quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Bebianno foi desleal à nação, afirma Jorge Kajuru

O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) criticou nesta quarta-feira (20), durante pronunciamento em Plenário, o ex-secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que teria vazado conversas pessoais com o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Na opinião do parlamentar, Bebianno traiu a confiança do presidente e foi desleal à nação. O Brasil enfrenta um momento crítico, não precisa de uma crise institucional, mas de serenidade para que propostas de melhorias para o povo sejam discutidas pelo Congresso, afirmou Kajuru.

— Gustavo Bebianno não foi brasileiro. O governo Bolsonaro tem que começar a trabalhar urgentemente. O país está parado. O desemprego continua. Ao mesmo tempo, é indispensável que a Justiça apure as denúncias de candidaturas laranjas e lavagem de dinheiro durante a campanha eleitoral do PSL. Eu não estou aqui julgando ninguém. Eu quero que a Justiça investigue e julgue — concluiu.
Título e Texto: Agência Senado, 20-2-2019

CBS' Lara Logan Just Exposed Leftist Media Bias. Again. So Why Do So Many Media Members Ignore The Criticism?

Ben Shapiro

On Monday, former chief foreign affairs correspondent for CBS News Lara Logan dropped a bombshell on the media: she told retired Navy SEAL Mike Ritland that the media are wildly biased to the political Left. “This interview is professional suicide for me,” she stated, after agreeing with Ritland that most major media are “absurdly left-leaning.” She stated:

Lara Logan, photo: Chris Hondros/Getty Images

The media everywhere is mostly liberal, not just in the U.S. But in this country, 85% of journalists are registered Democrats – that’s just a fact. No one is registering Democrat when they’re really a Republican. So, the facts are on the side that you just stated: most journalists are Left, or liberal, or Democrat, or whatever word you wanna give it. How do you know you’re being lied to? How do you know you’re being manipulated? How do you know there’s something not right with the coverage? When they simplify it all and there’s no gray. There’s no gray. It’s all one way. Well, life isn’t like that. If it doesn’t match real life, it’s probably not — there’s something wrong.

Compare Logan’s accurate take on the media with the words of opinion writer Jonathan Capehart of The Washington Post and MSNBC, who described the media’s wild malfeasance on the Jussie Smollett story this way:

Just the circumstances and the way he told the story, and what he said happened to him sort of fit in with a narra -- not a narrative, but a reality for a lot of people in this country since President Trump was inaugurated, that there is an atmosphere of menace and an atmosphere of hate around the country that made it possible for people to either readily believe or want to believe Jussie Smollett.

Capehart’s Freudian slip is actually rather important. He was correct that many in the media granted credibility to Smollett’s hoax because it fit a narrative. But then he corrected himself to state that it wasn’t a narrative at all – it was a “reality for a lot of people in this country.”

Now, this slip is fascinating because it reveals the unfortunate truth about many media members on the political Left: they mistake their narrative for truth. Opinion becomes fact. Those who disagree with a given “fact” – fact which is actually opinion – are then labeled ignorant, or foolish, or malevolent.

Is this an innocent mistake, a matter of mere confirmation bias to which we are all prone? Or is something deeper going on?

Since the 1960s, the radical Left has claimed that most human interactions are governed by power dynamics. Critical theory suggests, for example, that free markets aren’t actually voluntaristic arrangements of individuals engaging in mutually beneficial trade – they’re a reflection of hierarchical arrangements created by the rich. Thus, critical theorists suggest that a regulated market controlled by “the people” – progressives – would properly rejigger economic relationships. Similarly, critical theory suggests that free speech isn’t actually free – it’s a system set up by those who have powerful distribution mechanisms for their speech at the expense of others. Thus, critical theorists suggest, along the lines of Herbert Marcuse, that certain opinions must be silenced in order to even the playing field – “repressive tolerance” must be applied.

[Atualidade em xeque] O salvador do Aerus

José Manuel

Por favor, quem o conhecer me apresente, porque também quero resolver o meu problema. Caso não conheça, gostaria de afirmar que esse personagem não existe. Ou melhor existe sim: VOCÊ!

Só VOCÊ, agindo de forma correta ou coerente, se filiando a uma agremiação que reconhecidamente está no caminho certo para a tramitação de um acordo, não escrevendo bobagens sem conhecer a fundo todo o processo, sem fazer ilações sobre montantes estratosféricos e sem pé nem cabeça, vai resolver o seu próprio problema no que tange ao AERUS.

