segunda-feira, 23 de abril de 2018

[Língua Portuguesa] “Ambos”, com ou sem artigo: ambos lados ou ambos os lados? Ambas formas ou ambas as formas?

dicionarioegramatica.com


“Ambos lados” ou “ambos os lados”? “Ambas mãos” ou “ambas as mãos”? Quando a palavra “ambos” (ou “ambas”) vem acompanhada de um substantivo, o artigo definido obrigatório: em português, o correto é escrever “ambos os lados”, “ambas as mãos”, “ambos os países”, “ambas as formas” – sempre com o artigo definido.

As formas sem artigo podem ser facilmente encontradas… em espanhol. É na língua de Cervantes que se diz “ambos países“, “ambas formas“, “ambos lados“, “ambas perspectivas“, etc., sem artigo entre a palavra “ambos” e o substantivo. Quem fala (ou lê muito) espanhol precisa, portanto, tomar cuidado para evitar replicar em português a construção castelhana.

As palavras “ambos” e “ambas” em português podem vir sem artigo apenas quando estão “sozinhas”, isto é, quando não vêm diretamente acompanhadas de substantivo: “Visitei as cidades de Mérida e Tulum; ambas são muito bonitas”.

A aula de Dilma em San Diego: como assassinar o português



vejapontocom, 20-4-2018

Comunismo x Cristianismo – Qual exige maior fé?


Jocinei Godoy

Muito provavelmente você já deve ter pensado em alguma utopia – algum lugar ou estado de coisas onde tudo é perfeito, pacífico e equânime – tipo uma ilha perfeita, como retratou Thomas More em seu livro: A Utopia. Com a passagem do Medievo para a Moderna, é sabido que a fé se deslocou do campo religioso e passou a focar o campo científico e político. Em outras palavras, a fé de que a humanidade alcançaria seu ápice de igualdade, liberdade e fraternidade saiu da esfera transcendental para a esfera da imanência, ou seja, do divino para o aqui-e-agora [humanismo].

Quando o comunismo – utopia de viés humanista – é confrontado por algum cristão como sendo histórica e humanamente impossível, logo os adeptos e simpatizantes desta ideologia, devolvem para os cristãos a mesma acusação, dizendo que o cristianismo também é utópico. Esta última acusação não possui qualquer sustentação, lógica e histórica, uma vez que as diferenças entre cristianismo e comunismo são estabelecidas desde suas bases fundacionais, sendo a principal delas, o que se entende por natureza humana. O marxismo, ao rotular a religião como “a ideologia”, provou do seu próprio veneno tornando-se uma das mais pujantes ideologias de toda a história. Seu calcanhar de Aquiles se deve justamente na idealização de um ser humano humanamente impossível.

O comunismo e até mesmo o próprio marxismo ou socialismo científico nunca darão certo, uma vez que, como disse Roger Scruton “desconsideram o agir humano, ao olhar o mundo [humanidade] como uma junção de forças impessoais” [1]. Ao contrário do que pretendem com seu materialismo histórico, pervertem a noção de natureza humana para firmar seus mais loucos devaneios travestidos de justiça e igualdade.

Contudo, esta ideologia possui uma estratégica válvula de escape. Isto é, a práxis destas tentativas utópicas por meio do socialismo é dialética por natureza. Este é o cerne da ideologia que coopta milhares de estudantes que, achando o máximo, aderem aos seus pressupostos. Assim, por mais que as evidências concretas da instituição do socialismo apontem para desgraças e calamidades sem fim, seus ideólogos, numa espécie de onanismo mental, subvertem o imbecil coletivo [parodiando Antônio Gramsci] sob o pretexto de a ideologia se reinventar a cada momento, através da força dos contrários. Ou seja, é sempre a reação dos outros, não a deles, que gera desgraça e calamidade na tentativa de instauração de regimes socialistas. Espertinhos, não é?

Here are four ways Republicans can guarantee they lose Congress in November

Photo: Gary Blakeley
Noah Wall/Fox News

Although it’s not their intent, Republicans are on a fast track to handing the November midterm congressional election to the Democrats.

The real canary in the coal mine was the March special election surprise in Pennsylvania’s 18th District, where underdog Democrat Conor Lamb upset Republican Rick Saccone in a district Donald Trump won by 20 points in 2016.

