terça-feira, 2 de setembro de 2014

Macroscópio – Tempos estranhos e perigosos


José Manuel Fernandes
Será que, 100 anos depois, os líderes europeus caminham, como sonâmbulos, para uma nova guerra como a da 1914-18? Será que, 75 anos depois, os líderes europeus assistem impávidos a uma escalada que pode acabar numa nova catástrofe, como em 1939/45?

Estas perguntas voltam a ser ouvidas um pouco por toda a Europa numa altura em que, no sudeste da Ucrânia, o ambiente é já de guerra aberta. Durante o fim-de-semana, Vladimir Putin disse, numa conversa telefónica com Durão Barroso, que podia “tomar Kiev em duas semanas”. Ontem Valeriy Heletey, ministro da Defesa ucraniano, acusou a Rússia de ser responsável por trazer uma “grande guerra” para a Europa.

José Milhazes, o jornalista português que melhor conhece a Rússia, segue esta evolução com enorme preocupação e, numa crónica no Observador, defendeu a ideia de que Putin não cobiça apenas o sudeste da Ucrânia, quer dominar todo o país. E acrescenta, como uma nota de pessimismo:
Chegar com os tanques a Kiev em duas semanas poderá ser muito improvável, mas para Putin não é utópico chegar um dia à capital ucraniana. Talvez lá para o Outono ou Inverno...

Quem vive no leste da Europa sente estes problemas com muito mais intensidade, pelo que não surpreende a tomada de posição de um conjunto de intelectuais polacos, que num manifesto publicado ontem, 1 de Setembro, exactamente 75 anos depois de os tanques alemães (e soviéticos) terem violado as fronteiras do seu país, assim dando início à II Guerra Mundial, apelam à mobilização dos povos da Europa contra os avanços da Rússia de Putin. Intitulado “De Danzig até Donetsk”, esse manifesto, que foi divulgado por vários grandes jornais europeus e também publicado no Observador, tem palavras fortíssimas:

Quem seguir hoje a política de “continua tudo na mesma” em relação ao conflito entre a Rússia e Ucrânia está a fechar os olhos a milhares de russos e ucranianos que estão a morrer, a centenas de milhares de refugiados e a ataques consecutivos das forças imperialistas de Putin a outros países.
Ontem foi Danzig, hoje é Donetsk: não podemos permitir que a Europa viva, outra vez, com uma ferida aberta e a sangrar durante décadas.

A última quinzena eleitoral

Cesar Maia               
1. As ruas frias em relação às eleições, o crescimento de Marina que se deu no vácuo, a alta porcentagem dos que não sabem espontaneamente em quem votar, com recorde para as eleições de deputados e senadores, o impacto do novo cenário presidencial, mostram que teremos um terceiro retardamento da decisão definitiva e final de voto.
               
2. O primeiro foi o rescaldo dos protestos de 2013, o segundo a Copa do Mundo e agora o terceiro com a tragédia no avião do governador Eduardo Campos e candidato a presidente. Com isso, o processo eleitoral que ocorre na formação do voto através da interação entre as pessoas é interrompido ou desviado. Toda a campanha eleitoral até aqui não se perde, mas deixa memória tênue.
               
3. Com isso, em setembro se reinicia o processo eleitoral e a dinâmica de decisão de voto recomeça com uma base efetiva e consolidada muito baixa. Dessa forma, as pesquisas anteriores a setembro são muito mais sensibilizadores e sinalizadores que decisão definitiva. O aquecimento começará agora em setembro, o que deve durar uns 15 dias.
               
4. Na segunda quinzena de setembro é que o voto irá sendo cristalizado nas eleições majoritárias. Nas eleições proporcionais para deputados, provavelmente ainda mais tarde. Nesse caso, teremos uma última semana onde a decisão de voto – definitiva – lcançará pelo menos 80% dos eleitores.
               
5. Hoje, uns 85% espontaneamente não citam nenhum nome de deputado e uns 50% espontaneamente não citam nome de senador.
Título e Texto: Cesar Maia, 02-09-2014

Boicote a Israel


É este país que querem boicotar. (!?)
Via DL, Lisboa –Jerusalém, 01-09-2014


Stephen Hawking, inimigo assumido de Israel e apoiante dos terroristas sofre de esclerose lateral amiotrófica. Deus queira que possa vir a beneficiar deste tratamento antes de a destruição de Israel (que ele defende) ocorrer.

