quarta-feira, 23 de julho de 2014

Na guerra não há espaço, nem tempo para fraquezas...

Sempre me exasperou a expressão "politicamente correto", uma estupidez cerceadora que desrespeita a natureza humana. Curiosamente, até onde eu sei, uma babaquice inventada pelos yuppies nova-iorquinos, acho que na década de 80.

E por que digo isto? Porque venho assistindo na televisão francesa (atenção! é uma informação, não uma bazófia, quero identificar a minha fonte de exasperação - não assisto aos canais portugueses há alguns meses porque, definitivamente, não sou de esquerda e não quero saber quanto este país é miserável por causa do governo... de Direita!) as reportagens sobre o conflito entre o Estado de Israel e os terroristas do Hamas... quantos "civis" morreram, quantas crianças, quantas pessoas com o mal de Parkinson, quantas pessoas vestindo azul... 

Sobre as vítimas israelenses somos informados, com a boca cheia, como se assistíssemos a uma aula de logopedia: 27 mortos... de militares. (Militares, preste atenção, hein?, militares!!) Aí, o telespectador-alvo, ao assistir a essa conta desproporcional, fica todo compadecido com as baixas do lado do Hamas e, imediatamente, visualiza um exército invadindo um território lotado de uma população ordeira, inocente e indefesa... tá fotografada a imagem no subconsciente. Entendeu?

Pois eu acho o seguinte: se o Hamas quer brincar de guerra com o Estado de Israel que arque, como HOMENS, como GUERREIROS, com as consequências inevitáveis de uma guerra: mortes, e mortes de civis, sejam crianças ou velhos.

Desfilar perante
as câmeras exibindo bonecos embrulhados em lençóis é coisa de de gente que não vale nada. E, se estão em guerra, eu escolhi o lado. O outro lado: que quer acabar com eles.

video

terça-feira, 22 de julho de 2014

A difícil questão de Israel e de Gaza

José Manuel Fernandes
Ninguém quer que o conflito em Gaza se eternize, mas é bom não ter ilusões: nenhum estado tolera que disparem rockets contra as suas cidades. O Hamas, ao fazê-lo, quer impedir qualquer processo de paz
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Os objectivos do exército israelita são, porém, mais amplos: com esta operação pretende-se, também, desarticular a rede de túneis que o Hamas construiu nos últimos anos e que tem utilizado para infiltrar militantes em Israel.

O argumento de Israel é forte. Em 2005, o estado judaico desocupou por completo a Faixa de Gaza, desmantelando todos os colonatos aí existentes e entregando a soberania à Autoridade Palestiniana. Pouco tempo passado, começaram a cair no sul de Israel rockets disparados a partir de Gaza. Em 2007, o Hamas tomou o poder no território, desalojando a Autoridade Palestiniana e a OLP. Entre Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009 e em 2012, Israel desencadeia duas operações militares para tentar acabar com o disparo de mísseis, mas a mudança de poder no Egipto acaba por ajudar o Hamas a rearmar-se. Antes de se iniciar a actual operação estimava-se que já dispusesse de mais de dez mil rockets e mísseis, alguns deles com um alcance de 150 quilómetros (o Hamas chegou a ameaçar abater aviões comerciais que se dirigissem para o aeroporto Ben Gurion).

Face a estas ameaças, com as suas cidades mais importantes à mercê de ataques que podem surgir a qualquer hora, Israel reivindica o direito de se defender. E a verdade é que parece haver muita gente, na região e no mundo, a desejar que o faça com êxito. O Hamas, que passou a ter no Cairo um poderoso inimigo e que deixou de contar com o apoio de Damasco, é um grupo radical muito mais isolado. A própria Autoridade Palestiniana, que devia marcar eleições em breve, deseja vê-lo enfraquecido. Há, por isso, a sensação de que a diplomacia evoluiu suficientemente devagar para não parecer que está parada e, ao mesmo tempo, dar tempo a Israel para concluir a sua operação. É como se todos tivessem a percepção de que, com o Hamas entrincheirado em Gaza, daí lançando ataques constantes contra Israel e mantendo a sua retórica de “vamos matar os judeus todos”, será sempre muito difícil recomeçar qualquer processo de paz.

Israel também sabe que tem muito pouco tempo. Cada dia que passa, e em que aumenta o número de baixas civis em Gaza, é menos um dia de tolerância. Isso mesmo estão, neste momento, a dizer todos os analistas na imprensa judaica. No entanto, a falta de tolerância para com as mortes de civis não deve ser confundida com qualquer equivalência moral entre Israel e o Hamas.

Tomemos, a título de exemplo, uma notícia dos últimos dias que passou muito despercebida: a descoberta, pela agência das Nações Unidas que apoia os refugiados palestinianos, a UNRWA, de um pequeno arsenal de rockets no interior de uma escola gerida pela organização humanitária. Foram os porta-vozes da organização que o reconheceram, informando que depois entregaram as armas às “autoridades locais”ou seja, ao Hamas.

