sábado, 22 de julho de 2017

Jogo da Glória: regras e regulamentos

Alberto Gonçalves

Na sua página do Facebook, um comentador lembra-lhe educadamente que, além de outras interessantes peculiaridades “culturais”, os ciganos também acham a homossexualidade uma “anomalia”. Recue uma casa 



3. Um médico qualquer considera a homossexualidade uma “anomalia”. Você assina uma petição a exigir o fuzilamento do sujeito e, posteriormente, a respectiva expulsão da Ordem. Não satisfeito, distribui por amigos, via e-mail, um texto alusivo de autoria da filha de Adriano Moreira. Avance três casas.

8. O texto da filha de Adriano Moreira contém inúmeros erros de português básico, a sugerir que, incrivelmente, ela escreve ainda pior do que o pai – e a convidar alguns dos seus amigos a usá-lo como pretexto de chacota. Recue duas casas.

17. Um candidato autárquico do PSD condena o apreço dos ciganos por subsídios. Você assina no Facebook umas linhas decisivas a chamar racista ao candidato, a Pedro Passos Coelho e a todos os eleitores do PSD que não se “demarquem”, com urgência, das pérfidas declarações. Jogue outra vez.

26. Na sua página do Facebook, um comentador lembra-lhe educadamente que, além de outras interessantes peculiaridades “culturais”, os ciganos também acham a homossexualidade uma “anomalia”. Recue uma casa.

33. Você bloqueia o comentador e explica que o seu “mural” não é um abrigo de fanáticos da extrema-direita. Avance duas casas.

Felicidade. O que é? Como alcançar?

Carina Bratt


Jorge Luiz Borges assevera que “a única coisa sem mistério é a Felicidade porque ela se justifica por si só”. Acreditamos, todavia, que a Felicidade vai um pouco mais além do que se justificar por si mesma. O sentido é mais amplo, mais complexo.

Na área dos negócios, por exemplo, é sempre um fluxo de caixa positivo. Nesse mundo conturbado em que vivemos no nosso cotidiano, um lugar onde estancamos os passos sem medo. Entretanto, jamais conseguiremos edificar um ninho. Ninho, aqui, entendido no sentido amplo de se criar raízes, formar um lar, ter filhos... e viver, de fato, a Felicidade.

Richard Carlson, autor do livro “Não faça tempestade em copo d’água” leciona, magistralmente, que “não existe um caminho para a Felicidade. A Felicidade é o caminho”. Por certo, não só ele, o caminho, mas todas as sendas e estradas que aparecerem diante de nossos olhos.

Para toparmos com a Felicidade, precisamos nos desapegar de pequenas coisas que empatam a nossa vida. O marasmo é uma dessas pragas. A outra, o desassossego, seguida pela falta de vontade. A falta de vontade é tão inoportuna, tão peçonhenta, que nos cega o espírito e, de lambuja, nos desvia da senda de sermos completamente felizes.

Deus, quando fez o mundo e nos colocou nele, direcionou apenas um objetivo para nossa estada aqui: o de sermos felizes. Se tivermos Felicidade, se nos considerarmos felizes, seremos evidentemente realizados. Felicidade, pois, é ser feliz sem pensar no amanhã. O que está por vir, por seu turno, será para nós mais cômodo, se vivermos com a paz que hoje temos ao alcance das mãos.

Apoiantes de Maduro, no Brasil e em Portugal


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Ao chamar Moro de “covarde” só por ter foro privilegiado, Lindbergh é o grande arregão da história

mrk
A Avenida Paulista assistiu nesta quinta (20) um ato fracassado em favor do condenado Lula. Menos de 8 mil pessoas deram as caras em um evento que teve a participação de vários líderes petistas, incluindo o condenado.

Lá pelas tantas, o senador Lindbergh Farias berrou contra Sérgio Moro: “Sérgio Moro, o senhor é um covarde porque um juiz devia ser imparcial. Queria ver bloquear as contas do (senador) Aécio (Neves-PSDB-MG)”.

Lindbergh é um palhaço, pois Sérgio Moro não teria como bloquear as contas de Aécio Neves, uma vez que ele, por ser senador, tem o mesmo foro privilegiado que… Lindbergh.

Sim, isso mesmo. Lindbergh aparece em delações de propina da mesma forma que Aécio Neves. E se ambos possuem foro privilegiados, não podem ser julgados por Moro.