Ukraine, Iraq and a Black Sea Strategy

George Friedman
 
The United States is, at the moment, off balance. It faces challenges in the Syria-Iraq theater as well as challenges in Ukraine. It does not have a clear response to either. It does not know what success in either theater would look like, what resources it is prepared to devote to either, nor whether the consequences of defeat would be manageable.

A dilemma of this sort is not unusual for a global power. Its very breadth of interests and the extent of power create opportunities for unexpected events, and these events, particularly simultaneous challenges in different areas, create uncertainty and confusion. U.S. geography and power permit a degree of uncertainty without leading to disaster, but generating a coherent and integrated strategy is necessary, even if that strategy is simply to walk away and let events run their course. I am not suggesting the latter strategy but arguing that at a certain point, confusion must run its course and clear intentions must emerge. When they do, the result will be the coherence of a new strategic map that encompasses both conflicts.

The most critical issue for the United States is to create a single integrated plan that takes into account the most pressing challenges. Such a plan must begin by defining a theater of operations sufficiently coherent geographically as to permit integrated political maneuvering and military planning. U.S. military doctrine has moved explicitly away from a two-war strategy. Operationally, it might not be possible to engage all adversaries simultaneously, but conceptually, it is essential to think in terms of a coherent center of gravity of operations. For me, it is increasingly clear that that center is the Black Sea.

Ukraine and Syria-Iraq

There are currently two active theaters of military action with broad potential significance. One is Ukraine, where the Russians have launched a counteroffensive toward Crimea. The other is in the Syria-Iraq region, where the forces of the Islamic State have launched an offensive designed at a minimum to control regions in both countries -- and at most dominate the area between the Levant and Iran.

In most senses, there is no connection between these two theaters. Yes, the Russians have an ongoing problem in the high Caucasus and there are reports of Chechen advisers working with the Islamic State. In this sense, the Russians are far from comfortable with what is happening in Syria and Iraq. At the same time, anything that diverts U.S. attention from Ukraine is beneficial to the Russians. For its part, the Islamic State must oppose Russia in the long run. Its immediate problem, however, is U.S. power, so anything that distracts the United States is beneficial to the Islamic State.

Minuto do dia – 227

SAIBA dominar-se e vencer-se a si mesmo.
Vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que vence a si mesmo, dominando seus vícios e superando seus defeitos.
A vitória sobre si mesmo é muito mais difícil, e quem consegue isto pode ser classificado como verdadeiro herói.
Aprenda a dominar-se, e jamais desanime.
Se desta vez não conseguiu, recomece e um dia sairá vitorioso!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Estamos a criar gerações de extremistas?


José Manuel Fernandes
Eis-me regressado de uma (curta) semana de férias. Com a esperança que este intervalo me tenha feito tão bem como a ciência anuncia: parece que “permitir que o cérebro divague é positivo e ajuda a estimular a criatividade e a resolver problemas”. Eu já desconfiava, e aposto que muitos dos meus leitores também, mas não há como ser uma instituição científica a dizê-lo.

Talvez por ter estado de férias e com outra disponibilidade para olhar para o mundo das notícias, senti que este final de Agosto foi intenso por cá por casa (orçamento rectificativo, curiosas entrevistas de candidatos a líderes do PS, não menos curiosas declarações do mais sibilino dos advogados, a reforma dos tribunais a chegar à hora da verdade, um manifesto a pedir reformas no sistema político) mas mais ainda lá por fora (acordo em Gaza, crise no governo de Hollande, escolha do presidente do Conselho Europeu, uma intervenção marcante de Mario Draghi e, sobretudo, o agravar das crises na Síria/Iraque e na Ucrânia).

