quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Aquecimento global: uma farsa?

Luiz Carlos Molion

Em defesa do hashtag bolsonarista

o antagonista

As mensagens no Twitter de Jair Bolsonaro, segundo o Estadão, representam “o perigo da democracia direta”.


Leia um trecho do editorial:

“O presidente eleito anunciou ‘um novo tempo’, em que ‘o poder popular não precisa mais de intermediação’ (…).

Parece claro que Bolsonaro quis se referir ao fato de que hoje, graças às redes sociais, é possível aos eleitores interagir com os políticos – e exercer pressão sobre eles – de forma direta. Mas também parece claro que Bolsonaro está flertando perigosamente com a ideia de democracia direta, em que se dispensam as instituições características do sistema representativo, sobretudo o Congresso. Na visão bolsonarista, o ‘poder popular’ pode se confundir com a gritaria do submundo da internet, ambiente onde proliferam notícias falsas e mentiras de toda sorte e onde o diálogo é simplesmente inexistente. Ali, tem poder quem grita em letras maiúsculas.

Bolsonaro reitera, assim, seu repúdio à política tradicional – embora ele mesmo seja um parlamentar com quase três décadas de Câmara. Deixa claro, antes mesmo de tomar posse, que considera muito mais democrático o burburinho anônimo e irresponsável das redes sociais do que a discussão formal da política e da administração no Congresso. Subjacente a seu discurso está a noção de que nenhum político eleito pelos meios tradicionais representa de fato os anseios populares e que só a mobilização de ruidosa militância, tal como aconteceu nas últimas eleições, é entendida como manifestação da vontade dos cidadãos, à qual todos devem se submeter.”

As redes sociais são uma ferramenta de propaganda gratuita – bem melhor do que a propaganda paga nos jornais.

Além disso, elas submetem os governantes a um escrutínio permanente, inclusive o próprio Jair Bolsonaro.

Os eleitores – e os leitores – querem representantes que realmente os representem, e as redes sociais permitem que esse controle seja feito em tempo real.
Título, Imagem e Texto: o antagonista, 12-12-2018

[Ferreti Ferrado suspeita...] Parto sem ver o parto

Haroldo P. Barboza


Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 12-12-2018

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Lápis azul

Helena Matos



Um tiroteio eclodiu num mercado de Natal na cidade francesa de Estrasburgo e fez pelo menos quatro mortos e 11 feridos, alguns com gravidade, segundo informações confirmadas pela agência Reuters junto das autoridades francesas. O tiroteio eclode e faz mortos. Quem mata é o tiroteio não o homem que segura a arma.

O ataque só tem um autor, que já foi identificado pelas autoridades, mas que continua em fuga. O Parlamento Europeu foi fechado e os funcionários permanecem no interior
Expresso. Os dados sobre este tipo de autores demoram muito a ser publicados.

(…) O suspeito foi identificado, mas continua em fuga. Também segundo o “Le Fígaro”, o nome do homem contava da “Lista S”, que identifica pessoas consideradas em risco de radicalização ou já com ligações provadas ao terrorismo. Esta manhã, a polícia teria tentado encontrar este mesmo homem para o prender por um alegado homícidio mas não o encontrou em casa.  Mas será ao terrorismo maoísta? Fascista? Um amigo dos animais furioso com a exploração das renas? 

O ataque ocorreu numa zona movimentada, onde se realiza todos os anos o principal mercado de Natal da cidadeE o facto de o atentado ter acontecido num mercado de Natal não leva a que se acrescente que estes têm sido alvo do terrorismo islâmico? 

Senado aprova aumento de pena para o crime de maus-tratos a animais

A relatora, senadora Simone Tebet (MDB-MS), se manifestou pela aprovação do projeto do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Agência Senado

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (11) a ampliação da pena para o crime de maus-tratos a animais (PLS 470/2018). Hoje, a pena prevista é de 3 meses a um ano de detenção, além de multa. Com o projeto, a pena agora será de 1 a 4 anos de detenção, com a possibilidade de multa mantida. O texto também estabelece punição financeira para estabelecimentos comerciais que concorrerem para o crime e segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.

