quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Bolsonaro está como ele quer

O único problema real para o presidente da República seria a existência, já agora, de um candidato de oposição de verdade 

J. R. Guzzo

Poucas coisas parecem deixar mais impacientes os analistas políticos e frequentadores de mesas-redondas na televisão do que as pesquisas sobre a aprovação do presidente da República. Os números que registram a popularidade de Jair Bolsonaro deveriam estar em queda — sobretudo depois de nove entre dez cérebros da politologia nacional terem dado como indiscutível e definitiva a derrota maciça que ele teria sofrido nas últimas eleições municipais.

Foto: Arquivo Agência Brasil

Mas os números estão em alta; o que está em queda são os índices de reprovação. O motivo é que a derrota anunciada não aconteceu, simplesmente, e que Bolsonaro não está na situação de desmanche definitivo que os comentaristas atribuem a ele.

Uma maneira talvez mais prática de olhar para o status atual do presidente é fazer uma comparação com o passado recente. Bolsonaro estaria realmente na miséria descrita pela mídia em geral se estivesse, digamos, na situação em que Dilma Rousseff foi se meter em seu segundo mandato. Mas não está. Basta pensar um pouco. Ele objetivamente não está; desperta a ira dos editoriais, mas parece fazer cada vez mais amigos no Congresso Nacional.

É como nas pesquisas de aprovação: os índices de Bolsonaro sobem entre os congressistas, em vez de cair. Para quem quer o homem fora do Palácio do Planalto, é um problema. Nenhum presidente fica fraco por obter o apoio de senadores e de deputados, por mais viciados que sejam os métodos utilizados para isso.

Também não adianta dizer que Bolsonaro não merece a situação da qual desfruta — ou ficar publicando, dia e noite, tudo o que diz o futuro ex-presidente da Câmara dos Deputados, na sua ideia fixa de falar mal do presidente; ter um comandante “de oposição” como ele é o que qualquer governo pede a Deus e aos 12 apóstolos.

O único problema real para o presidente da República seria a existência, já agora, de um candidato de oposição de verdade — alguém que fosse realmente capaz de arrumar uns bons 70 milhões de votos e vencer, com eles, a eleição presidencial de 2022. Enquanto esse candidato for feito do material que há por aí — “Rodrigo Maia”, “Boulos”, “Doria” etc., a coisa não sai do lugar. Bolsonaro, nesse caso, está do jeito que quer — sozinho.

Título e Texto: J. R. Guzzo, Gazeta do Povo, 28-12-2020, via revista Oeste, 29-12-2020, 10h30

8 comentários:

  1. Marco Polo Gerard Bondim30 de dezembro de 2020 12:06

    A ascensão de Bolsonaro junto ao povo, e que acaba influenciando o Congresso, não acontece por acaso ou por falta do uso de todos meios possíveis, imaginários e ilícitos, utilizados pelos desajustados e corruptos, para tentarem desconstruí-lo e aos membros de sua família.
    Como as atitudes e ações do Presidente são veiculadas em toda integralidade nas redes sociais e em alguns órgãos da imprensa como este, por exemplo, os cortes e montagens deturpadas pela grande mídia não existem.
    Aliais, esse é um dos motivos mais relevantes para a nossa aversão à esquerda, e que deixa claro que os desajustados, alienados e limitados detratores, sequer conseguem enxergar os cidadãos simples, mas honestos, junto aos profissionais, majoritariamente, de outras áreas que não seja a da Academia, Comunicações, Direito, Artes…
    As suas atitudes e ações aliadas à nossa lógica, integridade aos fatos e aos pés no chão, são os verdadeiros motivos da ascensão de Bolsonaro!
    Os desajustados doutrinados não têm como perceber isso!
    Marco Polo Gerard Bondim, 29 de dezembro, 10h53

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  2. Eduardo A. A. Domingues30 de dezembro de 2020 12:25

    INACREDITÁVEL HISTÓRIA

    Bolsonaro encontra um País com uma dívida pública de R$4.1 trilhões que só de juros consumia 50.7% do orçamento anual.

