quinta-feira, 26 de maio de 2016

A minha luta, de Hitler

Já há alguns (muitos) dias que concluí a leitura do primeiro volume da “Minha Luta”, de Adolf Hitler.

Este volume tem quatrocentas e cinquenta e seis páginas, não é leitura fácil. Não o estudei. Talvez por isso não tenha percebido a razão, ou razões, do profundo ódio do autor pelos judeus.

Ele considerava a imprensa alemã ‘judaica’:
“Quem não é atacado pela imprensa não é alemão.”

Curioso (e me surpreendeu) ressaltar que Hitler enxergava os judeus como perigosos marxistas.

Gozado!, não conheço nenhuma sociedade de judeus, ou judia, de cariz marxista-leninista.

Gozado, sim, pois Stalin, lá na União Soviética, na primeira metade do século XX (de 1922 a 1953), também quis aniquilá-los. (Aliás, estima-se que entre vinte e sessenta milhões de pessoas tenham morrido durante seus trinta anos de governo, muito mais do que os estimados onze milhões aniquilados por Hitler. As fontes divergem quanto ao número de mortos.)

Para concluir, tenho para mim que, se ele, Adolf Hitler, não tivesse odiado e perseguido também os marxistas e os comunistas, não deixando de ser considerado louco e criminoso, a sua rejeição comparar-se-ia à de outros notórios criminosos comunistas, como o já citado Stalin, Mao Tse-Tung, Pol Pot…

O primeiro volume tem como ‘Introdução’ sessenta e sete páginas do historiador britânico, Donald Cameron Watt, falecido em 30 de outubro de 2014. Para quê? Para alertar os leitores sobre a maldade de Adolf Hitler, etc… quase pedindo que os leitores não lessem o livro…

Eu acho do C…! Não deves ler Adolf Hitler! Mas tudo bem quanto a Marx, Engels, Mao Tsé-Tung e qualquer lindo carbonário!

Podes ler Pascal Boniface, um francês que apareceu no Roda Viva, sempre a colocar bolinhas de gude, modo de ver se os cavalos da civilização ocidental se estrepam…

Vale (muito) lembrar que este livro está proibido no... Estado do Rio de Janeiro!

Este volume termina com o relato dos primeiros passos do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, em 24 de fevereiro de 1920, no salão de festas da cervejaria Hofbräu Haus, em Munique. O partido adotou este nome em março de 1920, tornando-se conhecido como NSDAP, abreviaturas do extenso original alemão.

“Quando, quatro horas depois, uma multidão compacta começou lentamente a dirigir-se para as portas de saída, soube então que os princípios de um movimento tinham passado para o povo alemão e que nunca mais seriam esquecidos.

Tinha-se ateado o fogo de cuha incandescência haveria de sair um dia a espada que devolveria a liberdade ao Siegfried alemão e a vida à nação alemã.

E para lá do renascimento iminente, eu sentia a deusa da implacável vingança que vinha exigir a reparação do perjúrio do 9 de novembro de 1918.

Lentamente, a sala ficou vazia.

O movimento seguia o seu curso.”

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Um "sujeito criminoso" (A hipocrisia de um comunista)

Francisco Assis

Escasseia a Mário Nogueira legitimidade moral para assumir o papel de vítima em que se quer instalar.

Confesso a minha surpresa. Já não esperava, nos dias da minha vida, ouvir um destacado militante do PCP apelidar Josef Stalin de “sujeito criminoso”. Mário Nogueira ludibriou a minha descrença. Fê-lo em resposta a um cartaz supostamente iconoclástico, da autoria moral da JSD, no qual surge retratado com as vestes do antigo líder soviético. Há no cartaz, e na reacção ao mesmo, aspectos assaz curiosos que merecem ser analisados.



Comecemos pelo cartaz. Uma organização política de juventude deve recorrer a este tipo de caricatura como forma de exprimir o seu próprio ponto de vista e denegrir uma perspectiva alheia? Não estando em causa o direito a fazê-lo, dado tratar-se do exercício da liberdade de expressão plenamente consagrada no nosso ordenamento jurídico e amplamente reconhecida no domínio das práticas sociais vigentes, a questão coloca-se num outro plano. Uma organização política tem ou não o dever de evitar o recurso a formas de linguagem de carácter notoriamente ofensivo e susceptíveis de concorrer para a radicalização desnecessária do confronto político? A meu ver, a resposta a esta pergunta é clara: tem.