Gostaria de dizer aos desavisados que movimentos para um acordo existem há décadas, como O MOVJÁ! do nosso colega Jim Pereira e através do Cão que fuma. Se você não lê o que é de seu interesse, aí, fica difícil.

O que estamos fazendo neste momento nas redes sociais, Facebook e Twitter através da tag  #Aerusacordoja  é  apenas um rejuvenescimento de um movimento anterior, que precisamos colocar em pauta, visto que o momento, com um novo governo decente, se presta a que consigamos resolver.

Se VOCÊ pensa que o governo irá lhe pagar sem luta ou sem representatividade, apenas ficando assistindo televisão e aguardando que o céu lhe envie o seu salário, a sua rescisão, os seus atrasados, lamento, mas VOCÊ está muito equivocado.

Lula, o filólogo

Pedro Frederico Caldas

Por razão de ofício e por alguns pendores, passei uma vida lendo, sempre armado com diversos dicionários. A palavra sempre foi meu instrumento de trabalho. Quando via uma palavra não conhecida, consultava sempre o “pai dos burros”.

Um belo dia, vi Lula usar uma que jamais lera ou ouvira. Nunca tinha visto alguém, por qualquer meio, usá-la. Pensei comigo, essa palavra não existe. Depois de usada por Lula, virou moeda corrente na imprensa, nos comícios, nas entrevistas, nos debates. Fiquei acabrunhado, com tanta leitura nunca lancei mão de tal vocábulo, nem nunca vi alguém lançar, exceto Lula.

A palavra retrata algo muito comum nos últimos tempos, no meio político-administrativo. Os léxicos apontam na mesma direção: algum negócio que envolva fraude, roubo, corrupção, sacanagem; algo ilícito, safado, de má fé, que tenha a intenção de beneficiar poucos e ferrar muitos outros, principalmente as ilicitudes praticadas no âmbito político-administrativo.

Realmente, Lula podia não ser uma pessoa de muita leitura, mas trouxe ao mundo político uma palavra cujo significado entendia bem: maracutaia.
Título e Texto: Pedro Frederico Caldas, 19-2-2019

[Daqui e Dali] A classe média e as propinas

Humberto Pinho da Silva

Universidade de Évora

Muitas vezes me interrogo: qual é o critério, para afirmar que se pertence à classe média? Ou melhor, a quantia mínima e máxima, que a família necessita, para ser etiquetado da classe média?

Interroguei vários amigos e conhecidos, até políticos, e não sabiam ou não me quiseram dizer. Porventura, o leitor – melhor informado, – pode esclarecer-me?

Lembrei-me disso, ao ouvir, recentemente, que a classe média não consegue manter os filhos na Universidade, por causa do preço das propinas.

Lembrei-me, porque tive filha, que frequentou a Faculdade, e, apesar de ser excelente aluna, nunca teve bolsa nem subsídios, porque diziam pertencer à classe média…

Será que, a atual classe média, ganha tão mal, que não consegue pagar propinas?!

Sempre fui a favor do ensino gratuito, mesmo em época em que se afirmava, que se devia pagar.

Em 1995, a ilustre escritora Fina d’Armada, em excelente artigo, in: “O Comércio do Porto”, escrevia: “Se os alunos não pagarem, serão os contribuintes a pagar.”

E mais adiante:

“Acontece que esses futuros ‘doutores’, nem sempre são troca do nosso investimento. Quanto aos que vão ter um emprego público, pago pelo Estado, e que vão prestar serviços à comunidade, tudo bem. É o caso dos professores, dos técnicos das repartições públicas, dos juízes, jornalistas, dos médicos dos hospitais, etc.. Enfim, gente que não fica cara, que ganha pouco. Mas outros irão trabalhar privadamente e levar-nos imenso dinheiro por nos prestarem serviços. Nós pagamos para os formar e voltamos a pagar para os enriquecer. Permanecem num pedestal, tratando os ‘Zés’ e as ‘Marias’, sem qualquer gratidão.“

[Estórias da Aviação] O mau elemento

Alberto José

Em 1970, fui escalado para um voo no HS-748 com destino a São Luis. O outro Comissário era mais antigo, e me avisou que não iria fazer nada pois tinha que ver como eu trabalhava sozinho.

