domingo, 24 de maio de 2020

Arrepiante! Polícia Militar do Estado de São Paulo

O cinema militante e manipulador de Ruy Guerra

Foi num ano entre 1968/1971. Aconteceu em Brazzaville, capital da então República Popular do Congo – em 1992 “perdeu” o “Popular”. Num edifício ao lado do cinema VOG.

Cinema VOG
Meu pai, dentro da sua Renault 4L, passando em frente, eis que vê a larga faixa num edifício ao lado do cinema.


!?!Que porra é isto?!? 
(NdE: naquela época, apesar das guerras pela independência ou pelo poder, espalhadas pelo mundo, gozava-se da liberdade de proferir palavrões, em voz alta, baixinha, ou em pensamento, dentro da sua privada propriedade).

Aí, eis que de dentro do edifício surgem dois homens brancos segurando com rispidez uma mulher negra. (?!)

Tudo filmado e fotografado pelo aparato em frente ao edifício em causa.

Meu pai, ao contar o ocorrido ao jantar, apesar da grande surpresa, disse que imaginava que iriam utilizar aquelas imagens falsas para denegrir Portugal.

Anos depois, já em Portugal, ele entendeu de vez. Porque eu contei a ele.

Vídeo: manifestantes se reúnem na avenida Paulista e pedem saída de Doria

Reunidos em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, participantes pedem o fim do confinamento social e o retorno ao trabalho


Roberta Ramos

Em meio ao feriado inventado pelo prefeito Bruno Covas para tentar manter a população em casa, o governador de São Paulo, João Doria, viu a população ir à avenida Paulista pedir para que deixasse o cargo.

Com placas que pediam sua saída ou até mesmo seu impeachment, os manifestantes se reuniram em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e pediram o fim do confinamento social, imposto desde março pelo governo, e o retorno ao trabalho.

Alguns dos participantes também aproveitaram o protesto para mostrarem seu apoio ao presidente Jair Bolsonaro, como é possível ver no vídeo abaixo.
Título e Texto: Roberta Ramos, revista Oeste, 24-5-2020, 15h46

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Bolsonaro vai às ruas e reforça apoio popular após divulgação do vídeo

“Quando se fala em possível impeachment, ação no Supremo, baseado em filigranas, eu vou em qualquer lugar do território nacional e ponto final!”. A frase, dita pelo presidente na reunião de 22 de abril, foi cumprida à risca neste domingo

Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Rodolfo Costa

“Quando se fala em possível impeachment, ação no Supremo [Tribunal Federal (STF)], baseado em filigranas, eu vou em qualquer lugar do território nacional e ponto final!”. A referida frase é do presidente Jair Bolsonaro, mas não foi dita neste domingo, 24, quando ele foi às ruas saudar manifestantes favoráveis ao governo.

frase foi dita na reunião interministerial de 22 de abril, mas está bem atual. Diferentemente de outros domingos, quando Bolsonaro foi às ruas e falou, hoje, ele optou por deixar que o povo falasse por ele espontaneamente.

As grades da Praça dos Três Poderes mais próximas ao Palácio do Planalto foram preenchidas por uma grande massa de apoiadores. As pessoas enalteceram o presidente com palavras de ordem e não faltaram frases de apoio ao governo e em defesa a Bolsonaro após a divulgação do vídeo, na sexta-feira, 22.

Impeachment
Por coincidência, a frase dita por Bolsonaro em 22 de abril remete a acontecimentos recentes. Na quinta-feira, 21, partidos de oposição e entidades e movimentos sociais de oposição ao governo ingressaram na Câmara com um pedido de impeachment do presidente da República.

O pedido foi assinado por PT, PCdoB, PSOL, PCB, PCO, PSTU e UP e mais de 400 entidades e movimentos sociais. A exemplo do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST).

Bolsonaro sugere que Celso de Mello cometeu crime de abuso de autoridade

Presidente da República cita em rede social o artigo 28 da Lei 13.869/2019, que trata sobre o abuso de autoridade. Dispositivo pune quem “divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretendia produzir”

Rodolfo Costa

O presidente Jair Bolsonaro sugeriu neste domingo, 24, que o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), cometeu crime de abuso de autoridade. No Facebook, sem fazer um comentário, ele postou um quadro que cita a Lei 13.869/2019, sancionada por ele mesmo, e cita o artigo 28.

Foto: Alan Santos/PR
O trecho mencionado por Bolsonaro enquadra como crime de abuso de autoridade “divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretendia produzir, expondo a intimidade ou a vida privada”. “Ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado”, informa o artigo 28.