Aliás, se Lindbergh estivesse para ser julgado por Moro jamais iria chamá-lo de “covarde”. Sabe como é: falamos de um tipo arregão. O covarde dessa história não é Moro, mas Lindbergh.
Título e Texto: mrk, Ceticismo Político, 22-7-2017

Polícia evitou ataque terrorista contra o Papa em Fátima

Um cidadão marroquino casado com uma bombeira portuguesa terá planeado um ataque terrorista contra o Papa Francisco, durante a sua visita a Fátima, no passado mês de maio, mas acabou por ser neutralizado pela polícia

A notícia é avançada pelo jornal Sol, que salienta que o cidadão marroquino em causa tentou infiltrar-se na ambulância onde a mulher, uma bombeira portuguesa da corporação de Ourém, se encontrava para dar apoio direto ao Papa, caso fosse necessário.

O homem já estaria a ser vigiado pelas autoridades, depois de ter comprado materiais suspeitos, como nitratos que são habitualmente usados em bombas artesanais.

Assim, as autoridades portuguesas conseguiram impedir o marroquino de levar a cabo o ataque.

Entretanto, foi expulso do país e a sua mulher foi afastada da corporação de bombeiros por tempo desconhecido.

Sol adianta ainda que Portugal tem vivido “outras movimentações suspeitas nos últimos meses, que não são noticiadas pela Polícia para não causar alarme social”.

As autoridades terão expulsado do país vários suspeitos de terrorismo, entre os quais um jordano, também casado com uma portuguesa, que tentaria aliciar sírios, na zona de Leiria, para cometerem ataques terroristas em Portugal. 
Título e Texto: ZAP.aeiou, 22-7-2017

sexta-feira, 21 de julho de 2017

As férias


Cesar Maia

1. Investigadores finlandeses dizem que ao oitavo dia de férias é atingido o pico máximo de bem-estar, pelo que não existem grandes benefícios em tirar quinze dias seguidos.
   
2. O melhor, defendem, é fazer várias pausas no ano. Diz a ciência que a forma mais eficiente de tirar férias é optar por períodos curtos ao longo do ano. "As provas reunidas até agora indicam que o efeito saudável das férias é idêntico quer durem oito dias ou quinze", garante Jessica de Bloom, investigadora da Universidade de Tampere (Finlândia), ao El Mundo.
   
3. Juntamente com outros investigadores, a psicóloga organizacional tem vindo a dedicar-se à temática das férias, tendo concluído que, a partir do segundo dia de descanso, a saúde melhora e aumentam os níveis de energia. Ao oitavo, defende, é alcançado o pico máximo de bem-estar.
     
4. Por isso, a equipe sugere que o melhor são férias mais curtas e mais frequentes. De acordo com os investigadores, as férias são de elevada importância para a saúde. "Existem evidências empíricas de que as férias promovem a saúde e que, após um longo período sem pausas, somos mais vulneráveis a doenças cardiovasculares e aumenta o risco de morte prematura", destaca Jessica de Bloom.
    
5. O simples fato de sonhar com uma viagem e organizá-la já constitui, por si só, um fator de bem-estar. Se para alguns desfrutar das férias é sinônimo de não fazer nada, há quem não consiga parar. "Há pessoas para as quais é fácil e necessitam de não fazer nada, mas há quem tenha níveis de stress tão elevados que não consegue não fazer nada.

[Aparecido rasga o verbo] Bolotas de veneno no estômago, e chumaços de algodão com pimenta no rabo dos Manés

Aparecido Raimundo de Souza

“Não seja exibido. Não é o apito que põe o trem em movimento”.
H. Jackson Brown

Algumas perguntas insistem em ficar no ar, bailando como putas velhas em casas de luzes vermelhas de beiras de estradas ou, dito de outra forma, sem respostas. Primeira delas: será que a novela do apartamento tríplex do Condomínio Solaris, no Guarujá, litoral paulista (peça central do julgamento em instância Curitibana que condenou o cidadão “onesto” e “onrado” trabalhador Juiz Epitácio Fula da Silva a nove anos e meio de prisão) acabou?

Conforme dá conta o romance, perdão, a sentença do juiz federal Sérgio Moro, o pobre e velho apartamento além de pobre velho e surrado e, para completar o quadro lastimoso, totalmente carcomido e literalmente caindo aos pedaços, será repassado à Petrobras.

Segunda pergunta: a Petrobosta, perdão, a Petrobras não é de Lula?  Não pertence a ele e seus apaniguados? A indagação é pertinente, amados, simplesmente porque do Brasil é que essa entidade não é. Aliás, nunca foi. E nunca será.

