terça-feira, 4 de agosto de 2020

[Aparecido rasga o verbo] Parece incrível, mas existe o lado positivo da pandemia da Covid-19. Bastaria que todos olhassem para a mesma direção

Aparecido Raimundo de Souza

SE OS NOSSOS ILUSTRES e poderosos representantes de Brasília tivessem vergonha na cara, brio, senso prático, visão, sobretudo visão, visão de futuro, visão de amanhã, mesmo lado da moeda, se tivessem noção de como fazer para melhorar o país, tirá-lo da merda, da forca, do buraco negro em que se encontra, certamente veriam, como alguns brasileiros com “B” maiúsculo, enxergam a pandemia da Covid-19, que ora nos assola, com bons olhos, relevância acima de qualquer suspeita e perspicacidade inefável.

Alto lá! Com bons olhos, seria o mesmo que alimentar um sonho inexistente e prestigiar a esperança de uma espécie de urbanidade refinada? Por certo, que sim! Perguntarão os senhores atarantados e incrédulos: como os nossos eternos ratos de esgoto, os nossos perpétuos filhos da puta que estão no PODER vislumbrariam, dentro de uma tragédia nacional anunciada, dentro de algo infame que nos está dizimando... Como os salafrários veriam algo com olhos proeminentes, ou seja, com elevado carinho e benevolência, ou com apurado agrado e  amabilidade?

Pode isto, Arnaldo? Sim! E é simples! A pandemia, caríssimos, veio para mostrar, de forma clara e concisa, não só a nós, os fodidos, os pobretões e os pés-rapados da raia muida, o seu lado funesto e aterrador, mas notadamente a todos aqueles seres humanos dígnos e leais que alimentam, em seus corações, o espírito elevado da prática do bem em prol da humanidade, ou a banda prodigiosa que têm o ânimo vigoroso no sentido de perceber o lado agradável e sociável das coisas, principalmente dos amiudados que estão ou que ficaram fora dos conformes.

Vamos dar alguns exemplos práticos e os senhores haverão de concordar. Raciocinem. Pensem. Se houvesse boa vontade, lisura, decoro, consciência, honradez, integridade, por parte daqueles que fazem da capital do país uma capital de merda, uma cidade que vive enlameada em seu próprio excremento... Se no galinheiro os galos e as galinhas se unissem num só propósito, bem ainda, ao lado, no chiqueiro, os porcos e os suinos objetivassem um caminho decente e  garboso, tenham certeza, tiraríamos o Brasil do sumudouro por onde se escoa numa morte de passagem lenta, e o faríamos, de uma vez por todas, sair dos braços frios da UTI em que se subjugou derreado, sem o oxigênio necessário para continuar vivo e respirando.

Não há aqui nenhuma mágica no melhor estilo de David Copperfield. O truque está no que a Covid-19 vem nos legando e pasmem —, vamos repetir para deixar bem sintetizado —, vem nos transferindo de util e de aproveitável. Sobretudo, de aproveitável. Com a chegada da Covid-19, passamos a usar máscaras, o que antes se fazia exclusividade só dos palhaços e bandidos. Os manda-chuvas do Epicentro, com a nova  personagem vinda dos cafundós da China, a Covid-19, nos prenderam em casa em nome e uma outra doença-paralela, a qual arranjaram um nome bonito e agradável de se pronunciar: ISOLAMENTO SOCIAL, OU DISTANCIAMENTO SOCIAL. Grosso modo, RECLUSÃO FAMILIAR em face de um estado de saúde considerado emergentemente incerto e desconhecido.

domingo, 2 de agosto de 2020

Nacionalismo: Virtude ou Vício?

Pb. Vitor Grando



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Rir (ainda) é o melhor remédio

O meu marido vinha dirigindo do trabalho para casa quando o mandaram parar por não usar o cinto de segurança.


Dois dias mais tarde… mesma multa, mesmo policial.
“Então”, disse o policial, “não aprendeu nada?”

“Aprendi sim. Aprendi que tenho de pegar um caminho diferente para casa.”

Kimberley Owen, Paoli, Indiana, EUA

Entidades da imprensa se calam diante do STF

Instituições, no entanto, saíram em defesa do “comunicador” Felipe Neto

Anderson Scardoelli

O que a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e a Comissão de Liberdade de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pensam a respeito das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, por exemplo, ordenou o bloqueio mundial de determinados usuários no Facebook e Twitter? Até o momento, nenhuma delas se manifestou diante da situação.