A JSD excedeu-se notoriamente ao recorrer à figura de Stalin para contestar as posições que têm vindo a ser assumidas pelo líder da FENPROF no debate em curso sobre o financiamento público de alguns colégios privados. Arguirão os autores morais do cartaz que se trata de uma caricatura, com o natural excesso que esta modalidade estética implica. Será verdade, mas mesmo esse argumento carece de verdadeiro fundamento no plano político. Ao que se sabe, a JSD não é um jornal satírico, uma trupe de humoristas ou um grupo de variedades. Se assim fosse não se lhe poderia censurar o gosto pela incontinência verbal manifestada no recurso a imagens próximas da blasfémia. Porém, enquanto organização política que é, deveria sentir-se obrigada a um uso mais ponderado da sua criatividade panfletária. A democracia liberal convive mal com excessos retóricos que empobrecem o confronto de ideias e acentuam dramaticamente as polarizações políticas. Quando se perde a noção de um desejável comedimento está-se a favorecer, ainda que inconscientemente, a afirmação de posições extremistas.

Acredito no Brasil de Moro onde moro

Valdemar Habitzreuter
Felizmente está acontecendo um milagre neste imenso país de dimensões continentais. Acredito neste milagre. É um milagre de transformação. Não um milagre de transubstanciação porque a substância Brasil permanece a mesma, mas observa-se um processo de mudança de forma (transformação), com outro visual ou outra forma de se ver o país quando o milagre estiver todo realizado.

O santo milagreiro dessa transformação chama-se Moro. ‘Nunca antes na História desse país’ tivemos um santo milagreiro que chamou a si a tarefa de sanear a podridão política que infesta os ares da República. A máquina milagreira de Curitiba não para de desmascarar a canalhice de tanta gente que quer ser importante no cenário político com pose de servir ao país.

Servir ao país uma ova! Viram as últimas? Sérgio Machado, Renan Calheiros, Sarney e Jucá num verdadeiro colóquio de como barrar o avanço da Lava-Jato. Querem se livrar do inferno a que são destinados pelo juiz Moro. O milagre de Moro há de instituir uma nova casta de políticos e dirigentes da coisa pública.

A maioria dos políticos e dirigentes que ora estão em cena só têm um propósito: tirar proveito do nosso dinheiro. Querem enriquecer às custas do trabalhador brasileiro.

E não me venham com essa de “erradicar a pobreza extrema” neste país. O que querem é o outro ‘extremismo’, o máximo de enriquecimento ilícito com vultosas contas no exterior, ‘atibaias’ e ‘guarujás’, fazer de trouxa o povo brasileiro.

Eu quero o meu Brasil transformado onde moro, ‘eu sou Moro’. 
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 26-5-2016

Os salários pagos pela TV Brasil ajudam a explicar o petismo feroz de alguns jornalistas contratados


Comando da EBC suspende contratos milionários para renegociar. Renegociar? Na quase totalidade dos casos, é para demitir mesmo!

Reinaldo Azevedo

A TV Brasil na forma em que existe é uma das invenções mais caras da era petista. Dá traço de audiência, mas paga salário de gente grande. Não é por acaso que custa R$ 1 bilhão por ano. Num país quebrado.

Aderbal Freire Filho, que acha que o impeachment é golpe, tem um programa sobre teatro chamado “A Arte do Artista”. Para dar pinta lá uma vez por semana, recebe R$ 68 mil mensais. Tem contrato até o fim do ano.

Aderbal é casado com Marieta Severo, aquela que cantou as glórias do PT no “Domingão do Faustão”, ex-mulher de Chico Buarque, que exalta os feitos da legenda em toda parte.

Outro que não passa apertado é Luis Nassif, com um programa também semanal chamado “Brasilianas.org”. Embora ninguém veja a defesa que ele faz do governo — não na TV ao menos —, tem um contrato anual de R$ 761 mil — mais de R$ 63 mil por mês. Ou R$ 15.750 por programa!

Nassif até tenta fingir diversidade com alguns temas de interesse geral. Quando envereda para a política e para a economia, é mero porta-voz do governo petista (veja aqui). Lúcia Mendonça, diretora do seu programa, tem um contrato de R$ 289 mil/ano.