A pena para isso prevista em lei e ressaltada por Bolsonaro é a detenção de um a quatro anos, além de multa. Como Mello foi quem autorizou a quebra de sigilo do vídeo da reunião interministerial de 22 de abril quase na íntegra, o presidente da República dá a entender que é ele quem teria cometido o crime de abuso de autoridade.

Constrangimento
Nos comentários, a interpretação de apoiadores do presidente vai na referida linha. “Celso de Mello divulgou o vídeo na íntegra com a óbvia intenção de prejudicar e constranger o presidente e os seus ministros”, diz um deles.

A decisão de Mello foi tomada dentro do contexto de um inquérito no STF e a própria Advocacia-Geral da União (AGU) concordou com a divulgação parcial.
Título e Texto: Rodolfo Costa, revista Oeste, 24-5-11h56

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[Língua Portuguesa] Assistir ‘ao’ ou assistir ‘o’?


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[Viagens & Destinos] Caminhos da História - Estrada Nacional 12: 125 anos


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Não há dinheiro que pague a raiz deste pensamento

Tal como acontece com a felicidade o dinheiro ajuda, mas não chega para explicar que o socialismo, ou melhor dizendo, o progressismo, seja o pensamento quase único das redações.

Helena Matos

Enquanto escrevo prossegue a saga dos universos paralelos do governo português. Este é bom porque  internamente avisa que na TAP “Se é o povo português que paga, é bom que seja o povo português a mandar” . Mas é ainda melhor quando exige precisamente o seu contrário aos contribuintes alemães ou holandeses, ou seja, que mandem dinheiro sem condições.

Enquanto escrevo aconteceu mais uma rixa na praia de Carcavelos. Pese as rixas na praia de Carcavelos terem-se tornado um item obrigatório de cada Verão o detalhe noticioso sobre o caso nunca vai além das expressões “grupos rivais” (qual será a rivalidade?) e a “arma branca” (será a faca de fazer sandes?) usada nas rixas entre os ditos grupos rivais.

Foto: Mariline Alves/CM
Vídeo

Enquanto escrevo a Bélgica está a chegar aos 800 mortos por coronavírus por milhão de habitantes. Onde estão as notícias? (Por favor não me venham com a explicação que os números grotescos da Bélgica se devem a uma forma mais rigorosa de contabilizar os mortos porque então o assunto ainda é mais complicado porque isso, a acontecer, pressupõe que de uma forma continuada e sistemática todos os outros países os estarão a contabilizar sem rigor, o que  seria um problema ainda maior).

… Foi preciso o apoio do governo aos media para que isto fosse assim? Não. Há muito tempo que a linguagem dos jornais, rádios e televisões é a versão mediática do socialismo, ou melhor do progressismo. Nesse léxico em vigor nas redações qualquer medida apresentada pela esquerda ou seus derivados, como agora são os ditos ecologistas, chega com o rótulo da opção correta mesmo quando completamente disparatada: recordo que até o Covid ter colocado o turismo a zeros e a economia numa quebra-catástrofe mais que anunciada, éramos inundados com reportagens sobre o turismo que estava a matar as cidades. E agora? Agora fazem de conta que isto nunca aconteceu ou fazem-se eco das declarações sobre a necessidade de uma “nova normalidade” (entendendo-se por “nova normalidade” a imposição do socialismo sanitário) proferidas por atores, milionários e demais gente que usufruiu e usufrui o que há de melhor na velha normalidade.

Enquanto escrevo chegam-me notícias de casais em que ambos se viram de um momento para o outro sem trabalho ou sem receber. Mas as notícias dizem que isto não é austeridade. O que será? Miséria? Ou só existe austeridade quando os ordenados mais altos dos funcionários públicos sofrem cortes?

André Ventura: votaria nele?

O cerco e circo montados contra a candidatura de André Ventura às presidenciais de 2021 obrigam-me a uma resposta fundamentada, pública e em nada ambígua.

Gabriel Mithá Ribeiro

Votarei André Ventura por razões morais. 

A moral constitui o primado da ação e não vive em cima do muro. Ou decidimos estar de um lado ou do outro. Do lado certo ou do lado errado; do justo ou do injusto; do bem ou do mal; da autorresponsabilidade ou da vitimização. Sem tal preocupação, as escolhas políticas perdem a essência do seu sentido. Se a transição dos valores morais do abstrato para a vida prática implica interpretações subjetivas, até contraditórias sobre um mesmo objeto, muito evidente na política, ninguém de direita ou de esquerda dispensa o primado moral.