    Bolsonaro encontra logo de cara, um tema emergencial e polêmico que foi a REFORMA DA PREVIDÊNCIA.
    Os riscos de faltar dinheiro para pagar aposentados e pensionistas eram enormes.

    Bolsonaro diminuiu o número de ministérios de 39 para 22 e isso gerou problemas com os presidentes da Camara e do Senado que queriam MINISTÉRIOS para distribuir cargos com suas bancadas, como sempre era feito.

    Em represália, Bolsonaro teve 70% de suas MEDIDAS PROVISÓRIAS propositadamente EXPIRADAS.
    Câmara e Senado não colocavam em plenário, para votação, a maior parte do plano de governo do Presidente.

    O Orçamento para 2019, aprovado em dezembro de 2018 e que foi elaborado pela equipe do TEMER, previa uma DEFICIT de R$138 Bilhões.

    Qualquer leigo vai logo de cara entender que deixaram o governo sem recursos para investimentos públicos.

    O orçamento foi apertadíssimo e o GOVERNO teve que CONTINGENCIAR (cortar temporariamente) gastos em algumas áreas como por exemplo a da EDUCAÇÃO onde, meses depois, após uma melhora nas contas públicas, todo o orçamento foi repassado.

    Bolsonaro encontrou problemas seríssimos na AMAZÔNIA.

    Países que usavam ONGS como escudo, deixaram de explorar nossas riquezas, e, em represália, atacavam o governo, que mal acabara de entrar, deixando-o como culpado pelo desmatamento da região.

    Á esquerda insatisfeita com a derrota, não parou de executar planos para atrapalhar o Governo.

    O Vazamento de óleo de um Navio fantasma no litoral do NORDESTE foi algo muito estranho. A Imprensa quase toda aparelhada davam toda ênfase contra o Governo Bolsonaro.

    Com todas as dificuldades encontradas, fechamos 2019 com um defict nas contas públicas de 60 bilhões de reais. Ou seja, metade do Deficit permitido pela lei de diretrizes orçamentárias.

    Á inflação terminou o ano dentro da meta, e só não foi abaixo, por conta do aumento no preço da carne acontecido em outubro de 2019, devido o governo chinês ter feito a maior compra de carnes para um período.

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    1. Eduardo A. A. Domingues30 de dezembro de 2020 12:26

      Ainda assim:
      • Todas as ESTATAIS deram lucros e muitas delas bateram recorde de lucros;
      • O BNDES teve o maior lucro de sua história;
      • A Petrobras voltou a ter lucros e as companhias elétricas finalmente se recuperaram;
      • Nossa SELIC que hoje está em 2%, fechou 2019 em 4.5% que já era um dos menores da história;
      • Nosso risco País fechou 2019 abaixo dos 100 mil pontos. Uma pontuação como essa é a certeza que no momento é seguro investir no País;
      • Nossa Bolsa bateu recordes em cima de recordes;
      • O Dólar aumentou ? Sim, aumentou !! O Ministro Guedes fez com que o especulador saísse do País quando ele diminuiu em muito nossa taxa SELIC pois eles pegavam dinheiro emprestado em outros mercados a juros baixos, e emprestavam em nosso mercado a juros altos. Essas operações são chamadas CARRY TRADE;
      • Mesmo com o rompimento da barragem de Brumadinho, que gerou forte queda no setor extrativo mineiro e capixaba;
      • Mesmo com o desaquecimento da economia global, onde o PIB Chinês que é o nosso principal comprador, cresceu bem menos;
      • Mesmo com a crise na Argentina que é o nosso terceiro maior comprador;
      • Mesmo com a briga comercial Entre EUA e CHINA, o nosso PIB cresceu 1.1% com os investimentos privados superando o público em crescimento e mostrando sustentabilidade já que você cresceu sem se endividar;
      • Mesmo com a escassez de recursos na área de transportes foram asfaltadas estradas que estavam paradas há 43 anos como foi o caso da BR 163 que escoa a produção de grãos entre o Mato Grosso e o Pará;
      • Mesmo na pandemia o Ministro Tarcisio não parou de inaugurar obras. Foram 38 até junho de 2020.
      • Mesmo assim Obras como a transposição do São Francisco, que começaram a ser executadas em 2007 e deveriam ser concluídas em 2012 e ainda seus orçamentos com o valor incialmente orçado ter triplicado, foram concluídas no segundo ano do Governo Bolsonaro.
      • O governo gerou 700 mil vagas com carteira assinada em 2019;
      • Na área de segurança houve quedas de homicídios e ataques a mulher em 23%;
      • Em janeiro de 2020 tivemos o maior superávit primário nas contas públicas da história.
      • Em julho, mesmo na pandemia, tivemos o maior superávit da balança comercial da história;
      • Enquanto o PIB das 10 maiores potências do planeta tem previsão de queda entre 6.5% e 15%, o BOFA prevê que o Brasil vai cair só 4.8%.

