domingo, 17 de fevereiro de 2019

[Daqui e Dali] Entregou-se à bebida, por vergonha

Humberto Pinho da Silva

Conheci-o, já lá vão muitos anos. Era ainda muito jovem, e raras vezes se encontrava sóbrio. Mal rompia o sol, bebia o bagacito, e chegava à noite, cambaleando, como boneco teimoso.


Trabalhava no escritório de fábrica. Emprego que mantinha, por caridade dos patrões, condoídos da sua triste situação.

Andava sempre a sorrir, mostrando os dentes amarelecidos pelo tabaco. Sorria, quiçá, para abafar a dor que trazia sempre no coração; mas, por dentro, chorava lágrimas de ingratidão e tristeza.

Certa ocasião, pelo Natal, encontrei-o – caso raro, – totalmente sóbrio. Apertou-me a mão generosamente, e a meio da conversa, revelou-me sua mágoa e a razão de se entregar à bebida:

Casara ainda adolescente com moça pobre, balconista de profissão, que vivia numa “ilha” da periferia.

Os pais, e os amigos, contrariaram-lhe o enlace… Mas a rapariga, tinha rostinho bonito, e charme que deveras cativava. Estava apaixonado!…

”Um homem, quando ama verdadeiramente, fica criança: só pensa no ser amado!” - Disse-me com sorriso forçado dançando nos lábios descorados.

Decorridos meses (cansada, talvez, de ser dona de casa,) confidenciou-lhe, que seria bom, para ambos, que ela continuasse os estudos.

Concordou. Matriculou-a num Centro de Explicações, com professores particulares. Conseguiu, em três anos, completar o Curso Geral dos Liceus. Para isso, teve que abandonar o emprego.

Jair Bolsonaro volta a mostrar o seu amor pelo FC Porto

Notícias Ao Minuto

E não é a primeira vez que o presidente do Brasil se veste com a camisola dos dragões.


Jair Bolsonaro foi eleito pelo povo brasileiro em outubro de 2018, assumindo a presidência da república em janeiro deste ano.

Durante a campanha eleitoral, Jair Bolsonaro já tinha aparecido com a camisola do FC Porto vestida e, este sábado, voltou a fazer célebre uma das imagens que se tornou viral em Portugal, numa publicação feita no seu Instagram, onde fez uma declaração sobre índios.

"Reintegrar os índios à sociedade levando até estes condições para que possam sentir-se brasileiros e não apenas serem tratados como massa de manobra e divisão do povo para contemplar planos de poder. Temos o povo mais miscigenado do mundo e somos todos iguais! Apoio federal: helicóptero vai reforçar atendimento médico em distrito indígena de Parintins (AM)", pode ler-se.
Confira os detalhes no link da BIO.
Título e Texto: Notícias Ao Minuto, 17-2-2019

Simplificações demolidoras

Péricles Capanema


Simplificar pode ser bom, em geral as sínteses são simplificações. Ocorrem, no rumo oposto, simplificações que deformam a realidade e, pior, são aríetes de demolição. Vou falar sobre o segundo tipo, no caso com gigantesca capacidade destrutiva e fôlego de gato.

Antes, entro rápido por um atalho. Nelson Rodrigues escreveu, havia sonhado com Deus, que lhe perguntou: “O que é que você fez na vida?”. Nada via de importante, até que, num estalo, encontrou: “Eu promovi, eu consagrei o óbvio”. E prosseguiu: “Aí está o grande feito de toda a minha vida. O óbvio vivia relegado a uma posição secundária ou nula. Arranquei-o da obscuridade, da insignificância”.

Volto ao tema. A simplificação demolidora de que vou tratar tem mais de século. No mundo, certamente é o mais forte motor do igualitarismo, mais no ponto, do socialismo. Contamina de alto a baixo a escala social. Tem mais veneno que a soma dos escritos de Marx, Engels, Lênin e toda a alcateia. O que demole? Corrói hábitos, debilita ou modifica convicções; em resumo, mina barreiras antissocialistas. Por aí se vê, precisa ser (ela mesma) demolida. Tarefa difícil; o mantra, qual fênix de maldição, renasce sempre e no seu voo despeja estragos sem fim, especialmente sobre os mais pobres.