Acontece que, no campo da direita no ativo em Portugal (para excluir Pedro Passos Coelho), André Ventura [foto] é o único que não se equilibra em cima do muro. A haver ambiguidades, as mesmas jamais se situam a nível moral, apenas num nível (muito) inferior, o das práticas políticas. Portanto, André Ventura parte em vantagem no seu campo político. Só quando não acreditamos nos valores morais que nos guiam é que temos dúvidas sobre a virtude das nossas escolhas e, nesse caso, policiamo-nos a nós mesmos para sermos moderados ou ponderados.

Daí passarmos a exigir, à cabeça, nunca sermos da direita (o campo moral), mas no máximo da direita-moderada ou do centro-direita (o campo das práticas). Fazendo uma inferência, hoje os portugueses não podem admitir ser moralmente portugueses, no máximo admite-se que sejam politicamente portugueses-moderados ou centro-portugueses. Trata-se de uma subversão patológica de certas identidades coletivas.

Para clarificar, a inteligência, a beleza, a santidade ou a saúde nunca devem ser ambições sociais moderadas pelo seu valor intrínseco. Imagine o contrário de tudo isso. É a definição substantiva com que uma pessoa moralmente de direita rotula todas as pessoas de esquerda, e vice-versa. Então, por que razões não serei radicalmente de direita?! Por que razões a direita se recusa a fazer à esquerda aquilo que a esquerda, há muito, já fez à direita?

Aprenda-se com Olavo de Carvalho. De resto, para elucidar, escudar-se no racismo para qualquer demarcação em relação a André Ventura é uma atitude alimentada pelo ativismo idiota, o dos que transportam um cadáver do passado para o presente, e pelos idiotas passivos, os que toleram a trapaça.

O primeiro-ministro e a ministra da Justiça portugueses, aos quais sobrava e bastava o que fazem há décadas e meia década, respetivamente, já foram corridos? O Marega já regressou milionário ao seu paraíso africano? E, claro, os ciganos constituem, sem dúvida, uma comunidade exemplar!

Votarei André Ventura contra a espiral do silêncio. 

A tradição leninista inaugurou e legou a estratégia de atacar o adversário direitista por todos os meios e mais alguns, recorrendo sem hesitações à manipulação e à mentira para reverter para o próprio adversário as culpas da violência que o atinge. É desse modo que a esquerda explora a dignidade dos demais concidadãos ultrapassando todos os limites, uma vez que o fundo moral judaico-cristão dos últimos se encarrega de retirar aos próprios a vontade de lutar pelo que acreditam e, inclusive, a vontade de argumentar em sua própria defesa, mesmo quando absolutamente conscientes da maldade perversa definidora de qualquer sujeito de esquerda.

Esposa de ex-goleiro Julio César se declara para Bolsonaro: 'Bolsominia assumida'

A loira recebeu diversas críticas em uma página de fofoca

O Dia

Susana Werner [foto], esposa do ex-goleiro Júlio César, usou sua conta no Instagram para demonstrar apoio ao presidente Jair Bolsonaro. A loira fez diversos vídeos no 'stories'.


Em um deles, onde aparece o presidente em um programa de TV, Susana diz: "Vi um presidente indignado com tudo o que tem de errado. Virei fã! Bolsominia assumida".

Além disso, a esposa de Júlio também pediu desculpas a Bolsonaro por ter ido passear no shopping de Brasília e ter se recusado a conhecer sua família.

A loira recebeu diversas críticas em uma página de fofoca em uma rede social. "100% Barbie fascista, privilegiada q fecha os olhos pra qq coisa q está acontecendo q sua volta". "Essa criatura nem aqui mora! Nos poupe Barbie". "Branca loira né, esperar mais o que?"
Título e Texto: O Dia, 23-5-2020, 20h02

Vasco campeão da Libertadores: baixe o pôster especial do título de 1998

Extra

O domingo será especial para a torcida do Vasco. Com o futebol parado por causa da pandemia do novo coronavírus, a TV Globo, na sua sequência de reprises especiais, passará, a partir das 16h, a final que deu ao Cruz-Maltino o título da Libertadores de 1998, quando o time comandado por Antônio Lopes derrotou o Barcelona de Guayaquil, no Equador, por 2 a 1, gols Luizão e Donizete.

Festa dos jogadores do Vasco após um dos gols na partida em Guayaquil - Foto: Hipólito Pereira, 26-8-1988
E, além de curtir novamente um título inesquecível, o torcedor do Vasco poderá baixar o pôster mais do que especial no site do EXTRA. Basta clicar aqui.

