segunda-feira, 25 de maio de 2015

Companhia aérea enfia toda a parvoíce da internet num vídeo de segurança

Os vídeos de segurança que as companhias aéreas exibem nos seus voos são amplamente ignorados pelos passageiros. Vai daí, a Delta Airlines fez um com toda a parvoíce tornada viral na internet.
Pedro Gonçalves

Durante muito tempo, as instruções de segurança nos voos comerciais foram demonstradas ao vivo e a cores por elementos das tripulações das companhias aéreas. Até que a proliferação de ecrãs de vídeo nas cabinas dos aviões abriu um mundo de possibilidades para a exibição de conteúdos. Nomeadamente filmes. Uns francamente chatos. Outros absolutamente irresistíveis.

A americana Delta Airlines não é exatamente virgem no território dos vídeos de segurança criativos. Mas desta vez jogou baixo: para assegurar a atenção dos passageiros, juntou no mesmo filme (a transmitir ainda a partir deste mês de maio) mais de 20 fenómenos virais do YouTube. Não são fenómenos alegadamente virais, mas protagonistas tão populares como o homem do arco-íris duplo, o esquilo dramático, uma cabra aos gritos, o pixelizado nyan cat, o mentor do destruidor canal “Will it Blend?”, os irmãos do clássico “Charlie Bit My Finger” e o inesquecível Harlem Shake. Veja então toda a internet dentro de um avião:


E já que aqui está, veja ou recorde outros casos de vídeos de segurança aérea completamente fora do baralho. Como o da Air New Zealand com o elenco de O Hobbit:

O programa eleitoral que é um álibi

Alexandre Homem Cristo 
António Costa tem de escolher entre livrar-se dos discípulos de Sócrates ou convencer-nos de que Paulo Campos já não é Paulo Campos. É essa a prova de fogo da credibilidade das suas propostas.

Vou directo ao assunto: o pré-programa eleitoral do PS tem propostas boas e outras menos boas, mas António Costa não lançou o documento para que as centenas de propostas fossem todas escrutinadas publicamente – se realmente pretendesse escrutínio, não as diluiria em 134 páginas. O líder do PS comunicou as suas propostas porque queria afirmar uma mensagem. E, neste caso, essa mensagem é, sobretudo, um álibi: a inocência do actual PS perante os erros que os socialistas cometeram no passado recente.

Percebe-se a estratégia. Olhando para o que foi esta legislatura, há três fantasmas que têm atormentado o PS e faz sentido que Costa confie ao programa eleitoral e ao cenário macroeconómico a missão de os espantar. Primeiro, o vazio de alternativas às políticas de austeridade, agora preenchido por centenas de propostas que satisfarão gregos e troianos. Segundo, a proximidade de discursos entre PS e Governo, agora desligada pela aposta dos socialistas em mais investimento público. E, terceiro, a falta de credibilidade do PS em matéria de economia e finanças (face ao legado de políticas de endividamento dos Governos Sócrates), e cujo currículo dos economistas que elaboraram o cenário macroeconómico tentou eliminar. Ou seja, tudo no programa eleitoral e no cenário macroeconómico do PS se restringe ao objectivo de blindar António Costa enquanto candidato, libertando-o das grilhetas que o fragilizam na opinião pública.

Note-se que não estou a criticar. Os programas eleitorais são instrumentos de campanha política, que servem para colocar os candidatos na agenda mediática, disfarçar as suas fragilidades e ajudá-los a ganhar votos nos debates e nas acções de campanha. Dito de modo simples, são um guião para ganhar eleições e não um manual para a governação. É mesmo assim que funciona. Daí que devam ser lidos em função dos seus objectivos e que seja uma ingenuidade isolar e elogiar ou criticar uma proposta em concreto – como a de levar ao Parlamento a aprovação de grandes obras públicas que, boa ou má, tem como real propósito redimir o PS dos pecados de Paulo Campos.

E o esfaqueado do dia é… um militar da Marinha!

Felipe Moura Brasil

Foto: Carlo Wrede/Agência O Dia

A sétima vítima de ataque a faca na cidade do Rio de Janeiro em sete dias é Alexandre Lima Ribeiro, 23 anos, militar da Marinha.