Aqui está o mantra: “O esquerdista (ou o socialista), homem sensível, tem pena dos pobres. O coração é bom, mesmo que erre muito”. Em sentido contrário, o direitista, sujeito egoísta, não tem dó dos pobres. Pode até acertar, mas o coração permanece duro. Com quem fica a maioria do povo? Via de regra, a propensão é por quem tem compaixão pelos pobres. Só o abandona quando ele provoca desastres que mexem fundo no bolso, rouba demais ou esbofeteia costumes muito arraigados. A batalha, antes do primeiro tiro, já fica meio perdida. Simplifiquei, mas não está descrita em linhas gerais a luta política em muitos países?

Poucos dias atrás, ao “Financial Times”, o mais prestigioso órgão do capitalismo britânico, pontificou Paulo Guedes, o superministro da Economia: “Pessoas de esquerda têm miolo mole e bom coração. Pessoas de direita têm a cabeça mais dura e coração não tão bom”.

[As danações de Carina] O obscuro do desamor lambeu meu rosto

Carina Bratt


Às vezes lhe procuro nos meus devaneios exaurida às lembranças que ficaram. Busco seu rosto, seus olhos, sua boca, seus beijos, suas mãos macias e quentes. Mas qual o quê! Um vazio enormemente grande e profundo paira sobre tudo.

Um buraco de elevada dimensão, pinta ao acaso, abrupta em derredor do meu caminho. Surge do perrel como uma cilada anunciada. Certamente para que eu tropece e caia. Atenta, todavia, contorno. Dou a volta por cima sacudindo a poeira.

Você, meu homem, meu macho, é chuva de granizo vinda do céu. Um enigma quebra-cabeçado que não consigo decifrar. Um jogo vicioso de mecanismos difíceis, onde ao menor descuido, me curvo vencida, enfadada, partida em mil pedaços. Cacos que a depois não se colam com remédios caseiros, tampouco por mãos de médicos especialistas em almas partidas.

Às vezes lhe procuro nos meus sonhos bobos entremeados por uma letargia atribulada. Desesperada, me viro na cama, me debato me contorço em mil piruetas esmagando o lençol. Abraço o travesseiro. Insensível e altruísta ele não responde aos meus assomos e rompantes.

Ousada, afoita e incitada, a epiderme excitada em labaredas, me viro para lá, me debato para cá. Deslizo as mãos em busca de sua presença ao lado, exatamente onde a parte da alcova deveria estar preenchida por seu corpo nu. Encontro apenas um espaço pelado e despido que também sente a falta do seu mormaço.

Ao pranto descompassado do nariz fungando, o peito arfante, cega das pernas e manca dos olhos, como uma erradia desajuizada me assemelho a um desses tocos de enxurrada guindados de alguma margem ribeirinha descendo rio enorme em direção a um destino incerto.

De repente, dou de cara com espelhos d’água girando em redemoinhos inimagináveis. Meu semblante pálido e isento da robustez que me encanta a visão enroscada num branco sem vida surge deles. Emerge meu desatino feroz em fatias pequenas como se fragmentado e, ao mesmo tempo, multiplicado por mil.

Um medo mórbido, tétrico e horripilante me apavora e toma conta do meu corpo. Inteira, me inflamo desprevenida do essencial e me vejo, e não só me vejo, me sinto prisioneira de uma dimensão que desconheço as suas coordenadas de latitude.

Às vezes lhe procuro nos meus medos. Agora os tenho porquanto somente sombras difusas se disseminam e me cercam por todos os ângulos. Escuto um grito lancinante, pungente, aflitivo, consternado e martirizante.

[Pensando alto] Deus existe?

Se Deus não existe, tudo é permitido.
Dostoiévski

Pedro Frederico Caldas

Meus caros amigos,

Eis a grande inquietação do homem: Deus existe? Se Ele existe, temos balizas; se não existe, tudo é permitido. Os ateus não concordam, acham que a ética prescinde de Sua existência, mas, mesmo entre essa casta de homens oniscientes, há os mais cautos que intuem que um tribunal divino age como a palmada que coloca a criança nos trilhos.