- Já tínhamos um título muito importante para o clube, o Campeonato Brasileiro de 1997. Mas quando fomos nos aproximando da final da Libertadores, começamos a ter uma noção maior do peso deste título. Será especial rever o jogo e compartilhar isso com a torcida e meus companheiros - disse Pedrinho, ex-jogador e ídolo do Vasco e atualmente comentarista do Grupo Globo.
Título e Texto: EXTRA online, 24-5-2020, 4h45

Zezé di Camargo fala sobre o “vídeo”

Orleans e Bragança comenta aproximação de Bolsonaro com partidos do "centrão"

CNN

O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), a aproximação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com partidos do "centrão" se deve por uma questão de "sobrevivência política".


O parlamentar afirma que tudo o que o presidente propôs no início de seu governo foi rejeitado pelo Congresso, e por isso, foi preciso ele remodelar suas ideias para conseguir retomar uma agenda de reformas.

Entrevista feita por Caio Junqueira e exibida no dia 23 de maio no programa CNN Sábado.

O homem por trás da República - Entrevista com o presidente Jair Messias Bolsonaro

Te atualizei

Nesse vídeo tive a honra e a alegria de entrevistar o nosso presidente que falou um pouquinho de tudo e muito mais.
Separa a pipoca, o suquinho, fica confortável e bora lá!

Gratidão

Nelson Teixeira

É um dos mais belos sentimentos que podemos expressar aos nossos irmãos, sejam eles encarnados ou desencarnados.

Gratidão por cada ato de amor direcionado a nós, por cada sorriso, olhar de confiança.

Gratidão pelo alimento de cada dia, pelo lar que nos ampara, pela noite de descanso, e o dia produtivo, que nos faz perceber que estamos aqui.

Gratidão pela vida, pelas oportunidades, pelo choro que rega a alma para que esta possa novamente florescer.

Gratidão pelo hoje, que me faz ter fé no amanhã, e paz para seguir em frente.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 24-5-2020

Lula da Silva depois de assistir ao vídeo 'devastador'


[As danações de Carina] Fluxo intenso

Carina Bratt

Susano Correia — homem pensando fora da caixa, de dentro da caixa
Minhas queridas amigas e leitoras, olhem só que coisa mais sem fundamento.  Eu me atreveria a bater na tecla do sem pé nem cabeça. Raciocinem comigo. Se a gente parar um pouquinho para pensar, ou fazer uma introspecção, olhando de frente para dentro de nosso âmago, se tirarmos alguns minutos do nosso tempo precioso para fazermos uma análise de como nos comportamos na nossa intimidade, no nosso dia a dia, chegaremos a conclusão de que não somos nada.

Isso mesmo, amigas. N-A-D-A. Com isso, percebemos que as pessoas, ao nosso redor, notadamente aquelas que acham ter dentro de si o poder, e dele sair por ai desfrutando como gostariam, concluiremos que essas criaturas são cadáveres em busca de sepulturas inexistentes, são almas vazias e ocas de tudo. Com o tempo, a gente aprende que ninguém possui coisa alguma. As nossas ações, por mais bem engendradas, ou por mais bem construídas e sedimentadas que nos pareçam, não pertencem a nós.

Apenas fazemos uso, por um tempo, por algumas horas, ou dias. Às vezes até meses. Depois elas se esvaem e ficamos como pequenas embarcações, a esmo, vendo literalmente diante de nosso nariz, navios enormes num mar tenebroso, do qual não encontramos uma rota de retorno à terra firme. Assim como aprendemos que não possuímos nada, que tudo é passageiro e temporário, e que, via de regra, apenas fazemos uso, por um tempo, acreditem ficaríamos envergonhadas de nossas melhores ações.

Mesmíssima coisa, o mundo que está sobre a nossa cabeça. Se ele soubesse os verdadeiros motivos que orbitam dentro delas... Certamente desabaria. Nossos motivos, geralmente são escusos, desonestos e devassos. Por força de uma imbecilidade tacanha e retrógrada, que fazemos questão de manter viva e pulsante, tentamos tapar o sol com a peneira. Como a peneira possui uma infinidade de pequenos furos, nossas afoitezas acabam descambando para o lado errado.

Aliás, o inferno, segundo Samuel Johnson, “está repleto delas”, não só as boas, as más intenções também. A meu entender, caras amigas e leitoras, nosso primeiro dever (aliás, o dever de todos os seres humanos) deveria o de TENTARMOS SER NÓS MESMAS, e não a sombra daquela ou daquele que está próximo a nós. Reparem. Nós, mulheres, não somos nós mesmas. Almejamos mais, sempre mais e mais, e às vezes, nessa busca maluca e inconstante, acabamos presas, pés e mãos, num beco sem saída.