Isto não é propaganda do exército israelita, são fontes oficiais das Nações Unidas, absolutamente insuspeitas pois, por regra, mostram-se alinhadas com os palestinianos. Mas são informações que confirmam o tipo de comportamento seguido pelo Hamas há anos: colocar as suas instalações militares e as suas rampas de lançamento em zonas civis (incluindo escolas, como se vê), para depois atrair o fogo dos aviões israelitas. Quando isso é feito numa zona tão densamente povoada como Gaza tem como consequência a morte de civis. Por muito que estes sejam avisados para saírem das zonas de combate, como têm sido avisados.
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Título e Texto: José Manuel Fernandes, 22-07-2014
Leia o artigo completo aqui no 'Observador'.

La Palisse e o aliado de somenos

José Mendonça da Cruz

António Costa e Rui Rio
A primeira estranheza foi ver António Costa numa conferência sobre "A política, os políticos e a gestão dos dinheiros públicos", (?!) organizada pela TSF e pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas. E previsivelmente, sendo que de «gestão de dinheiros públicos» Costa conhece apenas a alínea que conhecem todos os socialistas, de atirar dinheiro sobre os problemas invocando a «solidariedade» e «as pessoas», foi sobre outras coisas que se pronunciou.

Já nos tinha explicado que ser rico é melhor que ser pobre. Já esclarecera que quer outra política que não esclarece qual seja. Agora, explicou que uma maioria absoluta é melhor que uma maioria relativa, porque a experiência lhe recomenda que só deve negociar em posição de força.

Com quem? Ora, com Rui Rio, que ali estava de iludido útil, de braço dado com Costa, e, afinal, saiu menorizado.

Precalço, triste figura, sem dúvida. Mas pouco importa: Rio ama os consensos mesmo negociados em fraqueza. Consensos a todo o custo. Consensos que empastelem a política, eliminem a alternativa, façam crescer os extremos, e gastem sem contraditório.

Já não bastava o desastre que nos garante a alternativa a Passos Coelho. Temos, também, no partido do governo, quem se preste a subscrevê-la.
Título, Imagem e Texto: José Mendonça da Cruz, Corta-fitas, 22-07-2014

O cara à esquerda está como presidente da Câmara de Lisboa, e de lá ele é candidato a secretário-geral do Partido Socialista – no caso deste partido vencer as próximas eleições legislativas o SG será nomeado primeiro-ministro – quer dizer, não faz outra coisa do que campanha eleitoral. Além disso continua como comentarista (ou coisa que o valha) num programa televisivo… super exposição midiática, pegou?

Ninguém questiona a moral e ética desta peça… sabem? Ele é socialista, de esquerda, uma pessoa boa. Portanto, acima de questiúnculas paroquiais. Afinal, vale tudo para derrotar a Direita, que só tem pessoas más.

Se fosse uma pessoa que estivesse agindo como essa peça socialista, pessoa boa, já estaríamos cansados de assistir logo na abertura dos telejornais à “denúncia” da imoralidade… o BE já teria requisitado a audição da mãe Joana… o PCP e a sua filial sindical já teriam lotado autocarros para vir manifestar em Lisboa contra, sei lá!, pode ser Pacto de Agressão contra a Moral e os Bons Costumes Nacionais… ah! e não esqueçamos a revista Visão que, com toda a certeza, já teria publicado uma extensa e profunda matéria, de dez páginas, assinada por Miguel de Carvalho, que nos revelaria que o Fulano (a pessoa em questão) quando tinha uns dez anitos furtara da Tasca do Seu Almeida Saqueiro, três berlindes!

Bordering on Madness

Thomas Sowell 

In a recent confrontation between protesters against the illegal flood of unaccompanied children into the United States and counter-protests by some Hispanic group, one man from the latter group said angrily, "We are as good as you are!"

One of the things that make the history of clashes over race or ethnicity such a history of tragedies around the world is that -- regardless of whatever particular issue sets off these clashes -- many people see the ultimate stakes as their worth as human beings. On that, there is no room for compromise, but only polarization. That is why playing "the race card" is such an irresponsible and dangerous political game.

The real issue when it comes to immigration is not simply what particular immigration policy America should have, but whether America can have any immigration policy at all.

A country that does not control its own borders does not have any immigration policy. There may be laws on the books, but such laws are just meaningless words if people from other countries can cross the borders whenever they choose.

One of the reasons why many Americans are reluctant to keep out illegal immigrants -- or even to call them "illegal immigrants," instead of using the mealy-mouthed word "undocumented" -- is that most Hispanics they encounter seem to be decent, hard-working people.

This column has pointed out, more than once, that I have never seen Mexicans standing on a street corner begging, though I have seen both whites and blacks doing so.

Inside Russia's 'propaganda bullhorn'

Russian Television Under Spotlight After Malaysia Airlines Crash in Ukraine

Alex Altman 

The crash of Malaysia Airlines Flight 17 exposes the truth about RT, the Russian English-language propaganda outlet

Employees of RT prepare for a visit from Russian President Vladimir Putin in Moscow on June 11, 2013. Photo: Yuri Kochetkov/AP

In late 2009, the British journalist Sara Firth became a Russian propaganda mouthpiece.
The decision seemed to make sense at the time. Firth had just earned a postgraduate diploma in investigative journalism when she was offered a role as on-air-correspondent for RT, a Russian television network that is broadcast for foreign audiences in English, Spanish and Arabic. The gig came with an attractive salary, vibrant colleagues and the chance to report big stories in global hotspots. Firth had ambition, a sense of adventure, and a fascination with Russia. She took the job.

