sexta-feira, 25 de maio de 2018

Greve gravada

Haroldo Barboza

Caminhoneiros bloqueiam a Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo (SP), durante o quarto dia de greve – 24 de maio de 2018. Foto: Miguel Schincariol/AFP

Este movimento de parada dos caminhoneiros agora no auge brotou em outubro de 2017. Vejamos a breve cronologia:

Outubro 2017 – diversos sindicatos de transportes se reuniram na Casa Civil (onde pouca produtividade “si viu” ao longo de sua existência como cabide de empregos) exibindo tópicos que alertavam para o estrangulamento coletivo dos sacrificados entregadores de mercadorias em função dos sucessivos aumentos dos combustíveis. Aumentos estes para recuperar o rombo que vinte ou trinta pilantras integrantes das trinta e cinco quadrilhas “oficiais” (não exibem armas de fogo; só de tintas) causaram à Petrobras.

Como a característica de nossos governantes é cuidar apenas do próprio umbigo, largaram o abacaxi verde (de forma criminosa) para lá.

14 de maio de 2018 – documento entregue pelos solicitantes comunicando parada geral programada para o dia 21 caso o desinteresse dos governantes continuasse no mesmo nível oito (sendo nove o menos importante de todos) ao longo da semana.

16 de maio de 2018 – uma cópia deste documento foi levada à imprensa, que por ter 90% dos canais comprometidos com a turma de mutreteiros do poder, não deram o merecido destaque à matéria. Fingiram não enxergar o abacaxi amarelado.

21 de maio de 2018 – O abacaxi ficou vermelho e foi dado início ao processo de parada da nação. E mesmo nos dois primeiros dias (ainda de baixo pânico), os gestores do caos estavam preocupados com “lançamento de candidatos às próximas eleições”.

3º Encontrão: Vídeo oficial (+ Bacana no Frango do Bonjardim)



Ronaldo Lima, "Bacana", animando o happy hour – já no restaurante – do 3º Encontrão Europeu de ex-trabalhadores da Varig, Familiares e Amigos... 17 de maio de 2018:


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Greve dos caminhoneiros e a responsabilidade de Dilma Rousseff

Lucas Berlanza


Quando o país se viu aturdido por uma paralisação nacional dos caminhoneiros e começou a se desenhar um cenário de protótipo de Venezuela, com desabastecimento de mercados, postos e até aeroportos, tudo parecia confuso e nebuloso.

Chegaram a ser aventadas pautas positivas por parte de alguns dos “grevistas”, como o cumprimento da lei do voto impresso e a liberdade de negociação com o governo sem a tutela de nossos lamentáveis sindicatos. Porém, deixando de lado certos métodos de reivindicação universalmente condenáveis, como bloqueios de estradas e queimas de pneus, o movimento parece ter alcançado uma proporção tal que fica difícil determinar uma única substância de princípios e pautas por trás de tudo.

Ainda assim, é forçoso reconhecer que os últimos sinais, no momento em que escrevemos estas linhas, do ponto de vista do caráter das bandeiras defendidas, não são muito animadores. Uma reunião com representantes do governo e dos caminhoneiros – no caso, sindicatos, contrariando a tal pauta da “livre negociação sem tutela” – definiu um acordo mediante o qual o governo congelará (isso mesmo, congelará!) os preços do diesel por trinta dias e promoverá um subvencionamento à Petrobrás pelos enormes prejuízos que isso causará à empresa.

Em outras palavras, a velha receita intervencionista do Estado-empresário: o governo controlará a economia através da força da caneta e equilibrará as contas de uma empresa através da verba do pagador de impostos. Até quando isso se sustentará, não sabemos; talvez uma estratégia de um governo virtualmente acabado para empurrar tudo com a barriga até as eleições.