Thomaz Raposo satisfeito com a visita ao AERUS

Hoje pela manhã (quarta-feira, 25 de maio) compareci ao AERUS para conhecer o novo liquidante, Walter Parente, de quem já havia inclusive, como é do meu costume, levantar informações que me permitissem visualizar suas futuras ações no AERUS.

Ao conversar com ele me demonstrou ser pessoa acessível, franca e livre de externar seus pensamentos, não admitindo imposições de qualquer espécie o que me deixou bastante satisfeito.

Apresentei rapidamente o histórico da APRUS, nossas preocupações e também nossas intenções e, sinceramente, a conversa me agradou, voltando a ter o livre acesso que sempre tive no ambiente AERUS.

Nosso compromisso foi de ajuda mútua, enfim, a parceria que sempre existiu entre a APRUS e o AERUS, falei também de uma futura reunião com a presença da AMVVAR e do grupo de ativos capitaneados pelo Alexandre Freyesleben na qual todos virão a transmitir as colocações de cada um.

Aproveito para informar que tudo bem quanto aos nossos pagamentos e agora com as primeiras 184 (cento e oitenta e quatro) viúvas pós 2006 FINALMENTE.   
Título e Texto (e Grifos): Thomaz Raposo, APRUS, 25-5-2016

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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Paul Weston went off on pro-Muslim politicians and it was EPIC

Paul Weston, British politician, chairman of Liberty GB, parliamentary candidate, and member of the Pegida UK leadership team, has a point to make about Islam being a religion of peace as PM of Britain, David Cameron had stated. This is a lucid explanation of why Islam is not, historically or religiously, a religion of peace.

Weston’s explanation, using detailed examples is clear and alarming. As Muslims reach larger and larger numbers in Great Britain, it may be important for David Cameron along with all the citizens of Great Britain to hear what he has to say.
Israel Vídeo Network, 25-5-2016 

A opção pela baderna

Estadão
Desde sua fundação, há mais de três décadas, o PT nunca perdeu uma chance para demonstrar menosprezo pela democracia e suas instituições. Assim, não surpreende o comportamento lamentável, próprio de arruaceiros, que alguns parlamentares do PT exibiram no instante em que o presidente em exercício Michel Temer foi ao Congresso, na segunda-feira passada, para encaminhar a revisão da meta fiscal. O incidente demonstra de maneira cabal que o PT confunde oposição firme, legítima em qualquer democracia, com baderna, que é própria de quem não conhece outra forma de fazer prevalecer suas vontades que não seja no grito e na marra.

Em pleno Senado, três deputados petistas, Paulo Pimenta, Helder Salomão e Moema Gramacho, acompanhados de servidores por eles arregimentados, vaiaram e hostilizaram Temer. Aproveitando-se do mal-estar gerado por uma gravação clandestina que comprometeu o senador Romero Jucá – custando-lhe o cargo de ministro do Planejamento por sugerir que ele ajudou a articular o impeachment da presidente Dilma Rousseff com a intenção de frear a Lava Jato –, receberam o presidente em exercício aos gritos de “golpista”.

O menor dos absurdos desse episódio é o uso inapropriado de servidores públicos para funções estranhas a seu trabalho, mormente a participação em protestos políticos. É preciso lembrar que os funcionários do Legislativo, mesmo os que servem nos gabinetes, são pagos pelo Estado, e não é sua função compor claques.

O mais grave, contudo, é a incapacidade dos petistas de entender como funciona uma democracia representativa e seus rituais – entre os quais se encontra o respeito solene ao decoro. A atitude truculenta dos deputados petistas, típica do gangsterismo sindical do partido, infringiu diversos pontos do Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara.

Golpe ou impeachment de Dilma?... E se ela voltar?

Valdemar Habitzreuter
Os petistas só falam em golpe. Para eles não há um processo de impeachment, mas um golpe em curso e estão divulgando isto aos governos no exterior. Não conseguem diferenciar impeachment de golpe. Há golpe quando o golpeado é destituído coercitivamente do cargo público que ocupa sem justificativas e sem direito à defesa. Impeachment é um instrumento legal, previsto na Constituição, para destituir alguém de seu cargo quando justamente feriu ou não cumpriu o que reza a Constituição. E não é sem antes ter o direito à ampla defesa. Daí se perguntar: Dilma vai ser golpeada ou impeachada pelo Senado nestes 180 dias de seu afastamento da presidência?

