quinta-feira, 28 de julho de 2016

Julho

Maria João Avillez
Já sabia - mas em Julho percebi-o melhor - que deixou de haver chão debaixo dos nossos pés, o chão que sempre houve, o nosso, fossem altas ou baixas as marés, amenas ou tempestuosas as estações.

1. Costumo esperar pelo verão “como por outra vida” (falta-me o ar se todos os anos por esta altura não evocar a pertença quase física de Ruy Belo à “única estação”) mas Julho foi como um sapato demasiado apertado, que nunca tivesse usado. Não houve a festa nem o incomparável brilho do verão, não podia haver, o medo e os mortos por contar são incompatíveis com o brilho. E a barbárie numa pequena igreja francesa atacando a Igreja no seu coração é incompatível com tudo. Com tudo o que herdei, aprendi e vivi na civilização onde nasci. Já sabia – mas em Julho percebi-o melhor – que deixou de haver chão debaixo dos nossos pés, o chão que sempre houve, o nosso, fossem altas ou baixas as marés, amenas ou tempestuosas as estações.

Agora que a Europa deixou de ser um valor (e um porto) seguro e que o Ocidente agoniza, o mundo em que entrámos requer aprendizagem e outros códigos mas quais? Transformar o medo em rotina? Domar esta “expectativa de pior” que já vestimos como uma segunda pele, da próxima vez será onde e quando? Meter na cabeça de vez que o substantivo “segurança” caiu em desuso? Habituar-me à aflição desnorteada e desmunida das lideranças políticas face à irrupção sem pré-aviso do terror? Olhá-lo como uma banalidade quotidiana, passando a quarta ou quinta notícia do dia?

O terror num teatro, na rua, num centro comercial mas também na “democrática” Turquia e tenho a horrível certeza que lá se produz o terror em cadeia, no segredo das prisões, na demência das purgas, na gelada crueldade das perseguições. Tudo afinal tão desconforme neste mês de Julho que costumava ser azul e festivo e por isso incomparável. Pareceram-me quase roubados alguns dos seus deslizantes dias, como se por momentos me tivessem emprestado o Atlântico, a maresia, o sal, as noites, as neblinas matinais, ex-libris deste Oeste onde vivo.

2. Sim, é certo, estamos em ano de hortenses, no jardim há grandes cachos delas, rosa vivo e azul anil, sim, houve serões de lua cheia no terraço, arribaram os quatro netos, deixando o eco de uma vozearia indisciplinada pela casa, de imediato em estado de sítio. E até conheci um lugar no magnífico Alentejo, São Lourenço do Barrocal, ontem casa de lavoura, hoje, hotel. O traço dotado de Souto Moura manteve intacto o espírito do lugar, naquela branca e imensa herdade, agora aberta a hóspedes.

A PREVIC representa contra o BNDES

Alberto José
A PREVIC (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) fez uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), que mandou cobrar quase R$ 1 bilhão da FAPES, Fundação de Assistência e Previdência Social, que foi repassado irregularmente pelo banco.
 
Entrada do prédio do BNDES, no Rio. Foto: Mônica Imbuzeiro
Enquanto outros fundos têm os recursos desviados, a FAPES, entre 2009 e 2010 recebeu esse aporte bilionário, o que parece ser um crime de peculato, quando o funcionário tira proveito indevido em razão do cargo que ocupa.

A intervenção do TCU levantou a questão do nível de salários do banco, pois sendo uma entidade estatal os salários dos seus funcionários estão em patamar "sem paradigma em todo o mundo civilizado", e será objeto de apuração em auditoria por estar fora dos padrões de moralidade da Administração Pública Federal.

De fato, eles ganham muuuuuuitíssimo bem!
Título e Texto: Alberto José, 28-7-2016

A verdade sobre a presença das mesquitas: é um sinal de conquista!

Khadija Kafir


O texto abaixo é a transcrição do vídeo.

Presidente Obama: Há uma mesquita em cada Estado de nossa união. E mais de 12 centenas de mesquitas em nossas fronteiras.