A sugestão de pena mais rigorosa foi apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) na semana passada e teve como motivação o caso de um cachorro espancado e morto em uma unidade da rede de supermercados Carrefour, em Osasco (SP). O projeto tramitou em caráter de urgência. Por isso, a senadora Simone Tebet (PMDB-MS) apresentou parecer favorável, em Plenário, pelas Comissões de Meio Ambiente (CMA) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Debate
A aprovação do projeto, no entanto, não foi sem polêmica. O senador Otto Alencar (PSD-BA) disse não se colocar “contra o projeto”, mas questionou a multa aos estabelecimentos. Para o senador, a multa deveria ser direcionada somente à pessoa física que cometer o crime. Ele também sugeriu a previsão, no projeto, da possibilidade de defesa contra possíveis ataques de animais.

O senador Guaracy Silveira (DC-TO) também criticou o texto, pedindo “mais sensatez” aos colegas. Já o senador Telmário Mota (PTB-RR) apresentou um voto em separado, contrário a algumas questões do projeto, argumentando que a medida vai “acabar com a vaquejada”. Ele criticou, por exemplo, o tempo da pena — que ele considerou exagerada. Telmário ainda reclamou da rápida tramitação e lamentou o que chamou de preconceito e hipocrisia dos movimentos que defendem os animais.

— Um povo sem cultura é um povo sem história. Esse país está afundado por causa desses ambientalistas. Vamos priorizar todas as vidas, mas principalmente as vidas humanas — afirmou.

[A coluna do Almir] Amarga a colheita do trabalhador no fim da jornada


Almir Papalardo

O trabalhador brasileiro ao término da sua adolescência, a maioria já tendo definido a sua formação escolar, ingressa no mercado de trabalho com mil sonhos na cabeça, almejando garantir o seu futuro.

Fica feliz e realizado por já estar empregado, sempre em busca do seu sucesso profissional que lhe garantirá uma excelente e prazerosa qualidade de vida.

Então, já estabilizado economicamente, escolhe uma companheira para juntos constituírem uma família. É um período maravilhoso da vida, casal e filhos gozando saúde e tranquilos quanto à segurança e ao bem-estar familiar.

Nem desconfia o iludido trabalhador que essa fase prodigiosa da vida que o Pai Supremo nos permite, será corrompido por débeis governantes acomodados, que equivocadamente direcionam os rumos do trabalho no Brasil.

Fica então reservado para este cidadão, outrora feliz, um final de vida desastroso porque não é mais protegido e, somente, visto como um trabalhador que não dá mais lucro ao governo, obrigado a sustentá-lo sem nada receber em troca.

Começa aí o perverso preconceito e injuriosa discriminação contra os velhos de cabelos brancos. Tudo o que ele construiu na vida laboriosa será desmantelado. Afinal, não mais contribui, um peso morto mesmo, merecendo ser descartado em detrimento dos outros trabalhadores em plena atividade (?).

Executivos otimistas com Bolsonaro querem gerar um milhão de empregos

Campanha foi lançada pelo Movimento Brasil 200, criado por Flávio Rocha [foto], da Riachuelo. Luciano Hang, da Havan, também participa


Em uma iniciativa inédita, um grupo de empresários brasileiros lança na próxima segunda-feira uma campanha de mobilização para gerar pelo menos 1 milhão de vagas formais no primeiro mês de 2019. Chamado de “Empregue +1 – Empresários unidos a favor do emprego”, o movimento sugere que cada empresa, das micro às grandes companhias, abra pelo menos uma vaga.

Gabriel Kanner, presidente do Movimento Brasil 200, entidade que lidera o programa, diz que há 22 milhões de CNPJs no País e, “se tivermos adesão de 5% deles, serão 1 milhão de vagas”. Segundo ele, a ideia “é ter um impacto grande na geração de empregos já no começo do ano”, coincidindo assim com o início do governo de Jair Bolsonaro.

“A intenção é canalizar o momento de otimismo no Brasil, com empresários retomando investimentos, somando tudo isso em uma campanha de mobilização”, explica Kanner. “Queremos replicar isso para cada empresa, da grande à pequena, para que abra pelo menos um vaga, o que certamente terá um grande impacto na economia logo de cara.”

A iniciativa tem apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde ocorrerá o lançamento da campanha no dia 17. Devem participar cerca de 250 empresários dos setores da indústria, comércio, serviços e agronegócio de todo o País.

O Movimento Brasil 200 foi criado no ano passado pelo dono das Lojas Riachuelo, Flávio Rocha, que chegou a lançar sua candidatura à Presidência da República, mas desistiu da disputa.

