitário de veículos e profissionais de jornalismo que disseminem informações em suas plataformas. “Sendo vedado tratamento discriminatório, notadamente frente a veículos alternativos, amadores, sem fins lucrativos ou de menor projeção”, sustenta outra parte.

Censura
O texto veda, assim, a promoção de “censura, exclusão de conteúdo ou redução do alcance destes profissionais ou veículo”. A proposta sugere, ainda, que sites dedicados a checagem de conteúdo sejam responsabilizados caso acusem determinado conteúdo como falso, mas “não comprovem suficientemente a falsidade da informação divulgada”.

A intenção de Barros é evitar a perseguição a quem quiser se expressar ou informar sob a acusação de fake news. O próprio deputado federal teve o nome citado no inquérito das fake news, do Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, não houve busca e apreensão em nenhum dos endereços dele. Também não foi notificado a prestar depoimento.

Covid-19: Pfizer informa que vacina chega em outubro

Empresa farmacêutica garante que vai fabricar milhões de doses até o fim deste ano. No entanto, produção em massa vai começar em 2021

Cristyan Costa

Vacina contra a covid-19 chega em outubro. Foto: Divulgação/FLICKR

De acordo com a diretora da farmacêutica Pfizer, Márjori Dulcine, a empresa multinacional deve fabricar milhões de doses do imunizante a partir de outubro deste ano.

No entanto, segundo ela, a produção em larga escala inicia-se em 2021.

“Se tudo correr bem nas pesquisas que já estão em andamento, esperamos que em outubro deste ano sejamos capazes de disponibilizar milhões de doses para o mundo”, afirmou Dulcine em entrevista ao programa Poder em Foco.

A companhia norte-americana Pfizer trabalha em conjunto com a alemã BioNTech na elaboração da vacina contra a covid-19. Até o momento, US$ 650 milhões foram investidos em estudos e pesquisas acerca do tema.

Chamada de BNT162, o imunizante terá formato similar ao usado para combater a gripe comum.
Outras vacinas

Conforme noticiou Oeste, o CEO do conglomerado farmacêutico AstraZeneca, Pascal Soriot, garantiu na semana passada que os britânicos devem ter acesso à vacina contra o vírus chinês em setembro deste ano.

A empresa, cuja sede é em Cambridge, firmou parceria com a Universidade de Oxford em março. Portanto, o objetivo é desenvolver um imunizante capaz de derrotar o patógeno.

Sendo assim, uma vez comprovada a eficácia do remédio, o desafio será produzi-lo em larga escala.
Título e Texto: Cristyan Costa, revista Oeste, 1-6-2020, 8h35

O truque para tentar calar a opinião pública livre

De acordo com o colunista de Oeste Guilherme Fiúza, o Supremo Tribunal Federal está brincando de ditadura

Cristyan Costa 

STF gastará R$ 10 milhões com segurança. Foto: Dorivan Marino – STF
Esse tipo de brincadeira não dá para brincar sozinho. A Suprema Corte só tem coragem de mandar invadir a casa dos outros para confiscar o direito de opinião porque tem a cobertura dos democratas de auditório. Portanto, aqueles que não aceitaram o resultado das eleições e brigam pelo eterno terceiro turno. Sendo assim, eles criaram a novelinha do ‘Gabinete do Ódio’ para poder amordaçar geral fingindo defender a liberdade.

Logo, a suposta caçada às fake news — que embasa os recentes atos brutais do STF — é o truque para tentar calar a opinião pública livre. Não é difícil de ver. Antes mesmo da eleição de 2018, a armadilha já estava montada. Então na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Luiz Fux declarou que a comprovação de fake news na campanha presidencial poderia levar à anulação da eleição.

São esses os argumentos que o jornalista Guilherme Fiúza utiliza em seu artigo publicado na mais recente edição de Oeste, para justificar o que as atitudes dos ministros confirmam: estão tentando minar a liberdade.
Título e Texto: Cristyan Costa, revista Oeste, 1-6-2020, 7h30

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Nada melhor para combater a mentira que a própria liberdade de expressão

J.R. Guzzo lembra qual foi a sugestão do ministro Luís Roberto Barroso para vencer as fake News

Branca Nunes

Foto: Nelson Junior/STF
Em plena discussão sobre a legalidade do inquérito que apura supostas fake news contra o Supremo Tribunal Federal, seus ministros e familiares, uma sugestão para combater a mentira e preservar a liberdade de expressão vem da própria corte. Em seu mais recente artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, J.R. Guzzo, colunista de Oeste lembra o que o ministro Luís Roberto Barroso disse sobre o tema.