Nos pegamos encurraladas num caminho sem volta. Sabem como eu chamaria essa “coisinha banal?”.  De percepção. Nos falta a percepção. Aliás, para os homens, essa palavrinha simpática, não existe. Pelo menos como deveria. Monteiro Lobato, por exemplo, era um homem de percepção. Por sinal, bastante afiada. Ele tinha e trazia consigo, A Chave do Tamanho. O que isso quer dizer? Trocado em miúdos, ele sabia a porta a ser aberta, a janela a ser escancarada, o botão que acenderia a luz pondo fim a escuridão.

sábado, 23 de maio de 2020

[Discos pedidos] A quem dedica estas musiquinhas, generoso leitor?


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A velhice (a minha) tem destas recordações

Celso de Mello: o agente da desordem nacional

J. R. Guzzo

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, está sendo hoje o principal agente da desordem no Brasil. Para sorte de todos nós, ele será obrigado a deixar o cargo em novembro, por chegar ao limite de idade da aposentadoria compulsória; vai ser, com certeza, o melhor momento de sua passagem pela suprema corte.

Mas, até lá, será um barril de pólvora à espera de um fósforo: disposto a usar a sua função para impor ao país um projeto político pessoal, tornou-se uma ameaça direta à lei, à ordem e a democracia.

Nas últimas 24 horas, levado cada vez mais pelo surto de onipotência mal resolvida que tem exibido nesse seu fim de linha, baixou as duas ordens mais destrutivas do ataque serial que vem fazendo contra a Constituição desde que deu a si próprio a missão ilegal de eliminar a autoridade do Poder Executivo e derrubar o presidente da República.

A conduta de Melo é uma aberração. Excitado, incompreensível nas razões que apresenta para seus despachos e dando sinais crescentes de estar fora de controle, mandou divulgar as imagens e as falas da reunião do ministério na qual, segundo o ex-ministro Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro teria praticado o crime de pressão indevida sobre funcionário público (ele próprio, Moro), no exercício da função. Em seguida, tomou a decisão de manter vivo um pedido de “busca e apreensão” do telefone celular pessoal do presidente da República, apresentado por deputados da oposição.

A exibição pública da reunião ministerial é um disparate em estado puro: não há, em nenhum momento do vídeo e do áudio que Mello mandou divulgar, o mínimo sinal, e muito menos prova, de que ali tivesse sido cometido qualquer crime. O magistrado sabia perfeitamente disso, como todo mundo que viu as imagens e escutou as palavras ditas na reunião; sabendo que não havia crime nenhum, ordenou, assim mesmo a divulgação. Em que razão pode se basear um despropósito desses?

A única coisa que de fato ocorreu, no fim das contas, foi a publicação de uma reunião que o Poder Executivo tem o direito legal de manter em sigilo. E “os crimes” que a população tinha “o direito de saber”? Não houve crime algum – a não ser a ordem ilegal de expor atos da presidência cuja confidencialidade é protegida pela Constituição.

Estrangeiros são proibidos de entrar no Brasil por 30 dias

Medida está relacionada ao risco do coronavírus e pode ser prorrogada; medida similar aconteceu em março

Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro

Gabriel Oneto

Na noite desta sexta-feira, o governo federal publicou uma portaria interministerial proibindo a entrada de estrangeiros em território nacional por 30 dias. O prazo pode ser prorrogado por recomendação da vigilância sanitária.

“A restrição de que trata a portaria decorre de recomendação técnica e fundamentada da Anvisa por motivos sanitários relacionados aos riscos de contaminação e disseminação do coronavírus”, diz a portaria, divulgada pelo site Congresso em Foco.

Uma medida semelhante já havia sido posta em vigor no dia 23 de março.

O documento foi assinado pelo ministro da Casa Civil, Braga Netto; o da Justiça, André Mendonça; o da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e pelo ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazzuello.

De acordo com a portaria, está proibida a entrada de estrangeiros por qualquer meio, seja ele rodoviário, ou outro meio terrestre, por transporte aquaviário ou por meio aéreo.

Estrangeiros com residência no país, casados com brasileiros ou que são profissionais em missão de organismo internacional não serão afetados pela proibição.
Título e Texto: Gabriel Oneto, revista Oeste, 23-5-2020, 11h45

Vários carros incendiados e viaturas assaltadas durante a madrugada em Lisboa

Atos de vandalismo repetem-se desde o início do mês de maio.


João Carlos Rodrigues

Seis carros foram incendiados e 12 assaltados desde o início do mês de maio na rua da Junqueira, na zona de Belém, em Lisboa, numa crescente onda de vandalismo.