QUIZ: "Tigres Asiáticos"

Que conjunto de países e territórios, conhecido como ‘Tigres Asiáticos’, se afirmou na cena econômica mundial, afundando-se posteriormente com a crise de 1997?

A – Coreia do Sul, Hong Kong, Singapura e Taiwan
B – Vietname, Singapura, Malásia e China
C – China, Japão, Coreia do Sul e Vietname
D – Coreia, China, Hong Kong e Taiwan

Charada (692)

Analisando o resultado
de cada linha,
qual o resultado
que falta
na última linha?

Carruagem + Carro = 14
Carros + Carro = 11
Motorizada + Carruagem = 19
Carro + Motorizada = ?

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

[Aparecido rasga o verbo] Banguela

Aparecido Raimundo de Souza

LOGO QUE FURDELUNGO GONOZOR deu a dentada certeira no pedaço de filé que estava em seu prato, o dente de cima, exatamente o do meio, foi junto, de roldão, com o naco de carne. Furdelungo Gonozor fechou a boca correndo, segurou a carne para não engolir e se levantou como que impulsionado por um par de molas. Correu ao banheiro, com a mão direita tampando a boca, enquanto com a esquerda, fingia tirar alguma coisa movimentando um palito invisível. Os amigos não entenderam bem seu pedido de desculpas balbuciado às carreiras, dito à boca torta, mas como estavam todos à deriva e entregues aos vapores do álcool, continuaram com seus copos bebendo tranquilamente como se nada de anormal tivesse acontecido.

Na verdade, não aconteceu mesmo. O fato de Furdelungo Gonozor ter mordido a carne e, na mesma abocanhada, deixado ir junto o dente, o problema era dele, só dele. Os amigos de farra não tinham nada a ver com o problema. Desta forma, ao galgar o reservado, se trancou na primeira privada que viu aberta e deu uma boa mijada. Em seguida, depois de se certificar de que não havia ninguém estranho por perto, se aproximou do espelho a fim de analisar o tamanho do estrago. Cuspiu nas mãos a carne mastigada e procurou no que restara dela, o pedaço do dente. Só então se propôs a encarar diretamente a lâmina de cristal diante de si. Arregalou os olhos. Ficou assustado com a cratera aberta. Parecia maior que o buraco deixado pelo Word Trade Center em Nova Iorque, depois dos operários terem retirado a última viga de concreto que pertencera às saudosas Torres Gêmeas.

O que fazer? Não poderia retornar à mesa daquele jeito. Jamais! Nem encarar os colegas. A não ser que, ficasse de boca fechada, mudo, feito uma porta mal-humorada o resto do dia. Não daria certo. Lembrou-se de um tubo de Super Bonder que pegara a mania de carregar na bolsa junto com os documentos pessoais, depois que levara um coice de um cavalo num acampamento onde fora passar um final de semana com alguns colegas e seus óculos, nessa ocasião, devido ao incidente com o quadrúpede, foram parar longe, quebrados e amassados, com as lentes cada uma para um canto, mais sobressaltadas que a própria armação. O negócio, agora, era ir até o carro, discretamente, pegar a bolsa no porta-bagagens e tentar colar o pedaço no lugar de onde se soltara. Antes de deixar o WC lavou bem lavado o valioso caquinho, assoprou e enxugou cuidadosamente em seu lenço e então, seguiu até o carro. Passou a mão na bolsa e retornou ao lavatório.

O povo está a acordar

Cristina Miranda

La Liberté guidant le peuple, quadro de Eugène Delacroix
Não vale a pena tentar travar este fenômeno chamando, a todos aqueles que se insurgem contra o marxismo cultural globalista que tomou conta, ao longo de muitas décadas,  da nossa sociedade, desconstruindo-a nos seus valores, na sua identidade religiosa e cultural, de “extrema-direita, populista, fascista, xenófoba, racista, homofóbica” e outras tantas palermices para intimidar e silenciar. O povo está a dizer basta! e nada mais o impedirá de seguir seu objetivo: acabar com o socialismo globalista.

O “tsunami” americano Trump deu o mote. Seguiu-se, à sua imagem, o “terramoto” italiano Salvini. Depois o “furacão” brasileiro Bolsonaro.  França acorda e fica a ferro e fogo. “Ventos ciclônicos” em Espanha, com o Vox e Ciudadanos,  limpam esquerda da maioria. É o princípio do fim do socialismo a ser substituído pela direita.