“Uma das sugestões mais sensatas e realistas para lidar com o problema vem do ministro Luís Roberto Barroso, do STF – justo do STF, em nome do qual seu colega Alexandre de Moraes conduz desde março de 2019 um obscuro inquérito criminal para investigar ofensas, falsidades e outras agressões verbais contra o tribunal, seus ministros e suas famílias”, escreveu Guzzo. “Barroso acredita que a maneira mais produtiva de tratar o problema não é na polícia, mas no exercício da própria liberdade de expressão posta em xeque no inquérito de Moraes. Após observar que a internet permitiu o aparecimento de ‘fontes de informação independentes’ e aumentou o ‘pluralismo de ideias em circulação’, mas abriu espaço para os ‘terroristas virtuais’, Barroso disse que ‘a atuação da Justiça é limitada’ quando se trata de resolver esses desvios. Sugeriu, então, combater a mentira e as notícias falsas com a livre exposição dos fatos capazes de revelar o que realmente acontece”.

Ao assumir suas funções como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Barroso disse que “os principais atores no enfrentamento das fake news hão de ser as mídias sociais, a imprensa profissional e a própria sociedade”. Diante da frase, Guzzo faz a pergunta e responde em seguida: “Haveria alguma ideia melhor para combater o tráfego de notícias falsas sem ferir o direito de livre manifestação do pensamento? Se houver, não apareceu até agora. Com certeza, não é censurar órgãos de imprensa, como já fez Moraes – ou mandar a polícia apreender celulares, revistar casas de pessoas que não estão indiciadas no inquérito que investiga suas ações, convocar para depor deputados em exercício de seus mandatos e outras aberrações do mesmo tipo”.

Vacinação é prorrogada para público de todas as fases da campanha

Prazo agora vai até o dia 30 deste mês

Foto: Erasmo Salomão/Ministério da Saúde
Pedro Peduzzi

Diante de um baixo índice de vacinação de grupos prioritários, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe teve seu prazo ampliado e agora vai até o dia 30 deste mês. Segundo o Ministério da Saúde, dos 77,7 milhões de pessoas consideradas público prioritário, 63,53% receberam a vacina. Com a prorrogação, a expectativa é vacinar mais 28,3 milhões de pessoas.

A campanha teve três fases. Dividida em duas etapas, a terceira e última fase, iniciada em 11 de maio, tinha previsão de vacinar 90% do grupo considerado prioritário até o dia 5 de junho. Como o resultado ainda está aquém do esperado, o governo adotou a estratégia de prorrogar a data final para o dia 30.

Segundo o Ministério da Saúde, até o último fim de semana 25,7% de 36,1 milhões de pessoas estimadas nesta terceira fase foram vacinadas. “Desde o início da ação nacional, em 23 de março, 50 milhões de pessoas foram vacinadas, faltando ainda 28,3 milhões que ainda não receberam a vacina”, informou a pasta.

Nesta segunda etapa, a campanha tem como foco principal os professores de escolas públicas e privadas e adultos de 55 a 59 anos. Já a primeira etapa (da terceira fase da campanha) teve como público-alvo pessoas com deficiência; crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes e mães no pós-parto até 45 dias.

Em nota, o secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, disse que, além de ser importante para reduzir complicações e óbitos em decorrência da gripe influenza, a prorrogação da campanha é “mais uma oportunidade para que os públicos de todas as fases, que ainda não se vacinaram, possam procurar de forma organizada as unidades de saúde”.
Título e Texto: Pedro Peduzzi; Edição: Graça AdjutoAgência Brasil, 1-6-2020, 10h06

Feliz Dia da Criança!

O Dia Mundial das Crianças (BR) ou Dia Mundial da Criança (PT) é uma data comemorativa a nível mundial celebrada anualmente em homenagem às crianças, cujo dia efetivo varia de acordo com o país.

Países como Angola, Portugal e Moçambique adotaram o dia 1 de junho.
No Brasil é celebrado em 12 de outubro.

Crianças comendo e se divertindo em festa do Dia das Crianças comunitária de um bairro carente de Coronel Fabriciano, Minas Gerais. Foto: HVL
Em 1925, foi proclamado em Genebra o Dia Internacional da Criança durante a Conferência Mundial para o Bem-estar da Criança, sendo celebrado desde então em 1 de junho em vários países.