Antes, temos que estabelecer de que Deus estamos falando, qual a traça fundamental do seu caráter.
               
Dito isso, não quero aqui falar do Deus mosaico, daquele que entrega as tábuas da lei a Moisés, o Deus legislador que edita, dentre outras normas, o “não roubaras”. Não, não quero limitar a ação de Deus a algo tão pedestre, tão humano, de função tão assemelhada à dos nossos legisladores que, com a mão direita, redigem o dispositivo do Código Penal “não roubaras” e, com a esquerda, acrescentam mais um verbo ao vernáculo, o verbo petrolar, da categoria transitivo indireto, cujo significado reside em “passar a mão, de forma sub-reptícia e indireta, no dinheiro da Petrobrás”, e, quando adjetivado, tem seu superlativo em Petrolão. Não, não é desse Deus legislador de que se trata.
               
Também não é o Deus de Abraão, aquela figura taciturna do Velho Testamento, a Torá judaica, a emitir sentenças de morte, a destruir cidades, transformar gente em estátua de sal, ungir um rei que manda o amigo para a linha de frente do campo de batalha para passar a mão em sua mulher; ou, o Deus bondoso que manda o Filho nos libertar de nossas misérias e que, no curso dessa missão, como um Mandrake divino, promove a multiplicação de pães e peixes para o povo faminto; ou, para uma casta seleta, dentre os quais faço questão de estar, esnobe e talentosamente transforma a água em vinho, feito que se erige em meu milagre predileto.  Não, esse é um Deus muito humano, que passa dos maus bofes à bondade.
               
Nem o Deus espiritual, aquele que encarna a verdade e a bondade, aquele Deus, ungido em Jesus, que nos salvará, que nos abrirá as portas de uma outra existência eterna, onde os bons, os eleitos, estarão apascentados eternamente num Éden, o Deus que, nos dando a perspectiva de outra vida, nos livra da tanatofobia, nos livra dos psiquiatras, dos psicanalistas e da depressão senil; Deus que nos sabe humanos e fracos e, por isso mesmo, sempre pronto a perdoar nossos pecados, desde que tocados por pio e vero arrependimento; Deus de minha comadre Waldir,  que a ela empresta aquele ar bondoso, gentil e seguro, aquela altivez moral suavizada por um   sorriso budista, a contemplar, dos seus quase cem anos de serena existência, os céticos com a amorosa compreensão da líder espírita que é, fundada na certeza de que as ovelhas, temporariamente desgarradas, um dia volverão ao bom aprisco. Esse Deus pode ser bastante, mas ainda não é dele de que se trata.

Charada (757)

Uma mulher entrou
numa ourivesaria da
Rua Augusta, pegou num
dos relógios de ouro que estavam
na montra e fugiu rapidamente.
Quando a polícia chegou à loja, a gerente,
dois funcionários e um cliente tentaram
descrever a gatuna. A gerente disse que
a mulher era loura, usava um vestido branco,
tinha óculos e levava uma mala grande.
A balconista afirmou que a mulher era morena
(cabelo castanho), usava um vestido bege, tinha
óculos e levava uma mala grande.
O contabilista contrapôs dizendo que ela
era ruiva, usava um vestido cor-de-rosa,
tinha óculos e levava uma mala pequena.
O cliente disse que ela era loura, usava
um vestido lilás, não tinha óculos e levava
uma mala grande.
Considerando que cada uma
das quatro testemunhas apenas
descreveu um dos pormenores corretamente,
qual era a verdadeira figura da mulher
que roubou o relógio?

sábado, 16 de fevereiro de 2019

As direitas a que Portugal tem direito

Alberto Gonçalves

Visto que em Portugal a direita se define por ser tudo aquilo de que a esquerda não gosta, eu defino-me por não gostar de tudo aquilo o que a esquerda é. Quanto à direita, tem dias. E tem direitas.