Os partidos e líderes novos entenderam a mensagem da maioria silenciosa que desesperadamente procurava identificar-se com um projeto político que os resgatasse destas políticas socialistas/marxistas/globalistas. Responderam prometendo colocar os interesses dos cidadãos e do país acima de tudo, devolvendo segurança, melhorando economia, baixando impostos, acabando com as ideologias desconstrutivas da sociedade, protegendo a cultura e valores ocidentais. E a reviravolta não se fez esperar.

Anda tudo farto e sem paciência para políticos “choninhas”, completamente submissos aos Soros, aos Bildebergs e Rockefellers, às imposições duvidosas de pactos migratórios da ONU  que defendem perda de soberania dos países da UE em prol dos direitos (pouco) humanos, para preparar um futuro governo mundial global.   Tudo decidido nas costas dos cidadãos sem serem consultados sobre as questões que lhes alteram profundamente a qualidade de vida. Fartos! Fartos! Fartos!

[Foco no fosso] Terrorismo não tem pátria

Haroldo P. Barboza

Na verdade, nada no mundo tem fim. Nem a paciência. Nem a esperança. Após cada ocorrência de um fato de repercussão desagradável temos a esperança de que vozes de personalidades se insurgirão e montarão uma cruzada no sentido de efetivamente adotar ações positivas que reduzam tais fatos a índices suportáveis à nossa condição de humanos. No entanto, os donos destas vozes, muitas vezes se locupletando destas ações indignas, arrotam, deixam o tempo passar e contam com a paciência de seus seguidores para esquecerem o fato marcante e tocarem a vida no sentido de continuarem a produzir as riquezas que abarrotam os cofres dos ávidos governantes e seguidores próximos através dos impostos que são desviados rotineiramente para atender suas provocantes mordomias.

O terrorismo internacional barulhento atingiu uma escala de elevação compatível com o nível de crescimento da tecnologia bélica, da velocidade de divulgação da informação e do desejo frenético dos dominadores do planeta em conquistar as fontes energéticas da natureza a preço de óvulo de pulga. No entanto, este tipo de ação perde de longe para o silencioso terrorismo "branco" praticado pelos comandantes dos destinos de suas comunidades. Basta contabilizar as pessoas que morrem diariamente de fome, falta de assistência médica, contaminação nos trabalhos poluentes, desabamentos de barracos, balas perdidas, acidentes no trânsito sem condenações exemplares e outras fontes das funerárias.

Para desviar o foco das reais causas que levam os grupos extremistas a causarem tragédias de impacto para sacudir as edificações e as bolsas de valores onde dezenas de bilhões de dólares são movimentadas mensalmente, os governantes dominadores insistem que tais atos decorrem exclusivamente de diferenças seculares de condutas religiosas e disputa de 500 metros de fronteiras. Até cuidam para que tais diferenças se mantenham latentes, evitando que acordos de paz e de demarcações de territórios sejam realizados de forma equilibrada.

Sendo preciso, patrocinam a formação de tiranos do porte de Bin Laden e Saddam Hussein para que sempre exista um perigoso "inimigo da humanidade" a quem se possa atribuir responsabilidades (mesmo sem provas concretas) das barulhentas ações urbanas. Financiam o abastecimento bélico dos mesmos para que se garanta o ruído necessário para sustentar a política de justificar a tomada de terras alheias no sentido de "libertar e democratizar" a região conturbada. Desde que a mesma se submeta a ceder suas riquezas em troca da "ação humanitária" desenvolvida sem interesse por “dedicadas” ONGs.

[A coluna do Almir] Aposentado do INSS: tua insígnia é o desprezo

Almir Papalardo

O que representa o aposentado brasileiro na nossa Constituição? Nada! Nada vezes nada!! A categoria dos aposentados é, sem dúvida, a mais descartada e prejudicada da sociedade!! Foi o aposentado um digno ex-trabalhador que outrora muito contribuiu para a soberania do Brasil.

É agora, o cidadão mais esquecido, o mais injustiçado, o mais humilhado, o único usado como “bode expiatório”, quando há necessidade de corrigirem-se por má administração os desequilíbrios financeiros.