Pela ótica distorcida, de viés raivosa e revoltosa, de petistas inconformados haverá golpe se Dilma não voltar mais. O grave pecado contra a Constituição: as pedaladas fiscais e mais a assinatura de decretos para ampliação das gastanças, sem terem sido submetidos à aprovação do Congresso, não são motivos suficientes a estes lunáticos que não querem admitir a gravidade do pecado de Dilma, a falta de responsabilidade fiscal. Além do mais, poderia ser julgada também pela sua reeleição fraudulenta pelas mentiras e recebimento de dinheiro sujo do Petrolão para sua campanha.

No momento, Dilma está afastada, foi aceito o processo de impeachment pelo Congresso Nacional, de deputados e senadores. E o mais evidente sinal de que Dilma não está sofrendo golpe é justamente a posição da maioria de seus aliados de seu ex-governo que votaram a favor do impeachment.

Nem ao menos a eles conseguiu convencer de que não cometeu crime fiscal. Portanto, onde está o golpe? Só na cabeça de Dilma, Lula... Mas, nada está sacramentado.

Dilma, como ferrenha guerrilheira, fará de tudo para voltar. Aprendeu a usar armas e estratégias sujas. Deve estar, junto com seu criador e deus Lula, prometendo mundos e fundos a certos senadores para reverterem seus votos para que não haja impeachment. E se isto acontecer, de ela voltar? Tirem suas conclusões.... Pessoalmente não enxergo o que possa acontecer, coisa boa, com certeza não será...
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 25-5-2016

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No Rio, a esquerda pode ficar fora do segundo turno para prefeito

Cesar Maia
       
1. Pesquisas diversas mostram que Crivella mudou de patamar, saindo do entorno dos 20% para o entorno dos 30%. Aferições mais ajustadas sobre estas pesquisas, incluindo diversos cruzamentos, indicam que o piso de Crivella tradicionalmente em torno dos 15%, agora está acima dos 20%.
       
2. Crivella tem passado ileso das polêmicas e dos confrontos, seja do impeachment, seja da crise estadual. O foco da oposição no prefeito e seu candidato supõe que a máquina e os recursos elevarão o patamar deste, hoje em 5%. E esquecem de Crivella. Crivella já conseguiu o apoio do Solidariedade, o que torna sensível seu tempo de TV. E virão outros de menor tempo de TV que, somados, aumentarão a visibilidade dele.
     
3. A ideia anterior, que Crivella perderia para qualquer um no segundo turno, deveria ser revista, até porque seja qual for seu adversário, nesse caso, a tendência é que os que não forem para o segundo turno apoiarem Crivella, seja quem for. Assim, num segundo turno, um candidato de esquerda ou de direita enfrentando Crivella, os demais apoiarão Crivella.
       
4. As pesquisas mostram também que o risco de um candidato dito de esquerda não ir para o segundo turno é crescente. Freixo, depois de ter obtido 23% dos votos totais (incluindo brancos e nulos) no primeiro turno, em 2012, aparece agora em todas as pesquisas pouco acima dos 10%. Isso mostra que parte de seus votos em 2012 foram dos que não querendo votar em Eduardo Paes votaram em Freixo por ser o mais próximo ao favorito.

A história repete-se ou não?

Rui Ramos
Se os europeus quiserem repetir a boa história dos anos 80 e não a má história dos anos 30, precisam de preservar os fundamentos internacionais da liberdade e da prosperidade: a NATO e a UE.

Afinal, a Europa não vai ter um chefe de Estado da direita nacionalista. Mas a derrota de Herbert Hoffer nas eleições presidenciais austríacas não bastou para sossegar a imprensa europeia: foi por pouco; há de voltar a acontecer; é um sinal. Por detrás de toda esta insegurança, está uma dúvida: a história repete-se? Vamos ter outra vez os anos 30?

Há muito tempo que é essa a grande obsessão ocidental. E a primeira coisa que devemos notar é que é uma questão bizarra. Os antigos gregos e romanos pensavam que a história se repetia. Os regimes políticos, por exemplo, seguiam ciclos quase invariáveis: as democracias estavam destinadas a evoluir para demagogias, e estas para tiranias. Tsipras e Putin não seriam um mistério para Aristóteles. Mas para os europeus modernos, a história é progresso, transformação social, inovação tecnológica, pedagogia iluminista. A repetição da história é, desse ponto de vista, necessariamente absurda, como Marx deu a entender com a sua boutade de que uma tragédia só pode voltar a suceder como farsa.