Apesar de jornalistas estarem na lista de personagens com contas bloqueadas nas redes sociais, como Allan dos Santos e Bernardo Küster, as quatro entidades não se opuseram publicamente — ao menos até o momento — à decisão do STF. Conforme analisado por Oeste, nenhuma delas divulgou nota a respeito em seus respectivos sites. À frente de tais ordens, o ministro Alexandre de Moraes vem recebendo críticas de políticos, juristas e internautas em geral. Colunista da Revista Oeste, Ana Paula Henkel chegou a pedir o impeachment do ministro.

No Twitter, usuários chegaram a falar em censura e afirmaram que a Corte era motivo de “vergonha mundial“. Envolvidas diretamente na decisão relacionada ao bloqueio mundial de perfis, Facebook e Twitter também se manifestaram nesse sentido. As duas plataformas seguiram a determinação judicial, mas registraram descontentamento com a situação. As duas empresas já avisaram que irão recorrer. O Facebook, por exemplo, enfatizou que vê o caso como um perigo à liberdade de expressão na internet.

Apoio a um “comunicador”

Mesmo assim, por ora, Abraji, ABI, FNDC e o núcleo de imprensa da OAB não se manifestaram contra o STF (e nem em favor dos jornalistas que estão com contas nas redes sociais sumariamente suspensas). Essas mesmas entidades foram signatárias de carta pública assinada por 37 instituições em solidariedade ao youtuber Felipe Neto. De acordo com o documento divulgado no início da semana, o influenciador digital é um “comunicador” que se tornou alvo de ataques e fake news por ter criticado o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Título e Texto: Anderson Scardoelli, revista Oeste, 1-8-2020, 16h15

O STF quer editar o povo brasileiro

Onze indivíduos decidiram que 210 milhões de cidadãos estão sujeitos à obrigação de só tomar conhecimento daquilo que eles, os ministros do Supremo, decidem que é “verdade”

J. R. Guzzo

O Supremo Tribunal Federal é hoje o principal produtor do pensamento totalitário no Brasil. Como em geral acontece com forças políticas que, por uma causa ou por outra, adquirem a possibilidade de agir sem ter de respeitar nenhum limite, o STF passou rapidamente da ilegalidade para o disparate, e do disparate para o delírio — é onde estamos no momento. A má notícia, no caso, é que a elite pensante do Brasil, a mídia e os demais poderes da República aceitam essa degeneração do seu principal tribunal de Justiça com uma passividade sem precedentes na história nacional. A notícia pior é que vai continuar assim. Comportamentos de ditadura, como Roberto Campos dizia a respeito dos regimes “de esquerda”, não são biodegradáveis — quer dizer, não se desmancham naturalmente com o passar do tempo. Ao contrário: ditaduras, quando não encontram barreiras, ficam cada vez mais ditatoriais.

É o que está acontecendo na frente de todo o mundo, todos os dias, neste Brasil onde o STF deu a si próprio o direito de dizer que 2 + 2 são 22 — e onde é inconstitucional achar que são 4, porque quem diz que o certo é 22 são os ministros do STF, e, se eles estão dizendo que é assim, trate de calar a boca, obedecer e continuar pagando impostos. A Constituição, as “instituições” e a lógica são unicamente o que eles dizem que são — conversa encerrada. O STF só não revoga a tabuada, o ângulo reto ou o ovo frito porque os ministros não ganham nada com nenhuma dessas decisões; mas naquilo que eles consideram ser os seus interesses está valendo tudo. O resultado é que esse STF que está aí perdeu as características próprias da sua espécie biológica — a espécie das cortes de Justiça, cuja finalidade é fornecer aos cidadãos a segurança da lei. Já não se trata mais, a esta altura, de vinho que degenerou em vinagre. Agora é vinagre que está degenerando em veneno. Seu último surto de onipotência é a extraordinária pretensão de pensar, do ponto de vista legal, pelo povo brasileiro.