É considerado nas trapalhadas causadas pela má gestão como o “patinho feio” entre os trabalhadores! É muito conveniente usá-lo como “válvula de escape” nas estripulias causadas pela incompetência administrativa, e no uso incorreto e perdulário do erário público! Escoam-se, irresponsavelmente, os nossos suados recursos financeiros pelos ralos da gastança inútil.  E, pela necessidade de recuperá-los, avance-se, imediatamente, nos cofres da Previdência penalizando os indefesos aposentados...

A desdita dos aposentados começa logo ao requerer a sua aposentadoria quando sofre as influências maléficas do maldito Fator Previdenciário, que com apetite insaciável, abocanha logo um grande percentual do que deveria por direitos e merecimento receber.

E não para por aí! Há dezoito anos o aposentado que conseguiu uma aposentadoria com proventos acima do salário mínimo, não por favores pessoais e sim por direitos adquiridos através das suas maiores contribuições mensais ao INSS, vê perplexo e indefeso seus benefícios serem ano após ano degradados, pela arapuca colocada no seu caminho rumo à velhice, com a insensata e imoral política de atualizar as aposentadorias do RGPS com dois índices de correção diferentes.

Macron : poker menteur ? – Journal du mardi 11 décembre 2018

Emmanuel Macron a lancé l’opération déminage. Après plus de trois semaines de mobilisation des Gilets Jaunes, le président a pris un ton grave pour annoncer une série de mesures censées améliorer le pouvoir d’achat des plus modestes. Une opération de communication qui devrait plomber le budget de quelque 10 milliards d’euros.

Oh! que coisa mais lindinha e "natural"! Foto: Ludovic Marin/Pool/EPA
Gilets Jaunes : demandez le programme
Galvanisé par leur mobilisation, les Gilets Jaunes pourraient bien se lancer sur le terrain politique. A 6 mois des élections européennes, certains porte-paroles envisagent la constitution d’une liste… Des projets qui seront difficiles à réaliser au vu des disparités du mouvement.


Relacionados:

[Discos pedidos] #Macron20H (10-12-2018)



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Charada (691)

Descubra os
diferentes
anagramas
da palavra
ARCOS.

Aqueduto das Águas Livres, Lisboa

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

[As danações de Carina] Como o Rei e o Peão guardados na mesma caixa...

Carina Bratt

Final de semana no mato. Mato mesmo, para qualquer lugar que se olhe. Estou no Sítio Shangri-Lá, de meu patrão Aparecido. Silêncio absoluto, sem as interferências nocivas das grandes cidades. A mim, em particular, esta fuga oportuna, está me fazendo um bem danado.

Amo. Amo de paixão estas escapatórias sem aviso prévio, sem bilhetes dando contas a terceiros. Faz tempo venho tentando me apartar desta loucura desenfreada do dia a dia. Das corridas, dos problemas, das pessoas chatas, dos telefonemas intermináveis e enervantes das redes sociais. Por falar em redes sociais, esta droga me atinge diretamente o centro nevrálgico e, de certa forma, me torna uma espécie de monstro dos abrutalhados pré-históricos.

Não há nada mais nojento que as redes sociais. Por elas, e em nome de suas teias, acabou o que se conhecia por privacidade das pessoas. O ser humano, como um todo, jogou no ralo a sua compostura, o seu recato, o seu discernimento. A sua individualidade. Cada um, em particular, demoliu a sua identidade, assolou o seu momento de sossego. O “eu” geral de cada ser vivente virou um amontoado de imundícies, onde se armazenou uma torre enorme de entulhos e excrementos da pior espécie. Em nome do progresso, o ser pensante (pensante?!) se tornou escravo da sua imbecilidade. Escravo, aqui entendido, na maneira mais absurda da expressão conhecida desta palavra. Dento desta estupidez, a poesia que emanava da alma, se desqualificou nas confusões dos Facebook, dos Twitter, dos Instagram, Blog, Iphoneogran e WhatsApp, entre outras frivolidades surgidas. É o progresso nos amplexando assoladamente.