A ONU reconhece o dia 20 de novembro como o Dia Mundial da Criança, por ser a data em que foi aprovada a Declaração Universal dos Direitos da Criança em 1959 e a Convenção dos Direitos da Criança em 1989.

No Brasil

Em 1924, o deputado federal Galdino do Valle Filho lançou a ideia do Dia da Criança. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.

Em 1940, Getúlio Vargas instituiu um novo decreto, que "fixava as bases da organização da proteção à maternidade, à infância e à adolescência em todo o País", e que criava uma nova data de comemoração, conforme o Artigo 17 do Capítulo VI: "Será comemorado em todo o país, a 25 de março de cada ano, o Dia da Criança. Constituirá objetivo principal dessa comemoração avivar na opinião pública a consciência da necessidade de ser dada a mais vigilante e extensa proteção à maternidade, à infância e à adolescência."

Segundo a pesquisadora Ângela de Castro Gomes, o "comemorar", na acepção semântica, poderia ter diversas interpretações, por exemplo, poderia significar "trazer à memória", "fazer recordar" e a estreita ligação com os projetos sociopolíticos, sociais, de educação e saúde do governo Vargas, neste caso em particular, referindo-se às políticas de proteção à infância, maternidade e família.

O fato é que, por alguma razão, a data de 25 de março ficou apenas "no papel". Somente em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas, é que a data de 12 de outubro passou a integrar o calendário das festas comerciais. Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar as vendas. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção, e fizeram ressurgir o antigo decreto de 1924. A estratégia deu certo, pois desde então o dia das crianças é comemorado com muitos presentes.

Em Portugal
Em Portugal, o Dia Mundial da Criança é festejado no dia 1 de junho.

domingo, 31 de maio de 2020

Um dos líderes dos protestos em Hong Kong fala à Oeste

Joshua Wong pede que o mundo apoie a luta pró-democracia do território e afirma que os protestos vão continuar

Gabriel Oneto

Aos 23 anos, Joshua Wong (foto] faz parte da última geração que nasceu em Hong Kong quando o território ainda pertencia ao Reino Unido. Um dos nomes mais conhecidos das manifestações contra a tirania chinesa, Wong rejeita o rótulo de líder e afirma que as manifestações vão continuar apesar da repressão policial crescente.

Foto: Studio Incendo/Flickr
Em entrevista exclusiva à Oeste, ele fala sobre a nova lei de segurança nacional que a China quer impor a Hong Kong, o risco de perseguição e como a repressão policial chinesa está interferindo no território. Confira:

Como você avalia a nova lei de segurança nacional que a China quer impor a Hong Kong?
A nova Lei de Segurança Nacional em Hong Kong irá acabar com futuros movimentos democráticos, uma vez que todos os protestos e manifestações serão considerados atentados de subversão aos poderes da China. Para fazer a lei ser cumprida, Pequim quer instalar um órgão de segurança nacional sem precedentes na cidade. Esse órgão secreto da polícia provavelmente substituirá as forças policiais e governamentais e realizará prisões secretas dos dissidentes, como já acontece na China. Em outras palavras, a nova lei serve como uma arma para exterminar as aspirações democráticas de Hong Kong.

Essa lei pode levar a um aumento das manifestações em Hong Kong?
A lei irá despertar uma nova rodada de protestos. Em 2019, mais de 2 milhões de pessoas foram às ruas contra a lei anti-extradição com o objetivo de proteger as futuras gerações. Os habitantes de Hong Kong também realizaram grandes protestos em 2003 contra a Legislação de Segurança Nacional. A nova lei é ainda pior, porque coloca em risco as liberdades individuais de todos. A estratégia de Pequim é enfiar essa lei controversa goela abaixo dos moradores, sem nenhuma votação legislativa. É previsível que os habitantes de Hong Kong estejam preparados para lutar para manter sua liberdade. Peço ao mundo que, mais uma vez, nos apoie.

Teme ser alvo dessa nova lei?
Provavelmente serei o primeiro alvo dessa nova lei, já que tenho recebido críticas de autoridades de Pequim por comparecer a audiências internacionais e contar ao mundo a verdade sobre a opressão do regime e a brutalidade da polícia. A China aponta eu e Nathan Law como os líderes por trás do movimento, embora não haja líderes.