Três homens o atacaram com quatro facadas no peito por volta das 23h30 de sexta-feira na Rua da Igrejinha, em São Cristóvão, na Zona Norte, e fugiram sem levar nada.

Alexandre foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, e transferido neste sábado para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins de Vasconcelos. Ele está lúcido e chegou a fazer um sinal de “ok” para a reportagem do jornal O Dia.

Segundo os médicos, os ferimentos não foram profundos.

Segundo O Globo, a pacificação é um sucesso.
Título e Texto: Felipe Moura Brasil, veja, 23-5-2015

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Guerra verbal: onde a guerra política começa a ser disputada. E o que a direita ainda precisa descobrir

Luciano Henrique

A Bíblia diz “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Daí quando o verbo caiu nas mãos da direita, a coisa foi para o brejo. Falando sério, nenhum outro grupo social de larga escala foi tão desleixado no uso da expressão verbal quanto a direita. Minto. A direita religiosa consegue ser pior que a direita secular.

Esse é nosso grande desafio. Hoje em dia, a direita que consegue usar a linguagem como uma “arma” (assim como a esquerda já o faz) é ínfima. Devemos aumentar esse contingente urgentemente. Até acredito que no cotidiano, as pessoas de direita usem a linguagem a seu favor. Na hora de fechar um contrato, fazer uma negociação, nos relacionamentos, etc.

Por exemplo, existe uma diferença entre o que pensamos e o que falamos. Imagine alguém conhecendo uma bela garota e pensando: “Quero levar ela para cama hoje pois eu não consigo pensar em outra coisa”. Mas na hora da sedução, com certeza a verbalização será bem diferente do pensamento, até porque se fosse exatamente igual tudo que ele falasse iria distanciá-lo de conseguir seduzir a garota de fato. Enfim, pela cabeça passam todos os tipos de pensamentos. Mas ao falarmos em situações onde estamos sob avaliações externas, a coisa muda de figura, e devemos aliar o discurso aos resultados esperados.

É claro que o direitista não é uma figura inábil para a vida social, quando comparado aos esquerdistas. São tão aptos quanto. Porém, quando falamos do debate público, a coisa desanda. O analfabetismo político torna tudo até engraçado.

A boa notícia é que podemos fazer algo a respeito. O primeiro pontapé é começarmos a entender que a guerra política é vencida (ou perdida) enquanto cada lado abre sua boca, e decide, pela sua própria consciência, o que será expressado. Em tempo: “abrir a boca” é uma metáfora para qualquer expressão humana, seja por via oral ou pela via escrita.

Vamos a um exemplo. Leonardo Sakamoto fez um post se fingindo de vítima de ódio. Usou vários posts de oponentes em seu fórum dizendo “você devia morrer” ou “melhor se você for estrangulado”, etc.

Na hora de abrir a boca, Sakamoto optou pelo shaming em cima do que oponentes fizeram. Essas pessoas que o atacaram optaram pelo discurso da ameaça direta, um dos discursos mais falidos da era atual, onde a dissimulação é necessária ao menos em alguma medida. A pergunta a ser feita é: “em busca de qual resultado cada um ali abriu a boca?”. É claro que Sakamoto, estrategicamente falando, sabe escolher suas verbalizações. Muitos de seus adversários, inocentemente, nem pensam nisso.

Charada (53)


Cada um dos seguintes grupos reúne reis portugueses
com uma particularidade comum. Contudo,
no primeiro grupo está um rei que pertence
ao segundo e no segundo está um rei que pertence
ao primeiro.

D. João III
D. Pedro IV
D. Duarte
D. Carlos
D. Sebastião
D. João I
D. Maria I
D. Manuel II
D. Afonso V
D. José
D. Manuel I
D. Afonso VI
D. João III
D. João IV
D. Henrique
D. Luis

Indique a particularidade comum de cada 
grupo e quais os dois reis que estão trocados.