Deveríamos, portanto, estar seguros. Os anos 30 aconteceram noutro mundo: uma Europa de sociedades ainda rurais, recentemente destabilizadas pela guerra, e dividida por protecionismos alfandegários, conflitos territoriais e confrontos ideológicos. Como poderá essa história repetir-se em 2016? No entanto, a cada crise financeira, lembramo-nos da Grande Depressão. A cada candidatura da família Le Pen, trememos com o regresso do fascismo.

Por vezes, parece que só agora a Europa do pós-guerra saiu de uma idade de ouro de plácida prosperidade. Mas não é bem assim. É a deflação de hoje mais nefasta do que a inflação descontrolada dos anos 70, depois das crises do petróleo? São os actuais movimentos migratórios maiores do que os que, há cinquenta anos, povoaram as cidades da Alemanha, da Grã-Bretanha ou da França com milhões de turcos, paquistaneses e árabes? São os nacionalistas e os radicais de 2016 mais perigosos do que os comunistas pró-soviéticos que mobilizavam mais de um quarto do eleitorado na Itália e na França dos anos 50? É o terrorismo islâmico mais desestabilizador do que o dos Baader-Meinhof, das Brigadas Vermelhas, da ETA (que assinou 100 pessoas só no ano de 1980) ou do IRA (que, com bombas em dois bares, matou 21 pessoas e feriu 182 em Birmingham no dia 21 de Novembro de 1974)?

Trudeaus caídos

Maria João Marques
Um marido agressivo e uma mulher que depende profissionalmente dele. Que casal mais convencional e entediante. Em suma: um bom retrato da esquerda progressista. Ou dos caídos do Olimpo socialista.

Sabe quem é Justin Trudeau, o formoso, não sabe? Esse: o primeiro-ministro do Canadá. O que tem uma franja com os milímetros que cobre a testa tão detalhadamente calculados quantos os centímetros para a direita da cara de José Sócrates aquando do anúncio na televisão do resgate da troika. O que se tuitou numa imagem exibindo a sua força de braços ao suspender-se em prancha sobre uma mesa (chamam-lhe, li, a pose do pavão, que nunca ninguém disse que a realidade não tem um sentido de humor cáustico). E que oferece, com encenação de improviso que consegue convencer crianças de vinte meses e seis dias, lições de computação quântica (baralhando tudo, mas quem quer saber?)

Canada's Prime Minister Justin Trudeau and his wife Sophie share a moment during Remembrance Day ceremonies at the National War Memorial in Ottawa, Canada November 11, 2015. Photo: Chris Wattie/Reuters

Justin é – como faz parte da descrição obrigatória do líder de esquerda – avassaladoramente maravilhoso. Bonito (ou assim o dizem), jovem, progressista, um coração de manteiga para os refugiados sírios. Com pedigree familiar (que a esquerda que se diz igualitária nunca deixa de apreciar): é filho de um outro ex-primeiro-ministro canadiano. Ah, claro, e com uma mulher gira, Sophie, que foi à Casa Branca rivalizar no guarda-roupa com a fashionista Michelle Obama, também nova, antiga estrela de televisão, mãe de família moderna.

De acordo com a peculiar forma a preto e branco de ver o mundo do lado esquerdo da vida, o casal Trudeau não pode ser apelativo apenas politicamente. Por decreto é também bonito, sofisticado, culto, moderno, bem vestido, lido, uns pais formidáveis, arrebatadores, estonteantes, enfim, acrescentem aqui todos os adjetivos bons e cintilantes que há no mundo. Uma reedição dos santos de altar para a esquerda convencida que é iconoclasta.

Farol baixo obrigatório


Novo sistema da carta por pontos


O novo sistema da Carta por Pontos entra em vigor no dia 1 de junho. É um sistema mais simples, transparente e que visa promover a adoção de comportamentos mais seguros e responsáveis na condução.

A Autoridade Tributária e Aduaneira em colaboração com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária procedeu à divulgação, por correio eletrónico, de um folheto informativo sobre o novo sistema da Carta por Pontos.    