Hong Kong é um centro financeiro global. As empresas sediadas aí podem fazer alguma pressão no governo chinês?

Para proteger o interesse comercial da cidade, especialmente daqueles que escolhem Hong Kong como sede regional, é crucial que as empresas expressem sua opinião e se oponham à aprovação da lei. Manter o status de autonomia de Hong Kong é a única maneira de preservar o interesse comercial. No passado, Hong Kong tinha barreiras para combater a influência política da China, como garantias de proteção aos direitos humanos, um judiciário independente e regulamentos comerciais livres. Essas são as razões pelas quais as empresas escolhem Hong Kong como destino de investimento.

“A epidemia é uma doença social”, diz o filósofo Luiz Felipe Pondé

Entrevista vai ao no programa Impressões da TV Brasil

Cintia Vargas

O Brasil alcançou a segunda posição no ranking de casos de covid-19. Com esse resultado fatídico, o programa Impressões, da TV Brasil, que vai ao ar neste domingo (31), às 22h30, convidou o filósofo Luiz Felipe Pondé para falar sobre os impactos sociais da doença.



Para Pondé, o número de mortes pela covid-19, gera um sentimento de insegurança e desespero. Para o filósofo, o lockdown também tem que ser analisado do ponto de vista social. 

“O Brasil não pode fazer lockdown completo. É uma ilusão. Muita gente anda na rua porque senão passa fome”, pondera.  “Então eu acho que às vezes a discussão fica meio de grife. A classe média alta discutindo um país que não existe. O Brasil é uma Bélgica cercada por uma Índia”, reflete Pondé se referindo às diferentes realidades sociais do país.

Na conversa com a jornalista Katiuscia Neri, o filósofo arrisca: “uma cultura como a nossa, em geral, viciada em sucesso, em controle, em bons resultados e eficácia, não saber exatamente o que vai acontecer é motivo de enorme estresse”.

Pondé alerta que o mundo sempre passou por epidemias e cita, na conversa, a peste negra e a gripe espanhola, mas, segundo ele, a atual geração sofre com o limite de tolerância e com a falta de controle. “É uma geração mal acostumada, que só acumulou sucessos. Isto não é ruim, mas criou em nós um hábito”, disse. “Filosoficamente eu diria que a gente está tendo uma experiência de algo incontrolável”.

Para o filósofo, tudo ficou previsível para a atual geração, como o avanço da medicina, a longevidade e a evolução de questões relacionadas aos direitos humanos. “A epidemia é um exemplo do que os gregos chamavam de ‘Fortuna Cega’, alguma coisa que nos acomete e a gente fica sempre parecendo que está um passo atrás. No caso do Brasil, acho que é um cruzamento entre essa crise sanitária, essa crise econômica e um desgoverno político que a gente está vivendo”.

Em tom realista, Pondé afirma que não há sinais de que a pandemia gere maior solidariedade e compaixão. Para o filósofo, as manifestações humanísticas refletem, na maior parte dos casos, interesses empresariais. “A solidariedade que tem ocorrido, em alguns casos, ela vai de braços dados com marketing, que a priori, não significa que é ruim. É até uma sorte para quem recebe ajuda. O fato de que ajudar agrega valor à marca, seja empresa, seja pessoa. É claro que você tem, no começo, o caso de jovens que se dispuseram a ajudar idosos no prédio e coisa e tal”, disse.

As estatísticas também estão contaminadas

O Brasil tem 136 mortos por coronavírus para cada um milhão de habitantes. Abaixo de boa parte dos países europeus

Branca Nunes


Embora tenha ultrapassado a França em número absoluto de mortes por coronavírus neste sábado, 30, o Brasil continua distante do país europeu na quantidade de óbitos por um milhão de habitantes, dado considerado mais preciso para comparações. Enquanto o Brasil tem 136 mortos por um milhão de habitantes, a França tem 441, a Itália, 551, Espanha, 580, Bélgica, 817, Canadá, 188, Suíça, 222, Irlanda, 335, e, Luxemburgo, 176. Mesmo os Estados Unidos, com 105.575 mortos pela covid-19, tem um índice menor do que a maioria desses países. São 319 mortes por um milhão de habitantes.

Em números absolutos de mortos, contudo, o Brasil está na quarta posição, com 28.849 óbitos, atrás de Estados Unidos (105.575), Reino Unido (38.376) e Itália (33.340). Com relação ao total de infectados, o país tem 501.985 contaminados pelo vírus chinês – superado apenas pelos Estados Unidos (1.817.409).