Founded in 2005, RT is billed as a counterweight to the bias of Western media outlets. In reality, the broadcast outlet is an unofficial house organ for President Vladimir Putin’s government. Under the guise of journalistic inquiry, it produces agitprop funded by the Russian state, and beams it around the world to nearly 650 million people in more than 100 countries. RT is Russia’s “propaganda bullhorn,” U.S. Secretary of State John Kerry said recently, “deployed to promote President Putin’s fantasy about what is playing out on the ground.”

Firth was no dupe. She knew the politics of her paymasters. “We are lying every single day at RT,” she explained Monday afternoon in a phone interview from England. “There are a million different ways to lie, and I really learned that at RT.”

Since a Malaysian jetliner crashed in a wheat field in eastern Ukraine last week, RT’s pro-Putin packaging has been exposed in grim detail. In the aftermath of the tragedy, which killed all 298 souls on board, the outlet—like the rest of Russian state media—has seemed as if it were reporting on an entirely different crime. As the international media published reports indicating the plane was shot down by pro-Russian separatists, RT has suggested Ukraine was responsible, cast Moscow as a scapegoat and bemoaned the insensitivity of outlets focusing on the geopolitical consequences of the crime.

For Firth, the coverage was the last straw. She announced her resignation on July 18, as her employer broadcast a flurry of reports that read more like Kremlin press releases. She described a five-year fight to uphold the principles of journalistic integrity in a place where every reporting assignment comes with a “brief” outlining the story’s conclusion. “It’s mass information manipulation,” she says. “They have a very clear idea in their mind of what they’re trying to prove.”

"Não cabe a presença da APRUS"

Thomaz Raposo
Tendo em vista ter percebido a grande ansiedade gerada por um futuro posicionamento sobre o assunto AERUS através de Assembleias programadas pela FENTAC com a presença da Sra. Graziella Baggio e o Dr. Lauro, do escritório de advocacia do Dr. MAIA, coloco abaixo os seguintes pontos que gostaria que ficassem esclarecidos e posicionados pela minha pessoa.

A APRUS jamais foi convidada para qualquer evento da FENTAC ou SNA e sempre se propôs a ajudar com qualquer informação que fosse vir a ser necessária através dos conhecimentos que detém.

A pessoa do Presidente da APRUS pela sua formação técnica e pelos cargos anteriormente ocupados na VARIG e em outras empresas, tem a visão dos problemas do AERUS e da complexidade dos seus dados com a facilidade que lhe possibilita buscar negociações que visem beneficiar a todos os participantes e beneficiários do AERUS.

Assuntos que venham a ser debatidos nas ASSEMBLÉIAS da FENTAC, possivelmente visam apenas demonstrar qual a situação do processo da ação civil pública e deixo claro que, com as informações que são do meu conhecimento, não existe nenhum acordo ou proposta sendo estudada em BRASÍLIA para solução dos nossos problemas.

A APRUS através dos diversos canais de comunicação, inclusive com o liquidante atual, sempre deteve junto ao AERUS, informações sobre nossos problemas e possibilidades ou não de “acordos” que poderiam estar em execução.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

UNIÃO em torno de petistas e cutistas da FENTAC?… tô fora!


Amigão:
A cada mensagem que me chega sobre a mais recente jogada da malta da FENTAC/CUT tenho contado até dez
Os “apelos à União”, esses então, têm-me feito contar até vinte
Ao acabar de contar até cinquenta, depois de ler uma mensagem de “esperança” que “espera”, entre outras coisas: "número recorde de participantes", "manifestações", "União"... (tudo graças e sob a condução da Fentac/Cut, claro!) aí não aguentei! Cansei de contar!!

Curiosamente, não me lembro de ter recebido/lido tantos apelos à “União”, não me recordo de ter recebido/lido essa mesma “esperança” quando, por duas vezes, no mês de junho, um punhado de ex-trabalhadores da Varig, Aposentados e Pensionistas Aerus, foi para Copacabana tentar lembrar ao mundo o que (ainda) acontece a esses mesmos ex-trabalhadores e aposentados!

Tampouco me apercebi de qualquer frenesi solidário aos colegas que foram para o saguão do aeroporto Santos Dumont, também no mês de junho.

Agora, a malta da FENTAC/CUT ‘rides again’
Sim, é uma jogada! Nada conseguiram, nada conseguirão por razões político-ideológicas; apesar de todas as mentiras, a assustadora maioria parece passar longe da política e da ideologia: ou porque não sabem, realmente, o que é, ou... xapralá!

Antes de prosseguir, vou lembrar as mentiras e os blá-blá-blás...

Há 1 ano e 7 meses o senador medalhado anunciou que os representantes dos aposentados do Aerus (quem? Baggio, claro!) seriam recebidos...