Daqui do meio do mato, metida até o pescoço dentro do nada que me faça lembrar as cidades assassinas, suas correrias e barbaridades, longe da terra, do mundo, dos inconvenientes, dos pegajosos, das campainhas, das buzinas, entre árvores, folhas, plantas, bananeiras, laranjais, cafezais e orquídeas, me sinto renovada. Entrelaçada à terra bruta, entremeada a maracujás apanhados no pé, a mangas chupadas à sombra da própria árvore, me reconforto interiormente. Curo as feridas que esfolam e sangram. Trato as mazelas que me atormentam. Harmonizo o cansaço que não dá folga um minuto sequer. Faço uma espécie de raio x de cabo a rabo do meu cotidiano de merda. Consigo vislumbrar através das chapas eletromagnéticas, o avesso do meu recôndito cansado. Esgotado. Do coração em pedaços e aos prantos. Do sangue correndo desesperado. Tudo em mim parece sem cor, desconexo, frio, gélido, irrecuperável...

O chinês mais rico do mundo

Péricles Capanema


Jack Ma [foto] é o chinês mais rico do mundo, afirmam notícias de há pouco; asseveram, depois de 2014, pela primeira vez, ele voltou a estar no topo. De qualquer forma, há anos figura sempre entre os cinco chineses mais ricos. Sabemos, é instável a posição em tais listas, sobe e desce ao sabor das cotações nas bolsas. Na tabela da “Forbes” para 2018 que consultei na rede, Jack Ma aparece como o segundo, 20º na classificação mundial, com patrimônio de 39 bilhões de dólares.

Posso considerar, para efeitos deste artigo, Jack Ma como o chinês mais rico da Terra. Grande símbolo midiático, ninguém mais que ele representa o capitalismo chinês, do qual é apresentado como o mais fulgurante ícone. Nasceu em 1964, muito menino presenciou a Revolução Cultural na China que foi de 1966 a 1976.

A fortuna de Jack Ma tem como base o site de e-comércio Alibaba, fundado pelo magnata em 1999, num quarto do apartamento em que morava. Hoje, sociedade anônima, da qual possui 9% das ações, o Alibaba tem 250 milhões de compradores ativos e é responsável por 60% do volume das entregas na China. Em setembro de 2018 Jack Ma anunciou que irá se retirar do dia-a-dia das operações de seu império econômico para se dedicar à filantropia. Abandona o proscênio principal, ponto final na carreira de executivo.

Vou virar a página. Dois meses depois do anúncio de Jack Ma, em 27 de novembro, o diário oficial do Partido Comunista Chinês (O Diário do Povo) anunciou que Jack Ma é membro do Partido Comunista Chinês (PCC), desmentindo alegações que circulavam de que o tycoon seria mero homem de negócios.

Por que o jornal do PCC de forma repentina e inesperada revelou o fato? As especulações variam, das principais falarei abaixo. A relação de 100 pessoas que ajudaram o processo de reformas e abertura promovido pelo PCC publicada por “O Diário do Povo” incluiu ainda Pony Ma (no rol da “Forbes”, acima mencionado, aparecia como o chinês mais rico do mundo e estava em 17º lugar entre os bilionários mundiais) e Robin Li, também bilionário chinês, mas a publicação comunista não declara serem ambos membros do PCC (dá a entender, claro). A reportagem de “O Diário do Povo” afirma que Jack Ma ajudou os objetivos do comunismo de muitas maneiras dentro da China, bem como em países da Ásia e da Europa.

Quando o lobo veste pele de cordeiro


Cristina Miranda

Vaticano decidiu apoiar o Pacto de Migrações da ONU condenando os países que decidiram não assinar o manhoso documento. É verdade. Deixou claro, desta forma, que religião também é política e que imiscuir-se nestes assuntos também lhe compete. Assim, declarou estar de acordo com a imposição da ONU de aceitação de migração massiva indiscriminada, de todos os indivíduos que o quiserem, quando quiserem, seja por que motivo o quiserem, declarando ser um “direito humano”, transformando-os automaticamente em cidadãos com pleno direitos nos países receptores, independentemente do perigo que isso representa. Porém o Vaticano, que é um Estado independente, na hora de acolher, selecionou – só famílias com mulheres e filhos maioritariamente cristãos –  e controlou o número de refugiados que aceitou – 12 famílias –  não deixando as portas escancaradas e acessíveis a todos os que quisessem lá viver. Por quê?