Em centenas de crónicas, milhares de conversas e milhões de pensamentos (é verdade, penso imenso), julgo que nunca por uma vez me afirmei de direita. Sobretudo porque não sei bem o que a direita é. Definir a esquerda é fácil: vai da moderada, que saqueia os cidadãos para financiar clientelas, destrói quem resistir ao saque e no médio prazo arrasa a economia, à radical, que saqueia os cidadãos para financiar clientelas, destrói quem discordar do saque e no curto prazo arrasa a economia. Para compor o ramalhete, a esquerda acrescenta umas palavras meiguinhas, simpáticas e falsas como Judas.

A direita é uma confusão. Há a direita que se confunde com a esquerda moderada. Há a direita que se confunde com a esquerda radical. Há a direita que combate ambas pelos melhores motivos. Há a direita que combate ambas por motivos duvidosos. Há a direita que só é direita porque se diz direita. Há a direita que só é direita porque a dizem direita. Há a direita que teima não ser direita. Há a direita liberal-conservadora. Há a direita conservadora que não é liberal. Há a direita liberal que não é conservadora. Há direita nacionalista. Há a direita “europeísta”. Há a direita “mundialista”. Há a direita autoritária. Há a direita moderna. Há, em suma, balbúrdia bastante para que unicamente os esquizofrénicos se sintam, assim sem mais, de direita.

A situação é global. Em Portugal, é fatalmente pior. O problema começou quando, durante as primeiras quatro décadas de democracia, a direita esteve representada por dois singelos partidos, nenhum, por acaso, assumidamente de direita. Isso não impedia – de facto obrigava – que recolhessem os votos das pessoas que se assumiam de direita, fosse de que direita fosse. E o problema não se resolveu agora, quando cada parcela da direita aparentemente decidiu arranjar o seu próprio partido, numa explosão de representatividade que urge explicar a benefício do eleitor distraído. Por azar, para explicar um fenómeno (ou meia dúzia deles) é aconselhável compreendê-lo antes. E eu não compreendi grande coisa.

O PNR. É certo que o PNR já existe há tempos. Dado que praticamente ninguém reparou, é o mesmo do que ter nascido ontem. Do pouco que sei, o PNR aprecia a pátria, “Os Lusíadas”, um Salazar por esquina ou rotunda, a ordem, a disciplina, a regulação da economia e, corrijam-me se estiver enganado, uma pureza racial (ou as “diferenças entre raças”) cujos fundamentos me escapam. Não sei se o PNR aprecia “skinheads”. Suponho, corrijam-me de novo, que os “skinheads” apreciam o PNR. Avaliação: para saudosistas do progresso experimentado por volta de 1942.

Aliança. A mais recente birra, perdão, projecto de Santana Lopes. Pretende ser a alternativa ao PSD para quem julga, com abundante razão, que o PSD do dr. Rio é uma sucursal, em pousio, do PS. Leio, a título informativo, que o “Aliança é um partido com causas muito próprias que não se confundem com as de outros”. O engraçado é que não distingui nenhuma. O Aliança afirma-se “patriótico” e – fazia falta – de “centro”. Não satisfeito, defende “os princípios, os valores e os costumes que integram a identidade nacional e a sua história multissecular”. Detecto aqui um eventual remoque ao avanço dos delírios do “politicamente correcto”. Não detecto que espécie de “princípios, valores e costumes” da nossa “identidade” devemos preservar com tamanho afinco. Avaliação: o João Gonçalves, das pessoas mais lúcidas que conheço, meteu-se nisto, logo é capaz de haver algum mérito menos óbvio.

Líder de partido português declara: “Jean Wyllys, não és bem-vindo a Portugal”

Anderson C. Sandes

O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra promoverá uma conferência no dia 26 de fevereiro com a presença do ex-deputado Jean Wyllys — aquele cujas principais conquistas foram: cuspiu no atual presidente, falou um monte de coisas que a população abomina e fugiu por covardia para a Espanha. 

A palestra tem como título enfadonho: “Discursos de ódio e fake news da extrema-direita e seus impactos nos modos de vida de minorias sexuais, étnicas e religiosos — o caso do Brasil“. 

O presidente do Partido Nacional Renovador [foto], em Portugal, não gostou muito do fato de Jean Wyllys ir palestrar em seu país: 


“Esse ‘cafajeste’ de extrema-Esquerda que abandonou o Brasil com a mentira de que estava a ser perseguido, vem agora debitar puro lixo em Coimbra? O PNR lá estará a marcar ‘presença’! Volte para o Brasil e promova lixo, mas na cadeia, lugar onde deveria estar.” Declarou José Pinto-Coelho, em sua conta no Twitter.