No dia seguinte a "representante" disse: "A União está dizendo 'vamos fazer Acordo em todas as ações'";

Portanto, estamos na véspera da 49ª semana decisiva;

Considerações sobre a verdade absoluta e a dialética do relativismo cultural (1ª Parte)

Francisco Vianna
A verdade é qualquer enunciado ou descrição de fato ou fenômeno que pode ser demonstrado matematicamente ou repetido e explicado experimentalmente pela ciência. Tudo o que não puder ser tratado dessa maneira pode ser considerado como crença ou convicção de fé.

Para mim, e acredito para a maioria das pessoas que se dão ao hábito de pensar e lucubrar sobre a origem de tudo o que existe, ou de pelo menos daquilo que conseguimos perceber da existência, é extremamente difícil, senão impossível, que consideremos a eternidade da existência, ou seja, que tudo o que existe tenha sempre existido e existirá para sempre.

Nascemos, vivemos e morremos e, pois, estamos condicionados a aceitar que tudo tem um início, uma duração e um fim. É extremamente irracional, para o homem aceitar a pré-existência e a pós-existência eterna.

Destarte, intuitivamente, o homem sempre foi levado a admitir ou crer sempre que não pode provar matematicamente ou laboratorialmente a existência ou o funcionamento de algo ou de que tudo que existe teve em dado momento temporal um criador e que, por criatura que é, teve um início, uma existência finita e terá um fim, mesmo que aí entre em cena a matemática dos números que transformam a dimensão tempo em espaço e vice-versa, ou a lógica dos quanta. 

O Criador de tudo, pois, seria o que chamamos de Deus – que acredito não teria, certamente, a figura antropológica do ser humano, como afirma a maioria das religiões – mas talvez, quem sabe, uma forma primeva de energia geradora de todas as demais, das quais conhecemos ainda apenas umas poucas. Portanto, daí em diante, tudo permanece como sendo “noções próprias da crença ou de fé”, uma vez que não podemos provar matematicamente, ainda, ou sintetizá-la em laboratório tampouco.

Assinando e divulgando a Petição...




Muito obrigado!

Israel tem maior perda de soldados num dia desde a Guerra do Líbano, em 2006. E a máquina de propaganda do Hamas…

Reinaldo Azevedo
Cresce a pressão internacional por um cessar-fogo entre as forças israelenses e a do Hamas. Tanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como o Conselho de Segurança da ONU pediram o fim imediato das hostilidades. O domingo foi sangrento. Treze soldados israelenses de uma unidade de elite morreram numa emboscada — são 14 os militares mortos, e havia 53 feridos até a madrugada de hoje. Entre os palestinos, os mortos já seriam mais de 400. Mas atenção! Numa outra guerra, esta para ganhar a opinião pública, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, não distingue as vítimas civis de seus militantes, que são também militares. Assim, todas as baixas havidas entre palestinos entram na conta de “civis mortos”. Cessar-fogo?

Escrevi aqui no fim de semana que o Hamas não tinha deixado a Israel outra saída que não a ação terrestre, o que o país hesitou em fazer – basta recuperar o noticiário – porque sabia que teria, como está tendo, as suas baixas. Desde a guerra do Líbano, em 2006, as forças israelenses não perdem tantos soldados num único dia. Para se ter uma ideia: em 2008, na Operação Chumbo Fundido, em Gaza, morreram 11 soldados em 22 dias. Isso indica um fato óbvio: o Hamas está aprimorando as suas táticas de guerra, melhorando o seu armamento e se tornando, a cada dia, um inimigo mais poderoso. Que caminho resta a Israel?

O Hamas recusou duas propostas de cessar-fogo: a do Egito, e a humanitária, da ONU. E repete o seu espetáculo macabro de sempre. A imprensa internacional, majoritariamente anti-Israel — e isto é apenas um fato, não questão de gosto —, se satisfaz em fazer a contabilidade dos mortos para decidir quem é a vítima e quem é o algoz; quem está certo e quem está errado. E uma guerra dessa natureza, infelizmente, envolve um pouco mais do que isso.

Corações de João


José Carlos Bolognese

Eu Sou o Coração de João  

João e eu já estamos juntos há quase setenta anos. Ele é um sujeito comum – emotivo ou controlado conforme seu estado de espírito e as circunstâncias. Eu sou um cara mais racional; vejo-me mais como uma bomba hidráulica – na verdade, duas – uma que bombeia sangue para os pulmões e outra que o devolve ao corpo. João está aposentado, tem lá os seus problemas circulatórios, pesa mais do que devia e não gosta de ir ao médico. Ele acha que seus mais de trinta anos de aviação e as inúmeras avaliações físicas exigidas pela profissão, foram o bastante.

De minha parte, sou grato a essas checagens periódicas, pois elas alertaram o João para a minha existência – eu, que sou discreto, mas não gosto de ser ignorado. Era chato para o João acordar cedo quando não estava trabalhando para ir ao CEMAL fazer aqueles exames todos, mas eu, que não durmo – só reduzo o meu ritmo de trabalho quando ele dorme – ia tranquilo, pois sabia que João amava sua profissão e não ia deixar um problema técnico na sua turbina número 1 – e única – encerrar sua carreira precocemente.