Em uma das escalas, o Despachante me chamou dizendo que o chefe do escritório queria falar comigo. Ele me deu um envelope com cerca de (atualmente) R$ 2 mil para entregar na Contabilidade em CGH. O colega viu e perguntou o que eu havia conversado com o funcionário. Expliquei que estava levando numerário para a Contabilidade CGH. Ele pediu o envelope e eu recusei entregar.

Em São Luis, ele foi falar com o Comandante, que mandou que eu entregasse o envelope. Desconfiado das atitudes desse colega, na Casa de Pernoite dormi na varanda para não ficar no mesmo quarto.

No retorno para CGH, tentei ligar a música de bordo e não encontrei o aparelho toca-fitas do avião. Ao perguntar, ele respondeu que alguns dos HS-748 não tinham o aparelho. Três meses depois, já no Electra, eu estava pernoitando no hotel quando recebi chamada telefônica do RIO: "Alô, Alberto José, aqui é (...), Gerente da DSB. O que você fez com o dinheiro que você recebeu no voo tal?" Expliquei que o Comandante mandou deixar o envelope com o outro colega.

Depois eu soube que o representante do fabricante do toca-fitas, que estava na moda em São Paulo, recebeu um aparelho com pedido para colocar a voltagem em 127 Volts e, estranhando o pedido, checou o número de série, ligou para a Varig e foi constatado que o toca fitas fora furtado do Avro e o pedido de conserto estava em nome do mesmo colega que sumiu com o numerário da Contabilidade!
Título e Texto: Alberto José, 19-2-2019

Anteriores:

O Instituto Datapedro (IDP) faz pesquisa na Bahia

Pedro Frederico Caldas

O já famoso INSTITUTO DATAPEDRO visitou a Bahia para uma importante pesquisa. Como é de amplo domínio público, o IDP tem métodos diferentes de aferir, analisar e sacar conclusões. Por isso, tem mais de 100 clientes e já é seguido por mais de um milhão de pessoas. De posse dos dados, teve uma animada conversa com um representante dos baianos. O representante, lógico, deve ser um baiano médio (BM): nem alto nem baixo, nem preto nem branco, medianamente cansado e regente de uma sinfônica de berimbaus. Vide o descontraído bate-papo abaixo:


IDP – Você bebe cachaça?
BM – Pouco, três vezes ao dia.
IDP – Tome uma.

BM – É pra já.
IDP – Tome outra.
BM – Só se for agora!

IDP – Tome mais uma.
BM – Oxeeeente, gente!
IDP – Tá preparado?

BM – Para o que der e vier, mais pro que vier...
IDP – Você sabia que 5 das 10 cidades mais violentas do Brasil estão na Bahia, que é o terceiro Estado que menos investe em saúde (2 reais e 13 centavos por habitante), que é o segundo estado em desemprego (17.7% contra 13.1% do País), e que o ensino médio está colocado em último lugar na avaliação do MEC?
BM – E pra que eu quero saber disso, meu rei?

IBM – Votou em qual partido na última eleição presidencial?
BM – No PT, claro!
IDP – Por quê?

BM – É o partido da cor do dendê, meu rei.
IDP – Vai tomar tenência?
BM – Agora não, que bateu uma leseira...
Título e Texto: Pedro Frederico Caldas, 15-1-2019

Reforma da Previdência chega ao Congresso

O Congresso Nacional recebeu a nova proposta de reforma da Previdência Social (PEC 6/19). O presidente da República, Jair Bolsonaro, veio pessoalmente entregar o texto ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Maia, que tem participado de reuniões com diversos governadores para articular um texto de consenso sobre a reforma da Previdência, já afirmou que a proposta pode ser votada em junho.

O deputado José Guimarães (PT-CE) adiantou que o partido não votará “nada que signifique a desconstrução do tripé que fez parte da Constituinte de 88: Previdência, Saúde e Assistência.” O parlamentar, no entanto, reconhece que é preciso fazer mudanças na Previdência.

A líder da minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), também criticou o discurso do governo de que a reforma busca combater privilégios. Segundo ela, 80% dos idosos são protegidos pela Previdência Social. "Dizem que ela resolve a economia, é ao contrário: a economia que resolve a Previdência. É preciso formalizar o emprego para que a Previdência tenha contribuição."

De outro lado, o deputado Luciano Bivar (PSL-PE), 2º vice-presidente da Câmara, defendeu a proposta do governo. “Estamos todos imbuídos de equacionar o desequilíbrio da Previdência. Não é para um governo, não é para uma legislatura. É para o Brasil.”

O deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) também defendeu a aprovação da reforma da Previdência. Segundo ele, os parlamentares sabem da importância do tema. "Penso que não há crise no governo. Há somente um problema momentâneo que já foi corrigido e acho que só devemos pensar na nossa pauta. Vamos aprovar aquilo que é necessário ao País e, também, convidar as assembleias e os governadores a fazer reforma nos estados."

Ramalho acredita que o governo vai conseguir os votos suficientes para aprovar a proposta.

Tramitação
Propostas de emenda à Constituição (PEC) têm uma tramitação especial. Primeiro o texto terá que passar pela Comissão de Constituição e Justiça, depois será analisada por uma comissão especial e pelo Plenário da Câmara; só então será encaminhada ao Senado.
ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
Título e Texto: Agência Câmara Notícias, 20-02-2019

Charada (760)

Qual dos seguintes
frutos
destoa, logicamente,
deste grupo?


Limão,
Tangerina,
Laranja,
Melão,
Clementina.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

[O cão tabagista conversou com...] Pedro Caldas: “O Brasil precisa, com urgência, de um choque de capitalismo e de um governo que desarme o marxismo cultural, que o está asfixiando."

Arquivo pessoal
Nome completo: Pedro Frederico Caldas

Nome de Guerra: Pedro, mas parentes e amigos costumam me chamar de Fred.

Onde e quando nasceu?
No distrito de Castelo Novo, município de Ilhéus, estado da Bahia, em 9 de outubro de 1945.

Onde estudou?
Primário, em várias escolas;
Secundário: Ginásio Firmino Alves e Escola Técnica de Comércio, ambos em Itabuna (Ba); Direito na Faculdade de Direito da Universidade Estadual Santa Cruz (Bahia) e na Faculdade Nacional de Direito (Rio de Janeiro); Mestrado na Escola de Direito da Universidade Católica de São Paulo (SP)

Onde passou a infância e juventude?

Bahia e Rio de Janeiro, com um breve intervalo no Estado do Espírito Santo.

Qual (ou quais) acontecimento marcou a sua infância e juventude?
A necessidade de trabalhar muito cedo. Aos treze anos saí da casa de meus pais, que já estavam há alguns anos no Rio de Janeiro, e voltei para Itabuna, onde trabalhava durante o dia e estudava à noite. Morava como minha avó materna, muito querida, e alguns tios ainda solteiros.

Quando começou a trabalhar?
Formalmente, como já dito, aos treze anos. Trabalhava numa fábrica de confecções de um tio, em Itabuna.

E depois?
Depois de trabalhar na fábrica de confecções de um tio, trabalhei por cerca de um ano no jornal Diário de Itabuna e cheguei a escrever um "quiz show" para a Rádio Jornal de Itabuna FM, do mesmo grupo.

No jornal fui revisor e repórter. Em seguida, ingressei, por concurso público, no Banco do Brasil.

Esse ingresso no Banco do Brasil não se deu de imediato porque, tendo passado no concurso ainda muito jovem, o banco exigiu que eu fizesse primeiro o serviço militar. Após a conclusão do serviço militar foi que efetivamente ingressei no quadro de funcionários do Banco do Brasil.

Tinha então que idade?
Em outubro de 1964, ainda fazendo o serviço militar, completei 19 anos e, em janeiro de 1965 tomei posse no Banco do Brasil, na cidade Coaraci, distante mais de quarenta quilômetros de Itabuna.

E ficou trabalhando no Banco do Brasil até...?
Trabalhei no Banco do Brasil de janeiro de 1965 a junho de 1990. Aí há uma longa história para ser contada.

Ops! Somos 325, já sentados, esperando sorver essa longa história...
Acho que não sou um bom entrevistado. Li algumas entrevistas feitas por você. Todas de pessoas interessantes que tiveram altos e baixos, percorreram mundo trabalhando, encarregaram-se dos mais diversos trabalhos, em países os mais diferentes. Enquanto isso, minha trajetória foi basicamente linear. Linear porque decidi, lá atrás, o que queria ser e persegui esse alvo com muita determinação.

Entrei no Banco do Brasil tangido pelas dificuldades financeiras. Precisava de um trabalho que pagasse bem e que não fosse a tempo integral. Com essas duas vantagens (dinheiro e tempo) poderia estudar direito, meta por mim estabelecida quando ainda estava no ginásio. Ingressar no banco não demandava nada mais do que meu esforço e sacrifício pessoal. Era algo que não dependia da sorte nem da decisão de terceiros.