This electoral outcome would have been unthinkable a few short years ago. This district was so historically red that the previous GOP incumbent, Tim Murphy, didn’t even face a Democratic opponent in 2014 or 2016.

So, what happened? Republicans stayed home and Democrats showed up. A lot of them.

According to a Cook Political Report, Democratic stronghold Allegheny County saw a voter turnout at 67 percent of 2016 levels. But Republican-leaning Westmoreland County saw turnout at only 60 percent of 2016 levels.

With control of the House, Senate and White House, Republicans have a once-in-a-generation opportunity to create an enduring legacy of free markets, lower taxes, shrinking debts and economic growth.

The Pennsylvania special election results should serve as a political warning shot for Republicans everywhere. It reminds me of an old axiom used by conservative activists: When we act like us, we win. When we act like them, we lose.

When Republicans act like Democrats, Republican voters stay home. If the GOP wants to lose its majorities in the House and Senate in November, the playbook is simple: Stay the course. Keep doing what you’re doing.

Here are four ways Republicans can guarantee a loss in the midterm elections:

1. Ignore regular order, continue governing by manufactured crisis.

Damas de Branco são presas em Cuba

Mesmo após eleição de novo presidente (ditador), repressão na ilha continua

Pelo menos nove integrantes do grupo opositor Damas de Branco foram presas em Cuba e impedidas de realizar sua tradicional marcha para a libertação de presos políticos. Entre as detidas está Berta Soler, líder do movimento que luta pela mudança do regime totalitário na ilha.

Damas de Branco durante manifestação em Havana em 2016. Foto: Adalberto Roque/AFP
A prisão acontece menos de uma semana após a eleição do novo presidente (ditador) da ilha, Miguel Díaz-Canel. Membro do Partido Comunista, o engenheiro substitui Raúl Castro, de 86 anos, que deixou o cargo após dois mandatos.

Segundo afirmou o marido de Berta, o ex-prisioneiro político Ángel Moya, ao jornal local Diário de Cuba, as integrantes do grupo foram presas ao sair da sede da organização para seus tradicionais protestos de domingo. Apenas cinco das Damas de Branco conseguiram sair à rua e ir à missa para se manifestar.
Título e Texto: VEJA, 22-4-2018

Compartilhamento

Nelson Teixeira

”Enquanto você espera pelo céu, não se esqueça de que a terra está esperando por você.

Mantenha seus pés fixos no chão, mas eleve sua cabeça para o céu. Ajude a estrada que você palmilha, tornando-a mais confortável para todos aqueles que lhe seguem os passos. Dê trabalho a seus braços, leve consolo aos aflitos, enxugue as lágrimas dos que choram… Você não poderá caminhar sozinho.

Ajude a todos os que caminham a seu lado para o mesmo objetivo: a perfeição.”

Não esqueça de compartilhar aquilo que já passou, com aqueles que ainda não possuem a sabedoria que já alcançou. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 23-4-2018

domingo, 22 de abril de 2018

Eu, da corte, me confesso

Sebastião Bugalho

Caro dr. Rui Rio,

Nasci em 1995, em Lisboa. Licenciei-me em Ciência Política com uma média até decente. Entrei na faculdade com uma bolsa de mérito. No segundo ano, perdi essa bolsa devido a uma intensa dedicação ao associativismo e às imperiais (o dr. chama-lhes ‘finos’) e no terceiro ano tornei-me trabalhador/estudante. Hoje, sou jornalista, como aliás o dr. sabe, e não tenho ainda dinheiro para arrendar uma casa com a minha namorada, como porventura o dr. não saberia. Tudo isto para dizer-lhe, meu caro dr., que apesar de nascido, criado e residente na capital (o dr. chama-lhe ‘corte’) não devo nada a ninguém. Ao contrário do que o dr. insinuou recentemente, os devedores à banca não são todos aqui de baixo, de Lisboa («Não é nenhum lá de cima, da Guarda, nem de Mirandela»). Sabendo eu que o dr. não tem dúvidas, que «não é preciso puxarmos muito pela cabeça» para presumirmos de onde são os tais devedores, saiba o dr. que eles são os mesmos devedores que o partido liderado pelo seu primeiro-ministro não deixou investigar em Comissão de Inquérito; mas, enfim, o dr. ainda não estava cá para resolver esse consenso em nome do interesse nacional.