1.    “CARTA POR PONTOS”. O QUE É?
Ao título de condução de cada condutor serão atribuídos 12 (doze) pontos a partir de 1 de junho de 2016.
Por cada contraordenação grave ou muito grave, ou crime rodoviário, serão subtraídos pontos.

Se não praticar contraordenações graves, muito graves ou crimes rodoviários, podem ser atribuídos pontos.

Se praticar uma contraordenação grave ou muito grave, para além da coima e eventual inibição temporária de conduzir, também perderá pontos.
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The Caretaker President and Poet Taking Charge of a Troubled Brazil

Tara John
On May 12, Michel Temer became Brazil’s interim President, taking over from suspended Dilma Rousseff as she awaits an impeachment trial over corruption accusations. The 75-year-old said on May 15 that he has no interest in seeking permanent office, naming his priorities as job creation and unifying Brazil–not easy tasks in a country facing its worst recession since the 1930s.

GOVERNING IN POETRY

Once described by a rival as resembling a “butler from a horror movie,” the son of Lebanese immigrants entered politics in 1987 and gained a reputation as a dealmaker, rising in 2001 to become leader of the Democratic Movement Party, a centrist grouping of lawmakers who make up the largest party in Brazil. A legal scholar, Temer is also the author of a book of poems, titled Anonymous Intimacy.

BIG PLANS

Despite having no mandate, Temer has said he will present reforms to Brazil’s Congress. Breaking from the 13-year leftist rule of Rousseff’s Workers’ Party, Temer plans to take a neoliberal approach to reviving the economy through spending cuts, privatization of state assets and a radical overhaul of the bloated pension system.

BIGGER OBSTACLES

Rousseff insists Temer’s government is “illegitimate,” which will make it difficult for him to pass reforms through Congress, and his selection of an all-male, mostly white Cabinet has angered liberals. He has also been tarred by scandal; in addition to being linked to the giant corruption probe surrounding state oil firm Petrobras, Temer faces impeachment proceedings by the Supreme Court over allegations similar to those that dog Rousseff. Brazil’s political soap opera may have yet more twists to come. 
Tara John, TIME, May 19, 2016

terça-feira, 24 de maio de 2016

Parques e monumentos de Sintra gratuitos aos domingos, durante todo o dia


Os munícipes de Sintra podem visitar gratuitamente aos domingos durante todo o dia os Palácios Nacionais da Pena, de Sintra e de Queluz, o Palácio de Monserrate, o Castelo dos Mouros e o Convento dos Capuchos a partir do mês de junho.

Até este momento, os munícipes que pretendessem visitar de forma gratuita os monumentos de Sintra apenas podiam fazê-lo aos domingos, até às 13h00.

A proposta de alargamento do horário para o dia inteiro partiu do presidente da Câmara Municipal de Sintra e foi aprovada na assembleia de acionistas da Parques de Sintra – Monte da Lua, no passado dia 17 de maio, que gere estes espaços. Basílio Horta refere que pediu “o alargamento do horário para que os munícipes tenham mais possibilidades de ver e usufruir o património do concelho”.

Os munícipes devem então dirigir-se às bilheteiras com um comprovativo de que residem no concelho (como o cartão de cidadão, a carta de condução ou faturas diversas) que lhes permite o acesso aos referidos monumentos.
Imagem: Sintratours

Sintra: ao reencontro da música

No mês de junho, o Paço da vila revive a glória medieval e renascentista com o ciclo Reencontros


O ciclo de música “Reencontros – Memórias Musicais de um Palácio” regressa ao Palácio Nacional de Sintra para a sua segunda edição, de 3 a 25 de junho.

O ciclo, organizado pela Parques de Sintra, com direção artística de Diana Vinagre (Divino Sospiro – Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal), contará com concertos e conferências que terão lugar nas Salas dos Cisnes, Brasões e Manuelina, estendendo-se este ano também ao terreiro do Palácio.

Naquela que será a sua segunda edição consecutiva, “Reencontros” continua direcionado para o repertório medieval e renascentista, apresentando uma programação que explora a faceta ambivalente da música, na sua interação com diferentes artes e palcos. À semelhança do ciclo anterior, também este contará com concertos às sextas-feiras e sábados durante todo o mês de junho.

Mais detalhes aqui.