Gostava de ter um programa assim onde votar. Mas não vou ter

José Manuel Fernandes 
Gostava de políticos que em vez de prometerem fazer, prometessem deixar fazer. E gostava de um país onde os cidadãos, em vez de pedirem tudo ao Estado, assumissem mais responsabilidades no seu destino

1. Duas entrevistas. Pedro Passos Coelho. António Costa. As linhas gerais de um programa eleitoral: o do PS. Muitos jogos florais, troca de galhardetes, mas ao mesmo tempo um tremendo vazio. O que os principais partidos portugueses nos têm para oferecer são apenas graus diferentes, ou velocidades diferentes, de regresso ao passado, ao país de antes da crise.

Com mais juízo e menos desvarios, com formas diferentes de verem a retoma da economia, mas sem nenhum dos dois partidos ter a ousadia, a frontalidade, de dizer aos portugueses que não é possível voltar ao antigamente, aos “direitos adquiridos” para sempre, aos contratos de trabalho para a vida, ao mundo previsível, protegido, mas irremediavelmente falido, que foi o nosso até ao dia em que tivemos de pedir ajuda externa. A questão não é apenas voltar ou não às grandes obras públicas, ou fazê-las por “consenso alargado” – a questão, a grande questão, é que temos um modelo de Estado, e um modelo de relacionamento do Estado com a economia, que tem de ser profundamente revisto. Mas disso não se fala.

Gostava que nas próximas eleições tivesse um programa no qual pudesse votar com entusiasmo e convicção – já comecei a perceber que a escolha vai ser entre um mal maior e mal menor. Se chegar a ser.

O que realmente gostava é que se percebesse que a nossa crise não existe apenas por causa da bebedeira dos juros baixos, da ineficiência de uma economia acomodada a um mercado interno protegido e, claro, dos desvarios de José Sócrates. Ou da crise financeira global que foi o detonador das crises que vieram depois. É altura de perceber que isso não explica tudo. A nossa crise, como a crise que, em diferentes dimensões e modalidades, tem persistentemente condenado as economias desenvolvidas, com poucas excepções, a crescimentos anémicos, decorre de mudanças radicais que exigem soluções também radicais.

2. O que não nos dizem é que, mesmo depois de regressarmos aos mercados ou de retomarmos um crescimento inevitavelmente tímido, continuamos sentados em cima de uma bomba relógio. Uma bomba relógio política, pois é cada vez mais difícil – ou tem-se mostrado cada vez mais difícil – tomar decisões estruturais e obter consensos alargados, uma vez que grande parte das nossas sociedades, e da portuguesa em particular, está entrincheirada em qualquer forma de benefício (das “rendas” dos grandes oligopólios às “rendas” de casa subsidiadas de “pobres” para a toda a vida, passando pelas “rendas” dos pilotos da TAP ou dos trabalhadores do Metro). Difícil também porque a democracia tem dado lugar à demagogia, o realismo cede terreno face ao populismo, a transparência tornou-se obsessiva bisbilhotice, o debate político e ideológico parece ter-se transferido para o tribalismo grotesco das redes sociais e das suas reacções viscerais (também lhes chamam “virais”).

domingo, 24 de maio de 2015

O Deus do filósofo Sartre...

Valdemar Habitzreuter

Se Deus é nosso criador, então já somos alguém com uma essência, somos seres humanos já com uma bagagem, um conteúdo existencial, uma semente já plantada que se desenvolverá. Mas aí, segundo Sartre, restringe-se de certa forma nossa liberdade, pois estaríamos dependentes de um agente externo que já antecipou nossa essência, o que somos potencialmente; seria como se Deus tivesse plantado uma semente em nós para se desenvolver segundo Sua vontade.

De outro lado, se o homem/mulher se considera alguém que autonomamente constrói o que quer ser, prescindindo de um Criador, teria que admitir que está condenado à liberdade, sempre obrigado a agir com liberdade, sem coação de um Ser superior, pois teria que esforçar-se a ser seu próprio projeto de vida, teria sempre que fazer escolhas do que quer ser, construir sua própria essência, seu caráter.