[Daqui e Dali] Achegas para a harmonia no lar


Humberto Pinho da Silva

Depois de casado, ele modifica-se…” – dizia certa mocinha a sua mãe, convencida que o matrimónio era uma espécie de varinha de condão, que transforma tudo ao nosso belo prazer. Mas, infelizmente, não é.

Realmente modifica; mas não é repentinamente. Essa modificação, demora anos, por vezes décadas…

A personalidade do cônjuge foi formada por: educação recebida; ambiente em que viveu; experiências que teve; traumas que passou na infância e na adolescência.

É preciso, quantas vezes, realizar esforço, quase titânico, para aceitar o parceiro.

Se é verdade que a personalidade dos casais, pouco a pouco tende a se assemelhar porque recebem influências idênticas; também é verdade que a personalidade não é estável. Está sempre em constante evolução, por vezes para melhor, outras, infelizmente, para pior.

A mocinha que dizia à mãe, que o noivo, depois de casado, modificaria, falava verdade… mas não toda. No caso apresentado, o casamento não alterou – a não ser no início, – o caráter do marido, nem o seu espírito de Dom Juan.

Decorridos anos, conquistou os favores de mulher elegante, de boa posição social. Com ela vangloriava-se diante dos amigos, e entrava, sem pejo, de braço dado nas festas que frequentava, enquanto a mulher ficava no lar, com os filhos…

Alertada pelas amigas, fez de conta que não entendia; até que a melhor amiga, interrogou-a: “Não tens vergonha de ser assim ultrajada?! …”

Abriram-se, então, os olhos, e vendo a situação ridícula em que vivia, pediu divórcio, apartando-se daquele que lhe havia feito promessas de amor eterno.

A vida conjugal é feita mais de pequenas renúncias, que de grandes conquistas…

Para haver harmonia no lar, é mister que ambos tentem agradar-se mutuamente, privando-se, por vezes, de desejos e prazeres, para que o outro se sinta feliz e retribua.

O amadurecimento da personalidade de cada um, realiza-se lentamente, muito lentamente, e depende muito da escolha que se fez.

[Aparecido rasga o verbo] Dublê de retardado

Aparecido Raimundo de Souza

“Não sei se paro onde estou ou continuo mentindo a mim mesmo que você não existe”.

VÍNHAMOS, AO ACASO, pela estrada do tempo e, de repente, paramos, num mesmo ponto do destino. Você me olhou. Eu lhe fitei longamente. Naquele instante, me senti pequeno diante de sua imensa beleza. Enquanto isto, um orgulho empolgante encheu de serenidade meu coração de adolescente. Frente a frente, você e eu. Eu e você. Apesar disto, continuamos mudos. Calados. Dois bobocas diante do inusitado. Seria espanto? Medo de um fora? Amor à primeira vista? Talvez!

Lembro que você abriu os lábios, lentamente, como se fosse dizer alguma coisa, todavia, nada saiu de sua garganta, senão a presença maciça de um silêncio constrangedor. Por minha vez, tentei dizer algo, balbuciar um “olá”, um “bom dia”, mas, igualmente, me faltou a coragem dos destemidos. A timidez foi tanta, tamanha, tacanha, embaraçosa, que assim, do nada, tomou conta de tudo e me fez recuar diante da primeira investida.

Lembro mais. Você continuou a me olhar. De frente. A me devorar numa fome muda e silenciosa. Sem piscar. Parecia pregada ao chão, como uma estátua recém-posta numa praça movimentada. Por momentos, tive a sensação de que seus olhos queriam me despir de todo o tempo (o seu tempo) vivido em vão. Atraído pela cintilação do seu rosto, pela pureza brilhante de seu olhar, me envolvi em você.

Numa rajada, me precipitei como a primavera abraça as flores, dando a elas o alor da nitescência colorida da existência de Deus. Todas as minhas desilusões, de repente, num abalo, se dissiparam. As horas de angustias que me perseguiam sofreram um novo colorido. Num lapso de ternura, todo meu passado desmoronado se reavivou fulgurante frenteado a sua magnificência.

Vivo me senti de volta à vida. Encorajado como nunca. Desejei, então, que aquele instante que nos unia num abraço sem aperto, numa troca de emoções sem a centelha do toque fosse eterno. Que nada, nem ninguém, viesse agredir o encanto bucólico que se formou em torno de nós, à nossa roda, como um escudo invisível e consequentemente intransponível.