Rui Rio
Agora que lhe garanti que (apesar de ser lisboeta) não devo nada a ninguém, vamos àquilo que o dr. deve realmente a alguém. Comecemos pela dignidade do partido que o elegeu - um partido de centro-direita (o dr. chama-lhe 'do centro') - que não costuma precisar de aumentos na função pública em vésperas de ano eleitoral. Passemos pelo afamado «banho de ética», que acabou com o dr. a culpar a imprensa pelo facto de o seu ex-secretário-geral ter falsificado um currículo e «induzido em erro» uma universidade. Continuemos para a coerência por si prometida, com «jovens» como porta-vozes e «experientes» como coordenadores do partido, mesmo que um dos supostamente «jovens» já passe os 70 anos de idade. Contornemos a jura à descentralização interna, esquecendo que esses coordenadores andaram a escolher esses porta-vozes consoante a proximidade entre as suas moradas. Recordemos a garantia de «respeito ao trabalho» do seu antecessor, tão evidente assim que o dr. convidou a bastonária que processou um governo dele (e do PSD) para sua vice-presidente. E terminemos, em estilo, na promessa de contrariar «o populismo» de André Ventura e das suas generalizações étnicas quando aquilo que o dr. tem feito não é mais do que uma generalização também populista (mas regional) contra a minha cidade e contra os lisboetas – sendo que os pais e avós de muitos lisboetas são minhotos, beirões, transmontanos, etc...

[Ferreti Ferrado suspeita...] BBBB-2018

Haroldo P. Barboza


Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 22-4-2018

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[Discos pedidos] Os putos – Que perfeito coração morreria no meu peito...

A Canção de Rolando

A Canção de Rolando (em língua francesa, La chanson de Roland) é um poema épico composto no século XI em francês antigo, sendo a mais antiga das canções de gesta escritas em uma língua românica. Teve enorme influência na Idade Média, inspirando muitas outras obras sobre o tema (a chamada "Matéria de França") por toda a Europa. Como outras canções do gênero, à época, era recitado por jograis nas cortes e nas cidades.

O poema narra o fim heroico do conde Rolando, sobrinho de Carlos Magno, que padece junto aos seus homens na batalha de Roncesvales, travada no desfiladeiro do mesmo nome contra os sarracenos. A base histórica do poema é uma batalha real, ocorrida em 15 de Agosto de 778 entre a retaguarda do exército de Carlos Magno, sob o comando de Rolando, um dos Doze Pares de França, que abandonava a Península Ibérica, e um grupo de montanheses bascos, que a chacinou.

Batalha de Roncesvales (778): a morte de Rolando (iluminura de Jean Fouquet, "Grandes Chroniques de France", 1455-1460, BNF).
Embora tenha por base uma batalha cuja ocorrência é corroborada historicamente, o relato apresentado no poema não é muito fidedigno: os autores do massacre passaram de bascos a muçulmanos, e tanto essa alteração como o tom geral do poema justifica-se pelo contexto das Cruzadas e da Reconquista cristã da Península, que se presenciou no século XI.

A cena do ódio

Helena Matos

Esse universo de rendas sociais, reguladas e acessíveis ocupa hoje o lugar que a Reforma Agrária desempenhou no século passado: a esquerda acredita que é aí que fará a sua sementeira de votos

Não há um dia em que não se descubra mais um caso dramático relacionado com o mercado de arrendamento. Temos de tudo: os adultos que sofrem por passar do Chiado para os Olivais ou de Campo de Ourique para Campolide. Os jovens que dizem que não conseguem alugar uma casa no centro do Porto, sendo certo que antes também não alugavam aí casa alguma porque o centro do Porto era a versão portuguesa das cidades-fantasma do velho Oeste. O casal idoso que não sai da casa no centro da capital porque ali nasceu o seu filho que por sinal está emigrado, logo vivendo a milhares de quilómetros do solo musealizado pelo seu nascimento…

Em resumo, é consensual que vivemos uma nunca vista crise da habitação e que, claro, o Estado vai ter de intervir.