O portador dessa nova verdade é o presidente do STF, Antonio Dias Toffoli, que anunciou ao público, nesta última terça-feira, dia 28, que o tribunal decidiu (oficialmente, ao que parece), ser “o editor de um povo inteiro” — no caso, o povo do Brasil. Editor de um povo? Que raio quer dizer isso? Quer dizer o seguinte: é o STF quem decide as informações que você pode ou não pode receber. Toffoli estava tentando dar uma explicação para um dos empreendimentos mais inexplicáveis que o Supremo realiza no momento: o inquérito ilegal das “fake news”, que atribui a si mesmo a inédita ambição de só permitir que se diga “a verdade” em tudo o que aparece na internet. Como sempre acontece nesse tipo de tentativa, conseguiu elevar à potência N o que já é um desastre top de linha. Num português de ginásio, com sintaxe torturada, soluços entre verbo, sujeito e pronome, e compreensão confusa do vocabulário, Toffoli disse que o STF está violando a liberdade de expressão, conforme mostram os fatos objetivos do inquérito, porque tem de “dirimir conflitos”, como numa “briga de marido e mulher”. Heinnnnnn?

Toffoli acha que um órgão de imprensa, um ente da vida privada, é a mesma coisa que uma vara ou um tribunal de Justiça

Uma corte infestada de bobos

Os atuais ministros do Supremo ameaçam expropriar o asterisco hoje ocupado pela Junta dos Três Patetas


Augusto Nunes

No começo dos anos 50, os alunos da 4ª série do Grupo Escolar Domingues da Silva foram submetidos a uma prova que incluía a seguinte questão: quais são os três Poderes da República? A professora Mathilde Menon compreendeu que uma resposta tecnicamente errada fora a mais verdadeira, sensata e sincera. Não só decidiu considerá-la certa como guardou para sempre a folha de papel em que o menino de 11 anos rabiscara os três Poderes: Baixinho, GordinhoSimpático. Duas características físicas e um traço de personalidade bastaram para que todos identificassem a figura descrita com admirável concisão: Getúlio Vargas, eleito em 1950. Para aquele garoto de Taquaritinga, o ardiloso gaúcho mandava no Brasil desde sempre. Mandava mais que todos os Poderes juntos.

Getúlio era naquele momento o chefe do Executivo de um Brasil redemocratizado em 1945, quando a queda do Estado Novo resgatou o Judiciário e o Executivo da UTI onde agonizavam desde a decretação em 1937 da abjeção autoritária. Transformado em ditador, o líder da Revolução de 30 manteve o Congresso fechado por oito anos e reduziu o Supremo Tribunal Federal a puxadinho do Palácio do Catete. Nenhum governante nomeou tantos ministros do STF quanto aquele gaúcho risonho, de baixa estatura e silhueta implorando por jejuns: 21. Os nomeados foram dispensados pelo padrinho de sabatinas no Senado — e da tarefa de eleger o presidente da Corte, escolhido pessoalmente por Getúlio. Quem foi criança naquela época tinha o direito de acreditar que todo o poder emanava daquele homem baixinho, gordinho e simpático. E por ele era exercido.

Confrontado com a mesma pergunta, o que responderiam hoje os brasileiros que vão chegando à pré-adolescência? Caso dessem a resposta oficialmente certa, estariam todos errados. Seguem em funcionamento os três Poderes inerentes ao Estado Democrático de Direito, mas o Supremo Tribunal Federal se acha mais poderoso que os outros. Pelo que anda fazendo o Timão da Toga, sobretudo seus mais impetuosos artilheiros, a Junta que assumiu o comando do país entre o derrame sofrido por Costa e Silva e a posse de Emilio Médici terá logo expropriado o asterisco que ocupa nos livros de História. A trinca de ministros militares ficou conhecida como os três patetas. O STF tem meia dúzia de idiotas juramentados. Os outros vivem derrapando no perigoso terreno da galhofa.

Só existem figuras perfeitas em autobiografias desprezíveis ou panegíricos redigidos por vassalos

Já tratamos aqui de Celso de Mello — o Decano, o Pavão de Tatuí, o Rui Barbosa em compota —, no momento empenhado em consolar-se da aposentadoria com a decretação do impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Gilmar Mendes, a Maritaca de Diamantino, retomou a quarentena depois do troco que levou das Forças Armadas por acusá-las de cúmplices do genocídio promovido por Jair Bolsonaro em aliança com o vírus chinês. Ricardo Lewandowski também está na muda. Mas falam e agem por eles e todos os outros dois bucaneiros de capa preta: Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Esses não perdem uma única chance de mostrar que no Brasil qualquer nulidade pode virar superjuiz.