Macroscópio – Não aconteceu (para já) na Áustria. Mas vai acontecer

José Manuel Fernandes


Foram apenas 30 mil votos, mas suficientes para a Europa suspirar de alívio. Alexander Van Der Bellen, um ecologista, acabou por vencer as eleições presidenciais austríacas pela margem mínima, derrotando o nacionalista Norbert Hofer. Há quase 20 anos, o partido de Hofer, o FPO, chegou pela primeira vez ao governo de Viena e, nessa altura, a União Europeia decretou sanções que acabaria por levantar alguns anos depois, sem glória nem proveito. Agora não chegou a acontecer o que se previa depois da confortável vitória de Hofer na primeira volta, mas se hoje o nacionalista tivesse chegado ao poder os seus vizinhos e parceiros europeus nada teriam feito – para além, claro, de algumas declarações de circunstância.

Muito mudou nesta década e meia, pelo que importa tentar perceber os sinais que nos chegam da Áustria, até porque existe a percepção que, se não foi nesta eleição e naquele país que o eleitorado escolhia alguém como Norbert Hofer, isso acabará por acontecer mais tarde ou mais cedo. E de todos os textos que li nestes dias há um que me pareceu ser de destacar em primeiro lugar, até por fugir ao mais óbvio e, ao mesmo tempo, revelar um profundo conhecimento do que está em causa na “mitteleuropa” – sendo que curiosamente foi publicado num jornal americano, o Washington Post. Trata-se de The rise of national socialism: Why Austria’s revolution is not over, de Anne Applebaum, a consagrada comentadora e historiadora, autora de livros como Gulag: Uma história ou A Cortina de Ferro, O Fim da Europa de Leste.

Este texto é especialmente interessante porque nos faz uma descrição inabitual mas muito certeira do FPO e do próprio Norbert Hofer: “Hofer bitterly opposes immigration and uses nostalgic language about “pan-German” culture, views which place him in the “far-right” category of European politics. At the same time, he and his Freedom Party denounce the “neoliberal” economic consensus and deplores the evils of international capitalism – views which place him in the “far-left” category of European politics.” Applebaum chama a esta confusa mistura um novo tipo de “nacional socialismo” que não tem nada a ver com Hitler, antes “combines “nationalism” – a strong belief in the significance or even superiority of one’s own ethnic group or nation-state – with “socialism,” the belief that the state should intervene very heavily in the national economy, and maybe in other realms too.” No texto estabelece paralelos com outros partidos e movimentos em ascensão um pouco por toda a Europa, e alerta para a falta de defesa dos eleitorados que se deixam seduzir pelas suas propostas: “Centralization, nationalization and protectionism all seem like new ideas to people who don’t remember them. Few remember the poverty they created, or the corruption. Even fewer remember what happened the last time powerful national ideologies were combined with state control of the economy.” 

O Pavilhão Púrpura autografado

Ora, pois, estive lá. Foi no último sábado, 21 de maio, na Sociedade de Geografia de Lisboa. Não muito longe da Ginginha, onde parei na ida e na vinda, well

O Pavilhão Púrpura” é o segundo livro da mais ambiciosa saga da literatura portuguesa contemporânea, narrada por José Rodrigues dos Santos, “um dos pesos pesados da literatura lusófona”, como a revista francesa Historia escreveu.

Gostei muito do primeiro volume “As Flores de Lótus”, como escrevi aqui.

Este segundo vai para a fila de leitura, onde já estão:

1. Diamantes de Sangue, do jornalista angolano Rafael Marques;

2. As seis lições, de Ludwig von Mises, traduzido por Maria Luiza Borges, indicado por Vitor Grando;

3. O caso Varig, do ex-comandante Varig, atualmente na angolana TAAG, Marcelo Duarte Lins, oferta do amigo gaúcho, Jorge Alberto dos Santos;

4. Assim se pariu o Brasil, de Pedro Almeida Vieira, adquirido em fevereiro na Livraria Lello, na cidade do Porto;

5. Como ser um Conservador, de Roger Scruton, tradução de Bruno Garschagen;

6. A minha luta, volume II, de Adolf Hitler, traduzido por Maria Lin de Souza Moniz

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Falsos siameses

Maria João Avillez
Não só é preciso acabar com a (boa) herança deixada pela coligação PSD/CDS como sobretudo corromper o prestígio dessa memória. Um dois em um: desfazer o património, apagar a sua memória. Está em curso

1. Não se largam, não se desprendem, não se soltam (cada um sabendo que quando o fizer é de vez) mas fazem um bocadinho de aflição, tanto ruído. Inaugurações, espectáculos, fóruns, deslocações, um carrossel de eventos e lá estão eles, operando e agitando-se como talvez democracia alguma terá visto.