O único grupo representativo de caminhoneiros que se retirou da reunião e declarou insistir na paralisação também não alegou nenhum grande motivo virtuoso para assim agir. Disse simplesmente que só normalizarão as atividades quando a decisão de zerar a alíquota do PIS-Cofins virar lei – o que será compensado, naturalmente, com mais tributação em outras áreas, conforme a proposta apoiada pelo irresponsável presidente da Câmara, Rodrigo Maia, prevendo “reoneração” da folha de pagamento em diversos outros setores.

Pacto de governo entre o M5S e a Liga, na Itália

Cesar Maia

1. O Movimento Cinco Estrelas (M5S), um partido antissistema, e a Liga (nacionalista) concluíram hoje um programa de governo conjunto que inclui a expulsão massiva na Itália de imigrantes e um "imposto único", anunciou o líder do M5S, Luigi di Maio [foto]


2. Num vídeo divulgado através da sua conta de Facebook, Di Maio convidou os militantes do partido a votar o pacto de governo através da Internet até às 20h00.

3. O texto do pacto tem 57 páginas e 23 pontos de programa de Governo, embora deixe em aberto a decisão sobre quem será o presidente do Governo.

4. Ambos os partidos, que defenderam na campanha eleitoral o reforço dos controles fronteiriços para travar a imigração ilegal, propõem a expulsão de meio milhão de imigrantes ilegais e a construção de centros para os acolher quando chegarem ao país e onde ficarão enquanto estiverem irregulares.

5. O programa comum inclui também a alteração do sistema de pensões para facilitar o acesso à reforma e à renovação de gerações, através de um sistema, designado 'quota 100', que permitirá a reforma quando a soma dos anos de idade e de descontos some 100, se bem que por enquanto não há uma idade mínima para a aposentadoria.

[Aparecido rasga o verbo] Retrospectivando

Aparecido Raimundo de Souza

ESTIVEMOS ONTEM, DE PASSAGEM por Vila Velha, no Espírito Santo. O Espírito Santo é um estado fantasma. Nunca ninguém viu cara a cara o Espírito, nem tête-à-tête o Santo. Apesar disso, a cidade de Vila Velha, região da Grande Vitória, completou 483 anos. Vila Velha, diga-se de passagem, é uma metrópole de tirar o fôlego de gregos e troianos e até mesmo daqueles que já bateram com as doze e aparentemente (como, aparentemente?!) dormitam tranquilamente o sono eterno dos justos.

Vamos explicar. A indagação “como, aparentemente?!” salta à baila, em vista dos cemitérios locais estarem depredados, devastados, às moscas, notadamente ao descaso de um prefeito pilantra e um poder público, por trás dele, embaçadamente ferro-velhado. Para os senhores terem uma ideia mais ampla, conversamos com alguns “defuntos” em seus respectivos jazigos (e acreditem, as reclamações foram as mais diversificadas).  Na verdade, pulularam como pipocas nos carrinhos frente a um ajuntamento de pequerruchos. Destacamos as que nos chocaram de imediato.

Reparem. Sepulturas quebradas, carneiros sem as proteções necessárias, campas e ossuários esbodegados, sepulcros abandonados, cheios de lixo e matos em volta, muros pichados, capelas (para as famílias velarem seus entes queridos) vandalizadas, servindo a maioria, de banheiros improvisados e residências clandestinas para “noiados”, moradores de ruas, além de uma centena de usuários de drogas e sem teto.

Sem mencionarmos os casais de desocupados que praticam sexo, e nesse cavaquear, reviram os olhinhos a céu aberto, em plena luz do dia, e, à noite (principalmente à noite), sob o dossel fulgurante das estrelas.  

Nessa peregrinação, um falecido recente, nos revelou que, após ter sido enterrado, teve seu buraco (perdão, senhores, sua cova), arrombada. Arrombada não, assaltada. Levaram um cordão de ouro, um relógio de pulso e mil e quinhentos reais em dinheiro, que guardava nos bolsos para lanches durante a viagem até seu destino final. Tentou um Boletim de Ocorrência na delegacia local, mas sem êxito.