O tribunal da verdade suprema

Subversão da ordem é tudo aquilo que for considerado, na forma e no conteúdo, como ato subversivo à ordem por qualquer um dos supremos editores da nação


Guilherme Fiuza

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, afirmou que o STF é o editor do Brasil. A declaração provocou uma imediata e redentora sensação de alívio em toda a nação. O povo andava preocupado com essa lacuna. “Quem é o nosso editor, afinal de contas?”, perguntava-se todo brasileiro, diariamente, ao acordar para mais um dia de trabalho.

Agora essa angústia acabou. Graças a Dias Toffoli, essa sensação de orfandade, esse complexo de abandono que Sigmund Freud definiu em sua obra fundadora da psicanálise como “carência editorial”, está superada. Você não precisa mais ter medo de falar o que não deve ou de incomodar os outros com o que você disser. Se sair da linha, o STF corta. Graças a Dias.

Agora você pode agir com confiança, finalmente liberto daquilo que Freud chamava de “insegurança jurídica”. O STF é uma instituição que funciona — e jamais prometeria editar a nação da boca para fora.

Os editores cortam — e se preciso prendem — para salvar os brasileiros de si mesmos

Por exemplo: outro dia, o editor Alexandre de Moraes captou, no vasto universo do Twitter e do Facebook, algumas publicações que contrariavam a linha editorial da cabeça dele — por sinal brilhante — e mandou cortar. Precisa ser um editor meticuloso para detectar erros cometidos por 16 pessoas num universo de milhões de editados. Mas ele está lá para isso. E numa demonstração de extremo zelo, para evitar que erros como aqueles se repetissem, em vez de mandar as plataformas suprimirem os textos, determinou que suprimissem logo as pessoas. Precaução é tudo no ofício de um editor.

Cerca de 300 pessoas são retiradas da areia nas praias do Rio

Sábado foi o primeiro dia depois da abertura de banho de mar

Mariana Tokarnia

Cerca de 300 pessoas foram orientadas e retiradas da areia das praias da cidade do Rio de Janeiro por agentes da Guarda Municipal do Rio neste sábado (1º), de acordo com balanço divulgado pelo órgão. Hoje a cidade entrou na Fase 5 de abertura e o banho de mar passou a ser permitido. Os banhistas, no entanto, não podem permanecer na areia. 
 
Foto: Sergio Moraes/Reuters
A Guarda Municipal do Rio realizou patrulhamento na orla das zonas sul e oeste da cidade com agentes orientando banhistas sobre a proibição da permanência na faixa de areia e fiscalizando o uso de máscaras de proteção facial. Além das 300 pessoas retiradas da areia, ao todo, 51 pessoas foram multadas após serem flagradas sem máscaras de proteção facial. O balanço é referente às ações feitas até as 16h deste sábado. 

Também a partir de hoje, foram autorizados a trabalhar na areia os vendedores ambulantes legalizados, que atuaram das 7h às 18h. Eles foram liberados apenas para a venda de alimentos industrializados e bebidas não alcoólicas. O aluguel de cadeiras, mesas e barracas ainda está suspenso.

De acordo com a Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano, da Secretaria Municipal de Fazenda, ao todo, 20 ambulantes que atuavam no calçadão sem autorização foram orientados pelos agentes de controle urbano a se retirarem do local. Não foram identificadas irregularidades relacionadas aos ambulantes que atuavam em pontos fixos das praias, os barraqueiros.

[As danações de Carina] O que poderemos esperar do futuro? Tudo de bom e mais algumas coisas ainda não surgidas diante de nós

Carina Bratt

Em meio a esta pandemia que nos assola, que nos massacra, que nos tira a liberdade, os sonhos, a vida, sobretudo a vida, eu gostaria de levantar aqui alguns questionamentos simples: o que poderemos esperar do futuro? Aliás, vamos ser mais diretas: teremos futuro? Se sim, o que esperarmos dele?


Estaremos prontas para quando o Senhor do Amanhã bater em nossas portas? O humorista americano Arnold Glasow explicava em suas apresentações que “o problema com o futuro é que ele usualmente chega antes de estarmos prontos”. E como saberemos se estaremos prontas para recepcioná-lo quando der as caras?

Partindo do princípio que o nosso presente, o nosso hoje, o nosso agora não existe, é apenas ou não passa de um ponto imaginário entre a ilusão e a saudade, entendo que a melhor maneira de prever o futuro e claro, preservá-lo, é criá-lo do nosso modo, ou aos desejos mais excelentes que brotam da nossa alma.