O primeiro caso de fogo posto ocorreu no dia 3, mas repetiu-se agora nas madrugadas de dia 20, 21 e também este sábado.

Na quinta-feira, pelo menos 12 carros que estavam estacionados no parque da Cordoaria Nacional ficaram com os vidros partidos e o interior revirado por ladrões.

Na madrugada deste sábado as chamas que destruíram três carros acabaram por atingir um rés do chão de um prédio naquela rua.


[Foco no fosso] Batalha cansativa

Haroldo Barboza

A luta contra os que desejam entregar nossas riquezas aos estrangeiros gananciosos é desgastante. Cabe ao nosso povo demonstrar seu apreço pelas ideias do Presidente para que as armas da razão consigam exterminar as ratazanas subornáveis que são mais daninhas que três gerações de covid-19!

Qualquer pessoa ao sair de uma edificação, tende a espirrar pela mudança repentina de ambiente. Mas o Presidente, caso espirre e passe as costas da mão direita na ponta do nariz pela coceira gerada, servirá de alvo para editores mal intencionados que pregarão a seguinte manchete: “Presidente prova estar com covid-19 e suja a mão que usará para cumprimentar pessoas inocentes pelas ruas!”.

Na reunião de 22/4/2020, o Ministro da Educação foi por demais contundente ao nos passar a ideia de prender TODOS os membros do STF. Com isto, ele adicionou lenha para os editores opositores cavarem sua sepultura política.

Ele poderia nos ter passado a mensagem (exibindo o claro objetivo da necessária “limpeza”) dizendo: “Precisamos propor uma investigação no STF para expurgar e/ou prender os quase 50% de elementos que lá atuam contra os interesses da nação”.

O pior foi “esquecido” pela mídia tendenciosa: diante da pesada declaração do colega de reunião, o papel do “santo” ministro da Justiça deveria mostrar-se “indignado” com o que acabara de ouvir e ter marcado posição contrária em “defesa” dos poderes. Em tendo se mantido imóvel, reforçou a teoria do “quem cala consente”!
Título e Texto: Haroldo Barboza, 23-5-2020

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Presidente Bolsonaro desabafa em frente ao Palácio da Alvorada



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Sábado, 23 de maio de 2020, dia seguinte ao 'vídeo'


Bolsonaro ganha musculatura política e amplia chance de reeleição em 2022

Divulgação do vídeo da reunião de 22 de abril enfraquece Moro politicamente e fortalece a candidatura do presidente da República, avalia especialista

Rodolfo Costa

Se as eleições de 2022 ocorressem amanhã, domingo 24, o presidente Jair Bolsonaro estaria eleito. É o que avalia o cientista político Thales Castro [foto], coordenador do curso de Ciência Política da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).

Foto: Divulgação
É bem verdade que ainda falta muito chão até as próximas eleições presidenciais, mas a divulgação do vídeo da reunião interministerial de 22 de abril ajuda a reeleger o chefe do Executivo federal.

A análise não é exclusiva de Castro. Também foi feita pela deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), que não mais apoia o presidente da República.

A explicação sobre as análises está ancorada justamente na ausência de crime explicitada ao longo das quase 2 horas de vídeo e em como isso desmoraliza politicamente Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública.

A inexistência de crime é opinado por Janaina, uma das autoras do pedido de impeachment que resultou na cassação do mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Ela também concorda que o vídeo favorece o presidente.

Além da falta de crime, é justamente a origem inicial da divulgação que ajuda Bolsonaro. Essa reunião só veio à tona porque Moro acusou Bolsonaro de interferir na Polícia Federal. O que se viu, contudo, é o contrário disso.

Pilares
Esse é o principal motivo que leva a crer no fortalecimento político de Bolsonaro, pondera Castro. “Moro sai apequenado porque acusou sem nexo causal nenhum que motive processo de impeachment pelas acusações imputadas”, pondera.

Congresso acredita que Bolsonaro sai mais forte após divulgação de vídeo

Apesar de palavrões e críticas de ministros às instituições, políticos dizem que presidente da República reforçou bandeiras de campanha e foi bem visto junto ao eleitorado, mesmo sendo uma reunião privada

Redação Oeste

Integrantes do Congresso Nacional, inclusive da oposição, acreditam que o presidente Jair Bolsonaro saiu fortalecido politicamente após a divulgação do vídeo sobre a reunião ministerial do dia 22 de abril. O material era apontado pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro como a principal prova de uma suposta tentativa de interferência indevida na Polícia Federal (PF).
 
Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Para membros de partidos do Centrão como Progressistas, PL, PTB, PSC, Republicanos, entre outros, as manifestações do presidente em favor do fim do isolamento social feitas durante a reunião ministerial foram uma espécie de “propaganda eleitoral gratuita”. “A única coisa que o vídeo da reunião ministerial prova é que o ex-juiz Sérgio Moro não entende nada de prova”, disse o líder do Progressistas, Arthur Lira (AL), pelo Twitter.

Em determinado trecho da reunião, o presidente da República admitiu preocupação com as consequências econômicas do isolamento social. Principalmente com os trabalhadores informais, considerados os mais afetados pela pandemia. “Eu não sou economista não. Vai ser uma porrada muito maior do que você possa imaginar. Não são apenas os informais. Eu acho que já bateu a dez milhões de carteira assinada, foi pro saco (sic)”, disse Bolsonaro. “A desgraça tá aí. Eles [governadores] vão querer empurrar essa … essa … essa trozoba pra cima da gente, esse pessoal aqui do lado vai querer empurrar, e a gente vai reagir porque aqui não é saco sem fundo. Tá? Então essa preocupação vamos ter”, declarou Bolsonaro.

Autenticidade presidencial
Tanto para aliados quanto para adversários esse tipo de preocupação autêntica reverbera de forma positiva junto à base do eleitorado e isso pode ajudar o presidente a recuperar parte da popularidade perdida nas últimas semanas, após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. “Família, Deus, armamento, livre mercado, liberdade de expressão, livre mercado. Obrigado presidente Jair Bolsonaro, a maioria dos brasileiros o escolheu por defender estas bandeiras!”, disse o vice-líder do governo no Congresso, Rogério Mendonça (MDB-SC).

Em outro trecho do vídeo, o presidente negou que tivesse mentido sobre o resultado de seus exames para a covid-19. O jornal O Estado de S. Paulo chegou a ingressar com uma ação judicial solicitando a íntegra dos resultados. Todos deram negativo. “Nós temos um compromisso com a verdade. Eu jamais mentiria se não tivesse realmente um exame negativo. Jamais eu ia mentir a negativa deu positivo, ou vice-versa. Jamais. A verdade acima de tudo”, disse Jair Bolsonaro.

A briga política do vírus

Bolsonaro está onde sempre esteve. Doria terá problemas se a essência de sua força política estiver no confinamento e na política do “fecha tudo”

J. R. Guzzo

Apeste do coronavírus no Brasil, como sabe qualquer adulto capaz de conviver com ideias diferentes das suas, não levou mais do que cinco minutos para sair do campo na ciência e se transformar numa briga política que está fervendo até agora — e, possivelmente, vai continuar por aí depois que a epidemia for controlada. Na verdade, pode ter uma influência decisiva no futuro da política, da economia e das escolhas da sociedade brasileira. O inimigo comum, ao contrário do que ocorreu em outros países, não foi o vírus — foi o outro lado. O presidente Jair Bolsonaro e as forças que o apoiam, para não complicar uma história que no fundo é simples, ficaram desde o começo contra a paralisação do país para combater a doença; sua ideia-mãe é que se tratava de uma “gripezinha” que jamais poderia justificar todo o imenso sistema de proibições que os governos locais, com a autorização ou anuência do Poder Judiciário, puseram a funcionar nos últimos dois meses para combater a covid-19. Os políticos que querem a Presidência em 2022 (ou tão logo possível), e todos os que se opõem de alguma forma a Bolsonaro, tomaram posição a favor do “fique em casa” — que já arruinou o ano de 2020 e pode impedir, simplesmente, que o governo se recupere no horizonte mais próximo.

Muito pouco de tudo o que o poder público vem decidindo no Brasil desde o último mês de março, em suas diferentes esferas, tem realmente a ver com uma preocupação sincera com a saúde da população. Os que mandam neste país jamais deram a mínima para a saúde pública — tanto que a rede de esgotos não chega a 50% dos cidadãos e os hospitais públicos vivem em situação de colapso permanente, com ou sem vírus. Mas isso é problema de pobre: nenhum governante brasileiro com um mínimo de projeção, nem os que podem pagar um plano médico privado, jamais se tratou num ambulatório do SUS. Só que a covid, para desorientação geral, não se limitou ao povão, o que deixaria as coisas na indiferença de sempre: pegou da classe média para cima. Aí deu-se o pânico e ficou aberto o campo para a transformação de uma doença mortal em briga política. Quem passou a se sentir ameaçado, e tem meios para sobreviver sem a obrigação de ir ao trabalho todos os dias, começou a apoiar tudo o que foi apresentado como solução — dos engarrafamentos de trânsito ao fechamento das barbearias Quem sempre viveu ameaçado só tem pensado numa coisa: como ficar vivo sem ter um tostão no bolso.