Escolhi por isso um tema que cruza a nossa actualidade com o que se passa no mundo: a ida de portugueses para a Síria para combaterem ao lado dos jihadistas. Ainda serão muito poucos, sobretudo se compararmos com o que se passa noutros países europeus, mas este fim-de-semana o Expresso contou-nos a história de um casal – ela filha de alentejanos, ele criado na linha de Sintra – que foi juntar-se ao califado (link para assinantes). Pequeno extrato:

Ângela comenta a Jihad nas redes sociais, Fábio vai para a frente de combate. Fonte ligada aos serviços de informação portugueses coloca-o na brigada Kataub al Muhajireen do EI, constituída apenas por combatentes de países ocidentais, como a Grã-Bretanha, Alemanha, França ou Dinamarca. Ao seu lado há pelo menos mais três portugueses: dois irmãos, de 26 e 30 anos, que como Fábio, cresceram na linha de Sintra; e um jovem de Quarteira, de 28 anos. São amigos no Facebook e irmãos de armas na frente de guerra. Os quatro converteram-se ao islamismo quando estavam emigrados nos arredores de Londres e daí partiram para a Síria.

Três pontes portuguesas entre as mais belas da Europa

Para a European Best Destinations, há 15 pontes europeias cuja beleza merece uma visita. Entre elas, uma do Porto e as duas de Lisboa.

A European Best Destination é uma organização sem fins lucrativos composta por especialistas na área do turismo, que ajudam a escolher os melhores destinos para as suas férias; A cidade do Porto ganhou o prémio de Melhor Destino Europeu 2014.

Eis a lista das 15 pontes mais belas da Europa:

1. Ponte 25 de Abril - Lisboa, Portugal

Foto: Matthieu Cadiou/EBD

2. Tower Bridge - Londres, Inglaterra
3. Vecchio - Florença, Itália
4. Bastei - Lohmen, Alemanha

Guerra Política 2014: Auxílio na “criação” de notícias

Luciano Ayan


Imagine que você seja um designer dependendo de ideias novas, que por vezes não aparecem, para obter seu sustento. Realize agora a situação em que você abra o seu e-mail e comece a receber diariamente sugestões de ótimos designs, de graça, que podem inspirar suas criações. Você ficaria agradecido por isso, não? De jeito algum você definiria esta “ajuda” gratuita como imoral, correto? Ok, agora é a hora de falar da técnica da “criação” de notícias.

Basicamente, precisamos primeiro entender como funciona a “criação” de uma notícia, o que não é o mesmo que invenção de fatos. Uma notícia é “criada” a partir do interesse de um jornalista em um assunto, a existência de fatos relacionado a este assunto e uma percepção (por parte deste mesmo jornalista) de que a notícia interessa a uma parte de seu público. Enfim, o jornalista, na melhor das hipóteses, tem interesse em tratar de um assunto, existem fatos relacionados ao assunto e entende que as pessoas vão querer ler a respeito.

É claro que muitos jornalistas possuem suas agendas particulares, podendo omitir notícias, mas se esta agenda particular não entrar em conflito com o assunto e ele perceber o interesse do público, ele receberá empolgado a sugestão de uma nova notícia.

O processo de “criação” de notícias de que falo aqui se baseia em enviar e-mails (ou qualquer outra forma de comunicação rápida) para jornalistas dando-lhes ideia de publicar uma notícia a respeito de um fato que não tenha sido abordado suficientemente pela mídia, em sua percepção. Quer dizer, você dará “idéias” de notícias, auxiliando o jornalista a “criar” uma notícia que provavelmente não surgiria na mente dele se não fosse sua forcinha.

Yuri Bezmenov fala sobre os sovietes e nos ajuda a entender por que o PT é a maior ameaça à democracia hoje no país

Luciano Ayan
 
Yuri Bezmenov [foto] foi um jornalista da RIA Novosti e ex-informante da KGB que desertou para o Canadá. Nos anos 80 ele deu palestras nos Estados Unidos denunciando as técnicas de subversão do governo russo. Clique aqui para assistir a uma palestra completa.

Tudo que ouvíamos de Bezmenov se referia ao template da KGB para levar um país ao colapso no intuito de facilitar sua conversão ao socialismo. Porém, tudo isso não passava da aplicação das técnicas de Marx, Lenin e Trotsky. No Ocidente, essas técnicas foram misturadas aos templates gramscianos e dos demais ideólogos da escola de Frankfurt, além de contemplar o material de gente como Chomsky e Alinsky.

Os ganhos para os russos eram óbvios. Como eram uma economia fechada pelo socialismo, quanto mais países adentrassem ao seu meio de vida, melhor, pois eles poderiam fazer mais alianças. Para quem quer se manter no poder a partir de estados inchados, ter outros aliados seguindo o mesmo caminho é uma boa ideia. A “troca” entre eles poderia facilitar a sustentação dos atuais regimes.