Na verdade, pela primeira vez em muitas décadas, os portugueses podem aspirar a alugar uma casa. Recordo que a falta de casas para alugar criou em Portugal um estado civil que creio único no mundo: os amarrados pelo empréstimo da casa. Ou seja, pessoas divorciadas de facto, mas que continuavam a viver na mesma casa porque literalmente não havia casas para alugar. Não era não haver em Benfica ou o centro do Porto estar ocupado por turistas. Era não haver uma casa para alugar em parte alguma e assim os dois membros do casal que já tinha deixado de o ser, sem dinheiro suficiente para darem de entrada para a aquisição de um apartamento para cada um, eram obrigados a arrastar-se numa invariavelmente desgastante conjugalidade imobiliária. E será que já ninguém se lembra da popular burla dos anos 70 em que se pagava a umas misteriosas agências imobiliárias uma verba exorbitante unicamente para se conseguir ir ver um andar que estaria para alugar num local nunca identificado? Como é óbvio na data marcada para a ida ao andar apenas compareciam no local do encontro os ansiosos e burlados candidatos a inquilinos.

Durante décadas e décadas sair da casa dos pais implicou comprar uma casa pois não só não havia casas para alugar como as raríssimas que apareciam tinham rendas proibitivas. E não eram proibitivas apenas para os jovens: eram inacessíveis para adultos com carreiras mais que sólidas.

Oficialmente a legislação protegia os inquilinos. Na prática não existiam novos inquilinos porque não se faziam novos contratos de arrendamento. Os senhorios esperavam que os inquilinos morressem para se desembaraçarem das casas. As cidades degradaram-se e envelheceram (Lisboa e Porto estão à cabeça da lista das cidades da União Europeia que mais se despovoaram entre 1999 e 2005), enquanto nas periferias cresciam urbanizações habitadas por casais que já não eram obrigados a amar-se para sempre, mas que para terem uma casa contraíam hipotecas para toda a vida: o crédito à habitação unia de forma mais inflexível que Deus.

É verdade que a TV Al Jazeera respondeu ao vídeo de Gleisi Hoffmann?

Gilmar Lopes


Vídeo mostra a suposta resposta do mundo árabe ao vídeo de Gleisi Hoffmann. Será que isso é verdade ou mais uma farsa da web?

Na segunda quinzena de abril de 2018, a senadora e presidente do Partido dos Trabalhadores Gleisi Hoffmann virou notícia ao gravar um vídeo relatando a situação do ex-presidente Lula que, segundo ela, estaria preso no Brasil sem provas. Hoffmann alerta ao “mundo árabe” que Lula seria um preso político e a denúncia (direcionada à TV Al Jazeera) se espalhou aqui no Brasil como um pedido aos terroristas para que libertem Lula da cadeia (fake news prontamente desmentida aqui no E-farsas).

No dia seguinte à viralização do vídeo da senadora Gleisi Hoffmann, outro vídeo começou a se espalhar nas redes sociais e também através de grupos do WhatsApp, mostrando um apresentador árabe falando algo na sua língua com a legenda incorporada ao vídeo supostamente traduzindo o que seria uma resposta do “mundo árabe” ao pedido da presidente do Partido dos Trabalhadores.

Será que isso é verdade?



Verdade ou mentira?
Diferente do que se espalhou por aí, o vídeo da senadora Gleisi Hoffmann não parece ter surtido tanto efeito no coração dos árabes como muita gente supôs por aqui. Uma busca pelo nome da senadora na rede de TV Al Jazzera e encontramos apenas uma matéria do dia 19 de abril, falando que o vídeo com o alerta de Hoffmann gerou um enorme debate político no Brasil (só no Brasil):

Eleitores, vamos realizar em outubro uma eleição séria e redentora...

Almir Papalardo

Prezados e queridos amigos, vamos raciocinar com a lógica e a razão que o momento requer e não com indignação e revolta.  Até podemos compreender o porquê de um grande percentual de eleitores estar disposto a não fazer uso do seu valioso voto nas eleições deste ano. Entende-se! Mas, concretizada a irreverência e o equívoco, resolverá efetivamente a angustiante e vergonhosa crise financeira, moral e governamental que atravessamos? Ao contrário, quanto mais desperdiçarmos nossos votos, mais chances terão os candidatos petistas de se perpetuarem no poder.