Isso mesmo, nunca foi. Desde quando Monteiro Lobato, criador de “Narizinho, Dona Benta e Jeca Tatu”, em julho de 1948, caiu na besteira de dizer, e não só dizer, escrever, como o fez, ao dar vida ao “O Escândalo do Petróleo”, nos idos de 1936, ao asseverar erradamente que o “petróleo era nosso” a porra do petróleo e da Petrobosta não passavam, na verdade, de enormes e grossos cagalhões.

E que berdamerdas do caralho! Coitado de Lobato! Ainda bem que parou de escrever para adultos e se dedicou às crianças. Voltando ao triplex do safado, desculpem, ao tríplex que nunca foi documentalmente dele, o consenso de incorporá-lo à Petrobosta, partiu de Moro.

Esse despacho, regado com galinha ao molho pardo sem pescoço, gato que faz miau depenado, cachorro sarnento e sem patas, velas pretas, vermelhas e lilases, todas acesas, muita cachaça e pinga, veio à tona em resposta aos embargos de declaração da defesa do repetindo, e sempre lembrando, o nosso “onesto” e “onrado” trabalhador Cuiz Inchaço Mula da Silva, nos autos e baixos do processo.

Vejam senhoras e senhores, o que diz a honorável sentença: "Tanto o produto do confisco criminal como o valor mínimo para a reparação dos danos são devidos à Petrobras". Palavras saídas aos trambolhões da caneta exasperada e colérica do brilhoso e insigne magistrado.

Gentil, Ventura e o Marxismo Cultural

Cristina Miranda

A nossa Constituição é clara. No “Artigo 37º” refere:

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.” Assim, não há qualquer dúvida que nenhum cidadão pode ser perseguido por emitir opiniãoMas se não pode, porque razão os marxistas que passam o tempo todo a aludir à Constituição para fazer valer seus ideais, perseguem ferozmente quem se lhes opõe, transgredindo-a?

Para entendermos o que se está a passar hoje temos de recuar a Karl Marx esse iluminado burguês inútil que viveu literalmente às custas da sua mulher aristocrata. Achava ele que tinha descoberto uma ciência que poria fim às classes sociais, o Marxismo. Que a sociedade naturalmente iria colidir entre proletariado e o capital. Só que deu um tiro gigantesco no pé. 

A dita teoria, com o passar do tempo não se confirmava e vai daí, ajusta-a dizendo que afinal, não despoletaria de forma natural, mas sim provocada, ou seja, era preciso instigar à rebelião. E é aqui que está o cerne desta questão. É que nem provocada deu os resultados pretendidos.

Com chacinas em massa, depois de experimentada a dita teoria ideológica no Mundo, TODOS os países que se viram prisioneiros do marxismo imposto, expulsaram o comunismo. Com tamanho fracasso mundial, as mentes perversas dessa ideologia logo encontraram outra forma de penetrar na sociedade revirando-a do avesso, provocando lutas de ódio entre grupos para voltar ao controlo ideológico –  O Marxismo Cultural –   que teve seu maior aliado no politicamente correto de asnos que governam o Mundo. O que comprova que a ignorância é de facto a arma mais poderosa do marxismo.

Em resultado, a normalidade passou a ser considerada anormal. Pior, quem se opõe achando que a anormalidade não é normal, passa a ser rotulado, perseguido, ameaçado e amordaçado.

Igualitarismo – vulgaridade

Leo Daniele


As maneiras vão se tornando mais igualitárias, o mobiliário vai se tornando mais igualitário, as pessoas vão se tornando mais igualitárias…

Mas, afinal o que quer dizer igualitário? É um bem ou um mal? Não é alguém com simplicidade e pobreza?

Igualitarismo! Por que falar dele em todo momento? A maioria das pessoas nem sabe exatamente do que se trata. São igualitárias e não o sabem.

Segundo as enciclopédias, é a teoria que sustenta a igualdade absoluta dos homens, ou a atitude daqueles que visam estabelecer a igualdade absoluta em matéria política, social e cívica.

Mas isso é um bem ou um mal? Santo Tomás de Aquino, Doutor máximo da Cristandade, esclarece que a desigualdade é um bem. Analisando as respostas que ele dá, veremos que não apenas afirma que Deus estabeleceu a desigualdade no universo para torná-lo mais perfeito, mas que quanto maior o número de desigualdades, maior a perfeição do universo ou de um determinado conjunto de coisas. É só pensar num jardim, ou buquê, com apenas um tipo de flor… E noutros com as flores mais diversas.