Não ocorrendo ao chefe do Estado e ao chefe do governo que o sistema não carece da demonstração física de tanta presença “afectuosa” ou que a política não pressupõe — e menos recomenda — que ambos nos entrem assim, casa dentro. Assim, muitas vezes juntos mas sempre num incessante afã de ocupação do espaço mediático através do qual aliás, se espiam, se medem e desconfiam (um do outro), contando espingardas.

Lembram até o Capuchinho Vermelho, “é para melhor te comer”, pois ambos sabem que “isto” não dá para os dois, um devorará o outro. E vontade não lhes falta, mas enquanto não chega “o” momento (e sim, eles são igualmente bons na avaliação dos “timings”) instalaram-se na ideia de que acreditamos na bondade intrínseca desta extenuante “cooperação”. Tão amável, tão harmónica, tão deslizante (e tão improdutiva). O que é preciso é paz, entendimento, compreensão e, sobretudo, nada de pessimismos. Não vai o país tão bem, leve e solto? Não está o povo tão mais “descrispado”, não se enterrou de vez a “austeridade” que passou até a chamar-se “medidas adicionais” (outro carinho face ao povo dantes martirizado pela governação “austeritária” de Passos Coelho)?

Sim, é um mistério, mas eles acreditam que nós acreditamos “nisto”. E neles, o que é pior, apesar de tão inventivos, criativos, operativos (e tão cansativos).

Seis meses de ilusões

Sérgio Azevedo
Os primeiros seis meses de governo de António Costa têm sido um amontoado de ilusões que, fruto de uma máquina propagandística bem oleada e de um certo amparo de alguma comunicação social, nos tem feito crer que, de facto, as nossas vidas estão a melhorar e que a situação económica do país recupera e sobrevive com sanidade à pura e simples destruição das reformas implementadas pelo governo anterior – no fundo, a ideia de que a nossa recuperação era possível sem o caminho difícil que trilhámos.

Ora nada é mais ilusório e alguns dados da prestação económica portuguesa confirmam-no.

Em seis meses, o volume de negócios caiu 5,7%, com a confiança dos consumidores a recuar a 2013. O défice cresceu 108 milhões de euros em relação ao ano anterior e a divida pública aumentou 1,7 mil milhões. As exportações caem 3,9% e as importações 0,8%, e o desemprego aumenta para 12,4%.

Claro que, para este governo ilusionista, o aumento do desemprego atribui-se ao aumento da população ativa. Mas os recentes dados do INE demonstram precisamente o contrário, desmentindo-os categoricamente. A verdade é que em seis meses se destruíram em Portugal cerca de 48 mil empregos – um número preocupante para quem afirmava criar, só durante este ano, cerca de 40 mil.

Sinais exteriores de riqueza

João Miranda



Segundo o Público, os sinais exteriores de riqueza do Colégio de Santa Maria de Lamas terão sido um dos motivos que levaram o ministério da educação a reduzir o número de turmas do colégio. E que sinais exteriores de riqueza são esses? A administração retira dinheiro para comprar Ferraris? Chove nas instalações mas a administração tem gastos sumptuosos em noteis de 5 estrelas? Nada disso.

Os sinais exteriores de riqueza são as instalações que a escola proporciona aos alunos. Instalações que foram construídas ao longo de 25 anos. Durante esses 25 anos a escola recebeu o mesmo que uma escola pública semelhante receberia. Só que, pelos vistos, geriu melhor o que recebeu.

Não só presta melhores serviços de educação como conseguiu construir instalações com salas multimédia, laboratórios, salas de informática, laboratório de fotografia, piscina olímpica e campos de squash.

Durante esses mesmos 25 anos, uma escola pública da mesma dimensão conseguiu, recebendo o mesmo, manter 10 horários zero. Conhecem alguma escola pública com piscina? Nope. Mas os professores com horário zero tiveram estes anos todos muito tempo para ir à piscina. Não se pode ter tudo. 
Título, Imagem e Texto: João Miranda, Blasfémias, 24-5-2016

Charada (241)

Um avião de carga caiu
no Oceano Atlântico.
QUANTOS passageiros estavam 
no avião na hora da queda?

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