E continuou: Jean Wyllys, não és bem-vindo a Portugal e o PNR irá dizer-te isso pessoalmente! No dia 26 em Coimbra e no dia 27 em Lisboa!”

Pelo visto os portugueses terão uma boa novela para assistir no dia 26.


Título, Imagem e Texto: Anderson C. Sandes, Conexão Política, 16-2-2019

Necessidade do bem

Nelson Teixeira

É preciso sentir a necessidade do bem de todos para que saibamos desejar com acerto; desejar com acerto para pensar honestamente; pensar honestamente para falar aproveitando; falar aproveitando para estudar com clareza; estudar com clareza para aprender com entendimento; aprender com entendimento para conhecer discernindo; conhecer discernindo para ensinar com bondade; ensinar com bondade para analisar com justiça e analisar com justiça para trabalhar em louvor do bem, porque, em verdade, todos somos diariamente constrangidos à ação e pelo que fazemos é que cada um de nós decide quanto ao próprio destino, criando para si mesmo a inquietante descida à treva ou a sublime ascensão à luz.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 16-2-2019

Charada (756)

O Zé do Monte e o Tó das Lãs
têm muitas ovelhas.
Se o Zé do Monte tivesse
128 ovelhas, teria 16 ovelhas
a mais do que tem.
Então,
quantas ovelhas tem o Tó das Lãs
se o número de ovelhas do Zé do Monte
excede em 40 o número
das ovelhas do Tó das Lãs?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Horário de verão termina neste domingo; relógio deverá ser atrasado...


Pedro Graminha

Termina neste domingo (17) o horário brasileiro de verão. Implementado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, a medida afeta os moradores de dez estados e do Distrito Federal, que terão de atrasar seus relógios em uma hora.

Ou seja, à 0h do domingo, os relógios devem voltar para as 23h. O sábado terá, portanto, uma hora a mais.
Texto: Pedro Graminha, UOL – São Paulo, 15-2-2019

Charada (755)

Durante as suas brincadeiras,
as crianças da família Santos
atiravam uma pequena caixa
para o chão da sala e, depois,
saltavam por cima dela.
Quando foi a vez de Tomás,
ele atirou a caixa para o chão,
mas NÃO conseguiu saltar
por cima dela.
Por que motivo
isso aconteceu?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Kim Kataguiri, garoto descendente de imigrantes - que vieram para amar o Brasil - "responde" à excitada Gleisi Hoffmann

Deputada federal pelo estado do Paraná, a ex-senadora petista Gleisi Hoffmann usou a tribuna da Câmara dos Deputados para acusar a direita de ser "pornográfica e despreparada".

Hipócrita, a petista chegou a dizer que a Direita não tem condições de oferecer o que o país precisa. Foi rebatida magistralmente por Kim Kataguiri.

É impressionante como Gleisi se apresenta com tamanha desfaçatez, como se já não soubéssemos do histórico de crimes de seu partido - inclusive daqueles que tem a petista como protagonista.

Ao menos ela não poderá mais pregar suas mentiras sem ser rebatida a altura.

Veja o vídeo:


Texto: O Reacionário, 14-2-2019

[Pernoitar, comer e beber fora] A misteriosa ginjinha de 2009

Um dia destes ou num destes dias, ao pegar um vinho do Porto no bar doméstico a revi. Estava lá há muito tempo, tinha uma etiquetinha com a anotação manuscrita: 2009. Não sei quem me deu, desconfio que tenha vindo da casa dos meus pais. Se veio de lá, a ginjinha terá sido produzida em terras dos primos, em Carrazeda de Ansiães, lá em Trás-os-Montes.

Pois bem, resolvi inaugurar a garrafa e provar o seu conteúdo.


A frutinha está boa.


Já quanto ao líquido: muito doce, licoroso. Julgo que lhe falta uma maturação com mais aguardente, de modo a liquidificá-la e desadoçá-la.