O delegado de plantão alegou que “não poderia atender a uma criatura que havia passado desta para melhor. Que ele, o “extinto”, reclamasse com São Pedro, ou outra entidade canonizada, tendo em vista, em sua pocilga (desculpem, de novo) tendo em vista, em sua delegacia, jamais ser importunado para registrar um BO, onde a vítima se constituía num morto vivo em carne e osso”.

[Discos pedidos] Carl Orff: Carmina Burana

Greve ou oportunismo?

Os fact-checkers ignoraram as “fake news” espalhadas pelo PT contra a senadora Ana Amélia?

Marlos Ápyus

Uma das agências contratadas pelo Facebook chamou de "deboche" a notícia falsa espalhada até por perfis verificados

No 17 de abril de 2018, Gleisi Hoffmann deu publicidade a um pronunciamento feito à TV Al Jazeera. No texto lido, uma longa sequência de mentiras sacadas pelo PT para tentar se safar da Justiça brasileira. Preocupada com a imagem do país lá fora, Ana Amélia usou a tribuna da casa que a acolhe para repudiar a postura da petista. No dia seguinte, contudo, a senadora do PP tornou-se o alvo dos militantes virtuais, que a acusavam de ter confundido “Al Jazeera” com “Al-Qaeda”, o grupo terrorista. Uma postagem de Manuela D’Ávilla, presidenciável pelo PCdoB, teve mais de 11 mil compartilhamentos e segue no ar mais de um mês após a publicação.


Mas teria sido isso mesmo?

Sem qualquer preocupação com a veracidade, o Congresso em Foco, e toda uma sorte de blogs sujos que nem merecem citação, ajudaram a espalhar a versão da comunista. Mas uma visita ao vídeo do discurso, ou às notas taquigráficas daquela sessão, confirmaria que, nas cinco vezes que Ana Amélia citou o referido canal, usou a expressão “TV Al Jazeera”, deixando claro compreender que se trata de um veículo de comunicação, e não um grupo terrorista. Mais: que havia apenas duas citações à Al-Qaeda, ambas da senadora Regina Sousa, do PT:

“Estão confundindo Al Jazeera com Al-Qaeda.”
“Al-Qaeda, sim, é um movimento cuja história vimos.”

No 19 de abril, um dos perfis oficiais do PT ajudou a reverberar a notícia falsa, também sem qualquer prejuízo à conta, ou mesmo retratação pela mentira espalhada.


Alegria da alma

Nelson Teixeira
Você não deve se sentir alegre somente quando as coisas lhe são favoráveis. Sua alegria deve ser constante, e não decorrente de algum acontecimento ou de alguém. Procure não depender de ninguém e de nada para ser alegre.

Saiba que se isto ocorrer, estará sempre dependente de algo ou alguém. A alegria deve estar na verdade é dentro de você constantemente. Sua alegria não pode depender de algo externo, mas estar contida na sua alma.

Seja alegre e viva sempre com alegria. Ser alegre antes de mais nada é como se fosse uma sabedoria da alma.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 25-5-2018

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Não cabe ao governo decidir o preço do combustível: a solução é o liberalismo

Rodrigo Constantino


Entendo a revolta dos caminhoneiros e de todos em geral com a alta da gasolina. Afinal, o brasileiro “malandro”, que grita “o petróleo é nosso” e condena a privatização da Petrobras, paga o combustível mais caro do planeta. Eu posso abastecer meu possante beberrão aqui em Weston pagando metade do preço por litro pago pelo brasileiro, que ganha, na média, quatro a cinco vezes menos do que um americano. Faça as complexas contas do custo extra em terras tupiniquins…

Mas compreender a revolta é uma coisa, aceitar a forma de reagir é outra, bem diferente. Novas greves? Paralisação? Estradas fechadas? O PT apoiando os caminhoneiros, logo o PT, que não mediu esforços para retira-los das vias quando era governo? Achar que a intervenção do governo é a solução para o problema da alta dos preços? Aí não, gente. Tem um livrinho que fala do fracasso das políticas de controle de preços há 40 séculos. Isso mesmo: quarenta séculos! Ainda não aprendemos?