Aynaz Anni Cyrus [foto]: Bem, essas doze centenas de mesquitas sobre as quais Obama se refere com orgulho… o que significa é que… basicamente sempre que houver uma mesquita em qualquer área não é apenas um lugar sagrado onde o muçulmano vai e reza. Não!


Quando houver uma mesquita em qualquer lugar, é um sinal de conquista! Então aquela área foi conquistada pela sharia! Então significa que já se tem doze centenas de áreas perdidas para a sharia. Então quando ele diz isso, muita gente está interpretando como: “oh, ele está sendo bonzinho, ele não é racista, ele é um bom presidente”. Não! Ele está se referindo ao fato de que “nós (os muçulmanos) estamos quase lá! Já temos áreas conquistadas o bastante”.

E que podemos ficar trazendo mais e mais muçulmanos até que este seja um país islâmico. O significado de mesquita sempre foi… e as pessoas precisam lembrar o significado por trás de uma mesquita: elas não são “locais de oração”. Não!

Este mundo não é nada como tínhamos imaginado

José Manuel Fernandes

O multiculturalismo falhou porque ignorou a centralidade dos nossos valores. O laicismo também falhou pois ignorou que a modernidade não é só filha do Iluminismo, é também da tradição do cristianismo.

Não foi assim que imaginámos que ia acontecer.

Não imaginámos que a globalização, que muitos diziam que ia empobrecer os pobres, causasse afinal problemas nos países ricos. E por isso não vimos chegar Donald Trump, como antes não compreendêramos o significado do voto popular em Marine Le Pen ou em Nigel Farage.

Não imaginámos que aqueles que foram sendo acolhidos na Europa como imigrantes se voltassem tão violentamente contra os valores dessa mesma Europa. Não imaginámos que uma, duas gerações depois de chegarem continuassem não apenas a não estar integrados, como a recusar a integração.

Não imaginámos que, depois da revolução portuguesa de 1974, das transições democráticas na América Latina, desse maravilhoso ano de 1989 em que caiu o Muro de Berlim, os regimes autoritários voltassem a ter prestígio e até apoio popular. Tal como não imaginámos que a ideia de “primavera democrática” não tivesse o mesmo sentido, nem o mesmo destino, nas duas margens do Mediterrâneo.

Eu sei que houve muitos avisos. Que muitos alertaram para o excesso de optimismo. Que houve quem previsse uma viragem dos ventos, quem notasse que, na viragem do século, estávamos porventura a viver um momento de “viragem da maré”, e que vinham aí tempos menos previsíveis, mais turbulentos, com menos liberdade, com menos esperança.

Eu sei isso tudo, até porque várias vezes, ao longo destes anos, alertei para a necessidade de algum cepticismo: a História não é um processo com um só sentido, a ideia de que se pode forçar o Progresso (com P maiúsculo) é mesmo das mais perigosas.

Mas, convenhamos, não me recordo de alguém ter previsto esta espécie de “tempestade perfeita” em que parece estarmos a entrar neste Verão de 2016. E não, não é a economia, pois nunca houve tanta riqueza ao dispor de tantos no conjunto da Humanidade. E não, também não é guerra, pois a verdade é que também nunca, na história da mesma Humanidade, houve tão poucas guerras e, proporcionalmente, tão poucas pessoas a morrer de morte violenta.

O silêncio do Papa


Roberto de Mattei

O primeiro mártir do Islã em terra da Europa tem um nome. É o padre Jacques Hamel [foto], assassinado enquanto celebrava a Santa Missa no dia 26 de julho, na igreja paroquial de Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia. Dois muçulmanos exaltando o Islã invadiram a igreja, e depois de tomar alguns fiéis como refém, degolaram o celebrante e feriram gravemente outro fiel. Sobre a identidade dos agressores e o ódio anticristão que os moveu não pairam dúvidas. Em sua agência de notíciasAmaq, o Estado Islâmico definiu os dois assaltantes de “nossos soldados”.