A desigualdade figura como um bem em si na criação. E esse bem em si, existindo também nas obras dos homens, é melhor do que não existir. A desigualdade em si mesma é uma perfeição.

Após ver o PSOL ser chamado de “afrescalhado” por Lula, Jean Wyllys arregou de forma vergonhosa

mrk

A vergonha do dia está na reação patética e frouxa do partido de Jean Wyllys diante de uma baita ridicularização lançada por Lula sobre eles.


Veja:


Claro que o PSOL chiou. Mas só um pouquinho. 

Já a resposta de Jean Wyllys foi patética, frouxa e condescendente:



Que vergonha. Que papelão.

Cadê aquele político brigão que chegou a cuspir em Jair Bolsonaro após ter sido chamado de “maricas”? Agora vemos ele arregar para Lula que os chamou de “afrescalhados”.

Isso mostra que o discurso do PSOL “contra a homofobia” é sempre seletivo.

Assim como as feministas do PT baixaram a cabeça quando foram chamadas de “mulheres de grelo duro” por Lula, Wyllys acaba de arregar.

Lamentável. Mas não surpreendente.
Título, Imagens e Texto: mrk, Ceticismo Político, 21-7-2017

"Encostou a arma na cabeça do meu namorado e atirou."

Rosangela Nunes

Ontem pela manhã, após tomarmos café, postei uma prece pedindo, entre outras coisas, proteção.
Começamos nosso dia, cada um cuidando de seus compromissos.
Eu fiquei em casa e meu namorado saiu para ir ao dentista fora da Ilha.

Pegou a ponte velha do Galeão [foto] e foi interceptado por dois carros, um deles uma Pajero de onde saltaram seis caras, armados com fuzis e pistolas, gritando e ameaçando os motoristas que foram parando.

Foto: Blog do Insulano

O carro dele era o primeiro.
Muito violentos, se espalharam.
Dois, um de cada lado do carro, mandaram, xingando aos berros, que ele abrisse os vidros e entregasse a carteira.

O do lado direito enfiou a mão no carro e pegou o celular.

Quando ele, que estava com as mãos erguidas, fez o movimento para pegar a carteira no bolso traseiro da calça, o que estava no lado esquerdo, encostou a arma na cabeça do meu namorado e atirou.

Por, estou certa, interferência divina, a arma travou.

Então, hoje estou aqui pra dizer que conheci um milagre e para agradecer emocionada, a providência do meu Pai bondoso.

Obrigada, meu Deus.

Quando você sentir vontade de fazer uma prece, pare e faça!
Pode ser o seu anjo da guarda precisando de reforço.
Texto: Rosangela Nunes, Facebook, 21-7-2017

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British Airways: novo vídeo de segurança. Excelente!


Rotina carioca: Pacientes são assaltados em fila de hospital no Centro

Segundo testemunhas, bandidos chegaram em um carro prata de luxo e roubaram celulares, bolsas, documentos e dinheiro das vítimas

O Dia

Sete pacientes do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Hospital Moncorvo Filho, na Rua Moncorvo Filho, no Centro, foram assaltados, às 5h desta quinta-feira, enquanto estavam na fila esperando para serem atendidos. Segundo testemunhas, o bando — três homens e uma mulher armados — chegou em um carro prata de luxo e roubou celulares, bolsas, documentos, dinheiro e vários outros pertences das vítimas.

Pacientes foram assaltados na fila do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia. Foto: Severino Silva/Agência O Dia

De acordo com as vítimas, eles levaram até uma mochila de uma adolescente de 12 anos. "Foi tudo muito rápido. Eles estavam muito agressivos e desceram do carro gritando 'passa, passa, passa'. É lamentável. Os bandidos não estão respeitando nem mais pacientes doentes nas filas", contou a cuidadora de idosos Fernanda Nogueira Dutra, de 32 anos. Ela é de Muriaé, Minas Gerais, e trata da diabetes no Moncorvo Filho há 12 anos.

Ela reclamou ainda das condições do hospital que, segundo ela, só abre às 6h. "Sempre foi assim: a gente tem que chegar aqui cedo para ser atendido primeiro e tem que ficar do lado de fora, mesmo quando está chovendo", disse ela, que teve os documentos roubados. Nervosa, Fernanda foi para a casa de uma amiga em São Cristóvão. De lá, ela contou que foram à 17ª DP (São Cristóvão) registrar o caso, mas não conseguiu.
Leia mais n’O Dia, 20-7-2017

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Especialista de importante instituto de pesquisa avalia a nota do ex-blog sobre eleição presidencial de 2018

Cesar Maia

1. Cesar Maia, li seu Blog hoje (ontem) e venho alertando a todos. Quando acordarem, Bolsonaro estará folgado na liderança (será o Corinthians). Para mim o favorito. Não é a classe rica e de direita que vota nele, mas o pobre também.