Para Sartre, viemos ao mundo nus, sem bagagem alguma, sem essência alguma, e é a partir do nada que precisamos construir o que queremos ser. Nossa existência, assim, antecede nossa essência; primeiro existimos e depois segue-se o que queremos ser; somos nada de ser ao nascermos, mas conseguimos ser alguém ao longo de nossa existência pelo fato de sermos condenados à liberdade, sermos obrigados a fazer escolhas. Por isso, o homem é condenado a ser livre. A isto Sartre dá o nome de existencialismo: existimos para essencializar-nos.

O que é melhor: sermos dirigidos de fora por alguém, por um Deus determinista, ou sermos autônomos na construção de nossa essência, na formação de nosso caráter? Sartre prefere a segunda alternativa. Aliás, ele não prefere, ele só tem essa alternativa, pois ele se autoproclama ateu.

Diz Sartre que o homem está lançado no mundo diferentemente das coisas. Estas são aquilo que são e não outra coisa, são coisas em si – ser em-si. O homem, por seu turno, é um ser para-si, isto é, tem consciência de si e das coisas, e a partir da consciência de sua existência agirá no mundo para erigir sua própria essência, através de escolhas, segundo seu projeto de vida.  

Essa liberdade sartriana seria o projeto do próprio homem auto realizando-se, projetando-se a ser ele mesmo ‘deus’, sem forças externas (um Criador) influenciando no que ele quer ser....
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 24-5-2015

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“Ao pintar uma cena na floresta, o homem torna-se Deus”

[…]
Sir Kenneth Bark  esboçou uma careta.
“A arte pertence a uma categoria especial”, indicou. “Bem entendido, quando se confrontam com a natureza, os seres humanos adotam uma postura contemplativa. Encaram o mundo como ele é e ficam maravilhados com tudo o que veem que não os ameaça. Um vulcão a expelir lava incandescente, uma leoa a cruzar a savana para caçar uma zebra, uma tempestade que rasga a noite de relâmpagos, o céu estrelado a cintilar na mancha profunda do espaço como pó em brasa.”

“E a arte?”

“A arte não é uma coisa que exista naturalmente no mundo, trata-se antes de uma criação humana. A arte é o produto da ação do homem quando ele tenta transcender a sua condição  animal e passar de criatura a criador. A arte surge quando alguém transforma um ato animal num objeto cultural que de pode tornar sublime. Ao pintar uma cena na floresta, o homem torna-se Deus porque cria numa tela a natureza, ao contar uma história num romance o homem torna-se Deus porque cria no papel a vida de pessoas, mesmo que imaginárias.”

“O homem torna-se Deus? Não estará a exceder-se?”

O curador girou a mão, indicando tudo o que os rodeava.

“Deus é um artista, meu caro, pelo que a arte é um ato divino”, sentenciou. “Deus é a entidade que tudo cria, mas que permanece invisível por detrás da Sua criação, não lhe parece? Ora se for ver a bem, um artista é isso mesmo. Um pintor pinta um quadro, mas o criador permanece invisível por detrás da criação. O mesmo acontece com um dramaturgo ou um romancista, por exemplo. Imagine que não éramos pessoas de carne e osso, mas personagens de um romance.”

“Oh, que absurdo!”

“Pois, mas imagine por um momento que essa era a nossa situação. Quem seríamos nós? Criaturas, claro. Mas quem seria o nosso criador? O romancista que nos concebeu e que nos deu vida nas páginas do seu romance. Ou seja, o romancista seria Deus porque foi ele que tornou tudo possível e nos soprou a centelha da vida, embora permaneça invisível por detrás de cada palavra que escreveu. No fundo a vida é um romance e nós não passamos de personagens concebidas pelo supremo artista, Deus. É por isso também que digo que a arte é o processo de divinização da condição humana. O ponto de partida, contudo, é um ato animal.”

Kaloust imobilizou-se diante de uma pintura de Sebastiano del Piombo que mostrava Jesus a ressuscitar Lázaro no meio de uma multidão.


“Desculpe, não percebo. Está a dizer-me que este quadro, por exemplo, resulta de um ato animal tornado divino?”