Em sua coluna de hoje, Alexandre Schwartsman fala dessa insistência no erro, e foca no efeito perverso dessas medidas pontuais do governo, cedendo à pressão de grevistas: enfraquecer nossas instituições, as regras do jogo, a confiança dos investidores. Diz ele:

Por fim, muito embora os R$ 5,7 bilhões/ano arrecadados pela Cide representem parcela irrisória (cerca de 0,5%) da receita do governo federal, o quadro fiscal é grave o suficiente para não justificar medidas de renúncia tributária, ainda mais no caso da gasolina, que beneficiaria desproporcionalmente a parcela mais rica da população.

Mesmo que essas propostas não se concretizem, essa discussão é reveladora da fragilidade do ambiente institucional brasileiro.

Regras existem precisamente para dar previsibilidade, e não apenas econômica, para quem vive em sociedade. Se formos discutir mudança de regras em reação a cada evento que nos contrarie, não é difícil concluir que o quadro institucional não é estável.

E ainda há quem procure a razão do baixo investimento no país…

editorial do GLOBO também condenou o caráter populista da reação do governo, chamando de “insanidade” essa decisão de reduzir preços na marra para agradar grevistas:

Norte-coreanos consumidos por parasitas e doenças

ABIM
No Natal de 2017, dois soldados da Coreia do Norte comunista fugiram para a Coreia do Sul. Um deles, ferido gravemente, foi hospitalizado e se recuperou. Estava cheio de vermes, até mesmo de uma espécie exclusiva de caninos, e padecia de hepatite B – todas doenças resultantes da falta de saneamento básico.

O Dr. Lee Cook-Jong [foto ao lado] disse que em 20 anos “só havia visto um caso assim, num livro de texto médico”. 

O Dr. Choi Min-ho, especialista em parasitas e professor na Universidade de Seul, afirmou que 50% da população da Coreia do Norte têm parasitas. Mais uma comprovação de que a vida miserável é uma constante nos regimes comunistas, sendo o caso mais recente o colapso do sistema de saúde da Venezuela.
Título, Imagem e Texto: ABIM, 24-5-2018

If You Can’t Beat ‘Em … Swipe Their Slogan

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Jair Bolsonaro na Jovem Pan

Em sabatina ao Jornal da Manhã da Jovem Pan nesta segunda-feira (22), o deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) falou que “não tem obsessão pelo poder” e que “tanto faz” quem vai para um eventual segundo turno com ele, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Confira a entrevista na íntegra.


O Brasil, contrariamente às vespas bizantinas iletradas, mas Micrurus corallinus, tem, sim, bons candidatos à presidência da (nossa) República. Citando de memória: Flávio Rocha, Álvaro Dias, João Amoêdo, Jair Bolsonaro...
Viva, Brasil!

[Versos de través] A grande batalha!

Paizote Marques

Aquele menino pelado,
Como só podia ser...
À beira da sanga sentado,
Aprende!... Começa a viver!

A roupa não pode molhar,
Pois a escola está gazeando.
Quando pra casa voltar
Dirá: -estava estudando!

Na correnteza tão leve,
Gigantes ondas enxerga!
Lambari vira baleia...
Velas da nau se envergam!

Luta com muita garra,
Com os terríveis corsários
Cresce... e nem tudo é farra,
Com embates imaginários.

Envelheceu o garoto!
E dizem... só por intriga.
Que hoje sua grande batalha
É controlar a bexiga!

Título, Imagem e Texto: Paizote Marques, 23-5-2018

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Nos subterrâneos da arbitragem de futebol

Haroldo Barboza

Questões sobre fatos raros no futebol. Quem souber, favor esclarecer-nos.


1 – O goleiro bate o tiro de meta.
O beque recebe a bola fora da área.
Para gastar o tempo, suspende a bola e a recua de cabeça para o goleiro que a segura.
Existe penalidade nesta situação?