Lula, como vemos em todas as pesquisas, mesmo no xilindró, tem o seu fanático fã clube que garante eleger o candidato por ele indicado. Igualmente toda a sua tropa de choque tem votos suficientes para se manter no poder e continuar a nos azucrinar! Abstendo-nos de votar em outubro deste ano estaremos votando, por tabela, no próprio Lula/Dilma/& Cia! É isto que queremos?

Vamos procurar em todas as eleições programadas, a começar desta de 7 de outubro de 2018, melhorar o nível dos políticos tornando-os mais seletivos, isentos de processos judiciais, políticos e/ou administrativos, nunca jogando nossos votos na lixeira.

QUIZ: Longa Marcha

Quem foi o impulsionador da Longa Marcha?


A  – Chiang Kai-Shek
B  – Hitler
C  – Estaline
D  – Mao Tsé-Tung

Charada (533)

Se daqui a
20 anos,
o Diogo tiver
o triplo da idade
que tinha há
6 anos,
qual a idade
atual do Diogo?

sábado, 21 de abril de 2018

[Língua Portuguesa] Controvérsia e Polêmica: qual a diferença?


Dicionário Houaiss:

Controvérsia:
substantivo feminino
1     discussão, disputa, polêmica referente a ação, proposta ou questão sobre a qual muitos divergem
Ex.: o novo imposto deu margem a muita c.
2     Derivação: por extensão de sentido.
contestação; impugnação

Polêmica:
n substantivo feminino
1     discussão, disputa em torno de questão que suscita muitas divergências; controvérsia
Ex.: essa observação do filósofo vai gerar uma p.
2     Derivação: sentido figurado.
debate de ideias
Ex.: está sempre escrevendo contra todo mundo, adora uma p.


Dicionário Caldas Aulete:

Controvérsia: 
(con.tro.vér.si:a)
sf.
1. Diferença de opiniões ou discussão quanto a uma ação, afirmação, teoria, proposta ou questão; POLÊMICA
2. P.ext. Ação de negar, contradizer ou de se opor a algo; CONTESTAÇÃO; IMPUGNAÇÃO
3. P.ext. Debate de ideias; POLÊMICA
[F.: Do lat. controversia, ae.]

Polêmica:
Parte superior do formulário
(po..mi.ca)
sf.
1. Divergência de opiniões que provoca debates a respeito de um assunto; CONTROVÉRSIA
[F.: Fem. substv. do adj. polêmico. Hom./Par.: polêmica (sf.), polêmica (fem. de polêmico).]

Colunas anteriores:

Google Lawsuit: Senior Engineer Alon Altman Wanted to Sabotage Trump’s Android Phone, Ban His Gmail Account


Allum Bokhari

Alon Altman, a senior software engineer at Google, pressured the company to sabotage President Trump’s Android phone, according to new evidence released via James Damore’s class-action lawsuit against the company.

Calling on the tech giant to use the “full economic force [of] Google for good”, Altman also suggested deleting the gmail accounts of Trump, his administration, and his aides for “abuse.”

Altman – who is still employed by the tech giant – also called on Google to blacklist “alt-right’ sites on the Google ad network (she falsely included Breitbart News in this category — an assertion refuted by a Harvard and M.I.T. study), and take down all “alt right videos” from YouTube. She also called on the tech giant to remove “neo-Nazi sites such as ‘The Daily Stormer'” from the Google search index.



Altman has been employed at Google for seven years, and according to inside sources, is one of the most radical leftists at the company. She was named as one of the key architects of political discrimination at Google by a whistleblower we interviewed last August. As we have reported, she has previously called on the company to discipline or terminate any employee who agreed with James Damore’s viewpoint diversity manifesto, which argued that there was an atmosphere of political intolerance at Google.

Google seemed to follow at least one of Altman’s suggestions, effectively kicking The Daily Stormer off the internet in August 2017, a move that was condemned even by the left-leaning Electronic Frontier Foundation (EFF).

While Google did not follow Altman’s suggestion to remove Breitbart News from its ad network, its employees have begun advising clients to steer clear of Breitbart News, as we exclusively reported in February.