Teremos, por conta, um futuro que nos fará bem. Um futuro promissor, recatado de lindo e vestido de maravilhoso, sem os perigos dos transtornos e sem os medos dos possíveis tropeços. Se o futuro depende de nossos melhores sonhos, o certo será irmos todas dormir. Porém, percebam, dormir com um olho aberto e outro naquilo que almejamos para nossa vida além do que vivemos em dias de agora. 

O advogado cearense Eduardo Henrique Girão lecionava a seus clientes e amigos que “o futuro é um desconhecido que nos chama” Ora, se o futuro realmente é um desconhecido que nos chama,  devemos “engravidar” o presente com coisas boas, com ações que nos elevem a alma, que nos coloquem para cima, sempre.

Se agirmos dessa forma, se conseguirmos  deixar nosso  presente prenho do futuro, o que está por vir nos trará certamente bons frutos, boas colheitas em forma de filhos robustos e saudáveis. O filósofo e romancista espanhol  Miguel de Unamuno, não cansava de dizer em seus livros: “devemos procurar mais ser pais de nosso futuro do que filhos de nosso passado”.

Saibamos viver

Nelson Teixeira

Que saibamos enxergar as grandezas da vida com mais amor.

Que saibamos fazer o bem sem esperar demais do outro.

Que saibamos ser gratos por cada gesto de bondade, por cada palavra de conforto, por cada momento de alegria que nos for dado, independente das circunstâncias.

Que saibamos olhar para nós mesmos e reconhecermos que acima de tudo e todos, há um Deus grandioso nos cuidando, protegendo, livrando de todo mal e Abençoado.

Que saibamos abraçar os nossos dias com otimismo, e focarmos naquilo que é nosso, sem sabotarmos os caminhos de ninguém.

Que saibamos Viver.

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 2-8-2020

sábado, 1 de agosto de 2020

Com dez, F.C. Porto vence a Taça de Portugal!

Prossegue atuação de grupos de pressão para acirrar divisão na Igreja e na CNBB

FratresInUnum.com

Foi divulgada ontem uma carta de apoio à carta dos bispos petistas contra o presidente da república. Apesar de que se tenha publicado que havia mais de mil padres signatários, a verdade é que houve 879 padres6 irmãos114 freis (dos quais não sabemos quantos são ordenados) e 59 diáconos (dos quais não sabemos quantos são permanentes).


Mesmo que o número possa impressionar num primeiro momento, a verdade é que, num universo de 27 mil padres, o número representa apenas 3,9% do clero brasileiro, de modo que há ainda 96,1% dos padres que não coadunam formalmente com esta radicalização e divisão. Ademais, a carta não revela a idade média dos signatários, que, desconfiamos, será bastante alta.

Em todo caso, o fator mais importante para a análise do fenômeno não são os dados meramente estatísticos, neste caso muito baixos e inexpressivos, mas são outros quesitos, que pensamos serem mais determinantes:

Verdade objetiva.
Não podemos jamais equivaler a ideologia com a realidade. As filosofias que enfatizam demais a narrativa ou apenas as articulações dos discursos pressupõem a inexistência da verdade, coisa que é flagrantemente mentirosa. A verdade não apenas existe, como ela é a maior força que move o mundo. Esses padres podem protestar o quanto quiserem, mas os seus protestos não terão o sufrágio do povo fiel exatamente por irem contra os fatos, por serem incoerentes.

Tendência do processo histórico e o momento atual.
Um movimento popular que seja contrário ao processo histórico em andamento não pode ter sucesso se não estiver identificado com os sentimentos em voga na própria população. O petismo e todos os movimentos que lhe são solidários recaíram sob a hostilidade do povo como um todo. A própria CNBB recaiu sob a mesma hostilidade e está numa crise de credibilidade na sociedade brasileira, depois de terem apoiado de modo tão acrítico os movimentos de esquerda. Se esse processo não for revertido, a Igreja perderá toda a sua credibilidade.