2. Lembro que o nosso eleitorado é demasiadamente CONSERVADOR, principalmente os POBRES.

3. A ideia de intervenção militar cresce a cada dia. A insistência de Temer permanecer no poder, não só ajuda ao PT, mas a aumentar a incredulidade da população com a classe política. A violência, drogas, insegurança crescendo assustadoramente em todos os cantos.
 
4. O que Bolsonaro representa? Lei e Ordem. Apoio à polícia, ao exército e a segurança pública e pessoal. Família e conservadorismo. Porrada nos bandidos. Ficha Limpa.
 
5. Se ele vier com um vice da classe evangélica ou com forte apoio dos evangélicos, aposto minhas fichas nele.

YYYY
Título e Texto: Cesar Maia, 20-7-2017

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Temer simplifica atendimento em serviços públicos por decreto, um duro golpe na máfia cartorial

Rodrigo Constantino


Passou meio batido na imprensa*, que anda mais preocupada com outras coisas. Mas o presidente Michel Temer deu nova “mitada”. Depois de acabar com o nefasto “imposto sindical”, colocando pressão para a aprovação da reforma trabalhista, ele decidiu, por decreto, simplificar bastante o atendimento dos usuários de serviços públicos, dando um duro golpe na máfia cartorial brasileira. Eis algumas mudanças importantes:

Art. 1º Os órgãos e as entidades do Poder Executivo federal observarão as seguintes diretrizes nas relações entre si e com os usuários dos serviços públicos:

I – presunção de boa-fé;

II – compartilhamento de informações, nos termos da lei;

III – atuação integrada e sistêmica na expedição de atestados, certidões e documentos comprobatórios de regularidade;

IV – racionalização de métodos e procedimentos de controle;

V – eliminação de formalidades e exigências cujo custo econômico ou social seja superior ao risco envolvido;

VI – aplicação de soluções tecnológicas que visem a simplificar processos e procedimentos de atendimento aos usuários dos serviços públicos e a propiciar melhores condições para o compartilhamento das informações;

Com base nessas diretrizes, as medidas concretas visam a reduzir a burocracia nesses atendimentos, que faz a festa dos cartórios nacionais, tornando a vida do brasileiro um inferno kafkiano. Na canetada corajosa, Temer basicamente impôs regras mais civilizadas, consideradas básicas em países de primeiro mundo, tais como:

A doce hipocrisia da BBC: feminismo igualitário só vale para os outros

Rodrigo Constantino



O leitor lembra da Carta Capital? É aquela revista do Mino Carta, que tinha Lula como uma espécie de editor informal e que agora está quase falindo, sem as verbas estatais, a ponto de a senadora petista Gleisi Hoffmann parar seu importante trabalho de convocar militância para pedir uma vaquinha e salvar a empresa companheira.

Pois bem: a CC, como todo veículo de esquerda, sempre adotou bandeiras “progressistas”, como as cotais raciais e o feminismo. Qual não foi minha surpresa, então, ao ver uma foto da equipe toda da revista reunida, e não ser capaz de encontrar um só negro, nem mesmo um mais escurinho ali? Nenhuma, claro. A hipocrisia é a marca registrada dessa gente, e nunca me surpreendo com ela.

Agora foi a vez da BBC londrina passar pelo mesmo sufoco. É o que dá alimentar monstrinho por tempo demais: ele um dia se volta contra você. O canal britânico é campeão de reportagens sobre as “desigualdades entre os sexos”, uma baboseira que vem seduzindo não só as feministas xiitas como até pessoas normalmente sensatas. O gap de salário é martelado até entrar na cabeça dessas pessoas e não deixar espaço para mais nada, muito menos para lógica ou fatos.

Há um hiato nos ganhos médios entre homens e mulheres? Sim! Há algum tipo de machismo de uma terrível sociedade patriarcal por trás disso? Não! Economistas sérios, como Thomas Sowell e Walter Williams, já mostraram o absurdo dessa acusação. É não entender nada de economia – ou, no caso, de biologia, ignorando que a mulher ainda é quem fica grávida em nossa espécie (por pouco tempo, se depender das feministas).