Contudo, sempre há um “contudo”, num lance incômodo, inesperado e intempestivo, uma espécie de nuvem confusa, difusa, me envolveu o olhar. Do nada, o tudo lhe encobriu. Não lhe vi mais. Nem seu sorriso, seu rosto de princesa. Como um Zé Ninguém, voltei a ficar perdido dentro de meus velhos devaneios, acorrentado em pensamentos embaralhados, tremendo, na verdade, da cabeça aos pés. Um vazio imenso se fez pesado e denso. Quando dei por mim, o revés havia tomado conta de sua silhueta, enquanto um abismo sem proporções me levava de regresso ao fundo do poço. 

Charada (759)

Atualmente, a soma
das idades de Mônica,
Gabriela e Vasco é 37.
Sabendo que Mônica
e Gabriela são gêmeas
e que Vasco tinha 7
anos quando as
gêmeas nasceram,
qual é a idade
do Vasco?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

"Moradores de Manguinhos alvejados a bala. Suspeita é que tiros venham de snipers de torre da Cidade da Polícia", afirma Reinaldo Azevedo

O título é de Reinaldo Azevedo em seu blogue na Rede TV News, (Ué?! Ele não tinha sido demitido da Rede TV??) hoje, 18 de fevereiro, às 19h05. 

Reinaldo, como o Antagonista também gosta de fazer, amplifica o que Mônica Bergamo denuncia na Folha, e o que um tal de Rafael Soares escreveu n’O Globo, ou seja, puro ventriloquismo corporativo. 

E finalizou ameaçando voltar mais tarde comentando.

Leia, por favor:

Uma torre policial da Cidade da Polícia, unidade administrativa da Polícia Civil do RJ, passará por perícia nesta segunda (18). Há uma suspeita de que tiros feitos a partir dela por snipers vitimaram seis moradores da comunidade de Manguinhos —todos inocentes.


Os tiros, certeiros e a céu aberto, atingiram as pessoas quando saíam para compras ou que voltavam do trabalho. Os relatos dos moradores foram feitos ao Ministério Público Federal do RJ e à Defensoria Pública, que vão participar da perícia.

Por Mônica Bergamo, na Folha.

A Human Rights Watch (HRW) pediu nesta segunda-feira que o Ministério Público estadual e a Polícia Federal assumam as investigações sobre os assassinatos em Manguinhos supostamente cometidos por snipers posicionados na Cidade da Polícia.

 “É imperativo que haja uma investigação independente desses assassinatos”, afirmou em nota Daniel Wilkinson, diretor adjunto da divisão das Américas da organização não-governamental (ONG). No texto, ele relembra que o mesmo pedido já foi feito pela Defensoria Pública estadual. (…)
Por Rafael Soares, em O Globo.

Comento mais tarde.

Título e Ameaça de Comentário: Reinaldo Azevedo, 18-2-2019, 19h05

Generoso leitor, você acredita que atiradores especializados da Polícia Civil tenham se divertido matando “seis moradores da comunidade de Manguinhos — todos inocentes, quando saíam para compras ou que voltavam do trabalho.”??

Sugiro que, decorridas todas as diligências cabíveis, a Polícia Civil do Rio de Janeiro processe estes autores, mais do que fake news, difamações  seríssimas!

Massamá, 18 de fevereiro, 18h07


[Daqui e Dali] De maçônico a Cristo

Humberto Pinho da Silva

Vitorino Nemésio [foto] era professor universitário, de cultura invulgar, e grande erudito; mas as lições monótonas e muito maçadoras, não despertavam o interesse dos alunos.


Certa ocasião, João Nobre – conhecido maestro e compositor português, – ia adormecendo, ao assistir à aula, do professor. Cansado e entediado, resolveu levantar-se, e sair.

O Mestre, estava atento. Parando a dissertação, virou-se e perguntou-lhe:
“Então, vai sair?!”
João Nobre, jovem irreverente, respondeu-lhe, sem refletir:
”Não aguento mais. O Senhor Professor, é um grande maçador!”
E sem mais, abandonou a sala de aula.

Vitorino Nemésio retomou a exposição como se nada tivesse passado.

Mais tarde, João Nobre, pensando melhor, receou que a precipitada atitude poderia ser considerada afronta, ao Mestre. Receoso, deixou de aparecer na Faculdade. Certificando-se, por colegas, que nada constava sobre o assunto, começou a frequentar as aulas; mas não as do Professor Vitorino.