Observatório da extrema-direita

Telmo Azevedo Fernandes

Um conjunto de 12 indivíduos decidiu criar uma coisa chamada “Observatório da extrema-direita”. Diz essa gente que se trata de “um projeto plural que junta pessoas com percursos vários”. Fui ver: tem um fundador do Bloco de Esquerda (BE), vários dirigentes do BE, eleitos e candidatos autárquicos do BE, tudo BE declarado e até às entranhas. Fiquei convencido sobre a pluralidade…

A agremiação parece marxista, cheira a trotskismo, lembra estalinismo, portanto, é bloquista.
Um dos dois artigos de opinião já produzidos por este coletivo é assinado pela filha de um Conselheiro de Estado de quem junto três imagens para mais fácil identificação:


A forma eufemística, ou melhor, retrincada com que se apresenta como estrutura independente um coletivo que não passa de um veículo de transmissão do partido é um expediente recorrente do Bloco de Esquerda.


Outro exemplo paradigmático é a Climáximo, uma suposta organização ambientalista enxameada também de dirigentes e militantes bloquistas que é uma mera spin-off do BE. O artifício vai ao ponto de um dos seus principais e mais ativos responsáveis ser apresentado como “especialista em alterações climáticas” quando se omite a verdade de ser antes de mais um membro do BE, por sinal companheiro conjugal da rapariga acima anteriormente retratada. Deste junto igualmente três imagens para mais fácil identificação:

O estaminé de ativistas do personagem acima diz em manifesto que “está tudo lixado” e que se “fartaram”, pelo que se comprometem a “lutar contra o vírus da maximização do lucro”, a “construir uma nova civilização” e anunciam sair às ruas este Outono “em ações de desobediência civil em massa”. É o desígnio da proteção do Ambiente…

Psol culpa Bolsonaro pelo fim de ‘Chaves’ no SBT

Vice-líder do partido na Câmara dos Deputados relaciona presidente com saída do seriado da grade da emissora brasileira

Anderson Scardoelli

Exibido há 36 anos pelo SBT, o seriado Chaves deixará a televisão aberta brasileira a partir de amanhã,  sábado 1º de agosto. Em nota, a emissora comandada por Silvio Santos informa que isso ocorrerá por causa de imbróglio envolvendo a mexicana Televisa e a empresa responsável pelos direitos autorais do roteiro da produção.


Dessa forma, a equipe do SBT lamenta que não poderá, ao menos por ora, transmitir o programa. O mesmo ocorrerá com as demais séries também protagonizadas pelo ator e roteirista Roberto Gómez Bolaños. Dessa forma, além de Chaves, o super-herói Chapolin também se despede momentaneamente do telespectador brasileiro.

“A emissora continua na torcida para um acordo”

“O SBT lamenta a decisão, principalmente em respeito ao seu público, que acompanha fielmente os seriados há tantos anos na emissora. A emissora continua na torcida para um acordo entre as duas empresas mexicanas o mais rápido possível e, se isto acontecer, teremos o prazer de informar aos fãs de ChavesChapolin e Chespirito imediatamente”, informa o SBT em trecho da nota divulgada na tarde desta sexta-feira, 31.

Culpa do Bolsonaro?

Apesar de a própria emissora avisar que Chaves sairá da grade de programação por questões de direitos autorais, um integrante do Psol tentou relacionar o tema ao presidente da República. Vice-líder do partido na Câmara dos Deputados, Marcelo Freixo (RJ) ironizou. “Bastou Bolsonaro se juntar com Silvio Santos para o Chaves cair fora”, publicou o parlamentar em seu perfil no Twitter.


A “piada” de Freixo, entretanto, não repercutiu bem entre os que interagiram com a postagem. Vinícius Sacramento, por exemplo, apontou infantilidade por parte do deputado federal pelo Psol fluminense: “Para mim, chega. Continue com essa mentalidade de adolescente aí, você vai longe. Deu muito certo para a Manuela D’Ávila”.

Título e Texto: Anderson Scardoelli, revista Oeste, 31-7-2020, 21h09

Reforma tributária renderá ‘debate complexo’, avisa relator

Deputado federal Aguinaldo Ribeiro faz parte da comissão responsável por analisar o tema no Congresso Nacional

Foto: CANVA
Anderson Scardoelli

O relator da Comissão Mista Temporária da Reforma Tributária, deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), admitiu que o tema não será facilmente discutido no Congresso Nacional. De acordo com o parlamentar, a questão representa um desafio.

“Debate complexo”, disse Ribeiro na sessão da comissão realizada na tarde desta sexta-feira, 31. De forma virtual, a reunião representou o retorno ao trabalho do grupo responsável por analisar o assunto no Legislativo. Isso porque a comissão estava paralisada havia quatro meses em decorrência da pandemia da covid-19 no Brasil.