Se a diferença entre salários fosse mesmo por puro preconceito machista, então faria todo sentido do mundo o ganancioso empresário só contratar mulheres. Ele economizaria uns 30% do custo e arrasaria com a concorrência machista. Será que a esquerda está pronta para afirmar agora que empresários capitalistas não são ambiciosos e nem desejam maximizar seus lucros?

Parlamentarismo não é golpe nem panaceia: é apenas um avanço

Rodrigo Constantino

Tanto Helio Schwartsman como Bernardo Mello Franco tratam do tema parlamentarismo em suas colunas de hoje na Folha. Schwartsman é simpático ao modelo, mas rejeita a ideia de que se trate de uma panaceia, de um remédio que curaria todos os nossos males. Já Mello Franco usa um historiador para condenar a proposta parlamentarista como um “golpe da direita”, que teria medo de eleição direta.

É claro que tomo o partido de Schwarstman. Parlamentarismo não é golpe coisa alguma, menos ainda de direita. É simplesmente um modelo mais eficaz que pode evitar crises de governo comuns em regimes hiperpresidencialistas como o nosso. Mas óbvio que não é uma panaceia.

Como autor de um livro com esse nome, minha primeira ficção, sou o primeiro a defender a tese de que “soluções mágicas” simplesmente não existem. A mensagem do meu livro Panaceia, que conta a história de Atarax, a pequena nação vizinha de Castrix que foi acometida por um vírus terrível, o cole, e que convoca os líderes políticos para partir em busca da “cura”, é justamente a de que tal cura não há, apenas paliativos.

As frases que destaco como epígrafe deixam o recado bem claro:

“Os maiores e mais importantes problemas na vida são todos de certa forma insolúveis; eles não podem ser solucionados, mas apenas superados.” (Carl Jung) 

“Para cada problema complexo, há uma resposta clara, simples e errada.” (H.L. Mencken)

“Não sou jovem o suficiente para saber tudo.” (Oscar Wilde)

“Todo o problema com o mundo é que os tolos e fanáticos estão sempre tão certos de si mesmos, mas as pessoas mais sábias estão tão cheias de dúvidas.” (Bertrand Russell) 

“Nossa liberdade está ameaçada em muitos campos devido ao fato de que estamos muito dispostos a deixar a decisão para o especialista ou aceitar muito acriticamente sua opinião sobre um problema do qual ele conhece intimamente apenas um pequeno aspecto.” (Hayek)

“Muitos problemas não são resolvidos; eles são substituídos por outras preocupações.” (Thomas Sowell)

“Somos condenados a escolher, e cada escolha traz o risco de uma perda irreparável.” (Isaiah Berlin)

Ou seja, sou um cético e desconfio de todo aquele que, como o herói machadiano, aparece com um emplasto que vai resolver todos os nossos males. Mas daí a adotar o extremo oposto, a passividade de que, como nada resolve tudo, então nada adianta fazer, vai uma longa distância. O imobilismo não é a minha praia.

Devemos, portanto, evitar a “falácia do Nirvana”: comparar realidades imperfeitas com utopias. Apontar o que não funciona sem mostrar o que poderia funcionar melhor, ainda que não de forma perfeita, é muito fácil, mas em nada ajuda no avanço da sociedade e da democracia. É por isso que fecho com Helio nessa:

[Versos de través] Neve no Sul

Carlos Lira

Neve mais branca, tão grande, distendida pelo campo afora,
à minha porta ela fica, onde pôr os pés nesta hora?
Vejo através da janela, fria como sói, vejo um chapéu de chuva,
que no horizonte flutua, pose crua, a quem enfrenta a nevasca que cai...
Quando menos espero, mais ela se avoluma,
vejo fantasmagórica sombra quando me detenho,
não me contenho, pelo corpo me percorre um azedo frio,
assombrações me consomem de noite na estrada.
Um cão tardio ou vadio, nem bem sei,
bem próximo de mim passa, portando neve nas costas,
vai à caça ou onde a leva este faminto cão?
Odores vindos de longe, de lenha imagino, chama crepitante,
em algum abrigo ao relento, tendo o céu como teto,
e o vento que a chama atiça...