2 – No tiro de meta a bola entra em jogo quando sai da área.
Então é válido um gol convertido de um tiro de meta?

3 – O atacante e o beque escorregam pela linha de fundo.
A bola para perto da trave.
O atacante tenta voltar a campo para tocá-la para dentro da baliza.
O beque segura o atacante (fora de campo) e o goleiro a recolhe.
Existe penalidade neste caso?

4 – Um gandula lança uma cordinha que se enrosque nas pernas do goleiro visitante e este não consegue evitar um gol.
Qual a atitude do árbitro?
Já vi massagista entrar em campo e desviar bola que entraria e ficou por isto mesmo.

Título e Texto: Haroldo P. Barboza – Vila Isabel / RJ - Matemático
Autor do livro: Brinque e cresça feliz
Torce pelo time fundado no dia de seu aniversário: 21 de julho.

Angolano Rafael Marques nomeado 70º herói da liberdade de imprensa do IPI

Maka Angola


O jornalista Rafael Marques de Morais [foto], que tem enfrentado décadas de assédio e processos jurídicos ao revelar a corrupção e os abusos de direitos humanos na sua Angola natal, foi nomeado o 70º Herói Mundial da Liberdade de Imprensa do Instituto Internacional da Imprensa (International Press Institute – IPI).

Prémio Herói Mundial da Liberdade de Imprensa do IPI homenageia jornalistas que tenham dado uma contribuição significativa para a promoção da liberdade de imprensa, particularmente em face de elevado risco pessoal. Juntamente com o prémio Free Media Pioneer, também atribuído anualmente, este será apresentado numa cerimônia especial a 22 de Junho em Abuja, Nigéria, que terá lugar durante o Congresso Mundial e Assembleia Geral anual do IPI. Nos últimos quatro anos, os dois prémios foram concedidos em parceria com o International Media Support (IMS) de Copenhaga, Dinamarca.

Marques iniciou a sua carreira como repórter no jornal estatal Jornal de Angola em 1992, antes de ser demitido devido à sua determinação em desviar-se da linha traçada pelo então presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que governou a antiga colónia portuguesa com mão de ferro entre 1979 e 2017.

Em 2008, depois de anos a escrever para meios independentes em Angola e de ter sido o autor de numerosos relatórios sobre violações de direitos humanos, Marques fundou o site de vigilância Maka Angola, que leva a cabo trabalhos de investigação sobre corrupção envolvendo líderes com posições de destaque nas esferas da política, negócios e militar de Angola.

Marques desencadeou a ira oficial pela primeira vez em 1999, quando publicou um artigo no semanário independente, Agora, descrevendo José Eduardo dos Santos como um ditador responsável por destruir o país e promover a incompetência e a corrupção. Pouco depois, Marques foi preso e acusado de difamação. Acabou por passar 43 dias em prisão preventiva antes de ser condenado a uma pena de prisão de seis meses em março de 2000. Mais tarde, o Tribunal Supremo de Angola reduziu a pena para uma sentença suspensa.

3º Encontrão: Livro de Ouro

“Era uma vez uma Empresa aérea... Muitos dos que estão aqui foram protagonistas. E hoje, todos, estão aqui como um ato de rebeldia: não, a história dessa Empresa ainda não acabou!
Não, a história da Varig ainda não acabou!
Por isso, nós estamos aqui continuando a escrevê-la!
Abraços e beijos de carinho./-“


É a mensagem escrita no Livro de Ouro dos Encontrões.
Vejamos abaixo o que escreveram alguns dos “terceiros Encontrantes” (os que se lembraram do Livro 😊:

Muito obrigado pela oportunidade de reviver a vida de variguiano.
Beijos a todos.
Louis Arêas

Obrigada pela tarde maravilhosa.
Rita de Souza e Xavier de Souza

Bom demais participar deste encontro e rever tanta gente querida! Obrigada pela oportunidade e parabéns aos Organizadores do Evento. Beijos.
Patricia (Comissária) e David

Queridos colegas amados!
Foi minha primeira vez! Com certeza não a última que estive aqui com tantos amados!
Sou grata pelo privilégio!
Levo comigo a lembrança, o carinho e alegria destes momentos! De Blumenau em Portugal, todo o meu carinho e amor.
Varig para sempre!
Margit Geit (Comissária)

terça-feira, 22 de maio de 2018

David Duke, líder do KKK: o novo herói do Bloco de Esquerda?