Não é a primeira vez que vejo hipocrisia por essas bandas. Quando me tornei adulta, apesar de ser católica e a partir de certa data – por via da descrença nos homens à frente da Igreja –  não praticante,  comecei cedo a questionar o que nos era ensinado na catequese mas não era seguido pela Santa Sé. Jamais me conseguiram explicar porque  o Vaticano:  era o Estado mais rico do mundo rodeado de luxos inacessíveis aos comuns mortais; porque razão vestiam Prada e tinham duplexes carríssimos em zonas caríssimas, parque de  estacionamento cheio de  carros pessoais de marcas milionárias com motoristas particulares pagos a peso de ouro; porque razão o Banco do Vaticano, o IOR,    é uma “offshore” (mais eficiente de que as Bahamas) onde todo o tipo de dinheiro, de todo o tipo de gente, vai lá parar em contas de instituições de caridade fantasma,  para aplicações em offshores e negócios  duvidosos, tudo devidamente documentado no “Dossier Dardozzi”  e guardado a sete chaves pelo Papa depois de ameaçado pela cúria (fonte “Sua Santidade – As Cartas Secretas de Bento XVI , Vatican SA – Les Archives Secrètes du Vatican, Merchants in the Temple – Inside Pope Franci’s Secret Battle Against Corruption in the Vatican de Gianluigi Nuzzi); porque razão sempre que há catástrofes humanitárias nunca se vê o Vaticano a fazer donativos; porque razão escondeu os crimes de abuso sexual dos padres às crianças; porque não deu imediatamente asilo, mesmo que temporário,  a Asia Bibi uma refugiada paquistanesa cristã em perigo, que ninguém acolhe; porque razão continuam a ignorar a crise humanitária da Venezuela e as chacinas aos fazendeiros brancos na África do Sul.

Charada (690)

Henrique chegou a uma aldeia
e decidiu cortar o cabelo.
Porém, como na aldeia
havia dois barbeiros,
ele interrogou-se:
Qual deles será o melhor?
Depois de observar os dois
barbeiros, verificou que o
cabelo do primeiro estava
muito bem cortado
e que o cabelo do segundo
estava tão mal cortado
que parecia um piaçaba.

Qual dos barbeiros
escolheu o Henrique?

domingo, 9 de dezembro de 2018

[Pensando alto] A minha loucura no divã

Pedro Frederico Caldas

Aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.
Nietzsche

Nos indivíduos a loucura é algo raro – mas, nos grupos, nos partidos, nos povos, é a regra.
Nietzsche

Chegado ao Brasil, tomei um choque e conclui que estava padecendo de um grande mal. Fui a um clínico famoso, doutor Chagas. Paguei a consulta e, pouco depois, sem aperto de mãos e trocado um mero boa tarde, sentei-me frente a ele.

No princípio houve um certo embaraço. Embora em direção ao seu rosto, meu olhar era difuso, quase desinteressado, contra o olhar firme e compassivo do médico que parecia me chamar para a realidade, para o planeta terra. Aquele breve e perscrutivo silêncio foi quebrado pela esculápia indagação: o que o senhor sente?

Então, mais atento, olhei firmemente e respondi: sinto nada.

- Nada!?, indagou o médico. Reafirmei que nada sentia e que justamente isso deveria ser meu problema.

Por três vezes, o doutor bateu de leve na mesa a caneta que tinha entre os dedos. Olhou com certa benevolência para mim e perguntou de onde eu era. Respondi-lhe que a minha origem era irrelevante perante a gravidade da situação. Em seguida, ante aquele clima embaraçoso, disse-me que o objeto das preocupações dele eram os sintomas, como eu não sentia nada, mandaria devolver o valor da consulta paga e me aconselhou a procurar um psicanalista, aduzindo que havia um muito bom, um tal de doutor Altamirano Pomponet, no andar de baixo.

Cerca de duas horas depois, lá estava eu frente ao famoso Dr. Altamirano Pomponet, barba freudiana, encimada por olhos azuis penetrantes, em contraste com a pele bem morena, num misto de indiano e escandinavo.

O embaraço inicial foi maior ainda. Não sei por que cargas d´água psicanalista tem mania de quase não falar.

QUIZ: Ouro nazi

Em 1997, surgiu a notícia de que os bancos de um país europeu tinham sido depositários do ouro nazi. De que país falamos?


A – Bélgica
B – Suíça
C – Mônaco
D – Liechtenstein

Charada (689)

Quando
é que a palavra
SAÍRAM
se transforma
no plural
de um
nome
próprio?
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