As medidas tomadas até agora, no fundo, só tentam adivinhar com qual dos lados será mais lucrativo ficar.

 É inútil esperar por “pesquisas de opinião” para saber quem está fazendo a aposta mais certa — o resultado, como de costume, será apenas o que os pesquisadores querem que seja. O que se pode fazer é olhar com atenção, todos os dias, para os fatos. É certo que o apoio ao confinamento e a todas as soluções radicais que vêm junto reúne dezenas de milhões de pessoas; não é o grupinho que o presidente e sua base de apoio acham que é — se fosse, a paralisação do Brasil não aguentaria quinze dias de pé. Está nesse lado a maioria dos 12 milhões de funcionários públicos e suas famílias. (Exemplo clássico: segundo um levantamento que foi publicado há pouco na mídia, 80% dos professores do Estado em São Paulo se declararam “não preparados” para voltar a dar aulas.) A maioria dos que podem fazer “teletrabalho”, possivelmente, também apoia o confinamento, ou não tem nada contra. Somem-se aí aposentados, rentistas, ricos e gente que, no fundo, não precisa trabalhar, e dá para calcular o tamanho do partido a favor do “fique em casa”.

Todo mundo de que não gosto é fascista

Ao tornar-se um agente político de influência, Felipe Neto tem todo o direito de falar o que bem entender. O bom jornalismo, no entanto, precisa ser responsável e confrontá-lo com a História


Ana Paula Henkel

Bruno Garschagen, consagrado cientista político e autor de dois best-sellers, Pare de Acreditar no Governo e Direitos Máximos, Deveres Mínimos, define o fascismo pela máxima de seu líder, Benito Mussolini (1883-1945), criador do movimento autoritário que deu origem ao Partido Nacional Fascista: “Tudo no Estado, nada fora do Estado e nada contra o Estado”. Garschagen, colunista aqui na Revista Oeste, explica que o fascismo, assim como o comunismo e o nazismo, também impôs um modelo autoritário e totalitário de partido único, tendo em seus pilares ideológicos o desprezo pela democracia e pela liberdade, devendo o Estado estender-se a todos os âmbitos da vida dos indivíduos.

Quando, em 1919, Benito Mussolini inaugurou o Fasci Italiani di Combattimento, o precursor de seu partido fascista, ele não estava inventando a ideia de autoritarismo violento, mas dando um nome a mais um terrível tentáculo dos movimentos tirânicos da História. Sob sua liderança, esquadrões de militantes atacavam, espancavam e matavam outros italianos e, mais tarde, depois de se tornar o governante autoritário da Itália, ele se aliou a Hitler e à perseguição da população judaica local, entre outros crimes.

Nesta semana, o criador de vídeos para crianças e adolescentes Felipe Neto, hoje ferrenho opositor do atual governo, foi o entrevistado de um programa que já foi referência jornalística no passado. Até aí, tudo normal, gosto não se discute. Com enorme influência nas redes sociais, o rapaz tem, como qualquer outro cidadão, o direito de expressar opinião sobre suas escolhas políticas. O problema, no entanto, está quando um influenciador digital, com milhões de seguidores em suas plataformas, obviamente inteligente e capacitado em sua área de atuação, resolve opinar sobre temas sérios e verbaliza, por exemplo, que todos os que apoiam o atual governo são fascistas. Perplexos, assistimos, sem nenhum questionamento por parte da bancada de jornalistas que o entrevistou, a 58 milhões de brasileiros serem chamados de fascistas em rede nacional — repito, sem nenhuma indagação por parte dos profissionais da imprensa presentes.

Felipe Neto também repetiu uma das falácias mais adoradas pela esquerda, a de que a meritocracia é uma ficção liberal.

Foi um mantra marxista reiterado também sem nenhum contra-argumento pelos entrevistadores. Quando o youtuber foi convidado a comentar o espectro político a que pertenceria, o novo ídolo da esquerda e de militantes travestidos de jornalistas explicou que ele se posiciona “entre Ciro Gomes e Amoêdo”. Ou seja, Felipe Neto, o novo representante da intelectualidade política que não gosta de Jair Bolsonaro e de seu governo, gosta mesmo é da mão pesada do intervencionismo estatal e do Estado conduzindo todas as manifestações econômicas, mas também do liberalismo econômico com um Estado mínimo, enxuto e com políticas de mercado aberto. Creio que, se pudéssemos comparar a declaração da posição do rapaz no espectro político a uma posição geográfica no mapa, ele estaria tipo entre o Alasca e a Patagônia. E, se rir, você é um fascista.