Em outro canto da cidade fria,
a neve cai. Uma mulher nua no quarto ao mau tempo desafia,
olhos pousados em ponto fixo, ainda jovem, quase menina,
cabelos soltos, um arfante respirar, escuta a tempestade lá fora, enquanto espera a hora chegar
ao amar um amor verdadeiro, por inteiro, esta menina amorosa,
primorosa na arte de amar, nem se preocupa se o amor for à luz do sol quente,
insistente menina, nem teme granizo ou neve que a domina...
Quando a noite chegar cedo e a neve as ruas cobrir,
sem nenhuma preocupação, condição única para esta bela amante,
é ficar o dia inteiro na cama pensando em dormir com o amor perfeito.

Lua na neve, a minha, a tua, a nossa lua lá no alto postada,
prateia matas e serras, aqui a vida muito em breve será jogada.
Enquanto tudo isso acontece, enquanto de frio o mundo padece,
eu parto com o ar, célere o calor vou buscar, com ele hei de ficar,
a minha neve branca dos ombros sacudo ao sol que foge,
desfaço minha carne em pardacenta espuma,
entrego-me à terra para crescer entre as ervas que amo,
se queres ver-me novamente, não precisas ir longe, sob teus pés estou.
Jamais saberás quem sou ou meu real significado,
apesar de que sempre sou e boa saúde serei para ti e para todos codificado,
filtrarei em suave enigma e comporei teu sangue
e se não conseguires descobrir-me, não desanimes:
O norte e o sul, o leste e oeste em algum destes pontos estarei,
sempre à tua espera meu nobre viajante permanecerei!

Depois desta longa caminhada, desta cruel provação,
através da neve atravessar, da tempestade e da chuva enfrentar,
saberás que ao sol alcançarás e tudo ficará bem,
afinal, a neve derretendo está e a aldeia cheia de crianças exulta,
esperanças de um final feliz!
Neve congelada, bonecos, são capazes de fazer quase qualquer um sorrir.
Carlos Lira, 20-7-2017 

Colunas anteriores:

Ao mostrar que cuspe de Jean Wyllys é muito mais grave que piada de Danilo Gentili, juíza deu aula sobre liberdade de expressão

mrk

Ontem à noite saiu a notícia que deu um sopro de esperança para os brasileiros que almejam a liberdade em um mundo civilizado: o TRF-1 indeferiu uma ação movida pela Câmara dos Deputados para que o comediante Danilo Gentili retirasse do ar um vídeo divertidíssimo no qual ele rasgava e esfregava no saco uma correspondência oficial enviada pela deputada federal Maria do Rosário (PT-RS).

A juíza federal substituta Luciana Raquel Tolentino de Moura disse que o vídeo não deveria ser retirado. Ela considera que as palavras e gestos de Danilo são “deselegantes”, mas não trazem “qualquer ofensa à autora”.

Esse é o momento definitivo: “Acredito que coisa bem pior, diria até mesmo mais vulgar, já foi dita — e transmitida ao vivo —, das tribunas do Congresso Nacional, chegando-se inclusive a tristes cenas de agressões pessoais (verbais e físicas), como aquela do cuspe por ocasião da votação do impeachment da presidente Dilma, dentre tantas outras cenas lamentáveis”, justifica a magistrada, lembrando o caso em que o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) cuspiu em Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

O detalhe é que o cuspe de Jean Wyllys não é apenas a emissão de uma opinião, mas um ato similar a um estupro, uma vez que é o lançamento de secreção sobre outra pessoa. Dar um cuspe em alguém é similar a ejacular sobre o outro. Logo, é tão grave quanto as formas mais brandas de estupro. Jean Wyllys deveria ter sido preso, mas não foi nem mesmo suspenso.

Já no caso de Danilo Gentili, ele não encostou um dedo sequer em Maria do Rosário. Não cuspiu e nem ejaculou em cima dela. Nem tem comparação, portanto, em termos de gravidade. O que merecia punição é o cuspe de Wyllys, não a piada divertidíssima de Gentili. Um Congresso que inocenta Wyllys por algo tão grave quanto ejacular em alguém não tem moral para reclamar da piada sensacional que Gentili fez em vídeo.

QUIZ: Retábulo de Isenheim

Existe um grande pintor alemão dos séculos XV e XVI sobre o qual quase nada sabemos. Conhecemos apenas obras singulares como Crucificação [imagem] ou Ressurreição, duas das cenas do Retábulo de Isenheim. De quem se trata?


A  – Matthias Grünewald
– Lucas Cranach, o Velho
C  – Hans Memling 
D  – Konrad Witz

Mais um diretor do BNDES decide deixar o banco

É a terceira baixa da gestão de Paulo Rabello de Castro
 
Foto: Pilar Olivares/Reuters 
Mais um diretor do BNDES decidiu deixar o banco. Ricardo Baldin, diretor de Controladoria da instituição, comunicou sua decisão ao presidente Paulo Rabello de Castro no início desta semana. É a terceira baixa em pouco mais de dez dias. Paulo Rabello assumiu a presidência do banco em 1º de junho. 