Simplificação

Ciente de que a discussão renderá debates entre deputados e senadores, o relator do tema crê que a reforma tributária será aprovada pelo Parlamento. E que isso representará um avanço para o país. Mas que será preciso, entretanto, ir além de reduzir ou simplificar tributos. “Não basta a simplificação tributária, tem que haver mudanças estruturais que reduzam custos e preços e proporcionem crescimento econômico”, comentou Aguinaldo Ribeiro, conforme informado pela Agência Senado.

Título e Texto: Anderson Scardoelli, revista Oeste, 31-7-2020, 19h51

ANAJURE reúne assinaturas em apoio a Simone Quaresma, autora da obra “O que toda mãe gostaria de saber sobre disciplina bíblica”

Nesta semana, foi divulgada a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que proibiu a venda do livro da Senhora Simone Quaresma intitulado “O Que Toda Mãe Gostaria de Saber Sobre Disciplina Bíblica” e determinou a retirada de links de material da Autora acerca do tema. Ela foi acusada de usar a religião para ensinar os pais a educarem seus filhos através de castigos físicos com tratamentos degradantes, agressivos e humilhantes. Para mais detalhes acesse AQUI.

Embora respeite a decisão judicial e saiba que a Autora está tomando as medidas cabíveis, sob orientação da sua equipe jurídica, a ANAJURE manifesta seu apoio institucional por entender que não há qualquer ilegalidade nas orientações fornecidas pela Senhora Simone Quaresma e, mais ainda, que se trata de uma limitação indevida ao livre exercício de atividade intelectual e da liberdade de expressão.

Por todo o exposto, a ANAJURE convoca a todos os que apoiam as Liberdades Civis Fundamentais a subscreverem o abaixo-assinado em favor da Senhora Simone Quaresma, que será apresentado às autoridades públicas competentes.

Título, Imagem e Texto: ANAJURE - Associação Nacional de Juristas Evangélicos, 31 de julho de 2020

Rio tem 5ª fase da flexibilização das restrições começando neste sábado; banho de mar liberado

Raphael Fernandes

Neste sábado, 1º de agosto, tem início no Rio de Janeiro a 5ª fase da flexibilização das medidas restritivas, com o banho de mar sendo liberado e a possibilidade de trabalho de maneira limitada dos vendedores ambulantes – embora a permanência de banhistas na faixa de areia continue proibida. Além disso, fica oficializada também a autorização para que escolas particulares reabram, com essa decisão ficando a cargo de cada uma. Na rede pública, no entanto, os colégios seguem sem previsão de retomada das aulas.

Foto: Gabriel de Paiva
Confira as principais medidas de flexibilização da Fase 5 da retomada comercial no Rio:

· Vendedores ambulantes estão liberados a trabalhar das 7h às 18h nas praias e logradouros, sem aluguel de cadeiras e barracas e sem venda de bebidas alcoólicas;
· Banho de mar autorizado, mas permanência na faixa de areia e utilização de caixas térmicas seguem proibidos;
· Horário de fechamento de bares, restaurantes e lanchonetes ampliado das 23h para 1h; abertura pode ser em qualquer horário;
· Escolas particulares autorizadas a retomar suas atividades, de maneira facultativa; colégios públicos, porém, ainda sem data para serem reabertos;
· Shoppings centers liberados a retornar ao funcionamento no horário tradicional, isto é, das 10h às 22h;
· Lojas de rua autorizadas a abrir às 9h aos sábados e domingos, com horário de fechamento liberado; de segunda a sexta, mantida a abertura às 11h, com fechamento livre;
· Feiras de artes e de artesanato liberadas para serem reabertas;
· Piscinas de condomínios autorizadas a reabrir, mas não para hidroginástica (de acordo com a Prefeitura, por conta da participação de grávidas e idosos).

Título e Texto: Raphael Fernandes, Diário do Rio, 31-7-2020

Atitudes

Nelson Teixeira

Comece o dia se desprendendo de tudo que lhe impossibilita arriscar.

Não se amarre na amargura.

Não se feche das possibilidades.

Reaja.

Inspire e sacuda a poeira.

Não deixe pra depois a atitude que vai libertá-lo e fazer avançar hoje.

Reorganize suas prioridades.