Embora tenham sido registrados 956 mortes pelo vírus nos sistemas de informação oficiais do Ministério da Saúde nas últimas 24h, a própria pasta faz uma ponderação: como as notificações ocorrem apenas após a conclusão da investigação dos motivos das mortes, a maioria desses óbitos aconteceu há mais tempo. “Do total de novos registros, 346 óbitos ocorreram, de fato, nos últimos três dias”, observa a nota do ministério.

Com relação ao total de recuperados, o Brasil contabiliza 205.371 pessoas que se curaram da doença. Ou 40,9% do total de casos registrados no país.
Título e Texto: Branca Nunes, revista Oeste, 31-5-2010, 10h53

Vale lembrar que o Brasil é uma república federativa, com vinte e sete Estados, portanto, com autonomia governativa. Autonomia essa, VINCADA pelo Supremo Tribunal Federal no tocante ao vírus chinês. Isto é, no entendimento do Supremo Tribunal Federal cabe, aos Estados e Municípios toda e qualquer iniciativa "contra" o vírus chinês.

Ao Bolsonaro, presidente da República, porque o STF quer derrubá-lo, cabe tão somente espalhar dinheiro pelos Estados, e dar a bunda para dois adiposos e dois arrogantes aristocratas que sonham num 18 de brumário, cujo 'Napoleão' o POVO desconhece.

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[Aparecido rasga o verbo] Hora do faro... Não o da televisão, do cachorro mesmo

Aparecido Raimundo de Souza


A coluna “RASGANDO O VERBO” vem mais uma vez em edição extraordinária, desta feita, para alertar o povo sofrido, o povo maltratado e espezinhado. O povo que é tratado os 365 dias do ano, como se fosse animal solto no pasto. Assistam ao vídeo abaixo.


Gente, não nos cansamos de falar naquela frase linda da nossa constituição fedemal, constituiçao de merda, um calhamaço de preceitos que deveria ser enfiado na goela, ou no rabo desses filhos da puta que se dizem nossos representantes.

“TODO PODER EMANA DO POVO E EM SEU NOME É EXERCIDO”. Essas figuras carnavalescas, TRATADAS COMO EXCELÊNCIAS, PRECISAM APANHAR. Apanhar na cara, na bunda, para tomarem vergonha. E depois de serem quebradas nas porradas, mandá-las para o SUS.

SUS, para quem não sabe: Sistema Único de Salafrários, ou Sistema de Usurpadores Safados.

Galera, acorda!

No Rio de Janeiro, na Atlântica, hoje, domingo, 31 de maio de 2020: a diferença está nas bandeiras


Vista Pátria, 31-5-2020

Contra o novo normal candidato presidencial precisa-se

Alguém tem de representar os que defendem que somos iguais independentemente da nossa ideologia, que o PR tem de ter um programa e não uma táctica e que há vida, difícil, para lá da propaganda.

Helena Matos

PS. Dá-se preferência a quem não se ponha em calções ao primeiro sinal de que pode estar a descer nas sondagens.

O novo normal garante que Marcelo é o único sinal dissonante face a uma esquerda que já nem precisa de disfarçar a sua arrogância. O próprio Marcelo participa ativamente desta narrativa: “sempre quero ver se eu não me candidatar e ficar tudo nas mãos da esquerda, sim, sempre quero ver…” ouviu-lhe proferir Maria João Avillez .

Digamos que o novo normal tem todo o taticismo da velha política só que já ninguém se lembra disso: desde que em Fevereiro de 2014 apareceu de surpresa num congresso do PSD, lançando o seu nome para as presidenciais, Marcelo afirma-se precisamente não por congregar mas sim por secar todo o campo político à sua volta, para em seguida se apresentar como a única alternativa possível. O “sempre quero ver se eu não me candidatar”  não é um desabafo de Marcelo perante as oposições, é sim um programa de vitória sobre os seus. É esse o programa de Marcelo: foi assim que em 2016 ganhou a Passos Coelho (Sampaio da Nóvoa era uma segunda figura nos combates que Marcelo então travou). É assim que em 2021 quer ganhar àqueles que não se conformaram com a marcelização da direita.

O novo normal tal como acontecia com a velha normalidade garante que os eleitores de direita devem não só aceitar esta estratégia de Marcelo como cumprir o papel que ele lhes reservou nela. Como? Votando nele.