O nome de Jacques Hamel se soma ao de milhares de cristãos que todos os dias são queimados, crucificados, decapitados em ódio à sua fé. Mas o massacre de 26 de julho marca uma guinada, porque é a primeira vez isso que acontece na Europa, lançando uma sombra de medo e consternação nos cristãos do nosso continente.

Obviamente não é possível proteger 50.000 edifícios religiosos na França, e um análogo número de igrejas, paróquias e santuários na Itália e em outros países. Cada sacerdote é objeto de eventuais ataques, destinados a se multiplicarem, sobretudo após o efeito emulativo engendrado por esses crimes.

“Quantas mortes são necessárias, quantas cabeças decepadas, para que os governos europeus compreendam a situação em que se encontra o Ocidente?” – perguntou o cardeal Robert Sarah. O que precisa acontecer, podemos acrescentar, para que os confrades do Cardeal Sarah no colégio cardinalício, a começar pelo seu líder supremo, que é o Papa, compreendam a terrível situação em que se encontra hoje não só o Ocidente, mas a Igreja universal?

Ninguém diga que está bem

Paulo Tunhas
As quatro grandes paixões políticas do século XX foram o anti-semitismo, o anti-liberalismo, o fascismo e o comunismo. O pensamento democrático e liberal não suscitou paixões intelectuais excessivas.

Passei uns dias a reler um livro, já com uns anos, que é, no fundo, uma história das principais paixões políticas francesas ao longo do século XX: Le siècle des intellectuels, de Michel Winock. Começa com o caso Dreyfus e acaba praticamente com a recepção francesa do Arquipélago de Gulag de Soljenítsin e a queda do muro de Berlim. Como o título indica, as paixões em questão são as dos intelectuais, expressão criada exactamente na altura do caso Dreyfus. Vale a pena lê-lo. Não só para nos darmos conta de quão pouca gente, entre os intelectuais do século passado, soube manter a razão sóbria por um período de tempo razoável, mas também para perceber que, embora com vestes ligeiramente diferentes, essas mesmas paixões continuam entre nós.

Winock dividiu o seu livro em três grandes partes: a primeira, relativa ao caso Dreyfus e à sua posteridade imediata; a segunda, incidindo sobre o período entre o final da primeira grande guerra o o final da segunda; e a terceira, que lida com o segundo pós-guerra até, como disse, ao acolhimento reservado a Soljenítsin pelos intelectuais franceses e a queda do muro de Berlim. Não faria sentido tentar resumir aqui estas quase oitocentas páginas (excluindo apêndices, índices, etc.). Mas vale a pena dar conta de algumas lições fáceis de retirar da leitura do livro de Winock. Seguem-se algumas, como dizia o outro, “sem ordem nem desordem”, e igualmente sem referência a um só nome, o que é quase como representar Hamlet sem o príncipe, já que o livro se centra na análise relativamente detalhada da evolução de um sem número de príncipes, isto é, de intelectuais. Para quem estiver interessado, o melhor é mesmo lê-lo.

Não é difícil perceber quais as quatro grandes paixões políticas do século XX: o anti-semitismo, o anti-liberalismo, o fascismo (num sentido amplo, englobando o nazismo) e o comunismo. O pensamento democrático e liberal não suscitou nunca paixões intelectuais excessivas. Excepto, é claro, paixões negativas. Mas anti-semitismo, anti-liberalismo, fascismo e comunismo, sim. E é curioso ver como essas paixões se compuseram entre si. A composição do anti-semitismo com o fascismo é, a partir de certa altura, quase obrigatória entre os intelectuais, embora não seja obviamente necessária e haja excepções. Mas a paixão comunista também se pôde compor com a paixão anti-semita, e os exemplos não faltam. Em geral, de resto, as paixões negativas (anti-semitismo, anti-liberalismo) suscitam elementos de identidade entre as paixões fascista e comunista. Os anos 30 são exemplares disso, e um dos seus sinais indubitáveis foi a dificuldade de vários intelectuais, alguns muito improváveis, em se decidirem por uma ou por outra. Há casos notáveis de oscilação. Ou, então, a facilidade de transição efectiva de uma a outra.