Encontre no já a esperança que faltava para acontecer.

Questione menos e viva mais.

Nunca se esqueça que toda atitude contém riscos, mas que ninguém deve permanecer sem atitudes.

Você vai ver ao longo da jornada da vida que toda tentativa é válida e faz parte de nossas ações.

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 1-8-2020

Charada (1 240) Sinalizar a verdade

Está jogando pôquer contra Tex. Ele tem um tique, o seu olho treme 90% das vezes que pensa que tem uma boa mão. O problema  é que o olho dele treme de qualquer maneira, e há uma possibilidade de 10% de tremer mesmo que pense que a mão não é forte.

Se Tex considera que 30%  das mãos que recebe são fortes, e está neste momento com o olho a tremer, qual é a probabilidade de achar que tem uma boa mão?

Charada (1 239) Quatro não

Coloque um x ou um o numa célula vazia desta grelha de modo a que não haja quatro x ou o consecutivos na horizontal, vertical ou diagonal. Só há uma solução. Consegue encontrá-la?



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sexta-feira, 31 de julho de 2020

TJ do Rio suspende decreto que limitava a gratuidade dos idosos nos transportes

Redação Diário do Rio

Os idosos maiores de 65 anos poderão usar gratuitamente os transportes coletivos no município do Rio de Janeiro sem limite de viagens diárias.  A decisão foi tomada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, que suspendeu provisoriamente a aplicação do decreto municipal 47.297/2020, que, desde março, limitava a gratuidade a quatro viagens diárias, sob a alegação de reduzir o contágio pelo novo coronavírus.


A liminar atendeu a um pedido do Ministério Público, em ação direta de inconstitucionalidade movida contra o prefeito da cidade e o presidente da Câmara de Vereadores. Segundo a ação, ao interferir na liberdade de locomoção dos idosos, o decreto suprime prerrogativa constitucional que assegura a eles o direito de se deslocar gratuitamente em transporte público coletivo de forma ilimitada.   

De acordo com o voto do desembargador Antonio Eduardo Ferreira Duarte, relator da ação, diante de um cenário excepcional imposto pela pandemia da Covid-19, justifica-se a tomada de medidas na busca do controle da disseminação da doença. Contudo, tais medidas devem ser “razoáveis e proporcionais” à situação.   

O magistrado destaca que, além de privar os idosos do direito de ir e vir, o decreto estabelece para isso um critério econômico discriminatório, ao diferenciar idosos mais vulneráveis, que fazem uso da gratuidade, dos demais membros da sociedade, inclusive os que possuem capacidade financeira para arcar com os custos da utilização dos mais variados meios de transporte. “Ou seja, utiliza-se de critério econômico sob o pretexto de proteger determinada camada da população”, escreveu o desembargador.  

Ainda segundo o desembargador, o decreto criou um obstáculo à população idosa mais carente de utilização gratuita do transporte público, na medida de suas necessidades, restringindo seu acesso ao trabalho, às consultas médicas, e a serviços.  

Título e Texto: Redação Diário do Rio, 31 de julho de 2020

O mea-culpa de um militante do clima

Bastien Lejeune

Eu gritei “lobo!” sobre as alterações climáticas […] em nome dos ecologistas do mundo inteiro, quero pedir desculpas pelo pânico que criamos.

Militante veterano da causa ecologista, Michael Shellenberger [foto], fundador e presidente da associação Environmental Progress, publicou um livro com título eloquente (Apocalypse Never) no qual ele explica por que e como mentiu defendendo a causa do catastrofismo.


Sua obra, que relembra ponto a ponto trinta anos de militância, denuncia as declarações apocalípticas sobre o clima “cientificamente erradas e politicamente contraprodutivas”.

A carta aberta em forma de mea-culpa que acompanha o livro foi censurada pela revista Forbes, onde foi publicada pela primeira vez, e teve pouca repercussão na grande mídia – notadamente francesa.

Título e Texto: Bastien Lejeuene, Valeurs Actuelles, nº 4363, do 9 a 15 de julho de 2020
Tradução: JP

Touche pas à mon histoire !

Signez l'appel d'Alain Finkielkraut

Derrière la vague de déboulonnage de statues se cachent un racisme anti-Blancs et la haine de la civilisation occidentale, coupable de tous les maux. Vous aussi, signez l'appel d'Alain Finkielkraut et dites NON au déboulonnage de notre histoire !