Marcelo deixou passar as 35 horas na função pública, pactuou com o ataque à PGR, calou-se sobre as cativações…, mas isso na tal lista de gestos que terá elaborado para provar a sua fidelidade aos seus princípios junto do eleitorado que o elegeu em 2016 deve equivaler a dois posfácios. Não só aceitou como promoveu a versão da geringonça sobre os governos de Passos Coelho, mas o que é isso ao pé dos prefácios que redigiu para umas obras que a direita alegadamente lê?

Ser eleitor de direita será nesta versão o que existe de mais aproximado de colecionador de textos obscuros e do extinto serviço militar obrigatório: tal como o recruta não escolhia o quartel em que assentava praça também o eleitor de direita está obrigado a no dia das eleições apresentar-se nas urnas de voto e cumprir o seu dever.

Acontece que no novo normal tal como no velho os votos não estão garantidos: há que lutar por eles, coisa para que manifestamente Marcelo tem pouca paciência. Marcelo gosta da aclamação não do debate.

Mas acontece também que Portugal precisa urgentemente que abandonemos a retórica dos milagres, das soluções mágicas dos milhões que a Europa vai mandar (quantos impostos vão ser criados?), das falácias sobre a não austeridade. Do quotidiano transformado em absurdo: as crianças não podem ir à escola, mas podem ir à praia. A DGS proíbe concentrações de pessoas, mas o PCP faz comícios.

Lembra desta, do Haddad?

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Pequena torcedora ensina jeito certo de usar máscara vascaína

Tá usando a sua máscara certinho?

Então se liga...💢👊🏽 #VascoDaGama
#Covid19
Uma publicação compartilhada por Vasco (@vascodagama) em

Via Super Vasco, 31-5-2020, 7h51

Só para lembrar

Helena Matos

Que o Brasil nos está a ultrapassar na corrida aos milagres: hoje contam-se naquele país 136 mortos por milhão. Em Portugal estamos em 137.
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 31-5-2020

Busca no site do TJRJ mostra em quais cartórios a pessoa tem firma reconhecida

Felipe Lucena

Através de um mecanismo no site do TJRJ qualquer pessoa pode descobrir em quais cartórios tem firma reconhecida. Basta colocar nome e CPF no campo de busca as informações aparecem.


Após o preenchimento dos dados aparece uma tela com todas as firmas abertas pela pessoa.

“Isso facilita a vida de muita gente, pois você não precisa mais bater em um cartório só para saber se tem ou não firma lá. Poupa tempo. E ainda evita fraudes, uma vez que a pessoa pode ver no site e constatar que nunca abriu firma em determinado cartório, se for o caso”, opina Márcio Araújo, que é advogado.
Título, Imagem e Texto: Felipe Lucena, Diário do Rio, 31-5-2020

Sucesso de lançamento é histórico para o planeta, diz Marcos Pontes

Para ministro, Brasil tem bons cientistas e potencial para tecnologia

Agência Brasil

O sucesso no lançamento da nave Crew Dragon, que decolou na tarde deste sábado (30) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, rumo à Estação Espacial Internacional, é um momento histórico para o planeta, disse o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes. Segundo ele, a parceria entre a Nasa, agência espacial norte-americana, e a empresa privada Space X representa um marco na articulação entre os setores público e privado.

Foto: Kim Shiflett/Reuters/NASA
“Esse é um momento histórico para a astronáutica dos Estados Unidos e para o planeta como um todo. O retorno ao voo dos Estados Unidos com uma espaçonave tripulada. Muito trabalho dessa empresa, dos jovens engenheiros dessa empresa”, declarou o ministro, que acompanhou e comentou o lançamento em transmissão ao vivo no Facebook da Agência Brasil.

Segundo Marcos Pontes, o sucesso na parceria entre o setor público e privado pode ser repetido no Brasil, impulsionando o investimento em ciência, tecnologia e inovação. “A gente precisa ter aqui no Brasil empresas que se desenvolvam no setor e ter todo esse mercado funcionando. Todo nosso esforço no programa é para isso”, disse. “Temos cientistas muito bons no Brasil”, acrescentou.

Oportunidades
O ministro afirmou que, apesar de problemas de orçamento da pasta, o governo está disposto a investir em projetos para o setor espacial por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Na semana passada, o ministério começou a discutir com o CNPq uma linha específica de pesquisa para o setor espacial.