[Pernoitar, visitar, comer e beber fora] Curral dos Caprinos

Na última edição da revista SÁBADO (nº 729, de 19 a 23 de abril de 2018) o suplemento GPS traz uma matéria sobre restaurantes dos subúrbios de Lisboa e Porto.  Eis que o restaurante onde se realizaram os 1º e 2º Encontro Europeu de ex-Trabalhadores da Varig, Familiares e Amigos – e onde acontecerá o 3º Encontrão – foi visitado pela equipe de reportagem desse suplemento.

Confira a matéria:


CURRAL DOS CAPRINOS

Localização: Rua 28 de setembro, nº 13 - Sintra 
Horário: 
12h-15h30 e 19h-22h30
Preço médio: 
€40

Chama-se Curral dos Caprinos porque, numa vida anterior, já foi curral. “Ali ao canto, entre o último pilar e as paredes, ficavam os borregos e no restante espaço estavam as ovelhas. Em cima era o palheiro. Isto era de uma pessoa de cá”, conta, na entrada de uma das salas de jantar, António Pacheco, um dos proprietários do restaurante fundado em agosto de 1974.

De fora, visto da rua, o restaurante parece um armazém de mobiliário de escritório – mas não foi pela sua fachada que o Curral dos Caprinos se tornou uma referência de gastronomia do Baixo Alentejo (António Pacheco é natural de Odemira) e da Beira Baixa (o sócio João Ramos Levita é de Oleiros).


As três salas do restaurante permitem sentar 250 pessoas, mas, mesmo assim, ao fim-de-semana convém reservar mesa.

2º Encontrão, 17 de junho de 2017
A carta divide-se geograficamente entre pratos do Sul – como o bacalhau na brasa à alentejana (€18,50) – e do Norte, como os maranhos à moda de Oleiros (€16,50) ou o cabrito estonado, também à moda de Oleiros, que vai inteiro ao forno, recheado de miudezas. Fazem-no há 35 anos, mas só por reserva. Trinta euros é o preço do quilo de cabrito, que pode pesar entre seis e oito quilos.

Humilhadas e ofendidas

Alberto Gonçalves

O problema põe-se ao contrário: a maioria das senhoras (e dos cavalheiros, calculo) é competente o bastante para evitar a política e deixá-la ao cuidado dos que, independentemente do sexo, não são.

“Terão os partidos mulheres suficientes para as listas?”, aflige-se o “Diário de Notícias”. É extraordinário. Por um lado, que, com cerca de 72 leitores (contando comigo), o “Diário de Notícias” continue a existir. Por outro, que a misoginia vigente insista em aumentar por decreto a “participação” feminina na política, agora elevada a 40%.

Não é por acaso que a “participação” leva aspas. A relativa escassez de senhoras nos partidos sempre foi um indício da higiene daquelas e da sujidade destes. Desde tempos imemoriais, é sabido que, com excepções tão raras quanto dignas de estudos científicos, apenas chafurdam nesse meio criaturas rotundamente incapazes de prestar qualquer tarefa válida à humanidade ou sequer ao condomínio lá do prédio. Se alguém demonstra uma absoluta inaptidão para o trabalho e a vergonha na cara, candidata-se a uma repartição das Finanças. Se nem para isso prestar, alista-se num partido, onde poderá exibir a presunção dos simples, traficar “ajudas de custo” e tratar juízes por “pá”. Salvo por um pequeno número de casos perdidos, boa parte das mulheres tem mais o que fazer – sobretudo não fazer figuras tristes. E é triste que, por obra e graça de políticos, uma quantidade crescente de fêmeas da espécie se vejam arrastadas pela e para a lama. Dada a ética do sector, e a necessidade de “preencher” as “quotas”, imagino algumas convertidas sob sequestro e ameaça de navalha.

Não vou questionar o direito de o Estado intervir nestas matérias: a pergunta seria absurda e, em Portugal, a resposta seria ainda pior. O que é interessante – e notável, na perspectiva do marketing – é que tamanho enxovalho seja vendido a título de “promoção” ou, na versão épica, de avanço civilizacional. Os factos mostram exactamente o oposto. Se o verdadeiro objectivo do exercício é a “emancipação” das mulheres, porque é que esta não se aplica a profissões honradas? Porque é que não se impõem “quotas” nos ofícios de carpinteiro (de limpos e de sujos), camionista (longo e médio curso), trolha, canalizador, futebolista, guarda-nocturno, mineiro, pedreiro, sapateiro, palhaço, etc.? Porque é que o reconhecimento da igualdade se restringe a cargos que diminuem os titulares? Porque é a humilhação que se pretende. Chegar a autarca, administradora pública ou ministra é das menores proezas ao alcance do ser humano: com as “ligações” adequadas, uma grafonola desempenharia funções idênticas com mestria e honestidade superiores.