João agora não precisa mais sentir a pressão de seus compromissos profissionais para cuidar de mim. Mas, como tem uma família bacana e bons amigos que se preocupam com ele, continua fazendo suas consultas médicas um tanto mais espaçadas e fazendo os exames que lhe são indicados. Eu agradeço. Sua sorte (e minha) é que saiu inteiro da ativa e conseguiu manter a renda e um plano de saúde. Preocupa-se um pouco, porque com o correr dos anos, o custo do plano aumenta e ele sabe que a tendência não é ficar mais barato.

Felizmente, para mim, o João está nessa faixa de moderados que, se não gosta de médicos, também não é dado a excessos. Não fuma, bebe só uma cervejinha de vez em quando e chama de exercício algumas caminhadas que faz e alguns ocasionais consertos domésticos. Gosta mais de ficar em casa, curtindo uma leitura ou um hobby, mas sempre que pode dá uma escapadinha com a família, sem saber que isto também contribui para o meu bom funcionamento.

Sem graves heranças genéticas e sem grandes sobressaltos, penso que o João e eu podemos emplacar aí… umas duas décadas ainda!


Eu Sou o Coração de João II

João e eu já estamos juntos há quase setenta anos. Enquanto ele voava pelo mundo eu fazia circular dentro dele o seu fluido vital. Durante seus mais de trinta anos de aviação, o que ele achava mais chato quando não estava trabalhando era acordar cedo, para revalidar o certificado de capacidade física no CEMAL. Já eu, ia satisfeito, como um avião que vai para a manutenção para pôr a máquina em dia. Além do que, acordar cedo, para mim, significa apenas acelerar o meu ritmo, pois eu não paro nunca.

Radicais no Iraque voltando à idade média: conversão ou execução!

Cesar Maia    
1. O grupo extremista Estado Islâmico deu na passada quinta-feira um prazo para que os cristãos de Mossul tomassem a sua decisão. Até o fim de semana, teriam de escolher entre a conversão ao Islão - aceitando as normas impostas pelo grupo - pagar um imposto ou sujeitarem-se à execução. A maior parte dos 25 mil cristãos residentes em Mossul já abandonou as suas casas.

2. O êxodo da cidade foi motivado pelo medo e os cristãos têm procurado refúgio no norte do país, em regiões autônomas do Iraque controladas pelas forças curdas. Embora os jihadistas tenham tomado a cidade há mais de um mês - Mossul é controlada pelo grupo Estado Islâmico e por outras forças sunitas desde 10 de junho -, a situação dos cristãos agravou-se apenas nos últimos dias. Além das mensagens divulgadas através dos altifalantes da cidade na quinta-feira, também foram distribuídos folhetos com as condições impostas aos residentes.
    
3. Em 2003 os cristãos, de todos os tipos, que moravam no Iraque somavam 1 milhão. O último levantamento chegou a 400 mil. Neste momento, o número deve ser ainda menor.
Título e Texto: Cesar Maia, 21-07-2014

Pesquisa presidencial: Dilma derrete, mas intenção de voto ainda não muda

Ilustração: NaniHumor.com

Cesar Maia           
1. Curiosa situação das pesquisas presidenciais, das quais o último Datafolha é um exemplo. A intenção de voto para presidente da república, no primeiro turno, está basicamente estática há uns 3 meses, com Dilma um pouco acima dos 30%, Aécio nos 20%, Campos nos 10% e os demais somados um pouco abaixo dos 10%. Mas a intenção de voto no segundo turno é diferente e aproxima tanto Aécio quanto Campos de Dilma. Por quê?
               
2. A avaliação de Dilma segue uma curva sistematicamente declinante, degrau a degrau. Neste momento, em nível nacional, aqueles que marcam para Dilma – ótimo+bom- se igualam àqueles que marcam ruim+péssimo, no entorno dos 30%. É assim no resultado nacional global.
               
3. Mas quando se entra nas avaliações regionais e estaduais, excluindo quase que apenas o Nordeste e ainda e alguma coisa o Norte, a avaliação de Dilma despenca verticalmente. Em alguns casos – como no Rio de Janeiro- Dilma mantém sua intenção de voto no primeiro turno, mas sua avaliação despenca e se torna negativa.
               
4. Em S. Paulo há algum paralelismo entre intenção de voto e avaliação. A intenção de voto equilibra Dilma e Aécio em torno de 25%, mas a avaliação de Dilma a lança num precipício de impossível reversão.
               
5. Como se interpretar este quadro: estável no primeiro turno, com empate ou quase no segundo turno e queda sustentável na avaliação? A resposta é simples. A rejeição a Dilma indica que nas pesquisas de segundo turno – com apenas dois nomes- a rejeição a ela caminha em direção a qualquer nome que a enfrente num segundo turno. É como se o segundo turno fosse – a favor x contra- Dilma.

"Existe algo como a verdade absoluta/verdade universal?"

Para entender se existe algo como verdade absoluta/verdade universal, vamos primeiro definir o que é a verdade. A verdade é definida pelo dicionário como “conformidade a um fato ou realidade; uma declaração provada como ou aceita como verdadeira; realidade”. Algumas pessoas diriam hoje em dia que não há uma verdadeira realidade, apenas percepções e opiniões. Por outro lado, outros argumentariam que deve haver uma realidade ou verdade absoluta. Portanto, ao considerarmos a questão quanto a haver ou não algo como a verdade absoluta, nós vemos dois pontos de vista exatamente opostos.