Vou providenciar duas garrafas com boas tampas/rolhas e fazer essa alquimia. Daqui a um ano cá voltarei para vos contar o resultado.

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Gilets Jaunes : l’obsession irrationnelle de l’extrême-droite – Journal du jeudi 14 février 2019


Gilets Jaunes : l’obsession irrationnelle de l’extrême-droite
Alors que l’exécutif s’empêtre dans la crise des Gilets Jaunes, une commission d’enquête a été ouverte sur la lutte contre les groupuscules d’extrême-droite. Une obsession qui permet d’éviter les réponses politiques au mouvement social et de faire l’impasse sur l’essentiel des violences commises par l’extrême-gauche.

Gilets jaunes : l’impossible transformation électorale ?
Ingrid Levavasseur, tête de liste Gilets Jaunes abandonne le Ralliement d’Initiative Citoyenne… si elle n’abandonne pas l’idée d’une candidature aux européenne, sa défection illustre les limites d’une hypothétique transformation électorale du mouvement.

Conseil Constitutionnel : un renouvellement très politique
Stupeur à Bordeaux, Alain Juppé a décidé de quitter son fauteuil de maire pour rejoindre le Conseil Constitutionnel sur proposition du président de l’Assemblée, Richard Ferrand. Une manoeuvre très politique en vue des élections européennes.

L’actualité en bref

[Aparecido rasga o verbo] De pedras a vidraça

Aparecido Raimundo de Souza

Haverá de chegar o tempo em que o Homem Honesto terá vergonha de ser honesto”.
Rui Barbosa.

O BRAZZZZIL É UM PAÍS que não respeita seu povo, sua gente, sua sociedade de esfomeados. Igualmente de bundas moles, de palhaços e imbecis. Aliás, bundas moles e palhaços é o que mais temos. De imbecis, então. Eles (os estúpidos) surgem como larvas, vindos de todos os quadrantes da “fuderação”. O brazzzzil não tem passado, não tem presente, não tem futuro. Nunca terá. Não importa o governo (ou o presidente que entre).

As ladroeiras, as sacanagens, as putarias, continuarão comendo soltas. Livres e leves. Estamos diante de uma anomalia bonita, simpática, de cara nova (como tantas outras conhecidas) que se firmou e promete ficar por tempo indeterminado. Por aqui tudo chega e se abanca por tempo indeterminado.

Não temos homens no foder (perdão, no poder), com aquilo roxo. O único que diziam ter os colhões dentro dos padrões fez muito por nós, verdade seja dita. Operou milagres, mais até que o Joãozinho de Deus na chopiscosa Abadiânia. Acaso os amigos se lembram desta figura? Esqueceram? Que barbaridade! Vamos lá. O cara a quem nos referimos sequestrou o dinheiro da população. Deixou a sociedade a ver estrelinhas coloridas em pleno meio dia de um sol escaldante de mais de quarenta graus. Levou a falência milhões de trabalhadores, pequenos empresários e poupadores. Principalmente os poupadores.

Para alegrar suas farrinhas, o bandido comprou droga até dizer chega e fez da Casa da Dinda um palácio igual ao dos tempos em que a Branca de Neve era virgem dos dedos dos pés e ainda não havia dado os baixos fudetórios para os Sete Anões. Esta infâmia (o do saco roxo) continua às nossas expensas. E cuidados. Hoje, o abençoado é senador.

Como tal, ganha os tubos para não fazer porra nenhuma. Indevidamente virou réu por corrupção e lavagem de dinheiro em face de ter recebido a ínfima quantia (a bagatela quase merreca) de 30 milhões de reais da BR Distribuidora. Um “omem” deste quilate (e um que morde), não pode ir para a cadeia. Cadeia foi feita para bandoleiros.

Sem contar, norte igual, que este mal incurável segue tendo foro privilegiado. Regalias. Segurança particular, carro e combustível por nossa conta. É senador. Senadorzinho amigos. Como tal, passa os dias sentado (trabalhando feito escravo com outros ratos de esgoto na conhecidíssima casa que a maioria dos babacas insistem em chamar de “Sercado”). Desculpem, Senado. A nossa justisssa como é “céria”, rápida e ágil, como uma tartaruga perneta, deve estar se preparando para a chegada da esperadíssima “Caixinha de natal”. Com Papai Noel descendo pela chaminé e um baita saco nas costas. Saco não. Mala.