Temos alertado para o discurso xenófobo do Bloco de Esquerda que, em vários domínios, se aproxima perigosamente (ou ultrapassa mesmo pela direita, o que é incrível!) da narrativa da extrema-direita de inspiração nazi


João Lemos Esteves

1. Portugal, nos últimos dias, é um país sitiado pelo futebol: um grupo de criminosos, disfarçados de adeptos de um clube português histórico, com a cumplicidade (talvez indireta ou, citando o próprio, involuntária) de um presidente irresponsável e pirómano, lograram absorver por completo o espaço público. Liga-se a televisão e o que se vê? Bruno de Carvalho falou; Bruno de Carvalho vai falar; Bruno de Carvalho irritou--se com Jorge Jesus; Jorge Jesus acalmou os jogadores; Juve Leo desmente; Juve Leo confirma; líder da Juve Leo tem um BMW azul; jogadores do Sporting deprimidos; Ferro Rodrigues a falar sobre a crise do Sporting; Marcelo Rebelo de Sousa a comentar o… Sporting; Dias Ferreira, do Sporting, arrepende-se e contraria Dias Ferreira, versão de há dois meses, do Sporting – e assim sucessivamente. Parece interminável.

2. Há um aspeto analítico que resulta evidente da abordagem mediática ao futebol que é transponível para a cobertura dos assuntos políticos: a obsessão da maioria dos jornalistas em criar uma narrativa. No futebol, a lógica é engendrar uma narrativa que seja vendável comercialmente; na política, a narrativa é gizada atendendo aos interesses políticos que pretendem prosseguir. Salvo honrosas exceções (que, em Portugal, ainda continua a haver, basta atentar no “i” e no “Sol”), os jornalistas políticos (ou políticos-jornalistas) tendem a inculcar os seus próprios preconceitos ideológicos na abordagem a factos ou pessoas, embora se reputem sempre como imparciais e objetivos. Apresentam, destarte, a sua visão pessoal da realidade como se fosse “a” realidade, a única realidade, a “realidade verdadeira” – e o público (sobretudo com as características do povo português, com uma paupérrima intervenção política e ainda mais escassa cultura política) continua a reconhecer máxima credibilidade e respeitabilidade aos órgãos de comunicação social tradicionais: se o jornalista diz que assim é, então é porque é assim mesmo – eis o state of mind da maioria do povo português.

3. Ora sucede, porém, que a objetividade e imparcialidade do jornalista é um mito (reiteramos: salvo honrosas exceções!) – antes, os jornalistas políticos têm as suas preferências ideológicas que tentam fazer vingar através da autoridade própria que eles sabem que mantêm junto do povo português. Por conseguinte, nós temos alertado para o paradoxo da democracia portuguesa: um partido como o Bloco de Esquerda, que vale menos de 10% nas urnas, tem um peso seis ou sete vezes superior nas redações dos principais jornais nacionais. Daí que pareça que é o BE – e este novo PS radical que António Costa impulsionou, por imperativo de sobrevivência pessoal – que controla a agenda política em Portugal. Pior: a própria política internacional é vista pelo prisma ideológico-preconceituoso do Bloco de Esquerda. Não há análise crítica, não há isenção, não há equilíbrio – há, tão-somente, uma abordagem que sirva os interesses políticos da esquerda e da extrema-esquerda.

Sérgio Moro recebe honoris causa


Relacionados:

3º Encontrão: Eu fui!


No passado dia 19 de maio aconteceu em Sintra o 3º Encontro Europeu de ex-Trabalhadores da Varig, Familiares, Amigos.