Para o momento, o que é importa é citar um ótimo vídeo feito por Zé Oswaldo, que captura seis minutos da palestra de Bezmenov (cujo link está no primeiro parágrafo deste post), onde ele menciona a ação específica dos sovietes. Sovietes são os coletivos não-eleitos (no léxico deste blog) que se unem a um projeto de tomada de poder totalitário ou na manutenção de um regime totalitário.

Esses grupos são “úteis” tanto para levar um país ao colapso como para servir de amparo aos sistemas socialistas implementados. Neste caso, esses governos ressignificam esses sovietes para “a sociedade civil” ou “o povo”. Quer dizer, se uns 30 ou 40 grupos são pagos pelo governo para apoiarem todas as suas propostas e pressionarem o congresso, o partido no poder dirá “foi o povo debatendo e discutindo”. Mas você não elegeu nenhum desses grupos. Como o governo diz que esses coletivos não-eleitos “representam o povo”? Essa é a essência do truque.

A Ucrânia já está em guerra aberta não declarada com a Rússia

Francisco Vianna
Há dois dias, segundo a CNN, o presidente russo, Vladimir Putin, teria dito que “o Ocidente não se meta com uma Rússia armada com armas nucleares”... Mas tal “recado” seria muito mais válido se fosse dado pelo Presidente Petro Poroshenko ao Kremlin, uma vez que a Ucrânia, diferentemente da Geórgia, tem também um poderoso arsenal nuclear.

Nacionalistas e legalistas ucranianos brandem sua bandeira azul e amarela enquanto passam por um ponto de checagem no lado oriental da cidade de Mariupol na sexta-feira, 20 de agosto de 2014. Foto: AFP/Getty Images

Todavia, apesar de mais de cinco mil soldados russos e armamentos pesados de guerra convencional já estarem em franca invasão do território ucraniano, Putin continua com suas evasivas vazias de que nada disso está a ocorrer, como os americanos têm provado aos seus aliados ocidentais através de extensa documentação de imagens feitas por satélites.

Como se trata de uma guerra assimétrica (não declarada), as forças locais, ucranianas, são obrigadas a defender seu território da mesma forma que as milícias agem em outros locais do planeta. No entanto, com o agravamento da luta, é natural que as armas a serem empregadas sejam cada vez mais letais e, como mecanismos de destruição em massa, não se possa descartar o usos de artefatos nucleares, caso não se consiga uma solução diplomática para o conflito.  

Do lado ucraniano prossegue um intenso trabalho de sapa com escavação de trincheiras fortificadas e instalação de minas antitanques, enquanto uma longa procissão humana de protestos tenta defender a cidade estratégica de Mariupol, no leste ucraniano. O medo de que a Rússia expanda sua invasão ao país vizinho vai tomando conta da população que começa a fugir em direção ao oeste.

A Gratidão

Nelson Teixeira
A gratidão é um sentimento nobre e benevolente, com este sentimento colocamo-nos simples e humildes em nossas convicções e obras, além de colocarmos em nosso coração o amor solidário e afetuoso, porque reconhecemos em algo ou alguém a ajuda sincera que recebemos.

O nosso coração deve estar sempre alerta, para reconhecermos tudo o que recebemos, seja bom ou ruim, porque ser grato pelo acontecimento bom é simples e fácil, mas nos esquecemos de agradecer pelos momentos difíceis, porque estes nos levam ao amadurecimento, desenvolvimento e crescimento.

Percebam que quando somos gratos, criamos para nós a paz e a harmonia, nos sentimos muito bem, essas sensações são o que a gratidão pode nos proporcionar, sendo assim, devemos avaliar sempre tudo o que recebemos e agradecer do fundo de nosso coração, assim teremos muito mais disposição e determinação para caminhar em nossa jornada que é longa.

Não jogue fora as oportunidades que a vida lhe dá de transmitir a gratidão a quem encontrar pelo seu caminho, todos que encontrar com certeza vai contribuir de uma forma ou de outra para seu aprimoramento e crescimento.

Lembre-se de que tudo na vida é aprendizado e somos os beneficiados, devemos ter a gratidão em nosso coração e não podemos nos esquecer que se hoje somos alguém é porque recebemos ajuda em algum momento, desta forma a gratidão deve ser um sentimento constante em nossa vida.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 01-09-2014

domingo, 31 de agosto de 2014

Domingueira (31-08-2014)




Anteriores:

Um atentado criminoso sem par...