A volta do DC-3




Após restauração realizada por uma equipe apaixonada, com a participação de antigos colaboradores da equipe de mecânica e de manutenção da Varig, o DC3 PP-ANU pousa novamente em Porto Alegre.


Carinhosamente apelidado pelos pilotos de “Douglinhas”, o PP-ANU é considerado um dos primeiros DC-3 fabricados no mundo e está pronto para receber você e sua família para relembrarem a era de ouro da aviação brasileira.

Venha viver esta experiência!

VISITE O INTERIOR DO AVIÃO
30 de julho até 28 de agosto
sábados e domingos
das 12h até 18h
Entrada Franca
LOCAL
Boulevard Laçador
Avenida dos Estados, 111
Porto Alegre - RS - Brasil


Não sabem o que dizem

João César das Neves
Até há uns meses nunca contemplaria escrever um artigo assim. Em temas financeiros é preciso muito cuidado ao falar em público. Declarações negativas ou só ambíguas podem ter consequências drásticas e inesperadas. A base das finanças é a confiança, que pode ser abalada por frases imprudentes acerca da reputação de uma instituição. Sou apenas um académico sem qualquer influência real, mas mesmo assim a prudência recomenda nunca escrever um artigo destes.

Pior, a situação financeira está ao rubro. Não só o mundo ainda anda combalido, após uma das maiores crises da história, sofrendo já novos choques, não só as taxas de juro estão a níveis impensáveis, como a sucessão de assustadores casos bancários nacionais pôs os aforradores com os nervos em franja. Num clima tão explosivo, nunca escreveria um artigo assim.

Só que hoje parece que entrámos num mundo surrealista, onde os responsáveis fazem as declarações mais inacreditáveis, com ligeireza e insensatez que tocam as raias da loucura. Em particular, depois do passado dia 18, entrámos no reino da imbecilidade institucionalizada. Peço desculpa, mas assim vou escrever um artigo destes.

Tudo começou com uma situação inaudita, ao termos o governo apoiado por forças que há anos pressionam para que se faça uma reestruturação da dívida. E mesmo depois de terem tomado a posição de pseudocoligação, PCP e Bloco de Esquerda mantiveram a proposta. Dizer isso na oposição, como partidos extremistas e irrelevantes, ninguém levava a sério. Mas a histórica opção de António Costa colocou-os a dominar a situação, e tudo mudou de figura.

Como é que uma entidade com responsabilidades políticas pode apregoar que se deve reestruturar a dívida, enquanto o governo que apoia está todos os dias a pedir mais dinheiro emprestado? O problema não é terem ou não razão sobre essa necessidade, mas, precisamente se a tiverem, ser muito estúpido anunciar a urgência. A fazer-se, uma reestruturação deve ser súbita, disfarçada ou diluída num programa europeu. Nunca declarada.

FGTS: Bradesco ou Itaú?

Alberto José
O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) foi criado pela Lei 5.107 de 13-09-1966, passando a vigorar em 01-01-1967 para proteger o trabalhador demitido sem justa causa.

O governo, agindo como um suposto pai preocupado com os filhos, ancorou as operações do fundo na Caixa Econômica Federal, orgão cujo controle operacional sempre foi concedido a políticos do partido mais influente.

Ilustração: Stefan

O trabalhador sempre teve a percepção de que o seu fundo é mal remunerado. Todo trabalhador, na primeira oportunidade que se apresenta, corre para retirar a sua economia lá depositada.

Hoje, com o afastamento do governo petista e com as recentes delações que estão comprovando que o FGTS foi usado para enriquecer empresários "amigos do Lulla e da Dillma", os bancos privados se apressam em abrir caminho para gerir esse fundo bilionário. Afinal, todos querem ganhar - ninguém trabalha de graça - mas, ser remunerado de acordo com o mercado é uma coisa, e ter a remuneração determinada pelas aplicações decididas por grupos políticos é bem diferente.