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    2. Eduardo A. A. Domingues30 de dezembro de 2020 12:28

      Só para vocês terem uma ideia do que é gestão, o Banco Central, mesmo com a pandemia, registrou lucros de R$400 bilhões no primeiro semestre.

      O Guedes quer reduzir nossa dívida pública em 10% usando esse dinheiro. Isso reduzirá os valores de juros a serem pagos obrigatoriamente pelo governo e com isso sobrará mais dinheiro para investimentos públicos.

      Os 5 pacotes emergenciais de R$600.00 custaram ao governo R$60 bilhões/mês e os 3 de R$300.00 vão custar mais R$30 bilhões/mês.
      São R$390 bilhões dados para o povo brasileiro não morrer de fome.

      De onde veio essa grana? Pergunta ao Guedes como ele fez para lucrar 500 bilhões com a alta do dólar entre dezembro de 2019 a maio de 2020.

      O governo Bolsonaro, mesmo com os desvios feitos pelos governadores; mesmo com as ações inconstitucionais do STF e mesmo com a ECONOMIA TRAVADA na maioria dos estados, foi indefinido maior investidor muito nesta pandemia ficando atrás apenas dos EUA.

      Esquerda, Mostre conteúdos em suas postagens.

      Parem de mimimi, do Queiroz, que está sendo investigado e não tem nada a ver com o atual Governo.

      Relembrem dos trilhões desviados pelo PT/PSDB, que nos colocaram nesse buraco.

      E você, eleitor de Bolsonaro, deixe de ser leitor e ouvinte da GLOBO e da FOLHA.


      OS JORNAIS NÃO VÃO DIVULGAR!

      Um Abraço,

      Eduardo A. A. Domingues
      eddom.rio@gmail.com
      Celular • WhatsApp:
      +55 21 99800-3116

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  3. APENAS PARA REGISTRO, OS COMENTADORES ACIMA SÃO PROFISSIONAIS DE MARKETING PESSOAL,E EXCELENTES EM SEU METIÊ, COM AS FERRAMENTAS CERTAS CONSEGUEM LEVAR O DEMÔNIO AO CARGO DE CHEFE DE CORO ANGELICAL.

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  4. Para registro:
    Opiniões de autores balizados não elegem ninguém, fosse assim JIHADDAD rinha sido eleito.
    A imprensa e as mídias sociais são órgãos díspares opiniões, o povo é ímpar.
    Em tempo díspares são diferentes.



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  5. Não me referi a "opinião"!
    E sim empresas prestadoras de serviço de marketing pessoal e politico pós-eleitoral, com o uso permanente de ferramentas visando melhorar a imagem de quem já possui um mandato, visa manter a imagem associada a uma boa administração, objetivando a ampliação de seu poder.

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    1. Por acaso a administração é ímpar.
      As opiniões continuam sendo díspares.

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