Por fim, ganhando coragem, sorrateiramente, entrou na sala do Mestre, sentando-se na última fila. Mas, o Professor, ao vê-lo, disse-lhe, em alta voz:
”Pensei no que me disse, e considerei: que tinha razão. Vou tentar ser menos pesado”.

[Foco no fosso] Lama no esporte

Haroldo P. Barboza

Antecipando a queda

A final da taça Guanabara de futebol (RJ), em 17 de fevereiro de 2019, foi a maior piada (quase trágica) esportiva que o mundo tomou conhecimento desde a criação da FIFA.

Movidos por vaidades, dirigentes do Vasco e do Fluminense criaram uma polêmica sobre assentos (os ainda não destruídos) que as torcidas ocupariam no Maracanã. O dirigente máximo da federação carioca, sem pulso firme para definir a questão, piorou o assunto por seu silêncio.

Numa sequência cronológica resumida tivemos os seguintes fatos no dia do jogo, faltando menos de dez horas para início da partida.

07h30min - Uma Juíza acabou decretando que o jogo seria realizado com portões fechados e multa de R$ 500.000,00 no caso de descumprimento.

12h30min – Presidente do Fluminense incita seus torcedores a não comparecerem ao estádio para evitar tumultos (já em ebulição) nas imediações do estádio.

13h00min – diversos funcionários do estádio foram dispensados devido a não existirem torcedores dentro do complexo esportivo. Diversos comerciantes (e vendedores ambulantes) que prepararam lanches para quase 60.000 torcedores ficaram sem saber o que fazer com a alimentação perecível estocada.

14h00min – Surgiu uma reunião na federação (ao lado do estádio) entre dirigentes esportivos e da segurança pública quanto ao risco de tumulto entre torcedores que compraram ingressos e vieram de municípios próximos. Sentados dentro do estádio haveria menos riscos de confrontos.

15h15min – Ficou decidido que os torcedores poderiam entrar. Mas faltava um documento oficial exibindo esta decisão a ser entregue ao comando policial (JECRIM) dentro do estádio. Documento que foi entregue uma hora depois. Neste intervalo, centenas de torcedores estavam comprando ingressos e se aglomerando diante dos portões protegidos pela PM!

16h45min – A consagração dos incompetentes: JECRIM não autorizou abertura dos portões! Explodiu a revolta de torcedores (consumidores) sacaneados mais uma vez.

Tony Tornado será Dilma


CAMPEÃO! Vasco vence o Fluminense e conquista a Taça Guanabara

Matheus Babo

O Vasco venceu o Fluminense por 1 a 0 neste domingo (17/2), gol de Danilo Barcelos e conquistou a Taça Guanabara com 100% de aproveitamento. Foram sete jogos e sete vitórias do Gigante da Colina. Com o resultado, o Cruzmaltino garantiu vaga na semifinal do Campeonato Carioca.

O próximo compromisso do Vasco será nesta quarta-feira (20/2), diante do Serra-ES, no Estádio Kleber Andrade, pela segunda fase da Copa do Brasil.

Danilo Barcelos vibra com o gol que deu o título ao Vasco. Foto: Rafael Ribeiro/Vasco
O JOGO

O primeiro tempo foi bem truncado. O jogo era muito disputado no meio-campo, com poucas chances claras de gol criadas pelas duas equipes. Até os 25 minutos, o Vasco esteve um pouco melhor, criando boas chances pelos lados, mas não conseguiu finalizar com perigo. A primeira boa finalização veio com Bruno César, da meia-lua, após passe de calcanhar de Marrony. Mas o camisa 10 mandou por cima.

A partir dos 25 minutos, o adversário teve mais a bola, mas pouco criou. Na única vez em que chegou com perigo, Fernando Miguel fez linda defesa com o rosto. Na parte final da primeira etapa, a tônica foi a mesma, mantendo o equilíbrio.

Agradecimento

Nelson Teixeira

Muitas vezes, ninguém denota agradecimento pela riqueza de um dia claro; todavia, basta a passagem de uma nuvem com leve garoa a cair, para que muita gente destile exclamações vinagrosas, em longas tiradas inconsequentes.

De maneira geral, não existem olhos para a contemplação de grandes serviços públicos; no entanto, vaga incerteza do trabalho administrativo gera longos debates da opinião.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 18-2-2019

[Atualidade em xeque] Dois pesos, duas medidas (Diogo Mainardi X Jim Pereira)

José Manuel

Dois jornalistas, um de profissão, o outro de coração. Um nascido no Brasil, filho de publicitário e sobrenome forte de herança, radicado em Veneza.