Valdemar Habitzreuter
É difícil entender certas coisas neste nosso país que se diz progressista na área social. O atual governo vangloria-se de realizações sem conta neste sentido. O discurso petista mentiroso é sempre o mesmo: "nunca antes neste país houve tanto crescimento de empregos"; "nunca antes neste país os pobres tiveram vez"; "nunca antes neste país investiu-se tanto em educação e saúde"; "nunca antes neste país o brasileiro está comendo melhor", etc… etc... etc... E neste momento da campanha eleitoral, a presidente, candidata à reeleição, enfatiza estes slogans de façanhas mirabolantes, mas altamente venenosos, podendo levar à morte a esperança por uma sociedade sã e justa.

O PT, com os oito anos de governo Lula, montou um grande laboratório nacional de ensaio funesto de bolivarização do Brasil em que procura anestesiar e paralisar o povão com o intuito de tê-lo como voto de cabresto e assim deixá-lo dependente de seu paternalismo ilusório e enganador. As futuras gerações hão de sentir as consequências funestas desses anos todos em que o país esteve sob o poder da política petista.

Mas, a população em geral começa a sentir um mal-estar com essas falácias todas. A massa está despertando lentamente de seu sono anestésico e o sonho de viver num país paradisíaco está se desvanecendo. O PT, na figura de Dilma, personaliza a falência da normalidade e sanidade social.

Há um segmento da sociedade que mais sente esta depravação social que são os milhares de aposentados pelo Brasil afora, cujo provento minguado que recebem do Estado, está sendo corroído ano após ano e o governo não está nem aí em solucionar este grave problema social, deixando milhares de velhinhos e velhinhas definharem feridos em sua dignidade de vida. Aqui, sim, cabe dizer que "nunca antes neste país" os velhinhos e velhinhas aposentados se sentiram tão desprezados e abandonados...

Mistérios da fé: os Zés que fazem falta

Enquanto lisboeta regozijo-me por José Sá Fernandes ter a seu cargo os jardins. Suponha-se que lhe tinham dado rédea livre para as estátuas, cruzes, bibliotecas pejadinhas de livros ultrapassados?

Helena Matos

O carácter messiânico da esquerda que quer sempre ser mais esquerda, mais pura e que passa a vida a garantir que agora é que vai ser produz a nível internacional fenómenos como Hollande (são dignos de uma antologia da fé os títulos da imprensa portuguesa após a eleição de Hollande) e, numa pequena escala, gera fenómenos como José Sá Fernandes que assim que passam das palavras aos actos se assemelham àqueles balões que mal saem das mãos do vendedor para as da criança começam a perder gás. (Ainda não me recompus dos cinco euros que dei por um balão Hello Kitty na precisa semana em que se descobriu que a dita afinal não é uma gata mas sim uma menina e para meu azar o balão também descobriu que não quer ser balão e está para ali mais vazio que os nossos bolsos depois de pagarmos os impostos com que este governo mais liberal de sempre nos presenteia.)

Pois o nosso Zé, o tal que nos garantiam fazia falta, é uma dessas figuras. Agora deu-lhe para embirrar com os buxos da Praça do Império: “estão ultrapassados” diz a assessoria de imprensa do vereador que, talvez no entusiasmo de finalmente ter algo para comunicar, importou para a jardinagem um conceito da propaganda totalitária: só se conserva o que está de acordo com a ideologia dominante. O passado e o não conforme apagam-se. Cortam-se. Deixam-se secar.

Praça do Império, Lisboa. Foto: Guia da Cidade

Felizmente para nós que o vereador Sá Fernandes tem o pelouro dos jardins e assim só lhe sobram os buxos da Praça do Império e, daqui lhe lanço o meu repto, terá também de intervir nas hortas da capital, pois terá de admitir o senhor vereador que nisto de hortas citadinas, mais a mais biológicas, Salazar foi precursor. O senhor vereador já pensou que em cada lisboeta que planta verduras por essa capital fora se esconde um manhoso português sempre a dizer que tem saudades do campo, que na sua aldeia é que se está bem mas que depois não despega daqui nem por nada? Eu se fosse ao senhor vereador instituía um exame de anti-salazarismo aos candidatos a hortelões, para avaliar das suas intenções progressistas, porque sem essa avaliação corre-se o risco de cada pé de couve que medra na capital se transformar numa ode ao pretérito chefe de Governo, para todos os efeitos patrono honorário das hortas nesta Lisboa que desde o rinoceronte que el-rei D. Manuel I, o Venturoso de seu cognome, mandou ao Papa Leão X, já viu tanta coisa que nada a espanta. Nem sequer o senhor vereador!