Um ponto de vista diz que não existem absolutos que definam a realidade. Aqueles que têm tal posição acreditam que tudo é relativo, e que, portanto não há uma realidade verdadeira. Por causa disso, não há nenhuma autoridade para decidir se uma ação é positiva ou negativa, certa ou errada. Este ponto de vista é simplesmente a “ética situacional” na sua forma mais ampla. Não há certo ou errado, portanto o que quer que pareça certo em certo momento, certo será. É claro que este tipo de “ética situacional” leva a uma mentalidade e um estilo de vida do tipo “vamos fazer tudo o que parece bom”, que tem um efeito devastador na sociedade e nos indivíduos.

O outro ponto de vista acredita que existem realidades absolutas ou padrões que definem o que é verdadeiro e o que não é. Portanto, ações podem ser julgadas certas ou erradas de acordo com a sua medida em relação a esses padrões absolutos. Você pode imaginar o caos que seria se não houvesse absolutos, se não houvesse realidade? Tome a lei da gravidade como exemplo. Se ela não fosse um absoluto, em um momento você daria um passo para frente e poderia acabar a muitos quilômetros do chão, e no instante seguinte você talvez não conseguisse mover o seu corpo de jeito nenhum. Ou pense na confusão que seria se os números não mais tivessem valores absolutos. Por exemplo, 2 +2 não seria mais igual a 4. Se não houvesse verdades absolutas, o mundo estaria em caos. Não haveria leis da ciência, leis da física, tudo seria sem sentido e não existiriam padrões de medida, nem certo e errado. Que confusão isso seria, mas ainda bem que a verdade absoluta existe, e ela pode ser encontrada e entendida.

Silas Malafaia, sem papas na língua: "O Brasil está virando uma ditadura!"

Pastor Silas Malafaia, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – IEAD, enfrenta o PT: "negócio de luta de classes é coisa de comuna!"
Confira esta e outras afirmações no vídeo:

A Chronology of Russia from Yeltsin's Fall Through Putin's Rise

Russian President Vladimir Putin addresses a joint session of the Russian parliament in Moscow on March 18. Photo: Sergei Ilnitsky/AFP/Getty Images

Editor's Note: 
 As Stratfor readies to look forward in coming days at the implications for Russia -- and its leader Vladimir Putin -- in the downing July 17 of a Malaysian jetliner, we also invite readers to take stock with us of past forecasts of Russia’s geopolitical evolution in the context of global events. Stratfor Chairman George Friedman will examine the likelihood of Putin’s undoing in the next issue of Geopolitical Weekly, to publish July 22. Accordingly, we look back here at 1998, when we predicted the unfolding Kosovo crisis would be the undoing of late Russian President Boris Yeltsin. We share our assessment from 2000, when we assessed how newly elected President Putin was rapidly consolidating absolute power. In 2005, Stratfor reassessed Putin's situation after his first presidential term and laid out how his leadership would begin to reverse the tide of concessions and reassert Russia’s role in line with historical cycles -- including the forging of strategic relationships with countries such as Germany. In 2008, we looked at how Russia would capitalize on American weaknesses, including the fatigue of wars in Iraq and Afghanistan. In 2011, we foresaw the next stage, as Russia moved to solidify its sphere of influence while still able. In this forecast, we saw the events setting the stage for today’s crisis in Ukraine. Now, we foresee more historical change. We offer this chronology of forecasts in advance of our next report on Russia’s future.
During the Kosovo crisis, as Russian politicians rallied to challenge NATO intervention in Serbia and found a new source of unity, then-Russian President Boris Yeltsin found himself isolated.

Oct. 15, 1998: One voice that has been relatively weak has been that of embattled Russian President Boris Yeltsin. Though he declared his firm opposition to NATO strikes on October 9, Russia's nationalists and communists have claimed that weak Yeltsin leadership allowed the U.S. and the West to assert hegemony. Yeltsin is even losing control of national policy regarding Kosovo. Kremlin spokesman Dmitry Yakushkin was forced to rebut Defense Ministry statements on the issue, claiming only Yeltsin and the Foreign Ministry could make official policy. Kosovo may be Yeltsin's undoing, as it has united and revitalized his opponents.
Following Boris Yeltsin's December 1999 resignation, Vladimir Putin became acting president and then president in 2000.

Dec. 27, 2001: Two allies of Russian President Vladimir Putin joined Russia's most influential business lobby on Dec. 21. That was followed by a live, national call-in program Dec. 24 -- broadcast via television, radio and Internet -- in which Putin fielded questions from his countrymen for 2 1/2 hours. Taken together, these events signal Putin has nearly finished consolidating his economic, political and social control and is now better positioned to hammer the few resistant elements into line. With newfound political stability, the president will set about implementing reforms passed in 2001 and begin crafting a new raft of reforms in 2002.

domingo, 20 de julho de 2014

Certeza de ser teso

Jonathas Filho
 
Ilustração: Dreamstime
Explicar o que é incerteza não é fácil pois é ilógico, incoerente e incalculável e cujas dificuldades de entendimento fazem com que seja necessário o acompanhamento de um raciocínio paralelo, além da utilização de aspectos bastante subjetivos que possam levar, tanto o explicador quanto ao que recebe a explicação, a um conjunto negativo das mais diversas improbabilidades, possibilidades nulas e as variações estéreis que se apresentem em qualquer estudo.