A jornalista Míriam Leitão, registrou no seu livro "História do Futuro" a comparação entre uma aplicação remunerada pelo CDI e a correção do FGTS entre agosto de 1994 e dezembro de 2012 e obteve um resultado digno de nota! O CDI acumulou 2.682,57% enquanto no mesmo período a remuneração dos depósitos no FGTS foi de (pífios) 373,64%!

Além do mais, se o dinheiro depositado pertence ao trabalhador, ele deve ter o direito de exercer a sua opção pela manutenção do seu fundo no banco da sua confiança, imune às interferências do "aparelhamento" político do orgão administrador da sua economia! 
Título e Texto: Alberto José, 28-7-2016

Democratas (DEM) na luta contra a corrupção

Cesar Maia
               
1. Num período de dois anos e meio, os dois políticos de maior destaque no DEM – Democratas – foram afastados e renunciaram em função de denúncias, respaldadas por vídeos e grampos, de desvios de conduta. Em dezembro de 2009 o governador José Roberto Arruda [foto], quadro destacado do DEM e provável futuro candidato a presidente da República, renunciou ao ser aberto processo de expulsão pelo partido, dias depois da divulgação dos fatos.


               
2. O Democratas, em abril de 2012, abriu um processo de expulsão contra o senador Demóstenes Torres [foto], amigo de um contraventor em Goiás (Carlinhos Cachoeira), por relações consideradas contra o decoro parlamentar, gerando um cruzamento de interesses. O senador Demóstenes Torres, no início do processo, renunciou ao mandato de senador. Assim como o governador José Roberto Arruda, era um nome destacado como possível candidato a presidente da República.
      
     
3. O Democratas foi exemplar nos dois casos em relação a dois de seus dirigentes e mais importantes quadros com renomes nacionais. Simultaneamente, o PT viu seus principais quadros serem cassados, incluídos, processados e condenados no rumoroso caso do Mensalão. E envolvidos até o pescoço na operação Lava Jato. Nenhum deles foi expulso pelo PT e nem processo de expulsão foi aberto.

Olimpíada: entrevista de coronéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros

Prezados leitores, um grupo de Coronéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar está convidando a imprensa nacional e internacional para uma entrevista coletiva que acontecerá no dia 29 de julho (sexta-feira), às 11h, na AOMAI.

A segurança na Olimpíada, o apoio aos Comandantes Gerais e o atraso dos salários estarão entre os temas abordados.

Juntos Somos Fortes! 
Título, Imagem e Texto: Paulo Ricardo Paúl, 28-7-2016

Crime. Cultura?


Isto foi o limite

O horror está a deixar de ter nome
Ontem, à hora do almoço, parte das televisões dedicou apenas breves minutos à barbárie cometida em nome do Estado Islâmico. O número de vítimas (um padre obrigado a ajoelhar-se antes de ser degolado depois de um sermão em árabe) pesou na decisão.

Durante anos, ataques sanguinários causaram a morte a milhares de cristãos na Ásia e em África; a imprensa e o ‘comentariato’ politicamente corretos, educados no ódio pelo cristianismo e pelo Ocidente, escondem esses crimes em nome do multiculturalismo, a provar que o islamofascismo tem muitos patetas inúteis a desculpá-lo entre nós. O ataque a uma igreja em França pisou as linhas vermelhas da nossa tolerância.

Depois de vandalizarem sinagogas e cemitérios judaicos, os energúmenos islamitas atacaram uma igreja. Não é um crime vulgar; é um ataque ao coração profundo e milenar da nossa civilização, mais do que a uma cidade ou a um centro comercial.

Tamanha barbaridade suscitou do tagarela que ocupa o cargo de presidente da França (acompanhado pelo seu inútil colega americano) algumas palavras de repulsa e a reafirmação de que estamos numa guerra política e demográfica que ele não sabe dirigir.