Racha no Partido Socialista Francês

O PSF escolheu a rosa como símbolo, mas nem tudo são rosas para os socialistas franceses

Helio Dias Viana
Está em curso a Universidade de Verão que o Partido Socialista Francês realiza em La Rochelle. Mas, se o PSF escolheu a rosa como símbolo, no referido evento “nem tudo são rosas”. Bem ao contrário. Eis um suculento resumo que, a partir de publicações francesas, faz do mesmo o correspondente em Paris do conceituado jornal espanhol “ABC”, Juan Pedro Quintero. O sublinhamento é meu.

“Os socialistas franceses costumam começar o curso político com uma Universidade de Verão, reunida este ano em La Rochelle, a fim de ‘esquentar os motores’ após o término das férias estivais. Nessa ocasião, esta reunião de ‘família’ se transformou em batalha campal, depois da recente crise do governo.

“‘Libération’ ([jornal] independente de esquerda) consagra a essa crise suas sete primeiras páginas, que ele apresenta, na primeira, com este título: A guerra das esquerdas’. Alain Duhamel, analista-estrela de ‘Libération’, publicou uma análise intitulada O suicídio da esquerda. Na opinião de Duhamel, a divisão das esquerdas francesas tem algo de ‘suicídio coletivo’, abrindo uma fossa aparentemente insalvável entre ‘reformistas’, ‘críticos’ e partidários do ‘socialismo tradicional’.

“Laurent Joffrin, diretor de ‘Libération’, consagra a esses enfrentamentos cainitas uma destacada análise de duas páginas, com o título: Reformismo contra estatismo: um duelo secular. Para Joffrin, Manuel Valls, primeiro-ministro, encarna hoje uma tradição reformista que choca de maneira brutal com a esquerda socialista, a esquerda ecologista, a esquerda comunista e as extremas-esquerdas.

A crise é mundial, diz Saci Pererê!

Rodrigo Constantino
Quando há um problema que ajudamos a criar, existem duas posturas distintas: assumir a responsabilidade para resolvê-lo; ou enfiar a cabeça na areia feito um avestruz e sair culpando os outros com uma metralhadora giratória. A primeira é aquela das pessoas com dignidade, caráter e coragem, não por acaso as vencedoras na vida; a segunda é a dos covardes, mentirosos, frouxos, não por acaso a dos perdedores.

O PT, obviamente, adota sempre a segunda postura. Diante de uma recessão antecipada pelos economistas sérios e causada pelos constantes equívocos do governo, o que fazem Dilma e Mantega? Culpam as estrelas, a Copa, a seca, o resto do mundo, e mentem para os ignorantes, afirmando que tudo será melhor daqui para a frente, quando as eleições já tiverem passado.

Repetir que a crise é mundial e que por isso estamos em recessão é tão ridículo que só mesmo um perfeito alienado poderia acreditar. É como crer que Saci Pererê existe de fato. O problema, como sabemos, é que existem muitos eleitores alienados. Pois bem: vejamos a grande crise internacional que seria a responsável pela nossa recessão:


O Brasil só está melhor do que a Ucrânia, país praticamente em guerra civil com os separatistas bancados pela Rússia. Parabéns, PT! Até mesmo a Grécia consegue “crescer” mais do que a gente! É o resultado de uma ideologia fracassada, de um modelo intervencionista, repleto de truques rudimentares, de empulhação, de embuste, de arrogância.

Assalto e tiroteio assustam motoristas na Avenida Brasil (RJ)

Um homem ficou baleado durante um assalto na Avenida Brasil, na altura de Fazenda Botafogo, na zona norte do Rio. Os bandidos tentaram assaltar um caminhão que transportava cigarros.

Escolha ser feliz

Nelson Teixeira
Somos livres e fazemos escolhas durante a trajetória na terra, utilizamo-nos do livre arbítrio para traçarmos nossa vida e nela escolhemos o que queremos vivenciar.