O outro, português de herança e africano de origem, trabalhou no Brasil por três décadas na Varig, viu seu fundo de pensão ser arruinado por desgovernos do PT e radicou-se em Portugal.

Os dois mantêm revistas virtuais sendo que o segundo tem a mais antiga e chamada "Cão que fuma" diretamente de Lisboa, sem subsídio algum, apenas os seus leitores assíduos que se espalham por mais de 190 bandeiras "around the world", com matérias políticas e do cotidiano de diversos países e no idioma original.

O primeiro, é contratado da Globo, atua no programa Manhattan Connection e é fundador do blog "Antagonista" e da revista virtual recém lançada, de nome "Crusoé", local e sem conhecimento de sua abrangência a nível mundial.

Ambos foram ferrenhos combatentes da tentativa de ditadura socialista no Brasil, com viés altamente comunista do PT e asseclas.

O primeiro, o "Mainardi", através do seu blog o "Antagonista" foi através do seu combate ao PT, um exemplo de mídia e esperança dos brasileiros no futuro, terem um "mainstream" confiável para fugir dos jornalecos tendenciosos e nada honestos que viviam das polpudas verbas públicas, intermitentemente enganando a população menos favorecida intelectualmente.


Com o advento do governo Bolsonaro, porém, Mainardi talvez revoltado com os sobrenomes romanos dos escândalos mais proeminentes ou, com uma possível e concreta perda de informantes à sua nova revista virtual, de repente se inclina à extrema-imprensa, desferindo golpes sem pé nem cabeça em todos os membros do novo governo, com ênfase no Presidente e seus filhos. Ontem mesmo (17 de fevereiro)) chamou o Presidente de idiota, seu filho Carlos de desmiolado, escreveu que o pai usa o filho como instrumento, publicou matéria tratando o Carlos como "Boçalnaro" que só faz m#erda "justamente agora que seu pai já pode estar frequentando o toalete normalmente". Tudo isso no Twitter.

Por que isso, essa difamação toda? Por que esse jornalismo porco e "marrom"? Será que ele não se lembra de sua ancestralidade semítica e do que sofreram e sofrem os seus pares, com desconstruções idiotas?

Charada (758)

Um grupo de amigos
fazia apostas sobre perguntas
difíceis. Samuel, sentindo-se
excluído, decidiu desafiar
o grupo dizendo que
responderia corretamente
a todas as perguntas que lhe
fizessem. Então, cada um dos
amigos escreveu num papel
uma pergunta cuja resposta
era impossível. Mesmo
assim, Samuel respondeu
corretamente a todas
as perguntas.

Como é que ele conseguiu
tal proeza?

domingo, 17 de fevereiro de 2019

[Daqui e Dali] Entregou-se à bebida, por vergonha

Humberto Pinho da Silva

Conheci-o, já lá vão muitos anos. Era ainda muito jovem, e raras vezes se encontrava sóbrio. Mal rompia o sol, bebia o bagacito, e chegava à noite, cambaleando, como boneco teimoso.


Trabalhava no escritório de fábrica. Emprego que mantinha, por caridade dos patrões, condoídos da sua triste situação.

Andava sempre a sorrir, mostrando os dentes amarelecidos pelo tabaco. Sorria, quiçá, para abafar a dor que trazia sempre no coração; mas, por dentro, chorava lágrimas de ingratidão e tristeza.

Certa ocasião, pelo Natal, encontrei-o – caso raro, – totalmente sóbrio. Apertou-me a mão generosamente, e a meio da conversa, revelou-me sua mágoa e a razão de se entregar à bebida:

Casara ainda adolescente com moça pobre, balconista de profissão, que vivia numa “ilha” da periferia.

Os pais, e os amigos, contrariaram-lhe o enlace… Mas a rapariga, tinha rostinho bonito, e charme que deveras cativava. Estava apaixonado!…

”Um homem, quando ama verdadeiramente, fica criança: só pensa no ser amado!” - Disse-me com sorriso forçado dançando nos lábios descorados.

Decorridos meses (cansada, talvez, de ser dona de casa,) confidenciou-lhe, que seria bom, para ambos, que ela continuasse os estudos.

Concordou. Matriculou-a num Centro de Explicações, com professores particulares. Conseguiu, em três anos, completar o Curso Geral dos Liceus. Para isso, teve que abandonar o emprego.
Home