Ao degolar um padre e uma idosa, esta vergonha toca-nos a todos, no limite do abismo. O horror está a deixar de ter nome.
Título e Texto: Francisco José Viegas, Correio da Manhã, 27-7-2016

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Un dernier sondage effectué par USC / Los Angeles Times publié ce mercredi indique que le candidat républicain Donald Trump continue à accentuer son avance sur la candidate démocrate Hillary Clinton avec 47 % de votes favorables contre seulement 40,4 % pour sa rivale.



França: nove meses para as eleições. Tudo parece possível

Cesar Maia

1. Quando faltam nove meses para as eleições presidenciais em França, as hipóteses de reeleição de François Hollande parecem cada vez mais reduzidas. O presidente socialista enfrenta o peso de três grandes ataques terroristas em solo francês no espaço de dezoito meses, greves e manifestações constantes por causa de reformas económicas altamente contestadas, uma taxa de desemprego estagnada nos 10%, o incumprimento das metas do déficit exigidas a nível europeu, a ameaça dos defensores de um referendo sobre a saída francesa da UE, desarticulação e troca de críticas entre membros do governo, a multiplicação de candidatos ao Eliseu - entre declarados e potenciais. Isto só para citar alguns dos desafios do homem que chegou à presidência de França em maio de 2012.
           
2. 67% dos franceses não confiam no presidente e no seu governo para lutar contra o terrorismo, revelou uma sondagem Ifop, realizada para o jornal Le Figaro após o ataque que matou 84 pessoas em Nice, na Riviera Francesa, na noite do feriado nacional do 14 de Julho. Enquanto agora apenas 33% dos inquiridos confiam no governo, nos barómetros semelhantes do Ifop, realizados entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano, o nível de confiança dos franceses situava-se entre os 49% e os 51%. A queda foi, em seis meses, de 16%. Agora um em cada dois franceses considera que o país está em guerra.
            
3. Pouco depois de ter começado o fogo-de-artifício no Passeio dos Ingleses, em Nice, um tunisino de 31 anos atropelou mortalmente 84 pessoas e fez mais de 200 feridos. Os acontecimentos levaram a líder do partido Frente Nacional a pedir a demissão de Cazeneuve. "Em qualquer outro país do mundo um ministro com um balanço de mortalidade tão horrendo como o de Cazeneuve - 250 mortos em 18 meses - ter-se-ia demitido", declarou Marine Le Pen. Até então, a dirigente da extrema-direita francesa andava entretida com o impacto da vitória do Brexit no referendo britânico de 23 de junho, prometendo uma consulta semelhante aos franceses se chegar a presidente nas eleições de 2017.

Quanto o setor público gastou com a Olimpíada 2016? E o setor privado? Uma equação muito diferente da anunciada

Cesar Maia
        
1. Quase todos os dias são divulgadas pela imprensa afirmações que nessa Olimpíada a maior parte do gasto correu por parte do setor privado. E essas afirmações são feitas com tamanha convicção como se fossem verdades, inquestionáveis, coreografias em designs nos power points.
        
2. Não é assim. Existem pelo menos três tipos gerais de gasto do setor público cujo desembolso é indireto. O primeiro é quando o setor público transfere patrimônio ao setor privado. O caso mais comum são seus imóveis, em especial o solo urbano de sua propriedade.
        
3. Por exemplo o caso do Parque Olímpico, cuja concessão de 75% do solo do antigo autódromo foi transferido ao setor privado para a construção de prédios. O gasto público no caso é o valor potencial desse solo. Ou seja, quanto o setor público receberia se vendesse a preços de mercado, incluindo as mudanças urbanísticas autorizadas por lei para estes prédios, ou seja, gabarito e volumetria?
        
4. No patrimônio do setor público está incluído também a possibilidade de alterar a lei, criar solo através de altura ou volumetria. O solo criado é patrimônio do setor público. É o caso dos 75% da área do Parque Olímpico citada acima. É muito mais.
          