Esse não é o princípio da incerteza de Werner Karl Heisenberg, físico teórico alemão, nascido em Würzburg em 5 de Dezembro de 1901. Esta é uma teoria sobre a situação dos aposentados do Aerus-Varig e Transbrasil.

Lembro que teoria é uma opinião resumida de uma noção generalizada que se predispõe a explicar alguma coisa de difícil realização. Parece-lhes ser mais prático usar o velho jargão de falta de receita para atendimento e encerra-se o assunto.

Calcular a certeza é bem mais fácil pois, somando-se 2 + 2 tem-se a certeza que o resultado será 4. Ao se espremer laranjas, tem-se a certeza que o suco terá o gosto da fruta. Seguindo uma receita, mesmo que antiga, objetivamente teremos no lanche da tarde, um saboroso bolo para acompanhar o café. Usando-se dos recursos humanos necessários, técnica e trabalho sério, pode-se “produzir” e disponibilizar qualquer coisa que tenha sido estudada, planejada e arquitetada. Nisso incluem-se o atendimento dos Direitos inalienáveis conquistados em décadas de pagamentos pelos aposentados do Aerus.

Querer fazer prognósticos, com todos os “talvezes”, variações e senões é intangível por não apresentar características suficientes para se ter certeza quanto ao futuro. Como poderemos calcular como estaremos financeiramente e/ou economicamente nos próximos meses ou anos se dependemos de atitudes político-burocráticas tipo me-engana-que-eu-gosto que são tomadas “a passos de formiga”capenga e míope?

A discriminação contra aposentados

Almir Papalardo
"Discriminação", segundo o dicionário, é um ato de separação, de distinção. É o ato de considerar que certas características que uma pessoa tem são motivos para que sejam vetados direitos que outros têm. Em outras palavras, é considerar que diferenças existentes implicam em direitos diferentes entre pessoas, organizações, categorias, trabalhadores, salários, grupos e etc.

Aonde quero chegar? Simplesmente despertar as pessoas para a grave discriminação e preconceito perversamente imposto aos aposentados do RGPS do setor urbano, justificando as reclamações e cobranças desses lesados segurados, reclamações estas que os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se fazem convenientemente de cegos, surdos e mudos! (E paralíticos)

Em 1998 o Congresso Nacional desvinculou o reajuste das aposentadorias da correção do salário mínimo. De 1998, ano em que começou a sandice de dois percentuais diferentes na correção das aposentadorias, até este ano de 2014, foram contabilizados os seguintes percentuais de reajustes feito pela Previdência Social aos seus segurados da iniciativa privada:

 = Os aposentados que recebiam seus benefícios no valor do salário mínimo, acumularam no período um percentual de aumento de 191,45%.
= Já os aposentados que têm suas aposentadorias num valor acima do salário mínimo, receberam de reajuste, no mesmo período, um percentual totalizado de 113,85%.

Portanto, conforme afirmam os valores acima, estes últimos aposentados tiveram uma perda em percentuais de 77,60%, mesmo, tendo obrigatoriamente, contribuído com descontos maiores para o INSS na sua vida laboral! Quem explica esta despropositada e confusa lógica matemática? Ninguém, porque, na verdade, essa atitude prejudicial não passa de uma baita discriminação, usada pelos poderes Executivo e Legislativo, contra os direitos legais e morais desses ex-trabalhadores, a maioria, já com os cabelos embranquecidos.

Sign the Petition Demanding Honest Reporting

Israel is currently engaged in a defensive military operation. Its aim is to protect Israeli citizens from rocket attack and the threat of Hamas terrorism.


There are a few vital points that everyone should understand about this operation:
1) This conflict was initiated by Hamas, a terrorist organization, which fired thousands of rockets at Israel. It is not part of a “cycle of violence” or “tit-for-tat” attacks.
2) Israel is doing its utmost to avoid harming Palestinian civilians, including sending warnings prior to attacks.
3) Israeli casualties have been low, not because of a lack of intent on the part of Hamas, which seeks to kill as many Israelis as possible. Israeli casualties have been low because of the country’s huge investment in bomb shelters and the Iron Dome defense system.
4) Palestinian civilian casualties are a result of Hamas’ strategy of hiding behind human shields and demanding that civilians ignore Israeli warnings.
5) Israel has agreed to internationally-brokered cease-fire agreements and twice suspended hostilities during which Hamas has continued its attacks.
6) Despite accusations of a “blockade,” building materials that Israeli has allowed to enter Gaza over the last few years have been used instead to build tunnels though which Hamas has tried to infiltrate terrorists into Israel.