Pontes ressaltou que os investimentos em ciência geram um círculo virtuoso. “A gente tem problemas de orçamento? Temos, mas a própria utilização da tecnologia para inovações vai fazer com que o Brasil tenha, através desses investimentos, mais recursos. E mais recursos investidos em ciência e tecnologia significam mais desenvolvimento econômico, mais desenvolvimento social e mais oportunidades”, comentou.

Caio Coppolla explica a produção de provas antes dos fatos


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Pode pousar a máscara na mesa? E se espirrar de máscara posta? Esta família voltou a sair de casa e encontrou um mundo com novas instruções. Esta banda desenhada pode ajudar a entendê-las.


Edição vídeo: Catarina Santos; Texto: Luís Vaz Fernandes; Ilustração: Ana MartingoObservador, 30-5-2020

[As danações de Carina] A vida é bela. Simples assim... Basta continuarmos vivas

Carina Bratt

Todos os dias chegam até nós, notícias bárbaras e avassaladoras de pessoas morrendo. De criaturas perdendo o direito de viver. Antes, a morte se fazia natural (natural, aqui, no sentido de benfazeja). Era até vista e entendida como boa, tipo “morreu, descansou”. Parece que este tempo das vacas gordas foi, de vez, para o brejo.

De repente, a dita senhora dos olhos frios e impenetráveis, se agigantou. À revelia de nossas vontades, cresceu de uma forma jamais vista, a ponto de transpor as raias do imponderável. De uns meses para cá, não há um só minuto em que não se fale em mortes.

Em falecimentos, em enterros, óbitos, em covas e mais covas recém abertas. Entrou em cena os sepultamentos coletivos e em massa. E esta “coisa” aterradora, detestável, nefasta, abominosa e execrável, não emparelha só ao nosso lado.

No mundo inteiro a história se repete. Se multiplica. Os noticiários não tratam de outro evento. Os jornais não apresentam outro assunto. Os programas que gostávamos de assistir, mesmo os infantis, pasmem, amigas! -, mesmo os infantis, viraram temas constantes onde a morte e só ela, é a primordial atração.

Podemos dizer, e (me corrijam se estivermos erradas), podemos dizer que o mundo, o planeta, como um todo, se dividiu, se compartimentou em duas frações distintas: “poder” e “morte”. Enquanto uns não dão a mínima para ela, e querem o “poder”, a ganância e a ambição que ele oferece, outros esqueceram completamente deste “poder” e se concentraram, se curvaram com a mesma sanha e ferocidade, na senhora dona da foice.

E os questionamentos desde então, não param: como se livrar dela? Como fugir da sua presença malquista e sinistra? Com a morte natural, ou com o passamento simples de nossos amigos e conhecidos, vez em quando um familiar, seguíamos alegres e saltitantes com as nossas vidinhas, sem os atropelos e as afobações de sermos levadas a pensar, com mais acuidade, nas cavas e covas dos cemitérios, pelo menos de uma forma tão drástica e fatal.

Agora, a morte nos espreita, nos bisbilhota, nos espiona a cada segundo, a cada novo dia, a cada chegada de um novo amanhecer. “Será que no próximo minuto estaremos vivas?”, perguntou-me uma amiga, ao telefone, “ou será que, se eu for ali no supermercado, ou na farmácia comprar um remedinho para dor de cabeça, voltarei respirando?!”.

sábado, 30 de maio de 2020

Taí porque são contra a cloroquina: “ciência não se faz com opinião de médica, se faz com base científica”. Entendeu?


Sei que é difícil, mas se você puder...

Vivi (e espero e desejo por muito mais tempo) para assistir à esquerdice tentar reerguer um muro do qual ela sente saudades depressivas. Desta feita, em torno de Donald Trump e Jair Bolsonaro. Estão muito enganados.

Atenção! Eles sabem que estão enganados, sempre souberam. Mas contam com o apoio dos seus compadres infiltrados na Academia, “cultura”, redações e.... Conselho Nacional de Saúde.

Eles são violentos? Muito. Estou falando de violência física, hein!

Sempre foi assim, desde 1917.

É claro que para um cidadão civilizado e com família a prover é meio difícil querer ir para as ruas, arriscando até a vida.

Todavia, o Brasil, nunca precisou tanto de cidadãos de bem, civilizados, de família, patriotas... nas ruas. Portanto, se você puder...


Os votos não foram suficientes!
Abraços e beijos de carinho./-
JP, 30-5-2020
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