5. Isso ocorreu em várias regiões da Barra da Tijuca. O próprio - e polêmico - Campo de Golfe foi viabilizado por lei através de mudança de gabaritos em várias áreas da Barra da Tijuca. Outra vez gasto público, criando solo por lei e transferindo ao setor privado.

A herança da Olimpíada

José Batista Pinheiro
O Rio de Janeiro está mudado. Obras importantes em todos os quadrantes com supervias expressas ligando zonas da cidade nunca antes imaginadas, o metropolitano ligando o Leblon à Barra da Tijuca rasgando as entranhas da terra e dos morros, com transporte moderno em trens bonitos e confortáveis.

Os cariocas estão ajoelhados de mãos postas (iguais aos atacantes do Flamengo quando assinalam um gol) agradecendo ao fenômeno olímpico, responsável por essas maravilhas herdadas pela cidade.

Tudo bem articulado. Os 31 enormes edifícios de mais de 30 andares podem alojar os 40 mil atletas e comitivas participantes do evento de quase todas as partes do mundo. A segurança está impecável, até um Boeing 767 de última geração foi fretado para transportar tropas militares de um lado para o outro.

O dinheiro está sobrando apesar de o governador do Estado declarar que o mesmo está quebrado financeiramente. Para pagar o funcionalismo estadual teve de fazer um empréstimo ao governo federal.

Todo esse fausto municipal poderia ter sido realizado para o bem-estar do povo e da cidade sem necessitar dessa farra da olimpíada.

Fica provado que quando os governantes cumprem bem a sua obrigação de governar tudo funciona às mil maravilhas.

Todavia, quando a fantasia acabar, a herança deixada pela Olimpíada aos brasileiros é de muita tristeza.

As favelas incham por falta de moradia para os mais necessitados, a violência aumenta por falta de segurança, os pais de família perdem os seus empregos e suas famílias ficam sem o leite das crianças. Um belo assunto para reflexão. 
Título e Texto: José Batista Pinheiro – Cel Ref EB, Rio de Janeiro, 27-7-2016

Turquia: um farol de democracia!



Você não verá ninguém nas ruas e praças do mundo ocidental protestando! Mesmo que seja divulgada uma imagem de uma criança morta na praça Taksim, em Istambul!...

Recomendação francesa


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Símbolos do poder imperial

Alberto José

No Antigo Império, que durou de 3.200 até 2.100 a.C., os faraós construíram pirâmides que eram monumentos fúnebres para eles e os seus familiares diretos. Nessa época, o império estava numa fase promissora e a economia estava bem, apesar da maioria da população sobreviver de modo lastimável.

Como acontece hoje no Brasil, no Congresso e nas Cortes Superiores, no Egito apenas os sacerdotes e os escribas tinham enormes privilégios. A construção da maior pirâmide, a de Quéops, gerou revoltas e, por isso, os faraós começaram a reduzir o tamanho enquanto, por dentro, enriqueciam a pirâmide.


Os séculos se passaram e a monarquia francesa, incomodada com "a voz das ruas", que se fazia presente por meio de pressões da plebe ignara no Palácio do Louvre, onde residia, resolveu construir Versalhes, bem distante "daquela gente"! Os nobres foram convencidos de que em Versalhes o povo não conseguiria ver as festas, a ostentação da riqueza e a vida ociosa dos "nobres bajuladores" que infestavam a corte. A "dolce vita" funcionou com Luis XIV, Luis XV até Luis XVI, que não conseguiu "habeas corpus" e foi levado à guilhotina na Place de La Concorde.

Pode-se examinar a História e seus exemplos e traçar planos que evitem a repetição dos mesmos erros. Juscelino Kubitschek, inspirado pela história ou pelos seus planos de governo, criou a Versalhes brasileira quando mudou a sede do governo para Brasília onde, naquela época, "aquela gente" teria dificuldade de chegar para exercer pressão sobre "a nobreza" que não colocavam a riqueza dentro da pirâmide, mas em contas na Suíça!