In reporting on the conflict, the media have an obligation to explain these points to the public.
If you agree, please add your name to a list of tens of thousands demanding media objectivity. While one voice may not impact the way the media cover Israel, hundreds of thousands can.
Please sign and share. We plan to send this petition to the major media networks on Sunday, August 3.
Thank you.
Honest Reporting

Domingueira (20-07-2014)




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Domingueira (15-06-2014)

Responsabilidade

Nelson Teixeira
Da responsabilidade pelo meu destino.
A palavra “responsabilidade” significa, conforme a sua raiz latina: capacidade de responder, de reagir.
Uma alma responsável não é a que coloca sobre seus ombros todo o peso do mundo; é aquela que aprendeu a lidar com os desafios da vida.
Foi capaz de observar e treinar. Foi, inclusive, capaz de ser “irresponsável”: às vezes deixou-se levar pela situação, mas entendeu as lições da derrota.
Nem sempre a capacidade de reagir significa tomar uma atitude; pode ser também a humildade de pedir um conselho, ou receber uma ajuda.
Tudo depende de como as situações da vida se apresentam – e quanto a isto não existem regras, porque cada um sabe como manejar suas atitudes.
Devo saber sempre que o meu destino está em minhas mãos. Não posso transferir a outro, o que devo realizar…
Eu sempre tenho as rédeas em minhas mãos. Não adianta me esconder, pois eu é que devo agir, para melhorar-me.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 20-07-2014

Minuto do dia – 206

“FAÇA aos outros o que gosta que os outros façam a você.”
O grande filósofo que proferiu este ensinamento, Jesus, sabia o que estava dizendo.
Se desprezar, será desprezado.
Se criticar, será criticado.
Mas se distribuir bondade, compreensão e amor, receberá em troca amor, compreensão e bondade.
Cada um recebe de acordo com o que dá.
Faça aos outros o que quer que façam a você.

Paris brûle-t-il?



Affrontements lors de la manifestation pro... por le parisien

Fonte: 20 minutes

sábado, 19 de julho de 2014

A mensagem de Israel ao mundo árabe mudou



O HAMAS EXIBE UMA FALSA EUFORIA PARA ESCONDER A PREOCUPAÇÃO DE QUE ISRAEL PROVAVELMENTE O EXPULSARÁ DA FAIXA DE GAZA, SE NECESSÁRIO.

Francisco Vianna

O conflito na Faixa de Gaza situa Israel em meio a lados preocupados no mundo islâmico sunita. Se Israel quiser pôr um fim a ele, as regras do jogo precisam mudar, e depressa.

Veículo armado transportador de tropas das FDI a cruzar um campo próximo à fronteira com a Faixa de Gaza no sul de Israel, ontem, 18 de julho de 2014. Foto: Flash90

A iniciativa de cessar-fogo do Qatar ilustra como a contínua escalada do conflito em Gaza, na verdade, não tem nada a ver com Israel em si, mas, tristemente, a nação judaica se viu enredada e envolvida numa guerra que tem proporções muito mais amplas, e que vem como um reflexo da disputa sem fim entre dois eixos rivais no mundo islâmico sunita.

De um lado estão o Egito e a Autoridade Palestina, com a Jordânia e a Arábia Saudita provavelmente indo se juntar a eles no próximo par de dias. Por outro lado, o Qatar, a Turquia e o Hamas, bem como outros defensores globais da Irmandade Muçulmana. Esta é uma “guerra por procuração” sob todas as intenções e propósitos.

Não se engane o leitor, pois o Hamas continua comprometido com a destruição de Israel e, de um modo mais amplo com o “jihad” ou “guerra santa” contra o Ocidente. Por isso, o Hamas está a disparar foguetes contra Tel Aviv e enviar terroristas através de túneis, no sul de Israel, que aportam, em essência, no Cairo e conta com o apoio de Doha e Ancara.

Ambos os lados usam a população palestina da Faixa de Gaza e agentes infiltrados na Cisjordânia para agredir Israel, na condição de “buchas de canhão”, pois não cabe alternativa a Israel senão a de defender-se com as armas que tem.

É tudo obra da CIA!

Augusto Franco

É mais grave do que se pensa. A versão corrente na militância de esquerda é que a derrubada do Boeing 777 da Malaysia Airlines foi obra da CIA para desestabilizar a Rússia. É o mesmo argumento que foi usado para desqualificar as manifestações sociais pela independência da Ucrânia, no final de 2013, em Kiev (os protestos na praça Maidan estariam sendo financiados pela CIA).

É o mesmo argumento que foi usado para desqualificar a rebelião popular que eclodiu no dia 12 de fevereiro de 2014 na Venezuela (até as fotos da repressão chavista teriam sido fabricadas pela CIA).

É a mesma acusação que foi usada para impedir as palestras da blogueira Yoani Sánchez no Brasil (ela estaria sendo financiada pela CIA).

É tudo obra da CIA.

Digo que é mais grave do que se pensa porque existem milhares de pessoas que pensam assim, que acreditam nisso, sobretudo nas universidades. Essa máquina infernal de forjar e incutir versões não pode ser desmontada facilmente. Avalio que isso não tem conserto num espaço menor do que o de uma geração.
Título e Texto: Augusto Franco, 19-07-2014