Muitos acabam perdendo-se pelo caminho, por escolhas equivocadas, persistem nos erros e com isso desvalorizam sentimentos como o amor, a humildade e a caridade para viverem o orgulho, a inveja, a soberba e o egoísmo. Com isso jogam fora oportunidades fantásticas de serem felizes e principalmente de tornarem as pessoas que compartilham de sua vida felizes.

Porque ser feliz é muito simples, se você preza pelos bons sentimentos e pensamentos, preza pelo amor ao próximo e consequentemente por seu bem-estar e quer que tudo a sua volta esteja em perfeita harmonia e sintonia com as boas vibrações e isso só é possível se propagarmos alegria e contentamento em todas as nossas ações.

Sejamos então mais cautelosos quanto às nossas escolhas, o que queremos vivenciar se a felicidade ou a tristeza de não ter pensado antes de tomar qualquer atitude diante das situações que se apresentam em nossa vida.

Ser feliz é uma escolha individual, portanto seja você o exemplo de felicidade para aqueles que ainda não sabem o que é ser verdadeiramente feliz.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 31-08-2014

Justiça para os aposentados brasileiros

Almir Papalardo
Prezado Deputado Senhor Rubens Bueno - PPS/PR

Somente hoje tomei conhecimento do seu brilhante pronunciamento feito no dia 01-07-2014, denunciando a covardia feita aos aposentados do Aerus, pedindo providências urgentes para solucionar o impasse. Parabenizo-o e o admiro pela coragem.


Mesmo tardiamente, não posso deixar de aplaudi-lo, porque é de parlamentares conforme vossa excelência, que o Brasil precisa, notadamente os indefesos aposentados, a classe mais descartada e humilhada da sociedade. Desprezam-nos!

Não sou aposentado do Aerus. Sou aposentado do RGPS-Setor Urbano, que também vem sofrendo massacres do governo federal. Nossa desdita começou na era FHC, quando inconsequentemente desvincularam o nosso reajuste do reajuste do salário mínimo, além de criarem o maldito Fator Previdenciário. Lula e Dilma ao invés de corrigir a deslealdade contra idosos, deu seguimento de modo mais perverso ainda, tendo Dilma nos torpedeado afirmando que se eleita não vai acabar com o Fator Previdenciário. Afinal, somos cidadãos brasileiros ou não? Será que nos consideram peso morto porque são obrigados a nos sustentar sem receber mais aqueles cobiçados benefícios feitos ao INSS durante 35 anos ou mais? É uma deslealdade infame! 

As nossas perdas, que se iniciaram no ano de 1998, já atingiram até 2014, o percentual de 77,60%, contrariando a Constituição Federal de 1988 e o Estatuto do Idoso de 2003, que proibiam defasagens nas aposentadorias. Nosso futuro está tenebroso! Se nada for feito para sanar esta discriminação e preconceito contra nos, todos os aposentados da iniciativa privada, dentro de mais algum tempo, estarão todos nivelados apenas a 01 (um) salário mínimo, não valendo mais nada os valores variados das contribuições de cada aposentado, que era calculado sempre conforme o salário recebido. Derrubaram, acintosamente, a reciprocidade!! Isonomia, nem pensar...

Minuto do dia – 226

FAÇA da leitura um hábito diário.
Acostume-se a ter sempre um bom livro à mão, e verificará que é seu melhor amigo, que conversará com você somente quando você o desejar.
Escolha livros instrutivos, interessantes, sadios.
Tanto quanto o corpo, o espírito também necessita de alimentar-se.
Faça da leitura um hábito tão indispensável quanto a respiração.

sábado, 30 de agosto de 2014

Cão da polícia dos EUA é enterrado com honras após morrer em serviço

Kye foi esfaqueado por suspeito que tentou perseguir em Oklahoma.
Policial que trabalhava com o animal matou o homem e é investigado.

O policial Ryan Stark homenageia o cachorro Kye durante seu funeral nos EUA. Animal era da polícia de Oklahoma, foto: Sue Ogrocki/AP

Um cachorro da polícia da cidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, foi enterrado com honras nesta quinta-feira (29) após morrer em serviço. Durante o funeral de Kye, o sargento Ryan Stark, que trabalhava com o animal, levantou a tampa do caixão, que estava envolto pela bandeira norte-americana, para prestar uma última homenagem ao cão.