Na quinta-feira, antes do Encontrão, fizemos um happy hour na Ginginha e fomos jantar no "Frango do Bonjardim."
Foi muita alegria e emoção.




Eleições: oportunismo e pragmatismo crescem mundo afora

Cesar Maia
      
1. Nesta semana, na Itália, o MV5 – antissistema -, que obteve uma vitória por maioria simples, e a Liga Norte, que no bloco majoritário da direita foi a mais votada, fecharam um acordo para formar maioria parlamentar e assumir o governo italiano. 
      
2. Mas, para isso, deixaram de lado seus conflitos ideológicos e abriram mão de suas principais bandeiras que os levaram à vitória, como a rejeição ao Euro e a União Europeia.
      
3. Até se entende que durante o processo eleitoral os candidatos ou partidos flexibilizem seus programas, de forma a construir maioria que os leve a vitória e a governabilidade. O ponto que caracteriza oportunismo e pragmatismo é quando uma vez eleitos alterem seus compromissos de campanha de forma a construir uma maioria artificial para assumir o governo. 
       
4. Em Portugal foi assim. A centro-direita do primeiro-ministro Passos Coelho venceu com maioria simples. A centro esquerda do Partido Socialista ficou sem maioria parlamentar. Mas atraiu a esquerda radical, que fez sua campanha contra o Euro e contra a União Europeia. Mas, para constituir o governo, firmou um compromisso que negava as bandeiras da campanha. Dessa forma, o PS constituiu uma maioria parlamentar oportunista/pragmática e assumiu o governo.
      
5. Na Alemanha, os dois partidos de centro-direita, que historicamente formavam uma maioria parlamentar, não puderam refazer a aliança na eleição passada porque o FDP – liberal - não ultrapassou a cláusula de barreira. Mas, na última eleição, o FDP cresceu e formou bancada de deputados. 
    
6. Surpreendentemente, não aceitou formar maioria parlamentar com o CDU, alegando que essa aliança o prejudicava eleitoralmente. Com isso, a primeira-ministra Merkel teria que convocar novas eleições ou repetir um governo híbrido como o anterior. E foi isso o que ocorreu. O FDP, temendo uma nova eleição, preferiu decidir se mantinha a coligação híbrida anterior, embora na campanha tenha negado isso taxativamente. Convocou uma assembleia que decidiu manter a coligação. Só que agora com exigências muito maiores na composição do governo. Merkel achou melhor aceitar para não correr riscos de redução de sua bancada.

Vaquinhas sem leite

Péricles Capanema


Estão proibidas as doações de empresas (pessoas jurídicas) para a campanha eleitoral. Foi medida amplamente trombeteada como moralizadora. A partir de 15 de maio, o eleitor (pessoa física) pode aquinhoar legalmente seu candidato. Existem limitações e entre elas o doador só pode contribuir com até 10% do rendimento bruto declarado no IR, CPF obrigatório, ajuda acima de R$1.064,10 apenas por TED.

Em inglês, este sistema é chamado de crowdfunding (financiamento na multidão, em tradução livre). Em português é a conhecida vaquinha. A respeito, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, declarou: “A possibilidade de impulsionar o seu candidato, através do voto e do financiamento, gera no eleitor a sensação de disputa e de que está integrado ativamente no processo eleitoral”. Na mesma direção opinou a jornalista Eliane Catanhêde: “A ‘vaquinha virtual’ é uma forma de mobilizar a sociedade e de engajar o eleitor no projeto de seu candidato”. Vai mobilizar a sociedade! Vai promover integração ativa dos cidadãos no processo eleitoral! Santo Deus! Que medida! Um colosso! Vamos baixar a bola e espreitar ao nosso redor.

Luiz Fux é de momento a mais alta autoridade eleitoral do Brasil, jurista respeitado. Aqui vai apenas como exemplo de fenômeno generalizado no mundo oficial brasileiro — a realidade óbvia debaixo dos olhos, fácil de observar, não impressiona. Sua animada declaração padece do que é generalizado entre políticos e até na alta magistratura: na melhor das hipóteses, a preguiça de observar a realidade. Em alguns a cautela em disfarçá-la. Não à toa Talleyrand, político consumado, escreveu certa vez, a palavra nos foi dada para disfarçar a realidade.