Paulo Rabello de Castro foi o Assessor Econômico da TGV - Trabalhadores do Grupo Varig

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Esquerda ou Direita, falso problema

Ingrid Riocreux

“O peso das palavras, o choque das fotos”: a célebre divisa de Paris Match deixa na sombra a fase crucial de produção de informações: a escolha das palavras. Veremos que para o Jornalista, trata-se essencialmente de retomar as palavras dos seus colegas, agindo assim ele não se renega (é o que nós chamamos de o entre si ideológico). Isso torna mais do que necessário questionar a utilização desta palavra ou esta palavra, quer dizer pré-escolhida.

Uma pesquisa publicada pela revista Marianne em 2002 apontou que 80% dos jornalistas votam à esquerda. (Ora, grande novidade!). Este número causou - e ainda causa muito falatório. Mas, per se, ele não tem nenhum interesse; tampouco a orientação política dos professores ou dos açougueiros. Todavia, se a opinião política do professor não influencia, teoricamente, os conhecimentos que ele transmite, e menos ainda a opinião do açougueiro sobre o gosto da carne que vende, o Jornalista que não está atento à maneira como o seu ponto de vista pode contaminar o seu vocabulário, oferece uma informação poluída, talvez até sem se aperceber. Efetivamente, é perturbador constatar a ingenuidade dele imaginando passar despercebido atrás do seu discurso.

Seu desconforto é percebido quando alguém o interrompe assinalando que tal palavra colocada na sua questão ou no lançamento de uma reportagem mostra a sua posição pessoal: “Ah?! Eu disse um ‘avanço’? Ah, euh, sim... Eu queria dizer um ‘avanço’ para os que defendem esta causa, claro”, balbucia Léa Salamé na iTélé.

Também na iTélé, na noite de 23 de setembro, anunciando os títulos da atualidade, Laurence Ferrari menciona “um grande passo em frente para as crianças nascidas de um casal de mulheres” e encadeia com “o alívio para os defensores da IVG1 na Espanha”: a cada vez que fala ela adota automaticamente o ponto de vista de um dos partidos presentes, mas ela acharia um absurdo, bizarro, proceder diferentemente.

A sua posição em favor do que chamam homoparentalidade a leva até a formular um absurdo biológico, com as “crianças nascidas de um casal de mulheres”. Mesmo os militantes LGBTQI mais aguerridos não imaginariam essa expressão! Temos aqui um exemplo típico da burrice do Jornalista quando ele quer sair muito bem!
Título e Texto: Ingrid Riocreux, in “La langue des médias – Destruction du langage et fabrication du consentement”, páginas 60 e 61.
Tradução:
JP

1 Interrupção Voluntária da Gravidez

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Bloco de Esquerda e PCP rejeitaram o voto de pesar pela morte do empresário Américo Amorim, que morreu a 13 de julho, aos 82 anos. Voto foi aprovado por PS, PSD, CDS e PAN. PEV absteve-se.

Miguel Santos Carrapatoso

Foto: José Coelho/Lusa

Apresentado pelo PSD e pelo CDS, o texto, que sublinha o investimento na indústria da cortiça, catapultando “Portugal para a liderança mundial”, destacava a capacidade de Américo Amorim de “ver mais longe”.

“Américo Amorim criou riqueza produtiva e, por via dela, acrescentou valor ao trabalho, empregando largos milhares de pessoas e nunca virando as costas ao tecido social da sua terra”, lê-se no texto aprovado.

O Parlamento acabaria por fazer um minuto de silêncio em homenagem a Américo Amorim, respeitado por todos os partidos, sem exceção.

O empresário Américo Amorim, que nos últimos anos surgiu na revista Forbes como o homem mais rico de Portugal, morreu a 13 de julho, aos 82 anos. Nascido em Mozelos, Santa Maria da Feira, em 21 de julho de 1934, Américo Ferreira de Amorim fundou com familiares a Corticeira Amorim e construiu um dos maiores impérios industriais do país.

Não veio das grandes famílias capitalistas do século XX e subiu a pulso no mundo dos negócios, graças a um killer instinct que todos lhe reconhecem, como contava aqui o Observador. 
Título e Texto: Miguel Santos Carrapatoso, Observador, 19-7-2017
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