Inquirir João Maria de Sousa na praia: uma questão de bom senso

Rui Verde

Um jornal, O Crime, sugere, na sua primeira página, que João Maria de Sousa [foto], o antigo procurador-geral da República que apresentou uma queixa-crime contra Rafael Marques e Mariano Brás, seja inquirido na praia. A verdade é que o General João Maria de Sousa se tem recusado a estar presente no tribunal para defender a própria queixa que interpôs, e agora pretende ser ouvido na Procuradoria-Geral da República.


Mas, se Sousa já não trabalha na PGR, pois está reformado, o seu local de trabalho atual deve ser a praia. Nesse sentido, tem toda a lógica que seja aí ouvido…

O ridículo desta situação leva-nos a inquirir se, em determinados momentos, a justiça não se deixa enredar nos seus próprios labirintos, perdendo, em consequência, todo o sentido.

Não vamos discutir as minudências jurídicas segundo as quais a lei não permite este tratamento especial a João Maria de Sousa. Tal será, certamente, objeto de ampla discussão jurídica e decisão final no Tribunal Constitucional.

Vamos discutir as questões de bom senso que se colocam, pois facilmente se percebe que, num caso como este, nunca a racionalidade básica permitiria que Sousa fosse inquirido na Procuradoria-Geral da República.

Recapitulemos sumariamente o caso judicial. João Maria de Sousa, na altura Procurador-Geral da República, apresentou uma queixa-crime contra Rafael Marques e Mariano Brás, por alegados crimes contra a sua honra. Essa queixa foi acompanhada em acusação pública pelo Ministério Público (MP), a que ele próprio presidia, e pelo meio surgiu também um crime de ofensa ao presidente da República, José Eduardo dos Santos.

[Versos de través] Em busca da Liberdade

Haroldo P. Barboza

Voz corajosa se levantou
Incentivando quem vivia a sofrer
Valorizando a liberdade
Acorrentada ao podre poder.

Traçou importante contexto
Imbuído de forte emoção
Resistiu com enorme bravura
Ao ataque de suja traição.

Defendeu com unhas e dentes
Emoções e profundos ideais
Na época, alcançados jamais.

Tentou libertar o Povo
Enfrentou forças de Sul a Norte
Sua boca foi selada pela morte.

Que seu sacrifício não tenha sido perdido.
Obter a liberdade, só com o povo unido...

Detalhe de “Martírio de Tiradentes”, obra de Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo
Título e Texto: Haroldo P. Barboza, Rio de Janeiro, 20-4-2018

Alma feliz

Nelson Teixeira

“Iluminada é a alma que percebeu que a vida é uma oportunidade para ‘criar’ formas de se conectar e dar a si, independente do contexto, seja em casa, no trabalho ou no lazer.

Inteligente é a alma que vai para o trabalho não para conseguir dinheiro para pagar as contas, mas para estar disponível e ajudar aqueles com quem trabalha. Pessoas assim são chamadas de “verdadeiros” líderes!

Feliz é a alma que transcendeu o condicionamento da sociedade de que o propósito da vida é adquirir e acumular, e agora vive uma vida de servir outros da forma que eles escolherem.

Poderosa é a alma cujo poder pode ser visto através da influência que seu serviço altruísta tem sobre o mundo à sua volta.

Preenchida é a alma que realizou o que talvez é a verdade mais simples de todas – viver é dar.”
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 21-4-2018

QUIZ: Kuomintang

Em 1912, a última dinastia imperial, Qing, deu lugar à República da China. Que líder do Kuomintang (Partido Nacionalista Chinês) dirigiu a unificação do país sob o novo regime?


A  – Chiang Kai-Shek
B  – Mao Tsé-Tung
C  – Wang Ming 
D  – Bo Gu
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