[Versos de través] O barquinho de Ricardo Boechat

Haroldo P. Barboza


O próprio microfone sente
Que agora falta uma voz
Carregando claras palavras
Aplaudidas por todos nós.

Homenagear não é calarmos
Mas sim, com amor lutarmos
Vamos todos tocar o barco
Até onde BOECHAT fincou o marco.
Título e Texto: Haroldo P. Barboza, 14-2-2019

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Briga é só briga, desde que o outro lado não seja gay, daí é homofobia


Calúnia e maledicência

Nelson Teixeira

“O melhor processo de extinguir a calúnia e a maledicência é confiar nosso próprio verbo à desculpa e à bondade.

O recurso mais eficiente contra a preguiça é o nosso exemplo firme no trabalho constante.

O meio mais seguro de reajustar aqueles que desajudam ao próximo é ajudar incessantemente.

O remédio contra a maldição é a bênção.

Os antídotos para o veneno da injúria são a paz do silêncio e o socorro da prece.”
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 14-02-2019

Charada (754)

Cada um dos seguintes grupos reúne
animais com uma particularidade comum.
Porém, no primeiro grupo está um animal
que pertence ao segundo e no segundo está
um animal que pertence ao primeiro.

Pantera
Águia
Foca
Gato
Hiena
Gazela
Gorila
Coelho
Ovelha
Girafa
Elefante
Lobo
Galinha
Camelo


Indique a particularidade comum
de cada grupo e quais são os dois animais
que estão trocados.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A EuroNews entrevistou Maduro: o problema da Venezuela é Donald Trump

Anelise Borges



Um país à beira do colapso. A Venezuela atravessa um período conturbado em termos políticos, econômicos e sociais. O caos tem saído às ruas com frequência e aquele que foi um dos países mais prósperos da América Latina está agora em queda livre.

Para muitos, o problema está no topo. Nicolás Maduro chegou ao poder em 2013 para dar continuidade à revolução bolivariana de Hugo Chávez. A sua autoridade foi colocada em causa após as eleições do ano passado, que lhe garantiram um segundo mandato entre acusações de irregularidades e uma abstenção superior a 50%. Em janeiro, entrou em cena Juan Guaidó.

O presidente da Assembleia Nacional socorreu-se da constituição para se autoproclamar presidente interino com a promessa de eleições livres. O apoio dos Estados Unidos foi imediato, o exemplo foi seguido por vários países da América Latina e da União Europeia.

A euronews viajou até à Venezuela para tentar perceber o que vai acontecer. No Palácio de Miraflores entrevistou Nicolás Maduro que assumiu algumas culpas, mas também distribuiu mais pelos Estados Unidos e pela Europa.



Euronews: Hoje, o seu país está numa encruzilhada, um país com dois presidentes. O que está exactamente a acontecer na Venezuela?
Nicolás Maduro: Não é possível ter dois presidentes num país. Na Venezuela, há apenas um presidente constitucional, eleito pelo voto popular, de acordo com as instituições políticas da Venezuela. Esse presidente, é este humilde servo, Nicolás Maduro Moros. Há um golpe a decorrer; mas já falhou; nós neutralizamo-lo. Isto foi promovido pelo governo dos Estados Unidos dentro da Venezuela. Os Estados Unidos usaram todo o seu poder político, diplomático e econômico para tentar instalar um governo fantoche na Venezuela. Algo sem precedentes na nossa história.

[Versos de través] Motivo

Cecília Meireles

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Título e Texto: Cecília Meireles

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Editora Abril pode falir


O Antagonista

Raquel Landim informa que os maiores credores da empresa – Itaú, Bradesco e Santander – “consideraram ruins as três propostas apresentadas por investidores para adquirir a dívida financeira do grupo (…).

Se não houver acordo entre os bancos e os interessados na compra da dívida, o plano de recuperação pode ser simplesmente rejeitado, e a falência da Abril, decretada”.
Título, Imagem e Texto: O Antagonista, 13-2-2019

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