O nosso mundo

Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos
Como um divino vinho de Falerno!
Poisando em ti o meu amor eterno
Como poisam as folhas sobre os lagos...

Os meus sonhos agora são mais vagos...
O teu olhar em mim, hoje, é mais terno...
E a Vida já não é o rubro inferno
Todo fantasmas tristes e pressagos!

A vida, meu Amor, quer vivê-la!
Na mesma taça erguida em tuas mãos,
Bocas unidas hemos de bebê-la!

Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...
Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?...
O mundo, Amor?... As nossas bocas juntas!...

Florbela Espanca

Morte em Veneza

Diogo Mainardi

Eu, Diogo, fiz um textinho sobre a decadência de Veneza para O Globo.

Se quiser, está aqui:


"Veneza é decadente, claro, mas não são 30 anos de decadência, como imaginam os jornalistas ingleses que passam rapidamente pela cidade, e sim 500 anos. Até a decadência, em Veneza, tem uma dimensão fabulosa. De fato, a ruína faz parte da cultura veneziana. Comparar a Veneza de hoje à Veneza de 30 anos atrás, quando me mudei para cá, é uma mesquinharia histórica. Não há uma única esquina da cidade que não exprima decadência e morte. E não há uma única obra artística ou literária que não esteja carregada desse sentimento de perda, dos quadros de Tiziano ao “Mercador de Veneza”, das aventuras de Casanova aos ensaios de John Ruskin.

No verão, vou todos os dias à praia em que o protagonista de “Morte em Veneza” está morrendo de cólera. Da minha janela, vejo as cúpulas da Igreja da Salute, erguida para comemorar o fim da peste de 1630, que matou dezenas de milhares de pessoas. Dessa mesma janela, atirou-se a poeta americana Constance Fenimore Woolson, a melhor amiga de Henry James, suicidando-se. Ao sair de casa, piso necessariamente na lajota em que ela se espatifou. E digo: “Bom dia, Constance”.

Nos últimos 30 anos, algumas coisas de fato pioraram. Fechou a quitanda perto de casa. Fechou o padeiro. Fechou a barraca que vendia peixe. Agora a gente tem de ir ao supermercado para fazer compras. Isso não ocorreu apenas em Veneza — é um fenômeno mundial. Outra coisa que piorou: fomos invadidos por navios transatlânticos, que ameaçam a sobrevivência da cidade. Mas meu filho de 9 anos pode ir sozinho para a escola, como em qualquer cidadezinha do interior. E pode ir jogar bola com os amigos na rua. E meu filho de 14 anos, que caminha com um andador, também pode ir sozinho para a escola, porque a prefeitura foi muitíssimo camarada e manteve as rampas da maratona de Veneza nas pontes perto de casa.

Sim, Veneza exprime decadência e morte — e eu vou morrer aqui". 
Título e Texto: Diogo Mainardi, O Antagonista, 24-5-2015

Três pessoas por dia esfaqueadas


Atitude correta

Nelson Teixeira
Você sente verdadeira alegria com o trabalho que está fazendo e com a vida que está levando?
Você se orgulha do trabalho que não é só bem feito mas feito com perfeição?
É desagradável para você ver as coisas serem mal feitas e sem vontade?

Você está consciente que você só fica satisfeito quando dá o melhor de si, colocando todo o seu coração no que faz, agindo em nome de Deus e pela Sua glória?
Então, está tudo certo. Você não vai jamais se satisfazer com um trabalho feito pela metade, ou mal feito.

Faça o que deve ser feito com alegria e amor, e que esta disposição esteja presente em tudo que você faz, desde as tarefas mais simples até os trabalhos vitalmente importantes.