A monomania terrorista

Helena Matos
No passado os loucos queriam lavar-nos os vidros do carro na avenida do Brasil ou subir ao zimbório da Estrela porque achavam que eram ágeis como os macacos. Agora querem ser terroristas.

A avaliar pelo número de autores de atentados terroristas que são rapidamente apresentados como casos de psiquiatria temos de admitir que vindas não se sabe donde legiões de doentes mentais, enquanto gritam “Allah Akbar” (Alá é grande), desataram a degolar, mutilar, alvejar ou atropelar aqueles que têm o azar de se cruzar com eles.

No passado os loucos queriam lavar-nos os vidros do carro na avenida do Brasil, subir ao zimbório da Estrela porque achavam que eram ágeis como os macacos ou mais prosaicamente tinham aquilo que o povo designava com ataques.

Depois a farmacopeia e a medicina fizeram esquecer os internamentos psiquiátricos de caracter perpétuo e os coletes-de-forças. Gente que se acha intelectualmente superior aproveitou o embalo para declarar que não podemos falar de normalidade ou de loucura porque a normalidade, dizem, é um preconceito… E estávamos neste dogma reconfortante até que o doente psiquiátrico que quer ser terrorista se tornou uma figura recorrente dos nossos noticiários.

Desconheço os procedimentos para classificar e identificar as doenças. À excepção, claro, daquelas, como acontece com a presente epidemia que afecta homens que pretendem assassinar os seus semelhantes, epidemia essa estudada não nas faculdades de Medicina mas sim nos estúdios de televisão, redacções e corredores do poder. Estas doenças, nadas e criadas entre políticos em desespero, jornalistas e activistas, não precisam de testes, exames ou descrição. Existem porque eles dizem que existem. A última destas doenças inscrita no compêndio político-jornalístico é o o terrorismo como uma manifestação da doença mental.

(Des)Culpa Ateia

Maria João Marques

Sem surpresa, o atentado de Rouen causou uma reação pavloviana da nossa esquerda jacobina. Até o primeiro-ministro entendeu não reagir mesmo depois de o ISIS reivindicar a bela ação durante uma missa

Que semana atroz. A degolação de um padre católico ontem em França introduziu na Europa aquilo que tem sido uma característica do extremismo islâmicos nos últimos tempos: perseguir os cristãos. Um dos primeiros raptos do ISIS, ainda grupelho desconhecido, foi de um padre jesuíta. Ora, sem surpresa, ontem o atentado de Rouen causou uma reação pavloviana da nossa esquerda jacobina.

Ou falta de reação, em alguns casos, e igualmente sintomática. Por exemplo o primeiro-ministro, que não reagiu mesmo depois de o ISIS reivindicar a bela ação durante uma missa. Um ataque direto à religião maioritária dos seus governados não lhe mereceu comentário oficial. Nem no twitter, onde se embaraça com frequência a propósito de demasiados assuntos: durante a noite do atentado de Nice perorou em francês; disse a correr umas banalidades sobre amor inspiradas em Corín Tellado depois do atentado de Orlando; e – a mais estonteante – escreveu do atentado de Munique que o terror veio ‘do nada’.

(Se faz favor ninguém informe António Costa do avião que explodiu por cima de Lockerbie. Ou que a 11 de setembro de 2001 morreram quase três mil pessoas nas Torres Gémeas. Porque, por um lado, Costa tem todo o ar de ser pessoa para apreciar viver feliz na ignorância. E, por outro, está muito calor, e a notícia assim de chofre do terror islâmico não surgir do nada em 2016, pelo contrário, já matou muitos milhares de pessoas, ainda lhe provocava uma indisposição. O que, em calhando, o poderia levar a tornar-se ainda mais emocionalmente carente do que o habitual, e o senhor já nos envergonha o suficiente em estado normal a pedir ‘palavras de carinho’, em vez de sanções, à instituição hiper-burocrática que é a União Europeia, habituada a que os políticos discutam impostos, fundos e indicadores económicos em vez dos seus devaneios emocionais.)

Japonesa canta em português

Nossa! Se eu falasse japonês como ela fala português!