Vamos à análise — em inglês é corrente a expressão ser agredido pela realidade; sejamos então agredidos por ela. Leitor, você sabe de algum pobre coitado ou ouviu falar de alguém que está com sensação de disputa ou de integração ativa no processo eleitoral por ter pensado transferir uns caraminguás a determinado candidato? Uma mãe Dinah lhe sussurrou que a faculdade de pingar moedas nos pires dos candidatos mobilizará a sociedade? E ainda desencadeará engajamentos? Paro por aqui, nada disso vai acontecer; e qualquer zé-mané da rua capta isso sem muito esforço. Até me veio ao espírito o trecho do Evangelho: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos”.

[Aparecido rasga o verbo] Homem de verdade ou a eterna veleidade do idílio inexistente?

Aparecido Raimundo de Souza

Homem de verdade é aquele que ama cinco mulheres ao mesmo tempo, uma de cada vez, em pontos diferentes, torcendo, todavia, para que elas nunca se encontrem na mesma hora, e de preferência, na mesma cama”.
Da série Aprazo Sem Garantia

HOMEM DE VERDADE, É AQUELE que sabe o momento exato de parar, de tirar o time de campo, de pegar seu banquinho, sair à francesa e seguir adiante, sem olhar para trás. Sequer dar uma relanceada de olhos para uma despedida fugaz respingada por dissabores de horrenda solidão. Solidão é um mal arredio e perverso. Sempre aflora quando nos acantonamos isolados e melancólicos dentro de nossos piores desesperos.

Homem de verdade é aquele que anda de cabeça erguida. O que jamais se deixa abater diante dos atravancos e empecilhos, nem tropeça duas vezes nos mesmos erros cometidos. Sempre arranja novos desafios para se divertir e chegar à conclusão que superou a própria imbecilidade moradora dentro de si. A imbecilidade é uma célula de má índole fixada em nosso corpo, como um vírus superpoderoso. Ao menor sinal de imunidade baixa, faz questão de se mostrar vivo e pulsante.

Se porventura o homem de verdade desvia os passos, ou sai da rota previamente traçada e involuntariamente se depara e cai motivado por uma topada inesperada, levanta de novo. Bate ligeiro na poeira, suspira forte, ergue a cabeça e segue de onde estancou a jornada. Faz isso sem derrubar o amigo que está ao lado, ou logo atrás. Derrubar alguém, cedo ou tarde fará com que um castigo intempestivo se faça dominante como uma queda abrupta e ultrajadamente demolidora.

Homem de verdade não faz xixi nas vias públicas. Tampouco mija nos muros. Não faz cocô em terrenos baldios, nem atira gracejos às moças desacompanhadas quando cruza com elas pelas ruas da cidade. Chalaças à estranhas nem sempre resultam em desfechos positivos.

Homem de verdade não dirige embriagado, não manda o guarda de trânsito tomar naquele lugar e, quando sai com os companheiros para se divertir, não devassa a compostura bebendo o conteúdo do copo além da conta, a ponto de inflamar vexames ou provocar escândalos a quem quer que seja. “Quem quer que seja”, por mais convizinho que possa parecer, debanda, distanciando a amizade e retrogradando os laços da simpatia e cumplicidade.

Homem de verdade não vive enroscado com trapaças, engodos, tramoias ou claudicações. No mesmo norte, não tenta embaçar, fraudar, extorquir ou ludibriar a boa-fé alheia. Não mente para a esposa nem a trai arranjando amantes. Principalmente “babados imaginários”. Não gasta dinheiro à toa em boates e motéis de categorias duvidosas. Pocilgas de beira de estrada denigrem a imagem do homem de verdade e o faz devasso e indecoroso diante de sua própria consciência.
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