Certifique-se de que a  sua atitude é sempre a correta para que você só coloque as vibrações certas no que estiver fazendo.
E você irá descobrir que agindo assim, além de tudo, você vai se divertir e apreciar muito mais o seu trabalho. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 24-5-2015

sábado, 23 de maio de 2015

A arte de saquear os aposentados

Almir Papalardo

1997
10 SM
9 SM
8 SM
7 SM
6 SM
5 SM
4 SM
3 SM
2 SM
1998
  9,68  
  8,71
  7,74
  6,77
  5,81
  4,84
  3,87
  2,90
  1,94
1997
  9,67
  8,71
  7,74
  6,77
  5,80
  4,84
  3.87
  2,90
  1,93
2000
  9,22
  8,30
  7,38
  6,45
  5,53
  4,61
  3,69
  2,77
  1,84
2001
  8,33
  7,49
  6,66
  5,83
  5,00
  4,16
  3,33
  2,50
  1,67
2002
  8,17
  7,35
  6,54
  5,72
  4,90
  4,09
  3,27
  2,45
  1,63
2003
  8,01
  7,21
  6,41
  5,61
  4,81
  4,01
  3,21
  2,40
  1,60
2004
  7,89
  7,10
  6,31
  5,52
  4,73
  3,94
  3,16
  2,37
  1,58
2005
  7,27
  6,54
  5,82
  5,09
  4,36
  3,64
  2,91
  2,18
  1,45
2006
  6,54
  5,89
  5,24
  4,58
  3,93
  3,27
  2,62
  1,96
  1,31
2007
  6,23
  5,60
  4,98
  4,36
  3,74
  3,11
  2,49
  1,87
  1,25
2008
  5,99
  5,39
  4,79
  4,19
  3,59
  2,99
  2,39
  1,80
  1,20
2009
  5,66
  5,09
  4,53
  3,96
  3,40
  2,83
  2,26
  1,70
  1,13
2010
  5,56
  5,00
  4,45
  3,89
  3,33
  2,78
  2,22
  1,67
  1,11
2011
  5,54
  4,98
  4,43
  3,88
  3,32
  2,77
  2,22
  1,66
  1,11
2012
  5,15
  4,63
  4,12
  3,60
  3,09
  2,57
  2,06
  1,54
  1,03
2013
  5,01
  4,51
  4,01
  3,51
  3,01
  2,51
  2,01
  1,50
  1,00
2014
  4,96
  4,46
  3,97
  3,47
  2,97
  2,48
  1,98
  1,49
  1,00
2015
  4,84
  4,35
  3,87
  3,39
  2,90
  2,42
  1,94
  1,45
  1,00

Através do quadro estatístico acima pode-se constatar que os aposentados do RGPS que ganham acima do Salário Mínimo, a partir do ano de 1998, começaram a ter achatamentos escabrosos nas suas aposentadorias devido ao  mal-intencionado desvínculo "Aposentadoria  X  SM".  Por isso, a cada novo reajuste, os seus proventos em número de SM, em confrontação, é sempre menor que o do ano anterior, conforme é claramente demonstrado na planilha! Vemos ganhos no início da aposentadoria em 1997 no valor de 10 SM e, agora, em 2015, vemos, constrangidos e amargurados, que eles foram reduzidos diabolicamente para 4,84 SM (!?).

O ano de 1997 da planilha é o referencial da faixa em que o aposentado está incluído, não passando de 10 SM, que era o valor máximo (teto) pago pela Previdência Social. Daí em diante, como prova cabal de que o aposentado é o único que não tem atualizações monetárias e sim perdas reais, a cada novo ano, o número de SM correspondente ao seu benefício, é beliscado pelas aves de rapina, diminuindo-os pouquinhos, mas persistentemente, até reduzi-lo a UM SM apenas.

O total das perdas no período em números de SM é o seguinte:

- Quem ganhava 10 SM perdeu de 1998 a 2015:  5,16 SM  (10 SM/1997 - 4,84 SM/ 2015 = 5,16 SM a menos)!
- Quem ganhava   9 SM  perdeu: 4,65 SM
- Quem ganhava   8 SM perdeu:  4,13 SM
- Quem ganhava   7 SM perdeu:  3,61 SM
- Quem ganhava   6 SM perdeu:  3,10 SM
- Quem ganhava   5 SM perdeu:  2,58 SM
- Quem ganhava   4 SM perdeu:  2,06 SM
- Quem ganhava   3 SM perdeu:  1,55 SM
- Quem ganhava   2 SM perdeu:  1,00 SM

Título e Texto: Almir Papalardo, 23-5-2015