A morte do animal aconteceu no último domingo (24). Policiais faziam uma perseguição a um suspeito em um carro. O homem, Mark Salazar, acabou batendo o veículo e tentou fugir a pé. O policial Stark então soltou Kye para perseguir o suspeito.

Quando Stark se preparava para chamar Kye de volta, viu que Salazar estava esfaqueando o cachorro, segundo a emissora OKC Fox.

Foi quando o policial sacou sua arma e atirou no suspeito, que morreu no local.

Stark foi afastado do trabalho e é investigado pela morte de Salazar. A polícia quer saber se os disparos feitos por ele foram justificados.

Kye foi levado para cirurgia depois do ataque, mas morreu na segunda-feira (25). Ele trabalhava para a polícia de Oklahoma há cerca de dois anos.

Policiais passam pelo caixão do cachorro Kye durante o seu funeral. Foto: Sue Ogrocki/AP

Título e Texto: G1, 29-08-2014

Aladim e a idade do avô

Jacinto Flecha

Após despedir-se do último convidado da sua festinha de sexto aniversário, o menino sentou-se na sala com o avô, que passara a cuidar dele quando os pais se divorciaram. Ambos trabalham agora muito longe. A mãe telefonou da Europa, onde estava em férias com o amante. Encheu-o de abraços e beijos telefônicos; e para evitar o previsível choro por sua inqualificável ausência, anunciou que o Correio entregaria mais um brinquedinho reluzente.

Do pai, ouvira também a voz despersonalizada e metálica de telefone. Não o via há mais de um ano, mas já recebera o presente dele. O avô viúvo lamentava essa solidão, mas pouco podia fazer. Encomendara para ele uma festinha comercializada, com quase nada de familiar.

— Vovô, quantos anos você tem?

O avô quis aproveitar a oportunidade para prolongar a conversa, e propôs:

— Olha, eu já sou bem idoso, e quero ver se você adivinha a minha idade. Eu vou falando e você vai calculando o tempo.

— Uau! Melhor do que jogo com monstrinhos. Vou esfregar o Aladim.

O avô não entendeu para que serviria o celular. Sabia que o menino costumava esfregar a “lâmpada do gênio” para ter tudo o que queria, e começou por aí:

— Quando eu nasci, não existia celular.

— Peraí. – Batucou no celular quase um minuto, e disse: Já sei, é a sua vez.

— Quando eu nasci, não havia internet, computador. Quem estava longe escrevia carta contando as novidades. A gente gostava de receber e escrever cartas longas, detalhadas, nada de mensagem curtinha de twitter. Muitos caprichavam tanto, que depois as cartas saíram em livros, são grandes obras literárias.

Hoje é o dia mais importante

Nelson Teixeira
Não se sobrecarregues com lembranças dolorosas do ontem, nem com temores covardes do amanhã.
Vive-o com entusiasmo e intensidade. Construa você mesmo sua vida.
Não permita que opiniões e erros alheios te conduzam ao fracasso.
Irradie amor, cordialidade e simpatia. Não guarde seus tesouros espirituais, pois quanto mais deres, mais enriquecerás. 

Nada espere receber dos outros. Sua grande fonte de energia está em você mesmo! Utilize-a sem moderação e logo perceberá o quanto já é rico e forte. Seja pontual, honesto e exigente contigo mesmo. Quem não se disciplina, desperdiça tesouros de energia física e mental e acaba por destruir-se. Cuide de seu corpo e de sua mente, conservando ambos sadios. Como os males de um se refletirão infalivelmente no outro, os dois merecem, por igual, seu cuidado. 

Tenha paciência. Jamais duvide que a vitória pertence aos que sabem esperar o momento certo de agir.
Jamais duvide da continuidade da vida! Fuja da extravagância e do desperdício. Os dois são próprios dos desequilibrados e o equilíbrio na vida é um bem estimável. 

Faça diariamente uma avaliação de sua vida.
Vê o que realmente importa e quais fardos inúteis te pesam!
Livra-te deles para que não embaracem tua caminhada para um futuro pleno de realizações. Tome uma decisão consciente, livre e jamais se afaste dela. Saber querer é a base para vencer.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 30-08-2014